Latest / RetinaPro / Live #167: Do sintoma ao diagnóstico: apresentação de casos com imagens de fundo de olho | Dr. Gabriel Botelho e Dr. Alexandre Rosa
Transcript
- 0:00Boa noite amigos. Internautas da retina pro quem
- 0:04fala é doutor Gabriel Botelho. Eu sou médico especialista em
- 0:08retina vitro e catarata e atuo aqui na retina pro e hoje nós
- 0:12temos um tema da live Superinteressante que vai ser um
- 0:16pouco diferente nós vamos mostrar.
- 0:18Retinografias, ou seja, fotografias de fundo de olho de
- 0:22casos clínicos da vida real, né? E nós vamos discutir esses casos
- 0:26desde o diagnóstico até o tratamento.
- 0:28Então vai ser uma live muito produtiva, muito interessante.
- 0:32É, nós vamos, eu vou convidar agora, meu amigo doutor
- 0:35Alexandre rosa pra pra. Participar da minha passagem?
- 0:42E aí, Gabriel, tudo bem? Boa noite, bernaldas, boa noite,
- 0:46pessoal tá nos acompanhando já nesse nosso projeto, né?
- 0:50Então é, sou Alexandre Rossi, sou médico, oftabolista,
- 0:54professora aqui da Universidade Federal do Pará e deixar os
- 0:58recadinhos aí que a gente sempre deixa Na Na Na live, né,
- 1:00Gabriel? Então na descrição desse vídeo
- 1:03aqui embaixo tem alguns links importantes, você quiser fazer
- 1:06parte da do grupo do WhatsApp pra ser avisado com mais
- 1:11brevidade sobre. O tema da live da semana é, você
- 1:15pode depois escutar esse ponto, esse conteúdo e podcast que você
- 1:19pode escutar no Spotify, no Deezer, em qualquer outra
- 1:22agregador. E se você tá achando esse
- 1:24conteúdo interessante, não esquece de se inscrever no
- 1:26canal, deixar o joinha lá. E esse faz com que a gente
- 1:30consiga alcançar cada vez mais pessoas.
- 1:33E aí hoje, como o Gabriel falou, né, a gente vai fazer um algo
- 1:36diferente, vamos mostrar imagens, né?
- 1:38A gente conversa muito. Sobre doenças oftalmológicas,
- 1:42né? Mas a gente já fez algumas vezes
- 1:44isso, mas as pessoas sempre pedem às vezes pra gente colocar
- 1:49ilustrar com algumas fotografias.
- 1:50Então isso que a gente vai começar aqui Na Na live de hoje.
- 1:54Então só lembrando que a gente está transmitindo essa live aqui
- 1:56No No YouTube, então quem puder interagir com a gente aqui no
- 2:00lado no chat do YouTube, a gente está transmitido pro Instagram
- 2:03também, que está nos escutando aí no Instagram, entra aqui no
- 2:05chat do YouTube pra poder fazer pergunta e pro Facebook também,
- 2:09né? Então vamos largar, coloca as
- 2:12imagens, aí a gente vai discutindo a respeito.
- 2:15Perfeito, vou colocar a tela, tá?
- 2:19Tela cheia, acho. Que fechou o teu apresentação,
- 2:30fechou, Gabriel? Vai.
- 2:33Abrir de novo? Pronto, tela cheia, perfeito.
- 2:39Pronto, já está aparecendo já isso.
- 2:42Perfeito, então já está na tela cheia, né?
- 2:46Isso tá estamos vendo aí, 11 retonografia, que é uma
- 2:50fotografia da retina, né? Exatamente, né?
- 2:56Então vamos começar primeiro, né?
- 2:58Com 11. Exame normal.
- 3:00Isso aqui é a retinografia, uma fotografia do fundo do olho, né?
- 3:03Da retina. Só lembrando que a retina era o
- 3:05filme fotográfico do nosso olho. Eles são registradas as imagens,
- 3:09né? No estímulo luminoso é
- 3:11transformado em estímulo nervoso e levado pro cérebro.
- 3:14Interpretar como imagem, então, é uma das partes mais
- 3:16importantes do olho. Então essa a gente tem essa,
- 3:20essa o nervo ótico, né, a papila, então geralmente ela é
- 3:24um pouquinho alaranjada, meio rosácea, né?
- 3:26Fica bem no nessa parte mais central, e daí ela saiu os
- 3:30vasos, as artérias e as vias. E isso aqui é uma, é um fundo de
- 3:34olho normal, né? Uma retinografia normal,
- 3:36nervosado os vasos. E na área central nós temos algo
- 3:40que a gente chama de área macular.
- 3:42E na dentro da mácula a gente tem essa área mais escura, né,
- 3:45que tem esse brilho, mais mais pigmentado, mais escuro, que é a
- 3:49chamada fóvea. É a área da nossa visão, onde a
- 3:53gente tem a visão mais fina, mais delicada.
- 3:55Então nós vamos começar essa live mostrando primeiro o que é
- 3:58o normal, o que todo mundo tem como normal.
- 4:01Então isso é a retinografia de uma pessoa normal, ou seja, tudo
- 4:04de olho normal. Quer comentar alguma coisa,
- 4:07amigo? É, eu acho que é essa.
- 4:11Essa fotografia é interessante. A gente é mostrar porque ela
- 4:16mostra alguns pontos anatômicos que a gente sempre tem que dar.
- 4:1911 olhadinha No No olho do paciente, né?
- 4:22Essa essa bola. Redondada, né?
- 4:27Uma coloração rosa alaranjada é o nervo do olho, né?
- 4:29De onde saem os vasos, talvez que os vasinhos todos saem desse
- 4:32nervo. E essa região escura que você
- 4:35chamou, que é AA mácula, né? Então ela tem esse nome, porque
- 4:39parece uma mancha, né? Mácula vem de mancha, né?
- 4:41Então é onde a gente tem a visão central, então quando a imagem
- 4:45fica aquele pequeno área escura lá que tem menos de 1 mm de
- 4:50tamanho, o que a gente consegue ver?
- 4:54O rosto das pessoas fazer leitura, né?
- 4:56Consegue ver as coisas, né? Reconhecer as pessoas na
- 4:59televisão, né? Então tudo quando a imagem,
- 5:02cara, aquele pequeno pontinho, aí tem doenças que acometem
- 5:04aquela região, né? A mácula, e tem doenças que
- 5:08acometem a retina. Toda que a gente já vai ver
- 5:10daqui a pouquinho você vai mostrar algumas imagens, então
- 5:13vamos seguir. Vamos seguir.
- 5:16Primeiro caso clínico, né? A gente vai passar vários caso
- 5:19clínico, então a gente vai separar por números.
- 5:21Então o primeiro caso clínico. Nós temos a imagem de uma
- 5:25retinografia panorâmica. É um aparelho Superinteressante.
- 5:29A gente consegue ver a retina de uma forma panorâmica como um
- 5:33todo e ver mais detalhes, principalmente da periferia.
- 5:36Então, essa paciente é uma paciente do sexo feminino,
- 5:39diabética tipo um, de longa data, descontrolado e que
- 5:43apresentava a baixa divisão no nos 2 olhos.
