Latest / SuinoCast · by PPGVET / Dr. Marcelo Camargos: Monitoramento de Doenças Suínas | Ep. 245
Transcript
- 0:05Está no ar o primeiro podcast da suinicultura brasileira, o
- 0:09suinocast. A população em geral, assim acho
- 0:12que é importância, né? De nós reconhecemos, né?
- 0:16A importância da. Da saúde animal do nosso
- 0:19rebanho, aqui é uma. Uma coisa muito valiosa para
- 0:23nós. É que a gente tem que manter
- 0:27esse rebanho livre dessas doenças.
- 0:30A gente conversou aqui hoje, né? É para eles terem consciência,
- 0:35né? Essa questão do trânsito
- 0:37Internacional, todo mundo que vai visitar outros países onde
- 0:43essas doenças estão ocorrendo, né?
- 0:45Eles terem bem claro isso, que não trazer nenhum produto de
- 0:49origem animal, né? Que não seja adequadamente
- 0:52tratado, né? Siga-nos nas redes sociais
- 0:55YouTube Spotify para ter acesso a conteúdos técnicos atual de
- 0:59qualidade, ente gratuito. Os sinocast só é possível
- 1:06através do apoio de empresas inovadoras e que apoiam a
- 1:09educação continuada na suinicultura brasileira DSM
- 1:13firminish, moldando o futuro dos cuidados com os suínos, seva
- 1:17sempre com você. Além da saúde animal, ipra
- 1:20construindo imunidade para um mundo mais saudável.
- 1:29Bem-vindo para mais 1 minuto. Teste.
- 1:31Meu nome é Vinícius cantarelli e hoje vou entrevistar mais uma
- 1:35vez e muito prazer. Marcelo Camargo Marcelo é um dos
- 1:39responsáveis do laboratório LFTA, de Minas Gerais do mapa.
- 1:44E aí colaborando muito com a nossa defesa agropecuária.
- 1:47A gente vai tratar hoje aqui de assuntos relacionados a suítura,
- 1:50mas a gente vamos falar de outros outras espécies também,
- 1:54é? Marcelo, mais uma vez, muito
- 1:56obrigado. Seja bem-vindo, já passo a bola
- 2:00para você, para a gente começar o papo.
- 2:02Você falando um pouco aí da tua trajetória, da tua jornada até
- 2:05chegar aí. Ao ao laboratório.
- 2:08Oi, Vinícius. Então, muito obrigado pelo
- 2:10convite, né? Satisfação estou podendo
- 2:12participar de vocês. Mostrar um pouco do nosso
- 2:14trabalho aqui, um trabalho meio que de bastidores, né?
- 2:17Da dentro do serviço de defesa sanitária animal do do país, né?
- 2:23Eu sou médico veterinário, graduado pela na Universidade
- 2:26Federal de Minas Gerais e tenho mestrado e doutorado também na
- 2:30Universidade Federal de Minas Gerais, né?
- 2:32Na escola veterinária, os meus os temas de de pós-graduação
- 2:37foram relacionados à leucose exótica bovina.
- 2:42E eu entrei, iniciei praticamente meu trabalho, né?
- 2:45Logo após a conclusão do do mestrado, né?
- 2:49Aqui no laboratório. Está localizado em Pedro
- 2:53Leopoldo, Minas Gerais, a. Atuando na área de virologia,
- 2:57né? Diagnóstico de doenças dos
- 2:59animais, doenças causadas por vírus.
- 3:03O laboratório, a princípio, era responsável pelo pelo
- 3:09diagnóstico da peça unina clássica de outras doenças de
- 3:13importância, né? Para suinocultura, né,
- 3:16principalmente. Doenças transfronteiriças, né?
- 3:22E, ao longo dos anos, com a questão da zona livre de
- 3:24pesquisa clássica, algumas atividades tiveram que ser
- 3:26transferidas para fora dessa área por conta da de questões de
- 3:30biossegurança laboratorial. Foram transferidos para LFDA de
- 3:35Pernambuco e desde 2014 retornaram para o nosso
- 3:40laboratório, né? Com autorização de funcionamento
- 3:43da da unidade de segurança de nível 4.
- 3:46Depois, mais para frente, posso tentar um pouco detalhes dessa
- 3:49questão da estrutura, né? Desde então, a gente vem
- 3:52trabalhando, principalmente o nosso principal enfoque são
- 3:55essas doenças de grande impacto, né?
- 3:58Econômico como febre aftosa, peste feminino clássico,
- 4:01pesquisa africana e também algumas outras doenças que são,
- 4:07digamos, diagnóstico. Diferencial, né?
- 4:09Dessas importantes e algumas outras doenças endémicas.
- 4:14AMS shippers é especialista em biosseguridade na produção
- 4:17animal e oferece soluções para você produtor, obter melhores
- 4:21resultados através da higiene, acesse www.chips.com.br e
- 4:27conheça a linha MS Gold. O sucesso na produção animal
- 4:31começa com uma boa gestão de higiene.
- 4:37Legal é, na verdade, assim é. É um ponto que é importante e a
- 4:41gente destacar a importância desse laboratório.
- 4:47Agropecuária brasileira nós estamos tratando de febre
- 4:49aftosa, peste suína clássica, peste suína africana e várias
- 4:52outras, né? E como é que vocês se organizam
- 4:56em é existe um plano? O laboratório é um laboratório.
- 5:01É bastante diferenciado para suportar não só a quantidade de
- 5:06amostras, mas a curar-se das amostras, explica.
- 5:09Como é que é o procedimento e o dia a dia?
- 5:11Aí, Marcelo, por favor. Antes de entrar na questão da
- 5:14rotina laboratorial. Você explica como que o
- 5:19laboratório está dentro da estrutura do mapa, né?
- 5:21Legal, legal, é o nosso laboratório, está dentro da
- 5:23Secretaria de defesa agropecuária.
- 5:26O mapa, ele é organizado em secretarias, a nossa, a de
- 5:30defesa agropecuária. Dentro dessa Secretaria existem
- 5:34departamentos. É, em se tratando aqui de saúde
- 5:39animal, né? Os os nossos 2, entre aspas,
- 5:42clientes, né? É o departamento de saúde
- 5:44animal. Que é responsável pela gestão
- 5:48dos programas sanitários dentro do país.
