Latest / Helena, o podcast tá pronto / Hora do mercado #83
Transcript
- 0:00Helena, o podcast tá pronto. Dona Helena, eu não te dou esse
- 0:05tipo de intimidade. Me desculpe, dona Helena.
- 0:09A senhora vai querer mais alguma coisa?
- 0:12Ouça o episódio, depois se recolhe.
- 0:15Pobretona! Olá, ouvintes.
- 0:29Eu sou a Alana Azevedo. E eu sou a Raíla Azevedo.
- 0:32E hoje o nosso papo é com você, jovem adulto que tá aí do outro
- 0:36lado da linha e sente vontade de chorar toda vez que vai fazer
- 0:41uma compra no supermercado. Porque, gente, como que pode?
- 0:46Você sai com duas sacolinhas e dá trezentos reais.
- 0:51Inadmissível. Dá uma tristeza.
- 0:54Cara, você fica assim, ó. Esses dias eu fui no mercado,
- 0:57passei o cartão alimentação. Aí falei, nossa, deu quarenta e
- 1:01sete reais. Tinha comprado umas coisinhas.
- 1:03Falei, até que deu barato. Minha filha, quando eu cheguei…
- 1:07Não, era noventa e sete. Tipo assim, passou quarenta e
- 1:11sete, mas não tinha passado o resto.
- 1:12Só que eu comprei pouquíssima coisa.
- 1:13É, minha filha. óleo, farinha de trigo, sei lá, deu noventa e
- 1:20sete reais. Noventa e pouco.
- 1:20Esses dias também que eu fui na padaria.
- 1:22Aí fiz a pior coisa que pode acontecer ao ser humano, né?
- 1:25Tava com vontade de pegar tudo que eu via pela frente.
- 1:28Você vai com fome no mercado, padaria já é.
- 1:31É, aí eu comprei pão, comprei… Aí tinha uns doces lá que tava
- 1:35com uma cara boa. Comprei, mas assim, juro… Uma
- 1:39sacolinha. Uma sacolinha.
- 1:41Rm. Eu falei, como que pode a
- 1:43padaria ter dado esse valor? Eu já fico chocada quando eu e o
- 1:46Pedro a gente vai na padaria pra comprar salgado.
- 1:49Aí geralmente eu peço, né? O pastel de carne, o pastel de
- 1:52queijo. Aí a gente compra mais… No
- 1:53mercado? Não, na farmácia.
- 1:55Ah, naquela padaria que eu já comi.
- 1:57Na padaria. Aquela padaria boa.
- 1:59Aham. Eu sei que, tipo assim, dá uns
- 2:01vinte e seis reais o salgado do Pedro.
- 2:05Gente, quando? Quando?
- 2:07Você vai comprar um pão. O negócio tá caro.
- 2:09Não, dá vinte e seis reais os dois pastéis e a bebida?
- 2:12Não, aí mais o salgado do Pedro. Mas, tipo… Minha filha, então
- 2:16ainda tá em conta. Porque, assim, uma coisa que eu
- 2:18parei de fazer… Desde que eu me mudei pra São Paulo.
- 2:22É igual a pessoa que quando viaja pra fora, e aí não
- 2:25converte, porque tem a frase clássica, né?
- 2:29Quem converte não se diverte, porque o preço de euro é mais
- 2:33alto, enfim. E aí, o que eu faço é não ficar
- 2:36convertendo com valor de volta redonda.
- 2:39Não, se você… Porque a gente paga aqui em volta redonda.
- 2:42Você vai comprar um salgado aqui, e um salgado lá, lá deve
- 2:46ser mais caro, né? Esses dias, pessoal, até lá do…
- 2:49tava em algum bar e aí falando que ah, eu paguei quinze reais
- 2:52num pastel. Eu até virei e falei assim,
- 2:54peraí. Uma unidade de pastel?
- 2:57Quinze. Quinze reais.
- 2:58Mas deve ter sido um pastel salar diferente.
- 3:00Mas aqui também tem uns pastéis ao gourmet que bota aí… Mas São
- 3:05Paulo, realmente, não dá pra você ficar… Eu sinto isso, né?
- 3:09Comparando com o preço de coisa de volta redonda.
- 3:12Vamos continuar? Vamos.
- 3:13Voltando que o nosso tópico aqui é mercado.
- 3:16Só fazer uma pergunta, porque coisa cara e tal.
- 3:18Você tem o costume de fazer compra, tipo, quinzenal,
- 3:21semanal? Quando vai?
- 3:24Como que é? Por enquanto, assim, vai
- 3:26acabando as coisas e a gente tá indo.
- 3:28Eu já fiz testes. Eu falei assim, eu vou gastar o
- 3:30cartão todo de uma vez pra ir, mas não dá… Porque você compra
- 3:34muita coisa. E comida de verdade, meu amor,
- 3:37estraga rápido. Então você tem que ir durante a
- 3:40semana. Você compra o bruto.
- 3:43É, o bruto. E durante a semana você vai.
- 3:45Você vai comprando os detalhes, né?
- 3:48Uma coisa que não funciona. Mas eu não tenho, assim… Ah, eu
- 3:51vou de quinze, quinze dias. Eu vou quando… A gente já testou
- 3:54fazer, tipo, até semanal. E aí, às vezes, rola de comprar
- 3:58umas coisas que tá precisando na semana.
- 4:00Tipo, leite, café, coisa pra comer com pão, tananã.
- 4:03Agora, isso de você fazer uma compra quinzenal… Você vai e
- 4:06você compra muitas coisas boas. Na primeira semana, você já
- 4:09acabou com tudo. Com tudo, já vai comendo.
