Latest / SuinoCast · by PPGVET / Impactos da IN 113 para a Suinocultura - Laya Kannan Silva Alves | Ep. 327
Transcript
- 0:00O que a gente pensa? Primeiramente, quando a gente
- 0:02fala com leigos, como você disse, o pessoal imagina aquele
- 0:04Barracão enorme, com inúmeras matrizes, todo mundo nas gaiolas
- 0:08super apertadas e et cetera. Acho que o primeiro ponto, isso
- 0:11ainda é uma realidade, né? Em algumas granjas, mas a gente
- 0:14tem visto aí a legislação sendo modificadas, regulamentações
- 0:18sendo modificadas, a pressão dos consumidores, grandes empresas,
- 0:22é. E tudo isso vem sendo trabalhado
- 0:25para buscar melhores alternativas do ponto de vista
- 0:28do bem-estar animal e também para a gente manter
- 0:30produtividade, para a gente manter eficiência econômica, que
- 0:32no fim das contas, a suinocultura é uma atividade de
- 0:35fins lucrativos. Está no ar o primeiro podcast da
- 0:39suinocultura brasileira, o swinocast.
- 0:46O swinocast só é possível através do apoio de empresas
- 0:49inovadoras e que apoiam a educação continuada na
- 0:52suinocultura brasileira. Autec soluções nutricionais,
- 0:56eficientes e sustentáveis para fortalecer a suinocultura.
- 1:01Cerva sempre com você, além da saúde animal PAC smart
- 1:07transformação digital para o campo.
- 1:11DSM firmenish moldando o futuro dos cuidados com suínos novos,
- 1:16líder em soluções de nutrição inteligente para o crescimento
- 1:19dos negócios na produção de proteína animal.
- 1:23Polinutri nutrição animal. Juntos vamos mais longe,
- 1:28novonesis transformando o mundo através da biologia.
- 1:32Olá, sejam todos muito bem vindos para mais uma edição do
- 1:35swinocast. Hoje eu tenho uma convidada
- 1:38repeteco aqui. A laya kamã a laya, que é
- 1:43professora. Ela é zootecnista, formada pela
- 1:47universidade de Uberlândia, mestre pela Universidade de São
- 1:51Paulo, doutoranda também pela Universidade de São Paulo.
- 1:54Com o sanduíche aí na North carline state University laya tu
- 1:59já? A gente já se conhece.
- 2:01A gente já fez uma boa entrevista, uma boa conversa
- 2:05sobre eutanásia, sobre. Essa essa parte da do final da
- 2:12carreira, só vou me apresentar aqui.
- 2:15O meu nome é Guilherme Brant, sou host do programa e falando
- 2:18que esse é um programa. Quando eu falo com uma
- 2:20professora, às vezes eu me atrapalho, né?
- 2:24Mas esse é um programa que ele é para academia, né?
- 2:27De sustentação para professores e para alunos também, para
- 2:33futuros alunos, né, que está se decidindo aí na carreira.
- 2:37Para os produtores, futuros produtores, EE também.
- 2:41Eu sempre falo para os nossos não consumidores e o nosso tema
- 2:44aqui, os nossos consumidores, especialmente os nossos não
- 2:46consumidores. O que que a gente tem para falar
- 2:49de bem da nossa cadeia? Laia, voltando à apresentação,
- 2:53eu sempre falo que é uma apresentação um pouco mais fria,
- 2:57uma leitura de COVID. Nós já falamos aqui no outro
- 3:00tema sobre eutanásia, que É o Fim da da vida, fim da carreira,
- 3:04da do animal. E hoje o tema é diferente.
- 3:08O tema é bem-estar animal e algumas relações com o bem-estar
- 3:12animal. E antes de a gente começar a
- 3:15falar eu te peço de novo para quem não escutou o nosso
- 3:19programa inicial lá da eutanásia, que escute, mas que
- 3:23tu te apresente de uma forma. Quem é a laia da onde veio?
- 3:28Como que foi parar nesse mundo da suinocultura para a gente
- 3:32começar a nossa conversa? E antes de da nossa conversa
- 3:36específica, eu tenho 11 pergunta para professores, EE
- 3:40universidade em geral, vai lá? Ok, primeiramente, obrigada aí
- 3:45Guilherme pela introdução. Obrigada pelo convite mais uma
- 3:47vez, né? É sempre um prazer estar aqui
- 3:49com vocês gravando esse podcast que chega pra todo mundo, né?
- 3:53Como você bem falou, então a gente tá aí tentando trazer uma
- 3:56informação mais simples, trazer a ciência de uma maneira mais
- 4:00palpável pra que a gente possa aplicar o que a gente vem
- 4:02aprendendo aí ao longo dos anos. A campo e fazer a diferença na
- 4:06cadeia produtiva mesmo, né? A laya é mineira, é mãe de pet,
- 4:11tenho 2 cachorras, apaixonada pela suinocultura, entusiasta
- 4:16por animais de uma forma geral, sempre buscando aprender.
- 4:20É ver o que tem de novo, sair aí um pouco da pensar fora da caixa
- 4:25para tentar buscar soluções que são palpáveis para a gente estar
- 4:28mais próximo dos produtores mesmo e tentar sanar essas
- 4:30dores, né? Então ao longo da minha
- 4:32carreira, aí eu venho trabalhando com suínos um pouco
- 4:35mais de 6 anos, então final da graduação lá em Uberlândia, em
- 4:39Minas Gerais, depois transicionei para Pirassununga.
- 4:42Comecei AO meu mestrado na USP com o professor César garbossa,
- 4:46terminando o doutorado agora fazendo meu último ano aqui Na
- 4:50Na Mark Caroline state University, trabalhando mais com
- 4:54o bem-estar animal, focado aí bastante em em fêmeas, em
- 4:57controle de dor em questão de. Classificação.
- 5:01Então a gente vem tentando solucionar alguns problemas aí
- 5:03que a gente vê na cadeia produtiva e acho que é sempre
- 5:07esse o foco, né? Como que a gente pode melhorar a
- 5:09vida dos animais, das pessoas que estão envolvidas no sistema
- 5:12de produção? Como que a gente, enquanto
- 5:15academia, pode tentar ser mais motivacional, trazer as pessoas
- 5:19mais para perto para buscar informação e ter uma comunicação
- 5:23mais clara, né, para passar isso adiante.
- 5:24Então acho que o foco principal aí hoje é é esse.
- 5:30Tá legal? Empresa global de nutrição
- 5:34animal, a utech oferece soluções para enfrentar os principais
- 5:38desafios da suínocultura. Junte se a nós, para maximizar a
- 5:42qualidade de casco das matrizes, a imunidade das lei pegadas e a
- 5:46rentabilidade na terminação, com a utech, você não precisa
- 5:50escolher entre desempenho, bem-estar e sustentabilidade.
- 5:57A pergunta, então vamos lá, seja bem-vindo a pergunta que eu IA
- 6:00te fazer antes do programa. A gente alguns dias aí ao ao mês
- 6:04passado a gente fechou o nosso programa de número de 300 e a
- 6:08gente tem tido algum feedback tanto da geral, né?
