Latest / Café com Dungeon / Ficção e Narrativa no RPG #0005
Transcript
- 0:00O meu avô era sócio do clube Monte Líbano, no Rio de Janeiro.
- 0:05Era muito legal ir para lá. Eu adorava jogar basquete,
- 0:08jogava paredão, jogava o randobol.
- 0:12Essas coisas de um moleque. É por mais que tivesse uma
- 0:16galera meio chata lá. Tinha um velho muito maneiro.
- 0:21Esse velho era ricaço, parece que era um, sei lá, não sei se
- 0:25era um Shake ou alguma coisa assim.
- 0:28O pessoal chamava ele de Shake. E ele ficava ali, às vezes,
- 0:33horas a fio, debaixo de um Cedro que tinha ali no parquinho e a
- 0:38criançada ficava em volta dele, porque ele era um grande
- 0:41piadista. Ele contava umas piadas
- 0:44hilárias. A criançada até fazia as pazes.
- 0:47Assim, tanto aquela galera meio chata quanto a galera maneira,
- 0:50todo mundo se reunia ali para ouvir aquele velho, quando ele
- 0:53parava ali, você vê que ele curtia também aquilo ali era o
- 0:56rolê dele, chegava ali, gostava de contar piada para criançada
- 1:01e. Eu ficava empolgada com aquilo,
- 1:03eu lembro. Depois chegava em casa, queria
- 1:05contar para a minha mãe, para o meu pai.
- 1:06Queria contar para meus outros amigos que não foram no clube.
- 1:09Eu queria contar aquela piada que aquele velho contou.
- 1:12Só que eu começava a contar piada e não funcionava.
- 1:16Tinha alguma coisa ali, cara Oo, dizia as mesmas coisas que ele
- 1:19dizia, mas no jeito de dizer é que estava graça daquele cara.
- 1:26Não estava nos fatos que ele descrevia, mas estava incómodo e
- 1:29descrevia os fatos. Bom, eu nunca cheguei a contar
- 1:33uma piada dele de uma forma engraçada, jamais aí, mas uma
- 1:37coisa, meu avô falou, me deixou tranquilo, ninguém.
- 1:42Consegue contar piadas que nem esse cara?
- 1:46Quero que eu tê, quero café, quero, quero café.
- 1:55Desculpe. Bom dia.
- 1:58Bom dia, amigos do café com danjão.
- 2:00Estamos aqui para mais um episódio do seu podcast matinal
- 2:02favorito, trazendo sempre muito RPG.
- 2:05Meu nome é Rafael baubi. Hoje cedinho eu corri 5 km no
- 2:09parque da aclimação. Voltei, fiz meu café, queimei
- 2:12minha língua, porque estava muito quente e vim gravar o
- 2:15episódio aqui. Não sei, não é uma grande
- 2:18história, né? Mas nem sempre os fatos nos
- 2:22permitem uma boa construção narrativa.
- 2:26Não é mesmo bom? Vamos começar aqui fazendo uma
- 2:31interaçãozinha aqui da galera que respondeu a enquete do
- 2:35último episódio que a gente gravou, né?
- 2:37Que foi ORPG? Segundo a dragonesa e eu fiz uma
- 2:41enquete ali com 2 perguntas, a primeira que era a pergunta de
- 2:44sim ou não, né? É se seus netos vão jogar RPG de
- 2:47mesa e 85,1% das pessoas, ou seja, um esmagadora maioria diz
- 2:54que sim. Os netos vão jogar RPG de mesa.
- 2:58Eu tenho uma visão um pouco. Diferente disso, não é um pouco
- 3:01pessimista em relação a isso? E eu pude até falar um pouco
- 3:05dessa questão junto com Rafael garote na live que a gente fez
- 3:10no dia 30 de janeiro, a gente foi ao no YouTube as 18 horas
- 3:16ali e trocou uma ideia sobre esse tema, né?
- 3:18Será que os nossos netos vão jogar RPG de mesa e a minha?
- 3:21Meu parecer foi um pouco um pouco pessimista, diferente de
- 3:2585,1% dos ouvintes, então, caso você queira ouvir meu ponto de
- 3:29vista, dá um pulo lá no YouTube que já tá no ar e aí comenta lá
- 3:32troca uma ideia lá, beleza é mais.
- 3:36Perguntas na enquete do Spotify aqui e perguntei, como será ORPG
- 3:41daqui a 10 anos? E teve muita resposta legal e eu
- 3:44selecionei 3 delas aqui. A primeira do Jefferson frias,
- 3:47que falou. Rapidez.
- 3:49A TikTok, domínio da inteligência artificial,
- 3:53ressurgimento da nostalgia, jogos simples e rápidos,
- 3:56inteligência artificial liderando RPGs eletrônicos a
- 3:59narrativos e movimentos como OSR revivendo métodos antigos.
- 4:05O Adriel granderel falou, vai ser o que?
- 4:09A próxima geração da comunidade achar que é interessante,
- 4:11crescendo, expandindo até o limite criativo que a gente
- 4:14ainda nem sonha em encontrar. E o Felipe House man falou,
- 4:18acredito que algumas coisas não vão mudar, como jogar na mesa
- 4:22com amigos usando dados e papel, mas também haverá novas
- 4:25tecnologias que darão mais espaço e atividade ao hobby.
- 4:30Bom eu, eu, eu estou aqui com a galera que citou.
- 4:35Inteligência artificial, né? Eu acho que.
- 4:36São sonhos molhados aí da usias of the Ghost, principalmente de
- 4:41botar a inteligência artificial para mestrar o jogo, né?
- 4:44É, já falei um pouco disso também em live em outros
- 4:47episódios. Essa vontade de poder liminar, o
- 4:50componente humano na entrega da experiência do RPG é um sonho
- 4:54molhado da indústria. Talvez?
- 4:56Então acho que isso é uma coisa fatal, assim que a gente vai ter
- 5:0011 invasão das yais em algum momento fazendo essa interface
- 5:04para o jogo de RPG rolar, o consumo do.
- 5:07Jogo do de RPG de uma forma mais simples, né?
- 5:10Mas eu vejo que vocês são otimistas de forma geral, né,
- 5:12galera? Falando aí de que vai sempre ter
- 5:14aí jogos simples e rápidos, sempre vai ter a galera usando
- 5:17dados, papel. Sempre vai ter o maior OSR
- 5:20revivendo métodos antigos e tal. Eu até acredito que um nicho
- 5:24possa sempre existir, mas um nicho cada vez menor e talvez
- 5:28até um nicho esquecido. Eu não vejo ORPG no futuro dessa
- 5:31forma. Direito não, mas é legal ver que
- 5:33vocês têm Esperança. O agora é certo, é dado o último
- 5:46gole na cerveja cerimonial conhecido como Beer Potter,
- 5:51densa como a noite misteriosa como uma tumba é degustada para
- 5:56os bons presságios na exploração da região que leva o mesmo nome.
- 6:03Bearglogote. Que guardo os jazigos dos Titãs.
- 6:08Se eles, primordiais anteriores aos próprios deuses por eles
- 6:13sepultados com seus tesouros, segredos arcanos e metafísica.
- 6:20Gearbotem é uma campanha de hex, cruel, aberta e gratuita.
- 6:25De RPG? U School no estilo Oil fantasy,
- 6:28com seções episódicas em um mundo permanente, com centenas
- 6:32de jogadores e 4 destemidos mestres baubi Kobe, João
- 6:37bolamaki e Márcio Loureiro, além dos ermos repletos de monstros e
- 6:42tesouros, comunidades exploram um estilo de jogo forjado a
- 6:46partir das reflexões dos 1000 episódios da.
- 6:49Primeira temporada do café com Dungeon e outros.
- 6:51Experimentos como ouro e Glória. Desde moleque e outros, descubra
- 6:56o paradeiro do mago. Ficou louco ao ouvir os
- 6:59impropérios de uma cabeça falante espetada na ponta de uma
- 7:03lança? Entenda como derrotar a
- 7:05salamandra de fogo que toma conta da Chapada dos Queimados
- 7:09em seu covil cheio de rubis, do tamanho de um crânio humano em
- 7:15frente, os bandidos da unha de navalhas, especialistas em
- 7:18geometria sagrada que apavoram a Vila da fasquia e excluo os seus
- 7:23tesouros. Do jazigo do Titan, caverna
- 7:27aprisionado pelo Deus tetris em sua intrincada estrutura de
- 7:31cordas, nós e tendões que sustentam o Monte kip tomar da
- 7:37birgotem e sair alucinado pelos erros parece arriscado, mas a
- 7:42cerveja. Abre um canal direto.
- 7:45Com os Titãs e com seus poderes primordiais podem imbuir os
- 7:49aventureiros de asas de vigor incansável, o dialeto das
- 7:53plantas ou mesmo. Com a força perpétua de um Rio.
- 7:58A Esperança de serem libertados pelos bravos inconsequentes
- 8:02caçadores de ouro Denis XP, com ouro resgatado, mas também com
- 8:06descobertas nos erros e com rumores compartilhados com os
- 8:09demais aventureiros. E aí, topa o desafio?
- 8:12O monta o seu grupo E procura um dos mestres em nosso grupo de
- 8:16Telegram, que a gente tenta atender os seus horários.
- 8:19Se não tiver grupo, você pode sempre chegar e conhecer outros
- 8:22aventureiros. Precisando de companheiros por
- 8:25uma incursão, então segue o link aí na descrição do episódio e
- 8:29vamos. Explorar pearcotes.
- 8:50Bom, vamos começar a falar do tema de hoje, não é?
- 8:53Que é basicamente aí. Narrativa e ficção, não é?
- 8:58Eu resolvi trazer esse tema, que é um tema que eu já levantei,
- 9:01inclusive lá no Twitter, né? Há um tempo atrás no meu Twitter
- 9:05pessoal, o arroba rbalbe. Eu pude levantar uma estreia um
- 9:10pouco polêmicas aí sobre RPG. E uma delas, eu estava
- 9:14justamente falando, eu. Eu fiz uma pergunta, né?
