Latest / Corrida no Ar News / A Meia-Maratona é a prova tem MAIS ocorrências médicas
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- 0:00É, Ah, você está começando. Você vai correr os 5 carros da
- 0:03Sky e tudo mais. Você está iniciando naquilo.
- 0:06Poxa, um médico que seja, um médico no posto e tal para pedir
- 0:09um Eletro. É para fazer uma história da
- 0:12familiar, sabe? Exatamente a Ana melésio da
- 0:16pessoa e da família também. Olha.
- 0:26E aí, pessoal, estamos aqui diretamente da TS summit, aqui
- 0:29na Sala São Paulo, lugar onde estão o giralismo demais aqui
- 0:31na. Muito.
- 0:32Aqui com a Ana Sierra é isso, Serra que é médica do esporte.
- 0:36Médica do esporte, esporte e professora de educação física.
- 0:42É um Monte de coisa. É.
- 0:43E é a principal responsável médica que a gente tem hoje no
- 0:46Brasil, né? Digamos assim, é isso, né?
- 0:48Ana, exato, tem o você tem? Certificação certificação da
- 0:51World Athletic. Certificação da World athletics
- 0:53é meu mestrado e meu doutorado foram na área de cardiologia, de
- 0:55esportes, vão? Para avaliação de maratonistas,
- 0:58então acabei me especializando bastante sobre isso que foi.
- 1:01Aquele trabalho extenso feito com a yescon, né?
- 1:03Na maraton de São Paulo, colhendo dados de corredores, 15
- 1:06anos. 15. Anos, 15 anos. 700 maratonistas
- 1:09avaliados. Sensacional.
- 1:11Então pode, dá. Dá pra dizer que é uma grande
- 1:14autoridade no. Pensamos em voltar, e aí no
- 1:18próximo ano? Voltar a fazer o.
- 1:19Trabalho a gente tá pensando. Pô, sensacional, na própria
- 1:22maratório de são. Paulo, na própria maraton de São
- 1:23Paulo. Vamos aproveitar, né?
- 1:25Que você está aqui, que teve lá maratona de Floripa teve, teve
- 1:28uma ocorrência né, a gente conversou, algumas pessoas me
- 1:32mandaram Sérgio, eu vi um corredor sendo atendido, não sei
- 1:35o que lá. Você tem alguma atualização?
- 1:36Eu até respondi, mas sempre pessoas que estão que não
- 1:38sabiam, vamos falar sobre da sobre o caso.
- 1:40Então serve como alerta também para as.
- 1:42Pessoas, não, com certeza é. Na verdade, assim, ele teve uma
- 1:45parada no quilômetro 38, né? É 38 e pouquinho.
- 1:50E assim já tinha umas pessoas perto, começaram a receber na
- 1:54hora, chamaram é do chamado. A chegada da ambulância foi um
- 1:58minuto, porque ela estava muito próxima ali e já instalaram o
- 2:03desfibulador. E aí o desfibulador mostrou que
- 2:06estava com arritmia e aí então foi chocado.
- 2:10E quando foi chocado? Assim foi.
- 2:12Grato. A rolou?
- 2:14Exatamente, exatamente. Quando acontece isso, é eles
- 2:19normalmente assim, Ah, demora um pouco mais tal, mas no caso dele
- 2:23é ele voltou de primeiro a respirar e tudo.
- 2:25Mais ele? Reagiu na no primeiro choque.
- 2:29E aí foi sim, foi super bem a evolução dele e com isso acabou
- 2:34é levando, levando para o hospital.
- 2:37Foi entubado sim e tudo mais, mas já ficou na UTI e aí foi
- 2:41passar pelos procedimentos, né, para investigar Oo que que
- 2:44causou essa? Né?
- 2:46Essa morte súbita porque é uma morte súbita, abortada, que a
- 2:49gente chama. Ainda bem, né?
- 2:50Exatamente. E aí então, hoje ele já está
- 2:54estubado, já está bem, já já entrou em contato comigo e a
- 2:58gente já está conversando e então está evoluindo super bem e
- 3:02agora ainda estão tentando entender qual foi OA causa, tá?
- 3:05Você falou que parece que deu do 13 em diante.
