Latest / O Aviário Podcast · by PPGVET / A LIDERANÇA GLOBAL DO BRASIL NA AVICULTURA - Dra. Sula Alves | Ep. 145
Transcript
- 0:00E do ponto de vista é ambiental também, porque em pensar que a
- 0:04gente tem que produzir alimentos e um impacto menor.
- 0:08Avicultura dentre todas as categorias aí de de de produção
- 0:11animal é uma de de menor impacto ambiental.
- 0:14Então a avicultura tem esse lado muito positivo que precisa ser
- 0:18explorado e. A avicultura brasileira, em
- 0:21especial, é como uma das raras, né?
- 0:25No mundo de do meio ambiente de produção, né?
- 0:28Do meio de produção de países tipicamente produtores, é é uma
- 0:33das que que mais se se estabelece, né?
- 0:37Melhor estabelece em termos de sanidade.
- 0:49Analisando os dados do canal, percebemos que cerca de 97% de
- 0:54vocês que assistem aos nossos episódios com frequência ainda
- 0:58não estão inscritos. A sua inscrição é muito
- 1:01importante, ela ajuda o canal a crescer e permite que a gente
- 1:05continue produzindo episódios cada vez mais relevantes e
- 1:08interessantes para você. Então, se você gosta do nosso
- 1:12conteúdo, inscreva se agora no canal, isso faz uma grande
- 1:15diferença para o nosso trabalho. Muito obrigado pelo apoio e um
- 1:19ótimo episódio. Olá pessoal, sejam todos muito
- 1:23bem vindos de volta. Mais um episódio do nosso
- 1:26podcast Boa Viagem, trazendo as mentes brilhantes da avicultura
- 1:31para conversar com a gente. Sobre esse universo avipa, meu
- 1:34nome é Marcos Caffé e hoje nós temos o prazer aqui de receber a
- 1:37doutora Sula Alves, que é diretora técnica da associação
- 1:41brasileira de proteína animal, a nossa ABPAEA gente vai conversar
- 1:45um pouquinho aqui sobre sustentabilidade, vamos falar um
- 1:48pouquinho sobre desafios regulatórios, vamos conversar um
- 1:50pouco sobre a evolução da agricultura.
- 1:53Doutora Sula, muito obrigado, certo, por você ter atendido o
- 1:56nosso convite de estar aqui disponível pra estar aqui
- 1:59conversando com a comunidade agrícola do Brasil e às vezes
- 2:01até mesmo fora do Brasil. Muito legal.
- 2:04Eu sei que a sua agenda aí na vpa é muito, né?
- 2:07Muito é cheia e legal que você achou um pedacinho da sua agenda
- 2:11aí pra estar nos atendendo e conversar um pouquinho sobre a
- 2:14vicultura você que já é, né? Uma referência.
- 2:17É da agricultura brasileira. Pelo trabalho que vocês
- 2:20desenvolvem aí na BPA, eu não canso de elogiar o que ABPA faz
- 2:23pela agricultura brasileira. Então, muitíssimo obrigado por
- 2:26você ter aceito o nosso convite. Eu que agradeço, fico super
- 2:31feliz de ter a oportunidade da gente bater esse papo aqui, que
- 2:34é tão gostoso, né? A gente tem a agenda carregada,
- 2:37cheia de de compromissos, esse é mais um compromisso, mas é um
- 2:41compromisso que leva a gente a refletir sobre tudo isso que a
- 2:44gente tá fazendo, onde que a gente quer chegar é os desafios
- 2:48que a gente já passou, então não deixa de ser também até um
- 2:51momento de reflexão de maneira leve, né?
- 2:54Então é muito bom, agradeço a oportunidade, professor feliz.
- 2:58Sula, conta pra gente, eu eu não gosto de ficar lendo o currículo
- 3:02das pessoas, eu gosto de conhecer um pouco a lém, né?
- 3:05Então conta pra gente, como que você veio parar na avicultura,
- 3:08como você veio parar aqui na BPA?
- 3:09Conta um pouco da sua trajetória lá, desde a sua formação
- 3:13profissional, onde você se formou, qual foi o seu caminho
- 3:16até chegar, né? No onde você está aqui hoje
- 3:19conversando com a gente, fala aí, conta um pouquinho da sua
- 3:22história pra gente. Olha, eu posso dizer que eu sou
- 3:24um caso pouco provável de dar certo, eu digo isso porque,
- 3:29professor, eu sou do Rio de Janeiro, né?
- 3:31Formada em Zootecnia, então são 2. 2 pontos assim que às vezes
- 3:36não dá um match, né? De início, você pensar uma
- 3:38pessoa do Rio de Janeiro, que geralmente as pessoas relacionam
- 3:42um ambiente muito mais urbano, né?
- 3:44É com azotecnia, mas sim, existe ali a interior do Rio de
- 3:49Janeiro. Existe muita influência, né?
- 3:51Da influência familiar também do interior e do próprio interior
- 3:54do Rio de Janeiro. E me apaixonei Na Na Zootecnia,
- 3:58me apaixonei pela avicultura. Mas não foi inicialmente aquilo
- 4:03que eu sonhava. Eu pensava em trabalhar com
- 4:05cavalos e esse esse é uma paixão, ainda é uma paixão, mas
- 4:10a vicultura acabou tomando esse lugar, até pelo pelo espaço que
- 4:14eu enxergo, até que a mulher tem mais dentro dessa atividade, tá?
- 4:19Mas a vicultura me surpreendeu muito positivamente.
- 4:22E quando eu conheci o que era a vicultura, eu falei pra mim
- 4:26mesmo, eu quero estar no olho do furacão.
- 4:29Muito cuidado que a gente pede a Deus, tá?
- 4:31Porque hoje eu estou de fato no olho do furacão.
- 4:35Após fazer a minha graduação em isotecnia e já começar a
- 4:38direcionar meus estágios, é de final de curso pra pra
- 4:42avicultura 11 outra coisa, de certo modo surpreendente foi eu
- 4:48ter Descoberto essa paixão pela avicultura.