- 6:12E se se se isso se tem sido usado, né?
- 6:16Nas nas discussões, tem um comentário para nos dizer a
- 6:20respeito aí de. Ter temas gerais, que são temas
- 6:23bastante gerais, né? É o que eu falava aqui.
- 6:26A gente começou na primeira conversa contigo sobre
- 6:28eutanásia. Hoje a gente vai para mim estar.
- 6:31É o papel da ferramenta de vocês.
- 6:34Ele é fundamental exatamente por trazer essa informação de uma
- 6:37forma muito simples, né? Então é um bate-papo, é uma
- 6:41conversa, a pessoa tá dirigindo, tá fazendo uma janta e tá
- 6:44ouvindo, tá aprendendo mais sobre a suinocultura de uma
- 6:47forma geral. E o que eu mais gosto
- 6:49pessoalmente é. Quão amplo e como vocês abordam
- 6:53diferentes temas? Então acho que isso é um ponto
- 6:55muito positivo, porque a gente que está na pesquisa, às vezes a
- 6:59gente foca muito em uma situação, a gente está focado,
- 7:01Ah, vamos trabalhar com nutrição.
- 7:03Então, muitas vezes eu não estou por dentro da da questão de
- 7:06doenças, de vacinas, o que está acontecendo e como a ferramenta
- 7:09traz tudo isso pra gente de uma de uma maneira muito simples,
- 7:12né? A gente tem vários especialistas
- 7:14te dando isso de uma forma. Simples, direta, com palavras do
- 7:17dia a dia. Eu acho que isso é um dos pontos
- 7:19principais assim, que realmente é o que que eu mais gosto e o
- 7:23que me faz. Ah, estou dirigindo para o
- 7:24trabalho, vamos escutar que que tem de novo aqui.
- 7:27Então acho que é é bastante interessante nesse quesito aí.
- 7:31Legal e é o é o que tu falou? É?
- 7:33É. E a gente tentando buscar, é.
- 7:36Pessoas diferentes. Um abraço também pro professor
- 7:39César, né? Que que tem colaborado também.
- 7:42Mas vamos lá, especificamente do tema bem-estar animal, quando a
- 7:47gente quando a gente começa, tu falou de 6 anos atrás.
- 7:51Quando a gente começa a falar do bem-estar animal,
- 7:54inevitavelmente é, vem Na Na cabeça da maioria das pessoas
- 8:00com quem eu converso, pelo menos.
- 8:02A questão das das matrizes, do alojamento de matrizes, ou ou
- 8:07quando fala com leigo, é a primeira coisa, pô, é, é AA
- 8:11produção, é uma produção intensiva, e ela é intensiva,
- 8:15né? E eu sempre é.
- 8:17Desde o tempo que eu trabalhava no na, na iniciativa privada, eu
- 8:21sempre falava tanto pros colaboradores quanto pros
- 8:25produtores, que o bem-estar não é estrutural, ele é estrutura e
- 8:29atitude, né? E o alojamento?
- 8:32Ele é uma parte do do bem-estar e hoje eu gostaria que a gente
- 8:35tentasse fazer 111 geralzão aqui, mas nós vamos
- 8:40inevitavelmente ir pra questão alojamento, né?
- 8:44Então é dentro disso eu já já saio de debate pronto aqui com
- 8:50uma pergunta pra ti, quais são os sistemas né, que nós temos
- 8:55hoje de produção? Tanto produção ainda não não
- 9:00adequada. Vamos dizer 111 produção
- 9:04tradicional. E quais os modelos de instalação
- 9:07que nós temos hoje? Considerando já modelos é
- 9:11chancelados como modelos, é bem-estar animal na produção.
- 9:16Sim, então vamos lá, né? Então, o que a gente pensa?
- 9:19Primeiramente, quando a gente fala com leigos, como você
- 9:21disse, o pessoal imagina aquele Barracão enorme com.
- 9:24Inúmeras matrizes, todo mundo nas gaiolas super apertadas e et
- 9:27cetera. Acho que o primeiro ponto, isso
- 9:29ainda é uma realidade, né? Em algumas granjas.
- 9:32Mas a gente tem visto aí a legislação sendo modificadas,
- 9:35regulamentações sendo modificadas, a pressão dos
- 9:37consumidores, grandes empresas, é.
- 9:41E tudo isso vem sendo trabalhado para buscar melhores
- 9:44alternativas do ponto de vista do bem-estar animal e também
- 9:47para a gente manter produtividade, para a gente
- 9:49manter eficiência econômica, que, no fim das contas, a
- 9:51suinicultura é uma atividade de fins lucrativos, né?
- 9:55Então hoje a gente tem diversos, dependendo da legislação de cada
- 9:59estado ou de diferentes países, a gente vai ter algumas minutas
- 10:03que vão ser diferentes. Mas de uma forma geral, o que se
- 10:06tem pedido hoje para matrizes suínas é a gestação coletiva.
- 10:10Né? E essa gestação coletiva?
- 10:12Ela pode ser de um modelo mais simples possível, até um modelo
- 10:15muito mais tecnológico. E todos eles vão ter pontos
- 10:18positivos e pontos negativos, né?
- 10:20Quando a gente pensa no modelo de gestação coletiva bem
- 10:23simples, é simplesmente, a gente tem as baias e isso a gente vê
- 10:28muito em grandes, às vezes um pouco menores, que ainda estão
- 10:30transicionando pra remoção das gaiolas.
- 10:33Mas a gente vai ter as nossas baias coletivas, com as nossas
- 10:35fêmeas alojadas conjuntamente. E o arracionamento, por exemplo,
- 10:38é feito no chão ou a gente tem um comedouro bem simples, todo
- 10:41mundo vai comer junto. A gente pode passar por um
- 10:44modelo um pouco mais, é tecnológico que a gente vai ter
- 10:49alimentação individual dessas fêmeas em Mini box só a gente
- 10:53consegue separar essas matrizes pra tentar mimetizar isso.
- 10:56E a gente tem o nosso padrão de Barracão.
- 10:59No Brasil, aberto, porque está muito, é muito calor, tem
- 11:01bastante ventilação e et cetera. E a gente tem os modelos mais
- 11:06tecnológicos, que também tem seus pontos positivos e seus
- 11:09pontos negativos, que daí vai. Vão ser aqueles sistemas
- 11:12totalmente automatizados que a gente tem, as estações
- 11:14automáticas de alimentação que a sua emersão identificadas com os
- 11:18chips. Individualmente, para a gente
- 11:19controlar o que elas recebem, elas vão ter o acesso.
- 11:23Livre, né? A alimentação ela é controlada,
- 11:25mas elas têm esse acesso livre do momento que elas entram no
- 11:27comedor ou não, com barracões totalmente climatizados.
- 11:31Então, a gente tem todos os tipos de tecnologia, desde o
- 11:34Barracão mais simples, que a gente só botou as fêmeas nas
- 11:37praias e tá fornecendo essa alimentação da maneira que o
- 11:40produtor consegue naquele momento.
