Latest / MDA - Mundo dos Animes / PNCEcast #005 - SENTIMENTOS E RELAÇÕES NOS ANIMES
Transcript
- 0:02E eu sou a Kanonja Loto, né? Do
- 0:04Satudan. Você está ouvindo o Papo Nerd
- 0:06com elas. Sejam
- 0:28bem -vindos ao Papo Nerd com elas em podcast! Eu
- 0:33sou a Karozita, sua apresentadora fanha de hoje.
- 0:36E vamos falar sobre animes
- 0:39que falam de sentimento e relacionamentos humanos.
- 0:43Aqueles animes que fazem a gente
- 0:44pensar o quanto a vida é uma merda, né, zoeira? Essa
- 0:48é a coisa de vália otimista, gente, é isso.
- 0:52São os animes que fazem a
- 0:53gente refletir sobre algumas questões da nossa vida. Foi
- 0:56para falar sobre isso. Estou
- 0:58aqui com Bianca. Oi, gente. Bianca
- 1:00aqui. E eu estou mais otimista que
- 1:02a Karol, tá? Vamos falar dos animes que tocam
- 1:06no nosso coração, né? Mas não sei não do sentido de
- 1:09pegas, né, gente? No sentido tipo de... Ai,
- 1:12cara, aquele anime que te fez pensar até no sentido
- 1:15da vida, né? Põe aí, gente, que a gente
- 1:18zére. E eu estou um pouquinho mais
- 1:20na vida da Karol, assim. Eu
- 1:21vim muito machucada e eu não vou chorar sozinho.
- 1:25Então a questão é essa, a gente
- 1:26vai ter uma sessão de choro conjunta agora. Gente,
- 1:29para começar a falar sobre esses animes, eu quero que
- 1:32vocês, enfim, descrevam uma cena de algum anime que
- 1:37fez vocês refletirem sobre algum momento que vocês
- 1:40estavam passando. Algo assim que realmente marcou,
- 1:43você ficou, não, pera aí, deixa eu pausar aqui,
- 1:45pensar um pouco sobre a minha vida. Nossa,
- 1:47para soltantos, tantos. Aí, vou falar um... Não,
- 1:51vai, Rita, porque eu estou pensando no menos
- 1:52depressivo. É, não, eu vou falar de um
- 1:54que é meio recente, assim, tipo, não me fez exatamente
- 1:56parar para pensar no momento atual. Mas
- 1:59me fez lembrar muito de quando eu era mais novinha.
- 2:02E quando eu tinha, ah,
- 2:04algumas ideias mais românticas, assim, de
- 2:07romance mesmo, né, de amor, de relacionamento, tal, que
- 2:09é, não, né? Meu Deus, como é superzada,
- 2:12hein? E não tem uma cena
- 2:13específica, assim, mas é tipo, cara, todas as
- 2:17aberturas ali que tem a Nana, seja, né, qualquer
- 2:20uma das duas, falando e se abrindo e falando, tipo,
- 2:24que a... Puxa, pô, tem uma cara, eu não
- 2:28esqueço que tinha um que ela fala assim, era a
- 2:29Naninha, né? Eu chamo de Naninha, né,
- 2:31gente, olha. Eu chamo ela de Naninha, né,
- 2:35porque é mais fofinha, né? E
- 2:37então a Nana com a Ati, ela começa falando assim,
- 2:40que ela tinha... Falando com a Nana, né, o Saki,
- 2:42ela tem uma amizade com ela e que era até uma
- 2:47coisa até possessiva, né? E não estou falando a gente,
- 2:50tá? Que eu sou possessiva, tá? Mas
- 2:51essas aflexões no começo, assim, sabe, me pegaram
- 2:53muito, assim, e aí, como elas são as duas, elas têm
- 2:57ali 20 anos de idade, eu fiquei relembrando como eu
- 3:00era com 20 anos de idade, né? Porque
- 3:02eu acho que esse anime, ele é muito real, assim,
- 3:04ele é real live, velho, ele é tipo valendo real
- 3:07oficial, assim, sabe? Acho que ele traz muito, tipo,
- 3:11todos esses pensamentos românticos de você também
- 3:13se descobrir, de você começar a virar uma adulta
- 3:16e isso do ponto de vista de uma mulher, eu acho
- 3:19isso, achei sensacional e me fez lembrar de muitas
- 3:21coisas que eu passei quando tinha meus 20, 20
- 3:23pouquinhos anos, né? Então não é uma cena específica,
- 3:26mas são os momentos ali que Nana, na verdade, o
- 3:29anime inteiro, eu assisti o anime, tá? A
- 3:30gente não olhou o mangá, mas é que o anime inteiro
- 3:32de Nana me fez passar, assim, sabe? Essas
- 3:35lembrago -nessas, assim, foi da hora. Não,
- 3:37não, não, não, mas só paulada, mas é uma coisa
- 3:39tão bonita, né? Acho que, Nana, é uma coisa que
- 3:41todo mundo tem que experimentar uma vez na
- 3:42vida. De veria. Vai
- 3:43te machucar, vai. Vai. Mas nossa, mas merece,
- 3:47assim, uma vez, gente, se aguenta, vai esperar a
- 3:49filha depois. Ai, velho, assistam, quem não
- 3:52assistiu. É muito bom. Fala
- 3:53de muitas coisas, inclusive, né? É.
- 3:56Dá pra se identificar bem. Você
- 3:58disse, eu lembro de alguma? Eu
- 3:59lembro, mas assim, eu vou até cá, a beia que eu já
- 4:03voltou o sarrafo lá em cima, vou abaixar um
- 4:05pouquinho as coisas, né? Outra
- 4:07vez que para o Mewtwo, no anime de Garotas Mágicas, a
- 4:10temporada é suíte, de Purikyó, é, quando as
- 4:13restrições favoritas, não vai muito com a cara dela,
- 4:16mas é uma das restrições favoritas, a temporada que
- 4:18trata sobre música. E sem trair mais detalhes,
- 4:20porque eu ainda tenho fé, que eu vou convencer todos
- 4:22vocês a assistirem por cá. Existe
- 4:24uma... um debate sobre um amizade
- 4:27tóxica, sabe? Sobre você ser aquela amiga que
- 4:29faz de tudo pela outra pessoa, e outra pessoa está
- 4:32cagando da sua cabeça, quando não propositalmente
- 4:35te está botando, você está movendo montanhas, e você
- 4:38aí vê uma coisa muito pura, e naquele
- 4:41relacionamento, que é unilateral. Você
- 4:44está fazendo de tudo por um amizade, que só existe
- 4:47na sua cabeça, e eu acho que isso cair muito para
- 4:50mim, porque foi uma coisa que eu vivi 99 % dos
- 4:54molezes da minha vida, foi isso de, eu quero ser
- 4:57amiga dessa pessoa, eu quero ser amizade para essa
- 4:59pessoa, não está rolando, eu estou fazendo todo o
- 5:02trabalho, estou movendo montanhas aqui, e só para
- 5:05se você está cagando na minha cabeça, se você está
- 5:07me falando mal propositalmente, existe esse
- 5:09debate, não é um tema central do anime, mas
- 5:11existe esse debate sobre uma relação tóxica, que às
- 5:14vezes a outra pessoa nem sabe que está sendo tóxica
- 5:16com você, mas isso não deixa as coisas menos
- 5:18dolorosas, para você ir, quando eu assisti, eu
- 5:21estava no momento assim, e estou me entrando largar
- 5:23uma coisa que estava comigo há muito tempo, um amizade
- 5:26que estava comigo há muito tempo, mas que obviamente
- 5:29só existia na minha cabeça, e foi uma palavra muito
- 5:31dura, e eu pensei, ok, eu vou superar, não, porque
- 5:34isso continua acontecendo comigo, depois eu,
- 5:36aparentemente, tendo a mim, e me enciar, me estive de
- 5:39relacionamento com as pessoas, então é ainda
- 5:41doido. E você, Carol? Nossa,
- 5:43sabe para mim, quando eu pensei nessa pergunta, eu
- 5:45não tinha uma resposta muito assim na cabeça,
- 5:48sabe? Tipo, eu pensei, ah, vou mandar
- 5:51essa pergunta para as meninas, que sabe, eu acabo
- 5:53pensando. Porém, este final de semana,
- 5:56surgiu uma conversa no bar, que me fez pensar e
- 6:02refletir sobre algumas cenas de shounen de lutinha.
