Latest / Surra de Lúpulo / Resultados científicos do estudo de leveduras selvagens do Projeto Manipueira. Com Dra. Ana Carolina Souza Ramos de Carvalho (USP) e Stela Virgilio (By My Cell) | Encontro Selvagem Temporada 2 Ep. 003
Transcript
- 0:08Encontros selvagem, fermentando a brasilidade através dos
- 0:13líquidos. Sejam bem-vindas e bem-vindos ao
- 0:28segundo encontro selvagem é que faz parte das atividades da
- 0:32semana selvagem, organizado pela abraserva e com apoio
- 0:35institucional do conselho federal de química.
- 0:38Agora, o palco é de 2 cientistas incríveis que vão trazer dados
- 0:43muito importantes para começar bem essa semana, falando de
- 0:46manipoeira, falando de resultados científicos, de
- 0:49pesquisa científica. Então eu tenho o prazer de
- 0:52chamar dona Estela, Hein, dona Carola, por favor.
- 0:59Bom dia pessoal, tudo bem? Bom dia aos presentes, o pessoal
- 1:02que está em casa. Meu nome é Estela Virgílio.
- 1:05Eu sou CEO, uma startup chamada by myicel.
- 1:08Nós trabalhamos com sequenciamento de DNAE, nós
- 1:11recebemos as amostras. Para fazer a análise,
- 1:15identificação das levedoras, dos fungos presentes e também de
- 1:19algumas bactérias. Então aqui a gente vai
- 1:21apresentar esses resultados iniciais.
- 1:24Bom, meu nome é Ana Carolina, sou mais conhecida como Carola.
- 1:27Eu trabalho com levedura selvagens estremofilas, e eu
- 1:32gosto de isolar elas de todos os lugares, os lugares mais
- 1:35estranhos, e algumas delas a gente usa para fazer cerveja.
- 1:38Então é por isso que eu estou aqui hoje e eu sou coordenadora
- 1:41dessa parte científica do projeto manipoeira.
- 1:44Então, quando o projeto surgiu, veio a ideia do projeto
- 1:47manipoeira, de juntar todas essas cervejarias, então foram
- 1:5054 cervejarias que a gente acabou unindo para esse projeto.
- 1:55Uma das ideias era legal, a gente vai fazer cerveja, vamos
- 1:58fazer cerveja, cada um com o terroal local.
- 2:01São 54 cervejarias espalhadas pelo Brasil inteiro.
- 2:04Será que tem um terrois diferente do sul do país, do
- 2:08norte, do nordeste, como que vai ser tudo isso, como que vai ser
- 2:12a fermentação, como vai ser AA cerveja, o produto final, como
- 2:16vai ser todo essa parte de fermentação?
- 2:18Vai ter diferença, será que vai ter diferença?
- 2:21A gente não sabe. Quer dizer, a gente já sabe, a
- 2:22gente vai contar pra vocês hoje o que aconteceu.
- 2:24Então, a uma das ideias era fazer um não somente cerveja,
- 2:27não somente pegar a manipoeira, pegar aquela água da manipula
- 2:31que fermenta e fazer a cerveja. A receita era a mesma,
- 2:35basicamente para todas as cervejarias, mas e a microbiota
- 2:38que vem dali e a e a parte selvagem, será que vai ser
- 2:42diferente? Então, a ideia era a gente fazer
- 2:47um estudo microbiológico de todos os organismos que estavam
- 2:49presentes nesse projeto desde. Do zero, ou seja, aquele aquele
- 2:54momento onde é feita a coleta da manipoeira, aquela aquela raiz
- 2:58que veio ali da Terra e até mesmo durante o todo o processo
- 3:01de fermentação durante 5101-5205 meses, um ano.
- 3:07O que que aconteceu ali dentro? Porque a pergunta há 1 ano atrás
- 3:10era, será que vai ser diferente a fermentação?
- 3:13Ou será que vai ser tudo igual? Será que os organismos que estão
- 3:17presentes na fermentação da manippoeira lá de Florianópolis
- 3:20vão ser o mesmo dos organismos de Sertãozinho, vão ser o mesmos
- 3:24organismos lá de Manaus. Lá de Sergipe, essa era a
- 3:28questão que a gente queria responder, uma das das questões,
- 3:31e a outra era, será que a gente vai conseguir uma levedura para
- 3:34chamar de nossa uma levedura brasileira, uma levedura para
- 3:37falar? Putz, tem uma massacarou nesses
- 3:39brasileira, será que a gente conseguiu isso?
- 3:42Será que isso é possível? Então a gente espera responder
- 3:45um pouquinho da de tudo isso e só para contar para vocês, isso
- 3:49é só o pontapé inicial, tem muita coisa ainda.
- 3:52A gente abriu um leque de de perguntas, respostas não somente
- 3:57para ampliar o mercado cervejeiro brasileiro, mas
- 4:00também para a ciência, para mostrar AA importância da
- 4:03ciência em todo o processo cervejeiro.
- 4:06Certíssimo, então, aqui a gente comentou, né?
- 4:09Do projeto, 53 cervejarias que estão participando.
- 4:12E, na verdade, o intuito é compreender essa microbiota,
- 4:15esse microbioma presente durante todo o processo, durante toda a
- 4:20fermentação espontânea e identificar, tá essas leveduras,
- 4:24esses fungos, bactérias, os microrganismos que estão
- 4:27presentes e foi feita uma receita básica, tá certo?
- 4:31Para a produção dessa cerveja? E todo o processo ele se iniciou
- 4:36conjuntamente. Sim, a gente deu um prazo.
- 4:39Foi há 1 ano atrás, no dia 31 de agosto, se eu não me engano, que
- 4:43começou todo o processo. Da manipoeira.
- 4:45Uma das ideias para quem não sabe do projeto, era que todas
- 4:48as cervejarias coletassem manipoeira da região onde era
- 4:52cervejaria e que fosse da maneira mais roots selvagem
- 4:56possível. É raiz, né?
- 4:58Ou seja, que ele conseguisse coletar aquela manipuleira,
- 5:01talvez de uma aldeia de um engenho, e que, em último dos
- 5:06casos, utilizasse a manipoeira ou AA farinha da mandioca, em
- 5:10alguns casos mais comercial, que é isso iria trazer logicamente
- 5:14todos os organismos que estavam presentes ali naquele ambiente.
- 5:17Exato, então. Todos os microrganismos são
- 5:19oriundos dessa fermentação da água da manicoeira, ou seja,
- 5:23organismos selvagem. Não foi adicionado, né?
- 5:25Nenhum microrganismo. É, a ideia era que não poderia
- 5:28ser adicionado nenhuma levedura comercial, nada.
- 5:30Tinha que ser tudo espontâneo. Então, depois que teve essa
- 5:33coleta, os cervejeiros mantiveram aquela aguinha
- 5:36fermentando durante um tempo, para depois jogar no mosto o
- 5:39cervejeiro. Então ele tinha é, alguns
- 5:42fizeram isso, os outros já jogaram direto para ter esse
- 5:44Starter, né? Começar a fermentação antes de
- 5:46dar a gente jogar no mosto, e assim a gente sabia que isso
- 5:49iria dar certo, mas sempre deu aquele medo, será que aqueles
- 5:52microrganismos estão fermentando ali?
- 5:54Eles vão gostar da maltosa, eles vão gostar daquele moço
- 5:57cervejeiro, eles vão sobreviver a um lúpulo, a tudo isso.
- 6:00Era. Um risco que estava correndo.
- 6:02Exatamente. E logo nesse primeiro processo
- 6:05você já tem a seleção de alguns microrganismos, né?
- 6:07Então, aqueles que se adaptam melhor àquela condição vai
- 6:11seguindo para as próximas etapas.
- 6:12É e vale lembrar que quando você pega um pedacinho de Terra, o
- 6:16insumo de raiz que. Vem com Terra, vem um Monte de
- 6:18coisa, você tem um Monte de organismos ali, organismos que
- 6:23são bons para fermentar e organismos que não são tão bons
- 6:26organismos são estranhos, até mesmo organismos patogênicos.
- 6:29E essa que é a beleza da fermentação selvagem, que é ao
- 6:33longo do tempo, as levedoras que a gente gosta, aquelas que
- 6:36fermentam, que produzem álcool, produzem outros compostos
- 6:38legais, vão matando esses patogênicos.
