Latest / Café com Dungeon / Seu personagem não importa! #0078
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- 0:00Eu não sei se você trabalha com criação no seu dia a dia.
- 0:03Eu trabalho. Eu sou designer na lura, que é
- 0:06uma empresa de ensino de tecnologia, e o meu time de
- 0:10design. Ele trabalha com muitas demandas
- 0:12criativas, né? Muitos problemas que aparecem
- 0:14que a gente tem que solucionar com o processo criativo.
- 0:17A gente passa por um processo criativo e entrega uma solução
- 0:21em design. Isso é muito curioso porque
- 0:23normalmente a gente passa por uma documentação, a gente começa
- 0:26o processo criativo. Com uma documentação, você sabe
- 0:29como é que é um processo criativo.
- 0:30A gente tem vários, né, várias possibilidades, mas o meu
- 0:33funciona da seguinte forma, o meu digo, da minha equipe, né, o
- 0:36que a gente costuma trabalhar em equipe, a gente primeiro começa
- 0:39com uma documentação do problema que apareceu, né?
- 0:42O que que a gente tem de problema?
- 0:44O que que ele atrapalha, o que que ele causa de problema, né?
- 0:48É qual o contexto dele, como ele acontece, quem são as pessoas
- 0:51envolvidas, é quem a quem se destina a resolução desse
- 0:56problema, né? Então a gente faz um mapeamento
- 0:58geral desse problema e começa a documentar também o que a gente
- 1:02vai alinhando, criando o que a gente vai entendendo que são as
- 1:05soluções. Mas uma parte inicial, né,
- 1:09desse, dessa documentação, a gente costuma chamar de
- 1:11briefing, que é quando a gente alinha todo mundo em torno desse
- 1:14problema e começa a entender melhor esse problema.
- 1:17E ali. A gente tem uma etapa muito
- 1:19importante que a gente costuma fazer, que são os requisitos e
- 1:22restrições. Quando a gente delimita quais
- 1:24são os os requisitos e restrições, a gente tá dizendo o
- 1:27que que o projeto tem que ter, que são os os requisitos e o que
- 1:31ele não pode ter, que são as restrições.
- 1:34Então vou dar um exemplo, né, do que precisa ter, do que é um
- 1:37requisito. A gente pode dizer que de
- 1:39repente a gente tá fazendo uma apresentação corporativa ou um
- 1:42vídeo corporativo, a gente diz. Esse vídeo, ele tem que usar
- 1:46determinada paleta de cores, ele tem que usar determinadas Fontes
- 1:50tipográficas, ele precisa de repente usar um logo na capa.
- 1:54Então são coisas que o projeto tem que ter, seguir determinado
- 1:57modelo, et cetera. Tem coisas que o projeto não
- 2:00pode ter. Por exemplo, a gente não pode
- 2:02gastar dinheiro com ilustrações, então, se a gente produzir
- 2:06ilustrações, tem que ser internamente, a gente não pode
- 2:08terceirizar. Pode ser que a gente tenha aí
- 2:10restrições de tempo, né? A gente não pode usar mais do
- 2:13que uma semana. Pode ser que a gente tenha ali
- 2:17alguma restrição de tecnologia. Por exemplo, se você entregar é
- 2:21um layout, esse layout não pode, o layout final não pode ser
- 2:24entregue em Photoshop. Por quê?
- 2:25Porque de repente, o usuário dessa solução não tem acesso ao
- 2:29Photoshop. A gente tem que entender se vai
- 2:31mandar no PDF, se vai mandar em outro formato, e isso faz parte
- 2:35ali das restrições. Photoshop aqui não isso de forma
- 2:39geral, são questões que podem parecer obstáculos, mas no
- 2:42fundo. Os requisitos e restrições ele
- 2:45eles enriquecem o problema. Quando a gente começa a pensar a
- 2:49partir de certos limites, de certa forma, a nossa
- 2:52criatividade é propicionada. E a partir disso, a partir
- 2:56desses esboços e desses limites meio práticos, a gente começa a
- 3:00ter uma série de desenvolvimentos.
- 3:02E aí entram outros outras práticas, outras técnicas
- 3:05criativas, como, por exemplo, é as técnicas de design Thinking
- 3:08que passam normalmente por. Momentos de expansão de ideias,
- 3:12em que a gente jogue 10 na mesa e outros momentos em que a gente
- 3:15refina as ideias, a gente escolhe as mais apropriadas e
- 3:18assim segue. Normalmente isso passa por
- 3:21dinâmicas de alinhamento criativo entre as equipes
- 3:24interessadas ou dentro da própria equipe.
- 3:27Com os profissionais criativos, passa por oportunidade de
- 3:30contingências, né? Que são aquela sambadinha pra um
- 3:34lado ou pro outro que a gente precisa dar pra adequar o
- 3:36projeto a realidade. E principalmente o resultado
- 3:39final, né? Quando a gente chega no
- 3:41resultado final, a gente entrega aquilo e muitas vezes as pessoas
- 3:44nem sabem pelos caminhos, por quais caminhos que a gente
- 3:47passou pra chegar naquele, naquela entrega.
- 3:51No RPG é assim também, o seu personagem, a gente fala nele
- 3:55como um resultado final, mas talvez ele não seja esse
- 4:00resultado final, o jogo talvez sejam todas essas etapas
- 4:04criativas pelas quais a gente passa.
- 4:07Quando a gente está é quando a gente está jogando, né?
- 4:10Quando a gente está criando também alguma coisa dentro da
- 4:12minha equipe, por exemplo, é quando você está ali jogando
- 4:15ideias na mesa, entendendo quais são as melhores ideias, quando
- 4:18você está pensando e criando, a partir de determinados prumos,
- 4:22determinados registros de jogo, determinadas ideias que você
- 4:26preconcebeu também. E esse personagem enquanto você
- 4:29joga, ele está em construção, assim como um projeto criativo.
- 4:33Eu não falo que ele só vai estar definitivamente construído
- 4:38quando um jogo. Quando o jogo termina.
- 4:41Eu acho que passa por aí, né? É, eu não falo aqui só uma
- 4:45sessão ou uma cena. Eu tô falando do jogo terminado
- 4:48como um todo. Eu falo daquela daquele momento
- 4:51pós a última sessão, a sessão da derradeira, aquele momento
- 4:55depois que a ficha é rasgada, né?
- 4:57Da campanha que se esqueceu no meio e a gente nunca mais
- 5:00voltou. Eu tô falando da gente olhar pra
- 5:03trás e se perguntar quem é esse personagem?
- 5:08Quem é o tal Malaquias da tornozeleira?
- 5:11Esse cara, filho da puta sem coração, quem é ele?
- 5:15Me parece que no fundo a gente só vai ter essa resposta depois
- 5:19do jogo encerrado, porque durante o jogo a gente vai
- 5:22construir esse personagem. E nesse ponto parece que toda
- 5:27ficha de personagem, a criação de personagens.
- 5:30É um briefing criativo que nem o que eu uso com os meus times lá
- 5:33na lura vamos investigar um pouquinho mais a criação de
- 5:36personagem. E, principalmente, uma ideia que
- 5:39eu estou tendo aqui é o seguinte, o seu personagem no
- 5:42fundo, durante o jogo, não importa.
- 5:46Eu preciso esquecer o que você sabe, esse é seu problema.