- 6:07Shounen de lutinha tem muito valor
- 6:08emocional, viu, as pessoas não valoram mais vezes ou
- 6:11não podem dar amizade em machuca. Exatamente,
- 6:13o porquê que a gente que gosta de shounen de lutinha
- 6:17se identifica tanto e às vezes se emociona muito com
- 6:20cenas de superação, sabe? E eu fiquei, na hora,
- 6:25enquanto as pessoas conversavam sobre isso no
- 6:27bar, eu fiquei quieta, parando para pensar,
- 6:30caramba, por quê? Por que a gente se identifica
- 6:33tanto com essas cenas de superação e se emociona com
- 6:36essas cenas de superação? Talvez
- 6:38porque a gente passe por isso, tente superar muitas
- 6:42coisas diariamente, tem que matar um leão por dia,
- 6:46basicamente. Principalmente quando você é mulher, numa
- 6:50sociedade, pare uma pessoa assim, em vários momentos,
- 6:53em, sei lá, a Carol criança superando, sei lá,
- 6:59a Carol adulta, não sabendo como lidar com questões
- 7:03financeiras, não sabendo, não sei lá o que, vai
- 7:05comer amanhã, sabe? Não sabe assim. São
- 7:09vários momentos que você não para para pensar que
- 7:13você acaba projetando no anime, sabe? Projetando
- 7:16naquela cena de superação em que o cara tá lá, ah,
- 7:19treinando para ficar mais forte ou vencendo um cara
- 7:23super feita na luta, num torneio. E
- 7:26aí você acaba se identificando, se emocionando
- 7:28com aquilo, porque é basicamente aquilo que você
- 7:31passa no dia a dia em pequenas doses, né? Tipo,
- 7:34às vezes na mesma dose, né? Porque
- 7:36às vezes a pessoa dá o sangue, né? Por
- 7:39aquilo, literalmente, às vezes. Sangue
- 7:42soora ali por aquilo, né? Num
- 7:43trabalho, superando ao vivo, e a gente acaba projetando
- 7:47isso nesses animes. Eu fiquei, cara, quantas cenas,
- 7:51sabe? E que eu acabei vendo e
- 7:54achei assim, nossa, poderia ser eu ali, sabe? Tipo,
- 7:58poderia ser uma superação minha. Eu
- 8:00já passei por esse sentimento, sabe? Você
- 8:02identifica aquele sentimento no personagem e projeta o
- 8:05seu problema que você estava passando, né? O
- 8:08sua dificuldade, o seu obstáculo que você estava
- 8:10passando, no obstáculo que o personagem está passando.
- 8:13Então, cara, veio muitas cenas da
- 8:14minha cabeça, todas as cenas assim, de superação,
- 8:17sabe? Nem tanto a de Dragon Ball Z,
- 8:21porque assim, Dragon Ball Z, eu, enfim, o Goku
- 8:24superando coisas no Dragon Ball Z, não meu, eu só
- 8:26notando. Mas, em outros animes, sabe, no
- 8:32próprio One Piece, por exemplo, né? Algumas
- 8:35cenas de superação. Tem muita coisa ali que você
- 8:39acaba projetando seus sentimentos mesmo, não sendo
- 8:42a mesma situação que você passou. É
- 8:44puramente emocional, bagulho, né? Então,
- 8:46você torce pra dar certo, você, tipo, se identifica a
- 8:49semelhança entre situações, né? Tipo,
- 8:51isso que eu acho que pega, assim, mesmo que, ai, não
- 8:53seja... Óbvio, a gente não solta kamerra
- 8:56-merra, né? E não tem... E
- 9:00vocês saibam? É, e não tem uma luta...
- 9:02Gostaria muito de ter um báculo
- 9:04soltar por dois por ele, mas... Não
- 9:08vai estar rolando por enquanto. As
- 9:10lutas, tipo, né? Nossa, meu Deus, 200 episódios
- 9:13pra, né? Nossa, a Namiko Sei vai explodir,
- 9:15né? Mas essas coisas que
- 9:16representam, tipo, velho... A
- 9:20gente olha que bonita as nossas batalhas do dia a
- 9:22dia. Isso. So entico, coético, você
- 9:27ouviu aqui primeiro. Mas é isso, é bem isso mesmo.
- 9:33Que coisa, né? Que
- 9:34bizarro, mas eu nunca tinha parado pra analisar dessa
- 9:37forma, sabe? Do quanto que a gente projeta
- 9:40nesse... Numa coisa que seria bobinha,
- 9:44né? A gente acha muito bobinha e
- 9:47que a gente acaba sentindo, né? Ter
- 9:50naquele mesmo sentimento de superação que o Pertão
- 9:52Nagin tá tendo, sabe? Enfim,
- 9:54é muito bizarro essas coisas. E
- 9:57dessa conversa hoje, corpo psicóloga, veja, de todo
- 10:00corpo psicóloga, né? A gente tá na fase de se
- 10:02conhecer, tá? Ela fica fazendo umas perguntas
- 10:05assim. Ela me perguntou, não, mas o
- 10:07que você gosta de fazer no seu tempo? E
- 10:09o que é que só vale de você falar? Gosto
- 10:10de que eu tava em um videogame, em um verano, em
- 10:12um lembrando. Agora, tá, por que você gosta
- 10:14desse aqui especificamente? Aí
- 10:16eu comecei falando, ah, eu acho que as figurinas são
- 10:19legais, a abertura é bobinha aí. De
- 10:21repente, eu estava num estado extremamente
- 10:24depressivo, explicando todo o loop temporal em que
- 10:28roubura se enfia por madoka. Então,
- 10:30não tava bem. Cara, tá aí também um anime que
- 10:34me fez parar pra refletir demais, velho. Madoka?
- 10:37Gente, eu preciso assistir uma adoca, velho. Cara,
- 10:40uma adoca me fez refletir sobre o capitalismo.
- 11:04Preciso, gente, assistir madoka. Não
- 11:06sei se já existe algum TCC, alguma coisa de
- 11:08relação entre madoka e o capitalismo. Os
- 11:11Dark Marrochojo, não sei. Todo
- 11:13Dark Marrochojo, eu acho que é uma série crítica ao
- 11:15capitalismo. É sempre dá, gente. Você
- 11:17tá pra ficar bem, porque como se você não que
- 11:18assistir madoka? Bem, é que eu tô lá de fora
- 11:19da sua casa, abre a porta. Gente,
- 11:22aliás, inclusive, deixa eu até anotar madoka, que é
- 11:24um dos animes que eu preciso assistir, porque
- 11:26falam tanto e eu não assistir. Muito
- 11:28bem lembrado. Mas é desenvolvido, fala mais
- 11:30sobre capitalismo e madoka. Gente,
- 11:33é porque basicamente as garotas mais em madoka, né,
- 11:36Lucas? Elas fazem impactos pra ter seus
- 11:38desejos apendidos. E assim, eu super bevejo,
- 11:41velho, da minha alma por dinheiro. Isso
- 11:43não é simplesmente uma CLT? Não,
- 11:45isso é Pejota, a gente CLT, ainda tem direito.
- 11:47Pois é. Sem
- 11:48vínculo empregatício. Sem vínculo empregatício, assim,
- 11:51o patrão tá levando a sua alma literalmente, mas você
- 11:54tem que continuar no trabalho, porque senão, o
- 11:57que é que fica feio por seu lado? Então,
- 11:59assim, madoka é um crítico ao capitalismo, você ouviu
- 12:01aqui primeiro. É, gente, esses animes de
- 12:03crítica ao sistema também... É,
- 12:06gente, Zoom 100... É, Zoom 100. Zoom
- 12:08100. Zoom 100 também, tá? Pra
- 12:12se identificar muito e traçar um bom paralelo ali.
- 12:16Dá. Mas claro, impossível, né?
- 12:19Entre a realidade da galera,
- 12:21principalmente em relação em... em
- 12:22relação a insumano, os relações com o sistema,
- 12:25tudo. Inclusive, me identifiquei tanto... Ah,
- 12:28gente, é triste, né? Mas me identifiquei muito, né,
- 12:30com o momento ali, o primeiro momento, né, do
- 12:32Akira ali, tipo, quando ele ficar feliz, tá ligado?
- 12:34Porque eu já passei com os
- 12:35trampos bem bosta, assim, né? Isso,
- 12:37é, eu trabalho na empresa dos sonhos. É,
- 12:40velho. Sem triste, essa promessa.
