Latest / Conexão Geek / A Substância
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- 0:01Alô, alô, nerd. Eu sou Jorge Ricardo e esse é o
- 0:06Conexão Geek, o seu nerd service semanal.
- 0:10Se você é jovem ainda, amanhã velho será.
- 0:14A menos que o coração sustente a juventude que nunca morrerá.
- 0:20A gente sempre ouviu falar que em Hollywood a aparência é tudo
- 0:24né? Mas isso vai muito além de uma
- 0:27simples vaidade. É como se a indústria
- 0:30cinematográfica tivesse descoberto o elixir da juventude
- 0:34e fosse obcecada por ele. A busca por atores e atrizes
- 0:39cada vez mais jovens e com rostos perfeitos é constante.
- 0:43E não é à toa, afinal, a juventude vende.
- 0:47Mas essa busca incessante por um padrão de beleza irreal acaba
- 0:51criando uma pressão absurda sobre os artistas, que muitas
- 0:55vezes recorrem a procedimentos estéticos extremos para se
- 0:59manterem no mercado. É como se eles fossem
- 1:02personagens de um RPG, sempre precisando upar seus atributos
- 1:06de beleza, para não serem descartados.
- 1:09Essa realidade atual acaba entrando na premissa do novo
- 1:13filme sensação do momento, A Substância, da diretora francesa
- 1:18Coralie Farghetti. E para analisar se esse filme é
- 1:22tudo isso que estão falando, comentar os assuntos da semana e
- 1:25tentar sobreviver ao apocalipse da Enel, eles, que depois de
- 1:30passarem dias sem luz, sabem exatamente como mete o murdo ao
- 1:34que se sente. Aqui é o Matheus e...
- 1:37Aqui é o Sebastian, eu tô aqui pra retear o Gabi, e é isso.
- 2:00Estamos começando mais um programinha e eu queria pedir um
- 2:03favor pra vocês. Se você tá escutando a gente, dá
- 2:08uma força avaliando nosso podcast na sua tocadora de
- 2:11podcast favorita. É simples e fácil.
- 2:14É só deixar cinco estrelinhas pra que a gente ganhe reputação,
- 2:18domine o mundo e consiga pagar o aluguel.
- 2:21Além disso, você pode estar seguindo o podcast do CG para
- 2:25sempre receber um alerta de novidade todo domingo.
- 2:28E também algum episódio especial que liberamos de tempos em
- 2:32tempos. Como vocês já devem ter
- 2:34percebido, a gente não tem o Gabi hoje.
- 2:37O Gabi... foi pra BH, fugiu da Enel, encheu a cara, foi pedido
- 2:42em namoro e nesse momento a gente resolveu liberar ele aí
- 2:45pra que ele possa ser feliz um pouquinho.
- 2:47Mas o Sebastian aí, vulgo Titi...
- 2:49Sebastian ou a gente pode chamar de Titi?
- 2:51O Matheus fala Titi, a gente não sabe como...
- 2:53Só os íntimos, só os íntimos chamam de Titi.
- 2:55Ah, então tá. Então tudo bem, vamos de
- 2:57Sebastian. O público vai ser pra Sebastian.
- 3:00Sem mais delongas, vamos falar de A Substância.
- 3:12As pessoas sempre pedem algo novo.
- 3:15É inevitável. E a cinquenta?
- 3:16Bem... Ela parou.
- 3:16Você já sonhou em uma melhor versão de si mesmo?
- 3:23Menino. Mais bonito.
- 3:27Mais perfeito. Uma única injeção desbloqueia
- 3:47seu DNA e vai liberar outra versão de você.
- 4:00Este é... A substância.
- 4:06Eu sou Sue. Sue.
- 4:11Sue. Você está contratado.
- 4:19Vamos lá. Um balanço perfeito de sete dias
- 4:26cada. A única coisa a não esquecer.
- 4:30Você é um. Em A Substância, Elizabeth
- 4:35Sparkly, vivida por Demi Moore, é uma celebridade em declínio,
- 4:40que enfrenta uma reviravolta inesperada ao ser demitida de
- 4:44seu programa fitness na televisão.
- 4:46Desesperada por um novo começo, ela decide experimentar uma
- 4:50droga do mercado clandestino, que promete replicar suas
- 4:54células, criando temporariamente uma versão mais jovem e
- 4:58aprimorada de si mesma. Agora, a atriz veterana se vê
- 5:04dividida entre sua outra versão, que se autodenomina Sue, vivida
- 5:09pela Margaret Qualley. Mas como a propaganda é a alma
- 5:13do negócio, Elizabeth deve prestar atenção ao anúncio que
- 5:17diz... Já sonhou com uma versão melhor
- 5:20de si mesmo? Você, só que melhor em todos os
- 5:23sentidos? De verdade, você precisa
- 5:26experimentar este novo produto, a substância.
- 5:30Ele gera outro você, um você novo, mais jovem, mais bonito,
- 5:35mais perfeito. E há apenas uma regra, vocês
- 5:39dividem o tempo, uma semana para você, uma semana para o seu novo
- 5:44você. Sete dias para cada um.
- 5:46Um equilíbrio perfeito. Fácil, não é?
- 5:50Mas atenção! O equilíbrio tem que ser
- 5:54respeitado. Ou poderá levar você a
- 5:57consequências extremas. E lembre-se, a matriz é a única
- 6:02que pode parar o experimento. O filme é uma produção da MUBI e
- 6:07custou dezessete vírgula cinco milhões de dólares e até o
- 6:11momento arrecadou vinte e quatro vírgula oito milhões
- 6:14mundialmente, se tornando a maior bilheteria global da MUBI.
- 6:18Essa receita ainda pode melhorar. já que o filme foi mal
- 6:22distribuído e teve pouca divulgação.
- 6:24O novo cálculo da Imagem Filmes, que está reformulando o título e
- 6:29dublando o filme para outras línguas, deve impulsionar ainda
- 6:34mais esses números. Que filme, amigos, que filme!
- 6:39Eu fiquei muito feliz, a experiência de ver o filme foi
- 6:40para mim maravilhosa, sabe? Eu não sabia de nada, eu só vi
- 6:45aquele primeiro pôster mesmo, o pôster famosão com as costas da
- 6:51Demi Moore fodidas, com as costas delas estouradas, e cara,
- 6:56eu não estava esperando o que eu assisti, sabe?
- 6:59É um filme bem estilizado, eu gosto muito da diretora, ela tem
- 7:04poucos trabalhos, ela tem um trabalho que eu acho excelente,
- 7:07que é o Revenge, o Vingança, Que ele é um filme que é um revenge
- 7:12rape, né? Que é aqueles filmes...
- 7:14Não quero falar clássicos, mas é filme de estupro que a menina se
- 7:17vinga, basicamente. É um doce vingança aí, né?
- 7:20Que a galera conhece. E assim, a substância, né, cara?
- 7:25Ele é maravilhoso, sabe? O som é muito interessante, o
- 7:30visual é muito legal. Eu adoro o jeito que eles tratam
- 7:33o corpo, né? Você tem... câmeras diferentes
- 7:37tanto para a Su quanto para a Elisabeth, você tem aqueles
- 7:40closes dos alimentos, você tem um mundo muito louco, na
- 7:44verdade, porque o mundo em si você não sabe em que tempo se
- 7:48passa, ao mesmo tempo que ele tem coisas muito velhas, ele tem
- 7:53uma tecnologia bem aflorada, então é muito legal porque ele
- 7:57sempre te passa essa sensação de desconforto, de confusão.
- 8:01E vendo o filme eu me senti desconfortável e confuso.
- 8:05Mas ao mesmo tempo eu tava tipo, fascinado, cara.
- 8:07Eu tava interessado, eu tava querendo saber o que ia
- 8:10acontecer, sabe? E assim, eu fiquei extremamente
- 8:13apaixonado pelo filme. Eu gostei muito da proposta e eu
- 8:16fiquei feliz pra caralho, tipo, com tudo que eu vi.
- 8:19Debaixo? Então, assim como o Matheus, eu
- 8:23senti muitas coisas enquanto eu tava assistindo esse filme.
- 8:25Foi uma experiência incrível ter ido no cinema assistir esse
- 8:28filme. Teve uma parte que eu tava rindo
- 8:31sem parar, não conseguia parar de rir, principalmente na parte
- 8:34do monstro lá, misturando com o açúcar.
- 8:37A parte do brinquinho, a parte da chapinha no cabelo, o cabelo
- 8:40dela caindo. A parte que ela começa a correr,
- 8:44do nada ela começa a correr, ela nem conseguia andar, ela começa
- 8:46a correr, eu ri muito. Mas a parte que ela se apresenta
- 8:49no palco, eu comecei a chorar, porque isso me emocionou.
- 8:52O fato de que ela finalmente estava ali e parecia que ela
- 8:55tinha aceitado que a verdadeira forma dela é algo monstruoso.
- 8:59Ela se tornou algo monstruoso. A partir do momento que ela
- 9:02começou a lidar com aquele problema interno dela de não
- 9:06aceitação e o tanto que ela se odiava, que ela se odiava muito,
- 9:10ao ponto de... tentar se assassinar, né?
- 9:12Quando a Sui tenta assassinar a Elisabeth, ela fica lá batendo
- 9:16nela por muito tempo, aquilo ali foi muito desconfortável, mas as
- 9:19outras partes foi incrível. O pessoal tá falando que os
- 9:22últimos vinte minutos do filme são horríveis, mas eu gostei
- 9:26muito, então esse filme pra mim foi incrível.
- 9:29Bom, pra começar aqui também, eu acho que o filme é tão bom, mas
- 9:34tão bom, cara, que você acaba... Eu tava falando com isso pro
- 9:37Matheus no off, que você acaba ignorando qualquer defeito que
- 9:40ele tenha. E ele tem alguns defeitos, cara.
- 9:42Ele tem alguns furos, assim, que você fala, tipo, pô, se você for
- 9:45parar pra analisar muito, assim, você...
- 9:47Mas quando o filme é bom, você acaba meio que ignorando essas
- 9:50coisas, assim. Então, é...
- 9:53A Demi Moore, cara... Fazia tempo que eu não vi um
- 9:55filme bom da Demi Moore, hein, Matheus?
- 9:57Você consegue pensar num filme bom da Demi Moore?
- 9:59Recente, assim? Então, recente não, né?
- 10:02O último filme bom da Demi Moore, só lembro do Ghost.
- 10:05A última coisa boa da Demi Moore que eu lembro.
- 10:09Porra. Tipo o Striptease, né?
- 10:11É, porra, tipo o Striptease. Mas assim...
- 10:16Pois é, cara. Pode falar, Júlio.
- 10:19Não, acho que escolheram a atriz perfeita pra fazer isso,
- 10:22inclusive porque eu acho que contribui o fato dela ser uma
- 10:25senhora que tá bem fisicamente, que tá bonita ainda, mas ela não
- 10:31se vê assim, né, cara? Eu acho bem legal...
- 10:35Ela passou por essa, desculpa te cortar, ela passou por essa
- 10:38dificuldade também de se sentir essa atriz assim, que não é tão
- 10:42mais bem vista, porque tem essa questão da beleza feminina, ela
- 10:46ter data de inspiração. Então aí você não vê mais
- 10:49atrizes como ela em tantos papéis assim, não são convidadas
- 10:53pra fazer coisas grandes. Então ela foi perfeita pra esse
- 10:56papel, realmente. É, cara, muito legal, porque a
- 11:00gente tem esse paralelo da Demi Moore mesmo, né, cara, a Demi
- 11:03Moore era gigante, né, o Jack Jane lá, né, o striptease aí que
- 11:06você falou, todo mundo conhecia, né, a Demi Moore, a série
- 11:10sexual, né, as Panteras, porra, ela não tem um nome muito
- 11:14grande, né, cara, e Cara, a Demi Moore, ela tem sessenta e três
- 11:19anos, cara. A Demi Moore é uma senhora já.
