Latest / SuinoCast · by PPGVET / Erros Comuns na Coleta de Amostras - Dra. Suzana Satomi Kuchiishi | Ep. 320
Transcript
- 0:00Nós tendo, tendo essa ISO, você você concorre, né?
- 0:06Digamos assim, você é, você pode comparar o teu ensaio Como Ele É
- 0:12feito aqui. Ele pode ser feito em outro
- 0:14laboratório, em outra parte do mundo que também tem essa ISO
- 0:18implementada. Certo, replica e teoricamente o
- 0:21resultado tem que bater. Tem que isso aí?
- 0:26O positivo tem que ser positivo lá ou negativo também, né?
- 0:31Então é um processo, é, digamos assim, sem volta, EE, que agora
- 0:36Eu Acredito que quase 100% aí dos laboratórios já tenham
- 0:40implementado. Está no ar o primeiro podcast da
- 0:44suinocultura brasileira, o suinocast.
- 0:51O suinocast só é possível através do apoio de empresas
- 0:54inovadoras. E que apoiam a educação
- 0:56continuada na suinocultura brasileira.
- 1:00Polinutre nutrição animal juntos vamos mais longe.
- 1:06Cerva sempre com você. Além da saúde animal, dsm
- 1:13firmenich moldando o futuro dos cuidados com suínos.
- 1:18Novos líder em soluções de nutrição inteligente para o
- 1:22crescimento dos negócios na produção de proteína animal.
- 1:25Olá, sejam todos muito bem vindos para mais uma edição do
- 1:29trino test. O meu nome é Guilherme brantes,
- 1:31sou gosto do programa e hoje eu tenho uma convidada especial, a
- 1:36Susana satomi kushiichi. Não sei se eu falei certo o
- 1:40nome, um alemão falando o nome japonês é Suzana, seja muito
- 1:45bem-vinda para o nosso. Pra nossa edição aqui eu sempre
- 1:49falo que esse é um programa aberto, um programa democrático,
- 1:53EE leve, onde a gente discute os temas principais da sua e
- 1:57cultura e hoje o nosso tema específico aí relacionado a
- 2:03diagnóstico de doenças AAA, microbiologia, controles AA,
- 2:08questão laboratorial, né? A Suzana, que é veterinária
- 2:12formada pela Unesp de Jaboticabal.
- 2:16Com mestrado também Na Na Unesp e doutorado na Universidade de
- 2:20Passo Fundo. Suzana, eu sempre falo que essa
- 2:24é uma leitura fria do do currículo, né?
- 2:27E a gente sempre pede pros convidados se apresentarem, né?
- 2:32Quem que é AA? Suzana, é da onde veio.
- 2:37EE, como, como que chegou a esse a esse cargo, né?
- 2:42Hoje gerente de qualidade de laboratórios do cedisa.
- 2:46O importante é apoio. Eu digo da nossa suinocultura,
- 2:51quando a gente fala que o Brasil é uma referência mundial Na Na
- 2:56sanidade, EEO status brasileiro. A gente tem bons laboratórios e
- 3:01bons profissionais de suporte. Quem que é a Suzana e da onde
- 3:06veio e como que chegou aí No No seu cargo atual?
- 3:09Seja muito bem-vindo, Suzana. Obrigada, Guilherme, e.
- 3:16Bom dia, né? A todos.
- 3:18Eu vim em São Paulo, não vim lá da Unesp de cabal, vim fazer um
- 3:22estágio aqui na Embrapa aqui de Concórdia e acabei ficando por
- 3:27aqui. Acabei fazendo mestrado,
- 3:29mestrado pela Unesp, mas também fazendo a parte experimental
- 3:33aqui na Embrapa, né? E logo em 2006 eu fui chamado
- 3:38então pra atuar aqui no laboratório cediza, na área de
- 3:42suinocultura e avicultura. Então, a minha área de
- 3:46especialização é microbiologia, né?
- 3:49Mas a gente acaba sendo responsável aí em em várias
- 3:51áreas, né? É, é sorologia, reprodução
- 3:57parasitologia a micro, né? Propriamente dito.
- 4:02E aí, 16 anos depois eu comecei, né?
- 4:06A me atualizar. E aí?
- 4:09Convite do professor Rafael frangoloso, fui fazer então o
- 4:12meu doutorado lá na universidade passos fundo.
- 4:16Acabei em 2023 e agora estamos aqui.
- 4:20Então é há quase 19 anos aqui em con rordia, atuando no
- 4:25laboratório científico. Polinutre há 35 anos
- 4:31desenvolvendo soluções e produtos voltados para nutrição
- 4:34e saúde animal. Pautados pela inovação e pela
- 4:38busca incessante de resultados ou técnicos que impulsionam a
- 4:42rentabilidade de nossos clientes polinutre juntos, vamos mais
- 4:47longe. Que legal.
- 4:52EE, esse então foi uma decisão no estágio Oo ingresso AA
- 4:59entrada na porta do do laboratório.
- 5:01É, a gente acaba sendo visto, né, aqui na Embrapa e.
- 5:06Antes de entrar no laboratório, na verdade eu eu atuei como
- 5:09veterinária autônoma pra uma empresa pra valer e só que
- 5:14também com projeto dentro da Embrapa.
- 5:16Então estando aqui, né? Aí no Na Na época foi a já lusa
- 5:23a que me recomendou então ao laboratório cediza.
- 5:27E aí desde aí começou o nosso caso de amor aqui com o
- 5:31laboratório cediza. Boas, boas é são histórias boas
- 5:39da da da vida, né EE, deixa eu te perguntar pra quem não é da
- 5:44área, o que faz o gerente de qualidade do laboratório?
- 5:52Tá, é o que que acontece, né? É, em 2013, é.
- 5:57Tem um. Existe uma instrução normativa
- 5:59em que o Ministério da agricultura.