- 9:16Será que todo RPG é um jogo de contar a história e uma das
- 9:20coisas que eu abordei nisso foi justamente essa questão de da
- 9:24diferença entre narrativa e ficção, será que é a mesma
- 9:28coisa? Narrativa e ficção o mais
- 9:30importante, será que dentro dos jogos, narrativa e ficção são de
- 9:36fato a mesma coisa ou não, né? Eu resolvi investigar um pouco
- 9:39isso. Isso não é um tema novo, né?
- 9:42Dentro das minhas abordagens. Eu já tive um episódio do café
- 9:45com danjão na primeira temporada, que é o episódio 693,
- 9:50chamado forma narrativa, que eu gravei com a Lilia iterumi
- 9:53grande, Aline, inclusive um beijo, minha grande amiga.
- 9:57É bom a gente. Investigou um pouco essa questão
- 10:01de como se constrói a narrativa, né?
- 10:03Como se dá a forma de construção da narrativa e como é que isso
- 10:07isso se dá? E a gente abordou essa questão
- 10:09de fatos e narrativa, né? Ela trouxe aqui ela, ela É Ela
- 10:14fez letras, né? Uma pessoa bastante bastante
- 10:17versada nesse tipo de de construção, né?
- 10:21E ela trouxe que a sequência é tipo a gente pode dizer que uma
- 10:25narrativa, né? É quando a gente exprime uma
- 10:28sequência de fatos ali. Que são, que é uma sequência
- 10:31contígua, né? Mas não necessariamente
- 10:33contingente. E que tem a ver ou não entre si,
- 10:38né? E que a gente faz uma leitura
- 10:41sobre essa sequência, né? Então ela trouxe aqui o exemplo
- 10:45de uma cidade sem luz, né? Acabou a luz da cidade e aí?
- 10:48Por isso a minha geladeira ficou sem funcionar.
- 10:51E logo a minha comida estragou, né?
- 10:55Então isso é uma sequência de fatos, né?
- 10:58E, de fato, ali eles, eles se sucedem de uma maneira lógica, é
- 11:02uma coisa, faz sentido em relação à outra, mas.
- 11:06A gente constrói uma narrativa, não necessariamente a gente vai
- 11:11dar sequência aos fatos de forma que eles façam necessariamente
- 11:17um sentido real entre si. Por exemplo, a gente pode
- 11:20associar numa narrativa o fato de cair um trovão do céu a uma
- 11:25morte que aconteceu na cidade, né?
- 11:27Então, na narrativa a gente tem essa Liberdade de construir esse
- 11:30espaço, onde uma coisa se sucede, a outra, ainda que não
- 11:34necessariamente tenha a ver. A gente constrói um significado
- 11:37entre essas 2 coisas. Entre esses 2 fatos dando esse
- 11:40sentido. Né?
- 11:41Isso é a construção narrativa na narrativa.
- 11:45Segundo Aline, os fatos podem ser reais ou imaginários, né?
- 11:49E eu concordo com plenamente com isso, a gente não tem ali os
- 11:51fatos necessariamente uma coisa real.
- 11:53A gente pode, inclusive, inventar coisas.
- 11:55A gente pode. Fazer parábolas a gente pode
- 11:58mexer com símbolos, né? E gerar vínculos ali forjados de
- 12:04diferentes forma intencional, né?
- 12:06De forma intencional, quem constrói a narrativa?
- 12:10E a conclusão que a gente chegou foi, é que toda narrativa ela é
- 12:12dotada de intencionalidade. Ao colocar esses fatos em
- 12:16perspectiva, né? Ou seja, nenhuma narrativa é
- 12:19feita de forma inocente. A narrativa ela é feita com uma
- 12:22intenção, mesmo que subliminar, mesmo que você não esteja tão
- 12:25consciente do que você está fazendo ali do seu objetivo.
- 12:29Quando você faz isso, mas você está colocando os fatos em
- 12:32sequência e está escolhendo os fatos.
- 12:34E como contar eles de uma forma intencional, né?
- 12:38E isso acontece porque a gente a gente é humano e os seres
- 12:42humanos que somos, aprendemos a é é, entendemos que construir
- 12:47narrativa é como a gente dá significado às coisas, não é?
- 12:52Quando a gente quer significar alguma coisa para a gente, a
- 12:55gente constrói narrativas, a gente constrói esse significado
- 12:59através dessa intencionalidade. Em ler os fatos, né?
- 13:05A narrativa, então, é o que dá sentido a sequência dos fatos.
- 13:08Contingentes ou não, né? Sempre a gente vai construir
- 13:13narrativa a partir da nossa subjetividade.
- 13:15Isso é um ponto muito importante pra pra essa discussão daqui pra
- 13:19frente. Nesse episódio, tá?
- 13:21É. Bom.
- 13:25Isso colocado, né? A gente pode começar a entender
- 13:28que a narrativa muitas vezes vai passar pela nossa lei.
- 13:31Quer dizer, ela vem da nossa leitura dos fatos e essa nossa
- 13:35leitura dos fatos começa a influenciar a nossa própria
- 13:39percepção da realidade, né? Um exemplo que a gente trouxe lá
- 13:44naquele episódio, né? Que que eu trouxe a Aline
- 13:46lembrou muito bem o nome do do da função do cara lá do do caso
- 13:52Evandro, né? Que vocês, vocês viram vocês
- 13:54ouviram esse podcast? É um podcast muito legal chamado
- 13:57projeto humanos, inclusive é um caso específico chamado caso
- 14:02Evandro, né? E esse caso é o caso de
- 14:05desaparecimento de uma criança e tem um momento ali, 11, delegado
- 14:09do ser crit, que é uma divisão de criança desaparecida, que foi
- 14:12criada especialmente por conta desse desses desaparecimentos de
- 14:15criança que teve tiveram naquela naquela ocasião, lá no Paraná, é
- 14:20o delegado. Ele.
- 14:22Ele falou que a maioria dos investigadores é parte de uma
- 14:25ideia do que que aconteceu. Ele já tem uma ideia
- 14:27pré-concebida do que aconteceu para procurar as provas, sendo
- 14:30que a ideia de uma boa investigação.
- 14:33É o contrário. A partir das provas dos fatos,
- 14:36para só então construir a ideia do que foi o crime ou do que
- 14:39teria sido o crime. E essa citação do projetos do
- 14:43projeto humanos é muito importante pra gente entender
- 14:45como muitas vezes a gente vem com uma construção narrativa
- 14:48idealizada e, a partir disso, a gente começa a olhar a realidade
- 14:52como se essa construção narrativa fosse uma lente, né?
- 14:56A gente pode então, dizer que a narrativa nem sempre é criada
- 14:59depois dos fatos, ela também pode ser idealizada e pode levar
- 15:03a gente a analisar os fatos. A partir de uma idealização que
- 15:07a gente fez na nossa cabeça. Ou seja, essa ideia narrativa,
- 15:10essa construção narrativa, levando a gente a encarar os
- 15:14fatos de outra forma, né? E muitas vezes a gente sucumbe
- 15:18às narrativas, né? Elas nos dominam, por assim
- 15:20dizer, é o significado, comunica mais com a gente do que às vezes
- 15:25os próprios fatos, né? E elas acabam dando para a gente
- 15:30uma leitura da realidade que leva a caminhos que a gente pode
- 15:34não dominar, né, por exemplo? Aí, sei lá, não sei se vocês já
- 15:38presenciaram 2 jogadores. Torcedores de futebol fanáticos
- 15:43se matando em uma guerra de narrativas para dizer que time
- 15:46que é mais importante? Ah, porque o time, o meu time é
- 15:50grande, o seu não é? Eu falo, espera aí, mas por que
- 15:52que teu time é grande? Ah, porque o seu time já foi
- 15:54rebaixado, o meu não foi rebaixado.
- 15:56Ah, mas o meu é campeão do Brasil, não sei quantas vezes,
- 15:59Ah, mas o Campeonato Brasileiro não importa, importa, é um time,
- 16:02é um campeonato continental, como Libertadores.
- 16:05Ah, mas a Libertadores não importa se você nunca ganhou o
- 16:07campeonato mundial, Ah, mas o mundial que você ganhou foi lá
- 16:11em 1920. Quem vive de passado é museu e
- 16:15essa esses, essa discussão é infinita entre os torcedores.
- 16:19Não é e muitas vezes isso acaba extravasando para a leitura dos
- 16:24fatos. Se você vir um mesmo jogo de
- 16:27futebol. Com 2 pessoas de times
- 16:30diferentes, que torcem fanaticamente para 2 times
- 16:34diferentes, é possível que eles vejam 2 jogos diferentes, apesar
- 16:40do de só ter acontecido um jogo ali na TV para eles assistirem,
- 16:45né? Se você perguntar, e aí, quem
- 16:46dominou esse jogo? Aí um cara fala, ué, meu time
- 16:50dominou o jogo, o outro fala, não.
- 16:52Meu time que dominou o jogo, aí você fala, espera aí, mas um
- 16:55time venceu por 3 a zero, acho que fica claro que um dos times
- 16:58dominou o jogo. Caiudo fala não, mas o meu time
- 17:01dominou o jogo, o negócio teve azar, o futebol pune, a bola
- 17:05pune. A gente teve azar que não faz,
- 17:07leva. O outro falou, ué, mas isso não
- 17:09é o jogo? E aí começa de novo aquela
- 17:11discussão sobre o mesmo jogo sendo interpretado, sendo lido,
- 17:15se construindo 2 narrativas completamente diferentes e
- 17:19muitas vezes opostas em relação aos próprios fatos, né?
- 17:24E aí nesse ponto, a gente começa a entender que há uma disputa
- 17:28pela narrativa, né? A narrativa, ela tem também uma
- 17:31dimensão política, então é se há uma disputa, se a gente acaba
- 17:35tentando impor ao outro uma visão ou, pelo menos, é
- 17:39influenciar o outro com uma visão, a gente começa a entender
- 17:42que a narrativa ela tem uma dimensão política, né?
- 17:45Essa intencionalidade fica muito Clara também.
