Latest / Helena, o podcast tá pronto / Gente lerda #93
Transcript
- 0:00Helena, o podcast tá pronto. Dona Helena, eu não te dou esse
- 0:05tipo de intimidade. Me desculpe, dona Helena.
- 0:09A senhora vai querer mais alguma coisa?
- 0:12Ouça o episódio, depois se recolhe.
- 0:15Pobretona! Olá, ouvintes.
- 0:29Eu sou a Alana Azevedo. E eu sou a Raíla Azevedo.
- 0:32E olha, se você tem uma pessoa lerda na sua vida… Ou se você é
- 0:37a pessoa lerda… Fica aqui que esse episódio é pra você se
- 0:41identificar ou, no meu caso, recordar algumas raivas.
- 0:45Porque tem umas lerdezas que são simplesmente, assim, o ápice do
- 0:50nosso teste de paciência. Ah, mas tem umas que a gente se
- 0:53diverte, que são engraçadas. tem algumas que provocam frouxos de
- 0:58risco, como dizia a vovó igual do meu amigo eu não vou falar o
- 1:02nome dele porque eu ia perguntar se eu podia contar essa história
- 1:06e falar o nome dele mas como eu não perguntei, eu vou contar a
- 1:08história mesmo assim porque ele é meu amigo, ele tem que me
- 1:11ajudar no podcast com a história também cara, ele fez um curso de
- 1:16barbeiro, né Cortar cabelo, essas coisas.
- 1:19Ele fez, beleza. Há um tempo.
- 1:21Há um tempo. Não é muito tempo, mas ele fez.
- 1:24Ele tava procurando emprego, né? Fora disso, procurando emprego.
- 1:29Aí ele conseguiu um emprego de carteira assinada e tal.
- 1:32E aí, na primeira semana do serviço, ele… Deu uma batidinha
- 1:38com o carro da empresa. Foi guardar da garagem e deu uma
- 1:41batidinha. Ele falou que dependendo, assim,
- 1:44olhando o carro inteiro, ela não ficou tão… Se você comparar com
- 1:48o carro todo, não ficou tão ruim.
- 1:50Aí, beleza. Depois de um tempo, o chefe
- 1:53dele, que não mora aqui, chegou lá pra conhecer ele, né.
- 1:57Aí virou e falou assim, ah, você que é o barbeiro… Aí ele pensou
- 2:03assim, nossa, como é que ele sabe?
- 2:05Eu não botei no meu currículo. Aí ele virou e falou assim, ah,
- 2:09eu fiz o curso, mas não exerci. Aí o cara, não, eu tô falando do
- 2:13barbeiro que você bateu com o carro, né?
- 2:15Eu falei, gente… Ele quis enfiar a cara no chão, né?
- 2:19Se eu estivesse na hora, eu ia ter um ataque de riso.
- 2:22E ele tava sozinho ou alguém ouviu?
- 2:25Agora, eu não sei se ele tava sozinho.
- 2:27Eu espero que sim. Pra ele não ter passado essa
- 2:30vergonha só na frente do cara. Mas, gente… É claramente coisa
- 2:35que eu faria. Você faria.
- 2:37Eu faria, né, que todo mundo já sabe, é do Vade Mekon, que eu
- 2:41achava que era Fred Mercury. É tipo isso.
- 2:44Acontece. Nós, pessoas meio lerdas… Vocês
- 2:48têm essa dificuldade, né, Pri? Eu sou um pouco.
- 2:50Igual teve uma história de um menino lá do bairro, né?
- 2:54Que ele tava organizando uns documentos pra apresentar em
- 2:57algum lugar. Não sei se era...
- 2:59Não, acho que era pra fazer... Levar pra...
- 3:03No emprego. Ah, é.
- 3:04E ele tava precisando de uma coisa, né?
- 3:07Aí os meninos começaram a zoar com ele.
- 3:09Tá faltando aqui, ó, seu atestado de óbito.
- 3:11Aí ele, ai, meu Deus do céu. Cadê sua certidão de óbito?
- 3:14Cadê sua certidão de óbito? Ai, minha mãe não falou que eu
- 3:16precisava disso. Ele falou, pô, minha mãe não
- 3:18botou Não tô na minha pasta, não.
- 3:19Ficou desesperado. Procurando a certidão de óbito
- 3:24dele. Eu achei maldade isso.
- 3:26Tadinho, né. Ele ficou ainda mais da hora que
- 3:28tava prestes pra ir fazer o negócio lá.
- 3:31É, esses dias também se mandou uma de um print no Facebook.
- 3:36Gente, tava assim no grupo do Facebook, né.
- 3:39Porque você sabe que eu sou adepta ainda ao Facebook.
- 3:42Aí eu tava vendo lá, mas eu tava procurando, é… Pessoa que aluga
- 3:47esses peg e monte de aniversário.
- 3:48Que eu já tô começando a ver o negócio do Eduardo.
- 3:50Peg e monte? Você nunca viu?
- 3:52Não. Peg e monte é quando você vai
- 3:54fazer um aniversáriozinho simples ou na sua casa.
- 3:58Você aluga o painelzinho pequenininho e você monta a
- 4:01ornamentação. Ah, você que monta.
- 4:03É, você pega e você monta. Por isso que chama peg e monte.
- 4:09Aí, tinha uma menina que ela postou assim, procuro pedreiro
- 4:14para atuar em obra no Aterrado, que seja de Volta Redonda.
- 4:20Aterrado é um bairro daqui de Volta Redonda.
- 4:21É um bairro daqui de Volta Redonda.
- 4:23Aí ela falou, procuro pedreiro. E o Ida falou, obra… Aí, um
- 4:27rapazinho muito do Simpático comentou assim.
- 4:31Sou padeiro há vinte e cinco anos.
- 4:34Faço ótimos bolos, padeiro e confeitaria.