- 4:11Você já fez todas as porçõezinhas, todos… Não, e eu e
- 4:15o Pedro, a gente faz assim, a gente fala, vamos gastar hoje,
- 4:18no máximo, cento e cinquenta reais.
- 4:20Quando a gente passa no caixa, já tá quatrocentos e pouco.
- 4:23Aí um olha pra cara do outro. É, mas tá caro, Pri.
- 4:26Tá fora de base. E aí eu lembro que a gente
- 4:29sempre… Começar a plantar na própria… Meu pai já me dá caixa
- 4:32de banana. Seu pai te dá, né?
- 4:34Deu o pezinho da hortinha dele, a banana.
- 4:37Muito boa, tá? Vou falar pro meu pai começar a
- 4:40comercializar. Vai na feira, seu pai pode
- 4:43vender ali na feira, perto de casa.
- 4:45Mas eu não sei, acho que tem que ter negócio de alvará.
- 4:47Com certeza tem. E aí eu estava falando, que você
- 4:50deu uma leve cortada aqui em mim.
- 4:52Desculpa. Que a gente, né, nisso de o
- 4:55dinheiro hoje não está valendo muito e sai com pouca sacola.
- 4:59Eu lembro da gente criança, que a gente acompanhava muito, né?
- 5:02Nossas mães, tias, no mercado. Tia Sônia, por exemplo.
- 5:05Nossa, a Tia Sônia é a mavera. Tia Sônia, gente.
- 5:08A distração dela. Era o hobby.
- 5:10Ir pro mercado. E ficava papo assim, de duas
- 5:13horas no mercado. Ou mais, né?
- 5:15Ou mais. E eu me sentia patricinha quando
- 5:18eu ia com a tia Sônia. Porque eram três carrinhos se
- 5:21bobear, né? Mas também era muita gente que
- 5:24morava lá, né? Era muita gente que morava e,
- 5:28enfim, acho que o preço não estava, pelo menos nessa época
- 5:31que eu me recordo, não era tão alto assim, igual o Instituto
- 5:36Massachusetts de Economia, eu acho que valia mais o dinheiro
- 5:40lá naquela época, mas era muito bom na época.
- 5:43Mas tinha uma hora que cansava. Não, mas eu não gosto de ir no
- 5:46mercado. Eu não gosto.
- 5:47Eu vou porque tem que ir. Mas eu não sou uma pessoa que
- 5:50fala, ai, vou no mercado, adoro fazer compra.
- 5:52Ah, também não. Não gosto.
- 5:53Acho um saco. Tem que ficar ensacolando.
- 5:57Tem que ficar… Ai, acho um saco. Aqui em Volta Redonda tinha um
- 6:00mercado. O falecido Sendas.
- 6:02Quem for do sul fluminense, talvez conheça.
- 6:04Talvez não. Vai conhecer.
- 6:06De Volta Redonda, principalmente.
- 6:07É, que tinha colônia. Que a gente, inclusive, fez.
- 6:09A gente, bem patricinha, fez a nossa colônia de férias.
- 6:12Colônia de férias, meu amor. Do mercado.
- 6:14Inclusive, fui fazer capoeira com o meu… Minha tamanquinho de
- 6:17cristal. E dançando maionese, né?
- 6:21Maionese. Ele bate, bate feito, maionese.
- 6:23Mas o Sendas, cara, ele tinha uma parada que eu não sei o que
- 6:26rolava. Que cheiro ruim que tinha no
- 6:29Sendas. Agora eu não sei, tem um outro
- 6:31mercado, né? Será que ainda continua?
- 6:34Porque eu lembro de subir aquela rampa do Sendas.
- 6:36Não era um cheiro de esgoto, era um cheiro diferente.
- 6:39Não, era um cheiro de alguma coisa.
- 6:41Cheiro de Sendas. Às vezes eu passo, cheiro de
- 6:44Sendas isso aqui. Tanto que às vezes você tá em um
- 6:46outro lugar, aí você sente, assim, você fala, nossa, um
- 6:49cheiro do Sendas. Cheiro estranho.
- 6:51Amigos, Pris de Volta Redonda. Nos ajude a encontrar qual que
- 6:57era essa essência do Sendas, o cheiro dele.
- 6:59Eu acho que é assim… Ah, sabe o que me parece?
- 7:02Fruta apodrecendo. Açougue.
- 7:05Uma coisa meio fria. Era uma coisa fria.
- 7:08Era um… Um cheiro frio? Era um cheiro frio.
- 7:11Era um cheiro frio. Eu lembro do cheiro, mas eu não
- 7:12consigo distinguir. Era um cheiro frio.
- 7:15Produção. Mas era frio porque já era
- 7:17geladinho na hora de subir. É.
- 7:19O cheiro do Sendas te lembra o quê?
- 7:21Cheiro de sessão de salames e queijos.
- 7:23Ou seja, uma coisa mais fria mesmo.
- 7:26Mas, enfim, não gostava. Eu me sentia meio… Me dava
- 7:29mal-estar no Sendas. Será que eu costurei em cima de
- 7:32cemitério? Porque eu não me sentia muito à
- 7:33vontade. Tem mercado que eu olho e eu
- 7:35falo. Eu não vou comprar.
- 7:36Por exemplo, lá no meu bairro tem um que eu falo.
- 7:37Eu não compro carne daqui. Por quê?
- 7:40Ah, eu acho ele nojento, sabe? Coisa que não evolui.
- 7:45Desde quando eu tinha sete anos, teve uma mudança naquele
- 7:49mercado. Uma mudança, assim, de seção,
- 7:51né? Não teve, não teve.
- 7:53Eu tava vendo lá, tá no mesmo lugar.