- 17:48A partir disso, a narrativa é uma forma de influenciar os
- 17:52demais a partir da sua visão. Mesmo que você não queira
- 17:55influenciar conscientemente, você está influenciando porque
- 17:59você está passando a sua leitura da realidade a partir daquilo,
- 18:02né? Da realidade, digamos os fatos
- 18:05que são vivenciados no dia a dia, o que você vivenciou ou o
- 18:10jogo de futebol que as 2 pessoas viram e estão discutindo a
- 18:13respeito. Não é?
- 18:15A gente vê isso, inclusive tomando a mídia, não é?
- 18:18É a mídia consciente do seu poder aí de manipulação, né?
- 18:22De de de contar. Os fatos, de acordo com uma
- 18:27intencionalidade muito própria, que muitas vezes está.
- 18:29Serviço de poderes e de, enfim, de grupos de interesse e tudo
- 18:35mais. A gente sabe que é AAA mídia,
- 18:39né? A grande mídia começa a
- 18:41construir fake news, começa a trazer.
- 18:43É fatos que não existiram ou leituras que não, que que são
- 18:47forçadas dos fatos. O jeito de falar alguma coisa,
- 18:50né? Muitas vezes a gente vê o é
- 18:52racismo e outros problemas, né? Da da sociedade que estruturam a
- 18:57sociedade. Aí que a gente vive sendo.
- 19:01Reproduzidas inclusive nas notícias, por exemplo, quando
- 19:04111 homem negro é preso com drogas, eles falam logo que é um
- 19:10traficante, mas quando é um homem branco de classe média,
- 19:13eles falam lá. 11. Estudante foi preso com drogas.
- 19:17Não sei o que, então esse tipo de de jeito de interpretar a
- 19:21notícia, de interpretar os fatos e de dizer os fatos pela pela
- 19:25mídia, carregados de intencionalidade e também, né?
- 19:28Acaba construindo ali uma. Uma força política.
- 19:33Né? A partir dessas narrativas, é as
- 19:36eleições, inclusive, são repletas, né?
- 19:39O mundo político hoje em dia ele é repleto de intenções
- 19:42narrativas, então eles falam lá, narrativa do golpe, né?
- 19:45A gente vê essa discussão a respeito da Dilma.
- 19:48É Oo que a Dilma sofreu, foi um golpe ou foi um impeachment?
- 19:53Ou? Ou sabe, e aí como é que você
- 19:55resolve isso? A gente sabe, né, eu sou pela
- 19:58teoria de que foi um golpe, aquilo ali tem muitos, muitos,
- 20:00muitas características e muitos movimentos de que foi um golpe
- 20:04pra mim, os fatos eles deixam claro que é um golpe, outras
- 20:07pessoas fazem outras leituras e a mídia.
- 20:10É trouxe, né? 11 leitura dos fatos, pra gente
- 20:14que reforçou essa essa ideia de que a Dilma, ela não sofreu um
- 20:19golpe sofreu, sofria um impeachment.
- 20:21Com e ajudou a construir as condições desse impeachment, né?
- 20:25Que é o processo legislativo, sei lá o processo específico
- 20:29político pelo qual ela passou é o fato é que existe essa guerra
- 20:34de narrativas o tempo todo, em que inclusive preocupa a gente.
- 20:37Então a gente começa com sociedade, a se organizar e
- 20:41criar mecanismos de censura das fake news, né?
- 20:43No caso, não sei nem censura, seria controle do que seria
- 20:46verdadeiro, né? Um controle de verdade.
- 20:49Né? Quase como um mecanismo de
- 20:51autodefesa do povo, né? Em tentar é combater o poder
- 20:56exacerbado da mídia em controlar as narrativas, né?
- 21:00Apesar muitas vezes, inclusive se lançando de fatos que não
- 21:03ocorreram, que são as fake news. Ou de interpretações muito
- 21:06forçadas do que aconteceu para politicamente levar a gente a
- 21:11chegar determinadas conclusões, né?
- 21:13E essa disputa da realidade não é alguma coisa nova.
- 21:16Por mais que a gente agora esteja vendo os impactos muito
- 21:19forte disso aí, se fale abertamente de guerra, de
- 21:22narrativas. Isso é uma coisa que, por
- 21:24exemplo, a gente já vê em jogos e no RPGE há muito tempo, né?
- 21:27O mago ou ascensão, o mês de decência, um jogo que traz isso
- 21:31como o seu principal mote. Inclusive, acho que um dos jogos
- 21:33mais atuais possíveis ainda se. Dos anos 90, né?
- 21:37Do fio brucato eu acho que é um jogo muito importante nesse
- 21:41sentido, em se entender um pouco dessa guerra narrativa, né?
- 21:44Que a gente vive após modernidade, a gente fez até um
- 21:47episódio aqui no café com danjão meu 698, lá na primeira
- 21:51temporada. O Heitor coelho, né?
- 21:53Que a gente que é um grande amigo meu, a gente fez ali o
- 21:56episódio mago e a narrativa da realidade, né?
- 21:58E a gente conversou de que a realidade ela nem sempre depende
- 22:01da narrativa, né? Ela existe, independente de
- 22:04haver narrativas em torno. Por mais que a gente perceba a
- 22:07realidade através da narrativas, né?
- 22:10E a gente entende ali que é uma coisa discutível, tem muitos
- 22:13pensamentos filosóficos trabalhando essa questão de Ah,
- 22:17será que se uma árvore cai na Amazônia e ninguém vê essa
- 22:20árvore caiu de fato, né? É tem aí também as as posições
- 22:24da física quântica. Não é com as partes.
- 22:27Com o estudo das partículas que mudam o comportamento conforme a
- 22:30testemunha ou não, né? Mas a gente sabe que, de forma
- 22:35geral, a que tem certas coisas que são fatos da realidade e que
- 22:39não importa a sua opinião a respeito, aquilo é um fato, né?
- 22:42É então, de forma geral, ali a gente pode dizer que para a
- 22:46gente aqui no ocidente, uma vaca muitas vezes ela é, a gente
- 22:50conhece mais a vaca através do bife que está no mercado, né?
- 22:54A gente fala, boi, a gente pensa logo na carne do boi, ali na
- 22:57prateleira e pros indianos, isso é uma divindade, né?
- 23:01Isso é um. Abismo.
- 23:02As 2 coisas, uma é uma coisa tão é praticamente massificada, né?
- 23:07É, é uma coisa feita em escala pela indústria, que são cortes
- 23:13de boi e outra é uma de idade, 11 criatura que é vida vista
- 23:18como como uma criatura divina e que não pode ser abatida, né?
- 23:22São 2 povos com 2 visões diferentes sobre a mesma
- 23:26criatura, mas isso não vai mudar o fato de que uma vaca jamais
- 23:31vai parir um crocodilo, mais uma.
- 23:34Maneiro, que a gente possa achar que.
- 23:36Que que isso possa ser caso acontecesse, né?
- 23:39Uma vaca pariu um crocodilo, mas sabe-se lá se a ciência vai
- 23:42chegar nesse ponto, mas aí, em teoria, a gente tem ali que no
- 23:45mundo natural, sei lá que seja isso, uma vaca jamais vai faria
- 23:48um crocodilo e não importa a opinião das pessoas a respeito
- 23:51disso, né? Então existe esse debate, essa
- 23:54tensão entre a questão do que é phisis e do que é nomos que o
- 23:58Heitor traz esse episódio citado, né physis seria essa
- 24:02parte dura da da, da, dos fatos, da realidade da, da realidade em
- 24:07si que não depende da nossa opinião e nomos seria essa parte
- 24:11que é construída a partir do? Que?
- 24:14É o mago ascensão chama de realidade consensual, né?
- 24:18Dessa realidade que vem da nossa opinião conjugada.
- 24:22Isso é uma discussão muito interessante que o mago traz e
- 24:24que traz o jogo. É justamente sobre isso.
- 24:27É o mago. É justamente essa pessoa que
- 24:29controla a própria narrativa, controla a narrativa da própria
- 24:32vida, e ele tem superpoderes, né?
- 24:35Por assim dizer que é ele, ele consegue fazer a vontade dele
- 24:38ser impressa sobre o mundo para os outros, né?
- 24:41E em determinados momentos, ele pode até duvidar da própria
- 24:44força da vontade dele ou até a realidade consensual pode, pode.
- 24:50Criar um rebote para essa tentativa de alterar a realidade
- 24:54a partir de sua opinião e dos e da sua visão, do seu paradigma.
- 24:58E aí ele sofre com um paradoxo, não é que é uma grande força.
- 25:03Que o que o jogo traz como 11 rebordosa, né?
- 25:08Da da magia que o mago faz numa água ascensão.
- 25:11Mas isso tudo é muito interessante, porque a gente
- 25:13começa, a gente pode trazer isso pro RPG, né?
- 25:16E quando a gente pensa que existe uma disputa narrativa,
- 25:19né? As narrativas disputam o espaço
- 25:23entre si na construção da nossa visão das coisas, né?
- 25:26A gente pode trazer isso para ORPG.
- 25:31Puxa, eu fico ouvindo esses podcasts maneiros e toda essa
- 25:36garotada legal falando de jogos radicais e seus designers
- 25:39incríveis, mas eu nunca sei de encontrar.
- 25:45Happy, que é um joguinho diferente.
- 25:48Quer? Mas não é pirata.
- 25:51Fica tranquilo, os tiras não querem nada com a gente.
- 25:55Nós somos. Independentes, cola.
- 26:00Com a gente que eu te mostro as novidades.
- 26:02Vem aqui no Daily indie RPG news que uma vez por dia tem uma
- 26:07notícia sobre jogos indie. Já mencionamos o against the
- 26:10winds do capac. Os mortos estão chegando do
- 26:13Diogo Nogueira, o nômades, primordial do Marcelo colar e,
- 26:17claro, mestre pedroca, que beleza.
- 26:24Mas agora trata de falar mal de dendê em toda conversa, compra o
- 26:27al-star verde e consegue logo a sua carteirinha da igreja
- 26:30mecanicista da experiência sagrada, beleza.
- 26:36O. Daily, indie, RPG, news.
