Latest / Rádio Livre com Nonato Lima / Programa Rádio Livre - 1º de maio de 2024
Transcript
- 0:00A Universitária FM apresenta Rádio Livre conversando nas
- 0:05ondas do rádio. A
- 0:30gente está no ar da si divertir, pra falar e
- 0:33ouvir, pra dançar e para ficar feliz, pra ser livre.
- 0:38Rádio Livre, Rádio Livre.
- 1:10Rádio Livre, Rádio Livre. Os
- 1:11destaques do Rádio Livre desta quarta -feira, 1º de
- 1:17maio de 2024, o Dia do Trabalhador. O
- 1:26perÃodo golpista de 2016 a 2022 provocou a maior
- 1:31redução no número de trabalhadores sindicalizados.
- 1:37O 1º de maio de 2024 será
- 1:40marcado por festas e lutas em diversas cidades
- 1:42brasileiras. Os trabalhadores e trabalhadores
- 1:45celebram direitos conquistados e enfrentam os
- 1:49desafios atuais. O Dia do Trabalhador, o
- 1:57trabalho e suas lutas formam o tema da nossa
- 2:01conversa hoje com o economista, filósofo e
- 2:04professor da UFC, Fábio Sobral. No
- 2:09Dia do Trabalhador também temos flagrantes de trabalho
- 2:13escravo que greve em todas as universidades públicas do
- 2:18Ciará, tanto as três estaduais quanto as três
- 2:22federais e o Instituto Federal do Ciará.
- 2:39A apresentação, Nonato Lima.
- 3:21O Dia do Trabalhador, o
- 3:29trabalho e suas lutas formam o tema da nossa
- 3:36conversa hoje com o economista, filósofo e
- 3:37professor da UFC. O Dia do Trabalhador, o
- 3:46trabalho e suas lutas formam o tema da nossa
- 4:04conversa hoje com o economista, filósofo e
- 4:06professor da UFC. O Dia do Trabalhador
- 4:32O Dia do Trabalhador O Dia do Trabalhador
- 5:06O Dia do Trabalhador O Dia do Trabalhador
- 6:06O Dia do Trabalhador O Dia do Trabalhador
- 7:06O Dia do Trabalhador O Dia do Trabalhador
- 8:06O Dia do Trabalhador O Dia do Trabalhador O Dia
- 9:09do Trabalhador Rádio Livre A apresentação, Nonato Lima.
- 9:25A Universitária FM me
- 9:27apresenta Rádio Livre, conversando nas ondas do
- 9:31rádio. Bom dia, estamos começando Rádio
- 9:37Livre aqui na Universitária FM. Bom
- 9:39dia trabalhador, obrigado pela audiência, obrigado
- 9:44pela companhia. Hoje é nosso dia, dia do
- 9:48trabalhador. à dia de festa, é dia de
- 9:52luta, a luta continua. O tema deste ano, no 1º de
- 10:01maio, para os trabalhadores do Brasil, é por um Brasil
- 10:03mais justo. No 1º de maio, é dia de
- 10:07celebração, mas também é dia de luta do povo
- 10:11brasileiro. Sobe a liderança do movimento
- 10:15sindical e dos movimentos sociais, em defesa, claro,
- 10:19daqueles que produzem a riqueza, mas, fico
- 10:23assistindo a concentração dela e muitas vezes na
- 10:28miséria. As pautas de luta são as de
- 10:32sempre. Emprega decente, valorização dos
- 10:38serviços públicos e dos servidores, dos trabalhadores
- 10:41e trabalhadores do serviço público. Salário
- 10:44igual para trabalho igual, salário igual para homem e
- 10:50para mulher, porque ainda há desigualdade de gênero
- 10:53na área salarial, dentre outras desigualdades. Juros
- 10:57mais baixos, porque juro alto é bom para
- 11:00especulação, não é bom para gerar emprego, não é bom
- 11:03para gerar renda. E por que não a propósito de
- 11:08renda? A atualização da tabela do
- 11:11imposto de renda, que significa com fisco salarial
- 11:15há anos dos trabalhadores. Atos
- 11:21públicos, atos polÃticos, ocorrem hoje em todo o
- 11:25paÃs, comemorando o dia do trabalhador e ao mesmo
- 11:30tempo ressaltando, fortalecendo os desafios e
- 11:35as lutas, as lutas da trabalhadora. Os
- 11:40atos em todo o paÃs são organizados por sindicatos,
- 11:44federações, confederações e sob a liderança das
- 11:47centrais de trabalhadores, CUT, força sindical, UGT,
- 11:52CTB, NCST, CSB inter sindical, central da classe
- 11:59trabalhadora, as centrais sindicais unidas na
- 12:04comemoração e na luta. Aqui em Fortaleza, daqui a
- 12:10pouquinho, às oito horas, começa uma concentração para
- 12:15o primeiro de maio, em frente ao Campos do
- 12:19Itapheri da Universidade Federal do Ceará, na
- 12:22Avenida Silas -Munguba, número 1700. Esse
- 12:27local foi escolhido simbolicamente como ato de
- 12:30solidariedade aos professores da Universidade Estadora do
- 12:34Ceará, da Universidade do Vado A. Caraú
- 12:37e da Universidade Regional do Cariri, que estão em
- 12:41greve e lutando para que haja diálogo com o Governo
- 12:48do Estado. Lutando pela própria universidade,
- 12:52um dos problemas graves das três universidades estaduais
- 12:56é falta de professor, porque há as vagas, mas
- 12:59não há o concurso, mas também tem outras demandas.
- 13:03As próprias condições
- 13:05estruturais de funcionamento das universidades estaduais
- 13:10e o problema de sempre, salários defasados, que
- 13:20simbolizam uma espécie de não reconhecimento do poder
- 13:25público ao trabalho essencial dos professores,
- 13:30dos trabalhadores da educação, em geral. Em
- 13:34nÃvel estadual também, as três universidades federais,
- 13:38Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal
- 13:42do Cariri e Unilab estão também em greve, junto com
- 13:48o Instituto Federal do Ceará. Portanto,
- 13:52as sete instituições de ensino superior do Ceará,
- 13:55públicas, federais e estaduais, estão em greve.