- 7:55Tipo assim, não faz reforma. Aí eu não compro carne lá, não.
- 8:00Agora, falar de comprar carne, a gente não tem muito isso, né,
- 8:03Pri? Esse… A gente não sabe.
- 8:05Eu não sei. Eu digo por mim.
- 8:06Eu não sou a pessoa da carne. E olha que, ó… Eu não sou a
- 8:09pessoa… Eu vou dar a minha cartada.
- 8:11Eu venho do império de açougues. De açougues, você não sabe.
- 8:14E eu não sei. O meu pai, ele, inclusive, além
- 8:16de trabalhar no açougue, né, que era de vovô, meu pai, ele já
- 8:21trabalhou no Sendas, meu amor. Ah, é?
- 8:23você lembra? ele deu a mochilinha do patinho
- 8:26eu ganhei a mochilinha de patinho a gente ganhou a
- 8:27mochilinha de patinho foi pro meu pai que deu ou foi da
- 8:30colônia? foi meu pai eu amava a minha
- 8:33mochila de patinho do Senna também e meu pai era direto
- 8:36botava a roupa lá dentro e falava que eu ia fugir de casa
- 8:39sabia? E o meu pai era açougueiro.
- 8:41E eu não aprendi. Eu também não sei, assim.
- 8:43A Raíla nem sabia, gente, que dava pra moer outros tipos de
- 8:48carne além do acém, né? Não, de bife.
- 8:53Por exemplo, eu achava que o acém… Ai, mordei minha… Sua
- 8:58bochecha. Meu siso.
- 8:59Você mordeu o meu. É o meu siso. eu achava, por
- 9:04exemplo, que o acém você não podia comprar em bife era só
- 9:07acém moído fiquei chocada mas eu não sei, é escolher o limão que
- 9:13eu sei o limão tem que tá lisinho só deixa eu falar da
- 9:16carne uma vez, você falou assim eu quero, sei lá, quinhentos
- 9:19gramas de carne moída aí eu lembro que você falou, qual
- 9:23carne? E eu assim, gente, a moída.
- 9:26Mas aqui tem um açougue lá que tá assim, carne moída e o preço.
- 9:32Ah, porque ele já tá simplificando a vida de quem não
- 9:35sabe. Eu já imagino que joga todo tipo
- 9:37de gordura e moe tudo e toma. E moe.
- 9:39O limão, fala da técnica do limão.
- 9:41O limão, ele tem que estar com a casquinha dele lisa.
- 9:45É, porque aí sai mais suco, né? Agora, o da manga que eu não
- 9:48sei. Eu comprei uma manga, aquela
- 9:50manga... Rosa.
- 9:52Eu quero o doce e o mel. Não sei se é Tommy.
- 9:54Melão maduro? Não lembro.
- 9:55É uma manga grandona. E aí, minha filha, eu fui cortar
- 10:00pra Eduardo, que o Eduardo falou, mamãe, quer manga?
- 10:02Quer manga? Fui cortar na verde.
- 10:06Não, verde. Eu não sei, uma mulher de quase
- 10:09quarenta anos nas costas. E não sabe escolher uma manga.
- 10:13Igual alho. Eu também não sei escolher qual
- 10:15que é o alho bom. Ah, eu sei.
- 10:17Alho pra mim é intuitivo. Eu vejo um alho bonito e eu
- 10:20pego. Eu vejo um alho bonito, mas será
- 10:22que tem que ter? Tipo, ele tem que estar
- 10:24descascando, ele não pode estar. Tem gente que fica descascando o
- 10:27alho no mercado. E aí tem aquela placa, proibido
- 10:30descascar o alho. Aí eu fico sempre olhando as
- 10:33senhorinhas do lado, só que às vezes eu fico com vergonha.
- 10:35Aí eu pego um, às vezes elas olham assim, eu falo, será que
- 10:38eu tô escolhendo certo? Será que ela tá me julgando?
- 10:40Será que ela tá falando, nossa… É igual quando você tá no
- 10:43mercado com mãe, você é mais nova, aí a mãe vira e fala
- 10:46assim, ó, vai lá pegando a selga.
- 10:49Ai, meu Deus do céu. O que é eles, as selgas, no meio
- 10:54disso tudo? Mas eu não sei, ó, você tem que
- 10:55ter o nome. É pra isso que tem que ter lá
- 10:57pra gente ir, né? Porque eu não sei.
- 10:59Uma vez eu fui fazer um suflê de espinafre.
- 11:01Eu amo suflê de espinafre. Aí eu fui no mercado pra comprar
- 11:06o espinafre. Eu olhei e eu falava, caraca, eu
- 11:09não sei. Porque o espinafre tem uma outra
- 11:11que parece muito com ele. Uma outra verdura.
- 11:14Porque o espinafre é verdura, né?
- 11:15Você sabe. Você sabe que o espinafre é
- 11:17verdura. Eu sei, meu amor.
- 11:18Eu tava em dúvida, Pri. Aí eu falei assim, vou jogar pra
- 11:21ela. Verdura, folhas.
- 11:23Isso. Aí...
- 11:24Tá bom, querida. Aí eu fui e liguei pra minha
- 11:27mãe, gente. Eu tive que fazer isso.
- 11:29Agora será que é hortaliça? E aí eu na cara de pau, e eu
- 11:32assim, mãe, fala baixo. Aí eu falando assim, chamada de
- 11:34vídeo. Mãe, qual que é o espinafre?
