Latest / ED Podcast [@arthurdantaslemos] / AS ARMAS DA PERSUASÃO #V - POLÍTICA (CLUBE DO LIVRO)
Transcript
- 0:05E aí seja muito bem-vindo e muito bem-vinda.
- 0:08Mais um clube do livro lendo as damas da pessoazão comigo, Bruno
- 0:13Maia Soares é brunão. A gente está aqui dentro do
- 0:17capítulo de reciprocidade. Vamos começar aqui nesse
- 0:21subtópico chamado política. Política.
- 0:23Como é que você está, meu irmão? Tudo bom?
- 0:25Isso aí tô ótimo. Vamos simbora pra mais um aqui
- 0:28dentro de reciprocidade. Tem muita coisa ainda pra gente
- 0:30ver, Hein? Beleza, vamos lá.
- 0:33Você que tá curtindo aqui armas da persuasão, vamos ter um
- 0:36encontro ao vivo, um curso é presencial comigo pra falar
- 0:41desses temas em fevereiro, em Recife.
- 0:44Link tá na descrição. Se você gosta desse tema, você
- 0:47não deveria perder. Esse encontro beleza, vamos
- 0:51nessa. A política é outra área em que
- 0:54se revela o poder da regra da reciprocidade.
- 0:56Suas táticas aparecem em todos os níveis.
- 0:59Por exemplo, no topo, as autoridades eleitas se envolvem
- 1:02na troca de favores que faz da política o cenário de estranhas
- 1:06alianças. O voto inusitado de um
- 1:08representante eleito para uma lei ou medida pode ser entendido
- 1:11como um favor devolvido ao responsável por aquele projeto.
- 1:15Os analistas políticos ficavam surpresos com sucesso de linden
- 1:18Johnson em conseguir a aprovação do Congresso americano para
- 1:22muitos de seus programas. No início do seu governo, até
- 1:25congressistas considerados Fortes oponentes daquelas
- 1:27propostas estavam votando a seu favor.
- 1:30Um exame mais detido, feito por cientistas políticos, descobriu
- 1:32que a causa não era habilidade política de Johnson, eSIM a
- 1:36variedade de favores que ele pode prestar aos demais
- 1:39legisladores durante seus muitos anos de poder na Câmara e no
- 1:42Senado como presidente. Conseguiu aprovar uma quantidade
- 1:45notável de laser em pouco tempo, cobrando aqueles favores.
- 1:48O interessante é que esse mesmo processo talvez explique os
- 1:51problemas de Jimmy Carter em obter a aprovação de seus
- 1:54programas pelo Congresso no início do seu governo.
- 1:56Mesmo tendo apoio da maioria, Carter chegou à presidência como
- 2:02um estranho no ninho. Sua campanha se baseou em sua
- 2:05posição independente de Washington.
- 2:07Ele sempre fez questão de afirmar que não devia nada a
- 2:10ninguém. Que não devia nada a ninguém,
- 2:13inclusive sempre que tem um candidato no Brasil, né, que é
- 2:1511 contrarier, né? Um cara que se diz, pô, não, eu
- 2:19não estou comprado com ninguém, não devo favor a ninguém e tudo.
- 2:22Sempre surge a expressão que pô, mas não dá para governar
- 2:24sozinho, né? Tem a ver com isso aqui, ele
- 2:27sempre, ele sempre fez questão de afirmar que não devia nada a
- 2:30ninguém. Grande parte de sua dificuldade
- 2:32legislativa ao assumir o poder pode ser explicado pelo fato de
- 2:35que ninguém devia nada a ele também, né?
- 2:39E outro subtopico é em outro nível.
- 2:41Podemos notar a força reconhecida da regra da
- 2:44reciprocidade na propensão das empresas e dos indivíduos a
- 2:48oferecerem presentes e favores às autoridades judiciais e
- 2:51legislativas, e na série de restrições legais contra esse
- 2:54comportamento, né? Que inclusive tem nas empresas
- 2:56as regras de compliance, né? Não pode dar presente para
- 2:58fornecedor e tal. Tem a ver com isso aqui.
- 3:02Mesmo defendendo contribuições políticas legítimas, o acúmulo
- 3:05de obrigações muitas vezes está por trás do propósito declarado
- 3:08de apoiar um candidato favorito. Um exame das listas de
- 3:11organizações que que contribuem com as campanhas de ambos os
- 3:14candidatos majoritários em eleições importantes fornece
- 3:17indícios dessas motivações. Um cético que queira provas
- 3:22concretas de da troca de favores esperada pelos financiadores
- 3:25políticos, talvez se contente com a admissão descarada do
- 3:29empresário Roger timras. Nas audiências do Congresso
- 3:32americano sobre a reforma do do financiamento das campanhas,
- 3:35quando indagado se sentia que recebeu um bom retorno por sua
- 3:39contribuição de 300000 USD, ele sorriu e respondeu, acho que da
- 3:42próxima vez darei 600000. Inclusive eu não vi a série do
- 3:46Eike Batista, né? Mas ele era conhecido como o
- 3:49cara que todas as eleições ele apoiava quando tava no auge, né?
- 3:53Ele apoiava fortemente os 2 principais candidatos, né?
- 3:59Então tem muita Ah, você é APT, você não sei o que você apoiou
- 4:02muito, a eleição da Dilma, do Lula e tal.
- 4:05Sempre apoiei muito, todas. E o discurso dele era porque eu
- 4:11eu queria é que o governo tivesse forte alguma coisa
- 4:16assim, enfim, mas ele, ele era curioso, né?