- 12:43Inclusive, até a gente falou de
- 12:44terapia... Hoje também foi minha terapia.
- 12:46Eu também estou com uma
- 12:47terapia nova, olha. As cicrovizadas? Ai,
- 12:50nossa, muito conectadas, caraca. Muito,
- 12:53muito. E aí eu estava até falando
- 12:55com ela disso, tipo assim... Tudo
- 12:56que a gente faz no nosso tempo tem que ser
- 13:00produtivo. Você tem que estar produzindo
- 13:02alguma coisa, você tem que estar sendo útil, de algum
- 13:04jeito, né? E o quanto, tipo assim, as
- 13:06coisas que... Ah, você apenas... você
- 13:09não, né? Quer dizer, eu vou falar de
- 13:10mim, né? Não sei vocês, mas... Então,
- 13:12tipo, as coisas que eu gosto de fazer, por por
- 13:14prazer, eu acabou deixando o lado, porque pra mim,
- 13:16tipo, meio que isso não é útil, sabe? Sim.
- 13:19Então, é, então, e aí, tipo... Essa
- 13:22é uma das coisas que eu... A
- 13:23gente tem que refletir sobre muitas coisas da
- 13:25minha vida, nesse momento. Mas
- 13:26essa é uma delas, né? E acho que o Zon Sen e eu
- 13:28falamos muito disso, porque também chegou um momento lá
- 13:30que o Akira se liga, né? Dessas
- 13:31coisas, tipo, a gente vive tanto para o trabalho, né?
- 13:34Que a gente, tipo, entra no
- 13:34automático, né? E deixa, tipo, o sonho de
- 13:37lado, por exemplo, ele com a lista dele, o amigo
- 13:40dele, querendo ser comoediante stand -up. Então,
- 13:44Zon Sen, rola forte ali também, rola muito forte.
- 13:48Não sei doeu quando eu assisti,
- 13:49não sei doeu. Acho que o... Nossa,
- 13:51Zon Sen foi, foi da hora. Me
- 13:53identificar com Zon Sen. Quer
- 13:54dizer, ele não foi da hora, mas... Mas
- 13:57pergunte, descobri que não é uma experiência
- 13:58individual, porque às vezes eu pensava, acho que o
- 14:01problema só eu. Não é possível que todo mundo
- 14:03viva desse jeito tranquilamente, e eu estou
- 14:07aqui sortando. Então, eu não sou problema, o
- 14:09sistema é o problema. Cara, vocês me ferram... Uma
- 14:12coisa assim, da realidade, ainda traçando esse paralelo
- 14:16aí, algumas semanas atrás eu estava conversando com
- 14:19pessoas muito mais jovem que eu. Não
- 14:22tanto assim, sabe? Tipo, tá, uns 10 anos, 10, 12
- 14:25anos mais jovem que eu. E essas pessoas estavam
- 14:28falando assim, não, porque eu tenho que estar com a
- 14:31minha vida resolvida quando eu chegar aos 30, porque
- 14:33quando eu chegar lá, vou estar muito velha já para
- 14:36fazer qual coisa, sabe? Tipo,
- 14:39eu fiquei, cara, que que está acontecendo? Sabe,
- 14:43tipo, eu tenho 34 anos, tenho dois filhos
- 14:46adolescentes, e eu não sei o que eu estou fazendo da
- 14:48minha vida. Eu acho que isso é verdade.
- 14:50Sabe, e esse povo achando que,
- 14:52tipo, ah não, que ser adulto, ou passar dos 30
- 14:55seria, tipo, você ter... Sei
- 14:58lá, não sei, não sei. Eles pensam que tem que estar
- 15:01estável, tem que ter as coisinhas, tipo, tipo,
- 15:04carro. Sabe dirigir, tem que ter casa,
- 15:07tem que ter uma família, sabe? Tipo,
- 15:09o cara não é assim, não é? É,
- 15:12mas assim, quando vocês tinham ansiedade, vocês não
- 15:14pensavam isso também? Eu pensava que me 30 anos era
- 15:16uma idade, tipo, muito distante, assim, sabe? Sim.
- 15:18E eu achava também que assim, não, vou resolver as
- 15:20coisas bagulhas, entendeu? Eu
- 15:21vou estar bem resolvida, tal, sei o que. E
- 15:23tamo aí, né, velho, mais de 30, hein? Sem
- 15:25saber o que fazer da vida. É,
- 15:28eu lembro também de quando eu era criança. É
- 15:32óbvio assim que quando os... Quem,
- 15:35quem, os millennials aí da vida sabe que a infância
- 15:39dos millennials foi baseada em tratar a imagem da
- 15:42mulher a partir dos 30 anos muito mais velha, né?
- 15:46E a minha mãe tentava me
- 15:49passar a imagem de que não 30 é muito jovem. E
- 15:53minha mãe falava, não, você quer casas, ah, casa, sei
- 15:56lá, com os 30, ou casa com os 20, tantos anos,
- 16:00pra você ter filhos lá depois dos 30, porque aí
- 16:03você já vai estar com outra cabeça, você já vai
- 16:05estar, sabe, mais resolvida. E
- 16:07eu não entendi, eu falei, por que que eu vou casar
- 16:09tão velha com mais, só, mais de 25 anos? Então,
- 16:13nossa, eu vou... Imagina que ridícula. Que
- 16:16ridícula, uma noiva de branco entrando na igreja
- 16:19com mais de 25 anos. Sabe, mas era uma coisa... Hoje
- 16:23em dia, eu entendo que era uma coisa muito imposta na
- 16:29época, entendeu, Kibbit? Tanto
- 16:31pra criança e adolescente dos millennials entender
- 16:34muito isso. A gente tinha a ideia de que
- 16:37era muito velha, entendeu? Eu
- 16:40nasci no ano que minha mãe fez 30 anos, e assim, eu
- 16:43crescendo, as mães das minhas amigas, tinha o
- 16:46tigalos com 20 anos, e assim, minha mãe sempre
- 16:48falava, eu sempre presta pra ter filho, tá bom? Aos
- 16:5120, que você ainda vai estar, a gente tá de sua
- 16:53vida, você ainda vai ter, entendeu, o que é que você
- 16:54cara sua vida? Sempre presta. Só
- 16:56que na minha cabeça, isso não fazia sentido, porque
- 16:58fora da minha casa, isso falava a realidade, fora da
- 17:01minha casa, aos 25 você tinha que estar casado com
- 17:04dois filhos, ter seu carro, ter passado o concurso, ter
- 17:08sua própria empresa, e tá bem, porque eu fiz parte
- 17:11de uma geração que foi tipo a ascensão no voto
- 17:14social, mas assim, nós tivemos acesso à educação,
- 17:18coisa que meus pais não tiveram, então eu sou a
- 17:20geração mais educada da minha família, nos pais não
- 17:23têm uma faculdade, meu pai terminou ensinando o médio
- 17:27no subjetivo, e assim, eu quis fazer eu com duas pós
- 17:30-graduação graduadas, a primeira pessoa da minha
- 17:33família, minha família é enorme, a primeira pessoa
- 17:35da minha família a fazer faculdade e concluir o
- 17:37curso, então assim, eu saí da faculdade com a carta
- 17:40de gajas na escola, agora eu tenho tudo que eu
- 17:42preciso pra dominar o mundo, pandemia, galera, os
- 17:45meus anos de jovem adulto se passaram dentro de uma
- 17:47pandemia, eu passei enfiado de casa, perdendo o juízo,
- 17:50sem saber pra onde eu ia, então agora eu sinto que
- 17:52eu perdi ambos da minha vida e que eu devia ter
- 17:54me descoberto, e agora eu estou perto dos 30, e eu
- 17:57não sei quem eu sou porque eu passei quatro anos
- 17:59enfiado dentro de casa com medo do mundo, enquanto as
- 18:02pessoas ao meu redor ainda reproduziam o discurso de
- 18:04inácio, então você tem que estar tudo certo, hein? aos
- 18:0630 você tem que ficar tudo certo, e aqui, para me
- 18:08ajudar a desconstruir isso um pouco, fazer com as
- 18:09amigas de 30 anos, também desconto eu, não assim,
- 18:12eles estão sigos na vida, eles têm hobbies, porque
- 18:15ainda tem isso, depois do 25 você tem que parar de
- 18:18usar coisa, depois dos 30 você não pode mais nem
- 18:20sorrir, a alegria é mal, então assim, ver os meus
- 18:22amigos de 30 anos, mais de 30 anos, tendo seus
- 18:26hobbies, tá, eles se divertindo às vezes, perdi
- 18:29das na vida, eu entendi que a vida é isso, a
- 18:31gente é nunca, nunca tá, acho que no ponto, sabe, a
- 18:35gente está sempre descobrindo alguma coisa
- 18:36nova, então eu só aceitei que estou perdida, mas tá
- 18:39tudo bem, porque eu vou me achar, e a próxima faz
- 18:41terapia. Isso. Só se fica a vi. Na
- 18:43causa, né? Cara, eu acho que é muito isso,
- 18:46né? A partir dessa geração aí dos
- 18:49milênios, acho que cada um fica bem, a sua maneira.
