Latest / Helena, o podcast tá pronto / Empreendedorismo mirim #121
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- 0:00Helena, o podcast está pronto. Dona Helena, eu não te dou esse
- 0:05tipo de intimidade. Me desculpe, dona Helena, a
- 0:09senhora vai querer mais alguma coisa?
- 0:12Ouça o episódio, depois se recolhe pobretona.
- 0:28Olá ouvintes, eu sou Alana Azevedo.
- 0:30E eu sou railla Azevedo. Cris, vocês sabem que a nossa
- 0:34infância ela não foi uma infância muito rica, né?
- 0:37Foi uma infância rica, mas de que de histórias, de de saúde,
- 0:41de brincadeiras. Né rica do que o dinheiro não
- 0:43compra. E como a gente não era realmente
- 0:46muito endinheirada, a gente ficava inventando moda, né?
- 0:50Mas era inventação de. Moda.
- 0:52Não era trabalho infantil, era assim.
- 0:55A gente queria 11 moedinha para pingar no nosso bolso, então a
- 0:59gente dava nossos pulos. Tipo vender girino?
- 1:02É que muitas vezes a nossa mãe nem sabia.
- 1:06Que a gente estava nesse ramo e a gente estava lá, descendo no
- 1:10Rio, pacata, girino no córrego, no córrego.
- 1:13No córrego, a gente sujo, panoral e aí a gente pegava.
- 1:16A gente já contou, né, que a gente pegava os girinos do
- 1:18córrego e vendia no material de construção, porque eles tinham
- 1:21um aquário enorme. E a.
- 1:23E a gente achava que estava passando a perna num homem.
- 1:27E ele comprava ali mesmo só para Ah, comprar.
- 1:31Esses 5 BRL para ele 5. Reais nada, era 25 centavos e 50
- 1:34centavos. É, mas teve uma vez que deu.
- 1:36Eu lembro uma vez que ele deu uma caixa de bombom também e a
- 1:40gente IA evoluindo na questão da pesca, do girino, porque antes a
- 1:45gente descia no Rio, depois a gente fazia, né?
- 1:48Nossas a gente colocar trabalhos.
- 1:51Fio de nylon. E aí, uma.
- 1:53Sacolinha de pipa. E jogava assim no Rio e?
- 1:55Puxava na sacola ou na garrafa pet, cortava no meio e prendia,
- 1:59e aquilo ali era a nossa, a nossa.
- 2:02Rede a nossa rede e vendia o diguinho, tadinho, juro, não
- 2:07tinha um peixe, era só. Mas AE eu achava que era, eu
- 2:11falava assim. Eu não achava, eu já sabia que
- 2:13aquilo ali era. Mas eu ficava pensando, eu, uma
- 2:16criança pisciana, ficava nossa, a gente tirou um gerino de uma
- 2:19mãe, de um pai sapo, que está lá embaixo chorando agora.
- 2:22Isso é verdade. Agora estou pensando, será que o
- 2:25homem jogava no aquário dele? Lógico.
- 2:27Acho que não. Você acha que ele jogava
- 2:29mandinha? Eles deviam botar, mandar o
- 2:31susciando joga ela de novo No No.
- 2:33Mas valorizavam, né? O nosso trabalho artesanal eles
- 2:37é, eles apoiavam? Eles foram os nossos primeiros,
- 2:40é? Clientes, empregadores, né?
- 2:42Outra coisa que a gente vendeu quando era criança era, Ah,
- 2:45ganhava ovo de Páscoa, aí sobrava a gente com aquela
- 2:49mãozinha bem suja de meleca. Lambena.
- 2:52Os nossos brigadeiros. E era gente.
- 2:55Era o brigadeiro inflacionado, tá?
- 2:57Porque não era naquela época. Ah, 3050 centavos, não.
- 3:01A gente vendia o brigadeiro por 2 e 50.
- 3:05Nossa, 5 BRL. Brigadeiro duro é chocolate
- 3:09hidrogenado. E o valor do brigadeiro era lá
- 3:12na lá nas alturas. Eu não lembro se alguém comprou
- 3:14já os nossos brigadeiros. Eu lembro de uma senhora parando
- 3:18para falar com a gente agora, se ela comprou, se ela ousou.
- 3:22A tirar do dinheiro dela. 2 e 50.
- 3:24Eu vou comprar aquele negócio que as crianças tudo a gente
- 3:27fazia. Lambia a mão.
- 3:28Hum, que delícia derretendo chocolate.
- 3:31Aí eu já não sei. Porque, no geral, a gente não
- 3:34foi criança de vender muito bombom, né?
- 3:36De fazer. Coisas na escola, tipo assim.
- 3:39Ou então as mães, Ah, minha mãe vai fazer o bombom pra eu
- 3:42vender. Tinha uma menina que estudou
- 3:45comigo, que era minha amiguinha na quinta série.
- 3:48Ela chamava Anne e ela falava que ela que fazia os bombons,
- 3:53gente, mas era um bombom tão gostoso, sabe?
- 3:55Essas trufinha pequena. Não era trufa porque não era
- 3:57redonda. Era bombonzinho.
- 3:59E eu amava o de brigadeiro e o de de coco, nossa.
- 4:04Que a Ane cobrava no? No na época era barata.
- 4:08Acho que era barato porque eu conseguia comprar.
- 4:10Não lembro o valor, mas ela IA com pote cheio.
- 4:14E voltava, tipo assim, sem nada. É, eu nunca fui de vender essas
- 4:18coisinhas, pulseirinha, não tinha esse talento.
- 4:20De fazer a minha, a minha Mini cunhadinha.
- 4:23Teve uma época que tava ela e as amiguinhas lá da da rua, tudo no
- 4:28sentada na garagem fazendo pulseirinha pra vender.