- 4:18Ele, ele apoiava em em quase que partes iguais, os 2 lados
- 4:21antagônicos. Voltando aqui, a leitura.
- 4:24Esse tipo de honestidade é raro na política.
- 4:26Em sua maioria, doadores e beneficiários fazem coro para
- 4:29desmentir a ideia de que contribuições para campanhas,
- 4:32viagens grátis e ingressos para torneios esportivos possam
- 4:36predispor as opiniões de autoridades públicas
- 4:39equilibradas e ponderadas. Como insistir o líder de um
- 4:43lobby? Não há motivo para preocupação
- 4:45porque, abre aspas, essas autoridades são homens e
- 4:48mulheres inteligentes, maduros e sofisticados, no auge de suas
- 4:51profissões. Predispostos pela formação a
- 4:55serem perspicazes, críticos e alertas.
- 4:58Desculpem me em si, como cientista, acho graça dessa
- 5:02declaração. Os cientistas equilibrados e
- 5:04ponderados já devem já sabem que são tão suscetíveis quanto
- 5:08quaisquer outros a esse processo.
- 5:11Vamos analisar o caso da controvérsia médica em torno da
- 5:14segurança dos bloqueadores dos canais de cálcio, uma classe de
- 5:18medicamentos para doença cardíaca.
- 5:20Um estudo descobriu que 100% dos cientistas que descobriram e
- 5:23publicaram resultados em apoio aos remédios haviam recebido
- 5:25favores anteriores, seja viagens grátis, financiamento de
- 5:29pesquisas ou empregos das empresas farmacêuticas.
- 5:32Tem até um documentário muito bom que fala desses escândalos,
- 5:34né? Das farmacêuticas é, putz,
- 5:38esqueci. Agora é.
- 5:40Se você pesquisar, aí é indústrias farmacêuticas,
- 5:43Netflix e tal, você vai ver como você vai moldando a opinião dos
- 5:48médicos. Uma vez que eles tinham
- 5:50incentivos ao recomendar determinadas medicações,
- 5:53inclusive, muitas vezes quando os médicos o os os remédios, é,
- 5:57foram surgindo pesquisas que mostravam que eles causavam
- 6:01sérios danos à saúde. Mas como é que você convence um
- 6:04cara que tinha uma vida muito apertada e que agora tá andando
- 6:07de Porsche que aquilo faz mal, né?
- 6:10Então eles tinham um claro viés ali e nascia dessa troca de
- 6:14favores. Muito bom, infelizmente eu não
- 6:17lembro agora aqui o nome da da série.
- 6:19Voltando à leitura, mas apenas 37% daqueles que criticaram os
- 6:24remédios haviam recebido apoio. Ele dá o nome da pesquisa aqui.
- 6:27Se cientistas predispostos pela formação a serem perspicazes,
- 6:30críticos e alertas podem ser dominados pelo contraconcorrente
- 6:35é, pelo pela contracorrente insistente da troca de favores.
- 6:38Devemos esperar que os políticos também possam e teríamos razão,
- 6:41por exemplo, repórteres da soulchette soulchetteed press.
- 6:48Que acompanharam os congressistas americanos que
- 6:50receberam mais dinheiro de grupos de interesses em 6
- 6:53questões chave no ciclo de campanhas 2002, descobriram que
- 6:57aqueles representantes eram 7 vezes mais suscetíveis a votar a
- 7:01favor do grupo que havia contribuído com mais dinheiro
- 7:03para suas campanhas. Como resultado, esses grupos
- 7:06conseguiram o voto favorável 83% das vezes.
- 7:09E ele menciona outra pesquisa, muitas autoridades eleitas e
- 7:13nomeadas se consideram acima das regras aplicáveis ao resto de
- 7:15nós. Mas concordar com essa
- 7:17extravagância quanto a regra da reciprocidade não é apenas
- 7:20risível, é perigoso. E aí ele entra no tópico que é
- 7:24de amostra grátis, né? Onde ele faz uma provocação
- 7:26interessante, que é, a amostra não tão grátis assim, né?
- 7:30Por quê? Porque a amostra grátis ela
- 7:32desperta, né, essa obrigação de devolver de alguma maneira.
- 7:38Obviamente, o poder da reciprocidade pode ser observado
- 7:40também no comércio. Embora o número de exemplos seja
- 7:43grande, vale a pena examinarmos alguns mais familiares.
- 7:46Como técnica de marketing, a amostra grátis ostenta um longo
- 7:50histórico de eficácia, inclusive Oo.
- 7:53Dan ariele no previsivamente racional fala bastante do poder
- 7:59do grátis, né? Tem um capítulo lá sobre isso.
- 8:04Na maioria dos casos, uma quantidade pequena de um produto
- 8:06é fornecida a clientes potenciais para ver se gostam.
- 8:08Certamente este é um desejo legítimo do fabricante, expor o
- 8:11público as qualidades do produto.
- 8:14A vantagem da amostra grátis, porém, é que também se trata de
- 8:17um presente e, como tal, pode envolver a regra da
- 8:19reciprocidade. Bem, a maneira do Jiu Jitsu.
- 8:22Quem oferece amostras grátis pode liberar a força da gratidão
- 8:26natural inerente a um presente, quando parece ter apenas a
- 8:30intenção inocente de fazer uma divulgação.
