Latest / Helena, o podcast tá pronto / Rindo em velório #162
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- 0:00Helena, o podcast está pronto. Dona Helena, eu não te dou esse
- 0:05tipo de intimidade. Me desculpe, dona Helena, a
- 0:09senhora vai querer mais alguma coisa?
- 0:12Ouça o episódio, depois se recolhe pobretona.
- 0:28Olá ouvintes, eu sou Alana Azevedo.
- 0:30E eu sou Raíla Azevedo. Pri, acho que de todos os
- 0:33lugares que a gente fica mais constrangido de ter uma crise de
- 0:37riso. Velório com certeza aparece no
- 0:40top 3. Principalmente quando você junta
- 0:43um velório, um lugar que você não pode rir e tá aprimaiada.
- 0:47Tá uma criançada fazendo uma gracinha.
- 0:50Aí você olha um pra cara do outro.
- 0:51Minha filha já vem. É o problema é quando você
- 0:54encontra aquele olhar no momento da prece, né?
- 0:57Do tipo assim, vamos elevar o nosso pensamento até o pai
- 1:00celestial. E aí você você se concentra ao
- 1:03máximo, mas você encontra um olhar maligno da.
- 1:06Risada que eu diga porque até. Hoje ele fala que a gente fez um
- 1:11furduncinho na evangelização dele.
- 1:13Eu esqueci o nome da tia, que era evangelizadora.
- 1:16Lembra. Eu sei que ele falou que nunca
- 1:19mais, nunca mais porque juntou. Não dá sabrine e a gente no
- 1:25mesmo lugar porque? Ela tinha uma voz assim, uma voz
- 1:28mole, sabe? Uma voz macia.
- 1:30E aí a gente caiu na. Não e.
- 1:32Caiu na risada, não segurou. Segurou e pior que a gente
- 1:35disfarçou. Mas o encontro de olhares,
- 1:38quando ele acontece, ele é fatal.
- 1:40E eu já tenho riso frouxo. Cara, eu tenho.
- 1:42E quando alguém vai e pede para cantar?
- 1:45Eu já fico preocupada porque assim você não sabe o que que
- 1:48vai vir pela. Frente teve uma situação que
- 1:51fizeram a gente se reunir pra uma oração, todo mundo assim, e
- 1:56aí surge um dedinho e. Fala.
- 2:00É no trabalho. Aí surge o dedinho e fala, posso
- 2:03cantar um louvor? Aí, minha filha, quando a pessoa
- 2:06começou, é cantar o louvor eu. Não devia ter feito isso, mas
- 2:11virei e olhei pra minha amiga, ela olhou pra mim, a gente já
- 2:14começou aqui, ó, eu falei que eles vão achar que eu estou
- 2:17recebendo entidade, que eu já comecei aqui, ó, OOO, ombrinho
- 2:21balançando muito, muito, mas todo mundo estava Sério, estava
- 2:26cantando. Aí eu falei assim, meu Deus do
- 2:28céu, o que que eu faço? Aí eu comecei a respirar fundo,
- 2:32aí depois eu conversei com a minha amiga, ela falou que
- 2:34começou a pensar na morte da vó dela, alguma coisa.
- 2:37Assim, se. Me liscar aí, eu?
- 2:40Nossa senhora, foi uma situação assim, difícil, dificílima.
- 2:44Mas vamos entrar no tema do do episódio de hoje, que é a risada
- 2:47em velório, né? Um lugar que assim as pessoas
- 2:51estão tristes, sentidas. Só que eu vou fazer um
- 2:54comentário que é ontem a gente tava até falando, né?
- 2:56Óbvio que você está velando um ente querido, uma pessoa amada
- 3:00ali. Mas assim, às vezes você está 5
- 3:03horas, 7 horas ali no velório. Alguém vai lembrar de uma
- 3:06situação cômica ou você vai rir de alguma?
- 3:09Coisa. Normal da vida, né?
