Latest / MultiStudios / A GERAÇÃO QUE TROCOU PRESENÇA POR TELA | BETO GATTI NO BUSINESS BY CÁSSIO PACHECO #101
Transcript
- 0:04Fala pessoal, sejam bem vindos a mais um útil estudo especial.
- 0:08Hoje estamos trazendo Beto Gate, artista visual.
- 0:12Ele vai falar um pouquinho de arte, tecnologia, consciência,
- 0:15esse mundo diferente que a gente tá vivendo, contar um pouco das
- 0:20experiências dele de viagem e falar um pouco do mercado aí de
- 0:24arte visual, comunicação em geral.
- 0:27Seja bem-vindo. Muito obrigado, cara.
- 0:30Vamos lá. Eu queria começar que você
- 0:35contasse um pouquinho. Nem todo mundo vai conhecer.
- 0:38A gente traz muita gente com larga bagagem e experiência.
- 0:42Mas eu queria que você contasse um pouquinho como é que começou
- 0:45sua vida nesse meio? É de artista, artista plástico,
- 0:49design, tudo isso. E que você falasse um pouquinho
- 0:52dessa desse mix da sua família aí.
- 0:56Que tem o avô na China, EEE. Um pouquinho mais pro pessoal
- 1:00entender um pouquinho da onde vem essa toda essa cultura e tal
- 1:04que você acaba usando em todos os ambientes, peças, artes, EE
- 1:09expressões que você faz. É, na verdade, o.
- 1:13O. Meu avô italiano parte de pai,
- 1:17ele é italiano e na Segunda Guerra Mundial ele foi enviado
- 1:20pra China numa missão da Itália e ele acabou conhecendo a minha
- 1:24avó. Acho que ninguém sabe disso, mas
- 1:26a minha avó, ela era chinesa, ela era filha de um dono de um
- 1:31jornal local na China e ela já estava até prometida pra um pra
- 1:35um outro chinês, um outro rapaz. Só que ela se apaixonou pelo
- 1:39italiano. E eles tiveram meu pai.
- 1:42Meu pai nasceu, né? No final da Segunda Guerra
- 1:44Mundial, em 45, na China, e vieram como imigrantes pro
- 1:47Brasil, igual aquela novela Terra nostras é desembarcada em
- 1:51Santos. E de lá começou essa minha
- 1:54história, da parte do, do dos meus pais, né?
- 1:57Aonde o meu pai, ele se formou aqui no Brasil como médico.
- 2:00E meu vô, ele foi dono de um restaurante que existe até hoje
- 2:03no ali na em Ipanema, chamado Garden.
- 2:06Ele começou como garçom, aí foi para.
- 2:08Foi subindo? Foi subindo meta e gerente e
- 2:10tal. E aí comprou o restaurante e
- 2:13conseguiu educar os 3 filhos, que nasceram na China e vieram
- 2:18para cá. E a minha família?
- 2:20Ela nunca. É trabalhou com arte
- 2:23especificamente. Mas eu lembro que a minha mãe,
- 2:28ela sempre me estimulou com com com as músicas, né?
- 2:31Com com ela, sempre pintava, fazia cerâmica, fazia as
- 2:35pinturas dela. E eu acabei entrando na
- 2:37faculdade de desenho industrial, né?
- 2:40Eu acho que era a faculdade que mais é.
- 2:43Tinha relação com com o estilo. Que que eu gostaria de levar
- 2:47minha vida? E é, eu acabei até passando a
- 2:51gostar de estudar. Eu sempre fui aquele aluno que
- 2:53era o último da turma repetir de ano 2 vezes.
- 2:56Os meus amigos da do colégio sempre brincavam dizendo que IA
- 3:00ser difícil eu ter algum tipo de futuro, algum futuro da forma
- 3:04como. Eu todo mundo esperava, né?
- 3:06Exatamente. E aí acabei acabei estudando
- 3:09design EE, descobri que era uma disneylândia estudar é
- 3:12fotografia. É você criar um projeto, é criar
- 3:17uma cadeira, uma luminária, você aprender a trabalhar com as
- 3:20cores, estudar Bauhaus, estudar a história da arte, desenho.
- 3:25E ali eu tive uma ideia de montar uma marca de roupa.
- 3:29E aí eu também. Nesse período, eu namorava uma
- 3:32menina que morava em Londres. Eu acabei juntando um
- 3:35dinheirinho, fui para Londres aprender inglês lá, trabalhei de
- 3:38como lavei, carro, bartender e tal.
- 3:41Fiquei uns 67 meses lá em Londres.
- 3:43Quando eu foi uma escola de vida também, porque me trouxe muita.
- 3:47Bagagem que bagagem cultural de várias coisas que você faz hoje.
- 3:51Ela tem um pouco de influência dessa, dessa, desse mix, da tua
- 3:55família, dessa vivência que você teve de mundo, tanto de Londres
- 4:00quanto é dessas experiências internacionais, porque acaba que
- 4:05você vai vivendo muito diversidade.
- 4:07E vai comparando, né? Com certeza.
- 4:09Eu acho que eu chamo até de árvore genealógica de
- 4:13referências, né? Acho que quanto mais você viaja,
- 4:16conhece pessoas, desde uma filme, músicas, tudo isso que
- 4:20você vai adquirindo e entrando na sua cadeia, ali na sua
- 4:23árvore, ela começa a dar frutos, né?
- 4:25E esses novos frutos, esses esses são são as novas ideias,
- 4:29as as tuas inspirações, a tua criatividade ali nascendo.
- 4:34E eu acho que. Quando eu volto de Londres, EEEE
- 4:40começo essa minha marca de roupa, né?
- 4:42Cheguei. Não sei se cheguei a te falar
- 4:43sobre a marca de jogo, mas na faculdade.
- 4:44Começou só só. Na faculdade eu acabei.
- 4:48Eu digo que eu tenho algo. Eu tive na vida alguns buracos
- 4:52Na Na, no estômago. Assim, bem, quando vem uma ideia
- 4:55assim que eu não posso perder essa, essa oportunidade parece
- 4:59que esquenta aqui o meu estômago.
- 5:00E é o primeiro. O primeiro buraco que eu tive no
- 5:03estômago foi quando eu assisti uma palestra de uma menina que
- 5:06era da faculdade, que ela não parece, que ela tava uns 67 anos
- 5:10sem poder se formar porque ela viajava muito.
- 5:12E aí o próprio professor que convidou ela para palestrar é,
- 5:17tava meio que compartilhou a história dela também, que ela
- 5:20lançou uma marca de roupa Na Na faculdade e ela tava vendendo no
- 5:24mundo inteiro. E aquilo ali meio que me deu uma
- 5:26ideia. Eu falei, eu acho.
- 5:27Que vou fazer? Vou ser dono de uma marca de
- 5:29roupa, então senti 11. 11 bola de fogo aqui no meu, no meu
- 5:33peito, e lancei minha marca de roupa.
- 5:37Aí falei com 2 amigos, aí a gente IA na costureira, IA,
- 5:39depois IA comprar roupa. A gente não sabia, nem chamava
- 5:42de pano, não entendia nada. Depois a gente foi entendendo e
- 5:44aí a gente começou a ter até uma faculdade paralela, a faculdade
- 5:47de design, uma faculdade da vida, de aprender a modelar, a
- 5:50usar as as, as máquinas de costura, colarette ou veloc,
- 5:54reta, entendendo um pouco de tecido.
- 5:57E aí a gente foi montando, aí acabei abrindo uma marca de
- 5:59roupa em Ipanema, uma loja. Com com os meus 2 sócios que eu
- 6:02tive, convidei 2 amigos que inclusive me ajudaram
- 6:05financeiramente na época, né? Que eu não tinha condições
- 6:08nenhuma para ver uma marca de ouro sozinho.
- 6:10Só que foi muito bom essa parte, porque a gente durou pouco
- 6:14tempo, mas Ela Foi fundamental para eu descobrir a minha
- 6:17vocação e a gente não tinha dinheiro para para continuar
- 6:21mantendo. É, campanhas fotográficas são
- 6:23muito caras. E aí eu comecei, eu comprei uma
- 6:26câmera e eu comecei a virar. Eu virei fotógrafo para poder
- 6:28fotografar para minha própria marca de roupa.
- 6:31E ali eu descobri que era minha vida, né?
- 6:34É, na verdade, não ser fotógrafo, mas desenvolver
- 6:37ideias, mostrar minha forma de enxergar.
- 6:41E por conta dessas viagens, por conta dessa árvore genealógica
- 6:44de referência que eu venho alimentando cada vez mais, eu
- 6:47tenho essa necessidade de contar algo, né?
- 6:49De colocar para fora. E ali, com a fotografia, foi
- 6:52uma. Foi uma escola muito importante
- 6:55assim, durante 15 anos eu trabalhei.
- 6:56Logo depois da loja você. Nesse mix, você já pulou para
- 7:00fotografia? É AA loja.
- 7:02Ela. Ela durou pouco tempo, né?
- 7:03A gente não tinha, digamos assim.
- 7:06Caixa. É, não é nem caixa apenas, mas
- 7:08também é. A gente não.
- 7:10Não entendia, né? Do mercado têxtil, não entendia
- 7:13da. Não, até porque não é o que é
- 7:14hoje. Hoje tem muito mais acesso e
- 7:16facilidade. É.
- 7:18Antigamente eu falo isso porque eu quis lançar uma marca em 2000
- 7:22e pouco e, por exemplo, eu queria o tecido da Osklen.
- 7:25É uma vez eu fui para um. O cara lá eu falei assim, porra,
- 7:28eu queria mandar fazer camisa, igualzinha essa da ótica, o cara
- 7:31tá bom. Aí ele disse, você só precisa
- 7:33fazer 10000 unidades de cada uma.
- 7:34A gente passou por. Isso.
- 7:35E aí antigamente era assim, hoje já existe todo um processo pra
- 7:39quem quer fazer menos, unidade pra quem quer fazer, então pra
- 7:42pra galera que não não viveu, é essa facilidade de hoje.
- 7:48Nessa época aí não existia, então era um processo muito mais
- 7:52complexo do que a galera está vivendo.
- 7:54Hoje eu acho que OE Commerce ainda estava nascendo.
- 7:56É, nem tinha força. É a internet?
- 7:59Não, não era essa internet que é hoje.
- 8:01Então todas as outras é você dependia mais do físico, fluxo
- 8:05de caixa. Também, né?
