Latest / RetinaPro / Live #160: Tire suas dúvidas ao vivo com os nossos especialistas | Dr. Gabriel Botelho e Dr. Lucciano Norat
Transcript
- 0:00Salve galera, boa noite. Sejam bem vindos a mais uma live
- 0:05da retina pro é estamos aqui para passar conteúdo de
- 0:09qualidade para vocês de forma gratuita, né?
- 0:12Meu nome é doutor Gabriel Botelho, eu sou médico
- 0:15oftalmologista, especialista em ritn vitro e catarata, sócio
- 0:18aqui da retina pro e hoje nós estamos numa live muito especial
- 0:21que é uma live. Tirar dúvidas, né?
- 0:23Vocês vão enviar as dúvidas? Pra vocês e a gente.
- 0:27Eu e o doutor Luciano, Norah, né, meu grande amigo luti, vamos
- 0:32tirar essas dúvidas pra vocês. Seja bem-vindo aí, luti.
- 0:36Como é que tu estás? Fale, Gabriel, salve, salve,
- 0:40amigos da gente na pró. Sejam todos muito bem vindos.
- 0:43Mais uma vez a mais uma live. Estamos aqui é mais uma vez,
- 0:48pontualmente às 8:00, pra transmitir um pouquinho de
- 0:51conteúdo de qualidade pra vocês. Então, pra quem não me conhece,
- 0:54eu sou o doutor Luciano Moraes, especialista em cirurgia de
- 0:57catarata e cirurgia de retina. Estamos aí pra esclarecer as
- 1:01dúvidas de vocês e a gente sintam se à vontade pra
- 1:05compartilhar as experiências que vocês têm, as dúvidas a respeito
- 1:09de qualquer tema. Aí que na medida do possível,
- 1:12sem ficar em cima do muro, a gente vai responder e vai dar
- 1:15aquela resposta que a gente acredita que seja realmente a
- 1:18real. Então pra quem não conhece a
- 1:20gente. Nós somos um grupo de
- 1:22especialistas em oftalmologia que a gente trabalha com
- 1:26ciência, tá, pessoal? Então a gente não está aqui para
- 1:28dar nenhuma opinião pessoal pura.
- 1:30A gente está aqui para falar sobre tratamentos realmente
- 1:33efetivos que são baseados em ciência.
- 1:36Nós não estamos aqui para vender qualquer tipo de coisa, nem para
- 1:40falar coisas de tratamentos milagrosos com coisas que
- 1:44realmente não existem, que só vão tirar você do foco do
- 1:47tratamento que você precisa para sua saúde ocular.
- 1:52Legal isso aí, então vamos começar, né?
- 1:55Por enquanto não temos nenhuma dúvida, né?
- 1:59Vamos comentar um pouquinho aí lute o que que é?
- 2:04Quer falar um pouco sobre o que que é catarata?
- 2:07Pô, sensacional. É um tema realmente extremamente
- 2:10relevante. Por que catarata?
- 2:13Às vezes, o paciente me pergunta, falei, doutor, é
- 2:15impressionante como, de um tempo para cá a gente ouve cada vez
- 2:19mais. A falar de catarata.
- 2:21Por que que isso acontece? A gente tem mais catarata hoje
- 2:24do que tinha 2030 anos atrás e a resposta é não, a gente não tem
- 2:28mais catarata, muito embora a população esteja envelhecendo,
- 2:32ou seja, as pessoas estão vivendo mais.
- 2:36Isso vai causar que a gente tenha uma maior quantidade de
- 2:41catarata ali circulante na população.
- 2:44Na verdade, o que a gente tem é uma melhora da qualidade do
- 2:47tratamento. Então, enquanto 30 anos atrás
- 2:51esperava se a catarata ficar gigante, comprometer
- 2:55completamente a visão do paciente, ou seja, só se tratava
- 2:59só se fazer a cirurgia, que é o único tratamento efetivo quando
- 3:02o paciente perdeu a visão. Hoje em dia é totalmente
- 3:06diferente, porque a cirurgia tornou se menos invasiva, a
- 3:11cirurgia tornou se mais segura, mais controlada.
- 3:15Então, enquanto antes. A incisão, ela era praticamente
- 3:20de um lado ao outro da córnea, cerca de 10 11 mm.
- 3:24Hoje em dia a nossa incisão pra cirurgia de catarata se resume,
- 3:27né? A 2 mm.
- 3:29Então, através desses 2 mm a gente consegue fazer um
- 3:33procedimento extremamente seguro, indolor, com anestesia
- 3:37tópica, né? Com uma anestesia pouco invasiva
- 3:39vai conseguir tirar a catarata do paciente, implantar lente
- 3:43dentro dos olhos do paciente, é assim dessa forma.
- 3:47Livrar o paciente de uma vez por todas dessa doença que é a
- 3:51principal causa de cegueira reversível no mundo, que é a
- 3:54catarata. E dependendo da lente, né
- 3:56Gabriel, que a gente podia falar um pouquinho sobre isso, até
- 4:00livrar o paciente da necessidade do uso dos óculos.
- 4:03É Gabriel. Assim agora falei bastante, aí
- 4:06fiz um resumo sobre catarata, mas assim, o que que?
- 4:08Qual é o tipo de grau que a gente consegue resolver do
- 4:11paciente quando a gente faz a cirurgia de catarata?
- 4:15Como assim, tipo o grau da orcta já?
- 4:17Já o bloco consegue resolver, o paciente consegue resolver, por
- 4:20exemplo, a hipermetropia. E o pia ficou muito interessante
- 4:24essa dúvida, né? Hoje em dia tem um conceito que
- 4:26a gente chama de faco refrativa, né?
- 4:28É a cirurgia de catarata com a finalidade refrativa também, né?
- 4:33Antigamente o objetivo era só você retirar a catarata e
- 4:36restaurar a visão do paciente, e esse paciente provavelmente IA
- 4:39precisar usar óculos. Então hoje nós temos uma
- 4:42cirurgia de catarata. Com lente que a gente chama de
- 4:44lentes premium, né, que são lentes é de alta tecnologia, que
- 4:49a gente pode retirar tanto grau que o paciente for míope.
- 4:52Aquele paciente míope que é, é míope a vida toda que tem 1°,
- 4:55alto, 34, 5°, a gente pode retirar esse grau, deixar ele
- 4:59com grau aproximamento de zero ou mínimo grau possível.