- 4:38Pode chamar, vem de zap. Coitado, ele devia estar sem o
- 4:41óculos dele ali. Mas aí eu fui no perfil, ele não
- 4:45usava óculos porque não tava nenhuma foto com ele.
- 4:47O chiqueiro foi... Às vezes é...
- 4:49É, é confundido, né? Trocou a palavra ali.
- 4:50Confundiu. Mas aí eu fiquei assim, falei,
- 4:53ah, tadinho. Aí ela botou, não, amigo, é só
- 4:56pra obra mesmo. Ela foi educada, né?
- 4:59Ela foi educada, né? Mas deve ter tirado o print e
- 5:01ter mandado ali na família. Mas tem coisa que...
- 5:04Igual eu, contando aqui no podcast.
- 5:06Verdade. Esses dias nada.
- 5:09Já faz um tempo. Eu vi uma menina...
- 5:11Ai, agora eu não vou me recordar.
- 5:13Mas se vocês colocarem no... Se quiserem pesquisar depois o
- 5:16vídeo. Colocarem lá na busca do TikTok.
- 5:19Menina, assovia e pizza irmão. Talvez apareça.
- 5:25Talvez apareça, não sei. Porque eu não achei o vídeo a
- 5:29tempo aqui pra colocar. Mas ela tava contando que o
- 5:32irmão dela era do Rio. Ela foi visitar o irmão...
- 5:36E aí pode ser que eu esteja alterando alguma coisa ou outra
- 5:39da história, porque não vou me lembrar ao certo.
- 5:43Mas enfim, ela tava lá e ela falou, ó, de vez em quando eu
- 5:45gosto de fazer uma graça, quando eu tô com a família.
- 5:48Fui e comprei uma pizza. Aí tamo esperando, pá, de
- 5:52repente, motoqueiro vai, buzina, a pizza chegou.
- 5:56Meu irmão já foi todo feliz com o meu cartão, porque ela tava lá
- 6:00bancando, né? Desceu pra pegar a pizza,
- 6:02sorrisão de orelha a orelha. Tudo, né?
- 6:04Chegou. Fartura, vamos comer.
- 6:07E aí tá, chegou. Na hora que ele subiu, aí ela
- 6:10contando. Só que ela conta muito bem.
- 6:12Ela falou, ele subiu com a cara que parecia que tinha acabado de
- 6:16voltar de um velório. Tipo assim.
- 6:19Tipo assim, a pizza assim na mão.
- 6:21Amuado. E assim, amuado, cabisbaixo.
- 6:25E ela falou, não lembro o nome dele, fulano, o que que houve?
- 6:28E ele assim, ó, pressão baixa, oito por cinco, foi e falou que
- 6:33o... Não lembro agora ao certo como
- 6:35que ela contou, mas eu vou resumir aqui.
- 6:37Que o motoboy foi, pegou o cartão dele, passou, tá lá,
- 6:42aprovado. Aí olhou pro menino e virou e
- 6:44falou assim, a Sofia? E aí o menino foi e fez...
- 6:48E aí, o motoboy virou e falou assim, a sua via.
- 6:53E ele não entendeu e de novo fez.
- 6:55Lançou o sabiá, não é? Sabiá lá na gaiola, fez um
- 6:59buraquinho. E aí, minha filha, o motoboy
- 7:02olhou bem no fundo dos olhos dele e falou, quer a sua via?
- 7:09e que aí nesse momento o mundo dele caiu eu deixava a pizza lá
- 7:15e eu ia virar as costas e eu nunca mais ia voltar e aí a
- 7:19menina contando é muito engraçado e que ela ficou
- 7:23indignada não é que ele assoviou tipo assim, por que caralho você
- 7:28vai, um motoboy pede pra assoviar e você nem questiona e
- 7:34na mesma hora você vai e assovia Ele nem pergunta, hã, o quê?
- 7:39E que essa foi a história. Mas também, às vezes ele...
- 7:42Porque se falasse assim pra mim, assovia.
- 7:44Eu ia questionar, né? Eu ia falar, o quê?
- 7:47Assovia? Você ia perguntar.
- 7:49Eu ia apagar o mico de perguntar.
- 7:51É, mas é melhor. ficar igual um passarinho lá cara, eu fiquei
- 7:57imaginando ele com a pizza na mão e soltando um assovinho na
- 8:01frente do motoboy isso daí ó, piada pra na empresa o cara deve
- 8:06ter saído dali e mandado um áudio, vocês não vão acreditar
- 8:09gente, o motoboy passa por cada uma e aí que o motoboy no fundo
- 8:13dos olhos dele falou quer a sua via se fosse o meu do boy eu ia,
- 8:19meu riso frouxo eu ia falar, menino não tô mandando você
- 8:22subir a não, toma aqui você quer a sua via eu ia morrer de
- 8:28constrangimento a verdeza faz a gente passar por isso não tem
- 8:31jeito E agora tem uma coisa que eu não sei se é uma expressão
- 8:35que veio da nossa família, ainda no assunto de gente lerda, ou se
- 8:39é de domínio público, conhecimento que era coisa de
- 8:43novela. E aí agora eu vou falar que se
- 8:46for da nossa família, eu posso estar expondo.
- 8:49É, a pessoa, né, com certeza não é viva, deve estar falecida já,
- 8:56mas e se for? É uma expressão que quando a
- 8:59pessoa tá muito assim, devagar, aí a gente fala lá em casa.
- 9:02Ê, nenete lezeira! Já fui chamada muito de nenete
- 9:06lezeira. Só me vem chamar a linha aqui,
- 9:09ó. Nenete lezeira, me chamou.
- 9:11E aí é isso, pra quando tem uma pessoa que é lerda, a gente
- 9:14chamava de nenete lezeira. Eu vou até agora, gente, vocês
- 9:17me desculpem, vou fazer uma pesquisa aqui no Instituto
- 9:19Massachutts. Vou pesquisar sobre essa palavra
- 9:25pra ver se aparece alguma coisa. Não veio nada aqui na minha
- 9:28busca relacionada à Nenete Lezeira.