- 5:52Que, no fim das contas, é executado pelos serviços
- 5:54veterinários oficiais, né? Por exemplo, aqui em Minas, pelo
- 5:57instituto mineiro de agropecuária e por aí vale.
- 6:00Em todo, em todas as unidades da federação do Brasil, um outro
- 6:05departamento é o de Poá. Está relacionado com a questão
- 6:08de inspeção de produtos de origem animal.
- 6:13Mas de qualquer forma. Não só a qualidade.
- 6:18Do ponto de vista físico-químico, de pesquisa de
- 6:22resíduos, são analisados aqui no laboratório, não exatamente no
- 6:27que eu trabalho. É, mas em outros laboratórios,
- 6:31né? De pesquisa de resíduos
- 6:32contaminantes de qualidade do produto em si, mas também do
- 6:37ponto de vista de saúde animal, né?
- 6:39Vão dar só 2 exemplos, 3 exemplos rápidos aqui.
- 6:44Por exemplo, tuberculose e brucelose e leucoe bovina, né?
- 6:47Estão alguns agentes que, de alguma forma podem ser
- 6:50pesquisados, né? Relacionados ao dipoar.
- 6:54E o nosso laboratório em si está ligado diretamente ao detec
- 6:58detec é o departamento de serviços técnicos.
- 7:02É. E ele é responsável por 2 áreas,
- 7:05uma área é a área do vigiável, né que é a vigilância dos
- 7:08portos, aeroportos. Das Fronteiras de uma forma
- 7:12geral, então. Tem uma importância muito
- 7:16grande, né? Pra impedir a entrada de.
- 7:20Patógenos aqui dentro do nosso país, né?
- 7:21Por meio dessas vias, né? E dentro desse detect também tá
- 7:26cegal. A cegal é a coordenação geral
- 7:29dos laboratórios agropecuários, né?
- 7:30No Brasil, existem 6 laboratórios agropecuários.
- 7:34Que estão localizados no Pará, no em Pernambuco, em Goiás.
- 7:41Em São Paulo, Rio Grande do Sul, em Minas, né é?
- 7:47Na área de suinicultura atualmente, OLFDA Minas é o é o
- 7:52é o principal laboratório que está ligado.
- 7:55A análise de diagnóstico nessa nesse nesse campo, né?
- 8:00O laboratório de Pernambuco também é do atuou durante muitos
- 8:04anos, né? Desde quando foi aquela questão
- 8:07da zona livre? Minhas análises foram
- 8:08direcionadas para lá. Até 2014 realizadas lá,
- 8:14principalmente aquelas análises que necessitam da manipulação do
- 8:17vírus vivo, né? Então?
- 8:21Te respondendo agora a pergunta que você fez de como que é essa
- 8:25a questão da da estrutura aqui do laboratório, né, justamente?
- 8:30É essa questão da estrutura de biossegurança, que permite que
- 8:33você manipule esses agentes, né? De grande risco, né?
- 8:37De grande importância econômica. É então para ter essa estrutura,
- 8:43você tem que ter um laboratório de ter várias características e
- 8:48atender determinados protocolos de segurança, né?
- 8:51Qualquer suspeita que você tenha, né?
- 8:56Depois eu vou falar um pouquinho do plano integral de vigilância,
- 8:58né? Que lá está definido essa
- 9:01questão das suspeitas. Quando que devem ser enviadas
- 9:04amostras aqui pro nosso laboratório?
- 9:07Geralmente isso vai estar relacionado a questões que a
- 9:11gente chama síndrome hemorrágica em suínos, né?
- 9:15Qual é uma doença que vai causar sinais, né, de hemorragia nos
- 9:19suínos, ou pode ser uma elevação muito grande da mortalidade.
- 9:24Uma elevação No No. Nas taxas de aborto ou falhos
- 9:30reprodutivos. Alguma coisa que saia do normal,
- 9:34né? Então, são coletadas amostras e
- 9:39enviadas para cá. O serviço veterinário oficial.
- 9:44Lá na origem, vai até a Granja, vai coletar essas amostras e
- 9:49enviar pra cá. Aqui elas são direcionadas.
- 9:55Para o laboratório laboratório que a gente chama de nível 4 da
- 10:00onça, né? Onça é a organização mundial de
- 10:03saúde animal. Ela.
- 10:05Alterou o nome da da organização.
- 10:08Foi alterada recentemente, né? É, até alguns anos atrás, era
- 10:13chamada de OIE. Acho que a maioria do pessoal
- 10:16conhece como o ié, né? Então?
- 10:21Esse laboratório de nível 4, o iê, que é equivalente a um
- 10:25laboratório de nível 3 na organização mundial de saúde
- 10:29humana, né? Esse laboratório, você tem que
- 10:33ter um diferencial de pressão nas áreas mais contaminadas.
- 10:37Você vai ter uma pressão mais negativa.
- 10:40Você tem? Que ter um controle de acesso
- 10:43das pessoas. As pessoas têm que ser treinadas
- 10:46para entrar lá. Cada pessoa recebe uma senha
- 10:49individual. Você tem que tomar um banho na
- 10:53saída que é obrigatório, né? Você?
- 10:56Tem pra pra fazer a entrada, eu tenho que tirar toda a sua
- 10:58roupa, não pode entrar com lente de contato, não pode entrar com
- 11:00brinco relógio, preferencialmente você tem que
- 11:03ter um óculos, se for necessário usar dentro da área, então são
- 11:07tomadas várias ações pra evitar qualquer saída de material
- 11:12infeccioso daquela área, né? Além disso, você vai
- 11:17descontaminar qualquer material que for sair de lá.
- 11:20Se não for possível autoclavar, você tem que fumar com formol,
- 11:24né? Pra fazer essa retirada, é.
- 11:29Se você for tirar algum material infeccioso de lá, ele só pode ir
- 11:32pra um laboratório. Caso esse material infeccioso
- 11:36seja de um patógeno de como esses que eu falei, né?
- 11:41Febre aftosa, peço na Páscoa africana.
- 11:44Só pode ser enviado, né? De forma infecciosa para um
- 11:47laboratório que tem as mesmas características do nosso.
