Latest / SuinoCast · by PPGVET / Dra. Laura Lopes de Almeida: Vigilância Sanitária na Prática | Ep. 285
Transcript
- 0:05Está no ar o primeiro podcast da suinocultura brasileira, o
- 0:10Suinocast. Eu acho que a sanidade é uma das
- 0:14principais qualidades do rebanho hoje em dia, né?
- 0:18É a sanidade do hotel. Então, todos os esforços são
- 0:22para manter esse status sanitário que eu considero que
- 0:25nós temos invejado aqui, né? Siga-nos nas redes sociais,
- 0:29YouTube e Spotify para ter acesso a conteúdo técnico atual,
- 0:34de qualidade, irreverente e gratuito.
- 0:39O Suinocast só é possível através do apoio de empresas
- 0:43inovadoras e que apoiam a educação continuada na
- 0:46suinocultura brasileira. TopGen, onde você encontra as
- 0:50matrizes mais completas do mercado.
- 0:53A excelência está no nosso DNA. Alga Prime DHA da Corbyn, o
- 0:57ômega-three de algas para a nutrição suína.
- 1:06Olá, sejam todos muito bem-vindos para mais uma edição
- 1:08do nosso SinoCast. O meu nome é Guilherme Brantes,
- 1:12sou host do programa. E esse que é um programa leve,
- 1:16um programa democrático, aberto, feito para a academia, feito
- 1:21para o pessoal, para os profissionais da área, para os
- 1:24profissionais da área, com alunos, com professores, com
- 1:28futuros alunos, futuros professores, futuros produtores,
- 1:34dos nossos produtores também, consumidores e eu sempre falo
- 1:38dos nossos não consumidores. Então toda a cadeia envolvida aí
- 1:42da suinocultura dessa cadeia que é riquíssima.
- 1:45E hoje eu tenho uma convidada muito especial, a Laura Lopes de
- 1:49Almeida, que é veterinária, com mestrado e doutorado pela
- 1:55Universidade Federal do Rio Grande do Sul, numa matéria
- 1:58importantíssima que é a epidemiologia e a medicina
- 2:02veterinária preventiva. e um direcionamento específico aí
- 2:07para a virologia. Então, na parte de sanidade, nós
- 2:10estamos muito bem servidos. Laura, me permito te chamar
- 2:15assim, professora Laura ou Laura, seja muito bem-vinda,
- 2:19fica muito bem à vontade. Eu costumo dizer que essa é uma
- 2:23apresentação fria, né? Uma leitura de currículo.
- 2:27E eu gostaria, eu sempre gosto de saber, de conhecer um pouco
- 2:29mais as pessoas, né? Da onde que veio a Laura, da
- 2:33onde que veio esse desejo pela veterinária.
- 2:37Nós somos quase da mesma época, eu formei em oitenta e oito,
- 2:40você formou em noventa. Quer dizer, nós somos da mesma
- 2:42época, estudamos no mesmo período.
- 2:47E é de uma geração que não tinha muitas mulheres na veterinária,
- 2:50né? Mas a entrevistada é a tua.
- 2:53Quem que é a Laura Lopes, pela própria Laura Lopes de Almeida,
- 2:57de onde veio e o que está fazendo nesse trabalho
- 3:00importantíssimo do IPVDF lá do Rio Grande do Sul.
- 3:04Seja muito bem-vinda, Laura. Então, a vontade de trabalhar
- 3:08com veterinária vem desde criança, Guilherme.
- 3:11Eu gostava muito dos animais, né?
- 3:13Nós tínhamos animais de estimação em casa e todos os
- 3:17animais me interessavam, né? Não tinha...
- 3:21Não tinha nenhuma diferença entre eles e principalmente os
- 3:24que estavam mais fraquinhos, mais doentes.
- 3:26Então eu já começava a cuidar, já achava importante que eles
- 3:31ficassem bem, não queria que eles ficassem doentes.
- 3:34E acho que desde criança eu já tinha esse contato com os
- 3:38animais. Eu morei no interior, então a
- 3:40gente também tem esse contato maior com os animais.
- 3:44Essa é a minha infância no interior.
- 3:47Daí, desde criança, botei na cabeça que ia ser veterinária e
- 3:50foi, foi e fui. Me formei, né?
- 3:54E é muito bom, assim, reencontrar os amigos da
- 3:57faculdade agora nesses anos todos, né?
- 4:00É bem interessante, assim, os caminhos que a gente tomou e que
- 4:03a gente se reencontra, né? Muito legal.
- 4:07Eu vou puxar aqui uma questão do IPVDF e tu vai me ajudar a
- 4:14montar a história aí do o andamento da história.
- 4:19Em oitenta e alguma coisa, quando eu estava fazendo a
- 4:23faculdade, eu sempre falo que eu me decidi pela suinocultura numa
- 4:27palestra do Werner Manck em Santa Maria, em oitenta e três,
- 4:32se eu não me engano, e nessa palestra estava o Telmo Vidor, o
- 4:37Telmo vindo do IPVDF, foi um pacotão feito de palestras, em
- 4:44que o Telmo falou da sanidade, da medicina preventiva, e o
- 4:48Werner falou da suinocultura, e ali foi a minha grande decisão
- 4:54para a suinocultura. Eu gostaria que tu explicasse,
- 4:57ou contasse um pouco da história do IPVDF, e depois eu fui um
- 5:02consumidor do IPVDF, acabei fazendo estágio na Cotrigi, e a
- 5:07gente sempre mandava materiais para o IPVDF, para diagnóstico,
- 5:11e era a nossa grande base, da sanidade na época.