- 5:03Pode retirar também o grau do artigmatismo, que vem
- 5:06principalmente da córnea, né? O artigmatismo corneano, a gente
- 5:09tem as chamadas lentes históricas.
- 5:11Que vão corrigir tanto a miopia, a hipermetropia e também o
- 5:14artigmatismo do paciente. E nós podemos também corrigir a
- 5:18hipermetropia, que é aquele paciente que tem o grau
- 5:20positivo, né, que é um olho pequeno.
- 5:22E aí nós temos diversos tipos de lentes aí disponíveis no
- 5:25mercado, né? A gente sabe que a avaliação do
- 5:28paciente é personalizada, cada paciente vai ter um tipo de
- 5:31lente mais indicada para aquele caso.
- 5:34Mas no geral, nós temos 3 tipos principais de lentes, né?
- 5:37São as lentes multifocais que tem, a gente vai ter a trifocal.
- 5:41E também a lente bifocal, a trifocal, ela vai dividir a
- 5:44energia em 3 focos de luz, ou seja, o paciente ele vai
- 5:48conseguir enxergar sem óculos pra longe, pra visão
- 5:51intermediária que a gente considera 55, 60 cm, que é o
- 5:54computador, e também pra perto, que é a leitura, a visão de
- 5:58perto AA 30 cm. Tem a gente bifocais, né?
- 6:02Que são, ou seja, 2 focos. A energia luminosa vai ser
- 6:05dividida principalmente nos 2 focos, pra longe e pra perto.
- 6:09E nós temos também outros tipos de lentes, como as lentes que a
- 6:12gente chama de foco estendido. Geralmente são pacientes que a
- 6:15gente por alguma alteração ocular, como o glaucoma, alguma
- 6:19alteração corneana, algum tipo de estrutura, alguma ação,
- 6:22alteração estrutural na retina. Nós não podemos optar por essas
- 6:25lentes trifocais e bufocais. E a gente pode lançar mão de
- 6:29lentes que a gente chama de foco estendido.
- 6:32São lentes que vão dar uma visão nítida pra longe e também pra.
- 6:37O computador, que seria a visão intermediária pra perto, né?
- 6:40Só vai, sei lá, ler uma revista, um texto, um jornal, uma letra
- 6:44muito pequena. Ele vai precisar de usar óculos.
- 6:47E nós temos também as lentes, que são principalmente pra
- 6:49longe, né? O paciente, ele vai enxergar
- 6:52nitidalmente pra longe, sem os óculos, e aí pra perto, pro
- 6:55computador ele vai é precisar do dos óculos.
- 7:02Você fez um resumo muito interessante.
- 7:05Porque realmente as lentes intraoculares elas
- 7:08revolucionaram realmente os resultados visuais no pós
- 7:11operatório da cirurgia de catarata, né?
- 7:14Então hoje a gente consegue corrigir praticamente todo tipo
- 7:18de grau. É, mas como na medicina e no
- 7:22amor, nem nem sempre nem nunca, né?
- 7:24Existe esse dizer popular. Então não são realmente todos os
- 7:28graus, mas 90% dos pacientes a gente consegue corrigir sim a
- 7:33necessidade do uso do óculos do paciente.
- 7:35Nem que seja para longe ou para longe, para perto, através de
- 7:37todas essas lentes que você falou das trifocais bifocais,
- 7:41mas bom que o pessoal está interagindo, está começando a
- 7:43falar aí, né, Gabriel? Beijo, vamos colocar 11 dúvida
- 7:47aqui, né, Maria do Carmo, boa noite, né?
- 7:50Boa noite, tudo bom? Então o João Calvino colocar a
- 7:53dúvida dele aqui. Ele pediu para gente falar um
- 7:55pouquinho sobre a doença de starget, né?
- 7:59Vamos falar um pouquinho sobre essa doença de starget, né?
- 8:05Então, essa doença, ela é uma doença genética que ela acontece
- 8:10na retina de alguns pacientes. Ela não é uma doença
- 8:15extremamente comum, mas realmente alguns pacientes, eles
- 8:20têm uma predisposição genética pra em algum momento da vida
- 8:25despertar essa doença. Doutor, mas por que que eu tenho
- 8:28essa doença? Eu posso pegar essa doença?
- 8:30Não pegar essa doença, ninguém pega, isso não é transmissível.
- 8:34Isso não depende de nenhum fator de risco que você tenha.
- 8:38Não é porque você não pratica atividade física, não é porque
- 8:41você, sei lá, faz com alguma algum hábito que você julgue mal
- 8:46adequado, mas ela é uma doença puramente genética, você, no seu
- 8:50DNA, tem um gênio. Que o que causa realmente a
- 8:54doença de stargert é OABCA 4, né?
- 8:57Esse é o Alelo mais comum que aí vai causar uma baixa divisão do
- 9:03paciente. Que o quadro mais comum é que
- 9:07ele se inicia ali por volta da adolescência, né?
- 9:11Então pode ser um pouquinho mais cedo, pode ser um pouquinho mais
- 9:15tarde, no final da adolescência ou no início da fase adulta.
- 9:19Mas o quadro típico geral da doença de starvert, que é o gene
- 9:23ABCA 4, ele vai realmente se iniciar na idade da adolescência
- 9:29do paciente. Ele pode provocando uma piora
- 9:33visual, principalmente central progressiva, ou seja, o paciente
- 9:38ao longo do tempo, ele às vezes inicia com um borramento central
- 9:43que mesmo com óculos, não resolve é e depois isso ir
- 9:47progredindo. Até levar boa parte da visão
- 9:51central do paciente. Essa é uma doença que, por si
- 9:54só, não tende a causar cegueira, completa.
- 9:58A maioria dos pacientes vai ver nem que seja a maior letra lá da
- 10:02tabela que o oftalmologista tem, que é o 20 e 400 que a gente
- 10:06chama. Mas ela realmente pode.
- 10:08Provocar o que a? Gente chama de cegueira
- 10:10funcional. Mas existem umas variações
- 10:14também existem o fundo dos flatos, né?
- 10:17Que às vezes se inicia mais tardio, que vai ter os flex ali.
