Latest / ABC Cast / ABC Cast Conexões #11 - Grupo Cria Brasil e a comunicação que conecta marcas e a favela
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- 0:04Olá, bem-vindo ao ABC cast conexões, o podcast de
- 0:07entrevistas do portal ABC do ABC.
- 0:09Eu sou o Thiago Quirino e te convido hoje para conhecer uma
- 0:13história mais do que importante, ou seja, mais uma dessas que
- 0:16nós, nós estamos contando ao longo das últimas semanas, que
- 0:20fazem parte da sua vida, conectam você com uma realidade
- 0:24que existe e tem feito diferença na vida de pessoas.
- 0:28Fora da sua casa, né? Fora da sua residência.
- 0:30Então vem conosco pra mais essa viagem.
- 0:33No dia de hoje, como sempre, todas as semanas eu convido um
- 0:36jornalista da região, ou com a atuação aqui na região pra poder
- 0:39dividir comigo a responsabilidade de fazer essa
- 0:42entrevista. E hoje eu tenho o prazer de
- 0:43contar com a Angélica que hoje trabalha no diário do grande
- 0:47ABC, mas tem pequenos 30 anos de experiência e história na
- 0:52comunicação. Aqui da região, então, Angélica,
- 0:54é um grande prazer poder dividir os microfones com você e a
- 0:57responsabilidade de entrevistar esse convidado tão importante.
- 0:59O prazer é meu, sempre à disposição de vocês pra um, pra
- 1:04essa. Essa agenda que sempre que vocês
- 1:05quiserem. Muito obrigado.
- 1:07E para ser entrevistado, estamos aqui no estúdio com o joildo
- 1:10Santos, que é CEO da cria Brasil, uma agência que tem
- 1:15feito a diferença. É num num ambiente um pouco
- 1:19diferente desses comuns de agência.
- 1:22Eu tenho frequentado algumas agências, né?
- 1:24Que elas estão sempre assim, grandes escritórios.
- 1:27Suntuosos na faria Lima, né? Ali na nessa região de São
- 1:31Paulo, que é Berrini, onde circula o dinheiro e aquela
- 1:35coisa toda. Mas quando a gente olha para
- 1:39cria Brasil, nós estamos vendo uma outra realidade.
- 1:44Porém, de importância, talvez até superior a essas agências
- 1:48que nós temos visto por aí. E é sobre isso que a gente vai
- 1:50falar um pouco hoje aqui. Comunicação e o berço da favela,
- 1:54ou seja, o berço da comunidade e como uma comunicação bem feita
- 1:58neste ambiente. Faz diferença na vida de
- 2:02milhares de pessoas que vivem hoje nas comunidades, né?
- 2:05Então vamos falar de comunicação comunidade, vamos falar de
- 2:09Paraisópolis e de talvez outras 350 comunidades que tem sido
- 2:13impactadas com esse trabalho. É é disso que nós vamos falar
- 2:16pra gente poder começar. Então meio que descontraindo
- 2:19aqui AA nossa conversa joildo fala um pouco pra gente.
- 2:23Assim é como que você foi parar nesse mercado de comunicação?
- 2:29E dentro da favela? Bom, obrigado pelo convite.
- 2:33É uma oportunidade de de falar com 11 clientela ou com 11
- 2:41galera que não teria essa oportunidade é, eu sou da Bahia
- 2:45e eu vim pra São Paulo em 98. E ao longo do tempo, fui sempre
- 2:51muito curioso com relação à tecnologia e me formei em
- 2:53ciência da computação. Então, não sou da área
- 2:56originalmente da comunicação, mas com o tempo, por
- 2:59curiosidade, usei esse conhecimento para produzir um
- 3:02jornal. É o jornal espaço do povo, que
- 3:05até hoje existe em Paraisópolis. A gente tem edição online, então
- 3:08acessem lá espaço do povo.com.br.
- 3:11E a gente conta a história da favela de um outro lugar, né?
- 3:15O lugar da da só das notícias cruas, que é a notícia da
- 3:19violência ou da criminalidade ou de algum acidente de incêndio.
- 3:23A gente fala também do empreendedor que deu certo, do
- 3:27esportista que está buscando uma oportunidade, de quem está
- 3:30produzindo cultura na favela. Então mostrar que é possível ter
- 3:34outra realidade. Porque se você não tem o que o
- 3:37que vislumbrar Oo que se inspirar, você nunca vai mudar
- 3:40de a realidade. Então a gente quer, não quer
- 3:42adorar a pílula. Não é que a favela está uma
- 3:45maravilha e que todo mundo tem que mudar para lá, não é isso?
- 3:49É ao contrário. A gente quer mostrar que tem
- 3:51coisas positivas e que é possível mudar aquela realidade.
- 3:55Então eu acabei caindo de paraquedas no mundo da
- 3:58comunicação por conta do jornal espaço do povo, em 2007.
- 4:02Então, a gente tem 18 anos que o jornal existe, é impresso e no
- 4:07online. Agora a gente está muito mais no
- 4:09online e depois, com o tempo, a gente foi agregando outras ações
- 4:12de comunicação, porque a gente percebia e percebe.
- 4:16Que as empresas, as agências, elas não sabem se comunicar com
- 4:19esses territórios. É sempre a mesma campanha.
- 4:22Então você olha a propaganda de de apartamento e até chegar aqui
- 4:25ao estúdio, eu vi várias, vários imóveis sendo construídos aqui
- 4:30na região. Você vê a propaganda é sempre um
- 4:32casal, um casal loiro do lado de uma piscina e até o até.
- 4:37O cachorro é loiro, aquele Golden pelo Dourado bonitinho e
- 4:41nada contra. Tem que tem que ter também, mas
- 4:44também pode ter outra outras coisas ali.
- 4:46E é isso que a gente quer colocar Na Na comunicação e na
- 4:48publicidade. EE se sentir parte.
- 4:52Né? Sim, é você tentando resgatar
- 4:56aqui alguns pontos da sua trajetória, né?
- 4:58Hoje você ainda se mantém em Paraisópolis.
- 5:02Paraisópolis é talvez o coração do trabalho de como é o nome da
- 5:07cidade. É Ituberá, né?
- 5:09Site de Ituberá na Bahia pra São Paulo.
- 5:12Pra São Paulo e chega em Paraisópolis, e aí a realidade
- 5:15da favela, ela é uma, é uma realidade plena, é uma realidade
- 5:19viva, vamos dizer assim, quem está de fora e nunca teve
- 5:23contato com a comunidade enxerga.
- 5:26Talvez com um olhar um pouco preconceituoso, né, daquilo que
- 5:29ali só tem violência, ali é o ambiente de droga, ali é um
- 5:32ambiente de pobreza e miséria. Mas você teve uma visão
- 5:36diferente, né? Você viu o empreendedorismo,
- 5:38você viu as oportunidades, você viu a.
- 5:41A vida que existe dentro de uma comunidade e como um trabalho
- 5:45pode fazer a diferença? E como que essa sua trajetória
- 5:48moldou o negócio em si? É, a gente entende que para você
- 5:53mudar essa percepção é só com só com interação.
- 5:56Então tem que ter a convivência. Não adianta, eu acho imaginar
- 5:59que que nós, com nós, a gente vai sobreviver e vai se
- 6:04resolver. Não é assim que funciona.
- 6:07As mulheres só vão vencer o machismo.
- 6:09Com os homens, os negros só vão vencer.
- 6:11O racismo com os brancos. Então, assim, a gente tem que
- 6:14estar na sociedade, tem que estar interagindo, então gerar
- 6:17oportunidades de integração, de de envolvimento.
- 6:21É hoje a gente está em mais de 300 lugares no Brasil todo, mas
- 6:25eu não estou lá. Se eu precisar fazer uma
- 6:26campanha na Rocinha, eu vou fazer como que eu vou fazer?
- 6:29Eu vou identificar 11 empreendedor local que atue com
- 6:32a área de comunicação e cultura e que a gente possa desenvolver
- 6:36com o olhar dele. Então essa é a diferença de
- 6:39outras agências que existem hoje.
- 6:41Eu primeiro, sim, eu sou. Eu estou em Paraisópolis, eu não
- 6:44saí de lá, eu não fui lá e criei uma agência lá.
- 6:47Eu sou de lá e criei a agência EEE emprego, pessoas que têm
- 6:52relação com esse lugar, nem todos são moradores e não
- 6:55precisa ser. A gente costuma falar que é para
- 6:58você ser, você não precisa estar.
- 7:00Tem gente que que ajuda mais, se envolve mais não estando lá.
- 7:06Então esse é um. A gente quer mudar também o
- 7:08estereótipo, porque tem essa visão também.
- 7:11Tem gente que glamouriza a favela de um no sentido de falar
- 7:15assim, olha, é, é o orgulho, é aquele orgulho de sofrer, o
- 7:20orgulho de não é isso não pode ser esse orgulho.
- 7:22Orgulho é de comunidade, de fazer junto, de ver as pessoas
- 7:25crescerem, se desenvolverem, porque senão só vai perpetuar as
- 7:30dificuldades. É meio que o apoio coletivo, né,
- 7:32é? Isso então, se o cara se
- 7:34desenvolver, estudou. Empreendeu, cresceu e quiser
- 7:38sair? Ótimo.
- 7:39É isso que a gente quer para todo mundo.
- 7:41Porque ninguém sonhou em morar em favela.
- 7:43Uhum quem? Acho que se alguém sonhou em
- 7:45morar em cima de um córrego, de não ter ventilação de volta e
- 7:49meia, ter uma operação policial, que o efeito colateral é atingir
- 7:54pessoas que não tem nada a ver com aquela situação.
- 7:57E a gente não é contratuação da polícia, não é contratuação do
- 8:00estado. Só que o estado muitas vezes só
- 8:02chega com esse tipo de intervenção, sempre com.
- 8:05AAA mão forte da polícia. Da agora entrar com meios de
- 8:12promover a inovação na periferia é um pouco mais.
