Latest / História pros brother / Santos Dumont e o primeiro carro do Brasil
Transcript
- 0:00Agência de podcast.com.br Conta essa história aí, brother.
- 0:06Santos Dumont e o primeiro carro do Brasil.
- 0:08Vamos lá. A gente está falando de um
- 0:17rapaz, hoje. Um rapaz com uma história, no
- 0:21mínimo, curiosa. Eu já vou adiantar, você não vai
- 0:23gostar muito dele. Porque ele era muito rico.
- 0:28Muito rico. E aí isso vai fazer com que o
- 0:31cara muito rico, tudo você vai sentir tipo assim, obrigação.
- 0:35Tá ligado? É.
- 0:37É, você vai pensar isso. Sei.
- 0:39Mas o Santos Dumont não é o do avião, cara?
- 0:40E do relógio? É, sim.
- 0:43E carro também? Exato.
- 0:44Não, não. Olha aí a fake news, ó.
- 0:47Ele é do avião... E tem debate, que a gente vai
- 0:50conversar um pouquinho hoje. O do relógio, esse é bobeira.
- 0:54Como assim? O relógio pulsa, ele não fez?
- 0:57Vamos chegar lá. Vamos chegar lá ainda no
- 1:00episódio. Hoje aqui é um wiremap, né?
- 1:02Estamos trazendo aqui os dados para o ouvinte ficar agarrado.
- 1:05E o carro... Não tem nada não, o carro ele
- 1:08não fez não, ele só comprou. Só largou no título porque tu
- 1:11tava afim. Por quê?
- 1:12Porra, é uma história curiosa, o primeiro carro do Brasil.
- 1:14Eu vi o primeiro carro do Brasil em Petrópolis.
- 1:17É o avião da terra, né, o carro, é por isso.
- 1:20É o submarino terrestre. Vamos, beleza.
- 1:24Então vamos começar aqui, né, começando com aquela boa
- 1:27pergunta que eu tenho sempre no começo do episódio, pra gerar o
- 1:30debate. Que é?
- 1:31Que avião você teria? Hum...
- 1:34É o seguinte. Qual brasileiro que você admira
- 1:37mais, assim, na história? Além de mim.
- 1:40Ronaldo, né? Real mesmo?
- 1:42Você acha que ele é o... Deixa eu pensar.
- 1:45E pensa em outros brasileiros. Qual outro?
- 1:48Só jogador de futebol que vem, né?
- 1:50Não tem cabeça. Romário, Ronaldo...
- 1:52Ué, sei lá, um músico muito foda.
- 1:54Político tu não gosta, né? Você é MBL.
- 1:58E deixa eu ver aqui outro aqui. Não, frota eu acho que...
- 2:01Vai, tá bonito. Ele é...
- 2:06Deixa eu pensar. Porque assim, no esporte...
- 2:09Uhum. Pô, o Senna era um cara foda.
- 2:12Ayrton Senna? É, mas ele era playboyzão assim,
- 2:14né? Olha aí, olha aí.
- 2:16Tinha cara de playboyzão. E não dirigia tão bem assim, né?
- 2:21Olha só! Nunca vi fazendo baliza.
- 2:24É uma avó da real que não pegava pra Uber.
- 2:30Quatro estrelas estourando, no máximo.
- 2:32E tem caras que nunca teve balinha no carro.
- 2:35Perfeito, perfeito. E conversa.
- 2:37Vamos lá. Então, o Ayrton...
- 2:39Puta, o Pelé, mas o Pelé também...
- 2:42Não era o cara mais carismático, né?
- 2:44Entendi. De esporte, tem o Gustavo Guga,
- 2:47o Kirti, né? É...
- 2:49Caralho, cada um tem um som, né? Ah, cara...
- 2:57Eu pensei que seria com o Ronaldo ou o Romário mesmo.
- 3:00Tem o Renato Gaúcho também, né? É, o Renato Gaúcho é forte.
- 3:03Mas é que eu só tô pensando em esporte, cara.
- 3:06Qual outra coisa que tem no Brasil?
- 3:09Cara, alguém que escreveu um livro foda...
- 3:11Não tem, isso aqui não tem, cara.
- 3:13Ninguém escreve no Brasil. Só traduz.
- 3:17Cara, uma figura aí que fez uma parada foda, inventou um negócio
- 3:21foda. Porra, sei lá, teu pai, sei lá,
- 3:24cara. Cara, não tem.
- 3:25Não gosto de nenhum brasileiro. Tá bom, legal.
- 3:29Gisele Bitt. Por quê?
- 3:31Ela é gata. Ela desfila.
- 3:39Ela desfila. Ela não anda, ela desfila.
- 3:42Não, deixa eu pensar. Ah, agora eu quero pensar.
- 3:46Me dá um tempo aí. Eu tô deixando, cara.
- 3:48Me dá um... Pô, cara.
- 3:52É difícil. É, é difícil.
- 3:55Uma banda muito boa, um músico muito bom, um artista?
- 3:58Ah, eu gosto muito do Caetano Veloso, mas ele já vacilou feio.
- 4:01É, né? Então, não sei se você tem
- 4:03acompanhado os últimos trinta anos de carreira dele aí.
- 4:07É, ele vacilou. Então, no Chico Buarque eu acho
- 4:12que é super estimado. Que é isso?
- 4:15Eu acho ótimo, mas eu acho que é o tipo de artista que quem fala
- 4:19que gosta geralmente não gosta. Como assim?
- 4:21Geralmente não gosta? Eu acho que isso aqui é da
- 4:23apagada. Ah, beleza, beleza, beleza.
- 4:25Eu acho que a grande maioria não conhece a extensão da obra e dá
- 4:30essa apagada. Porque tem umas músicas chatas
- 4:33pra caralho, mas ele é ótimo. E Caetano, você acha que erra
- 4:36pouquíssimo? Não, pô, Chico Buarque é hold do
- 4:39Caetano, né? Tá louco.
- 4:42É outra parada. A música do Leozinho, né?
- 4:45Adoro a música do Leozinho. Legal, legal.
- 4:51E aí? Desculpa, ouvintes, eu sei que
- 4:53tá sendo chato isso, mas é que eu...
- 4:57Monarca, imagina, tu manda. Real, e agora?
- 5:00Que é aquele negócio, né? Que se desse pra...
- 5:02Se fizesse pra pessoa do Oscar Neymar, ao invés do Oscar
- 5:05Neymar, ele unir o jogador e o arquiteto, talvez fosse o maior
- 5:09brasileiro de todos os tempos. O jogador e o arquiteto.
- 5:12É, uma pessoa só, né? O Oscar Neymar.
- 5:14O Oscar Neymar. Que dribla, rabisca no campo e
- 5:22rabisca nos projetos. Oscar Neymar.
- 5:25Oscar Neymar. Neymar.
- 5:28Beleza, beleza. O meu é o Paulo Freire, né?
- 5:30Eu tenho tatuagem dele. Eu já tinha pensado antes.
- 5:33Ele é um cara muito foda. Ele só dava aula, não é?
- 5:38É, professor. Mas ele desenvolveu uma...
- 5:41Não é desenvolveu, é forte, né? Ele...
- 5:45Ele chegou em conclusões muito boas sobre o que é educação de
- 5:48verdade. E educação de verdade não é,
- 5:50tipo, ensinar um bagulho. É, porra, dar a...
- 5:55É um conhecimento crítico que faz a pessoa entender o lugar
- 5:58dela de fato no mundo. E não simplesmente ela, pô,
- 6:02aprender a fazer um carro, um objeto, alguma coisa.
- 6:05Beleza? Viva Cuba.
- 6:07Viva Cuba. Muito bem, Alexandre Henrique.
- 6:09É com essa frase que a gente vai começar a falar de Santos
- 6:11Dumont, que, pô, pra muita gente é o brasileiro mais admirável
- 6:15mesmo, tá? E não seria absurdo.
- 6:17Ele é um cara com uma história de vida muito louca, muito rico,
- 6:20né? Como você vai...
- 6:22Vou contar aqui durante o episódio.
- 6:23Mas ele, de fato, inventou uns bagulho muito foda, ele foi...
- 6:28Não era mesquinho, pelo contrário, assim.
- 6:30Era muito rico e, pô, tem gente que é rica e quer ficar mais
- 6:33rica, né? E não é o caso dele, assim, ele
- 6:35se dedicou, ele tinha um super foco, o hiper foco, né, que tá
- 6:38na moda falar de hiper foco hoje em dia.
- 6:40E, bem, nosso querido, ele nasceu no dia vinte de julho,
- 6:44inclusive, daqui a três dias é aniversário dele, de mil
- 6:47oitocentos e setenta e três. Qual é que é o teu?
- 6:50Vinte e cinco, olha aí. Ah, é pertinho.
- 6:52É pertinho, eu sou, né, reencarnação, todo mundo sabe.
- 6:54É, ele nasceu na fazenda Cabangu, na antiga cidade de
- 6:58Palmeira, sabe como é que, em Minas Gerais, sabe como é que é
- 7:01o nome da cidade hoje? Santos Dumont.
- 7:03Santos Dumont. Boa.
- 7:05Isso daí é um big deal, cara. Imagina você mudar o nome
- 7:08Cachoeirinha e virar Níquel. Então, eu já acho o nome de
- 7:11rua... Eu nunca tinha sonhado tão alto,
- 7:12cara. Eu queria agora mudar o nome do
- 7:14Brasil pra Níquel. Porque trocou já.
- 7:17A Índia trocou, o Japão tava trocando, né?
- 7:20É, é. A Índia trocou pra...
- 7:23Putz, cara, eu vi esses dias. Mas eles trocaram por um nome,
- 7:26porque Índia foi um nome dado pela colonização e tal, enfim.
- 7:29Então, velho, então se dá pra trocar, o Brasil podia ser.
- 7:32Dá, dá pra trocar, a bandeira. A bandeira pode ser meu rosto.
- 7:36Mas, tipo, como é que fica widescreen, assim?
- 7:39Como é que fica um retângulo o seu rosto?
- 7:41Puxado no Photoshop mesmo? É, é.
- 7:42Esticadão. Legal.
- 7:47Tem potencial, né? Eu não quero rediagramar.
- 7:50Eu quero só estica. Legal.
- 7:53Só estica. E põe um monte de estrela
- 7:55também. Eu gosto das estrelas.
- 7:57Aí no seu dente tá escrito alguma coisa?
- 7:58De ordem e progresso ainda? Pra referência, bandeira antiga?
- 8:01É, eu acho que é uma boa. Ordem e progresso.
- 8:04Ordem e progresso e Deus do Live.
- 8:06Dois eixos assim. Perfeito.
- 8:08Dois eixos. É, e...
- 8:11Bom, bom, bom, bom. Tem aquela música do Grã.
- 8:15Lembra daquela banda Grã? Famosona?
- 8:16Maravilhosa. É, que tem...
- 8:18Antes do Fim, o nome da música. Que conta justamente isso daí,
- 8:22né? De você botar o nome de uma rua,
- 8:24de uma praça. E eu não sei se eu pivo nisso
- 8:26não, cara. Tu não queria que a Angra
- 8:29mudasse pra Vitor Soares? Vitor Soares dos Reis?
