Latest / ED Podcast [@arthurdantaslemos] / AS ARMAS DA PERSUASÃO #III - ARMAS DE INFLUÊNCIA (CLUBE DO LIVRO)
Transcript
- 0:05Senhoras e senhores, sejam muito bem vindos ao clube do livro.
- 0:09Estamos em outra sala aqui na Ed comigo, Bruno Maia Soares, dá a
- 0:14mãozinha aqui, brunão pelo menos pra olha aí, ó, olha aí e aí,
- 0:18brunão tudo certo? Tudo ótimo, compra mais um.
- 0:21Vamos pra mais um? Estamos lendo as armas da
- 0:24persuasão. Eu estou com a versão em
- 0:25português aqui. Já mostrei a original, né?
- 0:27Que chama influence, do Robert aldini.
- 0:30É agora oficialmente capítulo número 1 armas de influência,
- 0:34né? Lembrando que ele inclusive se
- 0:36posiciona como um cientista da influência, né?
- 0:40Ele usa inglês mais o termo influence do que é a persuasão
- 0:45de fato, né? E começa com a frase do Alfred
- 0:50North Whitehead, que diz o seguinte, AA civilização avança
- 0:54ao ampliar o número de operações que podemos realizar sem pensar
- 0:57nelas. Qual é a conexão disso?
- 1:01Tem a ver com cliques, um tem a ver com Jiu Jitsu?
- 1:04É tem a ver um pouco também com o sistema, o sistema 2 do Daniel
- 1:09canal, né? Vamos entrar nisso aqui a partir
- 1:12de agora. Você que tá chegando aqui e que
- 1:15não conhecia o clube do livro, seja muito bem-vindo, tá?
- 1:19Seja muito bem-vindo. Outro dia recebi um telefonema
- 1:22de uma amiga que tinha acabado de abrir uma loja de joias joias
- 1:25indianas no Arizona. Ela estava eufórica.
- 1:28Com um acontecimento curioso, achava que, como psicólogo, eu
- 1:33conseguiria ajudá la a entender o que é que havia se passado.
- 1:38A história envolvia certo lote de joias, eu lembrei já dessa
- 1:41história aqui, certo lote de joias de turquesa que ela teve
- 1:44dificuldade para vender, era a alta temporada.
- 1:46A joalheria estava movimentada e as peças de turquesa eram de boa
- 1:49qualidade e tinha um preço justo.
- 1:51No entanto, nenhuma dessas peças havia sido vendida.
- 1:55Minha amiga havia tentado alguns truques de vendas comuns para se
- 1:57livrar da mercadoria. Procurou chamar atenção para as
- 2:00peças, exibindo as no mostruário mais central.
- 2:04Não teve sorte. Chegou a pedir à equipe de
- 2:06vendedores que tentasse empurrar as joias para os clientes de
- 2:09novo, sem sucesso. Finalmente, na noite antes de
- 2:12partir para uma viagem de compras fora da cidade, ela
- 2:15escreveu um bilhete desesperado para sua vendedora principal
- 2:18pedindo que vendesse tudo que estava no mostruário pela metade
- 2:20do preço. Esperava assim.
- 2:23Se livrar daquelas joias encalhadas, ainda que com
- 2:26prejuízo, né? Ao retornar, alguns dias depois,
- 2:31não se surpreendeu ao ver que todos os artigos haviam sido
- 2:34vendidos. Ficou chocada, porém, ao
- 2:37descobrir que, como a funcionária tinha lido o 1/2 do
- 2:44bilhete como 12, o lote inteiro havia sido vendido pelo dobro do
- 2:50preço original. Ou seja.
- 2:53Ela deixou um bilhete dizendo assim, venda tudo por 1/2, que é
- 2:57meio, né metade e ela viu aquele 2, ela não associou 1/2 e ela
- 3:01disse, pô, pra dobrar o preço. Colocou por 2 vezes o preço e
- 3:07vendeu tudo. Foi aí que minha amiga me ligou.
- 3:11Respondi que, para que eu pudesse lhe dar uma boa
- 3:13explicação, ela teria primeiro que ouvir uma história minha, na
- 3:16verdade não é exatamente minha. Ela fala de peruas mães.
- 3:21Né? Peruas o animal é e pertence à
- 3:25ciência relativamente nova da etologia, que é o estudo dos
- 3:28animais em seu ambiente natural. Em seu ambiente natural, as
- 3:33peruas são boas. Mães são carinhosas, protetoras,
- 3:37passam grande parte do tempo cuidando dos filhotes,
- 3:39aquecendo, limpando e aconchegando os.
- 3:43Mas existe algo estranho em seu método.
- 3:47Praticamente todos esses cuidados maternos são
- 3:49desencadeados por apenas um fator, o piar dos filhotes.
- 3:54Como é que o que é piar brunão reproduz o som aí pra turma
- 3:58entender. Aí não me aventura, não.
- 4:02Não, véio. O piar dos filhotes.
- 4:05Entendeu? É isso aí, é?
- 4:09Outras características identificadoras dos filhotes,
- 4:12como seu cheiro ou aparência, parecem desempenhar papéis
- 4:15menores no processo de zelo materno.
- 4:18Se um filhote piar, sua mãe cuidará dele.
- 4:21Do contrário, ela poderá ignorá lo e às vezes até matá lo.
- 4:26A confiança Extrema das peruas mães nesse som específico foi
- 4:30ilustrada pelo estudioso do comportamento animal MW Fox em
- 4:351974. Em sua descrição de um
- 4:37experimento envolvendo uma perua mãe e uma doninha empalhada para
- 4:44uma perua mãe, uma doninha é um inimigo natural cuja aproximação
- 4:48deve ser recebida com grasnidos bicadas em unhadas raivosas.
- 4:53De fato, os experimentos mostraram que, mesmo com mesmo
- 4:56uma doninha empalhada, quando levada com um barbante para
- 5:01perto de uma perua, recebia um ataque imediato e furioso.
- 5:06Quando, porém, a mesma réplica empalhada portava um pequeno
- 5:09gravador que tocava o som emitido por filhotes de Peru, a
- 5:14mãe não apenas aceitava a doninha, mas a acolhia sob suas
- 5:19asas. Quando o gravador era desligado,
- 5:22o modelo de doninha tornava a atrair um ataque feroz.
- 5:26E aí ele faz essa introdução para explicar o conceito do
- 5:29click e zoom, né? Que é?
- 5:31Essa reação automática, se acontece clique, eu faço o zoom,
- 5:35né? Então vamos aqui.
- 5:36Seguindo a leitura, o comportamento da perua mãe
- 5:39parece ridículo nessas circunstâncias.
- 5:42Ela aceitaria um inimigo natural que mentisse o som de seus
- 5:44filhotes, mas iria maltratar ou matar um de seus filhotes que
- 5:48não o fizesse. Ela age como um robô, cujo os
- 5:51instintos maternais estão sob o controle automático daquele som
- 5:56específico. Os etologistas, porém, nos
- 5:59informam que esse tipo de coisa. Não é exclusivo dos Perus.
- 6:05Eles tem identificado padrões cegamente mecânicos e regulares
- 6:09de ações. Padrões é é é de ações regulares
- 6:13e cegamente mecânicos numa grande variedade de espécies.
- 6:17Os padrões fixos de ação podem envolver sequências complexas de
- 6:22comportamento, como rituais completos de corte ou
- 6:25acasalamento, que ocorrem praticamente da mesma forma.
- 6:29E na mesma ordem, todas as vezes, é quase como se os
- 6:33padrões estivessem gravados em fitas cassetes dentro dos
- 6:37animais. Quando uma quando a situação
- 6:39pede um movimento específico, é como se passasse uma fita que
- 6:44levasse esse movimento específico, e aí ele é
- 6:47reproduzido. Quando uma situação pede
- 6:49cuidados maternos, uma fita de comportamento materno é tocada.
- 6:53Clique e a fita apropriada é ativada.
- 6:55Zoom e eis que se desenrola a sequência de comportamento
- 6:59padrão. E vamos caminhar para isso, em
- 7:03alguma medida. Previsíveis, tá?
- 7:06O aspecto mais interessante disso tudo é a forma como as
- 7:10fitas são ativadas quando o animal age para defender seu
- 7:14território, por exemplo, é a invasão de outro animal da mesma
- 7:17espécie que aciona a fita de vigilância, defesa territorial
- 7:22e, se necessário, comportamento de combate.
- 7:24Mas existe uma falha no sistema. Não é o rival como um todo que é
- 7:29desencadeador, eSIM uma característica específica.
- 7:34Com frequência, característica desencadeadora será apenas um
- 7:37aspecto minúsculo da totalidade do intruso que se aproxima.
- 7:42Às vezes, uma Tonalidade de Cor é suficiente.