- 8:33Os locais favoritos para a distribuição de amostras grátis
- 8:35é o supermercado. Muitas pessoas acham difícil
- 8:37aceitar amostras do atendente sorridente, devolver apenas os
- 8:40palitos, suas xícaras e ir embora sem comprar.
- 8:42Invés disso, elas compram um pouco do produto, ainda que não
- 8:45tenham gostado tanto. Uma variante bastante eficaz
- 8:48desse procedimento de marketing é ilustrado no caso citado por
- 8:51vents para card em the hedden perseweiders, que é os os
- 8:57influenciadores é ocultos ou escondidos do funcionário do
- 9:02supermercado de Indiana, Indiana, nos Estados Unidos, né?
- 9:06É que certo dia, vendeu a quantidade incrível de 450 kg de
- 9:10queijo em poucas horas, expondo o produto e convidando os
- 9:12clientes a cortarem fatias para si como amostra grátis.
- 9:16Uma versão diferente da tática da amostra grátis é usada pela
- 9:18Americana Amway, empresa que produz e distribui produtos de
- 9:21limpeza e cuidados pessoais de uma vasta rede nacional de
- 9:24vendas de porta em porta. A empresa que cresceu a partir
- 9:29de uma operação de Fundo de Quintal e se tornou um
- 9:31conglomerado com vendas anuais no valor de 1.5 bilhão.
- 9:35De dólares, né? Bilhão com b faz uso da amostra
- 9:38grátis por meio de um dispositivo chamado bug.
- 9:40O bug bug consiste em um kit de produtos mway que tem lustra,
- 9:45móveis, detergentes, shampoos, desodorantes, inseticidas e
- 9:49limpa vidros. Levado à casa de um cliente numa
- 9:52bandeja especial ou num simples saco plástico, o vendedor da
- 9:56mway é instruído a deixar o bug com o cliente por 2448 ou 72
- 10:01horas, sem nenhum custo ou obrigação para ele.
- 10:03Basta dizer que gostaria que ele experimentasse os produtos, ou
- 10:07seja, uma oferta irrecusável. Ao final do período de
- 10:10experiência, o representante da Amway deve retornar e receber
- 10:14pedidos dos produtos que o cliente deseja comprar.
- 10:17Como poucos clientes esgotam o conteúdo dos recipientes de
- 10:20produtos num tempo tão curto, o vendedor pode então levar o que
- 10:23restou no bug para o próximo cliente potencial ali perto e
- 10:26recomeçar o processo. Muitos representantes da Amway
- 10:28mantêm vários bugs circulando em seu bairro.
- 10:32É um pouco isso. É como ele começa aqui falando,
- 10:34né? No comércio tem muitos exemplos
- 10:36disso, as lojas de roupa, dependendo aí do público alvo,
- 10:39é, eu percebo que tem feito cada vez mais isso é que é não, cara,
- 10:43eu vou deixar uma mala aí pra você ver no seu tempo, né?
- 10:47Com várias opções aqui que é, eu sei que são do seu número, do
- 10:51seu tamanho e tal, e muitas vezes as pessoas é isso funciona
- 10:56pelo simples fato de que. É, as pessoas talvez não estejam
- 10:59precisando de uma nova Bermuda, mas, claro, tem o fato de estar
- 11:02ali, vestir e gostar. E também é.
- 11:06Muitos se sentem desconfortáveis de não retribuir com essa
- 11:10atenção, né? Com essa gentileza é com 11
- 11:13compra sequer, né? Então, muita gente se sente ali,
- 11:16é pressionada por conta da reciprocidade, acabar comprando
- 11:20um pouco mais do que talvez comprasse, se fosse depender
- 11:22delas mesmas, né? De ir atrás do produto.
- 11:25Claro que, a essa altura, você e eu sabemos que o cliente que
- 11:27aceitou e usou os produtos do bug foi capturado.
- 11:31Pela regra da reciprocidade, muitos desses clientes cedem a
- 11:35uma sensação de obrigação e encomendam os produtos
- 11:37parcialmente testados e consumidos.
- 11:39E claro que a mway sabe muito bem disso.
- 11:41Mesmo numa empresa com excelente crescimento como esta, o
- 11:44dispositivo bug causou sensação quando fez sua estreia.
- 11:48Relatórios de distribuidores locais a matriz registra um
- 11:50feito notável, ele traz. 2 relatos aqui de distribuidores
- 11:56para a empresa mway o primeiro é inacreditável.
- 12:00Nunca vimos tanta empolgação. Os produtos estão sendo vendidos
- 12:03num ritmo incrível. Estamos só no começo, os
- 12:06distribuidores locais pegaram os bugs e tivemos um aumento
- 12:09excelente nas vendas. E outro depoimento foi a ideia
- 12:12de varejo mais fantástica que já tivemos.
- 12:15Em média, os clientes compram cerca de metade da quantidade
- 12:17total dos bugs quando foram recolhidos.
- 12:20Em resumo extraordinário, nunca vimos uma resposta como esta
- 12:23dentro da nossa organização. Pois bem, os distribuidores da
- 12:27emway parecem estar perplexos, satisfeitos, mas ainda assim
- 12:31perplexos com o poder incrível do bug.
- 12:33Claro que a essa altura, você e eu não deveríamos estar.
- 12:36A regra da reciprocidade governa muitas situações de natureza
- 12:40puramente interpessoal, nas quais nem dinheiro nem a troca
- 12:43comercial estão em jogo. O cientista europeu ebla.
- 12:48Esse é foda. Esse é que tá difícil, relata.