- 8:32É. Cara, eu vou ser bem sincero,
- 8:35mano. Eu tenho tentado ter uma vida
- 8:37off... Nos últimos meses até.
- 8:41Como assim? Me explica o que é uma vida off.
- 8:44Pô, Nico, você trabalha na internet e tal, mas você
- 8:47trabalha mais off, tá ligado? Né?
- 8:50Concorda comigo? Eu tô maluco.
- 8:51Fale-me sobre. Não, tipo assim, você faz
- 8:53podcast, beleza. Mas o grosso do seu trabalho é
- 8:57até mais off da internet do que dentro da internet, né?
- 9:01Ah, sim. Tu tá dizendo que eu não mostro
- 9:03tanto minha personalidade? Tu diz isso?
- 9:06Sim, mas não como se fosse, o que eu quero dizer, tipo assim,
- 9:08eu trabalho com isso, vinte e quatro horas por dia na internet
- 9:12trabalhando, e aí eu tô cansado dessa porra, então assim, quando
- 9:15eu tô tendo um dia muito off, e pô, eu sei que é até ruim pro
- 9:18meu trabalho não postar porra nenhuma e tudo mais, mas pô, é
- 9:22muito bom, mano. Tá ligado?
- 9:23Aí eu tô um pouco off, assim. Se pá, eu não quero nada da
- 9:27vida, não. Eu quero só, porra, ficar off.
- 9:29Então, não sei se eu gostaria... Então, cancela aí o projeto de
- 9:32lei. Aí tá Angra dos Reis.
- 9:33Não vai ter Vitor Soares dos Reis, O Nome da Cidade Novo.
- 9:37Beleza? O Christopher Nolan também não
- 9:41usa celular, cara. Olha aí.
- 9:43E não usa nada. E ele pode...
- 9:45E ele tá gigante aí, fazendo os filmes.
- 9:47Então, não custa sonhar, Vitinho.
- 9:49Tu pode só... Só ser tu e ter um assessor.
- 9:54Ah, não, é. Tipo assim, eu queria...
- 9:56O meu sonho, eu já contei aqui, né?
- 9:57Quer dizer, não sei se eu contei, que é ser o Donald
- 9:59Glover Branco. Que é, tipo assim, lançar um
- 10:03livro muito foda. E aí, pô, escrever um roteiro
- 10:06muito foda de uma série. E aí, depois, pô, lançar o álbum
- 10:09mais maneiro do mundo. Tá ligado?
- 10:11Tipo, do nada... Pô, esse Vitor, ele faz de tudo,
- 10:14tá ligado? Eu acho muito divertido.
- 10:16E tem uma agência de publicidade também, né?
- 10:18Que é grande. O Glover, o Dona Glover.
- 10:21Isso. Ele é muito bom em tudo que ele
- 10:23faz, mano. É surpreendente, cara.
- 10:26Sabe quem me falou de um cara assim, que é muito bom em tudo
- 10:29que faz? MC Livinho.
- 10:32Sério? Ele é bom em tudo?
- 10:35Mais de uma pessoa me falou, porque ele treina boxe lá, né?
- 10:38E aí dizem que o cara é muito foda.
- 10:40Tipo assim... Pô, que maneiro.
- 10:41Mas é isso que todas as coisas que o MC Livinho faz...
- 10:45É maneiro. Ele é, tipo, muito foda.
- 10:47Tipo assim, bizarro, assim. Pô, é muito maneiro.
- 10:49Tipo assim, o cara é muito talentoso em tudo, assim.
- 10:52Pô... Eu fiquei curioso, eu não sei
- 10:53nada sobre... Eu só vi a luta dele e realmente
- 10:55é bom. Mas não sei nada sobre mais.
- 10:57Dizem que ele é realmente, absurdamente muito talentoso e
- 11:00gente boa em tudo. Pô, isso deve ser muito maneiro,
- 11:03cara. Pô, tá doido.
- 11:05Quer que falem isso de ti, né? Não, eu quero...
- 11:07É, Dona Globo é branco, né? É o meu projeto.
- 11:10Bem, vamos falar um pouquinho de privilégios, Alexandre Níquel.
- 11:13Quais são, brincadeira, os seus privilégios?
- 11:17O Santos Dumont, ele nasceu no berço de ouro porque os pais
- 11:23dele, o pai dele era um engenheiro que veio da França, o
- 11:27Henrique Dumont. E ele veio pro Brasil porque
- 11:30tava rolando garimpo de pedra preciosa na época.
- 11:34E aí ele, pô, enfim, na época tava sendo bom de grana, aí ele
- 11:38falou, pô, vou pro Brasil pra tentar fazer, né, trabalhar lá e
- 11:42ver se eu pego algumas pedras, enfim.
- 11:44E aí o bagulho é que ele trabalhou em construção de
- 11:47estrada de ferro. Chegou aqui, o caminho dele foi
- 11:50pra outro, que era engenheiro, né?
- 11:52E aí ele, pô, ele ganhou muito dinheiro, assim.
- 11:54O Brasil tava com muita grana por conta do garimpo de pedra
- 11:57preciosa. E ele comprou uma quantidade
- 11:59absurda, ridícula, de terras, assim.
- 12:03No interior de São Paulo. E além de comprar muita terra,
- 12:05ele dedicou ao cultivo do café. Que tava, porra, o Brasil era só
- 12:08café nessa época, na exportação do café.
- 12:11E aí, cara, pra você ter uma noção, a estrada que percorria o
- 12:14contorno não é a extensão da terra dele, não.
- 12:19A estrada que percorria tinha quase cem quilômetros de
- 12:23extensão. A estrada.
- 12:25Era muita coisa, era... Enfim.
- 12:27E aí, né, nasceu uma família muito rica.
- 12:30A mãe dele... Que pátio gigante, né, cara?
- 12:32É. E aí, sabe que terra é o troço
- 12:34que mais dá dinheiro no mundo até hoje.
- 12:36E a mãe dele, a Francisca de Paula Santos, era filha de um
- 12:40comendador. Então ele...
- 12:44Enfim, o pai era rico, mas a mãe também era.
- 12:47O avô e tudo mais. O que acontece, Alexandre?
- 12:51Desde quando ele era menininho, pequeno, ele gostava muito de
- 12:54literatura. E ele gostava especialmente das
- 12:57obras do escritor Júlio Verne. Júlio Verne é foda.
- 13:01Escreveu Volta ao Mundo em Oitenta Dias.
- 13:03Onde os personagens dessa história dão a volta ao mundo em
- 13:07um balão. Então é daí, tá ligado?
- 13:11Porque antes de inventar o avião, ele não vai inventar o
- 13:14balão. Mas ele vai criar vários balões
- 13:16diferentes, tá ligado? Vai aprimorar o balão, o
- 13:20dirigível, né? E a leitura... a cultura, né?
- 13:26Fez o cara se interessar por balão, que fez o cara, pô, fazer
- 13:29o avião. É, eu acho que isso acontece
- 13:32bastante na ficção científica. Muito.
- 13:35Influenciar, né? O Laser também foi assim, né?
- 13:37Não, não sabia não. Era de uma revista, acho que
- 13:41soviética, em quadrinhos soviéticos, assim.
- 13:44E aí o cara que inventou o laser era meio que esse approach,
- 13:46assim. O cara era criança, olhou aquilo
- 13:48e tipo, porra... Quero fazer.
- 13:50Vou dedicar sessenta anos da minha vida pra fazer isso
- 13:55acontecer. Eu acho que o lance do avião
- 13:57também sempre teve no... Imaginário.
- 13:59Era, acho que sempre foi o lance.
- 14:01O submarino também, não era? Acho que também era antes,
- 14:04assim. Tem muita coisa de ficção que...
- 14:06Que a ficção inventou e aí depois a galera correu atrás,
- 14:08né? É, o tabuleiro de Jumanji, muita
- 14:10coisa. Tabuleiro de Jumanji?
- 14:12Aquela invenção científica, beleza.
- 14:14Mas você tem algo que você, pô, quando era pequeno, leu,
- 14:17assistiu, jogou, sei lá? Que você, pô, tipo assim, pô,
- 14:22isso aqui que eu quero? E aí te influenciou pra hoje?
- 14:24Pra quem você é hoje? Então, eu tava falando com a
- 14:29psiquiatra em relação a isso, que quando eu era pequeno, eu
- 14:33acho que eu fazia podcast educativo sem saber, assim.
- 14:38porque eu ficava mal eu não estudava nunca e aí no final,
- 14:42aquele aluno que no final das últimas duas semanas estuda pra
- 14:46caralho e eu gravava as paradas Eu fazia meio que um resumo
- 14:50gravando. Eu meio que fazia um podcast pra
- 14:52mim mesmo estudar, assim. E eu tava pensando, caralho, eu
- 14:54meio que fazia isso quando eu era criança, assim, né?
- 14:58Não notava. Mas eu sempre quis ficar dentro
- 15:00de um robô, né, cara? Tipo, eu gosto da ideia de ficar
- 15:03dentro de um robô, assim. E o que isso tem a ver com o que
- 15:06você faz hoje, cara? Nada, né?
- 15:08Não, cara, mas eu acho que eu tenho que correr atrás de sonho.
- 15:10Ah, legal. Tá vindo aí o projeto, então.
- 15:13É, cara. Eu te mostrei o teclado que eu
- 15:15comprei e me inspirou nisso, assim.
- 15:17Um teclado de cem reais. O que importa é o valor
- 15:20sentimental. Legal.
- 15:21Beleza. Deve ser muito foda ficar dentro
- 15:23do robô. Deve ser.
- 15:24Mas tipo o que? Pacific Rim, assim, você tá
- 15:26pensando? É que o robô do Pacific Rim é
- 15:28muito gigante, né? É, se pensar o menorzinho.
- 15:31Os robôs que as pessoas ficam, já tem alguns robôs, né?
- 15:33Só que eles são muito lentos, né?
- 15:36Aquele... Qual o nome da série?
- 15:38Fallout? Uhum.
- 15:40Aquele robô é foda. Maneiro, maneiro, maneiro.
- 15:42Aquele robô tá numa medida boa pra mim, sabe?
- 15:44Uhum. Enfim, esse é o meu sonho.
- 15:46Entrar num robô. Hahaha.
- 15:50É, me parece... Tu não lia a revistinha do Paulo
- 15:53Freire quando era criança? Não, não, não.
- 15:57Cara, eu virei professor meio que por acidente, assim.
- 15:59Tem nada a ver com quem eu era quando era criança.
- 16:02Assim, nunca tive problema também pra ensinar rapaziada os
- 16:05bagulho, não. Até achei que eu mandava bem.
- 16:08Que foi o que me... Quando eu pensei em fazer
- 16:11história, eu pensei assim, pô, até ensinava a molecada bem na
- 16:14escola os bagulho, tá ligado? Então acho que vai até ajudar.
- 16:17Mas o que me salvou, assim, de...
- 16:20Enfim, que me tirou da minha realidade foi videogame, cara.
- 16:24Joguei muito videogame quando era criança.