- 6:41Então, o segredo da cerveja selvagem é o tempo e a gente vai
- 6:44mostrar isso para vocês. O que ao longo do tempo foi
- 6:46exatamente isso que aconteceu, os patogênicos foram morrendo e
- 6:50foi dando espaço para essas leveduras que a gente tanto
- 6:52gosta. E também a temperatura local.
- 6:55Exatamente. Então, se você pensa uma
- 6:57fermentação em Manaus, uma temperatura clássica de 30 e
- 7:01poucos graus no Rio de Janeiro, é bem diferente de uma
- 7:04fermentação no Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, que vai
- 7:07ser, você vai ter uma variável grande dessa temperatura.
- 7:10Então, tudo isso influenciou também Na Na fermentação.
- 7:13E será que influenciou nos microrganismos no crescimento no
- 7:16resultado final de vocês? Então aqui a gente vai
- 7:19apresentar alguns dados desde o tempo zero, que seria essa
- 7:22primeira inoculação, e alguns outros tempos, alguns por horas,
- 7:26outros 15 dias, 30 dias, 3 meses, foi analisado até 3 meses
- 7:30e também foi feito da sua parte, o planeamento.
- 7:33Sim. Então dessa parte científica foi
- 7:35dividida em 2 partes. A primeira que foi feita toda a
- 7:38parte genômica. Então, o que que faz nessa parte
- 7:40genômica? Ela vai analisar quais
- 7:42organismos que estão presentes ali como um todo.
- 7:45Você pega um pedacinho de alguma coisa, passa nessa máquina.
- 7:48Ela vai explicar direitinho porque não é tão simples assim,
- 7:50passa. Nessa máquina, ela vai falar, ó,
- 7:52aqui tem fulano, ciclano, beltrano e por aí vai.
- 7:55Só que não diz que os organismos que estão presentes ali estão
- 7:58vivos. Ela diz o material genético que
- 8:01está presente ali, pode ter ali um organismo que morreu há muito
- 8:04tempo, mas se ODNA dele ainda tá lá, ela vai detectar que ODNA
- 8:08dele ainda tá lá. E aí, qual que era?
- 8:09A diferença da minha parte e dos outros laboratórios que também
- 8:12participaram era isolar esses organismos, era plaquear,
- 8:15colocar numa placa e a gente conseguir identificar quem tá
- 8:18vivo, porque quando você coloca numa placa de pétre com aquele
- 8:22meio de cultivo específico, seletivo, você consegue
- 8:25identificar, putz, esse cara tá aqui mesmo, ele apareceu lá e
- 8:29apareceu na minha placa. Então esse cara realmente está
- 8:31vivo e ele está fazendo parte da desse processo fermentativo.
- 8:35Que é exatamente isso, então, o que aconteceu ali com a gente?
- 8:38No laboratório, nós recebemos as amostras, primeira etapa,
- 8:41amostra líquida e, como foi falado, é o material como um
- 8:45todo. O que que a gente faz em
- 8:47laboratório? A primeira etapa a gente faz a
- 8:49extração de DNA dos organismos que estão ali presentes, vivos
- 8:54ou não. Então, quando a gente faz a
- 8:56primeira etapa de extração de DNA, pode ser que tenha DNA de
- 9:00bactéria, de vírus, de levedura, de fungo, da própria planta, de
- 9:05alguma célula animal. Então você tem um Panorama
- 9:08completo. O que a gente chama de
- 9:11metagenômica? Então, cientificamente, quando a
- 9:14gente quer entender a complexidade como um todo, a
- 9:17gente chama de metagenômica, todos os organismos que estão
- 9:21presentes ali na sua amostra. Para esse estudo em específico,
- 9:25a gente gostaria de identificar leveduras e fungos.
- 9:28Não era interessante fazer identificação da planta ou de
- 9:31alguma célula animal que estava ali presente.
- 9:33Então, após a extração do DNA do material genético, nós seguimos
- 9:37para uma etapa laboratorial que se chama PCR.
- 9:40É uma amplificação específica. De um material genético somente
- 9:44de levedura e fungo. E se a gente quisesse analisar
- 9:47também bactéria é uma região específica somente para
- 9:50bactéria. Então, nesse caso, o que a gente
- 9:52vai apresentar aqui, a gente fez a amplificação, ou seja, eu
- 9:55gerei uma quantidade maior de DNA, mas daquela região
- 9:59específica de fungo e também de levedura para seguir para a
- 10:02próxima etapa. Na próxima etapa, a gente chama
- 10:05de construção de biblioteca para sequenciamento.
- 10:08Então são várias receitinhas, como uma receitinha de bolo, que
- 10:11a gente coloca alguns adaptadores, a gente coloca
- 10:13algumas enzimas para entrar. No sequenciador, o sequenciador
- 10:18é um aparelho. Existem aparelhos robustos para
- 10:20sequenciamento. São aparelhos bem mais caros e
- 10:24aqui, na by mais céu, a gente trabalha com 2 plataformas de
- 10:27sequenciamento, tem uma plataforma que é mais robusta,
- 10:29justamente para eu entender essa microbiota completa.
- 10:33E tem um aparelho mais simples que esse aqui que eu trouxe aqui
- 10:35para vocês, que cabe na Palma da mão.
- 10:38Então é um aparelho portátil, sequênciador portátil, e a gente
- 10:41consegue analisar desde uma única amostra que recebemos, ou
- 10:45até uma quantidade maior de amostra, 3040 50.
- 10:48Então a gente faz um sequenciamento ali vasto.
- 10:51Nesse caso, após o sequenciamento, nós geramos
- 10:55essas letrinhas. Na verdade, é a sequência de
- 10:58DNAE com a bioinformática. Ou seja, preciso ter uma
- 11:02mão-de-obra especializada qualificada na parte
- 11:05computacional para codificar esse ATCGGG significa o quê?
- 11:12Corresponde a qual microrganismo, então, com a
- 11:14bioinformática, a gente compara com um banco de dados que já
- 11:17estão depositados. E a gente consegue identificar,
- 11:20olha, isso daqui significa que eu tenho uma sacaromice aqui
- 11:24significa que eu tenho uma pica. Então eu consigo identificar
- 11:27quais são esses microrganismos e a gente entrega como um laudo,
- 11:31qual é esse microrganismo? Então aqui eu apresentei.
- 11:35A sacaromice, que estava em mais de 95%.
- 11:38Também é possível identificar outros microrganismos, mas numa
- 11:42quantidade muito abaixo, as menos do que 0,1%.
- 11:47Então, para nós, poderia ser até um artefato da técnica, porque
- 11:50ele vai comparar com o que tem no banco e vai identificar
- 11:53várias coisas. Então aqui 100% de sacaramice e
- 11:57com essa técnica de sequenciamento eu consigo
- 11:59aprofundar qual o sacaromice que é.
- 12:02Então aqui a gente apresenta gênero e eu consigo especificar
- 12:05qual? Parece de sacar o míssil, então
- 12:07aqui sacaromice cereviste. Logicamente que essa daqui pode
- 12:12ser que seja uma espécie de sacaromice cereviste diferente
- 12:16do que tem no banco de dados ou diferente da usada numa
- 12:19cervejaria. É que nem a gente, a gente.
- 12:21Nós somos todos da mesma espécie, mas cada um tem a sua
- 12:24característica, cada um tem a sua aptidão.
- 12:26Então, isso também vai para o mundo das leveduras, dos fungos,
- 12:29das dos vírus e, enfim, das bactérias e tudo mais.
- 12:32Então, ou seja, pode ser a mesma espécie, mas ela ser melhor para
- 12:37ferramentar, uma coisa melhor, ela ser mais adaptada àquele
- 12:40meio ou menos. Então é, você tem variantes
- 12:43dentro da própria espécie. Exatamente.
- 12:45Então você tem isolado. Em cepas e também agora, dentro
- 12:49desse estudo, dá para selecionar também microrganismos, que seja
- 12:52sacaromice, que seja pique, mas que tenha perfis diferentes do
- 12:56que já está consagrado na literatura, ou que outras
- 12:59cervejarias usam. Mesmo sendo sacaram mistas e
- 13:02servisse ou pique ou outro organismo.
- 13:04Qualquer outra espécie nova de levedura é possível.
- 13:08É SP alguma coisa? Sim, você vai ver que uma delas
- 13:12tem OSP, às vezes aparece essa carolmissa SPE, depois ele
- 13:16coloca a sacaromista serviice, então pode ser que seja algo
- 13:19diferente. Mas que tem uma maior
- 13:22correspondência com cerevize. Alguma outra espécie que venha
- 13:26passar? É às vezes aparece como SP,
- 13:28então como se fosse uma sacaromice SP.