- 14:00E por quê? Porque
- 14:02elas acumulam, os trabalhadores dessas
- 14:05instituições acumulam sete anos de desrespeito, de
- 14:10restrição salarial, de restrição das condições de
- 14:14funcionamento, de redução das condições mÃnimas de
- 14:19trabalho para a demanda de educação superior, de
- 14:27ensino, de pesquisa e de extensão. Esse
- 14:35quadro, em nÃvel nacional, mais de 30 universidades
- 14:38federais, em greve. Os institutos federais em
- 14:42greve. Então, no primeiro de maio,
- 14:47comemoram -se as conquistas acumuladas até agora, que
- 14:51não são muitas, mas são relevantes, são importantes,
- 14:55mas principalmente, se luta para não perder essas
- 14:59conquistas, é um primeiro ponto, é um olhar para
- 15:02trás para garantir o que já conquistou, mas é um
- 15:05olhar para frente também para garantir a
- 15:07sobrevivência da educação brasileira, do serviço
- 15:11público e de emprego decente no serviço público.
- 15:17Os trabalhadores do serviço
- 15:18público em geral, trabalhadores do serviço
- 15:21público em geral, no nÃvel federal, também estão em
- 15:24luta, categorias em mobilização e em greve, na
- 15:28mesma direção, unificando a luta em defesa dos serviços
- 15:32públicos. E um dos pontos fundamentais
- 15:36é a garantia das condições de trabalho, investimento
- 15:41nos serviços públicos e, junto disso, o básico, a
- 15:46sobrevivência dos trabalhadores no serviço
- 15:49público. Não há serviço público sem
- 15:50servidor público. à inadmissÃvel o que ocorre
- 15:55hoje. Salários defasados desde 2016 e
- 16:01ausência de negociação efetiva, de reconhecimento
- 16:06efetivo dessa situação. Agora,
- 16:10vamos dizer, mas foi o acabouço fiscal liderado
- 16:13pelo Lira, pelo Pacheco, que o Adade teve que
- 16:17seguir, montar, etc. Ã, mas o acabouço fiscal,
- 16:22quando foi feito o orçamento de 2024, ele já
- 16:24existia, o problema já estava lá. E
- 16:27na hora do orçamento, onde corta? Onde
- 16:31é que vai ser o reajuste? Zero.
- 16:33Portanto, onde é que vai ser o reajuste? No
- 16:36serviço público, no poder executivo. Na
- 16:40maioria das categorias do poder executivo. Então,
- 16:43o governo teve a oportunidade de sinalizar,
- 16:47em 2024, para esse reconhecimento ainda que
- 16:50simbólico dos trabalhadores. Agora,
- 16:53com reajuste zero, é uma espécie de reconhecimento
- 16:58zero também. Não é questão financeira e
- 17:01econômica, policia, simplesmente, é questão
- 17:03polÃtica, do que é ou do que não é relevante. Ã
- 17:08só ver o que está em discussão hoje no Congresso
- 17:10Nacional. Um quinquênio para uma
- 17:13categoria que já ganhou teto, uma liberação de
- 17:19verbas para o setor de eventos, só que enfiaram no
- 17:23setor de eventos uma série de vantagens, renúncia
- 17:27fiscal, com desuneração de folha, algo que era
- 17:33passageiro, circunstancial, virou um direito quase que
- 17:38absoluto, a ponto de ter ido agora para o próprio
- 17:42poder executivo, ter ido para a justiça, para
- 17:44reivindicar a mudança. Enfim,
- 17:47esse é o quadro do 1º de maio. Então,
- 17:50voltando aqui, a concentração é agora, às 8
- 17:53horas daqui, há pouquinho, portanto, em 11 minutos, em
- 17:56frente ao campo da U .S. em
- 17:58Fortaleza, depois dos trabalhadores e
- 18:01trabalhadores, a gente vai sair marcha, percorrendo as
- 18:04principais ruas do bairro Itapheri e do bairro
- 18:09Serrinha, dialogando, conversando com a população,
- 18:15até chegar na Praça da Cruz Grande, onde a
- 18:19atividade será encerrada com um ato, discursos dos
- 18:25trabalhadores, de suas lideranças, ressaltando a
- 18:29importância histórica do 1º de maio e apresentações
- 18:32artÃsticas e musicais. Agora,
- 18:37ontem já houve eventos pelo interior do Estado, em
- 18:41Crateus, em Juazeiro do Norte e onde mais? Crateus
- 18:47e Juazeiro do Norte. Outras cidades realizam atos, ou
- 18:50realizaram ontem, ou vão realizar hoje, eventos
- 18:55alusivos, ao 1º de maio. 7 .51 Rádio Livre, apresentação
- 19:10no Nato Lima Rádio Livre, apresentação no Nato Lima O
- 19:15dia 1º de maio é marcado por duas importantes
- 19:19questões. à o aniversário da consalação
- 19:25das leis do trabalho, que foi bastante afetada pelo
- 19:30perÃodo golpista, que começou em 2016 no Brasil,
- 19:35e pelo momento em que os trabalhadores comemoram suas
- 19:39vitórias e reafirmam suas lutas. E
- 19:45o 1º de maio, a propósito de luta, tem origem nas
- 19:47lutas mesmo. O marco foi uma luta de
- 19:54trabalhadores lá, por volta de 1886, nos Estados
- 19:57Unidos, em Chicago, que terminou como, num banho de
- 20:02sangue contra os trabalhadores. De
- 20:06lá para cá, e antes disso, só a luta tem sido fator
- 20:13determinante para que mudanças mÃnimas aconteçam.
