Latest / Peças Raras - Você em sintonia com o rádio / #364 Peças Raras em Foco na Rádio Trianon
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- 0:03Essas rádios você tem sintonia com Rádio Metrópole em foco,
- 0:09para discutir a cidade que queremos, seus problemas e suas
- 0:13soluções. Na última quarta-feira, dia 24
- 0:19de setembro, véspera do dia do rádio, eu fui à rádio Trianon e
- 0:23conversei com Pedro nastre e Fábio d'urso.
- 0:27Acompanhe como foi esse bate-papo.
- 0:34E aqui no retorno metal para o ifoc, sempre conferecimento
- 0:37Sicredi, a primeira instituição financeira cooperativa do
- 0:40Brasil. Recebendo aqui, com hoje, aqui
- 0:44participando aqui dessa mesa, o um comunicador, tá?
- 0:50Que é o Marcelo abudo. Ele é mestre em comunicação.
- 0:54Até aqui, ó. Pela própria casa aqui pela
- 0:57Unip, né? Aqui faz parte do grupo, tem
- 1:01graduação em publicidade, propaganda.
- 1:04Aqui a nossa vizinha aqui em cima, caixa per líbero, é pós
- 1:09graduado informação e informação de professores para ensino
- 1:13superior pela Unip. Também atualmente é professor de
- 1:17criação e produção de áudio. No centro universitário Armando
- 1:22Álvares Azevedo, querida é penteado.
- 1:25Armando. Penteado.
- 1:27Eu falei, Álvares Azevedo. Álvares Azevedo é o poetinha.
- 1:31Nós deixamos ele ali, depois nós falamos com ele.
- 1:33Álvares tem piada FAAP, né? Olha OOO, currículo dele é
- 1:38extenso, mas eu quero deixar que ele é diretor da produtora peças
- 1:42raras e aí nós vamos falar sobre peças raras mesmo.
- 1:46Que é uma especializada em mídia sonora, tenfase em criação e
- 1:51produção de podcast e participou do programa você é curioso pela
- 1:57Bandeirantes, né? Sim.
- 1:58Sim, maiores e banada bom dia. Bom dia.
- 2:01É um prazer falar no rádio. É sempre uma Na Na véspera do
- 2:05dia do rádio, né? É do dia 25 de setembro, dia do
- 2:08rádio. Dia 21 foi dia do radialista.
- 2:11Dia 7 de novembro é outro dia do radialista.
- 2:14Essa é uma longa história. A gente pode até conversar sobre
- 2:16isso depois, mas enfim, é sempre um grande prazer. eSIM, eu
- 2:20fiquei Na Na Bandeirantes fazendo o você é curioso?
- 2:24Comecei com interferência, que foi um quadro com a intenção de
- 2:28resgatar programas de rádio que não existem mais.
- 2:32Então eu IA pesquisar no centro cultural, por exemplo, peguei um
- 2:35roteiro do patrulha Bandeirantes.
- 2:38Você tem aí? Você tem alguma coisa aí?
- 2:40Quer ver? Rapaz.
- 2:42Olha patrulha Bandeirantes. Quero uma coisa, eu conheço
- 2:47você, Manuel, você não pode ver rabo de saia, eu conheço você.
- 2:51Ah, deixa de besteira. Neuza, que que é isso?
- 2:53Agora eu ando desconfiada de você com a Maria das graças.
- 2:56Besteira, eu já falei, não sei não, você é capaz de tudo.
- 2:59Bem, não vamos começar, não é? Você sabe que eu não gosto
- 3:02dessas conversas. Claro, não te interessa quando
- 3:04eu toco num assunto desses. Você não gosta?
- 3:06Claro. Mas se um dia eu te pegar,
- 3:08chega. Chega de blá blá, blá.
- 3:10Não chega não. Se eu te pegar com a Maria das
- 3:12graças, você vai ver o que te acontece.
- 3:14Está me ameaçando? É?
- 3:15É isso? Que maravilha.
- 3:16Era coisa de louco. Eu lembro que eu escutava EE,
- 3:20eles tinham bordão que eles começavam assim, é, e agora com
- 3:24vocês abronquem os afunos do dia, porque vai começar a ronda
- 3:28das delegacias, que era da patrulha Bandeirantes.
- 3:30Isso era uma coisa de de de botava.
- 3:33Medo era pior que filme de terror.
- 3:35Pior do que o Gil Gomes? Nossa, eu acho que era pior que
- 3:38o Gil Gomes, eu lembro disso que eu era.
- 3:41Eu tenho trauma com o Gil Gomes. Exatamente AA, minha esposa,
- 3:44também minha esposa, ela chegou. No Brasil, porque ela é italiana
- 3:47e ela falou que ela chegava no Brasil e quem quem que na casa
- 3:51dela? AAAA empregada colocava o jogo e
- 3:55ela ficava apavorada com o jogone, né?
- 3:58E eu falei, olha, AAA ronda das delegacias, que era do patrulha
- 4:02Bandeirantes a. Aquilo para mim e vinha logo
- 4:06após o Trabuco, vinha logo a foto de Trabuco, é isso, rapaz,
- 4:12você lembra disso? É, eu lembro de pesquisar.
- 4:15É nesse caso de pesquisar mesmo? É não, não.
- 4:18Desculpa ter interrompido. Mas foi.
- 4:21Mas AA ideia era essa, era pegar esses áudios, pegar roteiros
- 4:24originais. No centro cultural, a gente
- 4:26encontra muita coisa, né? Entrevistas, tudo tem lá o
- 4:29departamento de multimeios fica meio escondidinho, tal, mas tem
- 4:32muito material de arquivo. E aí com esses roteiros
- 4:36originais a gente reproduzia com Marcelo Duarte, com a Silvânia
- 4:39Alves, com o Salomão western, com quem estivesse pela frente,
- 4:43Rafael Colombo, todo mundo participou de uma interferência.
- 4:45A ideia era essa, brincar de fazer o rádio antigo com os
- 4:48recursos de hoje, mais ou menos como o nosso amigo da
- 4:52sonoplastia fez. Agora vai soltando, vai
- 4:54brincando, né, fazer rádio e eu fiquei 11 anos No No, você é
- 4:59curioso. Depois a gente foi para a
- 5:00internet, né? Fez lá o olá curiosos a.
- 5:03Ali eu já fazia um quadro que era o hashtag hoje pode, falando
- 5:06de podcast e se indicando, e aí já tem muito podcast que é
- 5:09parecido com o patrulha Bandeirantes.
- 5:11Ah, é? Hoje a gente tem uma onda aí, a.
- 5:14Sim, a gente. Fala é true crime, né?
- 5:15Fica chique, né? O crime real.
- 5:17O Gil Gomes, né? O Gil Gomes.
- 5:19Editado. Mas enfim, tem é uma onda.
- 5:21A molecada adora esse tipo de podcast e tem alguns que fazem
- 5:25exatamente isso, tanto com histórias de terror quanto sim,
- 5:29sim. Ressuscitou.
- 5:30É eu, Eu Acredito que o podcast hoje ele está vivendo.
- 5:33O rádio que foi feito lá nos anos 30, né, quando ele se
- 5:37popularizou, então, quer dizer, você encontra muita coisa hoje
- 5:40em podcast que reconstitui como se fosse algo original, genial,
- 5:44mas que faz o que se fazia nesse tempo, anos 3040, 50 até os anos
- 5:487080, enfim. Mas essa criatividade é
- 5:53dramatização. Existe um espaço para isso em
- 5:56podcast, né? Então a gente fazia isso no
- 5:58rádio. Na ideia de homenagem, a gente
- 6:02não, não tinha pretensão, apesar de que, claro, quando um Salomão
- 6:06esper participava, sim, a gente fez.
- 6:08Por exemplo, é alguns episódios com ele.
- 6:11O patrulha Bandeirantes foi o primeiro, foi a inauguração,
- 6:14então aí dava um ele, ele tinha vivido aquilo, né?
- 6:17Ele fazia inclusive parte da época, não, não do patrulha
- 6:21Bandeirantes, mas ele fazia voz em comercial, ele fazia tudo na
- 6:25época do. Patrulha também.
- 6:27Salomão faleceu há pouco tempo. É, não sei se você já chegou AAA
- 6:32participar desses almoços que o que o?
- 6:35Malhoca. O malhoca eu de vez em quando eu
- 6:39vou, eu vou no almoço EEO, salmon estava sempre ali conosco
- 6:43uma. Procura constante.
- 6:45Mas você tem aí oOoOO dancopé Simões também é outro aí, né?
- 6:50Os ancopé Simões, uma vez na madrugada da Bandeirantes.
- 6:53Ele era da casa. Ele, ele ele chamou o peças
- 6:56raras de. Pescas raras, pescas é porque é
- 7:00difícil, não tem cedilha. Né nome?
- 7:02Assim na No No site. No então.
- 7:04Fica pescas raras. Aí foi lá.
- 7:07Ah, e aqui o Marcelo abud, do pescas raras.
- 7:09Falei, poxa, olha, ó, eu não gosto de peixe, mas acho que eu.
- 7:12Vou, mas vamos lá, ô, ô. Ô, você vai pescando as
- 7:16histórias. Eu quero registrar aqui esse
- 7:18homem que falou agora aí de pescando as histórias, aí é o
- 7:21Fábio dusi. Fábio dusi também é jornalista,
- 7:23com medalhista também. Tá sempre aqui conosco e foi
- 7:27quem fez essa ponte aqui com o convite, aqui com o Marcelo, com
- 7:31o Marcelo abud. E nós estamos aí, ó, o Mateus
- 7:34truck, não sei se conhece Mateus truck.
- 7:36Ele, ele é um sensacional, ele é o negócio dele.
- 7:41Ele levanta e ele resgata o lado do cinema brasileiro e ele foi
- 7:48buscar a boca. Olha, ele tem uma história
- 7:51também sensacional. Sobre assim, o resgate é dos
- 7:56cineastas da boca sim, antiga boca do lixo, que o pessoal
- 8:01falava, mas era o cinema, né? E lançou aí fez 11 material
- 8:06muito bacana do Coringa. Do Coringa é que ele chama do
- 8:11Coringa, que é 11, inclusive diretor foi diretor da da da da
- 8:17API. Falando um documentário, né?
- 8:19Isso não é? E aí eu vou bater um papo aqui.
- 8:23EEE, estou citando o nome do do Mateus, porque é um cara assim
- 8:27que ele. Esse documentário foi para o
- 8:29miss, foi para o miss também ficou.
- 8:32É uma coisa sensacional, né? E aí, OOE, aí nós falamos, você,
- 8:39você falou aí sobre o malioca, né?
- 8:41Que ele tem esses almoço. Ali você tem um cara também ali
- 8:44que fez um sucesso danado ali, que é o que o afanásio.
- 8:47Sim, o. Afanásio.
- 8:49Né, acho que anos 70 e 80 a gente pode colocar o grande
- 8:53período do afanásio e do Gil Gomes.
- 8:55É, era uma. Um batismo.
- 8:58Parece que quando o Gil Gomes saiu, talvez da da Record, o
- 9:01afanásio entrou e ele foi para a Globo.
- 9:03Alguma coisa assim, né? E aí os 2 tinham uma audiência
- 9:061000000 de ouvintes. Nossa, né?
- 9:09Imagina hoje a gente fala, né, na internet atingir lá um
- 9:12número. Milionário, eles faziam isso no
- 9:16rádio ao vivo, no horário comercial.
- 9:20Era uma coisa fascinante. E eu assim, ouvindo esses
- 9:24repórteres policiais. Na verdade, meu pai ouvia muito
- 9:29e ele deixava o rádio ligado à noite.
- 9:33Eu tenho essa lembrança da reprise do desses programas, né?
- 9:37Eles aconteciam no horário comercial e depois tinha
- 9:39reprise, não sei se 11 horas da noite, alguma coisa assim.
- 9:42E aí meu pai lavava louça quando chegava do trabalho e ligava.
- 9:47E eu estava dormindo, começava a ouvir aquela tinha uns
- 9:50pesadelos. Rapaz, é uma infância.
- 9:52Difícil, graças ao afanásio também.
- 9:55Também é também o Gil Gomes. Não dá mais para você ir buscar
- 9:58ele, ele fazer, mas o afanásio ainda a gente consegue.
- 10:02Nos encontros. Seria legal trazer o afanácio
- 10:04também para contar um pouco da história.
- 10:06Né? OPA, sempre.
- 10:07Sempre, né? É essas pessoas, você não pode.
- 10:12De deixar eles acabam. Eles acabam se isolando, né?
- 10:18Mas a gente tem a obrigação de trazer sempre com e fazer esse
- 10:22pessoal lembrar, né? Lembrar dessa turma toda.
- 10:26E aí você tava falando aí, Oo. O Marcelo falou que AAAO rádio
- 10:32foi. O podcast hoje é a grande ponte
- 10:35do rádio de de antigamente. E assim o pessoal todo que foi
- 10:39para a televisão veio do rádio também, né?
- 10:41Sim, sim, a maioria. A maioria.
- 10:43Né? Por isso que que profissional de
- 10:44TV também no Brasil é radialista?
- 10:47É, né? Tem.
- 10:47Essa por então é, é. São as pontes que se repetem,
- 10:50né? Hoje, para internet, antes para
- 10:52televisão. Isso mesmo.
- 10:54E. E aí eu, eu, eu estava lembrando
- 10:57assim da dos locutores também, né?
- 10:59Porque o pessoal, os locutores de televisão deram Na Na
- 11:03maioria, como Lombardi, os caras de Lombardi.
- 11:06Começou na casa de ABC, né? É das vinhetas, é em Santo
- 11:11André, tudo depois foi para hoje a é energia 97.
- 11:16Mas quando era a Rádio Rock, ele fazia a voz padrão.
- 11:19Ali é né, o Lombardi além de ser.
- 11:21Lógico que mais ficou conhecido a voz do Silvio Santos e tal, lá
- 11:24dos bastidores. Mas o impressionante como a voz
- 11:28transmite tanta coisa, né? Porque a gente não tinha a
- 11:31imagem do Lombardi. Esse é o grande barato.
- 11:34E de repente, a força que tinha tudo que ele falava ali, né?
- 11:37Quando? E no rádio também é no rádio
- 11:40também, fazendo inclusive no litoral.
- 11:42Um programa que eu, quando IA para o litoral, gostava de ouvir
- 11:46em AMO. Lombardi fazendo programa
- 11:48popular, tudo com aquele vozeirão, né?
- 11:50Oi, é muito bom, é sensacional. Lombardi, muito bom.
- 11:56Então você você também passou pela pela TV Cultura?
- 12:00Então eu tenho um colega lá na cultura que eu apresento,
- 12:04persona. Sim.
- 12:05Sim, o Atílio bari. Sim, o Atílio bari, Atílio bari
- 12:08também parceiro assim de de jornadas de eu divulgar coisas,
- 12:13você? Tem assim do Atílio.
- 12:16Você quando falou em em teatro, né?
- 12:19Eu falei, ó, tem tudo a ver com o.