- 13:31É, mas teve outro gênero que apareceu sem se a gente saber a
- 13:34espécie. É preciso olhar certinho.
- 13:37É, eu também acho que não. Mas apareceu algumas essa
- 13:40caromices que eu não achei nenhum dado na literatura de ter
- 13:44sido encontrado no Brasil como AA sacramice daquela mitachi?
- 13:48Sim, é. Eu não lembro qual o nome dela,
- 13:50mas ela é assim. Ela é bem identificada no Japão,
- 13:53mas no Brasil não tinha sido ainda identificado.
- 13:55O que aparece para nós? Vamos supor que seja um
- 13:58organismo completamente diferente, que não tem no banco
- 14:01de dados, aquele aparece sacaromice.
- 14:03Em segundo lugar, ele parece não assignado, que é o que está
- 14:06aparecendo. Ali.
- 14:07Ansime de quase 5% significa que são microrganismos.
- 14:12Que nós não conhecemos ou que não estão no banco de dados, ou
- 14:15seja, eu não posso dar o nome para ele, porque no meu banco
- 14:18não corresponde a nada. Então, 5% daqueles
- 14:21microrganismos encontrados aqui, que na verdade seria o
- 14:24correspondente aqui, né, que completaria os 100% da
- 14:27sacramice, eu tenho outros microrganismos que eu não sei te
- 14:31falar quais são, então, pode ser o microrganismos novos ou
- 14:34aqueles que não foram catalogados, ainda não foram
- 14:37descritos ou não foram encontrados numa literatura mais
- 14:40local. É que assim foi, que, como ela
- 14:42estava explicando, é uma sequência, então a gente tem
- 14:45que. 4 bases, 4 letrinhas, vamos dizer assim.
- 14:48E o que vai determinar um organismo ser diferente do outro
- 14:51é a sequência de como isso é montado.
- 14:53Como essa historinha pensa no livro, as letras são sempre as
- 14:56mesmas, só que o como elas estão montada é que você vai conseguir
- 14:59determinar se a uma palavra, ou uma frase ou não lógico, todos
- 15:03os organismos, eles têm a variação de uma letra ou de
- 15:06outra que vai diferenciar um do outro e até mesmo dentro da
- 15:08mesma espécie. Você tem variação, isto que é
- 15:11que são as mutações, mutações que às vezes a gente pensa que
- 15:14são coisas ruins, não, mutações fazem parte do processo
- 15:16evolutivo adaptativo dos organismos e acontece toda hora
- 15:19no seu corpo, então isso também pode ter tanta variação ali
- 15:23naquele genoma, por isso que a gente não consegue identificar
- 15:25ele, por isso que acaba sendo um organismo novo, que aquela
- 15:28variação não foi incluída no banco de dados mundial de
- 15:32devedoras microrganismos enfim então alguma coisa interessante,
- 15:36por exemplo, agora num plaqueamento, num isolamento,
- 15:38pode ser. Feito isolamento, e pode ser
- 15:41feito um sequenciamento completo daquela levedura específico que
- 15:46foi isolada. Pode ser que ela seja a
- 15:48sacaromice, mas de repente ela é uma outra espécie, ou ela
- 15:51apresenta variações ao longo do DNA que permitiram uma maior
- 15:56estabilidade ou algum mecanismo aromático.
- 16:01Alguma questão importante? E aí você pode publicar isso,
- 16:05catalogar isso como organismo novo, como uma espécie nova.
- 16:08Então não está na literatura, mas é possível fazer.
- 16:11Ou somente como uma variante? Ou uma?
- 16:13Variante nacional brasileira. Entendeu?
- 16:15Manipoeira, enfim, por aí vai. Então, esses são uns dos
- 16:18primeiros resultados. Né, esse primeiro resultado que
- 16:22nós tivemos, a gente chamou de manipeira um.
- 16:25Então, ao longo do ciclo, né, ao longo das fases, nós
- 16:28encontramos, por exemplo, nesse primeiro, que seria um tempo 01
- 16:31préinóculo, você tem uma quantidade maior de
- 16:35microrganismos, você tem uma abundância maior, então por
- 16:38isso, dessas diferentes cores, cada cor corresponde a um
- 16:41microorganismo, então eu tenho sacaromice, mas nessa cor eu
- 16:45tenho. A wikeroomis cripto criptocus é
- 16:48um organismo normal que você encontra no ambiente, mas que
- 16:52ele também ele pode ser patogênico.
- 16:54Então o que é interessante que logo.
- 16:56Começo quando começa essa essa fermentação e tem a presença do
- 16:59criptoc, que é super normal, você encontra criptoc em todos
- 17:02os lugares, principalmente no seu gatinho, em casa e ao longo
- 17:06do tempo, quando começa essa fermentação, esse organismo
- 17:09desaparece. Exato.
- 17:10E aí, ao longo da fermentação, você vai tendo a predominância
- 17:14de outros organismos. Então, no segundo ciclo eu já
- 17:17tive a predominância. Da wicromis que é super normal.
- 17:21O iquiromices é uma levedura que ela é bem agressiva.
- 17:24Ela começa sempre uma fermentação, só que ela não
- 17:27aguenta durante muito tempo fermentar.
- 17:29Ela não tem uma estabilidade, então ela acaba morrendo ao
- 17:32longo do tempo. Então assim, era super esperado
- 17:34isso acontecer com a interromicis.
- 17:37Isso e até busquei alguns dados na literatura de algumas
- 17:40importâncias ou características. Então, por exemplo, para essa em
- 17:43especial, foi apontado num estudo uma.
- 17:46Apresentação de perfis aromáticos interessantes.
- 17:49Então, se você parasse aqui nessa etapa, você teria, por
- 17:52exemplo, a cerveja ou um produto com uma qualidade aromática que
- 17:57pudesse ser interessante. Então, de repente, aquele
- 18:00microrganismo ele vai até uma determinada etapa, né?
- 18:04Ou a sua predominância vai até um determinado ciclo, mas ele
- 18:07tem a sua importância, talvez pra dar uma característica
- 18:10naquele produto. E aí, nas outras etapas, o que
- 18:14predominou foi a sacaromice cerevistas.
- 18:16E até o final dessa fermentação do instituto federal do Jean foi
- 18:20sacaromis até o final, ou seja, a sacaromis.
- 18:22Ela predominou depois em toda AO processo de fermentação da
- 18:26cerveja deles. Aí eu só vou falar uma coisinha,
- 18:29que é interessante, que tem gente que fala, pô, mas será que
- 18:32a gente conseguiria depois fazer uma manipoeira artificial?
- 18:36A gente já sabe que organismos que apareceram, será que se a
- 18:38gente pegar então uma interromicis, uma sacramice,
- 18:42misturar e colocar, será que a gente vai conseguir chegar
- 18:45naquele mesmo sabor daquela cerveja, fazer uma cerveja
- 18:49selvagem manipulada, manipula, manipulada.
- 18:52Na verdade, não por quê? Porque todos esses organismos e
- 18:55todos os outros, eles têm características próprias e.
- 18:59A simbiose entre eles ou não simbiose entre eles, ou seja, a
- 19:02convivência entre eles, a correlação entre eles vai trazer
- 19:06sabores e vai trazer resposta ao próprio organismo.
- 19:08Tem alguns organismos como a wikeromisis, que é como eu
- 19:12falei, ele é muito agressiva, ela responde muito a outros
- 19:16organismos. Se ela tá presente em cocultura
- 19:19que a gente chama com outros organismos, ela fica nervosa e
- 19:23começa a produzir mais álcool. Então isso você só tem esse tipo
- 19:26de resposta quando ela é cultivada junto com outros
- 19:29organismos. Então se ela é cultivada
- 19:31sozinha, ela não vai ter esse tipo de resposta.
- 19:33Então, assim, a gente tem que pensar que isso daqui a gente
- 19:37não vai conseguir mimetizar, fazer de uma maneira artificial,
- 19:41isso daqui aconteceu espontaneamente, então isso aqui
- 19:44a gente nunca vai conseguir comercializar isso.
- 19:46Mostrar que OA composição do todo é importante para o sabor
- 19:50final. Porque ela falou, a wicromis
- 19:52produziu ésteres, produziu sabores e respostas e compostos
- 19:56naquele momento. Isso tudo se manteve ao longo do
- 19:59seu produto até um ano. Depois se manteve todas essas
- 20:02características ou pelo menos uma boa parte dessas
- 20:04características. E uma coisa importante também
- 20:07para falar, se a gente trabalhar com uma microbiologia clássica,
- 20:10vamos supor que eu pegasse esses organismos e somente plaqueasse
- 20:13ele. A gente consegue chegar sim.
