Latest / O Aviário Podcast · by PPGVET / Da Granja ao Abatedouro - Fábio G. Nunes | Ep. 131
Transcript
- 0:00E o campo tem que trabalhar para o abatedouro.
- 0:02Não há outra forma de você ser eficiente se não houver um
- 0:08trabalho conjunto muito alinhado, de mãos dadas e de
- 0:12cabeças apontando em relação ao mesmo norte, se não for feito
- 0:16entre o campo e o abatedouro. O campo sem o abatedouro não tem
- 0:20função de existir. E o abatedouro só existe pela
- 0:23necessidade de converter frangos em carne de frango.
- 0:29Bem vindos ao podcast o aviário as mentes mais brilhantes da
- 0:33avicultura no seu bolso o podcast o aviário só é possível
- 0:39através do apoio de empresas inovadoras e que apoiam a
- 0:42educação continuada na avicultura brasileira.
- 0:46Zoeties líder global de soluções para incubatórios alga Prime DHA
- 0:52da corbium enriquecer ovos com Omega 3 sustentável easy
- 0:58Institute. Transformação digital e
- 1:00inteligência artificial na produção avícola novos líder em
- 1:06soluções de nutrição inteligente para o crescimento dos negócios
- 1:10na produção de proteína animal. Pegas do Science a solução
- 1:14inteligente e em tempo real para a interpretação de microtoxinas.
- 1:20Boa tarde, bom dia, boa noite, não importa onde você esteja com
- 1:24a gente. Bem vindos todos esses nossos
- 1:27seguidores do podcast aviário hoje eu estou aqui com doutor
- 1:33Fábio Nunes. Fábio, um prazer tê Los conosco
- 1:36aqui nessa pra nós hoje uma tarde né?
- 1:39Uma tarde bonita em Curitiba. Com certeza, da mesma forma.
- 1:42Elizabeth, muito obrigado pelo convite.
- 1:43Estou muito honrado por ter sido escolhido para participar.
- 1:46Desse programa que já é top, né? Na área do agronegócio e na área
- 1:51da avicultura, principalmente. Estou muito honrada de poder
- 1:53estar aqui e grande prazer de poder estar conversando contigo,
- 1:56com certeza. Gente muito legal porque eu
- 1:59conheço você, Fábio, já faz um tempo.
- 2:01Você era sempre o meu convidado especial nas nas, nas minhas
- 2:06aulas ali que você trazia bastante essa visão
- 2:09Internacional, essa visão também que sai um pouco fora disso, a
- 2:13dentro do galpão, mas você vai lá.
- 2:16Lá na indústria e fala para gente, como é que tá saindo esse
- 2:20produto, né? De que cada vez tem mais valor
- 2:23aqui no Brasil, que é o produto, a base de carne de frango.
- 2:28Conta para mim como é que começou essa experiência toda?
- 2:31Quando que tudo começou, essa história?
- 2:34Elizabeth na realidade, é uma. É uma história longa.
- 2:36Na realidade, eu não sou zootecnista, não sou agrônomo,
- 2:39não sou veterinário, sou engenheiro químico.
- 2:41Vamos dizer assim, por formação, eu sou completo estranho no
- 2:44ninho. Mas por conta daquelas surpresas
- 2:46da vida, eu comecei a minha vida depois de a minha vida
- 2:49profissional, depois de de formada, eu comecei trabalhando
- 2:53numa grande empresa, Serena aqui no Brasil, que então era a
- 2:56maior, acredito que segue sendo uma das maiores do Brasil.
- 3:00Mas descobri que não era nada daquilo que eu queria entender.
- 3:02Aquele negócio não estava no meu sangue.
- 3:05E então eu acabei é pulando fora e tive a sorte de pouco depois,
- 3:10responderam, anúncio classificado, veja como eu sou
- 3:13experiente. Anúncio classificado na época,
- 3:18na época é solicitando engenheiros químicos ou
- 3:21veterinários veterinárias pra pra essa vaga que havia na área
- 3:25da qualidade de uma grande empresa nacional até então.
- 3:29E na realidade é, acabei tendo a Fortuna.
- 3:32A sorte de ter sido de ter sido escolhido é nesse processo de
- 3:37seleção. E iniciou se aí uma relação é,
- 3:40vamos dizer, profissional amorosa com a avicultura.
- 3:43E que me faz sentir até hoje, pelo prazer enorme que eu sinto
- 3:46em trabalhar com o que eu trabalho.
- 3:48É me sinto apaixonado pela noiva, como se fosse o primeiro
- 3:52dia, como se tivesse conhecido hoje a minha, a minha namorada.
- 3:55E já são nisso e já são nisso. Bota aí uns 30 anos.
- 3:59Olha a declaração de amor do Fábio aqui.
- 4:02E Fábio assim é, a gente pode dizer com certeza de que quando
- 4:06a gente aqui é verdade, que quando a gente gosta de uma
- 4:09coisa. Você acaba não trabalhando se
- 4:12você trabalha naquilo que você ama, né?
- 4:15Eu tenho. Essa.
- 4:16É, eu tenho essa sensação e Eu Acredito que você também é um
- 4:19dos profissionais do mercado. Aí que eu vejo isso estampado no
- 4:22rosto. Não, eu tenho dúvida.
- 4:24Na realidade é quando eu falo de agricultura, agricultura
- 4:27brasileira e tudo mais. Os olhos, os olhos brilham.
- 4:29E como a gente tinha conversado, vamos dizer assim, é no
- 4:32aquecimento antes de entrar propriamente dito na gravação.
- 4:36É, Eu Acredito que isso é muito particular da indústria
- 4:39agrícola, muito mais do que da indústria suenícola e muito mais
- 4:42do que da indústria de governos. Ou seja, as pessoas de
- 4:45agricultura, na realidade, não apenas gostam do trabalho que
- 4:47fazem, mas existe 11 paixão assim, muito séria, uma paixão
- 4:51muito, muito grande pelo negócio, independentemente é das
- 4:55outras áreas, vamos dizer, existe uma relação também de
- 4:58prazer e satisfação, mas na agricultura parece ser alguma
- 5:00coisa muito especial. Isso eu já senti isso eu já ouvi
- 5:03de várias pessoas, eu já tive oportunidade.
- 5:05De escutar isso de pessoas de muitos anos na estrada e com uma
- 5:09visão global imensa. E ele falou, olha, não, você não
- 5:12vai encontrar nada parecido com esse amor, essa paixão pelo
- 5:15negócio. Como nos profissionais de
- 5:18avicultura com relação à atividade, você vai ter isso na
- 5:21bovinocultura, na suinocultura, mas não com a mesma intensidade,
- 5:25não com o mesmo oprilho dos usuários, né?
- 5:29Algo a Prime DH da corbil. O ômega 3 DHA base de algas para
- 5:33o enriquecimento de ovos com DH de maneira sustentável, adicioná
- 5:37lo às rações está mais fácil do que nunca.
- 5:39Acesse direto a fonte original de ômega 3 DHAE.
- 5:43Aproveite todos os benefícios, é melhor para o planeta com
- 5:47impacto zero nos oceanos e baixa pegada de carbono e é fácil de
- 5:51usar. A biomassa de algas altamente
- 5:53concentrada é adequada para múltiplas aplicações.
- 5:56Saiba mais, incorbion.com. É um orgulho, né, Fábio?
- 6:03Quando a gente tá aí rodando assim.
- 6:05Então esses dias nos encontramos em ali em Portugal, né?
- 6:12Tomamos um café, tomamos uma água.
- 6:16E estávamos ali, né? Como representantes da
- 6:19agricultura brasileira, pra muitos me conta como é que é?
- 6:23Conta pra não só pra mim, né? Mas conta principalmente pro
- 6:25pessoal que tá nos ouvindo. Como é que é essa aceitação do
- 6:29profissional da agricultura brasileira lá fora?
- 6:32Como é que as pessoas nos veem, como que nós somos recebidos?
- 6:37Conta um pouquinho a tua experiência aí, Internacional?
- 6:41É. É muito interessante tudo isso
- 6:42que você está dizendo, porque assim como vários outros grandes
- 6:46e muitos profissionais da indústria agrícola brasileira,
- 6:49é. Nós tivemos a grande sorte de
- 6:51crescer numa indústria que hoje é uma referência Internacional.
- 6:55Não tem ninguém melhor do que o Brasil.
- 6:56Pode ter até igual, mas melhor não existe.
- 6:59Nós somos referência mundial quando se trata de agricultura,
- 7:03seja em sanitária, seja em nutrição, seja em custo, seja em
- 7:06bem-estar animal, ou seja em qualidade.