- 12:53Um ótimo exemplo disso durante a primeira guerra mundial, por
- 12:56causa da natureza da guerra de trincheiras.
- 12:58Na época era dificílimo para os exertos, os exércitos cruzarem a
- 13:04Terra entre as linhas de frente opostas.
- 13:06Mas não era tão difícil para um soldado isolado rastejar por lá
- 13:09e penetrar numa posição trincheira da trincheira
- 13:12inimiga. Cada tropa dispunha de
- 13:14especialistas que regularmente. Capturavam dessa forma soldados
- 13:18inimigos que eram então levados para o interrogatório.
- 13:21Certa vez, um especialista alemão com experiências bem
- 13:23sucedidas em missões desse tipo, transpôs com habilidade a área
- 13:28entre as frentes e surpreendeu um soldado inimigo solitário em
- 13:31sua trincheira. O soldado desatento, que estava
- 13:34comendo naquele momento, foi facilmente desarmado.
- 13:36Amedrontado, com apenas um pedaço de pão na mão, ele
- 13:39realizou o que pode ter sido o ato mais importante da sua vida.
- 13:42Ofereceu ao inimigo parte do pão.
- 13:44O alemão ficou tão comovido pela oferta que foi incapaz de
- 13:47completar sua missão, deu as costas ao seu benfeitor e voltou
- 13:49de mãos vazias para enfrentar a ira dos superiores.
- 13:52Mais estranho ainda é o caso mais recente de um assaltante
- 13:55armado que invadiu uma festa em Washington empunhando um
- 13:59revólver e exigindo o dinheiro, mas que mudou de ideia.
- 14:02Pediu desculpa se foi embora depois que lhe ofereceram parte
- 14:05do vinho e do queijo que restavam.
- 14:08E aí tem um artigo aqui que eu acho que conta a história.
- 14:11Outra demonstração convincente do poder da reciprocidade vem do
- 14:14relato de uma mulher que salvou a própria vida por é a própria
- 14:18vida, não por meio de uma concessão, como foi soldado
- 14:21capturado, mas recusando uma concessão e as obrigações
- 14:24poderosas que a acompanhavam. Em novembro de 78, o reverendo
- 14:28Jim Jones, líder da comunidade de johnstown, naguiana, induziu
- 14:32seus seguidores ao suicídio em massa.
- 14:34A história bem famosa eu já já a vi em vários livros.
- 14:37A maioria bebeu, docemente, o refresco envenenado e morreu em
- 14:40seguida. Mas dien Louis desobedeceu a
- 14:43ordem de Jones e fugiu de johnston para a selva.
- 14:47Ela atribui sua disposição em agir assim a sua recusa anterior
- 14:50de aceitar favores especiais do reverendo.
- 14:52Quando passou por necessidades, ela renegou sua oferta de comida
- 14:55especial quando estava doente. Porque, abre aspas, eu sabia que
- 14:59invés, uma vez que ele me desse aqueles privilégios, teria
- 15:03controle sobre mim. Eu não queria lhe dever nada.
- 15:07Anderson zimbardo, 1984. A regra reforça dívidas não
- 15:12solicitadas, né? E aí só um paralelo aqui, né?
- 15:15Quando você trabalha com investimento, se você aceita um
- 15:17cheque muito grande de uma instituição financeira, é essa.
- 15:23Esse cheque não é tão grátis assim, né?
- 15:25Então é, você acaba que muitas vezes vai colocar ao aceitar
- 15:30esse privilégio, talvez essa instituição financeira tenha
- 15:33controle sobre você, seguindo a regra, reforça.
- 15:37Dívidas não solicitadas também. O que é que isso quer dizer?
- 15:42Já dissemos que o poder da reciprocidade é tão grande que
- 15:45mesmo pessoas estranhas, mal vistas ou importunas podem
- 15:48aumentar a chance de conseguir nosso consentimento se primeiro
- 15:51nos fizerem um favor, né? E 11 dos casos que ele mencionou
- 15:55que se encaixa aqui é o da dos Hare kriston lá, né?
- 15:59No entanto, existe outro aspecto da regra que permite a
- 16:02ocorrência desse fenômeno, uma pessoa pode desencadear uma
- 16:05sensação de gratidão fazendo nos um favor não solicitado.
- 16:10Aí ele menciona uma pesquisa que fala, o que ele vai defender
- 16:13aqui? Em seguida, lembre se de que a
- 16:16regra afirma somente que devemos fazer aos outros o tipo de
- 16:19concessão que nos fizeram. Ela não requer que tenhamos
- 16:22pedido o que recebemos para nos sentirmos na obrigação de
- 16:24retribuir. Por exemplo, a organização de
- 16:26apoio aos veteranos da guerra American desable veteran,
- 16:30informa que seu pedido de doações por carta pedido de
- 16:34doações por carta gera uma taxa de resposta de uns 18%.
- 16:39Mas quando a carta também inclui um presente não solicitado, por
- 16:43exemplo, etiquetas adesivas personalizadas, o grau de
- 16:45sucesso quase dobra, saindo de 18, chegando a 35.
