Latest / InovaTec Update / Pesquisadores de Cingapura criam roupa com tela sensível ao toque que pode ser lavada
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- InovaTec Update. Um pouco de amanhã no seu hoje. Informática. Pesquisadores de Cingapura criam roupa com tela sensível ao toque que pode ser lavada. Da redação do site Inovação Tecnológica, publicado em 26 de outubro de 2026. Imagine tocar na manga da camisa para abrir uma calculadora, ver uma foto ou assistir a um vídeo. E, quando a roupa sujar, colocar tudo na máquina de lavar. Essa ideia acaba de ganhar um protótipo. Pesquisadores de Cingapura apresentaram a primeira tela sensível ao toque feita por tecelagem e embutida numa peça de roupa. Um dos autores é o professor Tural Khudiyev, da Universidade Nacional de Cingapura. O estudo saiu na revista científica Nature. Tudo começa num fio especial feito de fibras ópticas, aqueles filamentos finos que conduzem luz. Elas são tão maleáveis que podem ser tecidas junto com algodão ou com fibras sintéticas. O problema era colocar circuitos dentro de algo tão estreito e comprido. A eletrônica comum é montada sobre superfícies planas, e um fio não tem esse formato. A equipe criou então um novo jeito de ligar os componentes ao longo da fibra. Primeiro, os pontos de conexão são programados. Depois, um laser expõe esses locais, e uma solda derretida gruda só ali. Assim, eles integraram mais de cinco mil pontos, ligados por mais de vinte mil conexões elétricas. Essa estrutura foi incorporada a um fio de várias camadas, produzido com calor e estiramento. O fio tem só um milímetro de espessura e dez metros de comprimento. Ao longo dele ficam pequenas luzes, que são os píxeis, os pontinhos que formam a imagem. Logo abaixo, uma camada sente o toque. Quando o dedo aperta o fio, um circuito se fecha, o sistema descobre o lugar exato do toque e o píxel mais próximo acende. O protótipo reúne cinquenta e quatro desses fios, cada um com noventa e seis luzes de LED. A tela mede cerca de dezessete por dez centímetros e meio. A imagem é atualizada trinta vezes por segundo, o suficiente para mostrar vídeo. Outros fios, feitos do mesmo modo, trazem microfone, alto-falante e sensores de movimento, de temperatura e de luz, além de uma bússola. Com isso, a roupa já faz o que os primeiros celulares faziam. Tem calculadora, galeria de fotos, vídeo, bússola e resposta a comandos de voz. Recebe imagens por Bluetooth, uma conexão sem fio de curto alcance. E ainda gira a imagem e ajusta o brilho sozinha. E o tecido continua se comportando como tecido. A luz e o toque praticamente não mudaram depois de cinquenta lavagens com detergente numa máquina comum e de mil dobras bem apertadas. A tela deixa o ar passar tanto quanto algodão ou jeans, e ficou dentro dos limites de segurança para contato com a pele. Os pesquisadores imaginam bolsas e mochilas interativas e até telas gigantes cobrindo paredes, já que a tecelagem é feita em escala industrial. Para Khudiyev, a área mais promissora é a saúde. A roupa poderia acompanhar o corpo o tempo todo e mostrar esses dados ali mesmo. O protótipo ainda é grande. Os próximos passos são aumentar a resolução e colocar sensores e inteligência artificial dentro do próprio tecido. A meta é chegar a roupas capazes de entender quem as veste e o ambiente ao redor. Essa notícia foi publicada no site Inovação Tecnológica, um serviço jornalístico especializado em divulgação científica e tecnológica, o maior em língua portuguesa e no ar desde 1999. Você pode ler esse artigo e muitos outros acessando o link na descrição deste episódio. A narração do InovaTec Update usa voz sintética, gerada por inteligência artificial.