- 5:48Esquecer sobre o que você pensa que sabe sobre a vida, amizade e
- 5:52principalmente sobre eu e você. Bom dia amigos do café com
- 6:02dângel. Estamos aqui para mais um
- 6:04episódio do seu podcast matinal favorito, trazendo sempre muito
- 6:07RPG. Meu nome é Rafael balbi e hoje o
- 6:09meu café não existe até que experimente ele deixa eu ver.
- 6:14Hum, que delícia esse café magenta da ovelha negra.
- 6:19Eu sinto cada gostinho se formando no meu paladar aqui na
- 6:22minha língua e agora eu sinto que ele existe.
- 6:26Bom, se você quer sentir que o café ovelha negra é café
- 6:30especial, principalmente se você quiser uma agenta, eu acho que
- 6:32vale muito a pena. Se você ainda vai se
- 6:34familiarizar com cafés especiais, é vai lá no site
- 6:39ovelha ovelha ponto café e utiliza o cupom ccb.
- 6:43Tudo minúsculo que você consegue um abatimento para beber um café
- 6:46especial, ainda mais em conta, mesmo te levando em conta o
- 6:49preço do café normal, agora cheio de impurezas.
- 6:52Café. Esse café aí, tipo pilão, Três
- 6:55Corações, esses cafés são cheios de impureza, estão custando os
- 6:58olhos da cara. Vale a pena você ir pro café,
- 7:00uma agenda aí da ovelha negra e experimentar, né?
- 7:03Então usa o cupom pro CCD que você consegue um abatimento,
- 7:06beleza, experimenta aí que vale muito a pena, é delicioso, é
- 7:09qualidade de vida. Bom, se você quiser um desconto
- 7:12ainda melhor, pode se tornar um assinante do café com dângelo
- 7:15que a gente dá um desconto melhor também, a gente dá pontos
- 7:17progressivos de acordo com o seu nível de apoio.
- 7:20Então vai lá em apoia.se barra, café condanjo, torne se um
- 7:24assinante e ganhe cupons como como esse da ovelha negra e dos
- 7:28nossos parceiros. Aí a gente tem aí retropunk, a
- 7:31gente tem aí encaramelo jogos, a gente tem até jambô, a gente
- 7:35consegue aí cupom de desconto capicat, então cola aí com a
- 7:39gente que a gente, além dos cupons de desconto, também faz
- 7:41sorteios. De material.
- 7:43Aí a gente agora vai sortear um candela obscura, a gente vai
- 7:47sortear morkboard e a gente vai sortear.
- 7:50É outros jogos aí, inclusive o pachfinder pra pra servege
- 7:56World. Aproveitando que a gente vem aí
- 7:58de um de uma semana de machhaps, né?
- 8:00E bom, essa semana de machhaps eu vou aproveitar o gancho e
- 8:03puxar logo a nossa leitura de enquete, né?
- 8:06Porque no episódio anterior a gente a gente trocou uma ideia
- 8:09com o cara do RPG. Um produtor de conteúdo aí
- 8:13famoso, né? Que vem fazendo uma mach up
- 8:16muito interessante entre four bed and lands e for gotten
- 8:19realms, o chamado four bed and realms, que ele é mestre com o
- 8:21seu grupo de assinante e ele falou um pouco sobre esse essa
- 8:25campanha que é muito interessante.
- 8:26E aí eu perguntei, e aí você mistura cenários?
- 8:30E para minha surpresa, uma maioria que não foi esmagadora,
- 8:32mas foi uma maioria de 62,5% das pessoas disseram que sim, que
- 8:37misturam cenários. E os comentários falando o
- 8:39seguinte, o Leo paixão, um abraço Leo, ele falou, nossa
- 8:42campanha atual é uma experiência parecidíssima.
- 8:45Com o relato desse episódio, adaptamos o run of the Dark him,
- 8:50tracken him, né? É que já é quinta edição pra
- 8:53fargotten realms por motivos parecidos.
- 8:55Trazer essa familiaridade e repensar efeitos no mundo muito
- 8:59conhecido e familiar pros jogadores, particularmente, acho
- 9:03que dá muito trabalho. Se você quer manter a
- 9:07verossimilhança ao explicar porque as forças do cenário
- 9:12permitem que isso aconteça, é quase sempre.
- 9:15Eu me arrependo no meio, pelo trabalho que dá.
- 9:18É cara assim. A gente quando faz mistura de
- 9:20cenários e coisas assim, sistemas também.
- 9:23A gente sempre meio que tá misturando 2 coisas que a gente
- 9:27precisa conhecer, então em teoria dá mais trabalho do que
- 9:29conhecer uma só, né? Fora isso, tem todas as questões
- 9:32de compatibilidade que são muito interessantes, mas quando dá
- 9:35caldo, caldo, é gostoso, né, cara?
- 9:37É é aquele tempero, né? É bom.
- 9:40Valeu pelo comentário, Léo. O Thiago Soares falou misturo
- 9:44tormenta 20 com uma pegada Raven loff EDCC no estilowell fantasy,
- 9:48acho mais desafiador que o pet fineder 2 e quinta edição pontos
- 9:52de magia. Tem que ser mais administrado
- 9:54que os próprios itens. Quase rolou um TPK na primeira
- 9:57sessão, quando o grupo foi atraído para uma sala escura e
- 10:00com golbins prontos para uma emboscada.
- 10:02Foco no desafio e investigação. Olha, cara, é mais gente aí,
- 10:06mais mais um é testando aí, como é que é a mistura entre oll,
- 10:11fenders e tormenta, ainda trazendo para o caldo DCC Raven
- 10:14loff deve tá muito doido, cara, maneiro, depois manda mais aí,
- 10:18reportes sobre as sessões para gente, parece bem interessante.
- 10:22O Fábio Rodrigues Vieira falou comigo, já foi o contrário, eu
- 10:25fui mestrar o ryman of the Frost Maiden e uma leitura em que o em
- 10:30uma leitura em que o inverno é o inimigo principal na quinta
- 10:33edição é eu não, eu não, não. Ele não trouxe o clima de
- 10:37sobrevivência que eu queria, as versões antigas também achei,
- 10:40achei complicações conforme delainze, cheguei mais perto no
- 10:44tom e queria pra campanha. Com o tempo, adaptamos e mudamos
- 10:48algumas regras. Seu episódio, como sincerão?
- 10:51Foi fundamental e ficou de uma forma que a mesa curtiu muito.
- 10:54Inverno realmente é ameaçador e constante.
- 10:57É, Fábio, cara, é, eu acho que é isso, né?
- 11:00A gente entender os pontos Fortes e as sinergias que tem
- 11:04entre os sistemas e as propostas de jogo.
- 11:06A gente costuma fazer essa, esse artesanato da RPG, né, eu acho
- 11:10que é justamente isso, o artesanato da RPG e às vezes uma
- 11:12coisa que funciona legal. Para uma proposta não funciona
- 11:15para outra e vice versa, então saber fazer isso é muito legal.
- 11:19Você pelo visto está fazendo muito bem EOO cara do RPG, né?
- 11:23Oo Felipe também está fazendo isso de uma forma muito
- 11:26interessante lá no four bed and helms, então é isso.
- 11:29Todos de parabéns. Valeu galera, vamos para o
- 11:32episódio. Se tem uma coisa que eu sei é
- 11:48que subestimal desconhecido pode ser fatal.