- 16:26E aí eu acho que tive acesso a outras manifestações culturais
- 16:30que me deram um vocabulário... diferente, não só de palavras,
- 16:35mas também de sentimentos e tal, pra poder, porra, repensar as
- 16:38coisas, criar, inventar os negócios, e muito, muito
- 16:42hardcore e melódico. Isso não te inspirava pra uma
- 16:44coisa mais lúdica ainda? Do tipo, ah, você é um cara que
- 16:50cria videogame, cria jogos de videogame, ou você...
- 16:53Não, até hoje eu sou esse cara, assim, até hoje é que eu sou um
- 16:57perdedor, né? Como a galera diz.
- 16:59Isso sim. Mas eu gosto muito, assim, de
- 17:03criar pro enredo, de criar literatura, de criar...
- 17:06Eu fiz um montão de trilha de jogo, né, cara?
- 17:09Tem uns joguinhos aí, tem jogo com milhões de downloads, tá?
- 17:12Que tem trilha sonora minha. E jogo, eu...
- 17:16Cara, eu tenho jogos que não foram feitos, né?
- 17:20Mas eu tenho já... Só na tua cabeça, assim.
- 17:21É, mas, pô, eu tenho game design pronto, esse bagulho...
- 17:23É que eu não sei programar. E nem desenhar, então eu preciso
- 17:27abrir minha equipe. Mas tem uns três joguinhos aí
- 17:29que tá bem maneiro, assim, modéstia à parte.
- 17:32Eu vou fazer antes de morrer, cara.
- 17:33Com certeza eu vou fazer um jogo antes de morrer.
- 17:34Um que tu é o Padre Júlio Lancelotti, assim?
- 17:37No jogo? É, ia ser legal, né?
- 17:39Não, não, não. Joguinho bobo, cara.
- 17:41Joguinho de... Um GTA com o padre do Júlio.
- 17:44O GTA do bem. Ah, legal, legal.
- 17:49Mas é, eu vou fazer um joguinho ainda, mas...
- 17:52Isso, né? Vamos...
- 17:53Choose your battles, né? Vamos escolher as batalhas nas
- 17:56horas adequadas. Bem, Alexandre, o nosso querido
- 18:01Santos Dumont, ele vai sair jovem do Brasil pra morar na
- 18:04França. Só que vai acontecer depois de
- 18:06uma tragédia familiar. O pai dele vai sofrer um
- 18:09acidente de charrete... E aí o pai dele vai ficar com
- 18:12metade do corpo paralisado. E lembra daquele episódio que eu
- 18:17contei a história de um cara que ficou com metade do corpo pra
- 18:19cima paralisado? Então, né, já que não tem como
- 18:23metade do corpo... Aliás, eu falei o contrário.
- 18:25Metade pra baixo, não tem como ficar metade pra cima.
- 18:28Eu vou só falar metade do corpo paralisado.
- 18:30É, mas acho sempre legal reforçar.
- 18:32Que é metade pra baixo, né? Então, as pernas funcionais e o
- 18:37corpo em cima desligado, assim. Eu adoro essa imagem.
- 18:41Beleza, beleza. E aí o que acontece, né, cara?
- 18:43Ele era muito novo. Então os filhos do Henrique, do
- 18:47pai dele, também eram meio novos assim.
- 18:49E ele falou, cara, não tem como a galera administrar a fazenda.
- 18:52E pô, tá valendo muita grana, eu vou vender essa fazenda.
- 18:55Ele vendeu por doze mil contos de réis.
- 18:59Sabe quanto que equivale essa porra?
- 19:02Doze milhões. Um bilhão e meio, pô.
- 19:06O cara vendeu o bagulho por um bilhão e meio?
- 19:07Um bilhão e meio, mano. É ridículo assim.
- 19:10Ah, então ele real tinha dinheiro.
- 19:12É, mas o pai dele, tá? Mas mesmo assim, os pais dele
- 19:15ficaram com um terço desse valor, com quinhentos milhões, e
- 19:19o resto foi dividido entre os seus vários filhos, tá ligado?
- 19:22E pro Santos Dumont, sobrou mil e cem contos de réis, que é
- 19:25cento e trinta e cinco milhões de reais.
- 19:28Tá, não, dá pra ficar tranquilo, né?
- 19:29É, então, o pai dele falou, tipo assim, você não vai precisar
- 19:31mais trabalhar. Tá ligado?
- 19:33E aí, né, enfim, depois que ele...
- 19:36Só que ele era menor de idade ainda, então demorou pra ele
- 19:38ficar maior e ter acesso a grana.
- 19:39Ah, imagina ser menor de idade e receber cem milhões.
- 19:42Cento e trinta e cinco milhões de reais.
- 19:44Eu acho que hoje eu não teria cabeça pra receber esse
- 19:46dinheiro. Ah, não.
- 19:47Cento e trinta e cinco dá pra gastar, na moral.
- 19:49Investir nos bagulho, comprar uns bagulho.
- 19:52Então, eu acho que ia me fazer mal, assim.
- 19:54Eu não queria... Eu acho que ia me fazer mal.
- 19:57Cento e trinta e cinco milhões? Milhões de reais.
- 19:59Eu ia me fazer mal. Que isso, cara.
- 20:02Eu acho que, por exemplo, se eu ganhasse dez milhões, ia me
- 20:04fazer muito bem. Cento e trinta e cinco
- 20:06milhões... O que é isso?
- 20:07Eu ia morrer em dois anos, acho. Eu acho que ia me perder...
- 20:14Legal. Em coisas que eu não sei que é
- 20:17possível me perder, sabe? Legal.
- 20:19Bom. É, não quero.
- 20:21Bem, o nosso querido, ele realmente não precisaria
- 20:25trabalhar mais pro resto da vida dele, mas o nosso mineirinho
- 20:29Alexandre Níquel, ele, pô, é um cara do corre, né?
- 20:33Então ele falou, pô, vou aproveitar isso aí e vou
- 20:35realizar meu sonho de construir as coisas. tá ligado?
- 20:38E ele dedicou a vida a construir negócios, basicamente, construir
- 20:42uns bagulhos, uns equipamentos. Mas ele não era autodidata, né?
- 20:46Não, então, muita coisa ele era autodidata, porque o pai dele,
- 20:49por ser engenheiro, ele aprendeu muita coisa vendo o pai, assim.
- 20:52Ele se amarrava, ele viu o pai fazendo os negócios, ele,
- 20:54caralho, também, que maneiro. Meio que nem você, assim, vendo
- 20:57as coisas que teu pai fazia, e você era novinho e falando, pô,
- 21:01legal, engrenagens, tá ligado? E ele piava, assim, ele fala,
- 21:05pô, é isso que eu quero fazer também.
- 21:07E uma coisa que é importante, que a gente tá falando de uma
- 21:09França, ele vai se mudar pra França, né, nessa época, uma
- 21:11França que era a capital da Belle Époque.
- 21:14A Belle Époque é o período da história onde você tem um boom
- 21:17de tecnologia, de avanços científicos e tudo mais, que
- 21:20tava sendo financiado pela colonização na África e na Ásia,
- 21:24né, mas isso daí é um outro papo.
- 21:25Tem esse asteriçozinho aí. É, é bom sempre, né, não deixar
- 21:29essa parte, enfim, negligenciada.
- 21:31Porque senão parece que, pô, esses europeus são bons mesmo,
- 21:33hein, tá ligado? E a rapaziada tomando chicotada.
- 21:35Criativos, né? É, eles são criativos, é.
- 21:38Muito bem, em Paris, ele começou a falar, pô, dirigível, balão, é
- 21:43o que há, né, mano? E aí ele falou, cara, eu vou
- 21:46focar em construir isso daí. Por conta, né, que ele lia muito
- 21:49o Júlio Verne. E aí, Alexandre, ele...
- 21:54Vai chegar num ponto onde ele vai juntar um dinheirinho, lá na
- 21:58França, e ele vai comprar um Peugeotzinho tipo três no ano de
- 22:04mil oitocentos e noventa e um. Um carro, Alexandre.
- 22:08E eu vou te mandar a foto do carro no WhatsApp agora e
- 22:11postarei nas redes sociais do História Pros Brothers.
- 22:14Quando esse episódio for ao ar. Cadê você?
- 22:15Cadê você aqui no WhatsApp? Aqui, ó.
- 22:17Te mandei. Esse é, simplesmente, o primeiro
- 22:22carro do Brasil. Muito foda.
- 22:24Muito maneiro, né? Lindo.
- 22:26Essa cor é muito bonita, esse verdinho aí.
- 22:28Muito. Qual que é o nome dessa cor?
- 22:32Verde perolado? Obrigado.
- 22:35Não sei, cara, mas é a minha cor predileta.
- 22:37É muito, eu também gosto bastante.
- 22:38Meio escuro, mas meio azul marinho, né?
- 22:40Meio verde marinho, né? Eu sempre passava por uma casa
- 22:43na praia que era dessa cor e eu definitivamente pensava que era
- 22:46a minha cor favorita. Legal.
- 22:48É muito bonito. Não, é realmente muito bonito.
- 22:50Esse Pejozinho... Ele é um carro que, pô, vai ser
- 22:54trazido pro Brasil, né? E vai estar, até hoje, tá lá em
- 22:57Petrópolis. Então, pra rapaziada que eu já
- 22:59vi, pessoalmente, porque em Petrópolis, na cidade do Rio, a
- 23:03gente tem a casa dele, a casa do Santos Dumont.
- 23:05E a casa dele hoje é um museuzinho, que é muito maneiro,
- 23:09assim. A viagem toda vale pela...
- 23:11É bem pequeno, porque é uma casa, né?
- 23:13Vale pela visita na casa do Santos Dumont, já vale a viagem
- 23:15pra Petrópolis. Tá aí um bom rolê pra gente, tá?
- 23:18Sem caô. Eu fui lá, eu fui lá já.
- 23:20Ah, então esquece. Então acabou o clima.
- 23:23Não, mas é... E esse carro, isso aqui devia
- 23:27ser uma merda, né? Isso aqui andava dois metros e
- 23:30apagava. Cara, ele andava a dezesseis
- 23:32quilômetros por hora. Caralho!
- 23:34Torando, filho. No máximo.
- 23:36É, filhote. Vai brincando.
- 23:39E aí, o que acontece, Alexandre? Eu quero saber de carro com
- 23:42você, tá ligado? O que você acha?
- 23:43Você tem algum carro que, pô, é o carro dos seus sonhos?
- 23:46Você tem algum carro que você quer?
- 23:47Eu não sou muito apegado a veículos, mas...
- 23:52Eu quero ganhar... Não quero comprar, eu quero
- 23:55ganhar uma BMW dos anos oitenta. Eu não sou muito apegado a
- 24:02veículos, mas eu quero ganhar uma BMW.
- 24:06Não, é porque eu não entendo muito de carros, assim.
- 24:09Nem tenho carro, nem dirijo aqui em São Paulo.
- 24:12Mas, assim, a BMW dos anos oitenta é aquelas quadradona,
- 24:14cara. Que parece uns carros até meio
- 24:16soviéticos, assim. Que é meio feio, é feio pra
- 24:19caralho. Mas eu acho muito lindo.
