Latest / SuinoCast · by PPGVET / Vamiré Luiz Sens Júnior: Sustentabilidade e Gestão de Recursos na Prática | Ep. 264
Transcript
- 0:01Estando -se no ar o primeiro podcast da Suno
- 0:08Cultura Brasileira, o Suno Cast. A
- 0:10sustentabilidade na Suno Cultura para mim é tu
- 0:13assegurar a perinização do negócio, de maneira muito
- 0:17simples e compacta, perinização do negócio. Você
- 0:21tem que fazer com que o teu processo, suas
- 0:25estratégias, a condução do negócio garanta que ele
- 0:28sobreviva ao longo dos anos, sem comprometer
- 0:31qualquer parte. Siga -nos nas redes sociais,
- 0:35YouTube e Spotify para ter acesso a conteúdo técnico
- 0:39atual, de qualidade irreverente e gratuito. O
- 0:45Suno Cast só é possível através do apoio de
- 0:47empresas inovadoras e que apoiem a educação continuada
- 0:50na Suno Cultura Brasileira. Alga
- 0:53Prime DHA da Cobion, o Omega 3 DHA, a base de
- 0:57algas para a nutrição de suinos em todas as fases
- 0:59de crescimento. Adicioná -lo às rações e está mais
- 1:02fácil do que nunca. Seva, sempre com você, além da
- 1:06saúde animal. DSM Firminis, moldando o futuro
- 1:09dos cuidados com suinos. Polinutri,
- 1:12nutrição animal. Juntos, vamos mais longe. Olá,
- 1:21sejam todos muito bem -vindos para mais uma edição
- 1:23do nosso Suno Cast. Meu nome é Guilherme Ibrantes,
- 1:26sou host do programa e esse que é um programa
- 1:30bastante dinâmico, um programa democrático, leve,
- 1:34bastante aberto e com abrangência de uma gama
- 1:38enorme de profissionais da área e profissionais afins.
- 1:41Nós temos aí os produtores, nós
- 1:44temos toda a academia, estudantes, professores. Eu
- 1:47sempre falo dos filhos, tanto os filhos dos
- 1:50produtores como os futuros profissionais da área,
- 1:55veterinarios, agrônomos, biólogos ou teclistas,
- 1:58técnicos em agropecuária e toda essa cadeia. Os
- 2:02nossos consumidores e importantíssimos nossos não
- 2:05consumidores também. Hoje um convidado muito especial,
- 2:09VamiRé, Luiz Sens Jr., o VamiRé que é gerente
- 2:14executivo de sustentabilidade da Ceara Alimentos. VamiRé,
- 2:19seja muito bem -vindo, fica muito bem à vontade. O
- 2:23VamiRé que é veterinário, formado em larges em 2004.
- 2:28Mestre, tem mestrado em bem -estar
- 2:31animal. MBA na parte do agropecuário e
- 2:36também em negociação, inclusive fizemos um curso
- 2:39junto. E VamiRé, seja muito bem
- 2:43-vindo, fiz uma rápida introdução que eu chamo de
- 2:45uma introdução FII aqui e nos conta quem é o VamiRé,
- 2:49da onde que veio e como está aí. Boa
- 2:56tarde, Guilherme. Boa tarde quem está conosco.
- 2:59Quer dizer que é um prazer, uma
- 3:02alegria enorme estar aqui conversando contigo. A
- 3:07gente já trabalhou de longa data junto aí e parar um
- 3:14tempinho para conversar sobre sua inocultura, sobre
- 3:17sustentabilidade. E para mim é uma alegria
- 3:19enorme, um privilégio. Bom, eu estou aí aproximadamente
- 3:2420, 21 anos no mercado. Comecei
- 3:32a minha carreira em Abatedoro, Abatedoro de
- 3:35Suínos. Tive uma breve caminhada na
- 3:41parte de agroindústria voltada para a parte de
- 3:46Abatedoro. E logo depois me inseri na
- 3:49área de agropecuária. E venho trabalhando na área
- 3:54de agropecuária desde então. Fiquei
- 3:55mais ou menos uns por volta de dois anos e meio
- 3:59na parte de frigorífico e de lá para cá eu só
- 4:01transitei na área de agropecuária. Trabalhei
- 4:05na parte de fomento, trabalhei na parte mais
- 4:08estratégica de inovação, trabalhei na parte de
- 4:12relacionamento com a integração, contratos,
- 4:16políticas de remuneração, investimentos, expansão. Tive
- 4:23passagens aí na parte de sustentabilidade no que
- 4:27desrespeita o ESG, olhando o processo como todo,
- 4:32olhando para o complexo industrial, também para a
- 4:37agropecuária. Transitei na parte de bem estar
- 4:40animal, em adequações, os nossos sistemas de produção.
- 4:45Enfim, fiz bastante coisa e me
- 4:50trouxe bastante alegria e permitiu aprender muita
- 4:54coisa, muita coisa mesmo. A DSM Firminis pode ajudá -lo
- 4:59a preparar, proteger e apoiar a resiliência dos
- 5:02seus leitões. Fornecendo experiência local em suínos
- 5:05e soluções completas e personalizadas para ajudá -lo
- 5:08a concretizar a sua visão. A
- 5:10DSM Firminis está moldando o futuro dos cuidados com
- 5:14suínos. Muito bem, muito bom, vai ser
- 5:19uma conversa fácil aqui, vai me ver. E
- 5:23eu com 21 anos aqui já está na maioridade, né?