- 11:51A tempestade que vinhamos investigar no litoral de Santa
- 11:54Catarina não é nada do que eu imaginava.
- 11:56Naufragamos logo na primeira noite minha garganta queimava, o
- 12:00sal correndo cada gota de ar que eu tentava respirar eu tragava
- 12:04uma dor cruel a cada afogamento, um desespero esmagador.
- 12:08Eu quase apaguei, quase não sai dessa.
- 12:11Acordei na Costa de um cemitério de naufrágios, debaixo de uma
- 12:14chuva torrencial, com a minha visão embaçada pela Areia e pelo
- 12:18sal no som do mar, se misturando aos ecos e estralos dos
- 12:22destroços, fantasmagóricos um aviso das profundezas que
- 12:26tentamos desafiar. Cada pedaço de fuselagem é uma
- 12:29história de desespero nesse lugar.
- 12:32Essa ilha perdida guarda mistérios que podem ser mais
- 12:36sombrios que qualquer coisa que eu já enfrentei.
- 12:39Aqui é a Laura Muniz de Moura e esse é o relato do início da
- 12:42minha investigação dos mitos de Atlântida.
- 12:56E aí, sobrevivente, está preparado para o maior desafio
- 13:00de RPG que você já enfrentou na sua vida?
- 13:04Boas vindas aí a temporada aberta de mitos de.
- 13:07Atlântica. Um jogo experimental de horror
- 13:09em sobrevivência em sessões episódicas, onde o foco aqui é o
- 13:13desafio e a imersão total. Então você busca desafios
- 13:17intensos, né? Você acabou de encontrar o
- 13:19Everest do RPG e a temporada aberta chega com mudanças
- 13:23incríveis pra gente. Aí regras mais simples e ao
- 13:27mesmo tempo mais sofisticadas te dá mais Liberdade pra ficção sem
- 13:30se preocupar tanto com mecânica. Aplicação de arquétipos, né, que
- 13:34seriam as cartilhas de jogo, aí os play books e a evolução dos
- 13:37personagens sem uso de nível de personagem, né?
- 13:40A gente tá fazendo a evolução por fato ficcional.
- 13:43Pela primeira vez a gente vai ter mids of Atlantic, da
- 13:46primeira campanha de how quentes, inteiramente mestrado e
- 13:49bugalha em inglês, um Marco aí para expandir a nossa
- 13:52comunidade. É uma forma de jogar e para quem
- 13:54não tem tempo para sessões de voz, né?
- 13:56Não se preocupa não, porque a gente tá implementando um
- 13:58sistema síncrono de jogo aí. Via Telegram você pode
- 14:01investigar os mitos. A aventura está sempre ao seu
- 14:04alcance. A temporada aberta de mitos de
- 14:06Atlântica já começou e eu quero saber se você está pronta.
- 14:10Se você está pronto para enfrentar o desconhecido, junte.
- 14:12Se a nós aí prove que você é capaz de sobreviver ao maior
- 14:16desafio, aí oferta de todos. Investigue os mitos, venha para
- 14:20mitos de Atlântica. Você não é seu?
- 14:44Emprego bom, cumpra aqui a gente começar a perguntar, como nasce
- 14:54um personagem de RPG? Bom, é, me parece que só uma
- 14:58questão importante, porque parece que ele já nasce no
- 15:02início do jogo, né? Parece que quando a gente vai
- 15:04jogar, ele já existe, ele já tá lá.
- 15:06Né? E as pessoas?
- 15:07E o indício que eu vejo disso é que as pessoas falam
- 15:10normalmente, olha, eu vou fazer o meu Rolling play.
- 15:13É de acordo com é com o meu personagem.
- 15:17Faria o Rolling play normalmente.
- 15:19Ele diz respeito às decisões, e aquele personagem tomaria, e não
- 15:22necessariamente as decisões do jogador somente, né?
- 15:26Parece que precisa se levar em conta o que é esse personagem e
- 15:30me parece que é muito claro quando você fala isso, me parece
- 15:33que esse personagem já é uma já já é uma coisa clara, né?
- 15:37Como ele faria, como ele agiria? Mas será que isso é verdade?
- 15:41Bom, para isso, vamos começar a investigar como a gente cria
- 15:44personagem, para a gente poder ter esse personagem e entender o
- 15:48que ele faria quando a gente for tomar decisões enquanto
- 15:50jogadores, então vamos lá, a gente começa normalmente o
- 15:54personagem. Pensando num conceito geral, pra
- 15:57quem é esse cara? A gente normalmente se inspira
- 15:59em alguém de uma série, um personagem de uma série, ou um
- 16:02personagem de um filme ou de um livro, ou em alguém que a gente
- 16:05conhece ou alguma figura histórica.
- 16:07E a gente tenta transmitir isso pra ficha.
- 16:10Às vezes o sistema vai contemplar, né?
- 16:12Esse tipo de coisa, às vezes não.
- 16:14Então se você pegar, por exemplo, um DED clássico, né,
- 16:17ODED quinta edição, a gente normalmente ele tem classes.
- 16:20Né, de personagem, com algumas coisinhas ali, de background,
- 16:24né, de passado desse personagem, de antecedente, desse
- 16:26personagem, mas o forte mesmo são os arquétipos.
- 16:29Então a gente tem ali classe, o arquétipo, de repente uma
- 16:32profissão ou um antecedente, umas coisas muito limitadas em
- 16:35torno principalmente da classe. E a gente tem o alinhamento, né,
- 16:40caótico, neutro, ordeiro, esse, essas coisas assim, acho que
- 16:44esse tipo de coisa é importante. Por quê?
- 16:45Porque a gente. Dentro de determinados jogos,
- 16:48isso aí já é Oo suficiente para a gente começar a jogar.
- 16:52Mas a gente tem também atributos numa ficha clássica de DED ou
- 16:55num DED quinta edição, e a gente, de certa forma,
- 16:58interpreta de acordo com isso, o clássico bárbaro burro, né?
- 17:02Ou sei lá, ou aquele mar muitíssimo inteligente é quase
- 17:05um gênio no limite humano. Como é que a gente joga?
- 17:09Em teoria, a gente joga levando em conta.
- 17:11E os atributos desse personagem. É em outros jogos a gente vai
- 17:15trazer também vantagens, desvantagens, a gente vai
- 17:17trazer. É algum tipo de antecedente mais
- 17:20sistematizado, como vampiro faz, né?
- 17:22Com seu sei lá dizer que você tem recursos, 5 recursos, 3 você
- 17:27tem contatos, você tem não sei o que.
- 17:29Isso tudo é determinado na ficha ali e de certa forma isso vai
- 17:33determinando mais ou menos, vai dando um esboço de quem é esse
- 17:36personagem. Outra coisa que a gente costuma
- 17:39construir antes de começar a jogar é começar a entender quais
- 17:43são as conexões desse personagem com o que a gente tem de
- 17:47expectativa para o mundo de jogo que a gente vai ter.
- 17:49Então, se a gente vai jogar, sei lá, um mundo de jogo, de
- 17:52fantasia medieval, sei lá, uma coisa meio Terra média.
- 17:56Então a gente já tem uma expectativa, ele já tem um
- 17:58repertório que a gente pode alinhar.