- 4:31Elas compraram, pediram pra para as mães comprarem, né?
- 4:35E eu nunca comprei uma pulseirinha.
- 4:36Nossa, que vergonha isso daí. Nunca me ofereceu nem lembra,
- 4:40gente, o dia a dia corrido. Né?
- 4:42Você tem que ir, você tem que ir.
- 4:43Se você é empreendedora, você tem que vender o teu peixe, é,
- 4:46eu sei que elas estavam fazendo, mas eu não recebi, entendi.
- 4:50Eu não recebi, tipo assim, olha aqui meu trabalho, posso te
- 4:52mostrar, senhora, o meu trabalho.
- 4:54Acho que por isso que eu não comprei.
- 4:56Você, Pri, que está nos ouvindo, aproveita.
- 4:59Se você tiver escutando pelo Spotify, tem uma caixinha.
- 5:02O que achou desse episódio? Utiliza esse espaço para nos
- 5:06dizer se na tua infância você chegou também a ter essa veia
- 5:10ali do negócio de vender uma pulseirinha, de vender algum.
- 5:14Ah, eu oferecia ali, ó, fazia um desenho, fazia, escrevia
- 5:18cartinha a mão para os meus colegas do trabalho e vendia
- 5:21para. Eles, conta a sua história para
- 5:23gente. Aqui.
- 5:24Empreendedorismo que a gente quer saber, mas continuando, eu
- 5:27acho que lá na nossa rua todo mundo tinha essa visão.
- 5:31A veia. Do empreendedorismo tinha um
- 5:34menino absurdo. Saía demais.
- 5:37O que ele fazia? Aí eu lembro até hoje, porque
- 5:40vocês já sabem que tinha um morro lá da rua, né?
- 5:42A mata que a gente brincava e eu me recordo de 1 dia, a gente lá
- 5:45na mata, vou falar o nome dele, o newander.
- 5:48Quem vai pagar ele? Não, eu acho que o absurdo era
- 5:52quem pagava. Ele cobrava, se eu não me
- 5:55engano, era 25 centavos para mostrar exibir um fio de cabelo
- 6:00que ele tinha nas costas, que era um fio maior.
- 6:03E tinha gente que pagar. Eu nunca.
- 6:05E eu não lembro. Eu sei que já chegou essa coisa
- 6:08de ó, quer pagar para ver? E ele cobrava, eu me 20 e. 5 ou
- 6:1350 centavos para mostrar todo mundo queria ver o todo mundo.
- 6:17Não, né? Ele achava que era uma
- 6:20oportunidade. De poder crescer na vida, EE.
- 6:23Acumular sua Fortuna desde criança.
- 6:26Tinha uma outra amiguinha nossa que ela vendia bonequinha.
- 6:29Agora eu fico pensando, será que era tipo assim as bonequinhas
- 6:33dela? Porque ela fez tipo uma lojinha,
- 6:36lembra que a gente IA pra escolher?
- 6:38E a minha bonequinha era laranja de cabelo lindo, de de fio, de
- 6:43crochê. E ela era de espuminha, a minha
- 6:47era laranja, sua não lembro verde.
- 6:49Não me lembro, mas as a laranja eu eu lembro.
- 6:52Eu não sei se eu comprei mais coisas com ela, mas AA
- 6:54bonequinha e foi 3 BRL na época? É, mas ela também é.
- 6:58Era manicure. Fazia.
- 7:01Fazia unha. Mas isso já mais pré
- 7:04adolescente. Né?
- 7:05Devia ter o quê? Uns. 1314 é?
- 7:08Aí a gente faz, já fez a unha com ela uma vez?
- 7:11Eu já tentei me arriscar, mas eu só fiz a unha da tia, gente.
- 7:15Eu lembro até hoje, tia Cláudia, acho que me ofereceu ali 12 BRL
- 7:19para eu fazer unha dela. Nessa época?
- 7:23Dinheirão. E aí eu fui.
- 7:25Era uma época que OA parte de trás da nossa casa, da nossa vó,
- 7:29nem era reformada. Então eu tenho essa lembrança de
- 7:33eu fazendo a unha da tia Cláudia ali comecei de ver ser umas 4
- 7:36horas a fazer a unha da tia Cláudia da mão.
- 7:38Terminei de ver ser 8 e meia. Da noite, gente?
- 7:418 e meia tirei tanto. Tia Cláudia, a senhora.
- 7:45Paciência. Parava e voltava.
- 7:47E sabe o que que eu fazia? E ela estava pintando de eu
- 7:50lembro até a cor do esmalte, era um marrom.
- 7:52E aí eu pintava. Eu falava, AI, não, está feio.
- 7:55Tirava tudo. De novo, você tinha quantos
- 7:57anos? Devia ter uns 1213 anos.
- 7:59Tinha a Cláudia 11 anos, eu fico imaginando depois ela para lavar
- 8:02louça. Não, ela falou que foi tortura.
- 8:04Isso daí não é errar terramos, tá?
- 8:06Não é mentira, porque ela fala, nossa, minha mão ficou.
- 8:09Toda dolorida. E eu demorava, tipo AI, sem
- 8:12querer, encostei na unha do mindinho, passava a ser torna.
- 8:15E tinha pintado, né? Uma mulher muito paciente e isso
- 8:17que que me choca, ela ter aceitado ficar ali.
- 8:21É, é verdade. Debaixo de tortura?
- 8:24Verdade. E durante 6 horas, nossa
- 8:27senhora. Eu lembro que dentro de casa,
- 8:30né? A gente às vezes queria o
- 8:32empreendedorismo começava dentro de casa.
- 8:35Mas eu já fui patroa. Eu muito, muito criança.
- 8:38Já tive minha empresa, que era assim, perdia alguma coisa.