- 11:22Só que ela não parece ser uma senhora, sabe?
- 11:24É muito louco, né, cara? Porque é ao mesmo tempo que na
- 11:28história do filme, né, você acompanha a Elizabeth Sparkle,
- 11:32né, tipo, com essa crise de meia-idade, né, cara?
- 11:35Você tem... Por outro lado, a própria Demi
- 11:40Moore também, né, meio que, entre aspas, tendo essa crise
- 11:43também de meia-idade, de identidade, o tempo passando com
- 11:48ela. E, cara, a gente, né, a gente
- 11:50que tem aí os nossos vinte e poucos anos, é o GG mais velho,
- 11:53tá, gente? O GG é o velho barbudo já, tá,
- 11:55de mais de trinta. Mas, assim, é muito legal, cara,
- 11:59porque, assim, eu conheci a Demi Moore na minha infância, sabe?
- 12:01Eu... O Ghost, né, que eu tava
- 12:03mencionando aí agora, é um filme que eu vi quando era moleque, é
- 12:06um filme dos anos noventa, cara, então a gente desde sempre tem
- 12:10essa visão dela como uma atriz, tipo, onipresente, é xuxa, sabe,
- 12:14basicamente, e quando você vê ela, tipo, naquela situação, né,
- 12:18vulnerável, né, envelhecendo, né, cara...
- 12:22Eu amo a cena do filme do começo, onde você começa a ver o
- 12:25legado dela, né? Você começa a ver os pôsteres
- 12:28dos programas e você sabe que ela é uma ganhadora de Oscar,
- 12:32você sabe que ela fez coisas incríveis, né?
- 12:35Que ela, pra uma pessoa convencional, normal...
- 12:40Ela tá muito além. E, cara, você vê isso
- 12:43definhando, sabe? Porque ela tá envelhecendo.
- 12:46Porque ela tem data de validade. Porque chega um escroto e fala
- 12:49pra ela, não, ela não é gostosa o mais suficiente, cara.
- 12:51Ela não tá boa pra trabalhar. E, assim, é muito...
- 12:55É uma dor muito grande, sabe? Especialmente porque uma atriz
- 12:58especial, ela se vende no corpo, né, cara?
- 13:00Ela se vende no rosto. E quando esse rosto tá mais
- 13:04velho, não tem o que fazer, né, cara?
- 13:06Acabou, literalmente, acabou a forma dela viver.
- 13:09E, assim, o filme... Ele, tipo, parar esse tempo pra
- 13:12mostrar esse dia-a-dia dela, né? Pra mostrar ela sozinha, né,
- 13:16cara? Sem família, sem amigos.
- 13:18Ela não tem um cachorro naquela porra daquela casa, sabe?
- 13:21Ela não tem ninguém pra conversar.
- 13:22A vida dela... Ai, o trabalho já tava jogando
- 13:29ela fora, cara. Puta que pariu, mano.
- 13:31Ai, que desgraça, cara. É muito doloroso.
- 13:34Ela decapita lá, a primeira parte do dedo dela ficando
- 13:38todo... Ai, nossa, é doido.
- 13:42Tem uma questão que a Demi Moore, por exemplo, a gente
- 13:45relaciona muito ela ao corpo, mas é engraçado que ela sempre
- 13:49brigou contra isso, porque no próprio Striptease, que é o
- 13:51filme que eu acho que é mais conhecido dela, ela brigou muito
- 13:54pra... Ela não faz o nu no Striptease.
- 13:57Aquele corpo que a gente vê não é o corpo dela.
- 13:59É um corpo de uma dublê. Então, assim, ela nunca gostou
- 14:02de mostrar o corpo. Eu até acredito, porque dei uma
- 14:04pesquisa aqui e não achei nada, mas eu acho que esse é o
- 14:06primeiro nu frontal que ela faz. Na carreira, aos sessenta anos.
- 14:10Mas é bem diferente o Jorge pesquisando em comum só o
- 14:13trabalho, gente. Não, mas é porque, cara, tipo,
- 14:19tem nudez e nudez, né? Poxa, a nudez do filme da
- 14:22substância não é uma nudez pra você bater uma punhetinha, sabe?
- 14:26Não, mas é nudez. Mas pro ator é nudez, Matheus.
- 14:29Fazer um no frontal pro ator é nudez.
- 14:30Não, não, com certeza. É que assim, no caso dela,
- 14:33trabalho é trabalho, Jorge. E a nudez no filme, tipo, é job.
- 14:38O que muda mesmo é o objetivo, e o objetivo na substância... é
- 14:42mostrar, tipo, a vulnerabilidade do corpo dela, né?
- 14:45Que é o que a gente tá vendo, que a gente fica acompanhando no
- 14:48filme inteiro. Eu acho que é muito diferente de
- 14:51fazer um filme que chama striptease, né, porra?
- 14:56Você lembra da história por trás de Striptease, Matos?
- 15:00Tem toda uma história por trás. Está vendo?
- 15:03Striptease era um filme que, na época, ele era bem marcante.
- 15:08Porque ela fazia aquilo para sustentar a filhinha dela.
- 15:12Ela ia perder a guarda da filha. Tinha toda uma questão ali.
- 15:16E o que eu estou falando é o quê?
- 15:17Ela já pensava nessa questão de não ser sexualizada naquela
- 15:20época. Porque ela estava no auge.
- 15:23E mesmo assim, ela foi. Ela achou que se ela colocasse
- 15:26uma mulher fazendo uma dublê de corpo, ninguém ia sexualizar ela
- 15:30ou estigmatizar ela pro resto da vida.
- 15:32Mas se você parar pra pensar, ela ficou estigmatizada por esse
- 15:35filme. Tanto é que você fala quatro
- 15:38filmes da Demi Moore, a galera vai pensar sempre em Striptease
- 15:41primeiro, provavelmente. A grande maioria.
- 15:43Eu pensei no Ghost, cara. Eu pensei no Ghost.
- 15:44Eu não sou como a maioria, tá vendo?
- 15:48Tem até gente falando aqui, Matheus.
- 15:49Damien Moore não fez Ghost. Eu não lembro dela no Ghost.
- 15:52Ela é um maluco. Ela literalmente fez Ghost.
- 15:57Ela literalmente é a Molly. Eu só lembro do Patrick Strauss,
- 16:00tá ligado? Só lembro do Patrick, cara,
- 16:04desculpa. Mas tá, vamos seguir aqui a
- 16:07conversa, Matheus. A gente tem também aqui a
- 16:10Margaret Qualley, que é a versão mais jovem dela.
- 16:14É uma coisa que eu falei... A Sue.
- 16:16A Sue, isso. Uma coisa que eu falei é que,
- 16:19pra quem conhece a Demi Moore, sabe que ela não é parecida com
- 16:21a Demi Moore jovem. Tipo, isso é uma coisa que...
- 16:24Não, mas... Não é parecida.
- 16:25Isso não é um furo, cara. Isso não é um furo.
- 16:27Sabe por quê, Jorge? Por quê?
- 16:29O filme explica isso pra você, cara.
- 16:31A substância, ela é a sua versão melhor, cara.
- 16:34É a sua versão mais bonita, a sua versão mais apta, a sua
- 16:39versão superior. Ela é mais atraente, ela é mais
- 16:45visual. As pupilas dos olhos dela são
- 16:47diferentes, Jorge. São muito diferentes.
- 16:49A bunda dela é mais empinada, Jorge, eu tenho certeza. vai
- 16:52mais pra cima, mano. É isso que o filme, tipo, te
- 16:57passa. Eu sei, mas, porra, faz parte do
- 16:59plot do filme, porra. Calma aí.
- 17:05Não, literalmente, o ponto é que a Sue, ela é perfeita.
- 17:10Ela tem o corpo perfeito e ela é uma versão melhorada do que a
- 17:14Elizabeth Sparkle foi. Não é uma regressão de datas,
- 17:17sabe? Não é uma regressão, tipo, a
- 17:21Elizabeth tá voltando pro corpo que ela tinha quando ela tinha
- 17:24lá os seus vinte e poucos anos, sabe?
- 17:28Ela tá experienciando um corpo mais bonito, mais jovem...
- 17:32É mais atraente, mais tudo, tá ligado?
- 17:34Tudo melhor. O correto seria dizer que é uma
- 17:38versão idealizada dela. Ah, obrigada.
- 17:42Aí eu acho que encaixa mais. Aí faz mais sentido.
- 17:49Aliás, a Demi Moore, não sei se você lembra, Matheus, o
- 17:53Sebastian provavelmente não, porque ele é muito jovem.
- 17:56Mas a Demi Moore trabalhou com a mãe da...
- 18:01Mas o Matheus é um idoso de alma, tem que entender isso.
- 18:04Tá bom. Mas a Margaret Qualley, ela é
- 18:09filha da Andy McDowell, que trabalhou com a Demi Moore, acho
- 18:12que no... Nossa vida, o resto de...
- 18:15O resto de nossas vidas? De oitenta e cinco, sei lá.
- 18:18Mas antigão. Então, tipo, elas já trabalharam
- 18:21juntas, assim, e já se conheciam.
- 18:25E a Demi Moore fala que quem ajudou ela a superar essa
- 18:28questão do nu frontal foi a Margaret Pally, que ficava
- 18:32andando pelada pelo set e acabou deixando ela mais confortável,
- 18:36diz ela. Uma declaração.
- 18:39E aí eu até falo, né, Matheus? A Margot Falle, ela fez o...
- 18:43Ela fez o Hollywood, ela fez a Criada, ela fez o Bobras
- 18:48Criaturas. Ela tá aí, mano.
- 18:51Ela tá aí. Tipos de gentileza também, ela
- 18:53faz bastante... É, ela faz.
- 18:56E uma coisa até que eu vou acrescentar aí, né, tipo, a
- 18:59Margaret Qualley mesmo, né, ela fala que nas entrevistas que ela
- 19:03deu sobre substância, né, cara, que os peitos e bundas que você
- 19:07vê não são dela. Aquilo, tipo, são, é tudo um
- 19:10enchimento e próteses de silicone.
- 19:13Porque, e assim, isso é proposital, obviamente, porque
- 19:17ela mesmo fala, tipo, que ela não tem um corpo perfeito, mas a
- 19:20sua tá aí. E a ideia do filme era mostrar
- 19:22isso, né? Então, tipo assim, a perspectiva
- 19:27é muito legal, né, cara? Porque todo mundo fica
- 19:30idealizando, ah, é uma gostosa, ou coisa do tipo, mas toda a
- 19:34história do filme, tipo, tá indo pra a ideia oposta disso, sabe?
- 19:40E aí ela tem que falar em entrevista mesmo isso, porque o
- 19:43povo já tava achando que era ela mesmo.
- 19:46Eu achei, inclusive, eu acreditei nessa utopia, nesse
- 19:49corpo utópico dela, porque é um corpo idealizado, uma fantasia,
- 19:55literalmente um corpo fantasioso, não é um corpo de
- 19:57verdade. É tudo perfeito, todas as
- 20:00proporções estão perfeitas, então as câmeras mostram como os
- 20:04seios estão perfeitos, bem colocados no lugar, a bunda,
- 20:07nada tem defeito, nada, nada, é tudo perfeitinho.