- 7:08De carcaça em qualidade de produto, em respeitabilidade,
- 7:13né? E capacidade e capacidade de
- 7:15exportação, na realidade, né? O Brasil hoje fornece carne de
- 7:20frango para 161 países do mundo, né?
- 7:22E considerando se todo o esforço através da ABPA, através dos
- 7:27adios, dos agrícolas, nas diferentes embaixadas, esse
- 7:30número continua, continua crescendo.
- 7:33Então é, vamos dizer assim, eu sinto.
- 7:35Imagino que todos os demais profissionais sentem.
- 7:37Como motivo de grande orgulho ter as oportunidades que eu
- 7:41tenho tido de trabalhar não apenas no Brasil, mas também
- 7:43fora do Brasil, porque isso de certa forma vem como um
- 7:48reconhecimento a mim como bom aluno da vicultura brasileira,
- 7:52que fui sempre dedicado, mas também vem como reconhecimento.
- 7:56É ao que a vicultura brasileira entregou na forma de formação,
- 8:02aos profissionais que tiveram a sorte de dela participarem.
- 8:06Então, quando a gente é chamado para um projeto, eventualmente
- 8:08para uma apresentação, para uma palestra, realmente eu saio, eu
- 8:11chego, eu chego lá de peito estufado, entendeu?
- 8:13Chego lá de peito estufado. Porque realmente eu me sinto
- 8:16muito orgulhoso de fazer parte da agricultura brasileira, um
- 8:20dos poucos lados do Brasil que deu certo e que a gente é
- 8:23inquestionavelmente é líder mundial e, ao mesmo tempo,
- 8:28também me sinto gratificado por poder transmitir um pouco dessa
- 8:31experiência para as pessoas, para as pessoas lá fora.
- 8:33Então eu vejo. É quando eu tenho a oportunidade
- 8:36de estar aqui ou ali falando ou trabalhando.
- 8:39É, eu vejo o quão distante a gente está no futuro.
- 8:42É com relação a muitas empresas ou muitos países com os quais a
- 8:47gente tem AA sorte de poder poder estar trabalhando.
- 8:50Então vamos dizer assim, como é na vida, tudo é uma mão dupla.
- 8:54Você poder deixar um pouco desse conhecimento, né?
- 8:58Que foi acumulado ao dos anos. Eu acho que é uma forma de você.
- 9:01Retribuir, vamos falar metaforicamente e
- 9:04metafisicamente, retribuir ao universo um pouco daquilo que
- 9:08você é, colheu, colheu dele ao longo desse, desse trajeto todo.
- 9:12E é muito interessante ver, porque independentemente da área
- 9:15nutrição, manejo, sanidade, é abate, a parte de abate e
- 9:19processamento da parte de bem-estar animal.
- 9:21O Brasil é reconhecido em todas, em todas as frentes.
- 9:25Então isso é muito, é muito gratificante verdadeiramente.
- 9:29Então isso é, é, é interessante assim, Fábio, eu queria que você
- 9:33contasse um pouco dessa história, né?
- 9:36Quando você entra como esse engenheiro que sai de uma outra
- 9:40área, entra, como é que era essa indústria?
- 9:44E como é que é a indústria do Fábio, consultor Internacional,
- 9:49que eu sei que esses dias tava lá na Arábia Saudita ensinando
- 9:54eles a fazer o que foi feito aqui ao longo de tantos anos.
- 9:58Dá um dá um preview assim de tudo que que passou.
- 10:03Aí, na realidade, eu eu comecei. Eu comecei na avicultura em na
- 10:07época já era uma grande empresa brasileira.
- 10:09É no final dos anos 80. É, e na realidade, AA indústria,
- 10:14vamos dizer, ainda era muito incipiente na época.
- 10:17A empresa para qual eu trabalhava ela trouxe para o
- 10:19Brasil. Pode falar não, eu não sabia, se
- 10:24não sabia. Bem, na realidade eu comecei a
- 10:26minha vida profissional foi, comecei na Perdigão e na
- 10:29realidade foi uma enorme escola que eu tive, né?
- 10:32Então era uma empresa que já naquele tempo, no final dos anos
- 10:3580, a preocupação com o detalhe era assustador.
- 10:39E isso pra mim foi extremamente modificante, porque eu vi nisso,
- 10:42vamos dizer assim. É uma vertente de conhecimento,
- 10:46de administração muito interessante.
- 10:48Não se olhava o macro apenas, mas o micro, exatamente em
- 10:51função do enorme potencial técnico e econômico que o micro
- 10:55tem no contexto de um abate de 1000000 de frangos por semana.
- 10:58Naquela época, assim, o Brasil já exportava.
- 11:01Quando você começou, já existia essa, como que era a discussão
- 11:06assim? É a nível de de abatedor em
- 11:09relação a essas mudanças que a gente presenciou ao longo dos
- 11:13anos. Foi muito interessante porque na
- 11:15realidade, o que que acontece? Eu acho que uma das eu que eu
- 11:18sempre coloco o sucesso da agricultura brasileira, ele está
- 11:21calcado em 3 grandes, é 3 grandes, é pilares, vamos
- 11:26colocar assim. O primeiro Pilar é o Ministério
- 11:29da agricultura, que através do serviço de inspeção federal é
- 11:32inegável. Ele deu respeitabilidade
- 11:35sanitária e de qualidade aos produtos brasileiros.
- 11:38Onde quer que a gente esteja, né?
- 11:41Se não fosse o Ministério da agricultura dando
- 11:43respeitabilidade e confiabilidade em termos de
- 11:46qualidade sanitária ao produto brasileiro, nós não seríamos
- 11:49como nós não seríamos o que somos.
- 11:52E não teríamos chegado aonde chegamos, num espaço tão curto
- 11:54de tempo. Então, um apoio, um apoio
- 11:57governamental que ocorreu independente de qualquer coisa,
- 12:00de partidos, de presidentes, e. Não tenha dúvida, foi um dos
- 12:04grandes pilares, o outro grande Pilar, a visão dos empresários
- 12:09que após se darem conta, lá pelo ano 7475, de que a agricultura
- 12:15brasileira já tinha um futuro brilhante, muito maior do que o
- 12:18mercado era capaz de absorver. Resolveu se meter numa arena de
- 12:23cachorro grande. Nós entramos como chihuahua, com
- 12:26a primeira exportação de 3600 3600 t pra Arábia Saudita, no
- 12:32mercado Internacional, que era dominado por Dinamarca, Holanda,
- 12:37França e de certa forma pela Hungria, hoje passados 3040
- 12:42anos. Esses esses, esses países não
- 12:45aparecem entre os 10 primeiros. E o Brasil, que entrou como
- 12:48chiuaua hoje, na realidade é um Tiranossauro Rex.
- 12:51Se a gente falar, se a gente falar em volume de exportação e
- 12:55de presença. E o outro, grande orgulho.
- 12:58Né? Não tem como não ter orgulho,
- 12:59Fábio, de quando você conta uma história dessas, não tem como.
- 13:03Não tem orgulho. A família e o outro grande
- 13:06Pilar, na realidade foi ter encontrado, foi ter encontrado
- 13:10é. Na mão de obra, na
- 13:11disponibilidade de Terra e no clima, os recursos do lado
- 13:16produtivo que a gente precisava pra poder tirar, vamos dizer
- 13:20assim, dos frangos, o melhor resultado possível, seja em
- 13:22termos de qualidade, seja em termos de sanidade, né?
- 13:25Seja em termos de de eficiência produtiva.
- 13:27Então eu digo com a absoluta sinceridade, sem esses 3 grandes
- 13:30pilares que sustentaram a avicultura brasileira desde o
- 13:34seu início, nós não teríamos chegado aonde chegamos.
- 13:38E tudo isso, claro, veio embrulhado num grande senso de
- 13:42profissionalismo e numa grande responsabilidade de parte das
- 13:45empresas e dos empresários em colocarem a qualidade, a
- 13:50sanidade e a inocuidade dos produtos.
- 13:53Em primeiro lugar, porque são os os 3 pré requisitos
- 13:56fundamentais. Se você quiser competir no
- 13:58mercado Internacional, você, se você não tiver sanidade no
- 14:02campo, se você não tiver. Qualidade e inocuidade no
- 14:06abatedouro, você não estará habilitado sequer a pensar em se
- 14:10aventurar no mercado Internacional.
- 14:11Então isso foi muito patente na agricultura brasileira.
- 14:14Quando a gente começou a exportar em 75, eu já peguei o
- 14:17bonde andando em 8384, 10 anos depois.
