Latest / BonusCast / DuplaDe2 #1: Dirty Harry
Transcript
- 0:05Olá. A todos, todas e todes.
- 0:16Este é o dupla de 2, o mais novo podcast do bônus stage, no qual
- 0:20a gente vai falar sobre filmes de ação, masculinidade.
- 0:25E também masculinidade tóxica. Eu sou Alana dilene.
- 0:29Este aqui é o meu parceiro. Olá, eu sou o André caoro.
- 0:32E a gente promete que não vai se demitir antes do fim do episódio
- 0:36para sair por aí perseguindo bandidos aleatórios.
- 0:38Ninguém vai entregar o instintivo nem a arma, a gente
- 0:41vai até o final aqui. Exatamente, né?
- 0:44Dentro do que prevê a lei, acho que antes da gente começar de
- 0:49fato um assunto. Acho que vale a introdução,
- 0:53primeiro do filme, do qual a gente vai falar, não é hoje,
- 0:56nesse episódio piloto, o que é que você acha?
- 0:58Eu acho que que vale a pena a gente fazer a introdução sobre o
- 1:02filme e também falar um pouquinho da ideia do podcast.
- 1:06Então você começa a falar sobre o filme.
- 1:07OK, eu começo a falar sobre o filme.
- 1:15Bom. O filme que a gente vai analisar
- 1:17aqui, o nosso episódio piloto, é o dirty Harry.
- 1:20Perseguidor implacável, de 1971, que é um filme dirigido pelo
- 1:24townsingel e tem sua Estrela principal como o Clint Eastwood,
- 1:29né? Talvez é o papel que consolidou
- 1:31ele como um astro de ação. Com certeza.
- 1:36Depois do dos westerns que ele fez, né?
- 1:38Dos programas de TVE, é um filme muito importante para o gênero
- 1:41de ação, principalmente quando ele toca sobre violência urbana
- 1:46e também histórias de detetives, né?
- 1:49Acho que especialmente porque traz esse traz o clientisto para
- 1:52o ambiente urbano. Exatamente.
- 1:54E a gente sabe que a persona do clientisto é totalmente
- 1:58construída nos filmes, né? Mas e por que que a gente
- 2:03resolveu falar tanto desse filme quanto necessariamente sobre o
- 2:06filme de ação? A verdade é que assim, né?
- 2:09Eu conheci calor através do bônus cast, né?
- 2:13A gente começou a conversar. E a gente acabou percebendo que
- 2:18temos muito gosto em comum no que toca cinema, especialmente
- 2:22porque conseguimos ser apreciadores assim, apreciadores
- 2:26grandes, sommeliers de cinema ruim.
- 2:30De filme ruim, né? Que essa por si só é uma arte,
- 2:35né? Apreciar filmes ruins?
- 2:36Sim, sim. Mas além disso, a gente é
- 2:39percebeu que gostava muito de cinema e acabamos conversando
- 2:43não só sobre cinema, mas sobre livros sobre quadrinhos e tal.
- 2:47E a por conta de um tuíte de de caloro, no qual ele estava
- 2:52falando sobre Máquina Mortífera, a gente acabou desencadeando uma
- 2:56conversa. E a gente percebeu que seria
- 3:00muito legal um projeto que analisasse.
- 3:03É filme de ação, tanto pelo seu papel cultural, porque é um
- 3:08gênero muito prolífico, é um gênero que produz muito.
- 3:12É, é. E na verdade, desde quando
- 3:14começou, ele nunca parou. Você não tem exatamente uma
- 3:17baixa em filmes de ação, ele está sempre sendo feito.
- 3:20Ele pode não ser bom, mas tá, tá sempre saindo. 11 filme do Jason
- 3:25statan. Um filme do Vin Diesel ou
- 3:28qualquer outra coisa assim. E eu diria, eu diria só que Oo
- 3:31filme do do Jason Statham, ele é o é o atualmente ele é o Daddy
- 3:35movie. Ele é o Daddy movie.
- 3:37Antes era do Steven Seagal, né? Do Stallone.
- 3:39Mas hoje em dia Oo pai quer ver o filme lá do do Calvo bonitão,
- 3:42né? Que dirige as coisas, que é
- 3:44OOKO. KOK, não sei.
- 3:49Acho que a gente tem um demográfico muito baixo para
- 3:51para fazer essa afirmação, uma piada.
- 3:54Acho que isso requer mais pesquisa.
- 3:57Mas então, e a gente estava falando sobre filmes já são
- 4:00antigos, sobre a coreografia de filme, filmes já são antigos e
- 4:03tal. E a gente invariavelmente acabou
- 4:06percebendo um pouco tanto o retrato do outro nesses filmes,
- 4:10como a alteridade é retratada, como você consegue, né?
- 4:14Como o kauer, o mesmo disse. Como a gente consegue perceber,
- 4:17é quem é o inimigo dos Estados Unidos da vez.
- 4:20A depender do filme, do do, do do Mel Gibson que esteja saindo,
- 4:23né? Sim, sim, isso também fica bem
- 4:26claro nos filmes do James Bond, né?
- 4:29Sim, você pega lá de 62 até hoje em dia.
- 4:32Ele já enfrentou comunistas, já enfrentou chineses, né?
- 4:37Até o Pablo Escobar sobrou para ele lá no final dos anos 80.
- 4:40É incrível isso. É verdade?
- 4:42Então assim é como produtos e produtores culturais, não é?
- 4:47E também no aspecto técnico, notar as mudanças que o tempo
- 4:52foi trazendo pra pra esse gênero em específico.
- 4:56Mas mais importante é, e eu acho que é o fio condutor desse
- 5:01podcast que tá nascendo hoje aqui, é a gente perceber o
- 5:04retrato da masculinidade nesses filmes, porque é muito fácil a
- 5:09gente apontar, assim como senso comum do tipo Ah.
- 5:12Isso aqui é isso? É é o problema da masculinidade
- 5:16frágil? Ou Ah, é esses e outros aspectos
- 5:20você vê em tais, em tais filmes. Mas mesmo essa figura masculina
- 5:25típica entre aspas, ela sofreu e sofre mudanças.
- 5:31Você vê isso nas estrelas, é de cinema.
- 5:34Você vê isso no nos tipos de história que que são produzidas
- 5:38e que vem sendo. É gravadas, né?
- 5:42EE, exibidas e consumidas. Então foi mais tentando pensar,
- 5:46por esse aspeto que a gente é resolveu levar, né?
- 5:51Resolveu tocar esse projeto e aqui estamos então como o nosso
- 5:56episódio piloto a gente elegeu, né?
- 5:58Com o nosso objeto piloto a gente elegeu o durth Harry, que
- 6:02é o primeiro filme. Do que hoje seria chamado de
- 6:06franquia. Antigamente ele não.
- 6:09Talvez não tivesse esse nome, mas hoje definitivamente seria
- 6:12uma franquia sim, de 5 filmes, né?
- 6:14Desse personagem. Curioso o curioso Alana também é
- 6:17que esse filme, ele é de 71, ele é antes do do Star Wars, né?
- 6:22Sim, mas ele é ele é um pouco depois do dos filmes James Bond,
- 6:25né? Uma década quase.
- 6:26Só que o curioso é que eles não tinham essa visão de franquia
- 6:30que nem a gente tem hoje em dia. Dirty Harry, um.
- 6:34Ele tem o nome, mas o dirty Harry 2.
- 6:35Ele já tem um Magnum 44, um nome totalmente diferente, né?
- 6:40Então ele está bem no primórdio da franquia, assim do do herói
- 6:43de ação. Né?
- 6:44Mas aí a gente tem uma outra, tem um outro aspeto
- 6:47mercadológico do sistema hollywodiano de produção, que é
- 6:53a Estrela. Porque ele não é um filme do
- 6:55dirty Harry, exato, ele é um filme do Clint Eastwood sim, que
- 6:58saiu do faroeste, né? Ele já tinha aí seus 4 filmes,
- 7:03eu acho, né, de de se minha memória não falha agora assim,
- 7:07de relativo sucesso, de relativa projeção.
- 7:10E ele, né, vai para o ambiente urbano e ele passa a ser as
- 7:15pessoas passam a ir ao cinema procurar um filme, não é um
- 7:18filme do dirty Harry, é um filme do Clint Eastwood, exato, então
- 7:20ele é a sua própria franquia, ele é a marca, sim, se havia
- 7:23toda. Toda essa preocupação
- 7:25mercadológica, assim aí eu acho que não, mas aí é só achismo,
- 7:29mas a isso. É então e isso que você comentou
- 7:32do do twistud, né? É, é muito importante a gente
- 7:36notar o papel do do astro de ação, né, para essa franquia,
- 7:41porque o dirty Harry, ele é um filme que ficou muito tempo para
- 7:45ser feito Na Na Warner, né? Se você pensar em 1968, a gente
- 7:48teve o Bullet, do Steve McQueen. Que é um dos primeiros filmes de
- 7:54de policial, desse desse estilo que o policial vai, ele vai
- 7:59contra o sistema de certa forma, né?
- 8:01Claro que é um filme mais mais gentil nesse aspecto, né?
- 8:05Até pela persona do próprio Steve McQueen, que ele era um
- 8:07cara que era muito pró hippie, ele era contra, é estados de
- 8:12opressão, essas coisas, né? O inclusive o dirty Harry foi
- 8:16oferecido ao Steve McQueen, mas o ponto que eu gostaria de de
- 8:20chegar aqui. É que o clintristo ele vinha
- 8:23realmente desses faroestes, né? Ele tinha os 3 faroestes do
- 8:26Sérgio Leoni, que deram AA projeção como um astro Pra Ele
- 8:30lá no na Europa e posteriormente nos Estados Unidos.
- 8:34Ele também vinha de uma parceria muito grande do dom segel, né?
- 8:37Que é o diretor do do perseguidor implacável.
- 8:40E isso já estava solidificando ele como um astro de ação, né?
- 8:43Só que ele era um astro de ação, muito ligado ao faroeste e.
- 8:48Trazer essa persona do faroeste para um ambiente urbano vai
- 8:52levantar muitos pontos interessantes a respeito da
- 8:55justiça de Fronteira, né? O que é essa figura mítica
- 8:59masculina? Ela, ela consegue trazer, né?
- 9:03De de interessante para essa dinâmica.
- 9:05Concordo, concordo, porque é aquela, né?
- 9:07Quando o personagem tá ali, inserido no ambiente do velho
- 9:09Oeste, de que Ah, é a Fronteira a ser descoberta, as regras da
- 9:14sociedade não chegam aqui, né? Né?
- 9:18Inclusive fazendo 11 breve devaneio.
- 9:21É, eu adoro como Oo Red Dead Redemption, o primeiro jogo
- 9:25trabalha isso também assim, né? Inclusive com as figuras do que
- 9:29viria a ser OFBI, né? Tem uns npcs que estão ali
- 9:32atormentando Oo protagonista, mas aqui ele é meio que um filme
- 9:39de transição na carreira do Clint Eastwood.
- 9:42Ele vai saindo, ele vai deixando faroeste, então ele vai saindo
- 9:46daquele espaço. Mas o filme meio que recupera
- 9:50isso depois, como a gente vai observar e já já, né?
- 9:54Sim, sim. Só então pra gente deixar um
- 9:57pouco o ouvinte a par, né? Vamos passar Oo enredo do filme.
- 10:01Com certeza. O dirty hair, né?
- 10:03Que é o perseguidor implacável no Brasil e ele foi dirigido
- 10:06pelo dom cig e lançado lá no Natal de 1971.
- 10:11Ele vai contar a história da investigação e perseguição do
- 10:13assassino em série Scorpion, interpretado pelo Andrew
- 10:15Robinson, que está aterrorizando as ruas de São Francisco.
- 10:19Em seu encalço está Harry Kauan e ele vai tentar impedir o
- 10:22Scorpion qualquer maneira possível.
- 10:25E diria até que ele tem que enfrentar tanto o Scorpion
- 10:28quanto a burocracia e o sistema criminal americano.
- 10:31É quase uma cruzada tanto contra, né o antagonista, quanto
- 10:36contra, a os valores da democracia Americana.