- 18:00O nosso personagem, tipo, meu personagem veio.
- 18:03De fire room, especificamente, é de deger Dale, então a gente
- 18:08sabe que seu personagem veio do vale da daga, e isso já localiza
- 18:11ele ali, já dá um pouco de contexto para ele, já começa a
- 18:15estabelecer certas conexões do que ele conhece, do que ele não
- 18:18conhece, né? Isso, de certa forma, vai
- 18:20informar o jogo. Outra coisa também é a história
- 18:23pessoal desse personagem pregressa ao jogo, você pode
- 18:26dizer que, olha, meu personagem é órfão e ele nasceu durante a
- 18:30guerra tal. E isso aqui fez com que é ele
- 18:34crescesse com ódio específico contra determinado tipo de.
- 18:38De sei lá, de de guerreiros, do Império, sei lá, você pode
- 18:42brincar em cima do background do seu personagem.
- 18:44De certa forma, isso é uma prática comum, as pessoas
- 18:47desenvolvem isso para poder é é construir alguma coisa e tirar,
- 18:52né? O seu personagem da folha em
- 18:53branco, você ter alguma coisa para trabalhar em cima, mas e
- 18:58aí, isso já é um personagem? Será que isso já é um personagem
- 19:02pronto? Será que isso já é o suficiente
- 19:04para a gente decidir? De acordo com o que o nosso
- 19:08personagem faria, bom, vamos aprofundar um pouquinho isso.
- 19:14Pra começar a aprofundar isso, eu vou perguntar o seguinte,
- 19:18você já ouviu o episódio 35 da segunda temporada aqui do café
- 19:22com d'angel que eu falo eu eu pergunto se o seu mundo de jogo
- 19:26já existe. Na verdade, eu afirmo, o seu
- 19:28mundo de jogo não existe. E por que eu falo isso?
- 19:31Eu falo isso porque. Me parece que o mundo de jogo de
- 19:35fato não existe no RPG, né? Esse mundo, esse mundo que ODNU
- 19:40cria, que O Mestre constrói previamente e etc.
- 19:43Ele não existe, na verdade, esse mundo.
- 19:45Ele é um repertório emergente, né?
- 19:48E é um repertório ficcional, emergente que a gente vai
- 19:51criando e que tem um sentido interno, né?
- 19:54Esse sentido interno é o que a gente encara como o sentimento
- 19:57de realidade, a verossimilhança, né, é o que vai.
- 20:00Construindo, esse é esse sentimento de que esse mundo
- 20:02existe, mas ele de fato não existe.
- 20:05Ele é um repertório emergente e permanente, tanto que a gente
- 20:09pode esquecer. É determinada parte do mundo que
- 20:12previamente a gente construiu como repertório.
- 20:14E o jogo continua normal, né? Se todo mundo esqueceu que
- 20:17existiu um npc dentro de uma floresta cara, simplesmente o
- 20:21jogo continua e esse personagem não aparece mais e funciona.
- 20:25Ainda assim, os personagens também passam por isso.
- 20:29E, de certa forma, a gente pode é começar a entender que esse
- 20:33personagem, ele só passa a existir conforme você vai
- 20:37jogando. É o mesmo argumento que passa
- 20:39pela lei da mesa, que é 1111. Noção de Royal fantasy, né?
- 20:43Que é o estilo de jogo que eu trabalho em cima do DD clássico
- 20:47eu defendo no episódio 35 o que que é a lei da mesa?
- 20:51O que que é a lei da mesa? Resumindo, a lei da mesa diz que
- 20:55alguma coisa só existe, né, no jogo.
- 20:58Quando entra em jogo, pode parecer redundante, né?
- 21:02Mas você é, se você diz que existe uma Montanha em
- 21:05determinada região, essa Montanha é ocupa toda essa
- 21:09região inteira e pode ser vista de qualquer lado.
- 21:12E importa se você anotou isso na sua preparação como mestre, que
- 21:16ela só vai existir quando você citar ela durante dentro do
- 21:19jogo. A mesma coisa que o seu
- 21:21personagem, você pode anotar na sua ficha que o seu personagem é
- 21:24mau, que nem um Pica-Pau. Mas ele só vai ser entendido
- 21:27dentro do jogo, né? Pelos demais e por todo o
- 21:30repertório lúdico que isso encerra.
- 21:32Se você fizer uma maldade com ele, que mostra que ele é mal
- 21:36maldoso ou que as pessoas falem a respeito.
- 21:38Ou seja, aquilo precisa ser concretizado na ficção de alguma
- 21:41forma. E isso acontece durante o jogo,
- 21:43com todas as pessoas presentes. Por quê?
- 21:45Porque essas pessoas são quem utiliza esse repertório
- 21:48ficcional. Não adianta nada você.
- 21:50Construir um repertório ficcional isolado do jogo.
- 21:53Esse repertório precisa entrar em jogo para existir.
- 21:56Por isso que eu digo que o mundo ele não existe, ele é um ele é
- 21:59um repertório emergente. A mesma coisa vale para o seu
- 22:03personagem. Esse personagem precisa ser
- 22:06construído em jogo, né? Se ele é caótico, se ele é
- 22:10ordeiro, esse tipo de coisa precisa aparecer em jogo.
- 22:12Se ele tem aliados, esses, esses aliados precisam aparecer em
- 22:15jogo, senão eles são só bolinhas na sua ficha de vampiro.
- 22:19Isso é uma coisa importante, porque a gente começa a entender
- 22:22o personagem, assim como aquele mundo.
- 22:25Eu falei que não existe o seu personagem, ele também não
- 22:28existe. Ele existe no máximo como uma
- 22:31expectativa, mas no fundo, ele só vai começar a existir
- 22:36conforme você for jogando e for concretizando.
- 22:39Ele nesse repertório lúdico, comum, nessa ficção comum, nessa
- 22:43ficção compartilhada entre todos os participantes antes disso.
- 22:48Ele é só uma folha em branco. Muita gente crítica o dayd, por
- 22:52exemplo, falando, Ah, mas o dayd é o personagem meio que surge do
- 22:55ovo, né? Ele é um personagem que é vazio.
- 22:58Ele não tem muita coisa diferente, por exemplo, do
- 23:00vampiro que você tem toda uma densidade ali de de
- 23:03antecedentes, de vantagens, desvantagens, né?
- 23:09Você escreve o background onde o sétimo Marcos você responde 20
- 23:12perguntas sobre seu personagem, mas será que isso?
- 23:17Transforma aquela folha em branco numa folha preenchida.
- 23:20Será que esse personagem já existe a partir de agora?
- 23:23Porque você respondeu aquelas 20 perguntas?
- 23:25Me parece que não me parece que independente do personagem sair
- 23:28do ovo criando da ID quinte edição ou de você planejar muito
- 23:31esse personagem, o que você tem é a expectativa de um repertório
- 23:37que vai ser vivenciado por todos.
- 23:39Que você vai dar o nome daquele personagem, ou seja, aquele
- 23:41repertório com sentido comum, que vai construindo aquele
- 23:45personagem, mas ele não existe se não aparecer na mesa.
- 23:48Quando a gente vai criar um personagem, a gente vai
- 23:51construindo um todo coerente. E a gente tem de fato esse
- 23:55problema da folha em branco. E a gente quando começa a
- 23:58delinear um pouco, a gente começa a buscar um pouco de
- 24:01contexto pra esse personagem. É como se a gente começasse a
- 24:04esboçar alguns limites. Que impulsionassem a nossa
- 24:08criatividade mais ou menos como eu fiz lá.