- 3:11Do tipo você não está. Se bem que cada um com seu cada
- 3:14um, né? Porque a produção até disse que
- 3:15no velório do Bezerra da Silva foi churrascado, então foi a
- 3:19maneira que ele queria é ser velado, mas assim, no meu, não
- 3:23precisa montar a mesa do bar lá, mas se tiver alguma situação aí,
- 3:27lembra, ri. Eu acho que isso daí é natural,
- 3:29normal da vida. Ok, agora eu também não quero 11
- 3:32rizaiada um com a quaquá além do de permitido de decibéis para
- 3:38velório. Só que o foda.
- 3:40É quando você não controla, vem uma coisa e é a parada mais
- 3:45difícil, porque assim você não sabe de onde tirar forças para
- 3:49não rir. A gente já comentou aqui no
- 3:51aniversário, aniversário? O velório da Vovó estávamos lá
- 3:56todos de máscara, né? Que foi na época de.
- 3:59Pandemia. Foi super rápido, não teve
- 4:03exatamente. Só que aí a raíla me vira e
- 4:05fala, AI, o nosso primo, né? Um Vini veio.
- 4:10Quando eu olhei assim, eu falei, eu juro, eu, eu.
- 4:12Quis, mas eu não falei de gracinha.
- 4:14Eu realmente tava, né? O ti tidi e tava de longe
- 4:18conversando e eu achei que era Oo.
- 4:21Vinícius dele, ele estava saindo ali, acho que estava na pré
- 4:25adolescência, criança assim. Quando eu olhei, era só um
- 4:28senhor. Ele estava de?
- 4:29Papéis. Aí eu comecei a risada que eu
- 4:32falei, graças a Deus, obrigada senhor, por eu estar demais, que
- 4:35era que as pessoas acharam que era.
- 4:37Que era choro? E eu, gargalhando de?
- 4:46Baixo. Mas não foi, no entanto, que a
- 4:49minha risada foi que na hora que realmente eu percebi que não era
- 4:53porque eu não falei de gracinha, eu ainda falei, AI, que
- 4:55gracinha. O Vini veio, tava de longe, mas
- 4:59tava de longe eu devo tá com algum problema Na Na vista?
- 5:01Mas eu realmente eu olhei AA sandalinha.
- 5:05Eu falei, Vinícius, está aí, teve vez, era um amigo, né?
- 5:08Recentemente, né? O velório do nosso tio.
- 5:11E aí gente, o clássico aconteceu, né?
- 5:13Que entrou 11 pessoa, um bêbado no velório e aí não fez
- 5:17algazarra, né? Mas você sabe quando a pessoa
- 5:20fica rodeando o caixão? AI.
- 5:22E ele fazia careta. A gente?
- 5:24Mas nem conseguia falar direito. Ele, vou dar um exemplo.
- 5:28Queria falar poxa vida, ele falava, aí inventou 1 hora lá
- 5:34assim, de uma maneira suave, não era a algazarra, sabe?
- 5:37O bêbado, que não era nada disso não.
- 5:42Mas aí ele queria, eu acho, que era pegar a Bandeira do Flamengo
- 5:47que estava em cima do do caixão. Não sei quem que tirou o bêbado
- 5:51de lá, colocou lá para fora. E aí teve 1 hora que ficou ele
- 5:55com 2 tias. Nossa, eu acho que ele tentando
- 5:58uma comunicação e as as minhas tias olhavam para a cara delas,
- 6:02elas querendo segurar a risada assim, uma até saiu de perto.
- 6:05E eu? Falei, senhor, senhor, me dá
- 6:08força. E sabe qual que era o pior?
- 6:09Porque tinha pouca gente. E quando tem pouca gente, fica
- 6:12mais difícil de você. Descartar?
- 6:14Eu saio até de perto. Eu nem lembro se eu fiquei
- 6:17olhando, porque eu, gente, eu reconheço.
- 6:19Eu não consigo, eu não consigo. Eu sou uma pessoa que assim eu
- 6:23tenho essa dificuldade. É até ruim.
- 6:25É até ruim porque eu posso passar vergonha por causa disso.
- 6:28Porque de rir em momento que não.