- 12:20Atílio, o Atílio, eu conheci muito no canal comunitário em
- 12:24cartaz. É, eu achava sensacional em
- 12:27cartaz, ele era uma sacada. Hã, você?
- 12:31Eu não sei ainda. Se continua, não sei.
- 12:34Com o Atílio? Acho que não.
- 12:35O Atílio ele tem feito coisas na própria TV Cultura, na Rádio
- 12:39Cultura Brasil. Ele faz os boletins, mas
- 12:42continua aí fazendo o persona eco.
- 12:44O magnífico, magnífico das. Coisas boas que a gente tem na
- 12:47TV é. O é passou pelo canal Futura,
- 12:51pela Bandeirantes, né? Na Bandeirantes TV não.
- 12:54Não é na Bandeirantes TV assim, indiretamente.
- 12:58Na verdade, eu fiz roteiros de de vídeos durante um bom tempo e
- 13:03tinha uma produtora chamada roteiro central, roteiro, e aí a
- 13:07gente trabalhou. Por exemplo, pode falar de
- 13:10clientes tal? Pode.
- 13:11A gente trabalhou para a caixa econômica, na época, para as
- 13:14loterias da caixa, e a gente fazia uma coisa que talvez vocês
- 13:17se lembrem que era na Bandeirantes.
- 13:20Tinha um personagem no esporte total, que era o Zé da sorte.
- 13:24O Zé da sorte, ele dava lá umas simpatias para ganhar na loteria
- 13:27e terminava lá com o bota fé que dá e tal que é o Luiz Ramalho,
- 13:31né? O ator que que fazia o Zé da
- 13:32sorte e a gente fazia esses roteiros do do Zé da sorte.
- 13:36Era muito legal. E também a zebrinha da caixa.
- 13:40Quando era uma atriz que fazia no programa do Milton Neves,
- 13:43domingo à noite, a gente fazia o roteiro ali, as brincadeirinhas
- 13:47com os times tal, né? É.
- 13:50E a gente escrevia esses roteiros para.
- 13:52TV Bandeirantes, mas não como contratado da Bandeirantes.
- 13:55Sei, sei aí, na Bandeirantes, o que eu mais fiz mesmo foi o
- 13:58período do você é curioso? Pela rádio, é pela rádio.
- 14:02E aí você falou aí do pessoal que ainda alguns continuam, né?
- 14:06Que é o caso do do o Colombo não, né.
- 14:08O Rafael Colombo agora já tá na CBN, tá na CBN.
- 14:12Ele tava Na Na Na Bandeirantes, o janco pé que esteve Na Na.
- 14:17Ele fazia. A.
- 14:19Madrugada a caminho do Sol? Sim, sim, sim, era uma coisa.
- 14:24E ele esteve aqui conosco. Muito tempo ele foi, tinha teve
- 14:28um programa aqui na Trianon, muito tempo.
- 14:31É eu. Eu frequento a Trianon desde a
- 14:33época da faculdade. É então.
- 14:35Assim quer dizer. É, eu acho que veio depois da
- 14:38faculdade, um pouquinho depois, mas desde que a Trianon existe,
- 14:41então Orlando Duarte, o Orlando, o Sabá, a gente vinha aqui
- 14:46participar dos programas como a gente tá fazendo.
- 14:47Agora é então o pessoal ex. Todos eles se conhecem.
- 14:51Já tem um pessoal aqui que já está.
- 14:54Já são. É assim, é grilheiros da casa.
- 14:58Já pegaram a casa. Deve lembrar muito do Reinaldo
- 15:01Bessa que o Sabá tocava bastante aqui na.
- 15:03Rádio. É um artista que é um irmão, né?
- 15:07Completou 30 anos de carreira aí de poesia e música e a gente tá
- 15:10junto, inclusive fazendo podcast.
- 15:12Fica aqui o pois é poesia, arte no plural.
- 15:16A gente fez um episódio sobre o Abujamra agora e enfim, o mês
- 15:19inteiro. A gente tá falando de Antônio
- 15:21Abujamra por lá, com a Márcia Abujamra.
- 15:24E com enfim, a gente foi no acervo, Antônio Abujamra, tudo.
- 15:27Então são episódios que a gente está aí, né?
- 15:30Também o Valdemar Jorge, que talvez vocês conheçam, o dema,
- 15:33que foi da TV Cultura durante 30 anos e que trabalhou com
- 15:37Abujamra, né? Tudo, enfim, a gente tem feito.
- 15:40Você sempre nessa área da, da, da, da, da comunicação, por
- 15:44exemplo, mas do rádio sempre, no rádio, sempre.
- 15:47Área, por exemplo, jornalismo escrito também alguma coisa.
- 15:52Não indiretamente, né? Escrever alguma coisa mais para
- 15:57a internet. A gente teve um jornal também
- 15:59chamado o toque, música independente do Brasil, que era
- 16:02distribuído aí. É no nos centros culturais,
- 16:07tudo. Porque AA rádio acaba sendo
- 16:09fonte também na dos dos jornais, né?
- 16:12Sem dúvida. Como a gente pauta aqui algum um
- 16:14dos programas operacionais. Também.
- 16:16Mas. Mas eu?
- 16:16Eu tenho um pouco mais de idade que você.
- 16:18Assim, eu tenho idade para ser seu pai.
- 16:20Mas eu tenho feito uma campanha. E eu fiz o Lira paulistano.
- 16:24Eu não sei se você lembra. OPA.
- 16:25Fiz o jornal do Lira, fazia o jornal do Lira com o Fernandão.
- 16:29O Fernandão. Eu falei, seu.
- 16:30É, estava lá No No no Paraná, mas era também era o jornal que
- 16:34a gente distribuía, mas era mais alternativo.
- 16:37Né, maravilhoso, maravilhoso. Eu.
- 16:40Eu tenho um sonho de encontrar. É quando eu tinha lá os meus
- 16:441314 anos de idade, eu fazia rádio em casa, eu brincava de
- 16:48fazer rádio em São Paulo. Não é tão comum, né?
- 16:51Mas eu colocava aqui em Campo Belo.
- 16:54Eu morava em Campo Belo e colocava uma caixa acústica na
- 16:57janela de casa e começava das 3 às 5 da tarde.
- 17:00Eu e. Van rosemeire abud, a gente
- 17:02brincava de fazer uma rádio. Quando isso?
- 17:04Ah, isso foi? Tinha 14 anos em 85.
- 17:08Faz aí 30. Anos.
- 17:10Não, porque 30 anos? Ah, 85 faz 40 anos, Ah, 40 anos,
- 17:15né? E aí, de repente, tinha 11 grupo
- 17:18de crianças que todo dia acompanhava a nossa transmissão.
- 17:21Ficava no murinho do prédio. Era um tempo em que isso era
- 17:23possível? Não tinha.
- 17:25Você morava em prédio e fazia? Eu morava em casa, é?
- 17:28Ah, é? E na frente da minha casa tinham
- 17:292 prédios e um vão entre eles, um em. 85 isso?
- 17:33Em 85. Na João Álvares Soares, perto da
- 17:37Vieira de Morais, a gente fazia ali o que a gente ouvia nas
- 17:41rádios. A gente reproduzia na nossa
- 17:43emissora, que era a rádio new Wave, a emoção da nova geração.
- 17:47Então a gente brincava de fazer rádio ali e tinha ouvintes, né,
- 17:50que era o pessoal tinha o auditório que ficava no murinho
- 17:52do prédio da frente. Eu tenho uma curiosidade, são
- 17:55pessoas que hoje estão com 5050 e poucos anos, né?
- 17:58Se aparecer alguém que está me ouvindo.
- 18:01Porque ali você tem a rádio Brooklyn.
- 18:04Não sei se você conhece, é e eu estou te falando uma coisa que
- 18:07quando eu saí do bairro do Brás, 1974, meus pais foram direto
- 18:10morar no Campo Belo e eu fui morar numa rua chamada rua
- 18:14Princesa Isabel. Sim.
- 18:17Uma princesa bel EEEEA, tal da rua que hoje é Demóstenes, mas
- 18:22chamava se rua Ruy Barbosa, porque ali tinha as mesmos 9 de
- 18:27todas as AA vereador José Diniz era.
- 18:32A mesma crise da Vila Mariana, conselheiro Rodrigues Alves
- 18:36chamava, depois mudou o nome para vereadores edenir, mas aí
- 18:41na a João Álvares, rua Dom Pedro, que hoje é Gil eanes,
- 18:46aquela toda é mais ou menos ali aquela região.
- 18:49Né? Eu fui vizinho do nhotico, quer
- 18:51dizer, sim. Cheguei lá Na Na João Álvares
- 18:53Soares, ele morava na esquina. Hã?
- 18:55Cheguei a visitá lo já. Pô, eu podia estar lá meu pra
- 18:59escutar o rádio. Olha só, olha só.
- 19:02Agora vou começar a aparecer os ouvintes da época.
- 19:04Ah, tem OOO. Fazer uma?
- 19:06Quem está ali, quem estava ali também, já nessa época, mas
- 19:10tinha ali uma produtora ali. É Oo Fausto calunha, sim, Fausto
- 19:15calunha, que estava ali do lá do seu lado.
- 19:17Olha só, né? É?
- 19:18O João Marcelo Bosco ali também, ele continua até hoje lá no
- 19:22bairro, mas ficava muito pertinho da minha casa.
- 19:24Passava ali, ó, o Guilherme Arantes tinha, ele tinha um, ele
- 19:28tocava ali, ele tinha um. O pai dele trabalhava numa pai
- 19:32dele, era diretor da Carlo herbah, que depois virou
- 19:36Eurofarma ali, bem Na Na Vieira de Morais.
- 19:39Ali sim, né? Com a com a, com a coisa.
- 19:42Antes de ser antes da Eurofarma comprar, chamava Carlo herba, um
- 19:48laboratório também EEE. Ali, do outro lado da avenida, o
- 19:53pai dele alugou uma casa e o e o Guilherme Arantes tocava ali,
- 19:57fazia o. Guilherme era antes maravilha.
- 19:59Nossa, o bairro, o bairro deu, deu, deu.
- 20:03Quem bebeu daquela água estava bem?
- 20:05Não? É, eu fugi um pouco de lá, sabe?
- 20:07Essa é uma, é uma verdade. Vou falar aqui.
- 20:10Em. Off que ninguém nos ouça.
- 20:12Por favor. Eu gosto muito dessa história,
- 20:15foi muito importante. Mas aí, né, nasceu o filho, a
- 20:19gente foi, aí fui mudando, fui para outro.
- 20:22Mas é a gente tem essa, esse vínculo com principalmente a
- 20:27adolescência, a infância. Eu acho que é o que marca.
- 20:29Né, ele se por ali EE fazendo rádio depois de visitar a
- 20:34Avenida Paulista, porque eu vinha.
- 20:36Diariamente pra cá eu até contei num outro programa que que eu
- 20:39participei aqui na Trianon, que o meu sonho um dia foi estudar e
- 20:45trabalhar na Avenida Paulista, porque eu vinha tanto aqui
- 20:48quando adolescente. Eu vinha conhecer as rádios, né?
- 20:51Eu IA todo dia na Rádio Cidade ali e tal, fazia amizade.
- 20:56Até 11 dia eu fui na Rádio Cidade.
- 20:58À tarde, o Tony lammers estava no ar que.
- 21:02Né? O Bob Floriano faleceu agora
- 21:04recentemente. O Tony é começou substituindo,
- 21:07se eu não estiver enganado, o horário do Bob Floriano.
- 21:10Mas enfim, eu o conhecia das tardes da Rádio Cidade.
- 21:13E quando eu fui para o litoral, no sábado, eu fui visitar a
- 21:17Trianon a. Tribuna a tribuna.
- 21:21E quando eu chego na tribuna? O Tony lammers, que fazia de
- 21:24segunda à sexta aqui, estava lá, ele era coordenador, né?
- 21:27Enfim, e tal. A hora que ele me viu, ele
- 21:29falou, é, como assim o cara vai no rádio todo dia na Avenida
- 21:32Paulista? Eu vim no litoral final de
- 21:34semana, em vez de ir pra praia, vem pegar onda do rádio.
- 21:37Eu vivia visitando rádio, né? Então eu vivia aqui na região da
- 21:41da Paulista, porque concentrava até hoje tem muitas rádios, né?
- 21:46A gente tem um prédio com aqui mesmo, a gente tem, né?
- 21:49Enfim, e aí, o que que acontece? Eu um dia parei na escadaria
- 21:53aqui da Gazeta, quando tinha lá os meus 14 anos, olhei essa
- 21:58avenida e falei, poxa, meu sonho é estudar e trabalhar aqui.
- 22:02Entrei na Cásper, né? E primeiro semestre da
- 22:06faculdade, comecei na Rádio Gazeta, aí na Rádio Gazeta,
- 22:09trabalhei com na época, né, o. Moraes Sarmento estava ali Oo
- 22:14Alberto Helena Júnior era o diretor.
- 22:16Então a gente tinha uma rádio que tocava música brasileira,
- 22:19então tinha Moacir japiassu, arrigo barnabé.
- 22:22Era 11. Anarquia das melhores, né?
- 22:25O pessoal do rádio matraca, que até hoje está na Rádio USP, o
- 22:28Laerte sarro Moura, o Ayrton maini Júnior.
- 22:30O Laerte, né? O show de rádio veio para cá
- 22:34nessa época isso, o Pedro Luiz era o diretor de esportes para
- 22:39quem, né? Você gosta de esportes?
- 22:41Eu gosto. Eu sou locução esportiva, é
- 22:46futebol clube. Eu gosto da locução esportiva
- 22:49dos comentaristas. Eu gosto dessa coisa da emoção
- 22:52que o rádio transmite para mim. Não tem igual.
- 22:54Então eu gosto de ouvir o jogo mais do que acompanhar o meu
- 22:58time. Tanto que eu já mudei de time
- 22:59tantas vezes. Ah, eu olhei, paimerense.
- 23:02Paimerense é o meu meu time realmente é o São Paulo, mas eu
- 23:08falei paimerense por causa do filho.
- 23:10E mais do que isso, eu nasci Corinthians.
- 23:12Não é uma história maluca. Em 77 eu mudei de time.
- 23:15É quando o Corinthians foi campeão.
- 23:17Aí você falou, agora não quero mais torcer, porque eu gostava
- 23:19era de sofrer. É, então, mas eu nasci numa
- 23:22época que acreditava, né? Meu pai, muito corintiano.
- 23:25Então eu nasci acreditando que eu estava torcendo para o time
- 23:28ser campeão. Hã, ele foi campeão.
- 23:30Eu tenho que escolher um outro time para torcer para ser
- 23:32campeão também, porque porque eu torcia que o time foi campeão.
- 23:35Aí você foi torcer para quê? Para o.
- 23:36Bangu para o São Paulo. Eu olhei assim.
- 23:39Com. Meu pai?
- 23:40Antes dele responder qualquer coisa, porque imagina, né, se
- 23:43ele IA apoiar essa ideia antes dele responder, falar, Ah, pai,
- 23:47é Corinthians, foi campeão, agora tenho que escolher um time
- 23:49para torcer, vou torcer para o São Paulo, tá?