- 11:50Então a gente tem esse conjunto de ações que é feita para evitar
- 11:55em qualquer escape de vírus, né? Como já aconteceu em outros
- 12:00laboratórios mundo afora, né? É, isso é extremamente
- 12:04importante. E assim.
- 12:08Esse nível 4 quanto tempo que ele, quanto tempo que ele exige,
- 12:11quanto tempo que ele está em funcionamento, Marcelo?
- 12:14Ele existe, na verdade, a finalização da obra dele foi.
- 12:21Em meados dos anos, sei lá, 2005, 2006.
- 12:25Teoricamente, já estaria pronto para os para ser usado, mas
- 12:29infelizmente me aconteceram alguns problemas, né?
- 12:31Durante a. A execução da obra, que no final
- 12:38das contas. Ele, só Oo uso dele, só foi
- 12:43aprovado em 2014, né? Então, desde 2014 ele está
- 12:46funcionando, né? É só por fazer uma citação aqui,
- 12:51né? Que recentemente a gente passou
- 12:52por uma auditoria externa da união europeia, né?
- 12:57Acho que não é nem tanto relacionado à importação de
- 13:00carne suína, mas de bovino, né? Mas.
- 13:04Laboratório só para. É, acho que é importante dar
- 13:07ciência para todos, né? Dessa informação que o
- 13:09laboratório foi a última vez que eles fizeram autoria no Brasil.
- 13:14Pelo menos que o que o auditor relatou foi em 2011, né?
- 13:17E ele. Viu grandes avanços, né?
- 13:20Na no, na estrutura do laboratório.
- 13:23Por conta disso e também na capacidade de diagnóstico, né?
- 13:27Lógico que tem, sempre tem coisas a ser melhorado, mas.
- 13:31Tivemos também esses elogios, né?
- 13:33O Marcelo e como é que é assim? Quais são os OA?
- 13:37As maiores dificuldades de vocês para manejar um laboratório
- 13:40desse? Eu Acredito que.
- 13:42AAAA. Mão de obra, né?
- 13:45Ou seja, você ter manter constantemente treinamento e
- 13:47capacitação é um desafio, né? Você só confirma para mim se é,
- 13:51mas teriam outros pontos que assim que realmente vão falar,
- 13:56num, num, num, num linguajar mais prático, tire o sono de
- 14:00vocês. Ah, sem dúvida.
- 14:04Eu acho que AA questão financeira, né?
- 14:06Que é muito importante, né? O custo de manutenção desse
- 14:09laboratório é muito elevado, né? É.
- 14:14A conta de energia elétrica, que é um absurda.
- 14:19Se não estou equivocado aqui. Mais de 200000 BRL por mês só de
- 14:23energia elétrica. Para você ter uma ideia, né, do
- 14:25laboratório todo, não é mais o grande consumidor.
- 14:28AA unidade de biossegurança nível 4, né?
- 14:32Então tem essa questão econômica que é muito importante, né?
- 14:34É exige-se muito do país. Foi até uma coisa questionada,
- 14:38né? Pela minha auditoria da união
- 14:39europeia, né? Por que que você só tem um
- 14:41laboratório desse no país? É um país tão grande como o
- 14:44Brasil, né? Tem um rebanho tão grande, é.
- 14:50Se acontecer um foco, como é que vocês vão fazer, né?
- 14:52O Brasil é muito grande. Como é que essas amostras
- 14:55precisam chegar e o tempo hábil aí para vocês?
- 14:57Mas é porque realmente é isso, né?
- 14:59O custo é muito elevado, né? A gente tem um laboratório de
- 15:02nível 4 lá no LFDA de São Paulo, mas o foco dele é a influência
- 15:06viária, né? E a gente está vendo sufocos, a
- 15:09gente está passando por influência viária, mas o
- 15:11laboratório está conseguindo atender.
- 15:14Nós seríamos um backup para eles, não é?
- 15:16No caso de emergência, Eu Acredito que se a gente passar
- 15:19por uma emergência em outras áreas e também seriam para nós.
- 15:23Então tem essa questão do custo de funcionamento, mas tem outras
- 15:26questões também, né? Que nós somos 11 órgão público.
- 15:32É AA legislação, é muito pesada, né?
- 15:36Com com a administração pública, né?
- 15:37Você tem que cumprir várias regras para conseguir contratar
- 15:41tudo que você precisa, né? Então você imagina, Ah, estragou
- 15:44uma pecinha lá do meu laboratório.
- 15:47Se essa pecinha não for substituída, o laboratório vai
- 15:49ficar fechado e a gente, você sabe como é que como é
- 15:53complicado, né? Para você ter essa agilidade
- 15:56dentro do serviço público, não é para manter tudo funcionando,
- 16:00então isso é um grande desafio, mas.
- 16:03Também, tirando a parte económica, toda essa parte de
- 16:07burocracia, né? Eu acho que a burocracia é
- 16:11certa, realmente tem que. É, você tem que ter um controle,
- 16:15né? Tem que tentar fazer tudo da
- 16:17melhor forma possível, né? De uma é pra atender a
- 16:21legislação, mas tem hora que atrapalha.
- 16:24E uma outra coisa que é muito complicada é a questão de mão de
- 16:27obra também, né? É, a gente tem é alguns serviços
- 16:34que são terceirizados, né? Por exemplo, a manutenção do
- 16:37laboratório praticamente 100% terceirizada.
- 16:42É questão de limpeza, vigilância, isso tudo é
- 16:46terceirizado, mas. E na parte de execução mesmo,
- 16:50dos ensaios, de tudo, a gente não pode terceirizar.
- 16:55E isso é. É muito complicado mesmo, então
- 16:59estrutura. Uma estrutura dessa importância.
- 17:03Muitas vezes a gente passa por dificuldade, né?
- 17:07Tem pessoa afastada, pessoa com férias.
- 17:11Pessoas vão se aposentando e isso não é reposto na de forma
- 17:17de forma como a gente necessita, né?
- 17:19É. Eu entendo isso daí.
- 17:21Esse desafios são esses aí. Problemas do serviço público.
- 17:26É só que é um nós. Nós estamos falando de um
- 17:29laboratório de Extrema importância para o Brasil, né?
- 17:31Para a segurança no Brasil, bem. Você comentou de vigilância, é?