- 4:51É tanto no Rio de Janeiro, no interior do Rio de Janeiro,
- 4:53quanto no. Piauí, outra coisa, pouquíssimo
- 4:57provável. Mas eu foi fazendo depois de
- 5:00fazer uma passagem em áreas que eu trabalhei em um período, né?
- 5:04EE, fiquei com quarto de milha, que eu gosto muito, acho linda
- 5:08essa raça. Eu eu fui fazer uma parte
- 5:13obrigatória numa Granja e eu gostei muito da dinamicidade, da
- 5:17avicultura. EE, então fiz o mestrado na área
- 5:23de bioclimatologia zootécnica, que é uma área também que me
- 5:27agrada muito. Parte de ambiência, né?
- 5:30E depois doutorado na área de bem-estar animal.
- 5:33Um tema que eu achava que era uma onda e que IA fazer uma tese
- 5:37de prateleira. Mas mais uma outra surpresa, que
- 5:40a gente sabe que o bem-estar animal é um tema muito relevante
- 5:43para nós, o setor ultimamente, né?
- 5:46E por conta desse dessa linha de pesquisa é a teve uma boa
- 5:52projeção e eu vim fazer aqui 11. Fui chamada para fazer
- 5:57contribuir com um protocolo de bem-estar animal da uba na união
- 6:01brasileira de agricultura, né? Que se fundiu com a abef, virou
- 6:06uba bef e depois com a abepex se tornou a bpa.
- 6:10É vim fazer esse trabalho aqui como como pesquisadora EE
- 6:15acabei. Depois sendo contratada
- 6:18coordenadora técnica e seguir carreira por um tempo na
- 6:21associação. Depois fiz um passei por um
- 6:23período na abrf e lógico que o bom filho a casa torna
- 6:28apaixonada pelo trabalho de associativismo, né?
- 6:31Eu gosto muito do trabalho setorial.
- 6:34Voltei aqui para bpa como diretora técnica.
- 6:38Então maneira resumida assim, um pouco dessa trajetória.
- 6:42O podcast o aviário só é possível através de empresas
- 6:45inovadoras e que apoiam a educação continuada na
- 6:48avicultura brasileira. Grupo BR render fazemos juntos o
- 6:53produto para atender você cliente, PPG vet o programa de
- 6:58pós graduações que prepara você para ser um profissional
- 7:01disputado no mercado veterinário.
- 7:04All TEC soluções nutricionais eficientes e sustentáveis para
- 7:09fortalecer a avicultura. Alga Prime DHA da corbión
- 7:15enriquecer ovos com Omega 3 sustentável novos líder em
- 7:20soluções de nutrição inteligentes para o crescimento
- 7:23dos negócios na produção de proteína animal.
- 7:26Pegasus Science a solução inteligente e em tempo real para
- 7:31interpretação de micotoxinas. Ah, bem legal, muito legal.
- 7:35Gostei muito dessa dessa hora, né?
- 7:37Como as coisas vão, né, né? Se encaixando, né?
- 7:40E como que? Às vezes uma experiência, né?
- 7:42Você vê se dedicou, inclusive é uma referência, né?
- 7:45Aquele aquele publicação da da da uba da época, né, de
- 7:49bem-estar, né? Foi uma referência naquela
- 7:51época. Né, até hoje.
- 7:53E aí depois deu certo, você estar aqui com a gente, aí
- 7:55nesse, como você falou, no olho do furacão aí sambando, aí
- 7:59tocando, né? Essa agricultura brasileira que
- 8:02é um é um tem, é um trem de novo.
- 8:04Sô, nós vamos começar e assim, eu gosto muito desse tema, falar
- 8:07sobre isso. Sustentabilidade, né?
- 8:10E eu sei que você tem uma visão legal de sustentabilidade
- 8:12amarrando com sanidade, que, aliás, tem tudo a ver, né?
- 8:17E a gente sabe o Ricardo, né, o presidente da da bpa, ele ele
- 8:21fala muito. Isso é um tema muito caro para
- 8:23ele, a questão da sustentabilidade.
- 8:25E hoje nós sabemos que isso está na pauta, né?
- 8:27Inclusive da da exportação. Todo mundo cobra isso, né?
- 8:31Sustentabilidade e nós temos uma agricultura altamente
- 8:33sustentável. Eu queria ver AA sua visão disso
- 8:37e como que você enxerga a sustentabilidade frente aos
- 8:40desafios da sanidade? Como é que um conversa com
- 8:42outro? Enfim, queria que você
- 8:43desenvolvesse aí essa questão da sustentabilidade com esse viés
- 8:47aí sanitário. Exato, professor, até porque a
- 8:50sustentabilidade, historicamente ela tem muito uma pegada da das
- 8:55questões ambientais, né? Então muitos pensam que
- 8:58sustentabilidade é meio ambiente, é pensar, é lógico, é
- 9:02um é um Pilar essencial, muito importante, mas não é o único,
- 9:06né? Nenhum equilíbrio pode se
- 9:08sustentar em um único Pilar. É então a para nosso setor, a
- 9:14sanidade, ela é um ponto crucial.
- 9:18Pra sustentabilidade do negócio não tem como pensar em
- 9:20sustentabilidade sem pensar que a gente tem um patrimônio, né?
- 9:25Que é a sanidade. Avícula aqui falando da
- 9:27avicultura, da da forma como a gente conduz a nossa atividade.
- 9:32EE tem até certo modo, 1111, relação com o próprio bem-estar
- 9:38animal que a gente, né? Começei anteriormente, mas
- 9:42trazendo pra um contexto né, da da da produção Moderna EE, do
- 9:46que hoje a gente vem sendo. Acalmado pelo público como
- 9:49sustentabilidade, AA sanidade, ela, ela é um ponto de partida,
- 9:54porque sem a manutenção da qualidade de vida dos animais e
- 9:59também, consequentemente, da qualidade dos produtos que a
- 10:02gente vai ter posteriormente, a gente não consegue manter a
- 10:06integridade de uma indústria, né?