- 10:41Exatamente, é. É muito.
- 10:43É muito confortável a gente ter 11 visão do de 2023, né?
- 10:49E enxergar as. Coisas muito problemáticas em
- 10:52filmes antigos e no derth. Harry não é uma exceção, mas a
- 10:56gente pensar no contexto de que quando saiu esse filme, né?
- 10:59Lá para 1971, pensar sobre como São Francisco é, era
- 11:02representada. O que que, o que que a cultura
- 11:06de São Francisco dizia sobre tanto os anos 60 quanto as as as
- 11:10políticas liberais dos Estados Unidos, né?
- 11:13Você vê que tudo se encaixa e nenhum filme ele vai existir um
- 11:17vácuo, né? Apesar de com certeza, apesar de
- 11:23o dom sigo e o próprio clinturs falar que não é um filme
- 11:26político. A política dele começa a vazar,
- 11:28né? Pelo pelas fissuras.
- 11:31EE, é muito, muito interessante a gente analisar isso, mas nunca
- 11:36deixando de pensar que a gente tá aqui em 2023, né?
- 11:40Com todo um contexto diferente. Exato, assim é muito fácil a
- 11:43gente projetar certos valores. Inclusive, na nossa primeira
- 11:47leitura do filme, a gente meio que acabou fazendo isso.
- 11:51Mas trazer o contexto histórico, trazer o que representa e o que
- 11:56representava, especialmente na época, né?
- 11:59O espaço urbano, o espaço de São Francisco é muito importante.
- 12:05São Francisco foi palco de diversos eventos envolvendo os
- 12:10movimentos de direitos civis. Até hoje o estado da Califórnia
- 12:14é. Querendo ou não, uma referência
- 12:17em termos de de liberdades civis, quando teve toda a
- 12:22campanha, primeira campanha do Trump, o discurso da Extrema
- 12:27direita começou a ganhar muita projeção e começou assustar as
- 12:31pessoas, né? AAO estado da Califórnia, de
- 12:34maneira geral, sempre se posicionou mais para o espectro
- 12:39liberal progressista, né? E isso é histórico, né?
- 12:44São Francisco foi espaço de diversos protestos, de diversos
- 12:49conflitos. A primeira parada gay não é a
- 12:51primeira parada gay. A primeira parada gay, salvo
- 12:54engano, foi por lá. E enfim, né?
- 12:56Também havia muito esse imaginário de que em São
- 13:02Francisco você meio que podia ser qualquer coisa.
- 13:05Isso se deve, eu imagino, eu imagino.
- 13:07Não, certamente. Por conta desse, desse
- 13:10importante papel histórico que que acabou, que a cidade acabou
- 13:13exercendo, mas também por ser é é muito próximo dos grandes
- 13:19estúdios, da de toda coisa AAA máquina de fantasia de
- 13:23Hollywood, né? Então tem tem tem uma mistura de
- 13:27de elementos aí que que estão no imaginário, né?
- 13:31Em torno da cidade. Exatamente.
- 13:33Também não à toa que é o lar do instituto Xavier, né?
- 13:37Desde 2002, 1008, a partir de 2008, que antes eles saíram de
- 13:40Nova Iorque e foram pra São Francisco.
- 13:43Então eu acho que é muito tipo, olha, não, esse é o espaço que
- 13:47seria. É apto a receber pessoas
- 13:52diversas, entre aspas. São Francisco, né?
- 13:56Como a gente está comentando aqui, ela é 11 cidade histórica,
- 13:59tanto pra esses movimentos civis.
- 14:02É grande parte das panteiras negras também tinham, tinham os
- 14:06seus partidos por lá. O interessante, você vê que essa
- 14:10essa escolha de São Francisco não é tão leviana, né?
- 14:13Normalmente a gente pensa em histórias de detetive
- 14:16perseguindo bandidos em Nova Iorque, né?
- 14:18Até em 1971 a gente tem o. Operação França, do William
- 14:23friedick, né? Que também vai tratar dum dum
- 14:25detetive que é linha dura. Inclusive é muito, muito curioso
- 14:30ver que nesse ano saiu esses 2 e só o Harry callen, o dirty Harry
- 14:34conseguiu emplacar uma franquia de sucesso, mas assim, São
- 14:37Francisco, ela está posicionada no dirty Harry, muito pra ser um
- 14:41palco e também ser um personagem antagonista, o Harry, né?
- 14:46Aqui a gente vai ver todas as políticas liberais que vão.
- 14:51De alguma forma, impedir o Harry de prosseguir na sua busca pelo
- 14:56assassino Scorpion. Eu concordo com você que ela é
- 14:59um personagem, certo? Pra pra usar um clichê até da da
- 15:02da linguagem, da crítica. Mas sim, ela não é só espaço,
- 15:06ela não tá ali só gratuitamente. Mas eu não sei dizer se a cidade
- 15:11em si, Como Ela É retratada no filme.
- 15:15Ela é um espaço antagônico, porque na verdade é a casa dele.
- 15:20Ele é o senhor da cidade. Vários planos no filme reforçam
- 15:25essa ideia. Ele ele tá muito à vontade, é no
- 15:30topo de prédios, entendeu? Observando assim, quase como uma
- 15:34gárgola, né? Guardando OOO, ambiente é quase
- 15:41o Batman. É certo que ele não é um ricaço
- 15:43playboy, né? Mas.
- 15:47É, mas assim é. Há vários momentos que o filme
- 15:51retrata o personagem como conhecendo aquela cidade muito
- 15:54bem, não é? E a cidade já não era pequena em
- 15:571970, então assim, não é como hoje que você tem o Google Maps,
- 16:01você não vai se perder tão facilmente, né?
- 16:03Eu acho que Oo os vilões, os antagonistas, além do Scorpion.
- 16:12Também tá mais na burocracia, então tá mais, digamos assim,
- 16:15entre aspas no progresso social do que realmente no espaço.
- 16:21Ah, sim, nisso eu eu concordo totalmente com você que o
- 16:25antagonismo que eu queria me referir é esse, né?
- 16:28Das políticas mesmo, não mais uma parte, né?
- 16:32Mais uma parte geográfica que eu que eu quis comentar e inclusive
- 16:36o Harry tá muito. Muito à vontade, a ponto de você
- 16:40ter sequências de ação que vão depender da expertise dele com a
- 16:45cidade, né? E lembrando que eu eu nunca fui
- 16:48para os Estados Unidos, não sei se a aluna já foi.
- 16:52O que eu tenho de memória daí são dos filmes e dos produtos
- 16:55culturais, né? E ele evita muito os cartões
- 17:00postais de São Francisco, né? AA.
- 17:02Aquela ponte famosa, ela só vai aparecer perto do final.
- 17:05As ruas que são mega elevadas também não são palcos de grandes
- 17:09perseguições ou de grandes ações.
- 17:11Então ele realmente está muito à vontade, mostrando um aspecto da
- 17:15cidade que que não é muito comum no cartão postal.
- 17:18Fora que a maioria das cenas elas são todas filmadas em
- 17:22local, né? É difícil você ter 11 cenário no
- 17:25filme. Bem notado, bem notado isso,
- 17:27cara, porque é como se a reação. E a ação aqui eu não estou
- 17:31falando só a ação de perseguição, a coisa da
- 17:34adrenalina, mas a ação dramática, né?
- 17:38Os atos dos personagens é, eles acontecem entre aspas, AA no
- 17:45nível do cidadão comum, no nível do chão.
- 17:47Eles não acontecem nos cartões postais.
- 17:50Né? Ou não apenas nos cartões
- 17:52postais, né? Vamos situar aqui, isso é São
- 17:54Francisco. E aí a gente vai mostrar a ponte
- 17:56lá que eu esqueci o nome, acho que é Golden Gate.
- 17:58Acho que não, lembra Golden Gate.
- 17:59Golden Gate? Acho que É Ela só vai aparecer
- 18:02lá na frente e. E muito mais como um espaço de
- 18:05trânsito. É um espaço que está lá para, na
- 18:08verdade, separar. Mas não vamos queimar pauta não,
- 18:10que a gente já chega nessa ponto.
- 18:12Né? Deixa eu fazer uma pergunta.
- 18:13Alana, claro, essa foi a sua primeira experiência com dirty
- 18:16Harry ou você já já tinha visto em algum momento?
- 18:20Como é que foi essa essa revisitada ou essa primeira
- 18:23primeira visita? Não, essa foi a primeira visita,
- 18:26não é? Eu conheço mais os filmes mais
- 18:30recentes do do clintista ou dele já.
- 18:32Umidade mais avançada? É, foi meio assim.
- 18:35Eu peguei começo de carreira porque eu vi os faroestes EAO
- 18:39momento atual da carreira, não vou chamar fim de carreira
- 18:41porque ele já disse que não vai aposentar.
- 18:43Nossa, sim. Sim, e o cara tem 90 anos, tá
- 18:47melhor que eu. Então eu peguei esses 2 momentos
- 18:50assim, esse momento mais intermediário, que na verdade
- 18:53seria talvez o auge, né? Em termos de produção de filmes,
- 18:58saindo o ano sim, ano não e tudo mais.
- 19:01Eu não peguei tanto, né? Minha experiência de filme de
- 19:04ação é muito mais AA experiência afetiva, né?
- 19:07É muito mais os filmes que eu via com meu pai.
- 19:10E aí, como eu já sou um pouco posterior, né, eu não tenho
- 19:16lembrança de pelo menos ver esses filmes com meu pai.
- 19:18Então, assim, para mim foi foi a primeira vez.
- 19:21Então foi. Foi realmente um trabalho de
- 19:23curiosidade com o filme, foi apesar disso, depois que você
- 19:27assiste você. Começa a pensar, eu já vi o
- 19:29Harry Callan, eu já vi ele e ele em vários filmes.
- 19:32Né? Com certeza, com certeza.
- 19:35Ele não só ciumenta a carreira do clientista, como na verdade
- 19:38ele estabelece os estereótipos do policial.
- 19:43Né? Que quer fazer o que ele acha
- 19:46que é certo, ele quer ir atrás dos bandidos, ele quer impedir
- 19:50as pessoas de morrerem e tudo mais.
- 19:52E esse sistema atrapalha. Ele sim é esse arquétipo né?
- 19:57Eu não sei se é a primeira aparição desse arquétipo, assim
- 20:01eu não tenho esse conhecimento para afirmar, mas eu posso dizer
- 20:05que certamente ajudou AA lançar as bases a alicerçar esse
- 20:11arquétipo. No cinema de Hollywood.
- 20:14Aquela coisa que eu comentei do operação França sair também no
- 20:16mesmo ano é, os 2 filmes lidam com um policial que é retratado
- 20:21como um homem difícil, que já está na à beira do colapso, né?
- 20:25Harry calan ele diversas cenas. A gente sabe que ele não sabe
- 20:29porque ele é policial, né? Detetive?
- 20:31No caso, se ele tem, ele vê algum sentido em tudo que ele
- 20:34está fazendo ou se ele já está num num piloto automático, já
- 20:37está amortecido e. E o próprio Popeye doyle, do
- 20:39operação França, ele também está no mesmo aspecto.
- 20:42A diferença é que Oo dirty Harry ele teve um impacto muito maior
- 20:46por conta da sua Estrela, né? Do kristoj e que era 11.
- 20:50Personalidade do faroeste, né? Alguns dos historiadores de
- 20:53cinema até comentam que ele herdou o manto do John Wayne,
- 20:57né? Então é ele.
- 20:59É um filme que cimentou essa essa relação do policial que vai
- 21:03vira um rebelde autoritário, né? Porque o sistema não funciona e
- 21:08só o meu jeito vai funcionar. E só só pra comentar também.
- 21:12Eu vi o dirty Harry recentemente, né?
- 21:15Entrou na HBO Max e eu sempre tive curiosidade de assistir.
- 21:18E foi um choque assim com com o filme, né?
- 21:20Porque ele muda muito do que você entende sobre filme
- 21:24policial quando você vê, né? E é um filme muito, muito
- 21:27interessante. Esse personagem, né?