- 20:17E são lutas por coisas
- 20:19básicas do tipo, porque o trabalhador tem que
- 20:21trabalhar 18 horas, a própria redução da jornada
- 20:26de trabalho. Se o patrão não trabalha uma
- 20:30hora por dia, porque o trabalhador tem que
- 20:33trabalhar 18. Por que que o explorador tem
- 20:39que levar vantagem e sobrecarregar aqueles que
- 20:45trabalham? Essa foi a questão do final do
- 20:48século XIX, e que perdura até hoje a garantia de
- 20:54direitos. A legislação conquistada pelos
- 20:58brasileiros foi lá pela metade do século XX, da
- 21:01década de 1940, que é a CLT, está completando 81
- 21:04anos. E lá, o que não foi tirado
- 21:09no perÃodo golpista agora de 2016 a 2022, precisa
- 21:15ser mantido. Tem conquistas como licença a
- 21:18maternidade, uma série de outros direitos trabalhistas
- 21:21que viraram cláusulas pétreas, desde a
- 21:26Constituição de 1988. O avanço que ocorreu, ou os
- 21:32avanços ocorridos, ao longo dos anos de proteção dos
- 21:36direitos trabalhistas, é um dos pontos de luta dos
- 21:43trabalhadores. A garantia desses avanços
- 21:45mÃnimos, como, por exemplo, trabalho digno, segurança no
- 21:49trabalho, eliminação da exploração injusta e cruel
- 21:55do trabalho, eliminação do trabalho escravo, que nós
- 22:03vamos ver aqui, que nunca acabou no Brasil, saiu da
- 22:05lei, mas não saiu da realidade. Essa
- 22:09data é celebrada por pelo menos 108 milhões e meio
- 22:13de trabalhadores. Agora, no meio desses milhões de
- 22:18trabalhadores, há o problema da precarização. 40 % da
- 22:23produção ocupada é sem direitos, sem contrato, na
- 22:30informalidade. Quem disse isso? IBGE,
- 22:34Pesquisa do IBGE. Então, é algo extremamente grave.
- 22:41Ainda há desigualdade de gênero e
- 22:44raça no mundo do trabalho, grave. As
- 22:50mulheres ganham em média 75 ,6 % dos salários dos homens
- 22:54em muitas das ocupações. Algo
- 22:59que é... virou lei agora, o governo atual,
- 23:02conseguiu uma lei para garantir a igualdade de
- 23:05gênero. Aà vem o outro problema,
- 23:06aplicar a lei. A
- 23:20reforma trabalhista de 2017, a reforma trabalhista de
- 23:262017, do golpista Temer e os quatro anos de
- 23:35desgoverno, dois capitão -projeto de golpista
- 23:39reduziram a quantidade de trabalhadores brasileiros,
- 23:45trabalhadores brasileiras filiados aos sindicatos. Ã
- 23:50o menor número da história do Brasil. De
- 23:52acordo com o DAS do IBGE, ao final de 2022, pela
- 23:56primeira vez, o Brasil fechou o ano com 10
- 24:00milhões de sindicalizados. Melhor
- 24:04dizendo, com menos de 10 milhões de sindicalizados,
- 24:08foram 9 ,1 milhões, ou seja, 900 mil a menos na
- 24:14sindicalização. Em 2021, o número de
- 24:20trabalhadores sindicalizados era 10 ,6 milhões, 10
- 24:24milhões e 600 mil. Isso correspondia a 11 ,2 % da
- 24:29população ocupada. Em 2012, 10 anos antes, o
- 24:34Brasil tinha 14 ,4 milhões de trabalhadores
- 24:37sindicalizados, 16 ,1 % de todos os trabalhadores
- 24:41empregados. Esses dados são do IBGE,
- 24:47Constituto da Pesquisa Nacional por amostra e
- 24:50domicÃlio, continua. Esses dados divulgados em setembro
- 24:55do passado, representam o que é a de mais atual
- 24:58nesse aspecto, e mostram como o ataque aos direitos
- 25:06trabalhistas, iniciados em 2016 e que prosseguiram até
- 25:112022 no nÃvel governamental, prejudicaram os
- 25:18trabalhadores, as suas organizações, as suas lutas.
- 25:26Os governos em 2016, golpista,
- 25:31e a partir de 2019, o projeto de golpista
- 25:34aplicaram, aplicaram medidas para asfixia das
- 25:43organizações sindicais dos trabalhadores, como forma de
- 25:47aprofundar a injustiça contra os trabalhadores e
- 25:51levar a uma asfixia do próprio trabalhador
- 25:55comprometendo a vida dos trabalhadores.
- 26:34Garimpo Ilegal usava trabalho
- 26:36analógico à escravidão. Operação
- 26:39Mineração Obscura, com o objetivo de investir
- 26:41gargarimpos ilegais na cidade de Mal -Oéz, no
- 26:44Amazonas, flagrou 70 trabalhadores submetidos Ã
- 26:49situação analógica à escravidão. Participaram
- 26:53dessa operação, iniciada na sexta -feira, e concluÃda
- 26:57agora no começo da semana, a PolÃcia Federal, o
- 27:00Instituto Chico Mendes e Conservação da
- 27:02Biodiversidade, o Ministério do Trabalho e o Ministério
- 27:07Público do Trabalho. Na segunda -feira, as equipes
- 27:11constataram a presença de 70 garimpeiros trabalhando
- 27:15em condições degradantes e equiparadas à escravidão,
- 27:19num dos garimpos mais lucrativos de toda América
- 27:22Latina. Sabe qual era a produção diária
- 27:27desse garimpo? 6 quilos de ouro, segundo os
- 27:31dados da própria PolÃcia Federal. Mas
- 27:33não é por ano, por década, não é por dia, por mês, 6
- 27:38quilos de ouro por mês. Segundo
- 27:43os investigadores, o garimpo é feito na modalidade de
- 27:46poço, com os trabalhadores operando de forma
- 27:48subterrânea, sem equipamento de proteção individual. Foi
- 27:53identificado também crime de servidão por dÃvida,
- 27:57evidenciando a exploração desumana dos trabalhadores.