- 10:08E o que que está dentro de toda essa indústria?
- 10:10Vincula robusta, que é a indústria vicula brasileira que
- 10:13além de prover. Alimento, né?
- 10:16Seja aí a carne, ovos, é. E todos os subprodutos que a
- 10:20gente pode tirar da agricultura é tanto no Brasil, mas também
- 10:25sendo a base da alimentação de muitos países.
- 10:28Então, quando a gente pensa na agricultura e a contribuição
- 10:30dela para a sustentabilidade do ponto de vista econômico, é é
- 10:36indiscutível, né? Quantas regiões do Brasil
- 10:39dependem da agricultura? É quantos é, cidades sobrevivem
- 10:43e existem. Em função da agricultura local.
- 10:47Então, esse é um aspecto social muito importante.
- 10:50É, do ponto de vista é, é social.
- 10:54Então essa economia que é a gerada, ela também fortalece,
- 10:58né? Essa base e dá condições de
- 11:00desenvolvimento. Tanto que o IDH de regiões
- 11:04produtoras ele é maior é. E do ponto de vista é ambiental
- 11:10também, porque em pensar que a gente tem que produzir alimentos
- 11:14e um impacto menor. Avicultura dentre todas as
- 11:17categorias aí de de de produção animal é uma de de menor impacto
- 11:21ambiental. Então a avicultura tem esse lado
- 11:25muito positivo que precisa ser explorado.
- 11:27E a avicultura brasileira em especial, é como uma das raras,
- 11:33né? No mundo de do meio ambiente, de
- 11:35produção, né? Do meio de produção.
- 11:37De países tipicamente produtores, é é uma das que que
- 11:42mais se se estabelece, né? Melhor estabelece em termos de
- 11:46sanidade, né? A nossa competitividade.
- 11:49Ela vem é de várias, ela tem várias características, né?
- 11:53Ela tem uma, é um reflexo de várias questões, mas a sanidade
- 11:59é um dos pontos principais que colocou a avicultura no, no, no.
- 12:05No cenário que hoje está, o quanto que a avicultura
- 12:09brasileira no cenário mundial despontou, tem a ver com AAA sua
- 12:14condição sanitária ímpar desde 2006, em que a gente 2004 até
- 12:20antes é quando começou a ter influenza viária na Ásia.
- 12:25É ali a gente começa a ver Oo Salto do milhão da da exportação
- 12:30brasileira, né? É de carne de aves, então a
- 12:34nossa. A nossa evolução econômica e
- 12:38atrelada a exportação, ela está relacionada a nossa condição
- 12:43sanitária diferenciada. E se a gente pensa em todos os
- 12:46pilares da sustentabilidade e que o econômico e o social não
- 12:51podem ficar de fora nunca, a gente vê aí o quanto que a
- 12:56sanidade se vale é a sustentabilidade, se vale desse
- 13:00aspecto sanitário para uma vicultura pujante, né?
- 13:04Com. Com a presença Internacional e
- 13:07também com a geração de emprego e renda é no Brasil.
- 13:12Ô Sula, realmente assim? Normalmente, a relação entre o
- 13:15iniciativa privada e o governo, às vezes natural, tem alguns
- 13:18ruídos. Isso no passado, né?
- 13:21A relação do mapa com o setor produtivo às vezes não tinha,
- 13:25vamos dizer, uma parceria é que fosse adequada e eu AO grande
- 13:31trabalho que a bpa faz aí eu elogio vocês muito.
- 13:34Justamente dessa questão da aproximação, certo?
- 13:37Com o Ministério, inclusive, né? No sentido de ajudar um ao
- 13:41outro, né? Eu queria que você falasse,
- 13:42acabou de falar isso aí, né? Na sua fala, quer dizer, você
- 13:45já. Estão conversando com o
- 13:47Ministério para inclusive, ajudar a todo o setor produtivo
- 13:51essa iniciativa, né? Público privado, é para
- 13:54justamente ter um. É um sistema que a gente possa
- 13:57ter mais, mais eficiência, né? Se eu falasse um pouquinho, eu
- 14:00acho que ABPA teve um papel fundamental para sentar junto
- 14:04com o mapa e conversar como parceiros, né?
- 14:07E você acabou de dar o exemplo. Eu dou o exemplo do Japão, né?
- 14:10Quando o Japão fechou as exportações por causa daquele
- 14:12caso de influenza, numa galera caipira, voltou rapidamente.
- 14:16Graças a ao trabalho da Appa, que como você falou, vocês se
- 14:19convenceram convencer ao Japão e isso precisa de ter um canal
- 14:22oficial, né? Pra quem falou Japão, vocês não
- 14:25precisam fechar porque tá aqui, tá tudo isolado.
- 14:27E o próprio Japão em 2 ou 3 semanas e não é mais, já voltou
- 14:30AA importar a carne do Brasil. Como é que, como é que, como é
- 14:34que esse? Como é que você enxerga
- 14:35exatamente esse trabalho da Appa junto ao mapa pra pra realmente
- 14:40de vez de ter conflitos? Pelo contrário, a gente tem uma
- 14:43parceria estratégica. AA parceria público privada, ela
- 14:48é altamente estimulada pela organização mundial de saúde
- 14:51animal AMSA. Então esse é um esse é um
- 14:54princípio reconhecido por uma organização intergovernamental
- 14:58que é a antiga OIE, né? OMSA então, esse é o primeiro
- 15:02ponto, não dá pra pra um setor, especialmente setor pujante como
- 15:07da avicultura brasileira, pensar que o governo sozinho vai tomar
- 15:10ações, né? Lógico, existem questões que
- 15:13são. É únicas do serviço veterinário
- 15:16oficial, mas temos de prevenção e ações para uma questão mais
- 15:21estratégica de de ação sanitária.