- 23:51Ele não teve tempo de responder quando passaram se alguns anos,
- 23:54aí vi o São Paulo campeão da Libertadores, campeão mundial,
- 23:57Ah, cansei também de ser campeão, falei, vou torcer para
- 23:59o Palmeiras, aí o Palmeiras começou a ser campeão, agora se
- 24:01eu torcer para a portuguesa, vai ser campeã mundial.
- 24:04Não. E depois, quando der, aí agora
- 24:08nós volta lá para o moleque travesso.
- 24:10Olha aí, não é esse porque esse daí não é orcon curso, né?
- 24:14Sem dúvida. Embora a portuguesa também, né?
- 24:17A portuguesa está no coração. Mas eu sou eu.
- 24:21Já. Eu nasci palmeirense, tenho
- 24:24aquele negócio. Depois casei com a filha de um
- 24:27grande palmeirense. Aí falam que aí a questão é mais
- 24:31ser da Mooca, Juventus, né? Que é meio traição.
- 24:34Torcer para o Palmeiras? Não, mas, mas, mas eu.
- 24:36Eu nasci. Eu nasci no bairro do Brás, mas
- 24:38quem era? Quem?
- 24:39Quem torceu? IA para o Palmeiras, era sócio
- 24:42do Palmeiras, tinha que ter por obrigação ser sócio do Juventus,
- 24:46sim. Não tem 111 palmeirense ali
- 24:50daquela região, pelo menos eu não conheço que não tem assim.
- 24:53O amor pelo Juventus, sim, e mais tarde eu vim casar com a
- 24:58filha de um jogador de futebol, mas o José altafini, ele mora lá
- 25:03na Itália ainda. Que maravilha, é muita história
- 25:07e o Pedro Luiz narrava os jogos. Dele é.
- 25:12Depois é aí OEOE aqui também. Nós temos o que não está há
- 25:17pouco tempo de nos saiu aqui da rádio.
- 25:21Mais o Lucas neto. Sim, sim.
- 25:23Lucas neto, filho do, do, do, do, ele é muito.
- 25:26Ele junto com outro repórter esportivo durante um tempo, é
- 25:30acho que ele fez na Gazeta também.
- 25:31E ele fez aquele lá é com o eu tô.
- 25:36Tentando lembrar. Antônio guzman isso, Antônio
- 25:39guzman esse. Depois eu desconto, já que você
- 25:43gosta o esporte. Ele tinha um entrave muito
- 25:46grande com o José altafini com Mazola.
- 25:48Os 2 saíram na pancada, mas isso é uma outra história.
- 25:53Deixa para o programa de fofoca. Depois, por que?
- 25:55Porque o Antônio ruiva já faleceu, né?
- 25:58E o Mazola está lá na Itália, ainda lá com os seus 87 anos, um
- 26:03dos poucos que sobrou aí de 58, né?
- 26:05Que maravilha. Pô, mas é legal.
- 26:08Olha, ô, ô. E aí, ô, ô.
- 26:10Eu conheci essas histórias. Aqui eu estou, eu estou.
- 26:14Atualizando o meu repertório de de histórias agora.
- 26:17Né? Porque e aí eu vi é 11 podcast
- 26:25aí que estava OOO caló, né? O caló com com falando sobre
- 26:31Vicente eleporasse que ele falava na e o Vicente eleporasse
- 26:36ele foi que ele foi um dos diretores da PI, sabia?
- 26:41Ele foi um dos diretores da associação Paulista da.
- 26:44Imprensa da PI, de é da época. Não, mas eu estou falando aquela
- 26:47API lá de de antes, ainda de Paulo zing.
- 26:51É, hã, eu tenho assim. Uma Pedro, esse essa entrevista
- 26:55é um trabalho que eu faço com os alunos da FAAP, né?
- 26:58Alunos e alunas. E aí a Manuela que a gente tem
- 27:03aqui, alguém que pode explicar melhor?
- 27:05Está lá fazendo aula na FAAP e como minha aluna, a gente fez
- 27:10esse trabalho que eu chamo de museu virtual do rádio e da TV,
- 27:13tá? Então eu coloco esses estudantes
- 27:15universitários para que entrevistem pessoas que possam
- 27:18contar histórias do rádio e da TV quando eles eram crianças ou
- 27:22adolescentes. A ideia é que sejam pessoas, a
- 27:24princípio, com mais de 60 anos, mas a gente abre algumas
- 27:27exceções. Porque ali a gente tem por.
- 27:29Exemplo, pode ter 59. Pode ter 59, até 55.
- 27:33A gente aceita mais do que isso. A gente já é etarista e não
- 27:35aceita não. Não tem tanta história sempre
- 27:37pra conta não. Mas aí AA Manuela entrevistou o
- 27:42caló, né? O Mauro caló e ele contou essas
- 27:46histórias e uma das peças raras que ele dizia na entrevista ter.
- 27:53Era o gol do Corinthians de 77, mas narrado na Rádio Gazeta, e
- 28:00aí ele falava que o José italiano.
- 28:02Nessa entrevista, ele contava que o José italiano narrou
- 28:04errado o gol. Ele não falou o gol do Basílio,
- 28:07ele falou gol de cabeça do geraldão.
- 28:10Falei, como assim, né? A gente sempre ouviu o gol do
- 28:12Basílio mesmo, a narração da Gazeta, falei, não, isso não é
- 28:16possível, quero imagens, não quero áudio.
- 28:20Aí a gente fez a ponte. Eu conversei com o Mauro caló
- 28:24pessoalmente, ele emprestou a fita, conseguimos digitalizar
- 28:29esse gol e tá lá, gol do Geraldo.
- 28:32E aí? Repetido várias vezes.
- 28:34Muitas vezes. Ah, é?
- 29:16No dia seguinte ele conta isso também, né?
- 29:18Oo caló conta isso na entrevista.
- 29:20No dia seguinte, quando você ouvia a Rádio Gazeta, tinha lá o
- 29:23gol do Basílio, narrado pelo José italiano.
- 29:25Eles dublaram o gol, enfim. E na partida foi feita a
- 29:30retratação, né? Porque eram 90000 pessoas no
- 29:33Morumbi. Naquela final histórica de 77,
- 29:37que eu tava ali com meu pai, que a última vez que eu fui
- 29:40corinthiano. Meu último dia, meu último dia.
- 29:42De corinthiano. E aí o que aconteceu é que é o
- 29:47Geraldo blota como repórter de campo, José italiano narrando e
- 29:52eles não se ouviam porque era tanto barulho, tanto alvoroço,
- 29:55era aquela loucura. Imagina na hora que saiu o gol e
- 29:59o que aconteceu? Possivelmente alguém levantou na
- 30:02frente, aí já estou firulando aqui, né, José italiano ali vem
- 30:06do campo, alguém levantou, ele não viu mais nada.
- 30:08Ele começou a inventar, vou, vou inventar um gol.
- 30:11Foi gol, mas eu não vi quem fez então.
- 30:14Gol, geraldão, de cabeça, geraldão, de cabeça.
- 30:18O José italiano, que era corintiano roxo.
- 30:20Né? Pois é.
- 30:21Então, e aí? O Geraldo blota corrigiu No No
- 30:24comentário, é, é. Ele falou que o gol tinha sido
- 30:26do Brasil, mas ele não ouviu. O José italiano ainda ficou um
- 30:30tempo falando. Que tinha sido o geraldão,
- 30:32depois ele pergunta pro pro Geraldo blota, Ah, foi o
- 30:34geraldão, né? Não, não foi o Basílio ou foi o
- 30:37Basílio, mas não importa, o que importa é que foi gol, né,
- 30:40Corinthians? O que importa é que foi gol, é
- 30:41Basília, é geraldão, tudo tá valendo, é gol do Corinthians, é
- 30:45o gol do título, aí tem a transmissão, né, que foi gravado
- 30:49porque o caló conta que ele tinha 12 anos de idade, 1977, e
- 30:53aí estava assistindo ao jogo com o pai pela televisão e ouvindo.
- 30:59No rádio porque o pai dele teve a ver.
- 31:01Com crânio esportiva é Oo, que ele conta também é que a
- 31:04narração de televisão era muito monótono.
- 31:06Né? Sim, sim.
- 31:08Porque parecia narração de jogo de tênis aham, então eles
- 31:11abaixavam o volume de. Televisão até hoje eu faço isso.
- 31:15E colocavam a rádio, que era mais dinâmica.
- 31:17Assim, meu pai, meu pai fazia muito disso e quando IA ao
- 31:20campo, levava o rádio, porque? Exato.
- 31:23Você escutava a narração? É o caló fala muito do Osmar
- 31:26Santos, que para mim foi a uma grande.
- 31:29Referência, né? Assim, um dos dos ídolos foi o
- 31:33Osmar Santos, que eu ouvia, o Osmar Santos e Fiori gigliotti
- 31:37pra mim. Fiori gigliotti.
- 31:40Ele tinha lá o cantinho, era o. Cantinho de.
- 31:42Saudade, aquilo era uma. Coisa eu fiz um cantinho de
- 31:45saudade pro Fiori no peças raras foi que o Milton Neves leu no
- 31:49domingo esportivo. É, foi a primeira vez que eu vi
- 31:52o Milton Neves. Cheguei, falei, pô, vou conhecer
- 31:54o homem, né? Muito tímido, eu sou tímido.
- 31:56Cheguei com uma pastinha, com algumas coisas, tal um.
- 31:59CD com alguns episódios do peças raras.
- 32:02Peças raras é o meu podcast fica aqui, pode procurar em qualquer.
- 32:05Plataforma pedir para. Alexa, vai tocar?
- 32:08Mas enfim, aí eu eu cheguei com o texto que eu tinha escrito 5
- 32:12anos depois da morte do Fiori. Eu fiz um cantinho da saudade
- 32:17para o Fiori, como se fosse ele, contando a própria história.
- 32:21E aí o Milton Neves pegou aquilo e falou, coloca aí a trilha do
- 32:24do cantinho da saudade e começou a ler sem.
- 32:27Nenhum ensaio prévio, tudo mais tal.
- 32:29Tem isso no com essas regras também.
- 32:31É uma coisa. E agora com AEA.
- 32:34Então você sabe que é, inclusive vamos falar de um radialista que
- 32:39depois que que faleceu, continuou vivo na memória, que é
- 32:43o hélio Ribeiro. Né?
- 32:44É o hélio Ribeiro. Poder da mensagem, o.
- 32:46Pessoal que faz o pessoal do memorial, que faz a rádio hélio
- 32:49Ribeiro, uma rádio genial que eles falam não é do de gênio,
- 32:52mas é genial. Também.
- 32:54EE assim, eles têm usado inteligência artificial para.
- 32:57Gravar algumas mensagens com a voz do hélio Ribeiro, né?
- 33:00Você sabe que me incomoda. Que me incomoda, porque assim
- 33:04tem tanta coisa original que eles mantiveram e que é bonita
- 33:08demais. Me incomoda, mas eu não digo que
- 33:11não é para fazer. Né, e.
- 33:13Não, não digo que assim eu acho que a gente não pode ficar
- 33:16alheio. Mas é saber usar e acho que eles
- 33:19estão sabendo, sim, é com moderação, é pra trazer um pouco
- 33:23de mas a gente eu não sei, eu não sei ainda o que eu penso da
- 33:28voz sendo reconstituída por inteligência artificial, e é
- 33:31isso também. A gente pode ter a voz.
- 33:33Eu posso conversar com meu pai, né, que já morreu há muito
- 33:36tempo, há mais de uma década. Eu posso pegar um áudio, eu
- 33:40tenho um vídeo gravado com ele, posso pegar ali e ter a voz dele
- 33:43e escrever algumas coisas e ele falar comigo.
- 33:46Eu não sei se eu se eu gosto disso, eu?
- 33:47Prefiro lembrar, não é? Prefiro ter almoço.
- 33:50E a gente fala sempre sobre sobre isso aí, porque quer quer
- 33:54que eu não é uma realidade, sem dúvida, entendeu?
- 33:56A moçada hoje trabalha muito com isso sim.
- 33:59EE de repente seus alunos estão trabalhando com isso.
- 34:03É, não tem como falar não, não faça.
- 34:06É, eu acho que a gente tem que até como professor, orientar
- 34:09sobre o que dá para fazer, o que é interessante, por exemplo, e
- 34:14o? Que pode.
- 34:14E o que é ético ou não, né? É?
- 34:16Perfeitamente limite do que é original também porque.
- 34:20Porque é reprodução e não sim, sim e a e a partir do momento o
- 34:24original perdeu o valor sempre. Se fez isso, só que antes dava
- 34:27trabalho, tinha que ter um profissional como nosso amigo.
- 34:30Soroplasse aqui, que pegava ali uma fita, cortava com gilete,
- 34:33emendava e tirava um não, por exemplo, de uma resposta e
- 34:36virava outra coisa, né? Então, manipular sempre houve.
- 34:40Só. Que.
- 34:41Quem fazia isso era um profissional mal intencionado e
- 34:44que tinha muito talento com o áudio.
- 34:46No nosso caso, aqui com o áudio, né?
- 34:48Então dava trabalho. Hoje a pessoa coloca num
- 34:51programa na internet, pede, né, o tal do prompt e vê em
- 34:55qualquer. História, né?
- 34:57Na voz de qualquer pessoa e com a imagem dessa pessoa.
- 35:00Então é muito Sério. Aí já a gente já está falando de
- 35:02outra coisa que não é inteligência artificial, né?
- 35:04Aí já é índole humana, então é é a desinteligência humana, então
- 35:08já é outro parâmetro, é o que o hélio Ribeiro.
- 35:11Voltando ao hélio, né, dizia o rádio é a melhor oportunidade
- 35:15perdida de melhorar o mundo. Aí ele falava televisão, a
- 35:19internet chegou até a internet, né, quando ele estava vivo.
- 35:21Ainda nesse sentido de que? O que o rádio representa?
- 35:26Não existe nada mais maravilhoso do que esse poder, né?
- 35:30Você ter a voz humana, a comunicação, a imaginação.
- 35:34É acompanhando as pessoas em qualquer lugar, a qualquer
- 35:36momento. Hoje o podcast, o videocast,
- 35:39enfim, você vai reformulando e vai o rádio.
- 35:43Ele vai entrando por todas as novas tecnologias, vai se
- 35:46reinventando e continua com o seu DNA.
- 35:49Então não existe nada mais. Imaginativo, maravilhoso, do que
- 35:54o rádio, mas algumas pessoas fazem do Rádio Essa oportunidade
- 35:59perdida, ou seja, não sabem usar, né?
- 36:01EE desmerecem essa história tudo mais.
- 36:04Então, a inteligência artificial, ela pode ser usada,
- 36:07por exemplo, para você melhorar um áudio que está quase
- 36:10imperceptível. Dá para fazer isso sem
- 36:13inteligência artificial? Dá, mas dá um trabalho que às
- 36:16vezes não compensa. Não tem, né?
- 36:19Horas ali e tal. Inteligência artificial dá um
- 36:21caminho, mas você tem que ter ouvido para saber usar aquilo
- 36:24também e tal. Eu acho que aí é ok.
