Latest / SuinoCast · by PPGVET / Dra. Cheila Roberta Lehnen: Nutrição de Fêmeas Suínas | Ep. 215
Transcript
- 0:05Está no ar o primeiro podcast da suinocultura Brasileira possui
- 0:09no caste o que a gente tem um pouco de receio em dizer qual é
- 0:14a melhor microbiota. Não é?
- 0:17A gente sabe que se a gente vai explorar em termos de microbioma
- 0:22para nós, é muito interessante, uma microbiota diversa, né?
- 0:26Em termos de diversidade microbiana.
- 0:29Né? Então tem estudos que dizem não,
- 0:31ele vai competir com bactérias patogênicas.
- 0:34Você vai ter esse controle, mas a gente tem que pensar que o
- 0:39importante não é o leitão ficar doente ou ter bactérias
- 0:42patogênicas para você ter a competição.
- 0:46Você tem que criar um ambiente favorável para que todos os
- 0:49nutrientes que ele tiver lá no destino seja utilizado.
- 0:54Seja tanto no intestino delgado aproveitado quanto no intestino
- 0:57grosso, se transformado e até a água ser absorvida, siga nos nas
- 1:02redes sociais YouTube, Spotify para ter acesso a conteúdo
- 1:06técnico atual de qualidade, irreverente e gratuito.
- 1:12O senhor quer só é possível, através do apoio de empresas
- 1:15inovadoras e que apoiam a educação continuada na sua, na
- 1:19cultura Brasileira. Biodegradável, resiliência por
- 1:22natureza e pra construindo imunidade para um mundo mais
- 1:26saudável, seva sempre com você. Além da saúde animal, a Giga
- 1:32fabrica o sistema de alimentação de suínos autônomo sem fio e
- 1:36original projetado por suinocultores para
- 1:39suinocultores. Nossos comedouros são simples,
- 1:41confiáveis e proporcionam tranquilidade 24 horas por dia,
- 1:467 dias por semana. 365 dias por ano, a Giga não é apenas uma
- 1:51empresa de equipamentos, mas uma empresa familiar de produção de
- 1:54suínos especializada em let. Olá, sejam todos muito
- 2:06bem-vindos a mais um episódio do senhor kast, eu sou Inês
- 2:09andretta. É um prazer estar com vocês de
- 2:12novo, conversarmos sobre mais um assunto importante para a sua
- 2:15cultura e hoje nós vamos conversar com a professora
- 2:18doutora Sheila, Roberta Lenin, que é um amigo ONA de muito
- 2:23longa data. Muito não, né?
- 2:24De longa data, não vamos revelar quanto tempo, né?
- 2:29A Sheila é é uma amiga da época de de de faculdade lá de Santa
- 2:34Maria. Sheila também é.
- 2:36Sou tecnicista, formada lá na UFCM, é mestre e doutora, é
- 2:42professora agora, né? Na Universidade Estadual de
- 2:45Ponta Grossa e, sem dúvida, Sheila é uma inspiração que eu
- 2:49tenho na minha carreira. Então é uma honra, tá contigo
- 2:52aqui, conversar contigo. Eu sei que vamos todos aprender
- 2:56muito contigo hoje, obrigada por ter aceitado esse nosso convite,
- 2:59chegou a Inês, muito obrigada, eu fico muito feliz com com o
- 3:03seu convite. Com certeza a gente tem 11
- 3:07vínculo assim de muito tempo, não é?
- 3:11E eu acho que a gente sempre vem crescendo muito, né?
- 3:15Nas nossas trocas de de Ideas e projetos, seja pessoal, né
- 3:21profissional, né? E eu fiquei muito, muito feliz
- 3:24com com o convite. E a eu, eu, na verdade, assim a
- 3:29Inês já fez uma breve apresentação, né, minha?
- 3:33Mas a suinocultura, ela pra mim assim, é uma paixão.
- 3:37Assim como o ensino, né? Eu gosto muito de dar aula, né?
- 3:41E fiquei muito feliz com com essa possibilidade de conversar
- 3:46um pouco, né? Então, se você quiser continuar,
- 3:49meu present andou, posso me apresentar, não sei muito como
- 3:54vocês sabe, Sheila? Normalmente a primeira pergunta
- 3:57que eu faço aqui é, quando que apareceu o primeiro porquinho Na
- 4:01Na vida né do entrevistado? Assim, quando questiono cultura,
- 4:04entrou Na Na tua história. Mas conhecendo um pouco da tua
- 4:07história, eu vou pedir que tu conte, é um pouquinho dela, mas
- 4:11eu acho que vai ser até difícil responder essa, né?
- 4:13De quando que o primeiro porquinho apareceu na tua?
- 4:16Na tua vida, Sheila? Nossa, o primeiro porquinho
- 4:21apareceu na minha vida. Eu acho que quando eu tinha uns
- 4:238 anos de idade, sim, e quando eu tive 10 anos, o meu pai
- 4:28resolveu ter um, construir uma Granja e daí eu ajudei até no
- 4:32primeiro tijolo. Assim a gente ajudou.
- 4:35Mas a suinocultura, na verdade, ela vende de berço, né?
- 4:40Hã, eu sou de Santo Cristo, ele é o maior produtor de suínos do
- 4:44estado do Rio Grande do Sul. E todo mundo que eu conheço tem
- 4:48grande de suínos lá, né? E a suinocultura permaneceu por
- 4:53muitos anos, tanto na minha, na nossa família, né EE.
- 4:57Daí depois eu resolvi seguir na Zootecnia, mas sempre foi uma
- 5:02paixão. A suinocultura, assim, EE eu
- 5:05acho que aprendi muito, né? Com a suinocultura raiz, né?
- 5:11Na região ali da do do noroeste do Rio Grande do Sul, a gente
- 5:15tem uma sua cultura muito antes. Diga, mas então assim, muitas
- 5:20coisas assim a gente foi aprendendo mais em casa e quando
- 5:24foi para a universidade que nem eu, eu, eu iniciei o curso em
- 5:272002, lá em Santa Mari, a gente já foi, entrou para o setor de
- 5:32suinocultura e logo conhecemos a ideias e assim a gente foi
- 5:36trabalhando, né? Nos projetos aí que essa essa,
- 5:40esse, essa paixão pela sua cultura, ela passou de uma
- 5:45aplicabilidade, né? Para a questão científica.
- 5:50Aí assim eu me encontrei dentro da sua cultura, dentro da
- 5:54pesquisa. Dentro do ensino, né?
- 5:57Então, assim, é o primeiro porquinho.
- 6:00Acho que foi lá com os 8 anos de idade, né?
- 6:02Então saí de casa. O pai ainda tinha Granja de
- 6:05suínos, né? A gente tinha um ciclo completo
- 6:08com quase 200 matrizes, né? Então assim não era pequeno,
- 6:13porque daí tinha a fase de creche, maternidade e
- 6:16terminação, né. Ajudava a carregar os portos
- 6:20também, né? Isso a gente também fez muito
- 6:23bem, né? Roupa assim fizemos.