- 15:23Não tem como ser um trabalho realmente isolado, até porque a
- 15:27própria é o próprio diagnóstico ou ou a própria identificação da
- 15:32entrada de uma doença. Muitas vezes ela vai depender da
- 15:34notificação feita pelo setor privado junto às órgãos oficiais
- 15:39dessa relação de confiança. De saber o que que Oo órgão
- 15:44oficial vai fazer com relação àquela ocorrência que
- 15:46logicamente tem impacto comercial imediato, né?
- 15:50Então esse, essa, essa situação, essa relação harmônica, ela tem
- 15:54que existir para o sucesso é dessa, dessa, vamos dizer, esse
- 15:59gerenciamento dessa crise. Então AA bpa buscou sempre.
- 16:06Andar, caminhar muito juntos e subsidiar as ações do
- 16:09Ministério. Logicamente entendendo o limite,
- 16:12né? Nessa relação ela existe, né, um
- 16:15limite na relação. Mas a relação de confiança que a
- 16:18gente tem é, hoje em dia Ela Foi conquistada.
- 16:22É. E isso tem realmente a ver com a
- 16:25postura da bpa, de saber até onde pode ir, até onde pode
- 16:29chegar e de um outro princípio. Que acho que também tem até a
- 16:33ver um pouco da minha forma de lidar, pelo meu histórico mesmo
- 16:36de trabalhar já com com a parte científica, né?
- 16:40Por um bom tempo eu busco sempre é trazer essa essa base
- 16:46científica sólida para o convencimento das coisas, né?
- 16:50Então, demonstrar as coisas para que o tomador de decisão possa
- 16:56fazer isso com segurança. Em favor daquilo que é seu
- 16:59interesse. Isso é um princípio que eu uso
- 17:01em várias situações, nas relações com o governo.
- 17:05Porque eu preciso desse, eu preciso.
- 17:08Que que o convencimento seja, não é porque eu quero, mas
- 17:11porque ele é necessário e eu posso provar porque, né?
- 17:14Então isso, isso é um ponto que traz essa solidez de nossa
- 17:17relação e, logicamente, e essa maturidade veio de de ambos os
- 17:22lados, né? Nós passamos, em um determinado
- 17:24momento, mais uma fase, mais, digamos assim, é, é escura, né?
- 17:30De de de um momento de acertos após algumas crises.
- 17:35Mas hoje a gente tem 111 outras cabeças, pessoas mais bem
- 17:40preparadas e que tiveram certas experiências e que hoje fazem
- 17:44com que haja esse equilíbrio nessas relações.
- 17:46Tá, então? Mas a relação público privada
- 17:51ela tem, tem tem um caráter hoje muito amadurecido e inclusive é.
- 17:55Já tive vários feedbacks de pessoas de tanto de governo
- 18:00quanto da área de pesquisa de outros países.
- 18:02Ressaltando isso, olha, é interessante a forma como essa
- 18:06relação público privada no Brasil se dá no aspecto aí da da
- 18:10sanidade, porque isso é essencial para as coisas
- 18:13funcionarem. Posso te dizer que, de certo
- 18:15modo, a gente tem sido até um benchmarking.
- 18:17Para mostrar como que de fato as coisas têm que funcionar nesse
- 18:21aspecto. E fizemos muito trabalho em
- 18:22conjunto. É e essa maturidade do próprio
- 18:26pessoal do Ministério da agricultura em absorver aquilo
- 18:28que é possível, sim, sem desconsiderar que o setor
- 18:31privado é parte importante disso, também ajuda muito.
- 18:36Imagine ter à disposição uma solução que combine rapidez e
- 18:40interpretação personalizada para gerenciar os riscos das
- 18:43microtoxinas em sua empresa, a pegasus Science?
- 18:46É a resposta. Realizamos a quantificação em
- 18:49tempo real das principais microtoxinas, promovendo
- 18:52decisões mais assertivas, resultando em um gerenciamento
- 18:56macroeconômico e sustentável. É, eu quero parabenizar e
- 19:02ressaltar a importância dessa Harmonia.
- 19:04Aí é Oo próprio Ministério, conforme você falou, amadureceu
- 19:07muito nos últimos anos. Ele quer ouvir, mas por outro
- 19:10lado, do outro lado ele precisa de credibilidade, ele quer, ele
- 19:13quer ajudar, né? Ele quer dar a mão pro setor
- 19:15produtivo, mas ter certeza, conforme você falou, que a base
- 19:18da decisão seja científica, que tem uma lógica organizacional e
- 19:23tudo isso, e acho que a gente conseguiu isso na avicultura,
- 19:26né? A gente conseguiu essa ótima
- 19:28relação. O governo gosta de ouvir
- 19:30opinião. Privado.
- 19:31O sistema privado gosta de dar a mão para o governo.
- 19:34E isso aí foi uma fundamental para crescimento da agricultura,
- 19:37né? É, não é à toa que o Brasil hoje
- 19:39exporta para mais de 150 países. Né, porque quem faz essa
- 19:43captação é o governo, obrigatoriamente, mas quem
- 19:45aproxima e quem é a é o é o setor produtivo, quer dizer, é
- 19:49ABPA, é que vai lá e faz o acordo e obviamente, para
- 19:52garantia sanitária, o governo entra, então muito legal.
- 19:55Sula, eu acho que isso aí é um fator que eu acho que 1 hora a
- 19:57gente tem que escrever isso sobre esse case aí, é um
- 20:00sucesso. A agricultura tem muito para
- 20:02ensinar para outros setores produtivos aí, inclusive na
- 20:04parte vegetal, né? De como essa boa relação traz
- 20:08frutos para os 2 lados, né? Muito legal, parabéns, eu acho
- 20:11que. A mudança dos 2 lados, como você
- 20:14falou, foi um processo. Foram amadurecendo os 2 lados.