- 21:29Falando já que ele a gente veio nessa ponte, né, de que ele cria
- 21:32uma arquétipo. Ou cimento a um arquétipo já em
- 21:36construção, não é? É nesse contexto da desses
- 21:43avanços sociais ou desses conflitos, desses embates
- 21:49sociais, não é para para não usar esse termo avanço, porque
- 21:53fica parecendo que é uma coisa linear.
- 21:54A gente está sempre progredindo, né?
- 21:55E não é. A gente não tem direitos
- 21:57garantidos, essas coisas vão e voltam.
- 22:00Né, na verdade, a gente tem mais movimentos cíclicos, né?
- 22:05E? Mas nesse contexto, em qualquer
- 22:08que seja o ponto de ciclo, você vai ter a figura da pessoa
- 22:13insatisfeita, que vê o seu espaço, os seus valores sendo
- 22:20questionados. E muitas vezes, na cabeça dessas
- 22:24pessoas, né, não é só um não é uma questão, não é um debate,
- 22:28né? Eles veem seus direitos serem
- 22:30dilapidados, né? Por esses avanços, como quem diz
- 22:34tipo entre aspas, aqui tá citando discursos de senso
- 22:38comum, Ah, mas agora é tudo esse negócio de cota, é, é, é racista
- 22:43porque é direito, é mais direito para os negros, por exemplo.
- 22:47Enfim, esse tipo de atrocidade, né?
- 22:49Pra dizer Ah, porque botar uma placa de que discriminar por
- 22:53orientação sexual é homofobia, botar ter que botar a placa aqui
- 22:57e isso deixa de ser 111, passa a ser um alto autoritário do
- 23:01estado e deixa de ser uma coisa democrática.
- 23:03Enfim, né? É essa figura que é incapaz de
- 23:08reconhecer que está e sempre vai estar num ambiente social de
- 23:14disputa. É meio que representada reunida
- 23:18e amalgamada no Harry callahan. Para piorar, digamos assim, ele
- 23:24tem consigo a força da lei. O cara é AAO representante da
- 23:30lei, né? Ele tem a autorização, ele tem a
- 23:35Fed, ofício para aplicar o que ele considera a lei, né?
- 23:40E ele começa a ser questionado a ser pressionado.
- 23:45Pelas forças estatais para chegar e dizer, olha, pera aí,
- 23:47não é bem assim. Então assim, esse personagem,
- 23:51ele é um policial, o Harry carran, também chamado de dirty
- 23:56Harry, que inclusive vou fazer aqui 11 pequeno parênteses que
- 24:01eu acho esse nome para o primeiro filme.
- 24:03Uma coisa curiosa certamente não era a associação que existia na
- 24:06época, mas hoje quando você fala em dirty cop, né?
- 24:10Dirty polissman? É uma pessoa corrupta.
- 24:13Certamente não havia essa associação, pelo menos na época,
- 24:16ou então pelo menos no filme. Porque o filme faz questão de
- 24:20explicar para gente que ele recebe esse apelido, porque na
- 24:23verdade, ele faz o trabalho que ninguém quer fazer.
- 24:25Ele faz o trabalho sujo que ninguém quer fazer, e essa é uma
- 24:28mancha para ele, mas ao mesmo tempo é um epíteto de certo
- 24:33orgulho. Ele não vocaliza. 11
- 24:36insatisfação com esse apelido? Ele só se mostra como um cara
- 24:39meio cansado, talvez de lidar com isso, mas ele vai fácil,
- 24:42porque é o trabalho dele, é o que ele precisa fazer.
- 24:44Ele é o limite, né, entre as pessoas, entre aspas,
- 24:49civilizadas e a escória da sociedade.
- 24:53Sim, sim, ele é um personagem, né, que aparentemente não tem
- 24:57vida privada, não tem AA, não tem nenhum espaço privativo, não
- 25:01é ele é o trabalho, ele até descansa no trabalho.
- 25:06Ele é o tipo de policial que ele prefere fazer a ficar falando e
- 25:10se explicando, né? Ele é super pragmático.
- 25:13O que ressoa com papéis anteriores da vida do isto?
- 25:18E vai continuar ressoando com os papéis posteriores dele,
- 25:23inclusive com aqueles que virão já Na Na sua idade avançada, né?
- 25:27Como eu não vou lembrar agora o nome, mas como personagem de
- 25:30Gran Torino. O caso o Gran Torino.
- 25:33O próprio pensou uma certa quantidade, aquele Menina de
- 25:37Ouro. Sim, todos parecem que é o é a
- 25:39aposentadoria do dirt Harry, sabe isso eu não falo de uma
- 25:43forma pejorativa, mas o Clint Eastwood, ele é o dirt Harry.
- 25:47Né? Você não consegue desassociar
- 25:49ele. Se saísse 11 continuação com
- 25:52outro ator, não IA ter o mesmo impacto.
- 25:54E você comentou dele realmente está casado com o trabalho, né?
- 25:59Casado não, mas vivendo o trabalho, não tem dúvida.
- 26:01Privada, é curioso ver aqui no filme, as todas as refeições que
- 26:05ele faz são em lugares públicos, são sempre na correria.
- 26:09Só existe uma cena que você vê ele com uma roupa mais de ficar
- 26:12em casa e é no momento em que ele está perseguindo o bandido
- 26:15sem o aval da da polícia. Que ele está à paisana, né?
- 26:18Exato, EE também. A questão do dele ter um cabelo
- 26:23considerado comprido, né? Para o departamento que ele tem,
- 26:25não é um cabelo comprido, mas é bem mais cheinho do que o dos
- 26:28policiais lá que ele vê, né? E o coitado, na verdade, só está
- 26:31aproveitando enquanto ele ainda tem cabelo, porque na verdade,
- 26:34AAA linda testa vai, não é? Recuando a cada poster dessas,
- 26:39dessa franquia, a cada poster dessa série de filmes.
- 26:42Então ele tá, ele tá vedita. No exato.
- 26:45Ele tá só aproveitando enquanto ele ainda tem cabelo, gente,
- 26:48coitado. Deixa o cara.
- 26:50Essa relação com o trabalho dele ser trabalhador também mostra
- 26:53como o Harry. Ele é retratado como um homem do
- 26:56povo. Sim, né?
- 26:57Ele é muito homem do povo. Ele não quer nem gastar dinheiro
- 27:00com uma calça nova, né? Na hora de de cuidar do
- 27:04ferimento, porque ele não pode se dar ao luxo de pagar uma
- 27:07calça nova, né? Ele come na banquinha de hot dog
- 27:09e o inclusive, essa cena é muito legal porque o cozinheiro
- 27:14pergunta Pra Ele se é jantar ou se é almoço.
- 27:16E aí ele responde que tem diferença, né?
- 27:19O que mostra que ele deve tá indo lá muito tempo comendo
- 27:22aquele hot dog. Todo dia a todo horário.
- 27:25Sem frescura nenhuma, porque ele é o homem do povão.
- 27:28Só faltou comer pastel de feira. Se em São Paulo fosse ele teria
- 27:33comido pastel de feira. Com toda certeza ele IA.
- 27:35Ele IA comer o podrão. Pois é, essa questão do do homem
- 27:38simples, ela é interessante de ver também Como Ela É associada
- 27:42ao ao ideal do homem americano, né?
- 27:45Do homem dos Estados Unidos, cara que não tem frescura, que
- 27:49que ele tem um senso de honra, um senso de justiça próprio.
- 27:52E isso é o suficiente, né? Por.
- 27:53Porque nos Estados Unidos você só consegue triunfar a partir da
- 27:58sua seu mérito próprio, né? Ele é o país da meritocracia,
- 28:01sim. E eu eu sinto muito esse
- 28:03individualismo assim nos personagens, grandes personagens
- 28:06do cinema. EE, no Harry dá para sentir um
- 28:09pouquinho também, na minha opinião.
- 28:11Não, com certeza. É ele, claro.
- 28:14Ele e o Scorpions são as forças motrizes narrativas.
- 28:18São eles que fazem a história andar, não é?
- 28:21É o Scorpion, de um lado, cometendo crimes abertamente,
- 28:26né? E o.
- 28:27Outro obsceno? Exatamente crimes mais obscenos,
- 28:30né? Na verdade.
- 28:31E do outro lado você tem o Harry também forçando os limites da
- 28:36lei. Ele representa a lei, mas na sua
- 28:41jornada individual, na sua, é inclusive puxando esse aspecto
- 28:46que você traz, né? Dele ser o homem comum.
- 28:49Ele puxa, ele acaba reforçando esses valores de que olha no
- 28:54fim, o que importa é a sua honra, é a sua palavra, é a sua
- 28:57própria lei. E o filme meio que reforça isso
- 29:00sim, tá? O filme ele não valida, é por
- 29:04inteiro. O os avanços e debates sociais,
- 29:09por outro lado, ele também. Aí eu preciso, né?
- 29:11É fazer essa ressalva aqui. Ele também não renega essas
- 29:16coisas como sendo Ah, e é por isso que o mundo está do jeito
- 29:19que está e tal. Não, ele não faz, é é esse
- 29:22comentário, mas não à toa o antagonista, o Scorpion, que é
- 29:28um assassino em série. Antes de existir esse termo, ele
- 29:33traz no seu figurino, no seu cabelo, no.
- 29:35Seu trejeito, todos esses signos ligados à contracultura, né?
- 29:41Ele tem um cabelo maior, mais comprido, que balança o vento.
- 29:44Ele é usa as calças de boca de sino que o Harry não usa.
- 29:49Ele traz trajes mais coloridos. Oo cinto dele?
- 29:53Ele tem aquele cinto chamativo também?
- 29:55Então isso isso é curioso, porque a fivela lembra muito
- 29:58aquele símbolo da paz dos hits, né?
- 30:01Só que ele está. Ele está quebrado, num numa das
- 30:04pernas, tem até uma cena. Perto do final que ela começa
- 30:07com a Câmera mostrando um símbolo da paz pichado Na Na
- 30:10parede, ela pega e faz 111 movimento para o cinto dele, dá
- 30:14um zoom. É uma transição temática aí, mas
- 30:17ele mostra que, na verdade, assim, ele apesar de carregar
- 30:20esses signos, ele não é dessa galera.
- 30:23Sim, né? Ele se aproveita dessa
- 30:26indumentária, digamos assim. E.
- 30:28E ele, na verdade, não é paz e amor.
- 30:32Nadinha, né? E é importante a gente trazer
- 30:36também que poucos anos antes, né?
- 30:39Eu acho que entre foi na segunda metade dos anos 60, né?
- 30:45OAAO estado da Califórnia, mais especificamente AA cidade de São
- 30:50Francisco e arredores. É, eles estavam.
- 30:54É, eles tinham passado pela história lá do do do Assassino
- 30:57do Zodíaco, né? O cara que publicou cartas no
- 31:01jornal, né? Se responsabilizando por
- 31:05assassinatos, né? Assumindo a autoria de de
- 31:07assassinatos que estavam em investigação, deixando cifras.
- 31:10É, é, é enigmas. E que tipo, até hoje esse cara
- 31:15não foi Descoberto, né? Né?
- 31:17Então é Oo enredo do filme. Ele bebe de medos muito reais os
- 31:23problemas, né urbanos? EE enfim, AA história desse
- 31:28assassino para criar Oo seu enredo e para e para criar o
- 31:33seu. Antagonista e aí, acho que a
- 31:37gente pode seguir mais falando um pouco mais devidamente agora
- 31:40do filme, né? Calor, o que que você acha?
- 31:43Eu só queria comentar também. Não sei se você tem essa, essa
- 31:46mesma impressão de que tem algo de Charles Manson No No
- 31:49Scorpion. Eu não sei se é um medo do
- 31:51hippie, mas eu pensei muito no Charles Manson por conta do ano,
- 31:55né, que é 71. Ele foi condenado em 71 lá pelas
- 31:59mortes, né? Aquele é o bando dele.
- 32:01Então eu não sei se é uma associação minha ao ao hippie
- 32:05assassino, né? Que ele a imagem dele.
- 32:06Porque eu até achei estranho que o zodíaco beleza, é muito Clara.