- 6:28E a gente aprendeu bastante nisso, né Sheila, né?
- 6:31Como é legal essa fase? Nós a gente entende muito.
- 6:35Assim, AAAO que a gente vê na prática, né?
- 6:40E eu sempre comento isso muito com os meus alunos, né?
- 6:43Oo fato do do profissional que está lá, o funcionário que está
- 6:47lá na Granja não ter esse conhecimento científico, mas
- 6:52ele, pelo empirismo, ele vai conhecendo muitas práticas que
- 6:57hoje a ciência até hoje recentemente está explicando,
- 7:00né? E isso a gente precisa
- 7:02valorizar, né? Dentro das granjas e orientar
- 7:05centros acadêmicos em formação. Seja o tecnicistas, veterinários
- 7:10até agr 11, né, que vão se envolver com a suinocultura do
- 7:14quanto que isso é importante, né?
- 7:16Esse respeito que eles precisam ter dentro das granjas, ai com
- 7:21certeza é o equilíbrio, né? A gente na vida e Na Na, na
- 7:26atuação profissional, é esse equilíbrio.
- 7:28É fundamental, muito legal, cheio.
- 7:30A Sheila tem uma dedicação muito grande pelas porcas, né?
- 7:34Eu, eu, eu, quando leio algum artigo de nutrição de fêmeas,
- 7:39né, reprodutoras, de gestação, de lá que tá sendo geralmente eu
- 7:42lembro da Sheila assim. É dos projetos que a gente
- 7:45fazia, inclusive, né? Na nas granjas e tal Sheila é,
- 7:50vou tentar conduzir a nossa conversa nesse nesse tópico, eu
- 7:53sei que ele é um tópico bem importante, assim é cada vez
- 7:55elas estão produzindo mais. O que que você diria a Sheila,
- 8:00assim que são as a? As os principais desafios hoje
- 8:03para nutrição de porcas. Nossa Inês, assim a gente.
- 8:10A gente acompanhou todo esse crescimento das da da, dessa
- 8:15prolific cidade das portas. Assim, principalmente nesses
- 8:18últimos 20 anos, não é? E daí eu lembro, né, das porcas
- 8:23que nós tínhamos lá em casa, assim, lá em lá em Santo Cristo,
- 8:26nossa, 24 leitos nascendo numa porta, isso era muito, era
- 8:32assim, recordes, não é? Hoje a gente já tem recordes e
- 8:3540 não é quase 40, né? Então, assim, AO que o que nos
- 8:40assusta, como pensando em nutrição, pensando em
- 8:44fisiologia. Em tudo o que acontece numa
- 8:47fêmea nesses últimos 20 anos, ele, ao mesmo tempo surpreende,
- 8:52mas também preocupa, não é? Quando a gente pensa assim, um
- 8:56estado fisiológico desse animal no estado metabólico desse
- 9:01animal, a gente vê assim, nossa, será que tá tudo bem lá dentro,
- 9:06será que tá tudo funcionando bem, né?
- 9:10Porque AO processo de gestação e de lactação eles já demandam
- 9:15muito de uma fêmea. Imagina então você aumentar essa
- 9:20população de de fetos, né? Que vão crescendo, que depois
- 9:25ainda são? Amamenta 12, né?
- 9:27Então você tem uma demanda energética aminoacídico muito
- 9:34grande, mas também tem outros metabólitos que hoje a gente
- 9:38conhece, que também precisam ser considerados nesse processo.
- 9:43Né? Então, o grande desafio é, como
- 9:46que a gente vai manter essa fêmea longeva dentro do rebanho,
- 9:51sendo que o processo genético dela deixou ela muito produtiva
- 9:58e ao mesmo tempo em que o desgaste dela é muito grande,
- 10:03né? Então você tem um catabolismo
- 10:06muito grande dessa fêmea, então o que assusta é você comparar
- 10:10uma fêmea de antigamente como a de hoje, que não se pode fazer,
- 10:14né? Mas, ao mesmo tempo, as
- 10:17essências são semelhantes. Né?
- 10:19A boa nutrição, as instalações AO bom manejo, o bem-estar que
- 10:25hoje a gente tem isso muito bem regulamentado, né?
- 10:29Ajuda bastante. Mas eu vejo assim que a gente
- 10:32tem muito a explorar, principalmente em como que essas
- 10:36respostas na porta elas influenciam nas leitegadas e
- 10:40como a gente vai trazer essa lei?
- 10:42Pegada, né? Esse reflexo dessa boa leitegada
- 10:46para uma fêmea que vai precisar se manter dentro de uma
- 10:50propriedade, pelo menos com 6 partes, né?
- 10:54É porque o custo dela é muito alto.
- 10:57É, não é um desafio pequeno, né? Eu quando passei no concurso
- 11:02aqui, Sheila, eu, meu sogro é formado aqui na urbis, é
- 11:06agrônomo e aí ele me deu um livro de presente que era, ô
- 11:08suínos. O título, assim que era um livro
- 11:10que ele usava na época da graduação dele.
- 11:13É, foi bonito assim o gesto, né? Ele tentou, tipo, olha, de
- 11:16repente, pode usar aqui esse material.
- 11:18Eu uso uma tabela daquele livro. Ela uma tabela 1970, eu acho
- 11:23alguma coisa assim, tipo, né? Alguns anos atrás EE lá mostra
- 11:29assim, a produtividade média do rebanho e aí falava 31, parto
- 11:33por ano. 3 leitões desmamados por parto.
- 11:37E aí eu gosto de mostrar ela e fazer, é na verdade, o que você
- 11:40acabou de falar, né? Sheila, olha, não parece nem
- 11:43mais o mesmo animal, porque olha o Salto, né?
- 11:47E é muito interessante isso, Sheila, que você comentou assim
- 11:50é AS se disse. Nessa comparação, a gente não
- 11:53deve fazer porque realmente são animais tão, tão, tão, tão
- 11:57diferentes, né? Manteve a espécie.
- 12:01Manteve a espécie? É, mas assim acho que é AE todo
- 12:06esse processo que aqui a porca que a fêmea suína ela ela
- 12:10passou, ele tá sendo refletido em outras áreas da sua
- 12:15incultura, né? Então, assim, AA gente sabe que
- 12:20geneticamente a porta tem esse potencial maravilhoso, mas se o
- 12:23restante não não funcionar, não fluir no mesmo nível, ele não
- 12:29vai a porta não vai responder, ela responde primeiro, segundo
- 12:33parte, depois ela ela entra assim num estado que daí o
- 12:38descarte. Ele é uma opção, né?
- 12:43Necessária, né? Ele acaba sendo a primeira opção
- 12:48do produtor. Como a fêmea cai das
- 12:50drasticamente essa produtividade, né?
- 12:53Então, AOO, conjunto da obra é importante, né?