- 7:45Os experimentos dos etologistas mostraram, por exemplo, que um
- 7:49tordo macho agindo como um como se um tordo rival tivesse
- 7:54invadido o seu território. Atacará com vigor um mero tufo
- 7:58de penas vermelhas de peito de tordo colocadas por perto.
- 8:04Ao mesmo tempo, ele irá praticamente ignorar uma réplica
- 8:08empalhada perfeita de um tordo macho sem as penas vermelhas do
- 8:12peito. É, e ele coloca aqui entre
- 8:15parênteses, né? O LEC 1943.
- 8:17O que que é isso, né? Isso aqui é.
- 8:21De onde que ele tirou? Então, tem um estudo ou um
- 8:24artigo científico é que mostrou isso aqui, né?
- 8:30É porque que eu acho que ele faz questão de porque ele poderia
- 8:32fazer o seguinte, é de acordo com estudos e tal, sendo que são
- 8:38coisas que ele primeiro vai para um ambiente muito absurdo, né?
- 8:42Assim, pô, não sei nem que porra, é um tordo, né?
- 8:45E um tordo é, reage a pena que não tem pena.
- 8:49E parece uma meio que buchitagem assim, um negócio muito viajado,
- 8:52ele e ele traz aqui dizendo o seguinte, ó, eu estou falando
- 8:55isso aqui, eu vou chegar no meu ponto, tá?
- 8:57Me dê o benefício da dúvida, mas tem isso aqui vem de artigos de
- 9:01pesquisas científicas, né? Então vamos, vamos seguir aqui
- 9:04com o benefício da dúvida. Resultados semelhantes foram
- 9:07encontrados em outra espécie de ave, o pisco de peito azul, para
- 9:11qual parece que o desencadeador da defesa territorial é um tom
- 9:16de azul específico das penas do peito.
- 9:19Outro cara aqui Pape nowen 1960, ou seja, outra pesquisa.
- 9:21Antes de criticarmos a facilidade com que as
- 9:25características desencadeadoras podem induzir alguns animais a
- 9:28reagir de formas totalmente inapropriadas à situação,
- 9:30devemos entender 2 fatos. Primeiro, que os padrões fixos
- 9:36de ação desses animais funcionam muito bem na maior parte das
- 9:40vezes, por exemplo. Como apenas filhotes de Peru
- 9:47normais e saudáveis emitem o ruído peculiar dos bebês de
- 9:51Peru, faz sentido a Peru a mãe reagir maternalmente aquele som
- 9:58específico. Ao responder apenas aquele
- 10:00estímulo a Peru à mãe normal quase sempre se comportará de
- 10:04maneira correta. Só um trapaceiro como um
- 10:08cientista consegue fazer com que sua reação à gravação pareça
- 10:13insensata. O segundo fato, então, assim,
- 10:17isso aqui é a tradução, né? Às vezes as pessoas falam que é
- 10:23nossa, é o comportamento automático.
- 10:26Ele é ruim, ele é ruim, mas é ele que nos faz conseguir.
- 10:30É vencer o dia a dia, né? Senão que a gente não observa
- 10:33isso, que é como que é falar Bruno.
- 10:35É que ele funciona na maior parte das vezes, né?
- 10:37Que vai ter uma situação outra aqui que não é funcionar.
- 10:38No caso de animais, ele funciona praticamente 100%.
- 10:42Só quando o ser humano interfere ali que não vai.
- 10:44Funcionar, né? Exatamente.
- 10:46EEEEA característica da racionalidade, da a
- 10:51característica da ok, vamos chamar de racionalidade, né?
- 10:55Que é é saber que uma parte das pessoas entende, conhece e tenta
- 11:02aplicar ou se beneficiar. É dessas desses padrões.
- 11:07Aqui é faz com que eu tenha um interesse.
- 11:11Especialmente maior em entendê Los, né?
- 11:13Para utilizá Los ao meu favor, se possível, e tentar atenuar um
- 11:18pouco a minha exposição a esses padrões amplos aqui podemos
- 11:23seguir ou não? Vamos nessa, vamos nessa.
- 11:26Vamos nessa, o segundo, cadê o segundo?
- 11:30Fato importante é que nós também temos nossas fitas pré
- 11:33programadas e, embora costumem funcionar a nosso favor, as
- 11:36características desencadeadoras. Que as ativam podem nos induzir
- 11:41a tocar as fitas nos momentos errados.
- 11:45A forma paralela de automatismo humano é demonstrada no
- 11:48experimento da psicóloga social Ellen langer e seus colegas.
- 11:54Esse experimento aqui de 1978, um princípio conhecido do
- 11:56comportamento humano, afirma que ao pedirmos um favor a alguém,
- 12:01teremos mais sucesso se fornecermos um motivo.
- 12:09As pessoas simplesmente gostam de ter motivos para o que fazem,
- 12:15né? Outra pesquisa mencionada aqui
- 12:17bastar de xafi no ano 2000. Langer, essa outra cientista,
- 12:21demonstrou esse fato previsível, pedindo um pequeno favor a
- 12:24pessoas que esperavam na fila para usar a copiadora de uma
- 12:27biblioteca. Com licença, tenho 5 páginas.
- 12:30Posso usar a máquina de xerox porque estou com pressa.
- 12:34A eficácia desse pedido, acompanhado de um motivo, foi
- 12:38quase total. 94% das pessoas indagadas deixaram que ela
- 12:43justificasse a sua frente, que ela passasse a sua frente na
- 12:47fila quando ela fez o mesmo pedido sem dar uma
- 12:50justificativa, ou seja, com licença.
- 12:53Tenho 5 páginas, posso usar a máquina de xerox.
- 12:57Qual é a única diferença que é que ela não justificou.
- 13:00Ela não comprometou dizendo o seguinte, porque estou com
- 13:02pressa. E aí nesse segundo, né?
- 13:05Exemplo aqui sem a justificativa.
- 13:07Apenas 60% dos consultados concordarem em deixar ela passar
- 13:10na fila, né? E aí, veja, é, eu não sou
- 13:13cientista, vou ser provavelmente também, não é.
- 13:16Então, o que é que a gente vai presumir aqui, né?
- 13:18É que sempre que o cialdine traz dizendo o seguinte, houve uma
- 13:24pesquisa que foi feita, né? Tem um estudo aqui social da
- 13:28Ellen langer, é langer black e chanalwets em 1978.
- 13:36Vamos, vamos pressupor que todos estes é é estudos aqui eles têm
- 13:44validade estatística, né? Então não é como se eles
- 13:46chegassem e perguntassem para 3 pessoas sem método científico,
- 13:50né? Tem método científico e validade
- 13:52estatística. Por isso que está aqui no livro.
- 13:55Seguindo a leitura, a primeira vista parece que a diferença
- 13:58crucial entre os 2 pedidos foi a informação adicional fornecida
- 14:00pelas palavras porque estou com pressa.
- 14:03Entretanto, um terceiro tipo de pedido foi feito por langer.
- 14:08Um terceiro tipo de pedido feito por langer mostrou que não foi
- 14:13bem assim. Aparentemente, não foi a série
- 14:16inteira de palavras, mas a primeira porque a palavra porque
- 14:23que traz, né? Um sentido de justificativa.
- 14:26E foi essa palavra que fez a diferença.
- 14:29Em vez de incluir o motivo real para obter o favor, o terceiro
- 14:32tipo de pedido de langer, usou a palavra a palavra porquê e
- 14:36depois, sem acrescentar nada de novo, apenas reafirmou o óbvio,
- 14:40com licença, tenho 5 páginas. Posso usar a máquina de xerox
- 14:44porque preciso tirar umas cópias.
- 14:46Nesse caso, mais uma vez, quase todos, 93% concordaram, embora
- 14:52nenhum motivo real ou informação nova fossem acrescentados para
- 14:55justificar a concordância. Assim como o som dos filhotes de
- 14:58Peru desencadeou uma reação maternal automática na Peru, a
- 15:01mãe, mesmo quando vindo de uma doninha, empalhada a palavra
- 15:06porque desencadeou uma reação de consentimento automático nas
- 15:11cobaias de langer, seres humanos, mesmo sem receberem um
- 15:15motivo relevante para concordarem clique e zoom,
- 15:21embora algumas descobertas adicionais de langer mostrem.
- 15:24Que existem muitas situações em que o comportamento humano não
- 15:27funciona de forma mecânica, ativada por uma fita entre
- 15:31aspas. Ela é muito ela e muitos outros
- 15:34pesquisadores estão convencidos de que ele quase sempre
- 15:38funciona. E aí ele.
- 15:40Ele cita aqui a pesquisa do bor e Williams em 2006 e langer em
- 15:431989. Seguindo a leitura, por exemplo,
- 15:44consideremos a estranha conduta daqueles clientes da joalheria
- 15:47que. Arrebataram um lote de joias de
- 15:54turquesa somente depois de oferecidas por engano, pelo
- 15:57dobro do preço original. Não vejo sentido em seu modo de
- 16:01agir, anão ser em termos do automatismo click zoom.