- 32:11AA referência, né? Tem até o nome de de escorpião
- 32:14do signo, né? E a exato.
- 32:16É a pertinha que ele manda pro governador, né?
- 32:18Exato. Todo esse essa vestimenta
- 32:20riponga assim que ele tem. Me fez pensar um pouco nisso.
- 32:23Assim, eu não estou dizendo que não faz sentido uhum, mas eu
- 32:25acho que talvez não não houvesse uma intenção tão Clara.
- 32:30Eu acho que é mais para como a gente tinha falado, mais para
- 32:33diferenciar tematicamente protagonista em antagonista,
- 32:37porque o Harry, bem ou mal, ele usa os ternos.
- 32:40São ternos coloridos, são ternos bem vibrantes até em relação a
- 32:44outros personagens, o que é válido também porque ele é o
- 32:46protagonista. Você quer que que a Câmera veja
- 32:49esse personagem, mas eu acho que é muito para criar essa tese
- 32:54antitese, entendeu? Essa esse contraste você tem de
- 32:59um lado. Um assassino civilizado que é o
- 33:02Harry. O com distintivo, né?
- 33:04Né? O com distintivo.
- 33:05E você tem o psicopata, a visão do psicopata que se tinha ali
- 33:10nos anos no início dos anos 70, né?
- 33:13De um psicopata. Então é também a um pouco de
- 33:17retrato histórico, né? Por que não?
- 33:20O único bandido, entre aspas, branco, é o Scorpion, né?
- 33:23Sim, até mesmo um que nem o Harry.
- 33:26O Harry conhece que é um cara que vai ter uma interação com o
- 33:28Scorpion lá pro final. Ele também não é branco.
- 33:32É verdade. De resto, a representação da
- 33:35alteridade não é racial que a gente tem nesse filme.
- 33:38É uma quase vítima do Scorpion, que é um rapaz que ele está.
- 33:43Eu não lembro se ele está saindo da igreja, mas ele está saindo
- 33:46de um ambiente. Ele está usando uma tipo, uma
- 33:49capa roxa assim, bem bem chamativa, que é um rapaz negro.
- 33:52Eu posso estar fazendo assim uma super interpretação.
- 33:56Mas eu acho que é a visão do filme do que é 11 homem gay se.
- 34:00Ficar assim, apesar do filme não julgar, né?
- 34:03Porque a gente não a? Gente vê tudo pelo um plano, um
- 34:06plano subjetivo, né? Da de uma sniper do Scorpion.
- 34:09Isso é um plano do ponto de vista, né?
- 34:11Do Scorpion, exatamente. Do assassino.
- 34:13É por isso que eu quero fazer essa relação aqui.
- 34:15Uhum, então. Ou é como bandido, né?
- 34:18Que o primeiro, os primeiros criminosos que o Harry impede.
- 34:22São bandidos de que são assaltantes de banco e são
- 34:25negros. Nessa outra figura aqui do rapaz
- 34:28que ele não chega AA ser assassinado, mas assim era um
- 34:32claramente um alvo, não só pela raça, mas provavelmente pela
- 34:36sexualidade também. E a criança que não aparece na
- 34:41tela, sim, que é uma das outras vítimas dele.
- 34:44E ela não é retratada na tela, mas o espaço geográfico é e é
- 34:48colocada como um ambiente. E com como 11 vizinhança mais
- 34:55pobre. Sim, é um bairro negro dentro da
- 34:58da cidade. Ou se não, em sua totalidade ou
- 35:00em sua quase totalidade, né? Essa associação geográfica ou
- 35:05então na figura de servo, quando ele é atendido no hospital.
- 35:10Por um enfermeiro ou médico, né? Isso não fica claro, mas por um
- 35:14profissional de saúde que é negro.
- 35:16Sim, sim, apesar disso, eu eu não sinto 11 muito uma
- 35:19hierarquia nessa cena. Não sei como é que é a sua
- 35:22interpretação, mas para mim, o Harry, ele trata Oo, no caso o
- 35:26médico, né? Até com mais respeito do que ele
- 35:29trataria o prefeito. Ah, mas é porque eu acho que
- 35:31além disso, eles são amigos, né? E o cara está fazendo um
- 35:33trabalho que que na visão do Harry útil, ele está ajudando
- 35:36pessoas. Ele está salvando vidas.
- 35:38EE sabe o que é curioso? Aham o Harry está cheio de.
- 35:40De falar, Ah, faz isso, faz aquilo pra esse médico, né?
- 35:43Porque é uma cena em que o Harry tá ferido, mas o médico fala um
- 35:47negócio muito interessante. Ele fala, ó, para de dar palpite
- 35:49no meu trabalho. Eu nunca te ensinei.
- 35:51Como que você tira uma confissão espancando uma pessoa?
- 35:55Então a fama do Harry? É.
- 35:58Tamanha, né? Ele deve ser uma pessoa
- 36:00terrível. E isso não é a única referência
- 36:02que a gente tem das atitudes dele, né?
- 36:03Tem uma sequência bem, bem explícita sobre como que ele age
- 36:07mais pelo. Pelo raciocínio simples do que
- 36:11uma averiguação de lei, né? Que é quando Oo prefeito comenta
- 36:15sobre o caso em que o Harry simplesmente atirou no cara por
- 36:19suspeita de. Nem suspeito, né?
- 36:22Como ele fala, né? Por intenção, ele fez o ele fez
- 36:25o que fez pra evitar um crime, né?
- 36:28E aí, o Harry, na verdade, ele é bem explícito assim,
- 36:31especialmente se você está lidando com a maior autoridade
- 36:34da cidade, que é o prefeito. Ele vai ficar.
- 36:37Olha, se eu vejo um cara pelado no meio da rua segurando a faca
- 36:40e ele tá com a ereção e correndo atrás de uma mulher, eu vou
- 36:44atirar nele. E o próprio prefeito, que é a
- 36:48figura, digamos assim, que tá ali para representar AAA lei e a
- 36:53burocracia, ele para e vira é, não é que ele tem razão, sabe?
- 36:58Então, até esse consenso social. Acaba validando os
- 37:05comportamentos do Keller. O filme vai seguindo mais de uma
- 37:08vez, digamos assim, ele é o Harry.
- 37:11Ele é colocado contra a parede em relação às figuras de
- 37:16autoridade e a própria burocracia do seu trabalho, né?
- 37:21Eles começam o processo de investigação, eles fazem uma
- 37:24emboscada para o para o assassino, para o Scorpion, ele
- 37:27cai na emboscada, só que acaba dando muito errado.
- 37:32Porque o kalaran tá com um fuzil que ele usa, que ele poderia ser
- 37:36usado para matar elefantes. Né?
- 37:39Oo filme faz questão de dizer isso para gente, textualmente.
- 37:42E o Scorpion? Ele também tá ali numa
- 37:45cobertura, tá mirando numa igreja, uma galera que tá
- 37:48fazendo uma novena e ele tá com uma bendita de uma metralhadora.
- 37:55O cara, até então ele estava usando um rifle, ele estava
- 37:58usando aqueles tiros discretos que ninguém escuta e não sei o
- 38:01quê. Mas não ele naquela noite que
- 38:03ele sai para caçar, ele sai com a porcaria de uma metralhadora.
- 38:08Então assim, o Harry Kelvin, ele vai aumentando suas apostas no
- 38:12jogo e o seu antagonista, ele vai elevando também esse risco,
- 38:17de forma que você vê as ações do do Harry sering.
- 38:22Justificadas pelo nível de desumanidade desse vilão.
- 38:26Poxa, não, o cara, ele saiu de casa com a metralhadora para
- 38:29matar a galera numa missa. Nesse momento que você tem AA.
- 38:34Uma das cenas quônicas de filme, né?
- 38:36Quando ele começa a tirar no letreiro da igreja que está lá,
- 38:39né? O Jesus saves, né?
- 38:40O Jesus. Estava.
- 38:41O nome é um letreiro em nenhum vermelho e azul, coisa típica
- 38:45assim dos anos 70. Mas bem, ele começa a tirar na,
- 38:48no, no, no letreiro e vai destruindo o letreiro.
- 38:51Então, tipo é, é mais um ponto de que ele não é só um vilão
- 38:55psicopata, né? Ele tá lá pra tentar destruir
- 38:59todos os valores, que né, são os alicerces da nossa sociedade, na
- 39:03nossa civilização. Ele está matando pessoas
- 39:06aleatoriamente, ele está tirando tranquilidade do povo, o direito
- 39:09de ir e vir. E o direito de de de professar
- 39:14uma religião e não sei o que. Ele está destruindo tudo, né?
- 39:17E isso é tudo culpa dessa galera libertinosa aí todas as
- 39:20libertinagem que quer fazer o que quer e não sei o que
- 39:23entendeu. É mais ou menos esse discurso
- 39:25que que o filme acaba consciente ou não, ele acaba é colocando
- 39:31através das ações, né? Do desses 2 personagens e ele
- 39:37meio que acaba construindo essa. Esse antagonismo aí, entendeu?
- 39:41Então, de um lado você tem esse personagem limítrofe e do outro,
- 39:45você tem a única pessoa capaz de de de combater isso de igual
- 39:50para igual, que é o Harry calleran.
- 39:53Porque ele não está amarrado às regras da nossa sociedade.
- 39:58Ele não pode estar amarrado depois de uma perseguição que se
- 40:03espalha por toda a cidade. Porque depois que ele foge, né?
- 40:06Dessa, dessa emboscada, ele sequestra uma garota, manda um
- 40:09bilhete dizendo que ela está enterrada viva, inclusive com
- 40:13uma coisa até meio explícita, né?
- 40:15Que ele bota o sutiã da menina na caixa e um dente.
- 40:18Dela, né? E diz, olha, eu quero um resgate
- 40:20de 200, 200000 é 200000000. Eu acho que é 200000, ó, 200071
- 40:25é um mal grande. 71 é muito dinheiro?
- 40:28Exato. Ele quer um resgate de 200000
- 40:31USD em dinheiro. Só uma pessoa que vai entregar e
- 40:35tal. E para se certificar, essa
- 40:38pessoa, né? O carteiro.
- 40:39Acaba sendo OOO Harry Keller, porque ninguém quer fazer essa,
- 40:43né? Sim, ele vai junto com o
- 40:44parceiro, o parceiro fica dando cobertura para ele e a gente já
- 40:47pode também, né, puxar aqui o ponto para falar do parceiro
- 40:50dele e eles cruzam uma área imensa da cidade, porque o cara
- 40:55vai ligando para os telefones públicos, né, para os orelhões,
- 40:58e vai dizendo, tá, agora você vai para tal canto, você vai
- 41:02para tal canto. Mais uma vez você tem essa, esse
- 41:05papel fundamental da cidade enquanto espaço narrativo.
- 41:09E eu imagino que para quem viveu a na cidade além nos anos 70, no
- 41:15começo dos anos 70, aqueles lugares vão ser reconhecíveis.
- 41:18E o Harry, ele também vai lidando com as próprias
- 41:22dinâmicas da cidade. De novo, do lugar que ele
- 41:24conhece, do lugar que ele domina, ele passa por uma área,
- 41:28tem uns maloqueiro lá que tentam assaltá lo ele dá uma coça nessa
- 41:32galera. Isso é incrível, porque ele
- 41:34poderia falar, se o policial sai daqui, ele não fala, ele aponta
- 41:37a arma para o cara. Exato.
- 41:40E deixa por isso mesmo, ele, nenhum momento ele fala que é
- 41:42policial. É apontar um para o cara.
- 41:44Ele soca o outro. Quando ele podia dizer, olha, eu
- 41:47sou policial, dei um fora daqui. Exatamente, era só mostrar o
- 41:50distintivo. Pois é.
- 41:51Ou então, sei lá. Talvez se ele mostrasse que era
- 41:53policial AA galera fosse querer montar em cima dele, talvez não
- 41:57sei. Mas sei que essa é a resposta,
- 41:59não é, é? É aquele ditado, né?