- 11:42Até esses meios mais tecnológicos, todos eles têm
- 11:45pontos positivos e negativos e vão muito além da estrutura
- 11:49física, né? Do Barracão, vão do tipo de
- 11:51manejo que a gente faz. O tipo de alimentação que a
- 11:54gente fornece, de como é a nossa interação humano, animal, como é
- 11:58essa interação dos colaboradores com essas matrizes, então tudo
- 12:00isso vai estar impactando aí na questão do bem-estar da fêmea
- 12:04dos colaboradores e na longevidade das nossas matrizes
- 12:07e por produtividade e tudo isso, né?
- 12:11Deixa, deixa eu pegar já pelo menos 2 pontos.
- 12:15Eu eu estou anotando aqui já tenho 4 pontos, mas vamos, vou
- 12:19pelo primeiro. O que que o que tu consideraria
- 12:23pontos? Oo assim, os principais pontos
- 12:27positivos e os principais pontos negativos.
- 12:30Vamos considerar só o alojamento que que que que vai ser ou que
- 12:37ele é o desejado, que seria um alojamento coletivo ou coletivo
- 12:42a partir de uma certa fase, né? Quais são os pontos?
- 12:46Jogar aí 2 ou 3 pontos positivos, EE pontos negativos
- 12:49de cada sistema. Os pontos positivos a primeira
- 12:51coisa que a gente imagina é a questão da o que a gente chama
- 12:54de medidas que a gente baseia no animal, né?
- 12:57Então a gente observa essa matriz, ela está tendo uma maior
- 13:00expressão de comportamento natural, ela vai ter essa
- 13:02capacidade de se locomover. Então, quando a gente pensa no
- 13:05animal, num primeiro momento, antes de fazer uma análise mais
- 13:08crítica, a gente pensa que os maiores pontos positivos que a
- 13:11gente tem são associados a isso, né?
- 13:13A nossa matriz está ali expressando o comportamento.
- 13:16Natural, ela tem a socialização, que para assumirmos é muito
- 13:19importante, mas também é um grande problema.
- 13:22Então a gente está atendendo algumas dessas medidas que são
- 13:25benéficas para as nossas fêmeas. Pontos negativos, né?
- 13:28Por que que a gente usa a gaiola?
- 13:30Pensando em manejo, facilidade, maior controle.
- 13:33Então a gente consegue individualizar essas fêmeas e
- 13:35ter um melhor controle de cada uma delas.
- 13:38Se a minha fêmea um não comeu, eu consigo identificar porque
- 13:41ela está ali, eu vou ver a ração ali, se ela está doente, eu
- 13:43consigo identificar. Então a parte de saúde do
- 13:46plantel é acaba sendo um pouco dificultada nas bases coletivas.
- 13:51Então a gente precisa pensar no treinamento das nossas equipes
- 13:54para identificar melhor e precocemente qualquer problema a
- 13:57gente possa ver desses animais. Então é um ponto que acaba sendo
- 14:00negativo, né? Que é um pouco mais difícil a
- 14:02questão do manejo de controle de saúde, da individualização das
- 14:06nossas fêmeas. A questão do custo que que
- 14:08querendo ou não a gente tem que levar em consideração.
- 14:10A gente tem uma mão de obra que vai ser mais, precisa ser mais
- 14:13elaborada, mais bem trabalhada e o nosso custo de produção ele
- 14:16aumenta com a gestação coletiva é por diversos fatores, a gente
- 14:20aumenta espaço, então a gente ou constrói mais Barracão.
- 14:24Hoje a gente diminui nosso inventário de fêmeas.
- 14:26Então a gente tem aí alguns problemas negativos relacionados
- 14:29à produtividade, a indicadores só técnicos, mesmo que vários
- 14:33estudos vêm mostrando uma queda em vários indicadores por.
- 14:36Estresse social, que leva a estresse fisiológico e aí a
- 14:39gente tem perdas reprodutivas, remoção precoce de fêmeas por
- 14:43lesões, brigas, classificação, principalmente.
- 14:46Então tudo isso vem vindo aí, como prós e contras?
- 14:50É, mas eu acho que o ponto principal é que assim é uma
- 14:53mudança que ela tem que acontecer e ela já está
- 14:56acontecendo e a gente não vai voltar atrás nisso, né?
- 14:58Então o que a gente precisa pensar é, o que nós vamos fazer
- 15:00daqui para frente para adaptar nossos sistemas e adaptar nossas
- 15:04fêmeas também nessa transição? Quando é eu, eu tinha anotado
- 15:10aqui o que tu comentasse de da interação humano animal, que a
- 15:16gente pode traduzir não como bem-estar animal, mas como
- 15:19bem-estar único, né? bem-estar tanto do do animal
- 15:23como do do ser humano. EE, pegando essas é tudo que tu
- 15:28comentou aí de pontos positivos e negativos, eu lembro aqui faz
- 15:32em uns 2 anos mais ou menos. Pois é, eu fiz uma pesquisa com
- 15:38com várias empresas, é universidades, produtores, é
- 15:44cooperativas, integradoras fornecedores, 1111 leque grande
- 15:52da dos dos participantes da nossa cadeia.
- 15:56E eu somei assim por cima, mais ou menos 1000000 e meio de
- 15:58matrizes, né? EEE foram.
- 16:03Eu perguntei, quais são os grandes desafios da sua cultura
- 16:05Moderna? Eu lembro aqui de cabeça 20 EOO
- 16:08primeiro grande desafio, 28% o mão de obra né, AA capacitação,
- 16:17né? Depois vinha 20 e poucos por
- 16:20cento a questão de perdas jogando perda, tanto as perdas
- 16:24que tu comentou aí como perdas sanitárias também.
- 16:28E em terceiro lugar. O pacote chamado pacote de
- 16:32eestar animal, né? Então isso me chamou muito
- 16:36atenção e é e é exatamente o que tu comentou aqui, né?
- 16:42Porque se eu tenho perda, se eu tenho um desafio é de mão de
- 16:47obra e tu coloca aqui que precisa um investimento maior em
- 16:51mão de obra e hoje nós temos um desafio quantitativo primeiro e
- 16:56qualitativo também, né? E eu e animais que antes me
- 17:01mostravam não comi, teve um aborto, teve um retorno, era
- 17:06evidente comportamento de de de cela, né?
- 17:08É diferente da da bike. Então, resumindo, hoje eu tenho
- 17:13pessoas menos pessoas, menos treinadas.
- 17:16É buscando coisas que são menos evidentes, quer dizer que são
- 17:21evidentes, mas menos perceptíveis, né?
- 17:24Se a gente pra falar mais claro. Então, como EEA?
- 17:28Outra coisa laia que nós nós estamos agora entrando, eu
- 17:35sempre falo que a gente está entrando No No começo de de
- 17:39atividade e que as fêmeas, elas começam a ser fêmeas oriundas de
- 17:46de granjas multiplicadoras ou mesmo granjas criadas em bem
- 17:50sabe mal até então, não é a expressão muda também.