- 20:15AA determinar, por exemplo, o gênero, mas muitas vezes eu fico
- 20:19na dúvida se a espécie está correta ou não, então,
- 20:21assertivamente, consequenciamento do DNAA gente
- 20:24conseguiu chegar em qual espécie seria justamente para ter esse
- 20:29entendimento da característica daquela espécie.
- 20:32Então, por isso, ser interessante fazer esse tipo de
- 20:34estudo, esse aprofundamento molecular.
- 20:37É então, ou seja isso daqui, tudo que Ela Foi feito é de
- 20:39grande importância, porque a gente consegue enxergar como um
- 20:42todo. Mas a gente quer saber desses
- 20:43organismos que realmente fizeram parte da cerveja, quem são eles,
- 20:48será que eles são? Novos organismos que nem a
- 20:50Luciana perguntou. Então como?
- 20:51Como que a gente vai fazer isso aí que vem AA segunda parte da
- 20:54do do projeto, mas daqui a pouco a gente fala sobre.
- 20:56Isso tá certo? Então esse foi o primeiro
- 20:58resultado. Ficou contente.
- 21:06Nos outros estudos, tanto da rosa linda quanto da usá, a
- 21:10gente conseguiu alcançar até 5 meses.
- 21:12O dia foi o primeiro a mandar mostra pra gente, então a gente
- 21:15conseguiu fazer essa prévia do que que IA acontecer, capaz de
- 21:19de agora a gente nessas próximas amostras que a gente for
- 21:22analisar o Jean que é de 35 meses e um ano, a gente mude já.
- 21:26Toda essa microbiota já começa a aparecer.
- 21:29Organismos do tipo pique a do bretanomicis e por aí vai.
- 21:33Esse segundo? Você coça, linda, coça, linda.
- 21:37Essa segunda análise já foi diferente, a gente tem
- 21:40inicialmente o tempo, 07 dias, 15 dias 30 e em 5 meses, então
- 21:46já é foi feita uma análise mais extensa e inicialmente também eu
- 21:51tinha uma mistura que de outros microrganismos e também aqui ó,
- 21:56que a gente falou a cazaquistania.
- 21:58Ela parece primeiramente como SPE, comparando a questão de
- 22:02DNA. Num segundo ponto, ela poderia
- 22:05se comparar alguma outra espécie, mas ela pode se
- 22:09apresentar como SP. Então, num primeiro momento, eu
- 22:11tenho também essa mistura de microrganismos, uma diversidade
- 22:15maior. Mas a partir de 7 dias eu já
- 22:17tinha uma predominância aqui de sacaromice que a gente conseguiu
- 22:21identificar como sacaromice cerevisi.
- 22:23Mas a partir de 15 dias eu já começo a ter a piquea, não em
- 22:28predominância, mas já concorrendo e a partir de 30
- 22:32dias e 5 meses. Pica e a pica membranif fácil.
- 22:37E é interessante assim, porque o Diego sempre desde o começo do
- 22:39projeto, ele queria uma breta no mísseis para chamar de sua e ele
- 22:43não teve preta no mísseis. Desculpa, ainda não está
- 22:45escutando isso. E aí, nesse estudo, então, a
- 22:48gente já viu uma mudança sacaromice ali depois dos seus
- 22:5215 dias e uma predominância de pique a longo prazo em 30 dias e
- 22:575 meses. E essa pique em específico?
- 23:00Quando a gente busca na literatura alguma informação de
- 23:03pique, é o gênero como um todo, produz substâncias de perfis
- 23:06aromáticos interessante. Tem atributos também conhecidos
- 23:09para a produção de vinho e outras bebidas, principalmente
- 23:13os compostos voláteis. Então já é uma levedura
- 23:16interessante. E essa aqui esses, essa espécie
- 23:19em específico está. Amplamente distribuída na
- 23:23natureza, e ela se predomina ou ela aparece com grande
- 23:26frequência nas fermentações espontâneas, então foi natural
- 23:30encontrála. E a pique a forma aquele
- 23:32biofilme. Então a gente às vezes a gente
- 23:33até se confunde, achando que ali é bretanomicis.
- 23:35Acho que a gente tem mania de chamar tudo de bretanomicis Ah,
- 23:38beta no misis, Ah, tá bretado, tá bretado?
- 23:39Não, espera aí, tem outros bichos também que formam esse
- 23:42biofilme, aquela camadinha bonita No No barril, então ela
- 23:45tem essa capacidade também de formar essa essa película.
- 23:48E não era uma bretanomista, era uma pica próximo.
- 23:51Agora a gente tem. A análise manipoeira, onde a
- 23:54cervejaria o Sá. Aqui a gente já tem tempo zero,
- 23:5824 horas, 72 horas, 7 dias, 15 dias, 30 dias, 3 meses.
- 24:06Então foram mais tempos de análises, mas com perfis também
- 24:09semelhantes. No começo, essa diversidade.
- 24:13Logo em 24 horas, predominância da mirosima.
- 24:17É mirosima, é uma levedura que ela é também é.
- 24:20É uma levedura de solo. E ela é muito utilizada também
- 24:22em vinho. Vinhos orgânicos.
- 24:24Essa levedura é uma levedura predominante nessa parte.
- 24:27É então. Ou seja, você tem análise de 3
- 24:29cervejarias diferentes de de locais diferentes do país, uma
- 24:33de São Paulo, uma de Florianópolis e essa de Sergipe,
- 24:37né? Então, logo no começo, em 24
- 24:39horas, você teve ali uma predominância.
- 24:42De uma levedura, depois 72 horas você já tem essa caromice com
- 24:47predominância e ao longo dos outros ciclos.
- 24:51Eu já tenho também a presença, por exemplo, da wicca omisses
- 24:56outra piccher no tempo, por exemplo, aqui de 15 dias já teve
- 25:02o aparecimento de pique, mas outra pica, que é a coroa,
- 25:07poderia cudre Pig? E que essa daqui na literatura
- 25:13ela é reportada? Os gringos ficam dando nome
- 25:16estranho pra gente falar, gente, agora a gente vai colocar um
- 25:18nome bem indígena pra eles? Assim, descobrir uma espécie de
- 25:21nova, colocar um quinta-feiraba. E essa espécie em específico, é
- 25:27é reportado na literatura que ela é tolerante a altas
- 25:32temperaturas, chegando até 42 °C, o que faz sentido pensando
- 25:37que essa cervejaria está no nordeste.
- 25:40Então, provavelmente você teve a seleção em algumas dessas
- 25:43etapas, ou nesse caso aqui, que ela predominou em 15 dias,
- 25:47porque talvez nessa fase você teve também o aumento de
- 25:50temperatura e ela conseguiu se estabilizar melhor naquela
- 25:54etapa. Calça tinha 2, né?
- 25:562 amostras. Sim, aí tem uma.
- 25:58Outra é, então, a usar ela. Ela fez 2 fermentações de barril
- 26:02e ela mandou as 2 amostras pra gente ver a diferença da entre
- 26:05as 2 amostras no mesmo local, o que estava variando ali era, às
- 26:10vezes muito mais o barril. Exato.
- 26:12E aqui também no tempo zero foram os mesmos tempos, zero, 24
- 26:15horas, 72 horas, 7 dias, 1530 dias e 3 meses.
- 26:20Logicamente, nos primeiros tempos, né?
- 26:23Até 24 horas você tem essa mistura de microrganismos, mas a
- 26:27partir de 72 horas, predominando.
- 26:30A carolice e só após 3 meses é que voltou a ter essa.
- 26:34É eu eu acho que essa volta, nos 3 meses, eu tinha que é foi
- 26:39muito mais pela coleta, como foi feita a coleta do que um que
- 26:42está ali dentro da cerveja. A gente sabe que um barril é um
- 26:46local onde tem um Monte de organismos crescendo, então
- 26:49assim, essa mistura, essa, essa diversidade de organismos, no
- 26:54final pode ter sido muito mais da barriga do que da na presença
- 26:57da cerveja. Eles podem chamar a gente para
- 26:59ir para lá fazer. Colega.
