Latest / COACHcast | Lições reais de carreira e liderança / Seu melhor capítulo ainda está começando | Dra. Kelley Andrade
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- 0:02Speaker 1: Ccast no ar. Hoje eu recebo uma médica que trabalha
- 0:05Speaker 1: em uma área que está mudando a forma como pensamos saúde,
- 0:08Speaker 1: a medicina de precisão.
- 0:10Speaker 1: A doutora Kelly Andrade atua com saúde metabólica, longevidade e
- 0:15Speaker 1: cuidado individualizado da mulher, especialmente no climatério e na peno-
- 0:19Speaker 1: menopausa à frente do Instituto Kelly Andrade Saúde de Pão,
- 0:24Speaker 1: a doutora Kelly une Ciência, Tecnologia e uma visão que
- 0:28Speaker 1: vai além do exame isolado olhar para a pessoa e
- 0:32Speaker 1: E sua história, seus hábitos e aquilo que os dados
- 0:35Speaker 1: revelam sobre ela. Mas a história da doutora Kelly não
- 0:39Speaker 1: está apenas na medicina. Ela também passou por uma transformação
- 0:43Speaker 1: pessoal importante, incorporou a corrida a sua vida depois dos
- 0:47Speaker 1: 40 e transformou essa experiência em uma mensagem sobre saúde,
- 0:51Speaker 1: disciplina e possibilidade de recomeçar.
- 0:55Speaker 1: Em outubro, lança o livro Como aprendi a voar, que
- 0:58Speaker 1: reúne justamente essa trajetória de transformação. Doutora Kelly, seja muito
- 1:03Speaker 1: bem-vinda ao coutcast e eu quero agra- começar por aí
- 1:07Speaker 1: antes da médica, quem é a mulher que aprendeu a voar.
- 1:11Speaker 2: Olá, Sérgio, muito prazer estar com você. Obrigada pelo convite.
- 1:14Speaker 2: É um privilégio enorme. Estou muito feliz.
- 1:17Speaker 2: A mulher que está por trás, né? De tudo isso,
- 1:20Speaker 2: ela é uma mulher criativa. Ela é uma mulher decidida,
- 1:24Speaker 2: é uma mulher que é uma menina também. Ainda sou
- 1:26Speaker 2: uma menina, porque eu gosto muito de aventura, né? E
- 1:30Speaker 2: eu sou curiosa. Acho que uma uma coisa que me
- 1:32Speaker 2: definiria é a curiosidade. Eu não me satisfaço com respostas prontas,
- 1:36Speaker 2: então eu vou atrás, investigo até o final. Essa sou eu.
- 1:40Speaker 1: Ai que legal e e e eu também vou dar
- 1:43Speaker 1: as boas-vindas que alguém deve ter ouvido um latido aí, né?
- 1:46Speaker 1: Porque tem mais ge- mais seres human- seres não humanos
- 1:49Speaker 1: participando aqui, né? Mas eu resolvi deixar até para não
- 1:53Speaker 1: para deixar bem natural a nossa gravação Ah, então foi
- 1:59Speaker 1: a tem a Filó e o Zeca aqui atrás de mim,
- 2:01Speaker 1: num sofazinho foi a Filó que deu esse gritinho. Ela
- 2:03Speaker 1: quis participar também aqui
- 2:07Speaker 2: É isso
- 2:07Speaker 1: aí, né? Filó.
- 2:09Speaker 1: Muito bom, então vamos. Ah, agora para essa parte técnica,
- 2:15Speaker 1: o que que é medicina de precisão. Até eu nunca
- 2:17Speaker 1: tinha ouvido falar nesse nesse termo
- 2:20Speaker 2: legal. Ela não é uma especialidade médica, tá, é um
- 2:23Speaker 2: estilo de fazer medicina. Então a medicina de precisão, né?
- 2:26Speaker 2: Quando a gente fala esse termo precis-.
- 2:27Speaker 2: São é algo preciso. Então vamos lá, você tem um
- 2:29Speaker 2: alvo e você vai diretamente ali no meio daquele alvo. Eh,
- 2:34Speaker 2: então a-, a gente faz o quê? U aquela medicina
- 2:36Speaker 2: do passado, Sérgio, onde o médico ouvia o paciente, né?
- 2:40Speaker 2: Onde o médico escutava, fazia parte, inclusive da vida desse paciente, né?
- 2:43Speaker 2: Frequentava a casa, era o médico de família.
- 2:46Speaker 2: E a gente junta tudo isso com técnicas mais vanguardistas, né?
- 2:51Speaker 2: Como quais, por exemplo, testes ômicos. Hoje a gente tem
- 2:54Speaker 2: os testes nutrigenéticos. Nós temos os metabolômica, temos os testes
- 2:58Speaker 2: de mi- microbiota, então todas essa essa parte mais avançada
- 3:02Speaker 2: da medicina, quando ela se une ao ouvir a uma
- 3:05Speaker 2: escuta ativa, ela nos traz a precisão. Então eu consigo
- 3:09Speaker 2: num primeiro momento, te escutar ouvir tua história, tuas queixas,
- 3:12Speaker 2: primeiro te analisar, Sérgio a primeira coisa, né? Quando você
- 3:15Speaker 2: vê o-.
- 3:15Speaker 2: Sto entrando no consultório aqui, você tem que olhar como
- 3:17Speaker 2: é que ele tá andando. Como é que está a
- 3:19Speaker 2: coloração dele? Como é que está o cabelo, Como está
- 3:22Speaker 2: a fala, a energia dessa pessoa, Você vai avaliar tudo
- 3:26Speaker 2: antes mesmo de você olhar para os exames. Eu sempre
- 3:29Speaker 2: digo assim ó, eu sou uma médica que não trata
- 3:31Speaker 2: o exame. Eu trato o paciente primeiro, né? Então, se
- 3:34Speaker 2: o exame vem ali, ele não está batendo com aquilo
- 3:37Speaker 2: que o paciente me pede. Eu peço para repetir. Eu
- 3:39Speaker 2: falo opa, esse laboratório deve ter errado e já aconteceu
- 3:42Speaker 2: muitas vezes no laboratório está errado.
- 3:44Speaker 1: Olha que legal, muito bom e eu eu eu queria
- 3:48Speaker 1: ter feito essa pergunta antes, mas eu acabei não fazendo
- 3:51Speaker 1: por que a escolha da medicina como faculdade.
- 3:55Speaker 2: Então, a medicina. Na verdade, ela vem como a um propósito.
- 4:00Speaker 2: Eu eu sinto, né? Que em um determinado momento ali
- 4:04Speaker 2: na frente, eu vou te falar sobre essa experiência de
- 4:06Speaker 2: cuidar de vidas, né? Eu acredito que a medicina ela
- 4:09Speaker 2: nasce com o propósito de cuidar de vidas e eu
- 4:12Speaker 2: me senti.
- 4:14Speaker 2: Ah, encontrando realmente o meu propósito quando eu cuidei de pessoas, né?