- 8:15Difícil. É difícil brigar pela inovação
- 8:18social, brigar pela pelo envolvimento em em várias áreas
- 8:22do do, do conhecimento. É difícil.
- 8:25Tem sido feito um processo. Paraisópolis mudou muito?
- 8:28É ao longo dos anos, muito mesmo.
- 8:30Então hoje tem o Cel, tem 3 UBSs, tem o Etec.
- 8:35Tem 3 escolas, então assim é uma outra realidade, se você
- 8:38comparar 15 anos atrás. Mas mesmo assim a gente sempre
- 8:43vai buscar mais coisas, sempre quer mudar aquela realidade,
- 8:46porque continuam coisas. As raízes, né?
- 8:49Continuam lá. Então tem coisas, dificuldades
- 8:51que continuam acontecendo. É só só uma série de problemas,
- 8:54né? Joildo uma série de problemas e
- 8:56talvez deficiências que. São estruturais, né?
- 9:00Da do ser humano, seja por um por conta de um racismo
- 9:03estrutural, de uma gentrificação do centro da cidade que empurra
- 9:08as pessoas um pouco mais pobres pra pra dentro das comunidades,
- 9:12enfim, é uma série de impactos sociais que decisões de poucos
- 9:15acabam causando, né? Mas aí, ao mesmo tempo, dentro
- 9:18da da comunidade, as pessoas, elas acabam encontrando meios de
- 9:24sobreviver, né? E aí é onde surgem.
- 9:27Empreendedores locais. Desde aquela pessoa que montou
- 9:31uma pequena padaria, um comércio para vender o seu pãozinho e
- 9:34abastecer aquela aqueles seus vizinhos, até alguém que pensou
- 9:38em comunicação, né? A como funciona exatamente
- 9:42comunicação dentro da favela. É o desafio de mostrar que é
- 9:46possível fazer com a mesma qualidade que uma agência que
- 9:50não está lá conseguiria fazer, então, na hora que a gente
- 9:52começa a discutir com empresas ou com agências ou com
- 9:55jornalistas. É termos que são da área do da
- 9:58publicidade. As pessoas até se estranham que
- 10:01a gente, Ah, você sabe falar sobre isso?
- 10:03Não, a gente vai se formar, a gente aprende, né?
- 10:06E apesar de a arte da improvisação ser uma coisa que
- 10:09está intrínseca, né, nesse público é, eu falo isso direto,
- 10:13que quando você fala de de ser inovador no mercado corporativo,
- 10:18isso é super valorizado. Então as pessoas falam que o
- 10:20cara é criativo, o cara é é esse que tem que subir e acender
- 10:24quando você fala na favela. Na arte de de inovar ou de
- 10:28improvisar, vamos dizer assim, é o que se fala.
- 10:31É, é o jeitinho brasileiro, é a gambiarra, é o lado negativo
- 10:36dessa inovação. Como se fosse precário, né?
- 10:38Como se fosse precário. Então assim, o cara, o cara
- 10:40conseguiu é desenvolver. É mecanismos para poder fazer
- 10:47com menos condições, porque ele não tem acesso a financiamento,
- 10:51ele não tem acesso a conhecimento.
- 10:53Então, lá a gente tem buscado, através da comunicação de outras
- 10:56ferramentas, formar mais esses empreendedores.
- 10:59Porque o que acontece no final das contas é o seguinte, ele
- 11:03precisa, ele precisa dar um jeito.
- 11:05A pandemia empurrou muita gente também para poder criar os seus
- 11:08próprios negócios. Ele abre um barzinho, uma venda,
- 11:12ou vai vender roupa ou vai vender bolo de pote, vai fazer
- 11:16alguma coisa, porque ele precisa sobreviver e não precisar da
- 11:19ajuda só do estado, do governo, com bolsas e tudo mais.
- 11:23Então essa forma de de encarar essa realidade é um pouco
- 11:27diferente. Primeiro que ele sai de um ponto
- 11:30de partida diferente. Então o cara, quando ele está
- 11:33fora, o cara não não criou nada, não botou um prego, mas como ele
- 11:37chega com um discurso bonito, uma apresentação Pit deck
- 11:41bonitinho, ele capta lá 2000000, 3000000, 5000000.
- 11:45Você pega um empreendedor, ele vai bater na porta de um banco,
- 11:47ele não consegue, não consegue nada, porque ele não tem a
- 11:50escritura da casa dele. Ele não consegue estruturar esse
- 11:54conhecimento que ele está criando ali para poder ganhar.
- 11:58É autoridade sobre o que ele está fazendo.
- 12:01Então a gente tem buscado criar essas condições e incentivar
- 12:05cada vez mais que se profissionalize.
- 12:08Eu falei da da questão da improvisação ou da questão da da
- 12:11inovação. Não é.
- 12:12A gente não quer, não deseja que tudo seja feito, é no improviso,
- 12:17não é isso, mas acontece e esse é uma característica que essas
- 12:21pessoas. É, desenvolve ao longo do tempo,
- 12:23né? É e é uma característica.
- 12:25Talvez é uma qualidade, né? É uma qualidade que talvez é uma
- 12:28qualidade competitiva que supera a qualidade daquele que tá vindo
- 12:31de uma agência tradicional, né? Desculpa, Angélica, eu.
- 12:35Tenho uma curiosidade aqui, né? Como comunicadora, a gente sabe
- 12:38que os públicos são diferentes. Qual é a principal diferença da
- 12:42sua comunicação, né? Pra esse público específico, do
- 12:45que a gente vê usualmente, né? A gente procura traduzir os
- 12:49termos que a imprensa tradicional usa.
- 12:52Então quando eu vou lembrar da pandemia?
- 12:54Quando a gente fala de home Office, o que que é home Office?
- 12:57As pessoas Ah, vai, você acaba batendo bastante naquele tema e
- 13:03o cara não sabe ou fala pandemia.
- 13:07As pessoas aprenderam a entender o que é isso, assim, um tempo
- 13:10lockdown. Então a gente costuma buscar
- 13:13traduzir essas essas linguagens, mas também o dia a dia a ser
- 13:18mais simples. Então eu preciso fazer com que
- 13:21seja mais rápido de absorver aquela aquela informação.
- 13:24Então o que a gente está fazendo aqui hoje é um podcast que vai
- 13:27demorar um tempo. Como é que eu faço para as
- 13:29pessoas absorverem isso que a gente está falando de maneira
- 13:32mais rápida, porque hoje tudo é muito rápido, é um rios, é um
- 13:36TikTok, é alguma coisa. As pessoas hoje sim, AA época da
- 13:40da informação, todo mundo é um gerador, todo mundo é uma TV,
- 13:44todo todo mundo gera alguma coisa.
- 13:47E as pessoas cada vez menos querem consumir e querem ler.
- 13:50Então, quanto mais a gente puder mastigar isso e dar informação
- 13:55com qualidade para as pessoas, melhor.
- 13:58Então é isso que a gente busca colocar.
- 13:59E quando a gente fala de comunicação, não só a questão
- 14:02jornalística, mas quando a gente fala de comunicação na área da
- 14:05publicidade, é colocar as pessoas na naquela propaganda,
- 14:09naquela comunicação. A gente fez uma campanha para 11
- 14:13empresa multinacional. Em que a gente fez o casting, a
- 14:16gente fez a direção AO roteiro, tudo.
- 14:18Foi a gente que fez. Foram 35 profissionais
- 14:21envolvidos ali. E o casting era o seguinte, era
- 14:2570% de pessoas que não tinham experiência alguma com com
- 14:30atuar. Então era e essa comunicação da
- 14:33certo mesmo com a, vamos dizer assim, a baixa qualidade de
- 14:39performance. Porque são pessoas que não tem a
- 14:42experiência de você. Não tem habilidade, né?
- 14:44Você trabalha com pertencimento, então?
- 14:46Né? É as pessoas se reconhecerem
- 14:48ali. Então, muitas vezes o você vê
- 14:51uma eu falo isso direto, que olha, você vai na Paulista, você
- 14:54vai ver uma propaganda. É, é óbvio que o morador da
- 14:57favela vai entender aquilo ali, mas ele não se enxerga lá.
- 15:01Esse exemplo que eu falei da da questão dos prédios acontecem em
- 15:05tudo. Se você olhar para propaganda em
- 15:06tudo tem isso tudo. Parece que o negro não consome
- 15:10cueca, parece que o negro não não consome vários produtos, ou
- 15:15a mulher ou o asiático. E quando eu falo dessa questão
- 15:17da diversidade, é todos os públicos.
- 15:20Não adianta colocar o negro ou a mulher só para poder cumprir uma
- 15:24cota, que daqui a pouco a gente vai fazer o seguinte, a gente
- 15:27vai pegar 111, lésbica, negra é e que é deficiente para cumprir
- 15:34todas as cotas, todas as cotas, não é isso que a gente está
- 15:37buscando, a gente quer. Fazer parte não é não, é
- 15:41cumprir. Então, não existe um
- 15:42pertencimento quando a gente vê muito isso, né?
- 15:45A branca de nave ficou morena, né?
- 15:48A Ariel mudou, né? Janué, mas ruiva é vocês.
- 15:52Criar. Histórias não se sentem é
- 15:54incluídos nessa nova versão que a mídia tá trazendo.
- 15:58Então isso é assim, é um jeito, é um jeito de se fazer, mas esse
- 16:04jeito ele acaba gerando mais problemas.
- 16:07Acho que gera mais atrito. Você isso é faz aquele
- 16:11estigmatização maior, né? Parece.
- 16:12Que faz ao contrário, né? Daqui a pouco a gente vai pegar
- 16:15as histórias, as histórias e vamos colocar os asiáticos ali,
- 16:19porque, OOO, esse essa população não, se não tá integrada aqui.
- 16:24E o seu olhar para a população brasileira?
