Latest / Surra de Lúpulo / Chicha Contemporânea. Papo com Diego Simão | Surra #196
Transcript
- 0:08Hipocondríaco apresenta. Surra de lúpulo.
- 0:15Oi, pessoal, bom dia, boa tarde, boa noite, eu sou Ludmilla mais
- 0:20conhecida no Instagram, correcondrica Gui no programa de
- 0:23hoje meus amigos, nós vamos falar de um assunto que pode ser
- 0:27a próxima tendência no mercado cervejeiro, que pode ser a
- 0:31galinha dos ovos de ouro, que pode ser a tábua de salvação que
- 0:36pode, quem sabe, alavancar o nosso mercado artesanal para
- 0:39alcançar mais paladares e públicos.
- 0:41Para falarmos sobre a que que é contemporânea.
- 0:45Esse elixir cheio de promessas, estamos com o desbravador dos 7
- 0:49mares, o manezinho da ilha, o nosso grande amigo Diego Simão,
- 0:53ele que dispensa mares, Apresentações aqui porque ele já
- 0:55teve conosco em vários programas, mas ele é o pai da
- 0:58coisa, linda é o pai da Manny poeira e agora é o pai
- 1:02brasileiro da tícia contemporânea.
- 1:06Enfim, antes de pedir que o nosso convidado dê um alô, a
- 1:08gente tem o prazer de informar que esse programa é oferecido
- 1:10pelos nossos mecenas empresariais.
- 1:13Cerveja da casa, ir SPACE cervejaria o saco pro sabia
- 1:18viver o wanderberg e debier agence.
- 1:24Agora sim, Diego dá um alô pra galera reconhecer a sua voz.
- 1:28Oi galera. Diego aqui, futuro líder de
- 1:32participações em podcasts. Vou retomar o meu lugar no
- 1:34primeiro lugar lá e. Bem-vindo, meu querido, eu
- 1:37estava até com saudade de falar com você, mas assim é essa Poção
- 1:41de líder, você e a Bia tem um lugar que é o lugar de que
- 1:45hackearam o sistema. Quando criaram o encontro
- 1:48selvagem, então vocês hackearam o sistema, tá?
- 1:53Seja bem-vindo. Eu sou o Leandro, mas hoje vocês
- 1:55podem me chamar do dengue, da turma da tcha.
- 1:59Nossa. Quando a gente achava que não
- 2:01podia piorar, ele vai lá e você é mais o Praga mesmo, né?
- 2:05É. Eu pensei vários, mas a última
- 2:07vez eu já fui o transtorno. Eu falei, vou pegar leve comigo
- 2:11mesmo. Na minha alta citação de mim.
- 2:14Vamos a. Compaixão, isso aí e.
- 2:16A gente bate esse papo aqui tomando uma cerveja, eu quero
- 2:18saber, Diego, o que que você vai beber por aí, porra?
- 2:21Vou abrir agora bem lembrado. O que é que eu vou tomar?
- 2:24Deixa eu ver se vai dar o barulho aqui, vou até botar
- 2:26perto aqui do microfone. Ouviu, não?
- 2:31Não, não. Ah.
- 2:32Ainda bem que não sou só eu. Pô, e é altos microfone
- 2:35bonitinho aqui e tal. Mas então estou tomando uma
- 2:39frutilhada de goiaba com erva doce e anis estrelado que é uma
- 2:45Ticha com frutas. Então hoje estou aqui, fazendo
- 2:49jus ao episódio. Olha, ele veio preparado muito
- 2:54bem. E você, Ludi, veio preparado?
- 2:56O que você vai beber? Eu.
- 2:57Vim para. Nada para seguir me hidratando,
- 2:59tá, gente? Eu estou aqui na minha aguinha e
- 3:01ficarei assim por algum tempo. Então me aturem, me amem.
- 3:06Está ótimo, está ótimo. É faltou até dizer, né, que essa
- 3:09daqui é a cerveja colaborativa que foi lançada, né?
- 3:12Entre a coisa linda e a carrose vai ter em garrafa e tudo mais.
- 3:15Eu ganhei uma medalha, já agora, como é que pode?
- 3:18Também nem mal foi lançado e ganhou medalha lá no brasileiro
- 3:21e tudo. Você é muito lobista, né, cara?
- 3:24Por que lobista? Real gove das cervejas.
- 3:26Como você, lobista, cara. Você está lobista, até lobista
- 3:29telabista. Calma aí.
- 3:31Para de bagunçar o poema dos outros.
- 3:33Vamos seguir a porta da neguinha.
- 3:35Ai, meu Deus, ela. Fica nervosa?
- 3:38E você, dengue, Praga da turma da titia bebendo.
- 3:42O que eu vim também temático, porque eu também vou beber uma
- 3:45Tite. Ah, peguei vocês de surpresa.
- 3:48Vou beber a lagite, né? Que pariu, quando eu achei que
- 3:52ele não pudesse. Piorar, pô, lagite.
- 3:56Aí, a do filha, da mãe, sai. Puta que pariu.
- 4:03O que que não é para falar, não é?
- 4:05Sabe por quê? É, eu estou.
- 4:08Dizendo, babá um tá bom, então, desculpa.
- 4:11Puta, molhou tudo, caralho. Aí é o castigo, veio a cavalo
- 4:14também. Hein?
- 4:15É bem feito, Hein, ó? Se você gosta do nosso conteúdo
- 4:29e ainda se identifica com a gente, considere apoiar o surto
- 4:32de lúpulo através do site apoia, aponta.
- 4:34Se é barra surde, lúpulo ou compre uma camiseta na nossa
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- 4:46brindes insanos. Se a grana está curta e você
- 4:49ainda não ama tanto a gente assim, outro jeito de ajudar é
- 4:53seguindo a gente na sua plataforma de streaming.
- 4:56Preferida e dando aquela 5 estrelinhas no Spotify ou Apple
- 4:59podcast ou na plataforma que você escuta.
- 5:02Isso ajuda muito na distribuição dos episódios e aproveite e
- 5:05compartilhe o programa com a galera que gosta da coisa linda
- 5:08que gosta de cerveja, que não faz ideia o que é que é uma Tite
- 5:11e espalha piscina? Olha a palavra.
- 5:22Vamos lá, lud. Olha, filha contigo mesmo.
- 5:25Me desconcertou esse negócio que aconteceu com a cerveja aqui.
- 5:27Ué, meus amigos? Mas é claro que tu fica
- 5:29saracutando com a cerveja e tu ta achando que a cerveja é
- 5:31coqueteleira? Meus amigos, porra.
- 5:35Eu fiquei Tite. Fiquei Tite é da vida.
- 5:37Vai cateta. Pra gente começar, Diego, vamos
- 5:41lá, vamos começar um pouquinho. Senta que lá vem a história.
- 5:49Senta que lá vem a história. Conta pra gente o que é a titia.
- 6:00Bom atitchia, ela é a bebida ou vamos dizer assim?
- 6:04A cerveja das Américas, né? Vou começar já falando isso do
- 6:08algo de cara, porque a Tite é uma bebida fermentada de milho e
- 6:11geralmente ela é feita de malte, de milho, né?
- 6:14E ela surgiu pra ter ideia, os primeiros indícios dela que
- 6:19estão associados a portes, né? E ânforas, né?
- 6:23Que é foram descobertos e fizeram a análise bioquímica e
- 6:28tudo mais. Datam de quase 7000 anos atrás,
- 6:315000. Anos antes de Cristo?
- 6:33Caralho. Né?
- 6:34Então a gente tem aí uma bebida que é feita há muito tempo nas
- 6:37Américas, com um tipo de vegetal, né?
- 6:40Um aí vamos dizer 11 cereal, né, que é o cereal sul-americano que
- 6:45é o milho, e ele existe desde essa época, né?
- 6:48Então, é uma bebida que se desenvolveu nas Américas de uma
- 6:52forma, vamos dizer assim, homogênea em quase toda a parte
- 6:55onde havia milho, havia Tite, mas óbvio que é necessário
- 6:59falar, né, que é nem sempre o nome é Tite tinha vários nomes
- 7:03porque existiam vários povos originários com várias
- 7:07linguagens, né? Mas.
- 7:08Sempre assim, uma raiz muito parecida, né?
- 7:11Que deriva da palavra mais, só que.
- 7:14A partir do momento, né? Que começou a ter a invasão
- 7:18espanhola a Tite, esse nome que é principalmente usado nos
- 7:22Andes. Ele ganhou destaque por conta da
- 7:25colonização espanhola, que resolveu usar essa palavra pra
- 7:29denominar todas as quase as bebidas fermentadas que existiam
- 7:33sendo feitas pelos povos originários.