- 17:38Acho que muitos não sabem como é que funciona.
- 17:40OOO plano integrado de vigilância.
- 17:44Você poderia explicar para nós como é que é o funcionamento
- 17:48disso? Como que você está envolvido
- 17:50nisso daí a importância disso, que eu acho que esse é um dos
- 17:52pontos mais importantes. Na verdade, é, talvez as melhor
- 17:57as melhores pessoas para falar sobre esse assunto, né?
- 17:59Seriam o pessoal lá do do DSA, né?
- 18:02O departamento de saúde animal. Que eles queriam?
- 18:08Construíram esse plano, né? Mas eu vou tentar aqui
- 18:12brevemente explicar do que é que se trata, né?
- 18:16Então é um plano, né, de vigilância, né?
- 18:18Pra algumas doenças. Inicialmente, o enfoque.
- 18:24O foco, né? Desse plano seriam a peça suína
- 18:27clássica, a PEC suína, africana e a síndrome reprodutiva
- 18:31respiratória de suínos, que é a PIS, né?
- 18:34Ele foi elaborado em 2021. Qual que é o quais são os
- 18:39objetivos deles? Principalmente, é a detecção
- 18:43precoce desses agentes em caso de introdução no país no Brasil.
- 18:51A última detecção do visto da pressina africana foi lá por
- 18:56volta de 83 por aí. Depois, o Brasil foi considerado
- 19:00como doença erradicada no país em 84, né?
- 19:06OAA piece nunca foi detectada aqui no país, é, apesar de estar
- 19:12presente nos. Principais produtores de suínos
- 19:17do mundo, né? Temos tido sucesso até o momento
- 19:22Na Na em evitar a introdução desse agente aqui no país, né?
- 19:27Já a pessimina clássica, a gente tem uma zona livre dessa doença,
- 19:32né? Reconhecido pela onça, né?
- 19:35É que é composto pelos estados do sul, sudeste, centro-oeste.
- 19:40Mas a Rondônia Acre. Algumas cidades do Amazonas e
- 19:47Tocantins e. Bahia e Sergipe também, então.
- 19:53A gente tem. Ainda foram feitos estudos
- 19:56sorológicos recentes Na Na região amazônica, né?
- 20:01Não foram detectados nenhum caso, né?
- 20:05Principalmente no Amazonas, Pará, Amapá e Roraima.
- 20:12Entretanto, na região nordeste, esporadicamente a gente tem
- 20:16algumas repetições de casos por ali, né?
- 20:18Principalmente no Piauí, no Ceará.
- 20:22Então? É mais ou menos por aí que o que
- 20:27o plano vai trabalhar, né? É na questão da detecção precoce
- 20:35e na confirmação de ausência dessas doenças, né?
- 20:39É principalmente da na zona linha de pesquisa clássica, né?
- 20:43Principalmente, é esse o enfoque.
- 20:46É a abrangência do plano, coincide também com a zona
- 20:51livre, espécie Una. Clássica, né?
- 20:52Então, o que? For acontecer na zona, não
- 20:56livre, é uma coisa que, aparentemente está fora do plano
- 21:00até o momento, né? Até onde eu sei também e quais
- 21:03são as componentes desse plano. Ele ele tem.
- 21:07É a vigilância sorológica nas nas nas regiões.
- 21:15Virgílio, essa é uma lógica baseada em risco, né, então?
- 21:19Cada cada um desses estados vai tem que fazer uma análise de
- 21:24risco, é ver quais municípios ou quais granjas que teriam maior
- 21:29risco de ter alguma dessas doenças.
- 21:32Coletar amostras de soro e inversas amostras para o
- 21:35laboratório, o que tem sido feito até 2023 é apenas para
- 21:40peço ir na classe. A próxima etapa seria é abranger
- 21:47essas ações para pires também. Está sendo feito uma
- 21:51estruturação na rede de laboratórios credenciados que eu
- 21:54não falei muito aqui, né? Mas é legal, além dos dos
- 21:57laboratórios LFTAS, ela também responsável.
- 22:02Por credenciar, laboratórios para as.
- 22:06Ajudar, né? Nessas ações de defesa sanitária
- 22:08animal. Esses laboratórios que que atuam
- 22:11na área de suinicultura, são todos laboratórios públicos ou
- 22:15de parceria público privada, não tem nenhum laboratório que é
- 22:18totalmente privado que atua nessa área, né?
- 22:21Então, essa vigilância sorológica é feita nesses
- 22:24laboratórios. Caso exista algum animal
- 22:27positivo nessa triagem, assim. O senhor será enviados aqui pro
- 22:33amigos para fazer ensaio confirmatório, Hein?
- 22:37Confirmar ou excluir essa suspeita?
- 22:41Um outro componente da do plano seriam as inspeções realizadas
- 22:47nas nos estabelecimentos, né? Naqueles estabelecimentos que
- 22:51não foram incluídos na questão da vigilância sorológica.
- 22:56Então, da mesma forma, é feito uma.
- 23:00Uma escolha, né? Aleatória nos estados.
- 23:04Ser visitados pelo serviço veterinário oficial é uma.
- 23:09Também é uma maneira de estar fazendo essa vigilância, né?
- 23:12É uma. Outra forma, né?
- 23:15No total, são 5 componentes, né? Se esse ali de investigar casos
- 23:20suspeitos, quando você tem uma suspeita de doença hemorrágica,
- 23:24uma elevação muito grande de mortalidade.
- 23:27Problemas reprodutivos que estão fora da do que é considerado
- 23:31normal, vai investigar essas essas propriedades vai se
- 23:35coletar amostras e enviar aqui para o nosso laboratório e a
- 23:39gente vai investigar, principalmente a peçoino
- 23:41africana. Pesquisa classic PIS, que é o.
- 23:45O que está no escopo desse dessa investigação, né?
- 23:50O quarto componente, né? Seria a investigação em
- 23:53frigoríficos também para ver se observa ou não é esse tipo de de
- 23:57lesões nos animais que estão sendo abatidos.
- 24:00E, por último, o quinto componente que a vigilância nos
- 24:03animais as selvajados, né, são esses animais?
- 24:08É principalmente hoje. Avalie, né?