- 8:43Aí falava para todo mundo, ó quem achar, OA minha boneca.
- 8:49Vai ganhar 5 centavos, gente. Era uma correria as criançada.
- 8:55Gugu na minha casa? Né achar Oo negócio?
- 8:59EE teve uma vez que eu recebi um calote que uma pessoa mandou.
- 9:04A gente procurar, eu procurei, eu achei e não recebi o
- 9:07pagamento. E quanto que era o pagamento?
- 9:0915 centavos e eu não recebi e eu fiquei puta.
- 9:13Deu briga, tá? Só não deu porradaria porque a
- 9:15gente não era tanto de mas deu briga.
- 9:18Detalhe que a raíla fez essa mesma coisa depois de mais
- 9:21velha, né? Porque você perdeu sua
- 9:22identidade, mas aí eu acho que você não ofereceu 25.
- 9:24Centavos era 5, BRL era. 5 BRL porque achava identidade,
- 9:28ninguém achou. Foi descobrir depois de anos.
- 9:32Aí que o montador de guarda roupa.
- 9:34Foi desmontar Oo guarda roupa, achou a identidade da rainha
- 9:37embaixo do do móvel. Não foi.
- 9:39Foi. Posso abrir um parênteses.
- 9:41Eu antigamente, eu não sei o que que dava na minha cabeça, que eu
- 9:45assim perdia documento e não fazia.
- 9:48Eu fiquei sem identidade. De responsabilidade, tipo assim?
- 9:51Amor, muito tempo e eu não fiz. Eu também acho.
- 9:53Não estou falando que é bonito. Hã, alguma vez você você ouviu
- 9:57da minha boca? Você ouviu da minha boca bonito
- 10:00é falar que é bonito. Porque perde documento, não dá
- 10:04o. Alô, o documento fica sem
- 10:06carteira de trabalho? AI eu não sei onde eu enfiei,
- 10:09segue a. Vida aí, como eu estava falando
- 10:13sobre a minha vida, sobre a minha identidade, sobre o meu
- 10:16RG, Hum, entendeu? E eu?
- 10:18Eu perdia aí. Só que graças a Deus, hoje em
- 10:22dia eu sou uma pessoa. Não vou falar assim, Ah, 100%
- 10:26organizada, mas eu tenho uma pastinha que tá lá.
- 10:31Ainda dentro do seu? Parênteses, se chegar e falar
- 10:33assim ó, precisa da sua certidão?
- 10:35Ainda dentro do seu parênteses, lá em casa, até semana passada a
- 10:39gente tava organizando, né? As nossas pastas.
- 10:42Eu tenho a pasta de documentos importantes, pasta de coisa de
- 10:45saúde, tipo cartão de vacina, qualquer coisa que precisa.
- 10:49Pasta com você tem isso do tipo contas.
- 10:52Eu tenho pasta de contas que eu paguei aqui em Volta Redonda, da
- 10:55casa que a gente tava aqui porque falando que o certo é
- 10:57você jogar fora depois de 5 anos, então se.
- 11:01Der algum problema, né? Dentro de um envelope tá até
- 11:03escrito assim, no envelope é descartar em 2027.
- 11:08Hum, bem organizada, bem PowerPoint você.
- 11:11Alana PowerPoint Azevedo, meu amor.
- 11:14Alana pontinha, vamos começar? Pode fechar parênteses, pode?
- 11:18Eu queria puxar que a minha mãe ela sempre fica jogando na nossa
- 11:22cara, né? AI a panela que você perdeu, AI
- 11:24isso, nossa, aquilo ali era tão bom e fica dando, né?
- 11:28Mostrando um apego quando a gente faz com ela se.
- 11:31Diz uma pessoa tão iluminada, tão perfumada?
- 11:35Não. Se bem que ela vai falar jamais
- 11:37me ao. Intitulei uma pessoa iluminada
- 11:40que ela não. Ela fala que ela é cheia de
- 11:42defeitos e ela tem bastante menos.
- 11:45E um dos defeitos de Amélia Maria foi o que prometer, a
- 11:49gente já falou mais a oportunidade que a gente tiver
- 11:53de de. Esfregar naquele.
- 11:55Rostinho na nessa ferida a gente vai porque prometeu 10 BRL.
- 12:00Todo mundo fez a dança lá do trio iraquitano aniversário da
- 12:03Vovó. Quando eu falei teu sol?
- 12:05E não recebemos. Até coreografia.
- 12:08E aí se a gente tivesse que cobrar com juros uma dança que
- 12:11foi mais de 20 anos atrás, quando você não estaria devendo
- 12:13pra gente, é, fica. Nessa, fica nessa dica aí, você
- 12:17ainda pode ser processada? Então você tá na minha mão.
- 12:19Eu quero, eu quero todo domingo comer escondidinho de carne
- 12:24seca, se você não fizer. Vai ter e foi um dinheiro que a
- 12:27gente não viu nem a gente. Perdeu é, perdeu totalmente foi.
- 12:31Dentro de casa aconteceu esse golpe.
- 12:34Você na verdade, você recebia, mas eu acho que você recebia
- 12:37pouco também. É que foi o meu primeiro emprego
- 12:40que combinamos com a dindinha. Não combinei com a dindinha que
- 12:45a dindinha me pagaria, tipo assim, não era uma mesada,
- 12:50porque eu trabalhava para ter aquilo.
- 12:53Então eu arrumava a cozinha e a dindinha me dava 50 BRL.
- 12:57Porém, eu arrumava a cozinha de segunda a segunda.
- 13:02E eu falava assim, gente, isso às vezes chegava domingo que que
- 13:06juntava todo mundo, todo mundo, aquela panelada, e às vezes eu
- 13:12ficava e tinha vezes. Agora eu vou expor a Lana
- 13:16Azevedo que eu falava assim, me ajuda, Lana.