- 8:06Eu acho que o naquela época, pelo menos a gente está falando
- 8:09de 2009, isso aí, 2010. O atacado era muito forte, então
- 8:15a gente demorou pra descobrir isso.
- 8:16Então a gente já foi direto pro varejo, abrindo uma loja em
- 8:18Ipanema e tal, com custo fixo altíssimo.
- 8:21Então assim, os AAA gente tinha muita, digamos assim.
- 8:25Vontade. Vontade, talento, mas não tinha
- 8:28fôlego financeiro e também estrutural mesmo pra poder.
- 8:32A gente não era empresário, né? Não trabalhava nesse meio, mas
- 8:35foi ótimo assim. E aí eu e essa transição sempre
- 8:39foi um. 11. Baque assim, né?
- 8:41Porque a gente fechou a loja de Ipanema e eu fiquei, tá, agora
- 8:44eu. Vou fazer o que?
- 8:45Tinha uns 25 anos, aí todos os amigos já meio que quase
- 8:47formados, alguns já e tal. E eu ficava, cara, que que que
- 8:50eu tenho que fazer da minha vida e tal?
- 8:52E eu lembrei que o fotógrafo que eu contratava pra minha marca de
- 8:56roupa. Era.
- 8:57Era a impressionante como eu gostava do estilo de vida dele,
- 9:02né ele? Toda toda coleção que eu criava,
- 9:05eu meio que explicava Pra Ele é, contava a história da coleção e
- 9:09tal, não sei o que lá. Então de alguma forma era uma
- 9:11troca muito boa e no dia das fotos era um dia meio mágico.
- 9:15E eu tava pensando, se esse cara todo dia trabalha com isso, ele
- 9:18trabalha todo dia mágico, né? Então em cada dia ele vai
- 9:21conhecer pessoas diferentes, novas, tal, alimentando a tal
- 9:24cadeia tal. Árvore genealógica.
- 9:27E aí me tornei fotógrafo, né? E é difícil você fazer essa
- 9:30transição, né, de tá, agora você bate uma foto aí agora quem vai
- 9:33te contratar, por que vão te contratar?
- 9:36E naquela época eu tô com vou fazer 40 anos, eu tinha 25 mais
- 9:41ou menos. Naquela época eu já comecei a
- 9:42perceber a importância das redes sociais e se você fizer um bom
- 9:48uso, né, digamos assim, você consegue ter 11 vitrine, né?
- 9:53Uma loja. Sua do seu trabalho.
- 9:55E você você pode comunicar gratuitamente quantas vezes você
- 9:58quiser, a hora que você quiser, da forma que você quiser.
- 10:02E você pode também se é. Auto promover.
- 10:05Auto promover e também se se é tipo se reciclar, né?
- 10:09E aí eu entendi que eu poderia usar na época era final de
- 10:13Orkut, início de Facebook. Eu comecei a poder.
- 10:16Eu percebi que eu podia usar muito essa ferramenta para me.
- 10:19Ao seu favor? Ao meu favor?
- 10:21Então eu lembro que eu peguei um Monte de revista da Vogue, raps,
- 10:24bazar GQ, etcétera, etcétera e eu ficava vendo ali na no
- 10:27iniciozinho no índice, quem era os os participantes que
- 10:31trabalharam colaboradores para participar dessa revista, né?
- 10:33Desde do Styles, maquiador, editor, chefe, tal.
- 10:36E eu IA adicionando no nas redes sociais e comecei a oferecer
- 10:40gratuitamente para as para as agências de modelo é books,
- 10:44editoriais e tal, fazer fotos e tal, só que com essa
- 10:47movimentação toda diária. Semanal, eu IA postando e a
- 10:52galera IA é também postando, compartilhando e de repente eu
- 10:55comecei a surgir, meu nome começou a surgir nesses
- 10:58editoriais. EE, como eu pesquiso muito e
- 11:01alimento muito essa árvore genealógica de referência, eu
- 11:04comecei a fazer o que os o pra mim na nas minhas pesquisas, os
- 11:08grandes fotógrafos de modas faziam, né?
- 11:10Igual lá atrás, quando eu decidi ser design, dono de marca, de
- 11:13roupa, as minhas referências eram miradas de lá em cima, né?
- 11:17Lá em cima. Mesma coisa na fotografia.
- 11:20Eu cheguei a cursar algum, vou fazer um curso no ateliê da
- 11:24imagem, na Urca, fiz alguns cursos, mas na verdade o meu
- 11:27minha fatura escola foi minha escola mesmo.
- 11:29Foi o dia a dia treinado, entendendo da luz de a Fragma,
- 11:31velocidade, a câmera, et cetera. E nisso a minha carreira de
- 11:36fotógrafo se iniciou e foi muito importante, porque eu conheci
- 11:39muito, é muitas personalidades assim, de de várias, de vários
- 11:44segmentos, assim eu fotografei. Desde da músicos, né?
- 11:48Como Natiruts, eu fiz a capa do Natiruts, Sandra de Sá, a banda
- 11:52Melim, trabalhei com Anderson Silva, é o Cristiano Ronaldo em
- 11:57Madri, é a fotografia, a Xuxa, a Anitta é desde o início, eu
- 12:02fotografia Anitta. Então eu tive, além de marketing
- 12:05como Mercedes, L'Oréal é Volkswagen.
- 12:09Então eu cheguei a trabalhar com vários setores, vários
- 12:11segmentos. EE, isso foi muito enriquecedor
- 12:14para mim. Teve uma, eu trabalhei muitos
- 12:15anos para rappers, bazar EE, eu sempre IA na pela revista
- 12:20fotografar, fazer um retrato de de algum alguma personalidade,
- 12:24né? Desde o Oscar, metsaval,
- 12:25designer, que hoje em dia é um grande amigo da Osklen, é
- 12:28pintores, et cetera. Então parece que foi.
- 12:31Eu tive uma escola também, uma apresentação de quase todas as
- 12:34profissões. É geniais pra pra ver o que que
- 12:38eu queria mesmo da minha vida. E eu acho que também de alguma
- 12:41forma o fotógrafo de moda, né? O fotógrafo faz um retrato tal,
- 12:46ele é, é uma, é uma conexão, é, pô, não sei se eu te falaria
- 12:52generosidade, mas é uma conexão muito, muito legal, muito
- 12:55bacana. Experimenta pegar o teu celular,
- 12:57vai na praia ali, bate uma foto de uma pessoa bacana e mostra
- 13:01pra essa pessoa de alguma forma, tem uma conexão ali de a pessoa
- 13:03vai chegar, pô, me passa. A partir de agora, sim.
- 13:06Abriu uma porta, né? E eu acho que.
- 13:08Conexão com a pessoa por causa da foto.
- 13:10Exatamente. E é uma dedicação de alguma
- 13:12forma também para você tentar tirar o melhor daquela pessoa,
- 13:15né? É Oo você tentar contar essa
- 13:19história dessa pessoa, entender a história dessa pessoa.
- 13:22Então, foi uma foi um período muito, muito legal, muito, muito
- 13:26enriquecedor. E foi também uma transição para
- 13:30trabalhar com que eu trabalho hoje em dia.
- 13:31Mas, por exemplo, a foto tu parou?
- 13:34Na verdade, eu parei de. Trabalhar de vez em quando.
- 13:36Não, eu faço. Sempre é.
- 13:39Mas eu faço mais para contar umas histórias hoje em dia
- 13:42relacionada ao meu trabalho, não mais, é.
- 13:45Pra cliente você não faz? Mais não.
- 13:47Não trabalho mais com moda, com publicidade.
- 13:50É nessa, dessa forma. Aí dá, vamos lá.
- 13:53Aí dá foto, você pegou e mergulhou no.
- 13:57É, na verdade foi uma. Foi uma transição, né?
- 13:59Eu, eu. Mais ou menos.
- 14:02Há uns 67 anos atrás, eu eu comecei AA querer contar minha
- 14:09própria história, né? Porque de alguma forma, por mais
- 14:11que você tenha muita Liberdade na moda, na nos editoriais, na
- 14:14publicidade, ainda tem uma forma engessada de você ter que
- 14:18respeitar a parte comercial. É a de vender eles, né?
- 14:22Exatamente o interesse final, né?
- 14:23Se você vai fazer uma publicidade, no final das contas
- 14:25já essa publicidade é porque eles querem vender de alguma
- 14:28forma. Então você não pode ter 100%.
- 14:30Autocontrole. Autonomia pra criar a sua.
- 14:34E aí eu comecei a paralelo a isso, criar as minhas coisas.
- 14:36Então a minha mãe, por exemplo, antes, quando quando ela era
- 14:40viva, ela amava flores, né? A gente chamava ela No No prédio
- 14:43que morava até ela de mãe natureza.
- 14:45Ela ela é engraçado, é que é muita coisa que eu tenho hoje em
- 14:50dia vem da minha mãe mesmo sem ela ter estudado arte, sem ela
- 14:53ter essa. Formação mas ela te influenciou,
- 14:55né? Completamente e.
- 14:57Uma vez eu quis criar 11 série de flores de arranjo de flores
- 15:01que não existem, então eu pegava 11, criava esses arranjos e eu
- 15:06mesmo fazia pintava as flores fazendo uma nova espécie, tipo
- 15:09desde colocar uma onsinha, uma zebrinha, umas bolinhas e tal, e
- 15:13criava essas essa nova espécie e acabei criando uma série igual a
- 15:17isso eu fiz também com bailarinos do teatro municipal.
- 15:20Eu adorava o movimento do do, do da dança e ao mesmo tempo
- 15:24borrava com com. Quando eu botava velocidade
- 15:26baixa, então de alguma forma fazia um borrado, parecia uma
- 15:29pintura. Então toda essa, essa história
- 15:32que eu gosto, que eu queria contar sobre.
- 15:34Você foi utilizando todos esses? Começou a vir esses convites,
- 15:37né? De arquitetos falando, pô, vamos
- 15:38colocar isso no projeto aqui no casa cor aí, pessoas, cara, você
- 15:41vende isso porque a gente não sei que as galerias de arte e
- 15:44tal. Então foi como começou a teve um
- 15:46momento que pra mim era mais prazeroso.
- 15:49É poder contar minha própria história.
- 15:51Do que manter aquele? Aquelas fotos que você tinha que
- 15:54fazer em cima de um briefing comercial?
- 15:55Né? Exatamente, nada contra, mas eu
- 15:57não queria ser o cara reconhecido porque fotografou o
- 16:00Cristiano Ronaldo de sem camisa ou ou que eu acho assim que pra
- 16:04até pra você é é trabalhar nisso.