- 20:17E que bom que a agricultura tem você aí, o pessoal da bpa, que
- 20:20ganhou a confiança, né, do do do governo, porque era obviamente
- 20:24que antigamente não estou falando no passado lá de
- 20:26distância, era um desconfiando do outro, era um querendo passar
- 20:29o outro pro lado pra trás, né? E essa esse ambiente já não
- 20:32existe mais. Muito legal.
- 20:33Aproveitando, né? O gancho aí que a gente tá
- 20:36falando aí de governo e tal. A gente.
- 20:38Outra pauta que a gente tem aqui é os desafios regulatórios, né?
- 20:42Para um país exportador, né? É, quer dizer, os desafios que o
- 20:46Brasil, né, assim enfrenta, certo, para colocar frango e 150
- 20:52ou mais, é 100 e sei lá, 100 e quantos países a gente tá
- 20:54exportando. Se falasse um pouquinho sobre
- 20:56isso. É o dia a dia de vocês, né?
- 20:59O Ricardo sempre comemora cada mercado que é aberto, né?
- 21:03E às vezes pode ser pequeno, mas na soma de tudo, né?
- 21:06Às vezes você consegue colocar 11 determinado corte que um
- 21:10entra no mercado, entra no outro, enfim.
- 21:12Como é que é essa questão aí de exportar árvore para o mundo
- 21:16todo? Cada país com uma, com uma
- 21:18legislação, uma exigência de rótulo, uma exigência de de, de
- 21:23de sei lá, de características de corte, de de de cor de pele,
- 21:27enfim, tudo, né? Tudo é levado em consideração
- 21:29para vender mundo, mundo afora, né?
- 21:31Como é que é esse? Conta um pouquinho dessa.
- 21:34Dessa história pra gente, doutora.
- 21:35Exato, essa esse desafio que a gente tem mais mais de 150
- 21:40países, né? Eu chamo sempre que é é um.
- 21:42Há 11. Paradoxo entre às vezes eu tenho
- 21:46que exportar para tantos mercados, né?
- 21:49EE às vezes. Mercados com requisitos
- 21:52conflitantes, né? É, a gente falou aqui já de
- 21:56bem-estar animal, de saúde animal.
- 21:58São temas que eles tem, que tem uma base científica, mas nem
- 22:02sempre tem. Às vezes vem carregados de
- 22:04sentimentos, mas mais que tudo, como se refere ao Brasil, vem
- 22:07cercado às vezes de certas Barreiras.
- 22:10É comerciais disfarçadas de Barreiras sanitárias.
- 22:15É o caso, por exemplo, aí da. Da influenza viária, que a gente
- 22:20sabe que acordo de alguns países, por exemplo, com os
- 22:23Estados Unidos, requer 111 restrição menor do que às vezes
- 22:30colocam para o Brasil. Então não existe, né?
- 22:32A diferença, às vezes 11. Tratamento diferenciado, né?
- 22:37Uma certa discriminação eventualmente e até mesmo a
- 22:40entrada do Brasil em determinados mercados, com essas
- 22:44escusas. O Brasil, né?
- 22:46Ele é temido, né? Né?
- 22:47Eu lembro que um dos primeiros reuniões que eu tive fora do
- 22:51Brasil e a gente sai com aquela sensação, né, de Ah, vou para
- 22:57fora do Brasil e vou discutir com outros países.
- 22:59A pessoa me olhou pra mim e falou, Ah, é de Brasília.
- 23:02A potência, então é a própria no Brasil, é a potência na
- 23:08avicultura. O Brasil tem que se enxergar
- 23:10dessa forma. A gente às vezes não se enxerga,
- 23:13né? A gente tem essa mania, eu gosto
- 23:14muito de falar sobre essa. A síndrome de Vira Lata que a
- 23:18gente tem às vezes de achar que tudo lá fora é melhor, não.
- 23:22A gente tem uma avicultura realmente de ponta, muito bem
- 23:25feita, né? Com com 11, condição bem
- 23:29diferenciada. Então isso isso faz, né?
- 23:33Logicamente 11 desafio, porque a gente causa medo na avicultura
- 23:38dos outros países. Por isso que o Ricardo sempre
- 23:40trabalha muito essa falta de que nossa intenção é sempre ser 11.
- 23:46Uma avicultura complementar, uma atividade complementar pra
- 23:49segurança alimentar, no sentido de assegurar o acesso ao
- 23:52alimento nos outros países, e isso é fato.
- 23:55Acho que os países importadores tem que ver o Brasil dessa
- 23:57forma, porque a nossa competitividade é ímpar, né?
- 24:01É lógico, a gente tem perdido até competitividade por umas
- 24:04outras questões, mas ela ainda é diferenciada.
- 24:06Nossa competitividade é melhor, então nós somos mais
- 24:10competitivos, né? EE, temos condições de colocar
- 24:13um frango num. Muito mais acessível em outros
- 24:16países e com menor impacto também.
- 24:19Então por isso que a gente também pode amarrar até a
- 24:21questão da sustentabilidade, do aspecto ambiental.
- 24:23Aí nós temos muito mais recursos natural, ou seja, a nossa
- 24:27vocação para a produção. Ela é muito maior do que em
- 24:31outros países, então não preciso forçar muita condição para
- 24:35conseguir chegar no mesmo resultado.
- 24:36Na nossa aptidão para produção agrícola em geral, ela é muito
- 24:40boa e isso dá confere competitividade e
- 24:42sustentabilidade para nossa avicultura, né?
- 24:46Mas é claro que isso tudo assusta e muitas vezes a gente
- 24:49tem dificuldades. É Barreiras, vamos falar assim,
- 24:53para acesso aos mercados em função dessa nossa potência e da
- 24:57nossa competitividade. Então, os produtos.
- 25:00Locais de alguns países fazem sim lobby contra a avicultura
- 25:03brasileira. A gente vê isso em alguns
- 25:04países, por exemplo, a África do Sul.