- 13:18E você falava, eu não, você a dindinha, te paga.
- 13:21E saía. E eu ficava lá.
- 13:23E teve um dia que eu falei assim, eu vou pedir demissão, eu
- 13:26vou terminar de pagar minha botinha que eu comprei na
- 13:29Renner. Que era uma bota de na sessão
- 13:31infantil que eu comprei, uma bota rasteirinha de camursa, que
- 13:35eu tive há muito tempo. Horrorosa.
- 13:38Não era horrorosa, não. Que ela era bem, é.
- 13:40Ela era bem minimalista. Não tinha nada de.
- 13:43Horrorosa, eu não achava não. Era preta de camurça e eu usei a
- 13:50minha botinha que eu comprei lá atrás.
- 13:52Eu usei ela. Eu tive uma também, porque
- 13:55quando a gente foi num show em Pinheiral, eu tenho uma foto
- 13:57minha, suida Júlia. Eu estou com a minha botinha
- 13:59preta de camuço. Então eu acho que eu usei ela
- 14:02até uns 1920 anos. Depois ela estragou, soltou o
- 14:05solado dela, maturou, viu a bota boa na.
- 14:08Renner, a sua mochila da bilabong também você comprou com
- 14:10seu salário? Não.
- 14:11Então eu IA comprar, eu tirei no cartão de um primo nosso.
- 14:16E aí ele falou assim, Ah, fica de presente, de presente.
- 14:19Na época Ela Foi cara e depois eu não sei o que aconteceu.
- 14:22Eu acho que eu caí, me deixei entregar o bullying que eu
- 14:25sofria e eu não sei se Ah, eu te dei.
- 14:29Né, eu usei na. Faculdade porque eu, mas.
- 14:31Era bullying, sabia nossa era. Era um rosa.
- 14:35Quadrado não tinha divisão nenhuma.
- 14:38Mas eu queria ser pocota, eu queria ser pocota menina do Rio.
- 14:43Nossa muito bem aquela mochila. Aí eu me sentia, eu.
- 14:46Queria gente, eu daria, sei lá, daria coisas muito importantes
- 14:51se eu tivesse uma foto da raíla usando a mochila da bila Bong no
- 14:56ensino. Médio.
- 14:57E eu lembro que eu sofria tanto bullying que falavam que aquilo
- 15:00era uma cabana, que eu já na hora do Recreio eu IA entrar pra
- 15:03dormir, pra descansar dentro da minha mochila.
- 15:05E eu ficava assim, Ah, mochila é de quem?
- 15:07Quem que comprou batia a boca com a pessoa.
- 15:10Mas por dentro eu ficava assim, me deixei.
- 15:13Vai te dei a mochila. Não, mas é que bom.
- 15:15Porque eu comprei uma de de crochezinha.
- 15:18É verdade, eu também tive mochila de crochê do reggae no
- 15:22colégio. Você era do comércio, da folha
- 15:25de fichário? Eu era.
- 15:26Eu era comerciante. Eu tinha o meu estoque de folhas
- 15:29de fichário. Eu fico.
- 15:30Pensando onde? Cara, eu tinha uma folha que eu
- 15:33amava, eu não usei ela. E onde Ela Foi parar?
- 15:36Era uma folha laranja do frajola.
- 15:39Eu acho que era do frajola. Tá vendo?
- 15:41A gente guarda tantas coisas. Figurinhas que depois são
- 15:45descartáveis, que. Saudade da minha folha do
- 15:47frajola. A minha é, minhas folhas eram a
- 15:51tinha sim a de 10 centavos e eu botava 1015, né que?
- 15:55Era mais caro, tipo folha preta. Folha preta preta que tinha do
- 15:58do PIU PIU, sim, era mais cara. E eu tinha uma menina que eu
- 16:03acho que ela era patricinha, porque ela sempre estava
- 16:05comprando folha. Minha Samantha no dia todo.
- 16:09Samantha. Eu não sei porque ela era
- 16:11parecida com Armandinho, quando o Armandinho.
- 16:15E vem na cabeça toda vez que eu lembro de Samantha, eu?
- 16:17Lembro do Armandinho, era muito. Bonitinha.
- 16:19Então ela. Ela tinha um cabelo escorrido e
- 16:22ela era pequenininha também. E eu comprava, ela comprava e eu
- 16:26abastecia o quê? A cantina do colégio.
- 16:29Porque a folha que a Samantha comprava.
- 16:31Era para eu comprar brigadeiro, em vez de eu juntar o dinheiro
- 16:35para construir o meu Império. Hoje em dia eu poderia ser rica
- 16:38com comércio de folhas, mas eu gastei tudo no.
- 16:40Brigadeiro? O que eu lembro que eu já fiz no
- 16:42colégio foi um colega meu amiguinho de sala, Fabrício.
- 16:47Ele gostava de uma outra menina, que chamava Alana, de outra
- 16:50sala. E aí eu escrevi.
- 16:53Juro, foi mais de 5 folhas ali. A Alana te ama, a Alana te ama,
- 16:56a Alana te amo para ele mandar para ela.
- 16:58E aí ele me pagou, sei lá, 2 e 50 e.
- 17:01E o que que deu ele deu? Eu acho que ele deu e aconteceu
- 17:05o quê? Eu não vou lembrar, não vou
- 17:07lembrar desses detalhes. Eu gosto, eu, porque eu sou
- 17:09curiosa e às vezes eu quero. Saber.
- 17:11E aí eu escrevi várias folhas. Eu não lembro se eu fiz nas
- 17:15minhas folhas. De então você passa uma história
- 17:17que você sabe do final, porque aí a gente fica fofoqueira.