- 17:56Fiz um Monte de observação aqui. Como que a gente equilibra tudo
- 18:00isso aí live, né? EE, também a questão que tu
- 18:04falou No No final, ela tem desafios, claro, os desafios
- 18:09técnicos e zootécnicos também pelo novo, né, que a gente tá se
- 18:13adaptando AA manejo novo, mas como que fazer com que isso, com
- 18:19que o meu investimento é se pague no produto final?
- 18:25Essa é a questão do milhão, né? Quem conseguir responder isso
- 18:28pra gente tá feito. Acho que assim, quando a gente
- 18:31pensa em regulamentações de bem-estar de uma forma geral.
- 18:35Mas vamos falar da nossa, né? Da IN 113, é, é um Marco
- 18:39histórico. Ela traz várias questões que são
- 18:42cruciais se a gente pensar no bem-estar e são questões que
- 18:45devem ser abordadas, mas ao mesmo tempo a gente tem um
- 18:48desafio muito grande, que é quando a gente traz essas
- 18:51regulamentações. A gente não é específico o
- 18:54suficiente. Eu acho que essa é a primeira
- 18:56questão, então a regulamentação. Ela fala, Ah, as fêmeas tem que
- 18:59estar soltas, você pode manter em gaiolas até 35 dias e depois
- 19:03estão soltas, mas ninguém fala sobre ó.
- 19:05Mas se você trabalhar com grupo estático, a sua chance de
- 19:09remoção, ela é, ela é menor do que se você trabalhar com grupo
- 19:12dinâmico e inserir fêmeas o tempo todo.
- 19:14A legislação não fala sobre isso.
- 19:16Então o produtor que não tem esse conhecimento, que talvez é
- 19:19um produtor menor, que não tem tanto aporte técnico.
- 19:22Ele acaba aprendendo isso da pior maneira possível, né?
- 19:25Tentativa e erro então, a legislação, ela fala sobre
- 19:28espaço, requerimento, mínimo de espaço, mas ela não fala que é o
- 19:32que a pesquisa mostra, que quando a gente reduz o espaço
- 19:35por porca, a gente também aumenta a remoção. anão fala
- 19:39sobre questão de ventilação, de ambiência, não fala sobre os
- 19:42desafios que a gente tem da genética.
- 19:44A gente vem selecionando nossas matrizes há quantos anos em
- 19:47sistemas que elas estão ali? Na gaiola, essas fêmeas vão ter
- 19:50muita dificuldade nessa transição para estar interagindo
- 19:53o tempo todo para gestação coletiva.
- 19:55Então, as regulamentações, elas trazem questões que são
- 19:58essenciais e que tem que ser modificadas.
- 20:01Mas eu acho que a gente peca muito nessa especificidade, em
- 20:05tentar trabalhar com os produtores e falar, ó, a
- 20:07legislação fala isso, mas como que a gente vai trabalhar para
- 20:10diminuir esse estresse, esse estresse social?
- 20:12Como que a gente inclui essas fêmeas juntas?
- 20:15Para que esse estresse social ele não chegue num ponto de ser
- 20:17tão agudo e prolongado, que ele vire um estresse fisiológico.
- 20:21E aí a gente vai ter perda reprodutiva, a gente vai ter
- 20:24aborto, a gente vai ter muito mais fêmea.
- 20:26Tendo retorno ao cio, como que a gente vai treinar nossos
- 20:29colaboradores para fazer a deteção de extra adequadamente
- 20:32numa gestação coletiva, né? Então assim, é legal que a gente
- 20:36tem tudo escrito ali, fala, tem que ser feito dessa forma e o
- 20:39mundo inteiro quer produzido dessa forma.
- 20:41Mas daí é onde entra a gente, como acadêmicos, a gente como
- 20:45técnicos, que a gente também perca muito nesse nesse quesito
- 20:47de mas e aí a gente tem todas essas informações e o que que a
- 20:51gente faz com elas agora? Porque é isso.
- 20:53Os maiores desafios que a gente tem vão ser aí as lesões número
- 20:571 locomotoras, então as fêmeas vão brigar maior.
- 21:00Claudicação traz todas as questões de aumento no descarte,
- 21:03remoção de fêmeas, a questão do estresse fisiológico, que traz
- 21:07todas essas perdas reprodutivas. A gente também não fala sobre
- 21:11como a gente está mais exposto a doenças, né?
- 21:13Por nossa sorte, no Brasil a gente não tem peer, mas aqui nos
- 21:16Estados Unidos, então está no caso.
- 21:18Ali eles já tem vários trabalhos mostrando que a gente tem maior
- 21:21incidência de doenças reprodutivas ali, relacionadas à
- 21:25gestação coletiva, questão de falta de espaço, o tipo de peso
- 21:30que está sendo utilizado. Então as legislações não falam
- 21:32que um peso mais abrasivo, um peso assim, ele vai ser mais
- 21:35prejudicial, então? A gente tem muita coisa para
- 21:39trabalhar em cima disso para tentar.
- 21:42É trazer um cenário ideal e além disso, o cenário ideal.
- 21:46Ele é diferente de Granja para Granja, né?
- 21:48É o que a gente sempre fala, aqui não tem receita, então vai
- 21:51depender do do manejo que eu tenho, do funcionário que eu
- 21:54tenho, como eu treino esses funcionários, como eu também
- 21:57valorizo esses funcionários, que a gente sabe que o tornando a
- 22:00organização e no futuro é gigantesco.
- 22:02Mas o que que a gente está fazendo?
- 22:03A gente, os produtores, as empresas estão fazendo de
- 22:06diferente para tentar manter essas pessoas.
- 22:08Então, quando a gente fala do pensar, das semes, a gente
- 22:11também tem que pensar, o que que eu estou fazendo para o meu
- 22:13colaborador, para eu segurar ele aqui nesse serviço que ele está
- 22:16aqui 8 horas por dia, com esse cheiro maravilhoso, longe da
- 22:20família, indo para fazenda todo dia.
- 22:23Então o que que a gente está fazendo pelas pessoas também?
- 22:25Então acho que o os desafios são muito maiores do que
- 22:28simplesmente. Tira todo mundo da gaiola e
- 22:30coloca aqui na praia e tá todo mundo feliz, né?
- 22:33Não é bem assim nessa. Tu tu fez alguns estudos, é
- 22:41comparando a questão financeira, né?
- 22:45Da das instalações, o que? Quais são as as grandes
- 22:50conclusões? Acho que o ponto chave, né?
- 22:54Primeiro, ou estrutural, ele vai ter um custo muito grande,
- 22:56porque é o que a gente disse, ou você aumenta o número de
- 23:00barracões e mantém Oo seu inventário de porcas, ou você
- 23:03diminui o inventário pra caber naquele mesmo espaço.
- 23:06Então a gente tem um maior custo com custo fixo de alojamento por
- 23:10cabeça, né? Por matriz que a gente tem.