- 10:21Mas falando sobre doença de estarget, é isso aí, questão de
- 10:24perspectiva de tratamento. A gente tem perspectiva de
- 10:29tratamento sim, tá. Principalmente hoje com a
- 10:32possibilidade de terapia genética que tá surgindo aí no
- 10:36mundo afora. A gente hoje em dia a medicina
- 10:39está conseguindo evoluir no nível que a gente seleciona
- 10:43vírus que não causa mal para o paciente, coloca a correção do
- 10:46DNA lá dentro, injeta debaixo da retina do paciente para tentar
- 10:50fazer com que esse gene não se expresse mais.
- 10:53Mas ainda os resultados, eles não são tão promissores assim no
- 10:58momento, então assim é algo que tá em Franco desenvolvimento.
- 11:01Tem o crisp, né, Gabriel? E assim tem muito.
- 11:05Sobre o tratamento, porque eu sei que você gosta pra caramba
- 11:07dessa parte de distrofia, né? Você fez até eletrofisiologia
- 11:10aí, seu, é isso aí, o louco da eletrofisiologia.
- 11:15Fala aí pro pessoal um pouquinho demais.
- 11:17Então, assim, o luth fez um resumo, fantástico, né?
- 11:20A doença de estágio ela é uma doença que acomete a macro área
- 11:22central, né? Da da da retina.
- 11:26E então AOA, área periférica da retina, ela geralmente está
- 11:29preservada, o paciente tem dificuldade principalmente de
- 11:32enxergar o olho das pessoas com definição, então ele fica com
- 11:35aquela visão subnormal. Geralmente não é uma doença que
- 11:37causa cegueira, né? E aí, qual é?
- 11:40OA ideia da terapia gênica? É justamente a gente corrigir ou
- 11:43substituir aquele gênio defeituoso, né?
- 11:46No caso da doença de estágio, o gene a BCAA4, né?
- 11:51Então, os cientistas, geralmente eles usam um vírus do bem, que é
- 11:54um vetor viral que carrega uma cópia saudável do gene ABCA 4,
- 11:59digamos aqui na retina daqueles pacientes.
- 12:02E aí o paciente ele volta AA produzir a proteína certa e pode
- 12:07funcionar melhor a retina dele, né?
- 12:09Mas assim, atenção, gente, aí isso é essas terapias genicas no
- 12:13caso do ABCA 4 em si. A gente já ainda está em fase de
- 12:17pesquisas clínicas, né? Então ainda tem ensaios clínicos
- 12:20acontecendo, mas assim, a gente já tem resultados preliminares
- 12:24aí que provavelmente vão ser bons.
- 12:26Mas assim na em em termos de uso em clínicas privadas, isso daí
- 12:31ainda não está aprovado, né? Só em termos de pesquisa.
- 12:35Então o paciente, ele ele participar disso aí, ele vai
- 12:38participar de 11 pesquisa, mas a gente sabe que o.
- 12:42A gente já está sendo testado em humanos, EAA, ciência.
- 12:45Ela está sempre avançando, né? Então o futuro ele está mais
- 12:48perto do que nunca. EE pra doença de estáxi Eu
- 12:51Acredito que em breve aí a gente já vai ter alguma novidade pra
- 12:55iniciativa privada, né? Pros pro pro uso no dia a dia,
- 12:59digamos assim. É, mas o importante que a gente
- 13:02pode anotar é realmente a evolução da medicina, tá,
- 13:04pessoal, porque assim, 40 anos atrás, 30 anos atrás, a gente
- 13:09não sabia nem que gênero era esse.
- 13:11Exatamente, né? Sabia que tinha um defeito
- 13:13genético, porque se comportava de uma determinada forma que a
- 13:17gente via que alguns pais ali poderiam passar pra alguns
- 13:20filhos e aí depois AO genoma foi mapeado, então hoje em dia a
- 13:25gente já sabe qual é o gene. Então?
- 13:27Assim, as doenças hereditárias da retina, principalmente as
- 13:31distrofias, a gente vai chamar cada vez menos, né, Gabriel?
- 13:35A ela pelos nomes, tipo. Starga.
- 13:38Hoje em dia, em Congresso, já se chama a doença pelo nome da
- 13:43alteração genética, porque tem doença que simula.
- 13:46Às vezes tem uma doença que parece muito uma doença.
- 13:49Quando vai mapear lá, na verdade ela é outra doença.
- 13:53Então assim, a evolução da medicina, ela é realmente
- 13:56fantástica. Então, para todas aquelas
- 13:58pessoas que tem a doença de estarget, tenham calma, tenham
- 14:02fé, tenham paciência. Fazem o façam o uso das visões
- 14:06subnormais aí que vocês puderem fazer.
- 14:09E eu tenho muita fé que no futuro a gente vai conseguir aí
- 14:13às vezes nem tão distante assim, né?
- 14:14Mas vai conseguir realmente devolver muito mais qualidade de
- 14:17visão pra você. Exatamente.
- 14:20Fantástico, né? Medicina, graças a Deus, está
- 14:22evoluindo cada dia mais, né? Então vamos lá, aqui a próxima o
- 14:28Marcos Vinícius néri, né? Paciente, né, o?
- 14:36Marcos, mas ele é O Vencedor. O nosso amigo Francisco hilário,
- 14:41que é paciente meio do Alexandre, aí de longa data
- 14:43também. Um abraço para você, Francisco.
- 14:46Rosemary tá mandando uma boa noite para todo mundo.
- 14:50E aqui vamos lá. Tem alguma novidade para o
- 14:54tratamento da dmr seca? Vamos primeiro.
- 14:58O que é ADMR, né? Com certeza.
- 15:02Então vamos lá, dmri seca, né, pessoal?
- 15:07Então assim, o que é dmri? Dmri, na verdade, é uma sigla de
- 15:13tratamento pro que a gente chama de degeneração macular
- 15:17relacionada com a idade. O que que é a degeneração
- 15:20macular? É uma doença degenerativa que
- 15:23ela comete o centro da visão do paciente e ela pode causar uma
- 15:29baixa da visão central. Tipo, como se fosse o starcart
- 15:32que a gente falou ainda há pouco.
- 15:33Mas ela está relacionada à idade, ou seja, o paciente que
- 15:37tem starcart, ele vai ter uma baixa divisão central ali já na
- 15:41infância, normalmente ali Na Na adolescência.
- 15:44Já os pacientes que têm a degeneração de mácula, não pode
- 15:48ter um paciente que tem dmri com 3040 anos de idade.