- 9:31Então era alguém da família. Mas assim, se for alguém que…
- 9:34Alguém de verdade. Que já se passou dessa pra
- 9:36melhor, a gente tá contando de uma história.
- 9:39É. E é uma homenagem, porque
- 9:41fizeram homenagem à Nenete. E me chamavam de Nenete Lezeira.
- 9:45Que era a Nenete Lezeira. Mas eu sou, gente.
- 9:48Eu sou a Nenete Lezeira demais. De rir, de uma piada muito tempo
- 9:51depois. Eu sou daquela, se você me conta
- 9:53uma piada… Não é toda vez também, mas aí eu vou ficar
- 9:56assim. Ué.
- 9:58Igual quando você foi assaltada e demorou pra perceber que você
- 10:01tava sendo assaltada. Eu fui assaltada, mas ele não
- 10:04falou. Tipo assim, ele ficou mexendo na
- 10:07blusa como se ele tivesse. Só que aí, ele me parou.
- 10:11Aí eu falei assim, o quê? Não entendi.
- 10:14Aí ele repetiu, porque eu achei que ele tava pedindo uma
- 10:16informação. Porém, a nené chinesera aqui,
- 10:19meu amor, viu um carro. Aí que eu entendi que era um
- 10:23assalto, eu vi que tava vindo um carro.
- 10:25O que que eu fiz? A cena. levantei as duas mãos
- 10:29pro alto tipo assim, com o celular, coloquei no chão e
- 10:32tipo, olhando pros lábios pra quem passava lá ela está sendo
- 10:36assaltada aí ele pegou e foi embora e esse carro, o cara
- 10:40falou assim você foi assaltada? peraí E foi correndo atrás do
- 10:45motoqueiro. Conseguiu pegar?
- 10:46Não conseguiu. Mas eu fiquei com pena.
- 10:48Ele deve ter passado é raiva. Com pena não, porque ele me
- 10:50assaltou, era meu. Era meu o celular.
- 10:53Mas ele tava assim… Aos frangales.
- 10:56Aos frangales. Aí ele até me abriu a porta,
- 10:58porque eu ganhei um outro. Porque ficaram com pena de mim.
- 11:01E te deram. Aí me deram um outro celular.
- 11:03Porque ele tava bem ruim. Mas eu assim, fiquei lá tipo…
- 11:07Passou tudo na minha cabeça. Primeiro eu pensei que era
- 11:10alguma pegadinha. Eu falei assim, não, não tá
- 11:13acontecendo. Quando você é assaltada pela
- 11:15primeira vez, você não acredita que isso tá acontecendo com
- 11:19você. E eu tenho mania de tudo
- 11:21perguntar, hã? E perguntei isso, falei, hã?
- 11:24Hã? Hã?
- 11:29Aí eu perguntei, falei, ah, não entendi.
- 11:31Aí ele falou, é um assalto daquele jeito.
- 11:34Eu não tenho muito lugar de fala.
- 11:36O problema é, às vezes, pra entender o que a pessoa tá
- 11:39falando. Sim, eu tenho.
- 11:40Às vezes demora, né? Fala uma coisa, eu entendi
- 11:43outra. Mas eu não sou uma pessoa lerda.
- 11:46Não sou, simplesmente sou. Não é, né.
- 11:48Não, você não é. Não sou.
- 11:50Eu sou… A última… Não sou mesmo, eu sou prática pra caramba e não
- 11:53sou lerda, gente. Não tenho isso.
- 11:54Não tenho lugar de fala. Uma coisa que eu sou muito
- 11:56lerda, gente, é negócio de troco.
- 11:59Você vai no mercado e a mulher fala, você tem não sei o quê,
- 12:01que aí eu te volto os cinquenta e você me dá… Ah, isso daí nem
- 12:04eu entendo, Pri. Aí eu comprei um salgado e deu
- 12:09Rp. Rp.
- 12:10Rp. Rp.
- 12:11Aí eu dei uma nota de Rp. Rp.
- 12:13Pra mulher. Eu falei, ah, eu tenho umas
- 12:16moedinhas aqui. Vou dar Rp.
- 12:17Rp. Pra ver se ajuda.
- 12:19Aí eu falei, moça, tem Rp. Rp.
- 12:21E ela, não, não. Daí até me atrapalhou.
- 12:25Falou assim. Ou seja, uma nenete encontrou na
- 12:28outra, né. Porque ia ajudar ela.
- 12:31Eu guardei a minha moedinha na minha bolsinha.
- 12:34Que o menino chamou de velha. Que o menino no mercado, né, que
- 12:39eu contei. Que o menino chamou minha
- 12:41bolsinha de velha. Falou que era de velha.
- 12:43Aí eu guardei ela. Falei, então tá.
- 12:45Minha vontade de falar. Então tá, vagabunda.
- 12:47Então não vou te ajudar, ué. Você achando que tava abalando a
- 12:49boca do Bangu, né? E ela tava… E ela falou, não,
- 12:52você me atrapalha. Ô, Pri, o papo tá bom.
- 12:55Mas como eu disse, eu não tenho muito lugar de fala nas
- 12:57histórias de Nenete. Vamos chamar os nossos ouvintes,
- 13:02as nossas Pris e os nossos Pris pro nosso… Cafézinho com a
- 13:07audiência. Eu vou começar com a do Matheus.
- 13:16Lembro de uma pessoa que só Deus na causa.
- 13:19Eu ia começar em um novo emprego.
- 13:22Era uma agência de publicidade e eu seria o atendimento digital.
- 13:26A menina que estava de saída ficou de me ensinar e passar as
- 13:30coisas dos clientes. Porém, ela era muito lerda.
- 13:34Ela me ensinava as coisas como se eu fosse idiota e os clientes
- 13:38falavam com ela e ela não entendia as demandas.
