Latest / ED Podcast [@arthurdantaslemos] / AS ARMAS DA PERSUASÃO XVIII - AFEIÇÃO (CLUBE DO LIVRO)
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- 0:05Senhoras e Senhores, está gravando.
- 0:07Está gravando. Vamos nessa clube do livro com
- 0:10Bruno Maia Soares e Arthur Lemos.
- 0:12Vamos falar de afeição? Quarto princípio persuasivo.
- 0:15Eu confesso que não entendo porque que ele apresenta a ordem
- 0:20dos princípios persuasivos, do jeito que ele apresenta do
- 0:22livro. Porque?
- 0:25Não é a melhor forma de apresentar, não é, mas, mas é.
- 0:32Assim está, então assim leremos quinto capítulo, quarto
- 0:36princípio persuasivo, afeição o ladrão amigável comigo Bruno
- 0:41Maia Soares, como é que estamos brunão?
- 0:43Estamos ótimo. A galera, que está acompanhando
- 0:44aí, ouviu apenas a minha voz NOS últimos 2 episódios, agora
- 0:48voltamos à programação normal. Vamos nessa, então direto ao
- 0:51ponto, ele começa esse capítulo com uma frase que diz o
- 0:55seguinte, a tarefa principal de um advogado de acusação é fazer
- 0:58com que o corpo de jurados goste do seu cliente, não é?
- 1:01E ele faz essa provocação, porque isso tem a ver.
- 1:03Com afeição poucos de nós se surpreenderiam ao saber que, em
- 1:08geral, preferimos dizer sim aos pedidos de pessoas que
- 1:12conhecemos e de quem gostamos. O que pode NOS chocar, porém, é
- 1:16saber que essa regra simples é usada de centenas de maneiras
- 1:19por estranhos para fazer com que concordemos com os seus pedidos.
- 1:22O exemplo mais claro que conheço da exploração profissional da
- 1:25regra da afeição é a reunião da Tupperware.
- 1:29Que considera um ambiente clássico de persuasão.
- 1:31Quem conhece a mecânica da reunião notará o uso das
- 1:33diferentes armas de influência já examinadas.
- 1:37Tupperware para quem não sabe, todos devem conhecer, né?
- 1:40Inclusive no Brasil a gente chama tupperware, que é o pote
- 1:43para guardar coisas por conta do nome da empresa Topper where não
- 1:48é que vende esses potes. Então, nessas reuniões caseiras
- 1:52da tupperware, que é a principal funil deles para vender, se
- 1:55tornaram conhecidos. Por isso eles usavam estratégias
- 1:58diferentes de influência, como, por exemplo, reciprocidade.
- 2:01De início. As participantes da reunião
- 2:04disputam jogos e ganham prêmios. Quem não ganha pode escolher um
- 2:07prêmio de um saco de surpresas, de modo que todas tenham
- 2:09recebido uma lembrança antes que as compras comecem, não é?
- 2:14Então dentro de como que eu aciono a reciprocidade e os
- 2:17presentes tangíveis é uma forma de fazer isso e eles fazem isso.
- 2:20No início da reunião, compromisso pede-se aos
- 2:23participantes que descrevam publicamente as utilidades.
- 2:26E os benefícios que descobriram dos produtos topperware que já
- 2:29possuem não é? Então já passamos aqui pelo
- 2:32capítulo de compromisso coerência.
- 2:36Aprovação social uma vez começadas as compras, cada uma
- 2:38delas aumenta a impressão. De que outras pessoas
- 2:42semelhantes querem os produtos e que, portanto, eles devem ser
- 2:45bons? Todas as armas de influência
- 2:48estão presentes para tornar eficaz a reunião da Toperware,
- 2:51mas seu verdadeiro poder advém de um esquema específico que
- 2:54explora a regra da afeição. Embora a demonstradora da
- 2:58tupperware seja hábil entreter e convencer as compradoras, o
- 3:02verdadeiro pedido de compra não vem dessa estranha.
- 3:06Vem de uma amiga de todas as pessoas no recinto.
- 3:10A representante da Tupperware pode anotar o pedido de cada
- 3:12participante. Mas a solicitadora
- 3:15psicologicamente mais convincente, está sentada ao
- 3:17lado, sorrindo, conversando e servindo como se bebes é a
- 3:21anfitriã da reunião que convocou suas amigas para a demonstração
- 3:25em sua casa e que todos sabem lucra com cada artigo vendido.
- 3:31Ao fornecer a anfitrião uma porcentagem da receita, a
- 3:35tupperware faz com que seus clientes comprem de uma amiga e
- 3:39não de uma vendedora desconhecida.