- 36:28Agora você mudar histórias, contar versões, começar a
- 36:32colocar texto que você criou, né?
- 36:35Isso quando surgem as redes sociais, desde o Orkut, então as
- 36:40pessoas para se valorizarem, então colocam ali, escrevem um
- 36:43texto. Uma crônica, alguma coisa.
- 36:45E colocam que aquilo foi escrito, sei lá.
- 36:47Arnaldo jabor foi muito utilizado para.
- 36:49Isso, né, a pessoa. Usava o nome dele.
- 36:51E aí as pessoas compartilhavam até chegar na hora, pô, eu nunca
- 36:55falei isso. Então a bom.
- 36:57Então chega ao autor do conta e fala, pô, mas isso é meu?
- 37:01Exato. Agora, com inteligência
- 37:02artificial, você não precisa nem criar.
- 37:04É? Você só dá um comando.
- 37:06Você. Você dá uma ordem.
- 37:08E ele? Vai e assim a nossa função, eu
- 37:11acho que. No meu caso, como professor e os
- 37:14meus colegas, as colegas de trabalho, é justamente orientar
- 37:19em relação à ética. E a gente não precisa ter um
- 37:21discurso tal. É no dia a dia.
- 37:23A gente mostra como a gente faz, dá o exemplo.
- 37:26E Eu Acredito que as novas gerações vão percebendo também.
- 37:29Até porque é é como quando surgiu a internet, né?
- 37:33Quando? Quando surgiu a máquina de
- 37:34escrever elétrica? Nos anos 90, tinha uma máquina
- 37:37elétrica na Rádio Gazeta aqui em cima, e eu?
- 37:40De bolinha, né? AIBM é?
- 37:43É exatamente. E eu podia usar aquilo na hora
- 37:45do almoço, quando a secretária não, não estava lá, então fazia
- 37:50os boletins ali e tal na máquina.
- 37:53Aquilo gera uma revolução, você poder apagar direto, sem usar o
- 37:56corretivo, tudo. Então são.
- 37:58A gente achava que aquilo já estava matando, sei lá, a
- 38:02escrita, anão sei, então a tecnologia chega.
- 38:05Essa de? Esfera que uma que chama
- 38:07composer eletrônica. Nossa, era uma coisa de de louco
- 38:11você até. Como pode?
- 38:13Né? Como pode?
- 38:14Trocava as esferas com com tinha corpo 9, 10 até o corpo 12.
- 38:21Era uma coisa de louco. E, depois de Itálico, romans,
- 38:26New Times. Maluco, imagina?
- 38:28Uma coisa. Não, mas o melhor.
- 38:31E tem a memória. Não e o?
- 38:32Melhor dava uma linha. E o melhor é que além disso já
- 38:37é. Você já escrevia, imprimia
- 38:39direto, né? É, não é que nem computador que
- 38:41você tem que dar uma. Olha, Ah, agora pede para
- 38:43imprimir. É, acabou a ti aquela lantinha,
- 38:45imagina não? Vai direto, tem criança aqui
- 38:48quando vem uma máquina. A máquina é comum mesmo de
- 38:51escrever. Ela fala isso, mas que coisa
- 38:53incrível, né? Já estou escrevendo, já está
- 38:55saindo a impressão. Aí, Marcelo, olha, nós estamos
- 38:59batendo um papo aqui com Marcelo abud.
- 39:00Ele, que é mestre em comunicação pela Unip, é graduado em
- 39:06publicidade e propaganda aqui pela Cásper líbero, também e
- 39:10professor na FAAP. Não é, é?
- 39:13E aí ele tem aí OOO podcast, né? O.
- 39:20Peças raras, peças. Raras e o peças raras é só rádio
- 39:24mesmo. É 90%. 90%.
- 39:27Eventualmente televisão. É alguma coisa você tem de TV?
- 39:30É sim, porque TV é um pouco mais recente.
- 39:32O rádio é uma coisa muito antiga, não?
- 39:35É, é, não. Mas ATVA, gente.
- 39:36Tem também registros incríveis, né?
- 39:39É, por exemplo, agora que a gente completou 65 anos de TV.
- 39:44Eu, eu sempre tive um sonho de ouvir o Lima Duarte.
- 39:48Eu, eu o ouvi uma vez num evento na USP, lendo um prefácio do
- 39:54livro Hollywood, a telenovela brasileira do Mauro Alencar.
- 39:59E é um livro que parece uma revista amiga, né?
- 40:01Tem muitas fotos de novela, lindo, lindo, lindo, mas é uma
- 40:05tese de doutorado pós, sei lá, mas é muito, tem, tem as 2
- 40:09coisas, tem essa sedução de parecer uma revista.
- 40:13É amiga ali, né? Da das fofocas e ao mesmo tempo
- 40:17tem a história da telenovela e o prefácio é escrito pelo Lima
- 40:20Duarte. E quando eu ouvi lá nesse
- 40:24evento, eu falei, poxa, eu sempre quis, mas eu não consegui
- 40:27fazer com que ele gravasse hoje. Ele tá com 95 anos, tá bem
- 40:31difícil, mas nesse texto ele fala sobre amigos, tardes e
- 40:35petecas. Não sei se vocês conhecem.
- 40:37Ele vai contar como nasce a televisão no Brasil a partir do
- 40:41fato de que. Ele tinha 16 anos, em 1948,
- 40:44estava ali na rádio Tupi, como sonoplasta, né?
- 40:47Colocava lá os sons nas novelas, tal.
- 40:49E aí, em 1948, ele a Hebe Camargo, lolita Rodrigues,
- 40:55Walter Foster, é Dionísio Azevedo.
- 40:57Ele vai relatando, né? Heitor Silva, enfim, essa
- 41:01galerinha todos 16 1718 anos. Estavam ali participando da da
- 41:13rádio Tupi, da Difusora aqui no Sumaré e de repente, um dia eles
- 41:18jogavam peteca entre uma novela e outra nos intervalos, porque
- 41:22era tudo ao vivo. Ainda eles brincavam de peteca
- 41:25no pátio da rádio Tupi e um dia, em 1948, aparece um homem na
- 41:28frente deles, fala, acabou a brincadeira.
- 41:30Ninguém mais brinca de peteca aqui.
- 41:32Ele fala que eu acho que o Dionísio Azevedo, que era mais.
- 41:38Corajoso, vai lá e por que que não pode mais brincar de peteca,
- 41:41a nossa diversão. E esse homem fala, porque aqui
- 41:44vai ser construída a primeira TV da América Latina.
- 41:47Acabou a brincadeira e aí começam a construir ali o que
- 41:51seria, né? 2 anos depois, em 18/09/1950, o
- 41:56início da da televisão brasileira, a TV Tupi que vem.
- 42:00Como o Lima Duarte conta ali, dos radialistas, né, que era
- 42:03feita por gente de rádio, não era teatro.
- 42:06Rádio, novelas aquelas. Coisas todas, isso que aí vai
- 42:09migrando, né? Do rádio para a televisão e o
- 42:12rádio se reinventa. EAEATVEATV ela.
- 42:15Ela nasce, né? Com essa turma do rádio.
- 42:19É fazendo ao vivo, sim, né? Porque não.
- 42:22Não tinha gravação, né? Era era feita ao vivo.
- 42:25Errou, errou, não tem mais jeito.
- 42:28Então aí aí nesses momentos a gente estende para televisão
- 42:31também tem é rádio, ETV. São coisas ligadas, né?
- 42:34Foi, é você estava falando dessa questão do da TV ao vivo.
- 42:38Tem alguns registros até de é. Como no rádio, né?
- 42:43Que aquilo era ao vivo, mas tinha ali como se hoje a gente
- 42:46estivesse com o celular, lógico, gravando com uma câmera de
- 42:48cinema, tudo mais pra ter o registro ali daquele momento.
- 42:51Então tem a garota propaganda dizendo que aquele produto é
- 42:53silencioso e começa. E tem um amigo meu, que é o
- 42:57dema, o Valdemar Jorge, que ele conta que quando criança ele
- 43:00morava perto da TV Record e quando faltavam crianças de
- 43:05algum colégio, de alguma escola. Eles que moravam no bairro, eram
- 43:10chamados para compor a plateia do pullman Júnior.
- 43:12Porra, fazer AA figuração? Figuração tem que ficar lá é
- 43:15comer, comer é lanche e tomar Milk Shake.
- 43:19Essa era a missão deles. Hã?
- 43:21Então ele IA participar ali do programa direto e tal.
- 43:24Que sacrifício? Que sacrifício.
- 43:26E aí, certa vez, ele foi chamado para participar de um comercial.
- 43:29O comercial era ao vivo também. Não só as garotas propaganda,
- 43:32mas tinham alguns que tinha a voz off, né?
- 43:34O locutor lá falando, este é Joãozinho, Joãozinho quando
- 43:37acorda de. Amanhã toma o seu todinho e não
- 43:40sei o que tal tal tal, por isso ele é um garoto esperto e ficava
- 43:43a câmera lá mostrando o Joãozinho, né?
- 43:46O menino que eles pegavam para fazer o Joãozinho e ele fez um,
- 43:49foi muito bem, né? Sucesso total, foi chamado para
- 43:52fazer outro e esse outro não sei se eu posso falar marca, não sei
- 43:55nem se existe ainda, mas era de amendokrem.
- 43:59E aí, nem sei. É, eu não sei se.
- 44:02Mas era bom, mas era. Bom, então aí o locutor dizia,
- 44:05né? Amendoim Salgado, né uma.
- 44:07Delícia, amendoim, não sei o que é.
- 44:09Cremoso. Pasta de amendoim não tem outra
- 44:12igual aquela pasta, não sei. E ele fez cara de nojinho, ele
- 44:17comeu, ele não conhecia, e ele mordeu e falou, putz, isso é
- 44:20horrível. É, foi demitido, era trabalho
- 44:24infantil, mas ele foi demitido, nunca mais fez comercial na
- 44:27televisão, virou produtor, depois ele foi.
- 44:29E fazer a produção dos comerciais, mas.
- 44:31Você sempre como? Ator, não.
- 44:33Você, você velório, que já deixou aí bem claro aí a tua
- 44:37paixão pela pelo rádio, né aham EE.
- 44:41E consequência aí, televisão, podcast.
- 44:43É o podcast? É sempre disseram aí o rádio vai
- 44:48acabar? O rádio.
- 44:49O rádio nunca acabou, tá? É?
- 44:52Ele se modifica e ele se perpetua, né?
- 44:55O rádio não acaba. O podcast chegou lá com uma
- 45:01força, né? Mas o podcast não olha, tem algo
- 45:05aí, o novo creme de amendoim, amendoim, amendoim tem um novo
- 45:10delicioso sabor, né Filomena? O novo amendoim é pra passar no
- 45:14pão, pra comer, no café, no lanche, na escola.
- 45:19Hum. Agora Filomena fala pro pessoal
- 45:21comprar um novo amendoim, fala, Filomena fala.
- 45:28Já pensou toda essa narração e a pessoa fazendo cara de não deu
- 45:34muito certo o? O é, depois eu quero colocar um
- 45:39aí. É só pra gente falar que nós
- 45:42falamos sobre AA inteligência artificial que você falou é bom?
- 45:47É, é. Ela pode ser usada para melhorar
- 45:49um pouco o áudio quando ele já. É, desgastou alguma coisa?
- 45:53Se perdeu aí e realmente dá uma melhorada.
- 45:56E depois eu queria colocar, mas aí Oo podcast, ele é ele.
- 46:03Ele afronta o rádio ou ele é só mais alguma coisa?
- 46:10É. Eu eu acho que não só não
- 46:12afronta eu. Eu me identifico no peças raras
- 46:16como o seu podcaster radiofônico, né?
- 46:18Então, pra mim? Para mim, eu sei que há polêmica
- 46:21no que eu vou dizer, mas para mim, podcast é sim rádio.
- 46:24Luiz Artur ferrareto, que é um mestre, eu é, enfim, né, é um
- 46:31professor da área, doutor e tudo mais.
- 46:34Ele disse, não, são coisas diferentes e vai explicar e tudo
- 46:37bem, mas para mim é rádio, é rádio como se fazia, é
- 46:42artisticamente e tudo mais. Você tem a possibilidade?
- 46:45Eu faço podcast como um programa de rádio desde sempre.
- 46:49Então, e mais ainda no começo, porque era mais fácil, tinha uma
- 46:52comunidade ali. É o que Eu Acredito que
- 46:56aconteceu e acredito não, eu vi isso acontecer.
- 47:01É o rádio. Teve medo do podcast?
- 47:04Então, quando o podcast surge em 2005 aqui no Brasil, eu comecei
- 47:07a fazer podcast em 2005, faz 20 anos, é, eu fiz propostas para
- 47:12emissoras de rádio. E vou mais além, eu fiz proposta
- 47:16para uma emissora que é aqui, a mix FM.
- 47:18A mix é do grupo é. Eu vou, vou abrir o jogo.
- 47:22Pode falar eu? Cheguei, eu era professor da
- 47:23Unip, então eu. É, cheguei da Unip, eu estou.
- 47:26Lá tenho uma entrevista na por aqui mesmo, né, na aqui na TVE.
- 47:32Você era um gênio. E aí eu falei, olha, é, eu tenho
- 47:3911 projeto de um podcast, pensei na mix.
- 47:42Que era o pode mixar. O que que era o pode mixar é
- 47:46existia já esse conceito de teoria da cauda longa no
- 47:50marketing, né? Que você pega, por exemplo, eu
- 47:54sou músico, vou no site da trama.
- 47:56A trama usou muito isso. Além dos artistas da trama,
- 48:00permitia que um músico independente publicasse a sua
- 48:04versão ali, o seu áudio e tal. Isso antes do podcast, no início
- 48:09dos anos 2000. Então eu, como músico
- 48:11independente, IA lá, postava no site da trama e convidava os
- 48:14meus amigos para ouvir, ó, minha música está na trama, beleza?
- 48:18Os amigos ouviam, aí tem um outro músico no meu grupo de
- 48:20amigos também, vou pôr a minha música também.
- 48:23E isso vai criando uma cauda infinita, tal da teoria da cauda
- 48:27longa. Então, além dos e, você chega
- 48:30nos artistas principais daquela gravadora também.
- 48:32Então é uma forma de você divulgar os seus produtos e
- 48:35abrir para uma infinidade de outros sem é.
- 48:39Uma curadoria sem dar um aval, se o público quiser, vai lá e
- 48:42ouve, né? Se abrir a plataforma para isso
- 48:46e o podcast, ele começa muito assim também.
- 48:48E eu pensei no pode mix nesse sentido, então a mix.
- 48:52FM Ah, dá para fazer agora ainda, Hein?
- 48:54Os meus amigos aqui da mix, eu tenho muitos amigos aqui.
- 48:57A ideia é, você coloca uma playlist ali no site, permite
- 49:03que o ouvinte escolha 34 músicas, faça um bloco musical.