- 14:21Mas a preocupação era verdadeiramente latente durante
- 14:24todo o tempo, fazer a melhor qualidade ao menor custo
- 14:28possível, de maneira a nos tornarmos, vamos dizer assim,
- 14:31uma. É uma potência, vamos chamar
- 14:35assim, é a nível, a nível de mercado de exportação.
- 14:38E o resultado é o que a gente viu hoje, né?
- 14:40Apenas pra dar alguns números pra quem não está tão
- 14:42familiarizado. E eu gosto muito de citar esses
- 14:44números, né? Quando eu tenho a oportunidade
- 14:47de conversar com as pessoas sobre isso, é o Brasil.
- 14:50Em 70 e 1973, o Brasil produziu 263000 t de carne de frango.
- 14:58Esse ano a gente deve chegar, segundo o ABPA.
- 15:00Ao redor o ano que vem a gente deve chegar.
- 15:02Segundo o ABPA, os últimos números, ao redor de 15000000 de
- 15:05toneladas em 1975. A primeira exportação que o
- 15:08Brasil fez foi de 3679 t, se não me engano, é de frango congelado
- 15:14para Arábia Saudita. As exportações desse ano 2024
- 15:17que está chegando ao fim, daqui a 10 dias.
- 15:25Devem chegar próximo dos 5000000 de toneladas e nós saímos de um
- 15:29país comprador, Arábia Saudita, em 75 para 161 países
- 15:33compradores ao redor do mundo. Então você não faz isso, você
- 15:37não Conquista uma posição dessa, você não deixa a sua Bandeira
- 15:41fincada em 161 países. Na realidade é sem saber o que
- 15:45está fazendo. A gente sabe muito bem o que a
- 15:47gente está fazendo, a gente faz muito bem o que a gente, o que a
- 15:51gente está fazendo e o legal é que isso na realidade tem que se
- 15:53perpetuado, né? De geração a geração e todas as
- 15:57pessoas que entram para carregar a tocha Na Na etapa que lhe que
- 16:02lhe corresponde no trajeto, tem segurado, vamos dizer, essa
- 16:05tocha de maneira altiva, de maneira muito segura e muito
- 16:07firme, né? Levando para frente essa essa
- 16:10Bandeira que é a avicultura brasileira, fazendo com que ela
- 16:13tremule. Nossa, que ufanismo, Hein?
- 16:16Nossa, tá lindo, eu tô aqui, eu já tô imaginando assim,
- 16:19carregando aquela Bandeira bocadinha pra isso que a gente
- 16:23quer não, mas é assim mesmo. A gente quando tá lá sente, vê o
- 16:27pessoal parando pra nos escutar pela excelência, né?
- 16:31Por excelência desse agora assim é Fábio falando um pouquinho
- 16:35mais de história depois, pra gente seguir pra esse futuro aí,
- 16:39mas vamos falar um pouquinho da história.
- 16:41É o pessoal assim, você falou bastante da sanidade no campo de
- 16:46bastante trabalho, né? Questão de manejo, saúde,
- 16:49nutrição. Agora assim para dentro do
- 16:52abatedor. Essa é uma história que pouca
- 16:53gente conta e até porque pouca gente até conhece, né?
- 16:57Às vezes, mesmo pessoa trabalhando na cadeia vícola,
- 16:59como muitos dos que estão aqui, não é todo dia que ele está
- 17:02dentro de um frigorífico para fazer uma comparação do que que
- 17:04aconteceu de modificação. Nesse local de abate dos animais
- 17:10da época que vocês fizeram aquela primeira exportação ali
- 17:13com com com essas poucas toneladas, ao que a gente tem
- 17:18hoje? Assim, o que que mudou tanto aí
- 17:21desse lado, né? Do do abatedouro para dentro.
- 17:25Eu vou, eu vou começar na realidade, fazendo, fazendo,
- 17:28dando um puxão de orelha na realidade, na indústria
- 17:30agrícola, de uma certa forma, pelo fato de que ainda existe o
- 17:34conceito muito arraigado. De que a avicultura termina com
- 17:37A Entrega do frango na Granja, quando na realidade isso não é o
- 17:40final do ciclo. Como a grande parte das pessoas
- 17:43que trabalham no processo produtivo entendem que esse É o
- 17:46Fim do negócio, não na realidade, talvez até por um
- 17:49sentimento de é superioridade. Eles acham que o trabalho dele É
- 17:53o Fim do negócio, não. O trabalho de entregar frango
- 17:56vivo do armatedor é o início do negócio.
- 17:59Se as empresas fossem produtoras de frango vivo, aí sim, né?
- 18:03A atividade fim seria a Granja, mas não é.
- 18:06As empresas agrícolas do Brasil vamos colocar de forma geral no
- 18:09nosso negócio. Elas são produtores de carne de
- 18:11frango. Então, na realidade, o negócio
- 18:13fim é o abatedouro. E o campo tem que trabalhar para
- 18:17o abatedouro. Não há outra forma de você ser
- 18:20eficiente se não houver um trabalho conjunto muito
- 18:24alinhado, de mãos dadas e de cabeças apontando em relação ao
- 18:29mesmo norte, se não for feito entre o campo e o abatedouro, o
- 18:33campo sem o abatedouro. Não tem função de existir e o
- 18:37abatedouro só existe pela necessidade de converter frangos
- 18:41em carne de frango. Então é sumamente importante que
- 18:44exista essa parceria e não essa dicotomia, né?
- 18:48De achar que o campo é existe por si só e que o abatedor bem o
- 18:53abatedor. A gente não sabe como é que é.
- 18:55A gente sabe onde está, mas raramente visita na realidade,
- 18:58não. Toda essa toda essa é dinâmica
- 19:02da cadeia produtiva de frango. Ela tem que ser tratada e
- 19:04entendida e trabalhada 24 por 7 na forma de cliente fornecedor
- 19:09interno o abatedouro é o cliente principal interno do campo e a
- 19:14empresa vírgula só existe porque existe o abatedouro.
- 19:18A nutrição trabalha para batedor, o incubatório trabalha
- 19:20para batedor, matriz trabalha para batedor e as granjas,
- 19:23principalmente as grandes, trabalham para batedor.
- 19:26Então, o abatedouro sendo o seu cliente interno, ele precisa
- 19:29estar satisfeito de 24:7, 365 dias por ano e tem que existir
- 19:34essa ponte constante entre todas as áreas e o abatedouro para
- 19:38saber se o meu cliente está satisfeito.
- 19:40E assim que a gente faz com cliente na Arábia Saudita, no
- 19:42Japão, na, na, na União Soviética, na união europeia, na
- 19:46América do norte, na América central, ou seja, a gente não
- 19:49vai periodicamente escutar dele o que ele está precisando, como
- 19:52está o produto? Que tão bom está o meu produto.
- 19:55Quais são as broncas que você tem com relação à qualidade?
- 19:57A mesma coisa tem que existir em relação ao campo e o abatedor
- 20:01bronca dado, entramos no que você propriamente é?
- 20:04Perguntou. Os abatedores naquele então eram
- 20:06extremamente singelos, os volumes de abate eram
- 20:09significativamente menores, né? Grande parte do processo era
- 20:13manualizado. Eu me lembro que foi foi por
- 20:15volta dos anos do ano 8889, se eu não me engano.
- 20:19A petigão trouxe pro Brasil pra 2 dos abatedouros que já que já
- 20:22tinha nesse então linha de alucinação automática e foi o
- 20:26primeiro passo, é no processo de automação e redução da mão de
- 20:31obra. É nos abatedouros, mas a redução
- 20:33de mão de obra, porque não que efetivamente a mão de obra fosse
- 20:36difícil naquela época, fosse cara, muito pelo contrário, era
- 20:39abundante e disciplinada, de boa qualidade, né?
- 20:42A um custo competitivo é que os abatedouros efetivamente pela
- 20:46sua construção já ser. Vamos dizer assim, um processo
- 20:48de evolução histórica já não tinha mais como abarcar mais
- 20:52gente dentro do abatedor. Então, AAO grau de automação
- 20:56veio a contribuir para o aumento do processo de abate, sem estar
- 21:00atrelada necessariamente ao aumento da mão de obra.
- 21:03E esse foi o primeiro grande passo, a linha de viscinação
- 21:05automática. Todos os os demais processos
- 21:08continuaram, é manualizados e na sequência do da do processo de
- 21:13fascinação automática vieram. As linhas de corte automáticas e
- 21:17naquele, então, vamos dizer assim, surgiram como coisas uau,
- 21:20fantásticas e tudo mais, mas que demoraram um tempinho pra que as
- 21:24empresas produtoras desse equipamento ajustassem
- 21:27efetivamente é a capacidade produtiva e, sobretudo a
- 21:30precisão, né? A variabilidade natural da
- 21:33matéria prima, porque ninguém falava em uniformidade naquela
- 21:35época, era peso médio e vamos embora, né?