- 20:11Eu acho que o que ajuda também a ficar mais crível, né, é porque
- 20:14eles não deram aquela exagerada também, tipo, fazer uma
- 20:17lipolede, tá ligado? Aquelas coisas que ficam aqueles
- 20:19traços na barriga e tal, não ficou uma coisa muito exagerada
- 20:22também, né, tipo, que às vezes você podia comprar como uma
- 20:25coisa muito, nossa, que exagero, tá na cara que é cirurgia
- 20:28plástica isso aqui, colocaram uma pessoa toda montada ali.
- 20:32Mas a Margaret Qualley, pra quem já viu ela ali atuando, ela
- 20:37realmente não é tão bombada, digamos assim, né?
- 20:40Ela não tem peitão, bundão, tal, pernão, tipo, ela é uma menina
- 20:45até pequenininha, magrinha e tal, tipo, não...
- 20:47Cuidado, Jorge, com o que você vai falar, mano.
- 20:48Por quê, cara? Tô falando que ela não é essa
- 20:56coisa toda montada como a gente vê aqui.
- 20:59Mas aí, só pra gente entrar numa parte, até pra o pessoal não
- 21:02ficar tão confuso, a gente tem que explicar como que funciona
- 21:05esse procedimento no filme, então.
- 21:07É... Tem quase um Black Mirror ali, a
- 21:11pessoa recebe um telefonema que explica que tem esse
- 21:16experimento, ela recebe por correio uma chave, vai lá, abre
- 21:20um armário no meio do nada e tira essas instruções.
- 21:25E aí, depois que ela toma a injeção, né, Matheus?
- 21:29A pessoa sai das costas dela. Eles até mostram no começo do
- 21:34filme duas gemas de ovo, né? Se replicando assim pra mostrar
- 21:39mais ou menos como que vai funcionar.
- 21:42Primeiro que vai tomar no cu essas instruções, né?
- 21:44Porque não tem instruções, não tem instruções.
- 21:48Não tem, cara. Você tem que ser um gênio pra
- 21:50descobrir como é que usa a substância.
- 21:52Eles não falam nada, o serviço de suporte é uma merda, ela liga
- 21:57lá, ela tem que falar o código dela...
- 22:01Cara, é tudo errado, cara! É tudo errado!
- 22:04Ele só fala, você é a Matrix, lembre-se.
- 22:07É você mesmo, não é outra pessoa.
- 22:09Lembre-se, você é uma. Você é uma.
- 22:12Lembra disso, não se esqueça disso.
- 22:14Mas não vamos te ensinar como usar essas seringas aqui, não.
- 22:16Tipo assim, basicamente, você recebe um ativador... uma
- 22:23seringa pra usar o estabilizador, né?
- 22:24Que eles usam de... Eles usam sulfuro de espinhal,
- 22:28né? Usam salgulas-tronco pra te
- 22:30equilibrar lá no corpo novo. E, enquanto isso, o seu outro
- 22:33corpo fica em coma por sete dias enquanto você aproveita, né?
- 22:37Só que, assim, não tem como não ter os sonhos.
- 22:41É, o outro corpo tem que comer, tipo, eles dão um IVzinho lá pro
- 22:44corpo e deixa lá. E ela com certeza deve ter pego
- 22:47umas biogrips nesse meio tempo, viu?
- 22:48Porque, mano, ela ficou lá pelada dentro do banheiro,
- 22:52pegando umidade, cara, porra. Ela ficou uma semana no chão do
- 22:57banheiro, mano. Esse é o primeiro furo que eu
- 23:04falo, assim, que se você for levar tudo muito ao pé da letra,
- 23:07é bizarro, né? Que a mina, tipo, fica lá, a
- 23:10cicatriz dela fecha em uma semana praticamente também, tava
- 23:15tudo aberto as costas da mina, porra, como que ela cicatriza
- 23:18tão rápido assim? E ela fica de qualquer jeito,
- 23:20né? Também tem isso.
- 23:23Sim. Porra, não faz o menor sentido.
- 23:25E aí, outra coisa que eu fiquei um pouco confuso, até perguntar
- 23:28pra vocês o que vocês interpretaram dessa parte, é que
- 23:31quando elas saem e trocam, aparentemente, eles me deixam
- 23:37entender que cada consciência é uma consciência.
- 23:40Mas quando ela liga lá pro suporte, o suporte fala, não tem
- 23:44essa dela, é você. É você que tá no controle.
- 23:47A matriz tá no controle. Então, parece que é a mesma
- 23:50consciência. Eu fiquei confuso nessa parte.
- 23:52Vocês entenderam o que disso? Então, a minha interpretação,
- 23:55que é meio que a interpretação de todo mundo que a gente
- 23:58conversou, né? Nossos colegas aí de trabalho,
- 24:00que eu conversei com a Bruna. E com o Tite mesmo, porque a
- 24:03gente viu na mesma sessão, né? O Tite puxou salva de palmas até
- 24:06pro filme no final, tá, Jordan? Só deixando claro aqui pra todo
- 24:09mundo ver. Mas assim, ela na verdade é uma
- 24:13pessoa só tendo alguma crise de identidade porque ela tá
- 24:16deslumbrada com o corpo que ela tem.
- 24:19Nunca teve duas consciências, sabe?
- 24:21Tipo, sempre foi ela. Passa a ter duas consciências,
- 24:25mas no final do filme porque é a mesma consciência dela nos dois
- 24:28corpos. E aí ela acaba querendo se matar
- 24:31por causa disso, porque ela acha que matar a versão dela mais
- 24:35velha vai acabar com os problemas dela, o que não é o
- 24:37caso. Eu vejo como uma pessoa só, com
- 24:40toda certeza. É uma pessoa só tendo uma crise
- 24:43de identidade. É, isso também.
- 24:45Eu até expliquei pro Matheus aqui que tá do meu lado que ele
- 24:48não tinha entendido muito bem, porque eu fiquei tapando o olho
- 24:50dele pra ele não ver as partes do filme.
- 24:54E eu falei pra ele que é mais uma dissociação, é como se ela
- 24:57se dissociasse. Então ela meio que não reconhece
- 25:00essa versão jovem, mas é ela o tempo todo, é a consciência
- 25:04dela. Só que ela não consegue entender
- 25:07que aquilo ali também é ela. É ela.
- 25:09E a Sue também não aceita a Elizabeth, ela não se aceita.
- 25:12Ela não se aceita como a versão boa da substância e ela também
- 25:16não se aceita como a versão antiga que está velha e
- 25:19decrépita e ela fica nessa discussão com ela mesma,
- 25:23entendeu? Então, eu entendi dessa forma, é
- 25:25a mesma consciência. É, eu fiquei tentando
- 25:29interpretar da seguinte forma, que essa substância, ao mesmo
- 25:33tempo que ela causa esses efeitos aí, ela também tem os
- 25:36efeitos colaterais que a gente não sabe, né?
- 25:38Porque é um experimento ainda, não tem muitas pessoas ali que
- 25:41fizeram isso. Inclusive tem aquele velhinho
- 25:43que aparece, que é o cara da mancha no braço lá, que ele
- 25:46fala, né? É, ela já começou a comer você,
- 25:50ela vai comer você até o final, já chega uma hora que você não
- 25:53vai mais se reconhecer e tudo mais.
- 25:55E aí vem uma parte que... E aí vem a parte que acho que
- 25:58mais me mexe comigo, que mais me deixou aflito, que foi quando a
- 26:04Demi Moore, a Elizabeth, está meio que pela metade, a comida
- 26:08já inteira ficando velha. E ela liga no suporte, por
- 26:11favor, eu quero voltar. E aí ela olha para a foto dela
- 26:15na parede e ela fala, eu posso voltar a ser como eu era no
- 26:17começo? Ou seja, ela acaba querendo,
- 26:20tipo... Porra, eu não era ruim naquela
- 26:23época. Parece que ela se toca ali.
- 26:25Se ela pudesse voltar a ser a Elizabeth do começo do filme, eu
- 26:29acho que ela aceitaria. Então...
- 26:31Talvez. Isso.
- 26:33Talvez, mas assim, Jorge, uma coisa que pelo menos é
- 26:36importante pra mim no filme, cara, é que a substância não é o
- 26:40problema, sabe? A Elizabeth é o problema.
- 26:43A substância é neutra, cara. Ela não te força a usar a
- 26:47substância. A substância tem as regras e se
- 26:50você seguir as regras, tá tudo bem. no breve momento onde ela
- 26:54usou corretamente a substância, estava tudo certo.
- 26:57Ela não teve problemas com o corpo dela, ela não se fudeu
- 27:01fisicamente, ela teve aquele êxtase de estar num corpo novo e
- 27:06se fosse só aquilo, se ela tivesse parado...
- 27:09No primeiro momento, cara, tava tudo bem, não tinha nem filme,
- 27:12sabe? Mas ela é o problema, cara.
- 27:14O problema é que ela tem um ego muito megalomaníaco.
- 27:17O problema é que ela queria mais e o tempo dela já passou.
- 27:20E ela sempre vai querer mais. Então, mas eu acho que, só pra
- 27:25pontuar, eu acho que isso é parte do efeito colateral.
- 27:29A parte de que vira um vício você permanecer no corpo jovem e
- 27:33você não quer sair nunca mais dele. você fica viciada você vê
- 27:37como é que ela anda na rua e ela é observada os olhares das
- 27:42pessoas são diferentes as pessoas tratam ela diferente
- 27:45então ela começa a ficar viciada nisso que faz tempo que ela não
- 27:48tinha porque ela já não é mais a mesma pessoa que ela era antes,
- 27:52ela não tinha mais a mesma atenção que ela tinha antes
- 27:55então quando ela começa a perceber que ela tem esse
- 27:57reconhecimento de novo, fica se tornando um vício e ela não quer
- 28:00sair daquilo e aí tem isso aí como efeito colateral Eu também
- 28:06acho que tem uma parte do não dito no filme que seria essa,
- 28:10Matheus. Tipo, os efeitos colaterais,
- 28:14porque a gente tem que entender que é um experimento e que a
- 28:17gente não sabe, não é uma coisa que tá no mercado ali pra
- 28:20vender, e tem uma bula, como você disse mesmo, não vem nem
- 28:24instruções direito ali, as instruções que vem é
- 28:26simplesmente, mantenha a semana de cada uma, e é isso.
- 28:33Você estabiliza todo dia, você troca em uma a cada semana, e é
- 28:40isso, e é isso, e é isso, fora lá.
- 28:42E aí, por exemplo, parece que cada vez que ela ultrapassa a
- 28:47barreira, a personagem da Elizabeth enfraquece mais,
- 28:50porque ela fica menos vontade de voltar pro corpo dela, porque
- 28:54ela tá mais fudida. Então, cada vez que a Sue
- 28:57ultrapassa a linha, a Elizabeth fica mais ainda reprimida a não
- 29:01trocar. Exatamente isso.
- 29:04Cara, mas eu... Muito importante, né?
- 29:07Exatamente isso. Não, mas eu...
- 29:08É, fala aí, fala aí. É porque tá um monte de cachorro
- 29:12latindo aqui, desculpa. Ela não quer voltar pro corpo
- 29:18dela antigo, porque ela tá vendo que ela tá ficando...