- 27:01Né, a Luciana gostou nele, né? Mas a gente consegue ver até que
- 27:06a gente colocou como algumas conclusões de que inicialmente
- 27:09você tem essa mistura, essa predominância entre diferentes
- 27:13organismos, mas que ao longo do ciclo, você consegue ver alguns
- 27:17microrganismos predominantes e uma diferença muito grande entre
- 27:21uma cervejaria e outra. Entre uma fermentação e outra,
- 27:24mesmo essa daqui, que é da mesma cervejaria, ela apresentou
- 27:28diferenças entre os microrganismos que foram
- 27:30identificados. Ou os tempos pelo?
- 27:32Menos. Mas você vê que existe somente
- 27:34algumas devedoras que estão sempre presentes.
- 27:36Então você não tem coisas muito assim.
- 27:38Existe uma, muitos, muitos organismos por aí espalhados
- 27:42muitos gêneros de leveduras que fermentam.
- 27:45E mesmo assim se teve uma predominância de 3 organismos,
- 27:49de 3 espécies. 3 gêneros, né? Basicamente, independente da
- 27:53região onde foi feita. As conclusões são essas dessas
- 27:56primeiras 4 análises pro GA nós também fizemos e hoje eu não
- 28:00trouxe apresentação, nós fizemos uma análise bacteriana.
- 28:04Da cozalida também. Isso das 2 primeiras.
- 28:07E, por exemplo, do Jean, deu uma predominância, pelo menos,
- 28:10naqueles primeiros tempos, de lactobacilos, quase 100% de
- 28:14lactobacilos, que que a gente tem que tomar cuidado.
- 28:16Se eu apresentar aqui pra vocês, que tem 100% de uma bactéria,
- 28:20vocês vão imaginar, mas eu tô produzindo.
- 28:22Então, levedura ou bactéria? Na verdade, a gente tem que
- 28:25entender o quanto que a gente tem de cada um desses
- 28:29microrganismos e, através dessa técnica, eu te dou a porcentagem
- 28:33da presença daquele microrganismo, mas eu não sei a
- 28:36quantidade. Então, por exemplo, numa
- 28:38quantidade de. 100. MLS.
- 28:41Eu tenho, ó, 90 ou 95% de levedura e apenas 5% representa
- 28:47alguma bactéria que logicamente já estava no seu ambiente
- 28:50selvagem e que foi ali pra fermentação daqueles 5% de
- 28:54bactéria, 100% no seu caso era lactobacilos.
- 28:58Então não é que eu tô produzindo 100% de uma bactéria, é porque a
- 29:01bactéria tá ali numa quantidade muito pequena.
- 29:04Mas aí através de uma técnica molecular eu não sei precisar as
- 29:08quantidades, né? Em UFC ou grama por ml, mais,
- 29:13através de uma microbiologia clássica eu já consigo definir
- 29:16que eu tenho uma quantidade x da levedura e que eu tenho uma
- 29:20pequena porcentagem da bactéria. E nessa pequena porcentagem,
- 29:24nessa análise das amostras do Jean, a gente tinha
- 29:26lactobacilos. Acho que a da coisa linda também
- 29:28deu lacto, né? Assim, isso foi o primeiro ano
- 29:32do projeto, então a gente não sabia o que IA acontecer.
- 29:35Hoje em dia eu falaria, putz, eu queria ter coletado daquela
- 29:39cervejaria onde AA cerveja não ficou tão ácida, que a gente
- 29:42sabe que tem algumas cervejaias o produto que tem, algumas que
- 29:45não ficaram ácidas ficaram bem leve, é pra saber o que que
- 29:48predominou ali, quais são os organismos que predominaram
- 29:50naquelas amostras, entendeu, que a gente não teve acesso a todas
- 29:53as amostras, a ideia do projeto, dessa parte científica, a gente
- 29:58deu essa ideia para todos os cervejeiros, a gente sabe da
- 30:00dificuldade que é coletar, a gente sabe da dificuldade que é
- 30:04enviar para os laboratórios que estavam participando, aliás, a
- 30:07Luciana, o laboratório da cerveja, a Gabriela da levitec,
- 30:11elas também fizeram parte desse projeto, apoiaram e fizeram
- 30:14parte, do isolamento desses organismos de plaquear, esses
- 30:17organismos isolar esses organismos E a gente sabe que
- 30:20muitos deles, no começo eu estava todo mundo empolgado,
- 30:23manda, mostra, faz não sei o que o coleta, mas às vezes a pessoa
- 30:26esquece de enviar e acaba o organismo morrendo na geladeira
- 30:30da cervejaria. E a gente sabe também que todo
- 30:32mundo tem outros trabalhos, outras coisas para para serem
- 30:35feitas e todo mundo do projeto acabou fazendo isto de uma
- 30:38maneira voluntária, então a gente sabia que nem nem sempre
- 30:42tinha tempo de fazer isso, até mesmo o pessoal da by my Cell.
- 30:45Eles fizeram isso de maneira voluntária e apoiando o projeto
- 30:48então. Só agradecer vocês por isso
- 30:51também, então, ou seja, a meta genômica foi a gente entender o
- 30:54como um todo, quem que está ali, quem são os organismos, quem que
- 30:57está presente, quem que está se mostrando, quem que está
- 30:59fermentando, qual que é a dinâmica populacional ao longo
- 31:02do tempo desse processo fermentativo.
- 31:05Mas aí agora vem a outra parte que há há, há, tanto a Luciana
- 31:08quanto a Gabriela, quanto eu, como outros laboratórios
- 31:10fizeram, é isolar esses organismos, então a gente sabe
- 31:14com isso daqui, a gente já sabe ou quando que isolar, entendeu?
- 31:17Então a gente recebeu a mostra de 24 horas, zero horas, 7 dias,
- 31:21se você pegar a placa. No No momento zero, tinha um
- 31:24Monte de bicho ali. E é difícil, quando aparece numa
- 31:27placa um Monte de organismo, é difícil, você, você, você vê um
- 31:30Monte de colônia ali, é difícil você identificar, falar esse é
- 31:33fulano, esse é ciclano, eu quero pegar esse não é uma loucura, é
- 31:36realmente uma loucura. E se você faz uma diluição muito
- 31:40grande, você acaba perdendo um ou outro organismo anão ser
- 31:43aquele que tenha e que seja mais abundante.
- 31:45E também não é só isso, é o tempo de crescimento de cada
- 31:49organismo. Então quem trabalha com cerveja
- 31:51e conhece um pouco a breta no misses, ela demora mais para
- 31:54aparecer, mas essa caromis cresceu primeiro e consumiu todo
- 31:57o açúcar. A bretanomicis não vai aparecer,
- 31:59então é assim, a técnica de de toda essa parte de microbiologia
- 32:03clássica, de isolamento, a gente sabe que não é fácil, exige
- 32:06tempo. Tempo exige conhecimento e
- 32:08bastante dedicação. Então, esses organismos que já
- 32:11foram isolados, eles estão sendo identificados.
- 32:14A gente já conseguiu desses principais, a gente conseguiu
- 32:17mesmo já isolar, é e já identificar.
- 32:19EE foi legal porque bateu a pique, abateu o sacaromicis e
- 32:23bateu uma bretanomicis que, por incrível que pareça, não
- 32:26apareceu muito na metagenômica do Jean.
- 32:28Apareceu numa concentração mínima, mas a gente conseguiu
- 32:31isolar EE pegar No No malditoff. Mas o malditoff também é uma
- 32:36técnica de de identificação que ainda é muito robusta, está
- 32:40muito inicial. Então agora a gente quer pegar
- 32:41esses organismos que foram isolados, extrair todo ODNA dele
- 32:45e fazer um sequenciamento. O sequenciamento parcial, que a
- 32:48gente chama que a gente que é mais fácil, mais barato e a
- 32:51gente consegue ver se aquele organismo realmente é uma.
- 32:53Sacar o miss cerevise não é uma sacaromis cerevisse ou a ou AA
- 32:57porcentagem não é tão alta de identificação de dele ser uma
- 33:01sacanagem serrevise. Aí a gente passa para o
- 33:03sequenciamento completo, que é muito mais complexo.
- 33:07EE, muito mais caro. Pessoal seguinte, uma dúvida,
- 33:24tem quantas amostras foram total?
- 33:26Média? Quantas pra Pra Ela?
- 33:28É esses testes que você. Acabava da metagenômica.
- 33:31Eu queria saber assim foi feito a análise de PH.
- 33:33Todas estavam. Deveria ter sido.
- 33:35Feito PH, estavam próximos. Ai para saber.
- 33:41Não estão? De bactérias de de.
- 33:43É do. Vacilo, entendeu?