- 7:35Tanto que existe uma confusão enorme de nomes, tanto que o
- 7:39próprio aluá, por exemplo, e hoje a gente associa com uma
- 7:43bebida fermentada de abacaxi ele.
- 7:46No século 17, era associado às bebidas experimentadas de milho,
- 7:51né? Então os nomes, né?
- 7:53Variavam, né? Conforme.
- 7:54As populações, mas basicamente, quando a gente está falando de
- 7:57ticket hoje, no sentido moderno, a gente está falando uma bebida
- 8:01fermentada de milho malteado, tá?
- 8:04Tem muita gente que Ah, quando faz a lembrança da Tite, lembra
- 8:08do programa da dog Fish Red, que era em busca do de de diferentes
- 8:12tipos de cerveja? Mas no fim, né?
- 8:15Ele pegou um exemplo que era uma exceção.
- 8:18Hoje, a academicamente se sabe pelo acompanhamento de produções
- 8:21no interior do Peru, Equador, Colômbia, diferentes países
- 8:25sul-americanos, isso incluindo o.
- 8:29É principalmente na parte da Amazônia que essa bebida,
- 8:32geralmente ela é feita com o milho já malteado, né?
- 8:36E essa aqui é mascada cuspida e tal.
- 8:38É uma exceção ao processo, né? Hoje em dia mais se encontra
- 8:42isso. Então a Tite é isso, né?
- 8:43Uma bebida? Sua Americana que tá aí há muito
- 8:46tempo, muito tempo esquecida e que vale aí esse resgate, esse
- 8:50resgate por parte de nós, brasileiros, né?
- 8:52Porque principalmente nos países andinos a gente já tem um
- 8:55movimento mais consolidado sobre, vamos dizer assim.
- 8:59Reinterpretar, né? Reerguer a Tite é como uma
- 9:02bebida local, como uma cerveja local, né?
- 9:06Então, é um movimento que já tem vários expoentes, incluindo a
- 9:10Vitória. Bill, né?
- 9:11Que veio da aula pra gente aqui no Brasil?
- 9:14Neste ano, né? Durante a semana selvagem desse
- 9:17ano, enfim, antes de tudo é um resgate histórico e um resgate
- 9:20da nossa identidade. Tche é América do sul.
- 9:23Legal, a primeira coisa que me me ocorre antes de fazer a
- 9:26próxima pergunta, que eu acho que é importante trazer e fazer
- 9:30uma contraposição do programa que a gente gravou com o João
- 9:33Daniel, sobre a história da cerveja na civilização, você
- 9:37falou que existem indícios da Tite a 5 ou 7000 anos atrás?
- 9:427000 anos atrás. Tá beleza, cara.
- 9:45Isso é muito bizarrice, assim é, é.
- 9:49Eu fiquei, fiquei um pouco atordoada assim.
- 9:51Eu acho que a gente tem essa coisa realmente do apagamento
- 9:55histórico do que a colonização significou pra gente, né?
- 9:58Então, juntar esses caminhos, né?
- 10:01Refazer esses passos para entender o que aconteceu é muito
- 10:04importante, até entender que muda um conceito de pensar que,
- 10:09de repente, a cerveja foi descoberta.
- 10:10Onde Ela Foi descoberta? A gente pode falar que e eu acho
- 10:14que seria mais correto falar é porque a gente sempre fica
- 10:17naquela questão de vamos rankingar tudo.
- 10:19Aonde foi a primeira cerveja? Onde eu não sei o quê se é um
- 10:22costume ocidental extremamente desagradável, para falar a
- 10:25verdade, mas a questão é que a gente pode ver que.
- 10:29Em diferentes civilizações, houve diferentes
- 10:31desenvolvimentos quase que simultâneos do conhecimento
- 10:35sobre as bebidas fermentadas, e isso se deve a um fator que é
- 10:38muito comum a todos que existe quase que um consenso na
- 10:42comunidade académica que quando tu faz a domesticação de um
- 10:46certo alimento e passa do deixar de ser nómade para se sedentário
- 10:51e está colocado em algum lugar, tu transforma aquela a comida
- 10:55que tu está plantando, né? De forma, já vamos dizer assim,
- 10:59planejada, tu precisa armazenar. E uma das primeiras formas de se
- 11:03armazenar o alimento é fermentar esse alimento.
- 11:06Então assim, é uma coisa meio que natural acontecer que, após
- 11:09a domesticação de certos alimentos, ele vai tentar
- 11:12através, né, de fermentação ou fabricação de farinhas, et
- 11:16cetera, a conservação do alimento para que ele não tenha
- 11:19que toda hora estar coletando ou que ele possa guardar para comer
- 11:21numa hora mais tarde, então. Esta situação de tipo, Ah, puta,
- 11:26olha só, parece que tá todo mundo fazendo ao mesmo tempo é
- 11:28porque a agricultura ela surgiu quase que o mesmo tempo em
- 11:32diferentes partes do mundo, então a gente observa que as
- 11:35bebidas fermentadas de forma geral e se tu for olhar pra
- 11:39adaptação de quando se começou a ter o vinho, aí quando eles
- 11:42domesticaram a plantação do vinho ou o coleta do vinho e
- 11:45deixaram aquilo fermentar, é da uva da uva e ela fermentasse.
- 11:49Transformar em vinho, né? Então, existe assim diferentes
- 11:52indícios da onde começou ou aonde tem os primeiros indícios
- 11:55de bebidas fermentadas? Mas tudo isso tá vindo muito
- 11:58agora à tona e principalmente na.
- 12:00Do sul, e eu acho que a gente não precisa se achar, vamos
- 12:03assim apagados. Mas eu acho que por conta, né?
- 12:06Do próprio formato de Transmissão do conhecimento dos
- 12:09povos originários da América onde não se contavam muitas
- 12:13vezes com, vamos dizer assim, uma língua escrita e tivesse
- 12:17passando isso pra frente, principalmente agora com a
- 12:19arqueologia, se utilizando de metodologias de identificação
- 12:23por espetometria de análise de portes.
- 12:26Né ou né, de cerâmicas é que tu consegue analisar quais são os
- 12:30compostos que estavam ali, naquelas cerâmicas e aquela
- 12:32cerâmica vai te revelar através da análise.
- 12:36Genética ou bioquímica? Do que estava ali dentro, do que
- 12:39que eles estavam fazendo naquela época.
- 12:40Então, os indícios agora, com essa tecnologia que a gente tem
- 12:43hoje, que a gente pode indicar com boa parte de certeza que Ah,
- 12:485000 anos antes de Cristo, eles estavam fazendo o Tite.
- 12:52Por quê? Porque a composição bioquímica é
- 12:53isso, então, mas, obviamente também tem isso, né?
- 12:56Lourdes a gente tende a ter um apagamento histórico por conta
- 13:00das políticas educacionais brasileiras que por até pouco
- 13:03tempo atrás e tu é de uma geração que eu também sou, dessa
- 13:06geração que se falava que o Brasil foi Descoberto aqui entre
- 13:09anos atrás e não, né? Tem população aqui há 25000 anos
- 13:12atrás, então é várias coisas que a gente tá vivendo, um tempo de
- 13:16mudança, uhum, e a gente tem que saber, eu acho que talvez olhar
- 13:20pra essas informações que estão chegando pra gente agora e saber
- 13:23reinterpretar, né tipo tudo isso e valorizar, principalmente eu
- 13:26acho que receber e valorizar, então acho que fazer teatro, por
- 13:29exemplo, é valorizar esse momento e.
- 13:32Histórico, uhum. Que a gente tá vivendo.
- 13:34Fazer só um comentário até em cima disso eu acho que tem esse
- 13:38ponto que vocês falaram que é isso.
- 13:39A revolução agrícola não foi um privilégio ou algo específico de
- 13:44uma região a em tal lugar, os sumérios lá, que é o que a gente
- 13:48normalmente estuda no nascimento da cerveja, né?
- 13:51Há 6000 anos antes de Cristo tal os sumérios lá na mesopotâmia,
- 13:55pá, eles foram os primeiros a fazer a serem sedentarizados
- 13:59não, isso estava acontecendo no Globo todo e aí começa a
- 14:02acontecer e tá tudo bate as mesmas data, né?
- 14:05Quando você olhar aí a Tite a 5000 anos antes de Cristo,
- 14:08numero de 6000 anos antes de Cristo, 1000 anos, numa
- 14:10velocidade de evolução tecnológica daquela época.