- 6:30Pode tem uma história de um conhecido nosso que já fez a
- 6:33passagem, pensa uma pessoa. Que viveu muitas coisas, né,
- 6:38esse esse ser? Ele teve ele.
- 6:42Teve histórias pra contar, e aí uma dessas foi que ele foi no
- 6:46velório de uma idosa. Né do bairro, uma senhora.
- 6:51Uma senhora do bairro. E aí ele foi sem comer nada.
- 6:55Gente, uma pessoa assim é particular, né?
- 6:58Tinha muitas questões. E aí ele foi.
- 7:01Ele estava com muita fome, estava.
- 7:02Com muita fome, foi no velório, sem comer nada, deu um beijo na
- 7:06testa dela e falou que? O formol deu um beijo na testa
- 7:09da senhorinha. Da pessoa que estava sendo
- 7:12velada? EE aí virou e falou assim que o
- 7:15formol? Entrou na garganta dele e aí ele
- 7:18foi. Fingiu um desmaio.
- 7:20Olha só, ele beijou a testa da. Não.
- 7:22E tudo esquematizado. Não é que assim ele foi beijar
- 7:25até se passou mal? Não.
- 7:27Ele, gente, pelo amor de Deus, você beijou a testa de um de uma
- 7:31pessoa ali. É errado falar do defunto?
- 7:33Acho feio, né? Do.
- 7:34Defunto é não. Você me vem apresentado nenhum
- 7:36defunto. Não é?
- 7:39Beijou AA testa a testa da pessoa morta.
- 7:41Falou a. Pessoa entrou na garganta dele,
- 7:45ele fingiu o desmaio. Que estava passando mal?
- 7:48Para uma pessoa pagar o café dele, aí pagou o café dele.
- 7:52Agora eu estou bem. Tomou o café dele e foi embora.
- 7:56Nossa, rapidinho fala em em café, gente.
- 7:58Café de velório é tão gostoso. Parece que fica mais gostoso.
- 8:03E ele tem o poder de deixar a gente.
- 8:05Acordada, nossa, mas não que eu queira tomar ó, não quero, não.
- 8:11Não quero mais. Estar ainda em velório para
- 8:13poder experimentar café na minha casinha já está ótimo e eu não
- 8:16sei como que No No do nosso tio, né?
- 8:20Eu não sei como que eu não tive dor de barriga porque eu tampei
- 8:23no café a madrugada toda. Você chegou até mais cedo?
- 8:27Né? É, eu cheguei.
- 8:29Era assim que pouca. A gente estava.
- 8:31Vindo de são? Paulo e foi direto.
- 8:33E outra coisa, uma coisa sem. Que o caixão tinha acabado de
- 8:38chegar, não tinha nem aberto a porta ainda, só tava a agente
- 8:43funerária lá que nem a família pode entrar.
- 8:47Simplesmente chegou, uma moça entrou, falou quem que foi?
- 8:52Olhou aí, perguntou a coisa, olhou e saiu, eu achei uma
- 8:57blusa, eu fiquei, eu fiquei assim, a gente chocada.
- 9:00Só um comentário aqui que para quem não sabe, né?
- 9:03Nossa alma perfumada Amélia Maria.
- 9:06Gente pensa, uma pessoa não vai gostar dessa revelação não.
- 9:09Mas é que a gente vai colocar a boca no Trombone.
- 9:11Ama, dá notícia de não sei. Ela tem que ser AA.
- 9:15Primeira a. A nota de falecimento tem que
- 9:18vir dela e já teve caso dela ver alguma pessoa que tinha
- 9:22falecido. Aí manda no grupo, alguém
- 9:24conhece, tipo fulana? Postou, faleceu.
- 9:27Poxa, faleceu, alguém conheceu? Eu falei, pra que que você está?
- 9:30Falando isso, você nem. Sabe quem que é a pessoa?
- 9:32Esses dias, né? Faleceu a cadelinha de um tio
- 9:35nosso. E aí eu tava falando com a minha
- 9:37mãe, né? Falei, Ah, mãe, você viu que AA
- 9:41Canelinha faleceu e tal? E minha mãe, Ah, Canelinha.