- 24:10E os cruzamentos, fruto do é? Do cruzamento de javaliços
- 24:16suínos domésticos, alguma coisa do tipo, né?
- 24:19Geralmente são animais de vida livre, né?
- 24:21Que tem que ser é, normalmente são os caçadores, né?
- 24:25Desses animais que são responsáveis.
- 24:29Pela coleta dessas amostras e envio aos laboratórios
- 24:34credenciados. Em relação a esse quinto ponto
- 24:37que você comentou. É dentro do plano.
- 24:41É a última conversa que nós tivemos.
- 24:44É como é que, como é que que está essa relação com a questão
- 24:50dos animais? Encervajados teve uma evolução?
- 24:53Quais são os os pontos de melhoria ainda e em relação à
- 24:59suinocultura de subsistência? Vocês colocam isso na mesma
- 25:02caixa, podemos dizer assim ou é feito um outro plano?
- 25:06Porque existe os fatores de risco das suinicultura também,
- 25:08como é que vocês estão lidando com isto?
- 25:11É, na verdade não teve grandes evoluções, né?
- 25:14Desde AA última vez que nós conversamos, né?
- 25:17É possuimos as selvajados o que a gente está fazendo ainda, meio
- 25:21que do ponto de vista experimental, é tentar
- 25:23encontrar, ou. Soluções para fazer essa
- 25:29obtenção das amostras, né? Que seriam ou por meio de
- 25:32suaves? Ou pelo meio do papel?
- 25:35Filtro, né? Mas a gente já sabe, né?
- 25:38Que ocorre uma diminuição da sensibilidade dos ensaios.
- 25:44A partir de amostras obtidas dessa forma, né?
- 25:46Inclusive, na semana, semana na semana do do dia 16 a 20 de
- 25:50outubro. Agora de 2023, ocorreu aqui no
- 25:54na LFDA Minas um treinamento. Ele foi promovido pela agência
- 26:00Internacional de energia atómica.
- 26:03Contou como quem ministrou o treinamento.
- 26:07Foram 4 profissionais lá do do cisa enia, né, que é o
- 26:12laboratório de referência mundial para pessoa africana.
- 26:17Referência mundial para fau e para a união europeia, né?
- 26:20Para peçoino africana. É também, elas confirmaram, né?
- 26:25Essa questão do do papel filtro ou do uso do swab que realmente
- 26:31tem uma diminuição da sensibilidade, mas da mesma
- 26:34forma que você não tem uma amostra de boa qualidade, né?
- 26:37Da da forma que hoje é feita a coleta.
- 26:40Então, acho que essas. Esses detalhes podem ajudar Na
- 26:46Na Na melhoria das amostras de uma forma geral.
- 26:49Com relação aos a suinicultura de subsistência, né?
- 26:53E eles estão incluídos, né? No na questão da vigilância
- 26:56urológica, baseada em risco. É, eles são um alvo, né?
- 27:02Constante, né? De vigilância também do serviço
- 27:04veterinário oficial, né? O problema é aquela criação de
- 27:08subsistência que está fora, né? Dos animais nem existem, né?
- 27:12Do sistema veterinário oficial, né?
- 27:14Isso é um problema, né? Isso acontece nas grandes
- 27:18cidades. Nas regiões metropolitanas,
- 27:24infelizmente estão relacionados muito com a questão social
- 27:27também, né? Regiões mais pobres, que às
- 27:29vezes o pessoal. Usa esses animais, né?
- 27:32Como fonte de proteína, né? Mas isso?
- 27:35Também, né? Muitas vezes eles estão fora do
- 27:37acesso do serviço veterinário oficial, né?
- 27:39Eles são animais que não existem de forma oficial, né?
- 27:42Então. É necessário também um olhar,
- 27:46né? Pra esse tipo de criação, né?
- 27:48É, e esse é um dos grandes dificultadores dentro do
- 27:52controle da peçonhena clássica Na Na região nordeste, né?
- 27:55Então, muitas vezes, animais estão estão em lixões é, eles
- 27:59são criados de forma comunitária, né?
- 28:01Com várias, várias pessoas usam aquela mesma área.
- 28:05Então tem diferentes donos do médio número de animais, não só
- 28:09no nordeste. A gente sabe que também, por
- 28:10exemplo, No No Paraná, né? Existem o que eles chamam lá de
- 28:14faxinais, que é uma estrutura semelhante, né?
- 28:17Uma coisa meio comunitária. Em vários animais lá, muitas
- 28:21vezes até difícil de saber quem é o quem, que é o dono daquele
- 28:25animal, né? Então, realmente são grandes
- 28:27desafios, né? Essa questão não só dos animais
- 28:32acelvajados, mas também dessas criações.
- 28:35Vamos chamar assim, de subsistência, de Fundo de
- 28:38Quintal, um grande desafio para controlo de qualquer doença.
- 28:42O Marcelo, eu sei que talvez não seja uma pergunta tão simples de
- 28:46responder, mas na preocupação, na no, na atenção de vocês.
- 28:51Seria mais atenção para os animais enselvajados ou para
- 28:56cinicultura de subsistência? Claro que depende do agente, né?
- 29:00Por exemplo, talvez papéis fino africana, né?
- 29:03Do ponto de vista mais de animais selvajados a pesquisa
- 29:06clássica, mais animais de subsistência ou não, não teria
- 29:10nada a ver. Não, eu acho que tem que atuar.
- 29:15Da melhor maneira possível, né? Para para as 2 populações, não é
- 29:20para a gente ter. Um conhecimento.
- 29:23Não ser pego de surpresa, né? Tem que estar sempre com
- 29:28vigilância nessas 2 populações, né?
- 29:30Eu acho que um. A questão da pesquisa clássica,
- 29:34eu acho que agora o que falta para o país realmente pra gente
- 29:37se ver livre dela, finalmente, é avançar com o programa, né?
- 29:42Contar com os esforços de todos aí e avançar pra.
- 29:49Diminuir o risco da ocorrência dessa enfermidade, né?
- 29:52Fora da zona não livre, né? Se você conseguir erradicála de
- 29:56fato aqui do país, você vai ter maior tranquilidade, né?
- 30:00E como é que nós estamos? Nós estamos avançando.
- 30:03Existe alguma perspectiva mais? Como é que tá essa situação?