- 11:37Aí minha mãe, o espinafre? Pega aquele ali que é o
- 11:40espinafre. Meu Deus do céu, todo mundo vai
- 11:42ver que eu sou uma boçal. Porque é feio você não saber,
- 11:44né? Uma vez eu perguntei pra moça,
- 11:46porque não tinha, ué. Aí a gente também não nasceu… A
- 11:48gente tem que perguntar pra aprender.
- 11:51Se a moça falar que eu sou burra, que eu sou isso, que eu
- 11:54sou aquilo… Aí é um conceito dela.
- 11:56Eu sei da minha parte, eu sei da minha verdade.
- 11:58Ai, tinha um nome de uma coisinha, só porque eu lembrei
- 12:01que eu gostava muito quando minha mãe mandava eu comprar, e
- 12:04aí esse, desde criança eu sabia qual que era.
- 12:06Cebolinha. Quando é a salsa e cebolinha, só
- 12:08que aí tem um nome. Cheiro verde.
- 12:10Cheiro verde. Vai comprar cheiro verde.
- 12:12Ai, eu sabia que o cheiro verde era a salsa e a cebolinha, desde
- 12:15criança, meu amor. Como assim, junto?
- 12:17Junto. O cheiro verde não é o próprio
- 12:21cheiro verde, é a mistura dos dois?
- 12:23Não, o cheiro verde é a dupla, a salsa e a cebolinha.
- 12:26Eles formam o cheiro verde, a dupla.
- 12:28Tô sabendo disso agora. Você não sabia?
- 12:30Não sabia, achava que cheiro verde era, tipo, tem a
- 12:33cebolinha, tem a salsa, tem o cheiro verde.
- 12:35Não, não. Tem a cebolinha e tem a salsa.
- 12:37Você tá falando verdade? Juro!
- 12:39Ó, tem a cebolinha... Eu não confio em você da sua
- 12:41palavra. Tem a cebolinha e tem a salsa.
- 12:44Elas... Cada um...
- 12:45Tipo, eu e você. E aí as duas, quando elas estão
- 12:49juntas... Se junta, faz a fusão e vira o
- 12:51cheiro verde. E vira o cheiro verde.
- 12:52Eu não acredito. Eu vou acabar aqui, eu vou
- 12:55pesquisar. Pode pesquisar, meu amor.
- 12:57Vou perguntar pra tia Melinha. Pode pesquisar.
- 12:58Aí já pensou, é um outro... nome, eu tô confundindo.
- 13:00Tem nada, você tá falando tudo errado.
- 13:02Juro por Deus, tem o cheiro verde.
- 13:04Vamos continuar? Vamos.
- 13:05Ainda, né, a gente tá ainda nas sessões aí do mercado, imagina.
- 13:10Fecha os olhos e te imagina aí no mercado da tua rua.
- 13:14Você tá passando aí pelas suas sessões e aí você chega na
- 13:17sessão de pão de queijo. O que que você faz?
- 13:20Hoje em dia? Nada.
- 13:23Mas antes… Mas quando era criança… Dava, pegava um… Um
- 13:28pãozinho com canada. Tinha a impressão que era… Que
- 13:31sempre pegava, não sei porquê. Não, o pão de queijo… Me
- 13:34desculpa, super market, floresta.
- 13:36Comia muito pãozinho de queijo avulso ali, ó.
- 13:38Sabe, de passar e pegar e experimentar.
- 13:39Mas ninguém nunca brigou comigo. Nunca brigou.
- 13:41Nunca brigou. Mas eu ouvia assim, ó… Atenção,
- 13:45Raíla, como parecer ao setor de pão de queijo.
- 13:47Tipo assim, falando pro funcionário ir pra lá, entendeu?
- 13:50Pra poder ficar de olho, né? Ficar de olho.
- 13:52Ah! Ah, então por isso os
- 13:53funcionários ficavam. É.
- 13:55Igual uva. Uva também, você dá uma provada,
- 13:58né? Sim.
- 13:59Ah, eu acho que tinha. Eu vou fazer o mercado.
- 14:03É, mas aí você tem que saber se tá docinha.
- 14:05É, ué. Porque você vai pegar daquela
- 14:07safra. Como é que você vai saber que
- 14:09aquela uva tá boa? Por isso que eu gosto da feira.
- 14:12Você vai lá comprar na feira, eles falam.
- 14:14Toma aqui um pedaço, experimenta pra provar.
- 14:16Entendeu? Aí vai comprar queijo.
- 14:17Toma um pedacinho pra provar. Toma um pedacinho do quê?
- 14:20É. É o certo a se fazer.
- 14:21Tem aquele de... Esses dias na feira, né?
- 14:25O Pedro foi na feira com um amigo dele.
- 14:28Aí tava tendo de linguiça. Aí a menina, né?
- 14:31Oferecendo. Parece que o amigo comeu quase
- 14:34toda a linguiça da... De degustação?
- 14:37Da degustação. Ai, degustação de cafezinho é
- 14:40bom quando rola, né? Mas eu bem fico sem graça.
- 14:43Às vezes. Igual esses dias eu fui no
- 14:46mercado e tinha uma degustação lá de um vinho.
- 14:49Eu fiquei sem graça de falar assim, posso?
- 14:51Hum. Então, mãe, a menina tava lá e
- 14:53eu só falei, boa noite. A vontade era assim, ó.
- 14:57Mas eu acho que ela podia falar assim, ó, aceita.
- 15:00Se ela falasse aceita, eu falava, ó, tá bom.
- 15:02Você ia fazer a sua vozinha, né? Sim, tá bom, né?
- 15:04Não tô fazendo nada. A gente dá sorte, inclusive, de
- 15:09morar perto de mercado, né? Nossa, eu tenho bastante mercado
- 15:12perto. Lá a gente tem… Não, São Paulo
- 15:16tem uma praga chamada Oxxo. Não sei se vocês já ouviram
- 15:20falar. Eu te falei, né?