- 6:02Está exigindo então de seus laboratórios AA implementação da
- 6:07ISO 17025, né? Que é uma é uma norma de com
- 6:13requisitos de qualidade. Então, a partir daí,
- 6:16praticamente Eu Acredito que quase 100% dos laboratórios que
- 6:20hoje atuam no Brasil, não só na área de diagnóstico animal, mas
- 6:24físico, químico, alimentos, todos eles precisam ter essa ISO
- 6:29implantada, né? Implementada.
- 6:32Então nós, o laboratório tem que ter, né?
- 6:37Então 11, gerente da qualidade e que vai estar aí
- 6:40supervisionando, né? Todos os ensaios é fazendo como
- 6:47a gente fala, verificando as os as documentações, é
- 6:55implementando. Como que eu posso dizer?
- 6:58Me fugiu com a palavra, mas enfim.
- 7:03Por exemplo, calibrações de equipamentos, termômetros,
- 7:09pipetas, tudo que você pode fazer, né?
- 7:13Pra você ter rastreabilidade no teu ensaio, pra ver se tudo que
- 7:17ocorreu naquele ensaio foi feito corretamente.
- 7:21Então nós tendo essa ISO, você você concorre, né?
- 7:28Digamos assim, você é. Você você pode comparar o teu
- 7:33ensaio Como Ele É feito aqui, ele pode ser feito em outro
- 7:37laboratório, em outra parte do mundo, que também tem açaíza
- 7:40implementada. Já clica e teoricamente o
- 7:43resultado tem que bater. Tem que isso aí, o positivo tem
- 7:49que ser positivo lá ou negativo também, né?
- 7:53Então é um processo. É, digamos assim, sem volta.
- 7:57EE que agora Eu Acredito que quase 100% aí dos laboratórios
- 8:01já tenham implementado. É e é uma bem difícil, digamos
- 8:09assim, porque às vezes os funcionários, eles às vezes
- 8:14acham não é uma função do gerente da qualidade, do
- 8:17funcionário, da qualidade, fazer é, né?
- 8:20Essas verificações, não é? Todo mundo é toda a equipe.
- 8:28Hoje o mundo está cada vez mais padronizado.
- 8:31E as as as, os, os degraus, aí elas elas são a exigência, né?
- 8:39Por por curiosidade, é, muitas empresas têm os seus próprios
- 8:44laboratórios, né? EEAEA sidiza.
- 8:47Ela tem AA chancela de alguns exames específicos, né?
- 8:52Pelo Ministério que que só vem de de laboratórios credenciados
- 8:57específicos. Hoje a gente estaria falando de
- 9:00de uma de uma casuística aí, de quantos exames, mensais ou
- 9:05anuais, mais ou menos. Eu tenho um número do ano
- 9:09passado, né? Mas aí contando tanto.
- 9:14Diagnóstico quanto análises por um Ministério, a gente faz uma
- 9:19média de 25000 ensaios por mês, então mais de 300000 ensaios ao
- 9:27ano. 1000-1000. Por dia, mais ou menos, dá mais
- 9:31de deve dá mais de 1000, né? Por Oo mês.
- 9:35Aí com com menos de 20 dias, com com 20 dias, 25000 por por mês
- 9:40são são bastante. Bom, a nossa suinicultura é, é,
- 9:43é suinicultor e aves, né? Suindos e aves basicamente, né?
- 9:48Tem alguma coisa fora? Ou é, ou é, ou são as 2
- 9:51espécies. A gente vai recém estar
- 9:56entrando. Agora é envolvendo cultura,
- 10:00porque hoje em dia não tem como o laboratório se manter.
- 10:04Só só especialista em uma outra espécie sabe a sobrevivência do
- 10:09laboratório. A gente tem que.
- 10:12A expandindo esse leque aí, e. Isso pra quantas pessoas sugerem
- 10:19essa divisão aí de 25000 por mês?
- 10:22Estamos em 31 pessoas, se eu não me engano.
- 10:25Agora, e porque a ideia, a mesma pessoas, às vezes pode atuar em
- 10:31em vários ensaios, né? Em vários setores, às vezes,
- 10:36enfim, nós. Temos que aproveitar o máximo do
- 10:40tempo ali e do pessoal, né? Pra sobrevivência.
- 10:47Eu eu tenho várias Curiosidades do nosso tema, é empecilhos do
- 10:51diagnóstico de doenças destruídos.
- 10:54Vamos, vamos começar de trás pra frente, lá da da Granja que é o
- 11:00laboratório. É gostei da nossa introdução
- 11:03aqui, que tu já falou da da, do, da ISO, das padronizações.
- 11:08Da, do, do, da, das certificações do Ministério.
- 11:12Tudo que é é regulamentado, né? Todo que o regulatório exige,
- 11:18todas as padronizações que a ISO exige.
- 11:21E isso dentro do da da porta para dentro tem AA garantia do
- 11:27da gerência que está fazendo esse, esses exames e também é
- 11:33podendo ter essa. Esse comparativo de laboratórios
- 11:37é externos, né? Que que quando fala que está
- 11:39padre lisa? Bom, essa é a parte boa.
- 11:44A partir da entrada de materiais, vamos dizer,
- 11:48razoáveis ou coerentes com o que a gente está buscando, né?
- 11:52Mas quando a gente fala de empecilhos, de diagnóstico de
- 11:55doentes, é eu, eu, eu tentei imaginar aqui.
- 11:59Voltei no tempo que eu fui extensionista.
- 12:02Que o extensionista é o primeiro é o é o seria o segundo ou o
- 12:07terceiro ELO entre o animal do entre ou animal suspeito e o e o
- 12:15animal primeiro dito, né? Porque tem o dono ou o tratador
- 12:19que vai contar essa história para o veterinário
- 12:23extensionista. A partir daí, pelo leque de
- 12:26conhecimento dele, ele vai tomar as decisões.
- 12:29Então, essa aí. E esse sinal, pacto nomônico.
- 12:33Aí não precisamos nem de laboratório, né?