- 33:45Pra pra saber como se comportou. E como é que a gente consegue
- 33:48entender o que que realmente vem da manipeira e o que que vem do
- 33:52barril? É então tem esse problema de o
- 33:55que vem da manipeira o que vem do barril, a gente não vai
- 33:57conseguir identificar isso anão ser que a gente tivesse, porque
- 33:59assim a gente sabe quando a gente fez a manipoeira isso aqui
- 34:02é é o tempo zero é o que tinha na manipeira, então a gente já
- 34:05sabe que tem alguns organismos que estavam ali e só que de
- 34:08repente apareceram outros, então de repente Do Nada apareceu,
- 34:10outros milagrosamente não, provavelmente eles estavam no
- 34:13barril ou em menor concentração na manipeira, pra fazer esse
- 34:17tipo de estudo a gente teria que fazer separado ou ter um grupo
- 34:20controle que fizesse num tanque de inox pra gente garantir que
- 34:23aquele organismo tinha vindo da manipeira e não na verdade é,
- 34:26teve algumas cervejarias que fizeram em tanques de inox, a
- 34:29gente pediu pelo amor de Deus pra mandar enviar a mostra pra
- 34:32gente ela acabou de falar que tem ela tem Então eu tenho uma
- 34:35cervejaria que mandou em barril de nós, que fez a manipoeira
- 34:38toda em barril de inox. E aí sobre a questão dos
- 34:40isolamentos, aí vale pena a gente trabalhar no tempo zero
- 34:44somente e focar realmente isolamento no tempo zero, que
- 34:48seria só a manipoeira. E daí talvez não trabalhar com
- 34:51tanto afinco nos tempos ali de, sei lá, 15 dias, principalmente
- 34:5530 dias, aonde a gente já tem uma contaminação da microbiota
- 34:58do barril pra gente focar nas espécies que realmente estão
- 35:01endêmicas da manipoeira? Pergunta.
- 35:03Então, mas. Só pra fazer uma complementação,
- 35:07porque pensando que majoritariamente trabalham com
- 35:10Carvalho francês, então não há nem uma madeira brasileira, né?
- 35:13Então acho que pra eu que eu concordo com a Gabi, é isso, né,
- 35:16a gente conseguir fazer um isolamento.
- 35:18É, mas é, mas é. Não é nenhuma levedura
- 35:20brasileira em termos. Madeira a madeira não é, não é,
- 35:23não, é brasileira, sim, 11 das coisas acho que poderia ser
- 35:26feito isso com madeiras brasileiras, eu tenho as
- 35:29amostras, acho que essa daqui foi feita com o Jatobá.
- 35:32Tem quase certeza, é, é Oo dele, foi sempre, eu era Jatobá e
- 35:35tinha uma outra, que agora não vou lembrar qual que era, que
- 35:38foi, que foi enviado, mas acho que ele ele enviou com Jatobá
- 35:40para para você, e a gente tem que lembrar também que uma
- 35:43grande parte do barril ele é esterilizado, esterilizado em
- 35:47termos, a gente sabe que ele é poroso e que muitos organismos
- 35:50ficam ali dentro, entendeu? Então, lógico, a gente vai
- 35:53levantar muitas questões. Sobre isso, a gente sabe que
- 35:56isso é uma parte, é o início de tudo, é exatamente tudo que a
- 36:00gente vai precisar melhorar, o que que a gente consegue fechar.
- 36:03Lógico que um barril de inox, a gente vai conseguir trazer
- 36:06respostas melhores. Não, com certeza.
- 36:08Ali foi uma sacaromis que predominou porque essa
- 36:11sacaromicis era a mesma que estava lá Na Na manipueira,
- 36:13quando a gente coletou e tem que lembrar às vezes também que você
- 36:17pode ter contaminação dentro da própria cervejaria.
- 36:20Você está está trabalhando com um barril ali, que tem 11,
- 36:22cerveja selvagem, mas ao mesmo tempo você está produzindo
- 36:25desculpa. Mas ao mesmo tempo, você está
- 36:27produzindo a sua cerveja com 11 bretano misses que veio lá da
- 36:32Bélgica, enfim. Ou da leve tech?
- 36:36Olá, 2 perguntas, uma é, é meio que não fui eu que fiz, tá?
- 36:41Mas alguém perguntou pra mim e eu vou só repetir aqui, fala,
- 36:45mas se a gente pega, vamos supor que a gente faz esse negócio bem
- 36:48cientificamente de coletar a mani poeira e em recipientes
- 36:53autoclavados, e que não tem interferência de mais nada.
- 36:57Nem a nasa consegue esterilizar. Exato.
- 37:00Mas que não seja um barril de madeira, sabe?
- 37:01Que seja o barril de inox, et cetera.
- 37:04A gente tá vendo aí em questão de terror, a gente tá vendo
- 37:07terror. Da cerveja ou a gente tá vendo
- 37:10terroada mandioca nessa? Foi a primeira pergunta.
- 37:13Aí a outra coisa é essas. Diego, me salva.
- 37:17Não tem que responder, cara, eu só estou é mais pra gente ficar.
- 37:20Pensando sendo polêmico. Que que?
- 37:21Porque é por isso que eu fiz a pergunta, mas existe em termos
- 37:26de, pensando em ser uma esse tipo de crescimento que acontece
- 37:31aí, a evolução da da cerveja e da microbiologia.
- 37:34Isso aí ele é independente da escala ou não.
- 37:38Por exemplo, você faz isso em tubo de ensaio em alguns MLS ou
- 37:42versus 2000 l 5000 l ou 200 l que seja.
- 37:46Isso é equivalente a esse tipo de coisa, ela é, ela é uma, como
- 37:49que chama, como que era da termodinâmica, extensiva ou
- 37:52intensiva, ela depende do tamanho do sistema ou não.
- 37:55Olha, eu acho que vai depender do tamanho do seu sistema, pensa
- 37:58se você criar peixinhos dentro de um pequeno aquário?
- 38:02É, mas você pensa na qual que é o tamanho de uma célula?
- 38:0510010 depende. E para ela, ela se ela está em
- 38:10100 ml. S mas ela tem.
- 38:11Ela tem menos meio de cultiva, ela vai ter menos menos fonte de
- 38:14carboidrato, ela vai competir mais.
- 38:16Caso eu não sei como que é isso também de cervejaria.
- 38:19AA dosagem recomendada, né? Célula por grau plato, bla, bla,
- 38:24bla. Mas todo mundo que faz tanques
- 38:26mesmo grandes tá não tô falando de 500018 tanques, sim sim, sei
- 38:30lá, 200000 l pra cima que. Indiferenças, né?
- 38:34Tem levedura. Você tem a pessoa hidrostática
- 38:36que é diferente. Você tem a pressão osmótica.
- 38:38Você tem o toda a mecânica de fluído lá dentro do tanque em si
- 38:43mesmo, você dosando a mesma quantidade de células por ml aí
- 38:47eu queria saber se tem alguma diferença, sabe se a gente faz?
- 38:50Essas amostras pequenas. Ou se a gente vê isso, se a
- 38:53gente, se realmente as tá tudo indo pro mais ou menos pro mesmo
- 38:56caminho, ou ou não sabe, ou isso não não tira nenhum interesse.
- 39:01Ainda assim, interessante, a gente criava, digamos, que a
- 39:04gente cria uma cultura. Própria da mani poeira que tem,
- 39:07ela invés de ser o blend de flonders, é o blend de de mania.
- 39:11Pureza selvagem. Vai que tem uma proporção de
- 39:13cada microrganismo. Vai ser equivalente a você fazer
- 39:17OA manipeira mesmo de pegar lá EE fazer a gente vai caminhar
- 39:20para o mesmo caminho. Alguém sabe disso?
- 39:23Então era que eu estava falando no começo.
- 39:24Você chegou atrasado, está vendo?
- 39:26Desculpe. Então, na verdade, você, a
- 39:28gente, a gente já tinha discutido sobre isso por algumas
- 39:30vezes. Eu e o Alan a gente já discutiu
- 39:32muito sobre isso. Se ele consegue saber todos os
- 39:35organismos que tem cerveja. Numa cerveja selvagem.
- 39:38Se eu consigo mimetizar isso numa cervejaria, em laboratório,
- 39:42e a resposta é não, porque a gente não sabe.
