Latest / NABOA / EP 83 | SELO SOCIAL
Transcript
- 0:02Seja bem-vindo e bem-vindo a mais um episódio do na boa.
- 0:06Hoje a nossa conversa é sobre reconhecimento, impacto e
- 0:10transformação. Vamos falar do selo social, uma
- 0:14iniciativa que tem mobilizado empresas, governos e
- 0:17organizações da sociedade civil a olharem para além do próprio
- 0:21umbigo e entenderem que quando se investe em ações de impacto.
- 0:25Todo o território ganha. O selo social é considerado uma
- 0:29das 10 soluções mais inovadoras para implementar os objetivos de
- 0:33desenvolvimento sustentável no Brasil.
- 0:35E não é pouca coisa não, viu? Estamos falando de um processo
- 0:38que conecta diferentes setores, valoriza boas práticas e mostra
- 0:43na prática que mudar o mundo começa no local, no dia a dia de
- 0:49cada comunidade. Então fica comigo, porque hoje a
- 0:52gente vai entender como esse movimento nasceu.
- 0:55Porque ele é tão transformador e de que forma pode inspirar a sua
- 0:59organização, ou até você, individualmente, a gerar impacto
- 1:03socioambiental real? Quem vai contar tudo isso é o
- 1:08Fernando assanti, diretor presidente do selo social.
- 1:12Fernando, muito obrigada por ter aceito o convite.
- 1:15Como assim não esteve antes no na boa, né?
- 1:18Tudo a ver com a proposta aqui e hoje o papa vai ser bom, né?
- 1:21Olá, olá Silvia, olá todo mundo que tá ouvindo a gente.
- 1:24Prazer estar aqui com vocês, né? Conversa ter essa conversa boa
- 1:27no na boa. A gente tá bem feliz de poder
- 1:29compartilhar um pouquinho da história do selo social e
- 1:32mostrar como é que a gente tem feito aí pra fazer a pequena
- 1:34diferença nas cidades do Brasil. Pequena, não?
- 1:38Já tem feito muitas diferenças, né?
- 1:41Bom, mas antes da gente começar a falar do selo social, eu só
- 1:44queria te pedir pra se apresentar um pouquinho e contar
- 1:47um pouco da sua trajetória. Afinal de contas, a gente já tá
- 1:49falando aí de de mais de 15 anos de trabalho no terceiro setor.
- 1:53E com o impacto socioambiental é isso.
- 1:56É isso mesmo, assim eu sou eu sou jornalista, né?
- 1:59Por formação, me formei em jornalismo EE durante bastante
- 2:03tempo. Eu tive a oportunidade de ser
- 2:05repórter de rua assim, né? Trabalhar é, as cidades tinham,
- 2:11né? Então de cobrir pauta de
- 2:12polícia, né, violência, enfim, e ao longo desse processo é de
- 2:18como repórter, eu eu fui me inquietando.
- 2:21De que eu precisava de alguma forma contribuir para melhorar
- 2:24essa realidade, além de só contar ela para as pessoas, né?
- 2:28É, e aí é, é. Fui me envolvendo em movimentos
- 2:31sociais ainda jovem, EE buscando de que maneira podia com as
- 2:36minhas habilidades, né? De comunicação, de escrita.
- 2:39É de conectar pessoas. De que maneira podia contribuir
- 2:43para melhorar um pouquinho da realidade?
- 2:45E aí comecei a me envolver em projetos sociais assim.
- 2:47Eu já tinha um histórico de grupo Escoteiro, ainda como
- 2:50criança, né? De de entender esse movimento,
- 2:53da importância do movimento social, da união das pessoas,
- 2:56pra gente conseguir fazer coisas em conjunto, né?
- 2:58O quanto isso é é, é mais legal, né?
- 3:00Fazer junto. E aí então eu fui somando isso e
- 3:04me envolvendo no movimento social e comecei AA atuar em
- 3:06várias associações, entidades, clubes de serviço.
- 3:10Comitês de bacia hidrográfica, enfim, todos os movimentos
- 3:13sociais que eu tinha oportunidade de contribuir de
- 3:15alguma maneira, eu fui me envolvendo até que.
- 3:18Tanto no social quanto no ambiental.
- 3:20Tanto no social quanto no ambiental.
- 3:21E aí, mais especificamente no ambiental, quando a gente fala
- 3:24de recurso hídrico, assim, da causa da água, é uma questão que
- 3:27me encantou. Assim, eu fui conhecer a as
- 3:29legislações, os movimentos sociais que trabalham com a
- 3:31causa da água. Eu moro na região sul do Brasil,
- 3:34né? A nossa base é em Santa
- 3:35Catarina, que é uma região muito afetada pelo excesso.
- 3:39Pela falta de água, né? Eventos extremos, né?
- 3:41De seca e de e de enchentes. Então isso foi uma causa que me
- 3:45me pegou assim. Então tem atuado nesse movimento
- 3:47aí já há bastante tempo. E aí veio o selo social, né?
- 3:52Como é que foi? Conta pra gente.
- 3:54Então, o que é o selo social e como é que surgiu, né?
- 3:57Essa história? Como é que foi?
- 3:59É é da vida pra esse projeto. Né?
- 4:01Então, o selo social é é um movimento que surgiu de um
- 4:04coletivo de pessoas que já trabalhava no movimento social.
- 4:08E que entendeu que a gente precisava parar de terceirizar a
- 4:13responsabilidade, sabe? Então, quando a gente vai falar
- 4:15com uma instituição social, normalmente vem um discurso de,
- 4:19Ah, olha, a gente queria fazer mais, mas falta iniciativa
- 4:21privada financiar, não tem recurso, poder público não
- 4:25apoia. Quando você vai falar com o
- 4:26poder público, tem todo um movimento de, Ah, a gente faz o
- 4:29nosso trabalho, mas a sociedade não responde com a iniciativa
- 4:32privada, Ah, a gente quer fazer, mas a prefeitura não dá conta,
- 4:35enfim. Então sempre tem um olhar.
- 4:38Exatamente, sempre. Tem 11 assim, a culpa é do
- 4:40outro, né? Eu quero fazer minha parte, mas
- 4:42o outro não me ajuda. Então a gente entendeu que
- 4:45precisava construir um programa, construir um espaço em que a
- 4:48gente pudesse conectar os 3 setores, em que a gente pudesse
- 4:51ter na mesma mesa o poder público, a sociedade civil
- 4:54organizada e as empresas, pra quando a gente pudesse falar de
- 4:57desenvolvimento social, quando a gente pudesse falar da cidade,
- 5:00né? De melhorar aquele território.
- 5:02E quando houvesse esse movimento de dizer, olha, mas isso aqui a
- 5:04prefeitura não está fazendo, a prefeitura possa estar na mesa e
- 5:07dizer, não, espera aí, eu estou fazendo essa parte aqui.
- 5:09Como é que a gente pode somar e fazer junto, né?
- 5:12Então, o selo social surge muito nesse movimento de como é que a
- 5:14gente integra aquela comunidade local pra que a gente possa
- 5:18pensar a cidade e que cada um possa assumir a sua
- 5:21responsabilidade sem terceirizar.