- 18:54Isso, ninguém tá bem, a gente só
- 18:56finge, dá uma vez. A gente só finge. A
- 18:58gente venila pra passar o tempo e ir parar o corpo
- 19:00e os conhecimentos e as vozes na cabeça. É,
- 19:02gente. É isso, né? Clima
- 19:04bom, não pode cash, mas... É
- 19:05isso. A gente pode cash, mas a
- 19:07pedra liga passa psiquiatra aí, pra reivindar aquela
- 19:11receitinha. A conclusão do podcast é
- 19:13basicamente isso. Vamos tratar de algumas coisas,
- 19:16puxando um pouquinho mais pra cima? Vocês
- 19:20chegaram a ver Fruits Basket? Não
- 19:22vi. Eu não me perdoa, Mari. A
- 19:24Mari tava respondendo que a minha mãe era amiga, ela
- 19:26era o favoritela, me perdoa, Mari. Eu
- 19:28não assisti inteiro, né? Fruits
- 19:30Basket, mas pra mim é um grande novelão. Por
- 19:34ser um novelão, havia muitas questões de drama
- 19:38nesse anime. Dramas familiares, dramas sobre
- 19:43traumas, né? Relacionamentos tóxicos. Que
- 19:47me fazia refletir algumas vezes e pensar, nossa, não
- 19:51é um show, tipo bonitinho, né? As
- 19:54pessoas tão desgraçadas na cabeça aqui também. É,
- 19:57todo mundo muito desgraçado da cabeça, pelo amor de
- 19:59Deus. E a atorou o personagem
- 20:01principal, era uma fada sensata, assim, de tudo,
- 20:04anja. Ali no meio, que eu acho que
- 20:06dá pra dar equilibrada do quão pesado eram algumas
- 20:10coisas nesse anime. Vocês conseguem lembrar de algo
- 20:13assim também, sabe? Um anime que vocês assistiram.
- 20:16Que tratam assim, né? De
- 20:18relacionamentos tóxicos. Eu sei que entra muito em
- 20:20Nana também, porque é muito real, mas é... Além
- 20:24de Nana. Nossa, velho. Eu
- 20:26já vou falar que o filme de Giver, meus amigos, eu
- 20:30assisti o filme de Giver tentando que falos lá pra
- 20:32respirar, porque é bem, eu assisti o filme de Giver.
- 20:36Vamos lá, eu fui assistir o
- 20:38filme de Giver, grande colôner, pensando o pior já
- 20:40passou. Agora, os meus dois personagens
- 20:42favoritos serão desenvolvidos aqui. E
- 20:44eu vou ver a dinâmica maravilhosa entre eles. Já
- 20:47não gostei, galera. Se você já teve algum
- 20:50relacionamento ao vivo, alguma dinâmica de poder
- 20:54imposta a você, é... Doi, viu? Doi.
- 20:57O filme de Giver é um negócio que eu não estava
- 20:59esperando, porque a gente pensa, não. Tá
- 21:02tudo bem, depois do final, o último episódio foi muito
- 21:05bonito. Não vai me achar, meu amigo,
- 21:07possessão, é... Não superar ali relacionamento,
- 21:11foi no foi, é como estamos agora, em que país estamos.
- 21:16Mas eu ainda tenho controle
- 21:17sobre você, só que eu fingo que não tenho, mas
- 21:19você sabe que eu tenho. Então,
- 21:20teoricamente, eu tô mandando aqui por trás. Eu
- 21:22tô plantando bote de segurança nessa sua linda
- 21:24cabecinha. Rapaz, nossa, já que eu falei de
- 21:27Giver, não sei porque eu lembro de Yuri Onay, se
- 21:29deu batom uma aded aqui. Yuri
- 21:31Onay, se deixa a gente trata de depressão dos fãs,
- 21:36é isso. Mas eu lembro que o filme
- 21:39existia só pra cancelar. É, está falando, gente, de
- 21:42depressão porque não foi cancelado. Ai,
- 21:46gente, mas é, principalmente que... Eu
- 21:48assisti o filme de Giver em um momento, assim, que
- 21:50eu estava... Estava dando as conversadas com a
- 21:54pessoa, e aí de repente eu comecei a ver coisas no
- 21:57filme que bateu com a vida real. Eu
- 21:58não pensava, meu Deus, eu tenho que sair daqui.
- 22:02Machuca mais em cima, galera. Como
- 22:05posso falar, de um jeito bonito. As
- 22:07dificuldades, as adversidades, a gente fica
- 22:09com a gente, né? Eu assisti umas coisas aqui
- 22:11machuca, faz bem também, infelizmente. É
- 22:15bom procurar saber, né, tipo... Que
- 22:19a situação que você está passando é problemática.
- 22:22Hoje eu achei engraçado, enfim,
- 22:24que a pessoa falou que estava fazendo terapia e
- 22:26está tratando isso. Mas eu vi um vídeo de uma
- 22:28menina falando que ela achava normal o pai dela
- 22:32ter várias namoradas, tipo, ao mesmo tempo. Tanto
- 22:36que ela falou que... Porque o que acontecia, ela era a
- 22:40filha fora do casamento, né? Só
- 22:42que além deste casamento do pai dela, ele ainda tinha
- 22:46várias namoradas. E ela achava super normal as
- 22:50outras mulheres iriam fazer barraco na porta da casa
- 22:53dela. Tipo, só mais um dia, só mais
- 22:56uma das namoradas do pai jogando o popo na janela.
- 22:58É, e ela falando... Tanto
- 23:01que os primeiros namoradinhos que ela tinha,
- 23:04ela deixava, tipo, namoradinho ficar olhando
- 23:07para outras meninas, beijando outras meninas na
- 23:09frente dela. Porque ela achava que era normal
- 23:12você ter um relacionamento com uma pessoa, com um
- 23:15cara, em que este cara fique com outras pessoas.
- 23:19Ela achava isso normal. E
- 23:20ela só foi descobrir que não era normal. Ela
- 23:23falou que tinha 26 anos, aos 26 anos fazendo
- 23:26terapia. É, né? A
- 23:28gente acha que essas coisas tem que ser consentidas,
- 23:29viu? Se o senhor Rá usando a me
- 23:31agrotar com as regras meio estranhas aí, você olha,
- 23:34você quer as regras por seu parceiro, mas tem que
- 23:36valer por dois anos. Exato, gente. Monogamia
- 23:39não é unilateral, não, viu? É,
- 23:42em falar, tipo, em coisas assim, arem, digamos assim.
- 23:46Outro que fala sobre
- 23:47relacionamentos tóxicos, é que eu assisti pouquíssimos
- 23:51episódios porque eu não consegui terminar. É
- 23:53Diaboliklovers, né? O que? Olha,
- 23:55o nome de Diaboliklovers, gente. Já
- 23:58começa pelo nome, né? Amores.
- 23:59Amores diabólicos. O negócio é o seguinte, Vifu.
- 24:02Já não espirei a expurada.
- 24:04Você conhece, Ria? Vifu,
- 24:06eu tenho uma história, eu não me orgulho, tá bom?
- 24:08Mas o negócio é o seguinte, se
- 24:10você ler lá os UMDA, as cúlulas de jogos, você vai
- 24:14notar que eu tenho um vício não muito saudável em
- 24:16date simulatos do Vidosus. E
- 24:18aí, Diaboliklovers foi um que não parecia tão
- 24:21lovidoso assim e o traço era bonito. Aí,
- 24:23a Eucalademia comentou que existia um anime e eu
- 24:25percebo, ah, o traço do anime também é bonito. Eu
- 24:28vou assistir, meus amigos. Eu
- 24:30vou assistir a primeira temporada inteira e metade
- 24:33da segunda, mas assim, só porque eu sou guerreira e
- 24:35porque eu me odeio muito. Mas
- 24:38não se subimitam a isso. Diaboliklovers
- 24:40é um negócio que você pensa, não, em algum
- 24:42momento isso aqui vai melhorar. Não.