- 16:50Não estou dizendo que não temos uma sensação de obrigação mais
- 16:53forte, por um favor que solicitamos, mas que uma
- 16:56solicitação não é necessária para produzir em nós o
- 17:00sentimento de gratidão. Se refletirmos por um momento
- 17:03sobre o proposta social da regra da reciprocidade, poderemos ver
- 17:07porque isso ocorre. A regra foi criada para promover
- 17:11o desenvolvimento de relacionamentos recíprocos entre
- 17:13indivíduos, de modo que uma pessoa pudesse iniciá Los sem
- 17:17medo de sair perdendo. Se a regra precisa servir a esse
- 17:20propósito, um favor inicial não solicitado deve ter a capacidade
- 17:24de criar uma obrigação. Lembre se também de que os
- 17:28relacionamentos recíprocos conferem uma vantagem
- 17:30extraordinária as culturas que os promovem e que por isso serão
- 17:34Fortes as pressões para assegurar que essa regra seja
- 17:37cumprida. Não admira, portanto, que um
- 17:40influente antropólogo francês, Marcel mauss, ao descrever as
- 17:44pressões sociais na cultura humana em torno do processo de
- 17:47presentear, afirma que existe uma obrigação de dar, uma
- 17:50obrigação de receber e uma obrigação de retribuir.
- 17:54Embora a obrigação de retribuir constitua a essência da regra da
- 17:58reciprocidade, a obrigação de receber é que torna a regra tão
- 18:02fácil de ser explorada. A obrigação de receber reduz
- 18:04nossa capacidade de escolher o beneficiário da nossa gratidão,
- 18:07colocando o poder na mão dos outros.
- 18:09Vamos reexaminar alguns exemplos anteriores para ver como o
- 18:12processo funciona. Primeiro, no estudo de Reagan,
- 18:15constatamos que o favor que leva os voluntários a comprar o dobro
- 18:19do número de rifas de Joe não foi solicitado.
- 18:23É lembrando, né? Esse estudo aqui é aquele que o
- 18:26cara tá lá pintando uma sala, sai pro intervalo e volta com
- 18:28uma Coca-Cola pro outro. Joe havia deixado a sala e
- 18:32voltado com uma Coca-Cola para ele e outra para o voluntário.
- 18:35Nenhum voluntário recusou oferta e é fácil ver porque isso seria
- 18:39constrangedor. O Joe já havia gastado seu
- 18:41dinheiro, um refrigerante. Era um favor apropriado na
- 18:44situação, até porque o próprio Joe tinha um.
- 18:48Teria sido considerado grosseiro rejeitar a gentileza.
- 18:51Mesmo assim, receber aquela Coca-Cola, produzir um
- 18:53sentimento de gratidão que se tornou claro quando o Joe
- 18:56anunciou seu desejo de vender alguns bilhetes de rifa.
- 18:58Observe a importante assimetria aqui, todas as escolhas
- 19:03genuinamente livres foram de Joe.
- 19:06Ele escolheu a forma do seu favor inicial e escolheu a forma
- 19:10do favor de retribuição. Claro que se poderia dizer que o
- 19:13voluntário teve a opção de recusar ambas as ofertas de Joe,
- 19:16mas teriam sido manobras difíceis.
- 19:18Dizer não nos 2 momentos exigiria que os voluntários
- 19:21contrariassem as forças culturais naturais favoráveis.
- 19:25A reciprocidade a capacidade que os presentes não solicitados têm
- 19:28de produzir sentimentos de obrigação é reconhecida por uma
- 19:31variedade de instituições. É comum organizações Caridade
- 19:35enviarem pequenos brindes pelo correio ao pedirem donativos.
- 19:38Recebi 5 só ano passado. Em todos os casos, havia um
- 19:41pontos em comum na mensagem que acompanhava o pedido, os itens
- 19:45anexados deveriam ser considerados um presente da
- 19:47organização e o dinheiro que eu desejasse enviar não seria
- 19:50considerado um pagamento, eSIM uma oferta de retribuição.
- 19:54Como afirmava a carta de um dos programas de missionários, o
- 19:57maço de cartões de felicitações enviado para encorajar sua
- 20:01bondade, que era a bondade dele, não estava sendo cobrado.
- 20:05Deixando de lado a vantagem fiscal óbvia, podemos ver porque
- 20:11seria benéfico à organização que os cartões fossem vistos como um
- 20:14presente invés de uma mercadoria.
- 20:17É. Existe uma pressão cultural
- 20:20forte para retribuir um presente, mesmo não solicitado.
- 20:23Mas não existe uma pressão parecida para adquirir um
- 20:25produto comercial indesejado, né?
- 20:28Vantagem fiscal óbvia, só pra quem não pegou aí é porque se
- 20:31aquilo fosse a compra daqueles cartões, é essa transação seria,
- 20:35é, é tributada, né? E como era uma doação e a
- 20:38devoluta de uma doação, então é, havia uma vantagem fiscal ali.
- 20:45Aí ele entra Bruno num num outro tópico, que é a regra, pode
- 20:48desencadear trocas desiguais. E aqui começa a ficar bom, não
- 20:52é? Aqui começa a ficar
- 20:53interessante. Podemos seguir.
- 20:56Vamos seguir, vamos seguir. Esse é é é importante trazer
- 20:58aqui para o ouvinte que todos esses tópicos que a gente está
- 21:01lendo, eles fazem é parte de um subtopico aqui do capítulo
- 21:04chamado como a regra funciona? Sim.
- 21:06Então basicamente o que eu estou está fazendo é trazendo para a
- 21:08gente aqui exemplos, né? Situações em que essa essa regra
- 21:10da responsabilidade, ela é aplicada.
- 21:12E nem sempre a gente consegue. É ter essa percepção, né?