- 5:47Só que a baixa divisão dela era principalmente no olho direito,
- 5:50né? Que é esse olho e que a gente
- 5:52consegue ver a fotografia? Queres comentar sobre os os
- 5:56detalhes da da retinografia? Eu quero, eu quero chamar
- 6:01atenção. E esse exame é um exame.
- 6:04É diferente daquele exame que a gente viu anteriormente, né?
- 6:07É, é também uma fotografia da retina.
- 6:09Mas se vocês olharem aqui na parte central da imagem, né,
- 6:13mais deslocado pra pra sua direita, A gente vê aquela.
- 6:18Região arredondada, né, que é o nervo do olho.
- 6:21A gente consegue ver aqui alguns vasinhos, né?
- 6:24Saindo, e vocês veem que essa imagem ela está bem menor, né?
- 6:29O nervo está bem menor do que na outra imagem da retinografia,
- 6:33né? Por que?
- 6:34Porque aqui nessa imagem eu estou vendo mais tecido, estou
- 6:38vendo mais área do que estava vendo naquela outra imagem.
- 6:41Então imagina que eu faço a seguinte analogia para os meus
- 6:43pacientes, então imagina que aquela foto que a gente mostrou
- 6:46anteriormente é a. É a foto do só do rosto do
- 6:51paciente, né? Só da da da parte central, da
- 6:53da, da face. E aí volta aquela imagem agora
- 6:56anterior, cara, isso aí é a foto do corpo inteiro, vamos dizer
- 7:00assim. Então eu faço essa analogia pro
- 7:02paciente poder entender, né, que a retina, ela tem aquela parte
- 7:05central, onde a gente consegue ver a parte mais importante, o
- 7:08meigo, AA, mácula. Mas ela tem toda essa área
- 7:11periférica que a gente não consegue ver nos exames normais,
- 7:15né? Nos exames habituais que a
- 7:16gente. Tem disponível, né?
- 7:19Só com aparelhos específicos como esse que a gente dispõe lá.
- 7:23E aí esse exame dá para onde poder ver a retina toda.
- 7:26E aí vai ser legal você mostrar quem mais para frente alguns
- 7:30dados que são bem importantes da gente ver a partir desse exame.
- 7:34E aí a gente consegue ver nessa imagem aí passa para frente lá.
- 7:37HPE, aí vão mudar em bizu e tem essa mais vermelha, né, que
- 7:41parece 11 semicírculo, né, que são hemorragias.
- 7:46E a gente vê essas áreas de branquiçadas, que são áreas de
- 7:50tração, né, que acontecem nesse caso específico, que a gente não
- 7:53pode ser diabética na sua forma proliferativa, que é a forma
- 7:57mais grave da gente, não pode ser diabética, né?
- 8:00Aí, bom, vai comentando também daí, Gabi.
- 8:03E você quer falar a gente desse desse paciente?
- 8:06Fantástico, né? Que os comentários, né?
- 8:08Que esse é um exame muito, muito interessante que a gente
- 8:10consegue. Pegar detalhes, né?
- 8:13Como um todo. E além disso, esse mesmo
- 8:15aparelho, ele consegue fazer um exame chamado angiografia antes
- 8:18de eu florescer, neografia do olho e a gente consegue ver
- 8:21detalhes dos neovasos que eu vou mostrar a seguir.
- 8:25Então, essa é uma paciente diabética descontrolada e a
- 8:27diabetes ela causa isso? Ela causa esses vasos novos no
- 8:31olho que criam ponte de fibrose de tração e descolam a retina,
- 8:36causando uma baixa divisão bem grave no paciente.
- 8:39Então essa é uma paciente que ela tem um descolamento de
- 8:41retina, tracional secundário a retinopatia diabética
- 8:44proliferativa essa paciente, ela precisa ser submetida ao a
- 8:48cirurgia de forma mais breve possível, às vezes até urgente,
- 8:52porque e esse, se a retinopatia dela, ela está evoluindo, corre
- 8:56o risco irreversível de seguir. Então a gente tem que tratar o
- 8:58mais breve possível. Então esse é o olho direito da
- 9:01paciente, o olho pior visão, e esse é o era, o olho esquerdo,
- 9:05né? E nessa fotografia já foi feita
- 9:08a foto coagulação, retiniana laser, essa retinografia
- 9:12panorâmica. A gente consegue ver a retina
- 9:14como um todo e ver essas marcas escuras, né?
- 9:17Um pouquinho pretas, arredondadas, um pouquinho uma
- 9:21circunscrita de forma branca. E a gente vê essas marcas de
- 9:24laser que servem para destruir o tecido retiniano, que não tem
- 9:27mais viabilidade, que já está, digamos assim, um sofrimento.
- 9:32É de vascularização. Então a gente faz isso pra
- 9:35estabilizar a retinopatia diabética.
- 9:38Na foto logo abaixo nós temos uma eu coloquei atitude
- 9:41curizada, uma tomografia da área central desse paciente essa.
- 9:45Tomografia clica na naquela ocultar ali pra poder tirar OA
- 9:50legenda. Ah, tá, pensei que vocês não
- 9:53estavam vendo isso muito pronto, pronto.
- 9:56Agora. Perfeito.
- 9:58Então nós temos agora essa essa tomografia, né, da retina, que a
- 10:02princípio não tem grande normalidade, só um pouquinho de
- 10:05de pontos hiper refletivos que são ponto compatíveis com a
- 10:07diabetes, né? Então esses são os 2 olhos do
- 10:10paciente, a fotografia dos 2 olhos.
- 10:13Agora nós vamos mostrar, vamos aprofundar e vamos mostrar um
- 10:16exame chamado angiofluorcinografia.
- 10:19Esse exame é um exame que leva a contraste na veia, é um exame
- 10:23indolor, feito também é é na clínica, né, um exame seguro.
- 10:27E nós injetamos um contraste, ou então nós podemos dar o
- 10:30contraste de forma oral para o paciente e toma com um copo.
- 10:35E em seguida nós realizamos retinografias, ou seja,
- 10:39fotografias do olho do paciente. E a gente vai pegar esse
- 10:43contraste dentro do vaso dos pacientes e você vai ver como é
- 10:46que esses vasos estão se comportando, né?
- 10:49Então esse é o olho direito do paciente.
- 10:51Nós temos a vascularização intinhando, esses vasos bem
- 10:54finos. E esses vasos mais enovelados,
- 10:57né? Todos tortuosos é, são os que a
- 11:00gente chama de neovasos dos pacientes, são os neovasos da
- 11:03retina, são os neovasos dessa paciente que são causados pela
- 11:08retinopatia diabética. Queres comentar esse, esse,
- 11:12essa, essa engiofluoricenografia da paciente?
- 11:15É esse esse exame, é um exame interessante que a gente lança a
- 11:19mão em alguns pacientes, né? Pra gente poder.
- 11:22Avaliar até onde está tendo AO sangue está chegando dentro do
- 11:27olho do paciente, né? Então vocês veem que na parte
- 11:30periférica da imagem, né? Ela fica mais escura, né?