- 24:44A protagonista é uma banana. Aí,
- 24:46então, muito e vambíruo. Todo
- 24:48mundo é vambíruo. E aí, todo mundo teve o
- 24:49vambíruo assim, dentro daquele cliché mais... Ai,
- 24:53mais fechadinho possível. Tipo,
- 24:54ah, esse aqui, ele é muito sério. Ai,
- 24:57esse aqui, ele é um safadão. Ai,
- 24:59esse aqui, então, assim, eles têm um único traço de
- 25:02personalidade de cada um e eles vão se revezar o
- 25:05anime e a tormenta é bom dela. Vocês
- 25:06não podem dizer isso assim. Tem
- 25:08histórias, né? Os fíginhos que tem histórias
- 25:11nos últimos dois episódios, eles tentaram falar o lore,
- 25:13mas não dá não. E aí, piora, gente, porque
- 25:16chega a segunda temporada, porque você pensa que na
- 25:18primeira temporada ela fala que chega e ela vai
- 25:19embora. Acabou? Não é possível. Chega
- 25:21a segunda temporada e ela fala de novo. Aí,
- 25:23eu não lembro exatamente o que que acontece, mas isso
- 25:25é que o carro deles quebra. E
- 25:27aí ela vai parar uma ação que também tem um monte de
- 25:31outros vampiros com as mesmas personalidades da
- 25:34primeira temporada, só bom do nome e o design. E
- 25:38começa os cinco jabuzes, mas nossa, isso não é
- 25:40possível. Eles não... eles
- 25:43não fizeram isso, eles não reaproveitaram todo mundo e
- 25:45só botaram o nome, eles reaproveitaram todo mundo e
- 25:47botaram o nome, gente. O traço é muito bonito, eu
- 25:50aguentei. O traço é muito bonito. É
- 25:53muito bonito. Eu não tive coragem de
- 25:56terminar esse anime porque... Não
- 25:58tem história, assim como a gente falou, não tem uma
- 26:02história. É basicamente a menina ser um
- 26:04bulinada, a menina humana ser um bulinada por
- 26:08vampiros de vários tipos. Socorro.
- 26:11É só isso, Galera. Saudável,
- 26:15viu, gente? É muito saudável, Galera, se
- 26:17senta. Cabecia vindo, Galera. Pois
- 26:19é. Saudável. O Date de Simuleto, eu
- 26:22depois joguei e nem entrou, não é ruim não, tá, gente?
- 26:24A própria própria até teve um
- 26:26ínimo traço de personalidade por lá, mas... Eu
- 26:29joguei na escola, ou a linda, e olha aqui, eu
- 26:31joguei o Date de Simuleto, eu ainda não sei o que
- 26:33você namora, dinossauro, eí cópteros, então assim, eu
- 26:36tô acostumado com as coisas mais pesadas, gente. Eu
- 26:38tenho, sabe, aquilo ali é só pensão de ar muito para
- 26:41terminar de assistir. Desculpa
- 26:42se eu fosse aí que o viu tá gostando muito, tá
- 26:45acompanhando, tá doido para chegar na segunda temporada,
- 26:47mas eu não me odeio tão, viu? Eu
- 26:50acho que na época que saiu, eu não sei se foi
- 26:52quando saiu segunda temporada ou primeira
- 26:55temporada, eu sei que foi em 2015. Em
- 26:592015, eu simplesmente fui tentar assistir antes de
- 27:03sair no Brasil, tipo, assim que saiu no Japão, saiu,
- 27:06tipo, uma legendinha lá em inglês. Eu
- 27:08fui tentar caçar de formas não formais para assistir,
- 27:14que eu ia ter que fazer um review, né? Review
- 27:16da temporada, né? Essas coisas assim, e não
- 27:20consegui. Não dá, review, não assistam,
- 27:24galera. Graças a Deus, meu review foi
- 27:28excluído pelo dono do site, mas é... porque
- 27:33realmente, cara, nossa senhora, que horrível. O
- 27:36que será que é o intuito de uma obra dessa, né? Eu
- 27:38acho que é só pro jogo de date, pal. É,
- 27:43por avés, tipo... Eu acho que... Mas,
- 27:47sabe, quando o dono do Alfranqui a acordo e pensa,
- 27:49cara, eu queria ganhar mais pinhãozinho hoje. Aí
- 27:51ele vê um jeito, ah, como é que a gente vai formar?
- 27:53Ah, não sei, vai zézainhei. Aí,
- 27:55fizeram, não é possível. Porque
- 27:57a cunha, eu tô falando, não tem braço de
- 27:58personalidade nos personagens, sabe? Ninguém
- 28:01se torna e falou, bom, a fulania vai ser assim, a
- 28:03história vai se passar assim, não. Ela
- 28:05diz, ó, você vai ter que morar nessa casa aqui, tem
- 28:07um monte de bócrita, aí eles não te podem, aguenta.
- 28:09Nos últimos dois episódios,
- 28:11você, casualmente, vai ser possuída, mas aí depois
- 28:13você vai ser dispossuída e vai ficar tudo bem. É
- 28:15isso, gente, eu poupei tanto do santo em bagone.
- 28:18Sim. Agradeço a Magisalha. Sim,
- 28:21sim, por favor. É um anime que vocês acham
- 28:24que possa ter traçado alguma parte da
- 28:27personalidade de vocês. Célonmo
- 28:29me criou. É só isso, Célonmo. Tudo
- 28:31o que eu sou já é por causa de Célonmo. Como
- 28:34é que eu vou explicar? Quando
- 28:35você é uma maior criança isolada, que passa, vocês,
- 28:39que criem sozinha no laboratório de informática
- 28:41da escola, não porque você tá brincando no computador
- 28:43ou porque o computador não tem internet, mas porque
- 28:45você não sabe como conviver com as outras crianças,
- 28:47você acha um negócio tipo Célonmo? Quando
- 28:49você começa a assistir, você vê que, uau, os
- 28:51personagens, por mais diferentes que eles sejam,
- 28:54eles costumam conseguir criar laços de amizade, uns
- 28:56contra os outros. Às vezes, a amizade não é
- 28:59sobre as pessoas serem quais a você, mas elas
- 29:03serem diferentes, elas te aceitarem, mas, assim, o
- 29:05anjo. Essa personagem do cabelo azul
- 29:07chamado Mimuno é basicamente eu. Meu
- 29:09Deus, sou eu, e se é a história da minha vida. Ai,
- 29:12você, quando mais vê, você já tem 26 anos, a sobra
- 29:15possui toda sua existência. E
- 29:17você hoje é a THD em garotas mágicas, então,
- 29:19assim, Célonmo moldou muito a minha personalidade,
- 29:22porque, além de ter sido uma coisa que eu conseguia
- 29:24falar com as outras crianças sobre, porque
- 29:26assim, as outras crianças vão conhecer o Célonmo,
- 29:28sabe, né? Quando eu era criança, o Célonmo
- 29:29tinha passado na TV e a gente tinha computadores pra
- 29:33pesquisar, mas eu nunca peguei Célonmo passando na
- 29:35TV e assisti o Célonmo na TV. E
- 29:37aí, eu falava para as outras crianças e elas se
- 29:40interessaram e já conseguiam criar laços através de
- 29:42Célonmo, mas não só isso. Vê
- 29:44também, que nem você falou lá no começo, como
- 29:46personagem passa por um arco de superação, como
- 29:51você se vê naquele alí, eu me via muito Célonmo,
- 29:54porque a, sabe, a Serena, ela é uma menina bobinha,
- 29:59então, ele dá com sua vida e de repente ela tem esse
- 30:02grande fato pra carregá -la, se as ondas se aceram no
- 30:04mu e salvar todo mundo. Então,
- 30:06eu não me via nessa situação de, eu sou uma
- 30:08menina bobinha, quer me dar com minha vida, mas eu não
- 30:11sei como, então, Célonmo me deu algumas lições de vida,
- 30:15eu aprendi muita coisa com o seu amor e Pokémon
- 30:17também. O poder na amizade foi a
- 30:20coisa que os alívios mais me ensinaram e eu tento
- 30:22usar até hoje e assim, e aí me vi, me pera muitos
- 30:24amigos, olha eu aqui com vocês, olha, eu sabe que
- 30:27não é verde -lívio, com a TV, que também é do
- 30:29papelete com elas, então assim, Célonmo não, muitos
- 30:32alívios me rodaram parte do que eu sou hoje, porque
- 30:35principalmente porque eu posso ver na infância,
- 30:37porque eu tava no momento muito perdida na minha
- 30:40vida, então eu sabia exatamente como me encaixar,
- 30:41e também os animes que eu comecei a assistir mais,
- 30:44mas já eu venho adulta ali, umas coisas um pouco
- 30:46mais sérias, umas coisas mais nanas, e aí você
- 30:50pensei, ''Ei, café, meu Deus, eu era uma pessoa
- 30:53muito rata da vida, gente, aí eu assisti nano e eu
- 30:56pensei, ''É, galera, eu tenho que botar uns anbitos