- 15:21Oxxo Rose? Oxxo.
- 15:23Oxxo Rose. E em cada esquina tem um
- 15:27mercadinho desses. Por que é uma praga?
- 15:29Porque é uma praga. Tá dominando.
- 15:31Todo lugar tem. E aí é vinte e quatro horas.
- 15:33Ou seja… Vinte e quatro horas? Tem muito assalto nesses Oxys.
- 15:38Ah, porque, né? Os pobres coitados dos
- 15:40trabalhadores que estão lá se fodem, né?
- 15:42Já era, né? Então, aí tem o Oxys perto de
- 15:45casa. Tem um outro mercadinho que é um
- 15:47mercadinho familiar. Que é até bom.
- 15:50Tem o pão de açúcar. Também tem vários, né?
- 15:52O pão de açúcar também tá dominando.
- 15:54Aqui tem já pão de açúcar, não, né?
- 15:55Aqui em Rota Redonda, não. Não chegou aqui, né?
- 15:57Falei como tá dominando. Como se aqui… Não, mas quando
- 16:00chegar um oxo em volta, a gente vai falar… Um pão de açúcar…
- 16:04Eles foram longe demais. Mas aí a gente dá sorte.
- 16:07Porque às vezes é só descer ali pra comprar uma coisinha ou
- 16:09outra, né? Ah, não.
- 16:11Mas tem um porém aí. Esses dias eu fui comprar no
- 16:16mercadinho mais perto da minha casa.
- 16:19Fui fazer um bolo de limão e ia fazer uma cobertura de leite
- 16:22condensado com limão. Aquela que fica cachecudinha?
- 16:26Não, eu não consegui fazer essa. Hum.
- 16:28Mas eu ia fazer o brigadeiro. Mesmo de limão.
- 16:32Menina, cheguei lá. O Glória tava nove e setenta e
- 16:37oito. O Glória?
- 16:41Nove e setenta e oito. Aí eu falei, eu não vou.
- 16:44Voltei pra casa, fui tentar fazer a calda pra ficar durinha
- 16:48daquela, mas não deu certo. Mas o bolo ficou bom, só que não
- 16:51ficou a calda durinha. Mas eu fiquei chocada, falei, eu
- 16:54me recuso. Apagar nove porco no Glória.
- 16:56Ô, Glória, não tô falando mal, não.
- 16:58Se quiser enviar pra gente, né. Se quiser enviar, pode enviar,
- 17:00mas eu tô falando assim, muito caro.
- 17:02Muito caro. E agora você sabe que tem uns
- 17:04lances que, tipo… Ah, não, é creme de leite.
- 17:06Eu ia falar leite condensado. Que não é o creme de leite.
- 17:10É o... Como é que fala?
- 17:11É o soro, né? Soro de creme de leite.
- 17:14Não, sabe que esses dias eu tava reparando?
- 17:16O leite condensado sempre vem semi-desnatado?
- 17:22Porque teve um dia que eu fiquei igual uma trouxa.
- 17:24Falei, não, cara, o leite condensado normal tá
- 17:25semi-desnatado. Eu acho que todos eles vêm
- 17:28semi-desnatados. Agora você me pegou na curva,
- 17:30que eu não vou lembrar assim de cabeça.
- 17:31Eu fiquei reparando, eu falei, gente...
- 17:34É. E porque tinha uma moça também
- 17:35falando, ué, só tem semi-desnatado?
- 17:37Eu falei, mas ué... Todos eles estão assim, então
- 17:40ele deve ser. Fiquei, assim, um pouco
- 17:43reflexiva. Mas enquanto você estava
- 17:45falando, minha mãe estava em outro lugar, que ainda era nisso
- 17:48de morar perto de mercado, e que lá na vovó tem alguns mercados
- 17:53perto. Só que acabou aquela cultura de
- 17:56ter… Tinha os meninos que frilavam.
- 17:58Era tipo, por dia o pagamento, né?
- 18:01Não, era a pessoa… Não sei se o mercado pagava eles.
- 18:05Acho que não pagava. Eles ganhavam da boa vontade da
- 18:08pessoa. Ah, o mercado nem dava… Não, o
- 18:10mercado dava alguma coisa de diária, Pri.
- 18:12Eu acho que não. Não, com certeza sim, Raela.
- 18:15Eu acho que a gente vai ter que tirar isso ali.
- 18:17A gente vai tirar isso ali, mas eu tenho quase certeza que era
- 18:19do tipo, vou lá no mercado, vamos ver o mercado de volta
- 18:23redonda, no Royal. Tô ali trabalhando no Royal,
- 18:25antes era assim. Aí você ganhava, recebia pela
- 18:28diária, de empacotador, que não era CLT.
- 18:31E aí eles pagavam diária. E aí, além disso, você podia
- 18:34levar a compra da pessoa em casa.
- 18:37E aí ela te dava um dinheirinho, a gorjeta.
- 18:40Já teve gente reclamando que recebeu quinze centavos.
- 18:45Mas naquela época lá… Não, mas era… Mas ainda assim era demais,
- 18:50né? Não, eu tô falando assim, que
- 18:52nem pra aquela época isso daí era aceitável.
- 18:54Você receber quinze centavos… Nossa, cara.
- 18:57Eu lembro que as pessoas davam assim… Pensa aí, dois mil e
- 19:00oito. Que eu lembro muito do nosso
- 19:01ensino médio. A gente tinha amigos, meninos.
- 19:05Eu tenho a impressão que os meninos ficavam tudo… Quando via
- 19:08a Tia Sônia, já queria ficar tudo lá.