- 39:44Muitas vezes a gente aqui pode ter até outros organismos que
- 39:47foram fundamentais para a sobrevivência ou morte de outros
- 39:51ou produção de compostos, e esses organismos não aparecem
- 39:53aqui. Por exemplo, a bretanomys que eu
- 39:56consegui isolar do Jean, se você pegar voltar aos slides, a
- 39:59preta, no mísseis, nem aparece. Se você olhar lá na tabela, ela
- 40:02está em zero, 1%, mas esse zero 1% era do que estava vivo.
- 40:06Talvez os 5% daqueles não identificados seja lixo, seja
- 40:11DNA solto ali de não não de capivara, que ela não teria.
- 40:16Mas enfim, a brincadeira é mais ou menos essa, enfim, então você
- 40:20não consegue fazer isso, você não consegue identificar a
- 40:23proporção. Seria um trabalho insano e que
- 40:26não daria certo. Você pode até fazer mais ou
- 40:29menos uma proporção e começar a colocar, inocular em cada
- 40:33momento aquele organismo, naquele momento, mas existem
- 40:36outras outros organismos, outras outras partes físico-químicas
- 40:40que vão alterar tudo isso, então.
- 40:43Eu não sei te responder, mas eu acho que a escala vai mudar.
- 40:46Eu acho que elas podem ter a resposta melhor do que eu sobre
- 40:48isso. É, eu acho que é completamente
- 40:50diferente quando você faz dentro de um laboratório as condições,
- 40:53todas ali, padronizadas, perfeitas, quando você vai pra
- 40:55100 l 2000, l 50000, l, muda completamente, é muda
- 41:00completamente. Ali é AA associação entre eles,
- 41:03a simbiose e o que que um produto que vai ser utilizado
- 41:06pelo outro. Tudo e puxando esse assunto que
- 41:09você colocou, né? Sobre ter a cultura pura, é
- 41:12interessante a gente falar que. É, existem os organismos que são
- 41:16cultiváveis e os não cultiváveis.
- 41:18Eu não sei se todos essa que ela colocou aí tem entre cultiváveis
- 41:21e não cultiváveis. Exato.
- 41:22Quando a gente pega uma amostra de manipoeira para poder fazer a
- 41:25análise, vai crescer os cultiváveis que podem não ser
- 41:28todos esses que estão ali, então a gente vai e uns crescem mais
- 41:31rápido, outros não vão crescer e aí a gente vai selecionar alguns
- 41:35para de repente fazer um blend, mas que não vai ser igual.
- 41:39Se você pegar a manipueira fazer, eu vou fazer o inócuo de
- 41:42manipueira, aí você tem a manipeira 100 ME de alguma coisa
- 41:46lá e coloca. Dentro, entendeu?
- 41:48Então aí é diferente. Mas você não vai conseguir num
- 41:52blend colocar todas as leveduras que tem na manipeira.
- 41:56Assim, uma das principais questões diferentes do
- 41:58laboratório e de uma cervejaria EE proporções diferentes, uma
- 42:02cervejaria. É, a pressão é atmosférica,
- 42:05cara. Quanto maior o tanque, maior a
- 42:07pressão que aquele líquido exerce sobre os microrganismos e
- 42:10aí isso muda Oo microrganismo. Isso muda o comportamento dele.
- 42:14Então, no laboratório, você põe num tubinho pequenininho.
- 42:16Pô, é fácil viver ali agora com. Sei lá quantos 1000 l de líquido
- 42:22não é água, né? É um líquido mais denso, mais
- 42:24pesado, cheio de açúcar. Você tem outras condições ali
- 42:26que acaba com dificultando a sobrevivência desse organismo.
- 42:29Ele quer perguntar ali. Ó, você tem a diferença de
- 42:30litragem. Você tem a questão de
- 42:32isoneamento, de temperatura também, por ser muito expansivo,
- 42:35tal, você tem zonas de temperaturas diferentes, vai
- 42:38preconizar um ou outro, depende de acordo com a situação.
- 42:41Aí, na hora de você coletar, você vai coletar uma.
- 42:43Região dele, e não específica exatamente exatamente.
- 42:47Fumario está fazendo uma pergunta bem interessante.
- 42:50Por se tratar de uma levedura selvagem, é possível manter um
- 42:53resultado igual para todos os lotes de fermentação ou cada
- 42:56lote vai ter resultados diferentes?
- 42:58O que que vocês estão prevendo uma sazonalidade?
- 43:01Não, não, não, não, espera aí em relação à manipoeira ou em
- 43:04relação a um isolado, não manipoeira, vai depender da
- 43:07sazonalidade, isso que a gente vai vai conseguir decifrar nos
- 43:10próximos, nas próximas etapas, não, mas não só a etapa, nos nos
- 43:13próximos projetos, ou seja, no que vai dar continuidade de
- 43:16agora em diante. E o que seria interessante, o
- 43:19Diego não tá aí, mas era só pra dar ideia também, Diego não tá
- 43:22aí nunca, vou gravar e falar, o Diego não tá aí é, é de fazer em
- 43:25outras épocas do ano, então legal a many, poeira foi feita
- 43:29sempre na mesma época e se a gente começar a fermentação em
- 43:32abril, que começa a esfriar, vai ser semelhante ao que a gente
- 43:35começou em agosto, setembro. Não sei, a gente sabe que
- 43:38existem outros organismos que estão presentes em maior.
- 43:41Eu só criei mais caos, né? Ainda bem que o Diego não.
- 43:44Tá aumentando o projeto. E eu acho que é ótima essa
- 43:47discussão justamente pra gente entender os pontos, né?
- 43:50O que que a gente pode fazer a partir do que já foi desses
- 43:53primeiros resultados levantados? Então, a gente já questionou
- 43:56vários pontos, como que pode ser até algum projeto futuro ou
- 44:00alguma coleta Futura. Eu acho que isso aqui é muito
- 44:01bom pra gente delinear outros aspectos importantes do projeto.
- 44:06Só complementando o que ele falou do comportamento da
- 44:09levedura no tanque ou dos microrganismos que é um Monte,
- 44:12OK, né? Além da temperatura que você
- 44:14pode até ter 1 MB tanque superdimensionado com todas as
- 44:17camisas de frio que você consegue.
- 44:19Mas a própria comportamento dela em relação a flotar ou a ir pro
- 44:23fundo do tanque ou ficar mais inerte em determinada altura vai
- 44:27influenciar o desempenho, né? Porque aí quem ficou sossegado
- 44:30mais cedo, né, se retirou da festa mais cedo, não vai.
- 44:32Tá fermentando. EE vai deixar espaço pra outros
- 44:35microrganismos que num tubo de ensaio ou numa, você não vai ter
- 44:37esse fenômeno. Né não?
- 44:38E vale lembrar que é um organismo vivo, né?
- 44:40Ele vai se adaptando àquele meio, ele vai alterando as suas
- 44:43características, isso tudo vai alterando o produto final.
- 44:46Então, por isso, que cervejeiro não?
- 44:48Não usa AA mesma levedura, a lama overno over and over,
- 44:52porque 1 hora vai perdendo essas características.
- 44:55Então você tem que voltar ao zero.
- 44:56Você tem que voltar ao seu organismo.
- 44:57Zero. Rafael Pedro quer saber, qual
- 45:00foi o microrganismo mais diferentão que vocês
- 45:03encontraram? Se é que dá pra determinar isso,
- 45:07algo muito que nunca bom, falou. Você tem, você tem as espécies
- 45:11da sacaromicis aí. É todas elas eram sacaromices
- 45:14terem, não tinha. Uma no começo do dia, que tinha
- 45:16uma a. Gente teve cazaquistania, essas
- 45:19que predominaram. É que no relatório tinha umas
- 45:22que não é, que que é? De menor quantidade.
- 45:25É que era uma sacaromicis diferentes, é isso?
- 45:29Isso me taca. Tá vendo?
- 45:30Você sabe me nome? É.
- 45:33E se tinha ela e tinha mais uma outra também, que era uma
- 45:35sacaromice diferente, a gente sabe.
- 45:37Que sabe que dentro do gênero sacaro mississi, existem outros
- 45:40tipos de sacaromicis que experimentam tão bem quanto.
- 45:42Mas elas não são conhecidas, não são aplicadas em cervejaria, mas
- 45:47elas elas produzem outros tipos de de bebidas em outros lugares
- 45:50do mundo. Então a gente conseguiu isolar é
- 45:52identificar esses organismos nesse projeto.
- 45:56Bom dia tentando relembrar aqui algumas coisas que foram ditas.