- 9:45De repente o toque toque vindo da portinha.
- 9:47Aí só escutei lá, Valéria, AI a Canelinha, AI minha mãe a raíla
- 9:52acabou de me falar. Eu falei, ela perdeu.
- 9:55Perdeu não como Neco, porque ela.
- 9:58Fica e a gente fica zuando e ela não gosta não.
- 10:01Não gosta? Não gosta?
- 10:02O papo tá bom, mas eu acho que tem outras histórias que os
- 10:04nossos prestrouxeram. Eram, então Bora pro nosso.
- 10:07Cafezinho com a audiência. A primeira do nosso cafezinho,
- 10:18pediu. A pessoa pediu o anonimato, tá?
- 10:21Eu tenho um tio, que é 171. Desde sempre.
- 10:24No dia do enterro da minha avó, mãe dele, meu pai impediu dele
- 10:29passar uma nota falsa de 50 BRL no boteco em frente, onde foram
- 10:32tomar um café. E pra impedir um desfalque no
- 10:36caixa do bar, o meu pai fez ele guardar a bendita nota e pagou a
- 10:40conta. Meu tio está vivíssimo com 78
- 10:44anos e continua nos golpes. Não vai pro nosso lá já sabe que
- 10:48não vai. Não vai entrar?
- 10:51Não vai chegar aqui, você não entra.
- 10:54Isso dele ter falado do cafezinho, gente, é uma coisa.
- 10:58Não sei. Eu tenho uma alma meio taurina.
- 11:00Tem alguma coisa no meu, no meu mapa astral de touro, que puxa
- 11:03para isso. Mas assim, não importa o lugar,
- 11:07eu vou querer ir comer. Eu vou querer ir na cantina do
- 11:09cemitério comer uma coxinha, um pão de.
- 11:12Queijo o daqui de Volta Redonda e não é o municipal não Oo
- 11:18outro. Eu acho muito fraquinha o do
- 11:21portal, eu acho a cantinogente. Você queria que desse eu?
- 11:24Acho, porque quando eu vou e outra coisa, só que tem coisa
- 11:28que é bastante cara, que eu fico assim, nossa, teve um dia que eu
- 11:31fui comer um sanduichizinho que assim com um copinho de retive
- 11:35plus eu falei que tá errado isso não.
- 11:37Mas aí. 15 BRL é. Não lembro o quanto que foi, mas
- 11:40eu falei assim, gente, é, mas aí quando vou lá, eu compro o
- 11:46sanduíche natural, aqueles que já vem embaladinho, porque.
- 11:49Eu não tenho muita opção. Eu fui num velório aqui em São
- 11:52Paulo. Não lembro qual que era o
- 11:54cemitério, mas também não veio ao caso.
- 11:56Mas enfim, eu comi um pão de queijo tão gostoso que eu falei,
- 12:00as pessoas deviam incluir a cantina desse cemitério em
- 12:03melhores. Coisas que ajudou, achei que foi
- 12:05a família que levou. Não, não.
- 12:07Da cantina quentinha, menina, já era noite.
- 12:09O pão de. Queijo a minha mãe que ela não
- 12:11gosta muito de comer não. É.
- 12:13De comida de. De cemitério.
- 12:18De ela não gosta de comer no ambiente.
- 12:21É, ela não gosta, não sei porque.
- 12:23Não sei assim. Se a fome, né?
- 12:25O apetite, apetite, bater forte, se ela vai, mas assim.
- 12:30Então essa é uma diferença em Volta Redonda, no portal, que é
- 12:35esse cemitério particular da cidade, acho que é o único, né?
- 12:38Tem a Capela, né, onde tem o velório, e aí a cantina fica
- 12:43próximo. Lá em Pinheiral, por exemplo,
- 12:45que é uma cidade menor que Volta Redonda, não tem, tem bar na
- 12:49frente, né? Tem umas lanchonetes no entorno,
- 12:52mas lá é o comum, o que as pessoas, os familiares.