- 3:07Ele não lembra do que a. A gente, ele comentou que ele só
- 3:10lembra até o 13. Procura, né?
- 3:12É, mas é, é. Daí a importância realmente de
- 3:141/01/1 ambulância com UTI, né? A ambulância com discriminador
- 3:19para poder exatamente para esses casos.
- 3:20Não é exatamente, é, é exatamente por isso, né?
- 3:23É a ação rápida foi o que fez a diferença.
- 3:25Se tivesse só Ah, um suporte básico de vida, Ah, só fazendo
- 3:28massagem e tudo mais, não IA ter dado.
- 3:30Dificilmente IA conseguir, porque precisa reorganizar o
- 3:32ritmo. Quando você tem uma arritmia, o
- 3:34seu coração está com o ritmo. Muito como se desse um reset,
- 3:37né? Exatamente, um reset é
- 3:39exatamente isso. E aí então precisava disso para
- 3:43efetivamente conseguir. É que ele voltasse.
- 3:45Por isso que a chegada do desfirmador é tão importante.
- 3:48Legal e. É uma coisa legal.
- 3:50Foi essa ambulância? É foi uma das que a gente
- 3:53colocou estrategicamente assim esse ano que a gente implantou a
- 3:57mais aí para visando a segurança da prova, virando, visando a
- 4:01melhoria e tudo mais. E esse foi o ano que levaram
- 4:04você para como responsável médica, para Floripa, então isso
- 4:06é uma grande evolução. Eram 6 ambulâncias, não é isso?
- 4:09Isso. É, não na.
- 4:10Verdade. Não.
- 4:15Ambulâncias aí distribuídas ao longo do percurso, né?
- 4:18E o manoposto? E aí colocadas estrategicamente
- 4:21para que cheguem no máximo 5 minutos em qualquer lugar da
- 4:24prova. Então, mais motos.
- 4:26A gente tinha mais 2 motos em pontos críticos e em pontos
- 4:29específicos que a seria difícil para a ambulância chegar.
- 4:32A moto chega mais rápido. E também teve uma coisa legal na
- 4:35morador que eu falei para esse ano com aquele o formulário de
- 4:37médico, né? É que era um diferenciado, que é
- 4:40um aplicativo que a pessoa podia preencher todos os seus dados.
- 4:42Isso. Acontece para que?
- 4:44Era o ideal? Exatamente que todo mundo
- 4:46preenchesse. Por que acontece assim?
- 4:48Ah, você está desacordado. E aí muitas vezes, tá.
- 4:51Nesse caso era uma parada, mas você está desacordado.
- 4:53É uma hipertermia, é uma epenatremia.
- 4:55Alguma coisa assim, preciso saber, Ah, se você é diabético,
- 4:57se você é hipertenso, o que você toma?
- 4:59Ah, se tem crise convulsiva, não tem ou um paciente, por exemplo,
- 5:02em crise convulsiva, uma vez eu peguei uma paciente que ela teve
- 5:0517 crises convulsivas com a gente.
- 5:06A gente foi aplicando medicação sequenciais, né, que a gente
- 5:10chama de estado de mau epilético, e a gente foi subindo
- 5:13o crivo das medicações. A primeira medicação para
- 5:15controle, tá respondia, mas ficava pouco tempo, Ah, tá,
- 5:19vamos fazer segunda medicação, quando a gente foi subindo o
- 5:21crivo. E até que ele chegou numa que
- 5:24foi a que estabilizou. E aí depois veio o esposo e
- 5:26falou assim, Ah, e ela toma um remédio pra convulsão e é tal.
- 5:30E que já era quase a última, era o penúltimo.
- 5:34Então assim, se a gente já soubesse disso, a gente já
- 5:36começaria mais pra cima. Tipo de pacote, uma.
- 5:38Coisa assim, exatamente, exatamente aí.
- 5:41Então isso facilita muito o tratamento pra gente.
- 5:43Ah, é um paciente, quem é diabético, diabético tipo um ou
- 5:47tipo 2 aí e tá fazendo uma hipoglicemia, um tipo um.
- 5:50Será que ele tomou insulina demais?
- 5:52Então a gente tem cuidados com isso.