- 3:41Desse modo, a atração, a cordialidade, a segurança e a
- 3:46obrigação da amizade exercem seu efeito num ambiente de vendas.
- 3:50E aí ele fala de uma pesquisa que reforça isso.
- 3:54De fato, pesquisadores de consumidores que examinaram os
- 3:56laços sociais. Entre a anfitriã e as convidadas
- 3:59da festa em cenários de vendas de reunião domiciliar
- 4:02confirmaram o poder da abordagem da empresa.
- 4:04A decisão de compra do produto, a força desse vínculo social é 2
- 4:08vezes maior. Do que a preferência pelo
- 4:10produto em si e aí menciona uma pesquisa que abordou isso, os
- 4:15resultados têm sido notáveis. Estimou-se recentemente que as
- 4:19vendas da Tupperware ultrapassaram 2 ponto 5000000 de
- 4:22dólares por dia. Seu sucesso se espalhou mundo
- 4:25afora na Europa, na América Latina e na Ásia, onde a posição
- 4:29na rede de amigos e familiares é socialmente mais significativa
- 4:32do que nos Estados Unidos. E então a pesquisa que fala
- 4:35sobre isso, bem como resultado Hoje, menos de um quarto das
- 4:40vendas da tupperware ocorrem na América do Norte.
- 4:43O interessante é que as clientes parecem estar conscientes das
- 4:46pressões de afeição em amizade corporificadas na reunião da
- 4:50tropa, algumas não parecem se importar com elas, outras se
- 4:54importam, mas parecem não saber como evitá-las.
- 4:56Uma mulher me me descreveu suas reações com certa frustração na
- 5:00voz que diz o seguinte, a coisa agora chegou ao ponto em que
- 5:04detesto é convidada para reuniões da tupperware.
- 5:07Tenho todos os postes que preciso e se processo demais
- 5:10poderia comprar. De outra marca mais barata numa
- 5:12loja, mas quando uma amiga liga. Convidando, né?
- 5:17Sinto que tenho obrigação de ir e quando chego lá, sinto que
- 5:20tenho obrigação de comprar algo, algo que é que eu posso fazer?
- 5:24Afinal de contas, é para uma amiga.
- 5:27Com um aliado tão irresistível como a amizade, não causa
- 5:30espanto que a tupperware tenha abandonado pontos de vendas
- 5:33varejistas e esteja promovendo quase exclusivamente o conceito
- 5:37de reunião domiciliar em 2003. A empresa fez algo que parecia
- 5:41absurdo para qualquer outro negócio.
- 5:44Cortou relações com a Varejista Target Stores porque as vendas
- 5:48de seus produtos naquelas lojas estavam altas demais.
- 5:52A parceria precisou ser encerrada por causa do efeito
- 5:55danoso sobre o número de reuniões domiciliares que
- 5:57poderiam ser organizadas. As estatísticas revelam que a
- 6:02cada 2.7 segundos começa uma reunião da tupperware em algum
- 6:05lugar do mundo. Impressionante, né?
- 6:09É claro que vários outros profissionais de persuasão
- 6:11reconhecem a pressão para dizer sim quando o pedido vem de
- 6:14alguém que conhecemos e de quem gostamos.
- 6:16Tomemos, por exemplo, o número crescente de organizações de
- 6:19caridade que recrutam voluntários para arrecadar
- 6:21doações perto de onde moram, elas entendem perfeitamente como
- 6:26é mais difícil rejeitar um pedido de caridade quando vem de
- 6:29um amigo ou vizinho além disso. Com frequência, o amigo nem
- 6:33sequer precisa estar presente para que a estratégia seja
- 6:35eficaz. Em muitos casos, a simples
- 6:38menção do nome do amigo basta a chekley, empresa especializada
- 6:42em vendas de porta a porta de diferentes produtos para o lar.
- 6:46Aconselha seus vendedores a usarem o método da corrente
- 6:49interminável para conseguir clientes novos.
- 6:52Se um cliente admite que gosta de um produto, deve-se
- 6:55pressioná-lo ao fornecer os nomes de amigos que também
- 6:58gostariam de conhecer aquele produto.
- 7:00Os indivíduos daquela lista podem então ser abordados,
- 7:03visando-se novas vendas e uma lista de amigos deles que
- 7:06servirão como Fontes para ainda outros clientes potenciais e
- 7:09assim por diante numa corrente interminável.