- 29:20Comendo, comendo. É tudo que ela faz, então, é que
- 29:38assim, eu não consigo pintar a submistância como essa questão
- 29:42tão negativa, sabe? Eu até entendo se for uma
- 29:44crítica, assim, talvez, a indústria farmacêutica, né?
- 29:47O Gigi tá falando muito de Ozempic aí no off, né?
- 29:50O Gigi tomou uns Ozempic, pra quem não conhece, tá?
- 29:53O Gigi tomou muitos Ozempic, por isso que ele tá aí com esse
- 29:56corpinho agora, gente. Não são horas na academia que o
- 29:59Jorge vai todo dia, tá? Eu usei em pique.
- 30:03E assim, cara, eu consigo muito ver como os males dela, mesmo
- 30:07como uma pessoa falha mesmo, né? Como uma pessoa ruim, porque no
- 30:12fim das contas a Elisabeth é uma pessoa ruim, cara.
- 30:15Ela é uma pessoa ruim e no fim das contas essa história é sobre
- 30:19ela não aceitar e não abraçar essa catarse dela e que tem que
- 30:24deixar as coisas irem. Até porque no final ela tá
- 30:28aceitando quem ela é, mas ao mesmo tempo ela não tá
- 30:31aceitando, né? Ela tá aceitando quem ela é, mas
- 30:34ela ainda quer os flashes da câmera, ela ainda quer ser
- 30:37reconhecida, ela ainda quer o mundo em torno dela, sabe?
- 30:42Olhando pra ela... Eu acho que o final do filme
- 30:45acaba sendo bem ambíguo por conta disso mesmo, porque ele
- 30:48mostra alguém que deveria deixar ir essas ideias, essas
- 30:53insatisfações e acaba não deixando.
- 30:56Ela nunca deixou, ela queria manter essa era de ouro da
- 30:59Elizabeth, tanto que eu gosto muito desse final que ela volta
- 31:02diretamente para a calçada da fama e ela derrete lá e acaba
- 31:06lá. Eu achei isso muito simbólico
- 31:09para essa questão que você contou.
- 31:13E tem também uma questão, porque a gente parar pra pensar aqui.
- 31:18A forma que a Elizabeth vai... Até meio que ficando meio burra,
- 31:24né? Conforme vai aprofundando a
- 31:26coisa. Porque assim, quando ela vê que
- 31:28a própria Sue, ela sabe que se ela matar a Elizabeth... ela vai
- 31:33morrer. E mesmo assim, ela mata.
- 31:36E aí nessa hora eu fiquei tipo, gente, tudo bem, se ela fosse só
- 31:40má, má por má, né, ela é uma pessoa má que quer viver mais e
- 31:42quer ficar bela, ela prenderia a Elizabeth num quarto, trancaria
- 31:47com as correntes e ficaria sugando até a última gotinha.
- 31:54Mas foi o que ela fez. Ela fez isso.
- 31:55Não, mas aí... Tem a parte que a mulher fala,
- 31:58pra ela voltar a produzir o líquido, você tem que trocar de
- 32:02novo. ela poderia ter prendido a Elizabeth, trocado, deixado a
- 32:05Elizabeth presa lá, se recuperando.
- 32:08Tá, cara, mas aí é o único ponto que o filme me perdeu um
- 32:11pouquinho, cara, que é desse ponto de roteira onde ela tem um
- 32:16grande show no final do ano, ela vai apresentar o show de final
- 32:19de ano, né, do... empresa de televisão lá do Harvey, né, que
- 32:26é o Dennis Quaid, né, que é Harvey Weinstein, né, o nome do
- 32:30cara é Harvey e ele é um abusador esquisito, né, que
- 32:33inclusive é uma referência legal, eu tava até falando isso
- 32:36com o Tite mesmo, né, que o cara, tipo, ele é um abusador,
- 32:38mas ele não é um abusador sexual, né, cara, tipo, ele é
- 32:41um... Ele é um abusador muito mais de
- 32:44questão de trabalho e questão de querer usar ela como um objeto,
- 32:48né? Porque, assim, é muito fácil...
- 32:51É, ele quer explorar ela, tipo, e não de um jeito sexual, né?
- 32:55Porque é muito fácil você odiar o cara se ele é um predador
- 32:58sexual, sabe? Então...
- 33:00Eu acho bem legal eles terem colocado essa outra faceta no
- 33:04personagem. Ele é um escroto, mas ele tem
- 33:08aquelas nuances que, tipo assim, ele é um escroto talvez, né?
- 33:12Mas me irrita muito, cara. Me decepciona até um pouco.
- 33:16É o fato de que Ela puxou o suco lá, né, da costela da Elizabeth.
- 33:23Menos um dia. O bagulho acabou no último dia,
- 33:26cara. E por que sim, né?
- 33:27Mas, Matheus, acabou porque ela já tinha sugado demais.
- 33:30E se ela puxasse o suco de novo, o suco ia vir zoado.
- 33:34Ah, Titi. Ah, Titi, para, cara.
- 33:36Pô, não, não, não. Ó, vamos lá.
- 33:40Ela puxou meses daquele bagulho. Ela ficou três meses com o
- 33:43bagulho puxando suco. Porque ela não puxou uma bolinha
- 33:46a mais, cara. Porra.
- 33:47Ela puxou litros. Ela puxou litros, cara, do
- 33:51bagulho. E o roteiro fez acabar.
- 33:54Não tem regra, não tem regra. Você não sabe quanto de suco ela
- 33:58pode sugar. Então a gente soube que é três
- 34:01meses. Tempo que ela consegue pegar o
- 34:04suficiente é três meses. Pois é, três meses e é bem no
- 34:10dia do bagulho, tá ligado? É bem no dia.
- 34:14Ela não calculou. Ela não calculou.
- 34:15Mas até falando do personagem do Dennis Quaid, Matheus, que pra
- 34:20mim, eu falei assim, tem muito gore no filme, mas a cena mais
- 34:23nojenta do filme pra mim é ele comendo lagosta, tá ligado?
- 34:25Ele comendo lagosta me deu um nojo, bicho, assim.
- 34:28O cara faz o banho e não lava a mão, cara.
- 34:31Não lava a mão, filho da puta, mano.
- 34:33Não lava a mão, mano. Que droga, cara.
- 34:35Eu odeio esse cara, mano. E Matheus, uma curiosidade que
- 34:41eu li sobre o filme, que o Dennis Quaid não gravou as
- 34:45primeiras cenas do filme, era o Rei Liotta, só que o Rei Liotta
- 34:52morreu em fevereiro, e aí tiveram que trocar o ator, como
- 34:55ele tinha gravado poucas cenas, ele regravou tudo com o Dennis
- 34:59Quaid, mas era o Rei Liotta originalmente o filme.
- 35:01E aí tem até um outro ponto pra falar com vocês.
- 35:04Tem umas partes, até já mais pro final, que o filme meio que
- 35:09rompe a realidade, né? Não só com o monstro e tal que
- 35:12aparece, mas também, por exemplo, naquela cena que tá o
- 35:15Dennis Quaid com os produtores. Ele manda ela sorrir e tal.
- 35:19Você tem que sempre sorrir e tal.
- 35:21E ela meio que dá um sorrisinho sem mostrar os dentes, porque
- 35:22ela tá perdendo os dentes já. Tá perdendo os dentes, sim.
- 35:26E aí os produtores meio que... São estranhos, né?
- 35:29Eles são meio todos iguais e eles começam a fazer uma
- 35:31dancinha, assim, pra ir embora. Parece que é um bagulho meio
- 35:34rompendo a realidade já, né? É, os empresários brancos, eles
- 35:40são todos iguais, né? Essa é a ideia, entendeu?
- 35:43Não só, acho que os empresários, né?
- 35:47Mas a maioria das figuras masculinas, elas são meio
- 35:50caricatas, né? Especialmente esses velhos de
- 35:54empresa, né? Os caras que não são caricatos,
- 35:57né? São tipo os caras que a Su
- 35:59transava, né? Que era o motoqueiro que foi lá,
- 36:01o outro cara que faz um nuzão lá, né?
- 36:06Paulo Zulu, cara. Colocaram o Paulo Zulu no filme,
- 36:08pô. É, colocaram o Paulo Zulu
- 36:11fugindo do monstro. O véio também é de boa, mano.
- 36:13O véio também é de boa e a versão da substância do véio é
- 36:16muito esquisita. É, não, mas o Otis, o véio novo,
- 36:20né? Tipo, ele enfermeiro também é
- 36:22meio esquisito, né? Ele tem uma pele meio salmão,
- 36:24sabe? Tipo, ele tem...
- 36:26Ele é meio bizarro também, sabe? Matheus, mas aí eu te pergunto.
- 36:30Pra sua melhor versão ser aquela porra daquele cara lá, imagina
- 36:34como que não era a pior. Pois é, né, cara?
- 36:36Esse cara não valeu a pena usar substância não, viu?
- 36:40Imagina, mano, imagina. Você pega a sua versão melhor e
- 36:43ela é pior. Pra você ver como que tava a
- 36:50situação. Aí a gente tem, então, já pro
- 36:53final ali, a gente tem a Su, como ela vê que não tem mais a
- 36:59Elizabeth pra sugar, ela tem a última ideia ali de sugar, de
- 37:05aplicar a... a injeção nela mesma pra sair uma nova versão
- 37:09melhor dela. Só que daí quando você faz um
- 37:12experimento do experimento, obviamente dá ruim.
- 37:15E aí sai um monstro com vários rostos, peito no lugar de cara,
- 37:19tem o rosto da Demi Moore preso aqui no ombro, né?
- 37:21O que vocês acharam dessa parte aí?
- 37:23O monstro Elisa Su, Jorge, que é o balanço perfeito entre as
- 37:28duas, na verdade, né? É a perfeição, Matheus?
- 37:32De acordo com o filme, sim, né? Tipo, é a perspectiva, na
- 37:36verdade, é a perspectiva, obviamente, da personagem, né?
- 37:40A perspectiva dela de que aquilo é a versão perfeita, idealizada
- 37:44dela. E, assim, ela é bonita, né?
- 37:47Ela se gosta, ela se ama. Ela se maquia, ela coloca
- 37:53brinco, ela faz chapinha no cabelo.
- 37:58De certa maneira, tem uma aceitação da beleza do que seria
- 38:03o monstro Elisa Su, né? Mas, ao mesmo tempo, é triste,
- 38:07né, cara? Porque é aquilo, sabe?
- 38:10E aquele... É muito aquela feiura interna
- 38:15que ela tinha e explorada pra fora, sabe?
- 38:19Porque naquele máximo lá, você vê, cara.
- 38:21Você puxa pra aquela pessoa que não tem amigo de novo, aquela
- 38:25pessoa que não se aceitou corporalmente e precisou levar
- 38:28esse extremo pra finalmente se aceitar.
- 38:31Eu acho que ela é uma cena muito dúbia, né?
- 38:33Porque ao mesmo tempo que ela se aceita, ela não se aceita.
- 38:36Ao mesmo tempo que ela tá bem com o corpo dela, ela não tá
- 38:39bem, né, cara? Porque ela não consegue falar.
- 38:42E, assim, esse filme, o final desse filme, é onde eu vejo mais
- 38:47crítica, né? Então, tipo, nossos amigos aí,
- 38:49né? O Titi sabe bem, né?