- 26:38Com um grupo no Telegram que você pode entrar pelo link que
- 26:43vai ter na descrição do episódio e acompanhar os lançamentos,
- 26:46inde sempre um por dia, explicado lá e cheio de links.
- 26:51Então é só seguir que você vai chegar nesses jogos radicais e
- 26:55seus designers incríveis. A visão mais hegemônica sobre o
- 27:05que que RPG é de que RPG é um jogo de contar histórias.
- 27:09Você já deve ter visto muita gente falando sobre isso, né?
- 27:13É que que é RP, já RPG um juro de contar histórias.
- 27:16Ah, é um jogo de contar histórias em conjunto.
- 27:18É um jogo de da gente poder sentar numa mesa com amigos e
- 27:21contar histórias. Normalmente são uma coisa que
- 27:23aparece na descrição de praticamente todo RPGA partir de
- 27:26certo momento, né? É.
- 27:30E aí a gente pergunta, quem que conta essa história, né?
- 27:34Quem, a narrativa de quem? Quem é que está contando isso,
- 27:37não é isso vai ficar na mão daquele velho piadista debaixo
- 27:42do Cedro, no Monte Líbano. Será que ele, que conta bem a
- 27:44história, então ele que é o? Oo.
- 27:46O responsável por contar a história no RPG certamente não,
- 27:50anão ser que ele esteja jogando sozinho, mas se ele estiver
- 27:52jogando com outras pessoas, a gente, a gente entende que essa
- 27:56narrativa no RPG ela é construída de forma
- 27:58compartilhada, então compartilhada por quem?
- 28:02Pelos participantes seja um jogo sem mestre em anos você tem
- 28:06todos os participantes contando a mesma história, seja o jogo um
- 28:09mestre em que você tem uma pessoa ali com uma função
- 28:12diferente. Que é O Mestre e os jogadores
- 28:16com uma outra função, mas que todo.
- 28:18Um vergem, né? No mesmo objetivo de contar uma
- 28:21história. Se você olhar o jogo ORPG como
- 28:23um jogo de contar histórias, e aí a gente pergunta, né, o que
- 28:27que o jogo faz ou o que que deveria fazer esse jogo?
- 28:31Se a gente fala que é um jogo de contar histórias, o que que esse
- 28:33jogo? Devia fazer em relação a contar
- 28:36histórias bom, em primeiro lugar, ele deve conjugar essas
- 28:39vontades criativas, né? Ele deve conjugar essas
- 28:44intencionalidades de leitura dos fatos, né?
- 28:48Que é a construção narrativa, ou seja, se você tem 5 pessoas,
- 28:51você tem 5 pessoas interpretando os factos ficcionais daquele
- 28:56jogo em narrativas, cada um com a sua narrativa.
- 28:59Mas o jogo de contar histórias é justamente um jogo que vai
- 29:02conjugar essas. Com as narrativas em uma só, ou
- 29:06seja, ele vai permitir que uma história seja contada
- 29:09colaborativamente. É cada um com o seu quinhão ali,
- 29:14né? É?
- 29:15E aí cada jogo vai estabelecer os papéis Na Na construção da
- 29:19história. Se você pegar algum jogo, por
- 29:21exemplo. É como DED, ele não não
- 29:24especifica muito bem isso, né? Ele diz mais ou menos como
- 29:28funcionam ali, né? O Ah, então os é os ele.
- 29:34Mestre, ele controla os antagonistas, os coadjuvantes e
- 29:39o cenário, né? Ele controla os nips, os vilões
- 29:43e o cenário. Enquanto os jogadores controlam
- 29:45os próprios personagens, que seriam os protagonistas da
- 29:49história, né? Isso é a distribuição
- 29:51tradicional. Dos papéis no RPG, mas tem
- 29:54outros jogos que não passam por isso, né?
- 29:56Por exemplo, se você pegar o este corpo mortal, né?
- 29:59Ele diz que nem os próprios personagens dos jogadores são de
- 30:03um de um jogador só. Os personagens são uma
- 30:06propriedade coletiva, né? Dessa, dessa vontade narrativa
- 30:10que vai ter que ser construída em conjunto e que um jogador
- 30:14pode influenciar No No no desenvolvimento do personagem de
- 30:18outro jogador, né? Os personagens são um pool
- 30:22controlado coletivamente, ali por todos a mesa, e isso é
- 30:25colocado em jogo nas mecânicas do jogo, nas regras do jogo.
- 30:29E ele começa a se organizar em torno disso.
- 30:30Então uma coisa é muito importante, né?
- 30:33Uma coisa é crucial de tudo. RPG entender justamente a
- 30:36distribuição dos papéis nessa construção narrativa.
- 30:40Se você está falando de um jogo de contar histórias, né?
- 30:42E aí, se a gente começar a analisar, por exemplo, DED
- 30:45quinta edição, né? O que que ele faz para contar
- 30:48uma história? O que que te traz ali de jogo
- 30:53para contar histórias mecânicas, ferramentas, dinâmicas de jogo,
- 30:58bom, olhando aqui por cima, assim, fazendo uma apanhado
- 31:00geral, a gente pode dizer que. Sei lá, no dia de quinta edição,
- 31:03a gente tem a Smiles tons, né? Que são aqueles pontos ali da da
- 31:08narrativa construída ali ou daquela, daquele mundo, daquela
- 31:12aventura proposta que O Mestre ou o grupo de repente combina
- 31:16que são pontos importantes daquele ali, daquela narrativa.
- 31:20E nesses pontos, quando o grupo conquistar, por exemplo, forte
- 31:24do vilão, não sei o quê, não sei o quê.
- 31:26Aquilo é o Mailson, aquilo é um, é uma, é um Marco, né da
- 31:30história. E nesse ponto os jogadores
- 31:32ganham level, então isso seria de fato?
- 31:34Uma ferramenta que se usa. Contar história se você divide
- 31:3811 campanha em alguns pontos específicos, alguns Marcos
- 31:44narrativos específicos, alguns fatos que precisam ocorrer nessa
- 31:48história, você está dizendo que isso são os pontos em que os
- 31:51jogadores vão ganhar? Level, né?
- 31:52Ou seja, os jogadores vão buscar realizar essas tarefas
- 31:56narrativas especificamente para poder ganhar level para poder
- 31:59avançar no jogo. Então você poderia dizer que
- 32:02schmiles esse Smiles são ferramentas de contar história,
- 32:05porque você está tentando estruturar ali.
- 32:07Uma sequência dos fatos você está tentando estruturar pelo
- 32:10menos se não uma sequência. Você está tentando estabelecer o
- 32:14que que faz sentido, né? Dentro daquela história, quais
- 32:17fatos farão sentido dentro daquela intencionalidade que
- 32:21vocês estão combinando sobre, né, é outra coisa que a gente
- 32:26tem de ferramenta aí do da Ed. Quinta edição para contar
- 32:28histórias seriam os traços de personalidade dos personagens as
- 32:32fraquezas ideais, vinculos, né? Até o alinhamento do personagem.
- 32:38Isso sem dúvida, é uma ferramenta de contar história,
- 32:41porque porque está desenvolvendo o personagem, desenvolver
- 32:43personagens. A gente sabe que é 11 agenda,
- 32:48né? De construção de história.
- 32:50Outra história, ela desenvolve personagens, né?
- 32:52Então a gente pode dizer que isso aí são ferramentas que o da
- 32:55Ed quinta edição traz para construir histórias.
- 32:57Fora isso, a gente pode discutir aqui se magia e habilidades, por
- 33:01exemplo, né? Se elas também são ferramentas
- 33:05de contar história, será que é uma magia?
- 33:06É uma ferramenta de contar história, ela.
- 33:09Ela leva a história para determinado espaço narrativo.
- 33:13Sim, é Charlie pearson, por exemplo, seria um impulso
- 33:16narrativo, né, de que o mago resolve alguma coisa que eu sou
- 33:19a magia fazendo amizade ali com alguém é uma habilidade de
- 33:24combate. Por exemplo, se todo mundo tem
- 33:25muita habilidade de combate, pode ser que os jogadores
- 33:27busquem combate o tempo todo. Logo o jogo tá levando pros
- 33:30combates, então seriam impulsos narrativos sim, né?
- 33:35A gente pode dizer que sim, certamente ODED, ele imprime uma
- 33:41narrativa embutida, né? Narrativa embutida seria o tipo
- 33:46de narrativa que um jogo vai trazer, de um jeito ou de outro,
- 33:48né? E bom, a gente pode dizer que
- 33:51ODED, com seus com, com jeito, com com que ele é construído o
- 33:55sistema do jeito que ele é, do jeito que ele é proposto e tudo
- 33:58mais. Ele é um jogo que tende ao
- 34:00combate, um jogo que tende a determinados trocos e tudo mais.
- 34:04A gente pode dizer que isso seria a narrativa embutida do
- 34:07DEDE, é bem dizer, tem narrativa embutida em qualquer coisa ou
- 34:11qualquer jogo que a gente parar para olhar.
- 34:14Mas aí eu lembro aquele ponto que a gente trabalhou até aqui,
- 34:17eu falei que IA ser importante, lembra que é a intencionalidade
- 34:21nesse ponto. Né?
- 34:22É EE. Quando a gente olha ODED pela
- 34:25narrativa embutida e pelo que a gente pode ver ali, que seria
- 34:28uma narrativa que todo jogo de day d traria.
- 34:31De forma geral estimularia essa intencionalidade da narrativa.
- 34:35Está mais no olhar do que necessariamente no jogo.
- 34:39No jogar, por quê? Eu posso dizer que um mago que
- 34:41faz uma magia de sharpson, né, de encantar pessoas.
- 34:45Ele pode estar só resolvendo um problema que apareceu na ficção
- 34:49do jogo. Não necessariamente.
- 34:50Ele está pensando que isso seria o melhor para a história.
- 34:52Não necessariamente ele está fazendo isso para construir
- 34:54história. Muitas vezes ele está fazendo
- 34:56isso porque o ele julgou que seria a forma.
- 34:59É uma forma interessante ou uma pelo menos uma forma.
- 35:04Eficiente de resolver um problema, já que o personagem
- 35:07dele tem essa magia disponível. Né?