- 25:05Eventualmente existe algumas notícias em mídia, né?
- 25:09Não necessariamente que o governo local corrobore com
- 25:11isso, mas a gente vê campanhas de produtores locais assim.
- 25:15Sempre que é possível lançar alguma falácia contra a
- 25:18avicultura brasileira, a gente vê isso acontecendo e, às vezes
- 25:22também. Normas que são quase que feitas
- 25:25sob medida para o Brasil. Que é o caso, por exemplo, do do
- 25:30da união europeia, que gerou inclusive uma grande crise, né?
- 25:34Que a carne fraca tem um pouco de relação com essa questão, com
- 25:38o critério que a união europeia tem.
- 25:40Microbiológico para os produtos exportados pelo Brasil, que é o
- 25:45peito Salgado, que são as preparações cárneas.
- 25:48Então é um produto que basicamente só o Brasil faz para
- 25:51exportar para a união europeia. Ele tem um critério
- 25:54microbiológico muito mais restritivo do que o produto
- 25:58vendido no mercado interno. Que é um pouco diferente, mas
- 26:02não muito do produto que a gente tem.
- 26:04A gente vem de um frango com uma quantia mínima de sal, que é uma
- 26:08preparação carnea, porque é um produto que vai ser utilizado
- 26:11para os produtores locais processarem e fazerem outros
- 26:15produtos cárneos. E o frango in Natura Na Na
- 26:19Europa, que é comercializado ali internamente, ele pode ter todas
- 26:23as sorovaras, né? De salmonela.
- 26:27É enquanto que a carne brasileira não pode ter nenhuma
- 26:30maneira muito simplista é colocar isso.
- 26:33Isso tem a ver com restrições comerciais, com aspectos
- 26:38tarifários sobre a carne. Então, AAA questão é, o
- 26:42imbróglio é muito maior do que às vezes parece e quando estoura
- 26:45uma crise, como aconteceu na carne fraca, o que a gente vê na
- 26:48mídia, a frango brasileiro vendido com samanela, não é, é o
- 26:52frango com uma característica semelhante ao que tem lá, só que
- 26:55a regra feita sob medida. Por quê?
- 26:57Porque sabe se. Do Brasil entrar com tudo
- 26:59naquele mercado, vai tirar o produto do mercado nacional aí
- 27:03ou é uma competitividade que eles não vão suportar se manter
- 27:07no mercado? Então é esse é só um exemplo,
- 27:10né? São várias as situações em que a
- 27:12gente se esbarra, mas os desafios regulatórios são muito
- 27:15grandes, porque. Eu atender um mercado, por
- 27:19exemplo, como europeu, que hoje, Ah, tem uma restrição, uma
- 27:22exigência voltada ao bem-estar animal que eu tenho que fazer um
- 27:26abate humanitário, eu tenho preferencialmente que matar o
- 27:30animal é no ato ali da insensibilização.
- 27:34Ao mesmo tempo, eu estou exportando para mercados
- 27:36muçulmanos, né? Mercados islâmicos que eu não
- 27:39posso em hipótese nenhuma matar o animal durante aquela mesma
- 27:42fase, que é insensibilização, sequer possa insensibilizar.
- 27:45Então, logicamente, no pen e no alguém a gente acaba tendo que
- 27:49ir, né? Atender diversos mercados e a
- 27:52gente entra nessas encruzilhadas mesmo.
- 27:55Então esse é o preço que se paga por ser um gigante, né?
- 27:59É exatamente, né, não é fácil, né?
- 28:01Sula, competir com. Um frango barato e de qualidade,
- 28:05como é o nosso. Eu até entendo.
- 28:07Quer dizer, não concordo, né? Mas eles têm que inventar alguma
- 28:10coisa, porque se eles não inventarem, nosso frango entra
- 28:12mesmo e destrói tudo o que tiver de agricultura naquele país.
- 28:15A França. Não é à toa que eles estão.
- 28:17Lá com o cabelo em pé e o Macron fazendo de tudo, né?
- 28:20Para não não aprovar o nosso acordo, porque sabe que não dá
- 28:24para competir a nossa qualidade. O nosso nossa qualidade é muito.
- 28:28Boa. Se a gente tá falando
- 28:33especialmente de Europa, que diz tanto que quer ser sustentável e
- 28:36fica falando para comprar só produtos locais, o que há de
- 28:39sustentável nisso, né? É bem questionável.
- 28:42É, exatamente é como você falou, são as.
- 28:46Né? Às vezes, AAA as as incoerências
- 28:49aí do próprio mercado. Mas Sula, pra gente terminar
- 28:51aqui é assim, eu quero que a gente faça uma retrospetiva aí,
- 28:55né? De onde viemos e para onde
- 28:57vamos, né? É olhar lá desde Cabral até
- 29:01hoje, né? O quanto que nós avançamos?
- 29:04Eu queria que você, né, fizesse aí uma mágica aí de fazer um
- 29:07timeline aí da da sua visão aí, como que a agricultura, né?
- 29:12Saiu de tão pouco tempo com, né, as galinhas que vieram lá nas
- 29:16primeiras Caravelas lá pra hoje, que é, como você falou, a maior,
- 29:21né? Agricultura mundial não é não é
- 29:23em produção, mas é em exportação.
- 29:26Sim, é, é, é bem interessante essa história, né, porque a
- 29:30gente brinca muito, olha quem veio primeiro, o ovo ou a
- 29:32galinha, né? Existe já algumas teorias que
- 29:35falam, né, que foi o ovo, que foi a galinha, enfim.
- 29:38Mas eu brinco sempre que para o Brasil, pelo menos a gente tem
- 29:41clareza para essa resposta que foi a galinha, e isso tá
- 29:44registrado na carta li, escrita por pero Vaz, quando relata o
- 29:49que encontrou aqui, né? Quando ele veio junto nas frotas
- 29:52de Cabral, então tá lá na data de 1500, primeiros de maio de
- 29:541500. Registro de quando os índios
- 29:57tiveram acesso a primeira vez a galinha em que eles tinham medo.