- 5:16Então, vamos lá, vamos voltar aí a nossa, rebobinar a fita, né,
- 5:20para quem entendeu o que é rebobinar a fita e falar um
- 5:22pouco lá do IPVDF e a sua importância aí para o Estado e
- 5:27para o Brasil. Então, o IPV, ele foi fundado,
- 5:33né, em mil novecentos e quarenta e oito, então já está fazendo
- 5:37setenta e seis anos, né? e ele é um laboratório
- 5:41referência, sempre foi um laboratório, é um laboratório
- 5:44estadual, e referência para o Estado em questão de saúde
- 5:49animal. Então, na época que a Secretaria
- 5:51da Agricultura trabalhava muito com essa extensão, os inspetores
- 5:56veterinários faziam aquela inspeção e ajudavam, os
- 5:59criadores, a como cuidar, que cuidados fazer, a parte
- 6:03veterinária estava sob responsabilidade do IPV, então
- 6:08os veterinários do IPV iam a campo ver as situações que
- 6:13estavam acontecendo, e a partir daquilo ali eles coletavam
- 6:18material, levavam material para o laboratório, faziam os testes
- 6:21que na época Era possível fazer, estavam à mão, né?
- 6:25Acessível e tentavam resolver. E o IPV foi criado com essa
- 6:29finalidade e para atender três doenças importantes naquela
- 6:33época, que era a febre aftosa, raiva e peste suína clássica.
- 6:38Então, ele foi criado para resolver o problema de peste
- 6:42suína clássica e aftosa. Então, a raiva a gente continuou
- 6:47aí trabalhando com ela, né? Mas...
- 6:50Febre aftosa, a gente está erradicado, sem vacinação.
- 6:53E pés suína clássica, erradicado, sem vacinação, com
- 6:57esse reconhecimento internacional há mais tempo, né?
- 7:00Então, eu diria que é um grande êxito.
- 7:03O primeiro grande êxito do IPV veio na suinocultura, né?
- 7:07E resultado do trabalho de muitas pessoas, né?
- 7:10Inclusive do doutor Telmo, que é um veterinário sensacional, né?
- 7:16Que deixou um grande legado e que todo mundo fala até hoje...
- 7:20do IPV sobre ele, e às vezes a gente encontra alguém de fora e
- 7:24pergunta, ah, e o doutor Telmo, como é que está, onde é que
- 7:27está, o que ele está fazendo, de tão ligado que é o nome dele, a
- 7:32história do IPV, e principalmente, e ele era uma
- 7:36pessoa que se dispunha muito a ir no campo, ele é dessa
- 7:39geração, o pessoal que ia no campo, buscava o que estava
- 7:43acontecendo, trazia o problema para dentro do laboratório,
- 7:46tentava resolver, ir lá de volta e resolver no campo, uma coisa
- 7:51bem audaciosa para a época, né, imagina, a época que foi
- 7:58fundado, que foi na década de quarenta, final da década de
- 8:01quarenta, cinquenta, mas depois isso continuou na década de
- 8:05sessenta, na década de setenta, na década de oitenta, e aí
- 8:10começou, teve uma mudança grande quando mudou o status, né, da
- 8:15peste suína clássica ali na década de noventa, então o
- 8:19diagnóstico de suínos passou muito mais a ser dessas doenças
- 8:23de notificação voltado para vigilância do que exatamente
- 8:27para o diagnóstico, porque elas não existiam mais, ela estava
- 8:32desaparecendo do campo, graças a Deus.
- 8:38Alga Prime DHA da Corbion. O Ômega-III DHA à base de algas
- 8:43para nutrição de suínos em todas as fases de crescimento.
- 8:46Adicioná-lo às rações está mais fácil do que nunca.
- 8:50Acesse direto a fonte original de Ômega-III DHA e aproveite
- 8:54todos os benefícios. É melhor para o planeta, com
- 8:57impacto zero nos oceanos e baixa pegada de carbono.
- 9:01E é fácil de usar. A biomassa de algas altamente
- 9:04concentrada é adequada para múltiplas aplicações.
- 9:07Saiba mais em Corbium.com. Engraçado, eu vacinei para a
- 9:15PESU e na classe. Ainda peguei a vacina para a
- 9:18PESU e na classe. Chegasse a ver, né?
- 9:21Sim, e eu tive a oportunidade dessa semana passada, eu estive
- 9:24num país aqui da América Latina, e estavam vacinando para a
- 9:28Pesquina, então a gente vê como essas diferenças aí.
- 9:34Mas já não assistisse casos, né Guilherme?
- 9:37Não, de Pesquina não, eu acompanhei casos de Algesc, e
- 9:44pegando assim, misturando pontos, vírus ou as espécies,
- 9:48né? A gente teve aquele desafio de
- 9:50joia, né? Sim.
- 9:53Ou dois mil. Dois mil e um, né?
- 9:57Dois mil e um. E eu ia te perguntar, Laura,
- 10:00qual foi o teu grande desafio? Qual foi o grande desafio em
- 10:06relação à doença? Tu comentou aqui de um passo
- 10:10gigante, né? Que foi a questão da evadicação
- 10:13e essa abertura E isso trouxe aberturas de mercados.
- 10:21Qual foi o teu grande desafio como profissional na área
- 10:25específica do laboratório de diagnóstico, ou misturando a
- 10:30epidemiologia ou a virologia, enfim?
