Latest / ED Podcast [@arthurdantaslemos] / Clube do Livro_ Nudge #15 - Espere o Erro [Arquitetura de Escolhas]
Transcript
- 0:09Vamos para mais um. Estamos no capítulo número 5 do
- 0:12livro na Brunão. Isso é que eu vou começar direto
- 0:15ao ponto posso embora? Estamos aqui ex capítulo a gente
- 0:19vai dividir em 3 episódios. O último foi o episódio anterior
- 0:23que o Bruno aqui disse que foi um dos episódios que mais curtiu
- 0:26do livro do que no clube do livro.
- 0:29E vamos para o segundo episódio deste capítulo número 5,
- 0:32capítulo que é arquitetura de escolhas e essa parte aqui
- 0:37começa dizendo o seguinte, Espere o erro, que é que
- 0:40significa? Espere o erro.
- 0:42Humanos cometem erros Ponto Final eu poderia.
- 0:47Finalizar esse episódio agora? Para quem é com o financeiro
- 0:50refletir sobre isso? E seria um puto episódio quanto
- 0:53tempo tem meio minuto? Estou quase fazendo isso, não?
- 0:58Não precisa, não é? Pois o refletia isso.
- 1:00Humanos cometem erros se você levar ISTO como uma premissa,
- 1:04você vai ser o melhor arquiteto de escolhas.
- 1:08Então, falando agora da solução de Cash, não é de automatizar os
- 1:10aportes. Porque é que alguém pagaria 3
- 1:14BRL? Para automatizar os aportes.
- 1:18Por que as pessoas cometem erros?
- 1:20As pessoas não conseguem ter plena que querem e assim por
- 1:23diante. Hã?
- 1:26Um sistema bem concebido, imagina que seus usuários vão se
- 1:29equivocar e é o mais indulgente possível nessas situações.
- 1:35Mostraremos isso com exemplos de esquemas do mundo real.
- 1:43Na EAD Metroviária de Paris, os usuários inserem o bilhete em
- 1:48uma máquina que lê o cartão. Marca a passagem como usada e
- 1:52depois a devolve pela parte superior da catraca.
- 1:55Os cartões contêm uma fita magnética.
- 1:58E um dos lados, mas fora isso são simétricos.
- 2:03Na primeira vez que Taylor foi a Paris, ele não conhecia o
- 2:07sistema, então tentou colocar o cartão com a fita para cima e
- 2:10ficou feliz em ver que funcionou.
- 2:12Depois disso, teve o cuidado de sempre colocar o cartão para
- 2:15fita com a fita para cima. Muitos anos e muitas viagens a
- 2:19Paris. Depois estava todo orgulhoso,
- 2:22mostrando um amigo a forma correta de usar o cartão quando
- 2:25a mulher dele cai na gargalhada. Acontece que não importa de que
- 2:28lado você coloca o bilhete na máquina de validação.
- 2:32O sistema utilizado na maioria dos estacionamentos de Chicago é
- 2:35completamente diferente do Metrô de Paris.
- 2:37Ao entrar no estacionamento, coloca-se o cartão de crédito em
- 2:40uma máquina que lê. O cartão identifica o usuário.
- 2:43Depois ao ir embora, é preciso inserir o cartão em outra
- 2:47máquina perto da saída. Para isso, você precisa baixar o
- 2:50vidro da janela, esticar o braço e pôr o cartão na entrada
- 2:54adequada. Como os cartões de crédito não
- 2:57são simétricos, é possível inseri-lo de 4 formas
- 3:02diferentes, com a frente para cima ou para baixo com a fita
- 3:06magnética para esquerda ou para direita.
- 3:09Apenas uma das formas é a correta.
- 3:12Apesar de haver um diagrama indicativo acima da entrada do
- 3:16cartão, é muito fácil introduzi-lo da maneira errada e
- 3:19quando a máquina devolve o cartão, não fica imediatamente
- 3:22claro, motivo pelo qual foi rejeitado.
- 3:24Além disso, não é fácil lembrar como ele foi inserido pela
- 3:28primeira vez. Nós 2 já ficamos presos durante
- 3:31intermináveis minutos atrás de alguém que estava tendo
- 3:33dificuldades com a máquina e precisamos reconhecer que
- 3:36algumas vezes nós mesmos também já evitamos o motorista atrás.
- 3:41Com o passar dos anos? Outro exemplo aqui?
- 3:45Os automóveis se tornaram muito mais amigáveis com seus usuários
- 3:49humanos. Se você não coloca o cinto de
- 3:52segurança, o carro avisa. Se o combustível estiver
- 3:55acabando, um sinal, começa a piscar no painel e, em alguns
- 3:58casos, até um sistema de alarme pode ser acionado.
