Latest / Na Mesa com Well / Kenneth Hagin — O Clamor de McKinney
Transcript
- 0:00Bem-vindo ao na mesa com o well, o lugar para quem busca
- 0:03profundidade e historicidade de forma acessível na correria do
- 0:07dia a dia. Existem histórias da igreja
- 0:09contadas nos púlpitos. E existem histórias guardadas no
- 0:13porão, no porão da igreja global.
- 0:16Nós descemos as escadas para investigar aquilo que preferimos
- 0:20esquecer, não para destruir a igreja, mas para aprender com
- 0:23aquilo que ela não pode repetir. Esse é o dossiê Kenneth reging.
- 0:28A sombra da palavra da fé, episódio um o clamor de mckenne
- 0:34fase do DNAA ascensão. É e a exatamente por essa porta
- 0:39do porão que a gente precisa entrar hoje, uhum, porque se a
- 0:43gente quiser entender Oo eixo psicológico do homem que que
- 0:48viria a redefinir. Todo o pensamento pentecostal
- 0:52contemporâneo. A gente não pode tipo olhar para
- 0:54os palcos iluminados agora. Não mesmo, não.
- 0:57A gente tem que olhar para a vulnerabilidade humana no seu
- 1:00estado mais cru, sabe? Num quarto escuro no interior do
- 1:04Texas. Certo?
- 1:06Bom, vamos desempacotar isso porque a olhando aqui nas minhas
- 1:11anotações. A gente abre os arquivos
- 1:13desconfortáveis bem no dia 20/08/1917, certo?
- 1:18Exato. Na cidadezinha de Mackenzie, no
- 1:21Texas EE. Eu sei que a gente tá lidando
- 1:24com a figura que se tornaria um gigante teológico, mas,
- 1:29historicamente falando, o que que aconteceu nesse dia?
- 1:32Então, a certidão de nascimento desse Império começa com o
- 1:35parto. Ah, catastrófico, catastrófico.
- 1:38Como? Olha, o ano é 1917, né?
- 1:40O mundo está no meio da primeira guerra mundial.
- 1:42E, bom, a medicina no interior do Texas era extremamente
- 1:45rudimentar. É, não tinha UTI, não tinha
- 1:48incubadora. Nada zero.
- 1:51E nesse cenário nasce um bebê muito prematuro chamado Kenneth
- 1:54Owen regin, e ele nasceu pesando uns mais ou −900 gramas.
- 2:00Espera 900 g uhum nossa, isso é tipo, é o peso de um.
- 2:05Um pacote de feijão que você pega na prateleira do
- 2:07supermercado é minúsculo. Sim, é minúsculo.
- 2:11Era 11 criaturinha azulada, sem reação nenhuma.
- 2:14E o médico que fez o parto usando, né?
- 2:17A ciência da época, ele olhou para aquele bebê e fez a única
- 2:21coisa que a medicina de 1917 mandava fazer, que foi ele deu o
- 2:25bebê como morto. Caramba.
- 2:28É, ele simplesmente colocou o bebê de lado lá na cama para
- 2:30focar em salvar a mãe. E assim, durante 40 minutos,
- 2:34aquele bebê não deu 11, único sinal vital.
- 2:37Nenhum choro, nenhum. Choro, nenhum movimento.
- 2:39Mas, bom, obviamente ele sobreviveu, né?
- 2:42Como como que isso aconteceu se a ciência já tinha meio que
- 2:44lavado as mãos? É que AO que é fascinante aqui é
- 2:47o papel da avó materna dele nessa nessa fase de DNA da
- 2:51história. Ah, sim.
- 2:52Enquanto o médico, tipo, aceitava a derrota, ela se
- 2:55recusou a aceitar aquele veredicto científico.
- 2:57Ela pegou aquele bebezinho desenganado e com uma paciência
- 3:01quase absurda. Duda começou a alimentar ele
- 3:04usando um conta gotas. Um conta gotas.
- 3:06Um conta gotas gotas por gota de leite.