- 5:28Interessante pegar essa carreira que eu
- 5:31falo que não é uma carreira muito comum, a
- 5:36pessoa começar na indústria e ir para o campo e tendo
- 5:40uma visão de 2 anos, 2 anos e meio da indústria,
- 5:43a gente sempre fala que a nossa cadeia, sendo uma
- 5:45cadeia longa, muitas vezes tem o confundimento, de
- 5:49quando termina a cadeia. Na verdade a cadeia termina no
- 5:52prato do consumidor. Perfeito.
- 5:54Chegar lá, algum elo aí está falho. E
- 5:58tu começando na indústria, tem uma visão diferente,
- 6:02tem uma visão um pouco mais facilitada de toda a
- 6:04cadeia. Mas vai me ver, o nosso
- 6:08objetivo aqui é sustentabilidade. E
- 6:11eu vou me arriscar aqui a repassar o conceito que o
- 6:18Mário Pens repassou também do que a ONU considera
- 6:22sustentabilidade. Vou falar que não são as
- 6:27palavras que eu estudei, mas o que me marcou, o
- 6:30que ele comentou, que é aquilo que a nossa geração
- 6:34faz, que ela não comprometa a geração futura. Uma
- 6:39maneira muito fácil, eu diria, mas muito
- 6:45comprometida, é aquilo que a gente faça, não consiga
- 6:50permear para o futuro sem estragar. Uma
- 6:55maneira ambiental, uma maneira social, uma maneira
- 6:57econômica. Mas eu te perguntaria, o que é
- 7:01sustentabilidade na sua unicultura? Sustentabilidade
- 7:05na sua unicultura para mim é a tua segurar a
- 7:08perinização do negócio. De maneira muito simples e
- 7:13compacta, perinização do negócio. Você
- 7:17tem que fazer com que o teu processo, suas
- 7:21estratégias, a condução do negócio garanta que ele
- 7:24sobrevive ao longo dos anos, sem comprometer
- 7:27qualquer parte. Você tem que cuidar do teu
- 7:33negócio para que ele gere o nível de energia
- 7:38suficiente para que ele sobreviva e mantenha
- 7:41competitividade. E aí você consegue extrapolar
- 7:46isso para vários temas. Você
- 7:49pode extrapolar isso para uma questão social de mão
- 7:52de obra, uma questão de saúde e segurança. E
- 7:57aí você pode trazer a questão de acidentes, de
- 8:02trabalho. Você pode trazer isso para
- 8:04coisas mais de rotinas, como esforço repetitivo,
- 8:09ergonomia das tarefas. Ou você pode trazer para um
- 8:13nível de governança, de ter tudo muito bem documentado,
- 8:19detalhado, com políticas claras, transparentes, que
- 8:23assegurem que de fato toda a recomendação que está lá
- 8:27na política esteja acontecendo na prática, que
- 8:30permita ser auditável, acompanhado, tangibilizado
- 8:36realmente, que conduza o teu negócio para o caminho
- 8:39da sustentabilidade. Ou ainda você pode entrar na
- 8:42questão ambiental de olhar para a condição daquele teu
- 8:47processo, de maneira que ele não degrade, não gere
- 8:51um impacto ambiental e não prejudique o resultado final
- 8:59do teu processo. É um pouco disso. Você
- 9:03vai mergulhando e nos últimos anos a
- 9:05sustentabilidade foi ampliando muito a visão
- 9:08dela. Eu sou de uma época que a
- 9:11sustentabilidade era voltada, única exclusivamente para o
- 9:16licenciamento ambiental da propriedade. Da
- 9:19porteira para dentro, licenciamento ambiental. A
- 9:24propriedade tem o licenciamento em dia, como
- 9:27é que eu estou destinando os dejetos, não estou
- 9:29tratando os dejetos com responsabilidade. Hoje
- 9:34ele está muito maior que isso. Em
- 9:36segundo momento a gente falou de sustentabilidade
- 9:39voltada para a questão econômica, financeira da
- 9:42propriedade, uma relação de custo, margem, atratividade,
- 9:47para que realmente ela conseguisse pagar todos os
- 9:52insumos e ainda gerasse uma margem para o produtor.