- 12:36Ou vamos vamos buscar 1111 auxílio.
- 12:42E eu lembrando aqui, Susana, tu vê os os os impactos que tem na
- 12:47nossa vida, né? Eu eu já estava com uns 23 anos,
- 12:52deformado, e eu assumi um posto importante numa Granja grande,
- 12:55era uma das maiores granjas de Santa Catarina.
- 12:58E eu tive o caso de eczema húmido, né?
- 13:02E tinha a laboratorista AA, chefe do laboratório na época, a
- 13:06Suzana quana de de da da Perdigão, na época.
- 13:11E eu nunca tinha falado com a com a Suzete, né?
- 13:14E ela era a autoridade. Eu coletei o material, eu tinha
- 13:18certeza do do que era e eu falei, pô, eu vou lá no
- 13:20laboratório levar. Me deu um branco.
- 13:24Na hora de completar a seguinte frase que o laboratório pede que
- 13:29o diagnóstico perdutivo ou algum diagnóstico de diferencia, né?
- 13:34O que que é isso, né? Eu eu não consegui escrever,
- 13:38quer dizer, mas né, porque eu olhei assim e falei, nossa, essa
- 13:40aí é AA laboratoria, você que sabe tudo.
- 13:43Então as e hoje Eu Acredito que é essa distância entre o
- 13:47laboratório e o campo. Ela diminuiu, né?
- 13:50Até até pela nossa conversa aqui, né?
- 13:53E isso está chegando em em vários rincões aí.
- 13:57Mas o que eu quero dizer é que do material, se estava bem
- 14:02coletado ou não, se era algum material necessário.
- 14:06E aí eu já vejo que que que é uma parte dos empecilhos, né?
- 14:10E eu estou e eu fui buscar aqui Na Na literatura, o livro que
- 14:14foi lançado na, se não me engano, na última braves.
- 14:16Não sinsui. Que é o guia da necropsia,
- 14:18patologia lá do pessoal da da UFRGS que esses guias, eles são
- 14:23super úteis, né? As empresas têm, os seus guias
- 14:26têm e sempre tem erro, né? E eu eu falando com alguém do
- 14:30laboratório, eu eu acho que a nossa conversa aqui vai pra
- 14:34erros, né? De caixas que chegam sem
- 14:39conservação igual excesso de conservação que chega animal
- 14:42inteiro. Gostaria que tu.
- 14:44Contasse aí a tua história? EE que o pessoal que nos escuta
- 14:48é possa ter um direcionamento pra esse tema.
- 14:53E depois eu tenho algumas perguntas aqui que estão na
- 14:55Manga também, que que eu preciso de ajuda específica.
- 15:00Tá certo? É como você disse, né,
- 15:02Guilherme? O problema começa lá no campo,
- 15:05né? Então assim, não adianta você me
- 15:07mandar um material bem encolhido se você não escolheu
- 15:11corretamente um animal, né? Então.
- 15:14Por exemplo, um exemplo muito clássico, o pessoal manda muito
- 15:18animal refugo para fazer diagnóstico e às vezes o animal
- 15:22refugo não é o que que está acontecendo, porque ele o animal
- 15:26refugo, ele já vai ter as infecções secundárias, que às
- 15:29vezes não vai estar nos outros animais, né?
- 15:32Então EEAEA, desculpa, é sempre a mesma.
- 15:35Ah, porque o produtor só permitiu mandar esse esse
- 15:39animal, então assim vai gastar dinheiro ali.
- 15:43Fazendo diagnóstico pra aquele animal, não pra Granja, né?
- 15:47Então a escolha do animal é se o animal tá medicado ou não, né?
- 15:54Se ele tá no início dos sintomas clínicos quando for enviar esse
- 15:59material. E na verdade, uma coisa muito
- 16:02importante que eu sempre ouço nas palestras, né?
- 16:04De de quem vai faz palestras de laboratório, entre em contato
- 16:09com o laboratório. Entrar em contato com o
- 16:12laboratório e assim, não são todos que entram, a maioria não
- 16:17entram. EE, assim, o que que é
- 16:20importante? Importante você saber o que o
- 16:23laboratório, qual o laboratório que você usa, quais os ensaios
- 16:26que ele tem disponível, né? Então EE, às vezes você usa não
- 16:32um laboratório, você pode usar vários laboratórios e cada
- 16:34laboratório vai ter uma forma diferente de diagnosticar a
- 16:37doença, né? Então.
- 16:39Esse contato, e hoje é muito mais fácil, porque no WhatsApp,
- 16:43né, o pessoal tem na minha assinatura de e-mail, tem meu
- 16:46WhatsApp, que podem entrar em em contato qualquer hora e a gente
- 16:50acaba orientando Ah, eu estou com uma suspeita tal, Ah, coleta
- 16:55isso, isso, aquilo. EEE sempre assim o mais breve
- 16:59possível, da colheita até a chegada no laboratório, né?
- 17:03E a gente sabe que o Brasil é muito grande, então também tem
- 17:07esse problema de logística. Dependendo da onde você está
- 17:10colhendo, para onde você vai mandar.
- 17:12Então garantir que esse esse material vai chegar em tempo
- 17:16hábil e na temperatura adequada, né?
- 17:19Então tem material que pode ser congelado, material que não pode
- 17:22ser congelado, refrigerado tem material, por exemplo, material
- 17:27para estupratológico, é temperatura ambiente, você não
- 17:30precisa refrigerar. Anão ser que você colheu, fixou
- 17:35o material, depois você pode mandar junto com o material
- 17:38microbiológico, mas tem que tem que esperar, aguardar esse
- 17:42momento de fixação, senão não vai adiantar, né?
- 17:45Então é. E assim, às vezes fala, aí, a
- 17:51pessoa vai é preencher o nosso formulário de requisição e vai
- 17:56falar, ó, eu tenho a suspeita tal, é aí, às vezes fala, tenho
- 18:00suspeita de doença antérica. Aí manda material para isto
- 18:04patológico, mas não manda os intestinos.