- 21:37Então, você sabe, é muito melhor do que eu que isso não quer
- 21:40dizer muita coisa quando a gente fala sobre o perfil de, sobre o
- 21:43perfil de. De distribuição de peso dentro
- 21:46dentro do lote, a uniformidade propriamente dito.
- 21:49E esse processo veio galgando até coisa ele aproximadamente
- 21:52uns 10 ou 15 anos, quando as empresas sentiram a necessidade
- 21:55de investir mais fortemente na automação.
- 21:58Aí já começaram a questão de escassez de mão de obra.
- 22:01As pessoas já não queriam mais sujar as mãos com gordura de
- 22:03frango. O ambiente do abatedor é um
- 22:06ambiente agressivo para quem não está acostumado, não é?
- 22:08Na realidade é um ambiente se você não sabe se lá fora está
- 22:10chovendo, fazendo sol, né, se está troto.
- 22:13Trovejando se não tá, né? Enfim, você fica trancado num
- 22:18caixote sem iluminação externa, uma temperatura, vamos dizer
- 22:21assim, bastante agressiva, porque agressivo, porque
- 22:23normalmente essa essas unidades são localizadas.
- 22:26É no interior do país e o interior do país a gente sabe, a
- 22:29gente sabe que depende ainda muito da mão de obra agrícola.
- 22:31As pessoas são muito voltadas ao campo.
- 22:33E o cara que passa o dia todo num sol de 32, quando fala que
- 22:36ele vai trabalhar durante 8 horas por dia numa sala de corte
- 22:39que está a 12. O cara começa a tremer e já
- 22:41desiste muitas vezes antes de entrar.
- 22:43Então, esse grau de automação veio por conta de uma série de
- 22:46fatores crescendo ao longo dos últimos anos.
- 22:49Mas o Brasil eu acho que a gente sabe combinar de uma forma,
- 22:52vamos dizer assim, extremamente inteligente, extremamente
- 22:54eficaz. O avançado grau que a gente tem
- 22:57hoje, a automação dos processos, não chega a ser do nível da
- 23:00Europa. É, por exemplo, é e nem, nem
- 23:03acho que precisa com a manorização de certas operações
- 23:07onde elas são importantes. Importante sob o ponto de vista
- 23:11de agregar valor, melhorar a qualidade e oferecer um produto
- 23:14diferencial. Produto feito à máquina,
- 23:16qualquer um faz produto feito à mão.
- 23:18São poucos os países que ainda tem condições de fazer e o
- 23:21Brasil ainda tem essa facilidade ou essa vantagem competitiva de
- 23:26poder fazer. É alguns produtos à mão,
- 23:29oferecendo dessa forma, no mercado Internacional, um
- 23:31produto de qualidade, apresentação e rendimento por
- 23:34consequência, a custo. Diferenciado e dessa forma, se
- 23:37posicionando no nicho de mercado fora, vamos chamar assim da vala
- 23:40comum dos que fazem cortes na máquina.
- 23:43De maneira completamente é, é impessoal ou de maneira
- 23:47completamente? Vamos chamar assim industrial.
- 23:50A gente ainda tem um certo toquezinho de é de arte.
- 23:54A gente ainda tem um certo toquezinho de artesanato no que
- 23:57a gente faz, o que nos coloca numa posição muito confortável,
- 23:59muito diferenciada do todo a nível de mercado de mercado
- 24:03Internacional. Então, o Brasil, ele se destaca
- 24:07por ser assim, bastante sistemático, mas também fazendo
- 24:11alguma coisa manual. Agora, quando entra nessa
- 24:15questão assim, eu sempre defendo muito que se comece a observar
- 24:2111. Um rendimento animal, né?
- 24:26Seja ele uma conversão alimentar por quilo de carne, né, vendável
- 24:31ou uma eficiência que que considere o produto final lá,
- 24:36né? Por que isso?
- 24:38Porque a gente tem essa perda, né?
- 24:40Que que adianta você ficar ali 42 dias com frango, que tá com
- 24:44uma conversão 1.3, e depois esse frango não ser não chegar como
- 24:49carne lá no final? Então não sei se você consegue
- 24:52trazer uns números pra gente assim de quais são as perdas e
- 24:55quais são as principais oportunidades que nós teríamos
- 24:59pra melhorar esse esse aspecto aí de de carne vendável
- 25:03relacionada à conversão alimentar peso vivo, que é o que
- 25:08às vezes o pessoal considera mais, mas não é realmente que
- 25:12paga a conta, né? Eu acho que é uma.
- 25:14Eu acho que é uma pergunta bastante interessante.
- 25:16Essa sua gente talvez pudesse passar o réus da tarde.
- 25:18É conversando sobre isso, porque realmente é uma área, é uma área
- 25:21fascinante. É aí que que reside exatamente
- 25:23as grandes oportunidades. Ninguém dentro do apartamento
- 25:26perde frango, Ah, o cara perdeu 2 caminhões de frango
- 25:29desapareceram dentro do frigorífico?
- 25:31Não, na realidade é de grão em grão que é galinha, enche o par
- 25:34ou literalmente de grama em grama que você faz no final do
- 25:37dia com que o abate seja rentável ou não, no final do ano
- 25:41e no final de uma década que a empresa seja ou não ou não
- 25:44rentável, eu vejo como áreas de oportunidade macro.
- 25:47Primeiro de tudo, AA indústria agrícola necessita.
- 25:50E aí novamente eu volto. Aquilo que eu falei antes da
- 25:54necessidade de trabalhar de mãos dadas com o campo, a gente tem
- 25:57uma necessidade enorme de começar a tratar a uniformidade
- 26:00com maior consistência e seriedade, em função dos graus
- 26:04de automação que a gente vê hoje pelos diferentes frigoríficos,
- 26:07linhas automáticas e linhas automáticas.
- 26:09Já 15500 frangos por hora, linhas de corte 6 9000 é frangos
- 26:14por hora. Você não consegue fazer nada.
- 26:17De apresentação esmerada de qualidade de primeira e de alto
- 26:21rendimento, se você não tiver uma uniformidade minimamente
- 26:25aceitável. E ainda parece ser um tabu a
- 26:28questão da uniformidade, né? Eu tenho conversado muito sobre
- 26:32isso por aí e normalmente as empresas, as empresas, não.
- 26:35Normalmente. A área de produção de frango
- 26:37vivo costuma sair pela tangente. Ah, pois é, mas isso tem um
- 26:40custo. Claro que tem um custo.
- 26:43Mas todo mundo esquece de que tem um custo para produzir, mas
- 26:46também tem um ganho no abatedor. Mas ninguém faz a conta no
- 26:49abatedor. Você só sabe quanto você vai
- 26:51gastar para sexar pelas penas, quanto você vai gastar para
- 26:54poder produzir. É frango em em lotes, é sexxados
- 26:58no campo, mas ninguém faz a conta completa, ou seja,
- 27:02incluindo os ganhos que você vai ter dentro do abatedouro, por um
- 27:06melhor processo de atordoamento, por um melhor processo de
- 27:08escaldágio, por melhor processo de dpenagem com menos lesões de
- 27:12carcaça. Por um processo de reviscilação,
- 27:14onde os danos e o grau de contaminação das carcaças se
- 27:18reduz significativamente, onde o processo de estilo e a cidade
- 27:21forma mais uniforme e com menor custo de energia, e aonde você
- 27:25acaba encaixando pelo fato de ter mais frangos dentro da sua
- 27:29área ou dentro da sua faixa de peso comercial, você acaba tendo
- 27:34uma maior, um maior aproveitamento comercial dos
- 27:37seus lotes, ficando com menos frangos muito pesados e menos
- 27:40frangos muito leves pra poder. É fechar a sua produção no dia,
- 27:44então você aumenta também a sua oferta de carne.
- 27:48Então a área de uniformidade eu vejo hoje como uma grande área
- 27:51de oportunidade. É a outra área que eu vejo como
- 27:54extremamente importante, falando de uma maneira genérica,
- 27:56naturalmente, porque o tempo não dá para isso.
- 27:59É a área do manejo do pré abate, ou seja, os cuidados que as
- 28:02empresas precisam tomar a partir do momento que o frango está
- 28:05pronto para ser retirado do galpão até a chegada ao
- 28:08frigorífico. É uma área onde você pode
- 28:10colocar a perder. Todo um grande esforço que nem
- 28:12você falou. Uma conversão de 1.3 é o
- 28:15desempenho zootécnico fantástico.