- 14:14É nada. Se mal se cria novas
- 14:15ferramentas, é pouquíssima coisa.
- 14:18Se a gente olhar a comparação de velocidade e de tecnologia de
- 14:21desenvolvimento, porque não tinha escrita, porque não tinha
- 14:24facilidade de comunicação, porque inventava num canto, não
- 14:26passava para a frente a outra invenção.
- 14:28Então não tinha conectividade. Não, e tu sabes outra coisa que
- 14:31é muito que dificulta muito também.
- 14:34Essa questão é que até tem um outro podcast que eu sempre
- 14:38posso dizer aqui que eu gosto muito de ouvir, que é a história
- 14:41Americana. Outro dia, eles fizeram um
- 14:43episódio sobre. A Amazônia enquanto o berço da
- 14:46tecnologia das civilizações América do sul.
- 14:49E está se formando um consenso na área acadêmica que, dentro da
- 14:53floresta amazônica, era uma área de desenvolvimento tecnológico
- 14:56muito grande, porque a boa parte da tecnologia, né?
- 15:00De potes de cerâmica, se desenvolveu primeiro no na
- 15:03Amazônia, para depois passar para o resto da América, né?
- 15:08E, ao mesmo tempo, se há indícios, né, que a domesticação
- 15:11do milho foi simultânea na América central e na Amazônia,
- 15:14né? Principalmente na área do Acre e
- 15:16até se especula que o milho ele saiu dali, para aí expandir para
- 15:20o resto, né? Mas eu estou falando isso
- 15:21porque. Historicamente, para tu analisar
- 15:24o que aconteceu na Amazônia é muito difícil, porque por tu ter
- 15:27uma floresta muito densa, é difícil tu chegar numa floresta
- 15:31e fazer arqueologia como tu fazes num deserto, é mais fácil.
- 15:35As coisas estão lá, tudo aparecendo, né?
- 15:37Então aqui não tu tem que tipo fazer uma pesquisa que é muito
- 15:40mais árido, mais difícil, então a gente tá assim agora,
- 15:45descobrindo a nossa história, né?
- 15:47Por IA se aprofundando nisso, né?
- 15:50Tanto que, né, tu tem várias civilizações que sumiram, né?
- 15:54Durante o esse período aí de 7000 anos que a gente tá citando
- 15:58e só agora tá se começando a ter, porque agora que tá se
- 16:01interpretando também a vamos dizer assim, a linguagem que
- 16:04eles usavam e tudo por aí vai, né?
- 16:06Então é tipo assim, discutir o porquê que a gente tá sumido na
- 16:10história, mas é importante ver no final que a história da
- 16:14cerveja ela não acontece na Europa.
- 16:15Somente, né? Ela acontece também na América
- 16:18do sul ou nas Américas, de forma em geral, né?
- 16:20Legal, eu acho que o importante trazer a perspectiva que o
- 16:23Leandro construiu, que você tinha trazido e que é, estavam
- 16:26acontecendo as mesmas coisas ao mesmo tempo em vários lugares,
- 16:30entendeu? Então, a roda foi inventada
- 16:32999000000 de vezes. Uhum.
- 16:35Cada uma no seu lugar, cada um tendo uma ideia.
- 16:37O fogo foi Descoberto 39000000 de vezes, então é isso, nada se
- 16:41cria, tudo se copia. Bora pra próxima?
- 16:44Pergunta. Seguindo nesse passo, né?
- 16:48Então vamos lá caracterizar o que que é essa?
- 16:50Tite é contemporânea, né? E aí, você já começou a falar um
- 16:53pouquinho de onde surgiu a ideia do resgate?
- 16:55A gente elabora isso um pouquinho, então primeiro conta
- 16:58pra gente o que que é esse conceito da Tite?
- 17:00A contemporânea e esse resgate. Olha, é importante a gente falar
- 17:04que os louros disso tudo a gente deve dar ao pessoal da American
- 17:09dinha, né? Tanto Equador, Colômbia, Peru.
- 17:12Tem um movimento muito legal de retorno do uso do milho na
- 17:18produção da cerveja, né? Porque o uso do milho já
- 17:20aconteceu em diferentes partes da história da cerveja,
- 17:22inclusive nos Estados Unidos, como a quem touch common, que na
- 17:26descrição histórica dela era o uso do malte de milho, era comum
- 17:29e por aí vai. Mas a questão toda é que isso
- 17:31tudo sumiu. E agora está reaparecendo, então
- 17:35é bom dizer que esse retorno à Teacher.
- 17:37O desenvolvimento da ideia Teacher contemporânea.
- 17:40Ela pertence ao pessoal ali da American Dina e a gente tá
- 17:43chegando um pouquinho atrasado. Nós Brasil, né?
- 17:45No caso, o ano de 2022, eles fizeram um encontro via internet
- 17:50pra falar sobre a Tite, a como produzir cervejas com milho, né?
- 17:54Eu participei desse encontro, inclusive virtualmente
- 17:57obviamente e lá, tipo, comecei a ter contato com o que eles
- 18:00estavam fazendo, né? Então, já a partir daí, comecei
- 18:04a conversar com vários colegas sul-americanos, né?
- 18:06Pra entender o que que eles estavam fazendo, o que que eles
- 18:08não estavam fazendo, né? Porque desde 2020 eu já tava
- 18:11tratando de fazer milho pra fazer a Fitch, né?
- 18:14Mas me faltava o conhecimento de produção, então é muito legal
- 18:18olhar, por exemplo, o trabalho da Victória abril, né?
- 18:21Houve Vitória? Teacher, né?
- 18:23Que eles estão dando o nome agora da cervejaria deles, que
- 18:26há algum tempo eles estão adaptando técnicas pra se fazer
- 18:30algo que seja inspirado na Tite, mas não seja Teacher, porque tem
- 18:34tem certos coisas aqui que a gente tem que respeitar,
- 18:37principalmente a questão da tradicional Teacher.
- 18:40Como é que a Teacher tradicional é feita e a Teacher tradicional
- 18:43é feita de de uma maneira que a gente, no mundo da produção das
- 18:48cervejas artesanais, é complicado de fazer, porque o
- 18:52processo tradicional de produção de teatro é só com milho, né?
- 18:56Claro, tem. Outros cereais também, mas tem
- 18:59tites que são sem nada, então é só um Mini, então ele vai ter 11
- 19:03rendimento de molde menor, porque tu tem falta de enzima e
- 19:06por aí vai, né? Mas a Tite é tradicional ou quer
- 19:10dizer a Tite é contemporânea, o que que é isso?
- 19:13É uma forma de adaptar os, vamos dizer assim, as produções de
- 19:16Tite é tradicional ao mundo da cerveja artesanal contemporânea.
- 19:20E por isso que a gente falou em Tite a contemporânea, porque ela
- 19:23não é Moderna, ela é uma questão que não é, não quer ser
- 19:27superior, mas é só mais uma releitura da Tite.
- 19:29Então a Tite é contemporânea, ela vem no sentido de olhar para
- 19:32as técnicas modernas, por exemplo, pelo uso do lúpulo, né?
- 19:36Não se usa na títcia tradicional, né?
- 19:38Então se usa outros tipos de ervas e frutas e tudo mais, e a
- 19:43contemporânea já vai para o viés, né, de aproveitamento de
- 19:46melhor, de mosto, olhar para as enzimas, variação de PhD, água.
- 19:50A gente, por exemplo, na produção.
- 19:53Da cerveja colaborativa que a gente fez cocairosa, por
- 19:55exemplo, a gente fez uma quethou.
- 19:57Saud, a gente não fez nenhuma cerveja selvagem nesse primeiro
- 20:00momento. Então essas releituras, né, que
- 20:03começaram ali pelo Chile, é Peru, Colômbia, Equador.
- 20:08A gente está trazendo agora para o Brasil.
- 20:10Trouxemos, inclusive o pessoal do Peru para ensinar vários
- 20:13cervejeiros brasileiros que agora nesse momento, já tá se
- 20:16organizando. O segundo pedido de morte de
- 20:18milho e provavelmente no ano que vem a gente vai ter mais ou
- 20:21menos umas 20 cervejeiras brasileiras produzindo Teacher
- 20:24já, e cada um vai dar a sua leitura de como fazer, né?
- 20:28Então, como o pessoal dá Teacher peruano ensinou a fazer, eu já
- 20:32modifiquei um pouco o processo, né?
- 20:34Lá eles fazem 11 cintificação longa em barril e tudo mais,
- 20:38enquanto eu fiz uma quetles também tô levando pro barril de
- 20:42madeira, mas após o keto sauer, então a gente tá começando a
- 20:46fazer uma movimentação um pouco maior e.