- 5:24E aí eu me conecto com esse movimento em 2017, mais ou
- 5:28menos, então. É, eu tenho uns 8 anos que eu
- 5:31estou conectado ao selo. Ele, ele tem um pouco mais de
- 5:3310, então ele já vinha de outras pessoas fazendo esse trabalho.
- 5:36Quando eu encontro esse movimento, nesse, nessa minha
- 5:39ânsia de querer colaborar com o movimento social, eu falo, cara,
- 5:42isso é incrível. Eu preciso me conectar, né?
- 5:44Eu preciso estar junto com essa galera.
- 5:45E aí eu comecei a participar como voluntário, né?
- 5:48Do selo de 2017 a 2022 1020 eu sou eleito presidente do
- 5:52instituto. Né?
- 5:53E aí construo essa história aí, junto com a equipe da gente,
- 5:56conseguir ampliar, melhorar, melhorar a metodologia EE,
- 6:00ganhar espaços aí pelo Brasil. Muito legal.
- 6:05Agora, como é que isso funciona na prática mesmo, né?
- 6:08Porque tem toda uma mobilização, como você já disse aqui, do
- 6:11poder público, do setor privado, o terceiro setor, enfim, mas as
- 6:15estratégias e os argumentos com cada um.
- 6:19Devem ser distintos, né? Então como é que você chega até
- 6:22eles? Como é que você?
- 6:23A gente tava conversando agora há pouco sobre a sua vinda a
- 6:26Belo Horizonte, por exemplo, né? Como é que é isso?
- 6:29Vocês buscam os projetos, sentem a dor daquele projeto ou.
- 6:34Algo que esteja parado ali no poder público, alguma alguma
- 6:37fiscalização ou implementação? Como é que?
- 6:39Como é que é isso na prática? Silvia quando a gente lança o
- 6:42selo social num território, né? E a gente faz divisões, eu chamo
- 6:45de território. Porque a gente pode fazer numa
- 6:47cidade, pode fazer numa microrregião, né?
- 6:50Ou pode fazer numa microrregião dentro de uma cidade muito
- 6:52grande, né? É quando a gente lança o
- 6:55programa num território primeiro que a gente só vai.
- 6:58A gente só começa esse trabalho quando a gente se conecta com
- 7:01algum ator local. Que entende da realidade daquele
- 7:05território. Então nós nunca fazemos enquanto
- 7:07instituto, selo social. A gente não acorda de manhã e
- 7:10fala assim, vamos fazer o selo social de Belo Horizonte e vamos
- 7:12para a cidade e a gente começa o movimento do zero.
- 7:15A gente sempre precisa da conexão de com algum ator local
- 7:18de Belo Horizonte, seja ele a prefeitura, que tem uma dor de
- 7:22conexão com a sociedade civil, com as empresas, seja uma
- 7:25entidade social que tem essa dor de não se conectar com o poder
- 7:27público, com as empresas. Seja uma empresa que queira
- 7:30financiar um programa de impacto social, mas também não consegue
- 7:33se conectar com essa comunidade, né?
- 7:35E tem essa dificuldade de mobilização.
- 7:37Então a gente sempre chega no território a partir de um ente
- 7:40que a gente chama de articulador local, que é aquela aquele ente
- 7:44que é da cidade e que vira AAA referência para a cidade do
- 7:50programa. Então a gente, nós somos o ator
- 7:52executor, mas a gente sempre tem uma base local pra gente
- 7:55conhecer da realidade local, conhecer dos desafios da cidade.
- 7:58E aí ao chegar no território, a gente primeiro faz um grande
- 8:02diagnóstico. Assim, na verdade, a gente se
- 8:03apropria de diagnósticos que já existem desse território, né?
- 8:07Então a gente tem um grande parceiro que é o instituto
- 8:09cidades sustentáveis, que fazem uma análise é dos 5570
- 8:13municípios brasileiros com base nos ODS, né?
- 8:16Com os indicadores dos ODSA, gente busca dados junto com o
- 8:20poder público local e a partir disso a gente convida.
- 8:25A sociedade da cidade a participar desse programa.
- 8:29Então a gente abre mesmo 11 chamada pública de olha, nós
- 8:32temos desafios a serem superados nessa cidade.
- 8:35A gente precisa de atores locais que se envolvam no programa, que
- 8:38se envolvam nesse, nessa melhoria.
- 8:40E a gente está disposto a colaborar com capacitação, com
- 8:43assessoria, para que esses projetos sejam potencializados,
- 8:46né? Então as pessoas se inscrevem
- 8:48naturalmente num programa como esse.
- 8:51É e muito atraídas. Silvia, isso isso é 11 questão
- 8:54importante do selo social, muito atraídas pela possibilidade de
- 8:56serem reconhecidas por esse trabalho, né?
- 8:59Então, quando a gente fala assim, olha, sociedade de Belo
- 9:01Horizonte, quem quer se inscrever no programa do selo
- 9:03social, a gente tá aqui disposto a dar capacitação e assessoria
- 9:07pra gente melhorar a cidade. E quem conseguir fazer isso com
- 9:10a gente vai receber uma certificação, vai ser
- 9:12reconhecido por esse trabalho. E aí então a gente incentiva as
- 9:15pessoas a participarem, porque nós somos humanos, né?
- 9:18Ou seja, não é só um poder. Um, né?
- 9:20Uma instituição ou um órgão, não pessoas da sociedade civil.
- 9:25Quero fazer diferença, não sei como já pode.
- 9:28Elas necessariamente tem que estar vinculadas a um coletivo,
- 9:31a gente, a gente, a nossa grande utopia do selo social é que
- 9:36todos os grupos da cidade, todos os CNPJs, todas as os coletivos
- 9:41de pessoas. Estejam conscientes do seu papel
- 9:45na transformação social e estejam conscientes da realidade
- 9:48social em que eles vivem. Então é isso, a partir do
- 9:52conhecer onde eu estou, quais são os desafios desse
- 9:54território, eu eu consegui entregar ferramentas para que
- 9:57aquele coletivo de pessoas. E aí tem que ser um coletivo,
- 10:00né? A gente não faz nada sozinho,
- 10:01né? A partir daquele coletivo a
- 10:03gente consiga executar uma ação que melhore aquela realidade.
- 10:06Geralmente são. É, é instituições do terceiro
- 10:09setor que te procuram? Ou é variado?
- 10:11Tem o poder público, tem as empresas também.
- 10:14Mas qual que é a maior demanda de vocês?
- 10:17É bem variado? Silvia depende muito de cada
- 10:19território. A gente tem cidades em que AA
- 10:21maioria absoluta é do terceiro setor.
- 10:24Então a gente de um grupo de 100, tem 70 instituições
- 10:27sociais, né? É.
- 10:29Mas a gente tem territórios em que a gente tem trabalha com
- 10:31grupo de 20, por exemplo, e 15 e 16 são empresas privadas.
- 10:34A nossa maior dificuldade do selo social é a mobilização do
- 10:38poder público. E aí por uma série de fatores,
- 10:40principalmente pela demanda de trabalho, né?
- 10:43Que é que as prefeituras, enfim, acabam tendo.
- 10:46E aí elas têm mais dificuldades de se conectar com o programa
- 10:49como esse. E deve ser muito interessante
- 10:52porque como vocês é atuam em todo o Brasil?