- 42:02Violência nunca é resposta né, violência pergunta e a resposta
- 42:05é sempre sim, né. Enfim, depois de toda essa
- 42:08perseguição, quando ele finalmente encontra o Scorpion,
- 42:11ele leva uma surra sim, né? Ele é retirado da sua, ele é
- 42:15afastado da sua Magnum 44, a arma que no começo do filme ele
- 42:20diz pra gente, né, que é o revólver mais poderoso que pode
- 42:24arrancar a cabeça de uma pessoa, uma situação que começa e perde.
- 42:28Filme no filme quase, né? Ele mostra o revólver fazendo
- 42:30troça do bandido, assaltante de banco.
- 42:33Ele aponta a arma para o estudante de banco e diz, Ah, é?
- 42:36Você está se sentindo com sorte hoje?
- 42:38Para saber se eu se eu usei todas as minhas balas, mas então
- 42:42ele é demovido dessa arma, a arma retirada dele, né?
- 42:45Ele leva uma surra e é salvo pelo parceiro que é o Chico
- 42:50González, que leva um tiro do escorpio também nessa
- 42:54circunstância e quase vai de arrasta para cima.
- 42:58É, é legal como essa sequência de perseguição do escorpion com
- 43:02os orelhões. Ela é uma sequência longa, mas
- 43:04ela não é uma sequência cansativa, né?
- 43:06O que mostra que o filme tem uma edição.
- 43:08É muito competente, né? Em esticar uma coisa que poderia
- 43:12ser ser extremamente chata, porque é é o que eu intenso de
- 43:15ir correndo num numa, num filme que tem uma fotografia que preza
- 43:19muito pelo. Pelos contrastes, né?
- 43:21E a fotografia muito escura, né? Sim, é um filme que, apesar de
- 43:24se basear na Estrela, em muitos momentos você não vê o rosto
- 43:28dessa Estrela. Tipo, ele entra numa sombra de
- 43:30um prédio e você só vê a silhueta dele.
- 43:33É um é uma coisa meio expressionista, meio um Noah
- 43:37urbano, assim, um Noah à luz do dia.
- 43:39É uma fotografia muito curiosa. São escolhas muito curiosas.
- 43:42Que que que são feitas nesse filme?
- 43:44E maravilhoso, porque em nenhum momento você deixa de enxergar o
- 43:47que está acontecendo, né? Existem cenas que são só
- 43:49cabeças, mas você sabe o que essas cabeças estão fazendo?
- 43:51Sim, é um trabalho assim que que é de ficar triste, né?
- 43:54Que muitos filmes onde a gente vê, a gente não consegue
- 43:56enxergar nada, né? É mais um uma qualidade assim,
- 43:59técnica, que eu adoro nesse filme, mas essa perseguição ela
- 44:01é extremamente longa. O Harry passa por vários pontos
- 44:03que não são os cartões postais de São Francisco e por fim,
- 44:06quando ele chega no parque, a surra que ele toma do Scorpion é
- 44:10uma surra muito feia, né? É uma coisa assim, do Scorpion
- 44:13pegar EE, balançar a cabeça dele contra a parede, dar uns bicudão
- 44:17que me parece 11 surra que emascula de uma forma muito,
- 44:23muito forte, né? Eu não consigo pensar 11, outro
- 44:26filme de ação que teria 11 sequência tão brutal assim com o
- 44:29seu protagonista. Eu acho ela muito interessante,
- 44:31porque ela ser brutal dessa forma, vai fazer com que quando
- 44:35o Harry for atrás do Scorpion. A gente vai estar do lado dele.
- 44:39Que é algo que acontece na verdade, quase emendado.
- 44:42A gente sai, é retirado daquela situação.
- 44:44O Scorpion foge com a perna ferida OOOO.
- 44:48Harry ainda taca lhe Oo uma faquinha um canivete é o.
- 44:52Usa o Scorpion de. Né?
- 44:54Corta facas, né? Exato.
- 44:56Meta a faca Na Na Na coxa dele. O cara sai é é mancando.
- 45:00E isso, na verdade, isso é quase que uma.
- 45:04Aquela trilha de migalha de pão, porque é por conta do ferimento
- 45:08que ele sabe que causou, que ele vai atrás de descobrir quem que
- 45:11foi esse tratado, aquele ferimento, porque se deixasse
- 45:15sem nenhum tipo de tratamento, o cara possivelmente IA morrer de
- 45:19de hemorragia. Assim foi algo o filme retrato
- 45:21como algo muito feio. E aí por conta disso, eles
- 45:24acabam localizando onde Oo cara está escondido.
- 45:27E aí ele vai agora com outro parceiro, né?
- 45:30Um literalmente um colega de trabalho dali.
- 45:33Ele descobre que o cara meio que mora de favor no na zeladoria de
- 45:37um estádio de futebol, né? De do futebol americano.
- 45:40Lá ele invade o lugar atrás do cara.
- 45:45E assim. Sem mandato?
- 45:46Sem mandato? Né, ele é invasão de propriedade
- 45:49privada. Pro Harry e pro Harry o mandato
- 45:51é serve para limpar a boca do cachorro-quente, né?
- 45:54Depois de ter atirado no bandido, né, porque.
- 45:56Exatamente. É para isso que vai servir.
- 45:58Ele invade o espaço, persegue o cara numa de novo, numa cena
- 46:04super escura que você seguir agora muito mais pelo som, sim.
- 46:08Né? Você vê OOO som de passos se
- 46:10arrastando e cada um dos personagens numa cadência de
- 46:14passos diferentes, porque é justamente como um deles está
- 46:17meio manco por conta do ferimento na perna.
- 46:20Então ele vai ter uma cadência diferente do Harry, que assim,
- 46:25bem ou mal, apesar de ter levado uma surra, agora ele está puto,
- 46:28ele está processo. Ele quer ir atrás desse cara de
- 46:31todo jeito, porque ele tem. Ele sequestrou uma menina que
- 46:35supostamente ainda está viva, até onde ele sabe.
- 46:38E ele quer se vingar da surra que ele levou.
- 46:41Até quando ele finalmente alcança esse personagem?
- 46:43Ele está no meio do estádio, ele está no meio do Gramado.
- 46:47Então é realmente 11 encontro de gladiadores ali.
- 46:52É certo que o Harry, ele está muito melhor e ele realmente dá
- 46:57uma salva. E não só.
- 47:00Ele literalmente bota o pé na ferida do bicho para tentar fazê
- 47:04lo falar onde está a menina? O que é muito interessante
- 47:08também é quando essa sequência é dada No No estádio, o novo
- 47:12parceiro, entre aspas, ele ilumina, né?
- 47:14Que o Alívio a gente vai ter 11 show aqui, né?
- 47:16Sim, 11 porradaria de gladiadores e o Harry, a
- 47:19primeira coisa que ele faz é render o Scorpion, o Scorpion
- 47:21está longe dele, o Harry está na arquibancada, ele mira lá OA sua
- 47:24magna, né? O Scorpion, para o que dá a
- 47:27entender é que o bandido, ele não.
- 47:29Não IA fazer nada, sabe? Ele IA ficar lá quietinho e o
- 47:32real dá um tiro, é um baço no cara assim, sem aviso, sem nada,
- 47:35ele atira no cara pra pra garantir que ele não vai fugir,
- 47:38né? E isso choca o Scorpion de uma
- 47:40forma que ele começa a gritar aquele eu tenho direito, você
- 47:44está louco, me chama uma ambulância, me chama meu
- 47:46advogado, eu não vou falar com você.
- 47:48E essa sequência como público, a gente fica muito, muito puto.
- 47:54Né? Porque a gente sabe que o
- 47:56Scorpion sequestrou uma menor de idade e ela pode estar morta a
- 47:59qualquer momento. A gente viu toda AA psicopatia
- 48:02dele no parque, né? Em outras sequências.
- 48:04E a gente quer que o que o Harry impeça ele de alguma forma, né?
- 48:08A gente está torcendo pelo mocinho?
- 48:10É, é. É o normal desse tipo de filme.
- 48:13Mas aí que que eu acho interessante, né?
- 48:14Porque quando ele começa a torturar para valer o scorpio, a
- 48:18Câmera, ela se distancia, né? Parece até que isso é um momento
- 48:22que eles não querem que assim a gente concorde tanto, né?
- 48:25É a parte, né? Que que o Joe Joe Street, né?
- 48:29Do dirty Harris America, a gente vai falar direitinho no fim do
- 48:34do episódio, mas foi uma das referências para essa nossa
- 48:36discussão. Ele vai falar que esse é o
- 48:39momento mais ambíguo em relação ao Harry, porque a Câmera
- 48:44literalmente se afasta assim, num movimento um traveling muito
- 48:48longo. Um movimento que realmente é é
- 48:51despersonaliza aquela violência. E aí seja porque ele não quer
- 48:56que a gente questione demais o Harry, porque a gente vai estar
- 49:01ouvindo os gritos do Scorpion, a gente vai estar testemunhando
- 49:05aquela violência policial ali em primeiríssimo plano.
- 49:09Seja porque ele quer realmente borrar essa Fronteira entre os 2
- 49:14personagens. Porque talvez você se lembre,
- 49:17caoro que. Quando a Câmera vai se
- 49:19estanciando, tá meio que neblinando no lugar.
- 49:23Então parece um movimento da Câmera de dizer não, pera aí,
- 49:27não há nada para você ver aqui, você não precisa ver isso.
- 49:31EE você realmente para assim, caralho, bicho, eu precisava
- 49:33isso tudo. E talvez para que a gente não se
- 49:37perca do personagem, a Câmera se afasta.
- 49:41Eu concordo com você, é, eu acho que a gente não estaria tanto
- 49:45com o Harry. Se aquela cena fosse mais longa,
- 49:48a gente tivesse vindo mais a dor dos corpos, apesar de ser um
- 49:51grande de um filho da puta. Então essa, essa puxada de
- 49:55Câmera, ela ela serve muito ao Harry, né?
- 49:59Porque eu acho que isso é metade do filme.
- 50:02A gente não estaria mais com ele, da mesma forma que a gente
- 50:05está ao o começo até o fim. E eu acho que é muito bem
- 50:10dirigido dessa forma, né? Pra gente ter 11 personagem que
- 50:13a gente gosta do Harry, mas. Que não dá para concordar com
- 50:16tudo que ele faz, né? Sim, o próprio diretor, ele acha
- 50:19um horror o que aconteceu com o personagem do Henry carro, dele
- 50:22se tornar esse exemplo de masculinidade, esse exemplo de
- 50:27homem para a direita dos Estados Unidos, endossado pelo próprio
- 50:30intristo, sim, porque ele era um cara de de políticas mais
- 50:33liberais, o dom sírio. EE mesmo assim ele ele virou,
- 50:38né? Então acho que se fosse mais
- 50:40feio, a gente não IA ter essa empatia pelo Harry, né?
- 50:42Depois dessa passagem toda que o personagem, né?
- 50:44Que o Scorpion é preso não sei o quê, o Harry precisa prestar
- 50:47contas. O que ele odeia fazer, né?
- 50:49Exato. O que ele odeia fazer, né?
- 50:52Que é prestar conta do que ele faz.
- 50:54Por que que ele tem que dar satisfação?
- 50:55Exato, né, apesar dele ser funcionário público.
- 50:58E quando isso acontece, aí é que vem o grande choque assim,
- 51:03porque as evidências que ele, as provas que ele coletou não vão
- 51:07servir porque ele as conseguiu de maneira ilegal.
- 51:10O cara está alegando tortura policial e talvez pelo fato dele
- 51:14ser um bandido branco. O filme não fala disso, tá?
- 51:17Isso é uma interpretação que eu estou colocando o filme.
- 51:20Ele não, ele não usa isso textualmente, mas em vista do
- 51:23tratamento dos outros criminosos, né, que o filme
- 51:26traz, talvez. Né, e isso seja 11 fator se
- 51:31levado em conta. Eu concordo muito com isso,
- 51:34porque se a gente pensar, a gente não comentou ainda dessa
- 51:37cena com o detalhe que ela merece.
- 51:39Mas a cena do assalto a banco, onde todos os assaltantes são
- 51:42pessoas pretas, o Harry tortura isso nunca é mostrado no filme
- 51:46como um problema. Sim, e também não é algo que Oo
- 51:48Harry vai ter que enfrentar. Exato.