- 35:09Mesma coisa. O combate de repente, o jogador
- 35:11resolve que vai entrar em combate é porque o personagem
- 35:14dele é bom de combate e não necessariamente porque aquilo
- 35:16daria uma boa história, né? Ou ele está construindo
- 35:20conscientemente essa história com intencionalidade?
- 35:23Isso é uma discussão muito relevante no mundo dos jogos,
- 35:25né? Que é a galera do a galera.
- 35:29Mais que parte pro pro, uma visão mais de de nudismo, né?
- 35:34E uma galera que trabalha mais a narratologia, né?
- 35:38E aí existe essa essa discussão em torno.
- 35:41Do que a narrativa do jogo e a galera da narratologia muitas
- 35:44vezes leva para um lado que eu acho Exagerado de ver,
- 35:48inclusive, que tetris tem uma narrativa.
- 35:51E ele tem uma narrativa embutida, até tem, a gente pode
- 35:54dizer que sim. Ele tem narrativas embutidas.
- 35:57Tem muita gente que diz que tetris é um jogo que se tem uma
- 35:59narrativa em que você tem ali uma lógica industrial de uma
- 36:03máquina que tá cuspindo peças e o e o jogador é um trabalhador
- 36:08braçal. Na esteira de produção que
- 36:10precisa ficar empilhando essas peças, empilhando aquilo, né?
- 36:14E é uma lógica que só vai aumentando a velocidade e por
- 36:19mais que você trabalhe bem, nunca vai ser suficiente e a
- 36:22coisa vai aumentar a velocidade e você não vai até que você não
- 36:25dê conta. Isso seria uma narrativa
- 36:27crítica. De repente, a indústria, a
- 36:30industrialização, ao modo de produção ou até mesmo ao
- 36:33capitalismo que tem essa coisa do consumo é sem freio, né?
- 36:38Esse tipo de coisa a gente consegue enxergar isso no tetas,
- 36:42consegue? Isso é uma narrativa embutida do
- 36:45tetris? Talvez, mas muitas coisas podem
- 36:48ser uma narrativa embutida dependendo do nosso olhar.
- 36:51Mas a gente não tem uma intencionalidade no jogar, né?
- 36:54Eu não consigo, não conheço ninguém que jogue tetris para
- 36:57vencer o capitalismo ou vencer a indústria, não é, né?
- 37:01Essa intenção não está no jogar, então a gente pode dizer que
- 37:03essa narrativa embutida é percebida aí pela galera da
- 37:08nartologia no tetris, ela está muito mais no olhar da deles do
- 37:12que no próprio jogo, né? No na relação lúdica que o jogo
- 37:16propõe e é uma coisa tão presente que a gente, eu vou até
- 37:20citar que a Janet Murray, que é a autora do hamlet on the roll
- 37:24deck, que é um jogo, é um livro de gamesign muito interessante.
- 37:27E ela traz 11 noção de agência do jogador, por exemplo, que é
- 37:32muito atrelado a isso, né? Então, para ela, a agência do
- 37:34jogador seria a capacidade do jogador impactar a narrativa que
- 37:38é produzida pelo por aquele jogo, né?
- 37:41E aí eu trago novamente isso, né?
- 37:43O jogador joga o tetris para vencer o capitalismo ou as
- 37:46decisões que ele toma ali são, não são relativas à história,
- 37:50mas sim a um acúmulo de linhas. Ali quando você fala, Ah, esse
- 37:53jogador aqui tá jogando tetras e completando linha A linha.
- 37:57Ele está jogando de 11 forma diferente daquele que está ali,
- 38:00completando 5 linhas por vez, né?
- 38:03O que que define você fazer uma linha linha por linha ou fazer 5
- 38:07linhas o tanto de ponto que você faz, né?
- 38:09A decisão de eu tentar fazer 5 linhas de uma vez só é para o
- 38:12risco, me dá mais pontos no tetris do que eu fazer linha A
- 38:16linha eu não estou fazendo isso porque de repente é o meu
- 38:19approach ou eu sou um personagem dentro dessa linha de produção e
- 38:23esse meu personagem ele é mais metódico, então ele vai linha
- 38:26por linha em vez de 5 em 5, sei lá, me parece que é.
- 38:29Que é muito exagero dizer que há uma intencionalidade narrativa
- 38:33no jogar do tetris, né? Isso é uma coisa importante,
- 38:37inclusive da gente esmiuçar um pouco, tentar entender a
- 38:39narrativa. Quando se fala em narrativa, a
- 38:42gente tem aí as teorias sobre narrativa.
- 38:45De forma geral, isso ensina até no colégio, né?
- 38:48É cai para o vestibular, né? Esse tipo de coisa de que a
- 38:51gente tem uma visão talvez muito ocidental das coisas, mas que é
- 38:55uma visão estruturante do de como a gente enxerga o que que é
- 38:58narrativa, né? E narrativa.
- 39:00Ela teria alguns elementos constituintes dela.
- 39:03O primeiro seria o enredo que é a história propriamente dita,
- 39:06que essa sequência intencional que a gente coloca ali nos fatos
- 39:10para contar uma história. Isso seria o enredo e toda na
- 39:13toda narrativa, teria enredo. Outra coisa é personagem, né?
- 39:17A gente tem essa figura que tem traços humanos, mesmo que não
- 39:20seriam sejam humanos, né? Tipo um abajur, um cachorro, né?
- 39:24Uma lâmpada pode ser tudo isso, desde que tenha traços humanos
- 39:28ou principalmente, seres humanos, mesmo costumam ser os
- 39:31personagens, né? Dentro disso a gente tem aí os
- 39:33protagonistas e tem os antagonistas, que são os
- 39:36primários, os personagens primários, os coadjuvantes que
- 39:39são secundários. A história gira em torno dos
- 39:42personagens primários, né? E tem os coadjuvantes que ajudam
- 39:46a narrativa a andar, né? E são os personagens disso.
- 39:50A esse protagonismo não é, ou a esse antagonismo dos personagens
- 39:54primários, mas a história não é sobre os coadjuvantes.
- 39:57A história é sobre os protagonistas e antagonistas,
- 40:01né? E bom, a gente vê aí que tem uma
- 40:03outra questão também, que é o tempo, né?
- 40:06É marcações ali. Durante a narrativa, durante a
- 40:09história que se conta, a gente tem que ter marcações que
- 40:11indicam o recorte da narrativa que se está construindo, né?
- 40:16Esse recorte que dá sequência dos fatos.
- 40:19Isso tudo estrutura. O andamento é a percepção sobre
- 40:23os fatos. De acordo com o que eles estão
- 40:24acontecendo, na visão narrativa, dentro da intencionalidade
- 40:28narrativa. E nisso a gente está falando de
- 40:30tempo físico ou um tempo psicológico.
- 40:32Tempo percebido ali, né? É outra coisa importante.
- 40:36É o espaço, né? Os espaços ali interpretados na
- 40:39narrativa, os os ambientes sensoriais, né?
- 40:43Pode ser um desenho físico, pode ser uma coisa física, uma casa,
- 40:46mas pode ser uma coisa psicológica, pode ser um espaço,
- 40:49é emocional, né? No qual a narrativa se
- 40:53desenvolve. Isso costuma ser trabalhado na
- 40:55narrativa. Outra coisa que a narrativa
- 40:58costuma ter um Narrador, né? Um foco narrativo que é entender
- 41:02quem é que conta os fatos dentro da narrativa pode ser em
- 41:05terceira pessoa. Né, que é quem experimenta uma
- 41:08visão da narrativa, uma quem traz ali uma visão subjetiva
- 41:12daquela daqueles fatos, né? Construindo a sua narrativa, a
- 41:16sua, a sua proposta narrativa, a sua história tem também aquele
- 41:20Narrador onisciente, né? Que ele sabe de tudo o que
- 41:23acontece, ele não está ali, é dentro da cabeça de um
- 41:26personagem que está narrando as os fatos, mas não, ele é uma
- 41:29pessoa que viu tudo da história e fala para você, né?
- 41:33Por exemplo, e chega e fala é mal, sabia?
- 41:36Fulano, que beltrano? Conheci a sua o seu segredo, não
- 41:42é porque esse Narrador ele sabe de tudo o que acontece, apesar
- 41:45do personagem protagonista não saber ou de outros personagens,
- 41:49esse cara é o Narrador onisciente, você tem ali a
- 41:52primeira pessoa, né? Que é o Narrador, que é o que é
- 41:54o próprio personagem protagonista.
- 41:56Você tem, sei lá, acontece muito com crramb, com bukowski,
- 42:00acontece com sei lá aquele livro, Budapeste, do Chico
- 42:03Buarque, você tem ali que é uma. O Narrador é a primeira pessoa,
- 42:06né? Ele é o próprio personagem.
- 42:09É, e também pode ser o Narrador, que é um participante, né?
- 42:11Ele não necessariamente é o protagonista.
- 42:13O Narrador pode ser o coadjuvante da história, tipo
- 42:15Watson, né? Que é o melhor amigo e admirador
- 42:18do Sherlock Holmes, e é ele que narra os fatos a respeito do
- 42:22personagem principal, que é Oo detetive famosão.
- 42:25Aí o Sherlock Holmes então é a gente tem Narrador e foco
- 42:29narrativo, né? Quem é que narra isso?
- 42:31É um elemento ali da da da narrativa e um jogo de contar
- 42:35história. Ele vai pegar esses elementos da
- 42:38narrativa e. Vai gamificar isso, ele vai
- 42:42trabalhar isso. Esse elemento, a partir das
- 42:44vontades criativas. Sentindo que os jogadores
- 42:47exerçam as suas intencionalidade narrativas sobre esses
- 42:51elementos, que constituem a narrativa, né?
- 42:54Possivelmente, se utilizando desses elementos assim, para
- 42:57poder trazer sua vontade, então é um jogo, ele vai utilizar
- 43:01provavelmente um jogo de contar a história.