- 24:22Feio? Que isso, é um macarrão.
- 24:24Então, mas é feio pra... Muita gente acha feio.
- 24:26Ele é um feio bonito, assim. É bem bonito.
- 24:29E aí, pô, tu queria uma BMW dos anos oitenta com painel de
- 24:33madeira e bancos de couro marrom claro.
- 24:38Eu não sou muito apegado a carro.
- 24:40Mas eu queria uma BMW dos anos oitenta com banco de madeira e
- 24:42painel de couro. Não, mas é.
- 24:45Tu entendeu, tu entendeu. Entendi, lógico.
- 24:48E se eu tivesse um carro atual, eu quero um que dê pra olhar pra
- 24:51cima, que tem aqueles vidrinhos no teto.
- 24:53Ah, que é... Esqueci o nome.
- 24:56É, retrátil, acho que é. Não sei se é retrátil, na
- 24:59verdade. Conversível.
- 25:02Não, não conversível, né, cara? Ah, você quer um que abre só um
- 25:04quadradinho e você consegue botar a cabeçola.
- 25:06Isso, só um quadradinho. Que é meio que um robô, né?
- 25:08Você vai estar dentro de um robô, tecnicamente.
- 25:09Então, é o que eu penso. E aí pode ser um Volvo.
- 25:14Mas qual o Volvo? Tem vários, né?
- 25:17Ah, eu já não sei. Um bem caro.
- 25:22Legal, tem muito novo, pô. E tu, Vitinho, tá piliado em
- 25:26carro? Cara, eu não sou muito, mas eu
- 25:29acho que eu era menos. É que eu comprei um carro
- 25:31legalzinho, uma Duster. Só que é de dois mil e treze,
- 25:34rapaziada. Velhão, carro de velho também.
- 25:37E eu, pô, gosto muito de Duster, assim, cara.
- 25:40Aí eu só quero ter uma Duster mais nova.
- 25:41Mas assim... Pô, escolhe o carro aí.
- 25:46Eu pago. E aí, qual tu quer?
- 25:49Se eu vier com uma Duster, eu vou tomar teu cu, velho.
- 25:51Cara, então, eu não tenho hoje um muito bom, mas eu era bem
- 25:55empilhado na Pajero TR-IV. Tá ligado?
- 25:58Deixa eu ver aqui. Pajero TR-IV, é um meio
- 26:01quadradão. Parece um Jimny, só que é maior.
- 26:04Ah, aquele Jimny é bonitinho, né, cara?
- 26:07É, então, só que aí a Pajero é um Jimny maior, Jimny evoluído,
- 26:09assim, de Squirtle pra War Turtle, assim.
- 26:12Ah, não gostei, Vitinho. Eu não vou te dar isso.
- 26:15Não vai me dar? E o Jiminy, ele me dá?
- 26:17Não, o Jiminy eu te dou. O Jiminy é muito...
- 26:18É Jiminy o nome? Jiminy, com J ainda.
- 26:21Jiminy. Ah, não sabia.
- 26:23Só que ele é meio cabritinho, cara.
- 26:25Ele qualquer quebra-mola... Tá ligado?
- 26:29É pra ser bonito, né? Pra ser confortável.
- 26:32Perfeito, perfeito. Legal.
- 26:35Mas acho que são bons carros, cara.
- 26:36Eu com a minha BMW dos anos oitenta e tu com o teu Jimny.
- 26:39Jimny. Acho que vai ser um bom passeio.
- 26:41Então compartilha esse episódio aí, rapaziada, pra gente
- 26:45realizar o nosso sonho. Estamos quase lá, galera.
- 26:48Estamos quase lá. Ah, muito perto, galera.
- 26:52Nossa. Muito perto.
- 26:54Como vocês sempre ajudam. É, né?
- 26:57Meu carro tem onze anos, filho da puta.
- 26:59Vamos lá. Muito bem, cara.
- 27:03O carro dele, como eu falei, fazia dezesseis quilômetros por
- 27:06hora. E em mil oitocentos e noventa e
- 27:09um, ele vai voltar pro Brasil. Então ele volta pro Brasil e
- 27:12traz esse carro, fazendo o carro ser o primeiro carro do Brasil.
- 27:15Parabéns. Na verdade, o primeiro carro de
- 27:17toda a América do Sul. Não tinha lei de trânsito, né?
- 27:22É, então. Praticamente não, assim.
- 27:25O primeiro carro a ser emplacado, o carro número um,
- 27:29vai ser um carro de um cara chamado Francisco Matarazzo.
- 27:32Não é o carro dele. Vai ser em São Paulo, em mil
- 27:34novecentos e três. Muito depois dele.
- 27:36Da rua aqui, né? Matarazo?
- 27:39É, não tem a ver com Suplicy, né?
- 27:40Família do Suplicy. É, acho que sim.
- 27:43E aí o bagulho, o que que acontece?
- 27:44Cara, mas o primeiro carro, ele foi emplacado em mil novecentos
- 27:49e três. E o motivo disso, porque foi em
- 27:51mil novecentos e três que passou a ser obrigatório, tá ligado?
- 27:54Antes não era, antes não tinha nenhuma legislação pra carro,
- 27:57né? Normal, né?
- 27:58Uma tecnologia nova, um... Um bagulho novo chega...
- 28:01E não devia ser um lance que tinha limite de velocidade, né?
- 28:03Não, então por quê, pô? Três quilômetros por hora você
- 28:05corre do lado dele, pô. Podia beber também, né?
- 28:09Ah, com certeza, idade, foda-se. Devia ser tudo liberado.
- 28:13E aí o que acontece? Era bom, né, cara?
- 28:15Essa época que era bom. Mas aí o que acontece, cara?
- 28:20Em mil novecentos e três, quando ficou obrigatório, o carro
- 28:25estava nas mãos do irmão dele, né?
- 28:27O Henrique. E aí...
- 28:29O irmão do Santos Dumont. E aí o Henrique, ele falou o
- 28:32seguinte. Cara, não vou registrar porque
- 28:34eu não quero pagar imposto. Olha aí.
- 28:36E aí, cara, tem um livro chamado Capital da Vertigem.
- 28:40Capital da Vertigem. Que é do jornalista Roberto
- 28:43Pompeu, que ele pegou... Uma carta, na verdade, que o
- 28:48Henrique mandou para a prefeitura.
- 28:49E olha só o que ele usou como argumento.
- 28:51É curioso. Abre aspas.
- 28:53O doutor Henrique Santos Dumont vem requerer baixa no lançamento
- 28:56de imposto sobre o seu automobil.
- 28:59Pelas seguintes razões. O suplicante, sendo o primeiro
- 29:03introdutor desse sistema de veículo nessa cidade, o fez com
- 29:06sacrifício dos seus interesses e mais, para adotar nossa cidade
- 29:10com esse exemplar de veículo automobil.
- 29:14Porquanto, após quaisquer excursões, por curtas que sejam,
- 29:19são necessários dispendiosos reparos no veículo, veículo com
- 29:22a gata, devido à má adaptação do nosso calçamento, pelo qual são
- 29:27prejudicados sempre os pneus das rodas.
- 29:30Fecha aspas. É verdade, cara.
- 29:33Se o cara tem que gastar aí com essas ruas ruins...
- 29:35Olha aí, é o mesmo problema até hoje.
- 29:37O cara pega uma rua emburacada...
- 29:39Tem que pagar IPVA. Tem que pagar IPVA.
- 29:42Parabéns aí, Lula e Haddad. Parabéns.
- 29:46Vagô de mil oitocentos e vral. Parabéns, Haddad.
- 29:50Tá taxando legal. Ah, muito bom.
- 29:54Bem Alexandre, né? O peijozinho dele quebrava muito
- 29:57nas estradas emburacadas. E por isso ele não foi o
- 30:00primeiro a ser emplacado. Mas é o primeiro carro.
- 30:02Beleza? Voltando a contar um pouquinho
- 30:05sobre a história do nosso amigo Santos Dumont.
- 30:07Ele, aos dezesseis anos, ele foi emancipado.
- 30:09Ele meio que, tecnicamente, já era maior de idade.
- 30:13E ele recebeu a herança, né? O pai dele falou o seguinte, ó,
- 30:17você não precisa pensar em ganhar a vida, eu lhe deixarei o
- 30:20suficiente pra viver. Imagina o viés.
- 30:23O pai dele ligando pra perguntar, e aí, caiu?
- 30:26Aí ele, ah, entrou aqui, entrou na conta, vi agora.
- 30:29E aí, zero, zero, zero. Vários zerinhos assim.
- 30:33Zero pra caralho. Ah, cara, deve ser um absurdo,
- 30:36ter cento e poucos milhões, dezesseis anos, cara.
- 30:38É verdade, é verdade. Maneiríssimo, cara.
- 30:41Mas aí ele retornou pra Paris, logo no ano seguinte.
- 30:45E aí ele retornou em Paris em mil oitocentos e noventa e dois
- 30:48e o pai dele faleceu logo em seguida.
- 30:50O pai dele largou a grana e foi de base.
- 30:54Tá ligado? O pai dele tava ruim de saúde.
- 30:57E lá, né, em Paris, o Santos Dumont vai iniciar sua
- 30:59trajetória como um dos maiores nomes aí da aviação,
- 31:03aeronáutica, enfim, de tudo. O que acontece?
- 31:06Primeira coisa que ele fez com esse dinheiro, cê sabe...
- 31:11Ele contratou um professor de física pra ensinar física pra
- 31:14ele. Ele fez isso, ele fez isso, ele
- 31:16fez isso. Isso ele falou, né?
- 31:21Cara, uma coisa curiosa é que tem uma discussão muito longa
- 31:24sobre a sexualidade dele, sabia? Que tem muita gente que acredita
- 31:28que ele não era héterão, assim...
- 31:31E, pô, enfim. Por algum motivo particular?
- 31:34Cara, comportamento. Nunca viram ele, pô, com a
- 31:36mulher. Enfim.
- 31:37Mas, né, puramente especulação também.
- 31:39Às vezes o cara era só de vagapo.
- 31:40Se bem que era muito dinheiro, né, mano?
- 31:42Tá ligado? Quer dizer, tipo...
- 31:44Deve ser complicado ter muito dinheiro também, que tu deve
- 31:46ficar receoso com gente... Se relacionar com gente querendo
- 31:51só teu dinheiro também. Isso deve dificultar as
- 31:53relações, de forma geral, não só românticas.
- 31:56É. Deve ser uma treta.
- 31:58Deve ser mesmo, né? Nossa, que sofrimento, né?
- 32:02Ter tanto dinheiro que você não sabe quem tá interessado por
- 32:04você. Isso é sofrimento.
- 32:05Pobres também sofrem. É verdade.
- 32:07Ricos também sofrem, desculpa. Muito bom.
- 32:08Pobre não. O que acontece?