- 21:15No dia a dia, então é legal pra pra gente poder ir ir conhecendo
- 21:18ainda mais e entendendo como é que isso tá na nossa vida.
- 21:21Sobre dia a dia, um bom exemplo de Jiu Jitsu é esse, né?
- 21:24É interessante isso quando ele fala que o poder, né?
- 21:30Da da geração do favor e da pressão, da retribuição, estava
- 21:36com o Joe, né? Que é.
- 21:38Foi a pessoa que queria influenciar.
- 21:41Sendo que isso é tão é um bom exemplo do Jiu Jitsu, né?
- 21:44Que essa ideia de que a persuasão ela é muito sutil, né?
- 21:46Ela é elegante, sofisticada, ela não é forçada.
- 21:50É que todos nós influenciamos, mesmo que não queiramos
- 21:54influenciar, e somos influenciados mesmo que é você,
- 22:01mesmo que o outro não tenha a intenção de nos influenciar.
- 22:04Então imagina que isso não fosse um experimento?
- 22:07E tivesse um cara lá, Joe participando de alguma coisa com
- 22:09outra pessoa que ele conheceu no dia, e ele fosse pegar uma
- 22:12Coca-Cola Pra Ele, como gentileza, ele pegasse a coca e
- 22:15ele estaria influenciando essa relação, mesmo que não tivesse
- 22:18AA ciência por trás, né? O experimento por trás, então
- 22:24também é, é é bem bem alinhado aqui esse a escolha desse
- 22:29princípio persuasivo logo depois da introdução que fala lá do Jiu
- 22:33Jitsu explica esse conceito, né? Vai bem, vamos lá, vamos mais um
- 22:36subtópico aqui de como é que funciona.
- 22:38Muito bem colocado, brunão AO princípio persuasivo da
- 22:42reciprocidade. A regra pode desencadear trocas
- 22:45desiguais? Como eu falei, existe mais um
- 22:47aspecto da regra da reciprocidade que permite que
- 22:49ela seja explorada visando lucro.
- 22:52Embora tenha se desenvolvido para promover trocas iguais
- 22:54entre parceiros, a regra pode ser usada para produzir
- 22:58resultados desiguais. Ela exige que um tipo de ação
- 23:02seja retribuído. Com o tipo de ação semelhante,
- 23:05um favor deve ser pago, com outro favor, não com negligência
- 23:09e certamente não com ataque. Porém, certa flexibilidade
- 23:12tolerada. Um favor inicial pequeno pode
- 23:15fazer com que a sensação de obrigação concorde com uma
- 23:18retribuição bem maior, já que, como vimos, a regra possibilita
- 23:24que uma pessoa escolha a natureza do primeiro favor
- 23:28gerador da dívida e também a natureza da retribuição
- 23:31quitadora da dívida. Então, já que é a pessoa
- 23:37consegue escolher essas 2 coisas, é, poderíamos ser
- 23:40facilmente induzidos a uma troca injusta por aqueles que queiram
- 23:43explorar essa regra. Como é que ele explora dando um
- 23:45favor menor e buscando uma retribuição de um favor maior?
- 23:50Mais uma vez, buscando, buscamos indícios no experimento de
- 23:53Reagan naquele estudo, Joe deu a um grupo de voluntários uma
- 23:57garrafa de Coca-Cola como presente inicial e mais tarde
- 23:59pediu que comprassem algumas de suas rifas por 25 centavos de
- 24:02cada dólar. O que até agora deixei de
- 24:04mencionar é que o estudo se realizou no final da década de
- 24:0760, quando a Coca-Cola custava a 10 centavos de dólar, em média.
- 24:11Os voluntários que ganharam refrigerante a 10 centavos
- 24:14compraram 2 gifras de Joe, embora alguns comprassem até 7.
- 24:17Mesmo que examinemos apenas a média.
- 24:21Vemos que o Joe fez um bom negócio, um retorno de 500% no
- 24:24investimento. Não é pouca coisa, é e é lógico
- 24:28que a amostra que eu não sei se ele vai trazer outros exemplos
- 24:31agora, não lembro. Né?
- 24:32Mas você fala, pô, mas aí tá num ambiente de de pouca matemática,
- 24:36né? É, e de fato tem tem mais valor
- 24:40a surpresa e a coca gelada no calor do que os 10 centavos de
- 24:44dólar que custam a Coca-Cola, então o cara não se importa em
- 24:47devolver 25 ao comprar uma rifa e devolver essa gentileza, né?
- 24:51Mas, em escalas maiores, essa desproporção do tamanho dos
- 24:53favores ela acontece também. Eu acho que ele vai entrar aqui
- 24:55em exemplos. No caso de Joe, porém, mesmo um
- 24:57retorno de 500% representou apenas 50 centavos, mais ou
- 25:00menos isso que eu tava dizendo aqui, né?
- 25:02É, será que a regra da reciprocidade consegue produzir
- 25:04diferenças significativamente grandes nos tamanhos de favores
- 25:06trocados sob as circunstâncias certas?
- 25:10Com certeza. Vejamos o relato de uma aluna
- 25:12minha sobre um dia que ela recorda com tristeza, há cerca
- 25:15de 1 ano, eu estava para sair de carro, mas ela simplesmente não
- 25:17queria pegar. Enquanto eu insistia, um rapaz
- 25:20no estacionamento se aproximou e conseguiu dar a partida fazendo
- 25:24uma chupeta. Agradeci e quando ele estava
- 25:27indo embora, eu disse que se algum dia precisasse de um
- 25:31favor, era só pedir. Mais ou menos um mês depois, o
- 25:33rapaz bateu na minha porta e pediu meu carro emprestado por 2
- 25:36horas, pois o dele estava na oficina.