- 12:56Tem uma Copinha, aí levam uns biscoitinhos, refrigerantes, é,
- 13:02compra uma água e deixa lá, porque vai servindo.
- 13:05Às vezes tem gente que passa a noite inteira, então fica ali.
- 13:08Abastecida. E tem também lá perto.
- 13:11Tem um lugar lá na praça, perto do do cemitério de penal, que
- 13:16tem uma praça, né? E lá tem um Monte de lanchonete.
- 13:21Aí eu comi no dia do que, né, tio?
- 13:24O binha faleceu e eu fui lá lanchar.
- 13:27Um lanche muito bom. Vamos pra próxima história.
- 13:29Vamos a Mariana mcnamara, a gestic mcnamara MC na Mara,
- 13:35mandou assim meus avós. Será que ela é MC e?
- 13:39A MC. Na Mara, não sabe?
- 13:41Ela vai ter que tirar a. Dúvida pra gente depois?
- 13:46Meus avós faleceram em um espaço de 5 meses, entre 1 e outro.
- 13:51No velório do meu avô, meu irmão, que na época tinha uns 4
- 13:54anos, foi levantado pela minha mãe para se despedir com a
- 13:58mãozinha no vô. Meu irmão deu um suspiro e
- 14:01soltou, Evo. Primeiro foi minha avó.
- 14:05Agora o senhor, a próxima, com certeza vai ser.
- 14:09Ele olhou pela salinha do velório, pensou um pouquinho e
- 14:13apontou, minha tia bel. A tia bel é a irmã mais velha do
- 14:18meu pai. Naquele momento, era a mais
- 14:21velha da salinha também. E isso foi uns 21 anos atrás.
- 14:24E a tia bel continua vivíssima. Criança eu já imaginei Eduardo,
- 14:30o Eduardo, fazendo. 4 anos, ele nem tá entendendo muito bem o
- 14:34que que tá acontecendo. Né?
- 14:35Acho que mais tadinho, ele ainda tava aqui.
- 14:37Ele falou assim, é, vou, criança é tão inocente, né?
- 14:41Solta uma as palavras ao vento. Tem até uma do Vinícius que é de
- 14:45criança também. Vinícius Gomes mandou pra gente
- 14:48que no velório da tia da amiga dele.
- 14:51Um priminho olhou pro caixão e soltou um oxi, porque ela tá tão
- 14:56dura. Encostou, né?
- 14:59Sentiu aquela rígida o que que é isso?
- 15:01O que que tá acontecendo? Mas eu eu acho que eu já até
- 15:03contei 11 episódio, não lembro em qual, que criança realmente é
- 15:08muito inocente. Gente, porque quando é nosso tio
- 15:12Altair faleceu, fomos todos lá para o Rio.
- 15:16No como que era, o nome era Jardim da saudade.
- 15:19Cemitério Jardim da saudade. Eu não sei onde que fica lá, mas
- 15:22aí fomos e tinha um tipo um parquinho com um escorregador,
- 15:27Balanço. E aí eu fiquei lá brincando e eu
- 15:31ficava assim, gente, quando eu morrer, eu quero ser enterrada
- 15:34aqui, porque aí eu vou brincar muito.
- 15:36Acho que eu cheguei até a falar pra comprar minha mãe.
- 15:38Mãe, quando eu morrer, você me me enterra aqui.
- 15:40A minha mãe devia falar, é realmente eu vou sair lá de
- 15:43Volta Redonda. Você pro seu seu espírito, ficar
- 15:46aqui brincando, empurrando o Balanço.
- 15:49A pessoa que passa perto, só vendo o balancinho, indo pra
- 15:51frente, pra trás, e aí? Era você?
- 16:00Daquele seriado que você via, American hour story.
- 16:02Como que era quem? Fala é American hour story, como
- 16:10que é? American horror histories.
- 16:14Eu vou puxar aqui para dar a Amanda, Carmelita.