- 4:02Talvez seu carro avise quando é preciso trocar o óleo.
- 4:05Muitos automóveis vêm com um dispositivo automático que liga
- 4:08os faróis quando você está usando o carro e desliga quando
- 4:12não está eliminando o perigo de esquecê-los acesos e gastar
- 4:15bateria à toa. O oposto não é de dirigir à
- 4:18noite sem o farol. Mas é surpreendente demora para
- 4:23adotar certas inovações tolerantes com erro.
- 4:26Veja o caso da tampa do tanque de combustível em qualquer carro
- 4:30construído de forma sensata, a Tampa está conectada a uma peça
- 4:34de plástico. Assim, é impossível dirigir sem
- 4:37ela. Calculamos que essa peça de
- 4:39plástico não custe mais do que 10 centavos de dólar.
- 4:42Depois que uma montadora teve a brilhante ideia de instalar essa
- 4:45peça no carro que desculpa poderia haver para fabricar um
- 4:49carro sem ego? Acontece, porém, que esquecesse
- 4:54de recolocar a tampa do tanque de combustível.
- 4:57É um tipo de eu previsível que os psicólogos chamam de erro pós
- 5:02conclusão. A ideia é que quando você
- 5:06termina de executar a parte principal de uma tarefa, costuma
- 5:09esquecer coisas relacionadas aos passos anteriores.
- 5:13Outros exemplos, esquecer o cartão do Banco no caixa
- 5:17eletronico após sacar o dinheiro ou deixar o original na máquina
- 5:20de XEROX depois de pegar os copos.
- 5:22É muito comum quando você paga o estacionamento de um shopping
- 5:25para quem não tem habilitado aquele negocinho que vai
- 5:28automático ali, né? Na cancela.
- 5:32Você paga? E você pega o cartão porque ele
- 5:36ele libera primeiro seu cartão de crédito e aí você sai.
- 5:39Porque você fez atividade principal de pagar o cartão de
- 5:43estacionamento e muitas vezes você esquece?
- 5:46Já aconteceu comigo, esqueceu? Cartão de estacionamento lá?
- 5:49Por quê a você caiu nessa questão aqui que é do erro pós
- 5:53conclusão, inclusive. Ele tem uma nota de rodapé e na
- 5:57primeira vez que eu estava lendo livro, eu fui atrás dessa nota e
- 6:00sobre a história do erro pós conclusão, não é?
- 6:02Tem uma carta de 2/07/2003 chamada às escolas.
- 6:06As escolas públicas assinada por Williams e David tu.
- 6:11Onde pela primeira vez esse ele é os psicólogos, eles fazem
- 6:15referência a esse esse erro, né? Batizando como erro pós
- 6:19conclusão, enfim, uma curiosidade aqui para.
- 6:21Mas voltando e reforçando. A ideia é que quando você
- 6:25termina de executar a parte principal de uma tarefa, você
- 6:28costuma esquecer coisas relacionadas aos passos
- 6:31anteriores ou até mesmo posteriores.
- 6:34Retomando a leitura. A maioria dos caixas
- 6:37eletrónicos, mas não todos, não permite, mas assim eu, porque o
- 6:40cartão é ejetado na máquina imediatamente.
- 6:44E às vezes a gente reclama porra, até porque quando a gente
- 6:47às vezes até cai no chão, não é eu falo aqui, negócio mal
- 6:50projetado, mas ele não é mau projetado.
- 6:52Aquilo é intencional. Outra estratégia sugerida pelo
- 6:56Norman? É passar a empregar o que ele
- 7:00chama de função obrigatória, que obriga o usuário a fazer algo
- 7:04antes de conseguir o que deseja no caso dos sacos.
- 7:08Primeiro, você precisa tirar o cartão da máquina para depois
- 7:11receber o dinheiro. Dessa forma, não esquece de
- 7:14tirá-lo. Então, por exemplo.
- 7:18E você vai ver que às vezes quem ainda está construindo não é o
- 7:23hábito de inserir investimentos na sua vida.
- 7:28Não faz sentido você deixar dinheiro na conta corrente da
- 7:30corretora. Não é até do ponto de vista de
- 7:34de de de segurança do dinheiro, né?
- 7:36Se se a corretora quebra o dinheiro está investido, nada
- 7:39acontece, mas ele está na conta corrente da corretora.
- 7:41Alguma coisa pode acontecer, sendo que é muito comum esse
- 7:44dinheiro ficar lá durante alguns dias, porque uma vez que eu
- 7:47transferi o dinheiro da minha conta bancária para a conta da
- 7:50corretora de valores independente.
- 7:51Eu tenho a sensação de que a tarefa principal foi feita.