- 30:08É que eu vou te falar assim, baseado no, no meu conhecimento.
- 30:15Das reuniões que eu tenho participado, né?
- 30:17Ainda não existe nada que esteja oficialmente determinados, como
- 30:23vai ser feito isso, né? Mas.
- 30:26O que eu estou percebendo é que, atualmente, o estado de Alagoas
- 30:30no estado de Alagoas, é realizada a vacinação, né?
- 30:32Eu acho que já são 2 anos de vacinação.
- 30:35É? Deve em breve que as pessoas é
- 30:38realizada. A última etapa de vacinação lá
- 30:41no estado de Alagoas. E eu acho que vai ser feito um
- 30:46acompanhamento, né? Ao longo do tempo para ver.
- 30:51Acompanhar se após essa interrupção da vacinação isso
- 30:55vai acontecer, algum caso. Fazer uma vigilância, né?
- 31:01Para isso. E a tendência é que essa
- 31:04experiência da vacinação. Seja expandida para parte do
- 31:10Piauí e do Ceará, é. Nas regiões onde ocorreram OA
- 31:17maior parte dos focos, né que foram detectados naquela região
- 31:20depois de 2018 nos demais estados.
- 31:24Aí na região norte nordeste que ainda.
- 31:29São considerados como não livres de peças femininas.
- 31:31Clássicas, né? Ser feito o estudo sorológicos
- 31:34para ver se por Ventura há uma circulação viral nessas
- 31:39populações de suínos dessas áreas.
- 31:41Baseado nesse estudo sorológicos, você vai.
- 31:45Definir uma estratégia de controle, né?
- 31:47Controle e erradicação. É, essa é uma.
- 31:49É uma tentativa, né? Uma tentativa interessante.
- 31:53Mas assim, é claro que você está aí na linha de frente do
- 31:56laboratório, né? Fazendo o trabalho de
- 31:59laboratório. Mas obviamente vocês estão
- 32:01estudando o tempo inteiro as dinâmicas epidemiológicas, né?
- 32:05Assim, pelo menos alguém na equipe aí deve estar pensando
- 32:08sobre isso. Qual que é a mensagem que se
- 32:12vocês pudessem, vocês passariam mais diretamente para aqueles
- 32:17que? Sei lá, desde pequeno produtor a
- 32:21produtor em Granja comercial é. Até mesmo AA população em geral,
- 32:29né? Porque nós estamos trabalhando
- 32:30também com os riscos dos animais, as selvajados, mas de
- 32:33por outro lado também. Você tem eventos que acontecem,
- 32:36né? Como nós tivemos uma situação de
- 32:38IPVSO ano passado, né? Não sei se o ano passado não me
- 32:43lembro este ano, então assim que mensagem que você passaria, que
- 32:48é que é fundamental as pessoas se sensibilizarem.
- 32:51É pra população em geral, assim, eu acho que é importância, né?
- 32:55De nós reconhecermos, né? A importância da da saúde animal
- 33:01do nosso rebanho, né? Que é uma.
- 33:03Uma coisa muito valiosa para nós é.
- 33:07Que a gente tem que manter esse rebanho livre dessas doenças.
- 33:11A gente conversou aqui hoje, né? É pra eles terem consciência,
- 33:17né? Essa questão do trânsito
- 33:19Internacional, todo mundo que vai visitar outros países onde
- 33:25essas doenças estão ocorrendo, né?
- 33:27Eles terem bem claro isso, que não trazer nenhum produto de
- 33:31origem animal, né? Que não seja adequadamente
- 33:34tratado, né? A gente sabe que existem, na
- 33:39verdade, tem muitos. O Brasil recebe muitos também,
- 33:42né? Imigrantes que às vezes maior.
- 33:45Noutros países? Mas trabalham aqui costumam
- 33:49trazer coisas, comidas locais, né?
- 33:53A gente tem que ter a consciência dos desses
- 33:56passageiros, não está trazendo nada que tem um potencial
- 33:59infeccioso, né? Só lembrando, me peço, vina
- 34:01africana numa carne congelada, o vírus permanece viável por mais
- 34:06de 3 anos, então muito importante.
- 34:09Importante a gente ter consciência disso, não é?
- 34:11Pode, se está trazendo algum produto, pode estar trazendo
- 34:15outros vírus também. Lembrando a peçoino africana,
- 34:17que é uma vez que é bem resistente, é?
- 34:22Acontece a consciência, né? A gente quem está acompanhando
- 34:26aí a questão da febre aftosa na é na Indonésia, né?
- 34:31Tanto que os australianos estão temerosos, né?
- 34:35Com auxiliando No No controlo da doença.
- 34:39Lá no país, é exigindo muito de quem retorna para a Austrália,
- 34:44né? Ter todo um cuidado.
- 34:47Acho que o pai, o Brasil, tem que agir da mesma forma, né?
- 34:49Tem que reforçar a vigilância nesses postos de Fronteira, né?
- 34:55Totalmente. A gente até conta, né?
- 34:57Tem um, tem uma. A questão lá do um projeto K 9,
- 35:01né, que são alguns cães que trabalham junto com o nosso
- 35:05pessoal nos aeroportos, né? São treinados para detectar
- 35:08produtos de origem animal, mas eu acho que é ainda é pouco, né?
- 35:14Diante de tudo que. Que a saúde animal representa
- 35:18para o país, acho que tem que nós temos que investir muito,
- 35:21né? Nessas questões todas de
- 35:23vigilância, temos que estar conscientes, né?
- 35:27Isso eu acho. Eu me lembrei que você, falando
- 35:30de viagem, trazia algo, né? Eu é uma oportunidade, porque
- 35:36isso aí num evento. Na Austrália?
- 35:41Farei na Nova Zelândia para colocar o voo.
- 35:45Eu fiquei impressionado de ver a atualização deles e todos os
- 35:50passageiros, então tinham cães. Revistava mala de todos e o foco
- 35:55era isso, produtos de origem animal.
- 35:58Na verdade, alimento como um todo, né?
- 36:01Então eu concordo contigo, você imagina Nova Zelândia é um país
- 36:04pequeno. Tudo bem que ele dá entrada pra
- 36:06pra Austrália, né? É, muitos voos param ali.