- 16:07Como assim? Os clientes, em sua maioria
- 16:10turistas endinheirados com poucos conhecimentos sobre a
- 16:13Pedra turquesa, estavam usando um princípio padrão, um
- 16:16estereótipo, para orientar suas compras.
- 16:19Caro é igual a bom. Muitas pesquisas mostram que
- 16:24pessoas em dúvida sobre a qualidade de um item costumam
- 16:27recorrer a esse estereótipo. E aí ele menciona aqui a
- 16:30pesquisa do cronly at all, né? Que são outros pesquisadores em
- 16:332005. Assim, os turistas que queriam
- 16:36joias de qualidade acharam os itens de turquesa mais valiosos
- 16:42e desejáveis, quando apenas o valor foi destacado.
- 16:45Né, cara? É igual a bom.
- 16:46O preço sozinho havia se tornado uma característica
- 16:49desencadeadora de uma percepção de qualidade.
- 16:52Após ter sido aumentado, e aí com isso ele foi é esgotado, né?
- 16:58Venderam bastante, é ele tem um trechinho aqui que mostra que
- 17:02esse click zoom, esse automatismo, né?
- 17:04Ele acontece também no amor. Então a pesquisa de 1998 que diz
- 17:07que em anúncios é pessoais, né, para namorar, para fazer date,
- 17:11Tinder, coisas assim, é mundo afora, é, há um padrão, isso vem
- 17:16de uma pesquisa, isso foi mapeado por uma pesquisa.
- 17:19É que diz que a as mulheres descrevem mais as suas
- 17:24características físicas, ao passo que os homens destacam
- 17:27mais a sua Riqueza material, né? E o que ele propõe aqui?
- 17:30Não, não, não. Estou trazendo a integridade
- 17:32aqui disso aqui porque é mais um um comentário adicional dele.
- 17:37Mas aqui é é nessa, nessa percepção do modo automático, é
- 17:42como se. As mulheres percebessem maior
- 17:45êxito em evidenciar características físicas e o
- 17:48homem em características materiais.
- 17:49E a coisa se torna auto realizável.
- 17:51Tá, quer comentar não? Só pra ajudar ainda mais a
- 17:56compreensão do do ouvinte, basicamente essa ideia do click
- 17:59zoom aqui é como se pra pra determinadas situações que
- 18:02acontecem, AA gente reagisse com quase como um é como um reflexo,
- 18:08né? Haja ali de forma impensada.
- 18:11EE aí ele traz esses exemplos, né?
- 18:13Primeiro ele fala sobre alguns animais aqui, né, pra poder
- 18:16chegar nos 2 exemplos que ele traz, onde é é mais fácil, as
- 18:21pessoas é concederem 11 favor. Quando esse esse pedido vem, vem
- 18:26acompanhado de um motivo e essa ideia de que o que é mais caro é
- 18:30melhor, né? Então quando o preço é maior é
- 18:33as pessoas entendem como como ser bom, né?
- 18:35Caro é igual a bom. São 22 exemplos aqui que ele
- 18:39traz. É isso aí, é isso aí, acho que
- 18:44eu vou botar uma licença anual da tech fire, são uns 28000
- 18:46brunão. É que esse cara é bom, né?
- 18:50E é maluco isso que aí às vezes o cara olha e fala, porra, então
- 18:53vou ter que fazer o que tem que ser feito e acaba tendo mais
- 18:55resultado, ficando mais feliz. Quem sabe?
- 18:57Quem sabe tem um depoimento de um leitor que eu vou me permitir
- 19:01passar e eu vou seguir a leitura aqui no reduzindo o risco com
- 19:04Atalhos, reduzindo o risco com Atalhos.
- 19:07Para quem conhece o Daniel came nessa, só nessa introdução aqui
- 19:10você já vê as semelhanças, né? É fácil culpar os turistas por
- 19:16suas compras insensatas, mas um exame meticuloso oferece uma
- 19:19visão mais benevolente. Eles foram educados pela regra,
- 19:23você recebe aquilo que pega ou que paga e confirmaram sua
- 19:26legitimidade várias vezes em sua vida.
- 19:28E, de fato, assim é. Meu pai falava muito, né, que é?
- 19:35Putz, fugia aqui agora, mas era um bordão desse, né, que tinha a
- 19:38ver com sercaram, é quanto marcaram, melhor alguma coisa
- 19:45assim. Putz, eu fugia aqui agora, né?
- 19:46Mas é mais ou menos aquela história do do é o comportamento
- 19:51da perua, né? Muitas vezes é um comportamento
- 19:54adequado, então você até trouxe um exemplo aquilo não que eu
- 19:57esqueci agora, mas é, há essa correlação positiva sendo que
- 20:02ela não é perfeita, né? Então, normalmente.
- 20:05Olhando, analisando 5 notebooks, se aquele que tiver o maior
- 20:07preço ele tem por alguns motivos, né?
- 20:10Então o mais caro normalmente é o melhor, né?
- 20:13Mas nem sempre. Aí vem a história do risco com
- 20:16esses padrões automáticos e ele fala que agora de reduzir o
- 20:19risco com esse tipo de atalho. Então, voltando aqui, a leitura
- 20:23é em pouco tempo simplificaram a regra.
- 20:28Falando dos turistas, né? Para caro é sinônimo de bom.
- 20:31Esse estereótipo funcionou para eles do passado, já que, em
- 20:35geral, o preço de um artigo aumenta junto com o seu valor.
- 20:38Um preço superior costuma refletir uma qualidade superior.
- 20:41Assim, quando se viram na posição de desejar uma boa joia
- 20:46de turquesa, mas sem conhecer direito essa Pedra
- 20:49compreensivelmente, confiaram na velha regra do custo para
- 20:53avaliar o mérito da joia. Embora sem perceber, ao reagirem
- 20:59apenas ao preço da turquesa, estavam procurando reduzir seu
- 21:01risco. Invés de explorar todas as
- 21:04chances a seu favor, tentando dominar cada característica que
- 21:07indica o valor de uma joia de turquesa, estavam confiando em
- 21:10apenas uma, aquela que sabiam estar quase sempre associada à
- 21:14qualidade de qualquer item. Estavam apostando que o preço
- 21:18sozinho informaria tudo que precisavam saber dessa vez
- 21:21porque alguém confundiu 11/2 com 12.
- 21:24Apostaram errado. Né?
- 21:26De modo geral, em todas as situações passadas e futuras da
- 21:30vida, usar um atalho para reduzir o risco podem
- 21:32representar uma abordagem mais racional possível.
- 21:34O que é que eu gosto dessa provocação aqui é que,
- 21:38estatisticamente, logo aplicar o atalho é uma decisão racional e
- 21:46não irracional. Como é a crítica, né?
- 21:49Porque AO atalho pode ser uma decisão burra, tudo bem, mas se
- 21:52a cada 100 decisões. 90 fazem sentido e isso me economiza
- 21:57tanta energia. Não sei se é tão burro assim, se
- 21:59não me expõe ao risco da ruína, por exemplo, né?
- 22:03Seguindo, seguindo, estamos só aquecendo aqui indo é.
- 22:07De fato, o comportamento estereotipado, automático
- 22:10predomina em grande parte das ações humanas, porque em muitos
- 22:13casos é a forma mais eficiente de comportamento, de acordo com
- 22:17a pesquisa do goatsting e do gigg render em 1996 e em outros?
- 22:23Porque é simplesmente necessário.
- 22:26Tem outra pesquisa, tem mais 2 pesquisas aqui que fala sobre
- 22:29isso. Eu não vou o tempo todo lembro
- 22:31não, porque assim é tanto, senão eu vou ficar lendo o nome.
- 22:33Aqui é pesquisadores o tempo inteiro, então vamos lá para
- 22:40viver num ambiente complexo e dinâmico dos dias de hoje,
- 22:42precisamos de Atalhos, precisamos de Atalhos.
- 22:46Tem até um estudo, eu não lembro agora, acho que ele não menciona
- 22:48aqui que já é antigo da universidade de Oxford, que.
- 22:53Se estima que AO ser humano é dos dos tempos atuais.
- 22:59Na média, toma 40000 decisões por dia, né?
- 23:04Então é o é o cara agora que é tá dirigindo e tem um cigarro
- 23:10eletrônico perto da marcha e ele pensou se ele IA pegar pra fumar
- 23:13ou não, né? E fumou ou não fumou, ou você
- 23:17que freou ou não freou o Bruno que tá pensando aqui se vai, né?
- 23:21É fazer um comentário ou não. Então são muitas decisões, sendo
- 23:24que a gente não para para pensar.
- 23:25Enquanto decisões, você abre a geladeira e você fecha a
- 23:27geladeira e você pensa assim, você vai.