- 19:10Porque a Tia Sônia dava dinheiro bonzinho.
- 19:12Uma gorjeta, né. Mas aí eu acho que acabou.
- 19:14Hoje em dia é empacotador, CLT. E não tem isso mais de levar em
- 19:19casa. Eu acho que pode emprestar o
- 19:21carrinho e você mesmo empurrar até a sua casa.
- 19:23Hum… Eu tava vendo de comprar um carrinho.
- 19:25Mas isso dependendo da cidade, né?
- 19:27É. Porque assim, é mais de
- 19:29interior. Não, e depende do mercado, por
- 19:31exemplo. O do meu bairro, eu acho que não
- 19:33pode fazer isso. Não pode fazer isso.
- 19:34Eles entregam a… Ou você pega e eles entregam a compra pra você,
- 19:40mas de Kombi. Ah, tá.
- 19:42Mas você pegar o carrinho emprestado… Ela acha que não
- 19:44deixa, não. Isso daí deve rolar mais assim.
- 19:46Ah, já conheço. Pega o carrinho, pode levar.
- 19:49E vai. Porque deve dar uma preguiça,
- 19:51né? Você ir pra casa e ter que
- 19:53voltar, deixar o carrinho e depois voltar de novo pra casa.
- 19:57É, mas acho que é mais na camaradagem.
- 19:59Nossas mães, por exemplo, ali na feira, que tem feira perto de
- 20:02casa, já tem até conta na feira. Eu dei um carrinho pra tia
- 20:06Melinha e pra minha mãe. Falei, ó, um carrinho pra vocês
- 20:08duas. Pra fazer feira.
- 20:10Pra fazer feira. Porque eu fico com vergonha de
- 20:14ficar levando o carrinho, de ficar puxando.
- 20:16Nossa! Nossa.
- 20:17Né? Que bobeira.
- 20:19Bobeira. Bobeiraça.
- 20:20Aí eu vi um link de um moço falando.
- 20:22Ai, tem na Shopee. Um link de um carrinho bom.
- 20:25Por que você tem vergonha de levar carrinho?
- 20:27Você não leva, tipo, aquelas sacolas também de mercado?
- 20:30Então, eu perdi a minha. Eu levava.
- 20:32Nossa, tem várias. Podia me dar uma, né?
- 20:34Ai, que me dá uma. Compra.
- 20:36Nossa, mas você tem um monte. Não pode dar uma?
- 20:39Parece lobisomem, pidão. Não, não posso.
- 20:42Lobisomem, pidão. Como você sabe que ele é pidão?
- 20:45É um meme. É um meme.
- 20:47M-E-M-E. Não sabia.
- 20:51Achei que era alguma... Coisa do passado.
- 20:56Pris, mas vocês não vão acreditar no que Rayla Azevedo
- 21:01me disse. Rayla Azevedo.
- 21:03Que quando ela vai no mercado, ela simplesmente não olha
- 21:08validade, vencimento dos produtos.
- 21:10A não ser que, tipo assim, tá numa promoção boa.
- 21:13Aí eu olho, eu falo assim, ah, você tá na promoção?
- 21:15Nossa! Mas igual, eu sempre pego pão de
- 21:18forma… E passa da validade depois, porque fica pouco tempo.
- 21:21Pelo amor de Deus, não. Pelo amor de Deus.
- 21:22Eu esqueço, minha filha. Você tá, né?
- 21:25O dinheiro tá jorrando. Não, mas eu não jogo fora.
- 21:30Você come comida que passou da validade.
- 21:32Mas aí tem que comer rápido. Ou seja, o dinheiro tá jorrando,
- 21:36porque podia durar mais tempo. Mas a Patricinha… Eu não posso
- 21:39fazer nada, se eu sou a Ful. A Patricinha, ela não olha.
- 21:42Eu olho, validade. Teve uma outra dica.
- 21:45Não, não é questão de Patricinha.
- 21:45É questão de esquecer. Então, de Patricinha.
- 21:48Aí eu não olho, não olho as coisas.
- 21:50Aí eu nem olho o preço. Eu pego e compro.
- 21:53Eu quero, eu compro. Uma outra coisa que você falou
- 21:56de ficar atenta. Que a tia Valéria te disse.
- 21:59Embalagem, como que é? Ah, é.
- 22:00Arranhadinha... Tipo assim, porque pode ser rato
- 22:04que arranha, né, que o mercado tem, né.
- 22:05Então assim, arroz tá arranhadinho é porque rato
- 22:09passou ali, né. Igual, se eu pegar um todinho,
- 22:11tiver com a orelhinha dele aberta, tipo a orelhinha na
- 22:15parte de baixo, eu já não pego. Por quê?
- 22:17Não sei. Eu não falo, tem tantos outros
- 22:19arrumadinhos, por que eu vou pegar?
- 22:21Nossa, Raíla, que triste. Você já pensou que esse todinho,
- 22:24ele tá doido pra ser escolhido e você tá sempre renegando?
- 22:27Então que escolham, mas eu sou obrigada.
- 22:29Nossa, só porque ele tá viradinho.
- 22:30Eu deixo ele, quando tá descolando o canudinho, não
- 22:34pego. Eu quero intacto, eu quero ele
- 22:37direitinho, bonitinho. Nossa, como que você é, né, aí
- 22:40que a gente vê. Igual o leite, você vai pegar o
- 22:42leite, se tiver meio estufadinho a caixa, não compra.
- 22:44Ah não, eu também não pego. Que eu já imagino que tá azedo.
- 22:46Por que estufou? Por que você foi estufar?