- 10:55É, são realidades muito distintas, né?
- 10:58E aí você vê assim que a solução de um problema.
- 11:01Lá pra região norte é uma, é uma solução completamente diferente
- 11:04pra outra. No centro Oeste é, você vai
- 11:06conhecendo um retrato mesmo do Brasil, né?
- 11:09E aí esse é o aspecto que é muito interessante pro poder
- 11:12público, né? Que eles poderiam se apropriar
- 11:15mais, porque vocês fazem um recorte e estão juntos com as
- 11:19pessoas ali no dia a dia, quem tá ali tentando fazer a
- 11:23diferença e conhece com muita propriedade aquelas realidades,
- 11:25vocês estão lado a lado, né? Então, realmente você se torna
- 11:29um parceiro muito estratégico para quem está no poder público,
- 11:34né? E eles poderiam se apropriar
- 11:36mais disso, né? Agora, essa questão do do do
- 11:39programa se inscreve, e aí o programa todo tem uma duração de
- 11:4312 meses, é isso? E aí como é que funciona?
- 11:46Aí ganha o selo, tem renovação, como é que é, como é que é tudo
- 11:49isso? Legal, deixa de falar sobre essa
- 11:51essa questão do poder público, né?
- 11:53É isso que a gente fala muito para as prefeituras, né?
- 11:56É você, além de de conhecer e se conectar com uma série de de
- 12:00soluções, né, que já estão sendo implementadas em outros lugares
- 12:03pros problemas da cidade, você também coloca a sociedade pra
- 12:06trabalhar em prol do território, né?
- 12:08Que essa grande demanda da prefeitura é essa, né?
- 12:10Como é que eu dou conta de todos os problemas, né?
- 12:12E na hora que você faz 11 grupo, uma coalizão local de
- 12:14organizações de outros setores que podem conhecer os problemas
- 12:18e ajudar na solução, né? É um grande ativo, né?
- 12:21Um programa como esse pra cidade, né?
- 12:22Claro, é porque eu falo eles, eles não vão resolver tudo, né?
- 12:26O poder público não vai resolver tudo.
- 12:28E eu acho que é é quando a gente une, todo mundo fica mais
- 12:31rápido, mais barato, mais efetivo, né?
- 12:35Porque você tá lidando com com o que, o que cada um sabe fazer de
- 12:39melhor. Né?
- 12:40E aí assim, como é que funciona? Então, né?
- 12:43De fato, o programa tem 12 meses de duração.
- 12:46A gente sempre fala, né? Que receber o selo social não é
- 12:49fácil, não é pra ser mesmo, né? A ideia é que de fato, a gente
- 12:52tenha desafios importantes, porque isso é a vida lá fora,
- 12:56né? A gente pra conseguir melhorar o
- 12:57território, melhorar a cidade, a gente precisa arregaçar as
- 12:59mangas e trabalhar duro, né? Então o programa ele pressupõe
- 13:02uma inscrição, e aí na hora que a gente efetiva a inscrição pra
- 13:06esses participantes, a gente tem uma trilha de 12 meses e em que
- 13:10a gente tem AA gente vai alternando, né?
- 13:13Encontros de capacitação presenciais com esse grupo na
- 13:17cidade. Então, a nossa equipe vai até as
- 13:20cidades para fazer o trabalho acontecer, justamente para que a
- 13:23gente possa formar essa rede local, né?
- 13:25Uma das entregas do selo social é que as pessoas se conectem,
- 13:28né? Então que a gente tem esse grupo
- 13:30de pessoas se encontrando na cidade para discutir
- 13:32desenvolvimento social, né? Onde é que é o espaço se a gente
- 13:35parar para racionalizar, né, onde é que é o espaço em que a
- 13:38gente se encontra para discutir o desenvolvimento socioambiental
- 13:41da minha cidade? O selo social se propõe a ser
- 13:44esse espaço em que a gente se encontra pra discutir esse tema
- 13:47e aí a gente vai vai trazendo a capacitação pra esse grupo.
- 13:50Então como é que se escreve um projeto de impacto social?
- 13:53Como é que se mensura o resultado desse impacto?
- 13:55Como é que se estabelece parcerias pra realizar essa
- 13:57atividade? E paralelamente a esses
- 14:00encontros de capacitação, que são mais técnicos, a gente tem
- 14:04uma assessoria, que é um time de consultores, que dá
- 14:07individualmente pra cada participante desse programa.
- 14:11Um acompanhamento pra que ele possa executar a sua ação de
- 14:14impacto social ao longo destes 12 meses e ao final do trabalho.
- 14:18Ao final do tempo ele consiga apresentar algum resultado,
- 14:21mesmo que parcial, né? Então, se o participante está
- 14:26presente nos encontros, faz a execução do trabalho de impacto
- 14:30social, né? É se ele cumpre essas etapas
- 14:33todas. Eu gosto de comparar com uma pós
- 14:35graduação, sabe? Silvia, ter que ir nas.
- 14:37Entregar os trabalhos, tem que fazer o que você e aí recebe o
- 14:40diploma. Quem cumpriu todas aqueles
- 14:42aquelas regras, né? Então, a certificação, ela é
- 14:45entregue para quem deste grupo cumpre todas essas etapas e
- 14:49todos os critérios que a gente vai impondo ao longo do ano.
- 14:51Legal, dá a mão e vai caminhando junto mesmo, né?
- 14:55Porque isso é uma é uma realidade muito do terceiro
- 14:57setor ainda, né? Apesar da gente estar vendo
- 15:01muita profissionalização de alguns processos.
- 15:04Né, de profissionais mesmo, que estão migrando para o terceiro
- 15:07setor e levando a sua expertise para esse setor ainda.
- 15:11A gente não encontra muito, não sei como fazer o improviso,
- 15:15então Ah, comecei a fazer na paixão, no amor que eu tenho
- 15:19pela causa, mas ainda não sabe como escalar.
- 15:22Ou é olhar para aquela situação de uma forma mais estratégica
- 15:26também, né? Então, ou seja, vocês chegam com
- 15:29todo esse olhar, né? Agora vocês seguiam muito pelas
- 15:33ODSS, né, Fernando? Esse seria o início do trabalho,
- 15:36seria entender o perfil de cada de cada instituição, organização
- 15:40ou ou questão ali que foi levantada e fazer, podemos dizer
- 15:44assim, esse match com os objetivos.
- 15:46É isso mesmo, a gente. A gente usa os ODS como sendo
- 15:50norte, né? Primeiro, porque obviamente ele
- 15:53é é uma. É uma agenda que foi consensuada
- 15:56por 193 países no mundo, né? De diferentes aspectos
- 16:00ideológicos, enfim. E que entenderam, né?
- 16:03Que essas lideranças do do mundo inteiro entenderam que a gente
- 16:06tem um norte de construir um mundo melhor na prática, né?
- 16:09Sem o discurso utópico assim na prática.
- 16:12Então, a gente tem objetivos de metas e indicadores pra que a
- 16:15gente possa seguir. Então, se a gente tem essa
- 16:18agenda global consensuada, a gente precisa trazer ela pro
- 16:22nível de ação. E as coisas acontecem na cidade,
- 16:25né? Pro nível de ação local.