- 4:19Speaker 2: E aí eu via resultados, via essa empatia, vi as
- 4:23Speaker 2: pessoas se sentindo amadas e se sentindo fazendo a vida
- 4:26Speaker 2: delas serem transformadas. Isso me trouxe uma satisfação imensa. Então, realmente, né?
- 4:31Speaker 2: A gente sabe que é uma profissão boa, né? Tem
- 4:33Speaker 2: a o seu reconhecimento financeiro, mas antes de tudo isso,
- 4:37Speaker 2: para mim tem a ver com o propósito mesmo propósito
- 4:40Speaker 2: de servir.
- 4:42Speaker 1: que legal e faria tudo de novo.
- 4:44Speaker 2: Totalmente tudo, tudo sem mudar nada.
- 4:49Speaker 1: Maravilhoso. Então vamos lá, me chamou atenção esse e isso
- 4:53Speaker 1: que você falou aí também dessa questão dos exames, às
- 4:56Speaker 1: vezes estarem normais, mas não bater com a postura da
- 4:59Speaker 1: pessoa com o comportamento, às vezes com a própria eh
- 5:04Speaker 1: a própria imagem dessa pessoa, salvo engano, o Jô Soares
- 5:07Speaker 1: era um cara que tinha os exames todos em dia, sempre,
- 5:10Speaker 1: só que nitidamente assim a pessoa está muito acima do peso.
- 5:13Speaker 1: Isso não é bom para a saúde.
- 5:15Speaker 2: Exatamente Sérgio, a gente tem uma linha hoje de pensamento, né?
- 5:18Speaker 2: Que que estava ficando famosa, mas acho que já está
- 5:20Speaker 2: meio caindo, né? É essa coisa de achar que o
- 5:23Speaker 2: obeso pode ser um obeso saudável, porque os meus exames
- 5:27Speaker 2: estão dentro da normalidade. Primeiro que a gente tem que
- 5:29Speaker 2: entender o que é normalidade, né? As pessoas hoje elas
- 5:32Speaker 2: fazem exame de sangue e passam no chat GPT. Ou
- 5:34Speaker 2: então elas olham na referência ali do laboratório e elas
- 5:37Speaker 2: veem que está dentro. Mas eu não sei se você
- 5:38Speaker 2: já parou para observar que a referência de laboratório é enorme.
- 5:42Speaker 2: Né? Eu vou pegar um exemplo aqui. Quando eu era
- 5:44Speaker 2: médica do SUS, eu atendi uma média de 80 gestantes
- 5:47Speaker 2: no mês. Tá, então era muita gestante e eu tinha
- 5:50Speaker 2: o hábito de solicitar um exame chamado ferritina a ferritina.
- 5:54Speaker 2: Ela é depósito de ferro. Então, se a ferritina de
- 5:56Speaker 2: uma mulher cai muito de um homem também, né?
- 5:59Speaker 2: De uma pessoa cai demais o o organismo, ele sente
- 6:02Speaker 2: que você está perdendo muito ferro e ele passa a
- 6:05Speaker 2: economizar energia em todos os sentidos que você imaginar. Então
- 6:08Speaker 2: é uma pessoa depressiva, ansiosa, cabelo caindo, uma aparência desgastada.
- 6:13Speaker 2: Ela pode ter muita vontade de comer doce. Só que
- 6:16Speaker 2: quando você olha a referência de laboratório, Sérgio, a que
- 6:19Speaker 2: vem ali no laboratório tem laboratórios que aceitam ferretina de
- 6:22Speaker 2: 6 de 8.
- 6:25Speaker 2: E essa ferretina vai até 300. Aí eu pergunto pra
- 6:27Speaker 2: você como é que pode uma pessoa estar saudável dentro
- 6:30Speaker 2: de um intervalo tão grande? Hoje nós já temos, né?
- 6:34Speaker 2: Estudos mostrando que uma ferretina de uma pessoa de uma
- 6:36Speaker 2: mulher saudável vai de 70 a 150.
- 6:40Speaker 2: Então, se essa mulher está com 6 de ferritina 8,
- 6:43Speaker 2: ela está morrendo, Sérgio. E se o médico ele segue
- 6:46Speaker 2: referência de laboratório, ele não vai tratar essa mulher. Ele
- 6:49Speaker 2: vai mandar ela pra casa. Eu já peguei muitas pacientes
- 6:51Speaker 2: nessa situação, nessa condição acabadas. Assim elas em depressão, mesmo
- 6:55Speaker 2: com crise de pânico, crise de ansiedade por falta de ferro,
- 6:59Speaker 2: o corpo, ele dá, ele reage dessa forma e elas
- 7:01Speaker 2: me relatam doutor, eu já passei por outros médicos, mas
- 7:04Speaker 2: eles olharam a referência de laboratório e disseram que estava
- 7:07Speaker 2: tudo bem, tudo normal.
- 7:11Speaker 1: É isso me deixa pensativo aqui, né? Que a gente
- 7:13Speaker 1: sempre tem que ir além um pouquinho, né? Porque não
- 7:15Speaker 1: é só a a letra de um de um exame
- 7:18Speaker 1: que que vai fazer com que você esteja bem ou não.
- 7:24Speaker 1: Então e e tem uma correria dos médicos também aí
- 7:27Speaker 1: nos planos de saúde e nem todo está atento, assim
- 7:30Speaker 1: como você.
- 7:31Speaker 2: Isso as consultas. Hoje elas têm uma média de 7
- 7:34Speaker 2: a 10 minutos de duração em 7 a 10.
- 7:36Speaker 2: Minutos, você consegue mal olhar os exames laboratoriais, né? Quanto
- 7:40Speaker 2: mais conversar com esse paciente, por isso que eu te
- 7:42Speaker 2: digo que o paciente tem que ser escutado, né? Se
- 7:44Speaker 2: eu recebo uma mulher que está com essas queixas de né?
- 7:47Speaker 2: De de depressão, ansiedade, fraqueza, fadiga, sonolência, queda de cabelo,
- 7:52Speaker 2: Eu tenho que olhar duas coisas, Sérgio, eu tenho que
- 7:54Speaker 2: olhar a ferritina e o ferro. E eu tenho que
- 7:56Speaker 2: olhar a tireoide dessa mulher. A quantidade de mulheres com
- 7:59Speaker 2: hipotiroidismo subdiagnosticada é gigantesca, né?
- 8:02Speaker 2: Então a gente tem que entender como é que essas
- 8:03Speaker 2: referências de laboratório foram feitas. Isso é uma informação que
- 8:07Speaker 2: todo mundo deveria ter gente. E esses dias eu atendi
- 8:10Speaker 2: uma dona de laboratório de um grande laboratório, uma bioquímica
- 8:13Speaker 2: farmacêutica e a gente conversou muito sobre isso na consulta, né? É,
- 8:17Speaker 2: existem exames ali que ela, como farmacêutica, há mais de
- 8:19Speaker 2: 30 anos, ela nunca viu uma pessoa chegar no mínimo
- 8:23Speaker 2: que o laboratório aceita. Ela falou doutora, realmente é uma
- 8:25Speaker 2: coisa que eu me questiono muito, porque
- 8:27Speaker 2: É, eu nunca vi uma pessoa chegar, por exemplo, com
- 8:29Speaker 2: um selênio, como no mínimo ali que o laboratório diz
- 8:32Speaker 2: que é normal, ela nunca viu. Então isso não é normal. Agora,
- 8:35Speaker 2: como é que eles chegam a esse resultado, né? É
- 8:37Speaker 2: um resultado mediano. Então você pega indivíduos, tira o sangue
- 8:41Speaker 2: deles e você vai ver a média daquilo. Eles usam
- 8:43Speaker 2: uma curva de Gauss que vai considerar 95 % da normalidade, né?