- 43:03É bom que ele utilize essas estruturas, esses elementos
- 43:07estruturantes da narrativa, né? E aí, nesse caso, é bom a gente
- 43:11lembrar que aquele velho lá no multi Líbano, debaixo do Cedro,
- 43:14contando histórias e contando piadas, ele provavelmente 11
- 43:17domínio muito grande. Desses elementos, né?
- 43:20Do enredo do personagem da construção do personagem que ele
- 43:24está contando na piada no tempo, né?
- 43:26Da sequência dos fatos, da o ritmo da coisa é trabalhar bem o
- 43:30espaço, né? Que que que isso está
- 43:33acontecendo se for necessário. Né?
- 43:35É como ele está contando. Ele conta isso a partir de que
- 43:39ponto de vista isso tudo é isso, você saber mexer com isso é o
- 43:42que constrói, né? A capacidade de contar uma boa
- 43:44história. E aí a gente pode ver que a
- 43:47própria, a própria Ford, né esse?
- 43:50Fórum de discussão de arrepio dos anos 2000, vivo, citando
- 43:53aqui no café com danjão. Era discutiu bastante essa
- 43:56questão, por exemplo, do protagonismo no DED, né?
- 44:01É, e da construção de histórias do day será que o day é uma boa
- 44:04ferramenta de contar história? A gente vê como a quinta edição
- 44:07como eu citei aqui tem poucas ferramentas para contar.
- 44:10História e as ferramentas que ela tem, elas cobrem poucos
- 44:14desses elementos fundamentais aqui da narrativa, né?
- 44:19Ela trabalha mal ali a construção de personagem, ela
- 44:22até trabalha o espaço, ela trabalha, sabe o tempo ali,
- 44:26através de rounds e tudo mais, mas ela trabalha tudo dentro de
- 44:29um espectro muito pequeno, né? Muito, muito limitado em termos
- 44:33de construção, de história de. Ferramentas para a construção de
- 44:37histórias, né? E bom, isso a gente pode ver
- 44:40inclusive no texto do mensenger, que é o autor do DD.
- 44:44Basic, né? Dos anos 80 ali.
- 44:46É, e o menzer, quando o day dase que ele traz logo no início,
- 44:50ali, quando ele fala dos dados, né?
- 44:52É, ele fala o seguinte, sempre que 2 ou mais eventos possam
- 44:56ocorrer e uma decisão seja necessária, ou quando uma
- 44:59variedade de resultados seja possível, dados podem ser
- 45:03utilizados para selecionar aleatoriamente um resultado.
- 45:06Mestres experientes podem escolher resultados em vez de
- 45:11rolar dados. E eu até pensei quando eu li,
- 45:13né? Eu pensei, Ah, não, deve estar
- 45:14falando de rolar. Numa tabela de encontro
- 45:16aleatório. Né?
- 45:18De escolher um monstro que vai sair, sei lá, não o exemplo que
- 45:21ele dá é o seguinte, um personagem com 3 pontos de vida,
- 45:25acertado por um monstro, com uma espada normal que dá um D8 de
- 45:28dano, pode facilmente morrer sem que haja uma falha do jogador,
- 45:32apenas um resultado aleatório de uma rolagem de dano para manter
- 45:36o personagem o máximo possível. Vivo O Mestre, rola o dano, mas
- 45:41ignora o resultado, anunciando que o golpe causou apenas 2
- 45:45pontos de dano. O personagem recua e o jogo
- 45:48continua. Isso pra pra na, na minha, na,
- 45:50no meu enxergar. É um absurdo, né?
- 45:53Típico dessa época do RPG onde ORPG começa a se encarar cada
- 45:56vez mais como um jogo de contar, a história começa a se perceber
- 46:00como um jogo de contar histórias, e o autor ali, o
- 46:03mensagens no caso, olhou esse jogo e viu que não tinha
- 46:06ferramentas direito para poder contar essa história, para poder
- 46:09garantir, por exemplo, o protagonismo do personagem do
- 46:13jogador. Porquê?
- 46:14Porque se ele morre num golpe aleatório, né?
- 46:17De um de um. Gole em qualquer.
- 46:21Ele tá deixando esse protagonismo, ele tá perdendo
- 46:23esse protagonismo. Ele tá abrindo mão dessa função
- 46:27importante nessa história. Então ele faz o quê?
- 46:30Ele abre mão do sistema de jogo. Nessa hora, ignora que existe um
- 46:36elemento randômico, né? Um elemento aleatório sendo
- 46:38rolado ali pra gente descobrir quanto de dano dá.
- 46:41E ele diz que O Mestre vai determinar que deu menos dano do
- 46:44que o personagem tem de vida. Isso, na minha percepção, uma
- 46:47quebra de agência do jogador muito forte.
- 46:50Principalmente no impacto das escolhas do jogador.
- 46:53Porque não é que, pô, ele bota aqui, Ah, um jogador que não
- 46:57falhou, né? O jogador falhou se o jogador se
- 47:00expôs ao risco de tomar uma espadada e ele sabe que uma
- 47:03espada tira mais dano do que a vida que ele tem.
- 47:07Ele se expôs esse risco e se ele tomou a decisão de se expor a
- 47:10esse risco, é importante que ele arque com as consequências.
- 47:13Isso é um impacto e a quebra de agência não acontece somente
- 47:16para é para é contra o jogador, mas pode ser a favor também, né?
- 47:21Como é esse caso, não é? Se quebrou a agência para se
- 47:24favorecer o jogador e isso também é perda de impacto da
- 47:28escolha do jogador. A bem dizer isso, talvez cause
- 47:31mais possa causar potencialmente mais frustração até do que a
- 47:34própria morte do personagem e a perda do protagonismo, né?
- 47:38E assumindo que o jogador também ache que manter o protagonista
- 47:43vivo, né, que se expôs ao perigo seja uma boa história e isso é
- 47:48uma questão discutível, será que o jogador achou isso uma boa
- 47:50história ou será que é na cabeça do mestre que ele vai ser mais
- 47:53divertido, mais? Pessoal.
- 47:55Vivo de repente, o próprio jogador fala, pô, mas eu me
- 47:57expus esse risco, né? Acho que seria melhor para
- 48:00história se eu morresse aqui, mas não, né?
- 48:03De repente, O Mestre ali resolveu.
- 48:05É, enfim, com seus poderes ilimitados dentro do DD classic
- 48:10do day School. Ele resolveu fazer isso.
- 48:13Está ali explicado, explícito na regra que ele pode fazer isso,
- 48:17né? E aqui, claramente vai tentar
- 48:19manter um protagonismo que daí dê mal, trabalha até hoje, é um
- 48:24protagonismo muito frágil, por assim dizer, e a gente pode até
- 48:27perguntar, e, mas as narrativas construídas no RG?
- 48:30Fizemos protagonismo, se é que a gente não pode redesenhar esses
- 48:33elementos da narrativa dentro do RPG, entendendo que ele é uma
- 48:36mídia autônoma, acredito que sim.
- 48:39E seja importante isso. Mas, por outro lado, quando a
- 48:41gente fala de história e tudo mais, a gente está falando aí é,
- 48:44não necessariamente de uma construção literária e tudo
- 48:46mais. A gente está falando de
- 48:47narrativa, de como construímos narrativas na nossa vida como um
- 48:51todo, né? Como eu falei, o velho contando
- 48:53piada lá, ele não está criando um roteiro de cinema, ele não
- 48:56está fazendo nada disso. O roteiro do cinema tem suas
- 48:58particularidades. Do teatro tem suas
- 49:01particularidades. Já o piadista ali ele tá ali,
- 49:04contando as coisas, usando esses fundamentos que são coisas que a
- 49:07gente percebe e pode ser que outras culturas e outras visões
- 49:12existam sobre esses fundamentos da narrativa, sim, mas de certa
- 49:15forma, pra gente exercer intencionalidade.
- 49:17É bom que a gente conheça essas categorias.
- 49:19O que a gente categorize de alguma forma, ainda que não seja
- 49:22necessariamente por esse jeito ocidental, mas vindo da Grécia,
- 49:25sei lá de de desses estudos, né? De como se constrói a narrativa.
- 49:29O importante é que a gente pode utilizar.
- 49:32Pra reforçar a nossa intencionalidade dentro dos
- 49:34jogos, esses elementos, então pra isso a gente pode pegar
- 49:38alguns jogos. Foram frutos dessas discussões
- 49:40que a gente viu Na Na Na Ford, né?
- 49:43Por exemplo, o fiasco do Jason mooreing Stark é um jogo que eu
- 49:46vivo citando muitos motivos. Um deles é que não tem mestre,
- 49:50mas aqui não é o caso é, quer dizer, aqui num, num, num
- 49:54importa muito. O que importa é que no fiasco
- 49:56você tem ali esses elementos da narrativa sendo trabalhados
- 50:00dentro do jogo. O jogo traz ali, né?
- 50:03Em determinado ponto em que os jogadores vão jogar os dados na
- 50:06mesa, depois, ele recolhem esses dados e jogam de novo.
- 50:09Isso representa. Ali, um ponto de virada na
- 50:11trama, você tem desfecho na trama?
- 50:14Você tem desenlace? Os jogadores vão brincar com os
- 50:17dados aí com os valores dos dados e as cores dos dados,
- 50:21tentando construir as narrativas, propor as
- 50:24narrativas, conjugando suas intencionalidades perante os
- 50:27personagens. Os elementos de cena, o cenário,
- 50:31tudo isso organizado dentro do jogo, né?
- 50:34E conforme eles vão escolhendo esses dados, eles vão
- 50:37distribuindo os poderes narrativos ali no grupo até que
- 50:40eles cheguem num consenso até que o jogo termine.
- 50:42Depois de umas 2 horas. Com uma narrativa única, pronta
- 50:46a partir dessa conjugação desses elementos, é narrativos dentro
- 50:51do jogo, né? O outro exemplo que a gente pode
- 50:53pegar é o arquivo arquivos paranormais do Jorge valpaços,
- 50:57em que ele tem. Mecânicas muito interessantes de
- 51:00pontos de protagonismo e pontos de antagonismo num jogo, num
- 51:03jogo que se pretende construir uma narrativa típica de uma
- 51:07série de TV, então nada mais natural para um jogo que se
- 51:10pretende contar uma história que ele abrace e traga para dentro
- 51:14do jogo essas categorias, né? Essas esses elementos, né?