- 9:55Então, é voltado, primeiro é um
- 9:57primeiro momento para a questão ambiental, no
- 10:00segundo momento uma questão econômica, financeira. E
- 10:03agora, depois da pandemia, a gente teve um boom muito
- 10:05grande com o conceito do ESG, do mercado da Bolsa
- 10:09de Valores, fazendo um link muito grande que é o
- 10:11sustentabilidade, ampliando o conceito e a visão da
- 10:14sustentabilidade, trazendo uma responsabilidade muito
- 10:17grande para isso tudo e trazendo um nível de
- 10:22pluralidade para esse tema da sustentabilidade, que
- 10:28hoje é difícil você tratar de maneira separada dos
- 10:31temas, porque eles acabam se conectando, trabalhando
- 10:35de maneira multidisciplinar e alavancando cada vez mais
- 10:39o teu negócio. Então, ganhou uma importância, uma
- 10:43complexidade bastante grande. Eu
- 10:48vou pegar um danho aqui, vamos lá, começando na
- 10:55parte ambiental, eu vou associar aqui algum
- 10:58trabalho, eu tive a oportunidade de apresentar
- 11:01na Port Expo, a dois anos atrás, o que que evoluiu
- 11:0530 anos da Cinecultura. E para mim foi muito legal,
- 11:08porque era um pouco menos do que a minha carreira
- 11:12dentro da Cinecultura, mas eu ia te perguntar o que
- 11:16mudou nessa tua trajetória, e Vami Reffa, em 20 anos,
- 11:23poucos anos, se tu pegar a parte ambiental e tu falou
- 11:29o que não que valia, o que era importante na
- 11:34época, era uma licença ambiental. Um
- 11:38pouco antes disso, nós tínhamos a recomendação da
- 11:43própria Caresca, em Santa Catarina, de desviar leitos
- 11:47de pequenos veachinhos para fazer a limpeza da
- 11:52propriedade, ver como isso evoluiu, depois veio a
- 11:55própria licença ambiental, depois das distâncias das
- 12:00propriedades, e pegando essa parte financeira que tu
- 12:04fala, eu lembro que eu participei, nós tivemos a
- 12:07oportunidade de participar de lados diferentes, na
- 12:11época, em 90, 2000, de expansões em empresas, e
- 12:17que o pessoal falava que o centro -este ou a migração
- 12:20da Cinecultura Brasileira para outras fronteiras iria
- 12:24acabar com a Cinecultura do Sul do Brasil. E
- 12:28a gente vê a grande expansão que a Cinecultura
- 12:31teve independente, claro, o centro -este crescendo
- 12:35bastante mais agora, mas a gente vê uma perinidade, e
- 12:42eu acho que isso é a sustentabilidade, de uma
- 12:44profissionalização, e quando tu fala de estar na bolsa
- 12:49de valores, de empresas que têm as suas ações na
- 12:53bolsa, mas ou tu pega um independente, um produtor,
- 12:57que é aquilo que a gente falou no comecinho, tem que
- 13:00estar no prato e o prato tem que estar bom e é um
- 13:02custo acessível, e que qualquer deslize de imagem
- 13:09ou de produção, que isso pode também comprometer uma
- 13:15empresa ou uma cadeia inteira. E
- 13:17nesse sentido, a minha pergunta, como controlar o
- 13:23dente de um sistema de integração, como controlar
- 13:26centenas de produtores para que aquilo que tu fale no
- 13:31manual report, numa declaração pública,
- 13:36efetivamente esteja sendo tratado hoje, agora, de
- 13:40tarde, que todos os integrados, que todos os
- 13:42produtores estejam seguindo a cartilha de uma maneira
- 13:45correta. E que isso seja sustentável,
- 13:48de fato. Pergunta, Guilherme, eu acho que o
- 13:54report para o mercado tem que ser a tua última
- 14:00bolacha do pacote, porque essa é a cobertura do
- 14:05bolo. Antes disso, tu tem uma série de
- 14:09camadas para ser atendidas, do ponto de vista de
- 14:14processo, procedimento, tem uma série de
- 14:22responsabilidades que a gente precisa segurar no
- 14:25processo, para aí, sim, você conseguir fazer um
- 14:29report de maneira que leve segurança, credibilidade e
- 14:35não corra o risco de ser mal interpretado, ou tem
- 14:38alguma fragilidade que pode gerar algum discrédito
- 14:40naquela informação, ou mesmo o produto que está sendo
- 14:43exposto ou avaliado. Então, assim, isso não é algo que
- 14:55é feito do dia para noite, é uma jornada e dentro
- 14:59dessa jornada tem muita evolução. Eu
- 15:02costumo dizer o seguinte, que a sua inúculatura traz
- 15:05na sua essência o ESG. Por quê? Porque
- 15:10se a gente for olhar lá para trás, e tenho certeza
- 15:14absoluta que tu te lembras disso, a gente tinha muitas
- 15:17propriedades pequenas de ciclo completo, que não
- 15:21tinham uma especialização de mão de obra, quer dizer,
- 15:24ela fazia de tudo um pouco, ao mesmo tempo que
- 15:26ela criava a Fêmea, ela criava o leitão, ela
- 15:28engordava o leitão, ela recriava o leitão e
- 15:31entregava o animal para o abate. Não
- 15:34tinha uma especialização da mão de obra, porque o cara
- 15:38muitas vezes, o integrado, o colaborador que estava
- 15:41lá, o independente, ele tinha que saber um pouco
- 15:44da fisiologia da Fêmea, da fisiologia do parto, da
- 15:48fisiologia do crescimento, da fisiologia da gestão, no
- 15:53momento de fazer a ação, ele tinha uma fabriceta de
- 15:55ração lá no fundo da garagem dele, e de lá para
- 15:59cá a gente evoluiu muito nisso. O
- 16:02que que, fazendo uma breve análise, o que que eu
- 16:05vejo? Eu vejo por volta de 2000,
- 16:10quando se assumiu um conceito de qualidade total,
- 16:14a gente começou a olhar para a integração e
- 16:18transformar ela nas parcerias. Quer
- 16:21dizer, foi olhado para essas granjas no sentido de
- 16:25entender bem o perfil do produtor, o perfil da
- 16:30propriedade, para que se tivesse a máxima otimização
- 16:34daqueles recursos que estavam lá. Então
- 16:36se definiu quem que ia ser não mais o ciclo completo,
- 16:40mas quem tinha potencial para ser terminador. E
- 16:45aí trabalhou se aumentando a escala de terminação
- 16:48dessas propriedades, aumentando o faturamento,
- 16:51aumentando a eficiência, especializando a mão de
- 16:53obra. E da mesma forma isso
- 16:56aconteceu para a produção de leitões, porque a gente
- 16:59tinha propriedades lá que tinham 10 fêmeas que
- 17:02passaram a ter no primeiro momento 50, depois foram
- 17:05para 100, 150, e teve um ganho muito grande também
- 17:09do ponto de vista de escala. Quer
- 17:10dizer, a gente aumentou a competitividade do negócio,
- 17:13atribuindo a qualificação e assegurando a identificação
- 17:18do perfil dessas propriedades, para que de
- 17:22fato elas fossem mais sustentáveis. O
- 17:24que que isso aconteceu de reflexo no paralelo? As
- 17:29pequenas famílias conseguiram garantir a perinização, a
- 17:33presença delas no campo, porque aumentaram o
- 17:36rendimento, aumentaram o faturamento, aumentaram a
- 17:38eficiência. Isso permitiu aumentar a
- 17:41qualidade de vida dos produtores no campo,
- 17:46atribuindo uma competidade muito grande no que diz
- 17:49respeito a também segurança alimentar, porque as rações
- 17:53passaram a ser feitas numa fábrica de ração específica,
- 17:58certificada, regulamentada, com um nível de governança
- 18:03certificado, auditável. Isso atribuiu qualidade e
- 18:09segurança alimentar não só para os animais, mas também
- 18:13para o consumidor final. E isso traz o que? Traz
- 18:18otimização de recursos naturais, como ração. Traz
- 18:22uma questão de uma nutrição adequada que você faz um
- 18:26gancho com bem -estar animal. A
- 18:29ração apropriada, a nutrição apropriada para as
- 18:33diferentes fases do suíno e do nível de campo. A
- 18:37parte de resíduos, a segurança alimentar para que
- 18:40não tivesse a presença de algum resíduo que não fosse
- 18:44desejado ou apresentasse algum risco realmente ao
- 18:49consumo humano. E depois disso tudo, com
- 18:55muita evolução de tecnologia, ambiência, a
- 19:00própria capacitação da mão de obra, nutricionalistas
- 19:04específicos dedicados a essa situação, veterinários
- 19:09especialistas em ambiência, climatização, insanidade.