- 8:48Speaker 2: E isso entra também a testosterona dos homens. Você sabia
- 8:50Speaker 2: que tem estudos mostrando que ela está em declínio.
- 8:53Speaker 2: Homens da década lá sim, homens da década de 80,
- 8:56Speaker 2: comparados com homens da agora de 2024. Eles tiveram um declínio.
- 9:00Speaker 2: Não vou saber te dizer a quantidade de declínio, mas
- 9:03Speaker 2: homens na mesma idade, na mesma situação, tem hoje testosterona
- 9:07Speaker 2: mais baixa.
- 9:08Speaker 1: Eu não, eu não posso deixar agora de de de
- 9:11Speaker 1: perguntar pra você eh dia desse eu não sei, você viu,
- 9:13Speaker 1: teve um teve um coach aí muito famoso no Brasil,
- 9:17Speaker 1: que falou que
- 9:18Speaker 1: Gritando Yes, ah, aumentava a testosterona, então explica tecnicamente para
- 9:25Speaker 2: a gente. A gente, eu eu desconheço isso, né? Porque
- 9:29Speaker 2: eu o que eu sei é que a testosterona ela
- 9:31Speaker 2: é produzida, principalmente da meia-noite às 06:00 da manhã, no
- 9:36Speaker 2: sono profundo. né? Quando o seu corpo está desligado justamente
- 9:40Speaker 2: para fazer essa renovação hormonal, né? Para po- po-.
- 9:43Speaker 2: Ter essa reconstrução ali dos teus hormônios da sua imunidade.
- 9:46Speaker 2: Então eu acho que é mais dormindo do que gritando
- 9:48Speaker 2: a testosterona entendeu e também assim eu não tem estudos
- 9:51Speaker 2: mostrando a a musculação tá a musculação. Ela realmente é
- 9:55Speaker 2: uma atividade física que faz aumentar a testosterona do homem
- 9:58Speaker 2: e a minha leitura, né? Do por que que a
- 10:00Speaker 2: texto está caindo tanto é estilo de vida. Sérgio não
- 10:03Speaker 2: tem outra explicação. As pessoas estão dormindo menos. Elas estão com-.
- 10:07Speaker 2: Me comendo o pior, né? Eu recebo adolescentes. Eu gosto
- 10:10Speaker 2: muito de citar essa família, porque às vezes eu atendo
- 10:12Speaker 2: famílias inteiras. A gente fecha o fecha o horário da
- 10:15Speaker 2: tarde e vem pai vem mãe e vem os filhos
- 10:17Speaker 2: pra eu poder consultar todo mundo. É muito legal, porque
- 10:20Speaker 2: você vai mudar o estilo de vida de uma família. né?
- 10:23Speaker 2: Não adianta só mudar o seu e a sua esposa,
- 10:25Speaker 2: os seus filhos não seguirem isso, né? E porque vai
- 10:28Speaker 2: ter divergências, vai ter muito conflito ali e essa eu fa-.
- 10:31Speaker 2: Família veio consultar uma família de obesos, né? Tinha uma adolescente,
- 10:35Speaker 2: a filha que não estava obesa ainda, mas ela estava sobrepeso,
- 10:38Speaker 2: o pai de 52 anos e um filho de 17,
- 10:42Speaker 2: o pai com 155 de testosterona e o filho de
- 10:45Speaker 2: 17 anos, com 200 e pouquinho de testosterona. Era um
- 10:49Speaker 2: menino que tinha que estar com perto de 1000. Sérgio.
- 10:51Speaker 2: A gente que conhece, né? A parte da puberdade dos
- 10:53Speaker 2: meninos que está a testosterona está explodindo.
- 10:56Speaker 2: né? É hora, eles querem namorar. Eles querem, né? Então
- 10:59Speaker 2: tem aquela energia, aquela vontade de vida, né? Que é libido.
- 11:02Speaker 2: A gente sabe que é vontade de viver, né? Então,
- 11:04Speaker 2: quando eu atendi essa família, eu fiquei chocada porque eu
- 11:07Speaker 2: vi que isso é realidade. Eles todos chegavam em casa
- 11:09Speaker 2: entre 11:00 e meia-noite. Eles iam pedir um Ifood para
- 11:12Speaker 2: jantar pizza à noite, quando todos chegavam, cada um pegava
- 11:16Speaker 2: o seu pedaço de pizza e ia para o seu
- 11:17Speaker 2: quarto ver televisão.
- 11:19Speaker 2: E mexer no celular. Eles iam dormir três horas da
- 11:21Speaker 2: manhã para acordar 17:00, 700 e pouca. E assim era
- 11:24Speaker 2: a vida, né? E por i- aí por isso que
- 11:26Speaker 2: eu te digo que a testosterona está caindo, né? Não
- 11:29Speaker 2: tem nenhum mistério aí, gente, o mistério é o estilo
- 11:31Speaker 2: de vida, tá
- 11:32Speaker 1: verdade e e a propaganda faz com que se torne
- 11:36Speaker 1: uma pizza, um pastel, qualquer coisa dessa muito saudável, porque
- 11:40Speaker 1: é gostoso, né?
- 11:41Speaker 2: Sim, exatamente, né? O que não faltam são estímulos, né?
- 11:45Speaker 2: A gente sabe que desde a década de 70, né?
- 11:47Speaker 2: Quando a vida da gente começou a ficar mais mais corrida,
- 11:49Speaker 2: as mulheres passaram a trabalhar fora a indústria alimentícia. Ela
- 11:53Speaker 2: aproveitou muito esse embalo, né? Então começou a se lançar
- 11:56Speaker 2: pão fateado, já pronto, que durava um mês, né? Aquele
- 11:59Speaker 2: pão não estraga nunca o leite de caixinha que você
- 12:02Speaker 2: deixa lá anos, ele nunca vai estragar, né? E e
- 12:05Speaker 2: tudo isso a gente começou a consumir como luxo. Olha
- 12:08Speaker 2: só eu tenho agora aqui, né? Então a gente passou
- 12:11Speaker 2: a acreditar que esses alimentos industrializados ele.
- 12:15Speaker 2: eram sinônimo de de luxo, né? Eu posso ter isso.