- 17:20Será que. Não, meu amor, o final é que eu
- 17:22vendi a folha para ele. É, mas eu vou mais além.
- 17:26Eu vou mais além. Eu não quero saber das
- 17:28situações. E aí eu também, você falou da
- 17:30cantina, gente, a gente estudou no colégio que chamava colégio
- 17:32Getúlio. Em Vargas, ele.
- 17:34Fazia ele. Chama porque ele existe, né?
- 17:36E ele fazia parte da fevre, que é uma rede aqui de Volta
- 17:40Redonda, né? Eu não entendo o que que então
- 17:43você fala, você começou você? Eu vou pesquisar aqui o
- 17:46significado da febre, pera aí, febre.
- 17:49Fundação educacional de Volta Redonda tem a missão de oferecer
- 17:54ensino fundamental, médio e profissionalizante de qualidade.
- 17:58Foi criada com o objetivo, como visão de futuro, ser
- 18:01referencial. Para o oferecimento de ensino
- 18:05público, desenvolvendo uma política educacional de
- 18:09qualidade para a formação ética, o exercício da cidadania e a
- 18:13inserção no mundo do trabalho. Está vendo aqui, ó?
- 18:16A febre. Minha mãe foi professora da
- 18:18febre e a gente estudou na febre no Getúlio Vargas.
- 18:21E o que eu quero dizer do Getúlio é que ele tinha a melhor
- 18:24cantina de todas. Não era, era sem comparar a
- 18:28pizza frita do Getúlio. Nossa senhora, nossa.
- 18:32E a gente comprava era pizza frita e era fichinha fichinha,
- 18:37você pegava a fichinha e trocava Na Na pizza.
- 18:40Se eu não me engano, salvo engano.
- 18:43A pizza frita e o suco de laranja dava 1 e 25.
- 18:47E era e era boa assim. Gente que AI que água na?
- 18:50Era muito? Boa vende aquela pizza.
- 18:53Nossa, que? Delícia.
- 18:54Ah, isso daí pra mim é um tipo de memória.
- 18:56Se alguém, se alguém, né, tiver for estudante do Getúlio ou
- 19:01tiver filho, parente que estuda lá, fala pra gente, se ainda
- 19:05vende a pizza, será que pode entrar?
- 19:08Eu lembro que depois que eu saí do Getúlio uma vez, eu fui lá e
- 19:11só pra comprar a pizza, sabia? Não sei se pode.
- 19:14Ainda eu acho que não pode entrar assim, qualquer pessoa
- 19:17entrar no colégio é. Proibido.
- 19:19E aí a gente ganhava de vez em quando, né?
- 19:21Um dinheirinho para lanchar no colégio, né?
- 19:23Para fazer as nossas coisinhas. Mas não era uma coisa fixa, do
- 19:27tipo uma mesada. Nunca recebi mesada.
- 19:30Eu lembro do meu pai deixando assim, Ah, um dinheirinho para
- 19:32lanchar. Mas assim, não era todo dia
- 19:34aquela quantidade certa. Tipo assim, todo mês você tem 50
- 19:39BRL por mês para você gastar. Todo mês você vai ter aquele
- 19:42dinheiro. Não tinha também não.
- 19:44Recebi mesada. Aí vai falar, Ah, que mentirosa
- 19:47não é mentirosa. Igual eu disse aqui, poderia dar
- 19:50um dinheiro para lanchar de vez. Em quando poderia, mas não era
- 19:53uma coisa. Certa.
- 19:54Igual é a minha, minha. E era muita coisa de patricinha,
- 19:58quem lanchava no na cantina do colégio todo dia?
- 20:03A minha cunhada, ela recebe a mesada dela.
- 20:06E muitas vezes ela junta, né? Ela junta e muitas vezes a gente
- 20:09pede emprestado. Ela cobra juros.
- 20:12Não, mas deixa, deixa eu explicar, não é que ela eu não
- 20:14peço dinheiro, mas, por exemplo, às vezes eu quero, estou com
- 20:18preguiça de sacar dinheiro, preciso do dinheiro, só tenho no
- 20:21Pix. Aí eu vou e falo com a minha
- 20:23sogra, falo, Ah, você tem, não tem mais, a Talita tem,
- 20:27entendeu? Aí ela vai e empresta, mas não,
- 20:29não mexe com esse negócio de juros, não.
- 20:32Ainda ainda eu vou levar a palavra dos juros para ela
- 20:36falar, você sabe que tem como você emprestar e você coloca um
- 20:39adicional de 10% para o próximo mês.
- 20:41Vou te dar um exemplo se você. É uma idiota que era. 10 BRL.
- 20:46Para raila, no mês que vem ela tem que te dar 10, ou ela te
- 20:51paga. 10 BRL ou ela só te paga os juros, que é de 1 BRL.
- 20:54Imagina você ganhando essa porcentagem e além disso você
- 20:58recebeu o capital? Eu vou dar ideia, não?
- 21:00Vai. Não vai?
- 21:03Isso aí é jotache, é creme. Quem dava dinheiro bom, dinheiro
- 21:07bom pra gente. Dinheiro que fazia diferença.
- 21:09Diferença na nossa história era a tiajita, nossa querida tiajita
- 21:13também, que já se foi. Ela morava em realengo, né?
- 21:17E quando ela IA visitar a gente aqui em Volta Redonda, ela
- 21:20trazia. Aí dava aquele dinheiro
- 21:22sorrateiro. A gente ficava igual.
- 21:24The Walking Dead, às vezes. Chamava no quarto, vem cá,
- 21:26meninas. E não era gente, dinheiro tipo
- 21:282, 5 BRL não era 50. Reais naquela época.
- 21:32E aí você lembra uma época que tia juta parou de dar?
- 21:34A gente falou, pô, tia juta não está dando mais.