- 3:09O bebê, tipo, mal tinha reflexo pra engolir.
- 3:12Mas ela insistiu e contra toda a probabilidade médica e lógica,
- 3:18ele sobreviveu. Uau, olha isso, isso já
- 3:21estabelece um chão muito denso pra pra nossa investigação.
- 3:24Com certeza. Porque?
- 3:26A premissa inteira da nossa discussão de hoje parece tipo se
- 3:30resumir a uma tensão muito absurda.
- 3:32Como assim? Como que é a fragilidade
- 3:34absoluta de um menino que foi bom dado como morto nos
- 3:38primeiros minutos de vida e depois dessa experiência
- 3:41limítrofe dele com a morte na infância, como que isso moldou o
- 3:46eixo de alguém que viria a ser tipo?
- 3:49O pai de um dos maiores movimentos baseados em poder e a
- 3:54autoridade do século 20. A se conectarmos isso ao quadro
- 3:57geral. A gente percebe que estamos
- 3:58investigando AA anatomia de uma mente.
- 4:01Informação mesmo. Sim, a grande ironia aqui, tanto
- 4:04psicanalítica quanto histórica, é que essa busca desenfreada por
- 4:08Controle Absoluto. E por autoridade espiritual que
- 4:13ele vai ter no futuro. Que é a marca dele, né?
- 4:16Exato que vai marcar a teologia dele.
- 4:17Isso nasce exatamente do momento de maior e mais completa
- 4:21impotência. Ele, ele não conheceu o controle
- 4:25na infância. Ele só conheceu a fragilidade
- 4:28Extrema. EEA sombra da morte o tempo
- 4:31todo. É EE olhando as Fontes, essa
- 4:33fragilidade não parou ali no dia do nascimento.
- 4:36Não, de jeito nenhum. A infância dele parece uma.
- 4:39Uma sucessão de tragédias sistêmicas.
- 4:44O pai dele, o jas hagen, abandonou ele muito cedo, né?
- 4:47A mãe dele, a Lili viola, se viu completamente sozinha e ele
- 4:53acabou sendo criado na Extrema pobreza pelos avôs maternos.
- 4:57É, e a gente tem que lembrar que era o Texas rural, né?
- 4:59Antes e durante a grande depressão Americana, a miséria
- 5:04era apalpável. Sim.
- 5:06E além da pobreza e do abandono paterno, que já já seriam fardos
- 5:10horríveis para qualquer criança. Sim, tudo isso foi só Oo pano de
- 5:15fundo pro pro grande vilão da vida dele, que era o próprio
- 5:19corpo. Exatamente porque ele cresceu
- 5:22carregando uma deformidade cardíaca congênita muito grave.
- 5:25O coração dele não fechava direito, não bombeava o sangue
- 5:28como deveria. Nossa.
- 5:30E pra piorar, ele tinha uma doença sanguínea que era
- 5:32incurável. Os registros da época até falam
- 5:35que era algo bem semelhante a uma leucemia.
- 5:37Quer dizer, ele vivia preso numa armadilha da própria biologia,
- 5:41sim. Como que isso afetava o dia a
- 5:43dia de um de um garoto no interior?
- 5:46Ah, imagina uma infância onde você é rigidamente impedido de
- 5:50ser criança, tá? Ele não podia correr no quintal.
- 5:53Ele não podia brincar com as outras crianças, tipo zero.
- 5:55Esforço físico, qualquer pico de adrenalina, qualquer corrida que
- 5:59deixasse ele ofegante, o coração dele podia simplesmente parar.
- 6:03Ele vivia pisando em ovos com o próprio corpo.
- 6:06É uma. É uma analogia terrível, mas é.
- 6:09É como estar no corredor da morte.
- 6:12Nossa, sim. Só que, nesse caso, o juiz que
- 6:14assinou a sentença e o executor e a própria prisão é tudo seu
- 6:20próprio perto. É o corpo dele mantendo ele de
- 6:23refém, né? Exato.
- 6:25E essa bomba relógio interna dele finalmente explode de vez
- 6:29quando ele faz 15 anos. Que que rolou nessa fase?