- 23:29Então a gente precisa dos Atalhos, porque não dá para
- 23:34ponderar sobre todas as decisões que a gente tem que tomar
- 23:36durante o dia, né? Não se pode querer reconhecer e
- 23:38analisar todos os aspectos em cada pessoa, acontecimento,
- 23:41situação com que deparamos. Mesmo num único dia, não
- 23:44dispomos de tempo, energia ou capacidade para tal, em vez
- 23:47disso. Temos muitas vezes que usar
- 23:49nossos estereótipos, nossas regras gerais, para classificar
- 23:52as coisas de acordo com umas poucas características chave e
- 23:56depois passar a reagir sem pensar quando uma ou outra
- 24:00dessas características desencadeadoras estiver
- 24:02presente. Algumas vezes, o comportamento
- 24:06decorrente não será apropriado à situação, porque nem mesmo os
- 24:10melhores estereótipos e características desencadeadoras
- 24:13funcionam sempre. Somos obrigados a aceitar suas
- 24:17suas imperfeições, já que não há realmente outra escolha.
- 24:21Sem essas características, ficaríamos paralisados,
- 24:23catalogando, avaliando e aferindo enquanto o momento de
- 24:26agir passaria. E tudo indica que estaremos
- 24:30contando com esses estereótipos num grau ainda maior no futuro.
- 24:34E velho, eu não lembro. Como é que foi escrito aqui?
- 24:36Mas é, já já tem uma realização de profecia, né?
- 24:40Porque do tempo que ele escreveu esse livro para hoje.
- 24:43É, eu acho que a gente já já usa mais OOO, automático, né?
- 24:52O estereótipo o que ele está chamando aqui de de atitude
- 24:56desencadeadoras do que anos atrás, né?
- 24:59A coisa evoluiu bastante, tem evoluído bastante.
- 25:02À medida que os estímulos saturadores de nossa vida
- 25:04continuem se tornando mais complexos e variáveis, teremos
- 25:07que depender cada vez mais dos nossos Atalhos para lidar com
- 25:09todos eles. Recentemente, os psicólogos
- 25:12descobriram uma série de Atalhos mentais que empregamos em nossos
- 25:15julgamentos do dia a dia. E aí ele menciona o Daniel
- 25:19cainman, é o taversky, enfim, na pesquisa quase original deles,
- 25:24né? 1982, então década de 70, eles
- 25:27se encontram ali com o Richard Taylor e em em 82 aqui, que
- 25:31esses caras já tinham muito protagonismo, né?
- 25:32E o toddy e o guega ranzer em 2007 também.
- 25:35Esses Atalhos operam quase da mesma forma.
- 25:41Que a regra caro é igual a bom, permitindo um pensamento
- 25:44simplificado que funciona bem a maior parte do tempo, mas nos
- 25:48deixa sujeitos a erros custosos, ocasionais, especialmente
- 25:53pertinentes a este livro. São os Atalhos que nos indicam
- 25:55quando devemos acreditar no que nos dizem ou quando devemos
- 25:59fazer o que nos pedem. Consideremos, por exemplo, a
- 26:03regra de atalho que diz aí, ó, esse aqui é um trecho destacado,
- 26:09né? Mas é, ainda estamos no nível
- 26:12bem, bem, bem básico. Aqui.
- 26:15A regra do atalho que diz assim, se um especialista disse isso,
- 26:19deve ser verdade, como veremos no capítulo 6, que, se eu não me
- 26:22engano, é o capítulo que ele fala de autoridade.
- 26:25Existe uma tendência perturbadora em nossa sociedade
- 26:28de aceitar cegamente as afirmações e diretrizes de
- 26:31indivíduos que parecem ser autoridades em determinado
- 26:35assunto. Ou seja.
- 26:38Invés de raciocinar sobre os argumentos do especialista e nos
- 26:42convencermos ou não, com frequência ignoramos os
- 26:46argumentos e nos deixamos levar, apenas pelo fato de se tratar de
- 26:48um expert, essa tendência a reagir de modo mecânico a uma
- 26:54informação em dada situação é o que chamamos de reação
- 26:58automática, ou, voltando para a analogia dele, clique e zoom
- 27:02circulando, falou deve ser assim.
- 27:04A tendência a reagir com uma base com base numa análise
- 27:08minuciosa de todas as informações pode ser chamada de
- 27:12reação controlada. E ele traz uma pesquisa aqui do
- 27:15chykenic tropy de 99. Uma série de pesquisas de
- 27:18laboratório mostrou que as pessoas tendem a lidar com as
- 27:21informações de forma mais controlada quando tem o desejo e
- 27:25a capacidade de analisá las cuidadosamente, caso contrário,
- 27:28estarão mais propensas a usar a abordagem mais fácil do click e
- 27:33zoom. Trouxe outras pesquisas que
- 27:35evidenciam isso. Em um estudo de 1981 do Goldman
- 27:38e do pet, alunos da universidade de Missouri ouviram um discurso
- 27:42gravado que defendia a ideia de exigir que todos os veteranos
- 27:47fossem submetidos a exames abrangentes para que pudessem se
- 27:51graduar. A questão afetava alguns deles
- 27:54pessoalmente, pois foram informados de que os exames
- 27:56entrariam em vigor no ano seguinte, antes que tivessem a
- 27:59chance de se formar. Claro que naquela notícia, claro
- 28:05que aquela notícia fez com que quisessem analisar os argumentos
- 28:08com atenção. No entanto, para outros
- 28:12participantes do estudo, a questão teve pouca importância
- 28:15pessoal, pois foram informados de que os exames só começariam
- 28:18bem bem depois de se graduarem, logo, não tiveram uma forte
- 28:23necessidade de analisar com cuidado a validade do argumento.
- 28:25Ou seja, voltando aqui, né? AOOO que ele tava falando aqui
- 28:30as pessoas é. Tendem a lidar com as
- 28:34informações de forma mais controlada quando você tem a
- 28:39capacidade de analisar. E o desejo, né?
- 28:42Ou o desejo, nesse caso aqui é muito desejo, porque mim impacta
- 28:45diretamente menos desejo não me impacta, é só depois que eu
- 28:48formar você vai ter uma prova adicional, tanto faz, e aí é
- 28:54pelo menor interesse, as pessoas acabam acabam é não fazendo
- 28:58questão de de olhar para coisa e de analisar coisas e assim por
- 29:01diante. Mas bem, qual é a tradução aqui
- 29:04do cealdini pra pra o resultado desses estudos, né?
- 29:06O resultado do estudo ou os resultados foram claros?
- 29:09Os participantes, sem nenhum interesse pessoal no assunto,
- 29:12foram basicamente persuadidos pela experiência do orador no
- 29:15campo da educação, eles usaram a regra, se um especialista disse
- 29:19isso, deve ser verdade, dando pouca importância à força de
- 29:22seus argumentos. Aqueles alunos para os quais a
- 29:24questão importava pessoalmente, por outro lado, ignoraram a
- 29:28experiência do orador. E foram persuadidos, sobretudo
- 29:31pela qualidade de seus argumentos.
- 29:33Portanto, parece que quando se trata da perigosa reação cliques
- 29:38um nós nos concedemos uma rede de segurança.
- 29:42Resistimos ao requinte sedutor de reagir a uma única
- 29:45característica desencadeadora das informações disponíveis.
- 29:50Quando a questão é importante para nós, sem dúvida isso ocorre
- 29:53com frequência. Ele menciona outra pesquisa.
- 29:57Porém, não estou totalmente tranquilo.
- 29:59Lembre se de que vimos que as pessoas costumam reagir de forma
- 30:03controlada e racional somente quando tem o desejo e a
- 30:07capacidade de fazê lo há pouco tempo fiquei impressionado ao
- 30:09saber de indícios sugerindo que o modo e o ritmo da vida Moderna
- 30:13não permitem a tomada de decisão ou de decisões 100% racionais,
- 30:17mesmo em muitos assuntos pessoalmente relevantes.
- 30:21É EE entendem se vida Moderna como algo que já, né?
- 30:26Por exemplo, o estudo de 70 vida Moderna no contexto.
- 30:30Mais histórico, né? Não nos últimos anos.
- 30:33Ou seja, às vezes as questões podem ser tão complicadas, o
- 30:37tempo tão exíguo, né? Tão enxuto, as perturbações tão
- 30:43invasivas, a agitação emocional tão forte ou a fadiga mental tão
- 30:47profunda que não temos condições cognitivas de agir de forma
- 30:51racional. Seja o assunto importante ou
- 30:54não, sentimos a necessidade de tomar um atalho.
- 30:57Oo que é que ele tá mostrando aqui aqui mesmo, as questões
- 31:01relevantes e aí vem o que é o não óbvio, né?