- 28:18Enfim, você pode colocar a perder na realidade em poucas
- 28:20horas. O trabalho, que foi custosa e
- 28:23laboriosamente, é desenvolvido ao longo de 40 e dias, aos 42
- 28:27dias, 39 dias, pelo fato de você não dar a devida atenção a parte
- 28:32do do apanhe, por exemplo, pelo fato de você não dar a devida
- 28:35atenção a parte do jejum, ao transporte e a espera no
- 28:38frigorífico. O que que acontece com o apanha?
- 28:40Vamos, vamos agora dar um, vamos dar 11 desossada nessas nessas 4
- 28:45áreas ainda. Lamentavelmente, essas pessoas
- 28:47que fazem o apanho é dos frangos.
- 28:49São pessoas que já passaram por um Monte de coisa na sua vida e
- 28:53não tiveram êxito em absolutamente nada, por
- 28:56diferentes razões. Então terminaram tendo como
- 28:58única opção apanhar frango na cabeça das empresas, vai o
- 29:03seguinte, bom, essas pessoas na realidade é apanham frango.
- 29:09São pessoas de zero. Formação é, ou seja, não tem
- 29:13muito a oferecer, então eu vou pagar pouco.
- 29:16Na cabeça dos apanhadores é o seguinte, bom, como me paga um
- 29:19pouco na realidade e me tratam muitas vezes com condições, nem
- 29:23sempre as mais adequadas, eu vou devolver a mesma moeda.
- 29:26Então a gente entrega a gente para pra pensar o que que
- 29:29acontece. As empresas entregam uma empresa
- 29:31que abre 500000 frangos por dia, né?
- 29:35Vamos dizer que esse frango custe apenas para facilitar a
- 29:38conta 500000 frango furia que esse frango custe 2 BRL o frango
- 29:43estamos entregando na mão de 1012 pessoas que fazem ou
- 29:47apanhe. Estamos entregando 1000000 de
- 29:49reais todos os dias para eles administrarem.
- 29:52Quem em sã consciência entregaria a este consultor
- 29:57financeiro 1000000 para ele administrar por dia?
- 30:01Sem estar seguro de que as condições que ele tem para
- 30:04manusear esse milhão são as melhores.
- 30:11Muitas vezes essa insatisfação social, essa essa revolta
- 30:14social, essa frustração pessoal, se ela não é aplacada com bons
- 30:18tratos, por exemplo, com respeito aos horários, com uma
- 30:21refeição decente, com cuidados mínimos inerentes à preservação.
- 30:26Da dignidade humana. Essas pessoas, por não poderem
- 30:29bater no dono da empresa, por não poderem bater no supervisor
- 30:33da equipe de apanhe, em quem que elas batem o frango.
- 30:38Então, a empresa de certa forma proporciona que esse tipo de
- 30:42coisa aconteça. Vamos entrar agora na página do
- 30:44jejum. Muitas vezes se maneja o jejum
- 30:47de uma forma é, vamos dizer assim, Ah, vamos dar 6 ou 8
- 30:51horas. Ou seja, é uma área extremamente
- 30:54complexa pelo número enorme de variáveis que dela fazem parte.
- 30:58São variáveis biológicas, não são variáveis mecânicas do tipo
- 31:012 cm 1 cm, que você mede com uma régua ou que usa um esquadro ou
- 31:05um compasso. São seres vivos que se comportam
- 31:08de maneira diferente. Logo, para você fazer um
- 31:10programa de jejum que seja eficiente, que te maximize a
- 31:13limpeza do sistema gastrointestinal, te reduza a
- 31:16quebra de peso vivo e ao mesmo tempo te assegure.
- 31:19É o menor risco possível de contaminação e condenação
- 31:23parcial no abatedora por contaminação.
- 31:26Você precisa ter alguém no comando que realmente saiba o
- 31:28que está fazendo, mexendo corretamente as variáveis que
- 31:31precisam ser mexidas, de maneira a poder desenhar um programa de
- 31:34junho que seja o de maior efetividade e o de menor impacto
- 31:38sob o ponto de vista de ganho de peso.
- 31:41Uma ave perde, uma ave perde. Dependendo, dependendo do autor,
- 31:46uma ave perde. De zero 25 a zero, 45% do peso
- 31:50vivo por hora depois de 6 horas sem ração.
- 31:55Essa situação ela é influenciada não somente pelo tempo, mas
- 31:58também pela temperatura. Um frango esteja exposto, por
- 32:00exemplo, a 32°, ele perde quase o dobro do peso vivo por hora
- 32:06quando comparado a um frango exposto a uma temperatura de
- 32:0810°. Então, se nada disso é levado em
- 32:11consideração, na verdade você pode ter surpresas no final.
- 32:15Do dia, no final da semana, no final do mês.
- 32:17Porque a quebra de peso, viu? Inerente ao abate, ela é uma
- 32:21perda real, porém invisível. Agora, ela só se torna visível
- 32:29se você sabe o que você está fazendo, se você sabe a dimensão
- 32:32dessa perda e se você sabe o que tem que fazer.
- 32:35Para eliminá la não, mas para mitigá la, para reduzi la, para
- 32:40encurtá la para diminui la ao máximo, porque caso contrário.
- 32:43Na realidade, você estará prejudicando esse 1.3 de
- 32:46conversão alimentar que você comentou.
- 32:55Após 6 horas sem razão, porque você corta a ração no campo.
- 32:58O frango você sabe melhor do que eu que já que você é na área de
- 33:01de vivas, eu sou da área de mortos, né?
- 33:04Você sabe que o frango na realidade come.
- 33:05E depois que ele comeu a última reação, ele demora de 4 a 6
- 33:08horas para esvaziar todo o sistema gastrointestinal, ou
- 33:11grande parte. Então, a partir dessas 6 horas
- 33:13sem reação, começa a existir um consumo das reservas de energia.
- 33:19É e água para que o frango, vamos dizer assim, continue
- 33:22vivo. Então, essa perda, dependendo da
- 33:25condição que o frango está exposto, pode variar de zero 25
- 33:27a zero 45% do peso vivo por hora até a hora da pendura.
- 33:32Eu IA falar que era só peso, mas aí a qualidade da carne também
- 33:35vai sendo influenciada, não tenha dúvida.
- 33:38Não tenha dúvida, na realidade, você, dependendo da extensão,
- 33:41você não só está perdendo peso, como você está comprometendo,
- 33:43por exemplo, a integridade intestinal, fazendo com que o
- 33:46intestino fique muito mais frágil, aumentando o seu índice
- 33:49de contaminação do frigorífico. Então você perde, por um lado,
- 33:52através dessa perda invisível pela quebra do peso vivo entre o
- 33:55campo e o abate, e você vê o abatedor perde por maior, maior
- 33:59incidência. De contaminação é fecal e de
- 34:03contaminação biliar. Por conta de frango estando sem
- 34:06comer há muito tempo, a vesícula biliar passa a ter uma função de
- 34:09meramente de armazenagem. A bílis continua sendo
- 34:12produzida, mas não sendo utilizada na realidade.
- 34:14A vesícula biliar aumenta de volume, chega ao seu limite
- 34:17máximo de elasticidade mecânica e durante o processo de
- 34:20visceração, qualquer toquezinho que você dá mais é é grosseiro
- 34:26durante o processo de visceração, que é uma coisa
- 34:28normal. Você acaba aumentando o seu
- 34:31índice de de contaminação de contaminação biliar.
- 34:35Nossa, então imagina, olha quanta perda aí que a gente pode
- 34:38pensar. E oportunidade.
- 34:40Vamos falar? Não, não é não.
- 34:41É pra falar em perda. Vamos falar em oportunidade.
- 34:43Exatamente. Era isso que eu IA falar pra
- 34:45mim, era isso que eu IA te. Corrigir agora, cliente nunca
- 34:48tem perda, cliente tem oportunidades.
- 34:50É de ser mais sustentável, porque a gente fica às vezes
- 34:53procurando, Ah, sustentabilidade em 1000, umas coisas.
- 34:56E às vezes está dentro de dentro, não de casa.
- 34:59Está dentro, abater novamente. Aí onde está?
- 35:02E é e é isso. Elizabeth novamente é, voltando
- 35:05ao que eu falei anteriormente, é importantíssima, é AAA
- 35:09necessidade de você estar trabalhando de mão dada com o
- 35:13campo EOO campo e a batedora trabalhando de mão dada.