- 28:00Ã assim, o trabalhador
- 28:01trabalha, mas não recebe nada, porque está sempre
- 28:04devendo ao patrão. E o patrão é que lhe vende
- 28:09tudo por preços ex -orhabitantes. O
- 28:12trabalhador nunca consegue ganhar nada, porque tudo
- 28:15que ele trabalha é para pagar uma conta impagável.
- 28:19A PolÃcia Federal disse que
- 28:20medidas serão tomadas para garantir o resgate e a
- 28:23assistência adequada aos trabalhadores, que foram
- 28:26encontradas em vulnerabilidade, em trabalho
- 28:28análogo à escravidão. O combate ao garimpo legal,
- 28:32defesa dos direitos dos trabalhadores e defesa do
- 28:34meio ambiente, integram o objetivo dessa operação que
- 28:38agora constatou. 70 trabalhadores, submetidos Ã
- 28:41situação, análogo à escravidão. Análogo
- 28:43à escravidão? à escravidão.
- 28:59O que é que o governo tem?
- 29:02O que é que o governo tem?
- 29:03O que é que o governo tem?
- 29:05O que é que o governo tem?
- 29:06O que é que o governo tem?
- 29:09O que é que o governo tem?
- 29:37O que é que o governo tem?
- 29:45Por que launches ariv
- 29:46manifestsam no muniste e os dinâmicos? Eu
- 29:58quero o trabalho nesto e meios de escravidade à a
- 30:09minha vida Eu quero o trabalho nesto
- 30:31e meios de escravidade Eu quero o trabalho nesto e
- 30:31meios de escravidade à a minha vida Eu quero o
- 30:42trabalho nesto e meios de escravidade à hora de nós
- 31:07conversarmos com o professor economista, filósofo, Fábio
- 31:11Sobral Bom dia, professor Fábio
- 31:37Já estamos com o professor Fábio na linha? Estamos
- 31:40Bom dia, professor Fábio Sobral Bom dia Obrigado por
- 31:46trabalhar no dia do trabalhador à um prazer Ã
- 31:50Fábio, você recentemente disse que no rádio Diz
- 31:53quando você fala mais recentemente você falou Que
- 31:56tudo que os trabalhadores conquistaram até agora Foi
- 32:00com luta, suor, sangue Ãs vezes até o sacrifÃcio da
- 32:04própria vida Como explicar historicamente, em pouco
- 32:09tempo, essa sua afirmação? Ã
- 32:14uma interpretação que eu tenho na nossa De que na
- 32:19verdade o que atualizo ele é Colonização, é a invasão
- 32:27de outros Espera aà Mas ele foi... Fábio?
- 32:38Foi, pois não Você está movendo o telefone? Está
- 32:42no celular, né? Está vendo uma falha Agora mesmo
- 32:46na posição que está aÃ, se você mantiver Eu acho que
- 32:49nós não vamos ter problema Tá bom, desculpa aÃ
- 32:52Tranquilo Pois é, o capitalismo do México As
- 32:57revoluções As revoluções inglesas do século XVII A
- 33:03revolução americana que acabou na IPDS A mexicana
- 33:06do século XII A revolução cacesa Então, que foi...
- 33:13Que foi a seguir a revolução
- 33:15aitiana A revolução das pessoas escravizadas no IT
- 33:20Mas como foi a revolução de negros Ela foi
- 33:25profundamente atacada pela França E pelos Estados
- 33:29Unidos Mas essas revoluções Criaram limites ao
- 33:35capitalismo E depois das revoluções no século XIX
- 33:40Foram existindo, foram colocando leis Que foram
- 33:46modificando a realidade Então, as lutas operárias
- 33:52nos Estados Unidos também Os órgãos de espionagem nos
- 33:58Estados Unidos inclusive Eram voltados para eliminar
- 34:02as lideranças sindicais Até que um presidente americano
- 34:09Por Rusos Lá em 92, 93 Ter que não dar mais para
- 34:16combater E é de mim Faleu de novo, Fábio Faleu de
- 34:25novo, senhor, tirar o fone Para que melhor Sim Estamos
- 34:32conversando com o professor Fábio Sobral Aqui neste 1º
- 34:35de maio no programa Radio Livre Dá para ouvir, não
- 34:38é? Sim, agora estou ouvindo bem São
- 34:41fones mesmo Então, nos Estados Unidos As camadas
- 34:48trabalhadoras foram muito perseguidas Eram enforcadas
- 34:52As agências de detetives Eram usadas para eliminar
- 34:58fisicamente as pessoas Os dirigentes e as dirigentes
- 35:03sindicais Na Europa mesmo Depois veio o fascismo na
- 35:10Itália Nazismo na Alemanha E essa lazarismo em
- 35:14Portugal O franquismo na Espanha Para tentar eliminar
- 35:20fisicamente os movimentos de trabalhadores As lutas na
- 35:27China As lutas no Vietnã No Japão As lideranças
- 35:34sindicais Eram mortas no meio das assembleias Aquela
- 35:39máfia japonesa e a cruza Eram usadas para eliminar
- 35:44as lideranças sindicais Então, é uma luta dos
- 35:49trabalhadores na Ãfrica Na América Latina também Sempre
- 35:58uma luta para tentar humanizar aquilo que é
- 36:02muito desumano Essa explora assim as camadas
- 36:07trabalhadoras O Fábio, agora... Desculpe
- 36:11interromper Nesse mesmo perÃodo de toda essa
- 36:16repressão As lutas dos trabalhadores Algumas
- 36:19conquistas vinham ocorrendo No primeiro momento, por
- 36:22exemplo, redução de jornada Porque era de 20 horas à s
- 36:25vezes E depois alguns outros direitos foram se
- 36:29constituindo No caso Braleiro veio a CLT na
- 36:32década de 40 Também ancorado nessa luta E
- 36:36outras conquistas dos trabalhadores vinham
- 36:40ocorrendo Em paralelo evoluiu a tecnologia E
- 36:44havia um expectativo de que a evolução tecnológica Seria