- 16:27E aí a gente apresenta isso pro território, pros atores locais,
- 16:30dizendo pra eles, olha. Nós temos um norte, como é que
- 16:33isso dialoga com o território que a gente vive, como é, como é
- 16:36que isso está acontecendo na cidade, né?
- 16:39Então, desses desafios globais, o que que de fato impacta na
- 16:42nossa vida? Como é que a gente pode ajudar a
- 16:45contribuir, como é que a gente pode contribuir com a com a
- 16:47evolução desses indicadores pra que a gente possa melhorar o
- 16:50território? E aí que vem esse esse match que
- 16:53você diz com a gestão da entidade quando a gente fala do
- 16:56do do terceiro setor, né, que é. Veja só, você tá fazendo um
- 17:01trabalho num território que você nem se dá conta de que ele está
- 17:06contribuindo com uma agenda global de desenvolvimento
- 17:09sustentável. E que quando você se dá conta,
- 17:12você consegue alinhar esse trabalho a mensuração de
- 17:15indicadores. Você consegue fazer com que a
- 17:18gente consiga. É entender quais são os pontos
- 17:20de parceria, como é que se se Inter relaciona com outros
- 17:23objetivos, como é que isso impacta na realidade local e o
- 17:27que acontece, Silvia, quando a gente se dá conta disso?
- 17:29A gente entende que tem que profissionalizar, que tem que
- 17:32ter meta indicador que a gente tem que ter é a gente tem que
- 17:35saber pra onde a gente está indo.
- 17:36A gente tem que organizar isso em objetivos claros, em
- 17:39atividades com resultados claros.
- 17:41A gente tem que documentar esse resultado.
- 17:43Então, e aí ao fazer isso, naturalmente a gente consegue
- 17:47melhorar o trabalho, a gente consegue captar mais recurso e a
- 17:50gente consegue financiamento pra ampliar o impacto social, né?
- 17:56E aí quando a gente tem o reconhecimento, a certificação
- 17:58externa. A gente também usa isso como um
- 18:00ponto de comunicação, de marketing pra essa organização.
- 18:04Então a gente vai retroalimentando esse trabalho
- 18:06pra fazer com que esse propósito, né?
- 18:08Que é o que faz a gente começar, né?
- 18:10É o amor pela causa com que isso seja potencializado.
- 18:13Sim, é. E te escutando, me lembrou de
- 18:16uma vez uma palestra que eu fiz, que eu estava explicando o que
- 18:18era OESGE. Foi muito legal, porque um
- 18:21senhor na plateia levantou a mão e falou, eu tenho uma loja lá em
- 18:25Patos de Minas. Eu estou falando aqui do
- 18:27interior de Minas, né? E ele falou, e eu faço isso aí
- 18:30que você tá falando, é esse g que chama?
- 18:33Aí eu falei, bom, é, agora não sei o que que o senhor faz.
- 18:36E aí ele foi contando, e é isso que você tá falando.
- 18:39Ele já fazia muito e ele não dava nome, ele não mostrava o
- 18:43que é super importante, que hoje ainda tem isso, né?
- 18:46Não sei se é uma coisa muito do mineiro ainda, mas já não
- 18:49precisa mostrar. Eu escuto isso muito por aqui.
- 18:52Né? O mineiro tem aquela fama do,
- 18:54do, do como, é quietinho, mas a gente tem que mostrar, sim,
- 18:57porque isso é valor, isso engaja isso, mobiliza isso, incentiva
- 19:00isso, provoca até o concorrente. Então, poxa, se está todo mundo
- 19:04fazendo, eu tenho que fazer também, né?
- 19:05Se não é pela dor, que vá por estratégia, né?
- 19:08Então tem todos os motivos para isso ser, é é mostrado e
- 19:13profissionalizado para realmente ganhar essa escala aí que você
- 19:15está falando, né? É isso mesmo, a gente tem até
- 19:18uma lógica cristã assim, né? Silvia?
- 19:19Do nosso país, de. Daquela ideia de que uma mão faz
- 19:22a outra não precisa saber, né? Então tem muito esse movimento
- 19:25mesmo de Ah, eu faço porque eu eu tenho que fazer e eu não
- 19:28quero que ninguém saiba. E a gente muito desmistifica
- 19:30isso, porque quanto mais a gente, a gente fala das coisas
- 19:33boas, é isso mesmo. Mas a gente inspira outros
- 19:36atores a também fazerem. A gente mostra que é possível
- 19:38fazer e também a gente desmistifica essa lógica de que
- 19:42precisa ter muito dinheiro, né? De que fazer uma ação de impacto
- 19:45social é investir uma grana alta.
- 19:48E a gente tem case inclusive de organizações que passaram a
- 19:52economizar por fazer ações de impacto social, né?
- 19:54Reduzir consumo, né? Então EE passaram AA ter uma
- 19:58gestão financeira mais saudável quando olharam pra esses
- 20:01indicadores, né? Então a gente vai
- 20:03desmistificando esses movimentos aí ao longo do caminho.
- 20:06E o selo também. Ele tem algumas áreas de
- 20:08atuação, né? Eu vi que tem o selo Edu, tem o
- 20:10selo corporativo. Como é que funciona isso?
- 20:13É no final dessa jornada aí de 12 meses.
- 20:16É, é. Recebem o selo social, mas ele
- 20:19tem as essas especificidades, como é que é?
- 20:22Isso foi uma demanda que foi chegando pra gente ao longo do
- 20:26dos anos de trabalho. Assim a gente Oo nosso o nosso
- 20:29programa chefe, né? É o selo social cidade, né?
- 20:32Que é esse movimento que a gente tá falando até agora, né?
- 20:34Se conectar num território, juntar esse grupo E fazer esse
- 20:38grupo ter um trabalho de impacto naquele território.
- 20:40Mas a gente foi começando a ficar a ficar mais famoso.
- 20:43Silvia. E aí as pessoas começaram a
- 20:45ligar pra gente de várias cidades do Brasil dizendo o
- 20:48seguinte, olha, eu queria o selo social aqui em São Luís do
- 20:50Maranhão, eu queria o selo social aqui em Boa Vista,
- 20:54Rondônia, a Roraima, eu queria aqui o selo social e a gente não
- 20:59consegue porque tem, lógico, né? Tem toda uma questão de custo,
- 21:01de investimento, da gente conseguir logística, pessoal,
- 21:05gente capacitada, enfim, né, tendo uma estrutura pra fazer um
- 21:07programa como esse e a gente não consegue dar conta de estar em
- 21:10todas as cidades, em todos os territórios, né?
- 21:13É então o que que a gente foi percebendo, que a gente foi
- 21:16dizendo, não pra muita gente, não, não podemos, tá aí não, a
- 21:19gente não vai conseguir atender vocês não, a gente não vai, não
- 21:21vai dar. E aí cada vez que a gente dizia
- 21:22um não, a gente jogava contra o nosso propósito, que é
- 21:27instrumentalizar essas essas entidades locais, esses atores
- 21:31locais, pra que eles possam ajudar a melhorar a sua cidade.
- 21:34E aí por conta disso, entendendo esse movimento, a gente começou
- 21:38a criar ramificações dessa desse programa.
- 21:41Que pressupõe um atendimento diferente, mas com o mesmo, com
- 21:45a mesma pegada, né? De uma trilha de certificação
- 21:48que tem uma série de desafios e capacitações e entregas.