- 22:49Eu já imagino que ele tá cheio de nata lá dentro.
- 22:51Também não faço isso, não. Essas coisas eu não pego, não.
- 22:54Isso daí você tem razão. Agora, do arranhadinho, depois
- 22:58que eu soube isso, o meu sonho de ficar presa dentro de mercado
- 23:02foi por água abaixo. Quando eu era criança, eu
- 23:05imaginava eu sendo esquecida e comendo tudo que tinha no
- 23:07mercado. Mas será que ficam os ratos
- 23:09correndo? Ah, os ratos não.
- 23:11Mas você já ouviu aquele ditado? Quando os gatos saem, os ratos
- 23:15fazem a festa. Então, meu amor, Deus me livre
- 23:19de ficar dentro de um mercado. Ai, Deus me livre de ver um rato
- 23:21num mercado. Eu ia filmar e ia processar.
- 23:25Pri, temos uma polêmica também pra esse episódio A Hora do
- 23:30Mercado. E a gente quer saber a sua
- 23:32opinião. Roda a vinheta de polêmica.
- 23:39Eu estava comentando com o Rayla que o seguinte, quando eu vou no
- 23:44mercado, o mercado está cheio, qual que é o natural de todo ser
- 23:49humano? Sim, de todo ser humano.
- 23:50É o quê? Eu fico numa fila, Rayla fica na
- 23:54outra. A fila que tiver indo mais
- 23:56rápido, a gente migra. E vai, né?
- 23:58E vai. Aí, Raíla vem me dizer… Sim.
- 24:02Que uma pessoa na internet… Do meu Instagram.
- 24:06Do Instagram. Que eu já até… Se você é comigo,
- 24:09eu não quero nem amizade com esse tipo de gente.
- 24:11Falou. Posso falar?
- 24:12Fala. Ela falou assim, tava fazendo
- 24:15stories revoltada. Que fez até barraco… porque
- 24:20estava na fila e estava um, não sei se foi um casal, que fez
- 24:24isso, um estava numa fila, outro no outro, aí a pessoa chegou, aí
- 24:28ela falou, aí chegou com tanto de carrinho, chegou com aquele
- 24:31carrinho todo, aí foi uma barracada, eu não aceito isso, é
- 24:35errado, chamou de mal educado. botou, esculachou a pessoa.
- 24:42Se ela me chama de mal educada, eu ia dar motivo pra ela ter me
- 24:46chamado. Porque eu ia virar e ia falar...
- 24:48Não. Eu já fico assim, ó.
- 24:49Que que é? Vai.
- 24:50Não, eu... Juro.
- 24:51Igual aquele meme. Eu no áudio, uma vez, com
- 24:53isofrenia, imaginando eu brigando no mercado.
- 24:56Cara... Meu amor, o meu marido estava
- 24:59naquela fila e eu estava nessa. Não importa se eu tô com um
- 25:03carrinho ou dez. Eu tô na fila preferencial?
- 25:06Não tô. Eu tô na fila de caixa rápido?
- 25:08Você tá nervosa? Deixa eu continuar aqui.
- 25:10Eu tô na fila de caixa rápido? Não tô.
- 25:12Então, se você tá incomodada, você se muda e vai pra outra
- 25:15fila que eu vou passar com os meus três carrinhos.
- 25:17Aí ela te vira uma mão na cara. É, minha filha.
- 25:19Aí ia começar. Aí ia começar a porradaria.
- 25:21Aí ia começar a porradaria. E eu vou falar assim, não
- 25:23gostou? Filma, não ia amanite a briga em
- 25:25mercado. Não gostou?
- 25:26Chama o gerente. Mas eu nunca tinha pensado
- 25:28nisso. Aí vem o gerente.
- 25:29Aí eu vou falar, ei, prostituta, vem aqui.
- 25:32É outro meme. É um meme, tá?
- 25:35Aí eu ia falar assim com a gerente.
- 25:38Olha o que está acontecendo. Aí eu ia me recompor, para
- 25:40mostrar que eu também sei ser educada com quem merece a minha
- 25:44educação. Olha aqui, senhora Raíla, o que
- 25:47acontece? O mercado hoje está cheio.
- 25:50Ou seja, vocês estão com um fluxo grande aqui de pessoas.
- 25:52Por ser final de semana, já é final de semana.
- 25:54Na minha cabeça já tá aí. Aí eu vou virar e vou falar
- 25:57assim. Eu tô com a minha compra que eu
- 26:00preciso passar. Tenho o meu horário de almoço.
- 26:02O meu marido tava naquela fila e eu estava nessa.
- 26:05Essa fila aqui andando mais rápido, eu sinalizei pro meu
- 26:09marido. Ei, prostituto, vem aqui.
- 26:11E ele chegou e a gente passar. Essa senhora aqui… Essa filha da
- 26:14puta. Essa arrombada… virou e tá
- 26:18armando um escarcel no mercado que é pra fazer gracinha deve tá
- 26:22não sei o que tá faltando na casa dela vai fazer uma palavra
- 26:24cruzada pra distrair pra desestressar veio se tentar
- 26:29crescer pra cima de mim então eu só tô aqui deixando claro que eu
- 26:33vou passar com as minhas compras independente de ela querer ou
- 26:37não E se ele falar assim, mas senhora, não pode.
- 26:40Se o seu marido tava na outra fila, é na outra fila que tem
- 26:42que ficar. Não, mas eu vou falar.
- 26:43Eu estava nessa fila, meu amor. Mas depois que ela falou isso,
- 26:47eu fiquei com vergonha de fazer isso.
- 26:49Eu não fico pensando. E eu quero encontrar ela no
- 26:51mercado. Eu vou te falar quem é.