- 7:13Que parece um negócio meio bobo ou meio maquiavélico, mas tem
- 7:17muitos. Tem muitos negócios que são
- 7:21baseados em recomendações, não é?
- 7:24Então, se você pegar, por exemplo, não que seja
- 7:27exclusivamente baseado, mas quase que né?
- 7:30A metodologia da prudente, né? Ela é muito pautada em impedir
- 7:34recomendações aos clientes e mesmo às pessoas que não se
- 7:37tornam clientes. Nos Estados Unidos, os os
- 7:40Financial Advisors, não é. Eu participo de alguns
- 7:43seminários, congressos, etcétera.
- 7:45E sempre que alguém está se apresentando, já ouvi várias
- 7:48vezes. Quando a discussão, alguma coisa
- 7:51relacionada a marketing, a parte de vendas, o cara fala o
- 7:54seguinte, É today my Business one hundred percent referir
- 7:59based, né? Então ele fala o seguinte, pô, o
- 8:01meu negócio, o crescimento do meu negócio.
- 8:04Ele é totalmente baseado em recomendações 100% baseado em
- 8:09recomendações. É lógico que o que o que muda
- 8:13muito é a forma, se é uma forma mais invasiva de fazer isso que
- 8:17normalmente ninguém gosta, né? Ou se não, né.
- 8:20Se Eu realmente presto um ótimo serviço e de forma processual ou
- 8:24por oportunidade, eu peço recomendações EE as pessoas dão
- 8:27as recomendações porque o serviço entregue.
- 8:31Justifica essas recomendações? Mas seguindo aqui a nossa
- 8:33leitura chave do sucesso desse método é que cada novo cliente
- 8:37potencial é visitado por um vendedor munido de um nome de um
- 8:39amigo que sugeriu esta visita. Mandar embora o vendedor sob
- 8:42tais circunstâncias é difícil, é quase como rejeitar o próprio
- 8:45amigo. O manual de vendas da Chakley
- 8:48insiste que seus funcionários empreguem esse sistema, abre
- 8:51aspas, seria impossível superestimar seu valor, ligar
- 8:55para um cliente potencial, visitá-lo e ser capaz de dizer
- 8:57que o senhor Fulano de tal achou que seu amigo se beneficiaria
- 8:59concedendo ao vendedor alguns minutos do seu tempo já ter se é
- 9:03já ter 50% de chances de fechar a venda antes mesmo de mostrar o
- 9:07produto. É isso é o que diz a empresa,
- 9:11não é, pô, não é porque eu vou conversar com amigo de Bruno aí
- 9:15falar, poxa o Bruno. Seu amigo me pediu ou na trouxe
- 9:22aqui a perceção de que você enxergaria valor naquilo que eu
- 9:26entrego para ele ou que eu faço no produto que ele compra de
- 9:28mim. Por isso Eu Estou Aqui.
- 9:30Não quer dizer que tem 50% de chances de fechar as vendas.
- 9:34A minha leitura e não tem media científico aqui são a afirmação
- 9:38da própria empresa, mas sim, não é, é menos difícil a pessoa não
- 9:42aceitar me ouvir. Do que quando simplesmente bato
- 9:46lá de forma fria e não tenho essa esse vínculo aqui.
- 9:49De amizade, que abre as portas da afeição a.
- 9:52Conversão deve ser um pouco mais alta, porque ele está falando
- 9:54aqui de vendas de porta em porta, né?
- 9:55Então se a pessoa aceitou de fato receber dentro da sua
- 9:58própria casa o vendedor, aí talvez aumente mais as chances.
- 10:01Tudo bem, não só estou colocando aqui que isso aqui não é uma
- 10:04esse. É já ter 50% falando, é bem.
- 10:08Alto é 50, parece ser bem alto. E que assim daqui a pouco tem
- 10:12que analisar as nuances da empresa.
- 10:14Pode até ser mais, né? Mas eu só estou pontuando que
- 10:16não tem evidência científica aqui, como várias outras
- 10:19afirmações ao longo do livro. Seguindo aqui, não é lembrando
- 10:25Oo livro do. Leo Carnegie não é?
- 10:30Então ele fala assim fazendo amigos para influenciar pessoas.
- 10:35O uso generalizado do vínculo entre amigos pelos profissionais
- 10:38da persuasão NOS informa muito sobre o poder que a regra da
- 10:40afeição tem de produzir anuência.
- 10:44Constatamos que esses profissionais procuram se
- 10:47beneficiar da regra quando as amizades ainda nem estão
- 10:50formadas. Mesmo nessas circunstâncias,
- 10:53eles fazem uso do vínculo da afeição ou vínculo de afeição e
- 10:56pregando uma estratégia de persuasão bem simples.