- 16:07Eu acho que é uma, tem que ter uma, de certa forma,
- 16:09profissionalismo, reconhecimento é entrega.
- 16:12Então nada contra, como eu falei, mas não era isso, não era
- 16:15o meu. Não, você já tinha passado desse
- 16:17momento, né? É, exatamente, já estava mais de
- 16:19uma década nisso. Aí veio essa.
- 16:22A área hoje que seria hoje você falou é artes visuais, mas seria
- 16:27mais arte plástica, peças é telas, é o é o.
- 16:32Eu vou dar um assim. Teve uma época que eu eu
- 16:35contratei uma modelo, é, eu queria falar sobre o tempo, né?
- 16:40É. Até fui convidado por uma amiga
- 16:43minha que é dona de um de um antiquário chamado AD Studio, a
- 16:46Paloma de annemberg, e a gente decidiu criar juntos uma série
- 16:50chamada marcas do tempo. Aonde ela traz um mobiliário é
- 16:56século 19, século 20, original da Europa.
- 17:00Ela restaura e ela vende esses esse mobiliário, esses itens no,
- 17:04no antiquário dela. E a gente decidiu que esses
- 17:06itens é emoldurariam as minhas fotografias.
- 17:10Olha a responsabilidade. Então a gente está falando em
- 17:11vez de uma moldura tradicional. Uma moldura em pingo.
- 17:14Feita para isso? Exatamente feita em mais de 100
- 17:18anos atrás, et cetera. Então, com uma qualidade que não
- 17:20era mais, não é obsoleto igual hoje em dia.
- 17:23As coisas não são feitas para durar naquela época, aquilo ali
- 17:26durava uma eternidade até hoje. Sim, é feito para durar 100
- 17:30anos, 200 anos até. Mais e aí a gente queria
- 17:34desenvolver essa série marcas do tempo e aí eu comecei a retratar
- 17:38o tempo. Pintando 11, modelo que eu
- 17:42contratei e fazendo marcas do tempo nela com com é marcas como
- 17:48fosse, carimbo e os elinhas milho é 111 doideira e tal que
- 17:53de alguma forma eu comecei a entender que eu tava criando uma
- 17:55escultura ali, né? Tipo, eu tava transformando
- 17:58aquilo ali numa escultura, tava ficando tridimensional, até a
- 18:01própria a quadro com a emoldurado, com o trabalho dela.
- 18:06Estava dando, não mais. Era um quadro tradicional de
- 18:09parede, era uma escultura. E aí eu comecei a me, a me
- 18:12instigar. A fazer mais isso, a fazer a.
- 18:14Escultura AAA, como eu poderia trazer o meu mundo lá de trás
- 18:19que eu estudei, design que eu que eu trabalhei muito com com
- 18:213D, trabalhei muito com a parte gráfica, que aquela escola lá lá
- 18:26atrás. Como é que eu poderia trazer
- 18:27isso agora para o meu trabalho atual?
- 18:29Então eu comecei a desenvolver esculturas para para começar a
- 18:33contar uma nova história. Que é a que eu me me, que eu que
- 18:36eu trabalho hoje em dia, que eu falo muito sobre esse mundo?
- 18:39De paradoxo. Esse paradoxo que a gente vive
- 18:41entre o real EOEOEO digital. Uma das primeiras peças que eu
- 18:46lembro sua é aquela do macaco com celular.
- 18:50Saudade é então o que que você, o que que fez você?
- 18:56O que que te inspirou naquela peça?
- 19:00Então eu acho que pra mim AA saudade é.
- 19:04Apesar do meu trabalho não se resumir aos primatas, né?
- 19:08Tem pessoas que me conheceram. É de um tempo para cá que AA me
- 19:13olha. Eu falo assim, Ah, você é o cara
- 19:14do macaquinho e tal, não sei o que não é bem assim, apesar de
- 19:17eu usar muito esse comportamento primitivo que nós temos, né?
- 19:21E eu acho que, de alguma forma, os primatas, eles são os que
- 19:25mais chegam perto do do ser humano, de alguma forma, né?
- 19:28Sempre foram testados em laboratórios.
- 19:31Parte cognitiva intelectual é, é trabalho em grupo,
- 19:36individualismo e tal. Então, o macaco, de alguma
- 19:38forma, ele é como se fosse um ser humano, né?
- 19:40O mais próximo do ser humano. E pra contar essa história é
- 19:44desse, desse momento que nós vivemos, né?
- 19:47AA aprofundados, né? Imersos no celular, na
- 19:50tecnologia e ao mesmo tempo. Um paradoxo como a gente tava
- 19:54falando, porque é 11 faculdade dentro do bolso, né?
- 19:58Quem quem consegue usar de alguma forma até positiva, não
- 20:01somente don't scroll em e ficando no limbo, mas de alguma
- 20:05forma poder é é adquirir conhecimento, usar pra encurtar
- 20:11geograficamente a logística das coisas, né?
- 20:14Hoje em dia eu falo com galerista de Londres.
- 20:16No WhatsApp, se eu fosse há 30 anos atrás, eu teria que levar
- 20:19uma escultura em bronze pra ver se ele gosta.
- 20:21Então é, existem toda uma facilidade, mas ao mesmo tempo,
- 20:24se eu tô usando essa facilidade porque eu tô imerso, eu eu tô
- 20:27lá, não tô aqui. Então é um paradoxo EE quando a
- 20:30gente percebe que é um espelhamento do nosso próprio
- 20:35comportamento, né? A Nina Simone falava isso, que o
- 20:38artista ele tem que é ele tem que.
- 20:42Praticamente espelhar o momento que ele vive, né?
- 20:44Ele tem que eu acho que esse trabalho ele se resume muito a
- 20:49isso. EEA saudade, a saudade é o único
- 20:51nome que não ele não é traduzido em nenhuma outra língua anão ser
- 20:55na língua portuguesa, né? Não é entendido, né EE ela Ela
- 20:59Foi acabou sendo levada pra Miami, pra Porto, Montenegro,
- 21:04pra Londres, pra Grécia, é EE, eu tentava explicar.
- 21:10Sobre a palavra saudade, mas eu conseguia pela obra, né?
- 21:13Em si, porque eles estão muito próximo e ao mesmo tempo
- 21:15distante, que é o que acontece no nosso dia a dia, né?
- 21:19Às vezes a gente vai jantar e ao mesmo tempo, estamos tão
- 21:22próximas e mais ao mesmo tempo. Cada um está no seu celular
- 21:24distante. Então, a saudade.
- 21:27Ela Foi uma inspiração para mostrar esse encurtamento e essa
- 21:30distância ao mesmo tempo desse paradoxo.
- 21:32Normalmente essas artes EE essa parte de de da tua criação.
- 21:37Você acaba tirando o cotidiano das coisas que a gente tá
- 21:40vivendo ou você traz das viagens.
- 21:42Como é que é a inspiração pra você buscar?
- 21:46É coleções. Eu não sei se é coleções ou
- 21:49séries ou séries que você faz. Vem da onde essa inspiração?
- 21:53Cara, é totalmente da da do dia a dia, assim do cotidiano, assim
- 21:58do nosso comportamento, do meu comportamento.
- 22:00Eu sempre falo que eu sou o meu maior primata, né?
- 22:03Porque, como eu te falei lá atrás, eu já usei a as redes
- 22:06sociais para me divulgar como fotógrafo.
- 22:09Usava no Orkut para divulgar minha marca de roupa.
- 22:12Usei e hoje uso. Para arte?
- 22:14Para arte, mas não só para divulgar, mas também para
- 22:17adquirir, para pesquisar, para entender.
- 22:19É eu, eu, eu tô numa fase agora que eu, eu não que eu, né?
- 22:24Porque eu não não queria falar que eu tava criticando a
- 22:27tecnologia, porque seria até hipocrisia da minha parte se eu
- 22:29sou o cara que mais uso, né? Mas era tipo uma.
- 22:32Não, talvez uma constatação, talvez não criticando é usar,
- 22:37mas sim criticando. Talvez às vezes é a quantidade
- 22:40que usa ou o jeito que usa, que é o que você está falando.
- 22:43É ter o celular, não é o problema.
- 22:45O problema é, às vezes, o cara que nem você falou você vai sair
- 22:48e jantar, vai estar com a pessoa ali, é a pessoa se dispôs, você
- 22:53se dispôs a gente estar ali e o celular, o celular pode estar
- 22:56com qualquer pessoa, a qualquer hora, concorda?
- 22:59Aí tu vai para, tu tá com a pessoa na tua frente e tu tá ali
- 23:01no celular. Então é, é.
- 23:03Não é uma crítica em si. Eu não vejo como uma crítica
- 23:07profunda, mas sim uma crítica pra todo mundo parar e falar
- 23:10assim, será que. Existe uma interseção.
- 23:13É ou será que é pra mim fazer isso tanto, tão profundo?
- 23:16Por exemplo, chamei uma pessoa pra jantar, pra almoçar, tô com
- 23:19a pessoa naquele tempo. Será que é pra me dedicar tanto
- 23:21tempo no celular que eu poderia falar de outro lado ou fazer as
- 23:25pessoas pensarem que é o. É o que eu vejo de arte e de
- 23:29cultura, é o que normalmente o artista, o pintor, o escritor, o
- 23:33que que ele faz. Ele faz uma análise do que nem
- 23:36se falou, uma análise, uma pintura daquele momento.
- 23:39Para quê? Para gerar uma reflexão na
- 23:41sociedade e nas pessoas sobre aquilo de pensar, será que eu
- 23:45estou fazendo? Porque cada um vai olhar, tem
- 23:47gente que vai olhar e falar assim, eu nunca fiz isso pronto,
- 23:52tem gente que vai olhar e falar assim, porra, eu realmente faço
- 23:54muito isso. AO outro, não, eu faço um pouco.
- 23:57Então cada um por isso que eu acho que a arte ela tem é, ela
- 24:01tem diversas facetas que é difícil de explicar que nem você
- 24:04falou por que? Porque ela vem de como cada um
- 24:06foi criado, de como cada um interpreta, de como cada um vê
- 24:09aquilo. É, ela pode ser alguma coisa
- 24:11visual, mas ela tem uma interpretação muito pessoal, de
- 24:14acordo com a experiência que cada um teve.