- 26:52Eu quero encontrar ela no mercado.
- 26:54Porque eu vou fazer isso. Eu acho que ela te bate, hein?
- 26:57Minha filha, a gente cresceu com muita gente em casa.
- 26:59A gente soube lutar. A gente soube se defender.
- 27:01Não, mas agora falando sério. Minhas príncipes.
- 27:04Isso é certo ou errado? Você ficar marcando fila.
- 27:09Você e seu marido, você e sua amiga, você e sua esposa.
- 27:12Pra mim, não tem nenhum problema.
- 27:14A fila andou, eles foram ali. É óbvio que você não vai marcar
- 27:17a fila pra todo mundo. Eu vou lamentar, eu vou falar,
- 27:21puta que pariu, dei azar. Tô atrás de uma pessoa com cinco
- 27:23carrinhos. Mas quem que vai no mercado e
- 27:25faz compra de cinco carrinhos hoje, minha filha?
- 27:27O preço das coisas. Só quem é empreendedor, né?
- 27:30Mas esse período eu fiquei realmente estressada.
- 27:33Aí eu fiquei assim, até hoje, isso me bate uma dúvida.
- 27:36Não, pra mim não me bate dúvida nenhuma, ela está errada.
- 27:38Ah, palhaçada? Nossa, mas a gente até se
- 27:40exaltou agora nesse final, né? Exaltamos, depois eu vou beber
- 27:42uma água. Vamos mudar o clima?
- 27:44Meu bigode tá suado. Vamos mudar?
- 27:45Vamos. Bora então pro nosso… Momento
- 27:48Refletindo, enquanto ouve o Tony Ramos tocar sax numa livraria do
- 27:54Leblon. Vai, quem começa.
- 28:00Deixa eu começar? Pode.
- 28:01Que já é o que tá na minha cabeça agora.
- 28:04Gente, trinta e dois anos e o meu siso de baixo resolveu
- 28:08nascer. Tá nascendo agora.
- 28:09Eu tenho um siso, só o resto não quis vir.
- 28:12Não vingou. E aí, na época que eu era
- 28:16criança ainda, a dentista falou que o de baixo não tinha espaço
- 28:20pra nascer. Pois ele tá insistindo, só que
- 28:23ele tá nascendo… Cortando sua gengiva.
- 28:25Do lado. Ele nasceu assim, do lado.
- 28:27Aqui, tira, tá? Tira, senão pode dar problema.
- 28:32Procura uma dentista. Não, aí tá nascendo assim, tipo,
- 28:34agora ele parou. Só nasceu um pedacinho e parou.
- 28:37Parou de doer. Só que aí, tão incomodando um
- 28:40pouco, porque aí às vezes eu tô mordendo direto a minha bochecha
- 28:42na parte de dentro. Entendi.
- 28:43Eu tô falando aqui, ó. E aí fica mordendo.
- 28:46Aí aqui, ó. Mas ele me deu trabalho.
- 28:49Me deu até uma febrinha, tá? Quando ele tava nascendo, uma
- 28:52dor de cabeça. Uma irritabilidade.
- 28:55Eu não sei pra que que existe esse dente.
- 28:57É, né? Pra nada.
- 28:58Você sabe que o André, agora eu vou pro meu momento refletindo,
- 29:01ele tava me dizendo que o siso é um sinal que a gente ainda não
- 29:05tá tão evoluído. Produção, tá?
- 29:08Então eu tô metade evoluída e metade não.
- 29:11Se for me cancelar, cancela a produção.
- 29:14Ele que me passou essa informação.
- 29:16De que o siso é um sinal que os nossos antepassados, eles tinham
- 29:20siso. Mas tem gente que hoje já não
- 29:21precisa desse dente. E se você precisa desse dente, é
- 29:25porque você ainda tá ali… Não, mas eu acho que ninguém precisa
- 29:29do siso. Ninguém.
- 29:31Eu acho que ele nasce… Você tá querendo dizer, então, quem não
- 29:33nasce, né? Como assim?
- 29:35A pessoa que não nasce, o siso já é evoluída.
- 29:37É evoluída, isso. Então eu sou metade evoluída.
- 29:40Tá mais evoluída. Aí tá essa porra aqui, fica
- 29:42mordendo. E no início, ele arranhou tanto
- 29:45a minha bochecha na parte de dentro, que ficou até
- 29:48machucadinho. Nossa, Pri.
- 29:50Filho da mãe, palhaçada. Finalizamos, Pri?
- 29:53Finalizamos. Se você ficou aqui até esse
- 29:56momento final, depois de todas essas reviravoltas desse
- 29:59episódio, momentos de raiva que a gente analisou… Momento de
- 30:02raiva, cair na porrada no mercado… Muito obrigada por
- 30:06acompanhar as suas fris. Já sabe, se gostou desse
- 30:09episódio, compartilha, comenta. Não esqueça de falar pra gente
- 30:13qual a sua opinião em relação a isso da fila no mercado.
- 30:17Porque eu quero saber se eu tô muito errada.
- 30:19Porque eu tô ficando sem graça agora.
- 30:21Eu vivia feliz antes dessa informação dessa mulher.
- 30:24Então é isso. Um beijo, um queijo e uma...
- 30:29Manteiga. E um tiro no meio do seu cu pra
- 30:31você aprender a não pegar o bordão dos outros.
- 30:34O que Jesus acharia disso? Fiquei agora pensando que eu
- 30:47falei que eu ia dar um tiro no seu cu e você não respondeu.
- 30:50Eu não vou me igualar a você, entendeu?
- 30:53Eu não tenho siso. Ah, tá bom.