- 10:59Primeiro fazem com que gostemos deles.
- 11:03Joe Gerward, que é de Detroit, especializou em usar a regra da
- 11:07afeição para vender automóveis especificamente da marca
- 11:10Chevrolet. Ele enriqueceu no processo,
- 11:13ganhando centenas de milhares de dólares ao ano com tamanho
- 11:16salário. Imagina-se que ele fosse um alto
- 11:18executivo da GM ou talvez proprietário de uma
- 11:20concessionária, mas não ele ganhou seu dinheiro como
- 11:23vendedor. Era fenomenal no que fazia por
- 11:2512 anos consecutivos, levou o título de vendedor número 1.
- 11:29A cada dia de trabalho vendia, em média, mais de 5 carros.
- 11:34E caminhões e foi reconhecido como o maior vendedor de carros
- 11:38do mundo pela revista Guinness. Apesar de todo seu sucesso, a
- 11:43fórmula que empregava era surpreendentemente simples,
- 11:45consistia em oferecer às pessoas apenas 2 coisas, um preço justo
- 11:49e alguém de quem gostariam de comprar para conseguir um
- 11:53negócio, basta juntar um vendedor de quem você gosta e o
- 11:57preço que considera adequado, declarou ele em uma entrevista.
- 12:00A fórmula de Joe Gerred mostra como a regra da afeição é vital
- 12:04para o seu negócio, mas não revela tudo.
- 12:06Não NOS informa, por exemplo, porque os clientes gostavam mais
- 12:09dele do que de outros vendedores que ofereciam um preço justo.
- 12:12Existe uma pergunta crucial e fascinante aqui, a fórmula de
- 12:16Joe não responde quais são os fatores que fazem uma pessoa
- 12:19gostar de outra? Se soubéssemos esta resposta,
- 12:22avançaríamos bastante na compreensão de como pessoas como
- 12:26Joe têm tanta facilidade em fazer com que gostemos delas e
- 12:29inversamente de como poderíamos fazer com que os outros gostem
- 12:33de nós. Para nossa sorte, os cientistas
- 12:35sociais vêm formulando essa pergunta há décadas e acumularam
- 12:38indícios que permitiram identificar uma série de fatores
- 12:41causadores de afeição. Como veremos, cada um deles é
- 12:46usado com esperteza pelos profissionais de persuasão para
- 12:49NOS levar a dizer sim. A gente começa aqui com
- 12:54atratividade física. A gente acabou de vim do do
- 12:57Oratório persuasiva, é presencial, não é do treinamento
- 13:00e para ficar muito fácil de absorver e aumentar as chances
- 13:05da pessoa que participa pelo curso de conseguir aplicar.
- 13:09Os princípios. Eu apresento cada princípio com
- 13:14acionadores, né? E amplificadores, porque todos
- 13:17eles têm, né? Os acionadores são coisas que eu
- 13:19faço ou que eu evidencio que acionam.
- 13:24Não é aquele princípio pessoa persuasivo na minha audiência e
- 13:26o amplificador é que ele aumenta o impacto daquele princípio
- 13:31quando ele é acionado. E aí, esse capítulo aqui é um
- 13:35pouquinho mais didático nesse sentido, porque ele separa aqui,
- 13:37não é? E o que é que provoca afeição
- 13:39não é um acionador. Atratividade física é uma das
- 13:41coisas. A gente vai entrar nela agora
- 13:43que é o subtópico dentro do capítulo, motivos pelos quais
- 13:46gostamos de alguém que a comentar, brondão ou não vamos
- 13:48lá. Atratividade física.
- 13:51Embora se reconheça que uma pessoa de boa aparência desfruta
- 13:54de uma vantagem na interação social, descobertas recentes
- 13:57indicam que talvez tenhamos subestimado o tamanho e o
- 14:00alcance dessa vantagem. Parece haver uma reação.
- 14:04Click zoom as pessoas atraentes. E aí tem uma pesquisa que fala
- 14:08sobre isso, bem como todas as reações desse tipo acontece
- 14:13automaticamente, sem prisão, sem premeditação.
- 14:16A reação em si se enquadra numa numa categoria que o cientistas
- 14:20sociais denominam. Efeitos à auréola.