- 19:15Isso tudo acaba gerando um nível
- 19:18de credibilidade nas diferentes camadas, até
- 19:21entrega final, que permite você chegar no mercado e
- 19:25solicitar alguns níveis de certificação e adentrar em
- 19:32alguns critérios de atendimento do mercado
- 19:35financeiro. Eu acho que, de fato, é uma
- 19:39grande jornada que já vem sendo construída há muito
- 19:42tempo na sua agricultura e que nos últimos tempos,
- 19:45como o conceito do SG, passou a ganhar um foco,
- 19:49ganhar uma percepção que em algumas vezes acabava
- 19:52estando presente ali, mas passava despercebido e que
- 19:56agora ganha uma valorização e torna o produto da
- 20:00cadeia de sua agricultura ainda mais diferenciado na
- 20:02mesa do consumidor. Uma pegada aqui, algumas coisas
- 20:10que você falou, vamos ver. Vou
- 20:12pegar a questão dejetos. Os dejetos eram um problemão,
- 20:18eram um grande problema da sua agricultura e inclusive
- 20:21foi a sua agricultura que conseguiu provar, em alguns
- 20:26órgãos de pesquisa, como a emprato, o valor de adubo,
- 20:34o potencial da adubação que tem, conseguindo associar
- 20:39algumas culturas, movindo culturas junto com produtos
- 20:42autocínios em grandes escalas. E
- 20:46quanto fala também na nutrição adequada, é a
- 20:50nutrição que entra e é aquilo que é aproveitado,
- 20:54efetivamente, em fazer a relacionada conversão
- 20:57alimentar, que aí entra um capítulo grande, que é o
- 21:01produzir mais com menos. Perfeito
- 21:05o sumbamento. Perfeito. E dentro de todo esse
- 21:09potencial Brasil, que a gente tem, não precisamos
- 21:14desmatar mais para produzir, a gente tem abundância de
- 21:18terras e de safas, duas ou três safas. A
- 21:20gente tem água, o capítulo que merece muita atenção,
- 21:24mas nós temos o sol, o nosso clima, claro que tem
- 21:31alguns extremos, mas os extremos são muito
- 21:33diferentes, que é outros locais do mundo, gente
- 21:37produzindo produtividade boa e sanidade, a nossa
- 21:41sanidade é boa do Brasil. Em
- 21:44termos de sustentabilidade, se a gente gravar essa
- 21:47nossa entrevista para daqui a 10 anos, 20 anos, qual
- 21:52que é o grande gargalo da sustentabilidade do Brasil
- 21:54hoje, na tua visão? Eu entendo que o Brasil tem
- 22:00todos esses potenciais que tu bem citou. Agora
- 22:06a gente sofre muitas críticas e acaba fazendo o
- 22:10mercado, acaba fazendo algumas conexões com os
- 22:16temas de desmatamento, por exemplo, o agropecuário,
- 22:20linkado a temas de desmatamento. Esse
- 22:23é um tema que a gente precisa olhar com mais
- 22:26carinho para isso. E um outro tema que eu
- 22:31pontuo é a questão da descarbonização, da agenda
- 22:36de descarbonização. Quanto carbono eu gero para
- 22:40produzir um quilo de carne, e quanto carbono eu vou
- 22:45gerar para produzir um quilo de carne daqui a 30
- 22:48anos, daqui a 50 anos? Isso
- 22:50vai garantir a perinização do planeta e para as
- 22:53próximas gerações. No primeiro ponto que eu te
- 22:58falei com relação ao desmatamento, o Brasil acaba
- 23:02sofrendo uma crítica muito grande dos países próximos,
- 23:07no que diz respeito à parte de emissão de
- 23:12carbono. Aí eu fiz uma pesquisa e eu
- 23:18identifiquei no determinado site que o Brasil é o
- 23:24quarto, se não me engano, país que mais emitiu
- 23:28carbono desde a revolução industrial. Mas
- 23:33quando a gente olha essa abertura dos países, ali
- 23:38dentro tem a China, tem a Rússia, tem Estados Unidos.