- 12:58O conjunto da obra e aí a gente pensa, aí os aditivos, eles
- 13:03resolvem o problema, não vão resolver problemas, vão ajudar,
- 13:07né? A gente sabe, tem muitas outras
- 13:09coisas que influenciam e que precisam.
- 13:14Estar assim em consonância, mas então você tem que ter o bom
- 13:18manejo, você tem que ter um funcionário, cuide desses
- 13:22animais que a automação ela ajuda muito, mas se você não
- 13:28tiver o funcionário que fica monitorando os animais, a
- 13:32automação, ela vai resolver o problema do fornecimento, né?
- 13:36Minimizar a mão de obra vai, a gente se consegue explorar muito
- 13:41bem essas essas respostas da automação, né desses processos,
- 13:46mas lá no campo, a as nossas, as nossas demandas.
- 13:50Relação. Quase ricamente mão de obra
- 13:55qualificada, né? Que, que assim?
- 13:58O olhar do do produtor, o olhar do funcionário em ver que a
- 14:04porta não está bem com uma leitegada numerosa ou que esses
- 14:07leitões estão muito magros ao nascimento.
- 14:11É, é um. É um ponto de tomada de decisão,
- 14:15mas o que que ele vai fazer com essa pegada numerosa, esses
- 14:19leitões magros. Nós vamos investir na porta, nós
- 14:22vamos investir em mais portas para tentar substituir um pouco
- 14:28esses esses lei. Tó e o homogeneizar.
- 14:31Vamos investir Na Na alimentação do leitão, então um conjunto de
- 14:37fatores que essa tomada decisão muitas vezes.
- 14:41Se ela não for rápida, né? Não for assim instantânea, você
- 14:48compromete a porta e a leitegada.
- 14:50Ai, muito legal. Sheila falou tanta coisa
- 14:52interessante que agora eu não sei por que caminho e aqui na
- 14:54conversa, mas eu vou puxar um lado iniciozinho da da conversa
- 14:58Sheila da dessa. Não é da sua última fala tua que
- 15:02é a questão dos aditivos, porque a gente tem uma tendência grande
- 15:07a falar de aditivos cada vez mais e a gente vê isso muito,
- 15:10né? Na Na ideia do substituto do
- 15:13antimicrobiano. Aí quando a gente fala disso,
- 15:16pensa, OT 5, pensa creche, né? Pensou desmame aquele desafio
- 15:19todo o desmame, mas é tudo tão relacionado, né?
- 15:22Como você está comentando, Sheila, que também não dá para
- 15:24pensar em tentar resolver tudo o que de estresse do desmame no
- 15:27lado, quando o desmame já aconteceu, né?
- 15:30Tanta coisa que dá pra fazer antes, né?
- 15:32Pensar Na Na construção da saúde intestinal do leitão.
- 15:37Como um processo que começa muito mais cedo assim.
- 15:40Você acredita? Sheila. 2 perguntas em uma
- 15:43assim, primeiro a gente fala muito sobre de intestinal no
- 15:45leitão, essa muito intestinal na porca.
- 15:48A gente não conversa tanto sobre isso, né?
- 15:51E ela, nesse processo todo desafiador que ela está vivendo.
- 15:55Você qual? Qual é a tua visão sobre isso?
- 15:58Assim, saúde intestinal da fêmea e segundo é, os aditivos nessa
- 16:03ideia de saúde intestinal da fêmea de construção aí da saúde
- 16:06intestinal do leitão, desde antes do desmame.
- 16:09Qual que é a tua opinião sobre isso?
- 16:11Sheila e até as experiências que tu tenha já, né, vivido aí Na Na
- 16:17Granja, no dia a dia ou. Nas pesquisas, Sheila
- 16:20compartilha com a gente, a eu vejo que o desafio hoje é
- 16:25transpor um pouco da da saúde da porta para o leitão via leite,
- 16:29via colostro, né? E esse é o grande desafio.
- 16:32Então, em termos de ciência, não se conhece como que isso
- 16:36funciona, não é? A gente sabe que tem o
- 16:39benefício, OK, então a acorde estando num estado catabólico
- 16:46saudável, né? Sem aquela catabolismo acentuada
- 16:49e daí a gente vem numa era onde a nutrição ela vem respondendo
- 16:53muito essa questão de. Manter a fêmea num estado
- 16:57saudável, com uma boa nutrição. Hoje a gente trabalha muito no
- 17:01refinamento dessas dessas dietas.
- 17:04Em termos de Balanço de nutrientes, mas a gente também
- 17:08percebe que o aditivo ele modula uma microbiota intestinal, né?
- 17:14E, principalmente, fibras, antioxidantes, extratos
- 17:20vegetais, óleos funcionais, os extratos vegetais AA partir dos
- 17:25olhos essenciais. Acredito que por conta do perfil
- 17:29de ácidos graxos, ele tem uma modulação.
- 17:32Melhor do que a aquela mistura do pó seco, né?
- 17:37Então hoje você tem que trabalhar com.
- 17:40Como mecanismos que dentro da fábrica de ração não comprometem
- 17:44a eficiência dele, né? Então, o processo de politização
- 17:48ou calor desse processamento não comprometesse aditivo, então é
- 17:53interessante a gente pensar por esse lado, né?
- 17:56Métodos pós mistura da da dieta que mantenham a integridade dos
- 18:03pellets, mantenham a integridade dos compostos.
- 18:07Hã desses aditivos, né? Então a gente pensa lá no campo,
- 18:12não é? E na prática, AO como que a
- 18:15gente vai avaliar esse resultado?
- 18:17Na leitegada na porta, uma coleta de sangue, um estresse
- 18:22oxidativo, a gente consegue mensurar isso.
- 18:24A gente tem enzimas que a gente consegue mensurar.
- 18:29Se essa porta ela está num estado catabólico, está
- 18:32estressada e se isso impacta e impactar mesmo, né?
- 18:36Só que Oo grande desafio quando a gente pensa em saúde
- 18:40intestinal é a abundância de microrganismos, e a gente
- 18:46consegue avaliar, né? E isso muda de porta para porta.
- 18:51Então a gente tem uma diferença muito grande de genética.
- 18:54Linhagens genéticas de raças já tem muitos estudos, né?
- 18:58Que dizem que AA microbiota LED diferente dependendo da raça.
- 19:04Ordem de parição interfere bastante e, principalmente,
- 19:08dieta. Mas então a dieta, o ambiente,
- 19:13né? A gente vê diferenças na
- 19:15gestação e na Marcação, né? Nos 2 estados gestacionais, né?
- 19:21Nos estados, nas, na, no período de gestação, ela vai criando uma
- 19:25microbiota e depois, na lactação, porque muda o ambiente
- 19:29porque muda o estado dela, muda o microbiota novamente.
- 19:34Aí, como que isso pode passar pra pro leitão?