- 32:11Ele ingressou na Universidade de Bristol, na Inglaterra, como
- 32:14ouvinte, né? Ele não foi, tecnicamente, não
- 32:16estudou física e química pra ganhar diploma e tal, mas ele
- 32:19estudou, né, como ouvinte. E ele participou principalmente
- 32:22das aulas sobre construção de motores e de objetos
- 32:25aeronáuticos e navais. Alexandre, você tem medo de
- 32:29avião? Tive durante uma fase, não tenho
- 32:32mais. Tive durante meio ano.
- 32:34Meio ano? É.
- 32:37Como assim? Porque eu comecei a pensar que
- 32:39eu podia ter medo de avião, e daí eu tive.
- 32:42Aí... Acho que era fácil de
- 32:45hipnotizar, né, cara? Não, aí pode tomar...
- 32:48Pode ser que você tenha medo. É que nem vomitar nos lugares.
- 32:52Se eu penso que eu podia vomitar aqui, eu vomito.
- 32:54Tipo, barco, avião, já vomitei avião, van...
- 32:58Vomitou no banheiro do avião? Não, não, no saquinho, na...
- 33:02Que isso, cara? Não. foi nessa época que eu tava
- 33:10me dando conta que eu podia vomitar também além de ter medo
- 33:16mas foram seis meses depois eu esqueci, cara eu esqueci
- 33:20completamente que eu enjoava se pior que é sério eu esqueci que
- 33:23eu tinha medo e que eu vomitava daí eu nunca mais agora esse
- 33:27podcast talvez volte Pelo que é real, sério.
- 33:33Tu tá entendendo o absurdo que foi esse um minuto de frase tua,
- 33:37né, cara? Não, mas é, cara, eu acho que é
- 33:38normal, velho. É muito sugestão, é muito
- 33:41sugestivo. Pô, pera aí, eu posso ter medo.
- 33:43E aí você começa a entender. Legal, posso ficar enjoando.
- 33:47Bom, cara, bom, bom. O que acontece?
- 33:49Eu, pô, né, hoje eu sou da galera, né?
- 33:52Eu já não tenho mais nenhum medo, não.
- 33:53Eu pego avião bem de boa. Eu sempre esqueço que eu vou
- 33:56ficar no ar. Aí é só quando o avião começa a
- 33:59decolar que eu falo, ''Caralho, vou pra cima!''
- 34:01Mas depois é rapidinho, depois eu falo, ah, tá suave.
- 34:04Tá de boa. Muito bem, Alexandre.
- 34:06O nosso querido... Mas tu já andou com alguém que
- 34:08realmente tem muito medo? Tipo, eu ir junto com alguém,
- 34:11literalmente, assim. É.
- 34:13Não. Cara, eu tinha um brother que
- 34:15tocava comigo, ele segurava firmão na mão.
- 34:19Mordia a cadeira, mordia a cadeira com a mão.
- 34:21É, tipo assim, cara, apavorado, assim.
- 34:25E porra, velho, o cara ia comigo.
- 34:27Insuportável. Você que deve ter criado esse
- 34:29medo nele aí, cara. Eu acho que eu ajudei, real,
- 34:32assim. Eu acho que eu...
- 34:33Caralho, é normal isso da asa, velho.
- 34:35Muito arrumado, cara. Ai, meu Deus.
- 34:40Ah, velho, acho que não vai dar, velho.
- 34:42Eu olhei o piloto, não sei, ele pareceu que iria acabar com a
- 34:45vida dele e não se importava com a nossa.
- 34:48Boa, caralho. Vai deixar muito medo.
- 34:50Mas é horrível tu ver a pessoa...
- 34:52É, eu já vi muita gente, tipo assim, que não é amigo meu, mas
- 34:55passageiro, né? Muito mal, assim, desesperado,
- 34:57assim. É, cara.
- 34:59Não é legal. Ah, mas, né?
- 35:02A ciência tá aí, né, rapaziada? Calma aí também.
- 35:04Não vai cair, não. Tá louco.
- 35:06É, mas isso não quer dizer nada, né, Vitinho?
- 35:07Não, pô. A chance de cair é muito
- 35:09pequena. Não, medo não é racional, né?
- 35:11Necessariamente, né? Não, mas ajuda, pô.
- 35:13Se você pensar racionalmente nos números, ajuda.
- 35:16Eu, quando comecei, eu tinha um medinho.
- 35:18Eu, quando comecei, eu tinha um medinho de leve.
- 35:19Então, sabia os números? Não sabia.
- 35:22Tá, tu é burro, então. Que diálogo é esse?
- 35:26Achou que ia cair o teu avião? É, ué.
- 35:28Aí depois... Aí depois eu comecei a ver que,
- 35:31pô... Você pensou a cada três, um cai?
- 35:33Quantos? Um mil, cara?
- 35:34Sei lá. Não, pô.
- 35:35A cada cem, duzentos, mil. A cada cem?
- 35:38Eu juro. A cada cem?
- 35:39É, cara. Não, porra.
- 35:41Eu nunca tinha pegado... Cara, eu...
- 35:43Porra. Cara, não.
- 35:43Deixa eu fazer uma pesquisa aqui.
- 35:45Deve ser, sei lá, duzentos mil. Quer ver?
- 35:48Ou até mais. Não.
- 35:50Não. Deixa eu ver.
- 35:54Ó, o Brasil... Tem...
- 35:58Ah... Setecentos e oitenta e nove mil
- 36:03voos domésticos. Morre quantos?
- 36:06Cai quantos? Tá falando?
- 36:08Será? Quantos caíram aí?
- 36:09Tipo assim, a proporção... Não, não cai avião, cara.
- 36:11Avião não cai. Eu sei disso, eu sei.
- 36:14Aviões caíram no Brasil em dois mil e vinte e quatro.
- 36:19Ah, só aquele pequeno porte. Ó, cinquenta e quatro
- 36:23ocorrências... É um a cada sessenta e sete mil
- 36:26voos. É, então, cara.
- 36:28Não, teve cinquenta acidentes aéreos, mas é tudo aviãozinho...
- 36:31Na sua grande maioria, é um aviãozinho de dois lugares.
- 36:33Não é de companhia grande e tal. Não, não, não cai, velho.
- 36:35Não cai. Porque eu me lembro disso,
- 36:37porque antes da Chapecoense, eu me lembro que ficou...
- 36:40Ou depois da Chapecoense, ficou, tipo, muitos e muitos anos,
- 36:42assim, tipo, sem cair nenhum no mundo, assim.
- 36:46Era bizarro. Enfim.
- 36:48Legal. Tá aí o dado.
- 36:50Tá aí o dado pros ouvintes, né? Tavam ansiosos, a gente trouxe.
- 36:54Bem, Alexandre, o nosso querido Santos Dumont, ele vai criar o
- 36:59seu primeiro dirigível. Na verdade, ele vai usá-lo em
- 37:03fevereiro de mil oitocentos e noventa e oito, mas vai
- 37:05fracassar. O segundo vai fracassar de novo,
- 37:09mas o terceiro vai conseguir. Em setembro do mesmo ano, ele
- 37:13chegou a quatrocentos metros de altura.
- 37:16Bem alto já, né? E ele de piloto.
- 37:19Ele de piloto. Ele é o pilotão.
- 37:22É, pilotudo. E essa galera aí que é massa,
- 37:24né? Tipo, foda-se.
- 37:25Vou lá, vou fazer o troço, mas não vou mandar o Jaime ali.
- 37:28É, verdade. Que devia ter uns otários assim.
- 37:34Em novembro de mil novecentos e um, um dos dirigíveis dele vai
- 37:37ganhar um prêmio No dia quatro de novembro ele vai concorrer ao
- 37:40prêmio dois E esse prêmio dois, é um prêmio alemão, né?
- 37:44Ele consistia em cumprir um trajeto em Paris, pilotando um
- 37:47dirigível por até trinta minutos E ele vai conseguir, e olha que
- 37:50interessante Ele vai ganhar o prêmio, vai ganhar cento e vinte
- 37:53e nove mil francos pela conquista Que equivale a dois
- 37:56milhões de reais, mais ou menos, né?
- 37:58Traduzindo, corrigindo pra hoje Mas sabe o que ele fez?
- 38:01Ele já era muito rico. Metade ele deu pra todo mundo
- 38:04que trabalhou com ele e a outra metade pra pobres de Paris, pô.
- 38:08É, filhote, fala do homem. Vai falando aí, pô.
- 38:11Enquanto isso, não faz porra nenhuma.
- 38:13Não comprou um pano de um morador de rua e tu falando a
- 38:16grande coisa. Os biógrafos dele, tem um bem
- 38:20famoso chamado Fernando Jorge, que fala que uma das principais
- 38:23características dele durante toda a vida é generosidade,
- 38:25assim. Ah, falou isso de mim também.
- 38:27O Fernando Jorge? Não, falou isso de mim também.
- 38:30Ah, falam? Ah, legal.
- 38:32Falam muito. Nossa, eu então...
- 38:34Cara, eu preciso te mostrar uma mensagem.
- 38:37Ontem... Estamos gravando, hein?
- 38:39Cuidado pra falar. Não tem problema, porque é uma
- 38:42empresa... A empresa era muito legal.
- 38:44Tá. Mas um cara chegou ontem pra mim
- 38:46e disse... Pô, cara, e aí?
- 38:47Beleza? Não odeia meu...
- 38:48Pô, beleza... Pô, cara, gosto muito do teu
- 38:51trampo, há muitos anos, acompanho e tal.
- 38:53Baneiro, maneiro. Tipo assim, várias paradas de
- 38:56música antes e, pô, os podcasts. Eu, pô, legal, obrigado.
- 39:00Quero fazer um filme da sua vida.
- 39:05Iradíssimo. Mas aí, não, o curioso, daí eu
- 39:08entrei, daí eu falei, pô, cara, não, né, cara?
- 39:12Aí, mas eu entrei, ele tem uma empresa que faz isso e é muito
- 39:14foda os vídeos. Tipo, esse cara realmente faz os
- 39:16filmes. Pô, deixa eu fazer, cara, deixa
- 39:18eu fazer. É só você não participar de
- 39:20nada, pô. Não, não, não.
- 39:22Mas é muito foda, tipo assim, muito bem produzido, muito
- 39:25bonito. E o cara faz lançamentos no
- 39:27cinema. Que isso, cara?
- 39:29Deixa fazer, cara. Ah, não, não, não.
- 39:32Ouvintes, ouvintes, me ajudem nessa.
- 39:34Alexandre Níquel, Uma História. Caralho, e aí a...
- 39:39Porra. Não, não quero.
- 39:41É bem que um documentariozinho, não, não.
- 39:44Mas você tem que participar? Então deixa, cara.
- 39:47Não, se... Fala com eles.
- 39:49Se eu não participar, eu deixo. Porque realmente é muito escroto
- 39:52você estar falando sobre esse imediato no seu próprio filme.
- 39:56Isso é muito otário. Não, não pode.
- 39:58Mas alguém fazer, foda-se. Não.
- 40:02Cara, outra coisa. O cara não precisa...
- 40:03Eu só se fosse com o Kaique Brito.
- 40:05Tá bom. Se fosse uma ficção.
- 40:07Ah... E eu entrasse dentro de um robô.
- 40:09Ah, legal, legal, legal. Tá bom.