- 20:48E aí também vale a pena dizer que quando o Brasil entra no
- 20:51jogo o jogo muda, né? Porque bem dizer, né, não tem
- 20:55produção industrial de mote de milho na América do sul, né?
- 20:58Então aqui a gente já botou uma maltaria pra fazer esse
- 21:00processo, né? Então a gente tá falando em
- 21:02produção de malte em toneladas, né?
- 21:05Então já estamos mudando um pouco esse jogo, né?
- 21:07A quantidade de cerveja produzida só a coisa linda já
- 21:11produziu 4000 l, né? E diz pro pessoal do Peru
- 21:13produzir é muito difícil, porque eles têm que maltear na mão de
- 21:17forma artesanal, então eu prevejo aí que a gente vai ter
- 21:20uma produção bem claro já, comparativamente ao que é feito
- 21:23na América do sul. Agora a gente vai expandir muita
- 21:25produção e as experiências produtivas que a gente vai ter
- 21:28com esse conceito de Teacher contemporâneo, né?
- 21:31Mas ainda podemos dizer, né? O lud, que nem o próprio
- 21:35conceito está fechado. Porque, tipo, a gente não tem
- 21:38bem definido o que que é uma artista contemporânea ainda, né?
- 21:41Então acho que é tudo um desenvolvimento que vai
- 21:44acontecer nesse próximo ano. Aí, perfeito.
- 21:54Vamos soltar o áudio da Carla Leandro.
- 21:57Vamos para a gente conhecer um pouquinho mais da história do
- 21:59que está rolando lá no Peru. Carla cisneros, então da
- 22:02Victória Tite, a birr que Oo Diego já citou aqui, que mandou
- 22:06pra gente a participação. Hello hy.
- 22:09This Is Carla from Peru é a Thank You very much for a your
- 22:14interessante our Project. É o Victoria Teacher and from
- 22:17Cusco, que era em pero Ricard in the potencial of tcha views, a
- 22:23product temperoy think. It's a very very i's, new IA,
- 22:27news friend there many Manny bruries here and ruthery
- 22:32experimentin a with tea and with zom corin.
- 22:36Diferentes tipes ofcorrs we have many mennyvariation em Perus.
- 22:42Sobre a within that from the Sade of the produce.
- 22:45From the brower, a Daisy a LOT of interessany how the market
- 22:50for Arts and pears orcra pears is barberry smoll care.
- 22:57Pearl we witt of ne and half one pursente of the market.
- 23:01So is zero interess the Yes ere from the producer e isrere
- 23:06interess and the consumer independence because Teacher
- 23:11assets Sound e sonora style yet so this different
- 23:16experimentations da da the rouseres are are working on.
- 23:20Maybe inspire on lagars or made in spire on and sauer bear's, or
- 23:28diferent. Fusions não é bitrin style so.
- 23:33Well, you da market danceewing mayor smoler is interesse in the
- 23:40public Yes in the revalorization e of the corn é the utilization
- 23:49of local, Grace in Bear, Yes, so the public is bereberry.
- 23:54Interessed wen the fleybories sawersm a bit more dificult, but
- 23:59Yes as welles van won we have this boom of iden some.
- 24:05Order serials in Bear so i thing that i's a potencial Yes in
- 24:11time, it still barryvery little because oure industry da cravire
- 24:16industrial in Peugeot is still barryvery little un and the
- 24:21groth is Berry. Barryslow sow i this party.
- 24:25Na little Litt scale. Legal, eu acho que é importante
- 24:30pontuar para a gente dar 11 noção geral para quem está
- 24:32ouvindo a gente do que a Vitória.
- 24:34Falou, né? Ela fala do que?
- 24:36A cena nos Peru ainda é muito pequena, 1% do mercado mal sabe
- 24:39ela que a gente não sabe o quanto é o nosso, né?
- 24:41Mas enfim, e que existe essa revalorização do milho, que foi
- 24:45um bocado do que você falou, tem o estilo de cerveja que estão
- 24:48sendo fundidos, aí ela fala muito de saudir, eu não sei como
- 24:51é que você não enfartou, não sei como é que você não teve aí um
- 24:53treco e não desmaiou. Ela tá falando em inglês, né?
- 24:56Então tá tranquilo. Entendi, tá certo?
- 25:00Enfim. Então existe.
- 25:01Ela acredita que exista o interesse do mercado das
- 25:04cervejarias, mas que ainda é muito incipiente.
- 25:06É muito um começo. Como você falou agora, talvez de
- 25:092024, é 1 ano de fazer desenvolver mais e fazer mais
- 25:13testes e botar mais gente pra produzir, com o Brasil entrando,
- 25:16plantando esse milho malteando esse milho, a coisa pode
- 25:19acelerar. Essa escala pode ser mais
- 25:22favorecida. Falei corretamente, ou eu deixei
- 25:25alguma coisa escapar? Não, não fica lá.
- 25:27Se tudo o que ela falou e uma coisa que ela falou também foi
- 25:31um pouco que. Fazer as cervejas com milho é um
- 25:35pouco também do próprio interesse do cervejeiro, né?
- 25:38Porque o cervejeiro é um bicho curioso, né?
- 25:40Então ele vê 11 lúpulo diferente.
- 25:42Ele vê um malte diferente. Ele quer experimentar, né?
- 25:45E quando a gente está falando de algo que é extremamente
- 25:49diferente do que há hoje no mercado, porque assim é, é
- 25:52difícil. Eu sempre acho muito difícil a
- 25:54gente falar na no mal de milho como algo novo, né?
- 25:57Porque na verdade ele não é. Ele tá aí a 7000 anos, já, uhum,
- 26:01então a gente só tá resgatando, né?
- 26:02Mas ele é algo tão peculiar pro dia a dia do do cervejeiro que
- 26:07ele se vê com vontade de testar, então a gente.
- 26:11Já criou um grupo de cervejeiros pra trocar experiências sobre as
- 26:15produções de Tite que vão ser feitas agora no próximo ano, né?
- 26:18E o interesse é muito legal. Agora tem que ir como ela falou,
- 26:21né? Tem que traduzir no interesse
- 26:23também do consumidor. Mas uma coisa que ela não falou
- 26:26e que eu sei que a gente tinha eu conversando com ela em
- 26:29setembro, ela me falou é que, por exemplo, ela tá exportando
- 26:32essa cerveja, né? Então, tipo, ela não vende só no
- 26:35Peru, ela até exportou pra Europa, ela exportou pra Itália,
- 26:38participou num evento, inclusive sobre cerveja históricas, então
- 26:42é muito legal, né? Que um?
- 26:44Eu acho que vai ser muito natural isto acontecer, de se
- 26:47ter 11, vamos dizer assim, um interesse Internacional sobre
- 26:52esse tipo de bebida, porque tu não vais ver isso sendo feito
- 26:54nos Estados Unidos ou na Europa, sabe?
- 26:56É uma coisa que é muito sul-americana e por mais que se
- 26:59faça lá, ainda assim o estilo é daqui, né?
- 27:02E assim, às vezes a gente fica falando, né?
- 27:04É como ela falou, não tem um estilo ainda com esse nome, né?
- 27:07E às vezes a gente fica pensando, tá, mas quem, da onde
- 27:10vai ser? Vai ser um estilo peruano, eu
- 27:11acho, por exemplo, que isso deveria ser um estilo
- 27:14sul-americano, sabe porque? O conhecimento dos povos
- 27:18originários não estava restrito a um país, né?
- 27:20Um limite nacional. Ele estava espalhado pela
- 27:22América como um todo até a América do norte, né?
- 27:25Então a gente. Mas a América do sul foi onde
- 27:27potencialmente mais se promoveu esse tipo de bebida, então é
- 27:30interessante a gente pensar nessa maneira, né, de não ser um
- 27:33estilo nacional, mas, de repente, um estilo continental,
- 27:36né? Pensar um pouco diferente desta
- 27:37forma, mas AO que ela fala é muito legal, né?
- 27:40Tipo desse resgate, dessa fusão, por exemplo, essa questão de
- 27:44fusões que ela falou, eu acho muito interessante, até tem o
- 27:46pessoal da Mari que é lá do Rio Grande do Sul, tá planejando
- 27:49fazer uma laguia com o malte de milho, né, por exemplo, né?
- 27:54Eu sei que o pessoal da Zapata já vai fazer a sua variação de
- 27:58Teacher. A trilha já lançou a sua, né?
