Latest / Decantando Ideias / Decantando Ideias #9: O poder invisível da criatividade
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- Bem-vindos ao Decantando Ideias. Hoje, a gente vai mergulhar nas reflexões do Alexandre de Sales sobre um tema, assim, crucial, mas que talvez passe despercebido, a criatividade mais silenciosa, sabe? Aquela que pode realmente transformar os negócios. Oi. Pois é, na nossa última conversa, a gente explorou um pouco a IAS, a sabedoria humana nas decisões, e agora o Alexandre de Sales nos puxa para olhar a criatividade. Mas talvez não aquela dos grandes palcos, né? Aquela que surge mais discretamente. Exatamente. A provocação que o Sales deixa para a gente é, será que estamos procurando inovação nos lugares certos mesmo? Ele sugere que as ideias mais potentes talvez não venham com alarde, mas sim pelas frestas quase, invisíveis. E no mundo que valoriza tanto o espetáculo, o barulho todo, como é que a gente consegue identificar e, mais importante, nutrir essa criatividade que é mais sutil, mas que agrega valor de verdade? Salles, parece questionar se o essencial não está sendo, tipo, ofuscado por isso. É um ponto muito bom. Ele parece dizer que o que falta às vezes não é nem verba, sabe? Mas sim espaço. Espaço para essas ideias mais quietinhas respirarem. Ok, então vamos desempacotar isso melhor. Olha, um dos contrastes que o Alexandre de Sares aponta é bem marcante. De um lado ele coloca essa criatividade barulhenta, sabe? Aquelas apresentações cheias de coisa, jargão da moda, investimento pesado. E do outro lado, uma criatividade que ele chama de eficaz, que muitas vezes nasce da simplicidade ou até mesmo da falta de recurso. Sim, e o que eu acho fascinante nessa visão do Salles é justamente isso, como a restrição à dificuldade pode acabar sendo um motor para a engenhosidade. Ele cita os exemplos ótimos, como a 37 Signos, que depois virou Base Camp, eles focaram no mínimo, no essencial. Minimalismo total, né? Isso. E construíram algo super sólido, rentável, sem precisar seguir a boiada toda. Ou, pensando mais perto da gente, aquele restaurante do bairro na pandemia. Lembra? Lembram bem. Como eles se viraram rápido, né? Impressionante. Pois é, e Salles usa esse exemplo para mostrar a criatividade na prática. Sem teoria mirabolante, sem buzzwords, aquelas palavras que muitas vezes não dizem nada, eles criaram soluções ali, na hora. Vender congelados, usar WhatsApp para pedido. Coisa direta, né? Para resolver o problema. Exato. Foi ação focada na necessidade real com um propósito claro. É a criatividade que, tipo assim, resolve, não aquela que só impressiona na superfície. E o Sales argumenta também que essa criatividade mais genuína, ela opera muito no dia a dia, né? Bem longe das câmeras, dos eventos. Tipo, no esforço para redesenhar um processo interno que ninguém aguenta mais de tão ineficiente. Ou naquela solução meio improvisada, a famosa gambiarra. que de repente funciona super bem, ou até naquela pergunta simples, mas que incomoda. Peraí, precisa mesmo ser assim? Exatamente. A reflexão dele vai muito nessa linha, sabe? Que a inovação que realmente transforma, raramente vem daqueles eventos super programados, tipo hackathon, aquelas maratonas de código, ou da sessão formal de brainstorming. Ela tende a brotar mais é do incômodo do dia a dia, daquela observação atenta do que não está legal e o que é crucial da permissão para experimentar, mesmo que a solução não seja óbvia ou garantida. O Alexandre de Sales também traz uma analogia ótima que há do terroado vinho para falar das condições que a criatividade precisa para vingar. Não adianta só ter a semente da ideia, né? Ela precisa de um solo bom. Sim, total. E ele traduz isso para o mundo da empresa como, por exemplo, a necessidade de ter segurança psicológica. Sabe, aquele ambiente onde errar não é o fim do mundo, não ter uma punição severa. E também uma cultura de escuta de verdade, que valorize as diferentes vozes, não só quem já está acostumado a falar mais alto. Sales alerta que, olha, muitas ideias morrem não porque são ruins, mas porque não encontram acolhimento. E ele toca num ponto delicado aí, que é o risco da arrogância que às vezes se veste de eficiência, né? Precisamente, aquela coisa de descartar uma sugestão rápida demais porque isso é muito simples ou porque veio de alguém que, sei lá, não era esperado. Segundo Sales, isso tem um custo altíssimo porque acaba silenciando inovações que poderiam ser incríveis. Isso levanta uma questão super importante sobre o papel da liderança, né? De cultivar ativamente esse terreno fértil ou então, por omissão, acabar sufocando tudo. Mas pelo que Salles indica, ter a ideia e ter o ambiente ainda não é tudo, né? Ele coloca a coragem como um ingrediente final ali, indispensável. Qual é o papel dela nisso tudo? Olha, para a Alessandra de Sales, a coragem é tipo o catalisador. É o que transforma a ideia em ação concreta. Porque sem a disposição de defender aquela ideia, de enfrentar o desconforto que ela pode gerar, a possibilidade de dar errado, a crítica, a criatividade fica só no papel. Vira um exercício bonito, mas que não muda nada. A mudança de verdade exige bancar a aposta, sabe? Faz todo sentido. Ficar esperando a certeza absoluta para agir parece ser uma armadinha perigosa. Sem dúvida alguma. Sales argumenta que as empresas que ficam buscando garantia total antes de dar um passo elas correm um risco enorme de... de ficar para trás, de perder relevância. Já aquelas que ousam experimentar, mesmo sem ter todas as respostas, são as que acabam moldando o futuro. E ele diferencia bem o improviso, que é só reação, apagar incêndio, da criatividade que é estratégica, que é uma escolha, consciente de explorar o novo, mesmo que tenha um risco ali, calculado. E para a gente amarrando o raciocínio do Alexandre de Sales, talvez essa busca sem fim pela próxima grande tecnologia, pelo método infalível, esteja na verdade nos distraindo do que é realmente essencial. A nossa capacidade de achar soluções valiosas onde ninguém está olhando, muitas vezes com os recursos que a gente já tem na mão. Exatamente isso. A provocação final que ele deixa é bem direta, né? A organização está sabendo tirar o melhor das uvas que ela já tem ali dentro ou continua só sonhando com recursos, talentos, tecnologias de fora que talvez nunca cheguem do jeito que se imagina? É uma pergunta forte. Fica essa reflexão, então. Quantas ideias valiosas podem estar aí agora, mesmo dentro das equipes, só esperando um ambiente mais favorável e a coragem necessária para serem decantadas, para mostrarem seu verdadeiro valor? É isso aí. Um brinde a essa criatividade que, assim como um bom vinho, precisa de espaço para respirar antes de virar uma grande solução. Esperamos que estas reflexões do Alexandre de Sales tenham inspirado por aí. Continue decantando suas ideias com a gente na próxima quinta-feira. Até lá!