- 6:32É aos 15 anos, o limite biológico chega e o corpo dele
- 6:36entra em colapso total. Ele sofre uma paralisia
- 6:39completa. EE fica confinado a uma cama. 24
- 6:43horas por dia? Nossa.
- 6:45Ele não conseguia tipo nem estender a mão para pegar um
- 6:48copo d'água do lado da cama. Ele dependia da mãe e da vó para
- 6:51tudo, para virar de lado, para comer, para bom, para existir.
- 6:55E é aí que a família vai atrás daqueles médicos super renomados
- 6:59na. Exato.
- 7:01Eles buscaram assim as maiores autoridades médicas.
- 7:05Foram 5 médicos diferentes que avaliaram o caso e.
- 7:08E não era médico de cidade pequena, não, tá?
- 7:10Eles conseguiram que especialistas da prestigiada
- 7:13Mile clinic avaliassem ele e também o famoso cirurgião da
- 7:18época, o doutor wysong. Certo?
- 7:20Mas o diagnóstico de todos eles foi unânime, sabe?
- 7:23E definitivo. Que não tinha mais jeito.
- 7:26É, a gente está falando da década de 1930.
- 7:28Não existia cirurgia de coração aberto, não tinha tratamento
- 7:32avançado para isso. Sim, a medicina meio que lavou
- 7:36as mãos ali. Lavou.
- 7:38Eles disseram para família que ele não passaria dos 15 anos,
- 7:41que ele não viveria para completar 16.
- 7:43Sabe, eu fico tentando visualizar a mente de um
- 7:48adolescente de 15 anos numa hora dessas uhum, porque tem 15 anos.
- 7:52É aquela fase que os hormônios estão no teto.
- 7:54Você quer, tipo, dominar o mundo, se rebelar, viver, né?
- 7:58Exato, ter controle da sua vida. Exato.
- 8:01Agência, e esse menino tá preso numa cama nos anos 30, não tinha
- 8:05televisão, não tinha internet. Provavelmente ele ficava só
- 8:08escutando o relógio da sala, bateu o dia inteiro.
- 8:11É muito pesado. E ele sabe que cada segundo não
- 8:14é só o tempo passando, é um segundo a menos de vida.
- 8:18Isso levanta uma questão importante, que é OAO isolamento
- 8:21mental que essa condição gera, porque quando você tira de um
- 8:25ser humano qualquer gota de controle no mundo natural, uhum
- 8:29quando o seu corpo é uma prisão e a ciência te dá uma sentença
- 8:32de morte. Você cria uma panela de pressão
- 8:35psicológica gigantesca. Você tipo, prepara o palco
- 8:39perfeito para mim te buscar de forma desesperada.
- 8:42Uma intervenção em numa outra dimensão, sabe que transcenda
- 8:47essa realidade material? Porque se a ciência desistiu e a
- 8:51natureza falhou, a única saída para para não ser desligado de
- 8:55vez. É olhar para o espírito.
- 8:57Exatamente, e. Exatamente nesse ponto de rutura
- 9:01que a gente chega no bom, no evento central do nosso dossiê,
- 9:04sim, o momento em que essa Barreira entre o mundo físico da
- 9:08da cama dele e o mundo espiritual se rompe de um jeito
- 9:12absolutamente assustador. Assustador é pouco.
- 9:17É o relógio marca 19 e 30. É sábado, dia 22/04/1933.
- 9:23Isso naquela noite, às 19 e 30, o coração dele, que já era
- 9:28defeito uso, simplesmente parou. Parou de vez?
- 9:31Parou e os relatos que ele deixou depois sobre isso, sobre
- 9:35os sintomas físicos, são impressionantes.
- 9:39Ele descreveu a circulação sanguínea parando a partir das
- 9:42extremidades, sabe? Como se fosse de baixo para.