- 11:32Então essas áreas aí onde está mais escuro, o sangue não está
- 11:36chegando até essa área, né? Tendo uma falta de circulação,
- 11:39né, uma falta de percusão. E isso faz com que a gente pelo
- 11:44menos que o paciente desenvolva, é a presença de vádulas
- 11:48anômeros, que nós chamamos no paciente diabético direitinho.
- 11:52Diabética proliferativa quando ele é, quando ele forma esses
- 11:55vasos anômicos chamado Neo vasos, ele ganha esse, essa,
- 11:59esse rótulo, né, que a gente não pode tirar a diabética
- 12:01proliferativa e o que é interessante a gente é explicar
- 12:07para o paciente, né? Quando ele passa a da forma, não
- 12:12proliferativa para forma proliferativa, é um marcador de
- 12:17gravidade muito importante. Porque os estudos mostram que
- 12:20pacientes com a forma proliferativa da doença se
- 12:24obedecerem critérios específicos.
- 12:26Se não tratados, cerca de metade deles, 50%, pode ficar cego em
- 12:31até um ano. Então é um marcador de muita
- 12:34gravidade. Então, quando a gente vê a
- 12:35presença desses inovados que a gente consegue ver nessa imagem
- 12:39aí, como essas áreas é bem brancas, né?
- 12:43E bem noveladas ali No No olho do paciente, a gente sabe que é
- 12:46um marcador de gravidade importante.
- 12:48Esse paciente precisa ser tratado de forma ou vigente,
- 12:52porque senão ele corre um risco muito, muito alto e se não
- 12:56tratado, evolui para uma perda visual severa e até um ano.
- 13:02Excelente, excelente mesmo. E a gente vai agora ver as
- 13:06imagens do olho esquerdo desse paciente, né?
- 13:08Que já tinha feito a panfoto coagulação retiniana laser, a
- 13:12princípio parecia até uma retinopatia diabética
- 13:15proliferativa em controle, né? Só que a gente vê esses vasos
- 13:20enovelados que estão, que a gente chama de
- 13:22hiperfluorescente, né? Eles estão branco, bem vivo, é.
- 13:26A gente vê que tem diversos neovasos ainda ativos.
- 13:29Então esse olho esquerdo, que é o melhor olho da paciente, que a
- 13:32paciente praticamente não tinha sintoma, ele merece ser tratado
- 13:36também de uma forma, digamos, bem regular, pra que a gente
- 13:39tenha o controle da retinopatia diabética e esse paciente, ele
- 13:44tenha a estabilidade da visão dele pro resto da vida, né?
- 13:49Sim, essa essas essas imagens, né, que parecem esses pequenas.
- 13:52É como se fosse pequenas folhas, né?
- 13:57E excelente, cabe essas são mais branquinhas, né, como se fosse
- 14:00pequenas galinhas de árvores e aí brilhando branco, tudo isso
- 14:04aí é, são áreas que tem neovascolarização, então esse
- 14:07paciente, ele tem um risco muito, muito alto de perda de
- 14:11visão. Então esse paciente precisa
- 14:12fazer tratamento urgente, né pessoal?
- 14:15Isso é muito grave. Aí é uma coisa que é que é que é
- 14:19importante. A gente é explicar também pro
- 14:22paciente diabético, paciente diabético, né, que isso não
- 14:25desenvolve de 1 hora pra outra, né?
- 14:27Então isso são lesões realmente antigas.
- 14:30Realmente, depois de 5 1015 anos de doença mal controlada, ele
- 14:36vai começar a ter esses problemas, né?
- 14:39Eu sempre, sempre faço a seguinte analogia pro paciente
- 14:42diabético, imagina que. A sua doença é um, é um copo
- 14:45nesse cliente que cada cada dia que você não controla, você
- 14:49coloca uma gotinha desse copo, tá?
- 14:52Depois de terminados meses e anos, esse copo no dia vai
- 14:55transbordar e vai dar problema, né?
- 14:57Então é isso que acontece, o paciente diabético, por isso o
- 15:00paciente diabético tem problema no longo prazo, né?
- 15:04Então não é aquele final de semana que dá aquela
- 15:06escorregada, né? Ah, não vai dar nada, né?
- 15:09Então isso é a é a repetição desses.
- 15:13Fatos errados, esse descontrole que vai, no final das contas,
- 15:17causar a doença mais grave nesse paciente.
- 15:21Excelente, excelente mesmo. Então esse exame é o fantástico,
- 15:25né? A gente gosta de de pedir para
- 15:27os pacientes diabéticos até para estagiar a doença.
- 15:30Muitas vezes a gente olha o paciente aí, não tem queixa, e a
- 15:33gente se depara com uma antes de euflorcenografia dessa.
- 15:36É bem grave, né? Então a gente consegue estagiar
- 15:39e a gente tá vendo aí toda a retina de forma panorâmica desse
- 15:42paciente. Consegue cada detalhe, cada
- 15:45pedaço da retina dele a gente está conseguindo examinar.
- 15:48Então é exame fantástico que a gente tem disponível lá na
- 15:51clínica, a gente consegue fazer aí de rotina toda semana é pra
- 15:55vários pacientes, né? Vamos lá então, assim, só a
- 16:01título de curiosidade, e o olho direito dessa paciente que tinha
- 16:04o descolamento de retina tracional, né?
- 16:06Ele tinha aquela, ela tinha aquelas trações, tinha uma baixa
- 16:09divisão. Digamos assim, bem, bem
- 16:11exacerbada. Ele precisou ser submetido a
- 16:13cirurgia. Nós realizamos uma cirurgia
- 16:15chamada vitrectomia via paz plana, onde nós inserimos
- 16:20trocados microscópicos dentro do olho.
- 16:22Nós retiramos as a gelatina do olho, retiramos o sangramento
- 16:26que tinha na cavidade vidra e através de pinças e tesouras
- 16:29microscópicas, nós vamos cortando as áreas de trações e
- 16:33reaplicando essa retina para que essa paciente tenha reabilitação
- 16:37visual. Essa paciente, ela precisou
- 16:39colocar também nessa cirurgia um óleo de silicone, que é 11,
- 16:44substância que a gente coloca dentro da cavidade de vitra pra
- 16:46estabilizar essas trações, esses sangramentos.
- 16:49E depois de um tempo a gente retira esse óleo de silicone,
- 16:51porque ele pode causar problema. E a paciente fica com AA
- 16:55reabilitação visual dela dessa forma, né?
- 16:58Ela consegue voltar a ter, a voltar a enxergar.
- 17:02Com mais detalhes, quando a gente opera caro de maneira
- 17:05precoce, como foi esse caso, né? Lá, a paciente ela veio quando
- 17:07tinha acabado de sentir os sintomas, quando os casos são
- 17:10mais vazio e infelizmente, às vezes, mesmo com as melhores
- 17:12cirurgias, melhores técnicas, às vezes a gente não tem o
- 17:15resultado funcional que a gente espera, né?
- 17:18A gente pode até ter o resultado anatômico, a gente cola, retina,
- 17:21fica tudo legal, só que aí o paciente, ele não tem aquela
- 17:24recuperação da visão que o paciente e o médico esperam, né?