- 23:42Mas quando você olha os países
- 23:43que estão ali, o Brasil é o quarto, só que o Brasil
- 23:49é o quarto depois da revolução industrial por
- 23:52conta do desmatamento. Ele é o primeiro por conta do
- 23:56desmatamento. Os outros é por conta da
- 23:59revolução industrial. Quer dizer, então no nosso
- 24:03histórico o mundo nos vê como um país que desmata.
- 24:08E aí acaba acontecendo toda a
- 24:12correlação com a área de terra para fazer lavoura,
- 24:16para cultivar grão, tem a questão da Amazônia, que
- 24:19acaba poluindo um pouco o nosso cenário, precisar
- 24:21cuidar disso e separar. Então
- 24:23a parte da avicultura e da suno -cultura está muito
- 24:27distante, primeiro ponto da Amazônia, está muito longe
- 24:30dela. Onde a gente está localizado, a
- 24:35gente tem mais de 1500 quilômetros da Amazônia.
- 24:41Então são temas que não se
- 24:44conversam com esta situação. O
- 24:47outro ponto é que a nossa autosuficiência, ela é tão
- 24:55grande, os nossos níveis de privilégio são tão grandes,
- 24:57que permitem a gente produzir para nós e ainda
- 24:59exportar grão para o mundo. Então
- 25:03em algum local do mundo alguém está consumindo grão
- 25:05produzido aqui dentro. É um tema que a gente
- 25:11precisa cuidar com carinho. É
- 25:15necessário que a gente tenha cada vez mais
- 25:17políticas que assegurem o monitoramento da originação
- 25:21dos grãos para a nossa cadeia, para que a gente
- 25:24assegure que o nosso grão realmente está vindo de uma
- 25:26área que tem licenciamento ambiental, que atende as
- 25:31premissas de regulamentação e produzem de maneira
- 25:38sustentável. Outro ponto que eu chamo a
- 25:45atenção, que é o segundo ponto, que é a agenda de
- 25:48descarbonização, que é o impacto que a gente gera
- 25:51quando a gente está produzindo o suino no nosso
- 25:54negócio. E aí é importante dizer que
- 26:00talvez, se não for a primeira, é uma das
- 26:03melhores eficiências técnicas da cadeia do suino e
- 26:07cultura a nós. Número de leitões de mamado,
- 26:11índices de conversão alimentar, de mortalidade,
- 26:14você a pouco acabou de falar da questão da
- 26:16sanidade, a gente tem um estado sanitário
- 26:19privilegiado. A nossa mão de obra é uma
- 26:22mão de obra dedicada que faz as coisas no detalhe
- 26:25com uma dedicação e um normal muito grande. A
- 26:30gente costuma dizer que a gente tem o estado da
- 26:32arte, tem pessoas que se dedicam, que o nível de
- 26:37comunicação que os animais é tão grande, que é
- 26:39difícil de explicar e trazem para nós um ganho
- 26:43muito grande nessa cadeia. Quando
- 26:47acaba entregando eficiência, eficiência é um pouco
- 26:51daquilo que você falou, fazer mais com menos.
- 26:55Quando a gente faz mais com
- 26:56menos, a gente consome menos grão, a gente consome
- 27:01menos ração, a gente tem uma melhor conversão
- 27:04alimentar. Números grosseiros, 80 % da pegada
- 27:09de carbono, 80 % da emissão de carbono está no grão.
- 27:13Se eu tenho bons índices de
- 27:15produtividade, se eu tenho bons índices de conversão
- 27:18alimentar, naturalmente eu vou ter uma baixa emissão
- 27:21de carbono pelo meu processo, certo? Pelo
- 27:24meu processo. Mas o nível de emissão de
- 27:28carbono está muito atribuído no grão, no processo
- 27:31anterior, a forma de uso da terra. O
- 27:36que essa terra foi usada? O
- 27:38que tinha nesta terra alguns anos atrás? É
- 27:43uma terra que, originalmente, ela sofreu
- 27:47desmatamento. E aí você trabalha com
- 27:49índices de emissão do uso do solo, de maneira
- 27:53impactante e que acaba refletindo para dentro do
- 27:57nosso processo. Então, para mim, essas duas
- 27:59agendas são agendas muito importantes e relevantes,
- 28:02que a gente tem que se dedicar muito e não depende
- 28:05só da iniciativa privada. Eu
- 28:09acho que a gente tem que se envolver com entidades,
- 28:14com associações, com a academia, porque a gente
- 28:17não sabe responder todas as perguntas também, então tem
- 28:20muito conhecimento que a gente precisa e buscar.
- 28:25Para que realmente a gente
- 28:26mostre todo esse potencial que a gente tem e não se
- 28:29limite à literatura que acaba entregando um nível
- 28:34de emissão teoricamente ineficiente. Deixa
- 28:43eu fazer um exemplo aqui, que eu não posso perder a
- 28:46oportunidade do que você falou, Vamiré. Eu
- 28:50estava preparando ontem uma palestra e eu queria
- 28:54colocar um exemplo de produtividade na essência da
- 28:59arte. E eu coloquei aquele parto
- 29:04que ocorreu em 1941 Leitones. Hoje
- 29:07já caiu, eu recebi no grupo hoje 44 Leitones.
- 29:13Então, assim, esse é o... Essa
- 29:18fêmea, ela deve ter comido lá seus mil... Vai
- 29:22comer seus mil quilos de... Ação?