- 30:02Foi assim que eles perceberam que esse animal ali é esse
- 30:05animal não tinha ainda é aqui no país.
- 30:08Então a gente pra essa questão já está elucidada, né?
- 30:12Foi a primeira galinha e de um animal que chegou aqui causando
- 30:16medo, hoje nós somos, né, o maior.
- 30:19É exportador o segundo ou às vezes o terceiro maior produtor
- 30:22mundial e nos destacamos nessa atividade.
- 30:25Então é interessante ver essa trajetória, né, em que a gente
- 30:30demonstra mais uma vez a nossa vocação para realmente é
- 30:36produzir, né? 11 condição climática condição.
- 30:42É natural mesmo pra produção de grãos, que é o nosso maior custo
- 30:47de produção. É condição sanitária também,
- 30:50porque essa questão não é a gente falar, Ah, por que que o
- 30:54Brasil não teve? O pessoal muito pergunta, né?
- 30:56Ah, o Brasil não teve influenza viária e antes, quando não tinha
- 30:59tido é nem sequer registro em aves migratórias, porque queriam
- 31:03entender, achavam que a gente mente.
- 31:06Mas tem a ver com a localização da nossa atividade, das das
- 31:09rotas das aves migratórias? É e a localização das nossas
- 31:13granjas comerciais longe dessas áreas, a nossa.
- 31:18Nossa estrutura mesmo é das granjas fora de de regiões, de
- 31:23aquíferos, de regiões, que tem ali pouso de árvores silvestres.
- 31:28Então tem todo 11 série de elementos, né, que contribuem
- 31:32positivamente pra isso, pra nossa, pra nossa agricultura.
- 31:36E isso tudo foi se modelando ao longo desses anos, então é essa
- 31:40trajetória. Ela.
- 31:42Começa, né? Então, de um animal desconhecido
- 31:45para um animal que vai ser conhecido no mundo todo por nós,
- 31:49né? Apresentado por nós.
- 31:50Então, muito, muitos países aí consomem a carne de frango,
- 31:54porque é a carne de frango brasileira com Acessibilidade,
- 31:57que é permitido em função da nossa competitividade.
- 32:00EE, essa carne é, né? É uma das mais consumidas do
- 32:04mundo, porque. Não tem restrição alimentar
- 32:09alguma, né? É difícil ter alguém com algum
- 32:11problema com regestão de carne de frango.
- 32:13Não tem restrição religiosa. E nós estamos hoje como maiores
- 32:17fornecedores pra esses mercados islâmicos, né?
- 32:22É, temos aí AAA uma. Vamos dizer assim, 1111, coisa
- 32:29que é muito do do Brasil, de saber fazer o produto
- 32:32personalizado, né? Estados Unidos é o maior
- 32:36produtor, mas não é o maior exportador.
- 32:38E acaba? Trabalhando com mercados de
- 32:41sobra. Aqueles cortes que não são
- 32:43interessantes para eles vão para os outros mercados.
- 32:45Aqui a gente personaliza. Você vai no frigorífico que faz
- 32:49carne para o Japão, que abate para o Japão.
- 32:51Tem os cortes específicos para os hábitos culturais deles.
- 32:55Feitos cortes, muitos feitos manualmente.
- 32:58É, temos os abatedores que vão fazer o rito ralal no abate, tal
- 33:03como é necessário. O que que é o europeu quer, o
- 33:07frangão que vai inteiro para outro mercado, os cortes para
- 33:10outros do sudeste asiático. Então o Brasil se especializou
- 33:13em atender as particularidades. Isso dá um trabalho do caramba,
- 33:17não é brincadeira, mas mostra aí a nossa maleabilidade para
- 33:22atender ao gosto do cliente, né? Então essa, aliás, acho que é
- 33:25por isso que a gente trabalha tanto aqui, porque a gente vai
- 33:27arrumando esses problemas. Mas pra pra trabalhar e discutir
- 33:31e vencer no Barreira. Isso que anime faz isso ser um
- 33:33furacão maravilhoso de estar nele, né?
- 33:37Gostei, viu? Sula, eu vou falar isso na minha
- 33:39aula, viu quem veio primeiro, o ovo ou a galinha No No Brasil?
- 33:42A resposta é sem polêmica, a galinha veio primeiro, trazido
- 33:48pelos conterrâneos aí portugueses.
- 33:50Muito legal, gostei. Bom, já caminhando aqui pro
- 33:53final. Sula, a gente gosta de fazer uma
- 33:55pergunta, né? Finalizadora, tirando a parte
- 33:58técnica aí, a gente sempre gosta de opinião da pessoa, né?
- 34:02Acho que a gente, né, vive em né?
- 34:04Em comunidades, a gente sempre se ajudando, né.
- 34:07Aí eu gosto de fazer a pergunta de.
- 34:09Você é uma pessoa que é uma referência no mercado, super
- 34:11conhecida, né? Contou aqui um pouquinho pra com
- 34:14a né? Como que é o seu trabalho no dia
- 34:17a dia, da importância de tudo que vocês fazem aí no BPA?
- 34:20Eu queria que você falasse pra gente como que a Sula enxerga
- 34:23certo um profissional de sucesso.
- 34:25É legal pra né? As pessoas que estão começando a
- 34:27agricultura, aquelas pessoas que estão se reposicionando a ter
- 34:30opinião, né, de uma colega, né, que sem dúvida nenhuma cansou,
- 34:34atingiu o sucesso. E como você enxerga isso que que
- 34:37se tem que ter? Quais são, né?
- 34:40As características de um profissional de sucesso?
- 34:44Eu penso é que o sucesso ele não deve ser o objetivo, sabe?