- 16:19No velório da minha avó, minha mãe foi colocar uma música
- 16:22emocionante. Ó o problema, gente, no momento
- 16:25que estávamos guardando o caixão.
- 16:28Acontece que ela abriu o YouTube e veio um anúncio antes de
- 16:32manteiga. Então, lá no meio do chorar,
- 16:35começou a tocar, o que que a manteiga tem?
- 16:40E quando vimos, o choro se transformou em riso.
- 16:43Agora, sempre que vejo esse anúncio, eu fico triste e feliz.
- 16:47Um beijo, um queijo e uma manteiga.
- 16:50Eu lembrei de uma de uma história que não foi em velório,
- 16:53mas foi a caminho de um velório também.
- 16:55É. Acho que era de uma amiga e não
- 16:59lembro da então namorada dela, algum parente, sabe?
- 17:02E aí eles indo para o velório e no eu não lembro se era Waze ou
- 17:06Google Maps, acho que é Waze, estava com a voz.
- 17:09Do Gil, do vigor. E aí eles do tipo assim, vira à
- 17:13direita, Brasil vira à direita e tal.
- 17:16E assim aquele clima de velório e o Gil do Vigor, com a energia
- 17:18lá nas alturas, é dando as coordenadas a caminho.
- 17:23De um enterro eu não, não dou conta não.
- 17:26Vou pra do Luiz Henrique. A minha mãe, depois de uma
- 17:29cirurgia no cérebro, começou a trocar muitas palavras pra
- 17:32coisas aleatórias mesmo. E daí, durante o velório de um
- 17:36outro familiar, ela solta a Pérola, aqui na cidade podia
- 17:41fazer farofa de ossos. Sorte que, por ser familiar,
- 17:45todo mundo conseguiu compreender que ela queria dizer que na
- 17:48cidade poderia haver cremação. Eu já imaginei uma coisa
- 17:52realmente, tudo bem que na hora todo mundo compreendeu.
- 17:55Mas se você está de fora, farofa de ócio, uma coisa meio farofa
- 17:59de Bitu. Sabe?
- 17:59Pegar o osso da pessoa? Uma farofinha.
- 18:03É real, me, ainda bem que era familiar, que aí percebe, né?
- 18:08Não lembro de nenhuma situação de alguém ter soltado alguma
- 18:10coisa muito sem noção assim em velório.
- 18:14De de cabeça, assim, só de algumas situações de rir.
- 18:19Tipo Duca, mas agora falar alguma coisa, não me recordo.
- 18:23Também não. Pri, eu vou emendar aqui com a
- 18:25da Mariana. Quando meu avô faleceu em 2017,
- 18:30nós já estávamos na cidade dele há alguns dias, porque já
- 18:34sabíamos que poderia ser os nossos últimos momentos, né?
- 18:37Com ele, porém, ninguém levou roupa o suficiente pra ficar lá.
- 18:43Então meu irmão pegou uma camiseta preta qualquer que ele
- 18:47tinha levado na mochila. Quando chegamos no velório, meu
- 18:50outro irmão começou a ter uma crise de riso olhando para
- 18:53camiseta. O Pedro, que foi o irmão que
- 18:57colocou a camiseta preta, não tinha visto, mas tava escrito.
- 19:01Tava escrito em inglês, né? Mas que a tradução seria, hoje é
- 19:05o melhor dia da minha vida. Damos risada até hoje.
- 19:09Quando lembramos, eu fico pensando.
- 19:11Que ainda bem que tava em inglês, porque não é todo mundo,
- 19:15né, que fala? Eu, por exemplo, pegaria, vou
- 19:17pegar uma blusinha aqui, pegaria, é.
- 19:20Agora, pra quem sabia, imagina ele do não imagina um pouco
- 19:24ságico, né? Do lado do caixão do avô.
- 19:27Hoje é o melhor dia da minha vida.
- 19:30Tem, é isso também. É uma coisa, né?
- 19:32Aí eu acho que. Eu sou da opinião que tem que
- 19:36ter uma roupa para velório, que seja mais respeitado.