- 49:08Teria isso? Eu pensei em 2005, 2006, 2006,
- 49:12para ser mais exato, é teria 11 vídeo com um tutorial de como
- 49:17fazer a locução, como fazer a mixagem ali usando aquelas
- 49:20músicas e as vinhetas que estariam à disposição no site.
- 49:23A pessoa faria a sua, é o seu bloco musical da mix e ficaria
- 49:29no site com a locução dessa pessoa.
- 49:31Então, na época, todo mundo queria ser locutor, todo mundo
- 49:34queria ser DJ da MTV, ainda tem muita gente, mas aquela época
- 49:38era febre, né, febre. E aí as pessoas.
- 49:42Ele convidaria as pessoas para ouvir?
- 49:44Olha aqui, eu participei e os mais votados na sexta-feira
- 49:48teriam um programa de 1 hora com o os 4 blocos ali mais votados.
- 49:52Então a ideia do pode mixar, né? Tornando ouvinte protagonista,
- 49:57tudo mais tal. E eu pensei nisso, é,
- 50:01apresentei, é EE. Houve um receio?
- 50:04Houve um receio? Não, mas é se a gente levar pra
- 50:08internet, a gente tá tirando o ouvinte do rádio.
- 50:10Era assim que se pensava e até pouco tempo eu acho que a CBN
- 50:13foi quem quebrou isso, quando criou vozes, histórias e
- 50:16reflexões. A gente tá falando de 2009, eu
- 50:19acho que um pouco depois um pouco +2015, mas mais por aí,
- 50:24mas foi quebrando e aí foi criando conteúdos e hoje?
- 50:27Faz essa integração e essas outras rádios começaram AA se
- 50:30atentar para esse universo, né? Porque eu sempre pensei podcast
- 50:35hoje se fala em videocast, né? No rádio já se fazia há 20 anos.
- 50:39Quer dizer, a gente tinha os problemas de debates, a gente
- 50:42tinha isso que a gente tá fazendo aqui e os podcasts fazem
- 50:45isso hoje é os que tem mais audiências, são os que fazem
- 50:48isso, a conversa, acompanham as pessoas, tal.
- 50:51Então, por que não esses radialistas fazerem podcast?
- 50:55Eu sempre pensei assim, isso eu pensava.
- 50:56Em 2005, EABBC de Londres, por exemplo, Ela Foi num caminho
- 51:01diferente, quando ela percebeu que a molecada estava indo para
- 51:04o iPod, estava começando a consumir.
- 51:06É música no aparelho de MP3, tudo mais e tal que que ela fez.
- 51:12Ela criou uma coisa chamada rave silenciosa.
- 51:15Não sei se vocês ouviram falar em 2007.
- 51:19Ela fez algo parecido com essa história do pode mixar.
- 51:21Ela colocou ali uma playlist que as pessoas podiam baixar as
- 51:24músicas em MP3, criar a sua. É a sua sequência, né?
- 51:32E que que eles fizeram falaram, olha, tal dia às 6:55, mais ou
- 51:38menos isso da tarde no metrô lá de Londres, seria a Praça da Sé
- 51:44aqui em São Paulo. A gente tá convocando você, que
- 51:46ouve aqui a faixa jovem da BBC, pra baixar as músicas no site,
- 51:51colocar no seu iPod, levar o fone de ouvido e ficar ali
- 51:55fazendo dançando ao som da sua música preferida.
- 51:58E aí foram 4000 pessoas na estação ali de metrô e ficaram
- 52:04dançando sem nenhum som na estação.
- 52:06Aí, polícia, o que que tá acontecendo?
- 52:08Um Monte de maluco e tal. E eles fazendo uma rave, né?
- 52:11Chamou a atenção de todo mundo. Imagina que essas 4000 pessoas?
- 52:14Elas jamais vão deixar de ouvir aquela rádio porque você gerou a
- 52:17experiência. Exato.
- 52:18O primeiro flash mob. Foi o primeiro flash mob?
- 52:21Exatamente, foi isso mesmo. E tentaram fazer muitas vezes
- 52:24isso aqui em São Paulo, no Brasil.
- 52:26Fizeram, né? Raves silenciosas e tal.
- 52:28Nunca teve a mesma repercussão, porque ali foi a origem, mas
- 52:32além do pioneirismo, essa visão de que a internet era uma aliada
- 52:38e que é a maior aliada do hajing, né?
- 52:41Só que. No Brasil, eu como produtor de
- 52:44podcast e radialista, eu trabalhei como locutor, tudo
- 52:47mais tal. Eu vi muito esse, esse
- 52:50pensamento. Se a gente levar o nosso público
- 52:52para a internet, a gente está tirando do rádio.
- 52:54Demorou para se perceber que a gente estaria somando, né?
- 52:57Hoje, imagina as transmissões de rádio?
- 53:00Tem algumas, tem milhões de pessoas.
- 53:01Sim, sim, né? Mas é é isso que que é um pouco
- 53:06conservadorismo ou ou não entenderam porque é você pega aí
- 53:12o pessoal que é é eles relutam muita coisa.
- 53:16O novo é dá medo, o novo dá medo.
- 53:21Eu lembro do do do do da internet, é, contei aqui, é
- 53:27sobre, é, é, trabalhei, comecei, me, me, me.
- 53:32Minha vida num, num, num, na imprensa escrita, é.
- 53:37E era tudo feito ali, na unha. Quando eu falei aí fazia
- 53:42diagramação, sim, que diagramar. Depois você tinha que digitar
- 53:47tudo aquilo. É um papel fotográfico.
- 53:50Aí chegava as tiras e você com um colinha, IA colando, IA
- 53:55montando, pegava a caneta nanquim para fazer fio, um fio.
- 54:002 você sabe do que eu estou falando?
- 54:01Então era o pestape para chegar na arte final, limpar tudo
- 54:05aquilo para bater um fotolito mesmo assim.
- 54:09Aquela para entregar aqui. Exatamente, e depois de tudo
- 54:12aquilo ainda retocar o fotolito para gravar a chapa para ir para
- 54:16a impressora? Era assim quando veio AAAA
- 54:22internet e aí começou com o page maker, o famoso page maker,
- 54:29aquilo revolucionou page maker. Para fazer vai tirar o emprego
- 54:34do do, do diagramador porque? Você vai jogando ali até entrar
- 54:38naquele espaço uhum, Ah, é sozinho, o programa IA te
- 54:43jogando, é o programa IA te dando as fotos, já IA sair a
- 54:48curar hoje e depois do page Mac, aí você tinha que fechar em
- 54:52outro tipo de, de, de da imagem. De repente chegou outra, outras
- 54:58outras tecnologias, tecnologias, mas vai acabar com com a
- 55:03profissão do, do, do. Do.
- 55:07Técnico do do. Técnico do do diagramador,
- 55:10porque não precisa mais ser um grande diagramador.
- 55:13Você precisa ser um web designer.
- 55:15Sim, já é um designer. Você vai ter que desenhar outra
- 55:17formação, já é outra formação e o fotolito a joga tudo isso no
- 55:21lixo. Então me desculpa, mas as, as
- 55:25câmeras fotográficas, tudo isso vai embora.
- 55:29Mas é só que você não pode ter medo disso, porque é a
- 55:33realidade. Não pode, mas é do ser humano,
- 55:36né? É do ser humano, é.
- 55:37Tem uma música, tem 11. Pensamento do Gilberto Gil, da
- 55:40época lá da Jessie Lever quando ele era executivo, né?
- 55:43Ainda demais. É ele.
- 55:45Ele dizia que não. Era lei Tropicália o.
- 55:47Povo sempre espera um novo, mas se previne contra ele.
- 55:51Então acho que essa frase define tudo.
- 55:53O Reinaldo Bessa musicou isso. Tem uma música chamada um novo e
- 55:56que. Usa exatamente esse pensamento.
- 55:58O povo sempre espera um novo, mas se previne contra ele.
- 56:02Então a gente tem medo sim, porque eu estou falando, por
- 56:05exemplo, do podcast. Vamos imaginar que quem viveu um
- 56:11amigo nosso aqui, acho que vocês conhecem o fubá.
- 56:14Estava aqui na Gazeta na época, nos anos 90, né?
- 56:17Poxa, o fubá era o Deus da parte técnica, do rádio e tudo.
- 56:21Eu trabalhei na Gazeta nessa época, tinha disparada no
- 56:23esporte programa às 11:00 da manhã.
- 56:26Meu pai ouvia, depois eu fui trabalhar.
- 56:28Acompanhei aquilo de perto, né? Mauro beting.
- 56:30Tababá. Ricardo capritti, começando
- 56:32quase da minha idade ali. E aí eu via a reportagem
- 56:37chegando o jornalista, né? O Fernando Fernandes, por
- 56:41exemplo, era um dos jornalistas ali e tal.
- 56:44Ele chegava com a gravação numa fita de Rolo.
- 56:48Acho que da era da da entrevista coletiva, por exemplo, que hoje
- 56:52está lá ao vivo, né? Ele chegava com aquilo, o
- 56:55técnico colocava, parecia uma geladeira, que era o gravador,
- 57:00ficava ouvindo ali e tal, com o fone e.
- 57:04Usava gilete para cortar no ponto onde, sei lá, tivesse uma
- 57:07garrafa e tudo mais. Juntava colava com um adesivo,
- 57:11não vou saber o nome técnico, mas a gente via tudo aquilo.
- 57:14E quando você ouvia, era tecnicamente perfeito.
- 57:18De repente você pega um jovem. Eu, no caso, não tão jovem, mas
- 57:23enfim, que com a internet conseguia pegar um áudio,
- 57:29manipular aquilo, cortar tudo. Virtualmente ali, né?
- 57:34Digitalmente. Então, Sound force?
- 57:36Né? Então você imagina um medo, né?
- 57:38É de realmente isso. Como a gente tá falando agora da
- 57:41inteligência. Artificial.
- 57:42Exato. Então não é a gente se opor, a
- 57:45gente tem que entender onde que aquilo pode entrar.
- 57:48Até onde é ético, até onde não está comprometido, porque é
- 57:52isso, quando eu tô falando de cortar tudo mais, eu tô cortando
- 57:54uma fita e emendando e tal, eu poderia fazer manualmente ali o
- 57:58que eu falei, eu tiro um não de uma frase, eu mudo, eu crio uma
- 58:02guerra, eu tenho um livro do é do escritor português, o enfim,
- 58:10o não muda toda a história, mas é, é isso.
- 58:14Então eu acho que que a gente tem que saber.
- 58:17E eu sempre me permitia ao novo, me permito ao novo, eu
- 58:20experimento. Não significa que eu vou usar
- 58:23aquilo tal que eu vou mudar, que eu vou me, mas eu sempre é.
- 58:27Experimentei muito e com o tempo, o peças raras, por
- 58:32exemplo, ele passou a ser usado em aulas de comunicação.
- 58:35Eu recebia isso, eu estou falando de 2007, tudo e tal.
- 58:40Então comecei a receber e mails na época.
- 58:44De professora que colocava o um episódio sobre A Guerra dos
- 58:48Mundos, né? Que foi muito marcante no rádio,
- 58:51e os alunos fechavam os olhos e ouviam aquilo com 60 alunos na
- 58:56sala de aula. Então eu comecei a receber esses
- 58:59retornos. O Odair Batista da rádio,
- 59:01Camanducaia lá do show de rádio, eu fiz um episódio comentando
- 59:05sobre ele. Ele veio até mim, pô, que
- 59:07maravilha, tal. E a gente?
- 59:09Eu fiz uma entrevista de 1 hora e meia no estúdio.
- 59:12Da Unip com ele e depois dividir aquilo em 3 episódios de meia
- 59:17hora, na época, 1 hora e meia era muita coisa que.
- 59:20É o que nós estamos fazendo aqui.
- 59:22Uma coisa é, é é 30 minutinho assim para dar tempo de escutar.
- 59:26E o bom é que isso daí fica, fica.
- 59:28Fica armazenado? Armazenado de tal forma.
- 59:30Que é uma ilusão também, viu? Pedro, é porque muita coisa que
- 59:33eu fiz. As plataformas vão mudando, ou
- 59:36seja, elas deixam de existir. Então você acha?
- 59:38Por exemplo, eu comecei publicando numa plataforma
- 59:40brasileira. Chamada podcast one, que era uma
- 59:43espécie de YouTube do áudio e era fantástico, era o nerdcast,
- 59:49que é um dos podcasts mais ouvidos do Brasil até hoje.
- 59:52Começou em 2006, começou nessa plataforma tudo e tal, só que
- 59:56ela não existe mais. Então tudo que estava ali não
- 59:59está mais na internet. A jovem pan, ela começou a
- 1:00:03publicar alguns áudios da história, da memória, do rádio,
- 1:00:07tudo mais tal. Hoje não está em mais em lugar
- 1:00:09nenhum. Por quê?
- 1:00:11Porque vai mudando, né, e muita coisa se perde, então a gente
- 1:00:14tem a ilusão de que, porque está na internet, a memória está
- 1:00:17preservada, Eu Acredito que seja ao contrário, precisa ter alguém
- 1:00:20por trás dessa memória. Por exemplo, é, eu pego áudios
- 1:00:25que eu tenho gravados, que eu gravei como ouvinte mesmo,
- 1:00:28ficava ali dia e noite, principalmente na madrugada, eu
- 1:00:31ficava gravando as rádios e tal, e as rádios não tem esses áudios
- 1:00:35e, por exemplo, é uma entrevista do Milton Nascimento ao vivo.
- 1:00:40Na Rádio Eldorado e que já não tem e eu tenho.
- 1:00:43Eu coloco isso no ar. Aí vem o Emanuel no fim da.
- 1:00:46Eldora ponte você tem. Você tem um acervo da rádio
- 1:00:49abud, tem o Belo. Eu tenho um acervo que está está
- 1:00:53num HD de muito giro. É mais tem mesmo, é, na verdade,
- 1:00:57rádio abud Campo Belo. É, tem.
- 1:00:59Tem alguma coisa, mas não não áudio.
- 1:01:02Curiosamente, porque a gente fazia era rádio ao vivo, era e
- 1:01:05não tinha celular para registrar.
- 1:01:07Mas eu tenho algumas vinhetas. É porque eu tenho, pô.
- 1:01:10Tampe é você mostrar. A gente fazia alguns programas,
- 1:01:13por exemplo, um que era bastante marcante era o pancada na
- 1:01:17cabeça. Então eu e minha irmã cantávamos
- 1:01:20ali, né? Que que era pancada na cabeça.
- 1:01:22A gente assistia ao Faustão fazendo perdidos na noite, a
- 1:01:24gente IA fazer aquilo no rádio, não ter nada, não ter pauta,
- 1:01:28fazer uma anarquia, está acontecendo, alguma coisa
- 1:01:30pegava. Uma participação no Raul Gil de
- 1:01:34um artista falando o número da casa da pessoa, 405.
- 1:01:38Ah, quantos filhos tem gás? 405.
- 1:01:40É umas bobagens assim, mas era uma brincadeira, né, tal?