- 23:13E a gente tem alguns estudos mostrando pra gente todas essas
- 23:15questões das perdas reprodutivas, que vai ser o
- 23:17segundo item de maior impacto. Então, a gente está produzindo
- 23:21menos leitão por metro quadrado e, além disso, a gente tem as
- 23:25remoções, a questão das doenças. A gente tem alguns trabalhos que
- 23:29mostram maior uso de medicações em fêmeas que estão em gestação
- 23:32coletiva. É.
- 23:34E aí dentro dos sistemas também a gente vê diferenças entre uma
- 23:37gestação coletiva tradicional. Que a gente pode manter as
- 23:40fêmeas na gaiola nos primeiros 30 dias pós inseminação, em
- 23:44comparação com sistemas de cobre e solta, que você não mantém
- 23:47elas nunca. Então o custo é ainda maior no
- 23:48sistema cobre e solta. Então a gente tem achado o que
- 23:52parece que é muito óbvio, né? Todo mundo sabe que o custo vai
- 23:54ser maior, mas a gente tá agora na fase de identificar quais são
- 23:58os pontos mais críticos, né? Desse que causam esse maior
- 24:02custo. E para além do do custo fixo, do
- 24:06inventário mesmo e da questão de espaço, são as perdas
- 24:09reprodutivas, então a mortalidade das fêmeas, a maior
- 24:13medicação, então a gente tem o maior custo com sanidade de uma
- 24:16forma geral e tratamento de matriz.
- 24:19E a questão da remoção das fêmeas, então a nossa taxa de
- 24:21reposição, ela está indo muito para cima em função disso.
- 24:25Mas a gente também vê alguns outros trabalhos que estão sendo
- 24:27feitos que. Ao decorrer do tempo que essas
- 24:31fêmeas vão passando, tendo mais chance de permanecer nesse
- 24:34sistema, elas também vão se adaptando.
- 24:36E aí essa, essas questões todas diminuem.
- 24:39E aí a gente consegue ir equilibrando um pouco mais a
- 24:41questão do nosso custo. Mas eu acho que um ponto
- 24:44principal é AA questão da valorização do mercado mesmo,
- 24:48né? Eu acho que o Brasil, a gente já
- 24:50tem alguns sistemas de certificação, isso ajuda muito,
- 24:53mas a gente vê em outros países uma questão da certificação
- 24:56sendo muito mais eficiente. No sentido de quem?
- 24:59O consumidor tem pedido por essas mudanças e a gente quer
- 25:02que todas essas mudanças aconteçam, mas alguém tem que
- 25:05ajudar a pagar a conta também, né?
- 25:07Então, subsídio do governo para auxiliar a questão das
- 25:10certificações. E aí a gente tem uma carne suína
- 25:13certificada, de animal criado em bem-estar animal, e daí ele vai
- 25:17ser um pouco mais oneroso para o consumidor, o que tem todas as
- 25:20questões complexas relacionadas. Mas alguém também precisa ajudar
- 25:23a pagar essa conta, né? Porque a gente tá na transição e
- 25:27a gente sabe dos impactos financeiros que.
- 25:29Que essa mudança tem no sistema de uma forma geral?
- 25:33Sim, deixa eu te perguntar OA questão a adaptações de granjas,
- 25:38né? A gente vê redução de plantel.
- 25:41É muito difícil a pessoa investir para reduzir, reduzir o
- 25:44plantel, né? Normalmente o que se vê, o que
- 25:46eu tenho visto é, AA grosso modo, pegar o tamanho da Granja,
- 25:53que é considerado as 4 ou 5 semanas, e fazer um atingir meta
- 25:58de. De plantel para para aquilo que
- 26:01seria um aumento muito maior do do plantel dentro do sistema de
- 26:05de produção, é aí se aumenta a produção AAO número de fêmeas EE
- 26:12dentro de uma Granja que já tem produção do do pessoal que tem
- 26:16experiência assim com com perdas relativamente.
- 26:19É pequenas, né? Do pessoal tem a perda do
- 26:23momento, da das das obras ou das adaptações, né?
- 26:28Mas e há há pouca, há poucos meses, aí eu, eu me entrevistei
- 26:34também fiz entrevistas a respeito das certificações, né?
- 26:38E aí tu tocou num num ponto de valorização.
- 26:42É, aqui no Brasil ainda não tem a valorização por produto
- 26:46agrossomo. Vamos, vamos falar bem, bem
- 26:50diretamente, né? Nós podemos ter certificações,
- 26:54mas ainda não tem valorização econômica.
- 26:57É quando AAA gente vê em algum, por exemplo, a Europa, que é um,
- 27:01que é um, que são os precursores aí, né, a gente tem frutas na
- 27:06Europa, um selo diferente produzida em a ou BE, existe um
- 27:13consumo diferente. E nas crises a gente vê as o
- 27:18quanto isso se é valorizado, né? Quando que tu vê que isso vai
- 27:24ser valorizado no Brasil? Eu sei que tudo.
- 27:27Não está no Brasil, né? Mas ou como que tu tem visto
- 27:30isso nos Estados Unidos e como que tu vê isso para o Brasil?
- 27:36A que eu não eu não acho. Eu acho que é muito cultural,
- 27:39né? Pra gente no Brasil ainda.
- 27:41A gente não valoriza essa questão.
- 27:44As pessoas. Muitas vezes, quando a gente faz
- 27:45todas essas entrevistas de mercado, a gente vê o pessoal
- 27:48falando, Ah, eu pagaria mais por um produto.
- 27:51É com certificação de bem-estar animal.
- 27:53Eu pagaria mais por um produto com certificação de.
- 27:56Sustentabilidade mas na prática, né?
- 27:59Vamos falar aí de um de um mercado que já tem trabalhado
- 28:02com isso há bastante tempo, que é a questão dos ovos.
- 28:04Então a gente tem o free Cade, ovos de galinha, piada solta e
- 28:07etcetera. Em momentos de crise, ninguém
- 28:10está pensando nisso. A pessoa, infelizmente, pelo
- 28:12cenário econômico cultural, vai lá e vai comprar o mais barato
- 28:16sem se preocupar com mais nada. Então, no plano das ideias, nas
- 28:19pesquisas, a gente vê que todo mundo está disposto a pagar
- 28:22mais, todo mundo está disposto a fazer isso.
- 28:25Mas a hora que a gente coloca esse produto na gôndola, ele nem
- 28:28sempre ele vai ser o primeiro a ser escolhido, né?
- 28:31Então ele passa a ser uma commodity de luxo.
- 28:34Então, quando a gente está na condição econômica favorável e a
- 28:37gente tem condição de comprar esse produto, porque não?
- 28:40Mas é um luxo. Então isso eu acho que é a parte
- 28:42mais complicada, porque daí o problema é muito mais enraizado
- 28:46o que a gente tem visto. Aqui é que, na verdade, as
- 28:51grandes companhias não estão tendo mais opção de não ter a
- 28:54certificação, né? Porque os grandes mercados hoje
- 28:57a gente abre o site aí de principais mercados é aqui e
- 29:03eles todos têm. Dentre as políticas da empresa
- 29:06de AI, a gente trabalha apenas com empresas que têm protocolos
- 29:09de bem-estar animal, que estão trabalhando para uma produção
- 29:11mais sustentável e melhor para as pessoas e para os animais.