- 12:18Speaker 2: Então eu posso ter uma vida corrida que eu vou
- 12:20Speaker 2: abrir um pacote de pão, um um salgado e vou
- 12:22Speaker 2: comer rápido aqui está tudo certo, né? É
- 12:24Speaker 1: verdade, isso é incrível, né? Quando a gente olha para
- 12:27Speaker 1: o estilo de alimentação, nossa, eu, por sorte, por sorte, não,
- 12:31Speaker 1: não é pelo médico que me chamou atenção em janeiro.
- 12:33Speaker 1: Agora que eu fiz uns exames, ele falou você tem
- 12:35Speaker 1: que emagrecer porque você não se vai tomar remédio para isso,
- 12:37Speaker 1: para isso, para aquilo. Eu falei não vou, eu vou
- 12:39Speaker 1: mudar meu estilo, tá bom e,
- 12:41Speaker 2: né? preventiva.
- 12:44Speaker 1: E aí eu mudei realmente de janeiro para cá, eu tenho,
- 12:47Speaker 1: eu tenho mudado, emagreci bem, continuo fazendo exercício, mudei minha
- 12:50Speaker 1: alimentação e isso é sensacional e é muito e como
- 12:53Speaker 1: faz bem, né? Você botar uma roupa que fazia 15
- 12:56Speaker 1: anos que não
- 12:57Speaker 2: usava. Nossa, muito demais. É
- 13:00Speaker 1: que legal. Agora, voltando lá para o comecinho também da
- 13:03Speaker 1: tua carreira, né? Quais foram os desafios, tanto pessoais quanto
- 13:07Speaker 1: o os desafios profissionais que você
- 13:09Speaker 2: passou. Tá, vamos lá, né? Sérgio, eu não tenho como
- 13:11Speaker 2: falar hoje, gente da minha vida, da minha.
- 13:13Speaker 2: carreira sem falar da minha vida pessoal. né? Eu não
- 13:15Speaker 2: consigo des- desvencilhar uma coisa da outra. Eu tenho uma
- 13:18Speaker 2: história de bastante desafios, assim, uma história de que traz
- 13:21Speaker 2: bastante dor, mas bastante superação, né? E eu costumo dizer
- 13:25Speaker 2: que a minha dor virou propósito. Eu podia não abrir
- 13:29Speaker 2: a minha história, né? Sérgio Vida que segue, né? Vamos lá,
- 13:31Speaker 2: vamos seguir uma médica muito bem-sucedida, o instituto indo super bem,
- 13:34Speaker 2: vários profissionais trabalhando aqui em Curitiba. né? E uma fila
- 13:37Speaker 2: de espera que está lá já para janeiro, né? De pacientes. Então,
- 13:40Speaker 2: graças a Deus, tudo muito bem, tá indo tudo muito bem.
- 13:43Speaker 2: Mas nem sempre foi assim, gente. Aos 16 anos eu
- 13:46Speaker 2: comecei a trilhar aí por um caminho de dependência química
- 13:48Speaker 2: muito pesado. Eu venho de uma família muito certinha, né?
- 13:51Speaker 2: Eu eu eu tenho uma família que meu Deus, né? Princípios,
- 13:54Speaker 2: normas até bem rigorosa, mas aos 16 anos é, eu
- 13:58Speaker 2: sempre digo assim ó as referências que a gente escolhe
- 14:00Speaker 2: na nossa vida. Quando você passa a ter referências, né?
- 14:03Speaker 2: Que começam a te levar para lugares, começa a desenvolver
- 14:06Speaker 2: hábitos errados.
- 14:08Speaker 2: Né? E e aí pronto, né? Então eu desviei desse
- 14:11Speaker 2: caminho aos 16 anos. Foi uma longa jornada bem dolorosa,
- 14:15Speaker 2: porque você sabe que nem tudo começa feio, né? Tudo
- 14:18Speaker 2: começa bonitinho na baladinha com os amiguinhos e tal. Só
- 14:20Speaker 2: que quando você tem uma tendência tanto genética quanto emocional
- 14:23Speaker 2: a uma dependência.
- 14:25Speaker 2: Você passa de um limiar que depois passa a não
- 14:27Speaker 2: ser mais brincadeira. Ficou séria a coisa. Então, a partir
- 14:30Speaker 2: dos 21 anos de idade, Sérgio, eu comecei a ser
- 14:33Speaker 2: internada uma primeira internação no spa, no hotel Spa, né?
- 14:37Speaker 2: Porque todo mundo negava o problema, inclusive eu era aquela
- 14:40Speaker 2: coisa assim. Eu sou depressiva, ela tem depressão, ela tem ansiedade, né?
- 14:45Speaker 2: E aí era um pouco mais bonito quando você falava
- 14:47Speaker 2: para as pessoas, para os amigos. Ah, Kelly está internada.
- 14:49Speaker 2: Mas por quê? Porque ela tem depressão.
- 14:51Speaker 2: Né? Até me sentir uma estrela, né? Porque a gente
- 14:52Speaker 2: sabe que uma as pessoas famosas são internadas por depressão.
- 14:56Speaker 2: Nunca é por dependência química, né? E ninguém quer assumir isso,
- 14:59Speaker 2: nenhuma família quer, porque como é um problema sistêmico, todo
- 15:03Speaker 2: mundo vai ter que olhar para si, né? Porque mexe
- 15:05Speaker 2: com a estrutura familiar toda não mexe só com o
- 15:08Speaker 2: indivíduo que de- que de- desenvolveu a dependência, né? Mexe
- 15:11Speaker 2: com todo mundo.
- 15:12Speaker 2: Então na a partir, quando eu saí desse hotel spa,
- 15:15Speaker 2: logo já recaí de novo e aí pronto. Aí eu
- 15:17Speaker 2: comecei a ter que ser internada em clínicas psiquiátricas, em
- 15:21Speaker 2: comunidades terapêuticas, onde se tratava realmente a dependência química, né?
- 15:24Speaker 2: E foram 7 7 internamentos, né? Quando eu falo assim
- 15:28Speaker 2: ó e graças a Deus foram 7, porque senão eu
- 15:30Speaker 2: estaria morta hoje, porque quando eu saía e recaí, a
- 15:33Speaker 2: minha família me internava de novo para salvar a minha vida, né? Então,
- 15:36Speaker 2: assim eles foram fundamentais nesse processo. Meu pai me.
- 15:39Speaker 2: Mãe eu sou extremamente agradecida e a a dedicatória aqui do-
- 15:42Speaker 2: do meu livro tá o nome deles, né? Porque eles
- 15:45Speaker 2: são pessoas fundamentais nesse pro- nesse processo todos nós nos tratamos, né?
- 15:50Speaker 2: Todos nós nos recuperamos. A minha mãe começou a fazer
- 15:52Speaker 2: psicologia aos 52 anos. Ela se formou em 57, trabalhou comigo, né?
- 15:58Speaker 2: Ela foi a psicóloga das famílias dos homens que eu tratava,
- 16:01Speaker 2: porque quando eu fiquei bem com 26 anos, eu abri
- 16:04Speaker 2: um centro de tratamento.
