Latest / Juanribe / O sitiante e a raposa
Transcript
- 0:02Uma raposa vivia atacando o galinheiro, mas o sitiante,
- 0:07quando escutava os cocoricó, os desesperados das galinhas, ele
- 0:13saía com a sua espingarda. Mas como ele era um homem que
- 0:16amava a criação, ele apenas dava um tiro para o alto para
- 0:21assustar a raposa e a raposa tinha um fugir.
- 0:25E assim era quase todo dia, toda a semana, todos os meses e todos
- 0:33os anos. O sitiante nunca dava um tiro
- 0:37direto na raposa porque ele não queria matar.
- 0:40Uma criação de Deus, mas também não queria que a raposa comesse
- 0:44as suas galinhas. Então ele sempre dava o tiro
- 0:47para o alto e o tempo foi passando e ambos foram
- 0:52envelhecendo. E aquela raposa, já muito velha.
- 0:58Resolveu procurar o sitiante para pedir um emprego.
- 1:04E chegou até o sitiante, disse. Olha toda a nossa vida.
- 1:10Nós fomos inimigos de fato, eu queria comer as tuas galinhas e
- 1:16você as defendia. Mas veja só.
- 1:20Eu já estou velha. Estou magra, já não tenho
- 1:25agilidade e eu gostaria de lhe pedir por misericórdia, que me
- 1:31arrumasse um emprego no seu galinheiro.
- 1:34Mas se você está velha, você também não pode atacar o
- 1:38galinheiro e também não pode protegê-lo.
- 1:42E a raposa disse, mas se o senhor me alimentar com pão com
- 1:47leite, com uma sopinha, sabe uma papinha?
- 1:50Eu vou me fortalecer. E eu prometo, se o senhor me
- 1:55socorrer agora. Eu jamais atacarei as suas
- 2:00galinhas, vou protegê-las. E o sitiante?
- 2:05Como vido, com a penúria daquela raposa.
- 2:09Que pensou? Eu até me afeiçoei a ela e vemos
- 2:15tanto tempo juntos. Não me custa nada a socorrê-la.
- 2:20Muito bem, dona raposa. Você me promete que não vai
- 2:23atacar as minhas galinhas, mesmo que eu quisesse?
- 2:26Eu não tenho mais saúde para isso não, não.
- 2:29Eu quero terminar os meus dias na mais perfeita paz.
- 2:34Não quero fugir dos teus tiros, nem da tua espingarda.
- 2:39Não quero mais sair correndo pela mata escura.
- 2:44Eu prometo que você, fiel como um cão de guarda.
- 2:48E o sitiante acreditando na sinceridade da raposa e, de
- 2:53fato, a raposa estava sendo sincera.
- 2:57Ele disse, está bem. Então fique aí no galinheiro
- 3:01tomando conta das minhas galinhas.
- 3:04E se aparecer alguma outra raposa querendo atacar o meu
- 3:07galinheiro, você avisa, você dá um jeito de me chamar que eu
- 3:11saio com a minha espingarda. Deixa comigo, respondeu.
- 3:14A raposa não tem perigo nenhum, mas me arruma alguma coisinha
- 3:18para comer. Tô tão fraca, tô com tanta fome.
- 3:22E o sitiante ordenou a sua vaca. Pegou aquele leite fresquinho?
- 3:29Repartiu vários pedaços de pão e jogou ali, dentro daquela
- 3:34vasilha e fez uma sopinha tão especial e colocou para a velha
- 3:39raposa que comeu super satisfeita.
- 3:43E assim foi diariamente, o sitiante alimentava e
- 3:48diariamente a raposa tomava conta do galinheiro.
- 3:53Mas acontece que a velha raposa foi ficando forte.
- 3:59Já não sentia tanta fraqueza. E?
- 4:03Para falar a verdade, ela já estava enjoando de comer aquela
- 4:09papinha todo dia e começou a olhar as galinhas que protegia.
- 4:16E ficou pensando a na minha Juventude.
- 4:20Que lembrança maravilhosa. Quando eu consegui apanhar uma
- 4:25galinha e comê-la. Que delícia aquela carne
- 4:28quentinha. Há sentir aqui, na minha língua,
- 4:34o sabor, o paladar de uma galinha, de um franguinho.
- 4:40Mas eu prometi. Eu prometi que não ia mais fazer
- 4:44isso a, mas essas galinhas. Vejam aí me rodeando, se iscam a
- 4:52minha volta, olha cada coxinha. Olha cada peitinho e a raposa
- 4:59foi olhando ali o galinheiro e foi crescendo dentro do seu
- 5:05coração. Aquela tentação.
- 5:09Que foi se tornando tão forte, até que não podia mais ser
- 5:14controlada. Então, a raposa.