- 45:59É o instituto federal, a gente não é uma cervejaria comercial,
- 46:02a gente tem uma planta piloto, mas uma instituição de ensino,
- 46:05pesquisa, então a gente consegue né, tem condições um pouquinho
- 46:08mais tranquilas, pra pra cuidar ali, fazer algumas análises.
- 46:12Então, respondendo ao que o colega falou, nós temos em cada
- 46:15ponto sim, OPH, teor alcoólico, densidade toda a parte física ou
- 46:19química das amostras. Então é, vai dar pra gente
- 46:22comparar, é, a gente não tem tudo isso ainda, porque
- 46:24inclusive isso é uma coisa legal da ciência, né?
- 46:27A gente começa com 6 perguntas e termina sem responder a 6 e tem
- 46:30+60 para responder. E 25 projetos.
- 46:33Novos? Não?
- 46:34Então a gente está nessa fase de.
- 46:37Fechamento desse primeiro ano ainda, essas primeiras análises
- 46:41e aí o que que nós vamos investigar mais a fundo, mas a
- 46:44gente vai conseguir correlacionar físico-química com
- 46:48a parte microbiológica, a questão do da madeira né também
- 46:51que o pessoal perguntou, houve um Combinado, todo mundo que
- 46:54fosse usar é entrar no projeto, deveria fazer um tratamento o
- 46:58máximo possível. Lógico que a gente não
- 46:59esteriliza a madeira, né, mas tentar vapor, água quente, lavar
- 47:04bem esse barril para tentar minimizar essa influência, é
- 47:07lógico que a gente não exclui essa influência da microbiota
- 47:10existente. Eu acho que é basicamente isso
- 47:12sim que eu IA, que eu lembrei de alguns pontos, né, e de repente
- 47:16é isso. É isso a gente traçar agora
- 47:18alguns caminhos, né, que a gente vai querer investigar um
- 47:21pouquinho mais a fundo. Porque isso é interessante, né?
- 47:25A gente começa com algumas perguntas e termina com mais
- 47:28perguntas do que respostas. Mas é isso, nós vamos conseguir
- 47:32traçar. Esperamos, né?
- 47:33Algumas correlações da físico-química com
- 47:36microbiológica e vamos ver o que que vai dar.
- 47:40Eu só queria saber se eu ouvi assim.
- 47:42Acho que ele respondeu um pouco aqui, se houve algum
- 47:44procedimento padrão da coleta da manippoeira, se houve algum
- 47:47procedimento padrão de criação de receita, OK, essa vai ser a
- 47:50receita, todo mundo vai fazer essa mesma receita.
- 47:52Você falou, alguns colocaram no barril, outros não.
- 47:55Só pra gente no final sensorialmente lá, tentar pensar
- 47:59o que que tem de diferente ali, pensando se houve uma patrona.
- 48:02É aquela coisa, foi dada toda a padronização, até mesmo da parte
- 48:05da coleta. Essa parte científica a gente
- 48:06instruiu como que deveria ser feito, cada coleta que deveria
- 48:09ser utilizado, tubos estéreis. E a gente até fez uma parceria
- 48:13com o pessoal do Lamas pra poder comercializar esses tubos para
- 48:17os cervejeiros de uma maneira mais.
- 48:19Com um custo mais baixo, mas assim, mas a gente não sabe na
- 48:22hora, como que é. Acho que nem todo mundo tem um
- 48:24conhecimento de microbiologia, tem esse conhecimento de saber.
- 48:28Putz, eu coletei um pouquinho mais.
- 48:29Daqui, um pouquinho mais dali, isso vai alterar no resultado ou
- 48:32não. Mas tudo bem quando você pega
- 48:34como um todo. Você consegue, mesmo tendo uma
- 48:37margem de erro, você consegue identificar Oo processo final,
- 48:40entendeu? Então isso já esperava que isso
- 48:42poderia acontecer, que mesmo dando todas as instruções, a
- 48:44gente pode ter erros normais que qualquer um pode cometer,
- 48:48entendeu ou não são erros, são simplesmente características.
- 48:52Último comentário acho que é interessante, até por ser um
- 48:55evento que está vinculado ao conselho federal de química e
- 48:58claro, indiretamente ou muito diretamente a universidades.
- 49:02A Vitória está perguntando como que ela, como universitária,
- 49:07pode participar do projeto, se ela pode entrar em contato com
- 49:10vocês, com os cervejeiros, como é que fica essa parte do
- 49:13contacto de análises, né? E de pesquisa, mesmo com a
- 49:17manipoeira. Ela quer trabalhar de graça.
- 49:20Talvez parcerias, né universidades?
- 49:25Então, provavelmente entrando em contato com as cervejarias.
- 49:28Com a gente também com é comigo, com a Luciana ou com a Gabriela.
- 49:33E a gente vai direcionando ela pra fugir do projeto.
- 49:36Brincadeira não pra fazer parte do?
- 49:37Projeto não fuja, precisamos de pesquisa última.
- 49:40Última pergunta rapidíssima. Há dúvida mesmo por parte da
- 49:44cervejarias. Quantas das 53 enviaram as
- 49:46amostras que vocês precisam para fazer?
- 49:48É isso forçar essas 4? Esse aqui foram 3, né?
- 49:51Só só o saque mandou em duplicarta.
- 49:53Na verdade, assim, o legal seria se todo mundo enviasse, o melhor
- 49:56seria se todo mundo enviasse e se eles tivessem capacidade de
- 49:58fazer tudo isso. Foi o que eu falei, AA by myself
- 50:00fez isso de uma maneira voluntária, eles não cobraram
- 50:03isso da gente, então, assim, se a gente quer fazer um projeto
- 50:05maior e conseguir identificar tudo, não dá para deixar eles
- 50:09fazerem de graça também para a gente, entendeu?
- 50:10Então, o ideal seria todo mundo mandar para fazer a
- 50:13metagenômica, para a parte de isolamento e identificação dos
- 50:17microrganismos, que é outra parte.
- 50:19Teve muitas cervejarias que enviaram, eu não sei te dizer
- 50:22uma quantidade quantas enviaram, aí ela recebeu só 11 cervejaria.
- 50:27A Gabriela recebeu 5 cervejarias, mas eu acho que eu
- 50:30tive umas 56 cervejarias também que enviaram pra mim e que AE
- 50:34estão enviando agora também. Até mesmo Caseiros acabaram
- 50:37enviando o pessoal de Cascavel que enviou, e é interessante que
- 50:40o pessoal de Cascavel não entrou nesse estudo da meta genômica.
- 50:43Mas eu acabei isolando os organismos dele, identificando,
- 50:45e deu muito semelhante a toda essa parte de metagenômica,
- 50:48principalmente semelhante à coisa linda que era.
- 50:50Parecia a sacar o mísseis do começo e depois a pique no
- 50:53final. Sobre o projeto manipoeira,
- 50:59estão perguntando também se Caseiros podem participar.
- 51:01E sim, né? Já teve participação, é um
- 51:04projeto em andamento, mas depois o ó.
- 51:07Lá tem um. Caseiro aqui, ó, é.
- 51:08Tem um caseiro aqui da Serra Paulista que trabalhou.
- 51:11Mas, doutora Ana Carolina, doutora Estela, muito obrigada.
- 51:17Querem deixar um recadinho para o pessoal de casa?
- 51:19Onde acham vocês para mandarem as perguntas que não foram
- 51:22feitas aqui? Podem dar um tchau para a galera
- 51:25jabá. Eu agradeço a participação de
- 51:27todos as perguntas. A gente fica à disposição também
- 51:29para tirar qualquer dúvida. Eu estou.
- 51:31Dentro da by mais Cell, então, o e-mail estela@bymicell.com, mas
- 51:37também é impossível achar no LinkedIn, nas redes sociais de
- 51:39Instagram, e o site é Bye micell.com.br.
- 51:43E quem quiser me achar mais um jeito mais fácil é pelo
- 51:46Instagram do SPACE Bear underline Project, que eu
- 51:49respondo, sou legal, mando memes idiotas.
- 51:52EE falo um pouco sobre pesquisa e também sobre o mundo aí afora
- 51:57e início da vida. Mas depois essa história para
- 51:59outro dia, senão a Gabriela me mata.
- 52:20Encontro selvagem é um programa realizado pelo canal surra de
- 52:24lúpulo abraserva e com apoio nesta temporada do conselho
- 52:28federal de química CFQ sigam arroba encontro selvagem no
- 52:33Instagram e não percam nenhum conteúdo.
- 52:44Esse podcast foi listado por play áudios.