- 21:51A loja que é a mesma. Mas a gente foi criando métodos
- 21:55pra atender diferentes públicos, com diferentes realidades.
- 21:58Então, por exemplo, nós fomos provocados sobre como é que a
- 22:02gente poderia envolver as universidades do Brasil No No no
- 22:06selo social. E a gente só conseguia envolver
- 22:08instituições de ensino que que estavam nas cidades em que a
- 22:10gente estava presencialmente. Então a gente falou, não, a
- 22:13gente vai precisar criar um programa nacional só pra
- 22:15instituições de ensino. Então hoje o selo ODS educação,
- 22:18né? Ele é a mesma lógica do
- 22:20programa, só que as formações acontecem online e a gente
- 22:24atende o Brasil inteiro com instituições de ensino.
- 22:27Então é 111 grande comunidade de universidades, escolas técnicas,
- 22:34escolas de ensino básico. É que atuam em rede pra que a
- 22:38gente consiga trabalhar os ODSE, pra que a gente consiga.
- 22:41É colocar as universidades jogando a favor das comunidades
- 22:45locais, né? É, e aí tem critérios, critérios
- 22:48específicos, né, como por exemplo, instituição de ensino
- 22:51pra ser certificada, tem que ter um evento sobre ODS dentro da
- 22:54instituição, pra que toda a comunidade daquela daquele
- 22:58grupo, né? Todos os alunos, técnicos,
- 23:00professores, saibam o que que é agenda 2030, saibam o que são os
- 23:03ODSE, consigam ir em direção a isso.
- 23:06E aí da mesma forma, a gente fez um programa também para atender
- 23:08empresas de diferentes localidades, que a gente também
- 23:11tem 11 trilha específica. E aí que a gente vai tratar de
- 23:14temas mais voltados para o mercado de ESG, enfim, então
- 23:18também tem 11 programa específico, mas o cern, né?
- 23:21E todos nascem a partir da demanda do selo social.
- 23:24Muito legal. Agora é a gente falando da
- 23:27questão das udss, né? Do do dessas metas todas, é?
- 23:32A gente já sabe que algumas não vão ser atingidas, ou melhor
- 23:36dizendo, que a maioria, né? Não vai ser atingida até 2030,
- 23:40que essa era a meta inicial da ONU.
- 23:43Inclusive, ela divulgou recentemente que apenas 15% das
- 23:48metas dos ODS estão no caminho certo.
- 23:52Até que ponto que isso? Dificulta o trabalho de vocês.
- 23:57Ou até que ponto isso abre aí ainda mais possibilidades?
- 24:01Ou seja, se não está sendo cumprido, isso quer dizer que
- 24:04ainda tem muito trabalho pra ser feito, né?
- 24:06Então até que ponto que isso é uma balança favorável ou
- 24:11desfavorável pra vocês? É claro que quando a gente olha
- 24:14pros pro mundo, né, é com múltiplas crises, né, com
- 24:18conflitos armados acontecendo por vários territórios.
- 24:22A gente passou ao longo desses últimos anos pela pandemia, né?
- 24:25Que atrasou muito a evolução das metas relacionadas as ODS, que
- 24:29trouxe muita gente de volta pra linha da pobreza.
- 24:32É, impactou muito, né? Nos dados de saúde pública, né,
- 24:35dos dos países do mundo, enfim, é.
- 24:38E a gente vê agora no movimento de dos Estados Unidos, por
- 24:41exemplo, saindo de acordos internacionais parando de
- 24:43financiar agências internacionais como AA própria.
- 24:47É OMS, né? Então a gente tem aí.
- 24:52Muitas crises a serem superadas, né?
- 24:54E isso atrasa nos objetivos. Mas, ao mesmo tempo, o que a
- 24:59gente tem, o que a gente tem se apegado, é muito a esse
- 25:03movimento de olha, a gente precisa como uma estratégia de
- 25:07sobrevivência mesmo, né? A gente precisa cada vez mais se
- 25:11engajar nessas pautas, nas pautas socioambiental, pra que a
- 25:14gente consiga melhorar o nosso, a nossa cidade, né, o nosso
- 25:17território. E aí se a gente fizer a nossa
- 25:19parte aqui. E cada um fizer sua parte no seu
- 25:21cantinho, a gente vai aos pouquinhos subvertendo essa
- 25:24ordem e construindo esse espaço melhor pra gente viver, né?
- 25:28E isso, de fato, quando a gente tá falando da nossa cidade, da
- 25:30nossa casa, do lugar em que a gente tem esse vínculo, a gente
- 25:33consegue mobilizar as pessoas, né?
- 25:35É, a gente tem na os últimos dados, né?
- 25:39Na América Latina, 22% das metas sendo alcançadas, né?
- 25:44Até 2030, o que é um número pequeno, né?
- 25:48Mas que já nos nos dá alguma Esperança de que a gente tem
- 25:50condições de de atender a esses objetivos.
- 25:52A gente tem ferramentas pra pra avançar.
- 25:56E agora, né? No No último fórum político de
- 25:58alto nível, que aconteceu agora no final de julho, a ONU já
- 26:01divulgou 35% no mundo de de avanço, né?
- 26:06Então a gente tem diferentes realidades no mundo, né?
- 26:10OOO Brasil tá em 15% mais ou menos de avanço das das metas.
- 26:15É, mas o governo brasileiro está muito comprometido em a gente
- 26:18nos próximos 5 anos, aí conseguir dar um gás pra pra
- 26:22melhorar isso. E a gente, inclusive do selo
- 26:24social, tem a honra de participar da comissão nacional
- 26:27pelos ODS, né? Que é o é um coletivo de
- 26:30entidades que dá um assessoramento pro governo
- 26:32federal, né? É, é uma comissão nacional
- 26:36oficial, né, que funciona junto à Secretaria geral da
- 26:38presidência da República e que dá esse suporte pro governo
- 26:40brasileiro de como é que a gente vai poder nos próximos poucos
- 26:43anos, né? É trabalhar para criar novas
- 26:46políticas públicas e para financiar políticas públicas que
- 26:49estejam alinhadas aos objetivos, para que a gente consiga
- 26:52acelerar aí nessa reta final, o que é o máximo possível que a
- 26:54gente conseguir fazer. Olha que incrível, não sabia
- 26:57dessa comissão nacional, Hein? Das ODSS?
- 26:59Muito bom, porque eu acho que vai muito de encontro com o que
- 27:01eu já falei, né? De trabalhar com pessoas que
- 27:04estão nos territórios, que conhecem mais dos problemas, das
- 27:07realidades e das soluções, né? Agora a cop 30 ajuda, né?
- 27:12Ajuda a dar uma impulsionada nesse cenário do Brasil.
- 27:15Ela tá aí na porta já, né? Como é que você vê essa questão
- 27:19da da cop sendo aqui no Brasil? De que forma que ela vai
- 27:22impulsionar? E eu acho que a gente também já
- 27:24pode começar a pensar no pós, né, porque muito se falava, até
- 27:28Ah, no final do ano tem a cop e tem a cop e parava o assunto
- 27:31ali, e depois né, que legado que vai ficar.