- 29:14Então passou a ser uma obrigação.
- 29:16Então várias empresas. Chegaram no momento de que ou a
- 29:20gente tem uma auditoria e 11 pessoa que vem aqui de terceira
- 29:23parte certificar nosso produto e garantir que que a gente está
- 29:27produzindo com bem-estar e seguindo essas características,
- 29:30ou a gente não tem para quem vender nosso produto, né?
- 29:33Então está vindo meio que de cima para baixo.
- 29:35Então os consumidores estão cobrando dos mercados e os
- 29:39mercados estão. Eu não pego mais seu produto, as
- 29:41grandes cadeias, se você não produzir com essa, e eu quero
- 29:43uma certificação ainda de terceiros.
- 29:45Então a gente tem aí aqui nos Estados Unidos, por exemplo.
- 29:48Os auditores da PAC, que aí é um programa de certificação a nível
- 29:51nacional, que são treinados e eles vão nas, nas empresas, nas
- 29:55fazendas. Eles olham tudo que toda a parte
- 29:57de documentação, protocolos, quantas vezes você treina seus
- 30:00funcionários, eles olham, obviamente a parte principal das
- 30:04auditorias. Ela está sempre relacionada às
- 30:06medidas que a gente olha em relação aos animais, né?
- 30:09Então, questão de saúde, se a eutanásia é realizada da maneira
- 30:12adequada, questão de enriquecimento ambiental, o que
- 30:16que você? Promove ou não precisa animais?
- 30:19EE, é essa a questão. Então o custo ele tem aumentado
- 30:23e ele vai continuar aumentando, mas o que o pessoal tem visto
- 30:26realmente é que depois de um tempo isso se estabiliza, porque
- 30:29todo mundo aprende como o sistema funciona e o curso tem
- 30:34subido para o consumidor também, né?
- 30:36Então deixou de ser uma opção. Então, basicamente, se você vai
- 30:40em uma cadeia específica, você não tem mais produto que não é
- 30:42certificado. Acho que pro Brasil a gente
- 30:45ainda tem um caminho muito longo pra chegar num cenário como
- 30:48esse, especialmente porque a gente tá caminhando pra dar
- 30:51início as certificações agora, né?
- 30:53Mas a gente não tem uma ferramenta específica que fala,
- 30:56Ah, essa aqui é o padrão de ouro pra certificação pro Brasil.
- 30:59Então, mas, mas existem. Existem exigências e
- 31:03certificações de terceira parte também.
- 31:05Aqui no Brasil, claro, pra produção, né?
- 31:08Isso já. Eu acho que a gente vai chegar
- 31:11nesse caminho também, que os as grandes redes de mercado vão
- 31:14começar a cobrar isso de uma forma geral, né?
- 31:16E não só pensando no produto que está sendo pra exportação ou
- 31:20pensando também no que a gente está consumindo internamente,
- 31:23né, porque, mas o Brasil é um exportador enorme, a gente está
- 31:26em quarta colocação no mundo, a gente não está exportando nem
- 31:3025% do que a gente produz, né? Então nosso produto está aí
- 31:33dentro, então a gente também precisa pensar no mercado
- 31:37interno. EE, qual que é o diferencial?
- 31:41Não sei se tu sabe qual que é o diferencial de um produto
- 31:44certificado de gôndola por um produto não certificado aí nos
- 31:49Estados Unidos. É, acho que a questão principal
- 31:53é realmente AA parte da certificação vai garantir que
- 31:57tem todos esses requisitos mínimos sendo cumpridos, e aqui
- 32:00o complicado é que cada estado vai ter uma legislação
- 32:03diferente, né? Então, por exemplo, agora a
- 32:05gente está trabalhando muito com a proptuel, então essa é
- 32:09basicamente ela está tratando sobre alojamento de matriz.
- 32:13E as fêmeas, elas não podem ficar em gaiolas por mais de 24
- 32:17horas. Então a gente não tem a questão
- 32:18de manter fêmea 30 dias. Isso não existe.
- 32:21Então você prende a fêmea 4 horas por dia, identifica o cio,
- 32:25insemina, depois você solta, então é.
- 32:29É uma legislação totalmente diferente, que é, se você quer
- 32:32vender para a Califórnia, você precisa seguir esse protocolo.
- 32:35E aí a gente tem certificações que são só para essa legislação,
- 32:38por exemplo. Então, e aí vem na gôndola, a
- 32:41gente tem lá, ó, esse. Essa é uma grande certificada da
- 32:45própria twelve, que seria o padrão ouro, pensando nas
- 32:48matrizes. E a gente vai ter uma outra
- 32:50certificação que, Ah, essa é uma certificação de que são carne de
- 32:54animais produzidos com bem-estar animal e certificação.
- 32:56Elas estão ações de gestação coletiva.
- 32:59Mas é uma certificação diferente do que é próprio, por exemplo,
- 33:02então a gente tem essas nuances e diferenças também, né?
- 33:07Mas mas tem certos exageros, né? A associação dos produtores aí
- 33:10está está bem o suficiente, né? Quanto AAA proposta aí da a 12
- 33:15da Califórnia. Né?
- 33:17Sim, porque o que a gente tem visto é que.
- 33:21As perdas na eles estão conseguindo se adaptar, já estão
- 33:24na fase de adaptação com a gestação coletiva, como a gente
- 33:28falou, mas a própria troca ela vem muito mais forte, muito mais
- 33:32rigorosa, né? Então a adaptação está sendo
- 33:34muito mais difícil e a gente tem visto perdas assim.
- 33:36A gente trabalha com algumas granjas aqui que estão nesse
- 33:39modelo e a gente tem visto, visto remoção aumentar aí 10%,
- 33:4313% para o que já é alto por estar em gestação coletiva,
- 33:47então. O pessoal tá tendo tá achando
- 33:50muito complicado seguir nesse modelo, mas ao mesmo tempo, a
- 33:53Califórnia é quem consome mais, né?
- 33:56Então é como se fosse o nosso estado de São Paulo.
- 33:59Então é pra onde tá indo a maior parte onde tá rodando.
- 34:01A questão econômica tá mais forte, então o pessoal tenta se
- 34:05adaptar para manter a comercialização, mas tem sido um
- 34:08desafio muito grande. Certo, a PEC mart está
- 34:14revolucionando a sua inocultura. Com soluções digitais que
- 34:18otimizam toda a produção, peso por imagem dos animais, estoque
- 34:22e consumo de ração em tempo real, com sensores no silos,
- 34:26sanidade dos lotes na Palma da mão, transforme sua Granja com
- 34:31inteligência de dados e automação de verdade.
- 34:36Vamos, vamos sair da fêmea e vamos sair da fêmea.
- 34:40Não vamos para para o controle. Vamos sair da instalação e vamos
- 34:46pra dor, controle de situações normais ou não de manejo, né?
- 34:55Considerando aí 3, vou te colocar 3 desafios, né?
- 34:59A vamos começar pelo mais fácil a mossa, né?