- 24:11Como eu expliquei, né? Lá no na introdução sobre o
- 24:14processo criativo do meu time de design, né?
- 24:16Que normalmente passa por um briefing que a gente coloca
- 24:19restrições e requisitos para um projeto criativo.
- 24:24Então a gente, de certa forma, começa a contextualizar o
- 24:27personagem, estabelecendo alguns parâmetros para ele ali, né?
- 24:32Mas são expectativas. Então, sei lá, quando a gente
- 24:35constrói o personagem, a gente vai levar em conta todas as
- 24:38características de sistema, né? Que o sistema de jogo vai trazer
- 24:42os atributos do seu personagem, as perícias do seu personagem,
- 24:46os antecedentes dele. Você tem vantagens ou
- 24:48desvantagens? Toda a economia de pontos que
- 24:52leva a gente a comprar uma coisa, não comprar outra, né?
- 24:55É, a gente pode também fazer essas conexões com o repertório
- 24:58lúdico. Que existe no acordo pré jogo.
- 25:02Então se a gente vai jogar em fi room, a gente pressupõe que
- 25:04exista, que a gente vai jogar com o repertório ficcional que
- 25:07existe em fi room, né? Então existem os reinos que que
- 25:12existem em fire room, a gente poderia jogar com eles, então
- 25:14associo o meu personagem com isso, ainda que possa ser que
- 25:17isso acontece às vezes que o jogo nem passe pelo território
- 25:21de origem do seu personagem, mas pelo menos aquilo
- 25:24contextualizado, né? Na sua cabeça, de alguma forma.
- 25:27Ou você construiu o background do seu personagem, como eu
- 25:29mencionei há pouco tempo, você vai construindo isso.
- 25:33Isso vai dando um esboço do que é o seu personagem.
- 25:36Mas isso ainda não é o repertório lúdico, né?
- 25:41Que a ficção, que é que a sua ficção vai alcançar, porque
- 25:44ainda não está em jogo. De forma geral, esses elementos,
- 25:49todos eles são um briefing criativo.
- 25:52É uma coisa que vai trazer algumas limitações, alguns
- 25:54requisitos, né? Tipo o seu personagem.
- 25:57Ele precisa ter ali, precisa definir um jogo.
- 26:00Ele tem uma boate na cidade, lá dos vampiros.
- 26:05Pode ser que seu personagem, ele não consiga utilizar uma arma
- 26:08grande, porque ele é um mago, né?
- 26:09Então a gente tem ali limite, né?
- 26:12Que vão impulsionar a sua criatividade.
- 26:16Quando a gente fala, por exemplo, que você tem o seu
- 26:19personagem tem 3 pontos de contato no vampiro.
- 26:23É, você pode dizer que ele pode jogar o dado para ver, né?
- 26:26Ele joga 3 dados para ver se tem sucesso.
- 26:28O número de sucesso quer dizer que ele teve acesso a contatos.
- 26:32Mas você pode dizer também que uma bolinha é o é o zébio, outra
- 26:36bolinha é o esquistosoma e outra bolinha é a Matilda cremilda,
- 26:40que são mais malfeitores menores espalhados pelas ruas, né?
- 26:44Atrás de qualquer trambique são informantes seus.
- 26:47Você vai concretizando aquelas bolinhas na ficção conforme elas
- 26:50aparecem, você joga o dado e deu com você.
- 26:53E o acionou o contato, beleza, mas quem é esse contato?
- 26:55Como é que esse contato entra em jogo?
- 26:57E aí você tem o repertório sendo criado, aquela bolinha de
- 27:00contato. Ela não é um repertório
- 27:02ficcional de verdade, ela é um esboço, ela é uma expectativa de
- 27:05ficção. Isso tem a ver muito com o
- 27:08episódio 7 aqui também do café com dano, na segunda temporada,
- 27:12que eu falo sobre a disputa da ficção no RPG e quando você diz
- 27:16que o seu personagem tem um clube noturno na parte rica da
- 27:19cidade. Né, e esse é o clube noturno que
- 27:22você tem direito de ter no jogo inicialmente, porque você
- 27:25comprou ele lá nas suas vantagens, por exemplo, na sua
- 27:28ficha, é isso, quer dizer que você já não tem um clube noturno
- 27:32na parte, na parte pobre, por quê?
- 27:34Porque tudo escolha nesse ponto é uma Renúncia, né?
- 27:36Então, na verdade, você está construindo uma limitação e de
- 27:39outra forma, se você pudesse escolher a qualquer momento você
- 27:42pode escolher, sei lá que você está encalacrado na parte pobre
- 27:45da cidade, você diz não. Eu tenho 11 casa noturna aqui.
- 27:49Você se deu essa Liberdade porque você não definiu antes.
- 27:53Mas quando você define previamente, você está dizendo
- 27:55que aquilo ali é um repertório construído e que você tem esse
- 27:59clube naquela parte da cidade, etc, etc.
- 28:01Eu particularmente como mestre, deixo que o jogador é é escolha,
- 28:06onde vai ser o seu clube noturno e como vai ser esse clube
- 28:09noturno, etc etc. Durante o jogo, onde for melhor
- 28:13para ele. Mas a partir do momento que ele
- 28:15disse que ali não pode ser em outro lugar, tem outros mestres
- 28:18que pedem para o jogador definir isso previamente.
- 28:20E quando ele define previamente isso, de certa forma, ele
- 28:23começou a jogar. Acho que nesse.eu.
- 28:26Tenho que admitir que aí você começa a jogar de repente, antes
- 28:28mesmo do jogo construído. Mas aquilo ali é um é uma.
- 28:31Passa a ser uma limitação, né? E você já está determinando a
- 28:34ficção em jogo e aquilo que vai precisar ser anunciado.
- 28:38Com o jogador de alguma forma ou pelo menos acertado, né?
- 28:41Com com o grupo ali, porque senão pode até ter conflitos,
- 28:44né? É, vamos supor que você está
- 28:47jogando um vampiro. EE, está estabelecido que só tem
- 28:51uma casa noturna na cidade de quem é, né?
- 28:54Então a gente vai ter que definir isso em conjunto, mas
- 28:57principalmente aquele clube noturno fica na parte rica, logo
- 29:02ele não fica na parte pobre, entende isso?
- 29:06Não, não deixa de ser essa ficção em disputa durante o jogo
- 29:10e toda escolha é uma Renúncia. E assim você começa a construir
- 29:13o repertório lúdico do seu personagem e começa a colocar em
- 29:17jogo. Ou seja, esse repertório lúdico
- 29:19entra em jogo e passa a valer para as pessoas que começam a
- 29:22utilizar aquela ficção, aquela ficção construída de forma
- 29:26coerente entre si, que a gente começa a encarar como mundo de
- 29:30jogo, como espaço simulado ou chame como quiser.
- 29:33O seu personagem também é assim? E aí nesse ponto a gente começa
- 29:37a trazer aqui é uma ideia de contexto lúdico também, que
- 29:40ajuda a dar esse contexto para o personagem.
- 29:43O que que eu chamo de contexto lúdico é como aquela.