- 35:16Porque de de que serve o teu, o teu esforço no campo de fazer o
- 35:19melhor frango ao menor custo, com a menor conversão possível,
- 35:22com o maior volume de carne vendável se, de repente, a
- 35:25partir daí, as coisas se desenrolam de uma forma em que
- 35:29grande parte desse esforço e, principalmente, grande parte
- 35:32desse ganho, acaba se perdendo, portanto, do manejo não adequado
- 35:36dessa ave a partir do momento que ela sai da grande, passando
- 35:39por essas 4 operações apanhe. O jejum, o transporte é a mesma
- 35:44coisa. A gente sabe, quanto maior a
- 35:46distância, maior a quebra, quanto maior a temperatura,
- 35:48maior a quebra. Em função do número de frangos
- 35:51na gaiola, você pode ter um aumento de problemas de
- 35:54qualidade, pode ser muito frango ou pouco frango, ambos, ambos os
- 35:58casos geram problemas de qualidade.
- 36:00Não é só mortalidade, se é afetada pelo pelo pelo sistema
- 36:04utilizado No No transporte, a condição física das gaiolas
- 36:07eventualmente pode contribuir para isso.
- 36:09A forma como esses frangos é, ficam enquanto estão.
- 36:12É enquanto os caminhões estão sendo carregados no campo, por
- 36:15exemplo. E posteriormente falando, a
- 36:17última etapa do pré abate, como a empresa é que que tipo de
- 36:21atenção, que tipo de preocupação ela dedica ao galpão de espera?
- 36:26Eu já vi galpões de espera de todos os tipos, não é?
- 36:29Desde os mais sofisticados ou até os concebidos contrariando a
- 36:33lei da física, com a ventilação do teto para baixo.
- 36:37Pô, se a se o ar quente naturalmente tem.
- 36:42AAA tendência de subir e ser reposto pelo ar frio que desce.
- 36:48Por ser mais denso, se eu coloco um ventilador soprando de cima
- 36:51para baixo, eu não só estou freando a subida do calor dessa
- 36:55carga que está aí, como eu estou na realidade jogando para baixo
- 36:58o calor irradiado da parte externa do telhado para parte
- 37:02interna do telhado durante o verão.
- 37:04Então eu já vi de tudo, já vi caminhão estacionado em baixo de
- 37:07árvore, já vi caminhão metade do Sol, metade da sombra, já vi o
- 37:10galpão de espera. Ou seja, quais são as empresas
- 37:13que você conhece, por exemplo, que tem ou que tiverem a
- 37:16preocupação de construir os seus galpões de espera?
- 37:19É orientados leste Oeste todo o galpão de frango tem que ser
- 37:23construído leste Oeste, para você evitar o Sol nas aves
- 37:27durante durante o dia. Qual foi o galpão de espera que
- 37:29você viu construído no sentido leste Oeste?
- 37:31Nenhum. O cara coloca, não acho que aqui
- 37:33tá bom, acho que aqui tá bom. Ou eventualmente esses galpões
- 37:37de espera para reduzir o custo, por exemplo.
- 37:39Com ventilação e o consumo de água com aspersão.
- 37:42Quantos galpões desse você viu? Circundados de árvores é de
- 37:46sombra, como se costuma fazer nas granjas para poder reduzir a
- 37:49temperatura. E o custo, né?
- 37:51De ambiência. Nos galpões, ninguém pensa.
- 37:56Nisso a gente tá aí no mercado um tempo, né, trabalhando nessa
- 38:06nessa situação. Agora, assim, se a gente pensa
- 38:11em futuro, o que que, o que que é?
- 38:13Nós temos esse profissional sendo preparado.
- 38:16Fábio, a gente tem é um profissional hoje que ele é
- 38:20capaz de tentar mudar essas essas situação que você acabou
- 38:25de descrever, de Ah, se vai construir 11 abatedor, eu vou
- 38:30deixar o galpão. Espera com esse tipo de
- 38:33localização, tomando esse tipo de cuidado, se uma empresa hoje
- 38:37tiver. Condições de fazer isso existem
- 38:41profissionais preparados pra. Isso não tem, não tenho a menor
- 38:44dúvida. Vamos dizer, quando eu comecei a
- 38:45avicultura, as pessoas em posição de gerência, as pessoas
- 38:48em posição de supervisão, ou seja, a gerência média das
- 38:51empresas, eram pessoas que começaram muitas vezes embaixo,
- 38:54vieram galgando porte por conta de era um funcionário dedicado,
- 38:57era um funcionário é disciplinado.
- 38:59Então isso era, vamos dizer assim, o mérito que eles tinham
- 39:03para ganhar uma promoção hoje, na realidade, hoje não, já faz
- 39:06muito tempo. Né?
- 39:07Há mais de 20 anos, por exemplo, as empresas, a Perdigão era uma
- 39:11delas, por exemplo, fala com mais propriedade e a Seara
- 39:13também. Quando eu trabalhei na Seara, se
- 39:15preocuparam em começar a colocar em postos de supervisão, no
- 39:19batedor. Não apenas as pessoas que
- 39:22ascenderam internamente por conta de serem bons
- 39:25funcionários, mas trazer gente de fora, preparado,
- 39:27veterinários, engenheiros, técnicos agrícolas, como forma a
- 39:31da sustentação. Técnica, sustentação técnica ao
- 39:36processo de abate, não apenas sustentação operacional.
- 39:39Esse negócio em que a gente está no negócio da agricultura
- 39:42brasileira não é um negócio de abatedouro de Franco, não é um
- 39:45negócio de matadouro, de frango, né não uma empresa, vínculo, não
- 39:49é um lugar onde a gente mata frango, né?
- 39:52Uma empresa víncula é um lugar onde se produz alimento para
- 39:55consumo humano, por consequência, higiene,
- 39:58competitividade, custo e no cuidado de alimentar.
- 40:02Eficiência produtiva são palavras chaves que devem fazer
- 40:06parte da agenda dessas pessoas no dia a dia.
- 40:08Então, se você traz, lamentavelmente, uma pessoa que
- 40:11começou pendurando frango, depois virou, é encarregado,
- 40:14depois virou o supervisor, ele chega a gerente de turno, por
- 40:17exemplo. O grau de compreensão dessa
- 40:19pessoa com relação à realidade do negócio é diferente do grau
- 40:22de compreensão. Quando você tem colocado aí um
- 40:25gênero de alimento, um supervisor é um perdão, um
- 40:28técnico agrícola ou um engenheiro ou um veterinário.
- 40:32Quer dizer, o grau de compreensão é completamente
- 40:34diferente. E como EE, isso é vital não
- 40:37apenas para o manejo do negócio, mas para o crescimento das
- 40:40empresas. Você não consegue sustentar o
- 40:42crescimento de uma empresa tão pujante, tão exigente como a
- 40:45indústria agrícola. Sobre pernas de palafita, na
- 40:48realidade, você tem que ter colunas de concreto.
- 40:51E essa coluna de concreto vem exatamente do nível de
- 40:53qualificação, de preparo e de capacidade de absorção e de
- 40:57desenvolvimento da mão de obra. Então, isso já foi pensado há
- 41:00muito tempo atrás. Tanto na Seara, quando eu estive
- 41:04lá e na Perdigão também, nos anos 80, em 90, isso já era a
- 41:07tônica das empresas, ou seja, começaram lá atrás.
- 41:09Então eu tenho certeza absoluta que, pelo que eu sei, o nível
- 41:14médio hoje das equipes dos frigoríficos é bastante alto, o
- 41:18que contribui também para essa eficiência, para essa grande
- 41:22competitividade, né? Que tem a agricultura
- 41:24brasileira, ou seja, as empresas, sempre de 2025 anos
- 41:28para cá, estiveram muito focadas em.
- 41:31Criar uma força de trabalho dentro do seu jurídico, não
- 41:34somente capaz de carregar o piano, mas de carregar o piano
- 41:37com conhecimento e maestria e, dessa forma, garantindo os
- 41:40melhores resultados globais para operação, seja a nível de
- 41:44competitividade, seja a nível de qualidade, de inocuidade, de
- 41:47rendimento, de eficiência, de mortalidade, do que quer, do que
- 41:51quer que seja. E tem assim Fábio 111, se alguém
- 41:55tiver escutando a gente assim, os nossos.
- 41:58Seguidores que estão aqui escutando nossa conversa é,
- 42:02existe algum lugar onde existe 11 curso de formação para isso
- 42:06ou não? Isso é uma coisa que a pessoa
- 42:07vai se formando Por Ela própria, pegando informação aqui e
- 42:11assistindo um curso ali, fazendo, vendo uma palestra lá,
- 42:15lendo um artigo. Como que é?
- 42:19Se tem alguém interessado nessa área, como é que ele poderia se
- 42:22preparar para atuar nessa área tão?