- 16:26Tem muitos asiáticos, muitos italianos, muitos é europeus no
- 16:30geral. EEE até os os nossos amigos
- 16:35latinos aqui da América do sul não se vê.
- 16:38Se você olhar, você não vai ver. Na propaganda, não vê.
- 16:42Mas se a gente quiser forçar, integrar todo mundo, vai ser uma
- 16:45coisa assim, que acaba sendo desastrosa.
- 16:48Porque não adianta. Se não for orgânico, é difícil,
- 16:53é óbvio que tem que ter cota. Porque para você mudar uma
- 16:57situação que é totalmente desigual, você precisa de algum
- 16:59momento fazer. Mas chega um momento que você
- 17:00não vai ter mais isso. Não tem necessidade de de criar
- 17:03isso mais. Então na num, quando a gente
- 17:06fala de de fazer parte assim, vamos fazer uma história que
- 17:09tenha todo mundo. Isso é, acho que quando entendi,
- 17:12entende se o público, né? Quando você entende de fato quem
- 17:15é seu público, fica mais fácil. Desenhar essa comunicação, eu
- 17:18falo isso sempre, se qualquer pessoa que está aqui no estúdio
- 17:20for em Paraisópolis. E não, não andar como um
- 17:23motorista que o que que é andar com motorista?
- 17:27Olhar curioso com o celular apontando para um Monte de
- 17:29lugar, achando que aquilo ali é uma coisa exótica.
- 17:32Romantizando, né? Romantizando, as pessoas não vão
- 17:35perceber que você não mora lá, que é tão diverso.
- 17:40A gente de todo tipo, você vai encontrar 111 empreendedor que
- 17:43tem 5. É mercados.
- 17:47E que ele tem uma condição social diferente.
- 17:49Você vai andar, encontrar com o cara andando na rua.
- 17:52E se você não souber quem é ele, você não sabe, né?
- 17:55E ele seria um milionário, um milionário na favela.
- 17:58Agora joeldo, indo mais assim a fundo na atuação mesmo do do
- 18:03cria Brasil é cria Brasil é conhecida como 11 hub de de
- 18:09comunicação, ou seja, um hub presume se que é um local onde
- 18:12você reúne vários tipos de comunicação, né?
- 18:15E eu andei vendo sobre. O cria agência cria Brasil.
- 18:20Você tem cria da periferia, cria das favelas, da marca das
- 18:24favelas. Como funciona cada um desses
- 18:27aspectos dentro do cria Brasil? Acabava sendo assim dentro da
- 18:31agência. A gente acabava fazendo muitas
- 18:33coisas que são. É unidade de negócios
- 18:36independentes. Então a cria de periferia, por
- 18:38exemplo, é uma marca de moda e acessórios.
- 18:41Então a gente fazia isso dentro da agência.
- 18:43Mas o foco da agência é fazer o trabalho de veiculação de mídia,
- 18:48de publicidade ou de produção de conteúdo, que são 2 Vertentes
- 18:52que a gente faz. Mas essas outras áreas, elas
- 18:55acabavam ocupando muito espaço. Então a gente dedicou a criar
- 18:58esses outros negócios. Então a cria de periferia, essa
- 19:00marca de moda e acessórios, cria de favela, é uma influência
- 19:05marca das favelas. É para você proteger a marca.
- 19:09Muitas vezes o empreendedor começa a fazer, começa AAA
- 19:13desenvolver um negócio e não se protege.
- 19:15Chega lá na frente, ele descobre que alguém já está usando aquela
- 19:17marca. Até mesmo quando você começar a
- 19:19empreender, você tem que ter essa preocupação.
- 19:21Então, por exemplo, ABC do ABC registrou essa marca.
- 19:26Será que daqui a pouco eu não vou lá?
- 19:27E vai ter outro usando? Assim, olha, você tem que me
- 19:30pagar para poder usar a marca que você criou, é?
- 19:32Felizmente a gente fez a lição de casa, né?
- 19:34Fizemos a lição de casa, né? Olha aí, então.
- 19:39A gente tem procurado olhar pra pra esses lados em que de certa
- 19:45forma, há uma lacuna mesmo e falta de conhecimento.
- 19:49Então os outros negócios, né? A gente tem o podcast que é cria
- 19:52Brasil também, que a gente procura trazer pessoas do
- 19:55mercado e pessoas dentro da favela para discutir cultura,
- 19:58comunicação, não só comunicação. E a gente tem procurado sempre
- 20:03ter esse olhar multidirecional aí para poder.
- 20:08Atender bem tanto o cliente de dentro, que é o morador, o
- 20:12empreendedor, mas também as empresas e o governo que querem
- 20:15se comunicar com os territórios. Então hoje a gente tem tem feito
- 20:19esse trabalho bastante, é grande no estado todo de São Paulo e
- 20:24até fora do estado. É e até talvez entrando nesse
- 20:26assunto, o trabalho que vocês fazem basicamente derruba
- 20:29estereótipos, né? E ajuda as marcas, seja governo
- 20:34ou seja marca privada, né? Que está fora se comunicar
- 20:37melhor. Com quem está dentro da favela,
- 20:39né? Qual que é o desafio disso?
- 20:42É, é, é não repetir a mesma fórmula dos outros.
- 20:46Então não, não, não. Se pegar e repetir a mesma
- 20:50coisa, a mesma é desigualdade ou a mesma julgamento que possa
- 20:55ter. Então, nosso desafio é entender
- 20:57realmente cada lugar. Então, quando a gente fala de eu
- 21:00posso fazer campanha em qualquer lugar, a gente já fez em Belém,
- 21:04já fez em Recife, já fez em Betim, já fez um.
- 21:07No Rio de Janeiro, fez em vários lugares.
- 21:08Por quê? Porque a gente olha o local
- 21:10primeiro, então. Assim, mas como funciona?
- 21:12Talvez um se eu puder dar exemplos mais práticos é, você
- 21:17recebe o briefing da marca, como que você faz para traduzir
- 21:20aquilo para a linguagem que precisa ser a se tornar
- 21:23acessível? Né?
- 21:24Tem vários formatos. Um formato é a gente criar o
- 21:26conteúdo junto com eles, certo? Que é o que é o mundo perfeito
- 21:29para gente, é participar desde o começo.
- 21:32O outro, outra forma é a gente pegar esse briefing.
- 21:35E a gente vê como que a gente pode é adaptar aquela linguagem
- 21:39pro dia a dia daquele lugar. Então, por exemplo, a gente está
- 21:42fazendo uma campanha com a marca de tabacaria lá em Paraisópolis.
- 21:46Vão ser 5 meses de campanha que a gente vai fazer lá.
- 21:49Quem que vai estar nessa campanha?
- 21:50Influenciadores locais. A gente vai fazer Placas com com
- 21:54as fotos deles, com a linguagem local e fazendo o que esse
- 21:58trabalho junto com a agência que já trabalha com ele, porque
- 22:02também não pode ficar tão distante do discurso.
- 22:05É da da própria marca da própria marca.
- 22:08Então eu preciso me adaptar a isso, porque senão eu ele vai
- 22:12vai virar uma coisa assim, que é a minha linguagem da cria, mas
- 22:16não é a linguagem da empresa, então não é esse.
- 22:19O objetivo é que se aproxime cada vez mais e que atinja o
- 22:22objetivo comercial que ele tem. E você entende que existe talvez
- 22:27uma potência criativa, porque é o que vocês estão fazendo, mas e
- 22:32como que funciona talvez dessa potência de consumo?
- 22:35Da comunidade, a favela compra essas grandes marcas.
- 22:39Compra muito e é muito exigente. Então o público de favela, ele
- 22:45ele consome produtos e marcas, muitas vezes também para 11 auto
- 22:53é imposição, vamos dizer assim, olha, eu consegui acender, eu
- 22:56venci, eu venci, eu cresci. Então quando você olha a pessoa
- 22:59com tênis mais caro do que o seu.
- 23:02E que o cara tá numa condição social menor.
- 23:04Ele, na verdade, ele pode ter muita dificuldade de pagar
- 23:07aquilo ali, mas ele quer mostrar que ele ascendeu e que ele
- 23:09melhorou de vida. Então você vai ver campanhas.
- 23:12Tem pesquisas que mostram isso, em que a cerveja mais consumida
- 23:17nas periferias é uma marca que não é uma marca barata, é uma
- 23:21marca premium. Então, assim, por que que as
- 23:24pessoas fazem isso? Porque elas mostram que elas
- 23:27conseguiram mesmo que ela costuma 2 ou 3 apenas em vez de
- 23:30uma caixa. Ela usa isso como forma de
- 23:33mostrar que ela mudou de vida, que ela tem condição de ser
- 23:36outra pessoa. Então, marca de roupa, marca
- 23:39famosa, que os funqueiros usam as pessoas, isso se transformou
- 23:43em status, você ter a roupa original, porque também tem
- 23:48isso, né? As pessoas muitas vezes olham e
- 23:50falam, olha, é, é pirata e não é porque as pessoas têm até até
- 23:55isso. As pessoas têm vergonha que tem
- 23:57o nome, né? Trazelar e tudo mais.
- 24:00Mas é um é um processo de de de consumo que ela fala assim, ó,
- 24:04vou, vou avançar. Aí é o tênis, é a roupa, é um é.
- 24:09Tem um cartão de crédito bom que muitas, muitas pessoas hoje é tá
- 24:14no processo de bancarização, mas não sei se se se é a percepção
- 24:18geral. Mas o que acontece é que as
- 24:20pesquisas mostram que é 67% dos outros brasileiros têm contas em
- 24:27banco. Mas a favela é 53% só, então
- 24:32aonde fica esse OOO restante? É alguém que usa a conta de um
- 24:35terceiro, é alguém que usa um cartão de crédito de outro.
- 24:38Quantas vezes as pessoas vão lá e se dividem?