- 24:17Então é, ela pode ser genial para muita gente, porque você
- 24:21realmente conseguiu. Se conectar, se conectar com a
- 24:24pessoa que criou e vai ter outra pessoa que não conseguiu e anão,
- 24:28não chegou No No nível. Então ela vai, vai olhar, pô,
- 24:31mas será por que que ele fez aquilo?
- 24:33Eu Acredito, isso é, não, não sou um cara tão não acredito que
- 24:39eu sou tão vidrada. Eu gosto muito de principalmente
- 24:41essa essa área hoje de arte Moderna que mistura as cores,
- 24:45que faz isso. Eu sempre gostei, é.
- 24:48Tento acompanhar, não consigo o que a gente que nem se falou
- 24:52hoje a gente tá conectado o tempo todo, então a gente recebe
- 24:55muito, muito conteúdo, muito, tudo.
- 24:57Se você não filtrar, você mesmo se perde naquela numa piscina,
- 25:01existe também. 11 imediatismo que que a gente vive hoje em
- 25:05dia, que é completamente diferente dos tempos na era
- 25:07analógica, né? Então é até o próprio sucesso
- 25:10assim, ou então algo que você é. Antigamente você demorava 20
- 25:14anos pra fazer sucesso. Hoje em dia você faz o sexo da
- 25:16noite pro dia. É e ao mesmo tempo Oo aquele
- 25:21projeto, aquilo que que foi executado, parece que ele não
- 25:24serviu mais pra nada, porque parece que tem 11 cobrança de um
- 25:27next infinito igual Oo scrolling que a gente faz, que parece que
- 25:32é é que antigamente às vezes você fazia, sei lá, é 3
- 25:36exposições na sua vida e foi excelente.
- 25:38Hoje em dia você faz 3 exposições num ano e você acha
- 25:41que isso não, que que falta muito, ainda é uma, é uma
- 25:43cobrança, uma necessidade. Mas eu acho que é porque a gente
- 25:45criou, é a gente. O que que acontece?
- 25:48A Rede Social, em geral, não uma específica, ela gera uma
- 25:53cobrança porque a gente se compara muito total.
- 25:55Então, por exemplo, você olha para alguém e fala assim, pô,
- 25:58esse cara fez quantas exposições e aí todo mundo quer ir naquela
- 26:01naquele movimento, Ah, o cara jogou tantos jogos, Ah, o cara é
- 26:05soltou quantos livros? Ah, o cara escreveu isso é, tem
- 26:08pessoas que são atemporais. Eu vou dar um exemplo de uma
- 26:11aqui, a gente sempre eu gostaria de estudar mais.
- 26:15Sobre ele, apesar dele ser ele ter os entre meios dele, que é o
- 26:20Roberto Carlos, você vê, e todo mundo que eu falo é a mesma
- 26:23coisa. Ele está há 50 anos no mercado.
- 26:26Ele faz mais ou menos o mesmo número de show por ano e o mesmo
- 26:30número daquilo. Tem 50 anos e tá aí com sucesso
- 26:34que nem você falou, é, ele poderia estar maior, talvez
- 26:37poderia ganhar mais dinheiro? Poderia.
- 26:39Mas talvez ele não tivesse as coisas que ele teve, que nem
- 26:42você falou. Ele estaria num num loop
- 26:44infinito, que tem artista e um Monte de gente que nem você deu.
- 26:47Exemplo. Você vê os cara faz em 30 dias,
- 26:5060 shows. Pois é.
- 26:51E aí no mês seguinte, ele, pô, não, não estou conseguindo, vou
- 26:54aumentar. Aí a gente começa a se perguntar
- 26:57pra onde vai, porque o ser humano também não aguenta.
- 26:59Né? Exato, é, pô, tem jovens
- 27:01assistindo filme no 2.0, é ouvindo música no Spotify, 2.0.
- 27:06Não é só a mensagem do WhatsApp, então.
- 27:08A gente está indo de fato para um para um lugar que que é é é
- 27:13preocupante, sabe? EE, até estou trazendo agora
- 27:18nessa parte 2, digamos assim, do meu trabalho, para não ficar só
- 27:22apenas apontando essa esse fato, né?
- 27:25Não vou nem dizer uma crítica, mas eu trago não como um
- 27:28antídoto digital, mas eu trago uma reflexão de como era igual
- 27:33quando não se fazem mais é antigamente, como não, não faz.
- 27:37É não se fazer as coisas como antigamente.
- 27:40É exatamente, é, é. Como o período pessoal fala
- 27:44assim? Não se fazem móveis como mais
- 27:46antigamente. Por quê?
- 27:47Móvel era de madeira maciça e hoje é MDF, que ele falou era
- 27:51para durar 400 anos. Hoje é para durar 6 meses.
- 27:54Não se fazem mais antigamente como antes.
- 27:56É tipo como fosse isso. O que que acontece é na era
- 27:59analógica, a gente quando a imagina, quando a gente
- 28:03substituiu a calculadora, né? A gente fazia cálculos, né, ali?
- 28:07Um papel um. Papelzinho e tinha um
- 28:09desenvolvimento ali, né? E aí veio a calculadora,
- 28:13substituiu o nosso, nosso cálculo.
- 28:15Imagina agora uma conversa de a se eu uso AA para melhorar meu
- 28:21português, para me dar uma dica de como eu ter uma resposta mais
- 28:25profissional ou isso ou aquilo. De alguma forma ela está ali me
- 28:28moldando, né? Me ajudando, sim.
- 28:30Aí eu respondo, eu envio para você e você usa a mesma.
- 28:33Mesma forma para me responder a conversa entre a gente.
- 28:36Ou já é a conversa deles que eu tô falando?
- 28:39É se cada vez mais a gente tá indo para um lugar dessa
- 28:43calculadora, mas de todos os segmentos, cada vez menos a
- 28:47gente vai exercitar o nosso cérebro para fazer esse
- 28:50exercício. Não, mas isso aí eu já acho que
- 28:52assim eu sempre tenho que pedir desculpa, eu não vou falar isso,
- 28:56mas hoje eu já acho que se você pegar, a gente fala muito da
- 28:59geração 2000, tá? A geração 2000, ela já entrou
- 29:03nisso aí que você tá falando por quê?
- 29:05Porque ela tem acesso digital, o que que acontece?
- 29:08Eu eu discuto muito isso hoje, todo mundo é foda porque tá
- 29:12perto do celular, porque é o que você falou, tu pergunta alguma
- 29:16coisa, o cara entra aqui no Google ou No No no chat ou
- 29:19alguma coisa, ele responde, mas a pergunta é sempre assim, e o
- 29:23dia que o cara não tiver com o celular ou um momento que tu e
- 29:26as pessoas não pensam isso? Porque no analógico você não
- 29:29tinha, você tinha um caderno no máximo.
- 29:31Ou um computador pra poder andar, então você tinha que se
- 29:34virar, que nem você falou você mesmo.
- 29:35Existia 11111 estímulo, né? De cognitivo, né?
- 29:41De espacial, lógica, criatividade, que cada vez mais
- 29:44tá se perdendo. A gente ainda, né?
- 29:47Como nós somos a última geração viva da era analógica que ainda
- 29:51conseguiu viver o analógico, aí, Oo digital, o digital, né?
- 29:54A gente conseguiu botar desde uma, não sei se vão entender
- 29:57aqui, ou mais uma, um bombril numa antena pra poder assistir
- 30:00uma televisão. Usar uma caneta pra rebobinar
- 30:03uma fita cassete e ao mesmo tempo a gente tá falando com o
- 30:06ChatGPT. Mas eu acho que eles vão viver
- 30:08isso. O next é é o que acontece.
- 30:12Porque vamos lá, pegando esse teu comparativo, eu escutei,
- 30:16recente tem estudo? É, se não me engano, na
- 30:19Califórnia e Alemanha. Eles são culturalmente mais
- 30:24evoluídos que a gente. Um pouco.
- 30:25O que que acontece lá? Os os jovens.
- 30:28É, já estão é sentindo falta do do tocar e voltou, por exemplo,
- 30:37que está crescendo, por exemplo, a venda de vinil.
- 30:39E por quê? Porque o pessoal é hoje,
- 30:43querendo ou não, isso aqui tem tudo, só que é só um, então o
- 30:47estímulo acabou. Então assim, os caras querem ter
- 30:51o quê? Caixas bonitas de de vinil pra
- 30:54poder ter e colocar numa máquina.
- 30:55Por quê a geração 2000 não viveu isso?
- 30:58A partir de 2000 já estava no final do CD e o cara já foi pra
- 31:01lá. Então assim é, EE, eu tenho 11
- 31:05coisa que minha mãe sempre falou, EE, eu pego daquela época
- 31:08é que o mundo é cíclico, então pra mim a gente está chegando no
- 31:14seria o final da Matrix, que é mais ou menos o que você está
- 31:17falando. Eu IA até te perguntar com
- 31:18analogia que você falou, eu penso assim, eu deixo meu chat
- 31:22bot Cássio falar com teu chat bot, Beto.
- 31:25Aí eles ficam falando e a gente vai estar no mundo real
- 31:28resolvendo, então assim vai chegar 1 hora.
- 31:30É EE já se fala nisso, de que das coisas estarem funcionando,
- 31:34mas as pessoas vão estar vivendo numa outra esfera.
- 31:36Então eu, eu, eu realmente acredito que a gente vai ter um
- 31:40boot, não, não um boot de zerar. O homem é das cavernas, não
- 31:45acredito nisso, mas Eu Acredito que a gente chega num ponto onde
- 31:49a gente fala assim, chega, porque é o que você está
- 31:51falando. As pessoas sentem falta do
- 31:53contato humano. As pessoas sentem falta do
- 31:56tocar, é é só você ver, é que vou pegar um exemplo que foi uma
- 32:02bomba. Agora, não sei se você está
- 32:04acompanhando, mas por exemplo, os relógios aos 10 anos atrás,
- 32:08eles estavam todo mundo indo para o relógio digital, correto,
- 32:12Apple Watch tal. E o que que acontece essa nova
- 32:15geração? Não tinha convívio de relógio,
- 32:17de número de pulso maior. Galera não sabe nem ver, hora é.
- 32:23Analógica, se tu pegar aí a geração, o cara está usando 11
- 32:27relógio no push que ele não sabe ver.
- 32:28Hora sim, tem muito. Sim.
- 32:31E aí com essa essa evolução de bater no teto, a galera ficou
- 32:37meio assim, pô, mas eu é um negócio que faz tudo que não tem
- 32:39experiência, que não tem história.