- 10:35Foi um pouco de tudo isso. Foi que eu estava mais
- 10:38concentrada na virologia, mas aí com a declaração da retirada da
- 10:44vacinação e com a declaração de livre, não era mais possível
- 10:48trabalhar com o vírus da peste fina clássica no laboratório,
- 10:52porque daí precisaria de um nível de segurança biológico
- 10:56maior, que a gente não tinha na época.
- 10:59Então, um dos principais desafios foi mudar, né?
- 11:02Mandar o enfoque, me adaptar às novas condições.
- 11:06Aí eu acabei trabalhando no doutorado com outro vírus, que é
- 11:10o peste vírus dos bovinos, né? Que é a BVD, que ele é...
- 11:14Ele tem semelhança... É muito aparentado, né?
- 11:17Muito parecido com o vírus da peste suína clássica, mas a
- 11:20gente tem aqui no Brasil, né? Dos ruminantes, né?
- 11:25mas aí com isso eu segui trabalhando nessa parte de
- 11:28virologia, me aprofundando, né, e me despertou mais o meu
- 11:31interesse pela epidemiologia, então saber como funciona.
- 11:36E quando eu terminei o doutorado, surgiu a oportunidade
- 11:40de fazer o concurso do IPV, que fazia muitos anos que não abria,
- 11:44né, então eu tive a felicidade de conseguir fazer o concurso e
- 11:48passar, e foi a realização de um sonho, né, que era um...
- 11:51Era um local encopsado pelos virologistas, nós virologistas,
- 11:56trabalharmos no IPV. Então, eu fiquei muito feliz com
- 12:00isso. E entrando lá no IPV, eu pude
- 12:04ver esse outro lado dos testes oficiais, dessa prestação de
- 12:09serviço, que é participar das certificações das grandes, dos
- 12:14inquéritos do laboratório. e um outro olhar diferente do
- 12:20doutorado, do mestrado e do doutorado, que a gente está
- 12:23pensando só em publicação, em descobrir coisa nova, e dentro
- 12:28do IPV é fazer parte da defesa sanitária, apoiar os programas
- 12:33de defesa sanitária e olhar esse outro lado da veterinária, o
- 12:40lado do criador. Então, como é importante aquilo,
- 12:45né? Que no primeiro momento, ah, os
- 12:47testes vão ser todos negativos, mas que bom que é tudo negativo,
- 12:51é ótimo que é tudo negativo. E o que que tem ali dentro?
- 12:54Então, eu fui descobrindo os novos desafios dentro disso, né?
- 13:00E eu gosto de desafios, gosto de me colocar e ser desafiada.
- 13:07Tem sido, assim, um constante desafio, uma constante
- 13:10redescoberta. Sim, e uma curiosidade aqui,
- 13:15nesses casos de Algés, que vocês participaram também,
- 13:19especificamente em Santa Catarina, que teve um programa
- 13:22intenso de erradicação, puxado pela Embrapa, Sim, eu não
- 13:27participava porque eu ainda não estava trabalhando no doutorado,
- 13:31mas teve um surto de algés que aqui no Rio Grande do Sul, em
- 13:36São Gabriel, no final de dois mil e vinte e um, e nós
- 13:40realizamos a sorologia perifocal, que daí é o que o
- 13:44laboratório pode fazer, né? Os testes positivos foram
- 13:48realizados no laboratório do Ministério da Agricultura. mas a
- 13:52sorologia perifocal, que eram animais assintomáticos, nós
- 13:56realizamos a sorologia ali no IPV.
- 13:59E foi muito interessante, assim, foi um exercício, né, perifocal,
- 14:03de verdade. Foi uma experiência muito legal,
- 14:07assim. Então, chegava as amostras e a
- 14:09gente já estava todo esquematizado, preparado, e
- 14:13tentava liberar o resultado o mais rápido possível, né.
- 14:17Foi uma experiência bem interessante.
- 14:20Deixa eu, estou anotando aqui, deixa eu perguntar essa questão
- 14:25do exercício perifocal. Como a gente sempre se pergunta,
- 14:32eu sempre gosto de perguntar nas empresas como que é nos planos
- 14:36de contingência, independente do assunto.
- 14:42Dentro de uma central do SEMI, se der um falso positivo, a
- 14:47gente já teve alguns falsos positivos, ou algumas, até falso
- 14:54positivo mesmo, dentro de centrais de seme que bloqueia a
- 14:57central por algum período, alguns dias.
- 15:01Mas quando tu fala de exercício perifocal, como que essas
- 15:06questões da contingência, treinamentos, como que a gente
- 15:12está preparado para algum evento.
- 15:17E eu puxo aqui, já misturo, eu gosto de fazer perguntas meio
- 15:20junto aqui, né? Mas já pergunto dessa questão do
- 15:24Newcastle aí, que acabou de dar no Rio Grande do Sul, né?
- 15:28misturando vírus e espécies, como que a gente está em relação
- 15:32a esse tema? Talvez uma explicação que muitos
- 15:35veterinários vão saber, mas se eventualmente alguém nos escutar
- 15:39aqui que não é da área, ter essa garantia ou essa explicação,
- 15:43como que a gente está servido em relação a esse tema de
- 15:47contingências em geral? Guilherme, eu acho que nós
- 15:50estamos muito bem servidos. Eu tenho uma visão muito
- 15:53positiva que o pessoal da Secretaria da Agricultura,
- 15:58principalmente, que é da defesa, que é mais próximo e do
- 16:02Ministério da Agricultura, que está aqui na regional, né?