- 24:41Eu uso um cartão, ele esse cartão vira um limite gigantesco
- 24:44e as pessoas vão lá, compram no final do mês vão lá e cada um
- 24:47dão uma parte. EEE faz, então é um processo de
- 24:52de o consumo é um é afirmação também.
- 24:56É mostrar que é possível mudar de realidade.
- 24:58Ele vai lá e demole a casa constrói, deixa uma parte de
- 25:03comércio embaixo e em cima é a casa dele, ou começa a virar, é
- 25:07tinetes ou apartamentos. Então é um processo que é é
- 25:13demorado, mas as pessoas, elas usam isso como forma de de
- 25:17mostrar que estão melhorando de vida e que podem ser outras
- 25:20coisas, não só onde ele está, porque tem gente até que fala
- 25:23isso. Você não tem cara que mora lá no
- 25:24Paraisópolis. É e precisa ter uma cara, né?
- 25:27Tem. Uma cara a pessoa é o
- 25:31estereótipo mesmo, então é, é, é incrível, assim como é.
- 25:37A gente precisa melhorar como sociedade, muito ainda, porque
- 25:41se se se, como eu falei, qualquer um aqui desse desse
- 25:46estúdio, fosse lá, ninguém lá saberia que não era morador.
- 25:51Porque é tanta gente diferente, tanta gente de de situações.
- 25:56Com formação profissional, com graduação, é, tem, tem
- 26:01estruturas comerciais lá e você não vai dever para lugar nenhum,
- 26:05academias com estrutura, tem todos os tipos de comércio que
- 26:09você possa imaginar. Então hoje só não tem um
- 26:11hospital em Paraisópolis. O resto, tudo que você me
- 26:13perguntar, eu te indico para onde ir.
- 26:15Quer fazer bronzeamento artificial, quer trocar dinheiro
- 26:18por dólar, quer é fazer inglês, quer fazer ensino à distância?
- 26:23Tudo isso tem. É e é.
- 26:25É um é um polo de de consumo, né?
- 26:28Agora as marcas elas olham pra Paraisópolis, outras comunidades
- 26:34com algum interesse de consumo local, né?
- 26:36E eu fico me perguntando se talvez por por ser uma classe
- 26:40social é em ascensão, né? Mas ela ainda está numa classe
- 26:45social de população de classe CDE, né?
- 26:49É as marcas que olham para lá, elas são mais segmentadas para
- 26:52esse público ou é qualquer marca?
- 26:54Tem olhado hoje para favela? Bastante gente tá olhando, mas
- 26:59é. Existe uma diversidade dessas
- 27:01classes sociais mesmo dentro de Paraisópolis.
- 27:03Então você vai encontrar gente abaixo da linha da pobreza e
- 27:07você vai encontrar os super milionários.
- 27:09E não é uma raridade, tá? Não é uma raridade.
- 27:14Você vai encontrar 5060. 70 pessoas nesse nível classe a
- 27:21sim, não é uma raridade, é as marcas elas olham muito pro pra
- 27:26papel de consumo de fato, né? Paraisópolis, pelas últimas
- 27:29pesquisas, é consome fatura mais de 700000000 de reais por ano.
- 27:36É um potencial econômico gigantesco.
- 27:38Maior do que o de muitas cidades.
- 27:40Um orçamento maior do que Taboão da Serra, maior do que outras
- 27:42cidades da região. Então não é uma não é um número
- 27:46a se ignorar. E as e são todo, é todo tipo de
- 27:49consumo. Então é, vamos dizer assim, uma
- 27:52joalheria olharia para Paraisópolis, achando que tem o
- 27:56mesmo potencial do que olhar para o Morumbi?
- 28:00Eu acho que não, mas pode ter um público que ele possa atingir
- 28:04ali. Então ele trabalhando bem,
- 28:05aquele público, ele vai ter um retorno.
- 28:07Mas no geral, hoje as campanhas são direcionadas para ali, são
- 28:11público mesmo, CDEE dos bancos no geral.
- 28:15É o varejo no geral, acaba olhando mais pra pra esse
- 28:19público. Existe marca que não é, não é
- 28:23bem-vinda na favela. Não tem, não tem isso.
- 28:27Eu acho que a gente tá na sociedade, né?
- 28:30Então a gente olha mais as marcas quando elas erram muito,
- 28:34quando elas erram a mão. Aí tem um burburinho inicial ali
- 28:39que a toda sociedade acaba falando, reclamando ou quitando.
- 28:43Mas depois isso passa, porque a gente tem uma memória muito
- 28:46curta, né? Então acaba teve polêmicas, por
- 28:50exemplo, pro Nubank dar um exemplo aqui, prático é, passou
- 28:54um tempo com relacionados a racismo, né?
- 28:57Passou um tempo, as pessoas esquecem, esquecem porque,
- 29:00porque para elas é o importante é a funcionalidade, é usar
- 29:03aquele, aquele produto, aquele serviço tá funcionando, tá dando
- 29:07certo, tá atendendo a necessidade dela, tá OK,
- 29:11entendeu? Então assim.
- 29:12É, é isso que as pessoas estão procurando, é é serem bem
- 29:15atendidas, é conseguirem ter ter acesso às coisas.
- 29:20Então quando eu falo assim que Oo empreendedor local, ele tem
- 29:24uma dificuldade que o de fora não tem, é justamente porque tem
- 29:28oportunidades que a gente nunca vai conseguir acessar.
- 29:30Você vai pedir 11 financiamento. Se você mora fora, você vai ter
- 29:34escritura, você vai ter outras coisas, porque hoje Paraisópolis
- 29:38mais de 70% do dos dos terrenos não são regularizados.
- 29:43Que são de pessoas físicas. Os os terrenos são pessoas lá no
- 29:46passado que em algum momento compraram aquilo e esqueceram ou
- 29:50simplesmente especularam. EE, é um processo demorado, o
- 29:56governo está fazendo, mas é um processo demorado.
- 29:59Então hoje isso seria uma ferramenta de financiamento de
- 30:03garantias? É.
- 30:05Então é um grande desafio, mas. É.
- 30:08É normal ter essas dificuldades. Outros públicos também tem.
- 30:12E empreender não é fácil. O Angélica, eu vou fazendo
- 30:16minhas perguntas aqui, mas fica a vontade de interromper a hora
- 30:18que você. Quiser é o seguinte, eu eu vi
- 30:21que você é óbvio, né? Que existe uma vontade de
- 30:24ascender, né? Então existem as grandes marcas,
- 30:28mas você tem os empreendedores locais.
- 30:31Você fica trazendo as grandes marcas, não prejudica os
- 30:33empreendedores locais. Como que você faz pra dar
- 30:35visibilidade pra que eles comprem?
- 30:38A gente tem isso muito nas cidades, né?
- 30:40Eu saio de Diadema e vou comprar em Santo André, eu vou comprar
- 30:43em São Bernardo, mas não compro em Diadema.
- 30:45Ah, eu não gosto da onde eu moro, eu vou comprar na não
- 30:48atrapalho o empreendedorismo. Local, olha, tem uma lógica de
- 30:52ganha ganha, tem 1111 estatística que mostra que vou
- 30:56dar um exemplo do do varejo. Onde tem uma magalu e tem uma
- 31:01casa Bahia um do lado da outra, as 2 crescem, as 2 se
- 31:04desenvolvem. No caso da periferia, o produto
- 31:07que o que, o que o empreendedor vende é diferente do que o do
- 31:11que vai vim de fora. Muitas vezes ele pode ser
- 31:13parceiro. Então a gente tenta criar sempre
- 31:15uma lógica de de de um apoiar o outro.
- 31:19O comércio local consumido, o comércio local, então isso é uma
- 31:23lógica de economia circular. Então porque senão?
- 31:27É, mas efetivamente isso dá resultado, funciona?
- 31:31É essa a minha preocupação, né? Então, na verdade, assim, tem
- 31:34coisas que não vai, você não, você não tem como impedir que
- 31:37aconteça. Então você tem que trabalhar com
- 31:39aquilo. Então, hoje você vai pegar uma
- 31:42marca de lá. Tem muitas confecções, por
- 31:44exemplo, eu acho o que o que o que acaba acontecendo é que
- 31:48existe uma lógica de economia circular é.
- 31:53A gente tenta sempre fazer o jogo de ganhar ganha.
- 31:55Oo empreendedor, contratar a mão de obra local, usar o cartão lá
- 31:59da comunidade tem banco, tem um tem um banco local que acaba
- 32:03ajudando a deixar o dinheiro mais ali dentro.
- 32:06É óbvio que cada empreendedor ele atua de uma maneira
- 32:08diferente e esse é o processo que é o da sociedade.
- 32:12Você falou, Oo empreendedor, morador compra numa outra
- 32:15cidade. E acaba não deixando o dinheiro
- 32:18ali, o imposto não fica ali OOO trabalhador não acaba recebendo
- 32:22aquele aquele pagamento. No nosso caso de Paraisópolis,
- 32:2721% da população trabalha no comércio local, então isso já é
- 32:31uma grande diferença. E tem a região também.
- 32:35Então a região do Morumbi é bem atendida por moradores de
- 32:38Paraisópolis e acaba ficando o dinheiro ali.
- 32:41E aí ele vai gastar com o quê? Com com.
- 32:45Comida. Esse lado inverso das pessoas
- 32:47irem consumir. Paraisópolis tem, tem e tem
- 32:50muitos. Tem muitos empreendimentos de
- 32:52entretenimento lá, tem restaurante, tem baladas, tem
- 32:56casas de de show, de forró, por exemplo.
- 32:59Então existe um processo e tem 11 área esportiva super
- 33:03conhecida. Tem campeonatos que acontecem
- 33:05lá. Que reúnem favelas da cidade
- 33:07toda, até do da do grande ABC. Acaba indo jogar lá taça das
- 33:11favelas, tem a taça das favelas, tem a copa da paz, tem outras
- 33:15outros eventos ali que reúnem uma galera que vai para lá e vai
- 33:21gastar lá. Então ele vai lá e vai beber
- 33:23cerveja no bar, vai no restaurante, ele precisa,
- 33:27eventualmente vai se alimentar, vai comprar uma fruta, então.