- 5:54Então tudo isso é faz muita diferença na hora da gente
- 5:58atender e também de contato com a família, né?
- 6:01Hoje eu tava falando com o corredor, ele acabou passando no
- 6:03consultório comigo agora, né? A gente atendeu numa prova aqui
- 6:06em São Paulo e ele ele, tanto é que ele brincou, doutora,
- 6:09prazer, eu falei, então eu já te conheço, mas você não me
- 6:12conhece, porque ele ficou quase 1 hora e 62 horas com a gente, é
- 6:16inconsciente. EE aí assim a gente foi, é.
- 6:23Controlando ele, ele teve uma hipertermia, teve um hits,
- 6:26troca, e aí ficamos e tal. Assim, enquanto ele ainda
- 6:30esquentava, a gente não tirava ali do posto.
- 6:32Por que vou levar para o hospital?
- 6:34Como é que ele vai fazer? Ah, vão dar uma dipirona?
- 6:36Isso isso é como é que eles vão tratar sabendo que é de esporte,
- 6:38né? Porque tem uma coisa tratamento
- 6:40diferenciado para quem tem. Experiência, exatamente que era
- 6:42até o que eu tava falando. Agora na palestra eu falei,
- 6:44gente, é muito diferente. Existem as pessoas normais e
- 6:47quem corre? Então não é normal, é
- 6:49completamente diferente. Os casos são completamente
- 6:51diferentes. E aí, e só pra vocês terem uma
- 6:54ideia assim de como realmente o pessoal não sabe tratar nem
- 6:57nada, a gente pegou, estabilizou ele e tal, então ele foi jamais
- 7:00estável. O que ele ficou, né?
- 7:02Foi uma questão renal e tal. E a gente entregou falando,
- 7:06olha, ele teve um hits troca durante a prova tal, um hits
- 7:09troca gerou até 11 crise convulsiva, mas é OK, ele tá
- 7:15agora, ele tá estável, tá? Foram investigando.
- 7:18Foram acompanhando tal, acompanhando principalmente essa
- 7:21questão renal dele, que chegou a fazer diálise e tudo mais.
- 7:24E aí é só que ele falou assim pra mim hoje, então, doutora,
- 7:27mas sabe porque que eu escolhi vim com você?
- 7:29Eu falei, porque ele? Porque eu saí do hospital sem
- 7:31diagnóstico. Aí ele.
- 7:33Falou, ninguém sabe o que aconteceu comigo e porque
- 7:36aconteceu comigo. Então ninguém sabe o que fazer
- 7:37comigo. Eu já perguntei para vários
- 7:39médicos. Eu posso voltar a treinar o que
- 7:41eu posso e tal. Até teste genético fizeram no
- 7:44hospital, porque quando a gente falou de hipertermia, né, é
- 7:47hipertermia maligna é. Eles lembraram.
- 7:50O pessoal de hospital lembrou da hipertermia que acontece com AA
- 7:53partir de anestesia. Existe e realmente acontece uma
- 7:57hipertermia, mas essa hipertermia tem O Mecanismo
- 8:00dela, tem um medicamento que controla e essa tem uma questão
- 8:04genética. 11 alteração genética que algumas pessoas que dessa
- 8:07alteração genética tem predisposição a fazer essa
- 8:10hipertermia durante a sedação, né, durante a anestesia.
- 8:14E aí eles foram por todo esse lado ou por quê?
- 8:17Porque não sabem as. Causas.
- 8:19Exatamente do, da, do hitstrock, da hipertermia maligna da área
- 8:24esportiva. Aí então passei explicando para
- 8:27ele entendendo, olha, o que você teve foi isso, por conta disso
- 8:30aí até brinquei, você tava fazendo isso, isso, isso ali
- 8:33tava, tava isso, tava aquilo, é porque é a origem, tá
- 8:37relacionada ao esporte, tá relacionada a um descontrole do
- 8:41sistema nervoso central. Eu explico para os atletas
- 8:44assim, sabe quando o carro começa a aquecer, aquecer,
- 8:47aquecer e funde o motor? Então é isso, na verdade, é
- 8:52exatamente isso. Legal, ó.
- 8:54Então daí a importância, né? Da do do formulário médico de tá
- 9:00inscrito devidamente na prova, porque tem passa por isso.