- 38:50O Luiz aí vai tomar no cu do Luiz, o Renan, vai se fuder,
- 38:53Renan, também. Reclamando nesse final do filme,
- 38:57né? Falando que o final do filme,
- 38:58ele foi dirigido por um adolescente, cara.
- 39:01É, mano, eu sei, eu sei. Nossa, mano...
- 39:05É, não, não, só os caras gostejaram demais, né, gente?
- 39:08Falaram muita bobagem, eu discordo completamente deles.
- 39:12E, cara, eu amo esse final lúdico, assim, sabe?
- 39:16Essa questão mesmo da psique, da cabeça dela, do jeito que as
- 39:22coisas estão. E você vê todo mundo, né,
- 39:24falando com ela. Eu lembrei muito do final do
- 39:26Evangelion, cara. Todo mundo indo pro Tinge e daí,
- 39:29parabéns! parabéns, você se aceitou, e é
- 39:33muito bizarro, sabe, porque aquilo não tá acontecendo, mas a
- 39:37gente tá vendo acontecer e, cara, é muito satisfatório,
- 39:40sabe, é muito, me deixa, eu amei esse final, eu amei o jeito que
- 39:45as coisas escorreram, eu pessoalmente, muita gente
- 39:49desgostou do final, mas eu vendo esse final, eu me senti feliz,
- 39:54eu gostei muito de ver essa conclusão e que o final foi esse
- 39:58mesmo, sabe. Eu compartilho da mesma opinião
- 40:02que o Matheus. O final, pra mim, foi incrível.
- 40:05Principalmente nessa parte que ela tá se aceitando, mas ela
- 40:09também não se aceita. Tem essa dualidade ali.
- 40:14E é a mistura das duas. É a mistura do que deveria ser
- 40:17perfeito e do que ela odeia. E elas estão conjuntas ali.
- 40:22E a parte que o monstro vai se dissolvendo, me lembrou um pouco
- 40:26a Kira. Principalmente quando ela tá lá
- 40:28no nosso planeta. E aí sai a cabeça e a cabeça
- 40:32começa a andar assim, se desfazer.
- 40:34O pessoal tá odiando muito essa parte do sangue, que teve aquele
- 40:38banho de sangue que ela começou a jorrar.
- 40:40E eu acho que ali ela só tava vomitando tudo que ela tinha
- 40:44guardado dentro dela e essa parte me tocou muito.
- 40:48Ela tava simplesmente só deixando o ódio que ela sentia
- 40:51por ela mesma, deixando pra fora.
- 40:53E aquelas paredes que ela via com as fotos dela, que ela
- 40:56chegou a ver com a foto da Su e ela... sujando tudo de sangue, e
- 41:01assim, ficou muito bom, pra mim ficou ótimo, perfeito.
- 41:04Até porque, eu acho que até o Tite concorda comigo, a cena
- 41:07assim, mais pesada do filme, né, a cena que tem, eu acho que é a
- 41:11que mais pesa mesmo pra gente como espectador, é aquela cena
- 41:15do Dante, né. Tipo, é uma cena que
- 41:18tecnicamente não é uma cena de gore, né?
- 41:20E é a cena que pra mim é a que mais me doeu, mais me deixou
- 41:22desconfortável, né, cara? E essa cena não tem gore nenhum,
- 41:26né? Mas quando tem o gore, quando
- 41:27tem o banho de sangue, quando tem a putaria toda, bate de um
- 41:32jeito tão diferente, né? Sim, bate mesmo.
- 41:34Bate de um jeito diferente. O Matheus caiu só pra não ter
- 41:39que terminar a frase. Mas acho que ele vai voltar.
- 41:43Os queridos... Mas eu vou falar aqui, eu achei,
- 41:48Sebastian, que essa parte do monstro me lembrou um outro
- 41:52filme, o filme do Ari Aster até, do Bial tem medo, o Bull tem
- 41:55medo, né? Nossa, sério?
- 41:57Sério, porque no final desse filme tem uma metáfora também
- 42:01ali, que é, ele enfrenta um cara que é tipo um órgão sexual.
- 42:05É um falso grande. É, porque ele se sente...
- 42:10Porque ele se sentia capado pela mãe dele, né?
- 42:15Pela mãe dele, é isso mesmo, pela mãe.
- 42:21E aí eu meio que lembrei disso, e eu também vi muita gente
- 42:25reclamando do sangue, do gore e tal, mas eu fiquei pensando, mas
- 42:28o que esse povo esperava? Fiquei com uma sensação assim, o
- 42:32que eles estavam esperando pro final?
- 42:33Porque eu não vejo muita solução dentro do que a gente já tinha
- 42:38visto ali. Pra mim era isso, era sobre isso
- 42:41o tempo inteiro. E tem a parte do Date também que
- 42:44é praticamente ela desistindo. E também me leva a pensar por
- 42:49que que saiu o monstro da Sue, né?
- 42:52Porque talvez, mesmo a melhor parte dela, e a gente tava até
- 42:55brincando com o velhinho lá, que saiu um cara feio, mas a melhor
- 42:59parte da Sue, depois de tudo que ela fez pra chegar até ali,
- 43:03talvez fosse mesmo um monstro, sabe?
- 43:05É, porque ela já tava completamente monstruosa ali,
- 43:08né? Ela...
- 43:10É muito impressionante, assim, a forma que ela odeia a Elizabeth,
- 43:14a forma que a Elizabeth se odeia, né?
- 43:16Porque a Sue é a Elizabeth, a Elizabeth é a Sue, elas são a
- 43:19mesma pessoa, e o R-One. então é exatamente o monstro é a parte
- 43:25delas duas é tudo conjunto e essa parte do date que ela tá lá
- 43:30no espelho que ela começa a voltar e ela começa a pensar nos
- 43:35traços dela que ela já não gosta tanto mais ela começa a tentar
- 43:37se arrumar mais e ela já tava bonita mas ainda assim ela não
- 43:40conseguiu aceitar que aquela versão que tava ali no espelho
- 43:44não era a versão ideal não é a versão imaginária que é a sua
- 43:50Então ela começa a se desfazer, desfazer a maquiagem, ela
- 43:53desiste. Aquilo ali foi muito pesado,
- 43:56muito pesado mesmo. Foi muito triste de ver.
- 43:59E o Matheus caiu de verdade. É que tá chovendo.
- 44:04Ele falou pra esperar ele voltar pra gente começar a encerrar
- 44:07aqui, mas enquanto ele não volta, vamos falar de uma outra
- 44:11coisa aqui. Como que isso pegou pra você?
- 44:13Porque eu vejo muita gente falando, até a minha esposa
- 44:16falou isso, que é um filme que dá uns gatilhos em certas
- 44:21pessoas e tal. Você acha que é um filme que não
- 44:23é pra todo mundo por conta disso?
- 44:25É, eu acho que ele não é pra todo mundo.
- 44:27Não o gore. Pra algumas pessoas que não
- 44:30gostam de gore, vai dar gatilho. Pro Matheus aqui do meu lado,
- 44:33deu gatilho pra ele, ele não gosta de gore.
- 44:35A parte das seringas, eu tive que tapar o olho dele pra ele
- 44:38não ver. Nossa, os cachorros tão latindo
- 44:41demais aqui. Pior que não tá saindo, sabia?
- 44:44Não tá saindo? Não.
- 44:47O que foi gatilhado pra mim foi mais essa questão do ódio assim
- 44:54mesmo, da própria imagem assim. E isso foi muito difícil pra mim
- 44:59de assistir. Então eu acho que para pessoas
- 45:01que têm problemas de aceitação, tanto corporal quanto qualquer
- 45:05outra coisa, como a visão, como as pessoas veem ela na
- 45:08sociedade, como elas se encaixam dentro de algum padrão estético,
- 45:12isso pode sim gerar um gatilho. Então o filme não seria para
- 45:16todo mundo nessa questão. É, eu acho que eu concordo, eu
- 45:19pensei a mesma coisa, assim, eu tenho uns problemas aí de
- 45:24pessoais aí, que eu não vou dividir aqui agora com vocês,
- 45:27mas que me fazem pensar nisso, tipo, o filme pode servir pra
- 45:32vários tipos de metáforas aí que você for ver, a gente fala de
- 45:35beleza, né, estética e tal, como o corpão perfeito dela...
- 45:39Mas pode servir pra outras coisas também.
- 45:41Pessoas que acham que estão um pouquinho acima do peso e olham
- 45:44no espelho e veem uma coisa totalmente distorcida.
- 45:48A gente pode pensar numa pessoa que tem depressão, mas só que
- 45:52ela... Não acha que é depressiva, ela
- 45:57só acha que ela... Ah, eu não sou muito alegre e
- 45:59tal. Então tem várias coisas que você
- 46:02pode se encaixar aqui que eu acho que é meio complicado.
- 46:04E esse filme não é um filme que tem alerta de gatilhos, tá,
- 46:06gente? Então é um filme que você vai
- 46:08ver desavisado, talvez você se sinta muito mais desconfortável
- 46:11do que o outro. Até uma coisa que eu falei com o
- 46:14Matheus, ele falou pra mim, né? Tipo, ah, uma pessoa que foi
- 46:16comigo se sentiu muito desconfortável vendo o filme e
- 46:19tal. Eu falei, é porque a gente não
- 46:21tem como controlar o que cada um vai sentir, né?
- 46:23Isso também é isso. O filme não vem com um aviso,
- 46:26tipo, alerta. Você vai sentir tal coisa.
- 46:28E eu acho que até isso torna o filme bem legal.
- 46:31Eu não sei se eu aconselharia você ver no cinema de surpresa.
- 46:34Talvez em casa seja mais confortável pra algumas pessoas.
- 46:36Sei lá. É, realmente, porque assim, o
- 46:40Matheus, ele foi de surpresa, pego de surpresa totalmente.
- 46:43Eu não tinha visto o trailer, eu só fui pelo que o Matheus falou,
- 46:46então... Ele falou, nossa, esse filme é
- 46:48muito bom, e eu já tinha visto só o poster, assim, e eu fiquei
- 46:52interessada. E aí uma outra amiga minha disse
- 46:55que ele era muito bom, e eu fiquei, nossa, vamos ver?
- 46:57Aí quando eu soube que tinha tudo isso, pra mim foi uma
- 47:00experiência muito boa, mas pra outras pessoas foi bem difícil
- 47:04de assistir. Sem saber, né?
- 47:07Sem saber de nada. Vou ler algumas perguntas aqui,
- 47:12enquanto o Matheus não volta. A Cintia está dizendo aqui, a
- 47:16verdade é que esse filme é bom, mas tão bom que a gente ignora
- 47:19uma porrada de furo que ele tem. É sobre isso.
- 47:23A cadeira do Datena está dizendo aqui, a hora que me destruíram
- 47:27nesse filme eu fiquei sem pernas.
- 47:29Eu não lembro, ele sempre lança essa que ele está no filme, mas
- 47:31eu não lembro. Ah, o Matheus voltou, pera aí.
- 47:35Matheus, está vivo? Eu não sei o que tá acontecendo,
- 47:40gente. Tô tentando me silenciar aqui.
- 47:42Eu queria pontuar um furo também, mano, já que começaram a
- 47:45pontuar o furo, que eu não tinha nem percebido.
- 47:47Realmente, o filme é tão bom que a gente não percebe os furos.
- 47:50Que é o acidente dela no carro, que ela toma uma batida enorme e
- 47:54ela nem se machuca nem um pouquinho.
- 47:56Ela não se machuca, mano. Ah, porra.