- 18:07Parece absurdo, né? Mas acontece.
- 18:10EE, não é uma outra vez, sempre acontece, sabe?
- 18:14Ah, tô com suspeita. O animal tem sintoma nervoso,
- 18:18mas não colhe o cérebro pro pro isto patológico também.
- 18:22Então assim, além disso, né? Outro exemplo é.
- 18:27A pessoa manda o material, Ah, eu quero o antibiograma do que
- 18:31for isolado, mas às vezes escolhe moléculas que nem vão
- 18:34atuar naquela contra a bactéria. Isso é muito comum, sabe?
- 18:40Então às vezes eu falo, ó, às vezes é melhor você deixar que o
- 18:44laboratório é escolha os princípios ativos que a gente
- 18:48tem, né? Todos os laboratórios tem.
- 18:50Quais os agentes que são efetivos contra agentes
- 18:53respiratórios, entéricos. E sistêmicos e do que escolher.
- 19:01E às vezes escolhe moléculas que não vão fazer diferença nenhuma
- 19:04ali, né? Que mais tem tanta coisa?
- 19:10Por exemplo, às vezes a pessoa colhe o sangue pra fazer uma
- 19:14sorologias, mas em vez de de chorar, mandar só o soro, às
- 19:17vezes manda o sangue pra gente de chorar, beleza, mas aí ele
- 19:22manda congelado. Daí também não pode, porque daí
- 19:26quando descongela, as hemácias rompem e aí fica um soro
- 19:29totalmente imunizado. Então, são às vezes Pequenos
- 19:33Detalhes, mas que fazem toda a diferença depois, né?
- 19:37No ensaio, e é como eu te falei, às vezes não sabem o que
- 19:41solicitar, às vezes solicitam tudo que às vezes não é
- 19:45necessário, né? Às vezes só um microbiológico,
- 19:48um estupatológico. Você já resolve o caso.
- 19:51Um ou outro ensaio de biologia molecular, se você também tem
- 19:55pressa pra né, pra saber. EE tem por exemplo, difícil um
- 20:01laboratório fazer isolamento viral, então se você tem
- 20:04suspeita de um vírus, você vai cair pra biologia molecular.
- 20:08Então tem vários detalhezinhos assim que lá no final é como eu
- 20:14te falei, não adianta você me mandar uma amostra bem
- 20:16encolhida, mas se você não escolheu bem o animal, né?
- 20:21Ou se não colhe, se colhe e manda temperatura alta.
- 20:28E aí a gente pode ser que o laboratório não consiga isolar
- 20:32OA gente, ou vai ter muito contaminante.
- 20:34E aí também o veterinário vai se frustrar, né?
- 20:38Então é uma série de detalhes aí que às vezes a gente ouve nos
- 20:44nas palestras, né, de como colher corretamente material,
- 20:48como mandar, mas. É muito constante e Eu Acredito
- 20:55que todos os laboratórios que trabalham com né, com com
- 20:58diagnóstico, é recebem todo esse esse tipo de de de material aí.
- 21:05O eu ouvindo tu falar aqui, eu lembro de de 3 pontos que que
- 21:12pra mim sempre são palestras, que é de de treinamento, que
- 21:16sempre são atuais, né? No senen, a conservação OOO
- 21:21senen por mais evolução que teve as centrais de senen AA
- 21:25conservação ainda é um tema quente, né?
- 21:31E não deveria ser quente o em vacinas, toda a evolução que que
- 21:35que os laboratórios EEEO processo de vacinação que teve
- 21:39no Brasil, a palestra vacina e vacinação, ela sempre é a atual.
- 21:44E essa toda, essa, essa tua explicação, ela também sempre é
- 21:49atual, né? Suzan, como que tá?
- 21:53Essa é, eu sei que tu é professora também, mas como que
- 21:58tá essa chegada, né? É AA forma.
- 22:02O aluno, às vezes ele ele não tem essa percepção, porque é
- 22:05mais uma aula e ele tá ali, pô, claro que eu vou coletar
- 22:09material, né? Claro que eu vou fazer certo,
- 22:11mas agora que ele tá trabalhando.
- 22:13Né? Pô, como que tá essa
- 22:16atualização? Eu lembro dos cursos de de
- 22:19necropsia, da da Embrapa, do morez, né, que que é?
- 22:24Eu fiz vários cursos dele e a gente fez, mandou várias turmas,
- 22:28né? E como que tá essa atualização e
- 22:31como que tá essa constante atualização de tudo isso que tu
- 22:34falou hoje efetivamente no campo?
- 22:37É eu. Eu Acredito.
- 22:39É como você falou, é. É que eu eu digo que é que nem
- 22:43No No nosso sistema de qualidade você tem que estar sempre
- 22:46treinando e retreinando os funcionários pros veterinários a
- 22:50campo. Eu Acredito que seja da mesma
- 22:52forma, sabe? A empresa que oferece, fornece
- 22:57treinamento, com certeza ela vai ser mais feliz, porque você é
- 23:01natural, né? Do ser humano.
- 23:02A gente é treinada agora e se você não utiliza, com o tempo
- 23:06você vai esquecer muitas coisas, né?
- 23:09Então, assim como a gente tem uma.
- 23:11Certa, não é. Eu não digo rotatividade, mas
- 23:15você tá tendo sempre aí veterinários novos, né?
- 23:18Atuando no campo é. É natural realmente que às vezes
- 23:23nos primeiros envios mandem errado, mas aí vai depender de
- 23:27cada um, se ele é ele entrar em contato antes, porque a gente
- 23:32acaba sendo 11 agente de treinamento pra essas pessoas,
- 23:36né? Elas ligando, perguntando,
- 23:39tirando dúvida. A gente ajuda muito na
- 23:44interpretação dos resultados, é na solicitação dos dos ensaios,
- 23:49né? Então eu vejo isso de uma forma
- 23:52meio que constante. Devido a isso você está tendo
- 23:56sempre pessoal novo atuando, né? No No campo sempre recém
- 24:00formado, não que todos os recém formados, né?