- 36:11Mas eu concordo contigo que nós temos que evoluir bastante, né?
- 36:15Nessas, nessas chegadas, né? Porque, Ah, eu vou ali na
- 36:17Itália, eu vou ali em tal lugar. Vou trazer um produto, vou
- 36:20trazer só um queijinho, é só uma carne, é só um, mas na verdade
- 36:24isso é um risco muito grande pra nós, né?
- 36:27É, se você compra um produto que não é certificado, mas sempre
- 36:29tem um risco, né? Na Itália mesmo, tem 11.
- 36:33Região lá da Cecília, né? Que é uma ilha onde que Oo vírus
- 36:37da péssima africana? Ele é endêmico lá, né?
- 36:40Não tem mais como tirar de lá, né?
- 36:41anão ser que eles eliminem todo a população de suínos de lá, né?
- 36:45Na peste China africana é endêmica na Sicília.
- 36:48É? Não sabia disso, e ela fica
- 36:51isolada na ilha. Fica lá, tá isolada lá é Na Na
- 36:55Europa assim, de uma forma geral, né?
- 36:56Eles têm um problema muito grande, né?
- 36:58Com os javalis, né, que ele vai carreando o vírus de um lado
- 37:01para o outro, né? Meio que sem controle, né?
- 37:03Então é muito difícil a gente controlar desde 2007, né?
- 37:08É. Com a entrada do do vírus PSA na
- 37:10geogia, né? Desde então, ele está só se
- 37:12espalhando, né? Para todos os países, em alguns
- 37:15países, meio que de forma descontrolada, né?
- 37:17Como na Rússia, na China, em outros mais nas populações
- 37:22selvagens, mas. Sempre com aquele risco dele
- 37:26passar para os sonhos domésticos.
- 37:28Uhum. O ponto que eu IA te perguntar
- 37:30era, era em relação a talvez não seja óbvio da sua área, mas o
- 37:36que vocês estão ouvindo? Falar sobre possibilidade de
- 37:40vacina? Se tá sabendo de alguma coisa
- 37:42pra peste suína africana? É, na verdade, o que a gente
- 37:48saiu até algumas publicações é da de uma tentativa de uso de
- 37:52uma vacina, né? Que tem?
- 37:54Alguns genes deletados lá na no Vietnã, mas é uma coisa assim.
- 38:01Não está muito transparente, muito Clara, né?
- 38:05Aparentemente, os resultados não tinham sido muito bons, mas a
- 38:10gente segue meio com dúvidas com relação a isso, né?
- 38:14O pessoal do do cisa Eni, que teve aqui recentemente.
- 38:18É nos falaram que não tem nenhuma vacina efetiva, mas que
- 38:23existem vacinas que estão, né? Próximas de estarem prontos para
- 38:28uso com resultados melhores do que essas.
- 38:31O pessoal do Vietnã tem tentado usar, né?
- 38:34Tá no campo das da Esperança. Ainda não está pronto para uso,
- 38:37né? A grande questão é que as
- 38:38vacinas inativadas por esse vírus não têm efetividade, então
- 38:43você tem que trabalhar com um vírus.
- 38:48Que seja atenuado. O problema é que às vezes nem
- 38:51sempre essas atenuações são muito seguras, né?
- 38:55Então, essa que é a grande questão que ele é um vírus,
- 38:59você. Na infeção natural, o suína não
- 39:03desenvolve anticorpos neutralizantes, então você
- 39:06precisa de ter uma resposta imune celular para combatê-lo
- 39:10com efetividade. Por isso que tem essa
- 39:13dificuldade. Não é de ter uma vacina segura e
- 39:16efetiva. E aí se faz mais importante o
- 39:18controle, né? Com certeza.
- 39:20Marcelo, muito bom. Nossa conversa é eu tenho claro
- 39:26que nós poderíamos ficar aqui muito tempo, né?
- 39:28A parte técnica certamente poderia explorar mais aqui.
- 39:32Nós já tínhamos conversado sobre esse tema, foi uma
- 39:36complementação. Mais uma vez, repito, eu acho
- 39:39que é um tema extremamente importante, pessoal, que está
- 39:41nos ouvindo, né? Acho que assim nós temos que ter
- 39:45conscientização. Por exemplo, Marcelo me falou
- 39:46aqui uma coisa que eu não sabia. Tem interesse na Cecília,
- 39:49obviamente não traria nada, mas eu estou envolvido na cabeça e
- 39:53Nicolas, né? É e vários outros colegas aí ou
- 39:57quem mesmo quem não é não tem interesse em fazer viagens, mas
- 40:01nós estamos recebendo turistas constantemente, então esse apelo
- 40:05aí da gente é. Cercar melhor as Fronteiras
- 40:09nossas, né? E também fazer o nosso trabalho.
- 40:11Seja o nosso nosso Cine cultura comercial, seja Cine cultura de
- 40:15subsistência, estar atento a isso.
- 40:19Já pensou estar no top 1% das minocultura?
- 40:22Acesse academia suina.com.br e invista no seu conhecimento.
- 40:28Os suenocast só é possível através do apoio de empresas
- 40:31inovadoras e que apoiam a educação continuada na Cine
- 40:34cultura brasileira MS shippers, paixão pelo agro, elenco,
- 40:39alimento e companheirismo enriquecendo vidas.
- 40:42Giga alta performance sem esforço, altech soluções
- 40:46nutricionais para uma produção rentável e sustentável.
- 40:51E se a sua produção fosse mais rentável?
- 40:54As tecnologias nutricionais da altech potencializam a
- 40:57produtividade dos suínos de forma sustentável e maximizam a
- 41:01rentabilidade do seu negócio. Acesse nosso site
- 41:04www.alutech.com.br e saiba mais. Eu tenho algumas outras 2
- 41:14perguntas. E como mais pessoal, Marcelo, eu
- 41:17sei que tua rotina aí não deve ser fácil.
- 41:21Em relação ao laboratório, além do trabalho de rotina, eu acho
- 41:25que é um quando chega os desafios para vocês, aí deve
- 41:28tirar o sono. E aí eu queria te perguntar, faz
- 41:322 perguntas? Primeiro, já que nós estamos
- 41:34falando de viagem, já que veio a Sicília aí.