- 17:29Queres comentar alguma coisa? É, eu acho que isso é é
- 17:32interessante, né, a gente falar para os pacientes, né, os
- 17:36pacientes que fazem cirurgia de retina, é principalmente
- 17:39pacientes diabético, né? Paciente diabético, quando ele
- 17:43faz, tem indicação de cirurgia, né, significa que ele já tá
- 17:47começando o tratamento muito tarde, né?
- 17:51O que é, já era para ele ter tratado antes de ter esse
- 17:54problema, né? Então, quando o paciente ele tem
- 17:56indicação de cirurgia, significa que.
- 17:59Quer dizer, nós como oftalmologista e ele como
- 18:01paciente, já perdeu um tempo precioso, né, que precisava ter
- 18:05feito exames regulares antes pra evitar a cirurgia, né?
- 18:09A cirurgia. O objetivo principal da cirurgia
- 18:12no paciente diabético é evitar que ele perca a visão, né?
- 18:16Evitar a perda absoluta da visão, que a gente sabe onde o
- 18:19paciente diabético, se ele não tratado, ele vai perder a visão,
- 18:21né? Ele vai ficar cego.
- 18:23E aí a cirurgia é uma tentativa da gente tentar impedir que ele
- 18:28evolua pra esse, pra essa perda de visão.
- 18:30Mas o que é importante também a gente orientar pro paciente
- 18:34diabético é que a doença que causou esse problema é o
- 18:38diabético. Então é importante que ele
- 18:40permaneça controlado após a cirurgia, né?
- 18:43O que acontece às vezes da gente operar fica, o paciente fica
- 18:46bem. Depois de 23 meses, ele não
- 18:48controla o diabético, aí sangra de novo, acaba tendo outros
- 18:52problemas, que é o glaucoma. O paciente diabético também é
- 18:54muito comum, né? Então é importante que a
- 18:57vigilância, a vigilância fique constante no paciente diabético,
- 19:00né? Vai daí, GA.
- 19:03É excelente mesmo lembrar de se controlar a hipertensão também,
- 19:06né? O paciente diabético que tem a
- 19:07hipertensão arterial sistêmica, ele tem que controlar os 2, né?
- 19:10Não adianta. Só então fechamos o primeiro
- 19:13caso, né? O segundo caso é um caso muito
- 19:15interessante, né? Uma mulher jovem é que estava
- 19:20queixava de tubação visual, principalmente pela manhã, e
- 19:24muita dor de cabeça, né? Ela disse que tinha uma dor de
- 19:26cabeça, assim parecia que IA sair AA cabeça, né?
- 19:31Ela então ela tinha muita dor de cabeça e ela nos procurou, né?
- 19:34Pra avaliação e na retinografia dela a gente consegue ver que
- 19:38nós temos borramento. Da margem da papila do nervo
- 19:43ótico, né? Como a gente comentou,
- 19:44geralmente o nervo ele é rosado, bem delimitado, e a gente tem
- 19:48esse borramento na papila do olho dela, tanto direito quanto
- 19:53do olho esquerdo, um pouquinho menos pronunciado.
- 19:57Queres comentar aí sobre a hipótese diagnóstica?
- 20:01É esses pacientes com é borramento de papila bilateral,
- 20:05né? É, a gente tem que tomar
- 20:08algumas. Medidas, algumas condutas frente
- 20:13a esses pacientes, né? Então, borramento de papila
- 20:16bilateral. A gente tem que pensar em
- 20:20algumas doenças, né? A primeira delas que a gente tem
- 20:22que pensar é, obviamente não é esse caso especificamente, mas é
- 20:27aumentos abruptos da Pressão Arterial.
- 20:29Quando o paciente tem a pressão muito, muito, muito alta, né?
- 20:33Fica 27 com 16, né, pressões muito altas e pode ter 11
- 20:38alteração. E o olho chamado a
- 20:40neuropatiaótica hipertensiva, né?
- 20:42Então ele pode ter 11 inchaço. Nervo por causa da pressão muito
- 20:46alta e a outra causa é muito comum desses herdemas do nervo
- 20:51ótico bilateral, é o papiledema, né, que acontece quando a
- 20:54pressão da cabeça, a da intracraniana, né?
- 20:57Tá, tá mais elevada, né? Então isso é um quadro que a
- 21:01gente precisa ficar de olho também nesse paciente, a gente
- 21:03precisa fazer uma avaliação em conjunto com o pessoal da neura,
- 21:07né? Pra.
- 21:08Ver porque que essa pressão está alta, né?
- 21:09Às vezes pode ser de forma perigna, né?
- 21:13Ou pode estar relacionado a algum uma lesão expansiva, algum
- 21:17tumor dentro da cabeça. Então.
- 21:21Assim, essa paciente, ela a gente teve que primeiro fazer um
- 21:24diagnóstico diferencial com a drusa de papila, que é 11,
- 21:28operação congênita que simula, né?
- 21:30Esse esse borramento, no caso de lá não era.
- 21:33Nós fizemos os exames de ultrassom.
- 21:35E aí a gente teve que internar essa paciente para fazer uma
- 21:38avaliação detalhada, né? Porque ela tá com muita dor de
- 21:40cabeça, aturbação visual. Ela teve que fazer um exânimo de
- 21:43imagem chamado ressonância nuclear, mais dignética, para
- 21:46saber se não tinha massa, nenhum tipo de de tumor cerebral e uma
- 21:50angerressonância venosa para saber se ela não tinha uma
- 21:52trombose venosa central que pode cursar com esse aumento da
- 21:57centrocaniana. E aí não tinha nada disso.
- 21:59Foi feito o exame chamado punção liquórica, né?
- 22:02Que é? E a gente consegue medir.
- 22:05A pressão intracraniana estava alta e aí ela tinha o que a
- 22:08gente chama de um quadro de hipertensão intracraniana e
- 22:10idiopática, porque foi encontrado uma causa, por tudo
- 22:13que a gente não acha a causa ou que a gente desconhece, né?
- 22:17A gente chama de idiopático. E aí ela fez o tratamento com
- 22:21comprimido de de amoxia, acompanhamento neurológico e
- 22:25oftalmológico, regular. A gente tem que fazer diversos
- 22:28exames pra acompanhar e ela evoluiu super bem, né?
- 22:31E tá fazendo esse acompanhamento ainda.
- 22:35Caso clínico 3 é um caso muito interessante, né?
- 22:38É um paciente que é, ele veio ao consultório e a queixa principal
- 22:42dela eram moscas volantes somente.
- 22:44Ela não tinha outra queixa senão moscas volantes.
- 22:47E aí eu fiz a dilatação da pupila e eu encontrei essa
- 22:51lesão, que a gente chama lesão hiperpigmentada, né?