- 48:02Não, é porque, assim, esse acidente até mesmo, tipo assim,
- 48:05só como... Ah, aconteceu, né?
- 48:09Aconteceu, né? Não, é porque, assim, isso não
- 48:14importa, é um filme. Bateu exatamente na porta que
- 48:17ela tava. Tipo, como que ela não se
- 48:19machucou? O carro bateu de frente pra ela,
- 48:21mano. De frente com ela, tá ligado?
- 48:23Não tem como. Acontece, né, gente?
- 48:24Acontece, né? Normal, acontece todo dia.
- 48:31É, quem nunca, né? Quem nunca.
- 48:33Mas... Ó, vou ler um comentário do
- 48:37Gabriel aqui, nosso amigo, que não conseguiu participar hoje,
- 48:39porque ele está noivo. Noivo.
- 48:41Eu vou falar noivo pra pressionar ele a subir essa
- 48:44relação. Eu aconselho a ver de surpresa,
- 48:47sim. A Substância é o melhor filme do
- 48:49ano. Mas, ah, pô...
- 48:51E aí tem o Guto aqui. Eu não acredito nisso.
- 48:54Tá vendo? Ainda bem que ele...
- 48:58Ainda bem que ele não participou, porque senão a gente
- 48:59ia ficar todo mundo aqui se punhetando.
- 49:01O Guto tá dizendo aqui também, o Guto Guimarães, esse filme dá
- 49:04gatilho sim, não é pra qualquer pessoa.
- 49:06A gente meio que falou isso aqui também quando o Matheus caiu,
- 49:09Matheus. A gente falou que o filme não é
- 49:11pra qualquer pessoa, se a pessoa vier desavisada aí, talvez no
- 49:14cinema seja bem desconfortável, né?
- 49:15Porque não tem nem pra onde correr, tem que terminar o
- 49:17filme. É, não, pode dar gatinhos, pode
- 49:18dar gatinhos. Aconteceu com a gente na sessão.
- 49:20Pegou nas costas, tá ligado? O filme pegou nas costas.
- 49:28Então, eu vou ler mais um comentário aqui.
- 49:29O Guto escreveu uma mensagem bem grande.
- 49:31Eu vou ler só porque eu acho que o comentário dele é legal.
- 49:33Caindo nessa live de paraquedas e assisti esse filme mês
- 49:36passado. E digo que me surpreendeu.
- 49:39Uma pegada de amor com o enigma do outro mundo.
- 49:42Demi Moore está super bem na personagem.
- 49:45A gente estava falando isso aqui, dando algumas referências,
- 49:49Matheus. Eu falei sobre Bolt tem medo,
- 49:51né? O monstro do final ali do Bolt
- 49:52tem medo. O pirocão do Bolt tem medo?
- 49:56Exatamente. É, o pirocão.
- 49:58O pirocão sem medo ali, simbolizando castramento.
- 50:03É, quando eu falei com o Tite, o Tite tá assistindo aí Society,
- 50:06né? Que é um clássico aí do Brian
- 50:08Uslan, né? Tipo, eu puxei, né?
- 50:10Eu falei com o Gaber, né? Que lembrou muito o Reanimator e
- 50:14lembrou muito o horror do Cronenberg mesmo, né?
- 50:17O Cronenberg tem esse terror corporal, né?
- 50:20E quem aí lembra aí do Love Lies Bleeding lá com...
- 50:23Com a Kristen Stewart, né, cara? Ele tem um estilo de câmera um
- 50:26pouco parecido, né? Com a menina bombada lá, né?
- 50:29Ele tem esses detalhes no corpo e, assim, eu acho que ele também
- 50:34é muito legal exatamente pelo fato dele fazer essa ódia a
- 50:37todos esses filmes de terror corporal que a gente lembra
- 50:40bastante, né? Quem não lembrou do Hellraiser
- 50:43também, né? Com os cenobitas, né, cara?
- 50:44Tipo... É muito legal porque você
- 50:47consegue puxar referência e ao mesmo tempo que ele puxa
- 50:50referência, ele é único, né? Ele é uma experiência única.
- 50:54É uma coisa diferentona que a gente nunca viu.
- 50:56Deixa eu... Vamos aqui pra parte que
- 50:58interessa, gente. Pensem bem aí, lembrando que é
- 51:02de um a cinco. Quantos cafezinhos vale aí?
- 51:05Oxe, tem café? Tem?
- 51:05Tem. Você quer uva?
- 51:07Não, quero café. Vale quantos cafezinhos?
- 51:14Não, então, cara, eu ia, eu ia, eu ia ser o carrasco aqui, ia
- 51:18dar quatro cafezinhos, só por conta daquele detalhe chato que
- 51:23eu falei pra vocês que eu não gostei, né, do calendário, né,
- 51:28que teve com Elisabeth, mas eu vou te falar, cara, que falando
- 51:31aqui, tem muitos casos que a gente começa a falar de filme e
- 51:34ele fica pior e... E acho que a substância, pra
- 51:37mim, ficou melhor. E substância, pra mim, vai ser
- 51:40uns cinco cafezinhos, cara. Eu amei de paixão.
- 51:42Amei a Elizabeth Sparkle. Amei a Sue.
- 51:46Amei o monstro da Elisa Sue. E, cara, eu super recomendo
- 51:49assistir. Quem tiver estômago pra ver, né?
- 51:52Quem não tiver também não precisa, tá, gente?
- 51:54Pode ficar tranquilos. A hora de vocês vai chegar.
- 51:57Mas eu super recomendo... assistam a Substância, gente,
- 52:01tem essa força, tá? O filme, cara, custou Rm. o
- 52:04filme custou um refri, um salgado, gente, vão ver essa
- 52:08maravilha, cara, é um filme maravilhoso, é um filme
- 52:10divertido, vocês vão rir, vocês vão chorar, cinco cafés gris com
- 52:14a Substância. Eu dou cinco cafezinhos também.
- 52:19Eu ia dar quatro, mas mesmo com os problemas que a gente fica
- 52:23vendo ali, tentando achar defeito, ainda assim esses
- 52:27defeitos eu consigo explicar que é por causa de uma coisa ou por
- 52:30causa de outra. E eu gostei muito do filme, eu
- 52:33gostei do monstro Elisa Su também.
- 52:36Gostei muito da Su, gostei muito da Elisabeth.
- 52:39Eu gostei de muito, muito... consigo pegar muitas partezinhas
- 52:42pequenas que eu gostei muito desse filme.
- 52:44Então eu dou cinco cafezinhos aí.
- 52:48E é isso. Eu vou com cinco também, cara,
- 52:51eu também tava nessa de falar, pô, tem uns defeitos, eu vou dar
- 52:54quatro, mas é aquilo que a gente já falou, né, tipo, tem filme
- 52:57que ele pode ter defeito, mas ele é tão bom que a gente, não é
- 53:00nem que eu sei explicar, tem coisa que eu não sei explicar,
- 53:02mas eu passo um pano mesmo, tá ligado?
- 53:04Vou passar um pano mesmo, foda-se, é, tem tanto filme
- 53:07ruim, tem tanto filme ruim aí que a gente acaba relevando
- 53:10várias coisas, por que um filme bom a gente não vai relevar, né,
- 53:12e... E subir pra mais.
- 53:14Então pra mim é cinco também. Eu acho que ele é uma
- 53:17experiência. Literalmente.
- 53:19E é engraçado falar isso. Porque ele é um filme sobre uma
- 53:23experiência. E eu acho que o fato dele não
- 53:27ter saído em todos os lugares. Ele não é um filme que foi muito
- 53:30distribuído aqui no Brasil. Vai ser agora.
- 53:33Inclusive ele não foi nem dublado pra português.
- 53:36E tá sendo agora. Porque a imagem em filmes.
- 53:38Idiota. Achou que não confiava no filme.
- 53:40E agora tá confiando. Vai acabar... parando no stream,
- 53:44ele tá no MUBI o MUBI aqui no Brasil não é muito vamos dizer
- 53:47assim, massificado tem gente que tem acesso, mas não é a grande,
- 53:52mas eu acho que ele vai acabar parando no Prime Video, né, tem
- 53:54carinha de Prime Video esse filme, então ele vai acabar
- 53:56sendo dublado e parado no Prime Video o pessoal tá fazendo muito
- 54:00meme com ele então vai acabar indo, de qualquer forma Vai
- 54:04acabar indo. Aliás, é engraçado.
- 54:06Tipo, todo filme, esses filmes mais experimentais, assim, que
- 54:09bombam, acabam parando no Prime Video de alguma forma.
- 54:12A Netflix não consegue comprar. E eu acho que, assim, é uma
- 54:17experiência que cada um vai sentir de um jeito.
- 54:19O Gabi tá até falando aqui, ó. Se não derem cinco cafés, eu
- 54:22saio do CG. Gabi, a gente deu cinco cafés,
- 54:24cara. Não foi...
- 54:26Não foi dessa vez, mano. Não foi dessa vez.
- 54:28E o Guto tá dizendo que ia dar cinco cafés mais um pão de
- 54:32queijo, o Guto. Então, Guto, tá registrado aí,
- 54:34cara. Seja bem-vindo ao grupo que ama
- 54:38esse filme. Agora, vamos praquele momento
- 54:40que a gente comenta tudo o que rolou na semana.
- 54:44Solta a notícia aqui que... Mas o primeiro assunto aí é o
- 54:48Lion Pine, ex-integrante do One Direction que morreu aos trinta
- 54:51e um anos, Matheus. Morreu aí aos trinta e um.
- 54:54Lion Pine, Jorge? O nome do cara é Lion, né?
- 54:57É Lion. Não é o Lion também, né?
- 54:59Tá bom. Ele morreu na Argentina e ele se
- 55:02matou, Matheus, na verdade. Ele encheu o cu de droga aí e
- 55:05pulou de um... sétimo andar do hotel.
- 55:09O pessoal ligou pra polícia ainda, mas a polícia demorou pra
- 55:11chegar e o cara acabou se matando.
- 55:13Você lembra desse cara, Matheus? Porque eu só lembro do Harry
- 55:16Styles. Porra, todo mundo só lembra do
- 55:18Harry Styles, né? Na verdade, tem umas coisas
- 55:20estranhas rolando a respeito dessa morte dele, né?
- 55:24Ele não caiu no sétimo andar, ele caiu no terceiro.
- 55:26E supostamente ele não tava bêbado, né?
- 55:28O corpo de delito do cara... É porque tem uma ligação pra
- 55:34polícia, né? Pra polícia, dizendo que o cara
- 55:37tava, tipo, fora de si, drogado ou bêbado, e que ele tinha
- 55:41pulado do sétimo andar. Aí tão falando que ele caiu do
- 55:43terceiro. Ah, mas aí eu também tô fora de
- 55:45mim, né, cara? Pô, mas...
- 55:49Aí eu não tô bem, não tô bem, né, Jorge?
- 55:50Não, mas, porra, é uma fatalidade, né, gente?
- 55:53Não tem... Eu não sei por que você botou
- 55:55isso na pauta, cara. Não tenho o que falar.
- 55:57Eu não sou fã de One Direction. Eu fico triste aí porque o cara
- 56:00morreu de um jeito ruim. Não deveria ter morrido assim.
- 56:02Mas, né, o Harry Styles tá vivo, mano.
- 56:05É o que a gente tem pra acrescentar em alguma coisa.
- 56:07Sebastian, você é fã de One Direction, cara?
- 56:10Pô, mano, eu gostava de One Direction.