- 41:39Em relação à viagem, falamos de outros países, é.
- 41:44Que local que você tem vontade de conhecer?
- 41:46Ainda não conheceu essa é a primeira pergunta, e se você tem
- 41:50algum outro livro da última vez, nós conversamos para hoje ou
- 41:53algum mesmo que você já tenha lido antes que você gostaria de
- 41:55recomendar. É com relação as viagens, é.
- 42:01Eu acho que o Brasil é 11 país, né?
- 42:04Tem muitas oportunidades. Oportunidades é realidades
- 42:09diferentes, né? Pra pra todo tipo de gosto, né?
- 42:13Eu acho que. Uma boa.
- 42:17Não vou. Vou dar uma, não vou dar 11.
- 42:19Dica assim específica. Mas é.
- 42:23As pessoas aproveitarem que tudo de bom que esse país tem, né?
- 42:26É. Acho que em todos os estados,
- 42:31para todo o lado, sempre tem uma coisa nova que você pode
- 42:34conhecer. Tem muita coisa bonita.
- 42:38É. Fora do país, sem dúvida.
- 42:42Acho que eu já conheci um pouquinho, mas sem dúvida é.
- 42:49É a Europa realmente é um destino muito legal para quem
- 42:56gosta de história e quem gosta de ver locais bem preservados,
- 43:00né? Conhecer um pouco da história.
- 43:05Acho que é uma boa dica também para quem tem essa oportunidade.
- 43:07É um. É um desejo que eu tenho.
- 43:08Também conheço um pouquinho ali do sul da França, mas.
- 43:13É. Quero conhecer muito mais,
- 43:15espero poder conhecer. Nossa vida é curta, né?
- 43:19Então a gente tem que. Não só trabalhar, mas aproveitar
- 43:23também essas oportunidades, né? Concordo, eu acho que a dica de
- 43:27livro aqui eu vou deixar para para todos os médicos
- 43:29veterinários, produtores, todo mundo está envolvido com a
- 43:33cadeia. É deixar 11 dever de casa para
- 43:38todo mundo. É para dar uma lida, né?
- 43:40No No plano integrar de vigilância.
- 43:43De doenças suídes eu acho que todo mundo tem que estar ciente
- 43:46disso, né? Lá tá bem descrito assim.
- 43:50Quais são todos os os os responsáveis por esse plano, né?
- 43:54Tá todo mundo envolvido lá, toda a cadeia tem as suas
- 43:58responsabilidades, né? Então.
- 44:01Eu acho que é importante todo mundo ter ter ciência disso, né?
- 44:06Se porventura, algum dia a gente tem uma entrada de algum desses
- 44:10agentes aí para vigilância, né? Que a gente consiga detectar
- 44:15isso o mais precocemente possível e.
- 44:19Que seja debelado também da maneira mais estátua possível
- 44:22também. E fica essa dica aí, meio de
- 44:26dever de casa pro pra todo mundo.
- 44:29Gostei, Marcelo, gostei, concordo contigo eu sou.
- 44:34Foi envolvido na cadeia produtiva primeiro como
- 44:36professor, mas a gente também atua em algumas consultorias.
- 44:41EE eu e eu pensando aqui, você falando, eu pensando quanto que
- 44:44é importante a gente disseminar isso nas universidades, né?
- 44:47Nos cursos? De UTI, sem dúvida.
- 44:49Não só na veterinária, mas nasotecnia na agronomia que, de
- 44:54certa forma, acabam se envolvendo direta ou
- 44:57indiretamente. EEE eu acho que é.
- 45:01É um ponto que a gente precisa de trabalhar melhor.
- 45:04Dentro das universidades deveria ser uma leitura praticamente
- 45:06obrigatória e dali se formam os profissionais que irão atuar no
- 45:10mercado, né? Então, foi uma boa dica, ó,
- 45:13provoca aí os ouvintes que são envolvidos e que tem de certa
- 45:16forma algum envolvimento na academia pra gente poder
- 45:20disseminar essas informações melhores que nós estamos falando
- 45:23de algo extremamente importante não só para cadeia produtiva de
- 45:26suínos para qualquer cadeia produtiva, a qual tem os riscos,
- 45:30principalmente relacionados a vírus.
- 45:32A gente está vendo aí na avicultura agora um risco muito
- 45:34grande, né? É, e quanto à viagem é, eu
- 45:40concordo contigo. Marcelo o Brasil é muito grande,
- 45:44muito bonito, né? E eu acho que o brasileiro
- 45:46conhece muito pouco o Brasil de modo geral, já existe o sonho de
- 45:51ir para os Estados Unidos já ir para a Europa e esquece que aqui
- 45:54tem algo, às vezes muito mais bonito e muito mais apelativo.
- 45:57Eu também sou um defensor disso, apesar de que fazer 111 turismo
- 46:01gastronómico ou ou conhecer as as.
- 46:04A história da Europa, eu, eu também sou muito a favor disso.
- 46:08Rachel, mas papo mais uma vez foi muito bom, agradeço o seu
- 46:12tempo. Eu sei que não é fácil na rotina
- 46:14aí durante a semana dos seus afazeres.
- 46:17Espero mais uma vez poder te convidar pra gente bater papo,
- 46:21conversar mais a se atualizar. Espero ter atualizações, não de
- 46:27algo que aconteceu negativo e sim positivo no sentido da gente
- 46:30evoluir como é os pontos que a gente falou aqui, então, muito
- 46:33obrigado mais uma vez. Por nada, Vinícius está sempre à
- 46:38disposição aí do que for necessário poder contribuir e.
- 46:43Um abraço aí para todos. Vamos sempre, sempre à
- 46:46disposição aqui. Obrigado, obrigado, Marcelo.
- 46:49Só hoje nós entrevistamos Marcelo Camargos, que trabalha
- 46:53no laboratório. O mapa né?
- 46:55Do LFTA de Minas Gerais, que trata de doenças tão
- 46:59importantes, né? É péssima africana, péssima,
- 47:02clássica. Piercs tratamo do plano
- 47:04integrado de vigilância, né? Comentamos aqui dos fatores de
- 47:07risco. Eu acho que vale a pena todos
- 47:09ouvirem, espero vocês para a próxima, um grande abraço.