- 29:24Se derrubar, mil e poucos quilos de ação por ano,
- 29:27mas olha o quanto que está dando. E
- 29:29eu achei interessante porque eu entrei nos comentários,
- 29:31primeiro parabéns, infelizmente eu não tenho
- 29:34um nome aqui, é uma cooperativa de Santa
- 29:37Catarina. Primeiro parabéns, por isso, para
- 29:40mim é o maior número que eu nunca tinha visto esse
- 29:43número. E eu me dediquei a ver os
- 29:46comentários dessa reportagem. E
- 29:50tinha... Claro, no nosso mundo aí vai ter
- 29:53a ambiguidade das partes de qualquer coisa que a gente
- 29:59falar. E tinha gente falando, po,
- 30:02coitada dessa fêmea, olha só o que estão fazendo.
- 30:05Então, para a gente também saber
- 30:07argumentar tudo isso que tu falou, eu acho que é
- 30:10importante a gente saber argumentar de um jeito
- 30:12interessante. Descarbonização é uma superfêmea que está
- 30:18sendo usada na sua potência máxima. Perfeito.
- 30:23E esse leitãozinho, claro, é um leitão um pouco
- 30:26menor, mas esse leitão tem o potencial de ter uma
- 30:29conversão de dois, quase dois, né? E
- 30:32o quanto disso que nós estamos colaborando, né?
- 30:35Como cadeia. Então
- 30:36fica aqui os parabéns e eu acho que fica um exemplo
- 30:38bom, está tudo isso aí que tu falou para a gente
- 30:41começar a conversas. Quando a gente precisa argumentar
- 30:45e falar bem, né, do que a gente faz de bom. Com
- 30:49certeza, Guilherme. Com a sua parede. Eu
- 30:50falo o seguinte, o cara que inventou esse termo da
- 30:54descarbonização, ele foi o Felizardo. Eu
- 30:56não conheci ele até hoje, né? Mas
- 30:58para mim é fantástico porque tudo entra aí
- 31:00dentro, né? Tudo entra aí dentro. Toda
- 31:03vez que eu tiro um incremento, aí eu aumento o
- 31:06incremento do número de nascidos, eu estou
- 31:09trabalhando na agenda de descarbonização. Toda
- 31:11vez que eu reduzo a mortalidade na minha
- 31:13maternidade, eu estou trabalhando a favor da
- 31:16agenda de descarbonização, né? Toda
- 31:19vez que eu evito o desperdício de um, da ração
- 31:23no comedouro do suíno da terminação, eu estou
- 31:26trabalhando a favor da agenda de descarbonização,
- 31:30né? Toda vez que eu organizo, por
- 31:32exemplo, uma logística de distribuição de ração, de
- 31:36maneira a otimizar o deslocamento do raio no meu
- 31:40caminhão de frete de ação, eu estou a favor da agenda
- 31:42de descarbonização. Eu costumo dizer o seguinte,
- 31:45que toda vez que eu cuido bem dos meus colaboradores
- 31:49na minha granja e eu deixo eles motivados para que
- 31:52eles cuidem cada vez mais e melhor dos animais,
- 31:56aumentando o nível de bem -estar animal, eu estou
- 31:58trabalhando a favor da agenda de descarbonização,
- 32:02porque animal bem cuidado, ele produz mais e melhor,
- 32:07ele gasta menos e produz mais, né? Ele
- 32:10fica menos doente, né? Ele demanda de cuidado, de
- 32:18presença menor, né? E isso otimiza muito essa
- 32:24agenda, né? Reduz custo, reduz gasto com
- 32:28insumo, e isso aí é a agenda de descarbonização.
- 32:35Bom, eu ia... Eu
- 32:37acho que a gente falou aqui de maneira prática,
- 32:39né? Questões específicas aí para
- 32:43descarbonização, e dentro de uma modernização de grangas,
- 32:51vamos ver, a gente já falou do uso aí dos
- 32:55dejetos, mas a questão do uso do biogás, o uso
- 33:00desses outros, dessas outras alternativas, em que pé que
- 33:04nós estamos e qual que é o próximo passo aí para a
- 33:07gente fechar definitivamente esse ciclo? Eu
- 33:10entendo que o que está muito em evidência é a
- 33:15economia circular. E aí quando você entra na
- 33:20questão da economia circular, você vai entrar
- 33:23na agenda de produção de energia elétrica a partir
- 33:28do metano, dos dejetos de suíno. Você
- 33:34vai trabalhar com a produção de organo -minerais,
- 33:39como fertilizantes, né? A partir de dejetos tratados
- 33:45aí nas grangas. Entendo que tem um potencial muito
- 33:53grande para as refinarias de biogás, para a produção
- 33:59do biometano, com potencial realmente de ser combustível
- 34:03veicular, e essas refinarias com potencial de extração
- 34:10de CO2, para a produção de CO2 para a indústria, até
- 34:19mesmo para a otimização e situações de insensibilização
- 34:24de algumas plantas, no momento do abate. Enfim,
- 34:30tem um potencial riquíssimo aí, quando a gente fala em
- 34:35circularidade. E isso vai permitir não só
- 34:40reduzir o impacto, porque o metano é 28 vezes mais
- 34:43poluente do que o CO2, então toda vez que eu
- 34:46queimo ele, eu estou reduzindo esse impacto na
- 34:49atmosfera, mas também vai permitir a gente alavancar
- 34:54uma captura muito grande de redução de custo, de