- 19:38Eu Acredito que isso, que é uma modulação na produção dos ácidos
- 19:43graxos voláteis acético, propiônico, butírico, outros
- 19:48tantos ácidos graxos que a gente hoje tem de cadeia curta, cadeia
- 19:52longa, que que que fazem parte desse processo do do da
- 19:57microbiota mesmo, né? Do uso desses nutrientes desses
- 20:01compostos e são produzidos. A gente percebe que tem
- 20:05alteração. Por 2 aspectos, então, em em
- 20:09termos de colostro, né? E depois, em termos de leite.
- 20:13Então, tem estudos que já indicam que essa Imuno
- 20:16modulação. Altera o perfil de GMGGGA na
- 20:22porta. Isso é benéfico para o leitão.
- 20:26E também tem um outro ponto importante, assim que eu vejo
- 20:29essa modulação da microbiota da porta para o leitão, ela pode e
- 20:34é o que a gente já verificou em estudos em grandes.
- 20:38Que a os olhos funcionais, os olhos essenciais e alguns
- 20:43aditivos com a. Cadeias de radicadas, eles
- 20:50ajudam nessa microbiota do intestino do leitão e favorecem
- 20:56a saúde das vilosidades reduzem a resposta inflamatória dos
- 21:01antibióticos, né? Então a gente já tem há estudos
- 21:05nessa linha. O que a gente tem um pouco de
- 21:10receio em dizer qual é a melhor microbiota?
- 21:13Não é? A gente sabe que se a gente vai
- 21:17explorar em termos de microbioma para nós, é muito interessante,
- 21:21uma microbiota diversa, né? Em termos de diversidade
- 21:25microbiana, né? Então tem estudos que dizem não,
- 21:28ele vai competir com bactérias patogênicas.
- 21:32Você vai ter esse controle, mas a gente tem que pensar que o
- 21:36importante não é o leitão ficar doente ou ter bactérias
- 21:39patogênicas para você ter a competição, você tem que criar
- 21:44um ambiente favorável para que todo o nutriente que ele tiver
- 21:47lá no destino seja utilizado. Seja tanto no intestino delgado
- 21:53aproveitado quanto no intestino grosso, se transformado e até a
- 21:56água ser absorvida. Então, AA microbiota ou
- 22:01microbioma, né? E hoje metabolômica e tudo isso
- 22:04que a gente pode explorar, ele explica muito do que nós
- 22:08utilizamos, tanto na porta em termos da aditivos e dietas, e
- 22:12inclusive questões sanitárias. Manejo, né?
- 22:16Todo o ambiente a gente consegue explorar muito bem, então Eu
- 22:21Acredito, sim, que os aditivos, eles ajudam bastante, né?
- 22:26Só que em termos de ciência. Nós temos muitos desafios pela
- 22:30frente. À eu?
- 22:32Estou contigo. Como é complexo ainda, né?
- 22:37É relativamente novo até, né? Se a gente for olhar em termos
- 22:43de ciência assim, a gente tá aprendendo isso nas últimos
- 22:45poucos anos assim, né? Explorar isso, mas a de uma
- 22:49maneira até mais aplicada eu diria, né?
- 22:51Na nutrição ou na saúde dos animais, para microbiologia
- 22:56talvez não sejam termos novos, mas pra gente e acabam sendo
- 22:59ainda coisas muito recentes e é interessante, né?
- 23:03Você comentou, bem, é, é tão complexo porque aí tem.
- 23:07O ambiente, o animal, a mãe é o leitão, a mãe aí dentro do
- 23:11animal, a microbiota, né? Intestinal a microbiota
- 23:15respiratória, a gente teve que ter um projeto que a gente
- 23:18conduziu, que é interessante que os resultados mais claros assim,
- 23:21de modulação, não apareceram, né?
- 23:24Na microbiota é intestinal, né? Mas apareceram na microbiota
- 23:28respiratória, assim, partindo do microbiota respiratório do
- 23:33leitão partindo. De um aditivo fornecido para a
- 23:36mãe dele, então é tão complexo, né?
- 23:39E só que não sei, Sheila, se você concorda comigo, mas acho
- 23:43que provavelmente sim. Cada vez que a gente termina um
- 23:46projeto, a gente sai com mais perguntas assim, né?
- 23:48E essa coisa da complexidade é isso.
- 23:50Não vai terminar nunca. As perguntas para.
- 23:53Para serem respondidas é na, na verdade.
- 23:57Assim a gente começa, a gente inicia um projeto com foco, aí
- 24:01ele vai se desenrolando e a gente, nossa.
- 24:04Será que o sigo para um responder um problema da porta
- 24:09ou responder um problema do leitão?
- 24:11Consigo fazer as 2 coisas, até consigo.
- 24:14Só que daí vai me demandar um dispêndio de trabalho e
- 24:20principalmente o custo, né? Essas, esse, esses projetos,
- 24:24eles ainda tem um custo muito alto, né?
- 24:26EEA nossa dificuldade. Como explicar determinadas
- 24:31respostas? Que a gente tem Na Na Granja.
- 24:34Será que a modulação intestinal baseada nesse perfil de
- 24:39aditivos, ela a vai contribuir? Vai ser a mesma se eu aplicar
- 24:45numa escala maior, se eu aplicar na nenhuma Granja ou em outra
- 24:49propriedade? É, então, a gente tem essa
- 24:53dificuldade, porque quando a gente compara em termos de
- 24:56ciência, metodologias, a metodologia inclusiva, seções
- 25:01onde AO micros ODNA é coletado, precisam se semelhantes.
- 25:07Então AE você comentou a diferença do do, do, do
- 25:12respiratório com o digestivo? Nós temos 11 microbiota
- 25:17totalmente diferente em termos de intestino delgado, intestino
- 25:20grosso, as porções, elas têm variações muito grande.
- 25:24As semanas quando o animal ele é alimentado.
- 25:27Mudam muito, então a gente sabe que é um desafio.
- 25:31Assim, o que a gente tem que entender e acreditar que a
- 25:35diversidade microbiana ela é importante e ela é benéfica, né?
- 25:43Então eu eu parto desse pressuposto, né?
- 25:46Se eu tô enriquecendo a minha microbiota com diversas
- 25:51bactérias que conseguem, de modo geral, aproveitar tudo que o
- 25:55animal tem, né? Em nível digestivo, eu acho que
- 26:00eu estou trazendo uma resposta. Importante, não é o quanto que o
- 26:05animal ele pode crescer se ele aproveitar o máximo, né?
- 26:09Então, a gente pensando na questão, desde custo até que
- 26:13estão sustentável, né? Quanto mais lhe aproveitar,
- 26:16melhor é. E é interessante.
- 26:18Você mencionou o curso, né? A questão do custo também é
- 26:21importante porque às vezes os aditivos eles é assim é, você
- 26:25sempre vai ver o retorno, né? Antes decidir se usa ou não ir
- 26:29usar pra porta, tem uma tendência de de ser um custo
- 26:34menor para incluir ele dentro do sistema do que pro leitão, né?
- 26:381 kg de ração que a porca consome.