- 16:05do Rio Grande do Sul, que nós temos contato bom, existe todo
- 16:12um treinamento, existe simulado de gabinete, que se chama, né?
- 16:17Então, eu já tive a oportunidade de participar de treinamento,
- 16:21que era treinamento de campo, treinamento de simulado de
- 16:26gabinete, e isso é feito periodicamente para a febre
- 16:30aftosa, para a peça fina clássica, né?
- 16:34E teve um, acho que foi para o último que eu participei, acho
- 16:38que foi de influenza. Talvez fosse de, tipo assim,
- 16:43fazendo de influenza. Agora não tenho certeza.
- 16:47Mas é interessante porque nesse simulado é discutido todas as
- 16:52etapas necessárias, tudo que precisa ter para esse plano de
- 16:56contingência. E a melhor coisa é estar bem
- 17:00preparado, é ter feito esse tipo de treinamento. e qualquer
- 17:03treinamento é válido, todo treinamento a gente aprende
- 17:06coisa, é importante conversar as pessoas, por mais boba que seja
- 17:11a dúvida, posso usar o celular, posso usar a caneta, posso
- 17:16passar com isso para lá, as pessoas se conhecerem também,
- 17:20esse é dessa regional, mas esteve ali na outra regional,
- 17:24Então, existe um clima de cordialidade, de cooperação, que
- 17:29ele é fundamental e tudo já está descrito, tudo que precisa ser
- 17:35feito já está descrito, as coisas mais importantes, né?
- 17:38Então, é um roteiro que é seguido.
- 17:41Então, não é uma surpresa. Claro, sempre é um pouco de
- 17:45surpresa, mas não é uma surpresa completa.
- 17:49E no caso dessa... Aí, voltando especificamente
- 17:52para o caso de Newcastle, o Estado estava muito bem
- 17:56preparado para um eventual surto de influenza.
- 17:59E, na verdade, é uma doença respiratória de aves, né?
- 18:03Então, estavam muito bem preparados para fazer essa...
- 18:07essa contenção do surto da doença respiratória, e no caso
- 18:12foi Newcastle, então foi a melhor notícia possível, que era
- 18:15Newcastle, a análise molecular que foi feita no Ministério da
- 18:19Agricultura, a gente identificou que é um Newcastle de origem de
- 18:23animal silvestre, né, então muito parecido com outro vírus
- 18:28que já tinha sido identificado aqui em Pombas, né, então aqui
- 18:33no Rio Grande do Sul em Pombas, né, Então, muito provavelmente
- 18:38tem a ver com aquela catástrofe que aconteceu em maio, das
- 18:42enchentes. Então, foi um aviário que teve a
- 18:46tela rompida uma época lá, que foi difícil, as aves... não
- 18:51estavam completamente isoladas, e rapidamente a secretaria,
- 18:56todos os envolvidos se mobilizaram, conseguiram fazer a
- 19:02análise perifocal, a revisão de criações de subsistência,
- 19:07criações comerciais, mas criações de subsistência também,
- 19:11que teve inclusive algumas propriedades, teve uma ou duas
- 19:15propriedades que tinham um caso suspeito, que era compatível com
- 19:18doença respiratória, e o Ministério conseguiu liberar o
- 19:22resultado em vinte e quatro horas.
- 19:24As amostras foram transportadas por avião da FAB, e em vinte e
- 19:28quatro horas se teve o resultado negativo, e um tempo recorde o
- 19:33Estado conseguiu encerrar o foco de Newcastle.
- 19:36Então, eu acho que foi um exercício de luxo, assim, né?
- 19:42para o serviço veterinário e demonstra a eficiência e eu acho
- 19:47que isso traz uma tranquilidade para nós que trabalhamos no
- 19:51Estado, que somos servidores, para os veterinários, como vocês
- 19:55que estão aí, são técnicos, e também para a comunidade, para
- 19:59os produtores que têm, que eu acho que a sanidade é uma das
- 20:05principais qualidades do rebanho hoje em dia, é a sanidade do
- 20:09plantel, Então, todos os esforços são para manter esse
- 20:13estado sanitário que eu considero que nós temos
- 20:16invejável aqui, né? No Rio Grande do Sul, no Brasil,
- 20:21acho que é uma situação sanitária invejável, muito boa,
- 20:24né? Sim.
- 20:26Bom, nessa tua fala aqui, me veio na cabeça um monte de
- 20:31coisa, eu vou jogar aqui para a gente discutir junto.
- 20:34Tu fala de pergunta boba, na verdade não existe pergunta
- 20:38boba, se eu tenho dúvida eu tenho que perguntar.
- 20:42E às vezes não, ao surgir um problema, uma doença, e sendo
- 20:48novidade, a pessoa vai ter dúvida.
- 20:52E daí a importância do produtor ou de quem não sabe, está
- 20:57acontecendo uma coisa diferente aqui.
- 21:02E por isso, desses simulados, eu falei de exercícios, desses
- 21:06simulados, a importância, quem que vai envolver?
- 21:09Quem que vai fazer o quê? Para quem que eu vou ligar?
- 21:12Por que estão me ligando? Quem que eu tenho que acionar?