- 22:54Melanocítica é de grande extensão na temporal superior,
- 22:59né? Ou seja, nessa parte superior
- 23:01aqui da da retina. E ela era uma lesão que no meu
- 23:04exame eu consigo ver em 3D, né? Eu consigo ver em 3 dimensões,
- 23:08eu tenho esteropsia. Eu conseguia ver que ela era uma
- 23:11lesão elevada, que ela, digamos assim, ela estava elevando a
- 23:15retina. Nessa imagem a gente só vê
- 23:17bidimensional, né? Só em 2 dimensões, então a gente
- 23:19não consegue perceber que essa lesão ela era elevada e assim
- 23:23uma lesão desse tamanho, né, uma lesão grande, grande proporções,
- 23:27é causando toda todo esse, esses sintomas.
- 23:31A gente tem que pensar numa lesão.
- 23:33Neoplásica e nesse caso, a principal hipótese é o que a
- 23:36gente chama de melanoma, de coroid, e a gente vai partir
- 23:40para os exames, né? O primeiro deles é esse que é
- 23:43uma tomografia da retina, que a gente chama de tomografia de
- 23:46coerência ótica. A gente consegue perceber
- 23:49nitidamente. A gente tem a retina, né?
- 23:52Ela vem fina aqui, bem reta, até que chega nessa parte e ela
- 23:56eleva essa parte elevada. É a parte do do tumor, né, que
- 24:00já está, digamos assim, bem grande.
- 24:02E um exame que vai praticamente confirmar o diagnóstico é a
- 24:06ultrassonografia ocular. Então a gente tem essa, essa
- 24:09lesão na parede, né? Isso aqui é um ultrassom do
- 24:12olho, é diferente, a sonda do ultrassom de barriga, uma sonda
- 24:15específica. E a gente tem essa, essa, esse,
- 24:18esse semicírculo é a parede ocular, que geralmente ela é
- 24:22toda, toda regular, toda, toda. Um semicírculo é completo, né?
- 24:28E a gente tem no meio desse semicírculo tem uma lesão, né,
- 24:31uma lesão em forma de Domo forma de de cogumelo, né?
- 24:37E aí a gente tem essa lesão, é uma lesão heterogênea, né?
- 24:40A gente tem diversas formas que a gente consegue diagnosticar o
- 24:44melanoma de coroid, ela tem o que a gente chama de ângulo,
- 24:47capa, né, uma interioridade do sinal que ele cai, e a gente
- 24:51confirmou o melanoma de coroid, né, dessa paciente.
- 24:54É uma lesão tumoral, precisa ser tratada o tratamento padrão
- 24:59ouro, né, pra esse tipo de lesão, quando ela não tá tão é
- 25:03acometendo, digamos assim, não tem um tamanho tão grande.
- 25:06É uma placa de braquiterapia, né?
- 25:08A gente coloca essa placa e ela vai irradiar sobre o tumor,
- 25:13destruindo é a atividade desse tumor, né?
- 25:16Lembrando que o tumor ele não vai já de existir, ele só vai
- 25:20deixar de ficar, digamos assim, ativo, deixar de progredir.
- 25:23Essa placa e aí essa paciente, ela teve esse desfecho em Belém.
- 25:27Nós não temos esse tipo de tratamento.
- 25:29Eu tive que caminhar lá para um colega em São Paulo.
- 25:32Ela realizou esse tratamento, né?
- 25:34E está super bem, graças a Deus. Ela já tem 3 anos de segmento,
- 25:38não teve recitiva, não teve qual tipo de de, digamos, problema
- 25:43estrangular, né? Como metade e tudo mais.
- 25:46Mas é uma neoplasia, né? Pra quem não sabe o olho, a
- 25:49gente pode ter câncer dentro do olho.
- 25:51Por isso que a gente tem que fazer esse exame oftalmológico
- 25:54anual. Quer te comentar?
- 25:56Quero. Quero assim, uma das coisas que
- 25:58eu acho que é importante a gente é comentar, né?
- 26:02Assim você falou que a paciente chegou com uma queixa de mosca
- 26:06volante, né? É, não quer dizer, tá, pessoal,
- 26:09isso é importante, né? Quem tá ouvindo aqui?
- 26:11Quem tem mosca volante tem câncer no olho, tá?
- 26:13Pelo amor de Deus, então é. A causa mais comum, a esmagadora
- 26:18maioria dos casos de mosca volante, é causada por
- 26:24descolamento do vip, que a gente chama é a doença, a doença não
- 26:28alteração ocular mais comum que causa mosca volante.
- 26:31Mas, mas todo aparecimento de mosca volante precisa fazer o
- 26:36exame de mapeamento de retina. Por quê?
- 26:38Porque é num percentual pequeno de pacientes.
- 26:41A gente pode ter outras lesões oculares, né?
- 26:44Então como essa, né? A gente pode ter rasgos na
- 26:46retina, a gente pode ter hemorragias, né?
- 26:49Pode ter inflamações no molho que são relacionadas e também
- 26:52causa o moscabulante, tá, mas aí a esmagadora maioria dos casos é
- 26:58de descolamento do posterior, que é uma alteração fisiológica.
- 27:00Todos nós vamos ter com o tempo. Mas parecimentos de moscabulante
- 27:05significa que o paciente precisa fazer um exame oftalmológico.
- 27:09Precisa fazer o exame do mapeamento de retina, então o
- 27:11paciente com mosca ambulante tem que fazer o mapeamento de retina
- 27:14pra poder ter certeza que não tem nada além do descolamento do
- 27:19livro, né? Que é a causa mais comum e é
- 27:21importante, né? Que faça isso com o olho
- 27:23dilatado, né? Tem que fazer a dilatação do
- 27:25olho. Tem que dar um olhada bem na
- 27:28parte periférica do olho pra gente poder identificar 3
- 27:32homens. Essa essa foi o caso, é que o
- 27:35Gabriel Deus diagnóstico. Mas é uma doença que é
- 27:38extremamente rara, né? Então a incidência é, se eu não
- 27:40me engano, ainda pra cada 1000000 de pessoas, né, por ano,
- 27:42né, se eu não me engano, Gabriel é muito raro, graças a Deus.
- 27:47Mas assim, é uma doença que se tratada, tem um prognóstico
- 27:52muito bom, né? Como todo tudo na medicina, né,
- 27:54a gente dá o diagnóstico mais cedo, a gente evolui melhor, né,
- 27:57e você salva a vida do paciente, né?
- 27:59Esse caso especificamente o doutor Gabriel.
- 28:02É, salvou a vida dessa pessoa, né, porque se ela não tivesse
- 28:05tratado, só IA aumentar, IA dar metástase, essa pessoa IA estar
- 28:10hoje, não IA estar aqui com a gente, né?
- 28:12Então a gente vê a importância do exame oftalmológico, né?
- 28:16Como a gente pode salvar vidas também, né?
- 28:18Então parabéns aí, Gaby, excelente diagnóstico aí.
- 28:22Excelente comentário, né? A pessoa só lembrando, moscas
- 28:25volantes. Eu tenho moscas volantes no olho
- 28:27direito, né? Um sintoma super comum.
- 28:29E assim, esse foi o único caso da vida que eu peguei, que o
- 28:32paciente ali chegou com mosca volante era melanoma, né?
- 28:35A grande maioria dos pacientes que têm moscas volante é o
- 28:39desprendimento da gelatina do olho, né, o descolamento do
- 28:41vidro e posterior, isso daí boa parte da população tem,
- 28:45principalmente com mais de 40 anos.