- 35:03É a castração e a e a remoção da cauda.
- 35:12Eu acho que a moça, pelo meu conhecimento, a experiência aí
- 35:15com com a produção do Windows atual é bem raro, né?
- 35:19Agora o pessoal tá trabalhando com tatuagem e aí é o do ponto
- 35:23de vista do bem-estar, seria o mais fácil, melhor.
- 35:25A gente rastreia todo mundo, tá todo mundo identificado e é
- 35:29ótimo. É, a gente não tem muita
- 35:31pesquisa voltada em controle de dor, pensando na amostra,
- 35:34exatamente porque está a questão da mutilação desnecessário dos
- 35:38animais. Tá caindo por Terra e a gente
- 35:40tem alternativas que são inclusive mais fáceis, né?
- 35:43É muito mais fácil você tatuar o animal do que fazer a amostra,
- 35:47que é bem mais complexa agora em relação à castração e corte de
- 35:51calda. Aí a gente entra em basicamente
- 35:55todas as regulamentações para bem-estar vão tratar sobre isso.
- 36:00E a gente tem países como o Canadá, que é obrigatório
- 36:03utilizar. É algum método de analgesia,
- 36:07pelo menos nos animais. Né?
- 36:09Antes desses procedimentos dolorosos, a gente tem no
- 36:14Brasil, na n 113 também, né? Então, a partir de 2002, 1030, a
- 36:18gente vai ter que começar a fazer esse controle de dor,
- 36:21analgesia e anestesia nos animais antes de realização
- 36:24desses procedimentos dolorosos. E aqui nos Estados Unidos, por
- 36:28exemplo, eles querem cobrar isso, mas não existe um
- 36:32protocolo EE. Pior ainda, não tem nenhuma
- 36:35droga, um medicamento aprovado que pode ser utilizado em
- 36:38suínos. Então é aquele, a gente entra de
- 36:41novo no dilema, né? Que as as regulamentações, elas
- 36:44cobram isso e elas pedem e é importante fazer o controle da
- 36:47dor nos animais. Mas é muito difícil você fazer
- 36:50isso quando você não tem nenhum medicamento que é aprovado pra
- 36:53uso em suínos, né? No Brasil a gente tem.
- 36:55Então a gente ainda não tem hoje um protocolo estabelecido, que a
- 36:58gente sabe que funciona muito bem e que controla a dor desses
- 37:02animais, mas a gente tem medicamentos disponíveis que
- 37:06podem ser utilizados. É aqui nem isso, então é ainda
- 37:10mais complicado. E um ponto muito positivo, né?
- 37:13Do Brasil é a questão da imunocastração, que a gente usa
- 37:16bastante a imunocastração, então fica mais fácil do pessoal ir se
- 37:21adequando e tentando trabalhar na remoção desses quesitos e
- 37:24tentar trabalhar com manejos pra não precisar fazer o corte de
- 37:28calda também, né? Mas aqui a gente tem esse
- 37:31desafio muito grande e a gente especificamente tem trabalhado
- 37:34bastante com. O governo, na questão de de
- 37:38tentar buscar uma validação, primeiro, como que a gente
- 37:41identifica a dor nesses animais para a gente saber o quão
- 37:44doloroso é o procedimento, para saber qual que é o momento que
- 37:47essa droga precisa estar ativa, como que a gente avalia isso?
- 37:51Acho que é um ponto importante também, né?
- 37:53É e qual seria um protocolo ideal, qual medicamento
- 37:57funciona? Porque a gente está falando de
- 38:00uma questão muito sensível e a gente não sabe, né?
- 38:02Então, muita pesquisa tem sido feita.
- 38:05E a gente tem visto resultados de ainda estamos trabalhando nos
- 38:08dados, mas a gente tem visto resultados muito interessantes,
- 38:11mostrando para gente que a castração é um é um momento de
- 38:16dor aguda. Então a gente vai ter ali um
- 38:18pico de aumento de cortisol 1 hora depois da castração.
- 38:22E a gente vê que com 3 horas isso começam a cair.
- 38:24Então a gente já começa a entender, OPA, então, quanto que
- 38:27a gente precisa trabalhar com esse esse medicamento de ação
- 38:30rápida? É.
- 38:32E a gente tem observado que o corte de calda, como a gente
- 38:36sempre pensou que seria talvez mais doloroso que a castração
- 38:39por todas as estruturas que a gente tem, né?
- 38:41Na calda a gente tem observado alguns dados que mostram pra
- 38:45gente que a gente não vê diferença nenhuma no nível de
- 38:47cortisol basal e no momento que a gente faz o corte de calda.
- 38:51Então, a gente precisa entender se essa dor relacionada ao corte
- 38:54de calda é diferente da dor da castração no quesito de que a
- 38:57gente sabe que a castração é uma dor aguda.
- 39:00Mas e a cauda? Ela é aguda ou ela vai vir
- 39:03posteriormente? Então como que a gente faz um
- 39:05protocolo de medicação que vai funcionar pra todo mundo?
- 39:09Então a gente tem grandes desafios aí em relação a isso.
- 39:14Temos, temos 5 anos ainda pra pra buscar essa busca que ela é
- 39:21essa é uma busca que tá um pouco mais difícil, né?
- 39:23Essa é um pouco mais complicada. Sim.
- 39:28Tá bom? Tema temas é delicados, temas
- 39:32que que a gente tá construindo? Tá tá trocando o pneu enquanto
- 39:37tá tá andando, né? Especificamente nas adaptações
- 39:43aí do bem-estar, nas adaptações estruturais e nas adaptações
- 39:47também de manejo, né? Mas é o nosso grande desafio, da
- 39:51da suinicultura sempre e aliado a isso, né, a nossa, o nosso
- 39:56aumento. É da da da fertilidade, do nosso
- 40:00aumento de produtividade, que que ele vem vindo, né?
- 40:04Claro, tem tem alguns desafios aí no meio do do dessas
- 40:08adaptações, mas nós vamos estar estar sempre lidando com mais
- 40:12animais, né? EEE, esse é o desafio EE as
- 40:17questões básicas que a gente não pode deixar de lado, como como
- 40:21as questões de ambiência, de densidade, né?
- 40:24E uma coisa que eu gostaria de de falar.
- 40:26Quando eu te perguntei lá das das diferenças, de, de de bias,
- 40:31de de estruturas de elas já vem. A gente já vê hoje em granjas
- 40:37modernas, né? É e construídas em com com o
- 40:42sistema de bias, que permite a colocação de bias já com o
- 40:48número de box. Esperando pra fêmeas que
- 40:53eventualmente vão vão ficar pra trás.