- 42:25Tão importante, né? Que essa ciência de indústria,
- 42:29indústria da carne aí? Na realidade, eu vou aproveitar.
- 42:32Vou aproveitar a oportunidade para dar outro puxão de orelha.
- 42:36Vamos ver nos que organizam os eventos, os eventos agrícolas no
- 42:39Brasil e fora do Brasil. De uma forma geral, a área menos
- 42:43lembrada de todas essas, de todas essas agendas, é a área de
- 42:47processamento. Existe uma abundância de
- 42:49palestras. É de nutrição, sanidade, manejo,
- 42:52ambiência, bem-estar animal, et cetera.
- 42:54Tudo isso é importante, não é a menor dúvida.
- 42:57Agora, tudo isso não tem nenhuma finalidade.
- 42:59Se lá no final não tiver uma abatedora para receber esses
- 43:01francos, lá no final, na realidade a empresa não vai ser
- 43:04bem sucedida se não tiver um abatedouro bem preparado para
- 43:09poder dar conta de todo esse grande resultado obtido AA nível
- 43:13de campo. Porque o que vai acontecer é que
- 43:15essas Lives vão chegar num ambiente pobre em termos de
- 43:18conhecimento e de informação. Ou pobre no sentido, pobre no
- 43:21sentido relativo com relação a essas outras áreas que são
- 43:25bombardeadas, né? Recebem constantemente esse
- 43:28dilúvio de informações em todos os eventos da vivo.
- 43:31Você sabe disso muito melhor do que eu, né?
- 43:33Mas o abatedor sempre acaba ficando como Patinho Feio, sendo
- 43:36que o abatedor é o centro estratégico das empresas
- 43:40produtoras de carne de frango. Todas as outras áreas são
- 43:43satélites, mas o abatedor acaba ficando com o Patinho Feio
- 43:46esquecido. Respondendo a tua pergunta.
- 43:49Bronca dada respondendo a tua pergunta é, lamentavelmente hoje
- 43:53não existe cursos de formação, pra vamos dizer especialistas, é
- 43:59a mateodor. O que você precisa fazer é na
- 44:00realidade é primeiro buscar desenvolver o seu lado de auto
- 44:05de autodidata, é buscando investir por do seu próprio
- 44:09bolso ou eventualmente contando com a sua empresa.
- 44:12É em eventos que te proporcionem esse tipo de conhecimentos,
- 44:15sejam feiras, mas não a feira pra ir ver equipamento,
- 44:17conversar. Conversa final da feiras, que na
- 44:20realidade balancei que equilibrem AAA parte de feira de
- 44:24negócio com um Painel denso de palestras, com Painel denso de
- 44:29especialistas falando de temas que são caros e importantes ao
- 44:33setor. Muita leitura.
- 44:34Hoje tem 11 Monte de revista técnica no mercado em espanhol e
- 44:38inglês. É até em português e você pode
- 44:41eventualmente tirar delas muita informação útil, porque são
- 44:44revistas de caráter eminentemente prático.
- 44:47Grande parte dessas revistas são gratuitas.
- 44:48Não é precisar meter a mão no bolso pra poder é ter acesso a
- 44:52essas revistas. Grande parte da relação online
- 44:54que facilita. Você não precisa carregar o peso
- 44:56na mochila, já tem a facilidade de poder ler no telefone, no
- 44:59tablet, no computador, aonde, aonde você quiser e procurar
- 45:03eventualmente fazer. É, é, é.
- 45:06Vê se existem possibilidades de alguma coisa?
- 45:10É a nível de formação cruzada, em que você possa se beneficiar,
- 45:13vamos dizer assim, de cursos técnicos, não necessariamente um
- 45:15mestrado ou um doutorado, que é uma coisa de mais longo prazo e
- 45:19com um enfoque um pouco diferente do que busca ou do que
- 45:22necessita à indústria. Mas eventualmente cursos, vamos
- 45:25dizer supervisor de produção, vou fazer um curso de higiene
- 45:28industrial, por exemplo, eu vou fazer um curso de é inocuidade
- 45:31de alimentos, por exemplo, ou um curso de microbiologia de
- 45:34alimentos. Por que não?
- 45:36Isso vai te dar um tremendo isso vai te dar um tremendo suporte
- 45:38dentro do seu trabalho. É no dia a dia.
- 45:41Mas resumindo, tudo isso não é lamentavelmente curso.
- 45:45Não conheço no Brasil, não conheço fora do Brasil, até até
- 45:49existo, mas no Brasil não conheço nenhum curso em que você
- 45:52seja capaz de se inscrever em nenhuma universidade, que é que
- 45:55esteja voltado a desenvolvimento.
- 45:57EEE formação de especialistas na área de na área de processamento
- 46:02de fragos. Porque traz mais oportunidade
- 46:05aqui, né? Pra Ele, tanto pra quem tiver
- 46:07interesse de fazer. As empresas deveriam.
- 46:11As empresas deveriam pensar em fazer, vamos dizer assim, vamos
- 46:15chamar assim escolinhas internas?
- 46:17Não é fazer cursos. Vão estar num programa dentro de
- 46:191 mês, 2 meses ou 3 meses. Não precisa ser todo dia,
- 46:22naturalmente nem pode, mas nos finais de semana, como os MDS
- 46:25que tem por aí, que você faz no final de semana, sexta, sábado e
- 46:28domingo, até a hora do almoço. As empresas poderiam pensar em
- 46:31fazer escolas porque a quantidade de profissionais
- 46:33disponíveis para ministrar temas que são importantes para o
- 46:37abatedouro, temas que não somente falha do abatedouro, mas
- 46:41tem uma visão holística de toda a cadeia, pra quem entenda de
- 46:45onde veio o frango que ele está processando.
- 46:47E para que ele entenda para onde vai o Franco, ele está
- 46:49processando e por consequência de saiba o que fazer.
- 46:52Eu Acredito que as empresas seriam um grande êxito na
- 46:55formação e na melhor qualificação da sua, da sua mão
- 46:59de obra, com resultados realmente econômicos.
- 47:01Vamos chamar assim por conta da melhor técnica bastante bastante
- 47:04significativos. Dica dada.
- 47:08Muito legal. E assim ó, é Fábio, quando a
- 47:11gente olha o mercado, né, que você falou assim, Ah, eu sei que
- 47:14você está dando consultoria vários países do mundo, né?
- 47:18Auxiliando AA levar essa formação que a gente desenvolveu
- 47:22aqui no Brasil é, mas como é que eles estão em relação a nós?
- 47:26Assim seria AI vamos nos preocupar com outros, com outros
- 47:31países, com outros regiões que estão produzindo frango.
- 47:36Ou a gente pode deitar em desses plêndidos?
- 47:39Como é que está a nossa vantagem aí dentro dessa corrida da de
- 47:44produto de qualidade no mercado? Veja bem, na realidade, OOO
- 47:48Brasil paga um preço pelo fato de ser um Tiranossauro Rex, né?
- 47:52Na realidade, quando você chega no mercado onde você não tem,
- 47:55vamos dizer o mesmo conjunto de de fatores extremamente
- 47:58favoráveis como nós tivemos oportunidade de ter e que nos
- 48:01proporcionou chegar aonde chegamos.
- 48:04Seja a visão empresarial, seja os recursos são digital
- 48:07importância, seja o clima que é digital, importância pro custo
- 48:10de produção. Você sabe melhor do que eu, é
- 48:13disso. Você na realidade, ao chegar com
- 48:15o produto brasileiro, você representa uma ameaça pra
- 48:18indústria local. E eu até entendo isso.
- 48:20Eu até entendo na realidade, se você vai pra um país como o
- 48:23Oriente médio, por exemplo, em que 100% da matéria prima da
- 48:26ração é importada, não tem como o frango local competir com o
- 48:30frango brasileiro. Mas por outro lado.
- 48:34Ou é Oo os governos desses países não pode deixar a
- 48:39indústria local morrer? Ou seja, a partir de hoje, como
- 48:42o nosso frango não é competitivo, vamos trazer só
- 48:44frango do Brasil, não a segurança, a segurança
- 48:47alimentar. Hoje, na realidade, tá tá
- 48:49atrelada totalmente a soberania, né?
- 48:52Então é por isso, por exemplo, a preocupação que a Arábia Saudita
- 48:54tem com o projeto é visão 2030 de querer.
- 49:00Alcançar o grau de o grau de autossuficiência na produção de
- 49:03carne e frango. De 80% ficamos 20% para
- 49:06exportação, até para poder jogar com o mercado com preço EE todos
- 49:10os países da da mesma forma. Então o que que acontece?