- 9:45Cima exato, ele sentiu os dedos dos pés adormecerem e ficarem
- 9:49frios. Depois, os tornozelos, as
- 9:52pernas, os quadris. Nossa, como se a morte fosse uma
- 9:56maré gelada, subindo pelo corpo até chegar no peito.
- 10:01Tá, mas espera aí, antes da gente entrar no relato místico
- 10:05que vem depois disso, eu eu preciso dar uma de advogando do
- 10:09diabo aqui ou ser mais analítico.
- 10:12Claro, manda. A gente está falando de um
- 10:14garoto de 15 anos com o coração parado.
- 10:17Então, medicamente falando, o cérebro dele estava sem
- 10:20oxigênio. Sim, sofrendo hipóxia.
- 10:22Exato. E a hipóxia cerebral é famosa
- 10:24por causar delírios extremos, alucinações, aquelas visões de
- 10:29túnel de luz. Por que que a gente está
- 10:32tratando o que ele viu a seguir? Não só como tipo o delírio de um
- 10:36cérebro morrendo, mas como a Pedra fundamental de um Império
- 10:40teológico. Olha, esse é 11.
- 10:43Ponderação vital, a gente não está aqui para validar.
- 10:46Se foi Sobrenatural de forma dogmática ou se foi um fenômeno
- 10:51puramente neurológico por falta de oxigênio, certo?
- 10:54Pro nosso dossiê, a resposta não muda o impacto que isso teve,
- 10:59porque pro Kenneth haeging, aquilo foi absoluta,
- 11:03inquestionável e terrivelmente real.
- 11:07Entendi é sobre a perceção dele. Exato, o que importa é como essa
- 11:12experiência moldou ele. Como foi traumática, ao ponto de
- 11:16de alterar para sempre a visão dele sobre Deus, sobre poder e a
- 11:21morte. E olha o que ele relata a partir
- 11:24do momento em que o coração para a gelo, sangue.
- 11:27E aqui aqui a coisa fica realmente interessante, porque
- 11:32se você pegar a cultura pop ou os livros modernos sobre sobre
- 11:36eco m, sabe as experiências de quase morte tem um padrão muito
- 11:40confortável, a pessoa quase morre.
- 11:44EE ver um túnel iluminado, uma luz branca super aconchegante no
- 11:48final. Encontra os parentes sorrindo.
- 11:51Né? Exato.
- 11:52Uma paz inenarrável a família esperando, mas o relato dele é o
- 11:56extremo oposto disso. Zero paz.
- 11:59Nenhuma luz branca é um. Terror absoluto não tem nenhum
- 12:02conforto. Ele relata a sensação de que o
- 12:05espírito dele saltou para fora do corpo físico.
- 12:08Nossa. Nas próprias palavras dele, foi
- 12:10como alguém que pula de um trampolim direto para uma.
- 12:13Piscina, só que não era água. Não.
- 12:15A piscina era uma escuridão absoluta.
- 12:18Ele conta que foi uma queda vertiginosa, tipo de cabeça para
- 12:21baixo, despencando por 11 abismo sem fim.
- 12:25EE não era só falta de luz. Ele deixa muito claro que era
- 12:28uma escuridão tangível, densa. Densa como?
- 12:32Ele disse que era tão sufocante que se você tivesse uma faca na
- 12:35mão, tipo você conseguiria cortar um pedaço daquela
- 12:38escuridão? Caramba, é.
- 12:40E à medida que ele vai caindo nesse poço, as sensações físicas
- 12:44dele mudam também não mudam. Mudam drasticamente.
- 12:47Ele começa a sentir um calor abrasador, tomando conta de
- 12:50tudo. A temperatura sobe muito rápido.
- 12:53E lá no fundo desse abismo de trevas, ele relata que viu os
- 12:56portões do inferno uau, iluminados por umas labaredas
- 13:00laranjas gigantes, com umas cristas brancas no fogo.
- 13:04Ele até chamou isso de dedos de luz brincando nas paredes das
- 13:08cavernas. E não é só 11 visão distante,
- 13:11não é tipo um voyeurismo. Ele, ele relata que teve um
- 13:14contato físico lá no fundo. Sim, ele disse que quando chegou
- 13:18no fundo uma criatura demoníaca. Que ele estava com tanto pavor
- 13:22que nem conseguiu olhar direto nos olhos?