- 34:57produção do custeio do produtor, porque energia
- 35:00elétrica é um dos temas muito impactantes dentro do
- 35:05custo de produção. Ela acaba bocanhando 20 a 25 %
- 35:11do custo de produção do animal, principalmente nas
- 35:14fases de leitão, na creche, ou na produção de leitão
- 35:18lá na UPD. Então, os dejetos oferecem uma
- 35:23condição da autonomia com relação à geração de
- 35:28energia elétrica para o produtor. Isso
- 35:31aí é fantástico. Um outro ponto, não só para a
- 35:36produção de energia elétrica, mas para a
- 35:38produção de energia térmica. Um
- 35:40outro ponto que é muito caro para o produtor é a
- 35:44questão do aquecimento das instalações naquele momento
- 35:48em que o leitão não consegue produzir a
- 35:50temperatura ou calor que ele precisa para ter um
- 35:52bom desenvolvimento. O que a gente faz? A
- 35:55gente trabalha com formália, queima a lênia, biomaça
- 35:58para aquecer as instalações. Um
- 36:01passo importantíssimo disso é a gente aproveitar o
- 36:04metano desses processos como energia térmica na queima
- 36:10de campânelas. Na queima de campânelas para
- 36:16aquecimento das instalações, porque hoje, com a evolução
- 36:20das tecnologias, muito dos ambientes onde a gente está
- 36:23criando leitão, eles acabam trabalhando com climatização
- 36:27e com pressão negativa. Quer
- 36:28dizer, tem ar entrando o tempo inteiro, se renovando
- 36:33o tempo inteiro. E com alto nível de
- 36:35tecnologia, controlando a amônia, controlando o CO2,
- 36:39com unidade. E agora, com toda essa
- 36:42tecnologia, faz mais sentido eu queimar o gas lá dentro
- 36:47em campânelas, garantindo a temperatura e com a
- 36:50tecnologia eu garantindo a qualidade do ar ainda para
- 36:53o leitão. Quer dizer, eu consigo ter uma
- 36:55máxima performance da qualidade do ambiente em
- 36:59termos de ambiência e climatização, reduzo um
- 37:03impacto ambiental lá na minha... com
- 37:06os meus dejetos, e reduzo e capturo custo de
- 37:10produção, aumentando a rentabilidade do produtor.
- 37:13Bom, a conta de estudo é igual
- 37:15à qualidade de vida para o produtor no campo. E
- 37:19sucessão familiar, hiperanização da atividade.
- 37:22Então, a circularidade é um dos
- 37:25pontos aí que eu acho que vai ser alavancado num
- 37:27curto espaço de tempo. Já pensou estar no top 1 % da
- 37:33Suinocultura? Acesse a academia suina .com .br e
- 37:36invista no seu conhecimento. O
- 37:40Suinocast só é possível através do apoio de
- 37:42empresas inovadoras e que apoiem a educação continuada
- 37:45na Suinocultura Brasileira. Top
- 37:48Gen, onde você encontra as matrizes mais completas do
- 37:51mercado. A excelência está no nosso
- 37:53DNA. Alga Prime, DHA da Corbion, o
- 38:04Omega 3 DHA, a base de algas para a nutrição de
- 38:07suinos em todas as fases de crescimento. Adicionar
- 38:10-la às rações está mais fácil do que nunca. Acesse
- 38:13direto a fonte original de Omega 3 DHA e aproveite
- 38:17todos os benefícios. É melhor para o planeta com
- 38:19impacto zero nos oceanos e baixa a pegada de carbono.
- 38:22E é fácil de usar. A
- 38:23biomassa de algas altamente concentrada é adequada para
- 38:26múltiplas aplicações. Saiba mais em Corbion .com. E
- 38:35aonde que está? Como que isso está sendo
- 38:39trabalhado na formação dos nossos novos profissionais?
- 38:44Não sei se tu tem essa
- 38:46resposta. Mas a academia está preparada.
- 38:51Eu sempre tive estagiários da
- 38:55área. E meu filho fez engenharia
- 38:59mecânica. Depois que eu conheci a mecânica
- 39:03dentro de casa, eu pensei que devia ter contratado um
- 39:06engenheiro mecânico como estagiário. Eu
- 39:09acho que tem uma deficiência bastante grande.
- 39:11Sim. Isso que a gente falou até
- 39:13agora. Com o corte. Como
- 39:15está essa formação? Eu acho que a gente tem uma
- 39:18oportunidade gigante. A gente tem uma oportunidade
- 39:22gigante porque dentro da expectativa, e aí eu vou
- 39:26falar dentro da expectativa do perfil do médico
- 39:29veterinário, ele sai da faculdade muito focado em
- 39:36olhar para o animal e cuidar do animal. Certo?
- 39:39Certo. E dentro da minha experiência
- 39:46e dos aprendizados que eu tive, em algum momento isso
- 39:50é até um pouco frustrante. Porque
- 39:53ao longo da tua carreira, eu estou vivendo que às
- 39:56vezes o cuidado, o último tema que você vai olhar e
- 40:00cuidar diretamente é o animal. O
- 40:03animal é consequência. É consequência por muitas
- 40:06vezes o diagnóstico da propriedade. Não
- 40:09é do animal, mas sim do proprietário, do animal, do
- 40:13proprietário da propriedade de quem cuida daquilo tudo.