- 7:54Eu joguei dinheiro para lá e aí eu esqueço de fazer o passo
- 7:57seguinte. E eu como estou financeiro pode
- 8:00ajudar o cliente a nesse sentido.
- 8:04Há outro exemplo aqui que lhe dá no livro Outra iniciativa com
- 8:07bom esquema relacionado ao tomá automóveis e o dos diferentes
- 8:11bicos de mangueira de abastecimento para os diferentes
- 8:14tipos de combustivel, o bico de mangueira que injeta óleo diesel
- 8:18é grande demais para entrar NOS tanques de carros a gasolina,
- 8:21impossibilitando que as pessoas cometam o erro de colocar diesel
- 8:24em carros a gasolina, embora seja possível cometer o erro
- 8:27oposto. O mesmo princípio tem sido usado
- 8:31para reduzir o número de erros relacionados à anestesia.
- 8:35Olha só, um estudo chegou à conclusão de que 82% dos
- 8:38incidentes críticos eram causados por erro humano e não
- 8:42por falha dos equipamentos. Um equívoco comum era conectar o
- 8:46escalpe de um medicamento à entrada errada, então o paciente
- 8:52não recebia o medicamento correto para solucionar o
- 8:55problema, passou-se a fabricar equipos e conectores diferentes
- 8:59para cada medicamento. Tornou-se fisicamente impossível
- 9:03cometer esse erro que antes era muito frequente.
- 9:08E mais um, se não, se não me engano, aqui o último exemplo,
- 9:11não o penúltimo ou antepenúltimo exemplo, um grande problema no
- 9:15campo de saúde e a chamada adesão ao tratamento
- 9:19medicamentoso. Muitos pacientes, sobretudo os
- 9:22idosos, usam remédios que devem ser tomados regularmente na dose
- 9:27certa. Com isso, na mente aqui vai uma
- 9:30pergunta sobre arquitetura de Escores, você está criando um
- 9:34medicamento e tem total autonomia no processo.
- 9:37Com que frequência vai querer que os pacientes tomem o
- 9:40remédio? Qual será a resposta certa?
- 9:43Bem. Se descartarmos a dose única
- 9:46administrada pelo médico, que seria o ideal sobre todos os
- 9:49pontos de vista mais em geral, é tecnicamente impraticável a
- 9:53melhor alternativa que o remédio seja tomado uma vez por dia, de
- 9:56preferência pela manhã, o motivo pelo qual Tomar o remédio uma
- 10:00vez por dia, melhor que 2 ou mais vezes, é o seguinte.
- 10:04Quanto mais vezes tiver que tomá-lo?
- 10:07Mais chances, o paciente terá para esquecer.
- 10:12Mas a frequência não é o único fator a ser levado em conta.
- 10:16Olha só que é importante a regularidade também é
- 10:19importante. Uma vez por dia, é melhor que
- 10:23uma vez a cada 2 dias. Porque podemos ensinar o sistema
- 10:27automático a pensar, preciso Tomar comprimido todo dia pela
- 10:31manhã ao acordar o. Preciso Tomar comprimido ao
- 10:36Tomar o café preto que eu sempre tomo durante as manhãs.
- 10:40Então, Tomar o comprimido se torna um hábito e hábitos são
- 10:45controlados pelo sistema automático.
- 10:48Por outro lado, quase ninguém é capaz de internalizar que
- 10:51precisa Tomar o remédio. Dia sim, dia não.
- 10:55Da mesma forma, é mais fácil se lembrar das reuniões semanais do
- 10:58que das quinzenais e assim por diante.
- 11:01Alguns medicamentos são tomados uma vez por semana e, nesse
- 11:05caso, a maioria dos pacientes escolhe domingo como domingo.
- 11:07Normalmente envolve atividades que são diferentes dos outros
- 11:10dias, é mais fácil associá-lo o remédio. 3 importante que está
- 11:16aqui aqui, está aqui do ouvinte. Nesse sentido, as pílulas
- 11:21anticoncepcionais representam um grande problema, pois as
- 11:24Mulheres precisam tomá-los diariamente por 3 semanas e
- 11:27depois passar uma semana sem. Para resolver o problema e
- 11:31automatizar o processo. Momento concepcional costuma ser
- 11:34vendido numa cartela especial com 28 pílulas, todas elas
- 11:38enumeradas. As pacientes são instruídas a
- 11:41Tomar uma pílula por dia. Na ordem, as pílulas dos dias 22
- 11:45a 28 são placebos, com a única função de facilitar que os
- 11:49usuários humanas não se esqueçam de Tomar um anticoncepcional.
- 11:54Sensacional, por isso aqui é a arquitetura de escolhas levando
- 11:59em consideração que o usuário é humano.