- 25:39Senti certa obrigação, mas também fiquei na dúvida, já que
- 25:41o carro era novinho e o rapaz parecia muito jovem.
- 25:43Emprestei o carro assim mesmo. Mais tarde descobri que o bom
- 25:46samaritano era menor de idade e não possuía seguro.
- 25:49Ele destruiu meu carro. Como é possível uma mulher
- 25:52inteligente concordar em entregar o carro novo a um
- 25:54estranho e menor de idade por causa de um pequeno favor
- 25:56recebido um mês antes ou em termos mais gerais?
- 26:01Porque pequenos favores iniciais com frequência estimulam grandes
- 26:05favores em retribuição. Mas é um importante envolve o
- 26:09caráter altamente desagradável da sensação de dívida.
- 26:13Quase todos nós achamos péssimo estar em um estado de obrigação.
- 26:16Ficamos oprimidos e queremos nos livrar disso.
- 26:19Não é difícil achar a origem desse sentimento pelo fato de os
- 26:22acordos recíprocos serem tão vitais aos sistemas sociais
- 26:26humanos. Fomos condicionados a nos
- 26:28sentirmos mal quando devemos favores.
- 26:31Se ignorássemos a necessidade de retribuir a cortesia inicial de
- 26:34alguém, impediríamos uma sequência de reciprocidade e
- 26:37reduziríamos as chances de que o nosso benfeitor nos ajudasse no
- 26:40futuro. Nenhum desses eventos é benéfico
- 26:43à sociedade. Por isso somos treinados desde a
- 26:45infância a sofrerem emocionalmente sob o peso da
- 26:47obrigação. Ou seja, nós nos dispomos a
- 26:50concordar e emprestar um favor maior do que aquele recebido
- 26:53apenas para aliviar a carga psicológica da dívida.
- 26:58Existe outra razão também, uma pessoa que viola a regra da
- 27:00reciprocidade, aceitando as boas ações dos outros sem procurar
- 27:03retribui. Las é repudiada pelo grupo
- 27:05social. A Exceção ocorre, é claro,
- 27:07quando uma pessoa é impedida de retribuir por força das
- 27:10circunstâncias ou por incapacidade.
- 27:12Na maior parte dos casos, porém, existe uma aversão genuína por
- 27:16um indivíduo que deixa de se conformar aos mandamentos da
- 27:19regra da reciprocidade. Então, é uma pesquisa que fala
- 27:21sobre isso. Eu vou fazer uma reflexão, mas
- 27:23antes aqui, ó, aproveitador, pronto, minha reflexão é
- 27:26justamente essa. Né, que eu IA pedir pra você
- 27:28pensar em é como você descreveria uma pessoa que não
- 27:31retribui, né? É, são normalmente adjetivos
- 27:35negativos. Então ele fala aqui, ó,
- 27:37aproveitador e ingrato são rótulos desagradáveis para evitá
- 27:40Los. As pessoas às vezes concordam
- 27:42com uma troca desigual combinadas, olha só, a realidade
- 27:48do mal estar interno e a possibilidade da vergonha
- 27:50externa pode resultar num custo psicológico pesado.
- 27:54Por isso, não surpreende notar que, em nome da reciprocidade,
- 27:57com frequência retribuímos com algo maior do que aquilo que
- 28:01recebemos. Nem é tão estranho constatar que
- 28:03muitas vezes evitamos pedir um favor necessário se não
- 28:06estivermos em condições de retribuir.
- 28:08E aí 2 outros estudos aqui que falam disso, o ônus psicológico
- 28:12simplesmente superaria a perda material.
- 28:16É isso, né? Às vezes a gente.
- 28:18Tenho a sensação de falar, pô, eu posso pedir ajuda aqui, mas
- 28:21não, não vou queimar essa ficha, né?
- 28:23Não vou queimar esse favor aqui agora.
- 28:25E parte dessa explicação é, é talvez esteja aqui que é, é, é.
- 28:31Eu não quero guardar essa dívida aqui, eu não, eu não quero a
- 28:34responsabilidade de ter que devolver, sobretudo se eu não
- 28:36souber como fazer isso, né? No primeiro momento, seguindo o
- 28:41risco de outros tipos de prejuízo, também pode persuadir
- 28:43as pessoas a recusar determinados presentes
- 28:45benefícios. As mulheres com frequência
- 28:47comentam sobre o desagradável sentimento de obrigação de
- 28:50retribuir os favores de um homem que lhes deu um presente caro ou
- 28:54pagou uma conta alta no restaurante mesmo.
- 28:56Algo trivial como preço de uma bebida pode produzir uma
- 28:58sensação de dívida. Uma aluna de um dos meus cursos
- 29:01expressou esse fato objetivamente no estudo que
- 29:03escreveu após aprender as duras penas, não permito mais que um
- 29:06sujeito que eu conheça numa casa noturna me pague uma bebida,
- 29:09porque não quero que nenhum dos 2 sinta que contrai, que
- 29:13contrair, né? Nem eu, nem ele.
- 29:15Uma obrigação sexual? As pesquisas indicam que existe
- 29:19uma base para a sua preocupação, uma mulher que, em vez de pagar
- 29:23a sua própria conta, permite que um homem lhe compre bebidas, é
- 29:25julgada tanto por homens quanto por mulheres, como mais
- 29:28sexualmente disponível a ele. E aí, antes das pessoas
- 29:31reclamarem, ele traz um estudo aqui que trata sobre isso.