- 14:24Hã um efeito auréola ou efeito halo ocorre quando uma
- 14:29característica positiva de uma pessoa domina a maneira Como Ela
- 14:31É vista pelos outros. Os indícios agora são claros de
- 14:35que a atratividade física costuma ser uma dessas
- 14:37características, não é então o efeito alô até falamos dele, não
- 14:42foi? Brunão comentou que foi no
- 14:44espetáculo do Murilo Gun e foi aqui em Recife.
- 14:47Eu Não pude ir porque a gente estava tendo treinamento, estava
- 14:50ministrando os Treinamentos neste final de semana e.
- 14:53Eu disse Porra, mas em Recife ele nada de braçada porque ele
- 14:55tem um componente adicional de efeito.
- 14:57Halo, não é porque tem muitos amigos, as pessoas já gostam
- 14:59deles, são predispostas. A gostar daquilo que ele vai
- 15:02falar é e o que ele está dizendo aqui é que a atratividade física
- 15:08ela, de certa forma, é um acionador do efeito, a do efeito
- 15:12halo, né? Ou como ele coloca aqui efeito
- 15:15auréola, mas é aquela história quando eu já gosto muito de
- 15:17alguém, é se essa pessoa fala uma coisa boa, eu tendo a
- 15:22enfatizar o quanto que ela é boa e se ela fala uma coisa ruim, eu
- 15:26tento. A atenuar o quanto que essa
- 15:28coisa é ruim e a mesma coisa acontece.
- 15:32No efeito há-lo negativo, não é, ou seja.
- 15:34É putz vamos supor que você odeia Lula, não é?
- 15:37Então, se Lula fala uma coisa boa, você tende a atenuar porque
- 15:40você não gosta dele. Se ele fala uma coisa ruim, você
- 15:42tende a amplificar, já que você não gosta dele, então isso é um
- 15:46pouco aqui do efeito halo. Voltando à leitura, pesquisas
- 15:49mostraram que atribuímos automaticamente a indivíduos de
- 15:52boa aparência, traços favoráveis como talento, gentileza,
- 15:55honestidade, inteligência. Além disso, fazemos esse
- 15:59julgamento sem perceber que a atratividade física desempenha
- 16:01um papel no processo. Algumas consequências desse
- 16:04pressuposto inconsciente de que bonito é igual a bom me
- 16:08assustam, por exemplo, um estudo das eleições federais canadenses
- 16:12descobriu que candidatos atraentes receberam o número de
- 16:15votos mais de 2.5 vezes maior que os candidatos não atraentes,
- 16:19apesar dos indícios de favoritismo por políticos bem
- 16:22apessoados. Pesquisa subsequentes
- 16:24demonstraram que os eleitores não perceberam essa tendência.
- 16:28Na verdade, 73% dos eleitores canadenses pesquisados negaram
- 16:32que seus votos tenham sido influenciados pelo aspeto
- 16:34físico. Apenas 14 chegaram a admitir a
- 16:37possibilidade dessa influência. Os eleitores podem negar a
- 16:40vontade e o impacto da atratividade sobre a
- 16:42elegibilidade, mas outros indícios continuaram confirmando
- 16:45essa força perturbadora. É um parêntese aqui aqui não me
- 16:51espanta. É a não consciência de que eu
- 16:57posso ter uma influência da atratividade física num voto,
- 17:00por exemplo, né? Esse é o tipo de coisa que de
- 17:02fato é inconsciente. Antes, assim, é o queixo dessa
- 17:06candidata. Me inclinou mais a selecionar
- 17:09ninguém racionaliza isso, né? Mas bem seguindo aqui a leitura
- 17:14efeitos semelhantes foi encontrado em situações de
- 17:17contratação. Também sim, nenhuma novidade
- 17:21aqui, não é? É num estudo, a boa aparência de
- 17:25candidatos numa entrevista simulada influenciou mais as
- 17:27decisões da contratação do que as qualificações para o cargo.
- 17:30Embora os entrevistadores afirmassem que a aparência tenha
- 17:33desempenhado um papel pequeno em suas escolhas, outra coisa não
- 17:36é, vamos para a vida real. Qual é o entrevistador que vai?
- 17:41Dizer que não, não, não, realmente meu critério foi
- 17:44beleza, vai porra, não é? Não vai.
- 17:46Então vamos a vida real aqui. A vantagem concedida aos
- 17:49profissionais atraentes vai além do dia da contratação,
- 17:51estendendo-se para o dia do pagamento.
- 17:54Economistas que a examinaram amostras americanas canadenses
- 17:57descobriram que indivíduos atraentes recebiam, em média, 12
- 18:00a 14% mais que seus colegas não atraentes.
- 18:04Outras pesquisas indicam que o processo judicial é igualmente
- 18:06suscetível às influências de peso e estrutura óssea.