- 12:02Por isso eu devo esperar que ele vai cometer o erro e considerar
- 12:06isso no processo de como ajudá-lo a fazer o que ele tem
- 12:09que fazer. E eu disse que eu destaquei
- 12:13isso, que eu de facto destaquei, tá, mas e porquê?
- 12:16Você quer constou financeiro que quer ajudar o seu cliente até um
- 12:19Tomar decisões financeiras mais saudáveis, a mesma coisa que a
- 12:23gente precisa levar em consideração que o erro vai
- 12:25acontecer. E a partir do momento que eu
- 12:27levo circunstância são, eu faço arquiteturas mais inteligentes.
- 12:33Penúltimo exemplo há aqui dentro.
- 12:36Ainda dessa, ele está dando muitos exemplos do mundo real
- 12:38sobre essa importância de esperar o erro, não é?
- 12:40Então penúltimo exemplo enquanto trabalhava neste livro, o Taylor
- 12:44mandou um e-mail para seu amigo economista ovarian, que trabalha
- 12:48para o Google. Taylor queria enviar um rascunho
- 12:51da introdução para dar ao do nome do cara uma ideia sobre o
- 12:55que seria o livro, mas esqueceu de enviar o nexo quando o
- 12:59respondeu perguntando pelo arquivo.
- 13:02Mencionou orgulhoso que o Google estava testando um novo recurso
- 13:04no Gmail que resolveria esse problema quando o usuário
- 13:08escreve Anexo na Mensagem, mas não chega anexa nada.
- 13:12Antes que o e-mail seja enviado, o usuário recebe o seguinte
- 13:15alerta, você escreveu Anexo na Mensagem, mas não há arquivos
- 13:18anexos quer enviar Mensagem mesmo assim, em seguida, ele
- 13:22enviou um arquivo e disse que o livro se tratava exatamente
- 13:25sobre isso, não é? E acho que no Gmail eu uso menos
- 13:29em Hoje, né? Mas ele deve ter essa
- 13:30funcionalidade. Eu sei que o Outlook tem Outlook
- 13:33da Microsoft, né? Ele tem e várias vezes já me
- 13:35ajudou, inclusive. E aqui o último exemplo de caso
- 13:38prático, americanos ou europeus que visitam Londres têm
- 13:42dificuldade de atravessar tranquilos as ruas, como
- 13:46passaram a vida toda esperando que os carros viessem da
- 13:48esquerda. Se o sistema automático olha
- 13:51nessa direção, mas no Reino Unido os automóveis circulam
- 13:55pela pista da esquerda. A por isso perigo, geralmente
- 13:59vêm da direita. Resultado, ocorrem muitos
- 14:01acidentes com pedestres. A prefeitura de Londres tenta
- 14:05ajudar utilizando um bom esquema em várias esquinas, sobretudo em
- 14:09áreas frequentadas por por turistas.
- 14:11Há mensagens dizendo Look Right, não é?
- 14:15Olhe para A direita pintadas na pista.
- 14:19Bem. Vários exemplos práticos sobre a
- 14:23como que a gente deve esperar o erro e esperar o erro NOS ajuda
- 14:27a criar a arquitetura adequada. Agora a gente vai para 11 outra
- 14:31sessão aqui, uma outra parte, que é sobre a importância de dar
- 14:34feedback. Eu já começo com um trecho que
- 14:37eu destaquei, hã? Presta atenção aqui a melhor
- 14:41forma de ajudar a melhorar o desempenho dos humanos e dando
- 14:44feedback sistemas bem projetados, informam as pessoas
- 14:48o que estão fazendo, certo e quando estão cometendo erros,
- 14:52vamos para alguns exemplos. Primeiro deles, em geral, as
- 14:56câmaras digitais proporcionam feedback melhor aos usuários do
- 15:00que as analógicas. Porquê?
- 15:01Após cada foto tirada, o fotógrafo pode ver uma versão em
- 15:05miniatura da imagem. Isso é elimina todos os tipos de
- 15:09erros tão comuns na época do Rolo de filme, como colocar o
- 15:12filme de jeito errado ou simplesmente esqueci de
- 15:14colocá-lo ou esquecer-se de tirar tampa da lente, cortar a
- 15:18cabeça da pessoa na foto, enfim, qualquer coisa que prejudicasse
- 15:21a foto. No entanto, as primeiras câmeras
- 15:23digitais fracassaram em outra dimensão fundamental do
- 15:27feedback. Não havia nenhum sinal auditivo
- 15:30para indicar quando uma imagem era capturada.
- 15:33Para resolver isso, câmeras mais modernas contam com um clique do
- 15:36obturador completamente falso, porem muito satisfatório.