- 31:05Beleza? O cara que recebeu a notícia,
- 31:07que tem que ter mais uma prova se não quer, depois de eu me
- 31:09informar e não deu atenção para isso e o cara deu porque vai
- 31:13impactar ele. Ah, aqui é óbvio, né?
- 31:16Mas o que ele tá dizendo é que é uma camada mais profunda aqui é.
- 31:20Mesmo quando é do seu interesse e é relevante dado todos esses
- 31:24fatores, é, a gente tem a necessidade de tomar Atalhos,
- 31:30né? Talvez em nenhum lugar essa
- 31:33última questão seja mais dramática do que nas
- 31:35consequências de um fenômeno que os dirigentes do setor
- 31:37aeronáutico rotularam de cap thinity.
- 31:41E aí ele traz uma pesquisa que fala desse termo aqui, algo como
- 31:45comandantite em português, a interessante história.
- 31:50Investigadores de acidentes da agência reguladora da aviação
- 31:53Estados Unidos observaram que muitas vezes um erro óbvio
- 31:57cometido pelo comandante do avião não era corrigido pelos
- 32:00outros membros da tripulação e resultava em acidente.
- 32:03Parece que, apesar da forte e clara importância pessoal das
- 32:09questões, os membros da tripulação estavam empregando a
- 32:13regra de atalho. Se um especialista disse isso,
- 32:16deve ser verdade para reagir. A desastrosa decisão do
- 32:20comandante. E aí tem uma outra pesquisa que
- 32:22ele menciona aqui, um depoimento de Thomas watching Junior, ex
- 32:25presidente da IBM, oferece um ótimo exemplo desse fenômeno.
- 32:29Durante a Segunda Guerra Mundial, ele foi designado para
- 32:31investigar acidentes aéreos em que oficiais de alta patente
- 32:33foram mortos ou feridos. Um dos casos envolvia o famoso
- 32:37general da força aérea chamado usal and.
- 32:40Antes de um voo, seu copiloto adoeceu e precisou ser
- 32:43substituído. O novo copiloto?
- 32:46Se sentiu honrado por estar voando ao lado do lendário
- 32:50general. Durante a decolagem, o general
- 32:54começou a cantar mentalmente, acompanhando a canção com um
- 32:59balançar da cabeça. O copiloto interpretou o gesto
- 33:03como um sinal para puxar as rodas, embora estivessem devagar
- 33:08demais para levantar voo, ele recolheu o trem de pouso,
- 33:12fazendo com que o avião despencasse de barriga.
- 33:15No acidente, uma pá da hélice atingiu as costas do general,
- 33:20dilacerando sua coluna e deixando paraplégico.
- 33:24Watson descreveu a explicação do copiloto para a sua ação, quando
- 33:30ouvi o depoimento do copiloto, perguntei se você sabia que o
- 33:34avião não iria voar, porque que você recolheu a porra do trem de
- 33:38pouso? E ele respondeu, pensei que o
- 33:41general quisesse, que o recolhesse.
- 33:43E aí? O trecho do livro de Watson, né?
- 33:47Esse cara da IBM que relata isso, finaliza esse diálogo
- 33:51dizendo assim, o copiloto foi insensato.
- 33:54E aí volta pro cialdine dizendo o seguinte, insensato, naquele
- 33:58conjunto singular de circunstâncias sim,
- 34:03compreensível na agitação da vida Moderna, que exige Atalhos
- 34:09também, sim, também sim. E aí ele vai para um outro
- 34:13subtópico deste capítulo, que é os aproveitadores.
- 34:19Apesar do atual uso generalizado e da importância cada vez maior
- 34:23dos nossos padrões de comportamentos automáticos, a
- 34:26maioria de nós sabe bem pouco sobre eles.
- 34:29Talvez isso se dê justamente por causa da maneira mecânica e
- 34:33impensada como ocorrem. Qualquer que seja a razão, é
- 34:36vital reconhecer com clareza uma de suas propriedades.
- 34:40Já que esses padrões nos tornam muito vulneráveis a alguém que
- 34:43saiba como eles funcionam. Que volta lá pra história do
- 34:49abertura do da formação do celdini, ele dizendo, ó, isso
- 34:52aqui é embasamento científico e eu preciso que você paque tu e
- 34:55comigo aqui que vai usar tudo, tudo esse ferramental aqui com
- 34:59ética, né? Ele escreveu.
- 35:00Ética lá bem grande. Então é isso.
- 35:03Para entender plenamente a natureza da nossa
- 35:05vulnerabilidade, vamos dar mais uma olhada no trabalho dos
- 35:07etologistas. Um grupo de organismos, muitas
- 35:10vezes denominados imitadores, copia as características
- 35:14desencadeadoras de outros animais na tentativa de induzi
- 35:16Los a tocar por engano as fitas comportamentais certas nos
- 35:21momentos errados. Os imitadores, então, exploram
- 35:24essa ação inapropriada em seu próprio benefício.
- 35:27Como assim? Vejamos, por exemplo.
- 35:31A armadilha mortal lançada pelas fêmeas assassinas de um gênero
- 35:34de Vagalume contra os machos de outro gênero de Vagalume,
- 35:38compreensivelmente os machos, putz, aí eu vou dizer o nome do
- 35:42gênero aqui só para ele não se perder, tá?
- 35:44Um gênero é o fonturis e o outro é fotinos, tá?
- 35:47São tipos de Vagalume. Mas você acha que o clube do
- 35:50livro não é cultura? Então você sabe que agora tem o
- 35:53foturis e o fotinos compreensivelmente os machos
- 35:57fotinos. Fazem de tudo para evitar o
- 36:00contato com as sanguinárias fêmeas Futures.
- 36:03Entretanto, ao longo de séculos de seleção natural, as caçadoras
- 36:08fêmeas Futures descobriram uma fraqueza em sua presa, um código
- 36:14de corte piscante, pelo qual os membros da espécie das vítimas
- 36:17informam uns aos outros que estão prontos para acasalar ao
- 36:22imitar os sinais de acasalamento piscantes de sua presa.
- 36:26A assassina consegue desencadear suas fitas de corte e fazer com
- 36:30que eles voem mecanicamente para o abraço da morte e não do amor,
- 36:35né? Ele mencionou na pesquisa de 65
- 36:38do Lloyd, né? Que deve ter mapeado aqui esse
- 36:41padrão de comportamento dos vagalumes na luta pela
- 36:44sobrevivência. Voltando ao livro, quase todas
- 36:46as formas de vida possuem seus imitadores, indo até alguns dos
- 36:50patógenos mais primitivos. Ao adotarem certas
- 36:54características essenciais de hormônios ou nutrientes úteis,
- 36:58bactérias e vírus ardilosos conseguem penetrar numa célula
- 37:01hospedeira saudável, o resultado é que as células saudáveis
- 37:05atraem com havidez e ingenuidade as causas de doenças como
- 37:10hidrofobia, mononucleose e gripe comum.
- 37:14E outra pesquisa que fala disso, porque que eu acho que ele vai
- 37:18para aí, tá? Ele vai para biologia.
- 37:21Para dizer o seguinte, isso aqui é biológico, é mais do que
- 37:25humano ou comportamental, né? Isso faz parte do que somos e
- 37:30acontece na natureza. Segundo, a leitura não deve
- 37:33causar surpresa, então que haja um forte, porém triste, paralelo
- 37:37na selva humana. Nós também temos aproveitadores
- 37:40que imitam características desencadeadoras para nosso
- 37:42próprio tipo de reação automática, diferenciando se das
- 37:46sequências de reações predominantemente instintivas
- 37:49dos não humanos, porém. Nossas fitas automáticas em
- 37:52geral se desenvolvem a partir de princípios e estereótipos
- 37:58psicológicos que aprendemos a aceitar.
- 38:02Embora variem em sua força, alguns desses princípios possuem
- 38:06uma capacidade imensa de direcionar a ação nos sujeitamos
- 38:12a eles tão cedo na vida e eles nos condicionam de forma tão
- 38:16generalizada que raramente percebemos o seu poder.
- 38:20Aos olhos de certos indivíduos, porém, cada um desses princípios
- 38:25é uma arma detectável e disponível.
- 38:27Uma arma de influência automática, né?
- 38:31Lembrando, é AO conceito de arma de influência que ele está
- 38:35trazendo aqui nesse primeiro capítulo.
- 38:37É o que dá o nome do livro, são as armas da persuasão.
- 38:40Então, quais são as armas da persuasão?
- 38:43É a capacidade de identificar estes princípios, seguindo aqui.
- 38:47Algumas pessoas sabem muito bem em que consistem as armas de
- 38:51influência automática e costumam empregá las de maneira frequente
- 38:54e hábil para obter o que desejam.
- 38:57Elas utilizam todo o encontro social como uma oportunidade
- 39:00para pedir aos outros que satisfaçam seus seus desejos.
- 39:03Seu índice de sucesso é impressionante.