- 21:36O que que está acontecendo? Vem aqui aí, dá 50 para dividir
- 21:39com todo mundo, assim não funciona.
- 21:42Mas era um dinheiro legal, né? E.
- 21:43Muitas. E tinha vezes que os adultos
- 21:45pediam emprestado é emprestava. Não, eu também não.
- 21:48Emprestava não. Esse dinheiro é meu de direito.
- 21:50Você sabe que quem me deu meu primeiro notebook quando eu fui
- 21:53estudar lá na rua? Qual foi a tia?
- 21:54Agita também ela que me deu. E era um notebook para você ver,
- 21:58né? Lá em 2010, era pesado, parecia
- 22:00quase uma maleta de tão grande, mas era um notebook bom da Dell.
- 22:04Porque você foi começou lá Na Na coisa, né?
- 22:07Tinha que. Estudar eu não tinha, não tinha
- 22:10computador e eu? Não ganhei notebook meu.
- 22:12Amor, mas aí, poxa, tia, agita, fez um esforço ali, né?
- 22:16É, mas assim eu não ganhei. Você vai abordar a evolução
- 22:21espiritual da tia, dita por causa de um notebook?
- 22:23Tia dita Deus que perder lá na espiritualidade já vem essa
- 22:26menina, poxa. É, deixa eu largar o graus de.
- 22:27Degraus já já passou. Deixa eu largar o graus degraus?
- 22:30É, vou continuar aqui trazendo 111.
- 22:33Outro olhar sobre esse empreendedorismo na infância que
- 22:36a gente também fazia muito escambo, né?
- 22:38Que que é o escambo? Eu nunca tinha escutado falar
- 22:41nessa palavra. Aula de história, com certeza
- 22:43você já escutou, mas você não se recorda o escambo.
- 22:46Ele é aquela troca de coisas, mas sem envolver o dinheiro.
- 22:50Eu vou dar um exemplo, envolver o dinheiro diretamente, sabe do
- 22:53tipo não é uma venda, é um escambo, é uma troca, uma coisa
- 22:57que a gente fazia, escambo, trocar.
- 23:01Vale por doces lá na dona Maria, que era a mulher que vendia
- 23:04doces a gente. Fazia isso, tipo a gente fazendo
- 23:09massagem um no outro. Pagamento em massagem é gente?
- 23:13A gente sentava na rua, era cada invenção de moda.
- 23:17Faz assim um Monte de criança fazendo filhinha.
- 23:20E um fazia massagem nas costas do outro, aí IA, IA, é
- 23:24revezando. Aí o da frente era tipo um
- 23:26trenzinho, IA para trás, IA para trás.
- 23:29Aí sempre tinha um prejudicado, porque às vezes a pessoa estava
- 23:32lá fazendo, não. Quem ficava na frente recebia,
- 23:36mas às vezes a pessoa que estava lá por último.
- 23:39Estava fazendo quando IA chegar Na Na vez.
- 23:41Acabava. Acabava eu sei que alguém
- 23:44ficava, que falava, na próxima você começa.
- 23:47Porque o último ele é prejudicado porque ele não
- 23:49recebe, né? A gente devia repensar esse
- 23:52nosso esquema de ser um círculo que aí todo mundo fazia.
- 23:56Massagem? Eu sei que um ficava, não dava
- 23:58tempo. Mas essa essa é uma memória que
- 24:01eu tenho assim era tão bom, né? Eu, se eu não me engano, eu que
- 24:03devo ter iniciado essa troca de massagem, porque eu sempre fui
- 24:07iniciado em. Enche o saco?
- 24:09Em receber massagem? Enche o saco e eu posso só abrir
- 24:12um parêntese que eu sou eu amo também massagem, né?
- 24:15Mas o Pedro é difícil, o Pedro é boi maruá a gente.
- 24:20Eu falo amor, aí eu fico assim, nossa, o André faz massagem na
- 24:24Lana, você não vai fazer? Aí ele falou, o André, o André,
- 24:27eu sou eu. E aí ele vai, eu vou pra minha
- 24:29partida, tiro AO agora e deixa. Você?
- 24:31Aí eu falo, ele me prometeu no meu aniversário, 22 de
- 24:34fevereiro, ele falou, eu vou fazer amor, vou fazer massagem,
- 24:38vou. Passar creme, vou ficar quanto
- 24:41tempo for. Sabe quanto que ele foi fazer
- 24:42uma massagem? Muito da mal que eu falei isso
- 24:45aqui foi a massagem. Foi agora em maio que ele pagou
- 24:49a massagem que ele falou que IA fazer em fevereiro, e foi uma
- 24:52massagem muito da safada. Eu falei, que ridículo isso
- 24:55aqui, que é uma massagem. Mas ele passou os olhos.
- 24:57Passou nada. Ele ficou quase dormindo.
- 24:59EEE, cutucando as minhas costas. Aí eu falei a Pedro, palhaçada,
- 25:03né? Eu quero uma coisa bem feita.
- 25:05E eu gosto de fazer massagem, sabe com o quê?
- 25:07Já o massageador canela de velhos, o André detesto Oo
- 25:12cheiro. Mas é tão bom você passar aquele
- 25:14geladinho. Nas suas costas.
- 25:16Aí eu faço assim para ele. Eu falo, Ah, não precisa não,
- 25:18sabe o que que eu vou fazer? Eu vou juntar um dinheiro e eu
- 25:21vou pagar uma massagista para mim, eu vou me me permitir isso
- 25:26aí ele não, eu vou fazer. Eu falei, não, não precisa, não
- 25:28pode deixar, tá? Muito obrigada pela massagem que
- 25:30você fez No No. Joga na cara, joga na cara dele,
- 25:33foguenta joga. Palhaçada.
- 25:36Pode foi um parênteses que você abriu nem.