- 27:34Ah, e o que que vai ter avançado ou não, o que que você tá
- 27:36sentindo? De todo esse esse esquenta pra
- 27:39evento? Eu acho que Oo Brasil é um
- 27:41grande protagonista da pauta de desenvolvimento socioambiental
- 27:44do mundo. Nós somos uma referência mesmo
- 27:48pro mundo. Acho que vale a gente lembrar
- 27:50aqui rapidamente, né, que a gente teve no Brasil a Rio 92,
- 27:53lá No No início da da década de 90, o principal evento de meio
- 27:58ambiente, sustentabilidade do mundo, né?
- 28:00Em que a gente reuniu os países do mundo inteiro pra pensar a
- 28:02nossa pauta de desenvolvimento pro século 21, né?
- 28:05Então o Brasil foi um grande protagonista.
- 28:07Desse desse conceito da agenda do século 21, que é esse
- 28:13conceito da do olhar global e da ação local, que é o que baseia o
- 28:17trabalho do selo social, né? É.
- 28:19E esse conceito foi desenvolvido a partir de eventos no Brasil.
- 28:23O Brasil foi protagonista, em 2012, do evento chamado Rio +20,
- 28:27que foi o evento que começou a pensar nos ODS, né?
- 28:31Que começou a pensar na pauta dos objetivos de desenvolvimento
- 28:34sustentável. Foi no Brasil, em 2012.
- 28:36Então AA gente tem, né? No nosso país, é histórico de
- 28:41ser um espaço de diálogo muito efetivo, com ações efetivas no
- 28:45pós das reuniões que acontecem no Brasil.
- 28:48Nós tivemos agora, né, o ensaio aqui do do g 20, né?
- 28:51No Brasil, em que o Brasil lança também a coalizão contra a fome
- 28:55mundial, né? Com ações efetivas de
- 28:57financiamento para para as pessoas da linha da Extrema
- 28:59pobreza. Nós tivemos aqui hora Oo, brics
- 29:02no Brasil também, com uma série de iniciativas relacionadas a.
- 29:05AA gente trazer aí emergir os países, né?
- 29:09Do sul global. E a gente vai agora pra cop com
- 29:12a expectativa de uma cop de implementação, né?
- 29:16Uma cop que sai um pouco do discurso dos acordos e a gente
- 29:19passe AA pensar de que maneira a gente vai efetivar essas ações,
- 29:22né? Na última cop se falou aí em um
- 29:25trilhão de dólares, enfim, pra financiamento de ações contra o
- 29:28combate ao clima, as mudanças do clima, né?
- 29:31E agora acho que a Copa do Brasil vai muito vir pra esse
- 29:33olhar de como é que a gente vai fazer esse dinheiro chegar pros
- 29:36países que mais precisam pra que a gente de fato consiga
- 29:39implementar essas ações. Eu tô muito esperançoso assim.
- 29:42Acho que é muito simbólico que a gente tem essa copa acontecendo
- 29:44no Brasil, com esse histórico, e na Amazônia, né?
- 29:48É, a gente vai muito se apropriar desse movimento
- 29:52nacional pra que a gente possa se apegar.
- 29:55Aí a importância da gente olhar pra mudança do clima com
- 29:57seriedade que ela merece. Bom, só em 2024 vocês é
- 30:02forneceram 8000 horas de assessoria, né?
- 30:05Pra mais de 700 organizações que foram inscritas.
- 30:09Ou seja, o impacto já está acontecendo.
- 30:11Às vezes as pessoas podem ter a impressão de que as coisas não
- 30:14estão caminhando, mas sim, elas estão caminhando.
- 30:17E acho que você mostrou muito isso agora, né?
- 30:19Nessa, nessa sua fala. Então eu te pergunto, o que que
- 30:22você diria que ainda falta quando o assunto é impacto?
- 30:26Seria terá mais a consciência ou como partir para ação?
- 30:31Eu tenho a consciência, mas eu não sei o que fazer.
- 30:33Ou ainda falta aqueles passinhos para trás ainda, né?
- 30:36E realmente todos nós ou cada vez mais pessoas se apropriar
- 30:40dessa consciência. Silvia é, a gente tem muito
- 30:45orgulho dessa história, né? De de de trabalho.
- 30:47Agora em 2025, né? A gente começou o ano com 967
- 30:52organizações escritas nos nossos programas, né?
- 30:55Quase pertinho de 1000. Aí instituições de vários partes
- 30:58do Brasil junto com a gente, é, mas de fato, na vivência aí do
- 31:02cotidiano das cidades, eu falo pra você, com certeza, assim,
- 31:05que que falta a gente ter consciência primeiro, né?
- 31:09Porque a partir da consciência que a gente pensa nas
- 31:11possibilidades de ação, né? E a gente ainda vê muitas
- 31:14pessoas que vivem nas suas bolhas fechadas e que não não
- 31:19conseguem entender, não conseguem se colocar nesse
- 31:22ambiente coletivo, né? É muita gente que vive de casa
- 31:26pro trabalho, do trabalho pra casa vivendo a sua rotina e não
- 31:29entende o seu papel. EE não entende, na verdade, a
- 31:33realidade local em que elas vivem.
- 31:35Não sabem que a cidade em que elas vivem tem problemas muito
- 31:37sérios e que elas, com as ferramentas que elas têm de
- 31:40conhecimento, de tempo, de recurso financeiro, poderiam de
- 31:42alguma forma contribuir pra gente superar esses desafios,
- 31:46né? Então a gente acaba vivendo os
- 31:48os problemas, né? Que que esses desafios sociais
- 31:51causam reclamando deles. Né, aleatoriamente, mas não tem
- 31:57a consciência de que eu poderia de alguma forma contribuir com a
- 31:59resolução, né? Então acho que esse essa grande
- 32:02consciência coletiva, né? Esse olhar de que a gente vive
- 32:04num ambiente que é formado por uma coletividade, além do do meu
- 32:09ego, né? Eu acho que isso é o que a gente
- 32:12precisa e a gente consegue fazer isso muito conhecendo a
- 32:15realidade local, né? Conhecendo a realidade local.
- 32:19Eu moro numa cidade chamada Camboriú, em Santa Catarina.
- 32:22E aqui a gente vive numa cidade que tem desenvolvimento social,
- 32:27que as pessoas vivem bem, tem qualidade de vida, segurança.
- 32:30É é uma das uma das cidades que tem o maior índice de violência
- 32:32sexual contra crianças no Brasil e talvez 98% da população não
- 32:38saiba desses dados. E eles estão, estão estão
- 32:41publicados, eles estão disponíveis, mas eu saio da
- 32:44minha casa, vou pro meu trabalho, volto pro meu
- 32:46trabalho, vou pra minha casa, né?
- 32:47O meu filho está protegido, então eu não me envolvo nesse,
- 32:50nesse com esse olhar, né? E aí a gente sai um pouquinho da
- 32:53nossa bolha e a gente consegue entender essa realidade.
- 32:55E aí a partir disso, desse impacto, é que a gente pensa, ô,
- 32:58espera aí, agora que eu tenho essa consciência, como é que eu
- 33:00posso ajudar para melhorar isso, né?