- 1:01:43Então a gente tinha ali o no lanche, no café, no almoço, no
- 1:01:47jantar, pancada na cabeça já está no ar porque entrava a
- 1:01:50qualquer momento. Interrompendo a programação o
- 1:01:53music. Show era o grande sucesso que
- 1:01:55que era o music show, gente, o music show a gente fazia o
- 1:01:59seguinte. Vocês criavam via.
- 1:02:02Tudo. E a gente cantava, era um
- 1:02:03terror, imagina? Não o terror, não a.
- 1:02:05Criançada gostava, né? Acho que a criançada falava um
- 1:02:08dia eu quero ser que nem aqueles.
- 1:02:09Aqueles adultos lá de 14. Anos na cabeça.
- 1:02:13E tinha um music show, o music show.
- 1:02:15O que que acontecia é, a gente IA com o rádio gravador, porque
- 1:02:19não tinha gravador portátil. Eu não tinha, né?
- 1:02:21Não é que não existia. Então tinha um rádio gravador
- 1:02:23ali e tal. Eu levava esse rádio gravador
- 1:02:26com pilhas, aquelas pilhas grandes, 8 pilhas, sei lá, para
- 1:02:29alimentar aquilo no show. Deixava na poltroninha ali e
- 1:02:33gravava o show e depois, clandestinamente, rádio pirata
- 1:02:38tocava isso na rádio new Wave, e a gente fazia música em show.
- 1:02:42Então tinha música original, a versão original e a versão que
- 1:02:45só new Wave tinha do show. Então tinha rádio táxi, Kid
- 1:02:48Abelha, blitz os shows que a gente IA registrados ali.
- 1:02:52Guilherme Arantes. Então isso, esses áudios dos
- 1:02:55shows, por exemplo, eu tenho alguns, né?
- 1:02:58É, era. Era uma diversão, era uma coisa.
- 1:03:01Mas então você tem alguma coisa dessa?
- 1:03:03Você cantou agora eu? O music show também tinha o
- 1:03:06jingle, que era a emoção da nova geração.
- 1:03:10Music show primeira edição tinha a primeira.
- 1:03:13Edição, que é a segunda edição. É entrada.
- 1:03:16Ô, ô, ô, Gerson, põe aquele primeiro lá que eu quero ver se
- 1:03:21AEA pode arrumar um pouco esse som.
- 1:03:23Ih, rapaz. Senhores amigos da Bandeirantes,
- 1:03:47muito bom dia. Estamos iniciando mais uma
- 1:03:49missão do Trabuco. Correspondência ao último dia
- 1:03:51útil. Minutos também no mês de agosto
- 1:03:54de 1968, justamente dia 31. É sábado e por ser sábado, nós
- 1:03:58teremos hoje uma edição mista. Isso daí, você daí, isso daí,
- 1:04:05você. Tem a?
- 1:04:07Participação das cartas. É desses, porque aí vai longo,
- 1:04:11né? Sim, eu é.
- 1:04:12É esse somzinho aí que. Eu acho que dá pra, pra, pra.
- 1:04:17Dá, dá o. Bonito é você ter ele no
- 1:04:20original. Sim, é que nem é que nem é que
- 1:04:22nem LP, né? OLP é uma coisa que você.
- 1:04:27Inclusive perdura mais do que os CDS, né?
- 1:04:30Tanto CD que a gente não consegue mais tocar que riscou.
- 1:04:33Exato, EOLP tá ali, né? É EE, ele tem 11.
- 1:04:39É um característico, né? Apesar de ter uma qualidade
- 1:04:42melhor quando você tem 11 aparelho profissional para
- 1:04:45tocar. Exato, eu tenho, eu tenho.
- 1:04:47Às vezes as pessoas falam, pô, não, mas você tem tanta LP.
- 1:04:52Você olha, é quando eu trabalhava em um jornal escrito,
- 1:05:00é, você recebia das das gravadoras, você recebia o LP e
- 1:05:05recebia o release. Tá, então o LP, porque você
- 1:05:09tinha que fotografar a capa da LP.
- 1:05:13E o release para você soltar a notícia?
- 1:05:15Tudo, então. OLP vinha lá como invendável,
- 1:05:18sim. E eu tenho uma condição de
- 1:05:20inventável. Antônio mujica talvez você o
- 1:05:23conheça, hã? Foi divulgador de gravadoras.
- 1:05:26Até hoje trabalha com Amado Batista, tudo tal.
- 1:05:28Mas eu ganhava esses LPs invendáveis porque ele
- 1:05:31trabalhava em gravador. Tem tem LP da Ângela Maria
- 1:05:34Francisco Alves, que eram da minha avó, foram para minha.
- 1:05:37Mãe, mas eu digo, você guarda isso que você fala, é?
- 1:05:42É invendável EEE. Não quero.
- 1:05:47Não quero é copiar ali o. O inoxidável, não.
- 1:05:52OOOO ex presidente lá do do Corinthians.
- 1:05:57Vicente Mateus, é eu. Eu não vendo porque é
- 1:06:00invendável, não empresto porque é imprestável.
- 1:06:05É isso? É colocar.
- 1:06:07Acho que aí também tem muito. Tem muita frase dele, mas também
- 1:06:10já existia muita fake news que o Vicente de Mateus, que tudo que
- 1:06:13se. Falava de divertido.
- 1:06:14Ó, foi o. Vicente de Mateus é, quero
- 1:06:17agradecer a Antártica pelas brahmas, inclusive manda
- 1:06:19entrevista. Do Vicente Mateus no rádio é
- 1:06:22porque assim uma vez eu fui entrevistar AA Olga San Girardi,
- 1:06:25a viúva do Estevan San Girardi, do show de rádio e tal.
- 1:06:29Aí terminou A Entrevista, né? Poxa, eu a ouvi, Ela Foi
- 1:06:32produtora na jovem pan, ela contou toda a história dela e
- 1:06:35tal. E aí ela chegou e falou, olha,
- 1:06:38tem umas fitas aqui que eu não sei o que fazer com elas tudo,
- 1:06:42tá? Umas fitas de Rolo.
- 1:06:44Era umas fitas de Rolo que o Estevan guardava, que tinha lá
- 1:06:48as músicas do show de rádio com Serginho leite cantando e tudo
- 1:06:52mais. Tinham comerciais que.
- 1:06:54Passavam no show de rádio, enfim, essa preciosidade estava
- 1:06:58lá no armário, né? Eu levei pra Unip e junto com um
- 1:07:03técnico que até hoje eu trabalho com ele, que hoje ele também
- 1:07:06está na fab, que continua na Unip, que é o Luiz.
- 1:07:10A gente conseguiu digitalizar esse material, então é é
- 1:07:15incrível. Mas falando de melhorar, dá para
- 1:07:18melhorar e é muito simples. Hoje tem uma ferramenta.
- 1:07:21Que é o Adobe podcast. Algumas coisas vão ficar muito
- 1:07:24robóticas, a gente tem que ter, aí vai ter o profissional que
- 1:07:28vai sentir o que dá para usar, o que não dá para usar, mas a
- 1:07:31gente consegue realçar a voz. Essa é a ideia, o melhoramento
- 1:07:35do áudio ali para realçar a voz. Então a gente pode trazer essa
- 1:07:38voz para primeiro plano. Possivelmente vai parecer um
- 1:07:40robô falando sim, sim, misturando com o original e
- 1:07:43acertando as alturas. Vai ficar muito bonito.
- 1:07:46Você vai manter o original? Você mantém toda essa plástica e
- 1:07:50você tem o realce da voz. Então eu até quando ouvi aqui,
- 1:07:54né, parece que o leporáce você está falando ao telefone, que na
- 1:07:56verdade o microfone veio do bocal do telefone, é uma
- 1:07:59extensão, né? Quando foi criado e tal, então
- 1:08:02os primeiros microfones não tinham é mesmo?
- 1:08:05Os equipamentos, tudo eram muito diferentes.
- 1:08:08Hoje a gente tem uma captação muito mais simples, né?
- 1:08:11A gente não precisa entender muito pra conseguir reproduzir e
- 1:08:14tal, mas dá para melhorar. Só que se eu simplesmente pego
- 1:08:19jogo no Adobe podcast, pego o resultado e coloco no ar, é
- 1:08:23horrível, porque o que que a inteligência artificial faz?
- 1:08:26Ela pega a média do que se produz, então tem coisas
- 1:08:30excelentes, tem coisas muito ruins e na média vai ficar o
- 1:08:33bonzinho. Se você souber trabalhar isso,
- 1:08:36que ela traz isso seja um texto, um áudio, uma pesquisa.
- 1:08:41Se aquilo for um ponto de partida, você pode ganhar um.
- 1:08:45Um tempo precioso para você lapidar o material.
- 1:08:48Aí você tem um ganho, mas você precisa daquele profissional que
- 1:08:53entende do assunto, que vai justamente.
- 1:08:57Por exemplo, é isso que eu tô falando, né?
- 1:08:59A gente tem o som na internet, tem os acervos, tudo tal.
- 1:09:03Se não tem alguém para fazer ali, o controle desse acervo,
- 1:09:08né? Para é catalogar tudo mais
- 1:09:12aquilo, viram nada. Porque é tanta coisa que você
- 1:09:15tem que você não sabe. Você mesmo que criou e publicou,
- 1:09:18você não sabe mais. Os anos passam.
- 1:09:20Eu encontro as coisas do peças raras no blog.
- 1:09:24Peças raras, porque eu vou lá, coloco na busca e falo, pô, um
- 1:09:28dia eu falei sobre isso, eu vou lá e encontro no Google.
- 1:09:31Eu não encontro colocando peças raras, o nome colocando, porque
- 1:09:36hoje a inteligência artificial vai te entregar tanta coisa. 11.
- 1:09:40Exercício. Se perde, né?
- 1:09:41Nisso tudo, acaba se perdendo. Quer dizer, é um e 1000000, né?
- 1:09:45Como a internet, né? O ChatGPT, por exemplo, eu fiz
- 1:09:50um exercício com os alunos e eu pedi pro ChatGPT, criar um
- 1:09:53episódio de 8 minutos pro peças raras sobre memória do rádio.
- 1:09:57Falando sobre o repórter Esso, a importância desse programa e é
- 1:10:01elencando 3 pontos importantes na história da trajetória do
- 1:10:05programa. Bom o resultado e com tanta
- 1:10:10precisão ali o texto, né? Que que vem do ChatGPT é que o
- 1:10:14repórter Esso foi um programa criado pelo governo brasileiro
- 1:10:18como fonte oficial, estava falando da voz do Brasil, aí eu
- 1:10:22pedi para os alunos lerem, ó, vamos fazer aqui um exercício,
- 1:10:26então foram lá, não falei, foi feito com inteligência.
- 1:10:28É um episódio do peças raras aqui, um podcast que eu faço
- 1:10:31sobre a história do rádio, aí foi um aluno.
- 1:10:34Fez lá toda a impostação, né? Queria mostrar e foi muito bem.
- 1:10:37Fez uma leitura preciosa. Primeira vez que ele foi ao
- 1:10:39microfone assim, primeira aula. Deu.
- 1:10:42Tudo certo? Ah, o repórter foi criado pelo
- 1:10:44governo brasileiro, tal. Falei legal, aí eu peguei.
- 1:10:50Tem esse outro texto aqui sobre o repórter Resso, foi feita uma
- 1:10:53pesquisa, dei a fonte e tudo mais, tal a história do
- 1:10:55repórter, vamos ler. Aí peguei outras pessoas, tal,
- 1:10:59leu a poxa, mas isso não é aquilo.
- 1:11:02Então, se você vai no embalo, você vai perpetuando erros.
- 1:11:09E amanhã ou depois, o repórter, essa não é mais o que foi.
- 1:11:11Repórter, essa para quem tá nos ouvindo, né?
- 1:11:13Programa criado durante a Segunda Guerra Mundial para dar
- 1:11:17as notícias da segunda guerra em primeira mão, criado nos Estados
- 1:11:20Unidos com Patrocínio da eso petróleo e quando o país se
- 1:11:24tornar avaliado dos Estados Unidos na guerra, começava a
- 1:11:27transmitir com esse propósito. Então a gente vai ter o Eron
- 1:11:30domingos Domingues, na rádio nacional, como o principal
- 1:11:33repórter ress. Mas a gente vai ter é inclusive
- 1:11:36aqui em São Paulo, né? O Globo no ar a gente vai ter
- 1:11:39Oo. Globo no ar.
- 1:11:41É, a gente vai ter os locutores em cada emissora, né?
- 1:11:45Localmente, fazendo o repórter ress, mas com o mesmo manual que
- 1:11:48era. Já um jornalismo mais solto,
- 1:11:51mais conversado com uma linguagem que todo mundo
- 1:11:54entendia e não o que a gente chamava antes de gilete press,
- 1:11:57né? Que é recortar a notícia do
- 1:11:59jornal. Gilete press.
- 1:12:01Como estava no impresso? Exatamente.
- 1:12:03Então o repórter less tem toda essa revolução e depois termina
- 1:12:07a segunda guerra. Ele fica no ar até 68 no rádio
- 1:12:10e. E aquela música que quando
- 1:12:14entrava, a gente já sabia que era uma notícia muito
- 1:12:16importante, como hoje, quando entra um plantão, aí exato, a
- 1:12:20gente tem a então assim, OOO ChatGPT, alucinou geral, deu
- 1:12:25outro outro Panorama, deu outra história.
- 1:12:28Tem que saber usar, né? Então, e se você não conhece a
- 1:12:31história original, se você não? Precisa.
- 1:12:32Você acha tão convincente aquilo que você não contesta?
- 1:12:35Agora, ô, ô, ô, Marcelo, você está falando aí da da da
- 1:12:39história original que eu acho que é.
- 1:12:42Se eu por importar, embora hoje a gente está vendo aí que as
- 1:12:45pessoas querem apagar a história, sim, né?
- 1:12:47EE, isso é muito preocupante. E.
- 1:12:49Criar narrativas. Exatamente.
- 1:12:51Tem muita coisa. Qualquer, qualquer.
- 1:12:53Não, não. Não importa o lado.
- 1:12:55Cada um está importante. Do que a história exatamente é.
- 1:12:58Mas a história aconteceu. Goste ou não ouve Holocausto,
- 1:13:01goste ou não é. Nós tivemos uma ditadura no
- 1:13:04Brasil. Eu goste agora é.
- 1:13:07Isso faz parte da história. Boa ou?
- 1:13:10Ruim faz parte da história e ela não deve ser apagada
- 1:13:13simplesmente porque eu não gosto disso.
- 1:13:15Não se deve falar isso, não se deve falar para que?
- 1:13:19Não aconteça de novo os mesmos erros exatamente vai cometer.
- 1:13:21Outros, e as boas coisas se deve exaltar.
- 1:13:24Por quê? Porque é dali.
- 1:13:26Olha, nós só temos a internet porque boas coisas aconteceram
- 1:13:29para nós chegar nessa tecnologia.
- 1:13:32Hã, perfeito é, antigamente é, eu tenho, eu tenho 11.
- 1:13:37Uma coleção de jornais antigo que eu vejo que está lá idosa de
- 1:13:4240 anos, como idosa de 40 anos. Mas isso era realidade?