- 39:05O segredo de sua de sua eficácia está na forma como estruturam
- 39:09seus pedidos, fazendo o uso de uma das armas de influência que
- 39:13existem num ambiente social, isso pode exigir.
- 39:17Nada mais que uma palavra escolhida corretamente que
- 39:20envolva um princípio psicológico forte acionando uma de uma das
- 39:25nossas fitas comportamentais automáticas, os aproveitadores
- 39:29humanos nos ensinam como alguém pode se beneficiar da nossa
- 39:32tendência a reagir de modo mecânico de acordo com esses
- 39:36princípios. Lembra se da minha amiga na
- 39:38joalheria, embora tenha se beneficiado por acaso da
- 39:42primeira vez? Não levou muito tempo para
- 39:45começar a explorar o estereótipo do cara igual a bom de forma
- 39:48frequente e intencional. Agora, durante a alta temporada,
- 39:53ela primeiro procura acelerar a venda de um artigo encalhado,
- 39:58aumentando substancialmente seu preço, e alega que isso é
- 40:02bastante eficaz e lucrativo. É, deixa eu dar um conselho de
- 40:08vida para leitores, não seja um leitor chato.
- 40:12Então, o que que é isso? Ah, mas no meu negócio, se
- 40:15aumentar no preço ou não vendo, mas no meu negócio, a
- 40:17competição, por exemplo, tá tudo bem.
- 40:19Ele tá dando um exemplo. Exemplo, né?
- 40:22Isso vai se é, é, é se aplicar a realidade muito diferentes.
- 40:27A gente tem um livro todo pela frente, né?
- 40:29Tá dando um exemplo aqui. Segundo a leitura, e ainda que
- 40:33não tenha sucesso de início, ela pode depois marcar um antigo, o
- 40:38artigo como oferta, vendendo aos caçadores de pesquiças pelo
- 40:42preço original, enquanto continua tirando vantagem de sua
- 40:46reação cara. Ou é igual a bom, a cifra
- 40:50inflacionada, né? Ou seja, fazendo metade do
- 40:53dobro, enfim. Ou seja, ela aumentou.
- 40:55Depois ela disse que é uma oferta, mas na verdade voltou
- 40:57pro preço original. É.
- 41:00E, de certa forma, tirou uma vantagem, né?
- 41:02O que ela está falando aqui? Ela está sendo uma
- 41:04aproveitadora, de modo algum. Minha amiga está sendo original
- 41:08neste uso da regra de que caro é igual a bom para atrair clientes
- 41:12em busca de uma pechincha. O intelectual escritor Léo
- 41:15hosten cita o exemplo dos irmãos druback, cid e Harry, donos de
- 41:19uma loja de roupas masculinas do bairro de hosten na década de
- 41:2230, quando o cliente encontrava um terno de que gostava e
- 41:25perguntava o preço à Sid, ele chamava o irmão, o gerente da
- 41:28loja, e perguntava Harry. Quanto custa esse terno?
- 41:32Interrompendo seu trabalho e exagerando bastante.
- 41:35O verdadeiro preço do terno, Harry respondia, este Belo terno
- 41:39de lã custa 42 USD. Fingindo não ter ouvido e pondo
- 41:44a mão em concha na orelha, cid voltava a perguntar de novo.
- 41:50Harry respondia, custa 42 USD. Então cid se voltava para o
- 41:54cliente, informava, ele disse 22 USD.
- 41:58Muitos homens compravam logo o terno e saíam rápido da loja com
- 42:01sua poschincha. Caro é igual a bom, antes que o
- 42:04pobre do se descobrisse o erro. Então eu não sei se deu pra
- 42:07entender bem aí, Bruno. Basicamente, ele, ele ele fazia
- 42:1211 teatro. Uma jogada aqui no teatro, né?
- 42:15O irmão dele dizia um preço e ele dizia outro preço pro
- 42:17cliente. Parecia que ele estava dizendo o
- 42:19preço errado, mas na verdade, aquilo era o preço certo.
- 42:20O cliente comprava logo, saia correndo achando que tinha feito
- 42:23um excelente negócio, comprando praticamente por metade do
- 42:25preço. É isso aí?
- 42:27Você faz arte marciais ou não? Faço justamente Jiu Jitsu, Jiu
- 42:31Jitsu isso. É o quem está conosco aqui desde
- 42:35o primeiro capítulo do armas da persuasão, deve lembrar, é sobre
- 42:40a associação da boa persuasão aplicada à sutilidade, né?
- 42:44A sutilidade. Então ele vai explicar aqui para
- 42:46fechar esse. Estamos até com um episódio um
- 42:48pouco mais longo, mas a gente quis fechar essa introdução do
- 42:51primeiro capítulo em um só episódio.
- 42:53É, ele vai explicar o que é a. AA persuasão sofisticada, que
- 43:00inclusive é a que vai te trazer resultados, é a que vai te
- 43:03blindar dos aproveitadores, né? E ele faz analogia ao Jiu Jitsu,
- 43:07né? Então é menos sobre a forçação
- 43:11de barra dizer é só até hoje é muita força, né?
- 43:15E mais sobre usar a força do outro, né?
- 43:19Usar a força do outro, então é uma dança, né?
- 43:22Uma dança. Então o que é que ele quer dizer
- 43:23com o Jiu Jitsu? Olha só.
- 43:26Uma mulher que luta Jiu Jitsu consegue empregar o mínimo de
- 43:28sua própria força contra um oponente.
- 43:31Ela explora o poder de princípios naturais como
- 43:33gravidade, alavancagem, impulso e inércia.
- 43:37Sabendo como e quando envolver a ação desses princípios, é capaz
- 43:41de derrotar com facilidade um rival fisicamente mais forte.
- 43:48O mesmo ocorre com os exploradores das armas de
- 43:51influência automática. Que existem a nossa volta.
- 43:55Os aproveitadores podem se valer do poder dessas armas para usá
- 44:01las contra seus alvos, exercendo pouca força pessoal.
- 44:04Este último aspecto do processo proporciona aos aproveitadores
- 44:08uma enorme vantagem adicional, a capacidade de manipular sem
- 44:13aparentar que está que está manipulando.
- 44:17Mesmo as próprias vítimas tendem a ver seu consentimento como
- 44:21resultado da ação de forças naturais.
- 44:23E não da maquinação da pessoa que se beneficia dessa anuência.
- 44:28Vejamos um exemplo, existe um princípio na percepção humana, o
- 44:32princípio do contraste, que afeta a forma como vemos a
- 44:37diferença entre 2 coisas quando apresentadas uma após a outra.
- 44:40Em suma, se o segundo item for razoavelmente diferente do
- 44:44primeiro, é grande a probabilidade de vê lo como mais
- 44:47diferente do que de fato é. Assim, isso isso aqui é muito
- 44:52verdadeiro, tá? Se você nunca ouviu falar nisso,
- 44:54fica atento. Assim, se erguemos um objeto
- 44:58leve primeiro e depois um objeto pesado.
- 45:02Acharemos o segundo objeto mais pesado do que se o tivéssemos
- 45:07erguido, sem antes erguer o leve.
- 45:11O princípio do contraste está bem consolidado no campo da
- 45:13psicofísica e se aplica a todo tipo de percepção, não apenas ao
- 45:17peso. Se estamos conversando com
- 45:18alguém muito atraente numa festa e depois surge uma pessoa pouco
- 45:21atraente, esta nos parecerá menos atraente do que realmente
- 45:26é. Uma demonstração do contraste
- 45:29perceptível costuma ser bastante empregado em laboratórios de
- 45:31psicofísica para apresentar os alunos a esse princípio.
- 45:34Então acho que ele dá o exemplo daquelas dos galões ali de água
- 45:38quente, morna, fria. Vamos ver.
- 45:40É isso aí? É?
- 45:43Eles se revezam, sentando se diante de 3 baldes de água.
- 45:46Um frio, outro na temperatura ambiente e um bem quente.
- 45:49Após colocar uma das mãos na Água Fria e outra na água
- 45:54quente, o estudante é instruído a pôr ambas as mãos
- 45:57simultaneamente na água da temperatura ambiente.
- 46:00Os olhares espantados que se registram logo em seguida
- 46:03explicam tudo, embora as 2 mãos estivessem no mesmo balde que
- 46:08tem água da temperatura ambiente, a mão que esteve na
- 46:12Água Fria sente como agora se estivesse em água quente?
- 46:16Enquanto aquela que esteve na água quente sente como se agora
- 46:19estivesse em Água Fria. E na verdade é a mesma água, né?
- 46:24O fato é que se pode fazer com que a mesma coisa, neste caso, a
- 46:29água com temperatura ambiente pareça bem diferente, dependendo
- 46:34da natureza, de do acontecimento precedente, né?
- 46:38Ou seja, o que que a gente tá falando aqui é?