- 21:16E aí a gente teve também com o vírus, o vírus da Covid, a gente
- 21:20teve alguns simulados na prática e a comunidade aprendeu a
- 21:27gravidade e e muito de biosseguridade também nessa
- 21:31parte. Então, já foi um simulado
- 21:34importante. Acho que tem outra coisa que a
- 21:36gente aprendeu muito com o Covid também, sobre essa informação, a
- 21:40qualidade da informação, como é importante a transparência, e
- 21:44levar a informação e não ficar restrito, não ter segredos, isso
- 21:49gera um certo desconforto e dá margem para uma desinformação,
- 21:55para ter algum tipo de boato, que isso às vezes pode causar
- 22:02preocupação, pode causar um efeito colateral que a gente não
- 22:06deseja. Então tentar ser claro o
- 22:09objetivo e o mais transparente possível.
- 22:13Eu ia te perguntar e tu acabou tocando no assunto.
- 22:17Essa era uma pergunta que eu tinha preparado.
- 22:19Está surgindo um monte de coisa, mas essa eu tinha preparado. era
- 22:24em relação a esse, não sei se a palavra é desbalanço, o fato do
- 22:32evento aí todo climático no Rio Grande do Sul.
- 22:36A gente teve, eu acredito que o menor problema foi o desbalanço,
- 22:45estou falando com uma craque aí de epidemiologia, mas se a gente
- 22:49for os animais, foram privados de ervação, de cuidados.
- 22:53Tu falou de tela rompida. Teve animais que ficaram, teve
- 22:59propriedades que não tinha mais gente para tratar.
- 23:02Então, foi um desbalanço muito grande.
- 23:04E isso é uma aula clássica de epidemiologia, porque as doenças
- 23:08acontecem. E, por outro lado, também a
- 23:13gente pode reforçar, sublinhar com o amarelo aí mesmo, a
- 23:18questão de biosseguridade, né? Tu falou de uma tela rompida,
- 23:22uma pomba, um animal silvestre que tem o vírus.
- 23:30Quais são os outros riscos, tanto na suinocultura como na
- 23:36agricultura, que podem surgir em relação a esse tema hoje,
- 23:41especificamente, Paulo? Olha, é uma ótima pergunta, mas
- 23:46eu acho que a gente... Pergunta para a prova essa.
- 23:49Pergunta para a prova. Pergunta para a prova.
- 23:52E fale tudo sobre isso, aquela prova é bem difícil ainda.
- 23:57Eu acho que é um grande desafio. Eu acho que esse evento
- 24:01climático que a gente passou e ainda está passando, ele
- 24:05provocou alteração no ecossistema e isso a literatura
- 24:10científica tem explorado bastante, tem mostrado muito na
- 24:15questão de saúde única, da importância do meio ambiente no
- 24:20bem-estar dos animais e na criação dos animais e das
- 24:24pessoas, essa interação é importante.
- 24:27Então, eu vejo com uma certa apreensão, assim, eu acho que é
- 24:30um momento de alerta, que a gente precisa continuar alerta,
- 24:35porque podem acontecer coisas diferentes, coisas que nunca
- 24:38aconteceram antes. Por quê?
- 24:41Porque nós tivemos uma grande movimentação de terra, né?
- 24:45Nós tivemos uma grande movimentação de água, de leito,
- 24:49dos rios, né? De alteração do solo.
- 24:51Nós tivemos um grande impacto nessa mata ciliar aí dos dos
- 24:57rios aqui, em volta dos rios do Rio Grande do Sul, e isso vai
- 25:02demorar um tempo para recuperar, e isso tem impacto na fauna, a
- 25:06gente sabe que tem impacto na fauna, e pode ter impacto, ao
- 25:12mesmo tempo a gente teve muito comprometido essas estradas,
- 25:15estradas vicinais que abastecem as propriedades, que interligam,
- 25:20As propriedades, então, novos caminhos estão precisando ser
- 25:24percorridos para chegar a uma propriedade que antes era um
- 25:27caminho usual. Então, novas conexões de rota
- 25:33que está tendo a ração, a troca de lotes, o alojamento para cá e
- 25:40para lá. Então, eu acho que a gente
- 25:43precisa ficar alerta e qualquer coisa diferente que seja visto,
- 25:49Isso que tu falasse, né? É importante que o criador se
- 25:53reporte para os veterinários que atendem ele, né?
- 25:58E a gente está vendo que a maior...
- 26:02Uma das partes mais importantes da vigilância sanitária é o
- 26:05criador e o técnico de campo, né?
- 26:06Aqueles que estão ali perto dos animais.
- 26:09É o primeiro olho, né? Vai depender deles acionar o
- 26:13serviço oficial para a gente conseguir se posicionar e
- 26:17investigar. Mas o melhor é investigar.
- 26:21A melhor alternativa é essa aí, investigar.
- 26:25E eu achei interessante que tu falasse...
- 26:28Sobre o falso positivo, né? Isso no laboratório gera
- 26:31pergunta. Posso ir por aí?
- 26:33Sim. Sempre gera dúvida, né?
- 26:37Ah, deu um positivo, mas aí quando retestou deu negativo,
- 26:41então é um falso positivo. Que bom que é um falso positivo.
- 26:46porque o falso positivo quer dizer que não é positivo.
- 26:50Essa é a melhor notícia, não é positivo.
- 26:54E se deu um falso positivo, demonstra que o sistema está
- 26:59funcionando, porque é previsto que o laboratório encontre falso
- 27:04positivo. É uma chance matemática de que
- 27:08aconteça. A cada mil, mil e poucas
- 27:10análises, uma espera-se que uma reaja. mas na confirmação ela
- 27:17não reage. Então, o sistema está
- 27:21funcionando, o sistema está sensível o suficiente que quando
- 27:24aparecer um patógeno e causar uma doença, o sistema como um
- 27:29todo, o sistema de vigilância, vai funcionar.