- 18:10É avançando essa parte aqui num estudo de indenizações
- 18:13concedidas no julgamento simulado de negligência, a
- 18:15indenização média, quando os réus tinham melhor aparência do
- 18:19que sua vítima era maior, não é? Além disso, o favoritismo
- 18:24baseado Na Na atratividade física foi detectado em jurados
- 18:27tanto do sexo masculino quanto do sexo feminino, e, por fim,
- 18:30outros experimentos demonstraram que pessoas atraentes são mais
- 18:33passíveis de obter socorro quando precisam.
- 18:35E ele traz aqui toda essa evidência.
- 18:39É a gente agora vai para a semelhança e eu pulei pequenos
- 18:42temas aqui. Não sei se o Bruno vai lembrar.
- 18:44Ele estava lá no programa aleatória persuasivo, mas é o
- 18:47que o que o autor faz aqui é trazer várias pesquisas que
- 18:50evidenciam que a atratividade física ela desperta a feição,
- 18:54mas lá no próprio curso, quando eu passo, eu sou talvez de todos
- 18:57os acionadores, de todos os princípios.
- 18:59Esse é o que eu passo mais rápido, não é porque as pessoas
- 19:01entendem isso. A grande pergunta é, o que é que
- 19:02eu posso fazer em relação a isso?
- 19:05Cuidar da aparência não é cuidar da aparência, até porque.
- 19:08A perceção de beleza é subjetiva, não é?
- 19:11EEE aí, enfim, você que é mulher, não é isso, muda do
- 19:17ambiente de trabalho. Às vezes há exigência maior, é
- 19:20menor, mas é é é é cuidar da da sua vestimenta, da sua
- 19:24aparência, fazer a barba, usar maquiagem.
- 19:26Tudo isso quando for, é quando fizer sentido para o seu
- 19:30ambiente de trabalho, não é? Mas bem seguindo a gente tem um
- 19:34outro acionador de afeição, que é a semelhança, não é aqui eu
- 19:37gosto que começa a ficar um pouco menos óbvio.
- 19:40E se a aparência física não tiver importância, afinal, a
- 19:43maioria das pessoas não se destaca pela beleza.
- 19:45Outros fatores podem ser usados para produzir afeição.
- 19:48Como sabem os pesquisadores profissionais da persuasão?
- 19:50Sim, existem vários e um dos mais influentes é a semelhança.
- 19:54Porquê? Gostamos de pessoas que sejam
- 19:56semelhantes a nós e a ele, menciona a pesquisa aqui.
- 20:01Do Burger de 2004. Isso parece ser válido caso a
- 20:06semelhança seja a respeito de opiniões, traços de
- 20:08personalidade, antecedente o estilo de vida,
- 20:11consequentemente, aqueles que querem que gostemos deles de
- 20:15modo a obter nossa cooperação, podem alcançar esse objetivo,
- 20:19parecendo semelhantes a nós de várias maneiras diferentes.
- 20:21O modo de se vestir é um bom exemplo.
- 20:23Diversos estudos demonstram ou demonstraram que somos mais
- 20:26passíveis de ajudar aqueles que se vestem como nós.
- 20:29No estudo realizado no início da década de 70, quando o estilo
- 20:32dos jovens tendia ou para hippies ou para caretas,
- 20:35pesquisadores se trajaram de uma dessas 2 maneiras e pediram a
- 20:38estudantes universitários num campus.
- 20:40Uma moeda para dar um telefonema?
- 20:43Quando o pesquisador estava vestido de maneira similar ao
- 20:46estudante, o pedido era atendido em mais de 2/3 dos casos, mas
- 20:50quando o estudante e pesquisador se estavam vestidos de forma
- 20:54diferente, a moeda oferecida em menos da metade das vezes.
- 20:57E aí tem uma pesquisa aqui que mapeou isso?
- 21:00Outro experimento mostrou como nossa reação positiva pode ser
- 21:03automática a pessoa semelhante num protesto contra a guerra,
- 21:06manifestantes se mostraram mais propensos a assinar uma petição
- 21:09de um solicitante trajado de forma semelhante e a fazê-lo.
- 21:13Sem se darem ao trabalho de ler a petição antes.
- 21:16Clique zoom outra forma como o Solicitante podem manipular a
- 21:20semelhança para aumentar a feição é o consciente e o
- 21:24consentimento é alegar que tem antecedentes e interesses
- 21:28similares. Os vendedores de carros, por
- 21:30exemplo, são treinados para procurar pistas em quantas
- 21:32eliminam o carro usado de um cliente.