- 46:41A forma como eu apresento um preço de 100 BRL pode fazer com
- 46:45que esse preço de 100 BRL pareça mais caro ou mais barato, apesar
- 46:53de estarmos sempre falando dos mesmos 100 BRL que representam a
- 46:56mesma coisa. Se você não não capturou ainda,
- 47:00pode ficar tranquilo que a gente vai navegar bastante aqui dentro
- 47:02com exemplos de contraste ao longo da leitura, né?
- 47:06Seguindo a leitura. Saiba que a arma de influência
- 47:09fornecida pelo princípio do contraste não permanece
- 47:12inexplorada. A grande vantagem desse
- 47:15princípio não é apenas sua eficácia, mas também o fato de
- 47:18ser praticamente imperceptível. E ele traz uma pesquisa aqui que
- 47:23fala sobre essa. É essa característica, né?
- 47:26Da intercepção de quando se aplica o contraste, aqueles que
- 47:29o aplicam podem lucrar com sua influência sem deixar
- 47:32transparecer que estruturaram a situação a seu favor.
- 47:36Vendedores de roupas constituem um bom exemplo.
- 47:39Suponha que um homem entre numa loja de roupas masculinas
- 47:42sofisticadas e diga que quer comprar um terno de 3 peças e um
- 47:45suéter. Se você fosse o vendedor, qual
- 47:49item mostraria primeiro? Para induzi lo a gastar mais
- 47:51dinheiro? As lojas de roupas instruem seus
- 47:54vendedores a mostrar o artigo mais caro.
- 47:56Primeiro, o senso comum sugeriria o inverso, se um homem
- 48:01acabou de gastar um dinheirão com um terno.
- 48:05Pode ser que ele relute em gastar mais na compra de um
- 48:07suéter, mas os vendedores de roupas sabem mais do que nós.
- 48:13Eles se comportam de acordo com o princípio do contraste vendo o
- 48:16terno primeiro, porque isso fará com que os suéteres, mesmo os
- 48:21mais caros, não pareçam tão caros em comparação, o mesmo
- 48:26princípio se aplica a um homem que deseja comprar acessórios,
- 48:30camisas, sapatos e cintos para combinar com o terno novo.
- 48:34E assim. Veja, é, existem situações que
- 48:37você pode escolher o que apresentar primeiro, né?
- 48:40Eu posso primeiro apresentar os suéteres para depois os ternos,
- 48:43por exemplo, né? É outras que não, apesar do
- 48:47contraste, é, é exercer seu efeito, é e ajudar alguém a
- 48:54estar menos. É, é, é criterioso ao avaliar um
- 48:59gasto de 2000 BRL. Porque ele acabou de tomar a
- 49:02decisão de 120 ao comprar um carro.
- 49:05Então algum acessório de 2 parece menos dinheiro do que
- 49:082000, mesmo sendo os mesmos 2000.
- 49:10Porque ele tem esse efeito contraste que eu acabei de tomar
- 49:14a decisão de 120, tá? É isso, é só aplicação da coisa,
- 49:21porque não faz sentido um vendedor de carro ao receber um
- 49:26cliente e falar o seguinte, antes de ver o seu carro, deixa
- 49:28eu lhe apresentar OOO. O protetor de carta que eu tenho
- 49:32aqui na loja não, não faria sentido.
- 49:33Então primeiro eu tenho que fechar o carro, mas existem
- 49:35situações que você pode escolher o que vem na frente, tá
- 49:41seguindo. Para os vendedores, é bem mais
- 49:43rentável apresentar o artigo mais caro primeiro.
- 49:45Não fazê lo significa perder a influência do princípio do
- 49:48contraste, além de fazer com que o princípio funcione ativamente
- 49:53contra eles. Mostrar um produto barato
- 49:55primeiro e depois um caro fará com que este último pareça ainda
- 49:58mais caro. Assim, como é possível fazer com
- 50:02que o mesmo balde de água pareça mais quente ou mais frio,
- 50:05dependendo da temperatura da água sentida antes, é possível
- 50:09fazer com que o preço do mesmo artigo pareça mais alto ou mais
- 50:11baixo, dependendo do preço do artigo mostrado anteriormente.
- 50:17O uso inteligente do contraste percetivo não se limita apenas
- 50:20aos vendedores de roupas. Deparei com uma técnica que
- 50:23envolvia o princípio do contraste enquanto investigava
- 50:26as táticas de concorrência das imobiliárias.
- 50:29Esse exemplo aqui, se eu não estou com a memória ruim, ele
- 50:32está lá no programa oratória persuasiva, que inclusive nosso
- 50:36programa de comunicação oratória, persuasão, que vai
- 50:39acontecer presencialmente uma única vez no ano de 2025, se
- 50:42você estiver ouvindo a tempo, ou seja, antes de fevereiro de
- 50:452025, tenta acessar o link aqui na bio e vai ser um prazer
- 50:50encontrar com você lá, se você se interessa por esse assunto,
- 50:53voltando aqui, né? A técnica é utilizada pelas
- 50:57imobiliárias. Para aprender os truques do
- 51:00setor, acompanhei um corretor mostrando casas para compradores
- 51:04potenciais. Durante um fim de semana, o
- 51:06corretor de imóveis vamos chamá lo de Felipe deveria me dar
- 51:11dicas para que eu me saísse bem no período de experiência.
- 51:14Um fato que logo notei foi que sempre que o Felipe começava a
- 51:17mostrar propriedades a um novo grupo de clientes, ele começava
- 51:22por umas casas em péssimo estado.
- 51:25E aí eu lhe indaguei, por que que você começa?
- 51:28Com casas ruins? E ele riu.
- 51:31Eram o que ele chamava de imóveis de preparação.
- 51:35A imobiliária mantinha em sua lista uma ou 2 casas em más
- 51:40condições e a preços exagerados. A intenção não era vendê las aos
- 51:46clientes, mas apenas mostrá las para que as outras propriedades
- 51:50se beneficiassem da comparação através da influência do
- 51:55contraste perceptivo. Nem todos os corretores se
- 51:58valiam das casas de preparação, mas o Felipe, sim.
- 52:02Ele dizia que gostava de ver os olhos e seus clientes se
- 52:04iluminarem quando mostrava os imóveis que realmente queria
- 52:07vender, depois de terem conhecido as espeluncas, né?
- 52:11Seja porque eles eles dizem, pô, mas esse aqui está o mesmo preço
- 52:14daquele, é muito melhor, né? É?
- 52:18Então eu só mexi na percepção, né?
- 52:21Eu não mexi no preço. Os vendedores de automóveis
- 52:24lançam mão do princípio do contraste.
- 52:26Esperando até que o preço de um carro esteja fechado para então
- 52:30sugerir os itens opcionais. Depois de chegar a um acordo
- 52:35envolvendo milhares de dólares, os 200 USD extras por um luxo
- 52:39como um rádio e tal parecem ser um valor quase trivial.
- 52:43O truque está em mencionar as opções, independentemente umas
- 52:48das outras, para que cada precinho para esse irrisório se
- 52:51comparado ao valor do bem maior já fechado.
- 52:53Então veja que. A grande ele mencionou isso
- 52:57aqui, né? É a estrutura do que é que você
- 52:59fala? Até pegando o exemplo lá da
- 53:01pesquisa, incluir o porquê como 11 motivo para pedir o favor
- 53:09aumenta a taxa de aceitação abruptamente, mesmo que o motivo
- 53:15seja óbvio e tolo, né? Foi o exemplo que ele deu aqui.
- 53:19É, deixa eu furar A Fila aqui, porque eu quero tirar cópia, o
- 53:23relógio que quer tirar 11 cópia, né?
- 53:24Numa fila da de tirar cópia, né? É, então acabei de dar o exemplo
- 53:29aqui, OOAA forma como você estrutura, né?
- 53:33Então eu eu posso apresentar uma coisa ou outra, né, suéter ou
- 53:37terno, e aí eu escolho o suéter, não dá para eu apresentar
- 53:41primeiro o acessório, né? Mas dá para eu fazer o quê?
- 53:44Dá para eu não. É somar tudo pra depois ser um
- 53:48pressão. Dá pra eu fechar isso aqui e
- 53:51depois falar, cara, tem mais, tem isso aqui também, que é só
- 53:54isso, tem isso aqui também que é só isso, tem isso aqui também,
- 53:57que é só isso. E todos estes outros elementos
- 54:00ou ofertas vão se beneficiar do efeito perceptivo do contraste,
- 54:04porque eu tô com essa outra referência aqui de um valor bem
- 54:08maior, que é o do próprio veículo.
- 54:10Então isso que ele quer dizer aqui, né?