- 33:32Tem essa essa ótica, o comércio é muito forte em Paraisópolis,
- 33:35muito mesmo, e é uma diversidade, como eu falei,
- 33:38assim, o que você quiser encontrar, você vai encontrar
- 33:41tatuador, piercing, dentista de todo tipo, é cirurgia plástica
- 33:49de alguma alguma complexidade consegue fazer, porque é um
- 33:54retrato da sociedade, acaba sendo um retrato menor num
- 33:58universo menor, se Paraisópolis fosse uma cidade.
- 34:01Seria uma das 300 maiores do Brasil.
- 34:03Então isso não é pouca coisa? É não é pouca coisa, é muita.
- 34:06Tem uma estrutura própria, né? Vamos.
- 34:08Dizer assim, é um ecossistema, é uma Mini cidade funcionando ali,
- 34:13então é consome muito mais que muitas cidades.
- 34:17Então é uma lógica de se reinvestir, acaba, acaba saindo
- 34:21o dinheiro de lá. É óbvio que a gente está na
- 34:22sociedade, mas é Oo comércio local.
- 34:26Ele se ajuda muito, ele se apoia muito.
- 34:29Então durante a pandemia. A gente sentiu os efeitos no
- 34:32comércio mais tarde do que o resto da sociedade por conta de
- 34:37ter esse consumo, economia local ali, né?
- 34:40Girando a economia. Local muito bem.
- 34:43A gente com isso, encerra. Esse primeiro é bloco de
- 34:47conversa. A gente vai pra um rápido
- 34:48intervalo e na volta nós retomamos com alguns quadros
- 34:52especiais. Então se liga no recado e a
- 34:54gente já volta. Olá pessoal, eu sou o Celso
- 34:56Rodrigues e apresentou ABC kest ao lado dela.
- 35:00Eu sou a Suzana Rezende e hoje a gente está aqui para te fazer um
- 35:04convite muito especial, o. Compilado de notícias diário,
- 35:08vai ao ar de segunda a sexta-feira as principais
- 35:11notícias do ABC, da região metropolitana de São Paulo e a
- 35:15capital Paulista do Brasil e do mundo.
- 35:18E a gente está disponível em todas as plataformas, é no
- 35:21Deezer, normazon music, no YouTube, no Spotify, onde você
- 35:26preferir. É só nos encontrarem e dar tudo.
- 35:28Aí, então, se você perdeu aquela notícia importante que para você
- 35:31tem relevância, ela está aqui no ABC Quest e siga nos nas redes
- 35:35sociais arroba ABC do ABC underline oficial, esperamos lá.
- 35:40Muito bem, muito obrigado por acompanhar este este recado.
- 35:44E agora a gente vai continuar com nossos quadros especiais e
- 35:47neste momento, então, eu chamo o quadro contraponto.
- 35:50Contraponto. Nesse quadro, nós vamos pedir
- 35:58agora para que a Angélica assuma completamente os controles aqui
- 36:01da nave mãe e vamos colocar o nosso convidado contra a parede,
- 36:07no bom sentido, tá? Não se preocupe, não que aqui a
- 36:10gente abençoar, mas o tempo é todo seu, Angélica.
- 36:14Vamos trazer um pouco para comunicação, né?
- 36:16Que é a minha área mesmo, né? É, você trabalha com grandes
- 36:19marcas. Você necessita também já apoio
- 36:23financeiro para que continue seu projeto.
- 36:26Como você é mantém essas parcerias para que o seu projeto
- 36:30tenha uma longevidade? Porque hoje em dia é tudo muito
- 36:33efêmero, né? Hoje eu estou com você, daqui a
- 36:35pouco eu não estou com você. Como você mantém seu projeto?
- 36:38É uma lógica de mercado, então a gente precisa é estar na favela,
- 36:42mas eu preciso manter como uma agência de publicidade
- 36:45tradicional. Então a gente tem as Fontes de
- 36:47receitas que são normais, que são as campanhas que vão e
- 36:51voltam. Mas a gente faz produção
- 36:53audiovisual a gente. Prospecta outros clientes e isso
- 36:56é o que mantém esse dia a dia, porque depender só das campanhas
- 37:01que acontecem ao longo do ano, acaba acontecendo várias
- 37:04campanhas de governo, EE de empresas, mas tem prazo de
- 37:09pagamento. Tem toda uma lógica ali que a
- 37:11gente precisa se adaptar. Então, se a gente não se adapta
- 37:13a isso, é é óbvio que vai morrer na praia.
- 37:17Então é um desafio para inclusive para negócios que são,
- 37:21que estão ali. Na Na periferia, estão na
- 37:24favela, porque a gente não tem acesso aos grandes mercados.
- 37:27Então acaba sendo muito de quem já já conhece ou quem já
- 37:30contrata. Vai manter esse relacionamento,
- 37:34mas na hora que você tenta acender ou ou conseguir outros
- 37:38outros clientes, existe sempre uma Barreira ali, ou você tem
- 37:42que estar mais bem relacionado com o network.
- 37:45Conseguir que alguém indique o tal do QI, né?
- 37:48Que indica, mas é um é um processo que não é fácil.
- 37:51Não é fácil. Eu acho que os mesmos desafios
- 37:54que a os grupos de comunicação enfrentam na no Brasil para se
- 37:58manter, ou vive de publicidade ou de projetos especiais.
- 38:02A gente faz projetos especiais também.
- 38:04Então a gente tem 111 curso de tecnologia, por exemplo, que foi
- 38:08desenvolvido em Recife, em Belém, só para mulheres, e que
- 38:11foi feito com uma empresa bancária.
- 38:14Então elas patrocinaram esse projeto, a gente desenvolveu,
- 38:16então isso acaba ajudando. AA, manter determinados momentos
- 38:21ali que alguma coisa não tá, não tá acontecendo, né?
- 38:26É, vamos trabalhar um pouco mais a comunicação no âmbito social,
- 38:29né? Logicamente, nós somos
- 38:32formadores de opinião, né? Tanto pro bem quanto pro mal é o
- 38:36quanto hoje AAOA área comercial. As finanças impactam na sua
- 38:42comunicação com esse público? Olha, é, é um desafio.
- 38:47O desafio mesmo de de fazer comunicação com qualidade e não
- 38:51ter que fazer sempre alguma coisa com carimbo de alguém é, é
- 38:56nasceu o jornal nasceu com esse desafio de se manter.
- 39:00É caro manter e a gente tem que buscar sempre as marcas, sempre
- 39:04buscar o comércio local para poder manter uma Independência,
- 39:08de certa forma, não ter só uma fonte.
- 39:10Então esse desafio que o mercado tem, nós temos também.
- 39:14Então OABC aqui, ele vai se manter como?
- 39:17Ou ele vai ter que ter um grupo de patrocinadores, ou vai ser
- 39:22recurso próprio dos fundadores, ou vai precisar de publicidade,
- 39:26é de Google, de adsense, de coisas do tipo.
- 39:29É o mesmo desafio. O que muda é o seguinte, olha,
- 39:33eu estou na favela, então na hora que vou falar eu tenho um
- 39:37desafio, que é o que a imprensa tradicional, ele AA, chega a uma
- 39:41notícia, aquela notícia já é realidade.
- 39:46Não vai se investigar um caso recente que aconteceu em
- 39:49Paraisópolis que quando sair esse esse episódio, talvez já
- 39:54tenha um tempo. Mas a primeira notícia era de
- 39:57que uma pessoa tinha sido morta no confronto.
- 40:01Essa foi a notícia e a gente desencadeou um protesto, uma
- 40:04quebradeira, vandalismo e tudo mais.
- 40:07Tem a parte ruim, mas o fato depois, quando foi se ver no dia
- 40:13seguinte. Era que na verdade tinha sido
- 40:16assassinado e a revolta, o protesto, o vandalismo tinha
- 40:20sido por conta justamente disso. Só que a notícia OOO espaço para
- 40:26corrigir é muito menor. Na hora que você vai falar sobre
- 40:30comunicação na favela, eu faço um desafio.
- 40:34Podem pesquisar. Hoje vai ver só notícia negativa
- 40:36com relação a Paraisópolis, mas. Na hora que vai falar de uma, de
- 40:41uma bailarina que tá lá no balé Paraisópolis, quando vai falar
- 40:44de alguém da orquestra, na hora que vai falar de um empreendedor
- 40:47que tem 11 hambúrguer artesanal premiada, o espaço é bem
- 40:53pequeno, é o rodapé, é do rodapé.
- 40:56E esse é o desafio que eu tenho que enfrentar, que é o que olha,
- 40:59eu dou mais espaço para esse tipo de pauta, só que o mercado,
- 41:03ele consome muito menos isso meu, meu público consome muito
- 41:07menos isso se eu colocar lá. Que alguém desapareceu.
- 41:10Eu tenho 10000 views. Se eu faço uma publicação de uma
- 41:14vaga de emprego, eu tenho 500. É o desafio que tem a
- 41:19comunicação no geral, é um desafio que eu tenho enfrentado
- 41:22e a gente com Independência, com um desafio que é manter um
- 41:26veículo de comunicação. Hoje em dia é a gente acaba
- 41:29enfrentando, é normal e a gente tem sempre procurado se
- 41:33reinventar, procurando outras Fontes e.
- 41:36Como eu falei, tem essas questões dos projetos especiais
- 41:38que tem. Dá um pouco mais de Liberdade e
- 41:40flexibilidade. A gente faz eventos também,
- 41:43então acaba ajudando AA compor e seguir, porque é reproduzir só o
- 41:49que a imprensa já faz não é um não.
- 41:53Seria um diferencial para gente. Ainda nesse sentido, tem mais
- 41:56direito a uma perguntinha, eu estou muito curiosa com tudo
- 42:00isso. É a comunicação lá atrás nas
- 42:04comunidades. Começou com a rádio, né?