- 13:41Como ela me ensinava tudo do computador dela, então eu via
- 13:46tudo e entendia na hora o que foi pedido e ela não.
- 13:49Aí eu tinha que fingir que não tinha entendido até ela
- 13:54entender, porque ficaria muito na cara que ela era lerda.
- 13:58Quando ela saiu, fiz tudo na santa paz e tranquilidade.
- 14:02Depois descobri que a fama dela na agência era essa, de ser
- 14:05lerda. Eu acredito, na minha opinião,
- 14:09no meu interior, que tá aí o motivo dela ter saído da
- 14:14empresa, de ter se desligado. Mas assim… Eu sou uma pessoa
- 14:17lerda, mas eu também não sou lerda em todos os aspectos, não.
- 14:21No serviço, não era lerda, não. Tipo assim, vou passar um trampo
- 14:25pro outro aqui, vamos lá. Sim, age.
- 14:27Tem gente que, né… Que é mais devagarzinho.
- 14:29Bem lentinho. Eu vou ler agora do Eric
- 14:32Almeida. Ah, tenho várias, porque no caso
- 14:35o Eric é a pessoa lerda. Só no escritório eu falei
- 14:39obrigado pro dispenser de sabonete com gente em volta.
- 14:44O dispenser de sabonete é aquele negocinho onde...
- 14:48Que aperta e sai. Gente, isso é típico.
- 14:51Obrigado pro dispenser de sabonete.
- 14:53É igual quando você tá num restaurante, aí você tá lá, mas
- 14:57geralmente é o garçom que fala isso.
- 14:59Aí você fala, ah, obrigada, bom trabalho.
- 15:01Ele fala, bom trabalho pra você também.
- 15:03E você tá ali no seu almoço. Às vezes é rápido, você sem
- 15:07querer fala. Às vezes a pessoa fala, ah,
- 15:09obrigada, também te amo. É, dá uma confusão mental, né?
- 15:13Tem coisa que… Eu já vi uns memezinhos mais estranhos, que é
- 15:17do tipo, você sai e fala pro cachorro, ai, obrigada.
- 15:21Aí o cachorro fala, bom trabalho.
- 15:23Aí você fala pro cachorro, pra você também.
- 15:25Aí o cachorro fica… Pra mim também.
- 15:28Aí o cachorrinho, maior situação de escritório.
- 15:31Ô, Eric, mas você não é uma pessoa lerda.
- 15:33Você é uma pessoa educada, que você tem até empatia com o
- 15:36dispenser do… Coisa. Porque eu já pedi desculpa
- 15:39também. Quando eu bati, tipo, num sofá.
- 15:42Ai, desculpa. Isso daí vai da educação.
- 15:44Desculpa pro sofá. É, ué.
- 15:46Já aconteceu. Mas na maioria das… Aí quando me
- 15:49machuca, eu xingo ele. Falo, piranha, vagabundo.
- 15:52Isso daí eu faço. Outro… Agradecer não, ser
- 15:56educada não. Desculpa, depois eu falo.
- 15:58Isso aí é porque a gente é muito… Coração muito bom.
- 16:02Vamos agora então pra do Patrick.
- 16:04O menino que eu fico confundiu o Bob Esponja com o Patrick
- 16:08Estrela. E isso pra mim é muito doido.
- 16:11Porque o Patrick Estrela é literalmente uma estrela.
- 16:15E o Bob Esponja é literalmente uma estrela.
- 16:18Gente, aí… Isso daí foi muito lerdo da parte dele mesmo.
- 16:21Não tem como. O que eu já confundi de Bob
- 16:24Esponja, sim. Quando eu não conhecia a
- 16:26personagem Sandy. A Sandy.
- 16:30Eu cheguei a achar que era a Sandy.
- 16:32Que ia participar do Bob Esponja.
- 16:33Fazer uma participação especial. É bem assim que estou.
- 16:37O Eduardo já tá na fase de gostar de Bob Esponja.
- 16:40Ele gosta. É.
- 16:41Hoje mesmo ele falou Bob Esponja.
- 16:43Ele fala Bob Esponja. Aí, outra pessoa lerda que não
- 16:45sabe falar o Bob Esponja. Ah, uma criança de dois anos não
- 16:48sabe falar direito. Que mundo é esse?
- 16:52eu vou ler a do Alexandre Pris, em dois mil e treze eu quase
- 16:57perdi o vestibular da federal porque eu perdi a identidade
- 17:00pela terceira vez não conseguia fazer a nova via porque em todos
- 17:04os lugares estava escrito que só emitia a segunda via e não
- 17:08achava nada falando da terceira Primeiro, minha mãe riu de mim.
- 17:14Segundo, que ela me chamou de burro, porque passou da primeira
- 17:18via, todas as outras seguintes são somente a segunda.
- 17:23E não existe terceira ou quarta via.
- 17:27Ó, Alexandre, mas eu vou confessar.
- 17:29Faz sentido. Que esse é o tipo de lerdeza que
- 17:32talvez eu cometeria também. Eu com certeza.
- 17:35Ó, tipo, eu já fiz a minha primeira, já fiz a minha
- 17:38segunda. Será que eu vou ter que fazer a
- 17:40terceira via? É uma coisa que eu faria.
- 17:42Pô, gente, eu era lerda, mas eu acho que não é lerda.
- 17:45Isso daí é pessoa que não tem… Relaxada.
- 17:48Relaxada. Porque eu perdia tanto minha
- 17:51identidade. Tanto.
- 17:53Só que aí eu perdia, mas eu sempre encontrava.
- 17:55Aí teve uma vez que foi um cara desmontar o guarda-roupa pra
- 18:01manter em outro lugar. Eu lembro.
- 18:02Pois ele veio e falou… Aqui, sua identidade.
- 18:06Tava debaixo do guarda-roupa. O montador que achou.