- 29:35A regra da reciprocidade se aplica também à maioria dos
- 29:38relacionamentos. No entanto, em sua forma mais
- 29:40pura, a reciprocidade desnecessária e indesejável.
- 29:44Em certos relacionamentos, longo prazo, como em família ou
- 29:46envolvendo velhas amizades nesses casos.
- 29:49E aí tem uma pesquisa que fala sobre isso que ele menciona.
- 29:51O que se troca reciprocamente é a disposição em fornecer o que o
- 29:56outro precisa no momento em que ele precisa mais uma pesquisa
- 29:59sobre essa forma de reciprocidade.
- 30:01Não é necessário avaliar quem forneceu mais ou menos, mas
- 30:03apenas se ambas as partes estão cumprindo a regra mais geral.
- 30:07123 outras pesquisas, né? No entanto, parece que
- 30:11desigualdades persistentes podem levar a insatisfações, mesmo nas
- 30:15amizades, concessões recíprocas. Esse é um ponto aqui que eu
- 30:21destaquei algumas vezes na minha leitura.
- 30:24Mas aí a gente vai fazer o seguinte, aqui eu acho que a
- 30:26gente caminha para o último episódio dentro de
- 30:30reciprocidade. Será que faz sentido isso aqui
- 30:32ou não? Porque, se sim, não sei se o
- 30:35último é o último. Né?
- 30:38Um episódio um pouquinho mais tenso, assim a gente finaliza a
- 30:40reciprocidade eu vou deixar para o próximo episódio, porque a
- 30:43gente vem para é algumas pedradas aqui, concessões
- 30:47recíprocas, né? Tem toda a parte a rejeição
- 30:49seguida de recuo. Eu acho que ele vai avançando
- 30:52como um bom filme, né? E dentro de reciprocidade é as
- 30:59provocações mais avançadas estarão nesse nosso próximo
- 31:01episódio aqui, onde a gente conclui esse primeiro princípio
- 31:04persuasivo, se a gente for encarar o livro como 6 grandes
- 31:07lições. A gente tem um de 6 aqui, né?
- 31:106 ponto, 33% é. Então vamos evoluindo aqui na
- 31:15leitura. Mas eu vou passar aqui para você
- 31:17abrir, não para você trazer a frase do episódio, se você tiver
- 31:19e seus comentários como de costume.
- 31:22É, eu gostei dessa frase aqui que resume um pouco desse
- 31:24último, um dessa última lição aqui, digamos, do episódio, né?
- 31:28Que ele fala sobre como é, como alguma, como a regra pode
- 31:30desencadear trocas desiguais, né?
- 31:32Então ele fala, né? Um favor inicial pequeno pode
- 31:34fazer com que a sensação de obrigação concorde com a
- 31:37retribuição bem maior, né? Isso acontece porque, né, quem
- 31:41quem concede o favor, muitas vezes também pode, de certa
- 31:44forma é, é é direcionar ali OOA troca, né, como o caso do do.
- 31:49Do carro. Do carro como AAO, caso do da
- 31:53Coca-Cola e tal. Então acho que é uma, é um, é um
- 31:56trecho bem, bem legal. Eu lembrei também aqui nisso, é
- 31:59do previsivelmente irracional quando o Daniele fala sobre as
- 32:04normas sociais e as normas de mercado, né, que ele dá o
- 32:07exemplo lá de do Natal, né? A gente tá no na época, é
- 32:11justamente essa época. Agora é que você chega na casa
- 32:13da sogra, por exemplo, aí a sogra fez um jantar belíssimo,
- 32:16tá você. Chega e quanto é que eu devo
- 32:18aqui? Né?
- 32:18Só quanto é que eu lhe devo aqui.
- 32:19Então você chega e dá um. Dá 100 USD Pra Ela, 100 BRL,
- 32:23enfim, pra como pagamento pelo jantar é naturalmente ela vai
- 32:26ficar bem chateada, mas se você chega com um presente que custou
- 32:29menos do que isso e entrega, né, como uma troca, ela vai ficar
- 32:32super feliz, então é é é um outro assunto, mas que tem essa
- 32:36relação também, né? Em uma situação, a troca seria
- 32:39mais justa, mas ela ficaria chateada.
- 32:41EE, numa situação é no qual ela recebe um presente, né?
- 32:44De certa forma, a troca não é tão justa, né, em termos
- 32:46financeiros, mas em termos sociais faz todo o sentido,
- 32:49então. Acho que acaba tendo essa, essa
- 32:52esse link aqui com essa questão da reciprocidade.
- 32:54E tem mesmo, porque quando ele fala da pressão de retribuir,
- 32:57vem muito desse regramento social, né?
- 32:59De como é que nós convivemos e o que é que a gente espera do
- 33:01outro e que é aquele que não segue esse regramento.
- 33:03Ele é considerado como um ingrato, bararaus, adjetos que
- 33:06ele trouxe aqui. Então temos um ótimo capítulo,
- 33:09né? Esse foi mais corrido, mas com
- 33:12com boas sacadas aqui sobre. Esse princípio da reciprocidade?
- 33:15Espero que você tenha curtido muito obrigado pelo seu tempo e
- 33:18a gente se encontra no próximo episódio aqui no clube do livro,
- 33:20seguindo com as armas da persuasão.