- 42:05A rádio. Tinha um.
- 42:07Pelo muito forte, né? E a gente entende isso.
- 42:10E aí hoje a gente está no divinamismo, igual você falou, a
- 42:13gente tem os influencers, a gente tem aqueles que nem se
- 42:16aprofundam nas notícias e, né, o que eu brinco é que eles gostem
- 42:19notícias, né? É.
- 42:23Como? Hoje, hoje só desculpa te
- 42:25interromper. Hoje, na favela, se reproduz
- 42:28também o que a imprensa tradicional faz, que é pegar e
- 42:32assim fazer o que eu estou falando, que eu não faço de
- 42:35publicar as coisas que só só para ganhar.
- 42:38Like acontece muito. Então, assim, tem gente que é
- 42:42especializada em dar notícias. Que são é sensacionalistas.
- 42:46Rápidas. Né?
- 42:47É então assim que é o que você falou, cospe e notícias não se
- 42:50aprofunda, não procura, e aí na hora que vai corrigir, não
- 42:54corrige, faça, porque o cara vai consumir a outra notícia, a
- 42:57outra, a outra, a outra. Hoje o cara acorda às 7:00 da
- 43:01manhã, ele já tem que publicar 10 coisas durante o dia, porque
- 43:05senão perde o engajamento, perde o like, perde qualquer coisa.
- 43:09Então esse é um, é um, é um. Uma característica que se
- 43:14copiou, infelizmente. É nesse sentido mesmo que IA
- 43:17perguntar quando surgiram essas rádios, elas tinham.
- 43:21É além da notícia, elas tinham. É uma dinâmica de de de de
- 43:28trazer informações, dar informações igual você falou,
- 43:30informações que eram específicas, traduzidas para o
- 43:33público de lá, é. É como você faz hoje com essa
- 43:38rapidez, inclusive dessa disseminação de notícias que nem
- 43:41sempre são bem apuradas. Como você faz para manter.
- 43:45É um discurso efetivo? É.
- 43:49Tirando das inverdades ou das não verdades, como você faz pra
- 43:54que a pessoa entenda o que não é fake news hoje, o que é
- 43:58necessário? Você é deixar de de, de, de, de,
- 44:02de de informação verdadeira dentro da comunidade?
- 44:05É, posso até complementar essa pergunta.
- 44:06Acho que além disso também é como você faz pra escapar desse
- 44:11movimento hoje de polarização, né?
- 44:14Dentro da desse? Existe um existe 11 perigo?
- 44:19O perigo. O perigo é o seguinte, ou você
- 44:22vou dar um exemplo dessa questão policial que eu falei, ou você
- 44:26defende criminoso, ou você defende a polícia.
- 44:29No nosso caso, a gente quer só dar a notícia.
- 44:32Só quero falar, aconteceu uma morte, aconteceu. 11 protesto é
- 44:36um pouco diferente. Você não não tem essa
- 44:39necessidade de de de de trazer a notícia um pouco mais
- 44:43aprofundada para pessoa formar sua.
- 44:45Própria opinião. Mas a gente quer fugir da
- 44:49polarização na hora que você é em determinadas pautas, pautas
- 44:54de criminalidade, pra mim não me interessa.
- 44:56Então assim, já tem gente. Demais falando.
- 44:59Já tem muita gente falando sobre isso.
- 45:01Eu gostaria de entender como é que você faz a seleção de
- 45:03assuntos que você traz? Eu OA nossa pauta.
- 45:07Eu falo isso para todos os jornalistas que a gente contrata
- 45:09lá na no, no espaço do povo. Eu falo o seguinte, a gente não
- 45:13fala mal da favela, fala mal da favela.
- 45:17É o que a sua pauta vai mudar alguma coisa se ela não for
- 45:21mudar nada? Na realidade, ela não, não
- 45:24ajuda. A gente não quer dizer que eu
- 45:27não vá falar sobre Oo protesto, sobre a criminalidade, sobre o
- 45:30desemprego, mas eu quero falar sobre desemprego e falar, ó,
- 45:33você tem que ir lá fazer o curso XYZA oportunidade tal aconteceu
- 45:39OOO incidente, mas. Vamos melhorar a educação, vamos
- 45:45melhorar a cultura, vamos para um outro lado, é sempre AAA no
- 45:51nosso discurso. É sempre de mostrar uma porta de
- 45:53saída para melhorar as condições da favela.
- 45:56Porque falar mal ou falar pode falar a realidade pode ser falar
- 46:01mal também, tá? Não, com certeza.
- 46:04Com certeza. Mas nesse caso, por exemplo, da
- 46:05polarização que ele trouxe, como vocês tratam esse tema?
- 46:09Não trata lá dentro. A gente procura.
- 46:12Falar do fato quando entra na polarização não vai adiantar.
- 46:17Eu sou morador, tá? Sou morador.
- 46:19Moro há desde 98 em Paraisópolis.
- 46:23O que o que muda eu entrar na polarização em que é a polícia
- 46:32vai lá hoje e amanhã, daqui a 15 minutos, ela não tá mais lá, tá?
- 46:37Eu sou morador. Não adianta nada eu falar sobre
- 46:41aquele assunto, não vai mudar nada.
- 46:42A polícia não vai deixar de fazer da forma que faz.
- 46:45A gente não. Não tem como dizer AA forma do
- 46:48protocolo de atuação da polícia. Não queremos estar nisso.
- 46:52Só queremos que tenha um protocolo e que seja cumprido e
- 46:56que a gente possa obrigar para que tenha a presença do estado
- 46:58de outra forma. Mas.
- 46:59Não seria uma comunicação parcial?
- 47:02É parcial, é parcial. Isso não prejudica o própria, o
- 47:07próprio crescimento da sociedade em si lá?
- 47:09Dentro é assim, ó a. A eu acho que é uma questão de
- 47:14sobrevivência também. Ó, a imprensa já é parcial.
- 47:20Não existe jornalismo imparcial. O pessoal da da faculdade já
- 47:24ouviu isso bastante. Você tem uma linha editorial,
- 47:26você? A minha linha editorial é falar
- 47:28da favela de forma que eu mude a consciência do morador de que eu
- 47:33faço ele mudar. Ele tem orgulho de estar ali,
- 47:36mas não que ele tenha que glamourizar ou quero morrer lá.
- 47:40Não, não é para morrer. Trabalhe, se desenvolva, mude a
- 47:44realidade local, conquiste tudo que você queira.
- 47:48Quer estudar, vamos estudar, quer empreender, vamos
- 47:50empreender. Você quer ser um bom pedreiro?
- 47:52Vamos ser um bom pedreiro. Agora, entrar na parte de que eu
- 47:57vou degradar, eu vou falar mais, mais, repetir mais o discurso
- 48:01que a imprensa tradicional faz. Isso não ajuda nada.
- 48:04E chega 1 hora que a gente a gente fala o seguinte, eu não
- 48:07preciso falar, ser parcial sobre sobre a situação, eu só não falo
- 48:12porque já tá tão saturado aquilo ali tá tão se você for olhar
- 48:17como eu falei, você pesquisar hoje, vai ter lá, Ah, Oo, foram
- 48:21presos 2 policiais e dia seguinte aconteceu outra
- 48:27operação, 2 dias depois outra operação.
- 48:31Essas notícias não apareceram e não vão aparecer.
- 48:34Porque normalmente essas coisas acontecem na hora do programa
- 48:37policial. Por curiosidade, tá?
- 48:41Olhem pegar 10 ocorrências que aconteceram em Paraisópolis nos
- 48:45últimos 23 anos, todas no momento de programa policial
- 48:51final da tarde. Uma curiosidade aleatória, não é
- 48:54não é aleatório, é é o procedimento.
- 48:56Acontece isso. Então assim, essa essa
- 49:00polarização pra gente não ajuda. Ajuda a falar de coisas
- 49:04positivas, que as pessoas têm, um exemplo para se inspirar,
- 49:07para que elas possam empreender, para que elas possam avançar,
- 49:11estudar. Você acha que de alguma forma,
- 49:14tomar essa medida de levar a comunicação para esse lado, mais
- 49:19dando destaque pro pra coisa que é melhor, né?
- 49:22Na vida de quem mora numa comunidade, é uma forma de
- 49:25talvez inspirar eles a sobreviver.
- 49:29As dificuldades e continuar se inspirando.
- 49:32Sei que é possível fazer diferente, então tem até um
- 49:35perfil na internet com razões para acreditar.
- 49:37Eu imagino que o nosso, o nosso papel é é isso, o cara saber que
- 49:40ele pode ver um exemplo de um jogador de futebol que saiu da
- 49:44favela, foi para a Europa, se desenvolveu.
- 49:47Vai ter 80 jogador de futebol na favela?
- 49:50Não. Mas se ele se inspirar naquele
- 49:53exemplo e for estudar, for buscar, ele já vai ser
- 49:56diferente. Ele já vai ser diferente.
- 49:59Você tem um projeto específico para mostrar porque todo local
- 50:03tem a sua beleza. Tem um colega nosso, jornalista,
- 50:06que ele mostra o lado bonito da Vila São Pedro.
- 50:09Vila São Pedro é uma cidade dentro de São Bernardo que vocês
- 50:12conhecem e ele faz fotos belíssimas, mostrando o
- 50:15cotidiano. Vocês têm um projeto também para
- 50:18ampliar esse pertencimento mesmo, trazer a pessoa mais para
- 50:23dentro. Tem várias iniciativas, várias
- 50:26mesmo. Tem um que a gente que a gente
- 50:29faz é mais diretamente, que é o memória de Paraisópolis, que
- 50:33conta a história local a partir da vivência do morador.
- 50:37Então a gente assim com foi para 1954, mora lá, mostra como foi o
- 50:40desafio, como mudou a vida, outros mais recentes.