- 56:13Por um momento eu odiei muito. Quando ninguém mais tava
- 56:17curtindo, eu passei a gostar. Porque eu odiava que as meninas
- 56:20tinham uns posters lá do One Direction.
- 56:22Eu queria rasgar todos. Mas aí, depois que deixou de ser
- 56:26modinha, eu fiquei, nossa, até que eles são legais.
- 56:28E o Lian era aquele do tupetinho.
- 56:30É que o Zen também tinha tupete, né?
- 56:34Ah, eles eram meio todos iguais. Eles eram parecidos, eles eram
- 56:39parecidos. Tinha um, não, tinha um que
- 56:41tinha o cabelo enroladinho, né? Que era o mais diferente, assim,
- 56:44tinha o cabelo cacheado. É o Harry.
- 56:46Que era o Harry? Eu nem sei.
- 56:49Não é possível. Cara, mas eu lembro que eu tinha
- 56:56um ranço deles também, eu sou que nem o Sebastião, eu tinha um
- 56:59ranço quando eles estavam na ativa, depois que eles pararam
- 57:02eu falei, ah, até que as musiquinhas são dançantes, são
- 57:04legais, mas eu nunca soube diferenciar eles, por exemplo,
- 57:07eu não sabia que o Harry Styles era o cara do cabelo cacheado,
- 57:11porque eu conheço o Harry Styles mais pelos filmes do que pela
- 57:15música, tá ligado? Nossa, então você sofre com o
- 57:19hairstyle. Triste.
- 57:19E eu lembro que uma vez eles fizeram uma declaração que
- 57:21deixou o Gabriel puto. Aproveita que o Gabriel não tá
- 57:23aqui pra falar mal do Gabriel. Eles falaram que eles eram os
- 57:26novos Beatles, tá ligado? Aí o Gabriel ficou puto.
- 57:31É verdade, eu ouvi essa notícia dizendo que eles eram os novos
- 57:34Beatles e eu fiquei tipo, não sei não.
- 57:36Não, não, definitivamente não. Ah, eu concordo, cara.
- 57:40Eu concordo. Eu não gosto de Beatles, não.
- 57:41Eu acho que a Direction é melhor que Beatles, sim.
- 57:44Aproveitando que o Gabriel não tá aí, eu falo mesmo.
- 57:49Cara, a Direction é melhor do que os Beatles.
- 57:51Esse é o corte que eu queria, Matheus.
- 57:52Muito obrigado. Já posso girar o tema aqui, já
- 57:56posso girar o assunto. Vamos pro próximo assunto, que
- 57:59é... Sobre Terrifier, o ator de arte
- 58:02quer ser o próximo Coringa, Matheus.
- 58:04Com três filmes no currículo, palhaço assassino arte da
- 58:07franquia Terrifier tem sonhos ainda mais ambiciosos para o
- 58:11futuro, incluindo aterrorizar o novo universo DC nas telonas.
- 58:14É que David Howard Thornton, o ator por trás da maquiagem do
- 58:18arte, revelou que sonha em viver o Coringa, e já até lançou a
- 58:22ideia para ser chamado por James Gunn.
- 58:24Vou abrir aspas aqui porque ele escreveu.
- 58:26O Coringa é meu vilão favorito de todos os tempos.
- 58:28E é um personagem que eu adoraria interpretar um dia.
- 58:32Torço que alguém como James Gunn me dê a oportunidade de fazê-lo.
- 58:36Porque eu adoraria criar um monte de coisas legais.
- 58:39E aí, gente? Vocês acham que combina?
- 58:45Graça, Jorge. Porque, assim...
- 58:49Cara, você pegou a pessoa perfeita pra fazer um corte
- 58:51sobre Terrifier. O Titi é o hater do Art Declan,
- 58:56o hater do Terrifier. Mano, eu odeio aquele...
- 58:57Mano, eu odeio ele. Eu odeio.
- 59:01Eu não acho graça, eu não consigo ver nada de bom nesse
- 59:05filme. Simplesmente não gosto.
- 59:07Eu amo o Archie the Clown, eu acho ele charmoso, eu acho ele
- 59:11divertido. E, cara, o David Howard
- 59:14Thornton, né, que é o cara... Eu não sei, mas eu acho que ele
- 59:18é um ator muito B pra ser o Coringa, sabe?
- 59:20Acho que o Coringa tem que ter um pouco...
- 59:22Tem nuances, né, que eu acho que ele não puxa.
- 59:25Eu, sinceramente, deixo ele passar, né, cara?
- 59:28Deixo ele lá com os filmes indies B de terror genéricos e
- 59:33deixo o Coringa com quem sabe, né, cara?
- 59:35Deixo o Coringa aí com o Jared Leto, né?
- 59:38Cara, eu achava... Eu costumava achar que o David
- 59:43Horde era um bom ator, tá ligado?
- 59:45Até que eu assisti um outro filme dele, que é aquele do
- 59:49Grinch, tá ligado? Que ele também faz o Grinch.
- 59:51Nossa, cara. Nossa, aquele filme é ruim.
- 59:53E aí eu percebi que ele não é bom.
- 59:55É só a maquiagem que é boa, tá ligado?
- 59:59Mas ele não tem que atuar como arte, né, mano?
- 1:00:02A maquiagem faz a atuação inteira ali, já.
- 1:00:06Ah, é que no arte do clown... Ele seria um bom Coringa, com
- 1:00:09muita maquiagem mesmo. Ah, mas aí, pô, ele é um bom
- 1:00:12Coringa, ele parece o Coringa. Ele seria um bom cosplay do
- 1:00:14Coringa, né? Ele não...
- 1:00:17Ele não tem como ser o palhaço. Bom, o Jared Knight, o cara
- 1:00:20arrumou a cara dele no Batman v Superman lá no League of Legends
- 1:00:24no Xenocut e ele ficou bom, né? Só arrumaram a maquiagem merda
- 1:00:28que ele tinha no filme Os Contos do Suicida.
- 1:00:29Então, pra mim tá ótimo já. Falta maquiagem, qualquer pessoa
- 1:00:34pode fazer. Eu posso ser o Coringa, Jorge.
- 1:00:37Eu posso ser o Coringa. Tá bom, então.
- 1:00:39Desculpa aí. A gente só precisa de um dia
- 1:00:41ruim, Matheus? Com certeza.
- 1:00:43Eu tô tendo vários dias ruins, Jorge.
- 1:00:47É, vamos girar aqui. O Jorge ficou desconcertado aí
- 1:00:51com a nossa vida. Vamos girar aqui de novo.
- 1:00:53É, eu tenho que preservar a sua dignidade, Matheus, então não
- 1:00:57vou comentar isso. Vamos girar aqui de novo.
- 1:01:00Vamos falar agora de Lisbela e o Prisioneiro II, Matheus.
- 1:01:04Sabe por quê? Porque anunciaram, depois de O
- 1:01:06Alto da Compadecida II, inventaram de anunciar...
- 1:01:11O Lisbelo e o Prisioneiro, dois. Só que teve um problema.
- 1:01:14O Celton Mellon não tá sabendo, Matheus.
- 1:01:16Aí o Celton Mellon postou aí um xingamento na internet.
- 1:01:20Eu vou até colocar aqui pra vocês verem, porque eu achei de
- 1:01:23veras engraçado mesmo. Cadê aqui?
- 1:01:26Aqui. Vamos lá.
- 1:01:28Ele diz aí, ó. A Imagem Filmes anunciou um
- 1:01:31filme sem falar com o elenco, ou comigo pelo menos, bizarro.
- 1:01:34Aí depois ele diz, me surpreendeu também, porque não
- 1:01:37estou no dois, e ninguém me falou nada, então deve ser
- 1:01:40Lisbela e um novo prisioneiro. Ele disse aí.
- 1:01:43Matheus, vocês acham que eles têm que consultar as pessoas, os
- 1:01:45atores originais, pra lançar uma continuação?
- 1:01:47Ô Jorge, mas se ele tá no filme, como é que ele não tá sabendo,
- 1:01:49cara? Que porra é essa, né?
- 1:01:58Não, o personagem dele tá no filme, né?
- 1:02:00Ele não. Ah, tá.
- 1:02:02Não, mas aí a gente pega aquela questão de direito autoral, né?
- 1:02:05Com quem que tá os direitos autorais, né, cara?
- 1:02:08Ah, os direitos autorais é da imagem de filmes.
- 1:02:09Então, então, ele não solta um elo, né, cara?
- 1:02:12Então por que ele tá tão trajado?
- 1:02:14Ele tá tão trajado porque ele tá revivendo a porra do Chicó, que
- 1:02:17devia estar morto há muito tempo, e a gente tá aí tendo que
- 1:02:21assistir o Alto da Compadecida II, né, cara?
- 1:02:23E aí quando ele não é chamado, quando ele não tá ganhando
- 1:02:25dinheiro, ele não reclama, né? Aí ele fica puto.
- 1:02:28Pô, cara, Lisbela e o Prisioneiro é um filmaço, cara.
- 1:02:31É um filme maravilhoso, cara. É uma obra-prima, assim,
- 1:02:33brasileira. E tal qual o Alto da
- 1:02:35Compadecida. E aí os caras querem me meter um
- 1:02:37dois sem a Débora falar a Bela e sem o Sotomelo, porra.
- 1:02:42Coisa boa, hein? Coisa boa.
- 1:02:44Só tô esperando o melhor desses remakes, cara.
- 1:02:47Só tô esperando o melhor, sinceramente.
- 1:02:51Sebastian, o que você acha sobre isso?
- 1:02:54Eu não conheço o filme, mas o Matheus aqui do meu lado tá
- 1:02:56dizendo que é muito bom o que ele fala.
- 1:02:59Então, é uma coisa que o Matheus falou aí, mano.
- 1:03:02Se eu, o Seu Tomelo e a Débora, não tem como, mano.
- 1:03:04Obrigado. Tem até uma história de bastidor
- 1:03:07aí bem legal, que o Seu Tomelo, depois desse post, ele fala que
- 1:03:11ele ligou pra Débora Falabella, né?
- 1:03:13Putaça, porque ele achou que ela tava no projeto e que não tinha
- 1:03:16falado pra ele. Aí ela também falou que não
- 1:03:18sabia de nada. E aí a imagem Filmes lançou uma
- 1:03:23nota falando que o projeto tá muito no começo e que eles ainda
- 1:03:26não comunicaram ninguém. Mas como que eles anunciam?
- 1:03:30Um projeto que tem a cara dos dois atores e não comunica
- 1:03:34ninguém, porra. Ah, mano, foi sem querer, Jorge.
- 1:03:35Com certeza alguém foi demitido por causa disso, cara.
- 1:03:38Algum estagiário foi demitido depois dessa, cara.
- 1:03:41Cabeças rolaram, Matheus. Eu tenho essa impressão.
- 1:03:44Cabeças vão rolar aí por causa desse bagulho, né?
- 1:03:48Mas o que você tava falando, cara, o Sebastian...
- 1:03:51É o Matheus, né? O Matheus que tá com o
- 1:03:52Sebastian, né? O Matheus...
- 1:03:56A contraparte do Matheus, Matheus B, vou chamar ele assim,
- 1:03:58Matheus Wolverine, ele até comentou, ele falou ali, cara, e
- 1:04:03eu acho que assim, a gente tem que ver que esse projeto, eu
- 1:04:06acho que tá rolando, for anunciado só por conta do hype
- 1:04:11do Alto da Compadecida II, Matheus.