- 19:39Eu sempre vou assim com eu sempre pego uma calça jeans e
- 19:43uma blusa básica e tênis. Não estou dizendo que Ah, vá de
- 19:47preto, né? Porque tem gente que usa ali
- 19:49como o luta e tudo mais. Mas eu estou querendo dizer no
- 19:52sentido assim, vai como se fosse para uma balada ou então uma
- 19:55roupa. AI sabe, nossa, um vestidão
- 20:00assim decotadão, não sei se tem algum.
- 20:03Eu acho que a. Ocasião ali num num.
- 20:06Tejo, né? Eu já me falaram, não, não deve
- 20:10ter sido mamãe. Não sei alguma, alguma crença
- 20:14que falaram assim, AI, não é bom ir de rasteirinha no zoológico,
- 20:18no zoológico. No cemitério, com todo respeito,
- 20:22gente, no cemitério não é bom, de rasteira, eu não sei por quê.
- 20:26Aí a partir desse, desse dia, eu não vou, porque aí eu já imagino
- 20:30as bactérias, você pisando lá no negócio, as bactérias subindo,
- 20:34entrando na sua unha, não sei. Aí eu preferi.
- 20:37Ficar, vou só de tênisinho uma blusinha básica, uma coisa
- 20:43confortável, ainda mais que você vai passar muito tempo.
- 20:47E eu só não costumo ir de de óculos.
- 20:50Tem que começar a usar mais óculos que parece que é.
- 20:53Eu tenho que começar a usar mais.
- 20:54Óculos eu também sou do seu time, uma roupa neutra ali.
- 20:59Né? Nem porque, gente, a atenção é
- 21:02pra outra pessoa. Vamos, vamos deixar cada um no
- 21:06seu quadrado. Vou terminar o nosso cafezinho
- 21:09com a do Thiago Lopes. No dia que foi o enterro da
- 21:13minha avó, mãe do meu pai, estavam lá na parte de jogar
- 21:16flores e a Terra sobre o caixão. Nisso que meu pai foi jogar
- 21:20Terra caiu uma Pedra enorme junto, que fez um barulhão alto.
- 21:25E todos riram muito. Eu já IA ficar com medo de furar
- 21:28o caixão. O meu pai estava falando, a
- 21:30minha mãe falou, Ah, isso daí é é lendo urbana, mas Eu Acredito
- 21:36que tenha acontecido. E não só ali, com essa pessoa
- 21:39que era conhecida dele, mas em outras situações também, que é a
- 21:42pessoa chorando, me leva. Junto a entropeca fica dentro da
- 21:45copa, posso falar? Eu não levei fiano de Miguel.
- 21:47Não acho que alguém contou essa história para ele.
- 21:51E ele falou, não é verdade, mas eu acho que ele não vivenciou,
- 21:55ele não vivenciou isso, mas tem gente que fica, né?
- 21:59Um bate o. Desespero muito.
- 22:01Forte e cai dentro da cova. É.
- 22:04Aí. Eu vi um vídeo faz 11 tempinho
- 22:08já, de um motoboy que ele vai entregar uma coroa de flores no
- 22:11cemitério e aí, sem querer, ele pisa errado e ele vai.
- 22:14Lá dentro. Da cova com a flor.
- 22:17Imagina não. Aí não tem como.
- 22:19Eu se eu estou perto, eu saio na hora para rir.
- 22:22Chegar em casa, você falou assim, gente, você não volta?
- 22:28Dentro de uma cova eu IA, eu IA fazer.
- 22:31Um vídeo no TikTok EAA cabeça? A abertura seria seria o dia que
- 22:36eu caí numa cova dentro do cemitério, o.
- 22:39Dia que eu. Fui parar vivo dentro de uma
- 22:44cova, IA ser isso. Fechamos o nosso cafezinho.
- 22:47Fechamos. Chegou a hora dele, o nosso.
- 22:50Momento refletindo, enquanto ouve o Tony Ramos tocar sax numa
- 22:55livraria do Leblon. Quer começar?