- 34:51Mas fazer bem feito o que você tem que fazer pelo seu ou pela
- 34:59sua forma de ver EE querer realizar.
- 35:01Eu eu penso que o sucesso ele é uma consequência.
- 35:05Quantas vezes eu vejo as pessoas buscando o sucesso, mas ela esse
- 35:08caminho do meio aí fica perdido. Pra mim, um profissional de
- 35:11sucesso é aquele que vai fazer sem olhar lá na frente o que que
- 35:14ele quer alcançar. Mas o que ele ele quer fazer
- 35:17pelo fazer bem feito, aquilo que ele tem é, ele vai ser visto,
- 35:24né? Eu sempre falo pro meu time aqui
- 35:26é servir para ser visto. Às vezes a gente quer ser visto.
- 35:32Pelo simples fato de ser, né, de evidenciar, evidenciado.
- 35:36Mas pra isso esse reconhecimento, ele vem de fazer
- 35:39bem feito alguma coisa despretensiosamente, não digo
- 35:45totalmente pretensiosamente porque eu quero fazer bem feito,
- 35:47porque eu quero ver, eu quero realizar, eu sou eu sou movido
- 35:50ao realizar e realizar bem feito e isso acaba consequentemente
- 35:54sendo notado, sendo visto, né? Então isso é é um pouco do que
- 36:00eu penso. Do meu modelo, né?
- 36:02Do que Eu Acredito. Então o sucesso não é estar em
- 36:06evidência, mas é se sentir satisfeito com o que você mesmo
- 36:10faz, né? É, logicamente, eu trabalho com
- 36:12público. Eu não posso fazer uma coisa só
- 36:14pra mim, mas se eu entender que eu estou fazendo uma entrega que
- 36:18é necessária, que é esperada, que vai trazer o resultado.
- 36:23O sucesso pra mim é o resultado entregue em si, não só
- 36:25necessariamente o reconhecimento.
- 36:27Isso é consequência, né? Então também depende um pouco da
- 36:31definição de que é sucesso pra cada um, né?
- 36:36Sula, muitíssimo obrigado por essa nossa conversa.
- 36:39Muito legal conhecer um, né? O trabalho que você faz aí no
- 36:42ADPA eu volto a dizer isso, eu já falo isso várias vezes
- 36:45publicamente, né? O tanto que a agricultura
- 36:48brasileira, né? Deve ADPA.
- 36:49Por isso que você acabou de falar aí de um trabalho
- 36:52despretensioso, mas quer entregar certo?
- 36:54Um trabalho que tem uma responsabilidade enorme, né?
- 36:57Que fala em nome dessa indústria fantástica que é a agricultura
- 37:00brasileira. Então é muito legal conhecer,
- 37:02né? Te conhecer um pouco mais,
- 37:04conhecer o seu trabalho, eu acho que é muito inspirador para
- 37:06todas as pessoas aí da agricultura e muito obrigado
- 37:09mesmo por essa conversa e eu deixo então você fazer as suas
- 37:12considerações finais, te agradecemos de novo, eu sei que
- 37:15a sua agenda é lotada e que legal que você conseguiu
- 37:18encaixar aí essa conversa que traz aí pra agricultura
- 37:21brasileira. Uma opção de né?
- 37:23Dicas, uma opção de de exemplos, é uma opção de informações né?
- 37:27De que que AABPA faz pra gente ter alcançado aí sim tanto
- 37:31sucesso, né? É verdade, é.
- 37:34Acho que pegando a palavra sucesso aqui como mote, né?
- 37:37A agricultura brasileira é bem sucedida.
- 37:40Isso foi graças AA muito esforço, trabalho, né?
- 37:43De cada um que é a parte, aí de de um todo, né?
- 37:47É, mas a gente não pode relaxar, né?
- 37:50Não pode descansar, né? Nós começamos a nossa conversa
- 37:53aqui falando dos colegas que foram para Atlanta, das
- 37:57recomendações que a gente faz para o retorno dessas pessoas.
- 38:00A gente vê o mundo num desafio muito grande, né?
- 38:03Um desafio aí para. Pra manter a sanidade?
- 38:07É, não digo que o que se passa em outros países foi pro
- 38:10relapso, mas algumas questões ao acaso.
- 38:12Mas também digo que a gente tem que ver onde que os flancos
- 38:16foram abertos e o problema aconteceu.
- 38:18Então pra nós nos mantermos competitivos, nós temos que
- 38:22estar o tempo inteiro reciclando essas ideias, pensando aí é é no
- 38:27que que a gente ainda não não faz ou tá deixando de fazer.
- 38:31É o descansar demais, se acomodar demais, é perigoso.
- 38:35Então a gente tem que sempre fazer 11 retrospectiva e
- 38:41analisar onde que a gente saiu, onde que a gente quer ir e se a
- 38:46trajetória que a gente está fazendo até lá, ela está
- 38:49correta. Se eu não tenho que fazer algum
- 38:51desvio aí do curso para poder acertar nesse caminho, né?
- 38:55Me preocupa bastante as questões sanitárias, me preocupa bastante
- 38:58as questões de competitividade que a gente tem que estar sempre
- 39:01analisando. O quanto que a gente cresceu e o
- 39:04quanto que a gente precisa se organizar para continuar
- 39:08crescendo ou se manter é minimamente naquilo que a gente
- 39:12alcançou. Obrigado Sula.
- 39:14Pessoal, a gente se despede de mais um episódio do nosso
- 39:18podcast, o aviário, e a gente tem um pedido para fazer das
- 39:21pessoas que estão nos acompanhando no YouTube.
- 39:23Quando vocês verem os episódios, por favor, se inscrevam no nosso
- 39:26canal. Isso ajuda muito com o nosso
- 39:28projeto. E agradecer a pessoas que têm
- 39:30nos né acompanhado. Obrigado de novo.
- 39:33Sula, pessoal, esperamos rever os nossos próximos episódios.
- 39:36Tchau, tchau, até mais.