- 50:43A gente tem buscado mostrar através principalmente do olhar
- 50:46do morador. Mas o objetivo é que no futuro a
- 50:50gente faça um registro documental com a parte oficial.
- 50:55E com esse relato dos moradores, normalmente o oficial, que é a
- 50:58prefeitura e tudo mais, é muito lento.
- 51:01Ele não percebe as mudanças que estão acontecendo ali.
- 51:04Então, uma coisa que você passa todo dia e vê você, a prefeitura
- 51:07não está vendo isso, não está vendo.
- 51:10É um elefante gigantesco com um Monte de gente ali preocupado em
- 51:14bater seu, seu cartão ali e ir embora.
- 51:16Muitas vezes, e o às vezes tem tanta coisa, a gente fala mal
- 51:21do. Costuma falar mal do servidor
- 51:22público, mas o servidor público trabalha para caramba também.
- 51:26Então é uma profissão assim, que tem que ser valorizada, mas é, é
- 51:30esse é um desafio e a gente procura memórias e também tem um
- 51:34outro que é o olhares de Paraisópolis.
- 51:37Olhar é sempre do do ponto de vista de mostrar outras fotos,
- 51:40outras coisas, é o dia a dia, é o transporte, é OOO, artista.
- 51:46Então, se se eu for listar aqui a quantidade de práticas
- 51:49esportivas que tem lá. E que não tem em lugares com
- 51:53elitistas. Lá tem o rugby, rugby para
- 51:56todos, por exemplo, tem vários jogadores da seleção brasileira
- 52:00de rugby que nasceram lá, foi para Olimpíada representar o
- 52:05Brasil. A gente tem um projeto de
- 52:06esgrima, tem judô com Thiago e Camilo, tem o Brasileirinhos com
- 52:10a Daiane dos Santos. Então, assim, é um negócio, é um
- 52:14mundo, é um mundo de oportunidades e a gente tem
- 52:17procurado criar essas oportunidades porque.
- 52:20Eu Acredito e é o que a gente tem procurado fazer com as
- 52:24oportunidades a gente consegue fazer diferente.
- 52:26E de alguma forma ou outra, a comunicação faz é é central
- 52:29nisso, é isso a. Audiência quer saber?
- 52:37O não somos somente nós que temos perguntas para vocês.
- 52:41A gente foi a rua aí? Pergunta, pediu para o pessoal
- 52:43enviar algumas perguntas. Por conta do tempo, a gente vai
- 52:46conseguir colocar uma no ar, tá, pessoal, você consegue colocar
- 52:49na no telão aqui a pergunta, por favor.
- 52:52Oi, meu nome é Júlia, eu sou de São Paulo e a minha pergunta é,
- 52:54como as pessoas e empresas podem se apoiar ou se envolver com os
- 52:58projetos do grupo cria Brasil? Olha aí, olha para.
- 53:04Para se apoiar, para se envolver, basta entrar em
- 53:07contato com a gente. A gente tem procurado sempre
- 53:10criar conexões reais, procurado sempre melhorar os projetos que
- 53:16chegam para a gente. Porque muitas vezes as pessoas,
- 53:19elas propõem coisas, mas elas não têm muita noção de que
- 53:22aquilo ali não está. Não é, não é.
- 53:25Às vezes ele acha que é 11, baita projeto.
- 53:28Vou dar um exemplo prático, às vezes o projeto custa 5000 BRL e
- 53:33a divulgação custa 150000. Então não faz.
- 53:37Não faz sentido para a gente se envolver em um negócio desse,
- 53:40porque não fica impacto, não fica, não fica recurso No No
- 53:44local. Quando a gente faz todas as
- 53:47nossas ações, a gente procura sempre deixar um legado.
- 53:51Eu vou contratar sempre. Se eu eu estou fazendo, por
- 53:53exemplo, é instalação de Placas do Detran.
- 53:56É nessa semana aqui em São Bernardo, em Santo André, né?
- 54:01É em São Bernardo também, lá no Campanário.
- 54:04E o que acontece? Eu contrato mão de obra daqui,
- 54:08então quem vai instalar é o morador daqui.
- 54:11Então eu estou deixando o recurso no lugar, então não
- 54:12estou trazendo a equipe lá de São Paulo para fazer isso.
- 54:15Então é um processo que a gente tem feito bastante, se envolvido
- 54:19bastante, para poder tanto com que as empresas tenham os seus
- 54:23resultados. Porque não adianta, se a empresa
- 54:25não tiver resultado, ela não vai me contratar de novo, só me
- 54:28contratar pelo lado social. Vai ser uma vez na vida e não
- 54:32vai mais. Mas se ele quiser me contratar
- 54:34por isso também. Nós estamos à disposição, mas a
- 54:37gente sempre quer se envolver, que tenha resultado.
- 54:39Se há governo? Com que OA população tenha,
- 54:42tenha é conhecimento daquela, daquela propaganda, daquele
- 54:47investimento que está acontecendo, se é uma empresa,
- 54:49que elas aumentem. AA perceção, pelo menos de do
- 54:53lado do marketing, pelo menos, né?
- 54:54De que está crescendo é o consumo daquele produto, né?
- 54:59Então é é assim, se conectar com a gente, é fácil estar nas redes
- 55:03sociais. Todas EEA gente tem procurado
- 55:07desenvolver projetos. Que faça sentido para gente
- 55:10também, porque às vezes é o melhor ou melhor projeto do do
- 55:14parceiro, mas para gente, a gente já fez milhões de
- 55:17projetos, então, Ah, vamos fazer um projeto de esporte para
- 55:21formar jovens, tá? E o que mais?
- 55:26Porque vai ter, vai ter um projeto de futebol, vai ter um
- 55:28projeto de basquete, vai ter o que é que a gente pode melhorar
- 55:31ali para que tenha um outro resultado.
- 55:34A gente está desenvolvendo agora um projeto, por exemplo, de
- 55:37ensino de mandarim. Falar de não sabe falar inglês,
- 55:42às vezes não sabe nem falar português direito, cara, é é a
- 55:46nova Barreira, é essa. Que a gente possa capacitar as
- 55:48pessoas para poder atender esse mercado gigantesco.
- 55:51Grandes empresas chinesas estão vindo para o Brasil?
- 55:54É. De qualquer forma, vocês estão
- 55:55preparando, né? Preparando AO morador a pessoa
- 55:58local a conquistar o mundo. Como, como bem feito, né?
- 56:03AA gente, durante essa conversa falamos sobre muitos assuntos,
- 56:06né? E o Ed, o nosso produtor aqui,
- 56:09ele ficou de olho e atento assim a cada passo, né?
- 56:13E nesse momento a gente tem um quadro chamado selo Ed verdade.
- 56:17Selo Ed verdade. Então o Ed fez o fact checking
- 56:24durante esse processo todo. Ele vai dizer agora se essa
- 56:27conversa teve o selo de verdade ou não.
- 56:29E aí, Ed, erramos muito. Oo como é que tá?
- 56:32Então, zoilda, antes de qualquer coisa, quero ressaltar que sim,
- 56:35os dados, eles foram todos checados.
- 56:38E o trabalho que vocês fazem realmente conecta comunicação,
- 56:42impacto social e território, como poucas iniciativas
- 56:45conseguem fazer no Brasil. Então o seu Ed está garantido,
- 56:50não está só validado, como também está reconhecido como uma
- 56:53admiração muito pessoal. E eu falo isso de 11 local, com
- 56:58muita propriedade, porque eu já atuei com jornalismo
- 57:01comunitário, jornalismo periférico, jornalismo que é
- 57:04feito da favela para favela. E eu sei o quanto tudo isso é
- 57:07difícil, é necessário e é muito potente a favela.
- 57:11Ela realmente é um sileiro de arte, de empreendedorismo e
- 57:16também a urgência. Né?
- 57:18É, nem sempre tudo é bonito, também tem dor.
- 57:22Você mesmo mencionou aqui um caso onde uma pessoa foi
- 57:25assassinada, com tudo sendo registrado em plena rua lá em
- 57:29Paraisópolis, e a gente entende que muitas vezes a mídia
- 57:34tradicional ignora isso, ou até distorce.
- 57:38Então, diante disso, eu tenho uma pergunta muito pessoal para
- 57:40te fazer, quando você escuta a frase a favela venceu, como que
- 57:44você encara isso é uma discussão, eu sei.
- 57:47E a gente tem diversos caminhos para seguir.
- 57:50Você encara como um consolo. Você enxerga isso como um
- 57:55caminho ainda inacabado? Qual que é a sensação?
- 57:59Olha, obrigado pelas palavras, é eu encaro sempre como objetivo.
- 58:04Tem um amigo meu, que é o Gilson Rodrigues, que é o presidente
- 58:08fundador do g 10 favelas, que ele fala que todo dia ele
- 58:12levanta para se tornar gente, para melhorar como pessoa.
- 58:17Eu acho que o morador, ele todo dia tá querendo vencer.
- 58:20Morador de favela tá querendo vencer, tá querendo mudar a
- 58:22realidade. Quando a gente fala que venceu,
- 58:24fica parecendo que tá tudo resolvido e não tá tudo
- 58:28resolvido. As pessoas não querem tá dentro
- 58:31de um ônibus, peito, sardinha, ou elas estarem 2 horas pra ir,
- 58:362 horas pra voltar. É um desafio de sobrevivência.
- 58:41Então às vezes as pessoas questionam, como que alguém
- 58:43submete aquilo? Não tenho escolha é fazer isso
- 58:48ou fazer isso. Ela tem que comer no dia
- 58:51seguinte. Às vezes as pessoas esquecem que
- 58:54é matar o não é matar um leão, né?
- 58:56É, é é sobreviver mesmo todos os dias.
- 59:01Muito bem, muito obrigado Ed pela participação.
- 59:04É com isso a gente completando aqui 60 minutos de entrevista.
- 59:08A gente precisa caminhar pro pro encerramento.
- 59:11Então, desde já eu gostaria de agradecer.