- 28:00Então a gente vai ver diferentes.
- 28:03Produções aí pelo Brasil. E até a gente vai lançar é vai
- 28:06assim ver isso, chegar para os Caseiros, né?
- 28:09Então o malte ele já vai. Eu acho que em breve ser
- 28:12oferecido, né, pra Caseiros e daí começa outra história
- 28:16também. Então acho que é um
- 28:17redescobrimento e uma reinterpretação perfeito.
- 28:20Eu queria puxar, já que você até falou já da exportação ali do do
- 28:25Peru. Lá, uhum pra frente, né?
- 28:27Lá pra Europa, qual é o potencial comercial que você
- 28:30imagina na Ticha, no nosso país e aqui vale pensar o seguinte.
- 28:34Você já falou de alguns, né? Cervejeiro caseiro é um público
- 28:38alvo, interessado, curioso, que gosta de experimentar e fazer.
- 28:41Então existe 11 potencial comercial nessa camada, o
- 28:46consumidor de byr geek gosta de experimentar, é um
- 28:50experimentador de sabores, vai atrás tal pra lá.
- 28:53Mas, além da cervejarias artesanais, milho é quase uma
- 28:57palavra proibida quando se associa a cerveja sim, e aí?
- 29:02O que isso pode significar para cervejarias artesanais e para o
- 29:07consumidor comum? Será que a gente não está indo
- 29:09para um lado muito? Extremo diferente, eu acho que
- 29:14assim essa é uma resposta difícil, né?
- 29:16E lembrando muito, né? Do episódio com Rafael zigni,
- 29:20né? Onde ele fala que é muito
- 29:21interessante para as pequenas cervejarias olharem, né?
- 29:24Para os nichos, não de repente, para o mercado amplo, né como um
- 29:29todo, né? E às vezes, essa pegada de
- 29:32milho, ela pode ser traduzida de diferentes formas, né?
- 29:35Mas as primeiras formas muito vai ficar voltado para uma
- 29:38curiosidade e para uma cerveja ancestral, né?
- 29:41Então que está olhando para a história, né?
- 29:43Então é 11 tipo de produto que ele carrega muita cultura.
- 29:47Em si, e ele já tem um Talking, pode bem interessante que é o
- 29:51resgate e tudo mais. Mas nessa questão de falar que
- 29:54cerveja ruim é cerveja com milho, já é outro Talking point
- 29:58que pode ser, na verdade, um ponto de partida sensacional,
- 30:02porque às vezes o pessoal já cansou de falar de cerveja
- 30:04artesanal e daqui a pouco porra, vamos voltar a falar de cerveja,
- 30:07de milho, vamos tacar fogo no parquinho e ver a galera se
- 30:10divertir falando de novo sobre cerveja e eu acho que esse é um
- 30:14tipo de cerveja. E aí, já entrando um pouquinho
- 30:16até na característica dela, que ela é uma cerveja, que ela.
- 30:20Surpreende muito quem toma, porque ela tem um corpo muito
- 30:25baixo e ela é extremamente refrescante e eu vejo ela como
- 30:29uma cerveja para competir, para entrar no lugar das cerveja de
- 30:33trigo alemã e competir com a vitrine também, né?
- 30:37Alude. A gente tomou essa cerveja
- 30:39junto, né? E ela pode perceber assim, é uma
- 30:41cerveja que é pra tomar litros e a gente teve o lançamento aqui
- 30:45em Floripa e a gente trouxe gente que não era do meio
- 30:49cervejeiro e foi mais interessante ver a reação dessa
- 30:52galera que não era do meio cervejeiro do que em relação ao
- 30:55sommelier, porque o sommelier toma, ele já fica maravilhado,
- 30:58porém é uma coisa que ele não espera.
- 31:00É uma coisa, né? 11 conjunto sensorial, muito
- 31:03diferente, mas a. Pessoa que é tomador de cerveja
- 31:07mainstream, ele fica fascinado porque é uma coisa que também
- 31:10não espera, mas ao mesmo tempo é uma cerveja fácil de tomar.
- 31:13É a extremamente refrescante. E ela, apesar de tudo, ela não é
- 31:17uma sauer, né? Ela não é uma cerveja muito
- 31:21ácida, né? Porque a ideia aqui foi fazer
- 31:23uma cerveja que ela tem uma pegadinha de acidez, mas uma
- 31:27acidez muito baixa. Uhum, exatamente pra não afastar
- 31:30o consumidor, porque a ideia aqui da acidez é só pra dar
- 31:33refrescência, porque ela não é pra ser uma cerveja ácida, não é
- 31:37pra ser uma cerveja complexa, não é pra ser uma cerveja de
- 31:40exceção, ela é pra ser a cerveja pra tu tomar no churrasco quando
- 31:44tá na piscina, quando tá na praia, então assim a gente tem
- 31:47várias possibilidades com essa cerveja tu pode fazer é porque
- 31:50assim a gente não tá falando de um produto que é homogêneo, a
- 31:52gente tá falando de um produto que ele vai se transformar em
- 31:55vários, tanto eu vou fazer uma cerveja selvagem nela, uhum,
- 31:58assim como eu quero fazer uma cerveja dela saindo em massa,
- 32:01quero tipo, talvez ser a primeira cerveja de massa da.
- 32:05A visão da coisa linda para cervejas que sejam de terror,
- 32:08mas e podem chegar para o público comum também, né?
- 32:11Porque pra gente é difícil fazer uma cerveja mais simples, né?
- 32:15E nesse caso a gente fez algo que é totalmente inusitado.
- 32:18É, não é absolutamente importante tangibilizar criar um
- 32:21produto que possa cair no gosto do consumidor médio.
- 32:25Como você falou, Ah, o sommelier fica maravilhado, porque é um
- 32:27negócio que ele não espera mais importante do que o sommelier
- 32:31que é Oo nicho do nicho do nicho, do nicho do nicho.
- 32:35Uhum é a gente. Vamos falar em vender para 98%
- 32:37das pessoas que bebem outras coisas, né, que bebem outras.
- 32:40Então, exato, talvez isso seja o grande pulo do gato.
- 32:45Vamos ver. Sim, sim, é.
- 32:47Finalmente, a gente está chegando numa receita que ela
- 32:51tem tudo para chegar na boca do povo, né?
- 32:53A gente pode fazer essa cerveja para elas, ter uma cerveja
- 32:56barata, simples de tomar e tu beber na praia, sabe?
- 33:00Tipo a conversa que de vez em quando a gente está tendo é
- 33:03porque a gente não bota essa cerveja numa latinha e tenta
- 33:06vender ela num valor de abaixo, sabe?
- 33:09Tipo que fica abaixo dos seus 15, 20 BRL de uma lata, não
- 33:12precisa ser 1475, é 1473, mas que seja 330 e que seja abaixo
- 33:18de 10 BRL pra gente chegar lá de repente e virar cerveja.
- 33:22Sensação do verão o ano que vem é o ano da Teacher, não é mais
- 33:25ano da lágrima. É?
- 33:28Isso aí. Muito bom.
- 33:30Aí, vamos deixar então uma pergunta capciosa, eu IA falar
- 33:34caprichosa que é uma pizzaria aqui?
- 33:35Não. Mas é capciosa.
- 33:37Para. Os nossos ouvintes ficarem
- 33:40pensando, e eu na hora de pensar nessa pauta, fiquei pensativa.
- 33:45Fiquei claro que eu fiquei pensativa.
- 33:46Será então que a gente não devia estar plantando milho e não
- 33:50lúpulo? Levantei essa bola para tu
- 33:52cortar, Hein, cara, porra. Quando eu li essa pergunta, eu
- 33:55achei, meu Deus, que sensacional essa pergunta que eu acho que
- 33:57foi a melhor da nossa lista, porque de certa vez eu já fiz
- 34:02essa afirmação inteligente que em grupo de sommelier queria
- 34:06comer o meu fígado, porque eu falei, eu acho que esse mundo de
- 34:10dinheiro que a gente tá gastando em desenvolver lúpulo, a gente
- 34:13poderia estar gastando em milho. E por que que eu tô falando
- 34:15isso? Porque existe um raciocínio que
- 34:17é muito simples, que é o seguinte, pra cada milho vai
- 34:21virar um malte no milho pra cada malte, uma cerveja.
- 34:25Então a gente tem aqui algo que primeiro, né?