- 29:46Aquele jogo, né? Constrói a sua simulação, né,
- 29:50dentro da jogabilidade dele. Então, por exemplo, ODED, ele
- 29:53vai trazer que você é um mago caótico, level 1, força 6,
- 29:57inteligência 18 e conhece os segredos da magia da escuridão,
- 30:01então você consegue fazer ela a magia de darkens isso.
- 30:05Costuma ser suficiente para você começar a jogar.
- 30:07Você não precisa definir exatamente onde ele vive.
- 30:11Como isso pode definir durante o jogo até, né?
- 30:13Até porque o se o jogo não definiu isso previamente, talvez
- 30:17você não precisa definir isso de fato previamente.
- 30:19Você pode construir conforme joga e assim, dependendo de como
- 30:22o jogo rodar, talvez isso nem entre em jogo.
- 30:25Talvez isso seja uma questão relevante para esse jogo, até
- 30:28que seja e aí você define, né? E outros jogos na mesma toada,
- 30:32né? Mas no mesmo no mesmo ramo, ali
- 30:34como beyond the Wall, eu fiz até um review sem serão aqui no café
- 30:38com dângeno recentemente, o beyond the Wall, ele ele já
- 30:42atrela um pouco mais. Ele já começa a desenhar esse
- 30:44personagem na Vila dele, no ambiente dele, já começa a
- 30:49trabalhar relações entre os personagens e muita gente gosta
- 30:52de ter isso porque ajuda ela a tomar decisões.
- 30:56É aquela coisa. Que tira o branco do papel, né?
- 30:59É como o briefing criativo começa a botar alguns limites,
- 31:02algumas ideias ali na mesa e você começa a jogar de acordo
- 31:06com essas ideias. Mas isso quer dizer que esse
- 31:08personagem já existe, no caso, o falkenstein, por exemplo.
- 31:11Você começa a definir no que seu personagem é bom e no que não é.
- 31:14Mas esse rol de habilidades, em que ele, em que ele é bom e não
- 31:17é, são habilidades pertinentes, aquele cenário steampunk na era
- 31:21vitoriana. Né, uma here vitorina
- 31:24alternativa que tem dragões, fadas, et cetera.
- 31:27Então ele tem todo um recorte em torno disso.
- 31:30Até é atributos de magia, né tomos que você tem acesso.
- 31:35Então, quando você constrói o personagem, a gente está em um
- 31:37contexto lúdico, diferente do contexto lúdico do DED.
- 31:41Não quer dizer que um é pior do que o outro, provavelmente um é
- 31:44mais adequado do que o outro. Agora tem uma questão pessoal aí
- 31:47que é você entender. Se aquilo é o suficiente para
- 31:50você e isso você de fato precisa elaborar um pouquinho mais para
- 31:53você começar a tomar as decisões com seu personagem de uma forma
- 31:56mais criativa, às vezes você vai empacar um papel em branco.
- 32:01Tem outros jogos, como ril, foulk, burning will, cult, em
- 32:04que o relacionamento dos personagens é muito
- 32:06interessante. Então você meio que vai
- 32:08construindo uma rede de relacionamentos e afetos e
- 32:12elementos em disputa, né? Entre os personagens e o jogo
- 32:16emerge muito disso. E sobre isso, né?
- 32:18Eu posso dizer que é uma coisa importante, a forma com que a
- 32:22gente, esse contexto lúdico é muito, muito importante, porque
- 32:25isso é o recorte que a gente dá na simulação que o jogo propõe,
- 32:29né? Eu pude falar um pouco disso no
- 32:30episódio 63 aqui da segunda temporada do café.
- 32:33É o simular, emular e Philip K. Dick são alguns insights que eu
- 32:38tive a partir de uma fala, né, de 1/01/1 de uma palestra lá que
- 32:41o Philip k dzick deu no match em Paris.
- 32:46E trouxe muitos insights. Um dos principais insights que
- 32:49eu tive a partir dessa dessa construção dele, do Felipe.
- 32:52Que dizer que sobre simulação, é de que a agência do jogador
- 32:57pressupõe metajogo, se não seria agência do personagem.
- 33:01Ou seja, você não decide somente de acordo com o seu.
- 33:05De acordo com o seu personagem faria, mas você decide dentro do
- 33:09contexto do jogo que você está jogando.
- 33:12Então, se você está jogando, por exemplo, DED, você tomar
- 33:15atitudes em é a despeito do seu grupo de jogo.
- 33:18Normalmente costuma ser uma burrice, né?
- 33:20Por quê? Porque o jogo depende muito
- 33:22dessa, desse grupo, coagindo em conjunto para superar os
- 33:25desafios. Já no Rio folk burning will você
- 33:29jogar com isso em mente, provavelmente você vai ter
- 33:32alguns problemas aí. Esse jogo ele ele estimula uma
- 33:35certa disputa entre os personagens, né?
- 33:38Então a gente entender que nós decidimos enquanto jogadores e
- 33:43isso é diferente de decidir enquanto personagem é muito
- 33:47importante. Então, não somente o contexto do
- 33:50personagem constrói esse personagem, mas o contexto
- 33:52lúdico também, o contexto do jogo que você está jogando.
- 33:57Mas fora isso, acho que o principal que constrói o
- 34:01personagem são as decisões. Coerentes que você vai tomar
- 34:05durante é o jogo e que vão, né? A coerência entre essas decisões
- 34:10é o que vai construir o personagem ou a própria
- 34:12incoerência, afinal de contas, você pode construir um
- 34:14personagem que é incoerente por natureza, né?
- 34:17EE? Essa incoerência por si só, uma
- 34:19constância é 11 repertório vai formar um repertório e esse
- 34:23repertório é o que vai dizer. Qual o seu personagem?
- 34:26Só que pra tomar essas decisões, muitas vezes você precisa desse
- 34:29auxílio, desse contexto lúdico, desse contexto, né?
- 34:33Da criação de personagens, do do do sistema, das conexões dele
- 34:38com o cenário do background e et cetera.
- 34:42Mas são as suas decisões que vão formando.
- 34:46É um repertório, e é esse repertório que é o seu
- 34:50personagem. O seu personagem vem do jogo
- 34:54jogado. Mais de 1000 episódios na
- 35:00primeira temporada, um podcast premiado por suas reflexões
- 35:06sobre o jogo, entrevistas e convidados em uma nova temporada
- 35:10com muito a oferecer a comunidade do RPG.
- 35:18Aventureiros? Numa busca por mais episódios na
- 35:21semana, te convidam a fazer parte do grupo de Telegram,
- 35:25participar de sorteios e enriquecer seu jogo.
- 35:31Esquente a água, moa os grãos e pegue os dados, apanha.se barra
- 35:42café com gancho. Contamos com você.
- 35:54Não é o dinheiro que tem no banco, não é o carro que dirige.
- 36:05Vamos entender um pouquinho melhor essa afirmação, né?
- 36:07De que o seu personagem é um repertório que vem do jogo
- 36:11jogado. O que que eu quero dizer sobre
- 36:12isso? Bom, faz o seguinte exercício,
- 36:15pega aí. É 2 personagens, você faz eles
- 36:19em vampiro, e eles e eles têm 2 fichas idênticas.
- 36:24Pode ser de vampiro, mas pode ser também de burning will, pode
- 36:26ser de outros, de outros jogos, mas pega 2 fichas idênticas.