- 24:02Vai acontecer isso, mas é, é bem isso se você não está na ativa,
- 24:08colhendo sempre, treinando sempre.
- 24:10É, é difícil. EE, deixa eu te perguntar, como
- 24:15que é a devolutiva? É, vamos lá, eu, eu, eu estou
- 24:19com um suspeito aqui de de de um de um problema nervoso e te
- 24:27mandei um leitão e te e esqueci de mandar a cabeça ou ou não
- 24:32mandei, mandei sei lá como que é a devolutiva disso é.
- 24:38Pra dizer ó, desse jeito a gente não vai chegar muito longe.
- 24:42Ou ontem mandei um soro ou um sangue desfarar, sem desfarar
- 24:49aonde? Quem que está lidando com isso?
- 24:51Não a gente. A gente acaba entrando em
- 24:54contato com ou a gente também coloca isso no próprio laudo,
- 24:57né? No.
- 24:58Relatório. Principalmente no isto
- 25:01patológico, né? Quando falta algum exame, a
- 25:04patologista coloca olha para suspeitas de sinais nervosos,
- 25:10recomenda se enviar o cérebro. Mas nesse exemplo que você me
- 25:16falou, por exemplo, não significa que está totalmente
- 25:20descartado, né? Mas, por exemplo, eu posso
- 25:22tentar fazer um isolamento ali da do licor.
- 25:25Por exemplo, da medula espinhal, pra ver se a bactéria tá por ali
- 25:29e a gente consegue pelo menos um isolamento, né?
- 25:34É um exemplo muito comum. Por exemplo, diarreia na
- 25:39maternidade, né? Às vezes o pessoal manda, Ah,
- 25:43vou mandar pro isolamento, mandar só pra isolamento.
- 25:47É muito natural que o laboratório vai isolar uma
- 25:49esquina que acolhe um postrid em perfing, por exemplo, né?
- 25:54Mas. Porque eles fazem parte da flora
- 25:57intestinal normal, do do suíno. Então assim pra mim, pra gente
- 26:01saber se essa acolhe ou esse clostri está envolvido no
- 26:05processo de diarreia, eu preciso fazer o exame estontológico.
- 26:09Então só mandar pro exames microbiológico não vai te dar
- 26:14muita resposta, porque daí você vai fazer o tratamento em cima
- 26:17do antibiograma que a gente vai dar em cima dessas bactérias sem
- 26:21saber se se elas realmente estão.
- 26:23Atuando ali, daqui a pouco o seu problema não é nem coli, nem é
- 26:27clostridio ou é rotavírus, por exemplo.
- 26:30Isso o espatológico vai poder te dizer, então é, tem, são.
- 26:37É fases, né? E nem nem todas as fases.
- 26:42Você precisaria, por exemplo, sacrificar o animal.
- 26:45Então tudo depende da sua suspeita.
- 26:49EE entrar em contato com o laboratório pra gente poder te
- 26:52falar, olha, nesse caso você pode colher isso, aquilo, fazer
- 26:55tal, tal exame e pronto, né? E?
- 27:00EE tu comentou rapidamente aqui a questão que eu acho. 11 outra
- 27:06questão é crucial, que se chama interpretação, né?
- 27:12Eu, eu, eu sou craque em coleta. Eu coletei o animal certo tudo e
- 27:17mandei tudo. Daí tudo que foi, vai vir um
- 27:20Monte de papel pra mim é não, a minha parte eu fiz, né?
- 27:24E aí veio uma colle, na, na, na, na, na, diarreia da matéria.
- 27:30Bom, eu eu falei que era a colle, né?
- 27:32Mas a colle é como fazer essa. Essa interpretação é chegar
- 27:39efetivamente, porque eu sempre digo, o laboratório é um, é um
- 27:43apoio. Para um veterinário que também é
- 27:46um apoio, mas quem tem que ser tem que a ponta da da da
- 27:50produção é o yamaho que tá lá, né?
- 27:52Ou ou que que tu comentou aqui não é mais o indivíduo, é a
- 27:55população. É como que essa população vai se
- 27:58manter saudável? Como é que tá essa questão da
- 28:01interpretação? É, eu acho que depende muito do
- 28:07do veterinário e da empresa, né, porque?
- 28:09Como eu falei, às vezes a empresa fornece, oferece
- 28:12treinamentos, né? Isso acho que é muito
- 28:14importante, mas muito importante da interpretação também, que nem
- 28:19você falou, Ah, colhi um Monte de material, mandei um Monte,
- 28:23pedi um Monte de exame EE. Aí às vezes você recebe um Monte
- 28:27de resultado e as tem resultado ali que na verdade não precisava
- 28:31ter pedido. Então a gente sempre tem que ir
- 28:34meio que. Tentar direcionar Oo veterinário
- 28:38de campo tem que ter o conhecimento das doenças, de que
- 28:42fase ela ocorrem pelo menos né? Pra tentar direcionar também
- 28:46esse diagnóstico pra daí também a gente poder é auxiliá lo Na Na
- 28:54interpretação é e as ou às vezes o que acontece é.
- 29:01Manda o material, tem o resultado, mas assim também não
- 29:05tem nada a ver com o problema que que ele tem ali na Granja.
- 29:09Uma outra coisa que eu lembrei agora, também importante, porque
- 29:15antigamente na no campo, às vezes você abria um animal, você
- 29:20olhava, você falava, né? Ah, isso aqui é um nicoplasma
- 29:23meio pneumônico. E hoje em dia com.
- 29:27Esse que a gente chama, né? Do complexo de doenças
- 29:29respiratórias, aí dos suínos, a gente não consegue mais dizer,
- 29:33ó, isso aqui é só micoplasma e pneumonia.
- 29:37Você pode ter ela junto com uma influenza, junto com uma
- 29:42glacerella, junto com uma pastorella, sabe?