- 33:02Perfeito, Fernando, sabe que recentemente eu fiz 11 postagem
- 33:05nas minhas redes sociais, eu parei o meu carro para comprar
- 33:09um cacho de banana num sacolão e do outro lado da rua eu vi
- 33:13algumas pessoas revirando sacos de lixo e elas pegando legumes e
- 33:18frutas ali. Em perfeitas condições.
- 33:20Mas eu vi nitidamente que aquele lixo era do sacolão.
- 33:24E aí eu me perguntei, por que então que o sacolão colocou
- 33:27aquilo ali em sacos de lixo para as pessoas revirarem?
- 33:31E aí eu entrei pra comprar lá minha banana.
- 33:33Mas aproveitei e perguntei aquele, aqueles sacos ali são de
- 33:36vocês? É, mas é porque a gente não pode
- 33:38deixar aqui na porta. Se não vai chegar muita gente, a
- 33:41gente não pode doar. E foi o jeito, o jeito que a
- 33:44gente encontrou. Mas me incomodou profundamente
- 33:47ver as pessoas revirando o lixo para pegar o alimento.
- 33:52E era aquele alimento que não estava comercialmente
- 33:54apresentável. Sabe aquela aquela cenourinha
- 33:57que a pontinha quebrou, a berinjela que deu uma
- 33:59amassadinha, enfim. Mas eu falei, não, isso não está
- 34:03certo, tem, tem tem que ter uma forma diferente de fazer isso
- 34:06aqui, né? E eu fiz essa postagem
- 34:09perguntando para as pessoas o que que a gente poderia propor,
- 34:11o que que a gente poderia sugerir, como é que isso poderia
- 34:13ser feito. E a quantidade de gente que me
- 34:16respondeu falando não tem nada para ser feito, não tem o que
- 34:19fazer. Ah, ou no Brasil a legislação
- 34:21não permite que seja feita uma doação, não, mas não tem jeito,
- 34:25senão o proprietário. E eu falei, não é isso que você
- 34:27tá falando, não, a gente não pode se acostumar, a gente não
- 34:30pode ver essas cenas e achar que não tem nada a ser feito, né?
- 34:34Por outro lado, uma minoria me apresentou algumas
- 34:37possibilidades, eu entrei em contato com alguns projetos.
- 34:41Na redondeza, entrei em contato com alguns algumas empresas que
- 34:44fazem justamente esse trabalho de conectar o alimento que está
- 34:48ali, que não está apresentável, mas para pessoas que não tem
- 34:52condição ou pra projetos sociais.
- 34:54Enfim, solução tem, mas a gente precisa querer, a gente precisa
- 34:57se incomodar e questionar, né? Porque eu acho que até então
- 35:00ninguém tinha entrado ali naquele sacolão e perguntado pro
- 35:02dono, mas por que que você está colocando isso em sacos de lixo,
- 35:06né? Então é isso que você está
- 35:08falando. Me assustou muito, aquele olhar
- 35:09das pessoas. Das respostas de não tem nada a
- 35:13ser feito, mas sempre tem, é esse olhar que precisa ser
- 35:18sacudido, que precisa ser inspirado, né Fernando?
- 35:21É isso mesmo. Assim, a nossa, o mundo seria
- 35:24muito melhor se todo mundo se incomodasse.
- 35:26E que todo mundo que entrasse no sacolão perguntasse.
- 35:29E aí? Nessa 100ª pergunta, o dono do
- 35:31sacolão é dizer pelo eu preciso fazer alguma coisa, né?
- 35:34Eu preciso mudar. Não tá legal?
- 35:36É, não tá legal, né? Então acho que é isso que a
- 35:38gente busca fazer assim, né? Fazer com que as pessoas
- 35:40enxerguem a realidade, se se incomodem com elas e aí e tentem
- 35:44encontrar caminhos, né? Porque é claro que tem, né?
- 35:47Muitas soluções pra pra poder fazer com que esse elemento
- 35:49chegue pra alguém que precisa, né?
- 35:51E é isso é, é, é completamente insano.
- 35:55É uma questão que que precisa incomodar a gente.
- 35:58A gente vive num país que produz mais alimentos do que é
- 36:01necessário pra abastecer a nossa população e a gente tem milhões
- 36:04de pessoas passando fome, né? Então só esse dado, né?
- 36:08Só esse dado já deveria ser o suficiente pra nos incomodar e a
- 36:11gente mudar essa realidade, né? Exatamente.
- 36:13Bom, vocês estão crescendo aí. Já mostrou que só nesse nesse
- 36:17primeiro semestre os números já foram maiores do que o ano todo
- 36:20de 2024, né? Você com certeza vão impactar
- 36:25mais instituições, vão chegar até até mais cidades também.
- 36:28Como é que tudo isso funciona, né?
- 36:30Você falou aí? Então é as pessoas se
- 36:32inscreverem, entrarem no site. Mas como é que toda a estrutura
- 36:36de vocês ela se banca mesmo, né? Como é que vocês vão atrás de
- 36:39parceiros? E quem também quer ser parceiro?
- 36:43Como é que é o caminho? Legal assim, essa é 111 pergunta
- 36:46ótima, né? Quem é que paga essa conta, né?
- 36:48Porque a gente, como eu falei, né, o programa todo acontece
- 36:52localmente, nos territórios a gente tem, né, toda uma
- 36:54logística. A gente necessita de
- 36:56profissionais muito capacitados para que entendam as as
- 36:59diferentes realidades locais, para que possam assessorar.
- 37:03Entidades sociais que às vezes são muito pequenas, que
- 37:05trabalham com voluntários e que querem fazer a diferença com
- 37:08essa estrutura, que tem empresas privadas que às vezes são muito
- 37:11grandes, né? Multinacionais, que tem 11,
- 37:13governança muito robusta e que tem possibilidade de
- 37:16investimento alto. Enfim, a própria prefeitura, né?
- 37:20Que que também tem a sua estrutura própria, suas
- 37:22limitações de ação, enfim, é. Então a gente precisa ter
- 37:26profissionais que que consigam entender essas diferentes
- 37:28realidades e façam esse esse assessoramento.
- 37:31Entendendo essa, essa diferença entre um ente e outro, né?
- 37:35É, então tem um custo de fato para executar o trabalho.
- 37:38E como é que a gente, qual é o nosso modelo, né?
- 37:40Nós sempre que a gente vai lançar um programa, não
- 37:43território, e aí ele vem a partir daquele ente que eu falei
- 37:46lá no começo, né, que a gente chama de articulador local.
- 37:48Então tudo começa quando alguém nos procura e fala, olha, eu
- 37:51queria fazer o selo social no Espírito Santo, né?
- 37:54A gente tá aqui com 11 parceiro nesse movimento agora, né?
- 37:57Olha, a gente tá, a gente quer fazer o selo social numa cidade
- 38:00do Espírito Santo. A gente se conecta com esse
- 38:02ator, com esse parceiro. A gente estabelece um acordo de
- 38:05cooperação técnica com essa entidade social desse
- 38:08território. Então eles passam a ser nossos
- 38:09parceiros oficialmente pra gente fazer o programa acontecer lá.
- 38:13E aí juntos a gente abre um processo de captação de recurso,
- 38:17então a gente constrói um projeto, né?
- 38:19Quantas entidades a gente vai impactar no Espírito Santo e
- 38:22qual é o território que a gente vai estar?