- 27:32Então, eu acho que isso é uma boa notícia.
- 27:36É só uns dias de interditado, respirar fundo, uns dias de
- 27:40interditado que vai passar. No reteste vai dar negativo.
- 27:48A resposta não é positiva e negativa, ela é positiva e
- 27:51negativa e tem mais um... Ela é suspeita, não pode dizer
- 27:57que é negativo naquela hora, então investiga de novo para ter
- 28:00certeza de que é realmente negativo.
- 28:03E daí vem, isso é bom, aí investiga de novo e aí dá uma
- 28:09segurança maior de que realmente é negativo.
- 28:13Ou se for positivo, então tá, então é positivo, então vamos
- 28:16investigar o que está acontecendo.
- 28:19Também pode acontecer. Uma discussão que cada vez que
- 28:24eu falo com alguém da sanidade, e hoje eu estou falando com um
- 28:30epidemiologista, eu sempre chamo a atenção da importância da
- 28:36epidemiologia, né? na vida do veterinário.
- 28:40Porque eu tive a oportunidade essa semana de participar de uma
- 28:44semana acadêmica lá em Lages e falar com o pessoal da
- 28:49veterinária dessa ânsia que a gente tem quando está
- 28:53recém-formado e querer resolver doença.
- 28:57Mas o primeiro passo é entender de onde vem as doenças.
- 29:02Como... Não sei se tu pode falar, se tu
- 29:05tem esse... Hoje, se tu tem esse contato
- 29:09direto com alunos ou profissionais.
- 29:11Na formação aí, o que falta? Nós estamos bem?
- 29:16Estamos mal? A gente já foi melhor?
- 29:17Como é que a gente está em relação à epidemiologia?
- 29:21Ao esmiuçar aí das doenças, dos efeitos?
- 29:25Tu falou em mudança de estrada, mudança de...
- 29:27São coisas que às vezes não passam na nossa cabeça, né?
- 29:30O que pode estar passando. Mas é super importante.
- 29:34E isso eu acho que a experiência vai dando pra nós.
- 29:37Acho que é próprio quando a pessoa é mais jovem, tá
- 29:41começando, pensa, ah, tenho patógeno, ah, quero achar o
- 29:44patógeno, vou achar o patógeno. Mas não é bem assim, né?
- 29:48Meu Deus. Claro, tem patógenos diferentes,
- 29:52não estamos falando de qualquer patógeno, mas nós convivemos com
- 29:56doenças importantes na suinocultura, mas com
- 30:01biossegurança e com medidas de manejo que favorecem a saúde dos
- 30:05animais, o melhor exemplo disso é o circovírus, o circovírus
- 30:09está presente em qualquer criação de suínos, mas nós
- 30:12conseguimos produzir animais muito bem Convivendo com o
- 30:17circovírus, nós aprendemos a conviver com ele.
- 30:21Mas quando acontece algum desequilíbrio, algum desbalanço
- 30:25que está favorecendo a doença, o animal pode ficar prejudicado.
- 30:30Eu me lembro, por exemplo, daquela época que teve a greve
- 30:33dos caminhoneiros. Não me lembro em que ano foi.
- 30:37Dezoito, dezoito. Eu lembro bem dessa.
- 30:41Lembra bem. Deu uma questão de
- 30:44desabastecimento muito forte no rebanho e na época ainda existia
- 30:50a investigação do formin, quando tinha alta taxa de mortalidade,
- 30:55tinha que ser coletado o material de soro do lote e
- 30:59enviado para o laboratório. Nós tivemos um aumento
- 31:02impressionante de amostras que chegavam no laboratório E aí eu
- 31:08não entendi, assim, de uma hora para outra, eu não liguei as
- 31:11coisas. Claro, né, eu estava no
- 31:12laboratório, mas aí quando teve o encontro com os inspetores
- 31:16veterinários, não, a gente vai lá e percebe, já fala com o
- 31:19produtor e já sabe que a mortalidade estava relacionada
- 31:23ao problema de abastecimento de ração.
- 31:27Já sabia, mas precisava coletar, coletou e mandou para o
- 31:30laboratório. Mas a gente recebeu um volume
- 31:33incrível, nós dobramos, aquele ano... a gente fez o dobro de
- 31:37formigas, que era o volume esperado do laboratório, o
- 31:41histórico, por causa da greve dos caminhoneiros.
- 31:46Que aula de epidemiologia, hein? É, pois é, né?
- 31:50aumento da mortalidade, aí o que para cumprir a regra, que era o
- 31:54que estava escrito lá na IENE, precisava coletar amostra e
- 31:59mandar para o laboratório, além do veterinário fazer a inspeção,
- 32:03identificar que não era uma doença hemorrágica, ainda tinha
- 32:06que fazer a sorologia para demonstrar que não era peste
- 32:10suína, então acho que aquele ano Especificamente, a gente fez
- 32:15ainda muito mais sorologia do que seria necessário e tudo deu
- 32:19negativo. Demonstrando, reforçando todas
- 32:23as evidências do nosso status de livre e sem vacinação.
- 32:31Deixa eu fazer um comentário aqui.