- 32:41Porque querendo ou não, a gente vem de história.
- 32:45Tudo que nem você falou tudo é um história.
- 32:47Tudo tem um porque a gente chegou aqui por a gente não quer
- 32:51saber, Ah, tem alien, não tem, é Deus tá aqui não tá.
- 32:56Então tudo isso tem uma história, EEO, ser humano,
- 32:58busca. Então eu acho que esse outro
- 33:01lado de de acabar na tecnologia, eu acho que ele tem uma trave e
- 33:05aí eu acho que nisso eles vão voltando que nem eu acho que tem
- 33:09na arte é isso a minha minha percepção.
- 33:13Eu vejo o pessoal indo na, na, nas exposições e tudo.
- 33:17Ele quer escutar o que como que você criou, ele quer saber.
- 33:21Então não é só a peça que está ali, é o que, como se deu o
- 33:25processo de criação, que que você fez, quanto tempo levou?
- 33:29Ah, você tem que vir que usar a mão, qual o material?
- 33:31Então eu acho que isso a gente perdeu em 20 anos, pelo que você
- 33:36falou, eu acho que ela teve uma aceleração absurda e eu acho que
- 33:39a gente vai ter uma transformação onde as pessoas
- 33:42vão voltar. A dar valor a essas coisas mais
- 33:46manuais, eu? Torço muito por isso.
- 33:47E nesse sentido, eu acho que essa esse resgate, ele só vai
- 33:53acontecer se de alguma forma, essa última geração viva é
- 33:56trabalhar para isso. Porque, na minha opinião, essa
- 33:59nova geração que não teve contato, como nós tivemos eles
- 34:02não tem nem como resgatar algo que eles nunca vivenciaram,
- 34:05sacou? Não tem nem como comparar algo
- 34:07que eles nunca puderam. Mas você não acha que os pais e
- 34:09as pessoas da nossa geração? Estão assim, você vê o pessoal
- 34:14tentando, você vê que nem todo mundo, mas você vê muita gente
- 34:18buscando coisas pra pra tentar é dar exemplo, tudo, ó, só você
- 34:23ver o que que todo mundo fala hoje tudo tem experiência, a
- 34:26experiência vem da onde? Da história é que não foi
- 34:30contada porque nem a gente recebeu, a gente não tinha
- 34:32escolha. A diferença nossa é o que você
- 34:35que nem tu falou Ah, pra vocês que estão vendo o exemplo que
- 34:39ele deu foi o que? Você tinha uma televisão que não
- 34:42pegava e aí você tinha uma anteninha, você mexia, ela caía,
- 34:46você mexia ela, ela funcionava. Aí o pessoal porra, pega um
- 34:50bombril, um bombril, a massa ele bota na ponta que vai melhorar,
- 34:54aí o pessoal IA lá botar, funcionava hoje o cara nem vê AA
- 34:57galera, nem vê televisão, entra direto no celular, só que você
- 35:01vê que ela quer ter o que, experiência, por quê?
- 35:04Porque querendo ou não é hoje todo mundo tem que nem você do
- 35:08exemplo de novo. Você tem um mundo na mão, só que
- 35:101 hora enche o saco, porque é uma coisa até no mundo.
- 35:13Então assim, você não quer ter outras coisas, você todo mundo
- 35:16não. Por que que todo mundo quer
- 35:17viajar hoje? Por experiência.
- 35:20Por que que então, na verdade, assim, ao mesmo tempo que você
- 35:23falou que todo mundo tem o conhecimento na mão, aí eu
- 35:26concordo com esse paradoxo que tá que você é retratou lá nessa,
- 35:31ao mesmo tempo que o cara tem tudo na mão, ele não tem.
- 35:35Pelo menos a nova geração, quem viveu a nossa, ela passou por
- 35:39outras coisas, quem viveu antes da nossa, ele passou por 3
- 35:42coisas, então ele pode olhar hoje e falar assim, essa daí é
- 35:44uma merda, pô, a minha geração fez isso, isso e isso, a outra
- 35:47fez isso e a terceira fez. Agora eles, que é a next, eles
- 35:53só estão vendo a terceira geração, então eles nem
- 35:56experiência teve, só que eles têm a muita gente contando o que
- 36:00que vivenciou, sim. EE pega, se hoje eu estou vendo,
- 36:03por quê? É, eu pego a galera de 20 EE,
- 36:06você vê que eles querem. Por que que eles querem reviver
- 36:10o Rock In Rio? Porque eles queriam ter vivido
- 36:13lá em 1985, que é AAA experiência, a energia, e isso,
- 36:16querendo ou não, por mais que a gente fale, o celular tem toda
- 36:21esse dopamina, ele não te dá esse, esse, essa energia humano,
- 36:25esse esse contato que o que você falou é, eu já escutei muito a
- 36:30artista falar, principalmente. Artista que modela com a mão que
- 36:37ele diz que quando ele está modelando, ele passa e recebe
- 36:42uma energia que é inexplicável. Então, assim, só quem vai poder
- 36:45vivenciar isso, você que é artista ou uma pessoa que está
- 36:48aprendendo. Só que muita gente começa a
- 36:50escutar e falar assim, cara, me custa ir lá fazer uma aula de
- 36:53modelagem? Me custa é, me custa é é eu
- 36:58participar disso, eu mostrar isso pra nova geração, assim,
- 37:01eu, eu juro que eu. Espero que a galera possa ter
- 37:0810% do que a gente teve dessas experiências.
- 37:12Eu também. Eu acho que a gente teve 11
- 37:16oportunidade de viver esse, essa essa era analógica.
- 37:20E também os as brincadeiras. Eu acho que cada vez mais eu
- 37:24vejo crianças no celular, né? Imersas.
- 37:27Eu acho que os pais acabam dando até Oo celular na mão pra até
- 37:30pra. De alguma forma, tem um fôlego
- 37:32ali na com, com os filhos e tal EEEEA, gente, sei lá, eu acho
- 37:38que eu não vejo mais criança com machucado no aquela casquinha de
- 37:41machucado no joelho, aquele pé preto.
- 37:43É, é, sabe, é. A gente conseguiu, a gente teve
- 37:47uma oportunidade de viver 1111, outra vida que essa geração
- 37:54especificamente está completamente.
- 37:57É imersa no celular, nas, nos joguinhos, na dopamina.
- 38:01É ansiosas, estão se comparando, é, pô, antigamente, sei lá, no,
- 38:08no colégio, Na Na, na, no teu bairro, ali, AA comparação era
- 38:12meio, sei lá, tem, tinha um perímetro, ali tinha uma.
- 38:16Sim, o é o que você falou A Rede Social ela te deu?
- 38:19Essa amplitude do mundo. Então isso isso matou um pouco.
- 38:23Só que eu trouxe algumas é, eu trouxe já 2 escolas aqui, o
- 38:28pessoal dono de escola e ele falou que AA por isso que eu tô
- 38:31falando que AA geração dos pais. Agora ela já tá até começando
- 38:36nas crianças de 45 meses a controlar o uso do celular,
- 38:39porque o que eles explicaram, EE ela tava explicando é que a
- 38:44geração de 2000, EE 20 um pouquinho antes.
- 38:48Ela não tinha parâmetro, então Ela Foi dando o celular igual
- 38:50você falou pro pro filho ficar quieto, não me não me encheu o
- 38:55saco, dava. Só que hoje eles estão colhendo
- 38:57isso, que é a geração de 1015, e aí a galera não gostou do
- 39:04resultado, que é o que que é? Onde eu acho que bate, no que a
- 39:08gente está falando, bate no teto porque que nem se falou hoje o
- 39:12cara fala que não vai, o pai diz que não vai dar o celular e a
- 39:14criança chora Na Na nossa época e nada contra, mas.
- 39:18Você não acontecia outras coisas.
- 39:22Se você reclamar, se reclamar, se reclamasse.
- 39:25Tinha outro outros finais que eu não vou falar aqui, mas tinha
- 39:28outros que não seria esse de você ficar.
- 39:30Quietinho, o chinelo, voava isso que eu estou falando.
- 39:34Para não falar isso, eu não vou. Então assim, então você tinha
- 39:37que aceitar. E aí eles viram que deu ruim.
- 39:41Então ela teve aqui. Ela falou que de 0 a 6 anos é a
- 39:45faixa etária que mais é o cérebro da criança.
- 39:48É uma esponja EE principalmente pra esse início.
- 39:51Então acho que isso está mudando.
- 39:53Igual você falou, é hoje também. É uma coisa que eu vejo mais.
- 39:56Há 20 anos atrás eu não tinha tanto acesso a artistas igual
- 40:00hoje tem. A tecnologia na.
- 40:03Internet. Então, em algumas coisas ela ela
- 40:06ajudou. Por exemplo, eu não conseguiria.
- 40:08É que nem você falou, hoje eu olho aqui, eu consigo olhar tua
- 40:11obra. Eu olho a obra do hit olho a
- 40:13obra não sei o quê. Antigamente eu sabia de algumas
- 40:16coisas do. Picasso, esses caras, van Gogh e
- 40:20tal. Mas eu, eu não.
- 40:21Eu não tinha aquele acesso que a gente tem hoje.
- 40:23Então eu acho que tem os outros do.
- 40:25Paradoxo tem uma tem muita qualidade?
- 40:28É, eu acho fantástico todo esse avanço tecnológico.
- 40:32Por isso que eu falo, tento não passar apenas como crítica, mas
- 40:35também uma constatação. Mas ao mesmo tempo, de alguma
- 40:38forma, eu acho que dá pra gente trazer esse resgate analógico
- 40:43pros nossos filhos. É fazer um desenvolvimento
- 40:45cognitivo. Ter brincadeiras de Tabuleiro,
- 40:48de jogos. Todos que eu tive a
- 40:50oportunidade, meu pai me ensinou a jogar xadrez de gamão.
- 40:53É brincadeiras como tangram, é desenvolvimento cognitivo
- 40:58espacial, que cada vez mais esses jogos de internet, esse,
- 41:03esses celulares, esses aplicativos, não, pelo
- 41:05contrário, fazem Oo efeito inverso, quase como 11
- 41:09esmagamento cognitivo, assim quase 11 trituramento cerebral
- 41:13nessas novas. Nessa, nessa nova geração,
- 41:16digamos assim, então é não não vindo como um pessimista, mas
- 41:20como como um alerta mesmo assim, sabe pra gente?