- 1:04:14Porque, tipo, se não fosse o hype que tão fazendo aí pra esse
- 1:04:17II, e pode ser que seja uma merda, né?
- 1:04:18Se for uma merda, ele fica... Não, pode ser não, com certeza
- 1:04:20vai ser. É, eu não tenho muitas dúvidas
- 1:04:24que vai ser muito ruim mesmo. Pô, cara, eles literalmente
- 1:04:29desfazem toda a história do final do primeiro filme, bota o
- 1:04:32Chicó separado da Rosinha, bota o João Grilo de novo e fazendo a
- 1:04:37mesma coisa sempre. Mano, é triste, cara, é triste.
- 1:04:42Parece que eu perdi um amigo de infância e ele virou um cracudo,
- 1:04:46sabe? Não dá, cara.
- 1:04:48Eu fiquei muito decepcionado, mano.
- 1:04:50Eu fiquei muito decepcionado quando lançou esse dois.
- 1:04:53Já saiu o dois do Atos da Compadecida, então?
- 1:04:55Eu nem sabia. Saiu um trailer, na verdade.
- 1:04:58Vai sair dia vinte e cinco de dezembro.
- 1:05:00Vai ser no Natal, cara. Vai estrear no Natal.
- 1:05:04Toma teu presente aí, Matheus. Tudo que você queria.
- 1:05:09Nossa. Vai ter elementos como Edward
- 1:05:11Stablet no filme, cara. Nossa.
- 1:05:15Falta só Paulo Marçal aí no filme.
- 1:05:17É, depois de colocar o Edward Stablet no Beetlejuice, eu já
- 1:05:19não duvido mais de nada. Mas vamos girar aqui.
- 1:05:24Vamos falar agora de... O Matheus vai gostar desse
- 1:05:26assunto agora. Vamos falar do remake de Silent
- 1:05:28Hill II. Mas a gente vai falar de um
- 1:05:30aspecto bem importante aqui, Matheus.
- 1:05:32O remake de Silent Hill II ainda está em seus primórdios, mas os
- 1:05:35jogadores de PC já se aprofundaram em códigos para
- 1:05:39criar mods que mudam o jogo de maneiras atraentes, ao menos
- 1:05:42para muitos fãs da franquia. Isso cria novas perspectivas
- 1:05:46para o título. As modificações mais populares
- 1:05:48do remake incluem aqueles que você operaria como correções
- 1:05:52para problemas visuais e de desempenho.
- 1:05:54Mas alguns que se destacam por fazer coisas inesperadas com o
- 1:05:58jogo. E aí eu destaco, Matheus.
- 1:05:59Eles tiraram a névoa. Eles tiraram a névoa de Silent
- 1:06:03Hill. Por quê, velho?
- 1:06:10Eu vi os comentários a respeito da situação da Neville.
- 1:06:15O pessoal estava muito assustado com o jogo.
- 1:06:18E a Neville, eles falaram que é um problema para a estética do
- 1:06:22jogo. Só que, assim, Silent Hill é
- 1:06:24Neville, né? Silent Hill tem que ter Neville,
- 1:06:26cara. E eu cada vez mais fico
- 1:06:30surpreendido, cara. Eu vou te falar, esses mods
- 1:06:33de... De Silent Hill II, os do CJ são
- 1:06:36os que eu mais gosto, cara. Mas os da Nevo, os de tirar a
- 1:06:39Nevo, eu acho muito sacanagem. Porque, assim, os jogos,
- 1:06:44ultimamente, cara, eles estão com uma qualidade muito baixa,
- 1:06:47sabe? E o Silent Hill II foi uma
- 1:06:50surpresa muito boa pra mim, porque ele tá num nível de
- 1:06:52Resident Evil IV mesmo, de qualidade.
- 1:06:54Eu, pessoalmente, tô gostando muito do jogo e eu tô jogando
- 1:06:58aí, né? Eu paguei, me julguem, me
- 1:07:00julguem, foda-se. Paguei três reais porque eu
- 1:07:03posso. Meu namorado deixou, eu posso.
- 1:07:06A Bruna tá nos comentários aí já, Matheus.
- 1:07:07Então, você... Ela deixou.
- 1:07:09Ela sabe, tá? Ela deixou comprar o jogo.
- 1:07:13Tite, você... Sebastião, você gosta ou não de
- 1:07:17Silent Hill? Mano, eu só assisti aquele filme
- 1:07:21horrível lá. Porque eu gostava daquele
- 1:07:23personagem da pirâmide. E eu nunca joguei.
- 1:07:26Você não jogou, Matheus? Eu nunca joguei, mas, mano...
- 1:07:30A Nelma é realmente a ambientação do bagulho, tá
- 1:07:32ligado? Não faz sentido.
- 1:07:34Não faz sentido tirar isso também.
- 1:07:36Tamo junto, Matheus. Matheus, tão lindos aqui.
- 1:07:40Tem um outro, Matheus, um outro mod que os caras fizeram, que é
- 1:07:45colocando CJ, tá ligado? CJ é clássico, né?
- 1:07:48Em todo jogo que tem de PC, se você não colocar o CJ.
- 1:07:51Aí tem uns outros aqui, cara. Por exemplo, substituíram o
- 1:07:56cabeça de pirâmide pelo cabeça de piroca.
- 1:07:59Colocaram uma piroca. Meu Jorge, a pauta do Jorge aí,
- 1:08:04gente. Aconteceu, Matheus.
- 1:08:08Isso aí é culpa do Matheus, cara.
- 1:08:09Porque o Matheus que incentiva essas coisas aí nos fóruns.
- 1:08:11Eu tô ligado, Matheus. Eu parei de usar Ratchet, gente.
- 1:08:18Eu parei de usar Ratchet. Eu não tô mais nessa vida.
- 1:08:22Eu mudei. Mas assim, fiquem com os mods do
- 1:08:27CJ, gente. Os mods do CJ são coisa boa,
- 1:08:29sabe? Não vai tirar a nerva do jogo
- 1:08:31não, que é uma sacanagem. Mas deixa o CJ.
- 1:08:33O que vocês têm pra indicar pra gente?
- 1:08:35Eu vou deixar o Sebastian por último, porque ele tem um tempo
- 1:08:38pra pensar. Porque eu sei que às vezes a
- 1:08:40gente não tá acostumado e a gente pega de surpresa.
- 1:08:42Então, Matheus, o que você indica pra gente?
- 1:08:44É verdade, é verdade. Cara, então, né, eu senti tantas
- 1:08:49emoções vendo o Long Legs, olha só.
- 1:08:50Eu senti emoções vendo o Long Legs, com certeza.
- 1:08:55Eu senti emoções vendo o Long Legs, emoções de ódio, tá?
- 1:09:00Eu senti tantas emoções vendo a substância, né, cara, que eu
- 1:09:03lembrei de um filme bizarro que eu assisti uns anos atrás, que é
- 1:09:08o Antrum, a Cova do Demônio. ele é um filme experimental aí, é
- 1:09:12feito por dois diretores, né, de dois mil e dezenove, né, é
- 1:09:15basicamente uma história bem simples, né, que o moleque vai
- 1:09:18tentar recuperar um cachorro, que o cachorro caiu num buraco,
- 1:09:20e esse buraco supostamente é um buraco do inferno, e ele é um
- 1:09:25filme que ele é dito como amaldiçoado, sabe, ele foi feito
- 1:09:28em frames amaldiçoados, o filme tem sons bizarros, Ele é gravado
- 1:09:32como um documentário e ele é cheio de mensagens subliminares,
- 1:09:37ele é cheio de momentos esquisitíssimos.
- 1:09:39E assim, eu amei esse filme, sabe?
- 1:09:42Ele me deu um desconforto e eu queria muito entender o porquê.
- 1:09:46E depois que eu vi os bastidores, eu entendi melhor o
- 1:09:48motivo. Eu super recomendo, gente,
- 1:09:51assistam Antrum, né? É a Cova do Demônio em
- 1:09:53português, aí tem esses subtítulos aí, né?
- 1:09:56O filme mais mortal já feito. E ele tá no Prime, né?
- 1:10:00Ele tá no Prime, aí quem tiver Prime pode dar uma olhada aí,
- 1:10:03né? É dirigido pelo David Amito e
- 1:10:05pelo Michael Lansini. Aí foi.
- 1:10:08Eu vou recomendar a Mosca, mano. Porque, assim, algumas pessoas
- 1:10:11ainda não assistiram a Mosca. Eu tava recomendando
- 1:10:14recentemente pra algumas pessoas por causa disso.
- 1:10:17Porque quando eu vi The Substance, eu pensei logo na
- 1:10:21Mosca quando eu vi o monstro. E se vocês se emocionaram com o
- 1:10:25monstro da Elisa Su, vocês vão se emocionar com a Mosca também.
- 1:10:30Porque é um filme triste. Eu acho triste.
- 1:10:32Eu chorei. Então, eu recomendo aí a Mosca.
- 1:10:37Eu vou de A Bolha Assassina, porque até o Guto falou algumas
- 1:10:43vezes aqui no Coisa Eu Lembrei, cara, esse filme é legal, é tipo
- 1:10:47Vibe, a camisinha assassina, tá ligado?
- 1:10:49Ou Tati, a vagina assassina. Cara, sério, esses filmes
- 1:10:55existem, cara, é um absurdo, mas existem.
- 1:10:59E também eu vou dar uma não recomendação aqui.
- 1:11:03A Margaret Qualley, Matheus, você lembra?
- 1:11:04Ela fez o filme que a gente mais comentou na faculdade.
- 1:11:07Death Note. Ela fez o Death Note da Netflix,
- 1:11:11cara. Ela jovenzinha lá.
- 1:11:14Ela tava lá. Ela era a protagonista do Death
- 1:11:16Note junto com o nosso amigo Nat Wolf, né?
- 1:11:21É ela. Meu Deus, eu não vou me
- 1:11:22associar. Eu acho que ninguém...
- 1:11:24Tadinha, mano. Ninguém lembra, porque é aquele
- 1:11:27trabalho que a gente quer esquecer, né, da faculdade.
- 1:11:29Tipo, a gente fez um trabalho aqui, mas a gente não quer
- 1:11:31lembrar, deixa pra lá. Mas é isso, pessoal.
- 1:11:34A gente tá encerrando o programa hoje.
- 1:11:35Semana que vem a gente vai falar de Beetlejuice ou Os Fantasmas
- 1:11:39Se Divertem Dois. Beetlejuice, Beetlejuice,
- 1:11:40Beetlejuice. É um nome enorme, mas a gente
- 1:11:44vai falar de Beetlejuice. Fiquem atentos e a gente volta
- 1:11:47semana que vem. E na semana também tem vídeo
- 1:11:49inédito aí. A gente vai falar de Maníaco do
- 1:11:52Parque em algum dia da semana aí.
- 1:11:54Fiquem atentos no canal. Obrigado, Sebastian, por
- 1:11:56participar. Sebastian, tem muita gente aqui
- 1:11:59pedindo pra você mostrar o rosto aqui, mas a gente vai manter o
- 1:12:02segredo. Se vocês quiserem ver o rosto do
- 1:12:04Sebastian, vai ter que engajar esse canal aqui e pedir a volta
- 1:12:08dele. E aí talvez a gente mostre.
- 1:12:11Cinco estrelinhas no canal pra ver meu rosto.
- 1:12:13É, exatamente. Um abraço aí e até semana que
- 1:12:16vem.