- 34:28Cada tipo de. Milho vai virar um tipo de
- 34:30cerveja ou vai ser uma cerveja diferente e de cada milho a
- 34:33gente pode ter realmente um estilo, assim como a gente tem
- 34:36estilos que são endêmicos de algumas cidades, porque lá a
- 34:40variação do mount e tal ou é feito de tal maneira e com milho
- 34:44a gente tem a possibilidade de fazer isso, porque, por exemplo,
- 34:46né? Aqui em Santa Catarina tem uma
- 34:48cidade que se chama Anchieta e é perto da divisa com o Paraguai e
- 34:53Argentina e lá tem a tá ocorrendo um processo muito
- 34:57interessante de. Denominação de origem pra
- 35:00produto e esse produto é o milho.
- 35:02Em Anchieta, eles têm mais. −300 tipos de milhos diferentes
- 35:07plantados na região e milhos que só são produzidos lá e
- 35:11produzidos de uma maneira tal que só fica daquela forma lá.
- 35:15Então qual que foi o conversa que eu tive, inclusive com o
- 35:19pessoal do Sebrae que está fazendo esse projeto?
- 35:21Vamos ensinar essa galera a fazer cerveja.
- 35:22Vamos ensinar esse pessoal a fazer malte porque imagina se
- 35:26aquela cidade que tem diferentes tipos de milho começa a produzir
- 35:29um tipo de cerveja que só sai com o malte de lá, né?
- 35:32Então a gente enquanto indústria, a gente procura.
- 35:36Inovação, inovação em termos de agricultura hoje em dia, não é
- 35:41mais possível fazer essa conversa sem pensar em SG.
- 35:45Sustentabilidade, né? Em orgânico e tudo mais.
- 35:49E aí tem o pulo do gato, porque é o seguinte, esses milhos.
- 35:52Rústicos ancestrais eles já foram adaptados por milhares de
- 35:57anos pelos povos originários. São milhos que estão adaptados,
- 36:00inclusive ao clima e ao solo de cada local.
- 36:03Então a gente tem ali um tipo de cereal que ele vai se
- 36:05transformar em malte, mas ele pode ser um malte, inclusive
- 36:08orgânico. Produzido pela agricultura
- 36:10familiar de forma biodinâmica, orgânica e tudo mais, enquanto
- 36:15do outro lado da mão a gente tem o lúpulo, que é uma planta
- 36:18invasora que precise ser iluminada e criada.
- 36:21Pão de ló e ainda assim são variedades que não são
- 36:25variedades brasileiras, são produzidas nacionalmente, mas
- 36:28não são variedades brasileiras. Então, assim a gente está
- 36:31gastando muito dinheiro em grupo E eu não estou dizendo que isso
- 36:35está errado. Eu acho extremamente importante.
- 36:37Eu sou um cara que há 23 anos só uso lúpulo nacional e
- 36:42catarinense, e eu acho que todo cervejeiro deve fazer o esforço
- 36:45de usar os lúpulos nacionais, porque eles também são
- 36:48importantes para a gente caracterizar um produto
- 36:50nacional. E eu sou assim, extremamente
- 36:52apoiador da produção agrícola, orgânica, familiar e o então
- 36:58assim, a gente está olhando muito para o Hugo e não está
- 37:01olhando para o Miller. A gente poderia estar olhando
- 37:03para o milho, assim como a gente está olhando para o lúpulo,
- 37:06então assim, né, eu não quero entrar na polêmica e dizer que a
- 37:08gente não deveria gastar esse dinheiro.
- 37:09Lúpulo tem que gastar, mas a gente deveria estar gastando o
- 37:11mesmo dinheiro na produção de malte de milho e eu acho que a
- 37:14gente tá começando a observar isso aqui em Santa Catarina, a
- 37:18gente tem contato com a ipagre que viu esse projeto do milho
- 37:22vira malte e ficou extasiado porque o pessoal às vezes faz
- 37:26esses fruto, deixa eu ver eles pedem 7 anos para construir uma
- 37:30variedade de 1000. Local é, e quando eles viram que
- 37:32a gente transformou isso em malte, eles ficaram assim,
- 37:35nossa, olha só como a gente pode transformar a vida do agricultor
- 37:38familiar, dando a possibilidade de ele vender sem milho para
- 37:41transformar em algo com maior valor agregado.
- 37:43E assim a gente pode fazer. Com os milhos rústicos, então a
- 37:46gente tem uma possibilidade, né? De envolver comunidade rural que
- 37:51já está estabelecida e já sabe trabalhar com esse milho para
- 37:55dar um valor maior para esse tipo de produto.
- 37:57E a gente também poder fazer produtos novos que podem ser
- 38:01passíveis de exportação. Só que vale um display.
- 38:04A gente está falando isso agora, mas isso é um negócio para
- 38:06acontecer, né? E se consolidar na próxima
- 38:09década, né? A gente não está falando de
- 38:11tipo, no próximo final de semana, eu quero uma Tite a lá
- 38:14no tep do do bar, onde eu vou. Não é assim que acontece.
- 38:17Eu acho que a conversa que a gente está começando agora e que
- 38:20a coisa ainda começou em 2020, quando começou IA atrás de
- 38:24milho. Agora que está indo para o copo
- 38:25agora que a cerveja chegou no copo, né?
- 38:27E os resultados são maravilhosos, são muito
- 38:30interessantes, então eu acho que a gente perdeu muito.
- 38:33Tempo em não dar atenção ao milho e a gente precisa, com
- 38:37urgência, prestar mais atenção nas coisas que são nossas e não
- 38:40necessariamente só do que que é de fora.
- 38:42Falou bonito pra caralho, eu gosto desse menino, rapaz, eu
- 38:45gosto desse rapaz. Nossa, AA, giane e minha esposa
- 38:49adoram quando eu dou uns discursos mais políticos, assim
- 38:52ela. Meu Deus do céu, que que ele,
- 38:55viral, ela fica toda apaixonada e assim, ó, boa forma de deixar
- 38:58ela mais apaixonada. Ih.
- 39:00Rapaz. Ó de refrescar o amor, né?
- 39:03É, então, mas aí que tá o problema é o público alvo aqui
- 39:06não está funcionando, não somos Jane Leandro, então se põe a
- 39:10giane é a Jane Barbuda. Daí só dá lá os fiozão barbudo
- 39:14com o lúpulo tudo é putz, velho, fiz lá, tatuei o meu braço, todo
- 39:18de de lúpulo e agora tá dizendo que tá tudo errado?
- 39:22A gente tem que lançar o surra de milho, é isso que a gente tem
- 39:25que fazer. Hum, entendi.
- 39:28Já está na fila o surra de malte depois do surra de milho, não.
- 39:33E? A gente não é contra o milho
- 39:35não, que fica claro, a gente já falou muito de milho nesse
- 39:37programa. A gente não é contra o milho
- 39:38não, mas é 11. Realmente assim é uma parte que
- 39:43a gente foi no início do nosso programa, né?
- 39:46A nossa coisa do vira-lata, né? De puta, a gente é colonizado, a
- 39:51gente. O Brasil, então, é extremamente,
- 39:53o Brasil não tem roupas, características brasileiras,
- 39:56tirando o sul, que tem um pouquinho mais disso, né?
- 39:59Ali com a galera da bombacha tal, mas não tem roupas
- 40:02características da América, pouca coisa tirando isso, nem
- 40:05isso a gente tem o no já extrato do Peru, você vai pro Paraguai
- 40:09uruguaia e tem um pouquinho mais ali, né?
- 40:12Mas é isso. Já que você.
- 40:23Falou que a cerveja chegou no copo.
- 40:25Eu vou puxar isso de gancho porque a gente quer falar sobre
- 40:28o perfil sensorial da Tite sobre esse sensorial base, já que
- 40:32porra tem 300 tipos de mídias diferentes, então 300 tipos
- 40:35sensoriais é esse rápido, Hein? 60 segundos. 60 segundos.
- 40:40O cara tem um infarto, morre, tá ligado?
- 40:42Tipo, eu não consigo responder. E quais seriam as possibilidades
- 40:45de adições na receita? Para ela ter novos sabores?
- 40:49Essa segunda pergunta, ela é extremamente fácil de responder
- 40:52porque já existe uma cultura disso, né?
- 40:55Como eu te falei, o que eu tô tomando hoje é uma frutilhada.
- 40:58E o que que é uma frutilhada? É uma, Tite é com fruta, uhum.