- 28:47Pelo amor de Deus, não vamos associar, né, nenhum tipo de
- 28:49tumor ou melanoma de corode AA mosca volante, né?
- 28:53Isso daí foi o único caso que eu tive, peguei na vida, né, que
- 28:56tinha essa esse sintoma. O paciente tinha o sintoma, né?
- 29:00Como a live é sintoma e ao diagnóstico, né?
- 29:03Então a gente perguntou, então não se preocupe, mas tem que ir
- 29:07ao oftalmologista pra fazer um mapeamento de retina pra ver se
- 29:10não tem nada a mais, são só as moscas mesmo, então vamos ao
- 29:14colocar, pode? Comentar só dar 1 + +1.
- 29:17É orientação do pessoal que tá nos escutando.
- 29:21É no Facebook, no Instagram a gente tá.
- 29:24Interagindo com as pessoas aqui no chat do YouTube, né?
- 29:26Então, se vocês estão vendo a gente nas outras plataformas,
- 29:28querem fazer alguma pergunta sobre esse caso aqui, alguma
- 29:30outra doença oftalmológica. Eu estou respondendo pessoal
- 29:33aqui no chat do YouTube, tá, pessoal?
- 29:35Então aqui está nos escutando nas outras plataformas também.
- 29:37Segue aí, guia. Vamos lá então, o próximo caso
- 29:41clínico, uma paciente diabética do sexo feminino, de longa data.
- 29:45Também ela refere que já tinha feito feito laser nos 2 o, né?
- 29:49Eu coloquei pra. Deixar bem simplificado aqui os
- 29:542 olhos, à esquerda temos o olho direito e à direita nós temos o
- 29:58olho esquerdo. Então ela tinha essas marcas de
- 30:01laser, né, que são as alterações pigmentárias voltava a completar
- 30:05um pouquinho mais de laser, né? E eu estadiei essa, essa
- 30:08paciente, a doença. Eu pedi o exame com contraste
- 30:11dela, né, a Angel de cenografia e a tomografia da retina, já que
- 30:15ela tava queixando de baixo divisão nos 2 olhos.
- 30:18E aí nós começamos pelo olho esquerdo.
- 30:21Esse exame é um exame novo que a gente tem na clínica, né?
- 30:23A gente dispõe. Eu e a Alexandra está muito
- 30:25empolgado com esse exame, que é a tomografia de coerência ótica
- 30:29com a Geografia, de forma panorâmica, em contrate, ou
- 30:33seja, é uma tomografia que faz a angiografia também se
- 30:36encontraste. E nessa paciente, no esquerdo,
- 30:39nós conseguimos ver com detalhes.
- 30:41A vascularização dela é da retina e nós conseguimos ver que
- 30:45temos diversas áreas de falha, né, de vascularização, como essa
- 30:49área que eu estou dando. Tô mostrando pelo zoom.
- 30:51Tem várias áreas escuras, né? São áreas pretas, são áreas que
- 30:55tá faltando vascularização sanguínea por conta de oclusões
- 30:59que acontecem na diabetes, essa área mais superior também, então
- 31:03são áreas que merecem mais cuidado, mais laser, né?
- 31:06E mais atenção. E acima da da fotografia.
- 31:10Nós temos a tomografia da retina desse olho e nós temos aqui a
- 31:14tomografia, né? A retina vem toda a retina
- 31:16assim. E no meio a gente tem esse
- 31:18cisto, né? Essa essa área escura é redonda,
- 31:21isso é uma paciente que ela tem o edema mamacular diabético, né?
- 31:26Até pro princípio, até inicial, isso daí a gente precisa tratar
- 31:30essa paciente, né? Nesse caso é um caso que ela tem
- 31:33bilateral, eu vou mostrar o outro olho dela, que é o olho
- 31:37direito, né? Ela tem também acima u edema
- 31:40macular, né, na retina e nós temos também Na Na tomografia.
- 31:45Que faz a Geografia junto, sem contraste.
- 31:47Nós temos essas áreas de falta de vascularização e nós
- 31:51conseguimos ver também essa, essas áreas brancas aqui, esses
- 31:54esses vasos enovelados. São áreas de neovascularização
- 31:58também, né? Então essa paciente, ela
- 32:00precisou ter esse tratamento dessa retinopatia diabética,
- 32:04completar o laser dela e também fazer o que a gente chama de
- 32:07injeção intravítria de antiogênico, que é um tratamento
- 32:10que a gente faz para o edema macular diabético, para reduzir
- 32:14esses cistos, né? E pro paciente ele ter a
- 32:16recuperação da anatomia da retina dele, consequentemente é
- 32:20melhora da função visual dele, né?
- 32:23Paralelo a isso, sempre lembrar o controle da diabetes é, é, é,
- 32:27digamos assim, muito importante, senão a gente vai estar
- 32:30enxugando o gelo. Queres comentar esse caso aí,
- 32:33amigo? Eu quero chamar atenção pra esse
- 32:36exame, né? Que esse exame ele é bem
- 32:38parecido com aquele primeiro que a gente mostrou lá, né?
- 32:41Só que esse exame a gente faz sem o contraste, né?
- 32:43O paciente não toma. A ereçãozinha não bebe corante,
- 32:46né? Então um exame, um aparelho que
- 32:49chegou recentemente, agora aqui na clínica, né?
- 32:51Tem alguns meses né, que chegou esse exame e dá pra gente poder
- 32:56avaliar o paciente diabético sem a necessidade do corante, né?
- 32:59Então é bem bacana, né, se eu não me engano, conversando com o
- 33:03pessoal da empresa, só tem 4 aparelhos desse no Brasil, né?
- 33:06Infelizmente a gente tem um deles aqui no Pará e a gente
- 33:10pode lançar mão pra poder dar o diagnóstico.
- 33:13Cada vez mais preciso e poder acompanhar nossos pacientes de
- 33:17uma forma cada vez melhor. Então isso é muito bacana que a
- 33:20gente consegue ter essa tecnologia aqui.
- 33:22A nossa disposição, então é que a gente consegue avaliar toda a
- 33:26estrutura da retina quase que na sua planitude, né?
- 33:29Sem necessidade de fazer nenhum tipo de extensão de contraste.
- 33:35Exatamente uma informação muito interessante que não faz o
- 33:38contraste, né? Conforme, e essa paciente, ela
- 33:40disse que ela não queria fazer exame contra o status nenhum
- 33:42porque ela tinha muita alergia. Aí eu falei, não, olha, nós
- 33:45temos agora esse aparelho que ele faz de forma panorâmica.
- 33:48A gente consegue ver detalhes da retina periférica, que os
- 33:51tomógrafos tradicional, eles eles não dão esses detalhes, né,
- 33:54nem a Geografia. Isso é muito importante pra
- 33:57gente poder ter a melhor conduta, né, poder a melhor
- 34:00decisão pro pro caso do paciente, então isso é muito
- 34:02interessante. Então o caso clínico 5, né?