- 36:48também uma evolução no mundo do trabalho Com
- 36:51redução do trabalho Com melhor qualidade de vida
- 36:55para os trabalhadores Isso acabou não acontecendo O
- 37:02capitalismo deu uma época Que os trabalhadores tinham
- 37:08que usar suas próprias máquinas Era o trabalho por
- 37:13peças Ou seja, você assumia todo o risco E o desgaste
- 37:21da máquina, você que tinha que pagar O capitalismo
- 37:24acabou caminhando para um modelo fábrio De larga
- 37:28escala, isso foi abandonado Não de todo, mas continua
- 37:32a existir Principalmente nas confecções Mas o capitalismo
- 37:40construiu novas formas de máquinas Que podem ser
- 37:45assumidas pelas camadas trabalhadoras E a moto do
- 37:48entregador, do Uber Dos aplicativos de transporte E
- 37:56essas máquinas podem ser assumidas Esse custo pode
- 37:59ser assumido pelos trabalhadores E combustÃveis,
- 38:03peças E ele vai trabalhando dessa forma O computador
- 38:09pequeno notebook em casa Pode ser usado para
- 38:13trabalhar distância Então você tem o capitalismo Se
- 38:21livra dos custos Os custos em equipamentos O capital
- 38:27constante, vamos dizer assim Repassa esses trabalhadores
- 38:31e abandona as legislações E diz que isso é o novo, o
- 38:37moderno E é aà o nosso Supremo Tribunal Federal
- 38:41Reconheceu que é moderno Uma coisa que era usada no
- 38:46século XVII, XVIII E passa a ser divulgada a ideia
- 38:54dessa modernidade Há sempre uma esperança na tecnologia
- 39:00Mas a tecnologia é submetida ao poder E o
- 39:04poder determina a forma que ela será usada Ã, Fábio,
- 39:10nós estamos hoje Você já tratou disso aqui, não foi
- 39:13mais recente Mas você já falou disso Numa fase de...
- 39:17Ã o mesmo tempo, em diluta
- 39:19por garantia Do que já foi conquistado Que não é muita
- 39:22coisa, mas é relevante Para uma realidade que ainda tem
- 39:25Que convive com a escravidão Porque trabalha
- 39:29na área da escravidão Me corria se eu estiver
- 39:32errado, é escravidão Eu não consigo ver o análogo,
- 39:37talvez Porque não tem uma lei que, como tinha antes
- 39:40Legalizando a escravidão, então é análogo Mas pelas
- 39:44caracterÃsticas parece, na verdade Prática de trabalho
- 39:48escravo E você tem falado no conceito aqui Que é
- 39:52importante pensar sobre ele Que é da hiper exploração
- 39:58Se não é esse o conceito de ser... Ã
- 40:01a super exploração Eu vi agora um trabalhador de
- 40:05aplicativo Ele fez uma corrida desses de carro Um
- 40:10desses aplicativos Eu acho que são 6 quilômetros ele
- 40:14rodou E a corrida foi 9 reais 9 reais e uns
- 40:19quebradinhos Para ele, né? Ele
- 40:22recebeu 9 reais, certo? AÃ eu fiquei pensando Gasolina
- 40:27do preço que está Manutenção do veÃculo A
- 40:31própria sobrevivência do trabalhador Quanto é que
- 40:34fica para ele, né? Por isso que eu estou trazendo
- 40:36aqui essa questão da Da exploração, hiper, super,
- 40:40etc Para você pontuar um pouco, né? Em
- 40:44meio às comemorações do 1º de maio Para a gente
- 40:47entender um pouco as lutas Exato, como as lutas das
- 40:53camadas trabalhadoras Foram sendo combatidas muito
- 40:58fortemente Os ganhos que essas revoluções Que eu
- 41:04falei, essas lutas sangrentas Foram sendo
- 41:07destruÃdos, sabe? Um marco nisso foi a Margaret
- 41:13Thatcher Primeira ministra britânica Que arrancou os
- 41:20direitos primeiros Dos mineiros na Inglaterra E
- 41:25ela dizia assim Eu não conheço sociedade Só conheço
- 41:28indivÃduos, sabe? Então foi esse mecanismo De volta
- 41:38ao capitalismo original Um capitalismo profundamente
- 41:44explorador Super explorador Um capitalismo que teve
- 41:49dificuldades imensas De eliminar a escravidão Em
- 41:571861 Os jornais engleses catalistas Estavam discutindo
- 42:05se apoiavam O norte dos Estados Unidos Que era
- 42:10contra a escravidão Ou apoiavam o sul, que era
- 42:13escravocrata Foi um debate que eles travaram Então o
- 42:20capitalismo do Estado Faltou essa saudade da escravidão
- 42:23Você vê que caso daquelas Companhias de vinho, há um
- 42:28ano, dois anos atrás Não é o Ronaldo? Sim
- 42:31No Rio Grande do Sul, supermodernas Uma propaganda
- 42:34moderna Três companhias Com pessoas escravizadas Com
- 42:40castigos fÃsicos Onde estão as prisões? As
- 42:47pessoas escravizadas Isso é a superexploração do
- 42:50trabalho Você quer eliminar os direitos e as garantias
- 42:58Entende? Então esse conceito de
- 43:02superexploração do trabalho Foi elaborado por Rui Mauro
- 43:07Marini E Vânia Bambiha E os dois economistas
- 43:13brasileiros à um conceito muito atual Eles pensaram
- 43:18que a superexploração Era só no terceiro mundo Como
- 43:23a gente chamava Mas hoje é muito comum nos paÃses Os
- 43:28capitalistas avançados Extremamente comum Do Japão
- 43:34aos Estados Unidos Superexploração do trabalho
- 43:38à Fábio, agora vamos falar de esperança Talvez ser
- 43:44trabalhador e sentir, manter, preservar Fortalecer
- 43:51a esperança Sejam as coisas que andam juntas Temos
- 43:56esperança? Temos expectativa de transformação?