- 15:52Então essa é uma doença que ela vai começar principalmente ali,
- 15:56próximo dos 50 anos. É raro, mas a gente vê alguns
- 16:00casos que iniciam ali aos 50 anos.
- 16:02A grande maioria vai começar realmente ali depois dos 55
- 16:05anos. E a gente sabe que a
- 16:07prevalência, ou seja, a frequência da doença, ela está
- 16:09cada vez mais relacionada quanto maior é a idade do paciente.
- 16:13Então, tem alguns estudos que mostram que pacientes ali com
- 16:178090 anos de idade, mais ou menos 4050 por cento da
- 16:21população já tem algo dessa doença.
- 16:23Então, essa doença que é a degeneração mácular relacionada
- 16:26com a idade. Ela tem basicamente 2 formas.
- 16:30Existe uma forma que normalmente é mais leve, que é a forma seca,
- 16:36que é uma forma que normalmente causa menos baixa divisão do
- 16:40paciente. Uma forma que a gente encontra
- 16:42principalmente drusas, a gente encontra alterações do epitélio
- 16:46pigmentada da retina. Mas existe uma forma que
- 16:50normalmente é mais agressiva, que é a forma úmida, forma
- 16:53exsudativa, que é a forma que vai formar uma membrana de vasos
- 16:57sanguíneos debaixo da da, da, da, da mácula do paciente.
- 17:02Isso vai começar a inchar, vai começar a mandar líquido para
- 17:05dentro e para debaixo da retira do paciente.
- 17:08Então, classicamente degeneração macular relacionada com a idade
- 17:14da forma seca. Ela é tratada apenas com
- 17:16vitamina para alguns casos. Para tentar fazer com que a
- 17:20doença não progrida para forma mais grave, que é a forma
- 17:23húmida. E todo paciente que tem a forma
- 17:25húmida, uma vez que seja prontamente reconhecida, começa
- 17:28a fazer as injeções intravítrias, então
- 17:31classicamente. É esse o tratamento, injeção
- 17:33para forma húmida e vitamina para forma seca, para os casos
- 17:37que tem indicação de vitamina. Mas existe a forma seca também,
- 17:41né, Gabriel? Que é a forma atômica.
- 17:45Então, a forma seca, atrófica, às vezes faz o que a gente chama
- 17:48de atrofia geográfica, que é algo que a gente olha na retina
- 17:51do paciente. Parece que a gente consegue até
- 17:53desenhar um mapinha. Por isso que o termo geográfico
- 17:56a gente consegue ver. Olha, tem um foco pequeno aqui
- 18:01de atrofia no centro da visão do paciente.
- 18:04Esses pacientes que tem um foco pequeno de atrofia geográfica,
- 18:08eles podem começar a fazer uso de algumas medicações, né?
- 18:12Que existem os inibidores do complemento, né, Gabriel, que aí
- 18:16é uma nova classe de medicação? Classe de medicação.
- 18:19Que tá começando a ser feito pra forma atrófica é a medicação.
- 18:24É comprovado pelo FDA, né? Até 2024, esse inibidor do
- 18:28complemento, que é o sai fove, o nome comercial, né?
- 18:32Essa é a novidade que a gente tem se.
- 18:35Fove, né? Enfim, SY?
- 18:39Fovre, né? Sifovre ou sai forvre.
- 18:44Então isso é uma medicação que realmente ela mostrou nos
- 18:47estudos que tem uma certa consistência pra impedir a
- 18:51evolução da fase atrofica. Então assim, os estudos não
- 18:54mostraram até onde a gente sabe agora uma redução da atrofia,
- 19:00então ela não reverteu a atrofia de ninguém.
- 19:03Então assim, o paciente que já tem aquela forma atrofica, que é
- 19:06uma forma seca, mas agressiva, muito.
- 19:08Que que que que é muito pesada, né, que é uma forma?
- 19:11Muito que já baixou. Demais a revisão do paciente.
- 19:13Infelizmente, esse paciente meio que já perdeu o timing.
- 19:17Então essa doença, ela não, essas injeções não vão reverter
- 19:22a doença, mas os pacientes que tem realmente uma atrofia
- 19:25geográfica, que ainda não acometeu toda macro, são
- 19:29realmente muito beneficiados dessas aplicações.
- 19:32Mais alguma informação a respeito disso aí, Gabriel?
- 19:35Eu acho que está fantástico, né? Eu acho que a novidade que tem é
- 19:37o inimidor do complemento, né? Essa droga nova aí Ela Foi
- 19:41aprovada pra quando? Oo paciente com degeneração
- 19:44macular forma seca, ele tem uma destruição da retina, né,
- 19:47chamada atrofia geográfica. E é pra em em em Minas Gerais
- 19:51estabilizar a doença, né? Não vai, digamos assim, curar o
- 19:54paciente daqui, mas é pra pra estabilizar, então o quanto
- 19:57antes a gente conseguir tratar essa atrofia é melhor.
- 20:00Existe também AA foto biomodulação, também aprovada
- 20:04pelo FG, né, que é um lá nos Estados Unidos, que é 11 luz, é
- 20:11111 luz de baixa intensidade que ela em linhas gerais, assim, ela
- 20:15estimula, digamos assim, as células da da retina a
- 20:20funcionarem melhor, né? Então é uma luz vermelha.
- 20:22EE ambas, né? Que penetra nos tecidos
- 20:24oculares. E ela age nas mitocôndrias da
- 20:27retina, né? Mas isso daí tem pouco a,
- 20:29digamos assim, disponibilidade no nosso país, né?
- 20:32Existem outros estudos, né? Com terapia de também, né,
- 20:36Gabriel? Isso é discutível, né?
- 20:39É muito discutível. Até no meio da sociedade
- 20:41brasileira de retino e vitro tem médicos que apoiam, tem outros
- 20:45que que contra indicam, né? Então isso daí ainda carece de
- 20:49estudos mais robustos, né? Tem poucos estudos avaliando OA.
- 20:54A terapia com essa essa luz que eu que eu comentei, né, que a
- 20:59terapia com luz, a foto me biomodulação, então carece
- 21:02demais estudos. É sobre os os estudos, a gente
- 21:06tem terapia com células fonco, né?
- 21:08As chamadas extenseus, a gente já tem isso daí em é uma chamada
- 21:12fase 12, tem outras terapias também mais avançadas, mas
- 21:15quando a gente como a gente comentou aqui, né, a medicina,
- 21:17ela está evoluindo muito, há 20 anos, há pouco mais de 20 anos,
- 21:21né? Na década de 90 a gente não
- 21:23tinha injeção hidravitria. Para tratar a endemma macular
- 21:25diabético, nem AME estudativa, né?