- 40:17Então eu acho que a gente tem
- 40:20uma oportunidade muito grande na formação dos
- 40:22profissionais para eles terem uma percepção mais
- 40:24multidisciplinar para poder enxergar essas variáveis que
- 40:29conectam todo o nosso negócio. E
- 40:33aí, naturalmente, o perfil do profissional que vai
- 40:37olhar para isso, muitas vezes vai chamar a atenção
- 40:40do engenheiro, do engenheiro agronomo, que acaba vindo
- 40:47com um olhar muito maior para essas questões de
- 40:51tecnologia, de meio ambiente, de circularidade,
- 40:58e que acabam trazendo. Por outro lado, eu vejo um
- 41:04movimento muito grande nas academias, incorporando os
- 41:08temas de sustentabilidade na visão do SG, tentando
- 41:12atribuir mais esta temática nas suas cadeiras. Mas
- 41:18eu ainda acho que a gente tem uma oportunidade
- 41:20tremenda. Acho que nós como profissionais,
- 41:24a gente tem que tentar dar cada vez mais a percepção
- 41:27do tamanho dessa oportunidade. Que
- 41:30tem, né? Famiré, a nossa descarbonização e
- 41:40economia circular está chegando ao fim aqui. Eu
- 41:44acho que a gente fez um belo bate -papo de toda a
- 41:48cadeira. Falamos muito pouco dos animais. E
- 41:51eu acho que essa é uma questão que a gente falou,
- 41:56é uma consequência mesmo do que está sendo criado. E
- 42:00indo para um lado mais da sustentabilidade, nossa, como
- 42:06participantes da cadeia de suno -cultura, o que o
- 42:12Vamiré faz para a sua sustentabilidade perinizar o
- 42:17seu trabalho? O que é o Vamiré fora do
- 42:21profissional? O Vamiré fora do trabalho, eu
- 42:30sou um cara que adora mexer com terra. Eu
- 42:37sou muito caseiro. Na minha casa eu tenho a
- 42:42minha horta. Eu tento ensinar para os meus
- 42:47filhos o cuidado da horta, o cuidado de plantar, de
- 42:55que quem planta cole, se não plantar não vai ter o
- 42:59que colher. Eu tento mostrar para eles de
- 43:05que a gente consegue aproveitar muita coisa.
- 43:08Então a gente procura lá em casa
- 43:09separar o lixo orgânico e levar para a composteira. A
- 43:15composteira é a fábrica de alimentos das minhocas. Eles
- 43:19falam assim, como é que está a fábrica de alimentos
- 43:21das minhocas? Eles me questionam. O
- 43:26resíduo da composteira vai para a horta, onde a gente
- 43:29vira a terra depois e alimenta as minhocas e dá
- 43:33nutrição para a nossa salada. Procuro
- 43:41cuidar. Eu tenho algumas frutíferas
- 43:44enxertadas em um espaço muito pequeno, para que
- 43:49eles possam olhar as plantas produzindo,
- 43:53entenderem de onde vem o fruto. Tenho
- 43:59duas caixas de abelha sem ferrão, por uma questão de
- 44:03segurança, para mostrar para eles o cuidado que a gente
- 44:07precisa ter, o respeito que a gente precisa ter com os
- 44:10insetos, que eles, por menor que sejam, e mais
- 44:14despercebido que eles passem, eles têm a função
- 44:16deles na natureza. Então ali a gente tem a nossa
- 44:19fábrica de mel. De vez em quando eu abro a
- 44:23caixa e permito que eles com o canudo, eles tomem o
- 44:27mel direto do favo, para eles terem essa experiência.
- 44:35E eu acho que através disso
- 44:38a gente vai ensinando e dando um nível de
- 44:44sensibilidade de cuidado que a gente tem que ter com
- 44:48tudo que a gente faz, com o entorno, e com o cuidado
- 44:51com os próximos. A gente tem uma
- 44:54responsabilidade muito grande de cuidar, para que a
- 44:58gente deixe um mundo melhor para as próximas gerações.
- 45:03Nesses pequenos exemplos, eu tento
- 45:04ensinar eles que a gente tem como fazer isso, a
- 45:08gente tem como fazer isso numa situação coletiva
- 45:11maior, fora da nossa casa, mas a gente também consegue
- 45:14fazer isso em dimensões menores, dentro da nossa
- 45:19casa, para depois acabar expandindo isso para o
- 45:22todo. Adoro jogar bola. Sou
- 45:28Vascaino, sou Fredor. Mas a gente não desiste,
- 45:35estamos aí. Pela Deiro, de final de semana.
- 45:40Enfim, como a gente gosta de
- 45:44aproveitar as horas de folga, estar com os amigos,
- 45:47se divertindo, aproveitando tudo que de melhor tem na
- 45:51vida. Muito bom. Obrigado,
- 45:55Vamire, pela palavra e contribuição. Acho
- 45:59que a gente falou de toda essa nossa cadeia, que é
- 46:02uma cadeia vitoriosa, e a sustentabilidade, que é
- 46:06aquilo que a gente acredita, e mesmo como
- 46:09sustentabilidade, que a gente consiga passar para
- 46:12as próximas gerações que estão vindo aí, e de uma
- 46:16maneira que a gente recebeu também, e está conseguindo
- 46:20manter a sua cultura brasileira no nível de
- 46:23excelência, que a gente consiga permear por esse
- 46:26caminho e entregar uma sua cultura melhor para quem
- 46:29está chegando. Obrigado, Vamire, grande abraço,
- 46:32obrigado pela sua participação, e a gente se
- 46:34vê aí pelo mundo. Perfeito, Guilherme. Grande
- 46:36abraço. Obrigado, obrigado pela oportunidade.
- 46:39Aí foi uma alegria, um prazer
- 46:40enorme estar contigo aí, conversar e trocar essas
- 46:45informações. Tá bom? Fico
- 46:47sigo à disposição, espero rever no em breve, tá?
- 46:52Sucesso. Legal. Obrigado
- 46:53aí, aqui nos acompanha e pela paciência. Bom,
- 46:56forte abraço. Grande abraço, Vamire, abração, nos
- 46:59vemos por aí. Tchau, tchau.