- 51:50Mesmo que não seja intencional, a interpretação é super válida.
- 51:53Né, porque a gente tem o exemplo de 2 etnias diferentes e uma é
- 51:56tratada de uma forma e outra é tratada de outra.
- 51:58Exatamente, exatamente. Então, muito bem colocado.
- 52:01Eu não tinha pensado nisso muito, muito.
- 52:03E pior, né? Nessa cena que que está lá para
- 52:06apresentar o personagem, que é a cena do assalto ao banco.
- 52:09Né? Você tem 3 criminosos, né?
- 52:12Um que está no carro, outros 2 que estão fugindo do
- 52:14estabelecimento. Ele mete balaço para cima, no
- 52:17meio da rua, entendeu? O cara, na fuga, quebra um
- 52:21hidrante, então espalha água para todo lado.
- 52:24Certo, tem um Monte de civis passando, gente que não tem nada
- 52:27a ver com nada, né? Que poderia ter sido dano
- 52:29colateral assim, com muita facilidade.
- 52:32Tem tem 11. Só um comentário.
- 52:34Tem um figurante que ele não levanta a cena inteira depois
- 52:36que acabou o tiroteio. Ele está muito perdido?
- 52:38É muito. Bom, eu não reparei nesse
- 52:40figurante, mas assim é uma rua de grande movimento.
- 52:43Então tem tudo isso e ele atira a ponto de matar 2 na hora.
- 52:50Você vê assim que AA Câmera passa por eles.
- 52:52Eles estão imóveis. Certo?
- 52:54E ele faz tortura psicológica com um terceiro suspeito.
- 52:56Que é a cena icônica do do Henry calan?
- 52:58Exato, é a cena que apresenta o personagem.
- 53:01É quando eles soltam, né? Você está se sentindo sortudo
- 53:04hoje, punk. Como é que a gente traduziria
- 53:06punk? Acho que eu chamaria de
- 53:07vagabundo. Né, vagabundo?
- 53:09Pode ser, né? Você, você, você está com sorte
- 53:11hoje, vagabundo. Nesse momento ele enfrenta as
- 53:15consequências, né? Já nesse momento mais avançado
- 53:18do filme. As provas que ele reúne não tem
- 53:20validade. E o cara ele é solto.
- 53:23O cara ele é solto. Porque o estado agora aqui,
- 53:26enquanto poder governamental, ele resolve, olha, vai dar muito
- 53:29problema, mas a gente levar esse cara a julgamento, a gente vai
- 53:32gastar, a gente vai dar mídia para esse cara e a gente não vai
- 53:35fazer isso. O Harry, ele se dedica na sua
- 53:39cruzada agora, no seu tempo livre, que ele não tem, né?
- 53:42O cara só trabalha. Mas agora, fora do seu horário
- 53:45de trabalho, ele está perseguindo o cara, porque ele
- 53:47sabe que o scorpio vai aprontar, né?
- 53:50Ele sabe que o cara vai fazer de novo, né?
- 53:53E ele quer estar perto. E aí o scorpio percebendo essa
- 53:57movimentação, o que é que ele faz, né?
- 53:59Ele contrata uma pessoa, outro homem, negro, para dar uma surra
- 54:03nele, sim, que ele fica com a cara inchada e tal, ele fica
- 54:07fiosão. Para sair na televisão dizendo
- 54:10que ele foi espancado pelo Harry.
- 54:11Callan, e a resposta do Harry é tipo, olha, claramente não fui
- 54:15eu. Eu disse, tá, e porque você está
- 54:16dizendo isso? Isso porque ele está muito
- 54:18bonito. Se eu tivesse dado uma surra
- 54:19nesse cara, ele não IA estar bonitinho desse jeito.
- 54:22Ele é tão confiante dessa sua posição e tá tão puto com um
- 54:27sistema legal que nesse momento, quando ele é confrontado pelo
- 54:30pelo chefe de polícia, a primeira coisa que ele pergunta
- 54:33é, você quer meu distintivo? Depois disso, o Scorpion ele
- 54:37segue, porque agora ele quer escalonar tudo, entendeu?
- 54:40Ele já teve como alvo uma criança negra, uma mulher rica,
- 54:46uma adolescente e agora ele vai sequestrar um ônibus escolar.
- 54:50Sim, a sensação que fica é que Oo Harry, ele realmente tem que
- 54:54lidar tanto com o Scorpion quanto as burocracias, né?
- 54:57Em toda sequência que o Harry quase pega o Scorpion, né?
- 55:00Que você acha que as coisas vão acabar bem.
- 55:02A burocracia entre, né? Né?
- 55:04Ele questiona a todo momento se o método que o prefeito quer,
- 55:08que o chefe de polícia deseja fazer ao certo, né?
- 55:11Eu acho até até curioso que tem uma a cena no começo em que o
- 55:14Harry, ele acha a carta do scorpio e eles estão conversando
- 55:17no gabinete do prefeito. O Harry, ele é toda hora
- 55:21interrompido pelo chefe de polícia, toda hora querendo
- 55:23mostrar serviço pro prefeito. Isso vai deixando ele um
- 55:26pouquinho bravo, né? E tratando de coisas assim, de
- 55:28estratégias que o, na opinião do protagonista, são erradas.
- 55:31Isso vai vai sendo um fator assim que vai crescer.
- 55:34Crescendo no filme, né? O clímax dele se dá né?
- 55:37Muito pelo Harry não seguindo o que a polícia quer, né?
- 55:42Mas a gente já vai chegando ali. Eu queria só comentar também que
- 55:45a cena em que o Scorpion ele é espancado, o cara primeiro que
- 55:48ele ganha, ele pega o dinheiro, você não sabe o que vai
- 55:50acontecer na cena, né? Eles estão num num lugar assim
- 55:52médio escondido, ele fala, nossa, você realmente quer os
- 55:54200 USD, né? Que acho que 200 USD é o
- 55:57especial do cara EE. Ele começa a espancar o Scorpion
- 56:01assim de uma forma brutal. Ele pergunta, não tá bom não, já
- 56:06chega, cara, não vou bater mais você.
- 56:08E aí o Scorpion chama ele de no caso, né, de do pior, xingamento
- 56:12que você pode chamar com uma pessoa, que é que é preta, né?
- 56:14O cara bate nele e fala, toma, essa aqui foi de graça, né?
- 56:18Esse é um é um dos momentos de timing, de humor muito bom do
- 56:21filme. A resposta, né?
- 56:23Do espancador ao xingamento que ele recebe, né?
- 56:26Assim, não. Realmente é, é, é.
- 56:27É um timing, é. É um humor assim, muito.
- 56:31Sutil e de qualidade duvidosa até, mas é um.
- 56:35Ele funciona por conta daquele contexto.
- 56:36E você está tenso assim com a com a porradaria que o Scorpion
- 56:39tá levando? Sim.
- 56:40E quando acontece isso, você dá aquela risada de Alívio.
- 56:42Né, Alívio, né? Aquela aquele riso de Alívio.
- 56:45É talvez, talvez. Eu não tinha pensado tanto nisso
- 56:48não. E o ônibus?
- 56:49Ele acaba servindo o ônibus e as crianças envolvidas e tudo mais.
- 56:54O Scorpion tenta usar de moeda de troca.
- 56:56Né? Pra tipo, Ah, eu quero uma fuga
- 56:59com um jato particular e não sei o quê.
- 57:01E ele vai, né? Aumentando as demandas.
- 57:04Ele vai escalonando essas coisas, né?
- 57:06Os seus pedidos e a prefeitura, né?
- 57:09Claramente sem saber o que fazer assim.
- 57:12Ah, o que é que esse estado democrático de direito vai fazer
- 57:15com esse, com esse sujeito que foge tanto ao padrão de crimes
- 57:20cometidos até então? Sim.
- 57:21E a única pessoa que sabe o que fazer é é o calleum, né?
- 57:25Ele sai em perseguição, né? Ele está literalmente em cima de
- 57:30uma ponte. Né, Oo Scorpion vê o cara.
- 57:34Ele fica incrédulo, assim como quem diz, porra, bicho, que
- 57:38cacete. Tu está fazendo aqui, meu irmão.
- 57:40Não tem nada a ver com isso. E eles começam um embate.
- 57:46E agora assim, fora dos limites da cidade.
- 57:49Agora você saiu do espaço urbano, você saiu do lugar que é
- 57:53civilizado e você voltou para o Oeste.
- 57:55Sim, você voltou para o velho Oeste.
- 57:56Você está numa Pedreira então que é, é.
- 57:59É quase o equivalente ao deserto, digamos assim.
- 58:02No começo dessa cena, né? O Scorpion, quando ele é
- 58:05sequestro, é o ônibus. Você tem algumas sequências, ele
- 58:07fala no orelhão, sim, mas quando vai começar a cena do embate
- 58:09final, você vê até um uns boizinhos, né?
- 58:12Assim? Verdade.
- 58:12Ele posiciona muito assim para esse embate do velho Oeste.
- 58:15Né, é um espaço. Apartado, né?
- 58:18Dos prédios altos, das sombras. Aqui você não tem sombra, né?
- 58:23Aqui você não tem nada, lançando sombras sobre esses personagens,
- 58:26aqui está tudo as claras, né? A sequência inteira se passa,
- 58:29sei lá, no pingo do meio-dia tem essa perseguição de tiro pra um
- 58:34lado, tiro pro outro. Você tem um uso do espaço, do
- 58:37espaço da construção civil. Para distender o tempo para não
- 58:41ficar só. Ah, você tem um personagem
- 58:44pegando cobertura de um lado, um personagem pegando cobertura do
- 58:47outro e um tentando acertar o outro, né?
- 58:49Não, ele usa esse espaço de forma muito dinâmica.
- 58:52Você tem esses personagens correndo, inclusive, é algo que
- 58:55eu preciso comentar. Agora eu tento puxar porque
- 58:57senão eu vou esquecer. Sendo um filme dos anos 70, é é
- 59:01um filme que é muito. Corporal é muito corpóreo esses
- 59:04personagens, eles se impõem muito fisicamente e não assim
- 59:09porque eles são grandes ou Fortes, embora o clientista tudo
- 59:11seja muito alto, né? Mas é, eles estão sempre se
- 59:16movendo, eles estão sempre andando.
- 59:18É Oo sangue de groselha, né? O sangue, ele é brilhante, ele
- 59:23é, é, ele é denso, ele é abundante também.
- 59:28Quando quando o ferimento aparece, o sangue é abundante,
- 59:31não é uma coisa. Que se retrai nesse sentido, o
- 59:34filme, o filme, ele não se retrai visualmente nesse
- 59:37sentido. O filme aí do ele estava pegando
- 59:40Oo código reis assim, ó, sapateando em cima, né?
- 59:43Porque ele mostra muito sangue para um filme de 71, né?
- 59:47Se você pensar em 67, a gente teve Bonnie Clyde, né?
- 59:5268, acho que 68. Você tem o meu ódio ser a tua
- 59:56herança, né? Que é o wild Band do Saint pink
- 59:59Park. Ele tem também 11 balé.
- 1:00:01Violento No No seu clímax e aqui ele ele vai avançando, né?
- 1:00:05Porque é um filme muito violento, né?
- 1:00:07Ele tem uma violência muito crua e ele também trata da nudez, bem
- 1:00:12abundante assim, né? Para um filme dos anos 70 dos
- 1:00:14Estados Unidos, é uma nudez só feminina, é, mas não, inclusive,
- 1:00:19você acaba vendo, vendo corpos assim que em, em, em certas, em
- 1:00:24certas situações que não é legal ver, né?
- 1:00:27Mas ele trata com tudo isso. E eu, eu só.
- 1:00:29Eu também queria comentar sobre essa questão do do de ser um
- 1:00:33filme corpóreo assim que até o momento.
- 1:00:37Você sabe que o dirty hair é um cara durão, mas você não espera
- 1:00:40que ele vai pular em cima de um ônibus.
- 1:00:42Você não espera isso, sabe você? A reação do Scorpion é a sua
- 1:00:44reação. Esse cara está maluco de pular
- 1:00:47aqui em cima do ônibus? E ele pula em cima do ônibus,
- 1:00:51entendeu? E o?