- 21:28Os pacientes eles eles trataram eram tratados com laser, com
- 21:32outras, com outro tipo de tratamento.
- 21:34A gente não tinha esse sucesso terapêutico que a gente tem,
- 21:36esse Arsenal todo. Então a medicina ela está em
- 21:39constante evolução. Agora vamos lá para próxima
- 21:43pergunta, como medir a pressão? Acho que é a pressão do olho,
- 21:49né? Que o nossa colega Leila,
- 21:51internauta Leila, Denver perguntou.
- 21:55Perfeito. Leila, então vamos lá.
- 21:56Então, olha, a medida da pressão ocular é algo que deve ser
- 21:59rotineiro e deve ser realizado em toda consulta oftalmológica,
- 22:02tá? Então existem algumas formas da
- 22:04medida de pressão ocular, tá? Então sabe aquele exame que
- 22:08aquele pré exame que quando você, antes de entrar na sala do
- 22:11médico, às vezes tem um suprinho que vai no seu olho?
- 22:15Então aquele já é uma estimativa da pressão ocular do paciente.
- 22:20Então, aquele soprinho que às vezes assusta, né?
- 22:24É aquilo ali já é uma medida da pressão ocular, que é uma medida
- 22:28que nos ajuda, assim como um exame de triagem.
- 22:32Ela dá uma boa estimativa ali da pressão ocular do paciente?
- 22:37É. E ela serve para boa parte dos
- 22:40pacientes que ali entram numa consulta de rotina.
- 22:44Mas os pacientes que têm glaucoma, os pacientes que a
- 22:48gente já faz o diagnóstico. Realmente, a melhor forma da
- 22:51medida da pressão colar é a medida que o médico faz dentro
- 22:55da sala. E não é porque o médico faz, é
- 22:57por causa do aparelho. Existe um aparelhinho que é um
- 23:01aparelhinho como se fosse uma luzinha azul.
- 23:05Que o médico liga no consultório, que ele pinga uma
- 23:08gotina de colírio, que normalmente esse colírio vai ter
- 23:10um anestésico, vai ter uma flor. Esse aí, né, que é aquele
- 23:13colírio coloridinho que sai e deixa o olho, às vezes do
- 23:15paciente, um pouquinho manchado ao redor.
- 23:17E que o médico vai com aquele aparelhinho de uma forma muito
- 23:19suave, de forma índolu, consegue medir diretamente a pressão do
- 23:23olho do paciente. Então, essa tonometria de
- 23:27applanação ou tonometria de Goldman?
- 23:30Ela é realmente o padrão ouro principal.
- 23:33Exame da pressão ocular mas existem outras formas também de
- 23:37medida da pressão ocular. Existe OI care, né?
- 23:40É? Que é um que?
- 23:43A gente tem lá na clínica que ele ajuda bastante,
- 23:45principalmente às vezes o paciente tem uma mobilidade
- 23:47reduzida, às vezes a gente precisa fazer e ele é um bom
- 23:50aparelho, que tem uma boa estimativa.
- 23:52A doutora Isabela, que era mestre da pressão, ocolar que
- 23:55tem de. Tudo, tudo, tudo e.
- 23:57Mais um pouco de glaucoma, ela gosta bastante do i care.
- 24:00Então existem várias formas de pressão ocular, mas as
- 24:02principais são o suprínio que tem ali antes da sala do médico
- 24:06e principalmente a autonometria da aplanação, que é AOA luizinha
- 24:09azul. Perfeito.
- 24:13Voltando aí para terapia gênica, o nosso internauta emano, a
- 24:16terapia genética pode melhorar o vitro.
- 24:18Não é tanto objetivo a terapia gênica.
- 24:20Quando os estudos estão vindo, elas tem que melhorar a retina,
- 24:23porque a retina quer o filme fotográfico do nosso olho, né?
- 24:26Então o tecido que está sendo destruído, então o foco não é
- 24:29tanto. O vitro, né?
- 24:31Eu não sei que você tenha alguma doença, o vitro aí geralmente
- 24:34quando a gente tem as doenças que acometem o vitro, né, que
- 24:36são as hemorragias, as vitras, as UVE its, os processos
- 24:40inflamatórios, a gente tende a tratar com a cirurgia chamada
- 24:43vitractomia, que é uma cirurgia segura.
- 24:45Mas só lembrando aqui, Mano, cada caso deve ser
- 24:48personalizado, né? A gente não tá aqui para dar
- 24:50condutas de nenhum caso, é só explicações mesmo e eu espero
- 24:54que a gente tenha conseguido. De explicar aí sobre essa
- 24:58questão do da terapia genética. E o vidro, né?
- 25:05Keila mandou um abraço para o luti aqui também, que
- 25:08acompanhando lá de de de Macapá. Trabalhamos lá também, né?
- 25:17Lá na primary laser é que é um centro de de retina.
- 25:21Especialista, né? De várias especialistas.
- 25:24Doutor Gabriel tá lá também. Doutor Alexandre com certeza tem
- 25:26uma equipe grande lá, a equipe da Regina pro está em peso lá Na
- 25:29Na primary, né? Sensacional, viu?
- 25:32Macapá é um lugar que. Nós gostamos muito, né?
- 25:36Verdade. Vamos lá, boa noite a internato
- 25:41Olívia rocha, tudo bom? Fiz cirurgia de catarata há 1
- 25:44ano, após 3 meses fiz a capsulotomia, após 20 dria
- 25:47apareceu moscas volantes embaçamento e o foi detectado no
- 25:53CT uma membrana epi retiniana e a visão piorou muito.
- 25:56O que nós podemos fazer essa daí o lute gosta dessa opera a
- 26:01membrana, né? Lute nossas cirurgias
- 26:04preferidas, comenta aí, lute sobre a membrana.
- 26:07Boa, então vamos lá assim a gente várias coisas aconteceram
- 26:11nesse meio do caminho, né? Então ela falou que ela operou
- 26:14de catarata, depois ela precisou fazer uma limpezinha na lente e
- 26:18depois ela evoluiu com uma membrana epirretiniana.
- 26:20A gente não pode atribuir com uma coisa decorrente da outra,
- 26:23tá? E necessariamente, às vezes
- 26:25foram coisas sucessivas que foram acontecendo, tá?