- 34:07Vamos ao sintoma da paciente, o paciente, ela disse que ela
- 34:10começou a ver uma mancha escura, uma mancha preta no campo de
- 34:14visão dela. Ela não conseguia enxergar o
- 34:16chão. Tava tudo escuro, né?
- 34:18O chão. Queres comentar aí, amigo, essa.
- 34:23Essa esse é 11 fotografia de um paciente com onde a retina tá
- 34:29saindo do lugar, então vocês veem ali na parte superior da
- 34:31imagem, né? Que tem aquela área escura, né,
- 34:34que tá a retina. Só pra vocês terem uma ideia
- 34:37pessoal, é como se fosse 11 grande lençol, né?
- 34:4011 grande papel de parede que tem que tá aderido na parte toda
- 34:44da parte posterior do olho, de uma forma bem homogênea.
- 34:47E a gente consegue perceber nitidamente nessa imagem, né,
- 34:50que a gente tem uma área ali superior a imagem, que tem algo
- 34:54que não tá homogêneo, né, que tem 11 certa dobra, né?
- 34:57Uma certa concavidade ali na parte superior que ela aparece
- 35:01mais escura. E esse paciente está tendo uma
- 35:04coisa chamada de escolamento de retina, né?
- 35:06Na sua forma regimatogênica, ele tem um buraco na retina, né?
- 35:12E esse buraco atravessa o líquido que está dentro do olho.
- 35:17Aí é o buraco onde o doutor Gabriel gostando, ele com o
- 35:19mouse, é o líquido que está no meio do olho, atravessa o
- 35:22buraco. E como se fosse soltando esse
- 35:25papel de parede que está aderido, né, ele vai
- 35:28atravessando e jogando esse papel de parede para fora.
- 35:32E como a gente comentou lá no primeiro, no primeiro slide que
- 35:35a gente começou, né, a retina é o filme da câmera fotográfica,
- 35:38por isso que o paciente percebe uma ausência de imagem, né?
- 35:41Então, onde a retina não está encostada, né?
- 35:44Onde ela está fora do lugar, a imagem não forma.
- 35:47Aí o paciente tem uma parte escura da visão, né, onde está
- 35:51colada a retina, onde a gente consegue ver que tem aquela
- 35:54parte mais alaranjada, avermelhada, a retina está
- 35:57colada, então nessa área o paciente consegue ver.
- 35:59Onde está descolado, ele fica com uma mancha escura, né?
- 36:02Ele fica sem visão. E aí isso é uma paciente que
- 36:05precisa fazer cirurgia, gente, né?
- 36:07Vai, se consegue aí. É excelente.
- 36:10Então isso é uma urgência oftalmológica, né?
- 36:12Pra quem acha que o oftalmologista não tem urgência,
- 36:14isso aqui é uma urgência. Se você, por exemplo, se a
- 36:17paciente atende de manhã, final da tarde, a gente tava operando
- 36:20ela e graças a Deus a cirurgia foi tudo bem, né?
- 36:24A gente fez o que a gente chama de vitrectomia, veio a paz
- 36:26plana. Ela tinha algumas lesões
- 36:29periféricas afinadas na retina, então eu associei essa cirurgia
- 36:33a uma a uma cirurgia chamada interflexão esperal.
- 36:36A gente passa uma cinta, né, ao ao redor do olho e aperta um
- 36:40pouquinho essa cinta pra parede do do olho.
- 36:44Fazer com que ela se aproxime mais da retina e faça com que
- 36:47ela, a retina, acorde de maneira mais fácil e essas lesões
- 36:51periféricas também sejam tratadas.
- 36:53Paralelo a isso, a gente trata a rasgadura, né?
- 36:57A gente faz laser ao redor da regadura e ao final da cirurgia,
- 37:01a gente termina a cirurgia com o que a gente chama de substituto.
- 37:05Vítreo, né? Nesse caso, eu acho que a gente
- 37:07optou por gás. É uma é 11, substância que ela
- 37:11pressiona a retina, causa uma tensão superficial para a retina
- 37:14se manter colada. Enquanto esse laser que ele
- 37:17serve como se fosse uma solda, ele cicatriz e pode fazer a
- 37:20função dele. Então essa paciente ela ficou
- 37:22algumas semanas com esse gás, com a visão um pouquinho
- 37:24embaçada, mas depois esse gás ele ele absorveu e a paciente
- 37:29ela teve a recuperação dela da visão, né?
- 37:31Infelizmente ela teve 11. Bom, bom desfecho, porque ela
- 37:34procurou a gente, né? Com urgência.
- 37:35Então se você tiver esse tipo de sintoma, como uma mancha escura
- 37:39na visão ou uma sombra preta é cobrindo a sua visão, você deve
- 37:43procurar imediatamente um oftalmologista.
- 37:45Que quanto antes a gente tratar o descolamento de retina, a
- 37:48melhor vai ser o desfecho visual, visual, melhor vai ser a
- 37:51recuperação desse paciente. Se a gente em?
- 37:54São Paulo contratar a gente não vai ter a mesma, a mesma
- 37:57qualidade de visão ao final. É isso.
- 38:00É uma coisa que é importante a gente frisar, né?
- 38:04Quanto mais rápido for a intervenção.
- 38:08Entre começar os sintomas do descolamento e a cirurgia, né?
- 38:13Quanto melhor for. Quanto mais precoce que você
- 38:15entender são maior a chance do paciente ficar com a menor
- 38:20sequela possível, né? Assim de conseguir operar na
- 38:22mesma semana, né? Essa é o ideal, a gente sabe que
- 38:26infelizmente né, algumas coisas não são possíveis no Brasil, né?
- 38:30Então o paciente está no sul, as vezes espera 6 meses, 8 meses,
- 38:34um ano pra poder fazer essa cirurgia do escola amerentina.
- 38:36Recentemente a gente operou lá na quinta, quando eu tô Edmundo,
- 38:40o paciente tava um ano esperando né, pra cirurgia, né?
- 38:44Então a gente sabe que a gente consegue colar a retina nesse
- 38:47paciente, né? Mas a chance dele ter uma
- 38:49recuperação total, plena da visão, é muito pequena, porque
- 38:53ele já ficou muito tempo com aquilo fora do lugar, né?
- 38:56Então, quanto mais cedo a gente conseguir atuar Na Na doença,
- 39:01melhor o prognóstico do paciente.
- 39:05É excelente. Então é isso aí.
- 39:08Vamos pro pro minutos finais da live, né?
- 39:10Acho que dá pra mostrar o último caso.
- 39:12O que que tu achas? Dada assim, vamos lá, então
- 39:15esse. É um paciente, dá também do sexo
- 39:19feminino, né? Nós só temos mulheres hoje.
- 39:22E aí o que que acontece? Essa paciente lá tinha acabado
- 39:25de operar catarata, um outro colega e ela falou que ela vinha
- 39:30uma vinha, uma mancha escura no rosto das pessoas, uma falha no
- 39:34rosto das pessoas. Houve um objeto que ela fixasse,
- 39:36né? E aí Ela Foi avaliada e a gente
- 39:39tem essa retinografia aí que a gente comentar a retinografia.
- 39:43Então a gente vê aqui Na Na parte central da dessa paciente,
- 39:48né, aquela região da mácula, né, é bom, antes de mais nada, né?