- 32:33Tu falou que o começo lá foi febre aftosa, vaiva e pé suína
- 32:37clássico. Quando a gente fala de... de
- 32:43vírus, a gente tem a distância até do virologista.
- 32:49É verdade. Dessa grande dificuldade que a
- 32:52gente tem com o vírus em geral. E tem uma frase que eu não gosto
- 32:57e que às vezes é usada aí muito no Brasil, que é a respeito da
- 33:01sanidade dos plantéis da agricultura e da suinocultura do
- 33:04Brasil, a frase que Deus é brasileiro, né?
- 33:08todo o respeito a Deus e as religiões mas aonde que está
- 33:16essa ou se puder nos reforçar aonde que está essa diferença do
- 33:22status sanitário do Brasil em relação a PIRS aos outros vírus
- 33:29mais que nos dão oportunidade como a peste suína africana que
- 33:35abriu fronteiras Abriu fronteiras, não.
- 33:38Abriu possibilidades comerciais gigantes aí para o Brasil.
- 33:41Sim, sim, sim. Nos esclarece mais uma vez um
- 33:45virologista falando a respeito desse diferencial.
- 33:49Não existe, acho que não existe uma resposta simples, né?
- 33:52Mas existe, assim, eu acredito muito que é o conjunto. é o
- 33:59conjunto do cuidado dos criadores, da importância que se
- 34:04deu para a biosseguridade no campo, e essa estrutura de
- 34:09vigilância que foi montada ao redor dessas criações.
- 34:16Eu acho que o Serviço Veterinário Oficial estadual e
- 34:19federal, eles construíram isso, E a gente teve a felicidade
- 34:27também de ter essa barreira, né? Que é a quarentena, a estação
- 34:31quarentenária de Cananéia. Então os animais importados
- 34:35passam por lá, né? Isso é fundamental.
- 34:39Já foram identificados casos positivos de doenças infecciosas
- 34:43lá. E na dúvida, daí os animais são
- 34:46eliminados. Lá não tem conversa, né?
- 34:50não tem mais ou menos, pode ser, pode não ser, é bem rígido,
- 34:56então são protocolos internacionais que foram
- 34:59firmados, que foram sendo firmados numa época que talvez
- 35:04os outros países não levassem tão a sério, e o Brasil levou a
- 35:09sério, uma coisa um pouco contraditória da nossa cultura
- 35:12até, a gente levou a sério a construção desses protocolos, E
- 35:17essas importações, elas foram muito bem controladas e elas
- 35:22evitaram a entrada de patógenos no país por via legal, né?
- 35:27Por via legal. Por via ilegal?
- 35:32Bom, daí eu acho que tem uma cultura dos criadores da
- 35:41produção de valorizar o correto. É outra aula de epidemiologia,
- 35:46né? É, mas é uma opinião minha, mas
- 35:50hoje em dia se suspeita que aquele foco de aftosa, de raiva,
- 35:54né? Tenha havido com animais
- 35:56contrabandeados, né? A suspeita é mais forte, nunca
- 35:59se conseguiu provar aquilo. Mas teriam vindo bovinos
- 36:03contrabandeados da Argentina, né?
- 36:07Então, isso é uma coisa que eu imagino, eu penso isso, né?
- 36:12Que não é... Não é aceitável nos dias de
- 36:19hoje. Acho que a gente avançou nessa
- 36:21cultura da biossegurança, da valorização da biossegurança e
- 36:26dos vários níveis de biossegurança que a gente pode
- 36:30ter. E, de novo, acho que aquilo que
- 36:33tu falasse da experiência do Covid, acho que foi um exercício
- 36:36para todos nós também de que... que é possível fazer um esforço
- 36:41de ter mais biossegurança e que às vezes é impossível, né?
- 36:44Que às vezes o desafio é maior do que a nossa capacidade de
- 36:49evitar ele, né? Mas acho que foi um exercício
- 36:53que a gente viveu, né? E reforçar as coisas que vêm
- 36:57dando certo. E reforçar as coisas que vêm
- 37:01dando certo. Existe toda uma preocupação de
- 37:05acompanhar a legislação, existe um diálogo, uma comunicação
- 37:11entre os criadores e o serviço oficial, acho que é muito
- 37:15produtivo. Existe uma comunicação em
- 37:19congressos, entrevistas como essas que eu estou aqui.
- 37:23Estamos fazendo uma discussão sobre esses assuntos.
- 37:28E eu acho que a gente só tem a ganhar investindo em
- 37:32biossegurança. Acho que a gente só tem a
- 37:35ganhar. Já pensou em estar no top um por
- 37:37cento da suinocultura? Acesse academiasuina.com.br e
- 37:42invista no seu conhecimento. O Suinocast só é possível
- 37:47através do apoio de empresas inovadoras e que apoiam a
- 37:50educação continuada na suinocultura brasileira.
- 37:54DSM Firmenich, moldando o futuro dos cuidados com suínos.
- 37:58Polinutri Nutrição Animal, juntos vamos mais longe.
- 38:03Seva, sempre com você, além da saúde animal.
- 38:09Muito bem. Então eu minto para o nosso
- 38:10final médico aqui. Olha só, maravilhoso.
- 38:14Eu gostaria que tu comentasse um pouco dessa questão da mulher
- 38:22veterinária. Hoje é muito comum, o número de
- 38:27mulheres na veterinária hoje está bem maior do que, imagino,
- 38:30quando tu se formou. E os desafios que foram
- 38:36enfrentados e que foram vencidos.