- 18:10E eu fiquei numa felicidade que eu já tava falando.
- 18:12Nossa, vou ter que ir no Detran. Vou ter que ir lá fazer o… E é
- 18:15uma chatice. Nossa, inclusive eu preciso que
- 18:18a minha tá podre. Eu tô com vergonha de mostrar.
- 18:21Quando a pessoa fala assim, ah, toma sua identidade aqui.
- 18:24Teve um dia que eu fui comprar um antibiótico.
- 18:26Aí a menina, eu dei minha identidade.
- 18:28Ela falou, ah, sua identidade. Aí eu dei.
- 18:30Aí ela foi, chamou outro e falou, fulano, esse aqui serve?
- 18:34esse lixo aqui a gente pode adentrar porque tá toda, mas dá
- 18:37pra ver o número mas eu tenho que fazer outro eu tô sem, né,
- 18:41porque eu perdi a minha identidade mas eu tô usando a
- 18:45CNH, só que até hoje eu não tive problema em lugar nenhum, porque
- 18:48minha CNH tá vencida, só que eu uso ela como documento de
- 18:52identidade tá lá, é documento oficial, então assim, não tem
- 18:57problema aí eu vou ter que fazer uma nova porque eu não tenho
- 19:00CNH, né Eu acho que eu não vou fazer identidade segunda via,
- 19:04não. Sabe por quê?
- 19:05Eu pretendo renovar a minha CNH. E aí, é isso.
- 19:10É o documento. Eu já tenho ela no digital aqui,
- 19:14ó. CNH digital.
- 19:16Tem o papelzinho também, então aí já resolve.
- 19:18Tá ótimo. Entendeu?
- 19:19Porque vale como identidade, né? É, eu não tenho uma CNH pra
- 19:23chamar de minha. Mas vai ter.
- 19:24Tem que trabalhar o meu medo. Tem que trabalhar, Pri.
- 19:27Mas eu acho que isso aí vai ser muito bom pra você.
- 19:29Com o Eduardo, às vezes o Pedro não pode e tal.
- 19:32Você pega ali, ó, o carro e só vai.
- 19:34Vai, eu quero dar. Quero sair o… Quero dar, não.
- 19:37Resolver… O que Jesus acharia disso?
- 19:41Quero ir na... Deixei o Eduardo na creche.
- 19:43Ai, tem que resolver umas coisas lá.
- 19:45Tem que ir lá no shopping, tem que ir lá não sei aonde.
- 19:47Pego o carro, vou e volto. Vou agora pra da Jéssica.
- 19:52Minha amiga viu um casal caminhando em uma avenida e
- 19:55disse para o namorado dela... Olha que fofo, parece nós dois
- 19:59no início de namoro passeando. Detalhe, ela tava sem óculos e
- 20:04não enxerga muito bem de longe. Olhamos para ver o casal e
- 20:08adivinhem, era ninguém mais, ninguém menos que o ex tóxico
- 20:12dela com a atual namorada dele. Rimos sem parar.
- 20:15Gente… Isso daí não é uma pessoa lerda, é uma pessoa com
- 20:19astigmatismo e miopia. Ela não enxergou direito.
- 20:24Agora foi uma atriz coincidência do destino que a pessoa que ela
- 20:28falou que parecia ser os dois níveis de namoro era ninguém
- 20:32mais que o ex dela. E tóxica.
- 20:34A vontade é falar assim, menina, corre.
- 20:36Corre. Vou te dar um aviso.
- 20:38Fuja! Fuja dessa.
- 20:40Vai, quem avisa, amigo, é. Eu vou ler agora do Jefferson.
- 20:44Chamaram minha namorada pra um aniversário surpresa.
- 20:47Chegando lá com ela, logo estranhamos que não tinha
- 20:50ninguém. Pensamos que seríamos o primeiro
- 20:53a chegar. Pedi pra ela olhar a mensagem
- 20:55novamente do convite. Quando ela foi olhar a mensagem,
- 20:59ela viu que não ia ser no sábado, e sim na quarta.
- 21:03De alguma forma, ela assimilou de errado.
- 21:06Detalhe, o bar ficava a uma hora e quinze de transporte público
- 21:11da nossa casa. Nem ficamos no bar e fomos
- 21:14embora na hora de tanta vergonha.
- 21:16Nossa, imagina chegando e falando assim, ah não, eu vim
- 21:19pro aniversário da Raíla. Aí o cara, o dono, o atendente…
- 21:23Aniversário hoje? Aniversário da Raíla… Não tem
- 21:26ninguém aqui com esse nome que hoje vai comemorar.
- 21:29Agora, se ele não perguntou, eu falaria, já que a gente tá aqui,
- 21:33vamos tomar uma cervejinha, comer um… Nossa, ainda mais que
- 21:37tava longe de casa, né? Uma hora e quinze.
- 21:40Ah, eu acho que eu ia ficar. Você já fez isso, Pri?
- 21:43Confundir a data? Chegar mais cedo, ir trabalhar
- 21:47presencial num dia que era feriado. eu não tenho, mas o
- 21:51Pedro falou que ele tava no trabalho ele tava conversando
- 21:54com um frentista no posto de gasolina e falou assim aqui,
- 21:59você não tá na escala de hoje não isso daí já era dez e pouca
- 22:04dez e pouca da manhã vamos supor que ele pegou seis horas da
- 22:06manhã no serviço já era quinze pras onze aí ele falou, não pô
- 22:11eu tô sim, não sei o que aí o Pedro falou, você trabalhou
- 22:14ontem aí ele, trabalha aí ele pô, então hoje você tá de folga
- 22:18Aí o cara é mesmo o cara. E ele já trabalhando lá.
- 22:22Foi trocar de roupa e foi… Ah, eu não sei até que horas que ele
- 22:27ficava. Mas, por exemplo, se ele é
- 22:29trabalho… Já tava ali, é. Se já tava oitenta por cento ali
- 22:34da carga horária, eu ia terminar.