- 39:52Vamos, vamos descrever tudo, né, paciente, aquela região
- 39:55arredondada ali à esquerda é o nervo do paciente, a gente vê
- 39:59saindo do nervo esses raios vermelhos, são os vasos, né?
- 40:03A região da mácula, que a gente vê um pouco mais para a direita,
- 40:06A gente vê essa zona escura e a gente vê uma que a mácula tem 11
- 40:10lesão. Mais avermelhada, a gente vê que
- 40:12ela parte sentar mais redondinha ali, né?
- 40:15Parece 11 círculo bem informadinho, né?
- 40:20Isso, em alguns pacientes, pode ser um caso de um buraco de
- 40:25mácula, né, que a gente vai comentar daqui a pouquinho com
- 40:28os exames, né? Exatamente.
- 40:31Então, fantástico, né? A sua descrição, isso é uma
- 40:33paciente que ela tem um buraco macular, um buraco, uma falha na
- 40:36retina, né? Isso daí pode vir com a idade.
- 40:40E às vezes a gente não encontra uma causa específica.
- 40:43Isso aí simplesmente acontece por uma atração anômula da do
- 40:46geovitro, né? A gente tem um descolamento de
- 40:48vitro posterior, um pouquinho mais, digamos assim, é mais mais
- 40:54intenso nessa área de escola. E ela faz uma área de de
- 40:58ausência da retina, né? Que eu tô mostrando aqui com o
- 41:00mouse essa tomografia. Da retina dela abaixo.
- 41:04E a gente tem a retina, ela a gente tem, ela vem, né?
- 41:08Toda regular, até que ela chega aqui, a gente não tem.
- 41:10Então uma falha da retina, uma falha de tecido etniano nessa.
- 41:13Área escura aí nessa área escura que o Gabriel tá mostrando, né?
- 41:17A gente devia ter uma área cinza igual a do lado ali, né?
- 41:19Tem continuada. Então a gente tem essa área aí
- 41:22que é onde não tem tecido, né? Não existe tecido, então a gente
- 41:25tem que corrigir isso, né? O tecido, ele tem que ser
- 41:28contínuo. A gente consegue corrigir com a
- 41:30cirurgia chamada vitrectomia para as planas, né?
- 41:34Nós retiramos a gelatina do olho e com uma micropinça através de
- 41:38uso de de corante que a gente coloca na retina, corante azul,
- 41:41azul brilhante, a gente retira uma membrana, essa, uma membrana
- 41:45que está aderida ao redor aqui de toda todo o buraco, né?
- 41:49Então a gente retira. Toda essa membrana, que é
- 41:52chamada membrana limitante interna, ela faz parte da
- 41:55retina. A gente retira 360° essa
- 41:58membrana e nós temos diversas técnicas aí de escrita.
- 42:01A gente pode inserir parte dessa membrana dentro do buraco para
- 42:05ajudar a fechar o buraco, né? Mas nesse caso aí a gente fez 11
- 42:09técnica tradicional que foi só tirar essa membrana que essa
- 42:12membrana ela serve de tração, né?
- 42:13Ela tava, digamos assim, era um ponto de tração que traciona.
- 42:17A gente me causa a abertura desse buraco.
- 42:19E nós terminamos a cirurgia com o gás, né?
- 42:22Um gás chamado SF 6. Ele é um gás que ele ele
- 42:25pressiona a retina e cria uma atenção suficial para as bordas
- 42:29desse buraco, elas elas se aproximarem e fecharem.
- 42:32E é uma cirurgia interessante. No pós operatório, o paciente
- 42:35ele assume uma posição de cabeça chamada face down, ou seja, ele
- 42:38precisa ficar uns 3 a 5 dias com a cabeça baixa pro gás que está
- 42:43dentro do olho, pressionar essa área do buraco que é bem
- 42:46posterior. E aí o buraco de criar é as
- 42:49bordas do buraco, criaram essa tensão superficial e fechar o
- 42:51buraco, né? Então essa é a minhagem do pós
- 42:54operatório, o paciente, ele teve felizmente um bom desfecho, né?
- 42:58A gente consegue ver A direita, A tomografia da retina que o
- 43:02buraco macular, ele fechou, né? Ele não tá mais mais aberto,
- 43:06então a paciente ele teve a recuperação da visão dele, né?
- 43:09E Tião grafia assumiu aquela área lá, queres, queres?
- 43:13Falar alguma coisa? Sim, eu acho que assim, uma
- 43:15coisa que é importante a gente comentar, né, que você falou que
- 43:18a paciente é o Peru de catarata, né?
- 43:19Que isso aí não tem relação direta com a cirurgia de
- 43:22catarata, né? Então a paciente é não é porque
- 43:25ele fez a cirurgia de catarata e desenvolveu o buraco do Mato.
- 43:28São doenças diferentes, né? Legal.
- 43:33Então, perfeito, né? Acho que esse é o último caso.
- 43:36Vou descompartilhar aqui a minha tela.
- 43:39Beleza. Eu acho que foi muito bacana,
- 43:43né? Chegamos aqui aos 40 e tantos
- 43:46minutos de live, né? Gabriel?
- 43:48Foi sensacional. Aí ser muito didático aí,
- 43:52excelente professor também e deixar aí a minhas mensagens
- 43:57finais, né? Primeiro é que eu queria deixar
- 43:59essa ver. Você tenha qualquer sintoma
- 44:01oftalmológico novo, procure seu médico oftalmologista, ele vai
- 44:06poder lhe dar o seu diagnóstico. Poder.
- 44:09Identificar o que está acontecendo, né?
- 44:11A gente às vezes aqui na live está trazendo alguma informação
- 44:15para os pacientes, mas só quem lhe acompanha sabe de todo o seu
- 44:18caso, toda a sua historinha, né? Pode acompanhar da melhor forma
- 44:21possível. É não esquece de se inscrever no
- 44:24canal, deixar o joinha e isso ajuda a gente poder alcançar
- 44:27mais pessoas, que a gente traz esse conteúdo de forma gratuita
- 44:30para todas as pessoas que podem estar interessadas nesse em
- 44:33saber mais sobre saúde ocular, como manter sua saúde visual em
- 44:36dia? É, vou saindo aí.
- 44:39Encerra aí, Gabi, meu muito obrigado.
- 44:42Até a próxima, pessoal. Até.
- 44:43Mais próxima, obrigado. Aí valeu.
- 44:48Então é isso pessoal, o doutor Alexandre deixou aí, né?
- 44:50O os as dicas finais não esqueço de fazer o seu check up
- 44:54oftalmológico anual, independente se tiver sintoma ou
- 44:58não, mas se tiver algum sintoma, deve procurar oftalmologista pra
- 45:01gente fazer um diagnóstico mais preciso o mais rápido possível.
- 45:05Então é isso aí, pessoal. Não esqueça de nos seguir aí nas
- 45:08redes sociais. Deixe seu like aí tiver qualquer
- 45:10dúvida. Deixe nossas caixas de
- 45:12perguntas. Um abraço pessoal.
- 45:14Até quarta que vem.