- 5:19Agindo por um instinto animal? Avançou ali sobre as galinhas e
- 5:25pegou uma delas. E devorou imediatamente as
- 5:30outras galinhas, assustadas, começaram a cocoricar e os
- 5:35sitiantes saiu que não acreditou.
- 5:38Lá estava a raposa comendo a sua galinha e destruindo o seu
- 5:45galinheiro, acabando com a sua paz.
- 5:49Ele não teve outra alternativa que pegar a velha espingarda,
- 5:54dar outro tiro para o alto e a raposa, ao escutar o estrondo,
- 5:59saiu correndo, mas feliz da vida, porque havia se alimentar.
- 6:05Só aqui o ciclo se repetiu. Velha e cansada, ela teve
- 6:11refeição apenas um dia. Mas agora longe, estava numa
- 6:17situação muito pior, continuava envelhecendo.
- 6:22E sem a proteção daquele sitiante que foi tão bom que
- 6:28alimentou e a fortaleceu diariamente.
- 6:33Você está compreendendo essa história?
- 6:37De uma certa maneira, o ser humano é como aquela velha
- 6:41raposa. Quando é jovem, forte e
- 6:45vigoroso, faz, apronta e se vira e não precisa de ninguém.
- 6:53O ser humano se sente dono do seu próprio nariz.
- 6:58Mas quando vem as dificuldades. E as doenças e quando a pessoa
- 7:06não tem mais aquele vigor? Então ela se lembra de buscar a
- 7:10Deus. E vai pedir ao dono de todas as
- 7:15coisas que a alimente e que a proteja.
- 7:20O sitiante aí no caso, é Deus que preserva a vida.
- 7:25Que não quer destruir nenhuma de suas criaturas?
- 7:28Mas que de vez em quando, precisa provocar um estrondo, um
- 7:32barulho para chamar atenção para despertar a criatura.
- 7:38E o sitiante? Que nesta história representa
- 7:42Deus, está sempre disposto. Atender os necessitados.
- 7:49Os doentes que lhe procuram? E que suplicam por um favor,
- 7:53dizendo a senhor. Tenha compaixão de mim.
- 7:59Vejo meu estado, olha minha vida como está.
- 8:04Veja meu senhor, que fraqueza que eu sinto.
- 8:08Veja quantas dores e quantas necessidade.
- 8:12Mas estou passando, isso ocorre. Eu prometo que eu vou ser
- 8:17bonzinho. Eu prometo que não vou mais
- 8:20fazer mal para o meu próximo. Eu prometo que eu vou andar
- 8:23direito. E a pessoa está sendo sincera.
- 8:28E Deus, então. Só corre a pessoa.
- 8:32Alimenta. Que protege, cuida das suas
- 8:36feridas, livra de todo o mal. E aquela pessoa se fortalece e a
- 8:44medida que vai se fortalecendo se esquece até de Deus.
- 8:50Torna-se forte e orgulhosa e passa a fazer as velhas coisas
- 8:56que fazia e quando Deus vê isso acontecendo novamente, ele
- 9:03provoca um rebuliço, um estrondo no céu para chamar a atenção.
- 9:09E a pessoa que acaba atraindo a confiança de Deus foge novamente
- 9:16para o mundo, para a escuridão. E o que acontece?
- 9:21O ciclo se repete, a pessoa volta a passar necessidade.
- 9:28Continua envelhecendo o tempo passando.
- 9:33Pessoa agora está longe de Deus. Por isso meu amigo, minha amiga,
- 9:39seja fiel. Deus tem te alimentado, tem
- 9:44cuidado da tua vida, tem sarado as tuas feridas todas as vezes
- 9:50que você disse ó pai, me socorre, me ajuda Deus
- 9:55prontamente atendeu, então. Que continue sendo fiel, porque
- 10:01é justamente na tua perseverança que você vai possuir a tua
- 10:06bênção. O próprio senhor Jesus disse
- 10:09quem perseverar até o fim será salvo.
- 10:14Por isso, jamais abandone a casa do pai.
- 10:18Se você está pensando em se afastarem, se desviar, se você
- 10:23anda olhando as coisas do mundo, está sendo seduzido, seduzida.
- 10:29Pelos prazeres desta vida, então mude a direção do teu olhar.
- 10:34Não olhe para as coisas do mundo, mas olhe para o teu Deus,
- 10:39teu Salvador, o nosso senhor Jesus Cristo.
- 10:58Você acabou de ouvir este podcast com o Juan ribe
- 11:01palharini. Um oferecimento dos pregadores
- 11:04do telhado para saber mais sobre este trabalho, acesse o site
- 11:09pregadores do telhado.org.br pregadores do telhado feliz a
- 11:15nação cujo Deus é o senhor.