- 30:58aqui, então assim, querendo ou não, ali são essa uma
- 31:01forma de você aprender a socializar, pelo menos pra
- 31:04mim funcionou, galera.'' Eu tô pensando aqui, tipo
- 31:06assim, ajudar a formar carata, já me perguntaram e
- 31:09eu não soube responder, até hoje eu acho que eu não
- 31:11tenho uma resposta pra isso, mas por exemplo,
- 31:13quando eu era pequena e brincava, né, de cavaleiros
- 31:15do dia, cor de rock show, ou até mesmo de Tocsato,
- 31:18né, que eu sou da época do Tocsato, né, que passava
- 31:20na manchete, eu não conseguia brincar sozinha,
- 31:22eu precisava de amigos, porque tudo era feito em
- 31:24grupo, você ia lutar contra o bichão, contra o
- 31:27monstrão, contra o inimigo e tal, tinha que ser em
- 31:29grupo, não dava processo sozinha, né, então ficava
- 31:33muito melhor, mais divertido e tal, com amigos, né,
- 31:37junto. Então eu acho que nesse sentido,
- 31:39tipo, que os animes tiveram um grande impacto assim,
- 31:42né, de quando eu era mais novinha e tal. Agora,
- 31:44mais velho assim, os animes me ajudam, né, não todos,
- 31:46obviamente, né, alguns que são realmente entretenidos
- 31:48por entretenimento, mas eles ajudam, tipo, algumas
- 31:52reflexões, como a gente falou, então, de nano, zom
- 31:54sem, né, ou até mesmo, tipo, cara, é o One Piece,
- 31:59como eu assisti o One Piece, faz, tipo, dois
- 32:00anos, né, mais ou menos dois, três anos, acho que
- 32:03os dois anos, e, oh, velho, é sempre ali, tipo,
- 32:06você vê abuso de poder, né, que há um outro tipo
- 32:08de relação muito abusivo, né, tipo, não é entre
- 32:11amizade, então, pessoas ali, né, que são horizontais
- 32:13como você, mas a relação de poder, né, de quem tá
- 32:16ali em cima, né, de quem manda um bagulho com quem
- 32:19é suportinado, ou então, tipo assim, por exemplo,
- 32:21lá, eu até fiz brincadeira no Twitter falando assim,
- 32:24tipo, os piratas, eles são tão devotos, ao, tipo, ao
- 32:27capitão deles, falando especificamente, na verdade,
- 32:30falando especificamente do Barba Branca, né, que todo
- 32:32mundo, tipo, a triplação dele e, tipo, e outros
- 32:36navios, todos eles chamam ali de pai, eu não sei o
- 32:38que, eu falei assim, oh, cara, no final das contas
- 32:40piratas só existe porque existem, tipo, derrichos,
- 32:43né, porque todos eles chamam ali de pai, que ele
- 32:46foi um pai, como um pai pra mim, que ele não sei
- 32:49o quê, lá, lá, enfim, né, tem essa coisa, né, da
- 32:52relação do, né, da ausência do pai de todos os piratas
- 32:55aí, mas também a relação também, tipo, de poder, por
- 32:57exemplo, dos vilões, que normalmente, tipo, nos
- 33:00arcos, o Luffy, ele chega em algum lugar e, nesse
- 33:03lugar, o povo está sendo brotamente oprimido pra uma
- 33:06pessoa que está, né, ali acima e algumas partes
- 33:09dessa população não entendem, não enxergam, né,
- 33:11ou não sabem, ou foram manipulados pra não entender
- 33:15que eles estavam sendo oprimidos. E
- 33:18essa, por exemplo, eu acho que talvez seja uma coisa
- 33:20que, se eu tivesse assistido One Piece mais
- 33:22novinha, né, tipo, talvez eu não tivesse sacado. Hoje
- 33:26em dia, muito, tipo, e aí, voltando de novo, também é
- 33:28questão de todo capitalismo que a gente tava
- 33:29conversando antes e por que que existe opressor e
- 33:32existe oprimido? Pela relação de poder. Por
- 33:34quê? Que que isso quer ficar poder?
- 33:36Dinheiro. E influência. Isso
- 33:37é o que hoje no Capitalismo é tudo, né? Só
- 33:39alguns exemplos, algumas obras, não é que elas me
- 33:42influenciaram, mas acho que eu comecei a enxergar elas
- 33:44de uma outra maneira, assim, sabe, diferente de
- 33:46quando eu era novinha. E eu falo isso porque eu
- 33:48tive esse ato, né, gente, de alguns, alguns muitos
- 33:50anos aí, né, na minha vida otáculo. Então
- 33:52eu assisti muito a Nima, até meus 14, 15 anos, eu
- 33:54parei por uns 20 anos e vou retomei, tipo, faz
- 33:57pouco tempo, né, então eu estou vendo as obras de
- 33:58uma outra maneira. A percepção muda mesmo. É,
- 34:01muda demais. Estava parando pra pensar na minha
- 34:04resposta, cara, acho que não existe algo que tenha
- 34:08tanta influência, não meu pensamento como era mais
- 34:12antigamente, né, como o Pokémon. Basicamente
- 34:15a minha vida era que eu teria que sair numa grande
- 34:18aventura sozinha e arranjar amigos pelo caminho. Eu
- 34:23sempre fui muito disso porque, é, eu sempre falei,
- 34:27pra muitos amigos meus, que eu não queria fazer
- 34:29faculdade, o que eu queria, na verdade, era sair pelo
- 34:33Brasil ou América Latina sozinha, com uma câmera na
- 34:37mão filmando as coisas, entendeu? Puxão
- 34:40da corão. Eu queria ser o Ashe. É
- 34:44a Ashe Latina. América Latina e me espere. Enfim,
- 34:48eu queria fazer isso, sabe, e eu nunca tinha parado
- 34:50pra pensar o quanto que era influência de Pokémon.
- 34:53Outra coisa também, mas aí foi
- 34:56bem mais tarde, eu já adulto, já foi o Fulmethal,
- 34:59em que eu queria, a parte de Fulmethal era querer
- 35:03ajudar todo mundo, sabe? Queria
- 35:06consertar minhas cagadas. Queria
- 35:11reverter coisas, sabe, que tinham acontecido. E
- 35:14eu acho que Fulmethal teve uma grande parte nisso. Até
- 35:18mesmo os próprios show, nem Gilutinha, que eu assisti
- 35:22por aí também, fizeram grande parte nisso de ter
- 35:26aquela síndrome de herói, sabe? Muito
- 35:29do Deku, né? De Boko no Hiro, sabe? Não
- 35:37tem poder, nem sabe usar direito, mas no começo dele
- 35:41lá, é muito isso, sabe? Eu queria muito querer abraçar
- 35:45tudo e ajudar todo mundo e, sabe, ainda tenho um
- 35:49pouco disso. Hoje em dia eu me controlo
- 35:51muito mais, mas eu ainda me vejo muito nesses
- 35:54protagonistas que querem ajudar tudo e todos, às
- 35:58vezes sem pensar em si próprio, sabe? Mas
- 36:02foi uma doca, eu tava assistindo uma doca na
- 36:04primeira vez, tô com terapia. Eu
- 36:07tava, eu tava doca, quer dizer, que é um ponto mais
- 36:09baixo da minha vida, porque eu fui comendo a vida ao
- 36:11Vib, e falei, você achou que era baixo? Não
- 36:14toma, eu sempre tenho medo, mas eu estava num momento
- 36:18legal da terapia. Eu falava muito sobre uma doca
- 36:21e como eu me identificava com a doca e com a cura,
- 36:24e aí a pessoa falou, não, isso é porquê? Porquê
- 36:27você tem que ajudar todo mundo o tempo todo? E
- 36:30você? Que mamãe de você se ajuda,
- 36:32Fiamme? Ter essa consciência de que
- 36:36estou abrigo de mim totalmente das minhas
- 36:39contadas, dos meus refletios, é o que me faz
- 36:42para ajudar os outros, para servir os outros, para
- 36:44estar disponível de outros. Bate
- 36:46de volta na tecla, lá do alí estou falando com o
- 36:49mesmo, que é lançar a miséria hipóxica, que eu
- 36:51queria me saber ficar o tetodo e tentar segurar de
- 36:54todas as cordas de um dos outros. A
- 36:56miséria que não existe no final, a marionete era eu,
- 36:59e quando a minha psicóloga pegou um papel e deslaiou
- 37:02na minha frente todos os patéis que eu estava
- 37:04tentando exercer em uma situação que deveria ser
- 37:07muito com pessoas na verdade, e aí eu entendi
- 37:10que, meu Deus, eu sou essa pessoa que abriu a mão da
- 37:13atitude das minhas voltadas, a pênis da minha própria
- 37:16alegria, da minha própria saúde, se isso for deixar
- 37:19os outros felizes e essas pessoas jamais mexeram com
- 37:22um barito de leite por mim. Então
- 37:24foi assim, na palavra, na cara, foi uma coisa que...