- 41:22Eu? Acho que é consciência, você
- 41:24gera uma consciência com as pessoas Pra Elas é começarem a
- 41:28pensar nisso também. Total, total, acho super
- 41:31importante. O que é você?
- 41:36O que você acha que é? Nessa vida você teve de de
- 41:43várias experiências. O que que você acha que dessa
- 41:46cada experiência, dessa ela, Ela Foi adicionando e melhorando pra
- 41:49você como essa parte pra chegar nesse, no, no que você faz hoje
- 41:55na junção de todas as artes que seria que eu vejo como uma
- 41:58junção de você começou, vamos dizer, numa escadinha, EE foi
- 42:03transformando a arte até chegar num num ponto onde você mescla
- 42:07todas as artes que você veio aprendendo e mais a cultura.
- 42:10Como é que você vê esse, esse essa transição?
- 42:14Cultural que eu digo, e da árvore até a árvore que você
- 42:18fala tudo, tudo isso nessas Fontes que você bebeu?
- 42:23Cara, eu acho que assim primeiro definiria que se não tivesse
- 42:32coragem, né? Eu acho que o só de você ser
- 42:34artista, você de alguma forma, você já é muito corajoso, né?
- 42:38Porque você está expondo ali a tua.
- 42:41Tua. Tua alma, tua alma ali dentro de
- 42:44uma caixa guardada ali EEEE você tá ali colocando pra pra todo
- 42:48mundo, né? É criticar ou elogiar ou.
- 42:51Ou tá expondo? Né?
- 42:53Ou opinar sobre o que, sobre se o teu maior sentimento ali, teu
- 42:57maior. Então acho que já tem que ser
- 42:59corajoso e ainda mais no Brasil, ainda mais no caso, no meu caso
- 43:04do Rio de Janeiro, eu de alguma forma eu sou completamente é
- 43:09privilegiado. Apesar, né, de ter perdido o
- 43:12pai, mãe cedo, né, muito cedo. Aliás, tipo, então teve um
- 43:17momento ali da minha vida que eu eu percebi que Era Eu comigo
- 43:20mesmo assim, sabe? Tem uma, tem um filme muito
- 43:22interessante do Paolo sorrentino, que é pra mim o
- 43:26maior cineasta de todos os tempos, o italiano, que é mão de
- 43:29Deus, maravilhoso. Esse filme é super indico, é,
- 43:33tem um algo a ver com a mão de Deus, do gol do Maradona, é um
- 43:36filmaço assim. Mas tem um momento ali que o
- 43:39menino, ele é os pais do menino, é eles falecem e o menino meio
- 43:43que fica meio que perdido assim ele fica caminhando no colégio,
- 43:47na rua assim, e eu me identifiquei muito.
- 43:49Eu tive esses momentos ali de de não saber pra onde ir é e eu
- 43:55acho que de de certa forma, a arte ela me salvou, sacou?
- 43:58Ela, ela me deu uma direção assim, 11 me deu um caminho e.
- 44:04Foi muito no na, no, no na, na coragem, no improviso, as coisas
- 44:08vieram acontecer, né? Como eu nunca tive 11 suporte,
- 44:13nem financeiro, nem um suporte é familiar para poder me ajudar,
- 44:18me dar bons conselhos. Ah, vai, vai, vai para esse
- 44:21caminho, estuda isso, estuda aquilo.
- 44:23Então meio que eu, eu sempre fui make surf made assim.
- 44:26EEE tudo pra ontem. Então eu, enquanto amigos meus
- 44:30estavam indo na casa dos avós com 18 anos, eu estava tentando
- 44:33criar uma marca de roupa com tentando colocar meu sonho em
- 44:38prática, sabe? É pra como se eu tivesse 40 anos
- 44:40agora, sabe? Mas eu já tinha 40 anos, com 18
- 44:43anos assim eu não tinha opção. É é pontuando aqui mais uma vez,
- 44:47mesmo sabendo de todos os meus privilégios, e tenho mesmo
- 44:49realmente é, então de alguma forma.
- 44:53Eu fui aprendendo e errando, sabe?
- 44:56E os meus erros foram me tornando maiores, né?
- 44:59Cada vez mais. Então, até para moldar essa
- 45:01árvore genealógica de referência, então a própria
- 45:03marca de roupa, como eu não tinha bagagem nenhuma em termos
- 45:07de como um empresário do ramo. Mas ao mesmo tempo, se não fosse
- 45:10essa bagagem, essa marca de roupa, não seria fotógrafo.
- 45:14E a mesma coisa de eu poder conviver com várias pessoas,
- 45:17muito. É, é é muito interessante como
- 45:21fotógrafo, né? Bater lá na casa do cara para
- 45:23fazer um retrato dele e depois viajar para tal lugar, para
- 45:26criar tal história numa campanha.
- 45:29Então, tudo isso foi me moldando, foi, foi, foi
- 45:31colocando ali. Então acho que de alguma forma é
- 45:35eu. Eu sou muito sortudo.
- 45:36Eu sou muito privilegiado de poder trabalhar com o que eu amo
- 45:40de poder é usar a tecnologia para pesquisar, é para entender
- 45:46mais sobre o mundo que eu tô vivendo hoje em dia.
- 45:49É e de e de certa forma, compartilhar esse esse esse meu
- 45:54olhar e toda esse, esse essa bagagem que eu tive, sacou?
- 45:58Então acho que é mais ou menos esse mix assim de, de de
- 46:01gratidão, coragem, ao mesmo tempo.
- 46:04É, é. Não sei se eu respondi tua
- 46:06pergunta. Uma dúvida uma outra dúvida
- 46:10seria se você, nesse momento de transição, você tinha mais medo
- 46:14ou tinha mais vontade de Liberdade?
- 46:17É, eu eu peguei aqui pensando, é, você acha que querendo ou
- 46:22não, você atingiu vários objetivos na nas profissões que
- 46:25você foi trilhando? Então você acha que isso pode
- 46:28ter sido um padrão de toda vez que você atingia o que você
- 46:32estava na expectativa? Você EE, por você ter feito
- 46:35muita coisa, é fora da caixa e até Eu Acredito, não pensada,
- 46:40porque você não deve ter pensado que você IA fazer tudo que você
- 46:44fez. Então assim, você IA atingindo e
- 46:47chegava assim, pô, eu quero ir pra outro lugar.
- 46:49Você acha que isso foi 1111? Movimento que te ajudou?
- 46:53AA, trocar essas profissões que se eu olhar todo mundo é, não
- 46:58trocaria o caminho consolidado que você tava as vezes que você
- 47:02trocou, correto? É, eu acho que vou dar.
- 47:06Vou contar uma história rápida que tem tudo a ver com esse é.
- 47:09É essa coragem, medo e tudo assim.
- 47:13Teve na época de fotógrafo, eu eu queria estudar os melhores
- 47:17fotógrafos de moda do planeta. Assim é desde lachapé Leone,
- 47:22libovinsky, é Mário textinho e por aí vai.
- 47:25Tinha o Walker. Só que eu gostava muito de um
- 47:27fotógrafo que existe aqui no Brasil, que muito bom que é o
- 47:30Bob wolfenson. E ele escreveu 111 livrozinho,
- 47:34um pocket que é a carta para um jovem fotógrafo.
- 47:37Parece que ele escreveu pra mim nessa época assim, eu estou
- 47:39falando que tem quase 20 anos, isso tá, sei lá, 18 anos.
- 47:43É, a gente está ficando velho, mas parece que ele escreveu essa
- 47:45carta para mim nesse livro. Eu devo ler esse livro.
- 47:48Acho que em 23 dias, aliás, para quem é jovem fotógrafo lê esse
- 47:51livro. Carta para um jovem fotógrafo do
- 47:53Bob wolfs e numa rapidamente assim, ele estava contando um
- 47:58pouco da história da vida dele e parece que ele escreveu uma
- 48:02carta para um fotógrafo de Nova Iorque, dos Estados Unidos,
- 48:06enfim, que ele era muito fã e ele queria ser assistente desse
- 48:08cara e. É, o cara respondeu essa carta
- 48:13dizendo, olha, quando você vier pros Estados Unidos, o estúdio
- 48:16está aberto e você pode ser meu assistente.
- 48:18Só que demorou quase um ano Pra Ele juntar dinheiro pra
- 48:20conseguir ir pros Estados Unidos.
- 48:22Então, quando ele chegou lá nos Estados Unidos, ele, o fotógrafo
- 48:25nem lembrava. É como fosse alguém que te
- 48:26mandou um ano atrás, um direct, você não vai lembrar que tipo de
- 48:29mensagem você respondeu, ainda mais aquele fotógrafo que gera
- 48:32super requisitado, et cetera, et cetera.
- 48:34Aí ele ficou completamente cara, que que eu faço agora?
- 48:36Não tinha vaga. Quando ele chegou lá no o cara
- 48:38falou, cara, está lotado de assistente aqui, eu não vou,
- 48:40você não vai conseguir trabalhar comigo.
- 48:42E ele aproveitou essa oportunidade e começou a
- 48:45fotografar modelos brasileiras lá na nos Estados Unidos e fez
- 48:49um portfólio. E quando ele volta para o
- 48:52Brasil, ele depois desse curto período, ele volta como um
- 48:56fotógrafo, Bob Wilson. Que acabou de voltar dos Estados
- 49:00Unidos, que fotografou tais modelos internacionais
- 49:03brasileiras que vivem internacionalmente, e assim ele
- 49:06entra no caminho editorial da vida dele.
- 49:08Cara, lembra da bola de fogo? Eu senti uma bola de fogo enorme
- 49:12assim, falando assim, eu preciso ir pros Estados Unidos, eu
- 49:13preciso. Eu não tinha na época, eu não
- 49:15tinha nem câmera boa. Minha câmera era, sei lá, uma
- 49:18câmera usada do próprio fotógrafo, que fazia as minhas
- 49:21campanhas, quando tinha marca de roupa que ele me vendeu usada.
- 49:25E aí eu fui pros Estados Unidos, juntei dinheiro, fui pros
- 49:27Estados Unidos. Na minha cabeça eu falei, sei lá
- 49:30o que que pode acontecer, mas eu vou, pelo menos vou comprar uma
- 49:33câmera nova, porque tinha até a loja BH lá, que é uma
- 49:37disneylândia da de equipamentos fotográficos e tal.
- 49:40E por coincidência, por destino, seja lá o que que poderia chamar
- 49:47na ali Na Na times scre tava rolando um shooting, né?