- 16:06Speaker 2: Eu abri um centro de tratamento para homens aqui na
- 16:09Speaker 2: Serra do Mar, em Morretes, você deve conhecer, né? Então
- 16:12Speaker 2: em Morretes, bem no meio, assim da da floresta, mesmo
- 16:16Speaker 2: com cachoeira, com o rio, eu passei 8 anos cuidando
- 16:19Speaker 2: daqueles rapazes ali passaram mais de 200 homens e a
- 16:22Speaker 2: gente fazia um tratamento holístico. Então tinha médica, psiquiatra, tinha
- 16:25Speaker 2: minha mãe como psicóloga, né? Tinha eu como coordenadora, tinha
- 16:29Speaker 2: uma outra amiga que era enfermeira, fisioterapeuta e coordenadora também.
- 16:33Speaker 2: Então a gente ali começou, né? Aquilo me fortaleceu muito,
- 16:36Speaker 2: porque eu penso muito assim, ó, é dando o que
- 16:38Speaker 2: se recebe, mas também é dando o que você fortalece
- 16:41Speaker 2: aquilo que você já recebeu. Então nesses 8 anos ali
- 16:44Speaker 2: foi quando eu realmente tive o chamado pra medicina. E
- 16:47Speaker 2: eu fui fazer medicina já com 34 anos, Sérgio, me
- 16:50Speaker 2: formei 41. Isso, me formei aos 41. Eu só fui
- 16:55Speaker 2: fazer medicina quando eu já estava mais madura, quando eu
- 16:56Speaker 2: já estava recuperada, né, da dependência, já tinha muita experiência
- 17:00Speaker 2: com o assunto.
- 17:01Speaker 2: E tanto que quando eu fui fazer medicina, eu pensava
- 17:03Speaker 2: em ser psiquiatra. Olha que loucura, né? Aí uma prima
- 17:06Speaker 2: minha que é muito chegada, uma prima irmã, ela olhou
- 17:09Speaker 2: pra mim e falou prima, você tá doida, você não
- 17:11Speaker 2: tem cara de psiquiatra, não, você vai fazer endocrinologia e
- 17:14Speaker 2: realmente foi a primeira pós-graduação que eu fiz endocrinologia. Eu
- 17:17Speaker 2: estou na quinta pós, né? Então eu comecei com a endocrinologia,
- 17:20Speaker 2: fui pra medicina funcional integrativa, fui pra suplementação avançada, depois
- 17:25Speaker 2: eu fui pra medicina de precisão e agora eu estou
- 17:28Speaker 2: na medicina esportiva.
- 17:29Speaker 2: Então, assim, peguei a minha cabeça é essa, Sérgio a
- 17:32Speaker 2: minha cabeça, ela vai para todos os lados e eu
- 17:34Speaker 2: gosto disso. Por isso que eu me defini no começo
- 17:36Speaker 2: como criativa e curiosa, né? Então é mais ou menos
- 17:39Speaker 2: essa história meu bem.
- 17:41Speaker 1: Que legal e me identifico muito contigo, né? Não vou
- 17:43Speaker 1: contar aqui a minha história, porque a ideia é a
- 17:47Speaker 1: sua história, a sua trajetória, mas eu tenho uma hiper
- 17:50Speaker 1: identificação com isso também com tudo o que você falou aí,
- 17:53Speaker 1: essa curiosidade, essa esse olhar para vários caminhos e eu
- 17:57Speaker 1: acredito que isso tudo se conecte com o que a
- 18:00Speaker 1: gente faz com o nosso propósito de vida, os nossos propósitos.
- 18:04Speaker 1: Na verdade, é mais que um, né?
- 18:08Speaker 2: vão se revelando, né? Você já reparou isso.
- 18:10Speaker 2: Então, quando eu se- eu senti, né, que eu gostava,
- 18:13Speaker 2: eu amava cuidar de pessoas, né? Isso foi se manifestando
- 18:17Speaker 2: em 2021 eu eu tive, né, um eu abri minha
- 18:22Speaker 2: vida pra um outro projeto, que é o aprender a voar. Então,
- 18:25Speaker 2: da mesma forma como houve pessoas que me empurraram do penhasco, né?
- 18:29Speaker 2: Eu comecei a fazer com pessoas também. Então hoje eu
- 18:33Speaker 2: faço isso, né? Eu impulsiono jovens a aprenderem a voar
- 18:38Speaker 2: jovens e não tão jovens também, né?
- 18:40Speaker 2: tem cada história aqui no instituto. Ah, as as nossas
- 18:42Speaker 2: reuniões de sábado, elas são uma reuniões de contação de história,
- 18:46Speaker 2: porque aqui a gente conta histórias de mudança de vida, né?
- 18:48Speaker 2: Então eu sempre falo pro pessoal que faz parte do
- 18:50Speaker 2: instituto ó, vocês também têm que fazer outros aprenderem a
- 18:53Speaker 2: voar do mesmo jeito que eu empurrei vocês do penhasco,
- 18:56Speaker 2: vocês também têm que empurrar os outros e assim a
- 18:58Speaker 2: gente vai se motivando, sabe a mudar de carreira, a
- 19:01Speaker 2: mudar de a começar faculdades novas, a a mudar de
- 19:05Speaker 2: de perspectiva, né? E encontrando novos propósitos.
- 19:09Speaker 1: Que legal! Que bacana é hoje a gente fala, né? Ai,
- 19:12Speaker 1: porque tem alguém assim na na primeira formação de coach
- 19:15Speaker 1: que eu fiz há muitos anos atrás, mais de 10 eh,
- 19:18Speaker 1: tinha lá, né? No script. Ah, eh, qual é o
- 19:21Speaker 1: seu propósito? Não tinha uma e é e é bacana isso.
- 19:23Speaker 1: Qual é o seu propósito? Depois eu estava escutando uma
- 19:26Speaker 1: psicóloga falar de um podcast.
- 19:28Speaker 1: E ela falou o seguinte a gente não tem um
- 19:30Speaker 1: propósito só na vida. A gente tem várias áreas da vida.
- 19:35Speaker 1: Cada área tem um propósito e isso é o bacana, né?
- 19:37Speaker 1: Porque você tem um propósito para a sua família, um
- 19:39Speaker 1: propósito para você, um propósito pessoal, um propósito profissional
- 19:44Speaker 2: isso perfeito e é você tinha citado no começo sobre
- 19:47Speaker 2: a corrida, né?
- 19:48Speaker 2: Você está falando agora e eu estou me lembrando, né?
- 19:51Speaker 2: Dessa dessa questão, eu comecei a correr corrida de rua
- 19:53Speaker 2: aos 39 anos. Hoje eu estou com 47, né? E
- 19:56Speaker 2: quando chegou esse ano, Sérgio, que no dia 24 de
- 19:59Speaker 2: janeiro eu completei 20 anos livre da dependência química. Eu
- 20:02Speaker 2: falei assim esse ano ele precisa ser um ano marcante.
- 20:05Speaker 2: Ele precisa ser um ano que vai ter alguns registros fortes.
- 20:09Speaker 2: Então eu me propus a correr 3 meias maratonas.