- 49:14É um esforço muito grande, porque a gente mexe na
- 49:17realidade. Quando entra com frango
- 49:18brasileiro, a gente mexe com uma questão social significativa,
- 49:21porque muitos desses países, na realidade, não é o caso do
- 49:23Oriente médio, muito pelo contrário, são em termos de
- 49:26instalações fantásticas. Mas você vai a outros países
- 49:29menos favorecidos economicamente ou socialmente.
- 49:32E a vicultura, muitas vezes, é quase que uma atividade de
- 49:35subsistência. Se você entra com frango
- 49:37brasileiro, se você produz a centavos de dólar o quilo e lá a
- 49:41produção é de dólar por quilo, na realidade, você quebra, mas
- 49:45você não vai quebrar a indústria local.
- 49:46Você vai provocar um problema socioeconômico, porque todas
- 49:50essas pessoas atreladas a essa cadeia produtiva, ainda que
- 49:53relativamente, abre o Brasil ineficiente por conta dos
- 49:56recursos. Vão ficar sem ter?
- 49:58O que fazer, então? O governo, na realidade, sob o
- 50:01ponto de vista de soberania, em termos de ter o que dar ao povo
- 50:05para comer, e segundo, em termos de preocupação socioeconômica,
- 50:09não pode nunca permitir que a agricultura brasileira entre e
- 50:12acabe com a indústria local. Mas nós vamos sempre estar
- 50:15presentes e a cada dia mais, né? Nos muitos países que ainda
- 50:20faltam pra gente chegar aos 252, 253 países do mundo.
- 50:24Então falta ainda uns 60 aí pra gente chegar.
- 50:26Já estamos os principais, temos a China, a união europeia, temos
- 50:29o Oriente médio com o mercado, o mercado fabuloso, a África, a
- 50:32gente não tem olhado Pra Ela, né?
- 50:34A África a gente não tem olhado Pra Ela a Ásia, a gente na
- 50:37realidade só consegue ver a China, né?
- 50:39A gente tá colocando todos os ovos numa sexta só, de certa
- 50:42forma, é importante aproveitar a oportunidade, é, mas temos que
- 50:45pensar no longo prazo, qualquer espírito que a China dá na
- 50:48realidade, a gente pode pegar uma COVID, né?
- 50:50Então a Ásia tem um potencial gigantesco, a África tem um
- 50:54potencial gigantesco. Mas as empresas é precisam se
- 50:58antenar pra essas oportunidades e começar a desbravar esses
- 51:02setores. E o que e esse o que esses
- 51:05diferentes mercados é, tem e podem é oferecer a agricultura
- 51:09brasileira pra que a gente continue é crescendo, crescendo,
- 51:12crescendo. Então tem bastante coisa para
- 51:15fazer, tem ainda bastante mercado, mas não dá para deitar
- 51:19em berço splentido, com certeza. Não dá para deitar em berço
- 51:22splentido, porque nesse negócio você sabe disso tanto quanto eu.
- 51:25Sob a ótica da tua atividade, sob a ótica da minha, o leão que
- 51:28você mata hoje pra amanhã não serve, tem que matar o leão do
- 51:31dia. Então todos os leões que a gente
- 51:33já matou pra gente conseguir chegar a vender a 161 país não
- 51:37contam, né? O que a gente tem que fazer é
- 51:39matar mais leões pra alcançar +60 e poucos países e manter os
- 51:43os leões que a gente matou nesses.
- 51:46Nessa longa trajetória para conquistar esses 161 mercado,
- 51:49manter esses vilões mansinhos e bem alimentados.
- 51:52Então isso exige um trabalho hercúrio, um trabalho muito
- 51:55coordenado e que a gente tem a sorte de ter, vamos dizer assim,
- 51:58um tratamento corporativo é gremial, vamos chamar assim da
- 52:02agricultura brasileira, muito eficiente.
- 52:04ABPA tá aí pra pra mostrar isso todos os dias, mostra isso todos
- 52:08os dias. Então é, a gente precisa tratar
- 52:10com muito cuidado e carinho. Não, não, não, esse negócio de
- 52:13dormir em berço frente não. Vamos nos orgulhar, vamos encher
- 52:16o peito na hora que a gente fala que eu venho do Brasil,
- 52:18avicultura brasileira, mas a gente tem que continuar suando a
- 52:21camisa e trabalhando pra poder manter esses mercados e
- 52:24conquistar ainda os os muitos é que ainda nos salvam.
- 52:28Cada vez mais, então, Fábio, mais uma vez, muito obrigada
- 52:31pelo teu tempo, a sua disponibilidade de ficar aqui
- 52:34com a gente. E como é normal no final.
- 52:37É o teu tempo aqui para você deixar a tua mensagem para os
- 52:40nossos seguidores aí, dos vários locais do mundo, do planeta que
- 52:44seguem a gente, qual é o teu recado para os nossos seguidores
- 52:49sobre é o nosso assunto ou qualquer coisa que você queira
- 52:53dizer aí? É bem, eu vou transmitir um
- 52:56pouco da minha experiência. Não que necessariamente seja a
- 52:58melhor do mundo, que ela seja realmente uma referência.
- 53:00Ela Foi referência para mim e eu não sei.
- 53:02Gostaria de vir isso. Com quem está nos escutando mais
- 53:05ou menos no modelo que a gente é, fez é nas Apresentações lá no
- 53:10campus da ufr, enquanto você estava à frente do quadro negro
- 53:13e de giz na mão, né? Na realidade, como em qualquer
- 53:16atividade, coloque amor e dedicação ao que você está
- 53:20fazendo. Não troque a excelência na
- 53:25execução do que você faz por absolutamente nada.
- 53:28Demore o dobro do tempo, mas entregue a excelência, tenha
- 53:31sempre isso. A guiar as suas ações.
- 53:34Primeiro paixão, porque do contrário você vai apenas fazer,
- 53:38né? Mas se você colocar paixão, você
- 53:39vai fazer sempre bem. Paute as suas ações por
- 53:43excelência, não troque absolutamente nada pela
- 53:47excelência dos resultados entregues, procure estar sempre
- 53:50atualizado se a sua empresa, se você acha que a sua empresa não
- 53:53te reconhece, não te valoriza, faz como eu fiz frequentemente
- 53:56na minha vida profissional, meti a mão no bolso e IA para Atlanta
- 54:00e IA para feira na Holanda, tirando do meu bolso.
- 54:02Sem nenhum problema lá na frente, a raiva com a empresa
- 54:06terá passado. Eventualmente a empresa será
- 54:08outro, mas quando você olha para trás, você vai se dar conta de
- 54:11cada centavo que eu meti a mão no bolso e tirei.
- 54:13Valeu muito a pena, porque você está construindo um patrimônio
- 54:17que ninguém irá tirar de você. Você está construindo um
- 54:21patrimônio profissional que vai ser a chave de certa forma, e a
- 54:25fundação, né? Para sua caminhada de sucesso,
- 54:28se você continuar Na Na indústria vco.
- 54:32Não sei, eu acho que mais que isso vai ficar muito blá blá blá
- 54:35muito redundante. Maravilhoso, não?
- 54:37Acho que isso é um presente pra quem estiver ouvindo e realmente
- 54:39seguir isso. Tenho certeza que é AO caminho
- 54:43do sucesso, porque eu acho que é muito isso.
- 54:46É, é ninguém pode fazer algumas coisas por você mesmo, né?
- 54:51E uma delas é estudar. Ninguém pode estudar por você,
- 54:55aprender por você. E também ninguém pode tirar
- 54:59isso. Então assim, é um patrimônio
- 55:01assim muito único que você, que você vai construindo ao longo da
- 55:06sua vida. E eu te agradeço por ter feito
- 55:09parte desse patrimônio aqui também, né?
- 55:12Porque eu aprendi muito nessa tarde contigo.
- 55:14Obrigada Fábio, pelo teu, pela tua disponibilidade, teu carinho
- 55:18é sempre um prazer te ver em qualquer lugar do mundo que eu
- 55:20te vejo é sempre uma Alegria imensa e continuo espalhando aí
- 55:25esse. Esse sucesso e essa excelência
- 55:28por todos os países que você atua, muitos parabéns pela
- 55:32atuação também. Maravilha, muito obrigado também
- 55:34foi um prazer grande estar aqui contigo, um prazer grande em
- 55:36revê lo, um prazer grande poder estar aqui conversando com todo
- 55:39mundo e enfim, se vierem depois perguntas ou comentários, fica
- 55:42fica à vontade para passar o meu contato, se você quiser, sem
- 55:44nenhum teria um inconveniente. Fica em contato então para vocês
- 55:48que ficam aí, continuem seguindo nos próximos episódios do
- 55:52podcast aviário, até a próxima.