- 51:19Constituintes de uma narrativa para que a gente exerça a nossa
- 51:22intencionalidade conjugada, né? De uma forma, contar uma
- 51:26história coletiva. Dentro do RPG, diferente do day
- 51:30d, eu trouxe 2 exemplos aqui, o fiasco e o arquivo arquivos
- 51:33paranormais que trabalham com essas ideias de narrativa, né?
- 51:38E aí, né? A gente pode perceber que a
- 51:41gente vai gerar, né? Dentro desse jogo, uma narrativa
- 51:45pronta a gente vai sair da mesa com uma narrativa pronta, que a
- 51:47gente pode contar já pra outra pessoa.
- 51:49A partir disso que a gente criou, o que é diferente, por
- 51:53exemplo, da vida, né? Sei lá, eu vou dar um exemplo
- 51:56aqui, puxar um pouco por um lado diferente.
- 51:59Mas imagina que você tá jogando sinuca?
- 52:01E você está jogando sinuca para quê?
- 52:03Para encaçapar aquelas bolas ali, jogar de sinuca se presta,
- 52:08é encaçapar as bolas em determinada sequência ou não,
- 52:12né? Ou em quantidade.
- 52:14Mas antes do que o seu oponente emocionalmente, você pode dizer
- 52:18que você está ali para jogar sinuca enquanto bebe uma com os
- 52:21seus amigos enquanto socializa e dane-se a ganhar ou perder.
- 52:25Não importa tanto isso, você está ali para curtir, mas o que
- 52:29importa para o jogo em si, falando no jogo, né?
- 52:32Na relação lúdica, ali é o encaçapar das bolas, né?
- 52:36O objetivo no jogo é aquele, por mais que o jogo esteja num
- 52:39contexto social e tudo mais, a gente pode dizer um pouco sobre
- 52:42RPG também, né? E bom, não há, dentro de grande
- 52:47parte dos RPGs dentro da relação lúdica proposta dentro do jogo,
- 52:52né? Em si, dentro das regras comuns
- 52:54a todos os participantes, uma preocupação, um ritmo com bit
- 52:59narrativo, com, enfim, com construção de protagonismo.
- 53:03Como eu falei ali, né? Que grande parte do RPG não traz
- 53:07isso a despeito? Do fiasco do arquivos
- 53:10paranormais, e se você tem, por exemplo, um ponto de vida e está
- 53:16sem recursos no jogo, né? No DID clássico, ainda que na
- 53:21história, poderia ser o momento ideal de você enfrentar um
- 53:24dragão, afinal de contas, o grupo acabou de passar por uma
- 53:26danjam imensa e vencer a danjam. E agora estão ali, na boca do
- 53:31covil dragão. Seria um momento ideal deles
- 53:34enfrentarem o Dragão e vencerem para contar essa história?
- 53:37Mas aí estão com um ponto de vida sem recursos.
- 53:40E aí no jogo não faz sentido eles enfrentarem esse dragão,
- 53:44então eles voltam para a Vila. Para viver outro dia e voltar
- 53:48aqui em outra oportunidade, eventualmente tendo que
- 53:50enfrentar novamente alguns perigos dentro dessa danjam até
- 53:54o covil do dragão. Isso, de certa forma, é um.
- 53:57É, é. É 11 construção de história ali
- 54:00que está abrindo mão de ritmo, abrindo mão de várias coisas que
- 54:03são importantes para uma história, né?
- 54:06A gente pode contar uma história maravilhosa, né?
- 54:10Em torno daquela noite que você passou com seus amigos jogando
- 54:13sinuca. Mas nem por isso a sinuca é um
- 54:16jogo de contar a história. Há quem argumente, né, que
- 54:20quando você descreve no RPG as ações dos seus personagens, você
- 54:23está construindo uma narrativa ou narrativas, né?
- 54:27Mas, vale lembrar, nesse ponto da intencionalidade, um fiasco.
- 54:32Sim, essa parte é gamificada. Justamente na narração de cada
- 54:35fato que está sendo construído ali, porque essa
- 54:38intencionalidade é de colocar os fatos em perspectiva, é o jogo,
- 54:43já, não. DEDA descrição que você dá com o
- 54:45teu personagem, normalmente ele é funcional.
- 54:49Num objetivo de interação com aquele mundo da ficção.
- 54:51Não para contar uma história como eu falei, o shen pearson,
- 54:54né? O magia de encantar pessoas pode
- 54:55ser escolhida para utilizar somente porque é aquilo seria
- 55:00mais eficiente para resolver um problema.
- 55:02Então, em fiasco, você gamifica as vontades criativas para que
- 55:07se chegue em uma narrativa única, compartilhada, uma
- 55:09história pronta para ser contada com a sequência dos fatos já
- 55:13trabalhada narradas por cada participante em cada um em seu
- 55:18quinhão, com as intencionalidades conjugadas no
- 55:21produto narrativo. Já em DID, você tem uma massa
- 55:25ficcional criada, você criou ali aquela ficção, vivem aquele
- 55:29ambiente vivenciado, os fatos criados dentro de um mundo
- 55:33ficcional, né? AA produção narrativa, ela vem
- 55:36depois do jogo, ela vem num outro momento, as pessoas podem
- 55:41terminar uma sessão de day contar as histórias que
- 55:44vivenciaram ali, né? Mas elas não tiveram
- 55:48intencionalidade sendo trabalhada nessa contação de
- 55:51história coletiva. Né?
- 55:53A gente tem o que a gente chama de narrativa emergente, né?
- 55:56Dos jogos e a narrativa, ela emerge a partir do jogo, mas ela
- 56:00não é o jogo em si. Ou seja, o objetivo ali no DED,
- 56:04por mais que você possa dizer que é um jogo de contar
- 56:06histórias, no fim das contas, ele não gamifica a contação de
- 56:09histórias. Então talvez ele não seja
- 56:11exatamente um jogo de contar histórias.
- 56:14Ele é um jogo que tem como reflexo story sendo criadas, né?
- 56:19E, assim como a sinuca, né? Você pode contar uma história
- 56:22linda sobre aquela noite que você vivencia com seus amigos,
- 56:24mas. A sinuca, ainda assim, não é um
- 56:26jogo de contar histórias, não é o certo, não seria falar em
- 56:29narrativa emergente do jogo, mas seria dizer narrativas
- 56:33emergentes, né? Por quê?
- 56:35Porque construímos narrativas, quem participou, quem vivenciou
- 56:39aquilo, quem observou aquilo, vai construir diferentes
- 56:41narrativas em cima daquele bolo ficcional que foi vivenciado ali
- 56:45e nesse ponto a gente consegue diferenciar que ficção é o que é
- 56:49vivenciado, né? São os fatos que acontecem ali.
- 56:53A narrativa é a visão sobre esses fatos.
- 56:57Na campanha aberta que eu jogo que é birgotem, né?
- 56:59Uma mesa aberta, uma campanha com, sei lá, centenas de
- 57:02personagens, muitos e muitos jogadores passando ali em cima.
- 57:06Uma das coisas que eu game, fiquei.
- 57:09Né? O que eu ou seja, que eu
- 57:10construí mecânicas dentro do meu jogo, foi AO compartilhamento de
- 57:14rumores, né? É quando o jogador no seu grupo
- 57:17ele vai até os erros, enfrenta de repente um monstro e descobre
- 57:21que dentro do covil desse monstro tem um Tesouro.
- 57:25Né? E ele volta com essa notícia.
- 57:27Se ele compartilhar essa notícia com a comunidade de jogadores,
- 57:31ele vai ganhar AXPA gente chama isso de rumores, né?
- 57:35Compartilhar rumores sem XP por cada rumor.
- 57:39Os jogadores ganham também XP quando eles trazem relatos da
- 57:42sessão, é como se fosse o personagem dele, relatando o que
- 57:45aconteceu na aventura. Para os demais, isso vale XP?
- 57:49Isso são narrativas emergentes do jogo que a gente jogou.
- 57:53São narrativas emergentes da incursão que foi desempenhada,
- 57:56mas os jogadores não tomaram as decisões durante a incursão,
- 58:00visando contar uma história, né? Porquê, porque não tem nem
- 58:03ferramentas para isso, ainda que eles possam falar, não, eu fiz
- 58:06sim isso, querendo contar uma história, a gente não pode dizer
- 58:09que essa vontade dele estava gay.
- 58:11Picada, né? Oo identificado não tem, talvez
- 58:13meio ruim, mas ela não estava tratada dentro do jogo.
- 58:17A partir dos suas mecânicas dinâmicas e tudo mais que a
- 58:19gente pode trabalhar dentro do jogo, ele não estava, é isso.
- 58:23Não estava na relação lúdica como.
- 58:26Né? É e nesse ponto a gente pode
- 58:29pensar, por exemplo, nos contos arturianos, né?
- 58:32Que que são os contos arturianos?
- 58:33A gente tem ali uma massa folclórica, uma massa ficcional,
- 58:38né? De fatos ficcionais que.
- 58:41Existe num povo, né? Determinada região são lendas,
- 58:45né? E essas lendas são contadas, né?
- 58:48São lendas esparsas que são organizadas e contadas com
- 58:53intencionalidade por cada autor. Então, se você pegar ali, sei lá
- 58:56o Merval, ele vai contar os contos arturianos a partir do
- 59:00seu ponto de vista, de sua intencionalidade em botar em
- 59:03ordem esses fatos é ficcionais dentro de uma narrativa, mas
- 59:07pode ser que outro autor resolva abordar somente sei lá o contra,
- 59:12o Sir gallah e aí, aquilo ali é um conto autônomo, uma narrativa
- 59:16autônoma que ele não colocou dentro do contexto de outros
- 59:18contos, como a lenda de o do do Arthur.
- 59:21Então, ali você tem ficção, uma massa ficcional que podem ser
- 59:26lidas de diferentes formas, em diferentes contos, organizadas
- 59:29de diferentes formas. Os jogos de fato, né?