- 26:29Então, o que é membrana epirretiniana?
- 26:32Então esse nome epi retiliana, quer dizer que está aí em cima
- 26:36da retina e membrana é membrana, é tecida.
- 26:39É como se fosse uma malha de células que vai surgindo na
- 26:42superfície do olho do paciente e ela ao longo do tempo pode ir
- 26:46rugando a retina do paciente e causando uma piora da visão do
- 26:50paciente. Então membrana epi retiliana,
- 26:53existem as membranas primárias, que são as mais comuns e são
- 26:59aquelas membranas. Que meio que surja, porque
- 27:02surge. A gente não sabe exatamente o
- 27:04que causa a membrana epirritiniana.
- 27:07Pode ser o próprio soltar do gel do olho do paciente, que pode
- 27:10despertar em alguns pacientes a membrana epirritiniana, mas
- 27:14existem as membranas epirritinianas secundárias.
- 27:17Então, às vezes, o paciente que sofreu um descolamento de
- 27:20retinina pode ter uma membrana epirritiniana.
- 27:22Um paciente que sofreu. Alguma ouve it pode causar
- 27:26membrana epirretiniana. Paciente que tem diabetes pode
- 27:29também causar uma proliferação de membrana epirretiniana
- 27:33secundária ou diabetes. Mas tanto a membrana primária
- 27:37quanto a secundária só existe o tratamento através de cirurgia,
- 27:41tá? Então a cirurgia da membrana
- 27:45epirretiniana é sim extremamente eficaz.
- 27:48É sim, muito segura. Ela, 90% das vezes. 95% das
- 27:55vezes acontece e realmente remove a membrana de cima.
- 28:01Remove se e cura o paciente da membrana epirretiniana.
- 28:05Só que por que que a gente não faz essa essa cirurgia em todo
- 28:08mundo? Porque não é em todo mundo que a
- 28:10membrana epirretiniana realmente causa uma piora da qualidade da
- 28:14visão. Então cada médico ali vai ter
- 28:18uma experiência, vai indicar tratamento de uma forma ou
- 28:20outra. Então assim eu vou dizer qual é
- 28:23a minha rotina? Tá?
- 28:24Então assim, aquele paciente que tem já numa primeira consulta,
- 28:30que ele vem com uma membrana especia, que está com uma visão
- 28:32muito baixa, esse paciente, eu já vou encorajá lo a fazer a
- 28:35cirurgia, que é uma cirurgia tranquila, que demora mais ou
- 28:38menos uns 30 minutinhos, a super sossegada, a cirurgia de
- 28:41verdade, como toda a cirurgia. É uma cirurgia que tem riscos.
- 28:44Toda a cirurgia tem risco, mas o risco é muito baixo.
- 28:46É um risco de 1%, sei lá. Então assim, é um risco baixo.
- 28:50Mas quando eu me costumo indicar a cirurgia, ou quando a membrana
- 28:53realmente já está muito grande e chega numa primeira vez assim,
- 28:56ou os pacientes que apresentam uma membrana progressiva, então
- 29:01aqueles pacientes que estão piorando a qualidade da visão,
- 29:04ali no nosso acompanhamento, a cada 34 meses que a gente
- 29:07costuma fazer, e a gente está notando uma piora divisão que
- 29:10não tem nenhuma outra justificativa.
- 29:12Esse paciente eu tento operar antes dele ficar muito ruim,
- 29:16segundo o critério que eu utilizo pra gente operar.
- 29:19A membrana epirretiniana no paciente é se a gente vê uma
- 29:23mudança anatômica consistente, então o paciente chega ali com a
- 29:26gente, tem uma membrana epirretiniana que já está
- 29:29alterando o contorninho ali do centro da visão, lá no
- 29:32automografia. Ou um paciente que vem depois de
- 29:3646 meses e tá cada vez pior, tá expressando a membrana.
- 29:41Eu não espero a visão do paciente ficar ruim pra operar.
- 29:45Então eu já operei paciente que tinha 20 e 40 divisão, eu já
- 29:48operei paciente que tinha 2030 divisão.
- 29:50Eu não uso a cuidado visual primariamente como único fator
- 29:54que vai me indicar a cirurgia ou não.
- 29:57Por quê? Porque é uma cirurgia que a
- 29:58gente sabe que a gente tem uma boa reprodutibilidade e a gente
- 30:02sabe. Que quanto antes a gente operar,
- 30:05se ela for 11, membrana que tende à progressão, no final das
- 30:09contas, ela tende a ter uma melhor qualidade visual.
- 30:12Mas assim, isso não é uma receita de bolo.
- 30:13Não existe 111 coisa que você, o médico, vai seguir.
- 30:18O que eu falo, porque provavelmente o Gabriel talvez
- 30:20siga outra outra diretriz. Enfim, cada um vai ter uma
- 30:24experiência, porque cada um enfim lida com a sua, suas
- 30:29doenças, de uma certa forma. Como é?
- 30:30Quais são os critérios que você usa, Gabriel?
- 30:33Exatamente, qual o que que eu vejo?
- 30:34Se aquela primeira, o diagnosti, que é aquela membrana, é uma
- 30:37queixa do paciente ou for um achado de exame, o paciente não
- 30:40tem queixa nenhuma. Segundo, eu me guigo tanto pela
- 30:44acuidade visual, tanto pela queixa do paciente de tá vendo,
- 30:47distorcido, tá vendo uma mancha, alguma coisa assim, eu eu dou
- 30:50muita é atenção pra essa queixa da metamorfopsia, né, que é ver
- 30:55é ondulado ou então. É, digamos assim, distorcida a
- 31:00visão. E eu eu tento entender se aquilo
- 31:02ali tá prejudicando de fato a vida do paciente.
- 31:05E aí eu coloco aquela, a cirurgia no risco benefício.
- 31:08E avalio também os achados de oct, né?
- 31:10A gente tem achado de oct um espessamento distorção da
- 31:13retina, que eu tendo mais a indicar essas membranas, eu
- 31:17geralmente eu indico a membrana quando tá, geralmente a partir
- 31:20de 20 e 3024 30, atrapalhando a visão do paciente, né?
- 31:24Que ela seja um fator que está. Contribuindo para essa baixa
- 31:27divisão e a cirurgia é super segura, né?