- 21:36Se você vê no porta-malas um equipamento para acampar, o
- 21:39vendedor pode mencionar mais tarde que adora curtir a
- 21:41natureza. Se identifica bolas de golfe, no
- 21:44banco de trás pode observar que espera que faça um bom tempo no
- 21:47fim do dia para poder dar umas tacadas.
- 21:49Se observa que o carro foi adquirido em outro Estado.
- 21:51Pode perguntar de onde é? AE revelar com surpresa que ele
- 21:56ou a sua esposa também é de lá. Por mais triviais que que essas
- 22:01semelhanças pareçam aparentemente funcionam.
- 22:03E aí uma pesquisa que evidenciou isso.
- 22:05O pesquisador, que examinou as estatísticas de vendas de
- 22:08seguradoras, descobriu que os clientes ficavam mais inclinados
- 22:11a comprar seguros quando o vendedor tinha idade.
- 22:14Religião, convicções políticas e hábitos tabagistas semelhantes
- 22:17aos deles. Outro pesquisador conseguiu
- 22:21aumentar bastante a porcentagem de pessoas que respondiam a uma
- 22:23pesquisa enviada pelo correio, modificando na Carta de
- 22:26apresentação o nome do pesquisador para ser semelhante
- 22:29ao do destinatário. Assim, Robert Greer recebia a
- 22:34pesquisa de um funcionário do centro de pesquisas chamado Bob
- 22:37Gringer, enquanto Cíntia Johnston recebia a sua de uma
- 22:43funcionária chamada Cindy Johansson.
- 22:46Em 2 estudos separados, acrescentar essa sutil
- 22:48semelhança quase dobrou as respostas à pesquisa.
- 22:54Ah isso aqui é assim, aquela validação da coisa, mas que na
- 22:58prática. O autônomo o empresário médio,
- 23:03Né? Você não tem muito o que fazer
- 23:04com isso. Eu vou colocar o nome fictício.
- 23:08Você acha que acho que é ele está mais validando que a
- 23:11semelhança chama atenção e isso provoca de alguma forma afeição.
- 23:16Esses pontos em comum à primeira vista e insignificantes podem
- 23:19influenciar decisões que vão além da compra de um seguro ou
- 23:23da resposta a uma pesquisa chegando à escolha do cônjuge,
- 23:26podem até afetar a decisão de salvar a vida de alguém.
- 23:29Pessoas solicitadas a avaliar a prioridade de tratamento de
- 23:32paciente com com problemas renais escolheram os que se
- 23:35identificavam com o mesmo partido político que eles.
- 23:40Como até pequenas semelhanças podem ser eficazes para produzir
- 23:42uma reação positiva e como uma aparência de semelhança passível
- 23:45de ser facilmente forjada. Eu aconselharia uma cautela
- 23:49especial na presença do Solicitante, que alegam ser
- 23:52exatamente como você. Na verdade, NOS dias de Hoje é
- 23:56bom ter cautela com vendedores que aparecem que apenas parecem
- 24:00ser como você. Muitos programas de treinamento
- 24:02de vendas ensinam os futuros vendedores a se refletirem e
- 24:05imitarem a postura corporal, o estado de espírito e o estilo
- 24:09verbal do cliente, Pois Foi provado que semelhanças ao longo
- 24:12de cada uma dessas dimensões levaram a resultados positivos.
- 24:15Inclusive eu fiz uma vez um treinamento de negociação com um
- 24:18cara que é bem conhecido lá do FBI é que ele negociava com
- 24:22sequestradores e tal. Chris Ross, ele tem um livro bom
- 24:24também sobre o Tema e de fato ele ensina essas técnicas, né?
- 24:27Que ele chama de Espelhamento de Você ficar replicando a pessoa
- 24:30para provocar essa semelhança, porque isso faz com que ela
- 24:32esteja mais propensa a no ir concordar com você.
- 24:36E essa é uma forma de verbalmente tentar acionar de
- 24:40fato. A afeição não é quando a pessoa
- 24:44traz algum tipo de postura ou qualquer enfim preferência.
- 24:49E você fala puta merda, mas eu sou igual a você nesse sentido,
- 24:53né? Eu estou tentando evidenciar
- 24:55esse gorila aqui, né? Como a gente fala, evidenciar e
- 24:57acionar a afeição, a grande questão é se a pessoa realmente
- 25:00é como ela naquele ponto e está usando eticamente ou se ela não
- 25:04é, mas é uma forma de tentar acionar assim.