- 1:00:51Próprio que nem triste hoje pula essa sequência toda.
- 1:00:54É ele lá que está segurando, né? É, é uma puta cena.
- 1:00:57Pois é. E aí você tem toda essa
- 1:01:00movimentação, essa movimentação física dos personagens também,
- 1:01:03entendeu? É, não é só perseguição de
- 1:01:05carro, que também pode ser legal, mas assim é justamente
- 1:01:08você. Tem ele pulando em cima do
- 1:01:09ônibus, o cara tentando derrubar o outro de cima do ônibus e as
- 1:01:12crianças gritando no meio e não sei o que é uma confusão.
- 1:01:16Mas muito Clara, você entende o tempo todo que está acontecendo.
- 1:01:21As crianças são tiradas de jogo, né?
- 1:01:23E restam apenas o Scorpion e o Harry, né?
- 1:01:26E eles se movimentam pela Pedreira, eles sobem, descem
- 1:01:29escada. Você tem uso de níveis, uso de
- 1:01:34espaços diferentes, espaços apertados.
- 1:01:36Então, assim, apesar de toda a iluminação, apesar de tudo, está
- 1:01:39acontecendo as claras, né? Você tem tipo, corredores lá
- 1:01:43dentro? Do dos carrinhos da Pedreira,
- 1:01:46porque eu esqueci o no seu nome. Da esteira.
- 1:01:48Né? Da esteira?
- 1:01:49Isso. Da esteira que está carregando
- 1:01:50as pedras, né? Que são retiradas e tal.
- 1:01:53EEO filme usa isso de maneira muito criativa, até que
- 1:01:56finalmente o cara é atingido, o cara fica prostrado e o Harry
- 1:02:02repete. A frase de lá do começo que ele
- 1:02:06usou contra os assaltantes de banco, que é tipo, olha, esse é
- 1:02:09o revólver que pode arrancar sua cabeça e não sei o quê e não sei
- 1:02:13o quê. E você já perdeu as contas.
- 1:02:16Até eu já perdi as contas de quantas balas eu, eu, eu atirei
- 1:02:20até agora, certo? E aí, você tá com sorte,
- 1:02:23vagabunda. Dando terminando aqui com com os
- 1:02:26spoilers, ele mata o cara e na visão desse personagem, na visão
- 1:02:32do Harry. Era a única solução possível,
- 1:02:35porque ele não poderia ser pego. Como ele não foi pego pelo
- 1:02:41sistema legal? Na visão desse personagem, Oo
- 1:02:46estado com toda todo o aparato legal de julgamento e de não sei
- 1:02:52o que ele não é capaz, ele não está pronto para pessoas tão
- 1:02:57fora da curva quanto Oo Scorpion quanto.
- 1:03:03Esse tipo de gente, digamos assim, a única solução É o Fim,
- 1:03:07é realmente é dar cabo dessa pessoa.
- 1:03:10E depois que Harry faz isso, ele joga o seu distintivo ali Na Na,
- 1:03:14na beira do Rio, e ele meio que vai ficando.
- 1:03:17Perto, né, da da mancha de sangue, do do do Scorpion.
- 1:03:20E assim, na nossa primeira leitura, eu acho que vale a pena
- 1:03:23a gente comentar caora. A nossa primeira leitura foi
- 1:03:26tipo esse personagem, ele se quebrou, agora ele não vê mais
- 1:03:29sentido no que ele está fazendo e por isso ele é remesso
- 1:03:32distintivo. Mas, né, lendo um pouco, vendo
- 1:03:36as críticas, entendendo melhor o contexto, a gente acabou
- 1:03:40percebendo que essa é uma leitura anacrônica.
- 1:03:42Era uma leitura da gente agora. Pensando em questões de saúde
- 1:03:46mental, de taxas de suicídio entre pessoas que trabalham na
- 1:03:50segurança pública e em todo tipo de atrocidade.
- 1:03:54Que eles veem, que eles testemunham e que eles fazem ou
- 1:03:58se veem fazendo, acaba que não era uma leitura justa e correta
- 1:04:02para o personagem. Na verdade, enquanto Fronteira
- 1:04:06entre essa civilização, todo esse desconhecido, ele está
- 1:04:12acima da lei. É isso que faz o ele jogar o
- 1:04:15distintivo fora. É do tipo essa lei que eu
- 1:04:18protegi até o momento. Ela não faz sentido.
- 1:04:20Não sou eu. É o sistema.
- 1:04:22O inimigo agora é outra. Eu acho isso incrível, o filme
- 1:04:26inteiro ele tá mostrando que o Harry tá em dúvida sobre o que
- 1:04:30ele faz, apesar da gente ter essa leitura mais anacrônica a
- 1:04:33respeito de suicídio, né? De servidores públicos.
- 1:04:37O interessante que ele admite já ter tido vontade de se jogar.
- 1:04:43Quando ele vai resgatar o suicida, né, que é uma cena, é
- 1:04:46outra cena assim que você vê. Ou é só nos anos 70 para alguém
- 1:04:48fazer uma dessas, né? É verdade?
- 1:04:50Mas ele realmente se vê acima da lei, né, que tanto é reforçado
- 1:04:54aí pela fotografia dele. Né?
- 1:04:56Ele é colocado acima, ele é colocado no patamar superior
- 1:05:00fisicamente também. E pensando no embate, o Scorpion
- 1:05:03também. Ele se via acima da lei, né?
- 1:05:05Porque ele conseguia fazer tudo isso e se safar.
- 1:05:08E é curioso que são os 2 personagens centrais do filme,
- 1:05:12óbvio. Mas são os únicos que que o
- 1:05:14diretor escolhe dar planos subjetivos de ponto de vista,
- 1:05:19né? E são planos parecidos, né, de
- 1:05:21de de binóculo, porque depois a gente pode até falar, OOO,
- 1:05:25Harry, calan ele. Ele é um voyer, né?
- 1:05:29Ele tem 22 cenas que ele é, ele tá vendo uma mulher pelada num
- 1:05:34apartamento e uma delas ele fala, Ah, você merece viver um
- 1:05:37pouco, né, Harry? Olha aí, né?
- 1:05:39Isso. Então, eu acho que.
- 1:05:42Isso vai reforçando, né? Fora também que é essa essa
- 1:05:44vigília do Harry com binóculo e do do Scorpion com uma sniper
- 1:05:49também mostra sempre de planos altos, né?
- 1:05:52Eles estão acima do que do que for na cidade, do que for a lei,
- 1:05:56né? E eu acho que é um filme que ele
- 1:06:00trabalha muito bem esse aspecto. Eu não sei se é justo eu
- 1:06:03comparar, mas eu pensei muito no Tropa de Elite um.
- 1:06:06Ele me parece tratar de temáticas muito parecidas, só
- 1:06:10que o Tropa de Elite um é. Eu acho que ele é um filme mais
- 1:06:13covarde, assim, No No que ele quer colocar como antagonismo,
- 1:06:17isso é pra outro, outro episódio.
- 1:06:18Eu acho que é um comparativo válido, mas acho que a gente
- 1:06:22pode desenvolvê lo mais pensando no Capitão nascimento, inclusive
- 1:06:27no impacto cultural que ele teve aqui.
- 1:06:29Sim, eu pensei muito sobre isso, né?
- 1:06:31Porque a estética de direita que o derth Harry influenciou lá nos
- 1:06:35Estados Unidos com candidatos como Reagan, né?
- 1:06:38É uma estética de direita que o própria figura do nascimento
- 1:06:41influenciou aí, né, nessa política bolsonarista, né?
- 1:06:45Ô, esses tempos que teve aí o presidente Jair Bolsonaro.
- 1:06:50Era direto em grupo de família. Você recebeu 11 meme dele colado
- 1:06:53no Capitão nascimento, né? Mas isso é algo que vai ser
- 1:06:56muito gostoso de desenvolver num num próximo episódio.
- 1:06:59E eu queria te perguntar uma coisa, Lana, oi?
- 1:07:01O que você achou do Harry callen como o personagem?
- 1:07:04Então, como o personagem, ele é um personagem arquetípico ele,
- 1:07:10como a gente já comentou antes, né?
- 1:07:11Ele consolida esses esses arquétipos, né?
- 1:07:16Do do machão. EE não é nem um machão fortão,
- 1:07:19não sei o que, mas tipo do cara de uma masculinidade que que que
- 1:07:24quer se mostrar de ação, né? Ele resolve as coisas, né?
- 1:07:28Ele vai lá. É um cara.
- 1:07:30Que tem é o cara que tem colhão. Ao mesmo tempo, é um personagem
- 1:07:34que ele, ele não parece perceber o quanto o sistema também
- 1:07:37massacra ele. E o sistema?
- 1:07:39Não estou nem falando aqui. O sistema legal, o sistema do
- 1:07:42direito em si, ao qual ele está submetido enquanto policial.
- 1:07:47Mas o quanto que esses arquiétipos acabam realmente
- 1:07:51sequestrando o personagem, né? De si mesmo?
- 1:07:54Porque é isso nesse primeiro filme, né?
- 1:07:57Eu não sei em relação aos outros, porque ainda não vi, mas
- 1:08:00nesse primeiro filme ele não tem nenhum tipo de vida privada.
- 1:08:02A única coisa que a gente sabe é que a esposa dele morreu num
- 1:08:06acidente que parece ter sido super aleatório, né?
- 1:08:09Então talvez por isso ele acabe. Tendo se casado com o trabalho e
- 1:08:14ele reconhece na figura do parceiro, que é um cara
- 1:08:18estudado, que é um cara que se formou na universidade, que
- 1:08:22aquele tipo de vida não é humana.
- 1:08:24Quando o parceiro está hospitalizado, que ele vai
- 1:08:26visitá lo e aí o cara fala, não, ele falando não, olha, daqui a
- 1:08:30pouco você está aí de novo e a gente volta, né?
- 1:08:33E o cara responde, cara, eu não sei se eu quero voltar, porque,
- 1:08:36veja, eu tenho licença de professor, né?
- 1:08:38Ele tem uma licenciatura. Eu fiquei pensando, Ah, pra que
- 1:08:41que eu tenho licenciatura se não é para exercer?
- 1:08:43Isso? Deixa o Harry reflexivo e quando
- 1:08:46ele sai desse encontro com o parceiro, ele tá com com a
- 1:08:49esposa do parceiro e ela começa a comentar, meio que se
- 1:08:53desculpando, olha, tipo, ele disse isso porque na verdade sou
- 1:08:57eu quem não aguenta, vê lo sair de casa todos os dias sem saber
- 1:09:01se ele vai voltar vivo. E como é que a sua esposa lida
- 1:09:04com isso? A cara disse, olha, ela nunca
- 1:09:06lidou bem, mas ela né, ela já faleceu e tal.
- 1:09:10E você tem razão, isso não é vida pra vocês.
- 1:09:13E aí ela pergunta, e por que você continua?
- 1:09:17E esse eu acho que é, é o momento mais contemplativo do do
- 1:09:21filme inteiro, porque ele literalmente diz, eu não sei.
- 1:09:25Então é como você falou mais cedo, é?
- 1:09:28Ou ele já tá ali, no tão automatizado naquele ali, ele tá
- 1:09:33tão amortizado, né, tão dormente, pra violência que ele
- 1:09:38assiste. E que ele perpetra que ele não
- 1:09:42consegue perceber que ele também é vítima daquilo ali.
- 1:09:46Ele também é vulnerável aquilo ali.
- 1:09:48E talvez é para meio que se defender ou defender o seu core
- 1:09:55ali daquilo de, de de tudo isso que ele vivencia e faz.
- 1:10:00Ele acaba se distanciando e aí as coisas acabam perdendo o
- 1:10:02sentido. Então assim, eu gosto como
- 1:10:06apesar de um personagem arquitípico, apesar de um
- 1:10:08personagem que está seguindo Oo roteiro, né?
- 1:10:12Ele não é raso, ele permite que a gente é faça todas essas
- 1:10:18elucubrações, todas essas leituras.