- 13:24Compreensível. É essa criatura?
- 13:26Agarrou ele fisicamente pelo braço direito.
- 13:29O toque era muito real e a intenção clara era arrastar ele
- 13:34para dentro daqueles portões. Nossa e justo no milis segunda
- 13:38em que ele achou que já era, que a condenação estava selada, ele
- 13:41relata que ouviu uma voz. Uma voz soberana, isso?
- 13:45De autoridade masculina vinda de algum lugar de cima?
- 13:49E falando num idioma que ele não conhecia, ele não entendia as
- 13:53palavras, mas o poder daquela voz fez todo aquele abismo,
- 13:58aquele Reino de trevas, estremecer de forma muito
- 14:02violenta, como num terremoto mesmo.
- 14:04O impacto foi tão grande que AA criatura soltou o braço dele na
- 14:08hora. Imediatamente.
- 14:10E aí ele descreve 11 força como se fosse um imã gigante.
- 14:14Puxando ele pelas costas, ele começa a subir numa velocidade.
- 14:19Surreal de volta para a superfície.
- 14:21Isso ele vê as luzes da cidade de mekine voltando.
- 14:24Ele passa pela varanda da casa, atravessa a parede EE puf o
- 14:29espírito reentra naquele corpo físico que estava lá morto na
- 14:33cama. O que fascinante nisso tudo é
- 14:34inversão de autoridade. Que que vai acontecer na cabeça
- 14:38dele? Com certeza a gente tem um
- 14:40garoto que a vida toda foi uma vítima.
- 14:42Do corpo. Uma vítima da ciência médica.
- 14:45Completamente impotente. Exato.
- 14:47Mas lá naquele abismo terrível, ele testemunhou uma voz que
- 14:51tinha uma autoridade muito real que subjugou a morte.
- 14:55Que bom que derrotou um demônio na mesma hora.
- 14:58É essa a fundação? Exato, a fundação da crença dele
- 15:02num poder e numa autoridade Suprema que que tá muito acima
- 15:07de qualquer diagnóstico médico na Terra.
- 15:09É a base da teologia dele, nasceu ali.
- 15:12Mas olha, o terror psicológico dessa noite não acabou com esse
- 15:16resgate, não. Não tem mais.
- 15:18Porque quando ele abre os olhos no quarto, ele vê a avó do lado
- 15:22da cama e ele relata que disse Pra Ela algo tipo Vovó, eu tô
- 15:27indo de novo e dessa vez eu não vou voltar.
- 15:30Nossa, ele. Ele sabia o que estava
- 15:32acontecendo e a mãe dele, eu li que a mãe dele estava na varanda
- 15:35chorando e orando muito alto. Tão alto que os vizinhos e o
- 15:38trânsito da rua pararam e. E lá dentro do quarto, ele
- 15:41começa a deixar um Monte de mensagem que despedida pede
- 15:44perdão para a família, se despede dos irmãos.
- 15:46Ele ele tem uma clareza absurda de que ele está morrendo em
- 15:49lupe. Em lupe, é porque aí o coração
- 15:52dele para pela segunda vez, sim. O ciclo recomeça inteiro.
- 15:56E ele sofre a mesma queda. A mesma queda, a mesma escuridão
- 15:59densa, a. A mesma criatura esperando no
- 16:02fundo o mesmo toque no braço e de novo aquela voz em outro
- 16:05idioma, ecoa e treme o abismo todo pra resgatar ele.
- 16:08Aí ele volta pro corpo, respira, fala com a família de novo.
- 16:12E o coração para de novo, pela terceira vez, é.
- 16:16Olha, a mente humana suporta muita coisa, mas a repetição
- 16:22sistemática de um terror desses tipo quebra qualquer resistência
- 16:27que você tenha. Quebra sim.
- 16:29E na terceira descida, o psicológico dele chega, hã?