- 9:03Porque se você fala Ah, não pipoca, cara.
- 9:05Mas se se o cara tá com ele de pipoca a prova acontece uma
- 9:08coisa. Como é que as pessoas vão saber
- 9:10quem essa pessoa tem que ter o nome da pessoa?
- 9:11Exatamente. Escondão de emergência.
- 9:14Exatamente. Ninguém pensa nisso até o dia
- 9:16que acontece. Porque não vai acontecer comigo,
- 9:19vai acontecer longe, não é? Você acha que vai acontecer com
- 9:21você? Não vai acontecer com o amigo do
- 9:24lado, mas não com você. Mas a gente pipoca, a gente
- 9:28atende, mas até vou te falar que assim é pouco, é baixo o índice,
- 9:31tá, mas sabe que a gente pega muito pessoal com o número de
- 9:34outro? Outra pessoa?
- 9:37Exatamente, já tive, teve uma prova, estou fazendo.
- 9:40Trocado, óbvio. O levantamento da dos nossos
- 9:42atendimentos, né? E tal é a gente.
- 9:44Tem até aí algumas coisas pra apresentar aí nos próximos meses
- 9:47e na verdade, uma prova em uma única prova, quase 40% dos
- 9:54nossos atendimentos a pessoa estava com o número de outra.
- 9:57Pessoa, porque? A gente pega o nome completo, o
- 10:00CPF. Né?
- 10:02Da chance peito e o número de peito.
- 10:04E aí quando eu vou na base de dados para olhar esse número de
- 10:07peito, é da pessoa. É da ligar para o parente.
- 10:10É do Joãozinho, Ah, é, eu olhava, não.
- 10:14Era a Joaquina. Nossa nome de mulher?
- 10:16Então tinha de mulher com nome de homem, homem com nome de
- 10:19mulher, homem com o nome de outro homem.
- 10:21Então, assim. Até essa questão, claro.
- 10:23Quase 40% dos atendimentos. Tudo bem.
- 10:26Graças a Deus essa prova foi uma prova que só deu atendimento
- 10:29leve, não tinha muita coisa. A gente não precisou contatar
- 10:31ninguém e não precisou ir atrás, mas é um índice muito grande,
- 10:34né? Tudo bem, foi uma câimbra, tudo
- 10:36bem, foi um joelho ralado pra você?
- 10:38Mas e se o joelho ralado fosse uma hipertermia?
- 10:42E se fosse uma hiperatramia? E se fosse uma?
- 10:44Parada, claro, claro. Eu IA avisar o amigo ou sei lá,
- 10:48a esposa do Joaquim, sendo que era o Márcio?
- 10:53Escuta é, a gente teve sempre que acontece algum, algum
- 10:57problema, uma morte. Sub tem provas, sempre tem uma
- 10:59grande precaução das pessoas. Né?
- 11:01Poxa, na correira. Perigoso, não?
- 11:03Perigoso é você ficar no sofá e ser sedentário, claro, né?
- 11:06É isso. Mesmo, mas.
- 11:07Qual que seria a coisa, qual o tipo de exame que todo mundo
- 11:10deveria fazer para poder? Pelo menos alguma segurança
- 11:14mínima, tá? É porque a gente sabe daquele
- 11:15caso que aconteceu em Porto Alegre, se tivesse feito um
- 11:18Eletro. Um Eletro?
- 11:19Um Eletro? Só que o cara.
- 11:20O rapaz tinha 22 anos, 20 estava.
- 11:23Passando 20 no dia da prova. Nunca fiz.
- 11:25Nunca tinha feito um Eletro na vida.
- 11:26Um Eletro teria salvado a vida dele?
- 11:28Não. É, é.
- 11:28Ele tinha feito um Eletro aos 11 anos, acho que aos 11 anos,
- 11:31assim, por algo nesse sentido. Então que exame que a pessoa que
- 11:34seria o mínimo, claro, a gente tem limitações.
- 11:37Lógico que tem pessoas que não tem acesso, que não tem
- 11:39convênio, às vezes consegue, mas o que seria legal as pessoas
- 11:42ficarem? Atento?