- 20:11Speaker 2: 3 meias maratonas. A primeira foi em em Florianópolis, que
- 20:15Speaker 2: foi onde eu tive a minha última experiência com o
- 20:17Speaker 2: uso de drogas e onde eu ouvi uma voz, né?
- 20:20Speaker 2: Quando eu estava descendo da favela ali naquela noite do
- 20:22Speaker 2: dia 23 para o dia 24, às 03:00 horas da manhã,
- 20:26Speaker 2: uma voz que me disse assim Agora você precisa escolher
- 20:28Speaker 2: o caminho da vida ou o caminho que você está
- 20:30Speaker 2: trilhando para a morte. Se você for para o caminho
- 20:32Speaker 2: da morte, realmente você não vai sobreviver.
- 20:35Speaker 2: E ali eu sabia, né? Por todos os perigos que
- 20:37Speaker 2: eu vinha passando quando eu descia daquela comunidade, pessoas armadas,
- 20:40Speaker 2: é muito risco, né? Você viver nessa vida, né? Então
- 20:43Speaker 2: ali eu decidi pela vida e dali pra frente, nunca mais, né?
- 20:46Speaker 2: Eu voltei para o uso de drogas, né? Então, no
- 20:48Speaker 2: dia 24 de janeiro deste ano eu completei 20 anos
- 20:52Speaker 2: e no dia 3 de maio eu fiz a minha
- 20:54Speaker 2: primeira meia maratona lá em Florianópolis e foi muito tempo.
- 20:58Speaker 2: Emocionante até me arrepio aqui ó, porque enquanto eu corria
- 21:00Speaker 2: naquelas ruas, eu olhava para a comunidade de onde eu
- 21:02Speaker 2: descia há 20 anos, sabe Foi um momento muito especial,
- 21:06Speaker 2: muito especial. A segunda meia maratona, eu corri em Vitória,
- 21:09Speaker 2: no Espírito Santo, que também foi um local onde aos
- 21:12Speaker 2: 22 anos de idade, eu fui levada para tentar me
- 21:14Speaker 2: recuperar e não consegui. Foi um tempo muito difícil ali,
- 21:17Speaker 2: muito difícil, desafiador, mas houve pessoas que me amaram muito.
- 21:21Speaker 2: Então eu falei eu preciso voltar naquele lugar como forma
- 21:23Speaker 2: de gratidão. Então foi agora em agosto, a minha corrida.
- 21:27Speaker 2: E agora a terceira será aqui em Curitiba, no dia
- 21:30Speaker 2: 15 de novembro. No dia 15 de novembro, eu vou
- 21:32Speaker 2: correr minha última meia maratona na cidade onde realmente tudo
- 21:36Speaker 2: na minha vida aconteceu, né? Então são 3 meias maratonas
- 21:39Speaker 2: com muita gratidão. Esse ano é muito especial e junto
- 21:42Speaker 2: com isso, o lançamento, né? Sérgio que estava falando
- 21:45Speaker 1: do livro depois me me me avisa quando lançar que
- 21:49Speaker 1: eu quero, quero divulgar aqui nas minhas redes também, né?
- 21:53Speaker 1: Sem dúvida alguma muito bacana.
- 21:55Speaker 1: E essa perguntinha agora eu acho que é assim. Ela
- 21:57Speaker 1: é bem-, bem legal. Existe uma idade certa para recomeçar
- 22:02Speaker 2: jamais jamais. Esse é meu lema, né? Por isso que
- 22:05Speaker 2: eu falo assim ó como eu aprendi a voar, eu
- 22:06Speaker 2: eu aprendi a voar tardiamente. Eu não sei se você
- 22:09Speaker 2: conhece a história do Albatroz
- 22:11Speaker 1: não conheço.
- 22:12Speaker 2: O albatroz, gente, ele é a ave, ma a é
- 22:15Speaker 2: a ave que mais demora para sair do ninho. Então
- 22:18Speaker 2: eu fui pesquisar sobre isso, né? Porque eu fiquei pensando assim, gente,
- 22:20Speaker 2: eu demorei para sair do ninho, né? Se você for
- 22:21Speaker 2: se comparar com outras pessoas, né? E o albatroz, ele
- 22:24Speaker 2: passa quase um ano sendo alimentado e ele chega a
- 22:27Speaker 2: pesar mais do que os pais. Ele tem uma envergadura
- 22:30Speaker 2: de asa gigantesca porque a partir do momento que ele
- 22:33Speaker 2: fizer o primeiro voo, Sérgio, ele não para mais. Então
- 22:36Speaker 2: ele vai atravessar vários oceanos. Ele passa meses voando sem parar.
- 22:40Speaker 2: Entende ele pega, ele pega as correntes de ar, então
- 22:44Speaker 2: para economizar a energia mesmo e ele vai. Ele aprendeu
- 22:50Speaker 2: a ir pela corrente de ar. Então hoje, se eu
- 22:53Speaker 2: fosse escolher uma ave, né? E por isso que eu
- 22:55Speaker 2: faço essa analogia de como aprendi a voar, porque eu
- 22:57Speaker 2: não me identifico muito com a águia, sabe?
- 22:59Speaker 2: Porque a águia ela é aquele padrão, né? Ela nasce,
- 23:02Speaker 2: cresce e já logo empurrada, aprende a voar, tem as
- 23:04Speaker 2: dificuldades dela, mas ela é uma ave padrão, né? Padrão
- 23:08Speaker 2: de de vitória que todo todo mundo quer ser uma águia, né?
- 23:11Speaker 2: Todo mundo quer ser um gavião, uma águia, né? Ninguém
- 23:13Speaker 2: fala assim Ah, eu sou um albatroz.
- 23:15Speaker 2: e eu sou albatroz.
- 23:17Speaker 1: Caramba. Adorei isso aí, inclusive eu estava com. Eu gosto
- 23:21Speaker 1: de tatuagens, né? No braço eu tenho aqui uma listinha
- 23:24Speaker 1: de umas que eu vou fazer pequenininhas e estava uma
- 23:26Speaker 1: águia e você vai. Você me inspirou. Agora eu vou
- 23:28Speaker 1: fazer um albatroz.
- 23:29Speaker 2: Uau! E eu tenho aqui ó, e ele é uma
- 23:32Speaker 2: ave muito bonita. Tá Sérgio, né? A gente pensa assim
- 23:34Speaker 2: que não, mas ele é uma ave linda. Eu não
- 23:37Speaker 2: sei se eu vou conseguir achar porque, na verdade, assim ó,
- 23:39Speaker 2: eu uso também a analogia com a águia, com a
- 23:41Speaker 2: borboleta porque a borbo-.
- 23:43Speaker 2: também é um uma, uma experiência de aprender a voar, né?
- 23:46Speaker 2: Depois de de passar por uma dor, né? Mas depois
- 23:50Speaker 2: você procura aí ó, vai ter um albatroz. Ele é
- 23:52Speaker 2: muito lindo, tá que
- 23:54Speaker 1: legal, não. E a águia, lógico, eu gosto muito da águia,
- 23:57Speaker 1: até pela questão tem um, tem um, tem uma, tem
- 24:00Speaker 1: um vídeo aí que circula na internet, que é a águia,
- 24:02Speaker 1: é a galinha, que é onde a águia ela voa.