- 16:32No limite do desespero, da clareza.
- 16:34Como assim da clareza? Ele relata que nas 2 primeiras
- 16:38quedas ele até achou que bom, talvez fossem só alucinações,
- 16:43mas na terceira vez, despencando sem parar naquela escuridão
- 16:47sufocante, a realidade esmagou ele.
- 16:50Bateu desespero real? Ele entendeu que não tinha
- 16:53saída. Que o corpo lá em cima estava
- 16:56morto e que a condenação eterna era o destino final dele mesmo.
- 17:00E nesse pavor total, ele ele tenta usar a única defesa que
- 17:03ele conhecia no mundo físico, que é muito, muito louco de
- 17:09pensar. Enquanto ele caía, ele gritou,
- 17:13Deus, Deus, eu pertenço à igreja.
- 17:16Eu fui batizado nas águas, sim. É brilhante e trágico ao mesmo
- 17:20tempo, né? É?
- 17:21É como se ele tivesse tentando mostrar a credencial do clube.
- 17:24Como se está matriculado na Igrejinha local, servisse como
- 17:27um passaporte diplomático ali no abismo.
- 17:30E é uma constatação de uma crueza teológica absurda.
- 17:34Ali, no meio Do Nada, ele foi forçado encarar que a filiação
- 17:37religiosa não valia de nada. Zero peso.
- 17:40A única resposta que ele ouviu para esse a esse currículo
- 17:44religioso dele foi o próprio eco da voz batendo nas pedras,
- 17:48ninguém apareceu para salvar ele só porque ele era membro da
- 17:51igreja. Para fazer uma analogia.
- 17:54É como você tentar passar o seu cartão de crédito a num terminal
- 17:58de outro país que não aceita sua Bandeira.
- 18:00Sabe ótimo exemplo, é bem isso. Aquela moeda de troca que era
- 18:04tão valiosa na sociedade cristã do Texas, não valia um centavo
- 18:09naquela dimensão. O status dele derreteu no
- 18:12escuro. E aí, pela terceira vez, a
- 18:14criatura agarra ele. Meu Deus.
- 18:15Ele sentiu que era o fim absoluto.
- 18:18Mas de novo, a voz ecoou, abalou o inferno e ele começou a ser
- 18:23puxado para cima. Só que dessa vez, enquanto ele
- 18:26estava subindo pela escuridão, alguma coisa muito fundamental
- 18:30mudou dentro dele. As regras do jogo mudaram.
- 18:33Ele entendeu o jogo. Ele abandonou a defesa
- 18:35institucional, sabe o desespero, ensinou para ele o que era
- 18:39rendição de verdade. Ele parou de gritar que era
- 18:43batizado e ainda em espírito, lá na escuridão, ele começou a
- 18:47clamar. Real.
- 18:49Ele pediu Socorro, pediu misericórdia divina pura,
- 18:53reconheceu que estava perdido e pediu tipo pros pecados serem
- 18:56perdoados. De fato, foi uma entrega
- 18:59totalmente crua e a despida de orgulho.
- 19:02O que bom nos leva para o clímax de tudo isso, né?
- 19:06Em termos de horário, o relógio lá na casa da vó dele marca 19 e
- 19:1040. É chocante isso.
- 19:12Porque, cara, significa que que todo esse terror, as 3 mortes,
- 19:15as quedas, tudo aconteceu numa janela de só 10 minutos?
- 19:1910 minutos. E aí ele reentra no corpo físico
- 19:23e no exato segundo que ele acorda, ele termina a oração que
- 19:27ele tinha começado lá na escuridão.
- 19:29A voz física dele fala as palavras em voz alta no quarto.
- 19:32E o povo que estava na rua, né? Com o trânsito parado, ouvindo o
- 19:35choro da mãe dele, eles acharam que aquilo era a os últimos
- 19:39suspiros dele. O.
- 19:40Estertor da morte. Isso e metaforicamente, aquele
- 19:43garoto frágil que confiava no batismo da igreja para se
- 19:49salvar. Ele de fato morreu ali, né?