- 15:40Por motivos semelhantes, alguns celulares que têm os idosos como
- 15:44público-alvo contam com um som de discagem face falso, não
- 15:48lembrava dessa. Aí e os salários, agora sei
- 15:52ative o modo silencioso. Ele não tem mais Oo som, mas ele
- 15:55dá uma piscada na tela pra ficar indicar também não exatamente
- 15:59isso. Outro exemplo dessa história do
- 16:01feedback não é um tipo importante de feedback, é a
- 16:05advertência de que há algum problema, ou melhor ainda, de
- 16:09quando um problema está prestes a acontecer.
- 16:11Nossos laptops NOS aconselham a ligar o Cabo de Energia na
- 16:14tomada ou desligar quando a bateria está acabando, por
- 16:17exemplo, mas os sistemas de aviso precisam evitar o problema
- 16:20causado pelo excesso de alertas. Quando há um exagero no número
- 16:23de avisos, as pessoas os ignoram.
- 16:25Se o computador sempre pergunta se temos certeza de que queremos
- 16:28abrir o arquivo anexado. Começamos a clicar no sim, sem
- 16:33parar para pensar. Avisos desse tipo se tornam
- 16:36inúteis pelo excesso. E último exemplo aqui sobre
- 16:39feedback é o feedback pode ser melhorado em diversas
- 16:42atividades. Veja o caso da simples tarefa de
- 16:45pintar um teto. Ele é mais difícil do que
- 16:48parece, porque os tetos quase sempre são pintados de branco e
- 16:52por vezes é difícil saber o que já foi pintado depois.
- 16:56Porém, quando a tinta seca, as partes com tinta velha não
- 17:00cobertas ficam irritantemente visíveis.
- 17:03Como resolver o problema? Uma pessoa prestativa inventou
- 17:07um tipo de tinta de teto que fica rosa quando úmida.
- 17:09Massa branca ao secar. A não ser que o pintor seja
- 17:13daltônico e não consigo diferenciar Rosa do Branco, isso
- 17:17resolve o problema. Vamos agora para a reta final
- 17:20desse episódio. Está um trecho que ele coloca o
- 17:22título de entendendo um mapeamento.
- 17:26E que ele explica como algo que é uma espécie de da escolha
- 17:31tomada ao bem-estar. Vamos lá vou entender isso aqui?
- 17:36Algumas tarefas são fáceis, como escolher um sabor de sorvete,
- 17:39outras são difíceis, como escolher um tratamento médico?
- 17:42Imagine, por exemplo, uma sorveteria onde as variedades só
- 17:45se diferenciem no sabor, não na quantidade de calorias nem no
- 17:49conteúdo nutricional. Selecionar qual sorvete Tomar se
- 17:52torna apenas uma questão de escolher qual mais gostoso se
- 17:55todos os sabores são conhecidos como baunilha, como baunilha,
- 17:59chocolate, morango, a maioria das pessoas é capaz de adivinhar
- 18:02com alta precisão a relação entre a sua escolha e a
- 18:04experiência real de consumo. Vamos chamar essa relação entre
- 18:08a escolha e o bem-estar de mapeamento.
- 18:12Mesmo que existam sabores exóticos da sua vidaria, poderia
- 18:14resolver o problema do mapeamento, oferecendo uma prova
- 18:16grátis aos clientes, que, inclusive muitas sorveterias
- 18:20fazem. Já escolheu um tratamento para
- 18:24determinada doença. É outra história.
- 18:26Imagine que um indivíduo seja diagnosticado com câncer de
- 18:28próstata e preciso escolher uma das 3 alternativas, cirurgia,
- 18:33radioterapia ou entre aspas? Esperar atentamente que, na
- 18:36prática significa não fazer nada no momento.
- 18:39Cada alternativa implica uma série de possíveis desfechos no
- 18:43que diz respeito aos efeitos do tratamento, a qualidade de vida
- 18:46ao tempo de vida, etc. Para comparar as opções é
- 18:50preciso pensar os Prós e Contras da seguinte forma, será que
- 18:54estou disposto a correr o risco de 33% de chance de ter
- 18:57impotência? Ou incontinência para aumentar a
- 19:00expectativa de vida em 3.2 anos. Essa é uma decisão difícil de se
- 19:05Tomar por 2 motivos, primeiro porque é improvável que o
- 19:08paciente conheça esses efeitos, segundo porque provavelmente o
- 19:12paciente não consegue imaginar Como Seria sua vida, se ele
- 19:14tivesse incontinência. No entanto, eis aqui 2 fatos
- 19:18preocupantes sobre esse cenário. O primeiro é.