- 44:00Com luta, é evidente? Um
- 44:03momento muito perigoso Mas falar de esperança Eu
- 44:06começo a meio de esperançoso Só para
- 44:10contrariar Ã, mas estamos muito perigosos Em que
- 44:13esses movimentos nazistas e fascistas Se expandem pra
- 44:19todo o lado Então é um momento perigoso Mas a
- 44:25realidade é muito forte A realidade não é o que a
- 44:30gente quer Exatamente, a gente quer algo E pode
- 44:35agir na realidade Mas tem que ter uma base real
- 44:38Esses movimentos nazistas e fascistas Eles não têm uma
- 44:43base real Você vê que o governo aqui do Inominável
- 44:48Foi por água bafo porque a economia Foi colapsando Se
- 44:56ele tivesse continuado a segunda mandato Nós
- 44:58estarÃamos num dos colapsos sociais E econômicos mais
- 45:01graves de todos os tempos Então esse colapso econômico
- 45:07Que eles provocam Não sustenta esse mecanismo De
- 45:12crescimento da exploração Da super exploração Então acho
- 45:18que há uma expectativa Essas lutas, bem ligadas ao
- 45:23trabalho Mas essas lutas de estudantes e professores
- 45:27Pelo mundo todo em defesa de gás Essas lutas de
- 45:33trabalhadores Por retomar a organização sindical Tudo
- 45:40isso vai ter um efeito muito forte e positivo No
- 45:45esse ano, nos próximos anos Há uma real organização
- 45:49sindical pelo mundo Eu queria ainda colocar aqui
- 45:54uma última questão Essa semana eu me dei conta e
- 45:58falei aqui Pensei alto no Radio Libre Eu não me
- 46:02lembro nesse tempo Não tem um tempo pouco mais faz um
- 46:06tempo que eu estou aqui Nesse programa tratando de
- 46:09questões ligadas aos trabalhadores Eu não me
- 46:11lembro de um perÃodo em que nós tivéssemos As três
- 46:15universidades estaduais em greve As três universidades
- 46:18federais E o Instituto Federal em greve Portanto
- 46:20toda a educação superior Isso depois de termos uma
- 46:23greve No ensino fundamental e médio no estado O que
- 46:30simboliza isso do ponto de vista dos trabalhadores
- 46:34Fábio? Para os princÃpios neoliberais A
- 46:40educação tem que se atacar fortemente São setores muito
- 46:46oprimidos pelos governos Oprimidos salarialmente,
- 46:53politicamente E tudo isso agora significa que as
- 46:59tomadas Talvez mais se decidiram a enfrentar Isso
- 47:05que é o neoliberalismo capitalista Que pode chamar
- 47:10de responsabilidade fiscal Mas é uma irresponsabilidade
- 47:15Compor Então as tomadas de estudantes, de professores
- 47:21São hoje essenciais para combater a... Vamos
- 47:29dizer assim, a extrema direita O radicalismo de
- 47:33direita A piora das condições de vez das
- 47:36pessoas Não é a toa que sempre é o setor mais
- 47:40atacado Sou mais atacado no Paraná, no Rio Grande do
- 47:43Sul, em São Paulo Em todos os locais é profundamente
- 47:48atacado Esses grupos capitalistas de extrema
- 47:52direita Depestam a educação Então essa consciência foi
- 47:58crescendo E hoje essa consciência se acelera Se
- 48:04empolga para enfrentar esse projeto Olha, essas greves
- 48:09são um enfrentamento Direto a essa ideia, a esse
- 48:13conceito Que tem um nomezinho bonito Mas que é
- 48:17profundamente perigosa Ressursalidade fiscal AÃ
- 48:22você pode perguntar mais Você está defendendo e
- 48:23gastar muito Não, eu estou defendendo Que os juros da
- 48:27dÃvida interna caiam Ao cair, os gastos caem Você
- 48:33deixa de pagar 700 bilhões de reais Para banqueiro e
- 48:39financista para a vida Para destinar a melhoria da vida
- 48:47das pessoas Entende? Um contato direto contra esse
- 48:52conceito do neoliberalismo De responsabilidade fiscal
- 48:56De indivÃduo e cortes nas áreas sociais Ok, professor
- 49:04Fabio Sobral Muito obrigado pela sua participação
- 49:08Parabéns pelo nosso dia, né? Parabéns,
- 49:10vamos lá ver E até a próxima segunda -feira Até a
- 49:13próxima Porque a luta continua, né? Continua,
- 49:17eu quero agradecer Um abraço, muito obrigado Tchau
- 49:41Que trabalho Que trabalho Como estou, que trabalho
- 51:06Na manhã de ontem, o CINSEF Participou da 7ª
- 51:09reunião da Mesa Nacional De negociação permanente Que
- 51:12discute o acordo coletivo de trabalho Dos
- 51:15trabalhadores da EBCER O encontro que aconteceu de
- 51:19maneira virtual Contou com a participação da CONDSEF
- 51:22De outras entidades representativas Dos
- 51:24servidores federais O principal ponto discutido na
- 51:27reunião Foi a devolutiva das entidades representativas
- 51:30Dos empregados sobre a proposta Da Secretaria de
- 51:33Coordinação E governança das empresas estatais Seste para
- 51:37os trabalhadores Na última reunião da Mesa Ocorrido do
- 51:41dia 18 de abril Os representantes da categoria
- 51:44Voltaram unanimemente na mesa Contra o que foi
- 51:47oferecido Pela Secretaria Pela Secretaria de
- 51:52Coordinação E governança das estatais Que previa reajuste
- 51:55salarial De 2 ,15 % Somente A 7ª reunião da Mesa
- 52:03Durante a 7ª reunião da Mesa Para tratar da questão
- 52:06da EBCER Apresentou uma proposta De alteração Que
- 52:11vincula de fato As condições As reivindicações