- 22:35Mas vai que o patrão não… Vai que o patrão não… Tipo assim,
- 22:39ah, você veio porque você quis. Tá na sua folga.
- 22:40Pode ser que tem patrão que é filho da outra. pode ser isso
- 22:44daí eu acho que eu nunca fiz não sabe uma coisa que eu lembrei
- 22:48enquanto você tava falando aí que não sei se é lerdeza ou
- 22:51confusão mental mas teve uma vez que eu tava acho que na oitava
- 22:55série que eu lembro disso inclusive eu fui dormir cedo E
- 22:58aí, a hora que eu acordei, eu achei que eu já tava super
- 23:01atrasada, que eu nem olhei, eu só falei assim, meu Deus, tô
- 23:04muito atrasada. Entrei no banho, e aí minha mãe
- 23:07acordada não entendendo nada, tipo, aí o pessoal lá de casa,
- 23:10tomei banho, me arrumei, aí quando eu tava pra colocar o
- 23:13uniforme, a mãe falou, o que você tá fazendo?
- 23:15Era tipo assim, meia-noite, sei lá, uma hora da manhã, e eu
- 23:19achando que eu tava atrasada pro colégio, que era de manhã, mas
- 23:23ainda era noite, gente. Já aconteceu comigo.
- 23:25Deu também sair, me arrumar. Sair de casa pra trabalhar.
- 23:29Tipo, eu entrava nove horas. E aí, eu andei uns cinco
- 23:33minutinhos lá de casa, né? Aí, resolvi pegar o celular.
- 23:36Quando eu fui ver, era cinco para as sete.
- 23:39E eu entrava nove horas, né? E o serviço era pertinho de
- 23:42casa. Tipo assim, se eu andasse muito
- 23:44rápido, quinze minutos, quinze, vinte minutos, eu tava lá.
- 23:47Aí, eu voltei. E dormiu.
- 23:50Eu acho que eu não dormi, porque eu já tava naquela, já tava, já
- 23:53tinha saído, mas deve ter ficado enchendo o celular, enrolando,
- 23:57com muita raiva, né? Eu que não ia perder meu tempo
- 24:01andando. O que eu já fiz, que eu lembro,
- 24:03é ter ido trabalhar de bicicleta, esquecido
- 24:06completamente que eu fui de bicicleta, entrei no ônibus pra
- 24:09voltar pra casa, e quando eu tava, tipo, na metade do
- 24:12caminho, eu falei, não acredito. Não acredito que eu vim de
- 24:16ônibus, sendo que a bicicleta tava lá estacionada na rua
- 24:19ainda. Olha só.
- 24:20Então eu tive que voltar pra pegar a bicicleta.
- 24:24Essa foi minha história de lerda.
- 24:25Aí, tá vendo? Todo mundo tem um momento lerdo
- 24:27na vida, né? Não tem jeito.
- 24:29Eu vou agora ler a da Giovanna. Meu irmão tava andando distraído
- 24:34na rua de fone e simplesmente passou no meio de uma briga
- 24:39física e nem reparou. Isso daí, ó, eu fofoqueira,
- 24:43jamais aconteceria comigo. Mas imagina, a pessoa discutindo
- 24:46ali. Tá lá todo, né?
- 24:47Dá uma com licença aqui, meu amigo.
- 24:48Deixa eu passar. Eu já vi vídeos da pessoa, tipo
- 24:50assim, tá distraída e a pessoa tá assaltando.
- 24:53E tá lá, tem um senhorzinho no bar.
- 24:56E ele olhando, tipo, depois que ele parou, olhou.
- 24:59Por que tá todo mundo deitado? E aí era assalto.
- 25:02O que aconteceu que a gente já viu assalto, mas não foi de
- 25:05lerdeza, foi de cansaço. A gente voltando do famoso VR
- 25:08Folia, que era uma micareta, e aí a gente numa calçada assim,
- 25:12morto, voltando a pé, porque a gente era maluco, não sei porque
- 25:16que não rachava um táxi. Porque a gente bebia o dinheiro.
- 25:19É verdade, era por isso. E enfim, aí a gente voltando na
- 25:22pé, longe pra caramba. E aí um assalto acontecendo do
- 25:26outro lado da rua. A gente não tava nem com força
- 25:28pra correr. E a gente assim, tipo, o menino
- 25:30tá sendo assaltado. Se ele fosse ali pra assaltar a
- 25:34gente, ele ia levar. Ele ia levar todo mundo.
- 25:37A gente tava assim, morto, destruído.
- 25:39Só queria chegar em casa. É.
- 25:41Vamos pra próxima? Vou ler a do Arthur.
- 25:44Uma vez viajei com um contatinho pra Búzios.
- 25:47Desde o começo da viagem, tudo que eu falava tinha que repetir
- 25:51no mínimo duas vezes porque ele não entendia nada.
- 25:55Era tipo, troca a música do rádio.
- 25:58E ele, hã? E eu, troca a música do rádio.
- 26:03E eu ainda fiquei com fome de grosso.
- 26:06Pior era quando ele queria entender as situações desde o
- 26:09nascimento de um problema. Sendo que nem precisava saber
- 26:13tudo. Só o essencial.
- 26:15Aff. No final da viagem, terminei com
- 26:18ele. Porque eu tô irritada, gente.
- 26:20É um lerdo e uma pessoa sem paciência.
- 26:22Eu até falei com o Arthur. Falei, Arthur, eu sou meio lerda
- 26:25também. Tipo assim, às vezes você vai me
- 26:26falar uma coisa, eu falo, hã? Não entendi.
- 26:29Mas não tanto. Só que ele falou assim, não, mas
- 26:31era demais. Acho que eu também ficaria um
- 26:33pouquinho irritada. Irritada.