- 49:52Um editorial ali, um fotógrafo super estiloso, fotografando as
- 49:55modelos, os modelos, aí um editorial.
- 49:58A menina com radinho, produção, não sei o que lá, e parecia um
- 50:01espetáculo, aquilo ali, aquilo ali, meu irmão, eu falei, cara,
- 50:03um dia é, eu tava até com um casal de amigos, aí eu falei pra
- 50:08eles, cara, um dia eu que vou fazer isso aí, escreve no que eu
- 50:11tô te falando, meu amigo, até na época brincou, falou assim,
- 50:14calma, né, tu acabou de comprar 11 câmera, não é assim, só que e
- 50:20aí a gente saiu dali, né? Fiquei ali uns 56 minutos ali,
- 50:24sai dali que a gente IA comer alguma coisa e tal.
- 50:26Só que eu tava sentindo assim, que cara, não sei se eu vou
- 50:29voltar, talvez seja uma oportunidade única, não sei se
- 50:32eu vou ter dinheiro para voltar aqui em Nova Iorque e tal, não
- 50:34sei o que. Eu voltei e pedi o telefone da
- 50:39menina que tava com radinho, falei, tudo bem, eu sou
- 50:42fotógrafo de moda do Brasil e tal, parabéns pelo teu trabalho,
- 50:46tô vendo aqui, é muito profissionalismo e tal.
- 50:48Eu adoraria fazer umas fotos, inclusive até para levar para o
- 50:50Brasil a menina, eu amo o Brasil.
- 50:53Você tem um e-mail me passa um e-mail me diz o que que você
- 50:55quer? Você fica aqui até quando?
- 50:56E tal. Resumindo.
- 50:57Você ficou mais tempo? Não, eu fiquei o mesmo tempo.
- 51:00Acho que eu fiquei mais uns 3 dias, mas durante esses 3 dias,
- 51:02nessa madrugada, eu mandei um e-mail para ela.
- 51:05Ela era amiga igual aqui a gente, amigo de artista e tal.
- 51:08Ela lá ela era amiga. Na época existia um programa
- 51:10chamado American stop models e a campeã do American stop models,
- 51:14chamada jaslini Gonzales, era amiga dela.
- 51:17Resumindo. 2 dias depois eu tava na times Square fotografando a
- 51:22jaslini González com ela, produzindo de radinho e nã nã e
- 51:26maquiador. Não sei o que lá.
- 51:27Eu pego esse material, volto pro Brasil e mando para as revistas.
- 51:31E aí eu entro nas editoriais e começo a fotografar pra rappers,
- 51:34bazar pra gqil, pra glamour, pra Vogue com Bruna astuto.
- 51:39Então é, eu senti medo, senti coragem, senti, é.
- 51:48Também não tenho Nada a Perder e ao mesmo tempo, eu acho que a
- 51:51minha vida inteira, eu acho que meio que foi foi foi esses
- 51:54buracos, esses, esses quentes, né?
- 51:57Dessas oportunidades que aparecem ao mesmo tempo.
- 52:00Eu, eu indo lá correndo atrás, sabe?
- 52:01E assim como fotógrafo, assim como a marca de roupa, assim
- 52:06como é como artista visual ou daqui a pouco eu tô, sei lá,
- 52:11criando um filme. Nesse aí teve esse pulo, e do
- 52:15artista EE do fotógrafo pro. Pra arte?
- 52:18Teve algum? Então teve algum clique?
- 52:22Porque agora agora eu entendi o clique de de do.
- 52:25Buraco. É, não, não.
- 52:26Eu entendi essa a primeira transição, entendi e da da
- 52:30segunda, por exemplo, você foi pra uma assim, querendo ou não,
- 52:35é artista, mas é a fotografia, porque você foi hoje.
- 52:38É uma evolução muito, é muito grande.
- 52:41É assim de eu digo até de execução, porque eu acho que um
- 52:45é mais olhar e outra coisa. E o outro tem talvez mais mão na
- 52:49massa, não sei. Tem Na Na verdade, assim, eu
- 52:53acho que todos se conectam. Como você falou atrás, né?
- 52:56É lá no na época do design, por exemplo, a minha primeira
- 53:00escultura que eu fiz na vida foi um projeto de faculdade que eu
- 53:05fiz, né? Como eu falei, cursei desenho
- 53:06industrial, que eu tinha que criar uma luminária.
- 53:09Eu nem sei se o nome tá certo. Na época que eu dei, que era
- 53:13Cronos, né? Você tava falando de relógio e
- 53:15tal do tempo. E de alguma forma, não sei,
- 53:17porque eu sempre quis falar sobre o tempo, o tempo que eu tô
- 53:20vivendo, o tempo do passado, o analógico e de tal e tal.
- 53:23Pra mim. Eu tenho uma fissura pra falar
- 53:25sobre Oo nosso, sobre o tempo, né?
- 53:27Esse esse signo especificamente falando.
- 53:30Mas nessa na faculdade eu tinha uma máscara, é dentro do do
- 53:36atelier, ali da da da fábrica da faculdade e tinha uma máquina de
- 53:40de pra esquentar polipropileno. E aí de alguma forma eu peguei
- 53:45AAO trabalho de final era criar uma luminária.
- 53:48E aí eu vi uma máscara, tipo essas máscara de Carnaval de
- 53:50Veneza. E aí eu peguei um pedaço de
- 53:52polipropiliano e esquentei e fiz o molde dessa máscara com
- 53:57polipropiliano e fiz 2. E aí conectei essas 2 máscaras e
- 54:01botei 11 luz embaixo em cima de uma base de mármore.
- 54:05E aí dei o nome de Cronos, como se ele tivesse olhando pra lua e
- 54:09olhando pro sol, sabe? EE.
- 54:12EE, eu e eu acho que desde a faculdade até criar uma marca de
- 54:15roupa, criar um, sabe, você saber se você vai usar é polo.
- 54:21Na Na polo você vai usar Piquet se você vai botar base água no
- 54:26silk policromia policromia, se você vai usar colarette ou ver a
- 54:28lock reta, se você como é que vai ser a modelagem é se você
- 54:33vai copiar a modelagem da Osklen, se você vai copiar isso
- 54:35ou aquilo. É todo esse essa facção, digamos
- 54:39assim. De alguma forma, na arte você
- 54:41também desenvolve é ideias, né? Ah, eu, eu aprendi na faculdade
- 54:45de mexer No No, no rinocero, que era um programa 3D, pô, esse
- 54:49rinocero, de repente eu posso usar esse rinocero, pegar o
- 54:51corpo de um humano, a cabeça de um primata e botar um celular
- 54:54nele e modelar isso. Como a gente tem a tecnologia
- 54:57hoje em dia, onde eu posso usar uma impressão 3 DE virar o meu
- 55:00negativo, eu posso usar esse negativo para derreter um
- 55:03bronze. Uma técnica ancestral milenar
- 55:05onde se fazia, sei lá, um escudo medieval.
- 55:08Hoje em dia eu posso fazer um primata e colocar no aeroporto é
- 55:11do Galeão, então eu acho que só tô eu só tô usando a as as
- 55:16possibilidades pra poder contar a minha história, seja lá se se
- 55:19for uma câmera analógica ou digital e se eu vou imprimir ela
- 55:23numa num azulejo, você vai imprimir num papel alemão de
- 55:27algodão. Acho que sinceramente, um
- 55:30material ali, acho que é só. Uma oportunidade da época, o que
- 55:34importa para mim é como contar a.
- 55:35História. Quando eu falo isso é porque nem
- 55:37todo mundo é, é evoluiu nesse sentido que você está falando,
- 55:41que você vê que às vezes Oo fotógrafo ficou lá na
- 55:44fotografia. Claro que ele, ele ficou
- 55:46contando a história dele é na fotografia, mas ele não, ele
- 55:53não. Como é que chama ele?
- 55:56Ele não foi. Nem todo mundo fez essa
- 55:58transição para outras coisas. Sim, entendeu?
- 56:01Eu, eu não. Eu não acho nem que seria uma
- 56:04essa transição, seria uma evolução ou qualquer coisa
- 56:07assim. Eu.
- 56:08Acho a evolução, eu acho que sua.
- 56:09Não, pessoal, total. É, não estou não profissional de
- 56:12todo mundo. É.
- 56:12Eu disse que é cada um. Porque tem gente também que quer
- 56:16ficar os 50 anos contando história na fotografia.
- 56:18E eu não sei nem se eu invejo, tá?
- 56:20Porque, cara, eu não sei também. Se tem a ver com AA com
- 56:23astrologia, é, é por assim. Áries com com gêmeos.
- 56:27E aí é uma combustão de ar com fogo.
- 56:30E ao mesmo tempo, pra mim é impossível ficar quieto em algum
- 56:33lugar. Só eu lembro que no colégio eu
- 56:35pedia pra professora ir pra ir ao banheiro, só pra eu sair de
- 56:37sala assim. Só porque eu não conseguia ficar
- 56:3940 minutos sentado assim. Então eu acho que eu necessito
- 56:43disso, dessa dessa movimentação. Não.
- 56:46Então por isso que eu que eu perguntei, eu acho que não é é
- 56:49não é falando da da das outras pessoas eSIM é de você.
- 56:54Mais uma inquietação que você demonstrou nesses processos de.
- 56:58Você que nem você foi, você foi evoluindo, atingindo que você
- 57:01queria e o modo e você foi trocando que nem pode, que nem
- 57:06você falou agora você pode chegar agora e falar assim, eu
- 57:08vou pra. Cinema.
- 57:09Isso aí ou vou evoluir pra outra coisa.
- 57:12Vou começar é, sei lá, música? Não sei.
- 57:15Eu acho que é. É o artista no geral que você
- 57:18falou. Foi usando todas as suas
- 57:20experiências e as projeções que você.
- 57:24Botar para você mesmo. Isso aqui é onde eu quero
- 57:26chegar. EE vou atrás, tanto que eu eu
- 57:29uma outra pergunta é, e o teu amigo que falou que você IA ter
- 57:33que demorar? Como é que ele ficou depois de 3
- 57:35dias? Ele sabendo que você fez AO
- 57:38shooting? Cara, e especificamente esse
- 57:40amigo, eu não colocaria ele, porque assim eu tive durante
- 57:44todo esse percurso, pessoas que preocupadas com meu bem-estar.
- 57:52Pô, vou citar, por exemplo, meu irmão, né?
- 57:53Meu melhor amigo é a pessoa mais importante da minha vida.