- 1:13:47Exato. Hoje, uma pessoa de 40 anos é
- 1:13:50uma pessoa jovem. E a gente não vai dizer que essa
- 1:13:51matéria é etarista porque está falando idosa de 40 anos, a
- 1:13:54gente vai ver o que era aquela época, aquela época, quantos
- 1:13:57anos as pessoas? Porque com 50 você morria o
- 1:14:00máximo, sabe? Hoje nós temos uma expectativa
- 1:14:03de vida, então. Mas tudo isso aconteceu porque
- 1:14:08as pessoas trouxeram, né? EEEE assim e as pesquisas?
- 1:14:14E você só tem uma expectativa de vida melhor, porque lá atrás
- 1:14:19foram se estudando para melhorar.
- 1:14:21Nós só temos isso. EE agora eu vejo que muita coisa
- 1:14:26tá se perdendo, porque depois que com com o advento da
- 1:14:30internet. Tudo está sendo jogado aqui,
- 1:14:33tudo está nas nuvens e muita coisa ainda está no papel.
- 1:14:38Sim. Né?
- 1:14:39Sim. EE, como o peças raras, você tem
- 1:14:43que pesquisar aonde está aquele, aonde está aquele aquele
- 1:14:48material, onde está aquele áudio, aonde está aquele
- 1:14:51programa, alguns. Conseguiram digitalizar?
- 1:14:54Colocar minha internet? O que você?
- 1:14:55Está falando, eu estou pensando em como eu comecei no rádio.
- 1:14:58Eu comecei numa função que não existe mais, que é o Rádio
- 1:15:01Escuta, era o trabalho dos sonhos, ficava ouvindo rádio e
- 1:15:05ganhando pra isso, né? É o trabalho dos sonhos, mas o
- 1:15:08Rádio Escuta pra quem também, né, não sabe, até legal
- 1:15:12conversar pro público mais jovem e tudo.
- 1:15:15Então eu tinha que ficar ouvindo as rádios concorrentes da onde
- 1:15:18eu estava transcrever ali gravar.
- 1:15:21Né? Um gravadorzinho?
- 1:15:22Ali a gente gravava o áudio dessas emissoras.
- 1:15:25Tinham 34 rádio escutas na equipe.
- 1:15:27Cada um ficava ouvindo uma rádio e depois a gente pegava a
- 1:15:31máquina de escrever e fazia ali um resumo daquilo que foi dito
- 1:15:35pela nossa concorrente, pela emissora, que também estava
- 1:15:38fazendo jornalismo ali, naquele mesmo horário e tal.
- 1:15:41E passava para uma editora chefe, um editor chefe, porque
- 1:15:44dizia, pô, isso aqui é relevante, vamos mandar um
- 1:15:46repórter para lá ou vamos fazer uma notinha e divulgar isso
- 1:15:49daqui, tá? E aí é, eu tava pensando que
- 1:15:54como radialista, né? Eu fiz curso no Senac, fui
- 1:15:58trabalhar em rádio e tal como radialista, Eu Acredito que a
- 1:16:02melhor função que eu tive até hoje foi de ouvinte.
- 1:16:06Então eu aprendi a ouvir e eu peço, as raras é isso, é a
- 1:16:09escuta que hoje se valoriza tanto, quer dizer, se valoriza
- 1:16:13no sentido de que a gente sabe, Oo que isso?
- 1:16:17Bem, justamente de verdade, de importância, para não se
- 1:16:21esquecer a história. Mas, por outro lado, a gente é
- 1:16:24massacrado por um Monte de narrativas que, por exemplo, a
- 1:16:31gente pensando nesse gol de 77 do Corinthians, eu convido as
- 1:16:34pessoas para entrarem lá no peças raras e ouvirem o
- 1:16:37geraldão, de cabeça pouquinho, é corintiano e viveu essa época
- 1:16:40tal é ali. Foi depois feita 11.
- 1:16:46Na manipulação do áudio, no dia seguinte tava lá, Basílio,
- 1:16:49Basílio e isso tá na internet. Quem procura narração da Rádio
- 1:16:54Gazeta 1977 Corinthians vai encontrar o José italiano
- 1:16:57falando que o gol foi do Basílio e agora vai encontrar também
- 1:17:01falando que foi do geraldão, porque no peças raras tá ali
- 1:17:04graças ao Mauro callon essa gravação original.
- 1:17:06Mas enfim, é, a gente precisa e eu e eu acho que o peças raras
- 1:17:12tem justamente esse conceito de. Você ir até onde der para
- 1:17:19encontrar o áudio original ou áudio original, quando não tem o
- 1:17:23áudio ou roteiro original, que é isso que eu tava falando, do
- 1:17:25interferência na Rádio Bandeirantes que a gente fazia,
- 1:17:27que é reconstituir aquilo como que era esse programa naquela
- 1:17:30época. Então ele tem o roteiro aqui, tá
- 1:17:32aqui original, a gente vai fazer com os recursos de hoje.
- 1:17:35É outra coisa. Guerra dos mundos, do Orson
- 1:17:38Wells em 1938 31 de outubro, véspera do Dia das Bruxas, né?
- 1:17:41Um rádio, teatro. Nos Estados Unidos, que as
- 1:17:47pessoas ouviram na CBS e acreditaram que aquilo era real.
- 1:17:52Por quê? Porque era um rádio, teatro que
- 1:17:53usava, é uma reportagem. O personagem principal
- 1:17:57protagonista era um repórter que descrevia o fim do mundo, a
- 1:18:01invasão de marcianos, né? É, a gente tem o roteiro inteiro
- 1:18:06disso, a gente tem a gravação disso foi feito ao vivo, mas por
- 1:18:09uma questão de censura, né, o rádio tinha que.
- 1:18:14Gravar num acetato aquilo, um material que não, teoricamente
- 1:18:18não duraria tanto, mas que que manteve essa memória.
- 1:18:23Então a gente tem áudios da rádio nacional dos anos 40, dos
- 1:18:26anos 50, que a collectores editora começou AA publicar
- 1:18:31hoje. Acho que por uma questão de
- 1:18:32direitos autorais. Isso não existe.
- 1:18:34Mas então a gente vai perdendo também o direito autoral.
- 1:18:37É outra coisa muito complexa, né?
- 1:18:40O podcast sofre muito com isso, porque até pouco tempo eu fazia
- 1:18:43podcasts jornalísticos e eu colocava trechinhos de 10
- 1:18:48segundos de música. Não existia nenhuma lei dizendo
- 1:18:50que podia, mas também não existia nada que brecasse
- 1:18:54aquilo. Hoje, se eu coloco 10 segundos
- 1:18:56para ilustrar, eu estou falando. Da ditadura militar.
- 1:18:59Estou usando uma música do Chico Buarque.
- 1:19:01Estou falando do Julinho, de Adelaide, que foi uma criação do
- 1:19:05Chico Buarque, para burlar a censura.
- 1:19:07Aí criou lá a música chama o ladrão, chama o ladrão.
- 1:19:10Pô, você colocar a música tem tudo a ver, mas se você coloca o
- 1:19:13YouTube e derruba na hora. O Spotify derruba na hora,
- 1:19:16porque a inteligência artificial, os robozinhos, já
- 1:19:18estão automáticos. Exato.
- 1:19:20Então você perde a linguagem, você perde o podcast está
- 1:19:24ficando muito pobre por outro lado, né?
- 1:19:26Já foi mais criativo nesse sentido da gente poder é
- 1:19:30ilustrar mais. Hoje, se eu vou falar de uma
- 1:19:33música, eu tenho que eu eu vou cantar essa música, eu vou é ler
- 1:19:37a letra da música, porque eu não posso tocar a música, senão vai
- 1:19:40derrubar o meu, minha transmissão.
- 1:19:42Então isso vai empobrecendo também a linguagem, a gente vai
- 1:19:45se acostumando, fica tudo muito mais simplório, sendo que
- 1:19:50existem registros que a gente poderia EEO.
- 1:19:53Direito autoral, claro, tem que ser, tem que existir, as
- 1:19:56famílias têm que ser preservadas, isso não há nenhuma
- 1:19:58dúvida. E o problema de não tocar música
- 1:20:01nessas plataformas, nessas big techs, né, é que eles não pagam
- 1:20:04direito autoral, o rádio paga, o rádio pode fazer uma reportagem
- 1:20:08tocar. Então, mas isso acontece também
- 1:20:10conosco. Porque a partir do momento que
- 1:20:12você faz, você está dentro da rádio EE, nós soltamos uma
- 1:20:17determinada música, é, enquanto estiver na rádio, está tudo bem,
- 1:20:21você está pagando ecad, você está fazendo o recolhimento,
- 1:20:24tudo. Mas a partir do momento que nós
- 1:20:26estamos aqui e está sendo transmitido, aí se sair eles
- 1:20:31derrubam na transmissão. Quer ver?
- 1:20:33É, é. Eu não vou derrubar agora,
- 1:20:36porque eu acho que essa aqui, essa aqui ainda ainda passa.
- 1:20:39AA essa a penúltima, a penúltima, porque tem algumas
- 1:20:45coisas que quando toca fica assim, gravado, né?
- 1:20:48Na, na, na. Mas tem a penúltima aí não tem,
- 1:20:51que é do, do, do, do vai. De.
- 1:20:59Billy branco, esse era típico jovem pan deixava toda criança
- 1:21:05desesperada. Pelo amor de Deus, para com
- 1:21:09isso. Vamos embora, vamos embora.
- 1:21:11É isso aí, é isso. Aí o colegato os 2 trauma da
- 1:21:13criançada, uma marca registrada tão linda.
- 1:21:25É uma marca de São Paulo, assim como o pulo do gato, né?
- 1:21:28Acorda, são. Paulo.
- 1:21:30Do seu sono justo é hora do pulo do gato.
- 1:21:35Olha que horror. E eu tenho essa última aí que
- 1:21:41essa foi o eu tenho autorização, mas, por exemplo, eu sei que se
- 1:21:46passar agora aqui pela internet, o próprio muro de.
- 1:21:49A música dele? Ele vai ser derrubado?
- 1:21:51Ele é derrubado? EOEOEO, Juca coloca a.
- 1:21:54Música dele? E o Juca não vai com isso.
- 1:21:57Quer ver? É.
- 1:21:58Ele é um grande expert. Eu falei, Juca, ele falou, você
- 1:22:02toca aí, vai que vai que cola. Tem
- 1:22:24É. Então eu falei, Juca, mas como é
- 1:22:26que eu faço? Ele falou, também não sei que
- 1:22:29nem eles sabem. É porque, na verdade, o problema
- 1:22:32não é o direito autoral, o problema é não pagar o direito
- 1:22:35autoral e aí não se pode usar, mas.
- 1:22:38As que eles ganham, exatamente? As plataformas ganham com
- 1:22:42conteúdo que eles não produzem, a gente produz para eles e.
- 1:22:45Eles por não pagarem, ou seja, eles só ganham, só ganham.
- 1:22:50Eu fui ver um vídeo que tem, sei lá, quase 30000 visualizações.
- 1:22:53Eu falei, Ah, quanto que eu ganharia?
- 1:22:54Porque eu não não monetizei o meu YouTube, 13000 ali, tá
- 1:22:58inscritos. Mas falei, não, não quero porque
- 1:23:00vai estragar o canal exato e porque eu vou ganhar muito
- 1:23:03pouco. Aí eu fui ver, ganharia 60
- 1:23:05centavos de dólar com. 23000 visualizações.
- 1:23:10Ela que que é isso, gente? Aqui está atirando uma com a
- 1:23:13minha. Cara, o peças raras a ideia do
- 1:23:16peças raras é lógico. Além de é, é isso.
- 1:23:20Isso me dá prazer e preserva a memória.
- 1:23:23Não, Ah, muita coisa chega a você, como é que você fala?
- 1:23:27Aonde eu vou guardar isso de? Perguntar isso, como você obtém
- 1:23:30o acervo? É exato.
- 1:23:31As famílias. Eu falo isso.
- 1:23:34Eu não sei se você conhece, eu sou eu.
- 1:23:36Faço parte de um conselho do museu.
- 1:23:39De rádio, TV, acho que você conhece sim, sim, sim, sim.
- 1:23:42Sim, sim, inclusive esse esse texto do amigo estado de
- 1:23:46cipetecas ele publicou lá no museu.
- 1:23:48Museu? Porque é.
- 1:23:50Qual é a ideia? É ter.
- 1:23:51E isso foi uma coisa tão difícil porque começou o Elmo começou lá
- 1:23:55com Vila Alves, isso. Exato onde é, né?
- 1:23:58Um lugar adequado. Então agora tem 111 instituição
- 1:24:03casa é ali, Na Na é. Então, a faculdade de belas
- 1:24:08artes, que cedeu o local que a gente tem colocado, levei o
- 1:24:11material que também maravilhoso. Eu acho que o Dulce até conheceu
- 1:24:15lá na Santo Amaro, eu tinha um grande acervo.
- 1:24:19Quando eu tive que mudar, peguei 11 material.
- 1:24:22Falei, ó, isso vai ser guardado aqui.
- 1:24:24É publicações de César ladeira, algumas coisas que eu tinha.
- 1:24:28Eu falei, olha aqui, eu sei que aqui é, vai.
- 1:24:32Ter valor. Mas nós temos que nos preocupar
- 1:24:35em que? A um em que mãos isso aqui vai
- 1:24:38cair depois? Sim.
- 1:24:39E as coisas, né? Bom.
- 1:24:41Mas mas eu eu recebo muito acervo, na verdade, eu comecei
- 1:24:45com as minhas fitas cassete. A ideia foi essa, eu tinha muita
- 1:24:49entrevista na Rádio Cidade, que era o que eu mais ouvia, então
- 1:24:52tinha bastidores, tinham os primeiros testes da Rádio
- 1:24:54Cidade, que foram exibidos numa entrevista por lá.
- 1:24:56Eu comecei publicando isso, fior e filhote, falando alguma coisa
- 1:24:59e tal. E assim falei, vou criar um
- 1:25:02podcast para dividir essas fitas, essas gravações que eu
- 1:25:05tenho em fita cassete. E colocar também, porque amanhã
- 1:25:07ou depois dessa fita eu não vou nem ter mais como ouvir e fui
- 1:25:11colocando no ar. Com o tempo foi acontecendo o
- 1:25:14primeiro dia eu entrevistar pessoas, então o Odair Batista
- 1:25:17foi uma dessas pessoas, a Olga sangelárdia que eu falei, as
- 1:25:20pessoas que eu gostava, né? E eu fui recebendo deles alguns
- 1:25:24acervos, então algumas coisas vocês falam, ó, tem isso daqui,
- 1:25:27não sei o que fazer. E eu fui digitalizando, fui
- 1:25:30colocando no ar tal. E eu recebi acervos completos
- 1:25:33também. O Bruno Bittencourt, que é um
- 1:25:35produtor de rádio, ele gravava, inclusive gravava coisas do
- 1:25:38peças raras, desde lá, dos anos 2000, tal.