- 19:22Que a maioria dos pacientes toma essa decisão na mesma consulta
- 19:26em que o doutor dá uma notícia sobre o diagnóstico, o segundo é
- 19:30que o tratamento que escolhem depende muito do tipo de médico
- 19:33com quem se consultam. Alguns são especialistas em
- 19:36cirurgia, outros em radioterapia.
- 19:39Ninguém é especialista em esperar atentamente a advíncula
- 19:43alternativa. Suspeitamos que seja
- 19:44subutilizada. Espera a atentamente.
- 19:49E aí é duro isso aqui porque, por exemplo.
- 19:53Um dos meus irmãos vai precisar fazer uma cirurgia de coluna.
- 19:57Hã? E ai bicho sabe qual a primeira
- 20:00coisa que me vem à cabeça? É assim ó.
- 20:03Se consulta apesar desse cara, tem muita autoridade, se
- 20:07consulta com mais 2 outros médicos.
- 20:09Por quê? Sabes a história do conflito de
- 20:11interesses que a gente faz aqui? É um conflito menor.
- 20:13É um conflito onde eu vou tender a guiar o paciente para escolher
- 20:18aquele caminho onde eu sou especialista, porque eu sou
- 20:20especialista, eu tenho um viés, Eu Acredito mais, eu vou poder
- 20:23atendê-lo, eu vou levar poder fazer cirurgia comigo.
- 20:27É, mas há também um conflito. Isso acontece para canal.
- 20:30Já teve matéria no fantástico falando escândalo disso e tal.
- 20:33Só que aí quando eu comecei minha carreira como consultor
- 20:35financeiro empresarial, eu atendi uma empresa que oferecia
- 20:38prótese. Hã, obviamente não vou falar
- 20:41aqui com a. É mais.
- 20:44Mano ela tinha uma espécie de caixa 2 que era Comissão dos
- 20:48médicos. Que muitas vezes colocavam
- 20:51prótese que não era necessário as pacientes.
- 20:55Não é? Então é assim se encara.
- 20:57Qual é a tua opinião de mais 2 médicos para atenuar?
- 21:02Não é reduzir, talvez seja ingénuo, mais atenuar o impacto
- 21:06de um eventual conflito de interesses na sugestão de qual
- 21:10procedimento o mais adequado para você?
- 21:12Eu lembrei disso aqui agora, quando li essa parte aqui eu já
- 21:14tive e uma vez eu tive uma lesão num tendão do meu dedo.
- 21:19E o médico indicou fazer a cirurgia.
- 21:22Por sorte a minha esposa na época namorada na Isa, ela
- 21:26estava estudando só terapia. A Fernão deixou tentar aqui um
- 21:29tratamento conservador e foi fazendo tratamento, resolveu
- 21:33sempre da cirurgia. Talvez eu ia ter que fazer, pois
- 21:39é visto. Não tenho que lembrar quando
- 21:40discutindo com elas e tem que dar um passo para agradecer pelo
- 21:43teu não de vez em quando lá ela lembra, sei boa.
- 21:48Seguindo, seguindo depois dessa declaração romântica aqui do
- 21:51Bruno ao Podcast Cristina Seres. A comparação entre opções de
- 21:56sorvete e de tratamento para o Câncer de próstata ilustra bem o
- 22:00conceito de mapeamento, um bom sistema de arquitetura de
- 22:03escolhas ajuda as pessoas a melhorar a própria capacidade de
- 22:07fazer um mapeamento correto e, com isso, escolher as
- 22:10alternativas mais benéficas para si.
- 22:12Uma forma de possibilitar isso é tornar as informações sobre as
- 22:16opções o mais compreensíveis possível, traduzindo dados
- 22:21numéricos em unidades mais fáceis de utilizar.
- 22:24Se Eu vou comprar maçãs para fazer cidra.
- 22:28É bom saber que são necessárias 3 maçãs para produzir um copo de
- 22:32cidra. Veja o exemplo da escolha de uma
- 22:34Câmara digital, as pessoas fazem propaganda da quantidade de
- 22:38megapixels e cria-se a impressão de que quanto mais megapixels,
- 22:42melhor essa suposição por si só é questionável porquê?
- 22:46Quanto mais megapixels a foto tem, mais espaço ela ocupa na
- 22:50Memória da Câmara e no disco rígido do computador ou quanto
- 22:53maior qualidade da foto no celular.
- 22:56Mais espaço de Memória, ela ela ocupa, não é traduzindo um
- 22:59pouco, trazendo os dias atuais. O maior problema para os
- 23:03consumidores, porém, é traduzir Megapix, que não é o conceito
- 23:07mais intuitivo do mundo naquilo que lhes interessa.
- 23:10Será que vale a pena pagar muito mais caro para pular de 4 para 5
- 23:14megapixels? Imagine se, em vez disso, os
- 23:17fabricantes mencionassem o maior tamanho recomendado para
- 23:21impressão de fotos tiradas com determinada Câmera?