- 25:38Lembro, mas você foi tá fechado? Eu vou continuar.
- 25:41Ainda no escambo, um que funcionava muito pra a tia
- 25:44Cláudia foi muito beneficiada. Tia Cláudia.
- 25:46Porque a gente se prestava o papel de arrumar aquele guarda
- 25:50roupa que não era É Ela. Tinha muita roupa.
- 25:53Muita roupa e era bagunçadíssimo.
- 25:56E a gente fazia esse esforço de arrumar.
- 25:58Em troca de quê? Brincar com as roupas dela.
- 26:00Vestia. E depois de brincar, a gente
- 26:04tinha que arrumar de novo. É.
- 26:06A gente arrumava do tipo assim, ela deixava?
- 26:09Não eu deixo, mas vocês vão arrumar meu guarda roupa.
- 26:12Não, aí a gente jogava tudo para o chão, brincava e depois
- 26:15arrumava. Já era assim, arrumado.
- 26:16Aí eu queria ter uma tô precisando de uma sobrinha
- 26:20pequena aí, ó, para brincar na rua com as amigas e arrumar meu
- 26:24meu quarta roupa. Hoje em dia não tem, né?
- 26:26Eu não vi mais as crianças brincando, se vestindo com a
- 26:29roupa. Eu não tenho.
- 26:29Vontade de fazer isso com suas roupa, não de brincar com suas
- 26:33roupa. Lá, lá não vi e a.
- 26:37Gente do Eduardo. Meu filho, esse chiqueirinho já
- 26:40foi resolvido há muito tempo. Você nem viu, já foi até doado.
- 26:42Chiqueirinho vai fazer parte de outra casa, mas eu não vi, não
- 26:46vi, não vi. Lá tinha as meninas, ninguém
- 26:49passeando com roupas de. Na rua Salto de.
- 26:53Salto não tem. Alguma coisa nossa, né?
- 26:55Era nossa particular. Não porque eu acho que outras
- 26:58pessoas devem ter feito, mas que eu via olho nu assim, não, não
- 27:02vi. Eu lembro quando eu morava é no
- 27:04Dom Bosco. Tinha uma vizinha lá que ela
- 27:07dava aula de reforço. E aí eu comecei a ser ajudante
- 27:10dela. Na aula de reforço de
- 27:11matemática. Eu recebia assim, 12 BRL.
- 27:14Eu devia ter uns 13 anos. 13 anos, recebia 12 BRL por mês ou
- 27:17por aula. Por mês?
- 27:19Mas a aula era tipo quarta-feira, sabe?
- 27:21Toda quarta-feira eu dava aula. De reforço bom é, né?
- 27:24É, naquela época, 12 BRL, né? É.
- 27:27Teve umas. Você já pegou bucha em troca do
- 27:30no empreendedorismo infantil? Eu já peguei.
- 27:32Como assim, bucha o? Ruan, nosso vizinho amiguinho de
- 27:35rua. Ele tinha um trabalho para
- 27:37fazer. Ah, tá, e aí?
- 27:39Ele tinha que pintar a parte dele.
- 27:42Era pintar um mural em TNT. E aí era tipo um fundo do mar.
- 27:47Quem que foi fazer Oo mural dele de TNT?
- 27:49Eu fiquei vários dias pintando com guache, fazendo fundo do mar
- 27:53para ele e. Mas ficou bonito, tá na minha
- 27:56cabeça. Ficou muito bonito, que eu
- 27:57falei, nossa, não, imagina. Que IA ter ficado porque você
- 27:59sabe desenhar? E aí ele me pagou assim, não
- 28:02lembro agora, tá? Mas foi um dinheiro bom, tipo de
- 28:0510 a 20 BRL para pintar o mural dele.
- 28:08Dinheiro. Bom, mas não eu.
- 28:10Deu um trabalho de corno? Eu não não tinha disso, porque
- 28:13eu não tinha talento para essas coisas.
- 28:15O que eu fazia era pegar é figurinha.
- 28:20Eu comprava, né? Aquelas aquelas coisas de
- 28:22figurinha que a gente colecionava e aí eu trocava.
- 28:26Eu lembro que eu troquei pelo um bate bag e eu peguei essa bate
- 28:30bag e eu vendi. O bate beg que eu consegui ir
- 28:33nas figurinhas e agora o que eu fiz com dinheiro eu não lembro.
- 28:36Não você realmente vocês conseguem imaginar raila criança
- 28:40miudinha brincando? Com bate beg não gostava que é
- 28:43muito barulhento. Tinha medo.
- 28:45Eu era medrosa. Bati no meu ossinho do dedo.
- 28:48Acabou. Pra mim, porque às vezes doía.
- 28:49O Eduardo é bem assim, sabia? De AI não gosta de nada que vai?
- 28:53Causar se ou então se ele vai ver que alguma coisa pode fazer
- 28:57um barulhão. Ele faz igual eu.
- 28:59Ele não gosta de ir, a bola vai estourar.
- 29:02Eu odeio aqui, ó, vamos está criançada no final vamos
- 29:05estourar bola não Conta Comigo, não gosto do do barulho forte,
- 29:09mas aí toda. Saudade agora do bat beg deu uma
- 29:11saudade do bat beg a. Gente, não estou vendo criança
- 29:14brincando, nossa, aquilo podia bater na boca da gente no dente,
- 29:17né? Nossa, mas era muito, muito.
- 29:19Legal, mas aí de de fazer essas coisas, o Pedro que falou que
- 29:23pagavam Pra Ele fazer maquete, né, na época.
- 29:25Maquete era difícil. Porque o Pedro, gente, ele
- 29:28desenha. Muito, muito bem o.
- 29:30Pedro desenha muito. Ele sabe fazer tipo assim.
