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- InovaTec Update. Um pouco de amanhã no seu hoje. Informática. Luz comum de lanterna faz trabalho quântico em temperatura ambiente. Da redação do site Inovação Tecnológica, publicado em 30 de setembro de 2026. Os computadores quânticos têm um ponto fraco famoso: são frágeis demais. Basta um pouco de ruído ou uma pequena perturbação no ambiente para que a informação guardada neles se perca. Uma equipe da Universidade Estadual da Louisiana, nos Estados Unidos, encontrou um caminho inesperado para contornar esse problema. Em vez de depender de luz quântica, que é delicada, os pesquisadores usaram luz comum, parecida com a que sai de uma lanterna. O trabalho foi conduzido por Mingyuan Hong e colegas, entre eles o professor Omar Magaña-Loaiza, e publicado na revista científica Advanced Science. Para entender a ideia, vale lembrar que a luz é formada por pequenos pacotes de energia chamados fótons. Muitos experimentos quânticos usam fontes especiais, que soltam os fótons um de cada vez. Essas fontes são sensíveis a interferências. A luz comum é bem mais fácil de produzir e carrega muitos fótons ao mesmo tempo. Só que a quantidade de fótons que chega a um detector muda de uma medição para outra. A equipe transformou essa variação em uma ferramenta. Os pesquisadores usaram detectores capazes de contar exatamente quantos fótons chegam de cada vez. Assim, conseguem separar os fótons de acordo com o número. Na prática, é como encontrar vários sistemas quânticos escondidos dentro de um mesmo feixe de luz comum. E sem os caros e complicados sistemas de resfriamento extremo. Depois, a equipe combinou três características da luz. A primeira é a polarização, que é a direção em que a onda de luz vibra. A segunda é a forma como a luz se distribui no espaço. A terceira é o número de fótons. Juntas, elas criaram uma enorme rede de combinações, com oitocentos e sessenta e um elementos que podem ser medidos. Essa rede funciona como o que os cientistas chamam de reservatório. Nesse tipo de computação, a informação entra num sistema físico complicado e percorre muitos caminhos ao mesmo tempo. No fim, surge um padrão. Ninguém precisa controlar cada etapa do percurso. Basta treinar um sistema simples para interpretar esse padrão. Aqui, é a própria luz que faz o trabalho pesado, e a contagem de fótons revela o resultado. O resultado é apresentado como o primeiro reservatório quântico com muitos fótons a funcionar de forma robusta em temperatura ambiente, tolerando bastante ruído e perdas. Nesta primeira demonstração, a plataforma trabalhou com até quarenta fótons. Mesmo usando uma rede óptica comum, reproduziu o jeito característico como partículas quânticas se espalham, num fenômeno chamado caminhada aleatória quântica. O sistema também mostrou capacidade de aprender. Ele aprendeu seis funções matemáticas muito diferentes entre si, uma habilidade essencial para a inteligência artificial. Para Magaña-Loaiza, a lição é que não é preciso ter sistemas quânticos perfeitamente isolados e extremamente frágeis. Segundo ele, comportamentos quânticos úteis podem ser extraídos da luz comum, mesmo com ruído e perdas, e usados para processar informação na mesma plataforma. Essa notícia foi publicada no site Inovação Tecnológica, um serviço jornalístico especializado em divulgação científica e tecnológica, o maior em língua portuguesa e no ar desde 1999. Você pode ler esse artigo e muitos outros acessando o link na descrição deste episódio. A narração do InovaTec Update usa voz sintética, gerada por inteligência artificial.