- 36:31Melhor pegar desses jogos que elaboram um pouco mais o
- 36:33personagem, né? É.
- 36:35E aí você pega 2 jogadores diferentes.
- 36:37Esses 2 jogadores diferentes provavelmente vão construir 2
- 36:42personagens durante o jogo. Bem diferentes entre si, porque
- 36:46vão tomar decisões diferentes, né?
- 36:49Os conflitos que vão aparecer a partir desses personagens, os
- 36:52conflitos emergentes, vão ser muito particulares da
- 36:56interpretação que cada jogador tá dando para essa ficha e para
- 36:59esse esboço prévio do do personagem.
- 37:02E é claro que você decidiu um background.
- 37:04Responder perguntas sobre o passado desse personagem ajuda
- 37:08você a trabalhar esse contexto para tomar suas decisões.
- 37:12Mas ainda assim. Você está construindo esse
- 37:15personagem? O que importa são as decisões
- 37:17que você vai tomar e que vão ser impressas em jogo para aquela
- 37:21para aquele coletivo, né? Não somente no espaço interno
- 37:25seu o que você decidiu? Somente você, né?
- 37:28Dentro do seu espaço interno, as respostas que você respondeu
- 37:32sobre seu personagem, sobre o passado dele, isso são é
- 37:35dinâmicas criativas sua suas, né?
- 37:38Mas que vão impactar o jogo somente quando você.
- 37:40Tomar decisões em jogo, quando você descrever alguma coisa em
- 37:44jogo, quando você determinar alguma coisa sobre a ficção do
- 37:47seu personagem em jogo. E aí eu retomo, a gente age de
- 37:52acordo com com o que o nosso personagem faria.
- 37:55Será que isso é verdade? Eu começo a questionar isso
- 38:00tomando como princípio que o seu personagem é um repertório
- 38:03emergente, assim como o mundo de jogo, né?
- 38:06E assumindo que a sua ficha e o seu background.
- 38:09São certas limitações, é de ficção que vão proporcionar a
- 38:14sua criatividade, mas que ainda não entraram em jogo, né?
- 38:17E o que tá na ficha e o que tá no seu background ainda precisam
- 38:21aparecer em jogo. Ainda precisam ser descritos em
- 38:23jogo para passar a valer dentro dessa do jogo, dentro dessa
- 38:28ficção que a gente tá compartilhando, né?
- 38:30De acordo com com a lei da mesa, a gente pode dizer que o seu
- 38:35personagem. Ele é as decisões que você toma,
- 38:40né? Mas é é essa máxima, né?
- 38:42Jogar de acordo com o que meu personagem faria o seu
- 38:45personagem, se ele é feito pelas decisões que você toma, né?
- 38:50Claro, com base no contexto, um repertório nas limitações dele,
- 38:53né? E toda essa é essa construção
- 38:57prévia que você fez. Ainda assim, há uma gama imensa
- 39:01de possibilidades de decisão para você tomar, que vão
- 39:04representar esse personagem no jogo e vão construir esse
- 39:08personagem não somente para você, mas perante todos os
- 39:12outros participantes do jogo, né?
- 39:14O seu personagem, portanto, ele é uma folha em branco, né?
- 39:17E mesmo que haja alguns rascunhos, ele é essa folha em
- 39:20branco e que não existe, mas que ele vai começar a existir
- 39:23conforme você tomar decisões. Mas decisões com base em que se
- 39:29ele não existe, né? Para além desse repertório que
- 39:32não está em jogo, né? Me parece que não importa que na
- 39:37ficha ele seja caótico. Mas como você vai imprimir o
- 39:40caos do Malaquias de tornozelesa, traficante temido
- 39:44pelos demais bandidos e muito ferido pela polícia?
- 39:47Se é que você me entende? Como é que você vai imprimir ele
- 39:50em mesa de jogo com o grupo dentro do repertório lúdico
- 39:53comum? O background e tudo mais.
- 39:55Eles vão ajudar você a dar coerência para esse repertório.
- 39:59Mas ele só existe com a sua interpretação desse personagem,
- 40:02com você exercendo a sua intencionalidade de dizer como
- 40:09ele vai ser criado, como ele está sendo criado.
- 40:11Ou seja, enquanto estamos jogando, estamos criando
- 40:15personagem. Ele não existe antes.
- 40:17E aí você vai construindo isso de forma coerente, mais coerente
- 40:21ou menos coerente, mas sempre. Construindo esse repertório, que
- 40:24é o que vai dizer quem é o seu personagem.
- 40:33Que livro bonito é esse aí, o Leopoldo?
- 40:41Que legal é essas coisas de joguinho, né?
- 40:44Que você rola os dados tudo e os dados age é isso.
- 40:48É, acho que é isso também, mas é esse lance do vintage.
- 40:51Jogo antigo é porque quem e quem agir era o jogador e não os dava
- 40:57em si. E esse jogo joga como é, é é
- 41:02tipo RPG. É diz aqui que é recriação com
- 41:06os personagens gerado, que ele chama, então gera o personagem
- 41:10EE, joga com ele. Mas que que é vintage o
- 41:15Leopoldo? É.
- 41:16É essas coisas aí que tem 20 anos já, coisa das antigas, que
- 41:20vai que volta, o pessoal traz de volta e depois deixa +20, é isso
- 41:24aí. Ah, é que nem eu então que eu
- 41:27sou 2 vintage de idade, né coroa já?
- 41:31É só que no caso do livro, é 11 de 20 só porque é de vintage,
- 41:36né? E tu tem esses dados aí, o
- 41:39Leopoldo. Mas, mas, é claro, eu ando
- 41:42sempre aqui com meu saquinho com 2 kits de dados de RPG, olha.
- 41:46Então Bora jogar, porque eu fiquei me coçando de vontade de
- 41:50aprender a jogar isso aí, como os antigos faziam, só que hoje
- 41:53em dia, né? Vamos embora?
- 42:03Saiu pela caramelo. Jogos OD vintage RPG do DM
- 42:06kirau. Edição impressa completa, bonita
- 42:10com as mexidas do kirau em cima do DID zero do DIDBXDID clássico
- 42:14de forma geral. Explorando uma jogabilidade
- 42:17ferramental usr bastante influenciada pelo café com
- 42:21dângio, inclusive. Então você vai estar mais do que
- 42:24familiarizado com essa jogabilidade e você é nosso
- 42:26ouvinte. É excelente para aplicar com
- 42:30well, fentes e outros. É os truques preferidos aí da
- 42:33blogosfera osr, desde que você não se esqueça de antecipar os
- 42:36perigos. Relógios da dângelo, relógio dos
- 42:39ermos e muitas outras ferramentas com a famosa
- 42:42didática do quiral. Tem que dar uma chance para
- 42:45ORPGO do scu. Não pode perder, essa é uma
- 42:47excelente pedida. Ou agora?
- 42:49Se você já é Cascudo, mas quer evoluir ainda mais a sua
- 42:53jogabilidade com Liberdade e um pacote robusto de ferramentas,
- 42:57esse é o teu jogo. Confere lá no site da caramelo
- 43:00jogos no ticket do episódio para esse e outros lançamentos de
- 43:05RPGO do scu aqui no Brasil. Eu que tenho na carteira não é
- 43:18seu uniforme. No fundo, então, concluindo,
- 43:27você não toma decisões de acordo com o seu personagem faria
- 43:30porque ele não existe para você perguntar.