- 23:03Posso falar o que tá na minha cabeça agora que eu estou vendo
- 23:0711 série? Eu não sei o porquê que eu pego
- 23:10série pesada pra ver se eu fico sonhando depois e eu não consigo
- 23:15assistir tudo. Aí eu fico pulando.
- 23:18Sabe aquela pessoa que já assiste?
- 23:19Ih, vai vir uma cena horrível, aí eu vou pulando e aí só tô
- 23:24vendo aquele. Eu não sei falar em inglês, não,
- 23:26o conto de aia Ah, o conto de aia, mas gente.
- 23:30Ou eu estou chorando, eu estou pulando.
- 23:33Eu não tenho cena que não, não consigo ver.
- 23:35E aí eu fico sonhando. Só que ela é boa, ela prende,
- 23:39ela está me prendendo e eu estou com vontade de entrar e dar na
- 23:43cara daqueles homens. AI que.
- 23:45AI eu nunca que tive coragem de ver essa, não sabia?
- 23:48Não, mas eu eu comecei assistir. Assistir.
- 23:51O primeiro é. Episódio.
- 23:54Aí eu falei, não, não dá. Aí eu parei.
- 23:57Aí depois eu tentei assistir de novo, aí eu parei.
- 23:59Aí a Lívia tinha falado, a Lívia é assistia, né?
- 24:03Ela falou que vai até assistir de novo.
- 24:05E aí eu falei assim, não, AA Lívia falou que é boa, vou ver.
- 24:08Só que assim, tem cena que eu não.
- 24:10Consigo eu? Passo tudinho.
- 24:13Eu vou passando 10101010 segundos, 10 segundos até
- 24:16acabar. Quando eu vejo, já vou.
- 24:18Já, já foi o episódio. Posso pro meu momento?
- 24:21Pode. Rayla está aqui em São Paulo e a
- 24:23gente está gravando os episódios do podcast, mas também vamos
- 24:27gravar o primeiro episódio de do nosso MasterChef, né?
- 24:31Pra quem não? Acompanhou ou não?
- 24:33Nunca viu nenhum vídeo. A gente faz a nossa versão do
- 24:36MasterChef com comidas, sim, é, enfim, comidas bem é peculiares,
- 24:42né? Refeições nem vamos chamar ali
- 24:44de nem vamos chamar de refeição, né?
- 24:46São pratos. Não sei como.
- 24:49Nomear e. Aí quando esse episódio for ao
- 24:53ar, episódio quando esse episódio for ao ar, o primeiro
- 24:56de MasterChef, que é em vídeo, vai ter saído no meu perfil
- 25:02arroba alanitha e espero que vocês gostem, porque a gente se
- 25:06diverte fazendo, né? Eu já estou vendo, já estou
- 25:09vendo que eu isso aí, ó. Segurar o riso não vai ser
- 25:13comigo já sabe que eu vou dar trabalho.
- 25:15Eu e tia melinha junta gravando, é porque a minha Marie não vai
- 25:20estar, né? Mas quando a.
- 25:21Gente, a gente junta. Mas quando está, ela não dá.
- 25:25É um pare pra ver quem é mais nossa senhora.
- 25:29Prisce você gostou desse episódio?
- 25:31Não esqueça de comentar o que achou.
- 25:32Está ouvindo pelo Spotify? Tem uma caixinha.
- 25:34Deixa aí também o seu comentário, lembrando que nós
- 25:38estamos no YouTube, arroba dona Helena podcast os episódios.
- 25:42Eles vão para lá em áudio para você ouvir, se preferir, enfim,
- 25:46estamos em todas as plataformas de áudio, nossas redes sociais,
- 25:50arroba? Dona Helena podcast um.
- 25:53Beijo e até a próxima um. Beijo, um queijo e uma manteiga.
- 25:58Ah. Uma coisinha que eu esqueci após
- 26:01suas a partir de 10 BRL e tem acesso a conteúdos exclusivos,
- 26:06muitas outras histórias disponíveis.
- 26:09Para você ouvir e maratonar.