- 29:34Eu até falei, vamos focar para você começar a vender quadros.
- 29:37Já pensou? É que chique.
- 29:40AI o meu marido. O lance dele é o que é desenho,
- 29:42ele é pintura, Aquarela. Não, não sei assim.
- 29:46Ele. Ele já fez um quadro muito
- 29:49bonito. Ele já fez um quadro mesmo,
- 29:51tinta, óleo, alguma coisa assim. Ele sabe.
- 29:53Se você pegar, botar o Pedro daquela pessoa agora, eu vou
- 29:56enaltecer o Pedro daquela pessoa.
- 29:59Que você fala, pega e faz, ele aprende, ele faz e ele faz.
- 30:02Muito bem feito é ele, sabe? Ele deve ter um QI assim bem.
- 30:06Elevado, né? E esse quadro agora eu fiquei
- 30:08curiosa, cadê me dá esse quadro ele?
- 30:11Deu pra alguém? Eu vou fazer uma encomenda com o
- 30:14Pedro. De um quadro, ele se você
- 30:16comprar e ele fica comprar tela, comprar tela, ele faz, tá e.
- 30:20Você sabe que meu sonho de infância era aprender a pintar,
- 30:23né? Ele é meu sonho.
- 30:24Mas a família do pai dele, todo mundo tem, o meu sogro também.
- 30:28Desenho é muito bem, todo mundo tem uma veia assim pro.
- 30:31Artística. O meu sonho de infância era era.
- 30:35Nem era desenho, porque eu gostava de desenhar.
- 30:37Sempre gostei, mas era a. Pintura pintar você, né?
- 30:40Com aquele negócio na mão de de madeira, pegando pintura, aí eu.
- 30:43Lembro que ainda lá no Dom Bosco tinha uma mulher que ela dava
- 30:47aula. É gratuitamente, né?
- 30:49Para as crianças lá, mas eu não conseguia.
- 30:51Não lembro por que que eu não conseguia.
- 30:52Eu fui 2 vezes e aí a gente começou a pintar, nossa.
- 30:55Mas se você quiser que ele faça, compre o material que ele faz.
- 30:58Está. Vou fazer, Pedro faz não.
- 31:00Eu acho que a gente pode fazer um dia de pintura lá na sua
- 31:03casa, lá Na Na parte de cada um, com a nossa telinha.
- 31:06Cada um para ver qual que fica mais.
- 31:07Bonita o Eduardo com um vamos fazer?
- 31:09Vamos, vamos. A gente compra umas telinhas
- 31:11pequenas, aí compra tinta e cada um pinta o seu.
- 31:14Vamos, eu vou ficar ali do Eduardo?
- 31:16Eu vou tentar ficar humilhando do Eduardo, porque do Pedro não?
- 31:18Tem como eu, o meu eu não. Não tem nem como eu me comparar
- 31:21com o do Eduardo. Mas.
- 31:23Vamos fazer, tá bom? Então chegou a hora.
- 31:26Acho que já acabamos, né? Já.
- 31:27Acabamos, já falamos pra caramba.
- 31:30Chegou a hora dele, o nosso. Momento refletindo, enquanto
- 31:34ouve o Tony Ramos tocar saques numa livraria do Leblon.
- 31:44Posso começar? Pode.
- 31:45Estou com uma espinha interna no queixo.
- 31:48Gente, sabe quando você passa a mão, você sente ela super
- 31:50inchada aqui, ó. E aí eu falei, Ah, nem tá dando
- 31:53para ver, né? Mas tá dando para ver, né?
- 31:55Ela tá protuberante. Tá SIM, 1 pouquinho, né?
- 31:59Não. Isso porque ela tá interna.
- 32:00Imagina quando ela resolver se mostrar para o mundo?
- 32:02Vai ficar. O meu momento é que.
- 32:07Eu estou querendo um hidratante labial que seja bom porque minha
- 32:10boca está muito ressecada, o tempo muda manteiga.
- 32:13De cacau pode ter, meu amor. A manteiga de cacau é melhor que
- 32:17esses hidratantes? AI a manteiga de cacau é a
- 32:19manteiga de cacau, né? Nossa menina e eu tenho mania de
- 32:23morder a telinha da boca. Coloca a manteiga de.
- 32:25Cacau, eu vou comprar porque eu vou comprar um negócio lidocaína
- 32:28xilocaína para você fazer minha sobrancelha e aí eu vou
- 32:31aproveitar. Vou comprar manteiga de cacau.
- 32:33Fechamos. Fechamos Pri?
- 32:35Pri, se você gostou desse episódio, não esquece de
- 32:37compartilhar e aí menciona a gente, arroba?
- 32:40Dona Helena podcast. Também comenta.
- 32:42O que que você achou? Utilize as suas redes sociais
- 32:45para a gente espalhar a palavra do dona Helena chegar em mais
- 32:49Prize e mais ouvintes. Se você não sabe ou ainda não
- 32:53vira um apoiador, aproveite esse momento.
- 32:55Agora, no link que está na descrição desse episódio, você
- 32:58apoia a partir de 10 BRL e tem acesso irrestrito a todos os
- 33:03conteúdos que saíram até o momento.
- 33:05Conteúdos extras, mais de 110 episódios.
- 33:08Muito episódio. Muita coisa fora a umbral FM na
- 33:12íntegra, os hits aveludados na voz dela.
- 33:14Rayla Azevedo e eu treino, tá? Para cantar eu não faço.
- 33:18Pouca merda? Tem preparo?
- 33:21Tem um preparo. Tem a gente, né?
- 33:27Tem. Então é isso, a gente se vê em
- 33:29breve, um beijo e até a próxima. Um beijo, um queijo e uma
- 33:34manteiga. Posto zero FM eu?
- 33:52Osso pra caralho.