- 59:13É, é juildo pelo pelo tempo, pela distância percorrida, né?
- 59:17Sair de Paraisópolis para chegar em Santo André aqui para fazer
- 59:20essa gravação, eu sei que não é. Não é fácil, é um desafio
- 59:23também, mas isso. Tá tudo certo.
- 59:25Eu já morei em Mauá, viu? Não é?
- 59:27Não é tão, tão diferente. Mauá, morei em Mauá, morei em
- 59:31Mauá, estamos em família, então é isso.
- 59:34Não saí. Né?
- 59:35Todo mundo já tem o pé no zaíra em algum momento da vida, né?
- 59:39Isso mesmo, é. Mas assim, muito obrigado pela
- 59:42pela disponibilidade em falar com a gente.
- 59:44Acho que conversar sobre comunicação, falar sobre a
- 59:48favela em si, como uma entidade viva, né?
- 59:51Que produz, que tá gerando negócio, que gerando
- 59:55possibilidades econômicas e sociais é, é o orgulho de todo
- 59:59mundo. A gente poder falar sobre isso é
- 1:00:00muito bom. Então gostaria só de pedir.
- 1:00:03Pra que? Talvez você possa dar seu recado
- 1:00:04final, né? Pra pra todos, seja pra pessoa
- 1:00:08que mora lá em Paraisópolis, mora em outra comunidade ou pros
- 1:00:10empresários. Até um detalhe curioso, no nosso
- 1:00:14segundo episódio, a gente entrevistou um empresário.
- 1:00:18É Internacional, né? É um empresário taiwanês que
- 1:00:22trouxe pro Brasil uma iniciativa de previdência privada, né?
- 1:00:26O vídeo foi o mais acessado do da nossa série de podcasts até
- 1:00:29agora. Porque as pessoas tiveram assim
- 1:00:31um interesse muito grande nesse assunto, né?
- 1:00:34E eu fico pensando, o produto dele encaixa perfeitamente com
- 1:00:38com o que vocês costumam oferecer.
- 1:00:41É uma marca que poderia chegar até vocês ir pra favela.
- 1:00:44Então aproveita o seu recado final e já passa o recado Pra
- 1:00:47Ele, como ele vai chegar até você e como você vai fazer o
- 1:00:50produto dele chegar Na Na em Paraisópolis e em outras 350
- 1:00:55comunidades ao redor do Brasil. Bom.
- 1:00:57Obrigado pelo papo. Acho que é sempre uma
- 1:01:00oportunidade para a gente melhorar e essa convivência,
- 1:01:06essa troca é muito genuíno. Acho que a gente tem que ter
- 1:01:09muito mais oportunidades para fazer isso.
- 1:01:12É o que falta hoje, é o diálogo na sociedade.
- 1:01:14A gente procurar entender que não é, não vamos concordar 100%
- 1:01:19dos momentos, isso é normal, mas saber que há sempre um processo
- 1:01:24de. De amadurecimento da da
- 1:01:28realidade, né? A gente precisa sempre melhorar
- 1:01:30como como pessoas, como Oo conselho que eu posso dar pro
- 1:01:35pro empresário é o seguinte, não acha que sua fórmula tá tá
- 1:01:39perfeita, não acha que o seu produto por x qualidades que
- 1:01:43você colocou lá no Pit deck, num numa proposta de valor, ela já é
- 1:01:48por si só, OOA solução pronta pra favela muitas vezes é a.
- 1:01:55As pessoas, elas só precisam é entender o que está ali.
- 1:01:58Quando você fala de seguro, as pessoas falam assim, mas eu não
- 1:02:02vou precisar disso, eu não vou precisar disso.
- 1:02:06Vai fazer seguro de carro porque ela tem um medo de perder um
- 1:02:09bem. Quantas pessoas não perdem o bem
- 1:02:13mesmo assim foi lá e deixou de pagar uma parcela.
- 1:02:17Você não tem direito mais ao ao seguro, então, muitas vezes a
- 1:02:21linguagem de mostrar para que serve aquilo.
- 1:02:25É muito mais eficaz do que o próprio produto.
- 1:02:29Então às vezes a venda, o processo de convencimento, ele é
- 1:02:33muito mais necessário. E simplificar essa linguagem.
- 1:02:38Quanto mais simples de você explicar, melhor.
- 1:02:41Então 15 segundos você conseguir explicar o que é o seu, o seu
- 1:02:45produto, e não ser não falar só o que é seguro, falar que é
- 1:02:49outras coisas. Então eu acho que vai ter 1111,
- 1:02:52ganho grande. E eu acho que isso serve para
- 1:02:55tudo, qualquer empresa que quiser se comunicar com a
- 1:02:58periferia ou com grupos invulneráveis EE.
- 1:03:02Às vezes a gente fala de eu tô falando periferia, falei favela,
- 1:03:05muita gente fala comunidade e o Brasil todo tem muitas formas
- 1:03:09diferentes de falar. Você vai para o Rio Grande do
- 1:03:11Sul, vamos chamar de invasão. E lá, para ele se falar com
- 1:03:15favela é algo pejorativo. Pessoas imaginam sempre a imagem
- 1:03:19da favela, aquele lugar conflagrado com.
- 1:03:21Com com ações policiais ou com briga de gangues e tal.
- 1:03:26É essa a imagem que as pessoas colocam.
- 1:03:29E nem toda favela é igual, nem toda periferia é igual.
- 1:03:32Você vai pro pra sol nascente em Brasília, que é a maior favela
- 1:03:36do Brasil, é uma favela horizontal, 350000 pessoas
- 1:03:42morando num lugar que é plano do Planalto.
- 1:03:45Não tem morro, vai olhar pra Paraisópolis, tem morro, Rocinha
- 1:03:49tem morro. Mas não é a mesma realidade.
- 1:03:52Às vezes a gente querer colocar tudo no mesmo pacote, tudo no
- 1:03:54mesma caixinha, e achar que dá pra ser.
- 1:03:57Eu vou começar a falar gíria aqui e você aceito.
- 1:04:02Então acho que vai ser muito mais ao contrário.
- 1:04:04Você tem que mostrar genuíno EE que você está tentando se
- 1:04:08enquadrar, enquadrar No No, no sentido de se integrar é do que
- 1:04:14só vender um produto só. É lucrar em cima daquilo, deixar
- 1:04:18algum legado, deixar alguma coisa ali no território.
- 1:04:21Acho que é isso. Muito bem, muito obrigado.
- 1:04:23E eu agradeço também a Angélica, foi.
- 1:04:26Um prazer enorme estar aqui. É um prazer enorme te conhecer.
- 1:04:29Teu trabalho é lindo. Já trabalhei com o terceiro
- 1:04:31setor durante 15 anos. Eu sei o quanto é difícil.
- 1:04:35É isso, então foi um prazer te conhecer.
- 1:04:37Muito obrigado. Muito obrigado Angélica.
- 1:04:38Pra você que tá em casa e quiser conhecer mais o trabalho da
- 1:04:41Angélica, é só você ler o diário do grande ABC.
- 1:04:45Ela é editora de política No No diário e o diário que por sinal
- 1:04:48é o maior jornal regional que temos aqui No No estado de São
- 1:04:51Paulo, né? Então é é uma honra pra nós
- 1:04:55podermos ter o apoio da Angélica.
- 1:04:58Nesse programa, né? E a gente tem falado muito isso,
- 1:05:01mais nos bastidores que um dos propósitos pelos quais nós temos
- 1:05:04convidados, jornalistas da região para nos acompanhar aqui,
- 1:05:07é justamente aproximar a imprensa, a gente fazer essas
- 1:05:10trocas e melhorar a qualidade daquilo que nós estamos
- 1:05:13entregando. Para você, que é nosso leitor,
- 1:05:14que é nosso é é que está assistindo esse programa, né?
- 1:05:17Essa gravação, então. Muito obrigado novamente
- 1:05:20Angélica, foi um grande prazer, tê la aqui e com isso então nós
- 1:05:23encerramos o episódio de hoje. Agradecemos a você também que
- 1:05:26está em casa, que acompanha a sua conversa até aqui.
- 1:05:28Não esqueça de nos seguir nas redes sociais.
- 1:05:31Então o site abcdoabc.com.br ou ABC do ABC underline oficial,
- 1:05:37você vai encontrar a gente nas redes sociais.
- 1:05:40Essa conversa vai gerar uma reportagem.
- 1:05:43Muito bem estruturada, com muitos outros detalhes que
- 1:05:45talvez ficaram de fora do vídeo. Então vai lá no portal.
- 1:05:49Assim que essa notícia sair, você vai ter o link de todas as
- 1:05:53plataformas onde o vídeo estará disponível.
- 1:05:55Então YouTube, Deezer, Apple podcast, Amazon Music, Spotify,
- 1:06:00todos os links vão estar lá disponível e informações extras
- 1:06:04que talvez vão fazer diferença na sua vida.
- 1:06:06Esse foi OABC, cast, conexões e nos encontramos na próxima
- 1:06:11semana. Muito obrigado.
- 1:06:13Apresentação, Tiago Quirino. Jornalista convidada, Angélica
- 1:06:17Richter entrevistado, joio dos Santos.
- 1:06:20Edição, Rodrigo Rodrigues captação de áudio e vídeo
- 1:06:25estúdio da Sisa associação comercial e industrial de Santo
- 1:06:28André. Produção, Ed baroni.
- 1:06:32Checagem, Ed baroni assistência de produção, Celso Rodrigues e
- 1:06:38Susana Rezende. Direção, Tiago Quirino.
- 1:06:41Direção geral, Alex faria. Este programa é um produto do
- 1:06:46portal ABC do ABC. As opiniões manifestadas pelo
- 1:06:50entrevistado não refletem necessariamente o posicionamento
- 1:06:54do portal ABC do ABC. Para se manter informado sobre
- 1:06:58tudo o que acontece na região, acesse www.abcdoabc.com.br.