- 37:26Deixa eu fazer o tomo na, mas
- 37:27eu não vou mentir não, faço as vezes aí, meti o
- 37:30spoiler na biaca, foi mal. Não,
- 37:32tudo bem, não, tudo bem, gente. E
- 37:34Madoka de Coenio também, não dá nem falar que é
- 37:35spoiler, porque o bagulho já mais vai do que, não
- 37:38sei o que, tá tudo certo. Mas
- 37:40uma coisa assim que eu acho, por exemplo, aí e
- 37:41agora, porque nós estamos aqui entre mulheres, essa
- 37:44coisa do ajudar sempre e colocar o outro em
- 37:49primeiro, eu acho aí que... Acho
- 37:53não, quer dizer, é uma coisa que é constatada que
- 37:55isso é muita coisa do papel da mulher que é
- 37:57colocado na sociedade. Sim, é uma ideia muito adorante.
- 38:00Né? Então assim, eu acho até
- 38:03engraçado que as obras que fazem muito sucesso, que
- 38:06tem esse tipo de protagonista, as
- 38:07protagonistas são meninos, porque normalmente quem faz
- 38:09isso é menina, é mulher. Sim,
- 38:12é só. Mas aí, enfim, entra todo
- 38:14aquele rolê do tipo, ah, e enfim, coisas sexistas, né,
- 38:18tipo, ah, e o que faz na sociedade, isso é só, ah,
- 38:20isso é que é baboca, você só vê, gente, os chônes
- 38:22são todos os protagonistas meninos, né? Então
- 38:24alguém nessa indústria julga que homem e protagonista
- 38:27faz mais sucesso, né, de alguma maneira. Mas
- 38:29isso é muito papel da mulher, a gente é muito
- 38:31ensinada a ser isso, né? Tipo
- 38:33assim, ah, quando a gente tem relacionamento, hoje que
- 38:36a gente tá começando a desconstruir, né, tá assim,
- 38:38você tá começando não, está sendo desconstruída essa
- 38:41ideia, e eu não gosto dessa palavra desconstruída,
- 38:43acho que banalizou muito, mas vou usar, né, de que
- 38:45o homem é um menino e uma mulher é uma mulher, e a
- 38:49mulher tem que cuidar do menino. O
- 38:50tempo todo. Exato, o tempo todo, ela tem que
- 38:52ser mãe, e o que que mãe faz? Tem
- 38:54que cuidar, tem que ser compreensiva, exato. Isso
- 38:57tem que aceitar, tem que educar. Ah,
- 39:00não, mas você tem que entender que ele é só um
- 39:03menino, você tem que entender que é só um
- 39:06menino de 22 anos. Exato. É. Que
- 39:11nem o lance do menino nem mar. Por
- 39:13exemplo, quando ele vê, ó, aquelas 7 minuto
- 39:15escorregadas lá, aí, mas é só um menino, é só um
- 39:18menino, eu não falo nem menino, é homem fazendo
- 39:21molecagem, ele tem idade, ele tem gana pra um
- 39:24pecado, sabe? E fica todo mundo passando a
- 39:25mão na cabeça dele, porque aí ele é menino, ele é
- 39:28jovenzinho, tá manoto. Fica vindo. Pô,
- 39:31pô, pô, pô. Sabe, não tem nada disso não,
- 39:35véi. É um negócio que a gente não
- 39:36vai acreditar, esse intóipio no processo, você se
- 39:39machuca muito. Cara, que bom que, pelo menos,
- 39:42os anime estão ajudando a gente a entender algumas
- 39:44coisinhas, ou levando pra terapia, né? É,
- 39:48eles estão levando pra terapia, todo mundo tem que
- 39:49terapia, a gente faz uma sentada. Sim,
- 39:51ou levando pra terapia, ou então fazendo gente levando
- 39:53uma bandeira, né, fora capitalismo, né, então. É.
- 39:58Eu quero calma, que se sinto de madoka na capa
- 40:01desse podcast, por favor. Cara,
- 40:05tinha que ter. Eu estava pensando em quem que
- 40:07é vestir vermelho na capa desse podcast. Gente,
- 40:13vai ser raio. Qual o anime, o último anime
- 40:16que vocês assistiram, o que fizeram vocês dar uma
- 40:19paradinha assim, pensar um pouquinho na vida de vocês?
- 40:22Eu comecei frio, hein, e aí
- 40:24no segundo episódio eu tive que parar, porque tava
- 40:26doido demais. Ah, mas ele continua. Eu
- 40:29vou continuar. Ele dói muito menos, é uma dor
- 40:32diferente, é. Uma dor diferente. Ah,
- 40:35achei que a minha quer falar, não, mas continua
- 40:36doendo. Mas vai continuar, meus amigos,
- 40:40vai falar do que continua doendo. Mas
- 40:42acho que é um pouco mais light, talvez. É
- 40:45que a gente começa assim, geralmente pensando no fim
- 40:49da jornada, mas é agora que já foi a jornada. E
- 40:51agora? E aí eu acho que, parte de
- 40:53novo na telepíquina, que a cara tá falando, e você
- 40:55tem tritão de as suas vidas, tem que estar
- 40:57totalmente estabilizada, e aí você chega, tipo, pra
- 41:00ir agora. O número já bateu, e aí?
- 41:02Então, assim, eu acho que vale
- 41:03pra vários marcos diferentes da vida, e agora, acho que
- 41:06me passou essa sensação de meu Deus. E
- 41:09agora, então, assim, doeu um pouquinho, mas eu vou
- 41:12continuar. Eu acho que Freedem bateu
- 41:14diferente, assim, cada um. A
- 41:16gente fala que é sobre luto, né, mas... Aham.