- 26:42Normalmente você vai ter 11 relação mais mais fácil de de
- 26:46incluir assim, né? De de inclinar a lactação, por
- 26:49exemplo, ou gestação lactação, do que inclui creche, né?
- 26:53Ali, o volume de reação já começa aumentar, mas leitões a
- 26:57intercessão é, é a complexidade toda se multiplicando.
- 27:01Inclusive, né Sheila? Mas se eu estou dizendo para
- 27:02considerar sim e a gente pensa assim, AA gente não pode pensar
- 27:07na porta só naquela gestação e só naquela lactação.
- 27:11Oo nosso propósito é uma porca que tem uma longevidade com
- 27:15qualidade dentro do do rebanho. Não é?
- 27:18Então, a além da saúde intestinal, que benefícios esses
- 27:23aditivos eles eles trazem para porta?
- 27:26Se a gente pensar na manutenção dela, em termos de estado
- 27:29corporal, em termos de qualidade, de cascos, em termos
- 27:34de de de, de saúde reprodutiva, né?
- 27:38Em termos de minimizar infecções e tudo, então a gente sabe que
- 27:43vai muito além da questão digestiva e do do reflexo na
- 27:47lei. Pegada, né?
- 27:49A gente tem que acreditar que esses aditivos, eles precisam
- 27:53também manter a longevidade. Porque é uma forma de você
- 27:57reduzir o custo dessa fêmea na Granja, né?
- 28:01De você ter ela de uma forma mais rentável, né?
- 28:05Você pensar que ela vai se manter mais tempo no plantel.
- 28:09Se você investir na saúde dela, principalmente intestinal, né?
- 28:14Que nem você, comentou. Já tem projetos que estendem
- 28:17para outras, para outros órgãos, né?
- 28:20É interessante, né, Sheila? E, ao mesmo tempo, até você
- 28:24tocou numa numa questão importante, a gente vai lá fazer
- 28:27um experimento, mede um ponto, né?
- 28:29É 11.no sentido assim, de 11 aparição, por exemplo, da fêmea,
- 28:32mas. O que você, diferente de da da
- 28:35da história de Las Vegas, né? O que você faz numa, num, num
- 28:40ciclo, vai para outro ciclo. Não fica naquele ciclo.
- 28:43E essa eu acho que é uma das dificuldades de trabalhar com
- 28:47pesquisa em porcas, né? Porque são os períodos longos,
- 28:52enfim. Conta pra gente aí você tem
- 28:54trabalhado bastante com isso. Assim, principais desafios de
- 28:57trabalhar com porcas eu acho que eu falei um já e né?
- 29:00Puxei da tua fala anterior, mas são vários, né?
- 29:04É, eu acho que eu eu fiz muitos experimentos com porcas assim
- 29:08até a desde a iniciação científica, ajudei projetos do
- 29:11mestrado com portas, daí o meu mestrado, fiz com porcas o
- 29:15doutorado também e eu tenho projetos aqui na nas granjas,
- 29:20que é uma região que nós temos uma população bem interessante,
- 29:23de de porcas, assim EEEOO grande desafio é que em termos de.
- 29:29Ciência, instituição custa muito caro você manter um plantel para
- 29:33você trabalhar AO ele é mostrar o ele fica limitado, né?
- 29:39Então a as minha, o que eu percebo como dificuldades, né?
- 29:43A limitação financeira de você investir numa população
- 29:47amostral, em termos de ambiente isolado.
- 29:50Há vamos isolar todos os fatores para tirar efeito disso disso,
- 29:55daquilo outro na porta é difícil, né?
- 29:58Você, tay, ordem de parto, você tem estado catabólico da porta,
- 30:03na gestação e na lactação anterior.
- 30:06A porta é uma caixinha de surpresas.
- 30:08Quando esses leitões nascem, né? Então, assim, por mais que você
- 30:12diz não, eu vou padronizar 14 leitões o efeito dos doados e
- 30:17recebidos no nesse processo inicial da maternidade.
- 30:21Quando você avalia a lactação influencia assim, né?
- 30:25Então você Oo. O fato de você tem como investir
- 30:30tem você passa, ultrassom, vai quantificando, você vai
- 30:33trabalhando, só que você tem que ter um grupo maior do porquês
- 30:37para depois você selecionar. Quando você vai iniciar um
- 30:41experimento na maternidade, né? Você tem como ajustar?
- 30:45Tem, mas isso custa. Operacionalmente é.
- 30:50É um investimento grande. Você precisa de um grupo muito
- 30:53grande de alunos para pesar por cami de porcas, você pesar
- 30:58leitões a gente pensar, vamos pesar a lei, pegada, mas aí você
- 31:03desconsidera o efeito da variação intra leitegada, que é
- 31:07uma resposta que veio crescendo muito nos últimos anos, né?
- 31:12Essa variação entre os leitões nascidos e isso interfere,
- 31:17inclusive na microbiota. A gente já percebe, assim, que
- 31:20em termos de microbioma, o leitão.
- 31:23Que tem menos colostro ingerido, que tem uma menos menor
- 31:27disponibilidade de leite. Ele vai ser mais desafiado e
- 31:32isso também interfere na microbiota dele.
- 31:35Então, a fazer experimentos com porcas, tanto pensando na porta
- 31:40quanto no produto dessas portas nas leitegadas, você tem muitos
- 31:45desafios. Lael?
- 31:47E quanto melhor a população, maior essa população pra gente
- 31:52tentar isolar eles. Um melhor, mas para isso a gente
- 31:57entra efeito grande, né? Então a gente vai para a Granja,
- 32:02faz o experimento e a gente tem parcerias maravilhosas aqui Na
- 32:06Na região, que nos ajudam muito nesse processo.
- 32:10É difícil para o funcionário dizer assim, nós não podemos
- 32:14mexer nesses leitoso, não é? Eles assim, após homogenização,
- 32:20não podemos medicar esses leitões.
- 32:22Então é é um desafio muito grande fazer um experimento numa
- 32:26Granja. Mas ele se dá o retorno do que é
- 32:31a realidade em grande, né? Então, o que que é você
- 32:35administrar um aditivo para uma população maior, de portas?
- 32:39Então, ou você tem um efeito da Granja da sala do manejo, então
- 32:45tem os pontos positivos e tem os pontos negativos, né?
- 32:50E aí vem a questão, quando você manda um artigo científico para
- 32:54justificar tudo isso, na metodologia é um pouco mais
- 32:59complicado assim, mas em termos de resposta.
- 33:03Eu Acredito que era uma resposta assim que eu eu posso dizer,
- 33:07não, realmente é isso que acontece.
- 33:10Mas então eu vejo por esses 2 lados, assim EE tem mais OOO
- 33:15lado da eu, eu diria educacional assim né?
- 33:21De ensino assim eu sei que não é o objetivo do projeto.
- 33:24O projeto é pesquisa, mas tá, a gente está na universidade,
- 33:27ensino, pesquisa, extensão, né? Um projeto dentro de uma Granja
- 33:31tá dentro dos 3 caixinhas, né? Sheila, olha para você, tem uma
- 33:36experiência de casa muito grande, mas eu nunca tinha visto
- 33:39uma porta antes de entrar na universidade.