- 40:56É o que tu comentou aí do da questão do do do estático e do
- 40:59dinâmico, mas fazendo um estático corrupção da da do
- 41:04resgate aí de alguma fêmea que eventualmente não não socializa
- 41:08ou que que esteja sofrendo dentro da própria que ela fique
- 41:13na Baia. Mas é no, no seu, no seu, no seu
- 41:17box, né? Que são são alternativas, né,
- 41:20pra esse modelo? Alguns sistemas híbridos,
- 41:23adaptáveis, por isso que a gente fala, né, que vai depender muito
- 41:25de Granja pra Granja. Hoje também já vem bastante
- 41:28Granja com esse sistema. Então a gente tem um resgate que
- 41:31a gente tem, às vezes até gaiolas dentro das baias pra
- 41:35algum caso de uma alguma fêmea que precisa ser tratada e et
- 41:37cetera. Então assim, a gente tem
- 41:39alternativas disponíveis pra tentar ajudar a gente nessa
- 41:43transição e pra que a gente consiga de fato garantir o
- 41:46bem-estar dessas fêmeas, né? Porque.
- 41:48Vai para muito além de estar solta e todo mundo caminhando,
- 41:51feliz. Então a gente tem uns desafios
- 41:53aí, mas também tem muita solução.
- 41:55E, para mim, um ponto chave que faz o Brasil ser esse essa
- 42:01potência que é, é que a gente é criativo, né?
- 42:05Então a gente vai pensar fora da caixa e a gente vai buscar
- 42:07soluções que funcionam para o nosso sistema, que é muito
- 42:11diferente de outros sistemas. A gente tem pontos muito
- 42:13positivos da nossa produção. Que é a questão da nossa
- 42:16biosseguridade, da saúde, dos nossos plantéis.
- 42:19Então, assim, a gente está à frente de muito sistema, que a
- 42:22gente acha que é muito avançado. E, na verdade, a gente tem tudo
- 42:25que é preciso, né? Mas, para além disso, a
- 42:28criatividade do brasileiro, que é o que a gente tem de melhor.
- 42:31Então, assim, acho que se a solução vem de algum lugar, vai
- 42:34vim do nosso país, das nossas pesquisas, da criatividade, do
- 42:38nosso, do nosso povo. Mesmo assim, acho que.
- 42:41E do cuidado, né? A gente vê é, é é bonito de
- 42:44visitar uma Granja no Brasil e ver o cuidado que o funcionário
- 42:46tem com essas fêmeas, do zelo diário que eles têm.
- 42:50Então, assim, a gente tem esse negócio da paixão mesmo pelos
- 42:53animais. Então isso é é o maior.
- 42:55Acho que é a maior motivação para todo mundo que está aí,
- 42:58tanto na indústria, quanto na academia, quanto o pessoal que
- 43:01está no dia a dia ali dentro da Granja mesmo.
- 43:05Legal bom falar contigo de novo, Lair.
- 43:10E estamos encerrando aqui agora uma pergunta mais mais leve
- 43:16aqui, o que que tem pra nos indicar aí de literatura, de
- 43:20alguma, de de alguma, alguma coisa que possa nos estimular No
- 43:26No momento de deparada, no momento de ósseo criativo?
- 43:30A gente tá, a gente tá vendo, sai muito dado legal aí e
- 43:34inclusive vocês fiquem de olho que já já sai esses dados de
- 43:36castração também de medicamento. A gente está trabalhando, mas
- 43:41tem uns trabalhos muito legais, fazendo aí análises de 10 anos
- 43:46de várias granjas, vendo essa evolução dos plantéis,
- 43:49identificando esses pontos principais que a gente precisa
- 43:52trabalhar e observar nas matrizes, entendendo um pouco
- 43:55mais sobre as questões do dos manejos e como que isso vai
- 43:58impactando a longevidade das nossas fêmeas.
- 44:01Então tem muita literatura hoje legal disponível, já trabalhando
- 44:04nessa questão do do bem-estar das fêmeas nessa transição.
- 44:08E aí eu posso enviar pra vocês o material pra gente por na
- 44:11divulgação aí que tem bastante dado legal disponível.
- 44:13Já tá legal. Se tu puder enviar pra produção,
- 44:16o pessoal coloca aí no junto com AA liberação desse dessa nossa
- 44:22conversa. EE tu fez um comentário que a
- 44:27que o brasileiro é criativo. EEE esse capricho dentro das
- 44:31granjas. Agora um recado pra quem nos
- 44:33escuta aqui a gente já ultrapassou os 300 programas.
- 44:38E só aproveitando essa frase da lay aqui pra pra pra
- 44:42encaminharem né? Pro pessoal que nos escuta
- 44:44encaminhar sugestões tanto de temas quanto de de pessoas pra
- 44:49falar. A gente começou o programa
- 44:51falando de de um programa variado, né?
- 44:53Então se se quem nos escuta tem sugestões, manda um e-mail
- 44:57aiprohello@livinetix.com.br que o pessoal vai entrar em contato.
- 45:04Laerte, agradeço aí pela tua atenção e te deixo pro
- 45:07comentário final. É isso.
- 45:10Queria primeiramente agradecer aí, né, o convite para estar
- 45:13aqui mais uma vez, agradecer todos os ouvintes, falar que a
- 45:17gente está à disposição, né? Deixo disponível meu e-mail
- 45:20contato. A gente está à disposição para
- 45:21fazer colaboração, para auxiliar quem precisar de ajuda.
- 45:25E de uma forma geral, acho que a mensagem final é que o bem-estar
- 45:31ele é. Um avanço que já está
- 45:33acontecendo, é muito estruturado, é uma ciência, a
- 45:35gente tem como medir, a gente tem como trabalhar em cima disso
- 45:39e que a parte positiva é que tem muitos desafios pela frente, que
- 45:44significa que a gente tem muita coisa para trabalhar, né?
- 45:46Então, para que todo mundo continue animado, buscando aí
- 45:50sempre estar melhorando o sistema, a gente vai passar por
- 45:53essa transição, a gente vai se adaptar e aí novos desafios vão
- 45:56ver e a gente vai. É uma melhoria contínua, né?
- 46:00Então. Sem perder o foco, sem perder o
- 46:02ânimo e pensando sempre em primeiro lugar, aí nos nossos
- 46:05animais. E como que a gente pode melhorar
- 46:07a vida dessas dos suinos de uma forma geral e das pessoas que
- 46:11estão envolvidas também. Então pra gente continuar
- 46:14animado e ficar feliz, que a gente tem muito o que melhorar.
- 46:17E tem muita coisa boa também sendo feita, né?
- 46:20A gente não pode esquecer e olhar só para os desafios, mas
- 46:22também tem que lembrar de tudo que a gente, enquanto cadeia
- 46:25produtiva, vem conquistando ao decorrer dos anos, né?
- 46:28Então. Acho que essa é a mensagem
- 46:30final. A gente tá fazendo muita coisa
- 46:31certa e muita coisa para melhorar.
- 46:34E ainda bem, significa que a gente tá sempre buscando AO
- 46:37aprimoramento, aí a evolução. Né?
- 46:41Legal, muito obrigado, Lara, muito obrigado pela tua
- 46:44contribuição. Continua pesquisando aí que a
- 46:47gente vai continuar em contato. Um grande abraço e a gente se vê
- 46:50aí no nosso mundo da Cine cultura.
- 46:52Obrigado um. Abraço, tchau, tchau, pessoal.
- 46:54Tchau.