- 43:33Ele não tem teor para além da sua expectativa, ele não tem
- 43:37vida, ele só é expectativa mesmo.
- 43:40AA realidade impressa, ela pode ser, inclusive, bem diferente
- 43:43das suas expectativas. Quantas vezes o seu personagem
- 43:46acabou sendo uma coisa em mesa, diferente do que você planejou?
- 43:50É importante, inclusive, que exista esse espaço de mudança,
- 43:53que a sua expectativa seja frustrada para uma coisa melhor
- 43:56em jogo, que possa emergir de uma forma mais interessante em
- 43:59jogo. No fundo, o seu personagem, ele
- 44:03vai ser o somatório das decisões que você tomou em jogo, e não o
- 44:06contrário. A agência do jogador pressupõe
- 44:10metajogo, lembra? Então é você quem decide essa
- 44:13construção e não personagem. A agência é sua, a agência é do
- 44:17jogador, essa agência não é do personagem.
- 44:21Então, esse repertório do seu personagem, ele está em
- 44:24constante construção, enquanto a gente joga no fundo, quando a
- 44:28campanha terminar. É que você vai ter um algum
- 44:31elemento que você vai ter essa janela pela qual você vai poder
- 44:35olhar para entender algumas interações significativas, né?
- 44:40Dessa vida fictícia que a gente criou em conjunto para dizer
- 44:43quem é esse cara, e muitas narrativas vão emergir disso,
- 44:47né? Ou uma só se você tiver jogando
- 44:49um jogo que constrói uma narrativa como seu objetivo, o
- 44:53Malaquias de tornozeleira? Era um filho da puta sem
- 44:57coração. Mas no fundo.
- 44:59Ele só queria ser amado por todos.
- 45:01Uma vida incompreendida, mas que acabou com um funeral e contou
- 45:05com a presença massiva de toda uma comunidade saudosa com
- 45:09polícia, com bandido, com criança, com velho, com
- 45:12flamenguista, com vascaíno, todo mundo molhando o lencinho
- 45:17branco, pedindo por paz. Esse, no fim, foi o seu
- 45:22personagem. Durante você teve que descobrir
- 45:25quem é o seu personagem, então, no fundo.
- 45:28Não importa, importa quem ele vai ser.
- 45:35Você é a merda do mundo. Que faz tudo para chamar
- 45:36atenção, é isso. Espero que tenha curtido é essa
- 45:42Bravata, né? Reforçando que é uma Bravata.
- 45:44Seu personagem não importa, claro.
- 45:46Mas deixo aí a uma enquete para você responder, e aí, o seu
- 45:50personagem importa? Responde aí sim ou não?
- 45:53E depois comenta, o que que você tem achado dessa série
- 45:55cronoclasta aí do seu mundo de jogo?
- 45:57Não existe seu personagem não importa, as regras não importam.
- 46:01Conta aí o que você tem achado dessas bravatas que eu tenho
- 46:03lançado? Enfim, é, é isso, vamos
- 46:06encerrando por aqui. Lembrando que no descritivo do
- 46:09episódio, eu vou deixar ali Oo café com Dancing número 35
- 46:12lincado, né? O seu mundo de jogo não existe o
- 46:13café com Dancing número 7 da segunda temporada também Oo
- 46:16disputa pela ficção e o episódio 63 simular emular e Philip k
- 46:21dzic. Onde tive um insight sobre é que
- 46:27a agência do jogador pressupõe metajogo é não mais.
- 46:30Vou deixar link aí também. Pro Castle falkenstein, pro be
- 46:33on the Wall, pro burning will, pro Rio folk.
- 46:35E pro vampiro, a máscara, que são os jogos que eu citei nesse
- 46:38episódio. Beleza?
- 46:39No mais é você pode se tornar apoiador do café com dângeo e
- 46:43ajudar a gente a voltar a ter 5 episódios nessa semana.
- 46:46Considere apoiar o projeto e a nossa expansão lá no apóia se
- 46:50apoia ponto s barra, café com dângeo e você participa do nosso
- 46:53grupo de Telegram, muito legal e ainda tem conta egoísta, beleza?
- 46:57Você gostou especificamente do café com dângeo de hoje?
- 47:01Deixa pra gente uma gorjeta, manda o seu Pix em qualquer
- 47:04valorpracafecomdangel@gmail.com a gente conta com você.
- 47:08Se você tem uma empresa ou uma marca e quer ter um dia na
- 47:10semana no café com dângel, você pode financiar o episódio
- 47:13semanal do podcast e fazer a Alegria da massa rpgista
- 47:16consulta a gente aí em café comdangel@gmail.com que a gente
- 47:19tem uma proposta especial pra você.
- 47:20Você pode também consultar agentes sobre parcerias e
- 47:23anúncios. A gente trabalha com marcas de
- 47:25RPG e também de outros ramos como cafés, jogos, tecnologia,
- 47:28mídia e etcetera. Se você é produtor de conteúdo,
- 47:32game design independente, acadêmico, fã alguma coisa assim
- 47:35e quer participar do projeto, conta um pouquinho sobre você e
- 47:38fala sobre a sua ideia lá no nosso e-mail, beleza, a gente
- 47:41acerta alguma coisa. No mais, agradecer aos
- 47:44assinantes, a galera que torna possível essa aventura, então
- 47:47muito obrigado. Aí o pessoal que apoiou com o
- 47:49nível incentivo, incluindo aí o Lúcio Pimentel, valeu.
- 47:53Valeu demais ao pessoal do nível de apoio à comunidade, incluindo
- 47:57aí o Lucas lá do optar um inclive valeuzaço Lucas, ao
- 48:01Evaldo pontual e ao Walter Luiz lada da Silveira.
- 48:05Um saldo especial para os assinantes do nível RPG.
- 48:07Dojou, né? Que eu vou mudar aqui para café
- 48:11com dojô, aliás, café no dojô, tá?
- 48:14O nome desse desse nível de apoio vai vai mudar para café no
- 48:18do Ju. Então agradecendo aí o Mateus
- 48:20coleto Vieira Silva, o Pedro Oliveira ou bizziner, o Vinícius
- 48:24Caldas, o Felipe scostegu, Caio Palma Fernandes dentre os
- 48:28demais. Então obrigado a galera aí do do
- 48:31café com doju. E 11 abraço aos membros do
- 48:35treinamento. Hoy of Antas é o Abílio Júnior,
- 48:37César Machado, Daniel Haidar, Diego sestito, Leo gasparuto,
- 48:40Marcos Gonçalves e Pablo Rodrigues Lima.
- 48:43Por fim, um imenso agradecimento ao nosso membro.
- 48:46Café com balby e o Thiago Augusto.
- 48:49Valeu meu amigo, obrigado pelo seu apoio desde sempre, cara.
- 48:52E é isso pessoal, até a próxima. Você?
- 49:27Eu não sei nada, nada. Vamos.
- 49:29Saber a resposta para essa pergunta.
- 49:31Se você fosse morrer agora, como se sentiria sobre a sua vida?
- 49:34Eu não sei. Eu não sentiria nada de bom
- 49:36sobre minha vida. É isso que você quer que eu
- 49:37diga. Então resposta errada.