- 54:12O truque está imensionado as opções, independentemente uma
- 54:14das das outras, ou seja, de forma isolada, para que cada
- 54:17precinho pareça irrisório se comparado ao valor do bem maior,
- 54:19já fechado. Como compradores experientes de
- 54:22carros podem confirmar, muitos preços finais de veículos
- 54:25econômicos se tornam desproporcionais depois do
- 54:28acréscimo dessas opções, aparentemente insignificantes,
- 54:31enquanto os clientes já com o contrato assinado na mão, ficam
- 54:35perplexos com o total a pagar, só podem culpar a si mesmos.
- 54:39O vendedor do carro exibe um sorriso de um triunfante de
- 54:43mestre de Jiu Jitsu, né? Uma coisa que a gente vai ver
- 54:45mais pra frente aqui é, a pessoa vai empilhando isso e daqui a
- 54:49pouco ela olha a dezena de técnicas de técnicas que são
- 54:54empregadas. Mas um outro princípio
- 54:56persuasivo joga contra a própria pessoa e, mesmo desconfortável
- 55:02ao ficar perplexa com o preço final, é inconsistente.
- 55:07Esse é o princípio persuasivo da consistência.
- 55:09Ela falar assim, mudei de ideia, tira isso e isso, e isso, né, é
- 55:13desconfortável. Então, bem, vamos estudar o
- 55:17princípio, pessoas da consistência mais para frente no
- 55:21livro, né? É, tem alguns resumos aqui, não
- 55:25é a nossa proposta de fazer o resumo.
- 55:26A gente leu o capítulo todo e com isso a gente vence esse
- 55:29primeiro capítulo, né, um pouco mais longo, mas que ele explica,
- 55:32né, Oo que é que é esse conceito de armas, de influência e tudo
- 55:36vai lá para biologia. É prova que isso acontece pra
- 55:39gente, depois mostra que a camada é muito profunda.
- 55:42Todos nós estamos submetidos a isso de fato e a partir de agora
- 55:45sim, capítulo número 2, reciprocidade, a gente começa a
- 55:48entender quais são os princípios universais quando eles acontecem
- 55:51porque acontecem, como que a gente aciona, como que a gente
- 55:54amplifica e assim por diante. Mas aqui já tem uma Bela de uma
- 55:58introdução, essa sim, uma introdução pra o que a gente
- 56:00deve esperar pela frente, né? Brunão, o que é que você achou
- 56:02aí? Desse episódio, frase do
- 56:05episódio, seus comentários para a gente fechar aqui com chave de
- 56:08ouro. Gostei muito do episódio
- 56:09excelente, necessário para a gente poder até entender o
- 56:12restante do livro. É assim, trazendo um pouquinho
- 56:16assim da minha visão, né? Eu eu gostei muito.
- 56:19Primeiro o doutor trouxe aqui AA ideia do click um, né, que é
- 56:21essa essa ideia de da reação, né, que a gente tem quase que
- 56:24automática para determinadas situações, né, que é, é, é, é, é
- 56:29um atalho que a gente pega pra pra não ter que.
- 56:32Ficar decidindo ali o custo benefício de todas as decisões
- 56:36que a gente toma, né? Então é uma coisa necessária,
- 56:38inclusive o autor trás como é a gente usar os Atalhos, é, é na
- 56:43verdade uma abordagem irracional, né, da nossa vida,
- 56:45por mais que em alguns momentos a gente tome tome decisões
- 56:48irracionais por conta desses Atalhos.
- 56:50É mas 111 observação interessante aqui que eu que eu
- 56:53que eu fiz é que o outro trouxe a ideia do cara é igual a bom,
- 56:57né? Como um dos Atalhos que a gente
- 56:58pega é e um impacto que isso traz pra para as nossas
- 57:00finanças, né? Realmente não dá pra pra
- 57:03analisar o custo benefício de tudo, mas por exemplo, lá no
- 57:06finalzinho do capítulo ele citou aqui a compra de imóveis, né?
- 57:09AAA venda de imóveis e de carros.
- 57:12São 2 situações, né, nas quais a gente precisa ter um pouquinho
- 57:16de consciência pra pra nesses momentos aqui parar EE fazer
- 57:20essa essa avaliação né, que é uma coisa que que que ele também
- 57:24trouxe, né? Que quando a gente se submete AA
- 57:27sempre reagir de acordo com os Atalhos, a gente fica.
- 57:30Mais suscetível aqui AAA realizar alguns erros custosos
- 57:34ocasionais, né? Mas quando quando a situação é
- 57:39muito importante, as pessoas tendem AA reagir de uma forma
- 57:42mais controlada, né? E aí tem o desejo de de de de
- 57:46tentar pensar um pouco mais nessas coisas.
- 57:49Porém, nem sempre tem a capacidade de fazer.
- 57:52Então é 11 grande um desafio, né?
- 57:55Tentar reunir tudo isso EE aplicar a nossa vida.
- 57:58Mas é pra isso que a gente tá aqui também no clube do livro,
- 58:00pra tentar traduzir um pouco desses conceitos pra pra os
- 58:03nossos ouvintes. Cara, tem uma coisa aqui que é
- 58:07você, a pessoa. Pode ser muito bom tua
- 58:09provocação aqui, porque alguém que tá ouvindo ou um leitor do
- 58:14livro vai falar assim, porra, não, mas tudo bem, eu sei lá,
- 58:19escolher um restaurante que na verdade tinha um custo
- 58:21benefício. Pior, porque eu achei que o
- 58:23cardápio era mais bonito. EOK, né?
- 58:26O que é que isso me custou? Ó grande coisa, mas quando eu
- 58:29for comprar um carro que eu sei que eu não quero esse erro
- 58:32custoso, não quero do modo quando eu for comprar um
- 58:34apartamento, quando eu for vender minha empresa, sei lá o
- 58:37que é que você considera aí como uma decisão relevante?
- 58:39Aí eu não vou cair nessa porque eu vou ficar atento, vou ficar
- 58:43mais atento é e não vou me submeter a esse tipo de atalho.
- 58:49Logo, eventuais decisões que são ruins.
- 58:53Mas o que que a gente vai ver é que não adianta estar atento.
- 58:58E resgatando o queiman, né? Mesmo conhecendo os princípios,
- 59:02eu não consigo eliminar o impacto deles, porque por mais
- 59:07que eu tenha ciência de que algo é importante, o motivo da
- 59:12importância mexe na minha capacidade cognitiva.
- 59:15Então, se é uma decisão muito relevante pra mim, pra eu
- 59:17comprar um apartamento é o sonho da minha vida, é o sonho da
- 59:19minha esposa, é o sonho do meu marido, é o sonho dos meus
- 59:21filhos, é aquilo que eu idealizei também.
- 59:23A minha capacidade cognitiva cai porque eu tenho muita emoção.
- 59:27Se eu vou vender a minha empresa, por mais que eu seja
- 59:29um, anão ser que não vender a empresa não seja uma coisa.
- 59:33Sua empreendedor serial, já vendi 300 empresas, já comprei
- 59:36250 e é mais uma empresa que não vai impactar todo meu
- 59:39patrimônio. Aí tudo bem.
- 59:40Agora se é a jornada da minha vida, minha empresa que eu
- 59:44passei 30 anos trabalhando e isso é o evento de liquidez que
- 59:48vai determinar minha aposentadoria e o futuro dos
- 59:50meus filhos. Capacidade cognitiva melhor,
- 59:53menor, né? Porque tem muita emoção
- 59:55envolvida, por mais que eu tenha consciência e tente trazer a
- 59:58atenção, por saber que aquele é um momento muito importante, né?
- 1:00:03E aí volta para. Por isso, a importância de você
- 1:00:06contar com ajuda é em áreas diferentes da sua vida.
- 1:00:10Puxando a sardinha aqui para o nosso time, né?
- 1:00:11Com decisões financeiras, o consultor financeiro, muitas
- 1:00:15vezes a contribuição dele não está na inteligência.
- 1:00:19Né? Está no fato de ter mais
- 1:00:22capacidade cognitiva para analisar um problema por não ter
- 1:00:25um envolvimento ou vínculo emocional com aquela análise,
- 1:00:29não é isso brunão? Exatamente, exatamente.
- 1:00:32Temos o episódio, temos o episódio, temos o episódio,
- 1:00:35então quantos minutos aí, mais ou menos?
- 1:00:38Passou de 1 hora. Passou de 1 hora.
- 1:00:40É isso aí. Você que chegou até aqui.
- 1:00:42Meus parabéns, né? Você não é do time do mimimi.
- 1:00:44Você é capaz dos tempos atuais, né?
- 1:00:47Com tantos Atalhos. De ficar por mais de 1 hora no
- 1:00:51podcast. Então espero que você tenha
- 1:00:52curtido esse conteúdo. Muito obrigado pelo seu tempo,
- 1:00:55tá? Eu sei que é é muito concorrido,
- 1:00:57muito valioso e espero encontrar com você no próximo episódio
- 1:01:00aqui do nosso querido clube do livro no Ed podcasts.
- 1:01:04Valeu?