- 11:43Sim, é. Então eu acho que assim,
- 11:44primeira coisa que eu sempre falo é, gente, corrida ainda
- 11:46salva muito mais vidas do que do que morta.
- 11:49Eu acho que isso é muito importante, né?
- 11:51Começa por isso. É porque eu falo assim, aí o
- 11:52médico sempre fala, né? Da morte, da morte, da morte.
- 11:54Aí a gente fala, não, mas não. A gente precisa que corram, né?
- 11:58Então esse é o primeiro ponto. O segundo ponto é a você tá
- 12:02começando, você vai correr os 5 carros da Sky e tudo mais.
- 12:05Você tá iniciando naquilo, poxa, um médico que seja, o médico no
- 12:09posto e tal pra pedir um Eletro, é pra fazer uma história da
- 12:14familiar, sabe? Exatamente a Ana amnese da
- 12:17pessoa e da família também. Olha, todo mundo na minha
- 12:20família morreu aos 40 anos, de infarto.
- 12:25Poxa, eu sou alto risco então, né?
- 12:28Dá para eu ser tratada igual o outro que ninguém na família
- 12:32morreu de falar então, né? Ah, eu tinha tinha diversas
- 12:36internações por problemas respiratórios na infância.
- 12:40Putz, eu posso fazer uma crusiasma muito fácil, então é
- 12:45isso, já é um começo, mas aí eu falo assim, tá, beleza, só que
- 12:48você vai pra 16, você vai pra uma maratona, você investe num
- 12:51tênis melhor, você investe num relógio melhor.
- 12:55Você investe numa meia, numa roupa e tudo mais gente coloca
- 12:58no planejamento ali um médico, um médico do esporte.
- 13:02Isso. Exatamente, e de preferência o
- 13:04médico do esporte, que é isso que eu.
- 13:06Falei imprescindível que seja. Eu tenho recebido muitos, mas eu
- 13:09vou te falar muitos pacientes no consultório assim, olha, eu
- 13:12tratava com cardio, eu tratava com o médico e tal.
- 13:15E aí apareceu esse negócio. Ele diz que não sabe se eu posso
- 13:17correr ou se eu não posso. Aí ele falou assim, olha, faz
- 13:20assim. Você IA para maratona, mas.
- 13:23Aí fica nos 10 ou nos 15, que acho que é mais seguro EE tal,
- 13:28mas por quê? Porque a especificidade, né, é o
- 13:31você diferenciar o que é alteração do coração de atleta
- 13:34ou o que não é alteração do coração de atleta, é, é, é da
- 13:38área, né? É a mesma coisa.
- 13:39Eu não vou me meter na neurologia, é, eu não sei as
- 13:42especificidades da neurologia, entendeu?
- 13:44Claro, o geral, tratar uma pessoa num geral a gente sabe
- 13:47porque nós somos médicos. Mas tem as especificidades de
- 13:50cada área da ginecologia, da ortopedia, então é, é a mesma
- 13:54coisa nesse caso. Então, passar num médico de
- 13:56esporte é fazer um teste de esforço.
- 13:59Você está indo para meia ou para maratona adequado?
- 14:03Não é aquele que deu 85% e você está lá subindo a biologia, não
- 14:07é, sabe? Não precisa ser um ego
- 14:08espirometro. É.
- 14:09Um argumento simples. Um argumento que o simples já
- 14:12ajuda, mas de preferência que ele seja efetivamente máximo.
- 14:16Sim, sim, sim, até a pessoa não. Aguentar mais exatamente por
- 14:18quê? E que de preferência também que
- 14:20seja mais com a velocidade do que só com inclinação.
- 14:24Por quê? Porque com inclinação você cansa
- 14:26mais o quê? Perna, tem gente que não tem, eu
- 14:29tenho bom, só uso Salto, né? Tirando as provas.
- 14:33Que que acontece comigo? Eu tenho muito problema com
- 14:36subida. Eu morro na subida porque eu sou
- 14:38extremamente encurtada. Então é aquela do tipo, eu vou
- 14:42parar muito mais pela subida. Eu vou parar muito mais pela dor
- 14:45nas pernas do que efetivamente por estar cansado em termos
- 14:48cardíacos, pulmonares e metabólicos.