- 38:23E a gente vai para o mercado e oferece esse projeto para alguma
- 38:27empresa privada que queira financiar o trabalho, né?
- 38:31É, nós também temos a possibilidade, Silvia, de a
- 38:34própria prefeitura financiar esse trabalho, né?
- 38:36Do poder público local financiar.
- 38:38Mas a gente tem trabalhado muito mais no viés da iniciativa
- 38:41privada, sob muito a defesa, defesa nossa de que o dinheiro
- 38:45público da cidade tem que ser pra resolver o problema na
- 38:48ponta, né? E nós somos uma entidade meio,
- 38:51porque a gente dá esse assessoramento pra que as
- 38:54entidades locais façam o atendimento da ponta, né?
- 38:57Então a gente busca um financiador, uma marca, uma ou
- 38:59mais marcas, né? Empresas locais que elas nos
- 39:03pagam, então elas financiam esse trabalho como um projeto de
- 39:06responsabilidade social das suas marcas, né?
- 39:09Então o selo social, ele sempre vai pra esse território a partir
- 39:13do Patrocínio de uma marca local.
- 39:15Como os projetos sociais acontecem mesmo nos territórios,
- 39:18né? Então alguém que financia.
- 39:20E aí quando a gente tem os os programas diferentes, como o
- 39:22selo pudesse educação, por exemplo, né, que trabalha, que
- 39:26trabalha nacionalmente, EE de maneira diferente, né?
- 39:29Na Na dinâmica, nós também temos uma marca financiadora, nesse
- 39:32caso é a é a rede EDB, né? A editora EDB é que financia o
- 39:37programa, então ela compra essas vagas e a gente oferece isso
- 39:39gratuitamente para as universidades, escolas,
- 39:41instituições do Brasil. Então sempre é isso, né, alguém
- 39:44que compra as vagas. E a gente?
- 39:46Oferece de graça pra quem participa.
- 39:48Então, a gente não tem esse vínculo financeiro com os
- 39:50certificados, né? Quem se inscreve no selo social
- 39:52ou no selo dessa educação, se inscreve gratuitamente,
- 39:56participa das formações gratuitamente, recebe assessoria
- 39:59gratuitamente e é ou não certificado?
- 40:02Muitos não são inclusive, né? É ou não certificado a partir da
- 40:06dos critérios que a gente exige? Muito bacana, muito bacana, mais
- 40:10uma vez, cada um fazendo o que sabe fazer de melhor, se as
- 40:13empresas têm esse recurso, né? E por que que elas vão fazer?
- 40:16Porque tem tido muitos institutos das empresas, né?
- 40:20Mas por que fazer mais institutos se elas podem apoiar,
- 40:24né? Essa, esses projetos, essas
- 40:26iniciativas que vão usar aí o que, o que eles melhor sabem,
- 40:30que é o caso de vocês, com conhecimento, com a experiência,
- 40:33e eles vão apenas ali apoiar e ganhar escala, como a gente já
- 40:37disse também, né? Bom, quem quer participar, abrem
- 40:41editais, Fernando ou a qualquer momento, quem quer participar
- 40:44pode se inscrever. Como é que funciona?
- 40:46A gente abre, a gente abre inscrições, né?
- 40:49Não tem exatamente um edital, a gente abre as inscrições e
- 40:51divulga elas no período de final de ano.
- 40:55Então, daqui a pouco a gente vai estar com inscrições abertas ali
- 40:57pro final de novembro. A gente sempre indica, né, que
- 41:00os os interessados estejam ligados nas nossas redes
- 41:03sociais, enfim, né, nós estamos lá.
- 41:06Instagram, LinkedIn, TikTok, todas elas como arroba selo
- 41:09social, né? Então porque a gente abre essas
- 41:12inscrições para as cidades em que a gente tá pros programas
- 41:15nacionais, todas são gratuitas, né?
- 41:18É, pode se inscrever e aí a gente vai fechando esses grupos,
- 41:22né? Então em cada cidade a gente tem
- 41:23uma realidade de quantidade de vagas participantes, é, e aí a
- 41:27gente sempre começa o programa no começo do ano, né, e vai ao
- 41:31longo dos 12 meses fazendo acontecer, esse é o padrão, tá
- 41:34Silvia? Que acontece sempre, todos os
- 41:36anos, mas a gente pode ter novidades ao longo do ano.
- 41:41Por exemplo, olha, agora em setembro estamos abrindo pela
- 41:45primeira vez o selo social de Vitória no Espírito Santo, né?
- 41:48Só um exemplo, não estamos nesse momento, mas né, está
- 41:51acontecendo agora, então a gente vai para formar a primeira
- 41:54turma, a gente vai abrir hoje a inscrição da cidade, né?
- 41:57Então é sempre bom ficar ligado nas nossas redes, porque a gente
- 42:00tem que sempre estar divulgando. Novas cidades que estão
- 42:03começando com os programas em diferentes momentos, né?
- 42:05Mas a grande força de inscrição mesmo é no final do ano, quando
- 42:08a gente abre as turmas aí pro pro ano seguinte.
- 42:11Ótimo, ótimo momento. Então ó, pra quem já está
- 42:13escutando e se interessar, né? Vou deixar aqui, como você já
- 42:16disse o site que é o selosocial.org e nas redes
- 42:21sociais, selo social mais fácil impossível, né?
- 42:25Fernanda? Eu só tenho agradecer.
- 42:27Por esse bate-papo, adorei conhecer o selo social.
- 42:31Por favor, quando vierem a Belo Horizonte, quando começarem
- 42:34algum projeto por aqui, me conta, me aciona, que eu quero
- 42:37ir lá conhecer, mostrar de perto e dar cada vez mais visibilidade
- 42:42pra esse trabalho de vocês aí que realmente é transformador.
- 42:45Que bom que vocês estão aqui no na boa pra que cada vez mais
- 42:48pessoas conheçam o selo social, viu a.
- 42:51Gente que agradece a gente já atuou durante um tempo em Minas,
- 42:53aí em algumas cidades na região de Sete Lagoas.
- 42:56Foi uma delícia assim, né? Eu, eu, particularmente defendo
- 42:59que os Mineiros são o melhor povo do Brasil, que ninguém nos
- 43:01ouça com ciúme, mas é, eu acho incrível, né?
- 43:06O acolhimento que vocês têm, enfim, gostam muito mesmo.
- 43:10E a gente está doido pra voltar pra Minas.
- 43:11Quem sabe a partir desse papo a gente consegue, né?
- 43:13Fazer contato com articuladores, patrocinadores e consegue fazer
- 43:16o programa acontecer em uma das 800 cidades aí de Minas Gerais.
- 43:21Com certeza, conte comigo e espero voltar em breve aí para
- 43:24contar o que que vocês têm feito por aqui e pelo resto do Brasil
- 43:27também, viu? Perfeito.
- 43:29Um abraço grande, obrigado. Gostou desse episódio?
- 43:32Siga o nosso perfil e lembre se de classificar o nosso podcast
- 43:35com 5 estrelas e claro, compartilhe com os amigos e tem
- 43:40mais conteúdos como esse lá no meu Instagram você me encontra
- 43:43no arroba Sílvia Castro BC até o próximo episódio.