- 52:16Dos trabalhadores da EBCER Na próxima segunda -feira,
- 52:21dia 6 de maio Está convocada Para ser realizado
- 52:25um Assembleia Geral virtual Com os empregados da EBCER
- 52:31Para tratar da questão De liberar Sobre esses pontos
- 52:35Inclusive um dos pontos à uma possÃvel deflagração De
- 52:42greve Que pode acontecer ainda no começo De maio A
- 52:51dufe se está convocando Assembleia dos docentes Da
- 52:54UFC, Federal do Cario, NILAB Filiados e não
- 52:58filiados, claro Para Assembleia Geral Na próxima
- 53:02quinta -feira, amanhã As três da tarde Em primeira
- 53:06convocação Nos Jardins da Reitoria E nos Campos do
- 53:10Interior A pauta única é a avaliação da nova proposta
- 53:13elaborada Pelo comando nacional da greve Liderado
- 53:17pelo Andes Para discutir a continuidade Das negociações
- 53:21com o governo federal O comando nacional de greve
- 53:24Liderado pelo Andes Reuniu -se na sexta -feira E
- 53:28avançou na construção de uma proposta A ser
- 53:30apresentada na próxima reunião O comando de greve
- 53:34Também destacou que a proposta do governo De
- 53:36reajustar os cÃlios A alimentação, saúde e creche
- 53:40Se trata de uma conquista Dos trabalhadores E deve
- 53:45ser garantida Para todos os servidores públicos federais
- 53:48De qualquer categoria A partir de maio Independente
- 53:51de assinatura de acordo Bastando a disposição do
- 53:55governo De efetivar o reajuste O ministro do
- 54:02trabalho em emprego, Luis Marinho Afirmou que as
- 54:05empresas que omitem dados Sobre igualdade salarial
- 54:08Entre homens e mulheres Vão ter Um olhar especial Ou
- 54:14seja, uma fiscalização mais rigorosa Ministro Marinho
- 54:17comentou a decisão da justiça Que liberou alguns
- 54:19segmentos Como farmácias e universidades De divulgar as
- 54:23informações De transparência salarial E de critérios
- 54:26remuneratórios previstas Na regulamentação Da lei da
- 54:30igualdade salarial Aà o ministro disse, bom, são
- 54:33poucos setores Em 50 mil empresas São mais ou menos
- 54:38300 300 que Tiveram essa autorização Para não
- 54:42divulgar os dados Para não dar transparências
- 54:45Transparência Aà o ministro disse, pois bem Pois se
- 54:49não querem da transparência A lei Aplicação da lei que
- 54:53é Auditoria Visita dos auditores fiscais Para
- 54:59verificar Como está a situação salarial Das
- 55:02empresas A taxa de desemprego no primeiro
- 55:08trimestre Deste ano, ficou em 7 ,9 % Esse Ãndice é
- 55:13menor à o menor desde 2014 No perÃodo de janeiro,
- 55:17fevereiro e março Quando é o cançou 7 ,2 % Em relação
- 55:21ao trimestre Encerrado em dezembro O resultado
- 55:23representa uma elevação De 0 ,5 % à meio ponto
- 55:27percentual Já que em dezembro A taxa era de 7
- 55:32,4 % Os dados fazem parte Da pesquisa nacional por a
- 55:37amostra de domicÃlia Pinade, divulgada na terça -feira No
- 55:40Rio pelo IBGE A taxa média de desemprego em janeiro
- 55:43Fevereiro e março ficou abaixo De 8 ,8 % Em 2023
- 55:50Deslevantamento do IBGE Apura todas as formas de
- 55:53ocupação Seja emprego Com carteira assinada Sem
- 55:57carteira assinada Em emprego temporário Trabalho por
- 56:00conta própria etc etc etc Restação de cartão Em
- 56:37emprego temporário Restação de cartão A taxa média de
- 56:41desemprego Meta e peste Fiquei no prédio Em emprego
- 56:42temporário Em emprego temporário Saem da fábrica
- 56:46cansados da exploração Hoje o Horas, ele é pé Ele é
- 56:56pé na fila onde vou soltado Duas horas em
- 57:02perro, santólo Vida de operário, vida de operário
- 57:09Vida de operário, braços na máquina Peran, a situação
- 57:18Grissimento da produção E o lucro é do patrão Semana é
- 57:25do patrão Ganancé é do patrão E o lucro é do
- 57:29patrão 7 horas e 27 minutos O comandante da
- 57:36Marinha Brasileira, Marcos Sampaio Olsen Encaminhou a
- 57:41Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados Um
- 57:43documento em que ele critica o projeto de lei
- 57:45Que incluiu o nome de João Cândido, o Almirante Negro
- 57:48No livro dos heróis e heroÃnas da pátria O
- 57:52projeto de lei de autorita o ex -senador LÃndberg
- 57:54Farias Foi apresentado no Senado em 2018 E aprovado
- 57:59pela Comissão de Cultura em outubro de 2021 Na última
- 58:03quarta -feira, a Comissão de Cultura Promoveu uma
- 58:08audiência para discutir o texto João Cândido
- 58:11Felisberto, foi o lÃder da revolta da Chebata
- 58:14Organizada em 1910 Um movimento contra a aplicação
- 58:17de punições fÃsicas Tortura Que era aplicada aos
- 58:22marinheiros Em sua maioria negros por parte de
- 58:26oficiais da Marinha O lÃder João Cândido passou a ser
- 58:30reconhecido como Ãcone na luta contra o racismo E
- 58:35foi ouvir a tentativa de assassinato João Cândido Em
- 58:38várias ocasiões Na carta encaminhada à Câmara contra
- 58:43a homenagem Ao lÃder João Cândido O comandante da
- 58:46Marinha, Sampaio Olsen Diz que para a Marinha Ele
- 58:52falou em nome da Marinha E disse que para a Marinha A
- 58:56revolta da Chebata é um fato oprópio Quer dizer,
- 59:00vergonhoso Em que, abjetos marinheiros, palavra do