- 14:50Então tem que tomar esse cuidado e não não parar com 85%.
- 14:55Ah, tem muitos lugares que param com 85%, mas a gente tem que
- 14:59lembrar que o esforço para o seu corpo ele é.
- 15:01Intensidade versus duração baixo.
- 15:04Você vai falar para mim, Ana? Espera aí, eu corro uma maratona
- 15:07a 60%, 50% do meu máximo. Para que que eu preciso fazer o
- 15:10100%? Para saber exatamente qualquer
- 15:13qualquer quanto você tem que correr.
- 15:14Eleito, pô. E não e não só.
- 15:16Isso e também saber exatamente dosar o esforço de treinamento.
- 15:19É não. E um minuto no 100% a carga para
- 15:23o teu corpo ele equivale, né? Ele tem uma equivalência em
- 15:27termos de esforço tal. Pro teu corpo, de 234 horas a
- 15:3250%. Sim, sim, claro.
- 15:33Claro. Então, exatamente.
- 15:35Então por que que eu preciso chegar?
- 15:36Porque eu não vou te deixar na esteira por 3 ou 4 horas para
- 15:40avaliar. Por favor.
- 15:41Para quê, né? Do você vai me xingar, você vai
- 15:43falar não. Qual é?
- 15:44Na boa, né? Não dá, não e mas em
- 15:46compensação, você vai te deixar um minuto lá no máximo.
- 15:49Eu consigo meio que simular o que acontece com o teu corpo.
- 15:52Legal, e qual é o tipo de prova que que te dá mais problemas
- 15:56assim de atendimento? Meia maratona?
- 15:58Meia maratona? Meia num geral, meia maratona é
- 16:01é pior. Eu brinco que tenho mais medo de
- 16:03meia do que de maratona. Por que por que você acha que
- 16:05isso acontece? Ah, eu sempre falo, maratona
- 16:07ainda é uma senhora de respeito. Apesar de estar aumentando muito
- 16:10no número, está aumentando muitos maratonistas e tudo mais.
- 16:12Maratona ainda é uma senhora de respeito.
- 16:14Todo mundo sabe que é 42. Quilômetros?
- 16:16Exatamente, todo mundo fala. No mínimo eu dei uma treinada,
- 16:21no mínimo eu fiz os longos. Eu tenho 1 o volume e tudo mais.
- 16:26Agora meia, corri 10, fiz um treino de 14.
- 16:31É um pouquinho a mais, eu? Durmo?
- 16:32É, não. Fiz um treino de 14, pô.
- 16:34Eu cheguei quase ali, entendeu? E aí eu vou fazer 21.
- 16:38Então, e aí eu fiz no meio de é? Na semana anterior eu fiz 10 k,
- 16:42na outra semana eu fiz 5 KE. Aí então eu coloco no meio de
- 16:47várias provas, de um ciclo de outras, com outros objetivos,
- 16:50com outras coisas. Então, via de regra, é a prova
- 16:54que dá mais trabalho pra gente, é a prova que que eu falo pra
- 16:58equipe assim, ó, coloca 2 meias, 36, sabe, gente, não economiza
- 17:01aí na meia, não deixa o pé bem quente aí, porque o negócio já
- 17:05já é mais complexo. Bom, pô, Ana, obrigado pela sua
- 17:08presença aqui. Obrigado pelas esse papo novo.
- 17:10A gente já conversou antes, é verdade.
- 17:12Muito obrigado até por esse alerta aí para as pessoas, os
- 17:14exames que tem que fazer sim. Fica esperto quando for treinar
- 17:17para maratona, para treinar. Para maratona, treinar para.
- 17:19Maratona treina para meia, treina para maratona, é
- 17:21direitinho, né? Respeita a meia também.
- 17:23Tem menos problemas para Ana. É, eu falo assim, a nós somos a
- 17:26única área do evento que ninguém quer que trabalhe.
- 17:28Mas não quero trabalhar a previsão.
- 17:30Você é aquele que todo mundo quer que fale, que vai vai falar
- 17:32muito, que execução de todo mundo pensar, eu, ninguém quer
- 17:34que trabalhe, então? Colabore.
- 17:38Valeu. Obrigada.