- 26:34Irritada. E ainda mais querendo saber,
- 26:35tipo assim, por que tem esse vazamento?
- 26:38Então, em mil novecentos e cinquenta e sete, construíram
- 26:40essa casa. E aí, um senhor veio aqui.
- 26:43Ah, pô. Eu acho que eu sou um pouco das
- 26:45duas pessoas. Depende.
- 26:46Eu sou a pessoa sem paciência. Eu sou a pessoa que, às vezes,
- 26:48fica assim, hã? Não, não entendi.
- 26:50Quê? É o quê?
- 26:52Hã? Porque eu tenho que fazer uma
- 26:53lavagem no meu ouvido. Também.
- 26:55Que eu não tô escutando muito bem, não.
- 26:57Eu também preciso fazer. Eu nunca fiz lavar.
- 26:59Acho que eu fiz uma vez só. Eu nunca fiz.
- 27:01Que eu enfiei um… Quando eu era criança, eu enfiei um lápis de
- 27:04cor. E a ponta do lápis ficou lá
- 27:07dentro. E a Dindinha limpava o nosso
- 27:09ouvido, lembra? Que a Dindinha limpava.
- 27:12E falou, o que é isso aqui? Um negócio duro.
- 27:14Aí eu fui no médico, né. Ele tirou e falou, Raíla… Você
- 27:18enfiou o lápis, a ponta do lápis.
- 27:21Eu falei, não sei. Criança, é tudo mesmo.
- 27:23Mas você lembra? Eu lembro.
- 27:25Foi uma ponta de lápis verde. Nossa, eu nunca fiz.
- 27:29Eu acho que eu tenho que fazer por causa da crise de sinusite
- 27:31que eu fiz. Eu acho que acabou afetando aí
- 27:33minha audição. Eu não lembro se, tipo assim,
- 27:36doeu. Eu sei que ele falou assim, ó,
- 27:39vai ser rapidinho. Eu vou agora ler a da Érica
- 27:42Arramada. Eu acho que você vai se
- 27:43identificar, Pri. Ela mandou assim, lerda e
- 27:47cansada. Mãe, né, um dia eu tinha chegado
- 27:50em casa e precisava levar a minha filha à aula de circo que
- 27:55ela fazia perto de casa. E cheguei cinco minutos antes.
- 28:00Então, na correria, fiz a mochilinha dela, coloquei o meu
- 28:03celular na mochila e fomos para o circo.
- 28:07Chegando lá, fui tirar a água para entregar para a filha e
- 28:12aproveitei para tirar o meu celular.
- 28:14E eis que eu tinha levado o controle remoto da TV de casa.
- 28:19Ela conta essa história pra todo mundo até hoje.
- 28:22E isso me nomeia como uma pessoa lerda.
- 28:25Mãe, né, gente? Mãe.
- 28:26Ó, na sexta mesmo eu tava indo levar o Eduardo, né.
- 28:29Eu falei, ai, vamos chegar cedo. Graças a Deus, eu não chego
- 28:32tarde com ele na creche, não. Mas a gente saiu um pouquinho
- 28:35mais cedo. Eu falei, vamos andando
- 28:36devagarzinho. Tô bem no meio do caminho, minha
- 28:39filha. Falei, ué… O que tá acontecendo
- 28:42aqui? Deixei a mochilinha dele todinha
- 28:44em casa. E só você e ele passeando.
- 28:46Só eu e ele. E eu falei assim… Sorte que é
- 28:48perto, né? Aí eu falei… Filho, mamãe
- 28:51esqueceu sua mochila. Vamos ter que voltar.
- 28:54Aí ele falou… Mamãe, você tá doidinha.
- 28:56Aham. Aí eu falei, eu tô doidinha,
- 28:59filho. Aí nesse mesmo dia, na hora de
- 29:02ir embora, eu tava saindo da creche.
- 29:04Falei, ai meu Deus do céu, voltei.
- 29:06Tinha esquecido a mochila, a canetinha dele.
- 29:09Na creche? Na creche, no mesmo dia.
- 29:11E eu não costumo, a primeira coisa que eu pego é a
- 29:13mochilinha. Mas esse negócio do controle, o
- 29:16que eu já fiz é que o Eduardo ganhou dois mordedores, tipo de
- 29:20controle, imitando um controle. Eu já peguei o controle e
- 29:25trocando. Quando eu fui ver, era o
- 29:27mordedor de Eduardo. Isso acontece.
- 29:30Realmente, mãe cansada, a mente fica esgotada, minha filha.
- 29:35Você já chegou a guardar coisa na geladeira que não era de
- 29:38geladeira? Tipo, guardar o celular na
- 29:40geladeira. Não, já aguardei.
- 29:41Acho que eu já até falei uma vez.
- 29:43Que eu tava saindo atrasada. Tava três todinhos, só que ele
- 29:47tava no plástico. Aí eu coloquei meu celular
- 29:50dentro pra poder tirar o todinho.
- 29:53Fechei a geladeira. Só que aí eu fui ligar pra
- 29:57alguém. Eu tava saindo e fui descer na
- 29:59escada lá de casa. E eu falando no todinho.
- 30:01Falando no todinho. Só que eu ainda tava dentro de
- 30:04casa. Eu falei, caraca!
- 30:06Aí eu voltei e abri a geladeira. O meu celular tava lá.
- 30:10Mas eu tenho mania de fazer assim, quando eu perco alguma
- 30:12coisa, eu vou olhar em lugares assim.
- 30:15Eu abro a geladeira, eu abro… Ainda mais com o Eduardo em
- 30:18casa. Quando ele fala, mamãe, cadê
- 30:20minha chupeta? Eu falo, meu filho, vamos ver
- 30:22onde que tá essa chupeta. Porque você coloca dentro… Teve
- 30:25um dia que ele abriu uma tartaruga de brinquedo e colocou
- 30:28um negócio lá dentro. E tava eu igual louca
- 30:31procurando. Igual aquele ovinho dele lá,
- 30:33capaz de ele colocar… Não, chave.