- 40:12Tá, eu acho que o cara não precisava da sua atualização
- 40:15não, mano. Foda-se, tem que chegar e fazer.
- 40:17A gente manda o link do... O teu filme, porra.
- 40:21Caralho, ouvintes, me ajudem, cara.
- 40:23Me ajuda a convencer o Nick aí, gente, por favor.
- 40:24Não, não. Mas eu achei muito foda a ideia.
- 40:28Porra, madeiríssima. Tá maluco.
- 40:31Cara, então, né? O Santos Dumont, ele não é um
- 40:33Alexandre Níquel, mas ele tem filme sobre ele.
- 40:37Mas teve a novela Zazá também, né?
- 40:39Caralho. Cadê Zazá?
- 40:41É isso, né? Lá vem Zazá.
- 40:43Bom pra caralho. Muito bem, cara.
- 40:45O Santos Dumont, ele passou a se dedicar a muitos dirigíveis,
- 40:49assim. No começo ele falava assim, pô,
- 40:50o bagulho é dirigível mesmo, porque é isso que eu sei fazer
- 40:53por enquanto e tal. Mas ele sempre quis justamente
- 40:56essa parada de avião, assim. Em Paris, ainda em Paris, ele
- 41:00vai... Porque o que acontece, cara?
- 41:02O dirigível, ele é lento, tá ligado?
- 41:06Então meio que não tinha praticidade.
- 41:08Tipo, você pegava um dirigível pra curtir uma viagem no ar, que
- 41:11era foda. Mas não tinha uma praticidade de
- 41:13você realmente ir mais rápido de um ponto pro outro, tá ligado?
- 41:17Então o dirigível não era o grande lance dele.
- 41:18Ele queria um bagulho que era de fato bom, assim, de transporte.
- 41:21Era um ônibus de turismo, basicamente, né?
- 41:23É, devagarão ainda. É.
- 41:25Tá ligado? Então pra ele não era o grande
- 41:27lance. Mas ele, pô, em mil novecentos e
- 41:29três, ele foi responsável por uma mulher chamada Aida da
- 41:35Costa, a mulher americana cubana, inclusive.
- 41:38Ela foi a primeira mulher a pilotar um dirigível da
- 41:40história. É o nosso amigo Santos Dumont.
- 41:43Ele desceu com o dirigível número nove no meio de uma
- 41:46corrida de cavalo. Outra coisa, curiosidade aí.
- 41:50E ele também levou um menino norte-americano de dez anos pra
- 41:54um passeio aéreo. Então...
- 41:57E também foi o primeiro a fazer voo noturno.
- 41:59Então, algumas conquistas aí. Ah, isso deve dar um medão, né?
- 42:02Fazer um voo noturno num balão que tu tá testando...
- 42:06E a lanterna não devia ser uma merda, né?
- 42:08Farol. Não devia ter farol,
- 42:09praticamente. Mas aí, Alexandre, vamos chegar
- 42:12no ponto que todo mundo quer saber.
- 42:14Vamos falar de avião. Demorou?
- 42:16Cansei de balãozinho. Em mil novecentos e cinco, ele
- 42:21falou, cara, vamos começar a fazer um avião.
- 42:24E desses projetos de mil novecentos e cinco, ele vai
- 42:26desenvolver o grande avião. Catorze bis.
- 42:31Tá, mas uma pergunta. E os americanos lá?
- 42:34Qual a diferença? Muito bem.
- 42:37Cara, os norte-americanos, os irmãos Wright, né?
- 42:41Que a galera, enfim, atribui a criação do avião.
- 42:46Eles, em mil novecentos e três, três anos antes, de fato,
- 42:50realizaram o primeiro voo. Num lugar na Carolina do Norte.
- 42:54O nome do avião era Flyer I, Flyer I.
- 42:56O que acontece? Primeiro, não foi assistido por
- 43:00muitas pessoas esse voo. Não é muito documentado, mas ele
- 43:05é considerado o primeiro voo controlado mesmo.
- 43:09Acontece que a discussão é o que é um avião, entendeu?
- 43:13Uma discussão para você saber o que é um ou outro.
- 43:16Porque a propulsão do avião dele, dos irmãos Wright, na
- 43:20verdade, ele saía do solo com um propulsor tipo uma catapulta.
- 43:25Era meio que um planador. Não, tinha motor, mas ele não
- 43:30era forte o suficiente pra sair do chão, pilotar aí, tá ligado?
- 43:35Ele usava uma catapulta pra ir pro ar e aí era motorizado,
- 43:39rolava e ficava sustentando aí, né?
- 43:41Beleza? Nesse papo tudo bem.
- 43:44O do Santos Dumont saía do chão sozinho.
- 43:48Esse que é o ponto. Primeiro que ele foi documentado
- 43:51por milhares de pessoas viram. tá?
- 43:54Ele voou no dia vinte e três de outubro de mil novecentos e
- 43:57seis, por sete segundos, uma altura de sessenta metros.
- 44:01E voou, e aí a Federação Aeronáutica Internacional, ela
- 44:05falou, porra, é isso aqui mesmo, é o primeiro avião motorizado a
- 44:08sair do chão e tudo mais. É que os irmãos Wright, eles
- 44:12foram antes, mas não pegaram o motor do chão, entendeu?
- 44:15Porque quando o avião tá no ar, E o motor...
- 44:18O motor precisa de menos energia, menos força pra manter
- 44:21no ar, tá ligado? Agora, pra sair do chão da
- 44:23inércia, exigia uma outra parada, assim.
- 44:26E aí foi o Santos Dumont. Ah, cara...
- 44:30Eu sou patriota, né? Patriota!
- 44:33Eu acho que... Eu não tô com o Santos Dumont
- 44:36nessa aí, cara. Porque quando eu penso no avião,
- 44:39o que o avião faz? O avião voa.
- 44:41Eu não penso que necessariamente ele tem que dar a partida com
- 44:44tal particularidade. Então, avião com catapulta é
- 44:48avião? Acho que nesse contexto, sim.
- 44:52E qual que é a diferença, então, para esse avião para um
- 44:55dirigível? Porque o dirigível é basicamente
- 45:02um balão, cara. E qual que é a diferença do
- 45:04balão para o avião nesse sentido?
- 45:08Acho que a forma como ele se movimenta no ar...
- 45:13Beleza. Mas não é parte da propulsão,
- 45:16cara. Não, beleza.
- 45:18A grande discussão é essa. Tá ligado?
- 45:19O que é um avião? O avião tem que ter meios
- 45:22autossuficientes pra sair do chão e ir pro ar?
- 45:25Sim. Então é Santos Dumont o
- 45:27inventor. É...
- 45:29Eu não sei, eu tô... Eu acho que eu...
- 45:32É... Eu acho que ele...
- 45:35Talvez aperfeiçoou, talvez fez o que realmente é usado hoje,
- 45:38porque tem um monte de invenção que o cara faz e é uma merda,
- 45:41né? Tipo, sei lá, tem aquele papo lá
- 45:43que não foi o Thomas Edison que inventou a lâmpada, mas ele
- 45:46inventou a lâmpada que dá pra usar, né?
- 45:48Sim. Eu acho que é meio que nesse...
- 45:51Nesse approach, assim. Saquei.
- 45:53Eu acabei de te mandar um vídeo, e vou postar nas redes também,
- 45:55para os ouvintes, o vídeo do primeiro avião, do primeiro voo
- 45:58aí, do Santos Dumont. Tá ligado?
- 46:01Filmaram, fi. A diferença também é essa, tá?
- 46:03Que o dos irmãos Wright é tudo tipo assim, ah, a gente voou,
- 46:06pô. É, voamos altão.
- 46:07Tá ligado? Agora, o do Santos Dumont
- 46:09filmaram, fi. Milhares de pessoas
- 46:11documentaram. Maneirinho tá o vídeo, vê aí.
- 46:14Boa, boa essa câmera aqui. É, pô.
- 46:19Ah, é legal esse avião, cara. Porra, o catorze bis é absurdo,
- 46:23pô. Tá maluco.
- 46:25É Brasil, porra. Maneirinho.
- 46:28Alexandre, mudando de assunto, você tem algum problema com a
- 46:32sua altura? Ah, fora a Páscoa, que tu bate a
- 46:35cabeça com os ovos de chocolate. Tu bate muita cabeça no ovo, né?
- 46:38Aham. Legal.
- 46:41É ruim também porque ser grande tem uns probleminhas, assim,
- 46:44tipo de... Sei que tu não entende, Vitinho,
- 46:48mas, tipo, o joelho no... Sei que tu não entende.
- 46:52Shades. O joelho no, tipo, entrar num
- 46:56banco normal de avião é foda. Ah.
- 47:00Tem algumas coisinhas. Mas tu diminuiria a tua altura?
- 47:03Não, não. Em relação ao custo-benefício,
- 47:05não. Então, tipo assim, cinco
- 47:06centímetros a menos de altura, não?
- 47:09Não. Então você não tem problema, né?
- 47:11Não, problema... Tô dizendo quais os problemas...
- 47:14Quais os problemas de ser homem. Agora, prefere ser uma mulher.
- 47:18Tá. Não, você tem algum problema.
- 47:20Tipo assim, no sentido de você não gosta da sua altura,
- 47:22entendeu? Não, não, não.
- 47:24Complexado, tá ligado? Não, porque eu acho que eu sou
- 47:27de uma altura boa. Não sou, tipo, muito alto a
- 47:29ponto de ser estranho, sabe? Entendi.
- 47:33Saquei. Pra referência dos ouvintes, eu
- 47:35sou exatamente da altura do Anderson Silva e da Pabllo
- 47:38Vittar. Olha aí.
- 47:40Muito bom. Os ouvintes que conhecem
- 47:42pessoalmente esses dois, né? Por isso que a referência é
- 47:45essa. Beleza, muito bem.
- 47:47O Santos Dumont, ele era muito baixinho.
- 47:49Tipo, mais baixo que eu, assim. Ele tinha menos de um metro e
- 47:52sessenta, tá ligado? Um metro e cinquenta e sete,
- 47:56assim. É que variava, né?
- 47:57A galera que ele publicamente nunca falou.
- 48:01Olá a todos, eu tenho um metro e cinquenta e sete.
- 48:03Não. Mas a galera olhando, assim, as
- 48:05fotos e tudo mais, varia porque ele usava uns sapatos meio que
- 48:08um salto, tá ligado? E ele usava chapéu grande, tudo
- 48:12pra dar moral. Roupa com lista vertical, ele
- 48:14era muito magrinho também. Eu nunca tinha pensado nessa, de
- 48:17chapéu grande. Pra conseguir dar uma deschavada
- 48:19na altura. Eu, né, que represento os homens
- 48:23baixinhos, eu e Gustavo Gaiofato, um beijo pra ele,
- 48:26inclusive, a verdadeira minoria social aí do país, né?
- 48:31Sim, sim. Eu sou um pouquinho complexado
- 48:32de leve. Qual a parada que mais te
- 48:35incomoda em ser um pouco baixinho?
- 48:39Cara... Em ser, tipo, ridículo, assim.
- 48:42Tá bom, Nick, você já... Uma subespécie.
- 48:45Qual a parada que... O seu ponto já tava dado, já.