- 41:02Ponto né? Então, AA variação mais comum
- 41:05que a gente tem dela é exatamente quando o eco fruto é
- 41:08fruto, é frutilhado, né? Então a gente já tem uma
- 41:10variação natural que é muito interessante e ali a gente varia
- 41:14brincando com as frutas e ervas nacionais que a gente tem pra
- 41:17usar, então, por exemplo, a gente fez a primeira que ganhou
- 41:21a medalha, agora no sul, no regional sul brasileiro da
- 41:24abracérva, ela ganhou a medalha usando goiaba, erva doce e a
- 41:28nise estrelado, uhum. Aí a gente fez uma outra
- 41:31variação com. Framboesa e uma com framboesa e
- 41:37semente de angurana e outra com casca de cacau.
- 41:41E porque é que a gente fez isso? Por exemplo, porque existia uma
- 41:44bebida que deu origem ao nome, ao nome de chocolate.
- 41:49A palavra chocolate ela não surgiu de um doce, ela surgiu de
- 41:53uma bebida. Até tem Oo mesoque, que é outro
- 41:57podcast que fala sobre a história sul-americana e no
- 42:00episódio passado, eles estavam falando sobre a história do
- 42:02chocolate. Eles estavam explicando que o
- 42:04chocolate na verdade era uma bebida e essa bebida tinha o
- 42:07nome de cacauaque, que era uma bebida que levava o cacau em pó,
- 42:12que era feita com água ou suco de milho, né?
- 42:15Então a gente vê que o suco de milho está envolvido até com
- 42:18essa história do cacau. AC, então a gente acabou fazendo
- 42:20um cacau AC com framboesa, tá ligado?
- 42:23A gente acabou fazendo essas variações, então assim, só
- 42:27dentro dessa história da frutilhada a gente tem as
- 42:30variações e daí essa fruta vai se incorporar ao sabor da
- 42:34cerveja base que é a Teacher, né?
- 42:36A ficha é contemporânea. E como é que essa Tite é
- 42:38contemporânea, né? Ela tem, vamos dizer assim,
- 42:41primeiro, né? Características, né?
- 42:43Ela sempre vai ser um palha ou levemente Dourado avermelhado,
- 42:48dependendo do tipo de milho na cor, sempre vai ser uma cerveja
- 42:52bem turva, né? Ela tem uma formação de espuma
- 42:55muito bonita, ela se mantém por bastante tempo aqui já está
- 42:59muito tempo no copo, mas ela se forma muito bonita, uma espuma
- 43:04bem persistente, o que é difícil para uma cerveja ácida, mas
- 43:07acontece, ai ela tem na estrutura de corpo, um corpo
- 43:11muito leve, muito ba. Mas.
- 43:16Como a turbidez acontece com muita força por conta da
- 43:19quantidade de pó que sai, né? Na produção da da cerveja com o
- 43:23milho, porque eles farella muito, ela tem uma cremosidade
- 43:26que é muito alta, então ela dá uma sensação de boca cheia, mas
- 43:30ao mesmo tempo ele é muito leve, ele é muito seco, porque ela
- 43:32também tem um corpo muito baixo por causa do milho e quanto um
- 43:36aromas e sabores, é muito interessante e, de certa forma,
- 43:41um algo difícil de explicar porque ele não tem o gosto de
- 43:46mim, que a gente esperaria desta cerveja.
- 43:49Né? Ele tem na base um gosto de,
- 43:52vamos dizer, assim como se fosse um frutado, que lembra de fundo
- 43:57uma pamonha doce, sabe? Mas.
- 44:00É muito de fundo, ela não é. Não tem gosto de milho, ela tem
- 44:03gosto de de tipo uma pamonha doce em forma de líquido, que tá
- 44:07ali com carbonatação e é difícil de explicar, mas ao mesmo tempo
- 44:12me parece muito interessante ver que é um frutado que não chega a
- 44:17ser misterificado muito forte. Daí tu traz uma sensação de
- 44:21fruta, né? Principalmente frutas cítricas
- 44:23amarelos, isso vindo do malte, porque quando a gente trabalha
- 44:27com as leveduras, aí a gente pode mudar esse perfil como um
- 44:29todo. Mas essa é a sensação que vem do
- 44:31malte, né? Porque a gente tá aqui falando
- 44:32só quando a gente tem um perfil de neutralidade da levedura e
- 44:36essa principal ação do do sabor e aroma viria do malte, né?
- 44:41Então é muito difícil de descrever porque são.
- 44:45Um sabor e aroma que é muito típico disso aqui mesmo.
- 44:48Então a gente vai precisar ampliar, né?
- 44:51AO vocabulário pra se descrever essa esse tipo de cerveja.
- 44:55Interessante. O que que tu fala, lud?
- 44:56Tu lembra assim? Cara, eu me lembro, vamos botar
- 45:00aí que você trouxe uma garrafinha de QSMLA, gente teve
- 45:02que dividir com todo mundo que estava na mesa, então pode
- 45:06mandar outra pra carta, manda o Pix e mando outra pra cá.
- 45:09Mas eu lembro da presença das especiarias, né, da erva doce, o
- 45:14cheirinho da erva doce, um gostinho da erva doce lá no
- 45:16fundo, assim, muito agradável ainda falei que pô, me deu a
- 45:19memória da na casa da minha avó. Minha avó sempre usava uma erva
- 45:22doce na broadmilha, ela ainda fazia assim em cima da da massa,
- 45:26que era pra soltar. Deixar o grão cair, mas ao mesmo
- 45:29tempo já liberar que o grão não caísse inteiro, entendeu?
- 45:33Então, maldosa a dona nenê, maldosa, tá viva, graças a Deus.
- 45:36Não. E nesse movimento, ela também
- 45:38infeccionava OA semente. Abria, né?
- 45:41Exato, que era pra semente entrar lá na massa e tal, não
- 45:45sei o que, então me deu essa memória da erva-doce, mas muito
- 45:47agradável assim. Nada enjoativo, uma cerveja
- 45:50muito leve, muito fácil de beber realmente.
- 45:52A espuma de formação bacana. Então assim eu acho que eu acho
- 45:55que tem tudo a ver, me lembra o teore alcoólico dela que me
- 45:58escapou. 4.2. Olha que perigo, meus amigos.
- 46:00Nossa senhora toma e não nem. Levei isso, Hein?
- 46:04Pegou num churrasco inteiro. Tu imagina tomar desse no
- 46:07copstaly? Ih, rapaz.
- 46:11Ai gente, é pra fazer uma aí, então vamos aproveitar que a
- 46:15gente está nesse lugar, falando de sensorial e vamos soltar o
- 46:18áudio da Bárbara murl. Se eu falei errado, Bárbara, eu
- 46:21tentei. Eu juro que eu tentei dá
- 46:23cervejaria a cairós também aí de Florianópolis, Santa Catarina,
- 46:27que também produziu uma colaborativa aí com a coisa
- 46:29linda. Para sair essa primeira e ela
- 46:31falou sobre o sensorial da cerveja.
- 46:34Oi, aqui é a Bárbara da cervejaria Queiroz.
- 46:37Bom, fazer a Tite é nos trouxe várias grandes surpresas e a
- 46:42parte sensorial com certeza foi uma delas.
- 46:45A gente produziu um estilo aqui que a base foi uma sauer, né?
- 46:50Um mosto certificado e o que a gente sentiu aqui?
- 46:53Do perfil sensorial foram notas aromáticas super complexas,
- 46:58elegantes assim e mais obcecadas, então um certo
- 47:01floral, uma baunilha. Então foi um grande atrativo aí
- 47:05pra cerveja que a gente. Produziu agregou bastante outro
- 47:10grande fator. Aí que a gente teve foi um corpo
- 47:14surpreendente mesmo, um corpo bem aveludado que trouxe um
- 47:17equilíbrio muito legal para cerveja.
- 47:19Acredito que para outros estilos esse corpo possa agregar muito.
- 47:22Imagina uma IPA? Outros estilos que a base seja
- 47:25uma sauer, vai trazer um equilíbrio muito bom e a
- 47:28estabilidade de espuma também foi uma ótima surpresa.
- 47:32A gente sabe que estilos acidentificados não tem uma
- 47:34estabilidade tão legal quanto outros estilos, então essa
- 47:38cerveja teve uma estabilidade de espuma muito boa, então eu estou
- 47:42muito ansiosa para novos testes, de novos estilos.
- 47:45Eu estou muito ansiosa porque esse malte de milho pode agregar
- 47:49aí para o universo cervejeiro e que.
- 47:52Estou querendo fazer novos testes para já.
- 47:55Cara, ouvindo esse áudio aqui da Bárbara, primeira coisa que me
- 47:59fez pensar e também na sua descrição de da sua também,
- 48:02Ludi, é, é esse corpo que vocês falam?