- 30:35Ele não pode pegar chave, não. Porque ele sai… Se jogar chave
- 30:39dentro do chiqueirinho… Já era. Ontem eu vi.
- 30:44O saudoso chiqueirinho. É, mas eu tô tentando arrumar.
- 30:47Tá, Pri. Eu não vou falar mais disso,
- 30:49não. Eu não quero ser aquela pessoa
- 30:50que só expõe aqui o chiqueirinho.
- 30:52Ele tem uma história e ele faz parte da sua vida.
- 30:55E uma utilidade também. Ele vai ser… Vai para outro lar.
- 30:59Vai para outro lar. Vai seguir para outro lar.
- 31:01Eu vou ler agora a da Ana Beatriz.
- 31:04Minha amiga e a irmã dela estavam andando na rua.
- 31:08Um moleque parou as duas e pediu pra passarem o celular.
- 31:11A mais nova começou a falar, nove, nove, dois.
- 31:14E aí minha amiga, a irmã mais velha, falou, é um assalto, sua
- 31:18burra, corre. E aí elas correram e ele não
- 31:21levou nada. Deve ter sido um dia bom ali do
- 31:24assaltante. Eu acho que ele falou assim, eu
- 31:25vou deixar. Um momento cômico, um momento
- 31:27cômico. Gente, é… Foi igual você, teu
- 31:30assalto também, né? Do meu assalto.
- 31:32Deu pra perguntar, ah, o quê? Só que eu não falei meu número.
- 31:35Ele falou, passa o celular. E ele mexendo aqui na blusa… Aí
- 31:39eu falei, não. Aí seria lerdeza demais.
- 31:42Ele não se encontrou pela minha beleza, não.
- 31:45Ele… É outra coisa. Eu vou encerrar agora com a da
- 31:48Maria Eduarda, que pra mim foi o auge.
- 31:52Minha neném, quando recém-nascida, tinha muita
- 31:55cólica. Certa vez, comentei com meu
- 31:58cunhado que precisava de um remédio de cólica pra neném de
- 32:02dois meses. E ele me perguntou, mas amiga,
- 32:05ela já menstrua? Fim de programa.
- 32:09Fim de episódio. Acabou.
- 32:10Fecha o cafezinho, né? Porque aí foi demais.
- 32:15Um bebezinho de dois meses. Graças a Deus o Eduardo não teve
- 32:19muita cólica. Não teve cólica.
- 32:21Mas ele teve muito gases. Eu acho que...
- 32:24Mas era... Quando ele soltava aquele pum
- 32:26dele, parecia que, ó... Na sua cara, você até ficava
- 32:28leve, né? Nossa, eu fiquei assim, ó.
- 32:31Ai, isso, filho, solta. Tá com saudade dessa fase dele
- 32:35piquititinho? Olha, eu fico vendo os filhos
- 32:38das minhas amigas que estão nascendo e me dá uma saudade.
- 32:41Eu olho e falo, ai, meu pituquinho.
- 32:43Aí eu fico vendo fotos. A mãe, né, faz parte.
- 32:48Agora estamos em outras fases agora, outros desafios.
- 32:53Outras gritarias, né? Muitas.
- 32:56Pri, então, bora pro nosso... Momento Refletindo, enquanto
- 33:01ouve o Tony Ramos tocar sax numa livraria do Leblon.
- 33:11Posso começar? Pode.
- 33:13Pois agora, puxando o assunto do bebezinho, essa noite eu sonhei
- 33:16que a minha mãe tava com um bebezinho no colo e a tia
- 33:19Cláudia virava e falou assim, ó, melinha, a Raíla não pode deixar
- 33:22o neném assim com você, não. E aí, falando assim, ela tem que
- 33:25ir também, ó, porque você tá cansada, olha quanto tempo você
- 33:28já tá olhando e tal. E aí, era isso.
- 33:31Meu amor blindado. Nada.
- 33:33Sonhei isso. Nada bala.
- 33:35O meu é que eu quero levar o Eduardo e vai abrir aqui em
- 33:41Volta Redonda. Vai inaugurar uma pizzaria de
- 33:43super-heróis. Aí eu quero ir, porque eu acho
- 33:46que ele vai adorar. Vai adorar.
- 33:47Se tiver o Homem-Aranha, então, minha filha, acabou.
- 33:49Mas tem brinquedo? Ou é pizzaria pra adulto?
- 33:52Não, é pizzaria, tipo, a melhor pizzaria para você querer voltar
- 33:56com o seu filho. Então é focado nas crianças.
- 33:59Nas crianças, é, porque eu só entro também numa pizzaria de
- 34:01herói se estiver com uma criança.
- 34:03Aí eu tava vendo um Instagram, pra mim agora é assim, tem que
- 34:06ter, né, playground. Espaço pra criança.
- 34:08Espaço kids, porque senão fica difícil.
- 34:11Finalizamos, Pri? Finalizamos.
- 34:13Se você escutou esse episódio até aqui, muito obrigada.
- 34:17Se gostou também, comenta o que você achou.
- 34:20Compartilha utilizando a hashtag Dona Helena Podcast.
- 34:24Ou também marca a gente se compartilhar o episódio no nosso
- 34:27Instagram, arroba Dona Helena Podcast.
- 34:31E pra encerrar, vocês já sabem, na descrição aqui do episódio
- 34:34tem um link pra quem quiser se tornar apoiador ou apoiadora do
- 34:38Dona Helena. A partir de dez reais você tem
- 34:40acesso a conteúdos exclusivos, episódios que saem toda
- 34:44terça-feira e sexta-feira, Umbral FM, hits aveludados na
- 34:48voz de... Rayla Azevedo.
- 34:51Um beijo e até a próxima. Um beijo, um queijo e uma
- 34:55manteiga.