- 48:49Cara, eu não sei, mano. Fala aí.
- 48:52Na verdade, não tem muito, não. Não, mas tu falou que tem um
- 48:55leve. Não, sim.
- 48:56É, não, eu queria ser mais alto. Eu queria ser, tipo, cinco
- 48:58centímetros menor. Mas qual que tu acha que seria a
- 48:59qualidade se tu fosse dez centímetros mais alto?
- 49:02Pô, eu ia ter um metro e setenta e seis e meio, porque eu tenho
- 49:05um metro e sessenta e seis e meio.
- 49:06Sou bem baixinho. Tá, se tu tivesse quinze
- 49:08centímetros a mais. Um metro e oitenta e um e meio.
- 49:11Um meio que é foda, né, cara? Mas é, eu tenho.
- 49:14Tá, se tivesse oitenta, meu. Tá.
- 49:16Qual que tu acha que seria a... O que tu acha que melhoraria?
- 49:19Acho que porra nenhuma, cara. Esquece o que eu falei.
- 49:21Acho que todos os bolos, sendo baixinho...
- 49:23Complexado e guarda pra ele. Não, não tem nada, pô.
- 49:26Não, não, não. Cara, pô...
- 49:27Não, não, não. A vozinha fina entrega, né?
- 49:30Entrega que o cara tá... É foda, a vozinha fina entrega.
- 49:35Galera, vocês tão vendo em vídeo, mas...
- 49:36Vocês tão só escutando, mas o Vitinho tá chorando, sabe?
- 49:39É, muito. Mas enfim, e aí o lance dele era
- 49:44essa complexe... Complexada que ele tinha com a
- 49:47altura dele. Ele era um cara que andava muito
- 49:49na moda, tá? Na moda na época, ele desenhava
- 49:52as próprias roupas e mandava fazer.
- 49:54Que foda, isso eu acho muito legal, cara.
- 49:57E agora eu quero aqui desmembrar...
- 49:59Um rapaz que é a lenda do Brasil, que é o Santos Dumont,
- 50:02que eu vou acabar com os fãs do Santos Dumont agora.
- 50:07Ele não inventou o relógio de pulso.
- 50:09Porra, como não? Posso falar?
- 50:12Posso terminar? Vai começar?
- 50:14Posso? Vai.
- 50:16Ele, o relógio de pulso existia, só que era só feminino.
- 50:22Ele criou o relógio de pulso masculino, pô.
- 50:25Ah, vai tomar no teu cu, pô. Aí é foda.
- 50:27Porque o relógio de pulso, ele existe há muitos anos.
- 50:30Desde de mil oitocentos e quatorze, a irmã do Napoleão,
- 50:33ela mandou fazer um relógio de pulso e aí virou uma roda e
- 50:35mulheres usaram. Mas era coisa de mina.
- 50:37Era coisa de mina. Aí, por favor.
- 50:38Ah, pra mim até hoje é. Se eu vejo um cara com relógio
- 50:40de pulso, uau! Ai, caralho.
- 50:47Mas aí é isso. E aí ele mandou o cara fazer o
- 50:49relógio masculino, pô. Vai se fuder, pô.
- 50:52Tá ligado? Cara, esse cara devia ser
- 50:54muito... Muito desconstruidão, velho.
- 50:57Quem? O Santos Dumont?
- 50:58O Santos Dumont, cara. Imagina, é um...
- 51:00Papo reto, papo reto. Ele é o cara que usava saia, né?
- 51:04É, hoje ele teria flor na barba. É.
- 51:09Não, flor na barba não, mas eu acho que ele ia ser...
- 51:12Ele ia usar vestido, sabe? Ele ia ser um cara que, tipo,
- 51:14não... Então, por essas personalidades,
- 51:17personalidades é foda, mas por esse desprendimento, talvez, ao
- 51:22comportamento masculinista padrão, que algumas pessoas
- 51:25falam... E olha o relógio dele!
- 51:29Eu acho que esse cara aí, ele gosta de jogar por dois times,
- 51:33hein? Mas o lance do relógio foi a
- 51:36mesma coisa do avião, né? O quê?
- 51:37Ele fez uma melhoria. Ele adaptou.
- 51:40Ah, mas porra, Nick. Adaptou pegando de mulher e
- 51:43botando no próprio pulso. Vai tomar no cu.
- 51:45Ele, na verdade, não. Pra não entrar na exagera, né?
- 51:48Ele mandou um joalheiro chamado Cartier.
- 51:51Ele mandou fazer... Porra!
- 51:53Famosão. E aí ele mandou fazer...
- 51:54Porque nessa época, o relógio masculino, ele era de bolso.
- 51:58E aí, enquanto ele tava pilotando, era uma merda, ele
- 52:00falava. Tipo assim, eu tô pilotando aqui
- 52:02todo tronche, tenho que pegar o bagulho pra ver a hora, ver
- 52:05quantos segundos. E aí ele falou, agora é só vir o
- 52:07pulso, assim, pra ver. É maneiro.
- 52:09É bem uma característica de marca de relógio ser coisa de
- 52:12aviador, né? Ah, é?
- 52:14É um lance, assim. É.
- 52:14Não sabia, não. É um lance, é.
- 52:17Interessante. Muito bem, em mil novecentos e
- 52:19nove, o nosso querido Santos Dumont, ele vai apresentar o seu
- 52:22modelo novo de avião, chamado Demoiselle.
- 52:26O Demoiselle, que significa donzela, vai ser o avião melhor
- 52:29dele aí, da vida dele, tá ligado?
- 52:31Ele alcançava noventa quilômetros por hora, mano, era
- 52:34bem rápido, é, pra época era bem, uma grande vitória.
- 52:38E aí um ponto que, tipo assim, se por um lado, os irmãos Wright
- 52:41podem ter feito antes daquela discussão toda, por outro, o
- 52:44Santos Dumont, ele é mais importante pra construção dos
- 52:48aviões modernos. Porque ele não patenteou as
- 52:51invenções dele de propósito. Deixou domínio público.
- 52:54Chegou até uma empresa depois, a Dahak.
- 52:56Essa empresa chegou e tentou reivindicar o projeto do motor
- 52:59dos aviões dele, principalmente. E aí o Santos Dumont falou, eu
- 53:01inventei essa porra. E eu quero deixar domínio
- 53:03público. E aí ele venceu no tribunal, e
- 53:05aí ficou público mesmo. Pô, legal.
- 53:07Maneiríssimo. Legal demais, cara.
- 53:10Mas ele chegou a usar os aviões comercialmente ou era mais uma
- 53:15experiência, mais um... Ele particularmente não.
- 53:18Ele particularmente não. Mas uma coisa foi usada, um meio
- 53:22foi usado, esses aviões dele, que foi talvez o motivo da morte
- 53:27do Santos Dumont. Na guerra, mano.
- 53:30Durante a Primeira Guerra Mundial, os aviões que eram
- 53:34feitos com base no Demoiselle, do avião dele, foram utilizados
- 53:38e matou muita gente lá na Europa, né?
- 53:41E aí, ele, durante a década de vinte, ele saiu de lá e falou,
- 53:45putz, esse negócio tá me assombrando.
- 53:47Tá ligado? E aí chegou no Brasil...
- 53:49Adivinha o que aconteceu? Revolução Constitucionalista de
- 53:51mil novecentos e trinta e dois...
- 53:53Os aviões foram usados aqui também...
- 53:55Pra matar... A galera...
- 53:56E aí ele também ficou mauzão... Tem um livro espírita...
- 54:00É... Kardecista, né?
- 54:01Que é... Acho que é Ícaro Arrependido...
- 54:03Algo assim... Que é um livro que,
- 54:06supostamente, né? Conta a história de um cara que
- 54:10psicografou as falas do Santos Dumont sobre os aviões dele, né?
- 54:14Falando, pô, inventou o avião e olha a merda, matou um montão de
- 54:17gente. Mas tem uma frase do Santos
- 54:18Dumont É, que ele teria dito a um amigo próximo, abre aspas.
- 54:22Meu Deus, não haverá meio de evitar derramamento de sangue de
- 54:26irmãos? Porque fiz eu esta invenção, que
- 54:30em vez de concorrer para o amor entre os homens, se transforma
- 54:33numa arma maldita de guerra. Horrorizam-me estes aeroplanos
- 54:38que estão constantemente pairando sobre Santos.
- 54:41Fecha aspas. Ah, mas é muita inocência, né?
- 54:45O que você acha? Ah, cara, se tu cria alguma
- 54:48coisa, qualquer coisa que tu vai criar, tem que pensar que vai
- 54:51ser usado pra pornografia ou pra guerra, né, cara?
- 54:54Tem pornô de avião? Eu não vou pesquisar isso não,
- 54:57mano. Óbvio que tem, cara.
- 54:59Deve ter um do Santos Dumont, cara.
- 55:00Deve ter. É isso que eu vou pesquisar,
- 55:02cara, desculpa. Deixa eu ver aqui, abre o vídeo.
- 55:05Santos Dumont... Põe só o áudio aí, cara.
- 55:07Põe só o áudio pra... Calma aí, cara.
- 55:11Cara, não, não tô achando. Acho que melhor não pesquisar
- 55:13não, mano. É.
- 55:14Melhor não pesquisar não, rapaziada.
- 55:16Se alguém achar, manda aí. Ah, não.
- 55:18Aeroporto de Santos Dumont, publicidade com pornografia.
- 55:21Outra coisa. É, deixa, deixa.
- 55:23Eu não vou pesquisar isso não. Polícia Federal tá agora me
- 55:25investigando pelas palavras que eu digitei aqui.
- 55:27Mas como seria o roteiro, Vitinho?
- 55:29Ah, ele é twink, né? Vamos falar real.
- 55:34Ele é twink. Tu acha que teria algumas falas
- 55:37tipo, pega no meu manche? Não.
- 55:40Eu acho que ele tá dentro do avião falando, esse manche não
- 55:42pega, esse manche não pega. Aí ele olha pra baixo e não é o
- 55:45manche. Ah!
- 55:46Olha aí, cara. Tem um pouco de humor também.
- 55:49É. Tem um cara deitado, assim.
- 55:51Foda. E aí, é isso, pô.
- 55:53Os irmãos Wright tentando dar um golpe nele pra ele não inventar
- 55:58um avião. Aí bota o peru e tudo que é
- 56:00parte do avião, do equipamento. Tá aí, ó.
- 56:02Tá pronto, galera. Tá pronto.
- 56:03Escreve aí, galera. Já me arrependi, tá?
- 56:05Já me arrependi do que eu falei. Esse que vai ser o teu jogo de
- 56:07videogame? Exatamente.
- 56:11Ai, cara. Muito bem.
- 56:13Pilotando o piruzão. Muito bem.
- 56:15Olha lá. Olha aí.
- 56:17Alexandre, né? A gente brincou aqui com a
- 56:19história do rapaz, né? Se divertiu.
- 56:21Mas ele, no dia vinte e três de julho, aos cinquenta e nove
- 56:25anos, de mil novecentos e trinta e dois, no ano da Revolução
- 56:28Constitucionalista, ele tirou a própria vida, mano.