- 41:19Eu achei, assim, que o tema central de Freedem é
- 41:22muito mais sobre a velhice, sobre o processo de você
- 41:26envelhecer. Sim. Que você acaba percebendo
- 41:30que as coisas são diferentes, você deixou
- 41:33passar muitas coisas, sabe? Que
- 41:36você deveria ter aproveitado muito mais, sabe? Tipo,
- 41:39são, são assim, questões que me fizeram muito
- 41:42pensar, assistindo a Freedem. É,
- 41:45tanto que eu ainda não terminei, mas eu queria
- 41:48muito terminar, porque eu queria ter uma conclusão
- 41:50desse pensamento mais concreto, que é sobre você
- 41:55envelhecer. E a gente que, assim, tá um
- 41:59pouquinho mais avançada do que o pessoal que tá
- 42:02assistindo ali, agora, a mais avançada da idade,
- 42:04então a gente tá mais assim... somos
- 42:06jovens, gente, mas somos jovens adultas. Parando
- 42:10nessa temática de o que que você deixou, sabe? O
- 42:15que que você vai deixar na terra quando você morrer,
- 42:17sabe? Que tipo de pensamentos você
- 42:20vai deixar nas pessoas que ficarem? Eu
- 42:22acho que são muitas questões, eu acho que pra
- 42:25mim bateu muito mais isso, sabe? A
- 42:27questão do que você vai deixar, sabe? O
- 42:30que que você não aproveitou. E
- 42:32aí eu fiquei assim, sabe? Tipo,
- 42:34nossa, é... Então, cara, o que que eu... qual
- 42:36que é o meu propósito, sabe? Tipo,
- 42:38eu vou, sei lá, se eu morrer amanhã. As
- 42:40pessoas vão lembrar de mim, sei lá, daqui dez anos,
- 42:43daqui, sei lá, cinco anos, sabe? Eu
- 42:45acho que eu fico assim, sabe? Para
- 42:48eu pensar muito nisso. Em questão, por exemplo, de
- 42:50envelhecer sim, né? Mas, assim, eu acho que também
- 42:53a gente fica... Porque assim, aflirem a jornada
- 42:55dela, da descoberta dela. E,
- 42:58inclusive, essa é uma das coisas que eu acho muito
- 42:59rica nesse nível, porque a jornada do crescimento não
- 43:02é tipo de se tornar mais forte, como é normalmente
- 43:04os animes que fazem muito sucesso. A
- 43:07jornada dela é de descoberta para fortalecer
- 43:11as emoções, né? Porque ela já é muito forte. Até
- 43:15aqui, as lutas são ótimas, são incríveis, mas, tipo,
- 43:17ela não tem que estrenar e se esforçar para melhorar,
- 43:20né? Nesse sentido, é um pouco mais a
- 43:22fórmida, né? Do que aflirem, né? Mas,
- 43:26enfim, outro momento. Mas, aflirem, ela começa a
- 43:30perceber as coisas num outro tempo. Ela
- 43:33tem muito tempo de vida. Então,
- 43:36acho que por isso que a gente pône, ela acho que
- 43:38também tem essa coisa de relembrar o passado, né? E
- 43:41de ter, talvez, essa sensação de deixar passar.
- 43:45Mas é porque acho que o tempo
- 43:46dela de percepção, acho que é muito diferente do nosso,
- 43:49né? Tem alguns personagens que eles
- 43:50querem ter feito algumas coisas diferentes, né? Não
- 43:53tem que se apegar tanto, assim, sabe? As
- 43:54coisas do passado também, porque, mano, se não a
- 43:56gente pira, assim, sabe? Tipo,
- 43:57que passou, passou, pensar, tipo assim, ah, fazer o
- 43:59que... Sentar sempre fazer melhor. E
- 44:02aí cai naquela questão também, será que você faria
- 44:05diferente, né? Tipo, às vezes aconteceu, porque
- 44:08tinha que acontecer do aquele jeito, sabe? Exato,
- 44:12é... E aí a gente fica nessa,
- 44:13tipo, ah, é claro que eu faria diferente. Será?
- 44:16Será que você faria diferente? Então,
- 44:18acho que, sei lá, aflirem... Ah,
- 44:21essa cara aflira é muito bom, velho. Muito
- 44:23bom. É só falada. A
- 44:25história, ela é tão delicada. Assim,
- 44:27os dois primeiros episódios são muito tristes, né? Eu
- 44:29chorei muito nos dois primeiros. Pô,
- 44:31e eu parei por isso. É, eu chorei muito nos dois
- 44:34primeiros, mas depois, ele continua bonito, mas de uma
- 44:37maneira diferente, entendeu? Ele
- 44:38não é assim tão triste. Ele
- 44:40é mais delicado e não é tanto, tipo... Porque,
- 44:44sei, não sei te dizer, enfim, se você vai
- 44:46assistir, acho que talvez você entenda, ou não.
- 44:48Frirem é muito único, né? Eu
- 44:50estava falando um sábado com a amiga, né? Sobre
- 44:52Frirem e assim, muito estranho, frirem. Eu
- 44:54falou pra si, porque vai parecer do com nada que eu
- 44:56já tinha visto um ali. É, é muito diferente. Muito,
- 44:59muito diferente, né? Os últimos que eu assisti, né,
- 45:02que ficam tão muito fresco na minha memória, tipo,
- 45:05bom, Nana, obvio. E... deixa eu pensar, eu assisti
- 45:09Nana. E, cara, o diário de uma
- 45:11potecária, véi. Eu acabei hoje de assistir.
- 45:14Nossa, é outro que a Mármina
- 45:15madrassi, assistindo pra lanções aí, me dá com um
- 45:18porada, mudar a vida dela. É,
- 45:19tipo, é muito legal que também é muito diferente
- 45:22de... enfim, tá longe de ser shounen,
- 45:24tá longe de ser e ser k, sabe? É
- 45:27muito longe de qualquer coisa. É,
- 45:28tipo, meio que um frirem, só que vai em verada pro
- 45:30outro lado, assim, sabe? E é num tempo, tipo, assim,
- 45:34que é perfeitamente imaginável que tenha sido
- 45:37real, né? Com uma outra, tipo, sociedade,
- 45:40uma outra, tipo, de estrutura e de regras muito
- 45:42rígidas, assim. E que também tem muito forte
- 45:46as relações de poder e de hierarquia, né? E
- 45:49um pouco o papel, tipo, de submissão da mulher, assim,
- 45:52no sentido, tipo, de sociedade, assim, dessa
- 45:54maneira, né? Até algumas coisas lá que eu
- 45:56olho e faço assim, pô, que lixo, né? Porque...
- 45:58porque tá assim, né? Eu fico pensando, não, mas
- 45:59bem, a gente não tá vivendo no nosso tempo
- 46:01hoje, mas eu espero que a sobra não reforça esse tipo
- 46:03de comportamento. Espero que não. Ele
- 46:05tem outras mensagens, tipo, de fraternidade, de
- 46:09cuidados, um com o outro, de... E
- 46:12até um pouco de coisas de estratégia, velho. Ai,
- 46:15cara, é que eu não consigo falar assim da spoiler,
- 46:17mano. Mas ele é um aninho muito bom
- 46:19também. E ele me fez pensar, parar
- 46:21pra pensar em algumas coisas, tipo... Como
- 46:24às vezes a gente é forçado, entre aspas, né?
- 46:29Porque às vezes esse ser forçado
- 46:31não é tão explícito, mas a gente é forçado a ter um
- 46:33papel que a gente não quer, né? Que
- 46:35é tipo assim, a sociedade impõe a gente... impõe
- 46:39sobre a gente, né? Sobre nós. Que
- 46:42a gente sempre perceber a gente abraça esse papel e
- 46:44a gente só vai no automático, né? Tipo,
- 46:46cai obedecendo regras, né? Tipo,
- 46:49sem, sei lá... Às vezes sem contestar, né? Ou
- 46:53então, tipo... Mas ele também ensina muito,
- 46:55tipo, como você... Saber que você existe nessa
- 46:58sociedade, que você tem esse papel e como você
- 47:00navegar da melhor maneira possível com as coisas que
- 47:03você tem. Porque não é você sozinho que vai
- 47:04fazer uma revolução de um sistema, né? Tipo,
- 47:07então... Como você navegar nessas coisas
- 47:10que, tipo, você não concorda tanto mais beleza
- 47:12elas estão aí, então o que eu faço com isso? Enfim.
- 47:15Isso, eu tenho impactada por Diário de Mapotecário,
- 47:18porque eu terminei de assistir hoje. Então,
- 47:20é isso. Tá, tá na fresca. Bom,
- 47:24gente... E vocês aí comentem que
- 47:27acharam desse episódio, comentem animes aí que
- 47:30tocaram o coração de vocês, que, sei lá... Deram
- 47:33um traço da sua personalidade, todos que a
- 47:36gente falou aqui, ou então o último anime que você
- 47:38assistiu, que te impactou assim, né? Para
- 47:40você pensar na vida. Aí você pode mandar mensagem
- 47:43no seu agregador de podcast favorito, que vamos
- 47:46conferir. E se você quiser que seja
- 47:48lido na sessão de e -mails do MDA, é só você deixar
- 47:51sua mensagem no Spotify ou mandar e -mail para
- 47:53podcastarrobamundodosanimies .com. Ah,
- 47:57a gente fica por aqui com muita dozinha no coração,
- 48:00porque a gente tem muito que falar sobre essas
- 48:02coisas. É só roda. Até
- 48:05o próximo episódio. Tchau. Falou, gente. Tchau,
- 48:08tchau. Legendas
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