- 1:25:42E aí o que que ele fez? Ele pegou, colocou tudo aquilo
- 1:25:45na nuvem e falou, você quer para você de presente, porque eu acho
- 1:25:48que você vai fazer. Então o que que eu faço?
- 1:25:50Está tudo ali num HD. Quando eu vou publicar alguma
- 1:25:53coisa, eu pesquiso pelo nome, aparece.
- 1:25:56Por exemplo, Hebe Camargo, Ah, tem uma entrevista da Hebe
- 1:25:58Camargo, Ney Matogrosso tem uma entrevista na jovem pan, que eu
- 1:26:01gravei na madrugada da jovem pan, nos anos 80, sei lá, enfim.
- 1:26:06Então tudo isso fica muito valioso, né?
- 1:26:09Vai, vai ganhando um peso. É o rádio matraca, o laertes
- 1:26:15arrumou, eles fizeram uma entrevista com o Raul Seixas nos
- 1:26:19anos 80, foram na casa do Raul Seixas, e o Raul Seixas confessa
- 1:26:23um plágio. Ele fala que a música rock das
- 1:26:26aranhas sei, era tirado de uma música norte Americana.
- 1:26:28Ele canta a música ali, estava muito de manhã já.
- 1:26:32Ele falou tudo, abriu ali e tal. Ah, pra gente.
- 1:26:35Eu peguei mesmo, gostei. Bom, o killer dele é uma música
- 1:26:40muito querida. Minha jugim bridlow é um rock
- 1:26:45and Roller de 1955. Ele que gravou um disco só, né?
- 1:26:49É o tradutor. Cegou pegou para ele e falou que
- 1:26:52vai para gravar uma música. Bom, ele é muito bonito.
- 1:27:01E ficou bonito, né? Então tá aí, tá, tá dito, tá.
- 1:27:22E aí o pessoal eu gravei isso quando eu estava na Gazeta, né?
- 1:27:26A gente divulgava isso para a imprensa, tudo.
- 1:27:29E o próprio pessoal do rádio matraca não tinha mais.
- 1:27:32Então, quando eu coloquei no peças raras, eles pediram para
- 1:27:35para veicular. Lá é.
- 1:27:36A jovem pan pediu o áudio da copa de 58 sim, que eu tinha e a
- 1:27:41jovem pan não tinha. OPA.
- 1:27:43E aí dão o crédito para o peças? Algumas coisas vão sem crédito.
- 1:27:46É. Mas por que que eu tenho?
- 1:27:48Porque eu vou? Fazendo essas entrevistas,
- 1:27:51porque eu pego. Por exemplo, se eu percebo que
- 1:27:54tem alguma coisa ali que entrou no ar e que eu não sei se vai
- 1:27:56continuar, eu falo, pô, vou guardar isso daqui.
- 1:27:59E eu sempre tenho essa preocupação de falar, ó, isso
- 1:28:01daqui, saiu desse lugar, isso daqui saiu da collectors
- 1:28:04editora. Se eles tiveram problema com
- 1:28:05direito autoral depois ou não, eu tenho por causa disso.
- 1:28:09Tem muita gente que usa esses áudios como se fosse algo que eu
- 1:28:12guardei, tá? Enfim.
- 1:28:16Não eu falo isso, mas é porque eu também.
- 1:28:18Eu tenho muita coisa guardado em HD.
- 1:28:20Eu me preocupo o seguinte, é porque eu tinha antigamente,
- 1:28:23antes do HD, eu tinha no, no, no, no CD.
- 1:28:26É, eu já tinha no disquete, e aí acabou aqueles disquete de de de
- 1:28:33de 5 e pouco, aí veio os disquete de 3 de 14 lá mais
- 1:28:38menorzinho, mas também hoje você não tem nem.
- 1:28:42Nem aonde, nem nem como fazer. Eu nem sei se aquilo lá vai
- 1:28:45funcionar, porque falaram, olha, toma cuidado porque isso daqui
- 1:28:49sim é o mofo, vai estragar isso daqui.
- 1:28:53E hoje eu tenho coisas ainda no HD externo e que eu fico
- 1:28:57perguntando, eu tenho que começar a me preocupar de que
- 1:29:01forma isso aqui vai ficar? Porque 1 hora isso daqui vai se
- 1:29:05perder e a gente sabe que não é eterno, né?
- 1:29:07E você não pode ir embora e simplesmente.
- 1:29:10É relegar esse conhecimento para as gerações que vão vir.
- 1:29:14Isso aí não é a história, não é minha, a história não é sua, não
- 1:29:18é de ninguém. A história pertence humanidade
- 1:29:20boa ou ruim, pertence humanidade.
- 1:29:23Tá exato, tudo isso é, mesmo você estando aí com seu peças
- 1:29:30raras, você tem material que veio antes de você pensar.
- 1:29:36Em em habitar esse planeta sem. Dúvida tem o roquette pinto
- 1:29:39amanhã, aniversário do roquette pinto Edgar roquette pinto o dia
- 1:29:42do rádio é por causa disso. 25 de setembro 1884, nascia Edgar
- 1:29:45roquette pinto, professor antropólogo, que dizia que o
- 1:29:48rádio é o jornal dos que não sabem ler, é escola de quem não
- 1:29:52pode frequentar a escola. Tinha um pensamento de educação
- 1:29:55para o rádio que prevaleceu durante a primeira década, né?
- 1:29:57De 22 até 32 é o rádio. Teve esse papel no pensamento,
- 1:30:01pelo menos na. Filosofia não alcançou, é, foi
- 1:30:09um idealismo, né? Não alcançou o povo mesmo, ficou
- 1:30:12ainda na elite. Mas, enfim, de toda forma, o
- 1:30:15roquette pinto, a gente tem áudios dele falando como foi a
- 1:30:18primeira transmissão, isso foi, abriu cultural, publicou, tá
- 1:30:23tal, tal, enfim, a gente vai mantendo isso, então é.
- 1:30:27São esses áudios, são essas histórias contadas em primeira
- 1:30:31pessoa, que são maravilhosas, que também podem ser em
- 1:30:34histórias mentirosas, né? A pessoa pode contar é a visão
- 1:30:37dela ou até a memória, pode trair.
- 1:30:39Está tudo bem, mas a gente tem essa versão, a gente vai
- 1:30:43justamente. Por exemplo, tem uma história
- 1:30:46importante do Radiojornalismo, que foi citada pelo Zé Paulo de
- 1:30:49Andrade em 2012 na Rádio Eldorado, uma transmissão que
- 1:30:55reuniu 5. Jornalistas importantes, o Zé
- 1:31:00Paulo de Andrade, o Heródoto barbeiro, na época tava na
- 1:31:02Record, já o Milton Jung, da CBN, o josevel Peixoto, da jovem
- 1:31:07pan e o rais sem Abaki apresentando.
- 1:31:10Eu tenho esse áudio e vou colocar amanhã no peças raras.
- 1:31:12E o Zé Paulo de Andrade fala do dia lá da década de 90 que o
- 1:31:18magri tava na. O Rogério magri.
- 1:31:23É, o Rogério magri estava Na Na CBN e o Volnei Ávila estava na
- 1:31:28Bandeirantes, ou vice versa. E um técnico de som que tinha
- 1:31:32saído da madrugada da CBN foi para Bandeirantes, falou, ó, o
- 1:31:36Volnei vai estar lá ou o vice versa?
- 1:31:38Agora, de cabeça, não sei quem estava em qual, mas falou, vai
- 1:31:40estar lá. Aí o José Paulo falou, pô, o
- 1:31:43magri vai estar aqui, vamos colocar no ar os 2, né?
- 1:31:45Fez lá a ponte com moródoto e aquilo entrou no ar então.
- 1:31:49É esse técnico de som, ele me conta essa história, ele conta,
- 1:31:53eu estava lá, vi tal, tal, tal, que que eu fiz, eu mandei pro
- 1:31:55raio sem abaque que estava na produção da CBN, nessa que eu
- 1:31:58falei, confere, faz sentido isso que ele fala, ele fala faz
- 1:32:01sentido, esse cara estava na Bandeirantes, o técnico de som
- 1:32:04aqui da CBN era tal pessoa, EE, foram eles que fizeram a
- 1:32:09ligação. Quando chegou pra mim eu era
- 1:32:10produtor tal e coloquei é no ar essa entrevista histórica que
- 1:32:14ganhou o prêmio Líbero Badaró e tudo mais tal.
- 1:32:18Então é, é isso. Não é só ter o áudio, a pessoa
- 1:32:21contando uma história. É buscar outras versões dessa
- 1:32:25história para ver se aquilo faz sentido, né?
- 1:32:28É um trabalho jornalístico. O Marcelo, nós estamos nós já é
- 1:32:31tudo de um horário, viu, rapaz? Já é tudo bem, tudo bem, é tudo
- 1:32:36de um horário. Eu ficaria aqui conversando
- 1:32:37contigo mais 200 anos, 200 anos, entendeu?
- 1:32:42Bom demais, e. Você vê quando o entrevistado
- 1:32:44sabe o que fala. Não e assim, né?
- 1:32:46Entrevista, a gente não precisa nem.
- 1:32:48Entender porque é muito legal, porque assim você acabou assim
- 1:32:55trazendo mais conhecimento, tá? E a gente vai absorvendo.
- 1:32:58Tudo isso é uma troca, né? A gente aprende.
- 1:33:00É uma troca. EEE, eu acho assim.
- 1:33:04É muito, muito, muito prazeroso tudo isso, Marcelo.
- 1:33:11Para peças raras. Como é que eu encontro peças
- 1:33:14raras? Está no YouTube.
- 1:33:16Aí coloca ali peças raras. Marcelo abuda, eu já saio
- 1:33:19direto. Isso está no YouTube, está em
- 1:33:22qualquer plataforma de áudio, qualquer uma uhum é se pedir
- 1:33:25para Alexa, podcast, eu estava dando aula outro dia.
- 1:33:28Alexa, cuidado quem está ouvindo rádio agora vou falar podcast,
- 1:33:31peças raras, se a Alexa tiver próxima.
- 1:33:34Alexa, podcast, peças raras. E a aluna falou, pô.
- 1:33:37Eu coqui, eu peço as áreas na minha casa, professor estava
- 1:33:39dando aula online, então assim é, está em todas as plataformas
- 1:33:43mesmo, porque é existe desde 2006 eu tenho publicado porque é
- 1:33:48isso foi mudando de plataforma desde 2019, eu coloquei em
- 1:33:52absolutamente todas. Então é muito fácil de encontrar
- 1:33:56quem gosta de ouvir podcast, né? No Spotify, no, enfim, qualquer
- 1:34:00uma Amazon Apple é. Encontro peças raras e tem o
- 1:34:05blog que eu não tenho atualizado tanto quanto deveria.
- 1:34:08É, mas eu eu eu falo. É sensacional, porque foi no
- 1:34:11blog que eu peguei boas informações, viu?
- 1:34:13Porque lá tá. Porque ali, eu, eu.
- 1:34:15Faço regularmente, é exato, exato.
- 1:34:18Hoje eu tenho espalhado mais e acabo.
- 1:34:21Desdenhando um pouco é é um erro.
- 1:34:23Não façam isso, crianças. Mas é o peças raras que fica
- 1:34:27justamente pecas. Raras é pecas,
- 1:34:29raras.blogspot.com ali tem muita coisa.
- 1:34:32Se for Na Na lupinha ali, na pesquisa, coloca.
- 1:34:34O nome tem muita coisa e. Quem você quiser que vai ter
- 1:34:37Silvio Santos, 90 anos, do Silvio Santos, aí vai ter lá o
- 1:34:39Fernando Morgado, né? Falando a história do Silvio
- 1:34:42Santos no rádio. Vai ter o Silvio Santos no
- 1:34:44rádio, fazendo lá as amigas de trabalho.
- 1:34:47É isso aí. E é isso aí.
- 1:34:48Marcela abud, mestre em comunicação pela Unip também aí
- 1:34:54pós é graduado, né? Pela publicidade e propaganda
- 1:34:57aqui da nossa Cásper libe professor atualmente aí da aula
- 1:35:02lá na FAAP, né? É e assim fundação Armando a.
- 1:35:08Álvares penteado desta vez, eu não.
- 1:35:12Que nem eu estou aqui como a gente está totalmente penteado,
- 1:35:15que nem o Álvares. Bom, você volta aqui, vamos
- 1:35:20batendo um papo aqui. Foi um prazer.
- 1:35:22Eu acho que dá para a gente fazer algumas coisas e olha
- 1:35:25colocar, eu vou fazer questão de de levar isso aqui lá para os
- 1:35:28nossos. Para os nossos internautas e
- 1:35:31para o pessoal, para os membros que participam do memórias
- 1:35:34Paulistana, que eu acho que tem o que tem de gente de rádio ali,
- 1:35:38de que certamente vai curtir tudo isso aqui e muita gente que
- 1:35:41vai. Olha, olha, eu lembro disso, eu
- 1:35:43lembro daquilo, eu lembro. E aí eu acho que pode alimentar
- 1:35:47e trazer, né? Coisas que muitas vezes estão
- 1:35:49esquecidas. E na memória dessas pessoas, 1
- 1:35:52hora, 1 hora que elas se forem, acabou aquela história.
- 1:35:57Vai junto com ela e não a? Gente fala sobre isso no próximo
- 1:36:00capítulo, mas dei aula para pessoas que as pessoas chamam de
- 1:36:04melhor idade, para pessoas que são idosas.
- 1:36:08De melhor memória e que tem boas memórias, só vale a pena e
- 1:36:12terminando metrópole o foco de hoje.
- 1:36:15Lembrando que esse programa tem oferecimento de crédito, que é a
- 1:36:18primeira instituição financeira cooperativa do Brasil.
- 1:36:21Quem perdeu? Quem pegou aí mais ou menos na
- 1:36:23metade é, e perdeu algum. Alguma coisa aqui do que o
- 1:36:28Marcelo passou aqui para nós, fica tranquilo.
- 1:36:31Metrópole foco segunda edição, das 15 às 18:00, além aí das
- 1:36:36notícias atualizadas, mas esse bate-papo nós passamos na
- 1:36:40íntegra e aí a pessoa colhe e depois vai ficar aqui nas redes
- 1:36:43sociais, tá? Que essa por enquanto me parece
- 1:36:47ser eterna, por enquanto, sabe? Deus, né?
- 1:36:50Eterno enquanto dure. Já dizia o Vinícius exato, tá
- 1:36:56bom. E voltamos amanhã, OK?
- 1:36:58Tchau. Fui.
- 1:37:03Você ouviu metrópole em foco, metrópole em foco, para discutir
- 1:37:08a cidade que queremos, seus problemas e suas soluções.
- 1:37:12Produção, Duda Júnior. Apresentação, Pedro nastriz.
- 1:37:26Você pode acompanhar a programação Trianon com som 100%
- 1:37:30digital pela internet, rádio trianon.com.br ou em seu celular
- 1:37:37pelos aplicativos tonin e RadiosNet.
- 1:37:40Fique sempre ligado com a programação Trianon, a mais
- 1:37:45Paulista das rádios. Essas rádios você tem sintonia
- 1:37:54com rádio?