- 29:46É isso. Isso é importante, uma
- 29:48atualização no conhecimento também das bactérias.
- 29:52Vou te dar um exemplo. É pastorella pastorella, que
- 29:56antigamente era considerado um agente secundário em infecção.
- 30:00Hoje nós temos cepas aí que atuam como um agente primário
- 30:04extremamente patogênicas, que sozinha causam um estrago no
- 30:08animal, né? A glacerella, por exemplo, AA
- 30:12glacerella antigo hemófilos. É, a gente sempre tinha aquela
- 30:18ideia de que ela ela seria problema quando ela cresce fora
- 30:23do do pulmão, né? Do lado de fora, nos líquidos.
- 30:27E a gente sabe que já foi comprovado, né?
- 30:31Que a gente tem a glacerella sorotipo 4, que ela causa
- 30:37problema dentro do pulmão, né? Ela causa uma broncopneumonia
- 30:42também, como um agente primário de pneumonia.
- 30:46Diferente do que antigamente a gente tinha como o hps, como um
- 30:50agente secundário, né? Então é nesse sentido que a
- 30:57gente tem que direcionar, né? O que a gente Oo diagnóstico?
- 31:05EE, nesses congressos que a gente faz aqui No No Brasil, a
- 31:09gente tem muitos dados assim. São é resumos, né?
- 31:14Mas que a gente geralmente sempre tenta contribuir com
- 31:18algum uma informação, não só nós, mas todos os laboratórios
- 31:22com ocorrência, ocorrência de dos sorotipos de app de
- 31:27glacerela é pastorella, enfim, estreptococos SUS que é um, né?
- 31:33Tá? Está sendo um problema grande
- 31:36também. E aí agora com essa questão dos.
- 31:39Na resistência antimicrobiana nós temos cepas assim, que é
- 31:44resistente às vezes aos 12 princípios que a gente coloca no
- 31:46antibiograma. Então é essa atualização que
- 31:52além além do treinamento do básico, né, da coleta, remessa
- 31:57de material para o laboratório, a atualização do conhecimento aí
- 32:01da das doenças, né? O eu ouvindo tu falar aqui as a?
- 32:09As empresas estruturadas normalmente tem a sua equipe
- 32:14técnica de campo, né, os os extensionistas, tem a
- 32:17supervisão, ingerência, dependendo da da do tamanho, e
- 32:23tem 111 cargo aí que é o sanitarista, né?
- 32:29O sanitarista que lida com muitas que esse que é Oo bate e
- 32:33volta aí da da de campo indústria, basicamente.
- 32:37E as questões legais, né? Mas por outro, EE, ele é o ele
- 32:41seria esse filtro aí que que faz a os treinamentos, que faz os
- 32:48essa comunicação com os laboratórios e precisa e esse
- 32:54esse cargo aí é um cargo que que ele ele é multifunção.
- 32:59Né? Se eu te perguntasse assim hoje,
- 33:03Suzana, tu foi promovida por um sanitarista de um de um grande
- 33:08grupo, né? O que que tu faria na tua
- 33:13experiência de campo, de laboratório?
- 33:17Qual é o qual? Qual o kit que tu daria pra tua
- 33:19equipe pessoal? Isso vamos pro campo com isso
- 33:23aqui vamos fazer essas necropsias e.
- 33:26Eu não sei se eu estou te botando uma Saia Justa aqui, mas
- 33:30como, como lidar com essa experiência, né?
- 33:32Porque a gente tem várias empresas que tem ótima relação
- 33:36com isso e a gente está aqui fazendo uma entrevista em 2025
- 33:42falando de empecilhos e diagnóstico, né?
- 33:45E espero que o ano de 2025 seja mais leve, de falhas pra ti.
- 33:53Olha. É AA gente, é como laboratório,
- 33:59a gente recebe muito. Por exemplo, às vezes Oo
- 34:04veterinário fala, Ah, eu não tinha um saco plástico, utilizou
- 34:08uma luva pra botar o material, por exemplo.
- 34:12Então assim, eu acho que hoje é um pouco inadmissível você, como
- 34:17um veterinário a campo, não ter no mínimo uma faca, uma tesoura,
- 34:23uma pinça. É sacos plásticos novos, né?
- 34:28É, e vários, porque também não adianta você colher tudo dentro
- 34:34do mesmo saco. Tem isso é um, é um outro
- 34:37empecilho. Tem gente que mistura, né?
- 34:40Sistema respiratório, com entérico, tudo no mesmo saco.
- 34:43Monta o bicho dentro do saco que já que estava dentro do bicho,
- 34:46vai pro laboratório de si. Bem, isso aí, então é uma coisa
- 34:51que. Hoje eu não sei como está, né?
- 34:54Porque no meio do ano passado foi proibido a venda de álcool
- 34:5892°. Mas a gente como é, eu sei como
- 35:03é a campo para você esterilizar uma faca, uma tesoura, a gente
- 35:07molha no álcool e coloca fogo, você esteriliza o teu material,
- 35:11então você consegue colher mais. Assepticamente esse material aí
- 35:16para enviar para o laboratório. Então, para mim, isso seria o
- 35:20fundamental. Existem umas, a gente usa até no
- 35:23laboratório, umas lamparinas de aço inox, se você quiser deixa
- 35:28ali aceso enquanto você está fazendo uma necropsia, né?
- 35:31A céu aberto ali você já tem ali um campo pelo menos de assepsia,
- 35:37digamos assim, com esse foguinho, né?
- 35:41E eu é pra mim isso seria OEE também um o.
- 35:47Eu Acredito que a maioria dos sanitaristas tem um aparelho de
- 35:50choque também, né? E levam junto No No carro pra
- 35:54fazer Oo sacrifício do animal também.
- 35:57É tu, tu, comentou. Eu, eu tô lembrando aqui de de
- 36:01pontos, né, que às vezes é na é quando tu faz gestão de pessoas.
