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- InovaTec Update. Um pouco de amanhã no seu hoje. Energia. Pesquisadores chineses fazem o concreto de prédios guardar eletricidade. Da redação do site Inovação Tecnológica, publicado em 7 de outubro de 2026. Imagine que as paredes e as lajes de um prédio, além de sustentar a estrutura, também guardassem eletricidade. Essa é a proposta de um grupo de pesquisadores na China, que transformou o próprio concreto em um reservatório de energia. O trabalho é de Haiping Wu e colegas do Instituto Harbin de Tecnologia, com coordenação do professor Jing Zhong. Os resultados foram publicados na revista científica ACS Nano. A ideia faz parte de um movimento maior, que quer transformar as casas numa espécie de bateria. Quando a energia é produzida, guardada e usada no mesmo lugar, a rede elétrica depende menos de grandes centrais. Também se evitam os custos e as perdas do transporte da eletricidade. Em vez de uma bateria comum, a equipe apostou num supercapacitor. É um dispositivo que guarda relativamente pouca energia, mas carrega e descarrega muito depressa. E dura bastante: alguns aguentam milhões de ciclos. Para fabricar o material, os pesquisadores misturaram cimento com nanotubos de carbono, que são tubinhos microscópicos e bons condutores, e com negro de fumo, um pó escuro parecido com fuligem. O resultado foi uma pasta que funciona como eletrodo, a parte por onde a eletricidade entra e sai. Essa pasta pode ser aplicada com uma impressora 3D, como se fosse uma tinta. No teste, ela foi depositada sobre uma placa de concreto, num desenho que lembra os dedos de duas mãos encaixados uns nos outros. O concreto também participa do funcionamento. Quando o cimento reage com a água, seus pequenos poros se enchem de água e de partículas com carga elétrica, os íons. Eles circulam com facilidade entre os eletrodos. Como o desenho encaixado encurta o caminho que os íons percorrem, o dispositivo se tornou o mais eficiente entre os semelhantes já criados. E o concreto não perdeu nada da sua resistência. Ele continua tão firme quanto o concreto vendido para obras comuns, como lajes e escadas. Na prática, a eletricidade gerada por painéis solares instalados perto do prédio poderia ser guardada nas próprias paredes e lajes. Assim, não seria preciso recorrer às baterias de fluxo, equipamentos grandes que exigem bastante espaço. Por enquanto, a quantidade de energia ainda é modesta. Mas, segundo a equipe, uma peça do tamanho de um tijolo já daria conta de aparelhos pequenos dos chamados prédios inteligentes. Entre eles, sensores que acompanham as condições do edifício e lâmpadas acionadas em emergências. Para o professor Jing Zhong, materiais de construção capazes de guardar energia, perceber o ambiente e até interagir com as pessoas podem fazer dos edifícios mais do que simples abrigos. Eles poderiam se tornar ambientes realmente inteligentes. Essa notícia foi publicada no site Inovação Tecnológica, um serviço jornalístico especializado em divulgação científica e tecnológica, o maior em língua portuguesa e no ar desde 1999. Você pode ler esse artigo e muitos outros acessando o link na descrição deste episódio. A narração do InovaTec Update usa voz sintética, gerada por inteligência artificial.