- 33:41Essa experiência dentro das granjas.
- 33:43Ela é transformadora, ela, ela te derruba um pouquinho, né?
- 33:47Sheila, que é pesado, mas. Quanto a gente aprende durante o
- 33:50desenvolvimento de um de um projeto assim, né?
- 33:52De alguns meses dentro de uma Granja, ela é transformadora e
- 33:56desse sentido, assim, de você ir ficar um ano numa Granja, fazer
- 34:00o monitoramento de uma gestação numa lactação, mais uma
- 34:03gestação, mas sabe nesse sentido, e você levar hoje você
- 34:09tendo essa experiência, você levar os alunos hoje pra eles
- 34:12terem essa dinâmica, eu vejo assim uma vida antes e uma vida
- 34:18depois, né? Em termos de crescimento
- 34:21profissional, né, e pessoal, né? A gente tá numa.
- 34:25Uma geração hoje de alunos que que são muito Caseiros, fico
- 34:28muito em casa, não é? EE você desafiar eles, não, você
- 34:33vai ficar 6 meses fazendo um experimento com uma Granja
- 34:36nossa, eles ficam assim, nossa, será que eu vou dar conta?
- 34:39Dão conta sim. EE dentro do dessa questão, eles
- 34:43aprendem muito com os funcionários, com os
- 34:47funcionários, com os veterinários, kuzu, tecnicistas,
- 34:52fazem aquele networking com com as empresas, então a gente vê
- 34:56assim pra nós, tá sendo assim, bastante produtivo assim esse
- 35:00processo de. Do da experimentação em em
- 35:04granjas têm os desafios. Com certeza tem.
- 35:07Não são poucos, mas o aprendizado deles assim é muito,
- 35:11muito grande. É eu, eu.
- 35:13Eu tenho essas mesmas sensação assim, Sheila, de de que AA
- 35:19própria gestão de pessoas, né, ser trabalhar ali com o
- 35:22colaborador da Granja, entender a dificuldade que ele tem,
- 35:25porque às vezes você entende. A teoria do processo mas poxa,
- 35:29por que que não está aplicando é, vai, tenta aplicar e você vai
- 35:32entender a dificuldade, né? E por isso que eu eu brigo muito
- 35:37assim com a coisa da experiência profissional, do primeiro
- 35:39emprego e tal, sabe? Olha os os alunos que que
- 35:42participam desse tipo de de experiência e que passam como
- 35:47tu, disse um ano, às vezes dentro da da da, de uma Granja.
- 35:51A experiência que esse aluno tem é uma experiência que merecia
- 35:55ser considerada, né? E merece ser considerado.
- 35:58Imagina assim, como uma experiência profissional, porque
- 36:01para ele é muito desafiador e um período de crescimento muito
- 36:03grande. Com certeza eu.
- 36:05Eu. Eu sempre digo assim, não vai,
- 36:08vá lá e coloque inclusive no seu Lights.
- 36:11Vamos inventar, nem que seja lá no rodapé, mas é importante
- 36:15incluir as atividades que fazem e muitas vezes, ali não cabe
- 36:19muito, né? Mas muitas vezes o aluno deixa
- 36:22de de descrever o que ele faz, né?
- 36:25Na formação profissional dele lá, ou ainda mais quando ele vai
- 36:29enfrentar o primeiro emprego, né?
- 36:31É, quais são as as as habilidades dele, o que que ele
- 36:35tanto fez, o que que ele tanto conhece, né?
- 36:38Então, muitas vezes ele deixa de escrever isso, não é?
- 36:42Bem, bem lembrado, né? Então, alunos que estiverem nos
- 36:46ouvindo, né? Sheila, não esqueçam disso, isso
- 36:48é é tão importante, né? A gente às vezes minimiza aquilo
- 36:51que o crescimento que a gente vai tendo ao longo da carreira,
- 36:53né? E é, enfim, é interessante.
- 36:56E isso é uma das coisas que me chamou a atenção das primeiras
- 36:59vezes que eu entrei numa Granja de de o PL, assim foi primeiro a
- 37:03quantidade de animais, né? Não estava.
- 37:05Estava entrando pela primeira vez naquele mundo.
- 37:08Mas. Também a quantidade de dados que
- 37:12aqueles animais estão gerando, né?
- 37:14E eu queria que você, né? Comentasse um pouco sobre isso,
- 37:18porque a gente vem, é até diz. Curtindo aqui, né?
- 37:22A importância de de ir lá e fazer um projeto e coletar dados
- 37:26experimentais. Mas os dados que já estão sendo
- 37:29coletados lá, meio que não vou dizer automaticamente, porque dá
- 37:33um trabalho grande inclusive para coletá-los, mas que já vem
- 37:36de uma rotina de coleta, é qual que é a oportunidade?
- 37:39Sheila, na tua opinião de usar esses dados também para entender
- 37:43mais na porta entender mais o processo, melhorar o processo
- 37:46também. Nossa, Inês, eu.
- 37:48Eu gosto tanto de falar sobre isso assim que podia ser só um
- 37:52tópico, né? Mas essa questão do uso dos
- 37:55dados, ele a gente sempre orienta e, principalmente o
- 37:58aluno. Quando ele vai lá na nos
- 38:01projetos, ele explicar pro funcionário, por que que é
- 38:04importante ele anotar o tipo do antibiótico que ele tá
- 38:07administrando, né? As causas da morte desses
- 38:11leitões, né? Será que ele morreu de esmagado?
- 38:15E será que outras causas, né? Muitos colocam assim, outras,
- 38:18mas que foram essas outras causas, né?
- 38:21Se foi refuga gens e foi diarreia.
- 38:24Ana, a gente consegue trabalhar muito AA gente.
- 38:28Hoje tem essa preocupação de como avaliar se questão
- 38:32sanitária, né? Dentro das granjas.
- 38:35A partir dessas informações e dados.
- 38:38EE, assim você consegue fazer associações do impacto do manejo
- 38:45na porta, desde a questão de número de doses, manejo
- 38:50reprodutivo, associar com problemas desse estique ou
- 38:53vice-versa, né? Você trabalhar, por que que o
- 38:57índice de descarta aumenta, porque pode estar associado à
- 39:01descarga? Sbo várias que são lá anotadas.
- 39:04Por que que a porta foi descartada?
- 39:06A ela teve um colapso, ela teve uma descarga vulvar, ela teve
- 39:10problemas no parto, então assim a gente consegue.
- 39:15Coletar muitas informações e justificar muitos problemas de
- 39:19manejo associados à informações que foram anotadas.
- 39:25Lá numa ficha, num caderninho. E eu vejo hoje como um
- 39:30funcionário que coleta e anota essas informações como um dos do
- 39:35dos pontos chaves para a gente conseguir explicar por que que
- 39:39alguns problemas acontecem em uma grande e outros não.