- 59:34Os jogos criam fatos ficcionais DED, ele cria fatos ficcionais,
- 59:39mas não se não necessariamente a gente pode dizer, então, que
- 59:42ODED ele crie intencionalmente no seu jogar.
- 59:47A narrativa, ainda que a narrativa, ainda que narrativas
- 59:51desprendam disso porque somos humanos, e é assim que damos
- 59:54significado às coisas, inclusive aos fatos ficcionais gerados no
- 59:59jogo, né? A gente tem jogos que contam
- 1:00:03histórias, né? Que já é gamificam.
- 1:00:08Desculpa usar novamente o termo, mas eles trazem na relação nude
- 1:00:11que eles dão um tratamento lúdico ao contar de história,
- 1:00:15né? Que contrastam com os jogos que
- 1:00:18não fazem isso, né? E o que que seriam esses jogos
- 1:00:20que não fazem isso? Fica aí uma curiosidade, a gente
- 1:00:24pode dizer, então que vivenciar aventuras não é num mundo
- 1:00:29ficcional, gera factos ficcionais, não é?
- 1:00:33E isso não é o mesmo de construir narrativa.
- 1:00:36Eu acho que isso é o principal de abordar aqui nesse.
- 1:00:39Episódio. E separar o que que é ficção, do
- 1:00:42que que é narrativa e em jogos me parece que essa divisão fica
- 1:00:46muito Clara, ainda que tenha muita, muita parte cinza, me
- 1:00:50parece que a gente vivencia aventuras, gera fatos na ficção,
- 1:00:55mas não necessariamente o jogo constrói uma narrativa
- 1:00:59intencionalmente. Muitas vezes a gente vai
- 1:01:02construir um mundo similar, simulado para vivenciar
- 1:01:05aventuras, e isso não é o mesmo, necessariamente, contar uma
- 1:01:09história. Ainda que a gente vá contar
- 1:01:11histórias sobre esse. Simulado que a gente criou para
- 1:01:15vivenciar aventuras e por isso eu vou deixar uma pergunta aqui
- 1:01:18para você, na sua opinião, todo ORPG é um jogo de contar
- 1:01:23histórias. Sim ou não, eu vou deixar aqui
- 1:01:28uma pergunta para você escrever a respeito No No episódio aqui,
- 1:01:32se você ouve pelo Spotify, você consegue responder isso que a
- 1:01:35pergunta é, quais ferramentas de contar a história você enxerga
- 1:01:39no dangerous and Dragons? Essas que eu trouxe, você
- 1:01:41concorda? Tem outras que você enxerga?
- 1:01:44Magias são ferramentas de contar história que que você acha
- 1:01:47disso? Manda aí, vou deixar essa
- 1:01:50enquete aqui para o nosso episódio, beleza?
- 1:01:55É isso. Vamos lá, vamos agora encerrar
- 1:01:57esse episódio, né? E para encerrar.
- 1:01:59Eu quero trazer aqui é reforçar que vamos ter os links citados
- 1:02:04no episódio ticketwaqui desse episódio.
- 1:02:06Então a gente tem aí o hamlet on the Rollo deck, né?
- 1:02:09O hamlet no hollo deck, que é um livro de game design da agents
- 1:02:12Muricy que eu vou deixar linkado aí pra vocês darem uma
- 1:02:16conferida, eu citei o menser basic, né ODID basic lá do
- 1:02:20menser do Beck, me citei também um episódio do café com Dungeon,
- 1:02:25que é o 693 com a Aline perume, que é o forma narrativa e citei
- 1:02:29também o 698, que é o mago, e a narrativa da realidade, com
- 1:02:33Vitor coelho. Então esses links vão estar
- 1:02:35disponíveis também vai ficar? Disponível para você também, o
- 1:02:37link. Dos spots que a gente botou
- 1:02:40aqui, né? De propaganda?
- 1:02:41Então a gente fez a propaganda do Daily in de RPG news, que
- 1:02:45sempre tem uma novidade, uma novidade de RPG.
- 1:02:48Um dia para você conferir no Telegram ou no WhatsApp.
- 1:02:51E tem também o birgotem. Esse caso, se queijo queira
- 1:02:54jogar essa campanha aberta com a gente, né?
- 1:02:57Então estão aí os links. Lembra que você pode sempre
- 1:03:01apoiar o café com Danger? Isso é muito importante para a
- 1:03:04gente, então vai lá em apoia.se barra café com danjão.
- 1:03:08E ajude o café com beijo, a ter mais dias na semana, né?
- 1:03:12É, se você quer que a gente volte a ter 5 episódios por
- 1:03:14semana, ou seja, todo dia da semana ajuda, a gente é um
- 1:03:17projeto em expansão. A gente conta com o seu apoio
- 1:03:20para fazer um trabalho bonito aqui e por mais que você possa
- 1:03:23falar, Ah, baubi era só, mas eu não consigo ouvir um episódio
- 1:03:26por dia, cara, ainda que você não consiga ouvir um episódio
- 1:03:29por dia, se a gente tiver episódio todo dia, a chance de
- 1:03:33ter episódio, você ame com temas que você goste é muito maior.
- 1:03:37Não há pretensão minha. Todo episódio do café com danjão
- 1:03:40agrade a todo mundo, mas certamente se eu puder ter mais
- 1:03:43episódios, eu vou trazer mais episódios que te agradem, então
- 1:03:47apoia SE barra café com tanjo agradecendo, já que batemos a
- 1:03:51primeira meta e por isso podemos fazer essa primeira live do café
- 1:03:55com tanjo que já está no nosso YouTube e você pode acompanhar
- 1:03:58lá uma live discutindo como será ORPG no futuro daqui a 10 anos,
- 1:04:02ou será que os seus netos vão jogar RPG de mesa?
- 1:04:05Então, dá um confere lá no nosso YouTube, se você quiser deixar
- 1:04:08uma gorjeta porque gostou especialmente do café hoje,
- 1:04:11deixa pra gente aí. Um faz-me rir lá no nosso
- 1:04:14pixcafecomdanjao@gmail.com a gente conta com você.
- 1:04:18Bom, você tem uma empresa, eu tenho uma marca e quer de
- 1:04:22repente aí ter um dia da semana associado ao café com danjão na
- 1:04:27sua marca. Então você pode financiar um
- 1:04:29episódio semanal do podcast e fazer a Alegria da massa
- 1:04:32rpegista. Então consulte a gente aí no
- 1:04:35café comdanjao@gmail.com que a gente vai ter uma proposta
- 1:04:38especial para você também. Pode consultar a gente a
- 1:04:41respeito de parcerias e anúncios que a gente tem os esportes aqui
- 1:04:44que a gente pode anunciar o seu produto, anunciar o seu RPG pode
- 1:04:47anunciar o seu café? Pode anunciar seu curso de de
- 1:04:52tecnologia? Seu jogo, sua mídia, sei lá seu
- 1:04:56canal, a gente pode anunciar que a gente pode combinar um
- 1:04:58precinho. Você quer colaborar com a gente,
- 1:05:01é um produtor de conteúdo game, designer, independente,
- 1:05:04acadêmico, é fã e ter uma ideia interessante.
- 1:05:06Quer participar do episódio? Conta pra gente fala sobre você
- 1:05:10e de comoagentepodecolaborartambem1cafecomdanjao@gmail.com
- 1:05:15beleza. Queria agradecer aqui o Rafael
- 1:05:19Amon, grande Ramon do PnP, muito obrigado pelo teu incentivo, tá?
- 1:05:23E agradecer também aos nossos assinantes aqui no nível de
- 1:05:27apoio. Comunidade a galera que tem
- 1:05:29acesso a nossa comunidade aí de do Telegram, né?
- 1:05:33Onde se debate muito RPG, é muito legal participar dela.
- 1:05:36Muitos links interessantes, muito conteúdo sendo debatido.
- 1:05:40Então eu queria agradecer aí o Felipe da Silva, muito obrigado,
- 1:05:43Felipe, grande game designer aí. Obrigado, Gustavo murady,
- 1:05:50obrigado ao Caio Palma também, que está jogando pirgotem com a
- 1:05:54gente. Obrigado também aí ao André Luís
- 1:05:58Marcondes pontes, grande André, que debateu muito com a gente no
- 1:06:02café com danjão, no grupo de assinantes aí sobre narrativas.
- 1:06:06EE ficção, né? E agradecer também ao grande
- 1:06:11Gabriel junger. Falei, doutor, muito obrigado
- 1:06:14pelo teu apoio. É também agradecer aí a galera
- 1:06:18que apoia a gente nos níveis de apoio, RPG, tojo, então
- 1:06:24agradecer aí o shuangs ao Evaldo pontual, ao Mateus Machado, ao
- 1:06:30Mateus coletto, ao Pedro Borges, a grande Renata canivaroli, eu
- 1:06:35flecha mágica, Victor Hugo Martins, Germano Assis, o Pedro
- 1:06:39bizini, e o Rudolph helmuth, o Marcos Vinícius ornello do
- 1:06:42Rafael barotti, o Daniel Aidar e o Bruno cobi, muito obrigado.
- 1:06:47O apoio de vocês e agradecer a galera que está aí no treino.
- 1:06:50Royal phantes os apoiadores do nível treinamento Royal fantasy,
- 1:06:53o Abílio Júnior, o Leonardo gasparuto menini e o Diego
- 1:06:57cestito. Muito obrigado, sabendo que
- 1:06:59agora estamos estudando, né? Oo Cavern of Tracy, que é Oo Lee
- 1:07:07OA dungel, né? Magnífica, da genel g 4 que
- 1:07:11infelizmente morreu esse mês, né?
- 1:07:15E a gente está estudando essa tange um dela, possivelmente
- 1:07:17para fazer conteúdo, inclusive, mas estudando isso à luz de Joy
- 1:07:21pentes, e a gente vai ter reuniões aí para debater.
- 1:07:23A respeito disso com a galera desse nível de apoio,
- 1:07:26treinamento, Oil, pentes, então, muito obrigado pelo apoio
- 1:07:29pessoal. E é isso, um abraço e até a
- 1:07:33próxima.