- 56:31Pô, perto do aniversário também, né?
- 56:33É verdade, deve ter... Dizem que tem a ver, né?
- 56:36Que essas datas marcantes pegam na cabeça da galera, né?
- 56:39Ah, sim. Com certeza.
- 56:41E aí ele... Os legistas da época falaram que
- 56:44foi a parada cardíaca, né? Porque na época era mó tabu.
- 56:47Ainda é, né? Mas a galera meio que é
- 56:50consenso, assim, que ele se enforcou com as gravatas dele.
- 56:53Mas... Eita!
- 56:53É, porque ele era baixinho também, né?
- 56:55Não devia ser muito difícil. Mas dizem que é...
- 56:58Bom, não dá pra saber, né? Mas é deprê, pós-avião, guerra?
- 57:02É, dizem que é isso. Ele tava em depressão mesmo,
- 57:04assim. Ele saiu da França por causa
- 57:06disso, por causa da guerra. Aí chegou no Brasil e teve
- 57:08guerra, tá ligado? Onde que ele vai tem guerra e
- 57:11tem avião matando os outros, pô. Então fica num lugar só, né,
- 57:13cara? É, pô.
- 57:14Levando mortes pra tudo quanto é crédito.
- 57:18Não, é sacanagem. É chato pra caralho.
- 57:19E aí o governo decretou três dias de luto.
- 57:22E muita gente, milhares de pessoas participaram do cortejo
- 57:25fúnebre. E é isso, pô.
- 57:27A história do nosso queridão Santos Dumont.
- 57:29Pô, mas ele é uma figura muito maneira, cara.
- 57:31Acabou lá pra cima. É, acabou.
- 57:33Mas assim, por mais que, pô, filho de pai rico...
- 57:35Pô, maneiríssimo, cara, né? Não, mas aqui tu não escolhe ser
- 57:38filho de pai rico, né? Cara, agora ele não tem culpa de
- 57:42nascer com essa condição, né? É, exatamente, é uma condição.
- 57:45Tu nasce do que tu faz. E ele não foi otário com a
- 57:48grana, né? É, sendo filho de pai, qual o
- 57:50melhor cenário possível, né? É, pensando bem, eu acho que
- 57:53sendo com cento e trinta e cinco milhões de reais, ele foi a
- 57:57melhor pessoa possível, pô. É, isso que eu tô dizendo, cara.
- 58:00Eu seria muito pior, cara. Tu seria um horror.
- 58:03Tipo... Talvez.
- 58:05Não, eu acho que ele tem que ter empatia.
- 58:08Legal. Essa é a palavra, Vitinho.
- 58:10Perfeito. Não, mas muito maneiro, mano.
- 58:12A história dele é muito foda. É realmente um dos maiores
- 58:15brasileiros que a gente tem na história.
- 58:17E vale a pena visitar a casa dele, que eu falei que eu já
- 58:20visitei, achei muito foda. Você lembra quando você foi à
- 58:24Petrópolis? Porra, cara, faz muito tempo.
- 58:26Mas eu fui no Castelinho. No Castelinho, lá no museu.
- 58:29Da casa do Dom Pedro. Era a casa do Dom Pedro.
- 58:31Eu me lembro de ter uma escada nessa casa do Santos Dumont.
- 58:35É uma escadinha pequenininha. É, essa mesmo.
- 58:38Vagamente o que eu lembro é isso, que faz muitos anos,
- 58:40assim, tipo... Sim, foi essa que eu fui também.
- 58:42Pô, muito maneiro. Mas eu lembro que eu adorei,
- 58:45porque eu sempre adorei a ideia de ser um inventor e inventar
- 58:47coisas, então acho muito foda. E você não inventou nada até
- 58:50agora, né? Até agora, mas tá vindo.
- 58:52Tá vindo. Beleza.
- 58:54Então é isso, Alexandre Henriqueu.
- 58:55Essa é a história de Santos Dumont e o primeiro carro do
- 58:57Brasil. Valeu, tchau, tchau.
- 58:59Beijo. Este episódio tem apoio de
- 59:10Cateó. Que coisa boa!
- 59:12Você poderia me explicar melhor o que é essa tal de Cateó,
- 59:14Alexandre? Victor, que eles me trouxeram de
- 59:19alegria com as apostas que já fiz em minha vida.
- 59:22Quase curou a depressão! Eu era triste esse dia.
- 59:28É, né? Não tinha luz no meu dia.
- 59:30Ah, entendi. KTO é o melhor site de apostas
- 59:32que tem. É bom demais.
- 59:33É bom demais porque eu gosto. Eu gosto porque tem muita
- 59:37modalidade. Sim.
- 59:38Eu, por exemplo, gosto de lutinha, né?
- 59:39Sim. Aí não tem só UFC.
- 59:41Não. Tem outras coisas lá.
- 59:42Outra lutinha? Tem Bellator.
- 59:44Não, tô dizendo dentro do MMA. Ah!
- 59:47Tem outras ligas também. Sim, legal.
- 59:49Isso é legal demais, cara. Sim, sim, muito legal.
- 59:51Não, de luta tem boxe, tem outras paradas ali, né?
- 59:53Fora futebol que tem Série A, Série B, Campeonato Regional,
- 59:56Série C. Isso, até esporte que eu gosto
- 59:59bastante, principalmente o lolzinho, é o esporte.
- 1:00:01É que tu falou muito rápido, daí não dá pra entender.
- 1:00:03Até esporte que eu... Ah, tá, desculpa então.
- 1:00:05Esports. Eu gosto bastante do LoLzinho.
- 1:00:08E lá a gente sempre... E uma coisa que é legal é que
- 1:00:10durante o jogo... A coisa no LoL é uma coisa muito
- 1:00:12interessante. Que tem alguns personagens no
- 1:00:15LoL... Eu vou tentar não soar tão nerd.
- 1:00:17Que o começo do jogo eles são mais fracos.
- 1:00:20Entendeu? E no final do jogo, eles são
- 1:00:23mais fortes do que os outros personagens.
- 1:00:25E aí, o time que tá perdendo, mas tá com esses campeões que
- 1:00:27ficam mais fortes depois, se o jogo demorar, tem chance do time
- 1:00:32virar. Então, entender essas coisas de
- 1:00:35qualquer esporte, né? Essas lógicas, essa ciência de
- 1:00:38cada esporte, faz com que você consiga prever o resultado que,
- 1:00:42às vezes, um olhar mais ignorante não consegue perceber.
- 1:00:46Então, se você tiver isso aqui...
- 1:00:48Se você tiver inteligência, você consegue fazer um dinheirinho na
- 1:00:52KTO. Se quem não fizer é porque é
- 1:00:54ignorante. É lógico.
- 1:00:55Não, tô brincando. Tem sorte um pouquinho também,
- 1:00:57né? Sempre tem a sortezinha ali pra
- 1:00:58dar aquela... O gameplay da parada.
- 1:01:00Surgiu uma dúvida, tem o Instagram do pessoal lá.
- 1:01:02KTO Underline Brasil, pra trocar uma ideia, tirar dúvidas.
- 1:01:05É fácil de colocar o dinheiro, bem fácil de tirar o dinheiro.
- 1:01:08Superciclopix, cara. E tem o cupomzinho, né?
- 1:01:13HPB. HPB de história pros brothers.
- 1:01:16HPB. Vai apostar pela primeira vez
- 1:01:18lá, vai botar seus cem reais, cinquenta reais, vai ganhar
- 1:01:21vinte por cento de free bet. Bota o cupom, HPB, ganha vinte
- 1:01:24por cento em cima do valor. Você botou cinquenta reais, vai
- 1:01:27ganhar mais dez, vai ficar com sessenta reais.
- 1:01:30Se não botar cem, vai ficar com cento e vinte.
- 1:01:32Entendi, Alexandre. KTO.com, KTO.com, KTO.com.
- 1:01:38Agora que você já aprendeu um pouco mais sobre a vida desse
- 1:01:41grande rapaz aí que mudou muita coisa na história, você tem que
- 1:01:45nos ajudar, né? A realizar os nossos sonhos, que
- 1:01:49é comprar um carro de luxo. Né?
- 1:01:51É verdade. Ou um avião, né, cara?
- 1:01:53Um avião? É.
- 1:01:54A gente podia comprar... Na verdade, sabe o que é mais
- 1:01:57viável do que tu imagina? O quê?
- 1:01:58Comprar um helicóptero usado no Mercado Livre.
- 1:02:01Impossível. Tô te falando, cara.
- 1:02:03Tem os helicópteros acessíveis, os helicópteros...
- 1:02:04Talvez eles dão um... Eles não funcionam tão bem e
- 1:02:09tal. Mas sempre tem uns helicópteros
- 1:02:10dos anos oitenta pra vender no Mercado Livre.
- 1:02:13Pode procurar, velho. Cara, tem só de brinquedo aqui.
- 1:02:15Não, mas é que tu é estúpido, né, cara?
- 1:02:18Procura do jeito certo. Tudo de brinquedo, cara.
- 1:02:21É, Nico. Acho que o meu algoritmo, ele...
- 1:02:24O Victor não vai comprar um helicóptero, de verdade.
- 1:02:28O meu algoritmo do Mercado Livre sabe que não tem chance.
- 1:02:30Não, tudo bem. Mas é uma boa.
- 1:02:32Vamos comprar um helicóptero, um carro e um avião.
- 1:02:35Mas isso depende de quem, Alexandre?
- 1:02:37Do ouvinte, cara. Do ouvinte.
- 1:02:39Eu tô procurando helicóptero pra ver.
- 1:02:41Tô falando que é difícil, pô. Helicóptero.
- 1:02:44Tá, mas ouvinte, faz a parte aí, velho.
- 1:02:47Qual que é a parte dele, exatamente?
- 1:02:49Espalha o episódio. Ele já sabe, né, cara?
- 1:02:51Eles não fazem porque eles não gostam.
- 1:02:52Não é porque eles não sabem, cara.
- 1:02:55Perfeito. Então compartilha aí num grupo
- 1:02:57de amigos, num grupo da família. Tipo assim, pô, esse Santos
- 1:03:00Dumont era brabo mesmo. E aí posta lá.
- 1:03:02Só isso. Como quem não quer nada.
- 1:03:04Tu vai parecer inteligente. Olha aí.
- 1:03:06Não é não? Pô, Santos Dumont.
- 1:03:07Está no Estádio Brasil. E tu vai ajudar a gente pra
- 1:03:09caramba aí. Mas uma outra forma um pouco
- 1:03:11mais... Menos invasiva de você ajudar a
- 1:03:13gente. É você compartilhar nos stories.
- 1:03:15Dando like. Comentando nas redes.
- 1:03:17Pode ser no YouTube, né? Tem gente que ouve pelo YouTube.
- 1:03:19Tem gente que ouve pelo Spotify. Onde for, faça isso que você vai
- 1:03:22ajudar a gente pra caramba. Muito obrigado.
- 1:03:24Tenham uma boa semana para todos.
- 1:03:27Um grande beijo. Da família Star Plus Blog.
- 1:03:29Valeu. Tchau, tchau.