- 25:06Afeição a gente vai seguir nesse capítulo aqui a partir do
- 25:10próximo episódio, não é? Mas o que eu estou começando a
- 25:13gostar aqui. É que a estrutura né do do
- 25:18princípio persuasivo da afeição está mais didática do que os
- 25:21demais, Né? Comparando os capítulos, então
- 25:24Eu Não vou dar o spoiler de qual é o próximo acionador, mas a
- 25:26partir do próximo capítulo a gente entra num outro acionador.
- 25:30E aí eu passo A Bola para o Bruno Maia Soares para fazer
- 25:32suas considerações e de repente, escolher um trecho aqui para
- 25:35ficar como como a frase ou trecho desse episódio, brunão.
- 25:39Legal também concordo, está bem mais didático esse daqui é.
- 25:44Ele começa ali, né? Falando sobre o que é a ideia da
- 25:47afeição e depois traz. AA, alguns elementos que podem
- 25:52ajudar a justamente acionar esse princípio, né?
- 25:55Começou com atratividade física, depois entra em semelhança.
- 26:00Então é isso, é mais um um resumo mesmo do que a gente
- 26:02passou. Acho que não tem um tem um
- 26:04trecho específico aqui para destacar, é, provavelmente
- 26:07teremos ao longo do da leitura do capítulo EU.
- 26:08Vou eu vou fechar feição, apesar de a gente não ter concluído
- 26:11ainda terem outros acionadores e não sei se se ele vai trazer os
- 26:17amplificadores. Não lembro se não eu trago, mas
- 26:19é o seguinte, a feição no final do dia.
- 26:23É, eu vou conseguir despertar esse princípio, Se Eu.
- 26:27O desligar um pouco a chave de que eu tenho que ser uma pessoa
- 26:30atraente, interessante e ligar mais a chave de que eu tenho que
- 26:35ser uma pessoa interessada no próximo, porque quando você é
- 26:37interessado no próximo, você ouve, você percebe Você entende
- 26:44quais são suas preferências e a partir disso você consegue
- 26:46evidenciar. Quais são as as semelhanças que
- 26:50existem? Não é que a gente chama de
- 26:52similaridades? É você consegue elogiar de forma
- 26:55sincera aquilo que te chama atenção?
- 26:59E estas coisas, elas acionam afeição, não é e?
- 27:05Uma vez que é mais fácil você consentir ou anuir quando você
- 27:09gosta de alguém é a gente também na média, só dá atenção para
- 27:14quem a gente gosta, não é? Ou dá mais atenção para quem a
- 27:18gente gosta do que para quem a gente não gosta e sem atenção,
- 27:21você não faz nada. Você não vai influenciar
- 27:22ninguém, então aqui tem um, tem uma boa cartilha do porquê que é
- 27:27importante você ser interessado também não é o nosso lado
- 27:31egoísta, está sempre preocupado quando você fala do processo de
- 27:33comunicação, inclusive. Está muito preocupado de No No
- 27:37no é o medo do julgamento. Como é que vão me ver como vão
- 27:41me avaliar? Então eu estou olhando muito
- 27:43para dentro, esqueci de olhar para o próximo e eu desperto
- 27:45afeição justamente quando eu olho para o próximo e menos para
- 27:48mim. Então fica aqui esse fechamento,
- 27:50brunão. É complementando, a gente falou
- 27:52do Murilo Gun aqui ao longo do episódio e é uma coisa que ele
- 27:55fala bastante sobre você. Estava presente e realmente onde
- 27:57você está não é. Eu acho que isso ajuda AA chegar
- 28:00nesse nível de observação do do do outro, de ser interessado.
- 28:04Acho que sem dúvida. Consegui estar realmente
- 28:06presente Hoje em dia. É é até normal, né?
- 28:08Você está ali estar no lugar, mas não está conectado de fato
- 28:11no lugar que você está, então acho que é uma boa, uma boa dica
- 28:13para isso. Maravilha.
- 28:15Se você chegou até aqui, muito obrigado pelo seu tempo.
- 28:17Espero que você tenha curtido esse episódio.
- 28:20Espero também que você não ache que seja uma má ideia
- 28:22compartilhar esse episódio com pelo menos uma pessoa que vai se
- 28:26beneficiar de conhecer os princípios persuasivos listados
- 28:29nesse best seller, que é o armas da persuasão, então.
- 28:31Clica aí e encaminha para pelo menos um amigo e a gente se
- 28:34encontra no próximo episódio. Forte abraço.
- 28:36Estamos juntos.