- 36:07É Oo as coisas subliminares, né? Tu sai com veterinário, pô,
- 36:14vamos fazer um, vamos, vamos fazer a necrose, se se a caixa
- 36:18dele tá zero bala. E ele não é zero bala.
- 36:23Temos um problema se o se se é esse negócio que tu falou do,
- 36:28do, do saco, aí que está todo sujo ou né?
- 36:31Temos outro problema, EEEE questões básicas, né?
- 36:36Às vezes uma faca que não corta OAA próprio, flambá, né?
- 36:41Pô, vou coletar um cérebro aí, uma medula.
- 36:45Dependendo do que tu for coletado, tu já tu já traz
- 36:48batizado para dentro do laboratório, né?
- 36:50E são são pontos importantíssimos aí no nessa,
- 36:54nessa discussão, né? 111 exemplo, por exemplo, o
- 36:59estreptococossuis, né? Que ele é importante quando ele
- 37:03tem aquela formação de fibrina por volta do do pulmão.
- 37:08EE, aí às vezes a pessoa está com as né, com a luva suja, e aí
- 37:13pega aquele pulmão EEE, aí coloca no saco, pode até ser um
- 37:19saco plástico novo, mas aí ele já contaminou com a mão que
- 37:22estava toda suja e o estreptococ suis.
- 37:25Ele está ali no ambiente, no chão, em né?
- 37:27Em qualquer lugar ali que ele provavelmente ele vai estar
- 37:30fazendo essa necropsia, então é importante sim.
- 37:34Porque daí você não sabe se você está isolando o estrepito que
- 37:37está causando, que causou, né, a doença nele ou o estrepito que
- 37:41estava ali no ambiente, às vezes sem fazer nada?
- 37:48Tenho, tenho bastante coisa pra pra pra lidar, aí o uma eu eu
- 37:54tenho uma curiosidade pra pra pro pro pessoal de laboratório,
- 37:59vou fazer pra ti a pergunta, o que que foi no teu estágio, né?
- 38:05O que o que tu gostaria de ter ouvido na época e que que teria
- 38:11facilitado a tua vida? E que e que hoje tu
- 38:15eventualmente fala direto pro teu primeiro estagiário no
- 38:18primeiro dia de de trabalho? Pra em relação ao trabalho de
- 38:23laboratório EEA? Outra.
- 38:26O que que tu ouviu dentro do laboratório que tu não gostou e
- 38:31que hoje tu vê que foi útil? Aqui não é terapia, mas são
- 38:38coisas, são coisas pra gente pensar assim, pô, eu poderia ter
- 38:42facilitado a vida de alguém falando isso direto, né?
- 38:46Pois é, aí faz tanto tempo que, meu Deus, que eu fiz o estágio.
- 38:52Eu fui muito feliz no meu estágio, né?
- 38:54Porque eu fiz dentro da Embrapa e foi na parte de sistema
- 38:58respiratório de suínos. Aprendi muita coisa, muita coisa
- 39:03que eu na verdade, hoje aplico aqui.
- 39:07Eu acho que todos esses anos aqui dentro de laboratório, um
- 39:11desafio pra mim foi, na verdade, gestão de pessoas.
- 39:16E Eu Acredito que isso seja não só no laboratório, mas isso numa
- 39:20Granja, em qualquer empresa, sabe?
- 39:23Se você não tem uma relação interpessoal boa com as pessoas,
- 39:29elas não vão colaborar. Né?
- 39:31Então, EE, esse espírito de equipe é muito importante, sabe?
- 39:36EEA comunicação, comunicação é muito importante, principalmente
- 39:44com o veterinário de campo, né? EE, também dentro da empresa,
- 39:49né? Se você pra você conseguir que
- 39:51as pessoas façam o que tem que ser feito, né?
- 39:55A gente tem tem que estar se constantemente fazendo esse.
- 40:00Essa conscientização e na época que eu era nova, eu Eu Acredito
- 40:04que eu eu não tinha essa esse senso aí de que eu teria que
- 40:08lidar com pessoas depois, sabe? Eu eu era meio assim, trabalhava
- 40:13meio que sozinha. Bem, né?
- 40:16Mas hoje em dia, pra você fazer um grande projeto, você não faz
- 40:19sozinho, você tem que ter ajuda de várias mãos.
- 40:23Aí eu acho que isso é muito importante e isso eu vejo até
- 40:28pra. Pra minha família, pros meus
- 40:31enteados, pra meus sobrinhos, essa a socialização, relação
- 40:36pessoa, pessoa é muito importante aí na vida adulta.
- 40:41E essa e essa é a grande frase hoje pros pros alunos, né?
- 40:46Ou pra quem tá começando, né? Independente do lugar.
- 40:49Assim, quem tá falando aqui é alguém que tá dentro do
- 40:51laboratório, né? Padronizado, ruído e coisa.
- 40:55Mas. Mas não.
- 40:57E precisando, né? De comunicar EEE que a que a
- 41:01relação entre as pessoas ocorra, né?
- 41:04Eu acho que essa essa frase, ela está sendo atual para todos os
- 41:08os segmentos, né? Da, da, enfim, pro pro mundo
- 41:11inteiro. É, a gente sempre fala, não
- 41:14adianta você ser excelente tecnicamente se você não sabe
- 41:19transmitir isso para as outras pessoas, né?
- 41:23Então Eu Acredito que. Isso é muito importante, foi
- 41:29muito importante. EEE é atual ainda?
- 41:34Deixa o tu falou atual aqui. Eu vou te fazer uma pergunta lá
- 41:38atual, da da, da moda ou do mundo?
- 41:42Oo como que a inteligência artificial hoje está dentro dos
- 41:47laboratórios? Ah, olha.
- 41:56O que que eu posso te dizer? Guilherme?
- 41:58Eu eu sei de alguns laboratórios, nosso laboratório
- 42:05ainda não é totalmente informatizado, né?
- 42:08Mas é um caminho que também que não tem volta.