- 24:04Speaker 1: A muito alto para que as pessoas olhem para o alto.
- 24:06Speaker 1: Não é que ela quer ser melhor que os outros,
- 24:08Speaker 1: mas o albatroz eu gostei muito disso aí, porque muitas
- 24:11Speaker 1: vezes a gente está incubado, tipo a borboleta mesmo. Você
- 24:14Speaker 1: fica incubado muitos anos e isso aí é bacana. Me
- 24:17Speaker 1: identifiquei com isso também, porque chega um momento, talvez que
- 24:20Speaker 1: a gente tem está armazenando energias para depois ir lá
- 24:23Speaker 1: pra frente e fazer as grandes conquistas, que é o
- 24:25Speaker 1: seu caso aí.
- 24:27Speaker 2: Exato, né? E vai ser um voo duradouro. É um
- 24:29Speaker 2: voo longo, duradouro. Então você tem que ter muita energia.
- 24:33Speaker 1: Uau! Que bacana, me arrepiei aqui com isso, viu com
- 24:35Speaker 1: essa história muito legal, que legal, que bacana e agora
- 24:39Speaker 1: a a corrida entrou na sua vida especificamente quando.
- 24:43Speaker 2: Então eu tinha 39 anos e três amigas que são médicas.
- 24:47Speaker 2: A gente estava tomando um cafezinho assim juntas e elas
- 24:50Speaker 2: tiveram a ideia, vamos correr.
- 24:52Speaker 2: Vamos fazer uma corrida de rua. Aí eu falei gente,
- 24:54Speaker 2: vocês são louca, eu estava sedentária, meio acima do peso, sabe?
- 24:58Speaker 2: E eu falei eu não consigo correr um quarteirão, gente,
- 25:00Speaker 2: mas elas desafiaram um tanto que eu falei tá bom, vamos,
- 25:03Speaker 2: a gente fez a inscrição meio que ali na pressa, sabe,
- 25:05Speaker 2: fiz a inscrição, aí eu falei nós temos 2, 3
- 25:08Speaker 2: meses aí pra treinar e eu comecei a correr na esteira.
- 25:10Speaker 2: Eu não consegui.
- 25:10Speaker 2: Correu minutos sem ficar esbaforida. Mas quando chega no dia
- 25:14Speaker 2: da corrida, eu já tinha treinado, né? Os 2, 3 meses,
- 25:17Speaker 2: quando eu pego um negócio, eu faço, entendeu e nós
- 25:20Speaker 2: fomos lá pro dia da prova, né? E saímos às
- 25:22Speaker 2: 3 juntas na largada às 3 juntas. Só que quando
- 25:25Speaker 2: eu olho para trás, cadê minhas amigas, né? Ficaram para trás.
- 25:29Speaker 2: E elas eram todas mais novas que eu tá, eu
- 25:31Speaker 2: era mais velha, tinha lá de 27- 30. Quando eu
- 25:35Speaker 2: chego na chegada, eu fui a primeira de todas a
- 25:38Speaker 2: chegar e aquilo me deu, sabe um um, um impulso
- 25:42Speaker 2: de vida tão grande. Quando eu recebo aquela banana, aquela maçã,
- 25:44Speaker 2: todo mundo fala, né? A gente corre para receber uma
- 25:46Speaker 2: banana e uma maçã e uma medalha, né? E eu
- 25:48Speaker 2: recebo aquela medalha. Eu pego a banana e a maçã.
- 25:51Speaker 2: Eu falo eu sou uma atleta, gente, eu nasci pra
- 25:53Speaker 2: isso e aí eu passei é um, era uma corrida
- 25:56Speaker 2: por ano, né? Porque não dava pra fazer mais. Agora não.
- 25:59Speaker 2: Agora eu faço mais, né? Mas eu comecei a correr
- 26:01Speaker 2: uma corrida por ano, 5 km, várias de 5, várias
- 26:05Speaker 2: de 10. Até que esse ano eu contratei um personal, né?
- 26:08Speaker 2: Porque eu falei poxa, 21 km, né? Não é brincadeira,
- 26:12Speaker 2: então eu preciso ter uma nutricionista me aco-.
- 26:13Speaker 2: Acompanhando e preciso ter um personal de corrida e aí
- 26:16Speaker 2: eles passaram a me acompanhar, me orientar e foi por
- 26:19Speaker 2: isso que se tornou possível. Mas a corrida ela faz
- 26:22Speaker 2: parte do meu DNA e eu descobri isso ano passado,
- 26:25Speaker 2: quando eu fiz o meu teste genético, né? Então o
- 26:27Speaker 2: tipo de fibra muscular que eu tenho e o meu
- 26:30Speaker 2: tipo de genética mesmo. Sérgio, a gente consegue ver isso
- 26:33Speaker 2: nos testes genéticos. é de uma corredora.
- 26:36Speaker 2: Né? Então assim mesmo aos 47 anos, eu consigo hoje
- 26:40Speaker 2: terminar uma meia maratona em menos de duas horas, por exemplo. Então,
- 26:43Speaker 2: assim eu tenho hoje um peace bom, consigo ter uma
- 26:45Speaker 2: boa resistência, né? E isso está tudo no na no
- 26:48Speaker 2: meu DNA, né? Está na minha genética. Isso me me
- 26:50Speaker 2: impulsionou a continuar.
- 26:53Speaker 1: Olha só que legal, que bacana, E assim você tem
- 26:56Speaker 1: várias conquistas aí, né? Mas de todas as conquistas tem
- 27:00Speaker 1: alguma que te marca mais.
- 27:03Speaker 2: Olha, a que me marca mais. Foi o dia que
- 27:05Speaker 2: eu realmente decidi viver uma vida, né? Longe da dependência
- 27:09Speaker 2: química foi aquele dia, né? Você vê que loucura, né?
- 27:11Speaker 2: Hoje eu tenho realmente várias conquistas profissionais, intelectuais, mas o
- 27:15Speaker 2: que marca a minha vida foi aquele dia, porque ele
- 27:17Speaker 2: decidiu tudo. Sérgio.
- 27:19Speaker 2: Ali eu podia ter tomado um rumo tão diferente para
- 27:22Speaker 2: a minha vida tão diferente. E hoje, quando eu decido
- 27:25Speaker 2: abrir essa história, porque eu fiquei calada há 20 anos, né?
- 27:27Speaker 2: Foram 20 anos que só pessoas mais próximas, só os
- 27:30Speaker 2: meus conhecidos. Eles acompanharam tudo isso e hoje eu decido
- 27:34Speaker 2: abrir com um propósito também, porque eu sei que tem
- 27:36Speaker 2: várias Kellyys, né? Que estão aí precisando tomar a decisão, né?