- 23:24Invés de ter as opções de comprar uma Câmera com 35 ou 7
- 23:27megapixels os consumo os consumidores receberão a
- 23:30informação de que a Câmara pode produzir fotos de qualidade de
- 23:3310:15 centímetros, 22 por 30 o tamanho post.
- 23:39Enfim. É normal, as pessoas têm
- 23:42dificuldade para descobrir a correspondência entre os
- 23:46produtos e o dinheiro. Claro que, para decisões
- 23:50simples, a correspondência é trivial.
- 23:53Se uma barra de chocolate custa 1 USD.
- 23:55Fica fácil descobrir quanto custa comprar uma barra de
- 23:58chocolate por dia. Mas sabe quanto custa usar seu
- 24:01próprio cartão de crédito? Entre as taxas cobradas estão
- 24:06uma taxa anual pelo privilégio de usar o cartão, algo muito
- 24:09comum NOS cartões que proporcionam benefícios como
- 24:11milhas. Uma taxa de juros por pegar
- 24:14dinheiro para Estado, isso depende de quanto o Banco
- 24:17considera o cliente digno de crédito.
- 24:21Há também uma taxa por pagamento atrasado e o consumidor pode
- 24:24acabar atrasando o pagamento mais vezes do que imaginava, às
- 24:28vezes não por falta de capacidade financeira, mas por
- 24:30mero esquecimento. Outra jura sobre as compras
- 24:34feitas durante o mês, que normalmente se aplicam quando as
- 24:36dívidas são pagas até a data de vencimento, mas que começam a
- 24:39contar no primeiro dia de atraso.
- 24:41E por fim, uma taxa para fazer compras em moedas estrangeiras.
- 24:46E as empresas de cartão de crédito não são as únicas que
- 24:49utilizam sistemas de taxas complexas que não são nem
- 24:52transparentes nem compreensíveis para os consumidores.
- 24:56Tem ensina as hipotecas NOS planos de telefonia celular e
- 25:00NOS seguros de automóveis, só para citar alguns exemplos.
- 25:02Para esses e outros casos análogos, propomos uma forma
- 25:06leve de regulamentação governamental, uma espécie de
- 25:10paternalismo libertário que chamamos de modelo recap ao
- 25:13recap registrar, avaliar, comparar alternativas de preços.
- 25:19Ele vai falar bastante aqui no longo do livro, não é?
- 25:23No mercado de celulares, o modelo recap lembrando
- 25:26registrava ali a comparar alternativas de preços.
- 25:29Funcionaria da seguinte forma, o governo não regularia quanto às
- 25:33empresas, poderiam cobrar pelos serviços, mas regularia a
- 25:37transparência das informações. O objetivo principal seria
- 25:41informar aos consumidores todo tipo de tarifa existente no
- 25:44momento. Isso seria impossível que as
- 25:46empresas disponibilizassem apenas um longo e ininteligível
- 25:51documento impresso com letras miúdas.
- 25:53Em vez disso, as empresas seriam obrigadas a tornar públicos seus
- 25:57planos. Tarifas em um formato de tabela,
- 26:00mostrando todas as fórmulas necessárias para chegar aos
- 26:02preços que cobram. Imagine que você esteja em
- 26:05Toronto, no Canadá, e seu celular toque quanto custará,
- 26:09atendê-lo e se você tiver que baixar um arquivo muito grande,
- 26:13todos esses preços estarem incorporados nas fórmulas.
- 26:16Essa é a parte da regulamentação que se referia à transparência
- 26:19de preços. Quanto à comunicação sobre o
- 26:22consumo de serviço, uma vez por ano, as empresas teriam de
- 26:25enviar aos seus clientes uma lista completa, detalhando todas
- 26:28as formas como os clientes usaram o telefone e todas as
- 26:32tarifas que foram cobradas. Esse relatório seria enviado de
- 26:362 formas por correio é mais importante por e-mail.
- 26:40A empresa também guardaria a versão electrónica
- 26:42disponibilizada e a disponibilizaria para download
- 26:45em um site seguro. Produzir os informes lembrando,
- 26:51registrava ali a comparar alternativas de preços teriam um
- 26:54custo muito baixo para as empresas de telefonia móvel, mas
- 26:56os relatórios seriam extremamente úteis para os
- 26:59consumidores que desejam comparar os preços dos planos
- 27:02das operadoras, sobretudo após receber o primeiro relatório
- 27:05anual. Assim como acontece com site de
- 27:08passagens aéreas, surgiriam site privados que forneceriam a forma
- 27:14fácil de comparar os serviços. Com poucos cliques, o cliente
- 27:20poderia importar seus dados de consumo do ano anterior e ver
- 27:24quanto outras operadoras li teriam cobrado pelo mesmo
- 27:28consumo. Os clientes que estão adquirindo
- 27:31o produto pela primeira vez, comprando primeiro celular, por
- 27:34exemplo, teriam que projetar seus dados de uso nas mais
- 27:38diversas categorias, mas no ano seguinte poderiam tirar vantagem
- 27:41total das possibilidades do sistema.