- 31:29Uma cirurgia muito, muito, eu converso com o paciente, eu eu
- 31:33gosto muito de fazer a membrana berretiniana, né?
- 31:35Claro que toda cirurgia sem risco, uma cirurgia segura, né,
- 31:38ela não dói uma cirurgia feita com anestesia local e sedação,
- 31:42mas eu faço exatamente aí igual lute, né?
- 31:44Eu dou muito valor para para queixa do paciente, né?
- 31:46A gente tem que escutar o paciente, saber o que que, o que
- 31:49que tá atrapalhando a vida dele. Um dia me encaminharam um
- 31:52paciente para mim, para eu operar a membrana, eu vi, tinha
- 31:54uma membrana pequena, eu perguntei, o que que?
- 31:56Tá lhe atrapalhando, doutor? É que esse olho tá lacrimejando
- 31:58muito, né? Então não tinha nada a ver com a
- 32:00membrana, era uma queixa de olho seco, né?
- 32:02Um lacrimejamento, a gente tratou o paciente tinha uma
- 32:05visão relativamente muito boa, ele não tinha distorção, era uma
- 32:08membrana muito pequena, não tava é causando prejuízo AA visão
- 32:12daquele paciente a gente optou por observar, mas seria mais ou
- 32:16menos isso. Vamos para próxima dúvida, uma
- 32:18dúvida de corn, agora eu vou responder, a Lorena Coutinho
- 32:22perguntou que ela tem essa de troféu de mesma, né?
- 32:24E ela queria saber a conduta no tratamento, se tem diferença no
- 32:27olho seco. Só lembrando, essa distrofia,
- 32:29né? Diferente de olho seco, essa
- 32:31distrofia é uma distrofia epitelial da córnea, ou seja,
- 32:34essa essa parte mais anterior do olho.
- 32:36Comparando o olho com o relógio, é como se fosse a tampa do vidro
- 32:39do Relógio, né? Então, ela é autossômica
- 32:41dominante. É causada por um genes da
- 32:44queratina k 13 k 12. Ela geralmente começa na
- 32:47infância e ela dá os seguintes sintomas, no paciente, começa a
- 32:51ter microscísto dentro do epitélio, né?
- 32:53Dessa camada, a banda anterior do olho, que a gente pode ver no
- 32:56nosso exame oftalmológico, a lâmpada de fenda.
- 32:59Então o paciente, ele tem muito lacremejamento, elas tem como
- 33:02tivesse a olho algum estranho e a luz incomoda bastante.
- 33:06Ele pode ter essas crises recorrentes dessa erosão.
- 33:10É um acorde, né? Essa, essa, essa destruição do
- 33:13epitélio. A conduta pra esses pacientes é
- 33:16muito individualizada, né? Cada paciente vai ser tiver que
- 33:19tomar uma conduta diferente, mas, em geral, lubrificação
- 33:23muito intensa desse desses olhos com lágrimas lubrificantes, né?
- 33:26Que são lágrimas artificiais, sem conservantes.
- 33:30A gente pode ter também gel oftalmológicos.
- 33:32A gente pode colocar em alguns casos, lentes, contato
- 33:35terapêutica. Se o paciente tiver infecção
- 33:37nessas erosões, pode usar antibiótico e a cirurgia
- 33:40geralmente é é, elas podem ser também utilizadas em alguns
- 33:44casos. Já o olho seco, ele é
- 33:46multifatorial, né? A gente tem diversos fatores, é
- 33:50de olho seco. Se a gente for falar de olho
- 33:51seco aqui, a gente pode passar 3 horas, mas ele acontece
- 33:54principalmente em adultos, né? A gente tem também ardência,
- 33:57ressecamento, embaçamento, sensação de Areia e a gente pode
- 34:02lacrimejamento também e a gente pode lançar mão de diversos
- 34:05exames. No consultório e a gente vai
- 34:08individualizar cada conduta, né? Mas são 2 condições aí
- 34:12distintas. Uma é uma distrofia genética e o
- 34:15olho seco é, digamos assim, é, é outra, outra condição, né?
- 34:20Seria mais ou menos isso aí, tá? Deixa eu só retirada aqui
- 34:24comendo. É só falando com a firmar essa
- 34:27distrofia, como o Gabriel falou, muito legal, né?
- 34:30É, falou muito bem. É uma doença genética, tá?
- 34:33O pessoal mais uma da córnea ali que não causa cegueira no
- 34:35paciente, então, mas ela pode tirar realmente a qualidade de
- 34:39visão do paciente, tirar muito conforto do paciente.
- 34:42Às vezes surgem mais manchinhas na córnea do paciente que não
- 34:44são visíveis. Normalmente eu olho nu, mas a
- 34:46gente no, no, no exame simples, oftalmológico, a gente consegue
- 34:49ver como se fosse umas manchinhas no interior da córnea
- 34:52do paciente. Perfeito, a próxima pergunta aí?
- 34:57Quantas vezes pode fazer capsulotomia?
- 35:00Eu, quando eu fiz a visão, me sentiu melhor.
- 35:02Então é interessante o que que acontece.
- 35:04A gente quando faz a cirurgia de catarata, a gente remove a
- 35:07catarata, né? E essa catarata lá tá dentro da
- 35:10cápsula do cristalino, mas a cápsula, a gente mantém a parte
- 35:13posterior dessa cápsula e com o tempo essa.
- 35:17Essa cápsula ela pode pacificar e a gente faz 11 procedimento a
- 35:22laser que é super seguro, super tranquilo, não é feito no centro
- 35:25cirúrgico, é feito ambulatoriamente, né, somente
- 35:28com colírio anestésico que é um laser chamado IAG laser, um
- 35:32laser frio, ele não dói e a gente destrói, digamos assim,
- 35:36essa cápsula, que tal Paca, ela feita que é destruída, essa
- 35:38cápsula ela ela não volta né, ela é destruída e aí a visão
- 35:42realmente melhora, então seria mais ou menos essa dúvida, não
- 35:45precisa. Fazer novamente, né?
- 35:47Isso daí faz uma vez EOOA. Gente fala que a capital já foi
- 35:51limpo. Isso popularmente falando, é
- 35:53quando o paciente perguntou, tem que limpar a lente, né?