- 38:40Foram, foram. Eu fico muito feliz hoje em dia
- 38:44de ver as meninas, de ver a participação feminina,
- 38:49principalmente na suinocultura. Na época que eu fiz faculdade, a
- 38:54suinocultura era um reduto dos meninos.
- 38:57Na faculdade existiam certos assuntos, não sei se acontecia
- 39:01contigo na sala de aula, as professoras já davam um toque,
- 39:05isso aqui é assunto para os meninos, isso aqui não é muito
- 39:09área das meninas e tal. E hoje em dia eu vejo a
- 39:12participação da mulher em todas as áreas, na suinocultura não é
- 39:15diferente, e fico muito feliz, muito feliz mesmo.
- 39:20E eu enfrentei assim, e na época nem achava que era tanto
- 39:23machismo, mas hoje em dia olhando para trás eu enfrentei
- 39:26muita discriminação por ser mulher na veterinária, de não
- 39:31poder concorrer a algum posto de trabalho. algumas coisas assim,
- 39:35porque não era nem vaga aberta pra mulher.
- 39:38As vagas já diziam, deve ser feminino ou masculino.
- 39:42Já era ali. E a gente nem questionava.
- 39:46E isso evoluiu muito e eu fico muito feliz com isso.
- 39:51E por que não, né? Não tem nem...
- 39:55Não tem nenhum motivo pra não... Eu fiz estágio com uma
- 39:58veterinária de Porto Alegre. Aí vou de...
- 40:02É legal, muito bom. Muito bom poder falar contigo,
- 40:08Laura. E a gente sempre pergunta aqui
- 40:11no final coisas que os profissionais fazem fora da sua
- 40:17rotina de laboratório, da sua rotina de epidemiologia, de
- 40:21virologista, coisas para o ócio criativo.
- 40:26O que você tem a nos compartilhar de algum livro,
- 40:29alguma série, algum... ou alguma coisa que te faça algum lazer
- 40:36para compensar ou equilibrar a vida do laboratório, a vida...
- 40:41Ah, eu gosto muito de jardinagem, né?
- 40:44E eu tenho cultivado suculentas, assim, é um exercício de
- 40:49aprendizado, de tentativa e erro. que eu gosto muito da
- 40:55jardinagem e gosto muito de leitura também.
- 40:58Gosto muito de ler. Gosto muito de ler ficção.
- 41:01Continuo lendo Agatha Christie, que eu acho sensacional.
- 41:05Adoro o mistério. Quem é o assassino, né?
- 41:11Quem é o assassino. Então, todo filme, série que tem
- 41:16a ver com isso também, com mistério, intriga, eu acho
- 41:21legal, eu gosto. Legal, um prazer falar contigo,
- 41:26te agradeço. Nosso agradecimento e
- 41:29reconhecimento também pelas barreiras que a gente está
- 41:33garantindo na sanidade de estado, de país, e esse
- 41:39diferencial que o Brasil apresenta no mundo, tanto na
- 41:44suinocultura quanto na avicultura.
- 41:45A gente tem que agradecer os profissionais que estão à frente
- 41:49dos laboratórios e a frente do campo, todos que estão nos
- 41:52escutando aqui e fazendo isso também.
- 41:55Um agradecimento especial e deixo a palavra aberta para o
- 41:59comentário final teu, Laura. Muito obrigado.
- 42:02Muito obrigada, Guilherme, eu gostei, foi um prazer aqui ter
- 42:06essa entrevista contigo. E uma coisa que eu estava me
- 42:08recordando agora que tu me perguntasse dos meus desafios
- 42:11profissionais, teve um desafio que eu me deparei no IPV, que
- 42:17foi a garantia da qualidade, que é trabalhar com a acreditação da
- 42:23ISO XVII. que eu já conhecia a virologia, já me achava
- 42:30preparada para enfrentar qualquer situação, e aí, não,
- 42:35mas aqui tem que ser tudo com isso, e eu disse, mas o que é
- 42:38isso? E aí fui estudar isso, fui me
- 42:41enquadrar dentro da ISO, e foi uma grata surpresa, assim,
- 42:45porque é uma coisa estimulante, é uma coisa difícil de fazer,
- 42:49não é uma coisa assim banal, fácil, né?
- 42:52Mas é uma coisa transformadora, que me fez entender melhor o que
- 42:57é trabalhar no laboratório e ter tudo bem documentado e ter tudo
- 43:02auditável e participar de ensaios interlaboratoriais,
- 43:07trabalhar de... provas de proficiência, isso passou a ser
- 43:10uma coisa natural e toda essa nomenclatura é diferente, né?
- 43:15E que nos dá muita satisfação ver o selinho ali no laudo, no
- 43:19resultado, ver que aquilo ali é fruto do trabalho de muita
- 43:23gente, né? E que torna o teste válido em
- 43:26qualquer laboratório do mundo, né?
- 43:29E é a certificação da sanidade dos animais, né?
- 43:33É um documento simples, assim, que está dando, que é fruto do
- 43:37trabalho de tanta gente, né? Então, eu tenho muito orgulho de
- 43:41trabalhar num local que a gente pode fazer isso.
- 43:44É muito gratificante. Literalmente, da teoria à
- 43:48prática, né? Está fazendo e está calibrado,
- 43:51certificado. Muito bom, muito obrigado,
- 43:54Laura. Continuamos aí no nosso caminho
- 43:58da suinocultura. Um grande abraço.
- 43:59Então tá bom, obrigada. Até logo.