- 57:56A gente perdeu, como eu falei, a gente perdeu pais cedo, né?
- 57:58Então meu irmão, ele foi pro virou advogado concursado e tal.
- 58:03Ele era ele, era umas pessoas, uma das pessoas que falava pra
- 58:06mim, cara, papai, mamãe, já não estão aqui.
- 58:09Se você continuar com essa brincadeira de de, de, de.
- 58:13É é como como uma preocupação que às vezes essa preocupação,
- 58:16ela vira até 111 muro invisível na pessoa, inclusive é.
- 58:20Tem uma série que eu criei lá atrás, 2016, que é o interior do
- 58:23muro invisível, que fala muito dessas opiniões que podem de
- 58:27alguma forma, é colocar um muro na frente de uma pessoa que, de
- 58:31de certa forma, ela não é teimosa.
- 58:33Ela pode ouvir um conselho que pode acabar com o sonho dela.
- 58:37É é por conta desse conselho. É EE.
- 58:40Eu ouvi muitos conselhos dessa, mas esse amigo especificamente,
- 58:43eu não colocaria ele nessa nessa prateleira, porque ele foi um
- 58:47cara que me incentivou muito. Não, não, mas eu não botei, eu
- 58:51não botei ele como? Um desafiador?
- 58:54Negativo, não ele. Ele foi uma pessoa que falou
- 58:57normal. Como qualquer outra que falaria,
- 58:59está. Comprando uma câmera.
- 59:00Hoje você não fala assim, Ah, pô, amanhã tu vai estar nisso?
- 59:03Eu falei, ele falou o óbvio, então eu estou falando qual foi
- 59:06a expressão dele? Porque, querendo ou não, em 3
- 59:07dias, qualquer um. Você quando deve ter voltado,
- 59:10todo mundo é que convivia com você, deve ter ficado é com uma
- 59:14expressão diferente, porque você foi com o objetivo.
- 59:17Já quando voltou, meio que o negócio eu acho que transformou
- 59:20outra coisa. O resumo dessa expressão
- 59:22diferente é uma coisa assim que eu acho que quem for artista vai
- 59:25se identificar muito comigo, né? É que é o seguinte, se você é
- 59:29artista e você é. É porque o que que é dar certo,
- 59:35né? Dar certo é muito relativo,
- 59:36porque às vezes você financeiramente pode não dar
- 59:38certo, mas aquilo te alimentou tanto com com alma, como pessoa
- 59:42que você já deu certo. Mas vamos colocar na prateleira
- 59:44do financeiramente. Se você é um artista que deu
- 59:47certo, todo mundo vai falar que você sempre foi talentoso, que
- 59:50você, Ah, desde pequeno Beto desenhava pra caramba, rabiscava
- 59:54todas as mesas, era o primeiro a ser chamado pro projeto de
- 59:57colégio e tal. Mas se você dá errado.
- 1:00:00Você é o artista, ele é vagabundo.
- 1:00:01Ele nunca quis trabalhar, ele nunca quis levar muito a Sério.
- 1:00:04Então eu acho que não só a opinião de pessoas próximas, mas
- 1:00:09existe 11, é uma percepção EE que que tipo assim se o esqueceu
- 1:00:17o cara de alguma forma que escolheu viver da arte ou
- 1:00:21sobreviver da arte, no caso, aqui no Brasil?
- 1:00:23Ele, se caso ele não conseguir, é porque de alguma forma ele
- 1:00:27sempre teve um déficit, ou ele sempre teve 1111 problema ali,
- 1:00:30de até como responsabilidade, ou ou um problema ali de de de
- 1:00:35agora. Se ele dá certo, se ele se, ele
- 1:00:36vinga, né? De alguma forma, né?
- 1:00:38Mais uma vez que que é dar certo.
- 1:00:39Mas se ele dá certo financeiramente, se começa a
- 1:00:41andar as coisas ali, aí a desculpa passa a ser que ele
- 1:00:46sempre foi talentoso, que. É, eu acho que isso o pessoal
- 1:00:49compara. Comparar pra todas as outras
- 1:00:52coisas, ó, acabou que nosso programa ficou mais extenso.
- 1:00:58Eu vou ter que te chamar mais uma vez.
- 1:01:00A gente vai tá finalizando. Eu vou te dar 111 brinde aqui.
- 1:01:04Da da égua. Vou pedir 3 coisas pra você, pra
- 1:01:09pra gente finalizar e pessoal, a gente vai acabar trazendo ele
- 1:01:12outra vez, porque eu acho que acabou que tem muito assunto.
- 1:01:16Uma é, você já indicou um livro, mas eu acho que você poderia
- 1:01:20indicar. Livro ou filme pro pessoal ou
- 1:01:23série e deixar uma mensagem pros artistas que que que às vezes
- 1:01:28estão querendo 11 insight de alguém que que teve essa essa
- 1:01:32começo Do Nada eu sempre é. Não é que quer dizer que não é
- 1:01:36Do Nada, mas do de uma história que você teve que bater de porta
- 1:01:41e porta. Você tem que meio que fazer sem
- 1:01:43ter aquela não a facilidade, mas não teve a facilidade que muita
- 1:01:47gente tem. Qual a mensagem que você
- 1:01:49deixaria pra esse pessoal? Essas.
- 1:01:52Bom finalizar OOO livro. Eu eu falei né, que é uma carta
- 1:01:56pra um do Bob wolfs, é uma carta pra um jovem fotógrafo.
- 1:01:59Acho fantástico. Eu definitivamente falaria sobre
- 1:02:03Paolo sorrentino, ele ele tá em outro tempo assim a pô, o filme,
- 1:02:08a Juventude beleza, a grande beleza, que inclusive ganhou até
- 1:02:13um Oscar. Parece que de alguma forma ele
- 1:02:15ele é um é o Paulo sorrentino, ele ele transforma o cinema, né?
- 1:02:20Já é uma poesia, mas ele transforma numa poesia lenta,
- 1:02:23sabe? Parece que enquanto que hoje em
- 1:02:25dia todo mundo faz coisas mais apressadas, ele faz você viver
- 1:02:30com junto com ele nos filmes e um outro.
- 1:02:32Termo parar aquele 2 horas e estar com ele acompanhando.
- 1:02:35Exatamente, e ele sempre ressalta a beleza da Juventude.
- 1:02:39Que é uma coisa que é muito passageira, EEEE, ele consegue
- 1:02:43de alguma forma fazer a gente refletir sobre esse esse momento
- 1:02:46que a gente está vivendo agora nesse presente.
- 1:02:48O quanto é Belo essa beleza, né? Da Juventude, então, com
- 1:02:53certeza. Paulo sorrentino, qualquer um
- 1:02:54desses filmes assim, mãos de Deus, Juventude.
- 1:02:57Do Paulo sorrent. Todos, todos.
- 1:02:59Mesmo assim, tipo impecável. O trabalho desse cara é.
- 1:03:04E em relação AA, ao que eu posso compartilhar assim, eu acho que.
- 1:03:08É um pouco disso que eu falei sobre ter coragem EEEE você não
- 1:03:15não deixar esse muro invisível te atrapalhar, sabe?
- 1:03:18É, é ele, ele, ele é um muro, mas ao mesmo tempo é, você está,
- 1:03:21você tem que encher, sabe? Você tem que passar por esse
- 1:03:23muro assim. Eu acho que é esse mundo que a
- 1:03:26gente vive hoje. Não só as opiniões de pessoas
- 1:03:28que se importam com a gente de alguma forma podem nos
- 1:03:30atrapalhar com nossos sonhos, mas também AO próprio, a forma
- 1:03:34como a gente se compara. Por conta das redes sociais, né?
- 1:03:37Então, independente do que você faça, você vai se você vai
- 1:03:41acabar se comparando com com outras pessoas que estão nas
- 1:03:44redes e você vai, vai, você vai, é vai achar que não é
- 1:03:48suficiente, você vai achar que está longe, está distante, você
- 1:03:51e no final das contas, cada caminho é um caminho, sabe?
- 1:03:54Eu acho que cada um tem sua trajetória, seu caminho é, tem
- 1:03:58que ter coragem, de fato, é até brincando com Paulo sorrentino
- 1:04:02passa muito rápido, aproveita a Juventude, aproveita esse
- 1:04:04momento. EE, eu acho que é isso, é
- 1:04:08coragem mesmo assim, coragem em todos os tipos, de de forma, No
- 1:04:11No seu trabalho, seja com que tipo de trabalho você está
- 1:04:14levando. Tem que ter coragem.
- 1:04:17Aproveitando é deixar tua rede social onde as pessoas é, podem
- 1:04:22acompanhar teu trabalho ou comprar e falar da próxima
- 1:04:27disposição, aí que o pessoal queira participar ou acompanhar.
- 1:04:32É a atualmente. Eu vou nesse mês, eu faço 40
- 1:04:36anos em março, é? E eu vou comemorar esses 40 anos
- 1:04:41no parque global, que é um projeto em São Paulo, é 1 MB
- 1:04:45complexo, onde eles estão construindo um hospital
- 1:04:49Einstein, um hotel Emiliano, um shopping center.
- 1:04:52E ali ele tem uma parte do cultural que eu fui convidado
- 1:04:56pelo Adalberto Bueno neto, a Kátia AA é avilleze e toda a
- 1:05:00equipe do parque global pra fazer essa minha exposição.
- 1:05:04Pra adquirir meu trabalho hoje em dia, se não for ali, né?
- 1:05:08Nesse projeto específico, só em Galeria.
- 1:05:10Lá fora é hoje em dia. Eu tô em Galeria em Londres,
- 1:05:14Portugal, Estados Unidos, Grécia.
- 1:05:16Mas isso se acompanha no teu arroba, consegue ver?
- 1:05:19No meu arroba sim, é, é meu arroba, é arroba Beto Gate Gatti
- 1:05:23com 2, 3 e 1 IE. Eu acho que é isso, né?
- 1:05:26Tudo que você me perguntou tá respondido, né?
- 1:05:29Agradecer mais uma vez por você tá aqui, pessoal.
- 1:05:33Entrem aqui. A gente vai deixar A Rede Social
- 1:05:35dele, vai deixar vocês acompanharem a Galeria?
- 1:05:38Curta, compartilhe. A gente vai estar no Spotify, no
- 1:05:41Apple Music e no YouTube. Eu vou ficar devendo a parte 2
- 1:05:46do do podcast coelho. A gente subdimensionou, mas vai
- 1:05:51ter e até logo.