- 35:56Na verdade, a gente não limpa a lente, a gente faz esse laser
- 35:59pra retirar essa essa cápsula que tá posterior à lente e tá ó,
- 36:05pacificada. Como regra na vida, é
- 36:09eventualmente. A gente faz um retoquezinho,
- 36:12porque às vezes a gente remove a cápsula e fica uma abine ali e
- 36:15tudo. Então eventualmente a gente pode
- 36:17repetir uma segunda vez ali algum caso esporádico, mas não é
- 36:22algo igual. O carro que tenha cada cada ano
- 36:24ir lá fazer manutenção, é limpando sempre, que normalmente
- 36:28é o único na vida, como o Gabriel falou.
- 36:30Vamos para última pergunta, aqui estamos nossos minutos finais,
- 36:33né? Nossa live o internauta Roberto
- 36:36Stefano, boa noite. Tudo bom?
- 36:38Gostaria de saber a diferença de DMRI.
- 36:41E imap, né? Pra quem não sabe, imap vem do
- 36:44inglês existência, imacular atrofia, o pseudo druz lá que é
- 36:48aparência, então é o que que acontece, degeneração macular
- 36:53relacionalidade, né? Oo lute explicou muito bem.
- 36:56Aí já Oo imap né? Que essa sigla que eu comentei é
- 37:0211 atrofia que envolve a área macular e geralmente está
- 37:06associada a. Pseudodrus, né?
- 37:09Porque a drusa ela está ali na entre OOEPREA, membrana de bru.
- 37:15Já a pseudodusa ela está acima, acima do EPR, praticamente ali
- 37:20Na Na nas camadas mais externas da retina.
- 37:24E o clássico é que OE map. Ele acomete pacientes mais
- 37:27jovens. Ele tem uma prevenção muito
- 37:29rápida e simétrica extensa de atrofia de destruição.
- 37:33Da retina, né? Então é importante diagnóstico
- 37:35diferencial daquela degeneração macular relacionada à idade.
- 37:39A forma clássica, né? A gente tem alguma, algumas
- 37:44associações de EMAp, tem várias infecciosas viradas, mas tem uma
- 37:47clássica que é a febre reumática, né?
- 37:51E aí geralmente dá em adultos jovens, né, que a gente tem 4060
- 37:54anos. São pessoas que estão em Franca
- 37:56atividade das suas atividades profissionais e classicamente é,
- 38:00é mais precoce, infelizmente, de.
- 38:03De rápida progressão, né? Então esse tem essa atrofia da
- 38:07área central da retina, da mácula.
- 38:09Queres comentar alguma coisa aí de EMAp?
- 38:12É, né? Você fez um Panorama muito
- 38:15geral, mas ela tende a ser como se fosse uma dmr seca mais
- 38:19agressiva, né? Então ela acaba que é um
- 38:22pouquinho mais precoce. Muitas das vezes causa uma piora
- 38:26da qualidade de visão do paciente de uma forma um pouco
- 38:28mais precoce. Mas basicamente é isso mesmo.
- 38:31Simula muito uma DMRI, tem muita EMAp que chega pra gente.
- 38:34A gente fica um pouquinho na dúvida, aí a gente faz lá OCT.
- 38:37Aí vê que ela é realmente mais mais no fotorreceptor do que lá
- 38:41embaixo, debaixo da retina mesmo, né?
- 38:45Perfeito. Então, então é isso aí, pessoal.
- 38:48Então vamos nos despedindo os lutes.
- 38:50Queres deixar aí algum comentário final pro pros nossos
- 38:52internautas? Alguma dica aí de saúde ocular?
- 38:57Olha, pessoal, a gente quer agradecer, na verdade a presença
- 38:59de cada um de vocês que aí disponibiliza seu tempo para
- 39:02estar aqui presente com a gente. Sabe que se esse conteúdo
- 39:05realmente agregou alguma coisa na sua vida e pode agregar
- 39:08também na vida das outras pessoas, então não custa nada
- 39:10pessoal, ainda não foi taxado? Dê o like, você dá o like de
- 39:15forma gratuita, isso aumenta o nosso alcance.
- 39:17Compartilha com seus amigos. Então todo mundo em algum
- 39:21momento vai ter alguma alteração oftalmológica, querendo ou não,
- 39:24nem que seja um óculos somente para você usar ela de perto.
- 39:28E o que eu queria dizer para vocês é que muitas das vezes as
- 39:30doenças mais graves se manifestam da forma menos
- 39:34agressiva, então existem doenças muito severas, como o glaucoma,
- 39:40como a retinopatia diabética, como a degeneração de macro, que
- 39:43às vezes não causam sintomas de forma precoce.
- 39:46Então pessoal, por favor, não esperem sentir uma piora de
- 39:50visão pra você procurar o oftalmologista.
- 39:53Então o exame oftalmológico tem que ser realizado realmente uma
- 39:56vez por ano, vai no seu oftalmologista, vem até aqui com
- 40:00a gente em Belém, enfim, ou em Macapá, ou quer que seja onde a
- 40:04gente esteja. Ou então mande mensagem pra
- 40:06gente, pergunte quem é o oftalmologista de referência na
- 40:09sua cidade que muitas das vezes a gente conhece.
- 40:11Eu mesmo, o Gabriel também, que estou em São Paulo há muito
- 40:14tempo. A gente conhece gente no mundo
- 40:16todo, então a minha mensagem é, cuide dos seus olhos é ele é
- 40:22responsável por 90% de todas as sensações que você recebe do
- 40:25mundo. Vem pelos olhos, então cuide dos
- 40:28seus olhos antes de sentir qualquer problema.
- 40:31Um abraço a todos. Todas as quartas-feiras, às 8:00
- 40:34estaremos aqui dentro da sua casa, no seu celular, em todos
- 40:37os lugares, trazendo um pouquinho de conteúdo de
- 40:39qualidade pra vocês. Obrigado, Gabriel.
- 40:42Perfeito abraço meu amigo, boa semana aí.
- 40:46Então é isso pessoal, boa noite com essas mensagens finais aí do
- 40:49luti. Eu deixo vocês aí e não esqueço
- 40:52de nos seguir, né? Se inscrever no nosso canal,
- 40:55compartilhar esses, essas, essas Lives, elas ficam todas gravadas
- 40:59no nosso canal. E não esqueça, se tiver qualquer
- 41:02dúvida, pode deixar na nossa caixa de perguntas lá no
- 41:04Instagram que vai ser um prazer a gente responder.
- 41:06Um abraço pessoal, uma boa noite.