- 27:40Speaker 2: E eu acredito que elas só precisam de um empurrãozinho,
- 27:42Speaker 2: sabe e a minha história pode ser esse empurrãozinho na
- 27:45Speaker 2: vida dessa pessoa.
- 27:47Speaker 1: Que bacana, não. E é muito inspirador isso, né? Porque
- 27:50Speaker 1: é difícil às vezes a gente se aceitar, aceitar essa
- 27:53Speaker 1: nossa história e contar essa história para o mundo no
- 27:56Speaker 1: sentido da inspiração mesmo,
- 27:58Speaker 2: mas eu eu penso assim ó, Sérgio, você vai poder
- 28:00Speaker 2: me me analisar se eu estou correta ou não, né?
- 28:03Speaker 2: Porque é muito da tua área isso. Eu acredito que ah,
- 28:06Speaker 2: quando uma pessoa está curada.
- 28:09Speaker 2: Daquilo de um trauma, de algo que ela passou de
- 28:12Speaker 2: uma vivência muito dolorida, essa pessoa, ela tem a capacidade
- 28:15Speaker 2: de falar sobre aquilo. né? Sem sentir dor, né? E
- 28:18Speaker 2: sem sentir vergonha, sem sentir nada, sabe, não tem nada
- 28:22Speaker 2: de ruim. Quando eu falo dessa história, eu já a
- 28:24Speaker 2: dor está tão longe, né? Que essa dor, na verdade,
- 28:27Speaker 2: ela serve para uma.
- 28:28Speaker 2: Coisa hoje para eu ter empatia. Então eu percebo que
- 28:31Speaker 2: todas as dores que eu vivenciei nesse processo em família individualmente,
- 28:36Speaker 2: elas servem Sérgio hoje para me dar respaldo para estar com, né?
- 28:43Speaker 2: Entendendo de outras pessoas, né? Eu acho que é sobre
- 28:47Speaker 2: isso também sabe.
- 28:49Speaker 1: Sem dúvida alguma. E é sensacional isso. Eu super concordo contigo,
- 28:52Speaker 1: porque quando a gente toma consciência daquilo, entendeu que aquilo
- 28:56Speaker 1: foi uma escada para a gente melhorar.
- 28:59Speaker 1: E aí a gente consegue falar porque a gente se
- 29:01Speaker 1: fecha muitas vezes, porque tem até vergonha daquilo. Acha que poxa, vida, né?
- 29:06Speaker 1: Eu não superei ainda, né? Quando a gente supera, a
- 29:09Speaker 1: gente voa.
- 29:10Speaker 2: Sim. Quando você supera, você usa como um degrau. Você
- 29:14Speaker 2: usa como exemplo para outras pessoas, porque eu penso assim ó,
- 29:18Speaker 2: seria um egocentrismo muito grande. Eu já estando tratada dessa dor,
- 29:22Speaker 2: curada dessa dor, não trazer essa história, porque eu realmente
- 29:26Speaker 2: acredito na inspiração, sabe eu-.
- 29:28Speaker 2: Fui muito inspirada no começo da minha recuperação. Sérgio quando
- 29:31Speaker 2: eu via pessoas que já estavam há anos, é porque
- 29:33Speaker 2: eu não acreditava que aquilo era possível. Eu cheguei num
- 29:36Speaker 2: posto num fundo de posto tão grande que eu não
- 29:38Speaker 2: podia viver em como em sociedade mais. Então eu precisava
- 29:41Speaker 2: viver recolhida sempre numa internação. E quando numa dessas internações
- 29:45Speaker 2: eu recebi ali, a gente recebeu um grupo que foi
- 29:47Speaker 2: nos levar essa mensagem sabe de que a recuperação existe.
- 29:51Speaker 2: Tinha uma mulher que ela estava há 6 anos já
- 29:54Speaker 2: longe das drogas e eu olhei para ela. Eu falei
- 29:55Speaker 2: assim meu Deus, isso é verdade, isso existe.
- 29:58Speaker 2: Isso é possível e hoje eu sou essa mulher. Hoje
- 30:01Speaker 2: eu sou essa pessoa, entende. Então é uma corrente do
- 30:04Speaker 2: bem muito grande.
- 30:06Speaker 1: Que legal, que coisa boa que continua espargindo essa esses
- 30:10Speaker 1: benefícios para todo mundo aí.
- 30:12Speaker 2: Sim, com certeza. Que
- 30:14Speaker 1: maravilha. Como é que as pessoas se conectam contigo? Quais
- 30:17Speaker 1: suas redes principais?
- 30:20Speaker 2: A melhor forma de se conectar comigo é no Instagram,
- 30:22Speaker 2: porque ali no link da Bio a gente vai ter
- 30:25Speaker 2: um link que vai te vai, vai encaminhar para várias
- 30:27Speaker 2: outras ou- vários outros canais, né? O link para agendar
- 30:30Speaker 2: consulta ali eu tenho curso gratuito sobre menopausa. Eu tenho
- 30:34Speaker 2: 2 e-books gratuitos, um sobre emagrecimento, um sobre menopausa e
- 30:38Speaker 2: ali tem também a pré-venda e depois vai ter a
- 30:41Speaker 2: venda do meu livro, que vai ser lançado dia 15
- 30:43Speaker 2: de outubro, agora próximo.
- 30:44Speaker 1: Ai que legal, que bacana, então vamos lá, eh, eh
- 30:50Speaker 2: Então vamos lá, é que o meu nome é um
- 30:51Speaker 2: pouquinho diferente, né? Então você vai escrever @D de dado
- 30:56Speaker 2: R de rato A de amor, então é doutora Kelley
- 31:01Speaker 2: KLLEY Andrade então é arroba doutora.
- 31:07Speaker 2: Andrade
- 31:08Speaker 1: Maravilha. Vamos deixar aqui na descrição também do episódio para
- 31:11Speaker 1: as pessoas se conectarem contigo, comprarem o livro, né? Por favor,
- 31:16Speaker 1: comprem o livro, leiam, coloquem em prática e eu adorei
- 31:20Speaker 1: aqui esse papo contigo. Daria para a gente ficar um
- 31:22Speaker 1: tempão aqui que é a energia muito boa,
- 31:25Speaker 2: com certeza seria um prazer enorme, mas vamos ter outras oportunidades.
- 31:30Speaker 1: Mas dando um spoiler já em breve, você estará de
- 31:33Speaker 1: novo em outro episódio aqui não vou dizer tudo ainda
- 31:35Speaker 1: porque é uma surpresa, então tá joia. Muito obrigado, Doutora Kelly.
- 31:39Speaker 1: Obrigado pela pela gentileza. Parabéns por essa trajetória aí lindíssima,
- 31:44Speaker 1: maravilhosa e que continue fazendo esse trabalho aí de inspirar pessoas.
- 31:50Speaker 2: Eu que agradeço, querido pelo teu programa, né? Que ele
- 31:52Speaker 2: também seja canal instrumento, né? Para jogar mais para frente,
- 31:56Speaker 2: mas né? Para cima. E é isso. Muito obrigada.
- 31:59Speaker 1: Então tá joia até a próxima.