- 42:11Você vai ter que entrar nesse sistema.
- 42:13É uma exigência, inclusive até do Ministério, que o nosso
- 42:17sistema se comunica com o sistema do do Ministério, sabe?
- 42:22É. Eu eu acho que a gente tem que
- 42:26ver o tem o lado positivo e tem o lado negativo, né?
- 42:30O negativo. Eu digo assim, você vai
- 42:33continuar precisando das pessoas.
- 42:35As pessoas vão ter que operar esse, essa inteligência
- 42:38artificial, digamos assim, né? E.
- 42:42E é uma coisa que que eu tenho visto, né?
- 42:47Não, não, talvez não ali no laboratório, porque a gente não
- 42:51permite a utilização de. Diz, por exemplo, de celulares
- 42:55durante o ambiente de trabalho. Mas é essa falta de concentração
- 43:04às vezes pra prestar atenção numa palestra, numa aula, né?
- 43:09Você tá ali constantemente, sabe?
- 43:12Mexendo No No equipamento, é, eu acho que no futuro, quem
- 43:20realmente é. Tiver essa parte pessoal de
- 43:25gestão de pessoas aí avançada, digamos assim, vai se dar bem,
- 43:34mas foi diferencial isso aí. Muito bem.
- 43:38Então já temos AAA frase ou AOO tema, né?
- 43:42Que que poderia ser atualizado lá No No fundo EE esse tema que
- 43:48tá sendo que que é hoje. Está atual, né?
- 43:52A questão das relações das pessoas.
- 43:55Estamos chegando o final aqui, Suzana, nos empecilhos do
- 44:00diagnóstico, deixa eu deixa eu te fazer uma pergunta leve agora
- 44:04aqui AA Suzana, fora do laboratório, o que que tu faz
- 44:09pra pra pra tu manter o teu ócio criativo?
- 44:12O que que tu como que tu desliga do do laboratório ou do do do
- 44:17mundo corporativo do mundo? Então.
- 44:22Depois que eu terminei o doutorado, né, que foi recente,
- 44:25em 2023, eu falei, não tenho que botar novas metas na minha vida.
- 44:30Uma delas foi aprender alemão. Eu sou casada com alemão, tá no
- 44:40início ainda. E eu comecei a aprender a tocar
- 44:48ukulele. É que é, é um.
- 44:55E comecei. Voltei a ler livros, né?
- 44:58Porque quando você está no doutorado, a coisa fica um pouco
- 45:02parada. E aí agora eu eu voltei a ler.
- 45:07Uma sugestão? De.
- 45:10Livros. Ah, eu sou meio do acabei de ler
- 45:16um clássico, as brumas de avalon.
- 45:20Muito antigo é EE. Agora, na verdade, eu tô com 11
- 45:26coleção de livros ali. É com relação aí essa livros que
- 45:34falam sobre esse tempo que a gente tem passado frente ao
- 45:39celular, sabe? Por exemplo, agora eu comecei um
- 45:43que chama a fábrica dos cretinos digitais.
- 45:48EE fala bem disso aí do é um livro para família, para quem
- 45:53tem filhos, né? EE, falando cientificamente, o
- 45:59que que causa aí essas horas, né?
- 46:02Em frente a uma tela para crianças de até 2 anos, até 13
- 46:08anos acima dessa idade. Então eu estou nessa Vibe agora.
- 46:14Legal. E eu vou chamar atenção aqui
- 46:17porque eu fiz uma entrevista, deve fazer um lembro, vou
- 46:26lembrar o nome é que foi ele, ele recomendou, lá na UFPO, pô,
- 46:32esqueci o nome. Ele recomendou a leitura,
- 46:35independente de assunto, pra 2 coisas, pra vocabulário, pra.
- 46:43E pra concentração, né? Porque ao ao estar lendo a gente
- 46:47também tá tá fora do. Com certeza.
- 46:50EE, eu vejo isso nas crianças de hoje, né?
- 46:53Elas às vezes não conseguem ficar concentradas assistindo um
- 46:57filme inteiro, por exemplo. Elas tem que parar no meio,
- 47:01fazer uma outra coisa. É pra mim é uma coisa bem
- 47:05preocupante e realmente. Ele tem toda razão.
- 47:10Concentração EE cultura, né? Cultura, cultura acima de tudo.
- 47:17Muito bom. Eu, quem?
- 47:20Quem? Quem fez a recomendação foi o
- 47:22Thomas Lucia, meu amigo Thomas e eu tomei isso por achei
- 47:26interessante e eu acho que vale a pena repassar essa informação
- 47:31dele. Obrigado Thomas pela lembrança,
- 47:34mas muito bom Suzana, obrigado pela tua atenção, pela tua
- 47:38dedicação aqui ao trabalho e tu como como alguém dentro do
- 47:44laboratório e fora dentro de uma sala de aula repassando é
- 47:49importante é passar uma informação pra ti que é esse
- 47:53programa, ele também, ele ele está servindo né pra multi,
- 47:57multi áreas e o ano de no ano de 2024.
- 48:02É, teve 1111 penetração aí em aproximadamente 170, 168000
- 48:11pessoas. Então é legal, né?
- 48:13E a gente agradece quem quem se dedica a falar aqui da sua área
- 48:17e eventualmente desperta em algumas pessoas o novos
- 48:24caminhos, né? Novos rumos dentro da da nossa
- 48:26produção. Te agradeço e te deixo aqui para
- 48:29uma palavra final. Suzano.
- 48:31Eu que agradeço. Guilherme, a oportunidade é e
- 48:34espero que isso realmente sirva pra abrir um pouco a mente, né?
- 48:40Nesse sentido aí e fico sempre aí à disposição também como como
- 48:45professora, como responsável técnico, química e do
- 48:49laboratório. E pra vocês aí?
- 48:53Muito bom. Nos vemos aí no mundo da Cine
- 48:55cultura. Muito obrigado, Suzana.
- 48:58Até mais.