- 27:44Veremos que um programa recap. Poderia aumentar em muito nossa
- 27:49capacidade de Tomar boas decisões em diversas áreas.
- 27:52Desde as hipotecas e os cartões de crédito até o uso de energia
- 27:57elétrica e do sistema Público de saúde.
- 28:01E aqui a gente finaliza esse capítulo, não é esse episódio
- 28:04perdão. Essa parte do não é.
- 28:07Ela não é tão simples de entender pela primeira vez, mas
- 28:10ele dá vários outros exemplos ao longo do livro.
- 28:11Então, se o ouvinte aqui não entendeu 100% agora, como é que
- 28:14funcionaria na prática, na vida real?
- 28:16Ao longo da leitura, a gente vai entender e tem uma corretora no
- 28:20Brasil que ela tem uma espécie de talvez não não intencional,
- 28:25mas tem e que ajuda muito a você entender.
- 28:29E se ali você está sendo melhor atendida ou não, não é.
- 28:32Provavelmente eu vou falar mais disso, mas para frente.
- 28:35Mas o fato é que nós chegamos no final desse segundo episódio.
- 28:38A Bruno já está pensando aí qual que vai ser a frase do episódio
- 28:41e depois a gente chega. À no próximo episódio aqui que
- 28:45vai ser o terceiro e último episódio do capítulo número 5.
- 28:49Começa com um Tema, como estruturar decisões complexas?
- 28:52E eu vou falar aqui que o próximo episódio é o mais
- 28:57importante dessa pauta arquitetura de escolhas que tem
- 29:00vários trechos dele, inclusive que eu sublinhei aqui eu tenho
- 29:03certeza que o ouvinte vai adorar.
- 29:05Brunão, qual a frase desse episódio não te dá frase eu
- 29:09queria só lembrar 11 Conselho que a gente já deu, que é o
- 29:12seguinte, comprem o livro. Não NOS abandonem mais, comprem
- 29:17um livro, porquê? A frase que eu escolhi aqui é
- 29:20humanos cometem erros. Por quê?
- 29:23Porque ela você pega o gancho aqui para trazer um Monte de
- 29:27exemplos que que o trouxe e que pode gerar muita identificação,
- 29:31não é com audiência, começou a produzir conteúdo.
- 29:33Mas para você lembrar, Você vai ter que escutar de novo, ou você
- 29:36pode rapidamente não é olhando o livro e relembrar tudo isso que
- 29:40a gente falou aqui, então fica aí a frase do episódio humanos
- 29:45cometem erros e relembrando esse Conselho, aí comprei um livro e
- 29:49também de vez em quando olhem o livro faz bem.
- 29:53Golaço humanos cometem erros. Isso aí é um negócio que até
- 29:58algumas frases sobre nós comportamentais que eu gosto
- 30:00muito. Talvez a que eu mais tenho usado
- 30:03até em palestras, inclusive no. Passado recente ainda é é
- 30:08recentemente foi a frase do Daniel Ariel.
- 30:13Isso está no livro previsivelmente racional.
- 30:16É. Que é prometer prometemos poupar
- 30:21dinheiro para aposentadoria, mas tu ramos nas primeiras férias.
- 30:25Essa é uma outra frase mais objetiva, mais curta, mais tão
- 30:28forte quanto não é porque a partir dela realmente é um prato
- 30:31cheio. A gente pode, pode é cara
- 30:35provocar discussões muito saudáveis e muito inteligente a
- 30:38partir de humanos. Cometem erros.
- 30:42Então não fosse não, não tivesse.
- 30:44Se a gente não tivesse uma regra de dar nome aos episódios, esse
- 30:48seria um ótimo nome para o episódio.
- 30:51Fica aqui o convite para aqui. Um convite não é um empurrão, um
- 30:54estímulo. Se você produziu ou não conteúdo
- 30:56a partir a desse episódio do clube do livro, isso não muda a
- 31:00nossa vida, mais a gente Vai Ficar muito feliz porque sabe
- 31:02que vai te fazer bem, então espero que você produza
- 31:05conteúdo. Espero que tenha aproveitado
- 31:06esse podcast, obrigado pelo seu tempo e pela sua companhia, e a
- 31:09gente se encontra no próximo episódio.