- 19:52Para para dar lugar a outra coisa.
- 19:54Então, o que que isso tudo significa na prática?
- 19:57Porque depois que ele diz o amém final, em voz alta, ele descreve
- 20:0111. Sensação física muito peculiar
- 20:06é, ele disse que ele sentiu fisicamente um peso colossal
- 20:11rolar de cima do peito dele, e ele estimou esse peso.
- 20:14Ele disse que era o equivalente a 2 t sumindo no ar e me chama
- 20:20muita atenção que um garoto tão raquítico.
- 20:23Que devia pesar quase nada, né? Exato, o menino paralisado, que
- 20:26mal tinha músculo para virar o pescoço.
- 20:28Ele usa a métrica de uma massa física gigantesca, esmagadora,
- 20:33tipo 2 t para tentar explicar o tamanho do Alívio espiritual e
- 20:38psicológico de ter nascido de novo.
- 20:41Se a gente conectar isso com tudo que a gente avaliou hoje,
- 20:45fica muito claro como o eixo do pensamento dele virou de ponta
- 20:49cabeça às 19 e 40. Ele sobreviveu ao terror
- 20:53absoluto e não foi com o ritual automático da religião.
- 20:56Não. Foi com 11 clamor interno de
- 21:00entrega radical e a virada histórica aqui é é o cenário que
- 21:04ele encontra quando abre o olho de vez.
- 21:06Porque, bom, externamente não mudou absolutamente nada.
- 21:10Exatamente, passou das 19 e 40 e o corpo físico dele ainda tava
- 21:15lá, imóvel. Preso no lençol suado da cama?
- 21:18Paralisado igual. Fundo paralisado da cintura para
- 21:21baixo e o coração ainda era aquele coração desenganado pela
- 21:26meo clinic AAA medicina não mudou o prazo de validade dele
- 21:30para antes dos 16. O mundo material não recuou 1
- 21:34mm. Mas por dentro.
- 21:37Por dentro, na mente, na experiência deles, de 15 anos,
- 21:40ele tinha acabado de ganhar a maior guerra da existência dele.
- 21:44A fundação de tudo que ele IA construir no futuro, aquela
- 21:48crença inabalável Na Na autoridade do espírito sobre as
- 21:51circunstâncias terrenas, tudo isso foi forjado naqueles 10
- 21:56minutinhos no escuro e no Alívio daquelas 2 t sumindo.
- 22:01Sabe quando a gente olha para esses 10 minutos no Texas?
- 22:04Ali, em 1933, dá para perceber que é totalmente impossível
- 22:06separar a teologia Futura que o reding construiu dessa noite de
- 22:10terror e abismo. Uma coisa está intrinsecamente
- 22:15amarrada na outra. Estão presas para sempre e isso
- 22:20acho que deixa a gente com um pensamento bem provocativo para
- 22:24fechar nossa investigação hoje, né?
- 22:26Manda porque pensa bem. O que que acontece com a
- 22:31essência de uma mensagem a com a gravidade de uma teologia?
- 22:37Quando ela nasce no fogo e no terror de um cara que sentiu a
- 22:41morte física e a condenação esmagando ele, e aí as décadas
- 22:46passam, viram sucesso global e essa mesma teologia é a diluída,
- 22:55sabe? Empacotada e entregue de bandeja
- 22:59para gerações de líderes que cresceram sentados no conforto.
- 23:03Do ar-condicionado e de bancos acolchoados na igreja sem nunca
- 23:07terem sido forçados de fato a encarar a própria escuridão, é.
- 23:11Investigar o passado não é atacar a igreja, é aprender com
- 23:15aquilo que ela não pode repetir. Série porão da igreja global,
- 23:20uma série na mesa com el. Se você curte o nosso conteúdo,
- 23:23segue a gente. Deixa sua avaliação na
- 23:26plataforma e continua com a gente nessa descida profunda
- 23:29pelos segredos e histórias da igreja global até o próximo
- 23:32episódio.