- 48:05Aveludado, leve, lembram um pouco quando se usa a aveia pra
- 48:11trabalhar ali? A cerveja tipo, é uma Oath 1000
- 48:14para fazer uma, tem uma pegada ali, um pouquinho mais de aveia.
- 48:18Então é bom tu ter que falar nisso porque vamos lá, né?
- 48:20Quando a gente fala de título contemporânea, a gente que
- 48:23estava falando da tecnologia mais contemporânea pra fazer
- 48:26cerveja, né? E quando a gente está querendo
- 48:29ter uma eficiência de montura ou modificação de açúcar, num é uma
- 48:33condição ideal, né? A gente sempre vai pensar que
- 48:36necessita de enzimas especiais ou interessantes para se fazer
- 48:39essa monstrutura. Hum?
- 48:41O milho ele é, vamos dizer assim, deficiente nessas
- 48:44enzimas, então, na apetite contemporânea, a gente está
- 48:47acostumando a usar trigo, malte de trigo e também a gente, né?
- 48:52A receita peruana fala em malte de trigo, né?
- 48:56Enquanto na nossa que a gente fez ali com a carós de forma
- 48:59colaborativa, a gente usou, além do malte de trigo ave.
- 49:04Esse uso ele veio por conta da produção de cerveja selvagens.
- 49:06Entendi, mas caiu muito bem nessa cerveja também.
- 49:10E daí, o que que acontece? Ela lembra muito uma cerveja de
- 49:14trigo, porque obviamente tu estava falando que tem ali quase
- 49:1749% só de malte. Trigo, na verdade, são 45 mais
- 49:21ou menos, mas é interessante que tipo esse corpo, essa sensação
- 49:25que tu está falando, que é da veia ou que pode vim do trigo.
- 49:28Realmente ele está lá, entendi, mas só que a presença do milho
- 49:31tira todo o corpo daquela cerveja pesada, do trigo.
- 49:35Uhum. Alemão, sabe, então eu tipo, ele
- 49:38parece assim que é um casamento perfeito entre aquela
- 49:42cremosidade extremamente agradável de tomar, mas ao mesmo
- 49:46tempo, um corpo que é de uma lague raparou muito curioso,
- 49:50sabe? Que é um corpo assim,
- 49:51extremamente. Leve, limpo de beber, sabe, eu
- 49:55me vejo tomando ela na praia com muita.
- 49:58Assim é. É bizarro, sabe?
- 49:59Tipo, o pessoal chegou lá e assim o pessoal não parava de
- 50:03tomar, porque a brincabilidade dessa cerveja é algo assim que
- 50:07tá fora do comum, fora do comum, cara, eu vou deixar uma.
- 50:11Provocação aqui que vocês estão dando nó na cabeça da galera do
- 50:14puro malte, Hein? É puro malte de milho, é isso?
- 50:18É zagueiro. Que você que está acontecendo?
- 50:20No mundo, pare que eu quero descer.
- 50:22Já pensou nisso? Aqui é uma cerveja puro malte de
- 50:25milho. Cara, para mim esse era o nome
- 50:27que tinha que ser o nome da cerveja acabou.
- 50:29Foda-se, vamos bater na porta do mapa mapa vem cá sim, mas tu
- 50:33pode botar aqui a cerveja puro. Malte de milho desse passa por
- 50:36um Monte de milho, né? Não?
- 50:37Eu entendi, mas é que você imagina.
- 50:39É. É bater na se chegar para falar
- 50:41assim, essa aqui é uma cerveja puro malte.
- 50:43Pausa dramática de milho, cara, tem gente que vai deitar no
- 50:46chão, vai posição fetal, não sabe o que fazer com isso não.
- 50:50Tu sabe que essa cerveja. Que a gente fez, a gente colocou
- 50:5351% de malte de milho exatamente para que na descrição da cerveja
- 50:58que vai lá na frente esteja cerveja de milho, aham na frente
- 51:02da garrafa, tipo, e foi muito engraçado porque teve um colega
- 51:06que ele olhou assim pra mim, tá, e aí, como é que tu IA explicar
- 51:09que agora eu me nervoso? Sempre dá esse nó na cabeça, mas
- 51:15é uma cerveja. Que cara, a gente sempre quer
- 51:17fazer. A polêmica do milho, né?
- 51:19EE é algo que isso nasceu com a com o crescimento da cerveja
- 51:22artesanal. Porque a gente pra fazer um
- 51:24contraponto, cervejas, standards, né?
- 51:28As. A gente criticava o uso de mim.
- 51:31Olha só quem não fez isso eu fiz, né?
- 51:34Tipo de dizer, pô, essa cerveja aí é uma droga, porque tem milho
- 51:37e a gente nem se dava conta na época, o quão provinciano a
- 51:42gente era, né? E colonizado eu pensar e falar
- 51:45isso e hoje, tipo, 20 anos depois, a gente começa a
- 51:49repensar isso tudo e trazer o milho para o palco principal do
- 51:53jogo, né? Então é muito absurdo tu
- 51:55realmente tu jogar numa garrafa daqui a pouco lá puro malte de
- 51:59milho como? Que fala, galera, é muito bom,
- 52:01mas se jogar no chão e dizer, meu Deus, não sei o quê.
- 52:05Vai deitar em posição fetal ou ficar sentado.
- 52:07Assim, meu Deus, puro malte de milho, o que que está
- 52:09acontecendo com o meu filho? Sabe?
- 52:11Se balançando? Eu achei muito engraçado.
- 52:14Uma frase que o Cláudio, que é um dos fundadores da carroce,
- 52:18falou depois de tomar essa cerveja, ele falou assim, ele
- 52:21tomou a cerveja, parou em silêncio.
- 52:24Assim, uns 23 signos? Aí ele se pegou e falou assim,
- 52:27tu vê, né? Eu comecei a fazer cerveja
- 52:29artesanal porque eu reclamava das cervejas de milho e agora eu
- 52:32descobri que o problema não era o milho.
- 52:35Cara lindo, meu pé, tipo poético é o jogo virou, não é?
- 52:39Mesmo o jogo virou o jogo virou. Cara, primeiro eu quero te
- 52:47agradecer. Pizarramente por essa
- 52:49participação, por essa mais uma aula e valorizando o milho,
- 52:53descobri que olha com essa que eu concluo que realmente
- 52:56Halloween é o caralho, é vivo, o dia do Saci é isso aí.
- 53:03Brigadaço, valeu. Muito obrigado mesmo, Diego.
- 53:06O prazer é meu e um abraço. Aí para o meu amigo Henrique,
- 53:09que daqui a pouco eu estou vendo ele pelo retrovisor, porque hoje
- 53:13eu ainda estava escutando. Hoje ainda um programa do surra
- 53:16de lupa. Por isso que eu estou mordido,
- 53:17porque daí era um programa do sei lá o que do tempo da
- 53:20paciência ele fala, dei não, porque a Bia, o Diego vão lá,
- 53:23não sei onde, né? Aí eu, Ah, desgraça.
- 53:29Ei. Meu Deus, não.
- 53:30Espera por isso. Ah, mas.
- 53:32Estamos chegando, estamos chegando.
- 53:34Ah, danado. Querido, muito obrigada, mais
- 53:38uma. Vez, o Diego quer quase um
- 53:39terceiro elemento aqui, né, cara?
- 53:41Um pauteiro, quando eu falei Pra Ele, então meu melhor pauteiro,
- 53:44rapaz, ele caiu na gargalhada e mandou o áudio rindo e tudo
- 53:47então, muito obrigado a mais uma vez por esse papo, foi
- 53:50sensacional a gente começar a descobrir aqui, tia mando Pix e
- 53:53manda mais uma caixinha de Tite, é pra cá, é isso, foi um prazer
- 53:56ter você aqui com a gente. Valeu, nega.
- 53:58Aí o prazer é meu e. Vamos encerrar o programa
- 54:00agradecendo. Aos nossos mecenos que nos
- 54:03ajudam a manter, OK, Ludi. Por aqui arrumada.
- 54:07Ah, conteúdo incrível, toda chamânia e hoje eu quero
- 54:11agradecer. Ao Lucas Luciano, nome de dupla
- 54:15Sertaneja, né? A Rosilene Alves de sal Tiago
- 54:18reis, a willfox, a wedson Carvalho e a Flávia picoloto.
- 54:24Obrigado gente. Alê, o pessoal e.
- 54:27Até semana que vem até a Tite é que vem até que.
- 54:30Parente. Beba menos, beba melhor.
- 54:44Beba com moderação. Este podcast.
- 54:54Foi registado? Por playoudios?