- 1:10:20E eu gosto também como ele acaba representando essa.
- 1:10:25Esses medos da de de uma classe média, de um entre aspas, o
- 1:10:30homem do povo, como você coloca, né?
- 1:10:33Quando ele se vê encurralado? Por todas essas mudanças
- 1:10:37sociais, por todas as mudanças que ele vê ao redor dele, a
- 1:10:41policial agora é estudado. Como assim?
- 1:10:43Eu entrei aqui com fundamental, sei lá, é, e agora você tem esse
- 1:10:48cara da universidade. Eu não quero trabalhar com um
- 1:10:50cara que é formado, entendeu? Essa galera intelectual.
- 1:10:53E depois ele passa a reconhecer o valor do parceiro e ele meio
- 1:10:57que acaba amalgamando todas essas coisas dentro desse
- 1:11:01personagem. Então assim, eu achei.
- 1:11:03Curiosíssimo fazer essa leitura, fazer essas análises e me
- 1:11:07divertir, querendo ou não, enquanto filme de ação brucutu,
- 1:11:11não. É, ele é um filme que ele é
- 1:11:13muito divertido. Talvez pra 11, público mais
- 1:11:18contemporâneo, ele possa ser um pouco lento até, né?
- 1:11:21Mas assim, ainda acho que Oo trabalho de você ter um time de
- 1:11:25ação nesse filme é muito bom. É.
- 1:11:28Não demora muito para as coisas acontecerem e quando você tem
- 1:11:30uma calmaria, ela é justificável.
- 1:11:33Pela pela trama e também para desenvolver os personagens, né?
- 1:11:36É essa sequência mesmo que você falou do quando o parceiro do
- 1:11:41calan tá hospitalizado, ela serve para gente dar um destino
- 1:11:44ao personagem, mas não deixa de desenvolver o Harry conversando
- 1:11:48com a esposa do do Tico, né? E pô, eu acho ele muito
- 1:11:54fascinante, né? Eu eu vi 3 filmes do dirty
- 1:11:57Harry, já eu eu preciso rever o segundo terceiro para ter uma
- 1:12:01análise mais. Mais embasada a respeito do
- 1:12:04personagem, mas eu acho que ele muda muito no segundo e no
- 1:12:07terceiro, até essa questão dele ser 111 voyer acaba.
- 1:12:13Acho que não tem mais isso nos outros filmes, mas ele é
- 1:12:16fascinante porque ele se vê muito perdido mesmo assim, no
- 1:12:20que ele tá fazendo, né? E parece que a própria
- 1:12:23corporação não sabe o que fazer com ele, né?
- 1:12:26Não sabe o que fazer com esse cara.
- 1:12:27EE, eu adoro que. A cena mais icônica dele é ele
- 1:12:32sendo um maluco total, né? Talvez a gente enxergue assim
- 1:12:35hoje em dia, mas o normal seria um filme de policial.
- 1:12:40O Harry lê os direitos do do suspeito e ele não vê os
- 1:12:43direitos. Ele tortura ele.
- 1:12:45Ele faz uma condenação com com 11 frase que ele deve ter
- 1:12:48ensaiado na frente do espelho milhões de vezes, né?
- 1:12:52Porque ele ele usa isso para o para o bandido.
- 1:12:56E também ele usa depois no final com Scorpion, né?
- 1:12:59Apesar disso, você vê que no Scorpion ele tá muito abalado.
- 1:13:01Ele tá bem abalado. Ele nem tá falando as coisas
- 1:13:04calmas com um sorrisinho meio maroto.
- 1:13:06Não, não. Ele tá fisicamente abalado.
- 1:13:08Ele perdeu a pose assim, né? Enquanto que se no começo do
- 1:13:12filme ele continua comendo cachorro-quente, né?
- 1:13:14Enquanto tá atirando na galera, tipo assim, what não é?
- 1:13:18Mas ali não. Já No No embate final, é, é é
- 1:13:22como se ele realmente tivesse. Inimiga altura, sim, é um cara
- 1:13:26que dá um cansaço nele, que faz ele se questionar.
- 1:13:30Sim, e tira toda a pose do Harry.
- 1:13:31Exato. E você comentou muito da da
- 1:13:34fotografia, né, que ela é bem escura assim.
- 1:13:37Eu adoro isso, né? Eu gosto muito como ela faz
- 1:13:41essa, essa brincadeira do mesmo de dia está escuro, né?
- 1:13:45Mesmo de dia tem. Tem coisas aqui que o Harry vai
- 1:13:47ter que enfrentar e as cenas noturnas também são, são
- 1:13:50maravilhosas, tanto a perseguição dos orelhões.
- 1:13:52Quanto AA chamada que ele recebe da central para atender a
- 1:13:57questão de um de um suicida, né? Que como o Scorpion, ele ele
- 1:14:02ataca as vítimas do telhado. A polícia toda tá procurando
- 1:14:05pessoas no telhado, encontrou um suicida e aí manda um subir no
- 1:14:10subir No No caminhão de bombeiro lá no para falar com ele.
- 1:14:16E essa cena não tem como a gente não pensar em máquina mortiferon
- 1:14:19quando. O Mel Gibson vai salvar um
- 1:14:23suicida. Aí ele pula com o suicida que
- 1:14:25ele se ele se algema, né? O Harry também.
- 1:14:27Ele provoca o cara a ponto do suicida querer bater nele, né?
- 1:14:31Em vez de. Em vez de pular de.
- 1:14:33Pular ainda dá um cacete no cara, né?
- 1:14:36Pra Ele ficar inconsciente. EE mesmo.
- 1:14:39E mesmo assim essa essa, essa fotografia.
- 1:14:41Ela é excelente aí para passar as temáticas do filme.
- 1:14:45Mas também para dar um dar um clima legal, né?
- 1:14:48Não é, estabelece o tom. Tom maravilhoso, verdade.
- 1:14:52E eu e eu gosto muito dessa questão da da Magno, né?
- 1:14:55Que é AA pistola mais poderosa, a gente sabe que em filmes de
- 1:14:59ação a pistola a gente sabe o que que é, né?
- 1:15:02A gente sabe o que que é, né, gente?
- 1:15:05O próprio Scorpion, numa cena, fala, é grandão.
- 1:15:08Exato, exato. E isso entra No No fato dele ser
- 1:15:12o cara que com entre aspas, né? Com colhões, sei que essa
- 1:15:15expressão é horrorosa, mas é o né?
- 1:15:17É o cara com colhões que ele faz aquilo que o cidadão médio, o
- 1:15:21que a sociedade não tem coragem de fazer.
- 1:15:23Mas que né, Oo cidadão médio gostaria?
- 1:15:26Que gostaria? Exato.
- 1:15:28É, é o personagem de velho Oeste, né?
- 1:15:30Isso ele vai fazer o certo, não importa o que você fala para
- 1:15:32ele, ele está certo, ele vai fazer o certo e você só vai
- 1:15:34reclamar porque é o que você pode fazer.
- 1:15:36Exato. E todos os personagens já são.
- 1:15:39Eles são assim de uma forma ou de outra, né?
- 1:15:41Assim nessa ação urbana. A gente vê um pouco do Harry
- 1:15:45carran. Até No No robocop a gente vê o
- 1:15:47Harry carran, só que num tom mais satírico, né?
- 1:15:51Onde você vê que que as ações robóticas e.
- 1:15:55E do robocop serve para você rir, porque é muito absurdo, mas
- 1:15:58é exatamente Oo modus operante do do Harry e muita sequência.
- 1:16:02Não, eu acho que robocop também faz um grande comentário sobre o
- 1:16:05capitalismo, porque mesmo depois de morto você tem que trabalhar.
- 1:16:08Você tem que trabalhar, exato. Mas aí a gente ensina um
- 1:16:10episódio para falar do robocop, porque eu acho que vale a pena.
- 1:16:13É maravilhoso que esse é o piloto do nosso dupla de 2, né?
- 1:16:16O nosso podcast aqui de filmes de gênero e masculinidade.
- 1:16:20E aí a gente já. Termina no episódio pensando em
- 1:16:25vários filmes para. Falar é verdade, é verdade.
- 1:16:29Acho que por hoje a gente encerra por aqui, né, caoro?
- 1:16:32Tem mais alguma coisa que você queira trazer?
- 1:16:33O que eu gostaria só de comentar é que se você quer assistir o
- 1:16:37dirty Harris, você quer revisitar, ele tá na HBO Max,
- 1:16:40tá? É um acesso fácil de você
- 1:16:42conseguir encontrar o filme. Eu sei que muitas pessoas tem
- 1:16:46esse problema, né? Se não tá presente no streaming,
- 1:16:49acaba passando. E que a gente estudou o livro do
- 1:16:54Joe Street, né, que é dirty Harris America.
- 1:16:56Exatamente. Que é todo um estudo de contexto
- 1:17:00histórico político. A respeito dos filmes do dirty
- 1:17:03Harry, ele também faz um comentário muito pertinente
- 1:17:06sobre como que a carreira do clientes se solidificou com
- 1:17:09isso. Sim, vale a pena a leitura, né?
- 1:17:12Só infelizmente você só vai encontrar esse livro em inglês,
- 1:17:15sim, mas ele foi a nossa, a nossa base.
- 1:17:18Principal aqui de pesquisa. A gente também leu um pouco
- 1:17:20assim sobre o cinema de gênero, sobre o cinema de ação uhum, né?
- 1:17:23E assim, por mais que a gente não tenha citado diretamente
- 1:17:26esses textos, é, eles estão aqui nas ideias que a gente ajudaram
- 1:17:31a gente. Né?
- 1:17:32A ler esse filme, esse aqui é o nosso episódio piloto, então a
- 1:17:35gente está testando formato. A gente queria saber se isso IA
- 1:17:39funcionar, então a gente não está indo.
- 1:17:42A gente não começou cronologicamente como era mais
- 1:17:45ou menos a ideia do projeto, mas tudo indica que o nosso próximo
- 1:17:48episódio, ele vai voltar um pouco no tempo e ele vai se
- 1:17:53concentrar um pouquinho na história do gênero, do filme de
- 1:17:56ação, de onde veio o filme de ação.
- 1:17:59E para isso a gente vai acabar recorrendo um pouco.
- 1:18:02Para o melodrama e aventura, o filme eleito para a gente
- 1:18:05discutir essas coisas foi a princesa prometida, que vai ser
- 1:18:10o nosso próximo episódio e mas isso vai ficar aí para o próximo
- 1:18:15mês e. Por agora eu queria puxar os
- 1:18:18nossos agradecimentos, tá? Agradeço aqui quem ficou com a
- 1:18:21gente até o momento. Se você gostou, passa para um
- 1:18:25amigo, divulga aí para quem pode gostar de filme de ação, para
- 1:18:28quem pode gostar aqui das nossas análises.
- 1:18:31Lembrando o dupla de 2, ele é um podcast do bônus stage.
- 1:18:35A gente não tem perfil dupla de 2 ainda Na Na, nas redes, nem
- 1:18:39nada, mas o bônus tem né? Nós somos no Twitter o arroba
- 1:18:45bônus stage BR. E o arroba bônus stage no
- 1:18:48Instagram e no TikTok? Olha aí, não é?
- 1:18:50O Rodrigo está ativando a está ativando essas redes aí com
- 1:18:54alguns vídeos legais que ele tem feito.
- 1:18:56Muito bom poder falar de filme de gênero.
- 1:18:59Você que está ouvindo até agora. Pensa quantos, quantos podcasts
- 1:19:03em português você tem sobre dirty Harry?
- 1:19:05É verdade, eu tenho uma coisa que é assistir filme e pensar,
- 1:19:08putz, eu queria muito ter uma conversa sobre esse filme, né?
- 1:19:12E muitos serviços de ação. Eles são esquecidos dessa forma,
- 1:19:15né? É a chance de você ouvir, né?
- 1:19:17As análises assim e também entrar em contato com a gente e
- 1:19:20fazer os seus apontamentos pelas redes sociais, que a Alana já
- 1:19:23citou. Nosso muito obrigado.
- 1:19:25A gente vai ficando por aqui e. Tchau, tchau.