- 39:43Hoje nós temos um sistema de integração muito grande,
- 39:47verticalizado cooperativas também, que que trabalham muito.
- 39:51Essa questão da assistência técnica e onde o diferencial é o
- 39:56que acontece dentro de cada grande, porque a alimentação é
- 39:59padroniza. Daí, AA genética eu é
- 40:02padronizada. E você mesmo assim, não consegue
- 40:06entender por que que uma Granja acaba sendo muito melhor que
- 40:09outra ou porque o índice de descarte é muito grande em
- 40:13relação a outra Granja. E então aquele funcionário que
- 40:18que tem essa essa sensibilidade de anotar e dizer não, acho que
- 40:24vou anotar, porque vai que isso é importante, né?
- 40:27E isso é passado para Oo, gestor que faz essas essa transformação
- 40:35desse papelzinho. Caderninho nem que seja sujinho.
- 40:40Né? Para um relatório em Excel, ele,
- 40:44para quem faz essa análise, tem assim a te dar 111 campo muito
- 40:51grande para você explorar tanto no na questão dos ô técnica
- 40:55quanto na questão sanitária. Então eu sempre oriento, né?
- 41:01Anotem tudo, anotem tudo, porque isso sempre pode ser muito bem
- 41:07aproveitado e a gente já tem resultados, assim onde dentro
- 41:13até de de granjas totalmente controladas.
- 41:17Em termos de ambiência, a gente vê um impacto da sazonalidade.
- 41:22Né? Então a gente fica pensando,
- 41:23nossa, mas essa porta não vê nem a luz do dia?
- 41:26E mesmo assim a gente consegue identificar impactos da das
- 41:31estações no ano sobre as fêmeas. Né?
- 41:36Então a gente tem resultados de de predição da de como
- 41:41selecionar essas fêmeas, né? A partir de uma população de de
- 41:45porcas, então, AA, assim, as oportunidades, quando com a
- 41:50questão da coleta dessas informações são infinitas, não
- 41:54é? E eu aluno, eu sempre digo,
- 41:56anote, anote e quando o funcionário passa eu pergunto,
- 42:01você está notando? Há o que que você está notando?
- 42:04Eu digo a nota, isso aqui que isso é importante, mas é
- 42:07importante você orientar também os os, os gerentes técnicos, né?
- 42:13O quem faz? Essa extensão nas propriedades,
- 42:19por que que é importante fazer essa anotação?
- 42:23E dentro dos dos relatórios, colocar essa informação também.
- 42:29Para quem, quem faz e brinca muito com esses dados sempre vai
- 42:34achar alguma justificativa num banco de dados assim que
- 42:38explique determinadas situações numa Granja.
- 42:43Já pensou estar no top 1% das mina cultura?
- 42:46Acesse academia suina.com.br, invista no seu conhecimento.
- 42:53O senhor quer só é possível, através do apoio de empresas
- 42:56inovadoras e que apoiam a educação continuada na sua, na
- 42:59cultura Brasileira. A dsm nutrição e saúde animal
- 43:03está moldando o futuro dos cuidados com suínos.
- 43:06MS schippers paixão pelo agro. Giga.
- 43:10Alta performance sem esforço ao tech soluções nutricionais para
- 43:15potencializar uma produção rentável e mais sustentável.
- 43:20Aí pra é uma empresa farmacêutica multinacional,
- 43:23focar na prevenção e no diagnóstico, utilizando a
- 43:26pesquisa e a inovação como base para seus conhecimentos e
- 43:30desenvolvendo produtos com excelência, credibilidade e
- 43:33otimismo e pra construindo imunidade para um mundo mais
- 43:37saudável. Você falou uma coisa muito
- 43:41importante, né? Sheila, que a pessoa que tá
- 43:43fazendo operacional entenda a importância e a para que vai
- 43:48servir aquele dado depois, né? Porque às vezes a pessoa vai,
- 43:52pode ter até se sentir assim, sei lá, tô notando que ninguém
- 43:55vai olhar mesmo. E eu vou anotar de qualquer
- 43:57jeito, aí e quando você compartilha, né?
- 44:00Olha esse estudado aqui, serviu para identificar esse problema
- 44:03aqui é esse profissional. Ele acaba se se é, né?
- 44:07Sentindo a importância daquela tarefa que ele está fazendo
- 44:10muito, muito legal isso. E se ela se se puxou o assunto,
- 44:14eu vou te perguntar porque eu sei um pouquinho desse, né?
- 44:16Conheço um pouquinho de um trabalho que você fez que eu
- 44:18acho que é. É muito legal que que é.
- 44:21Eu trabalho de de descarte, né, de tentar entender causas de
- 44:25descarte até não sei, uma predição assim, da qualidade da
- 44:30vida reprodutiva daquela fêmea. A partir do início da vida
- 44:32reprodutiva dela, conta pra alguém, pra gente, porque esse
- 44:35trabalho é muito legal e tenho a impressão de que são da
- 44:38abordagem que se aplicaria muito bem a dados que muitos Granja
- 44:42coletam já tem lá, né? Como se disse numa planilha de
- 44:45Excel, não necessariamente ou no software de gestão.
- 44:49Mas que olha, dá pra explorar tão mais conta?
- 44:52Conta pra gente. É, não, na verdade, assim hoje a
- 44:56gente trabalha com projetos que envolvem um pouco de de não dá
- 45:00para se dizer, né? Inteligência artificial, né?
- 45:04Mas o uso de de pra editores a partir de árvores, decisão
- 45:09machine learning, onde a gente pega essas informações, né?
- 45:12Populações com 100000 linhas, né?
- 45:15Com muitas portas e a gente consegue criar a modelos onde a
- 45:23gente estima quando que essa porta, o qual é o editor Pra Ela
- 45:27ser descartada ou não, se ela precisa ou não ficar dentro da
- 45:31propriedade. Por quanto tempo que ela vai
- 45:33ficar na propriedade? Então, a gente, a partir do
- 45:36número de leitões nascidos totais, a gente consegue estimar
- 45:41qual é o potencial dessa fêmea de permanecer dentro da da
- 45:45propriedade, né? Ou a partir do número de de
- 45:49leitões nascidos no primeiro parto, se essa fêmea, ela vai
- 45:53ter uma vida longeva dentro da propriedade e o que nos chamou
- 45:58muito a atenção é que dentro dessa dessa abordagem mecânica
- 46:03matemática que nós incluímos foi que as causas de descarte.
- 46:09Muitas vezes elas não estão associadas a problema corporal
- 46:13da fêmea, não é? Então, a gente sabe que essa
- 46:16fêmea tem problemas de cascos néa pro mozi, claro, vai o
- 46:22nesses nosso projeto. Assim, o que foi importante, a
- 46:27padronização de como essas informações foram coletadas, né?