- 59:04comandante da Marinha Atual Abjetos marinheiros
- 59:09desrespeitaram a hierarquia e a disciplina E usaram
- 59:13equipamentos militares Para chantagear a nação Palavra
- 59:18do atual comandante da Marinha Sampaio Olsen Ãbvio
- 59:25Que era tudo que não se esperava de um comandante
- 59:27da Marinha Atual em 2024 Por mais reduzida que seja
- 59:33Sua capacidade de compreensão da história E
- 59:39as Chebatadas As torturas aplicadas aos marinheiros A
- 59:45maioria negros Que adjetivos Seriam dados pelo atual
- 59:51comandante da Marinha Que acha que uma revolta Que
- 59:57trouxe dignidade para os marinheiros à algo
- 1:00:01vergonhoso De gente e abjeta O que ele diria
- 1:00:10Sobre as Chebatadas As torturas Contra os
- 1:00:17marinheiros Lá por volta de 1910 Quando houve a revolta
- 1:00:22da Chebatada no Brasil Agora o filho de João
- 1:00:25Cândido Filho do Almirante Negro Lembra o pai como
- 1:00:31herói do povo brasileiro Adalberto Cândido se recusou
- 1:00:38A ler o documento do comandante da Marinha Que
- 1:00:43classificou A luta liderada por João Cândido como um
- 1:00:47episódio vergonhoso Após o comandante da Marinha tentar
- 1:00:50enviabilizar o projeto Que inclui João Cândido
- 1:00:53Felisberto O Almirante Negro No livro oficial de Herói
- 1:00:58da Pátria O único filho vivo do lÃder da revolta
- 1:01:02da Chebatada Diz que seu pai não é um herói da
- 1:01:06marinha Mas sim um herói do povo brasileiro Adalberto
- 1:01:13Cândido se recusou Como disse a ler a Carta do
- 1:01:16Chefe da Marinha E disse que o episódio de agora Ã
- 1:01:21apenas um capÃtulo da perseguição Que sempre foi
- 1:01:26imposta a seu pai, João Cândido Adalberto, o Cândido
- 1:01:31de 85 anos Cassula de 7 filhos Morador de São João
- 1:01:36do Milità Municipio do Rio de Janeiro O primeiro, onde
- 1:01:40João Cândido terminou a vida Afirmou, olha o que
- 1:01:43disse o Cândido Se fizesse um plebiscito Uma eleição
- 1:01:48para saber sobre o reconhecimento dele João
- 1:01:51Cândido João Cândido ganharia Ele finalizou
- 1:01:56dizendo o seguinte Não quero que meu pai seja um
- 1:01:59herói da marinha Ele é um herói popular Quero que meu
- 1:02:03pai seja um herói do povo Diz que o filho de João
- 1:02:06Cândido acertou João Cândido levou dignidade aos
- 1:02:12marinhheiros oprimidos Fez, liderou um movimento
- 1:02:16histórico Em defesa da marinha Da lei, da
- 1:02:22dignidade humana Dos negros, dos trabalhadores negros Da
- 1:02:27população negra A luta de João Cândido de fato O
- 1:02:35filho de João Cândido Teve a noção precisa do que o
- 1:02:41pai representa Para os brasileiros e brasileiras E
- 1:02:47por que não? Para os marinhheiros que pensem
- 1:02:51em profundidade E com senso de humanidade e respeito
- 1:02:57aos direitos humanos Sobre o fim das torturas Das
- 1:03:05tebatadas Numa importante força do Estado Brasileiro
- 1:03:11Que é a marinha Por isso João Cândido à o mestre
- 1:03:18-sala dos mares e do povo brasileiro
- 1:03:39A muito tempo nas águas da Guanabara O dragão do mar
- 1:03:48Apareceu Na figura de um bravo feiticeiro A quem a
- 1:03:59história não esqueceu Conhecido como navegante
- 1:04:08negro Tinha dignidade de um mestre -sala E ao acenar
- 1:04:16pelo mar na alegria das regatas Foi saudado no
- 1:04:22porto pelas mocinhas francesas Jovens polacas e
- 1:04:29fur batalhões de moladas Rubras cascatas Jorravam das
- 1:04:40costas dos santos entre cantos e chibatas Inundando
- 1:04:47o coração do pessoal do porão E a exemplo do
- 1:04:55feiticeiro gritava então Glória aos piratas, as
- 1:05:05moladas, as sereias Glória a farofa, a cachaça, as
- 1:05:19baleias Glória a todas as lutas Inglória que atravesta
- 1:05:33nossa história Não esquecemos jamais Sabe o
- 1:05:48navegante negro Que tem por monumento As pedras pisadas
- 1:06:01no cais mais alto Sabe o navegante negro Que tem por
- 1:06:14monumento As pedras pisadas no cais mais alto à tudo
- 1:06:23isso muito bem Uau o mengante negro mereceu essa
- 1:06:36beleza de Areesste forte daqui entre o mar e voz
- 1:06:44de Elis Regina. Bem que o comandante da Marinha
- 1:06:51pode ouvir essa música. E João Cântido vai para o
- 1:07:00livro dos heróis da Pátria, mas se não for para o
- 1:07:03livro não tem problema. Já está no coração do povo
- 1:07:07brasileiro. Trabalhador negro que no século 20
- 1:07:15teve a coragem de pertencente a uma força
- 1:07:18armada reagir contra o crime da tortura. Isso
- 1:07:24sim, de defender o trabalho digno para os marinheiros e
- 1:07:32simbolicamente para os trabalhadores em geral.
- 1:07:39Chegamos ao final desse programa
- 1:07:41especial do primeiro de maio. Tivemos
- 1:07:45a colaboração especial de Almira Murta com a produção
- 1:07:48musical do Rádio Livre de hoje. Obrigado,
- 1:07:53bom fariado. Vamos festejar o primeiro de maio
- 1:07:57e manter a cesa a nossa luta. Até
- 1:08:03amanhã, 7h30 com o Rádio Livre aqui no Universário
- 1:08:06FM. Rádio Livre que tem apoio do
- 1:08:08Cinti -Séfi -Ara, o Cili Carto dos Trabalhadores no
- 1:08:11Serviço Público Federal.