- 46:31Então, esse é um ponto importante, porque OOA
- 46:35orientação técnica num problema de descarta porra pro moço por
- 46:39problemas reprodutivos, então. Essas informações, elas elas nos
- 46:45ajudaram a entender ou que as principais causas de descarte
- 46:51elas estão associadas ao problema da idade da porta, né?
- 46:56Que são poucas a fêmeas que permanecem tanto tempo nas
- 47:00granjas, né hoje, mas principalmente associadas, AAA,
- 47:06condição de a pro mozi, né? A problemas de parto, então
- 47:11essas são as principais causas que hoje a gente verifica, né?
- 47:16E muitas vezes a gente acha, não a fêmea.
- 47:19Tem uma demanda, mercator, um catabolismo muito grande, e ela
- 47:23acaba sendo excluída por conta disso, né?
- 47:26Os cenários hoje das granjas, pelo menos nas grandes que a
- 47:30gente fez esse monitoramento, elas têm uma condição corporal
- 47:33muito boa, não é? Ela não é excluída da
- 47:37propriedade porque ela está excessivamente gordo,
- 47:40excessivamente magra, né? A gente já não não tem essa.
- 47:44Essa análise dentro de de dessa população de dados.
- 47:49A nossa intenção agora é ampliar esse projeto para em vincular
- 47:54mais propriedades, né pra gente. Trabalhou com 11 unidade de 5500
- 48:00matrizes, mas a gente quer trabalhar com pelo menos grandes
- 48:05aqui da região, né? E daí também já compõem quase
- 48:0970000 matrizes, né? Então a gente sabe que dá pra
- 48:12explorar muito essa essa abordagem em cima dessa, dessa
- 48:18ideia, né? De como fazer essas predições?
- 48:23Em selecionar porcas, né? Antes delas estarem dentro da
- 48:28propriedade, isso é muito legal, muito legal mesmo.
- 48:32Sheila EE de novo, é um dado que muitas granjas já tem, né?
- 48:37Já já, já tá coletando, já tá gastando aquele tempo para
- 48:42coletar, gastando entre aspas aqui, né?
- 48:44Porque, investindo o tempo para coletar e pode explorar mais,
- 48:48né? Podia, além daquela informação
- 48:50do relatório do do básico das médias.
- 48:52Em fim, muito legal, chegou, parabéns, eu é assim, eu sempre
- 48:56imagino assim, hoje se a gente não coleta essas informações.
- 49:00O funcionário não coleta essas informações e não há essa
- 49:04orientação técnica de coletar informações.
- 49:07A grande está no escuro, né? Um assim é você fechar as
- 49:12portas, você fechar a cerca e não saber o que está acontecendo
- 49:15ali. Então, AA importância do coletar
- 49:19dados não é só para um cunho científico.
- 49:22A gente sabe que hoje o os a, os softwares de gestão, eles estão
- 49:27cada vez mais aprimorando detalhes que ajudam a responder
- 49:32para quem sabe Oo quem gosta de explorar esses dados e tem um
- 49:37perfil de egresso nas universidades que tá crescendo
- 49:41muito, que são os analistas de dados, né?
- 49:45Então, que é muito importante você saber interpretar esses
- 49:49dados, você saber como que você pode usar.
- 49:52Para uma tomada de decisão, né? Então eu vejo, assim como algo
- 49:57muito promissor dentro da nossa área, mas muito mesmo.
- 50:01Que legal é, e a ideia do perfil multidisciplinar, né?
- 50:06Da formação multidisciplinar de que a gente tem que é não fechar
- 50:10os olhos, né, pra pra uma disciplina que tá do ladinho.
- 50:13A gente falou de microbiota, falou.
- 50:15Desceu do intestinal quanto que a gente tá, né?
- 50:18Apanhando, eu diria para entender um assunto que não é da
- 50:21nossa formação básica, né? Mas ele está estatística,
- 50:25matemática e todas as outras áreas também para mostrar que.
- 50:29A gente tem muito que aprender, né?
- 50:30Sempre tem muito que aprender legal e eu acho sim, que o
- 50:33desafio é mostrar para o acadêmico que planilha de Excel.
- 50:38Estatística não é bicho Papão que é necessário, é que nem um
- 50:42segundo idioma, sabe? Então, investir nessa ideia de
- 50:47que o que ele vai trabalhar, na verdade são com dados com
- 50:51relatórios, não é, ele não vai lá entrar na grande e pesar o
- 50:57leitão, ele vai pegar essa informação já dentro de 1/01/1,
- 51:02dado lá do um de um software onde ele já vem agrupando
- 51:07informações de anos, né? E você consegue o que nós
- 51:11precisamos é preparar o aluno para ele tomar essa decisão.
- 51:14O que que ele vai fazer com essa informação?
- 51:17Como que ele vai contribuir? Hã, com a com, com aquele
- 51:22relatório. Muito legal, muito legal.
- 51:25A Sheila eu ficaria aqui conversar contigo mais 1 hora e
- 51:30a gente é capaz disso, né? Nona quem, quem nos conhece sabe
- 51:34as bancas, bancas? Acho que a gente vê a cidade,
- 51:37volume e eles assim, nossa conversa tanto.
- 51:43A gente conversa. Mas é porque é muito bom,
- 51:46Sheila, eu aprendo muito contigo, assim eu tenho certeza
- 51:49que quem nos ouviu aqui também vai sair com algumas alguns
- 51:53incites para para levar para a Granja.
- 51:56Ou né? Os alunos vão levar em sites lá
- 51:59para formação, então te agradeço muito mesmo.
- 52:02Sheila é obrigada por ter aceitado o convite por estar,
- 52:05né, dedicando o teu tempo, dividindo o teu tempo com a
- 52:07gente. Obrigada por, por por essas
- 52:10Ideas todas que você plantou aqui, nesse, nessa nossa
- 52:13conversa. Obrigada, Sheila.
- 52:15Às. Acho que a gente está numa área
- 52:18aí nesse que a gente planta muitas Ideas, né?
- 52:21Assim, o que a gente mais gosta de fazer, né?
- 52:24É criar a dúvida. Né?
- 52:26Vai a cabeça e de quem nos nos certa, né?
- 52:31E agradeço demais, oportunidade nossa, muito feliz em poder de
- 52:36assim, contar um pouco do que a gente faz, né?
- 52:39No nos nossos projetos, né? EE ficam muito feliz pelo teu
- 52:44convite e por essa nossa amizade, que já é de longa data,
- 52:48né? E poder dividir um pouco eu
- 52:51aprendo muito com você também. Eu acho que a recíproco k, né?
- 52:55Você falou de mim? Eu falo de você, é só elogio,
- 52:57sempre de você. Grande abraço.
- 53:00Muito obrigado, a gente só não vai revelar o ano, tá?
- 53:03Obrigado, longa data, a gente vai manter o longa.
- 53:06Data, só. Muito obrigada, Sheila.
- 53:11Obrigada a todos também que ficaram com a gente até aqui.
- 53:14Esperamos nos encontrar num próximo, numa próxima gravação,
- 53:18no próximo podcast, e até mais.