Latest / Os Agilistas / #318 - Vale: da complexidade decisória ao plano de negócio integrado
Transcript
- 0:08Bom dia, boa tarde, boa noite. Vamos começar mais um episódio
- 0:11das de listas hoje aqui da é da página da tem com Ramon.
- 0:14E aí, Ramon, tudo bom? Tudo.
- 0:15Bem, boa tarde. Então hoje nós vamos falar, acho
- 0:18que os ouvintes estão acostumados, que eu sempre falo,
- 0:20que eu gosto muito de cases reais e principalmente de
- 0:23empresas que são empresas tradicionais e que estão usando
- 0:27tecnologia de uma forma. Que realmente gera valor.
- 0:30Eu gosto disso porque isso é muito mais inspirador, né?
- 0:33Pra maior parte das pessoas que ouvem o podcast do que somente
- 0:36os cases de empresas nativas digitais.
- 0:38Não que não tenham bons cases, mas às vezes não não ressoa.
- 0:41E hoje, então nós temos um case muito interessante no âmbito da
- 0:44vale, que envolve toda a integração da cadeia logística
- 0:47da vale, da cadeia de ação de valor da vale, que como vocês
- 0:50vão ver ao longo do episódio de algo extremamente complexo, né?
- 0:53A magnitude da da tudo quando a gente fala de vale, né?
- 0:56Tudo é muito complexo. Para isso, eu estou com 2
- 0:58convidados aqui hoje, que, como sempre, eles vão se apresentar.
- 1:02Estou aqui com o Marcelo coelho. Tudo bem, Marcelo?
- 1:04Tudo bem justa? Então podia se apresentar
- 1:06rapidamente. Marcelo, falar um pouquinho
- 1:08sobre seu background, que que você faz na vale?
- 1:10A minha formação é de engenharia elétrica, né?
- 1:13É por formação, os. Melhores engenheiros, né?
- 1:16Os melhores engenheiros, os mais simpáticos, humildes e o destino
- 1:20me levou para a parte aí de informática logo no começo,
- 1:23desde estágio depois eu gostei, fiz um mestrado em informática,
- 1:28fiz uma pós graduação, fiz alguns MBASE, sempre trabalhei
- 1:32nessa parte de logística, comecei na parte de ferrovia
- 1:34durante muitos anos, né? Estou falando aqui na parte de
- 1:36tecnologia para ferrovia, né? Tanto a parte de material
- 1:39rodante quanto outros. Depois fui responsável por
- 1:42colocar o primeiro sistema de. Ferrovia em plataforma baixa e
- 1:45eu era estagiário do IBMB frame alguns devem ter ouvido no livro
- 1:49de história. Aí depois eu fui para a parte de
- 1:51Porto, é ajudei a trocar todos os sistemas de portos da vale
- 1:53como gerente já na época. E depois eu fui para o COI
- 1:57centro, né? De operação integrada da vale,
- 2:00para a gente pensar aí no IDP, que vai ser o papo de hoje.
- 2:03Então essa é a forma resumida da minha.
- 2:04Sentir com o Marcelo é um engenheiro igual a eu.
- 2:06Ou seja, não sabe nada de engenharia, né?
- 2:08Não estamos aqui também com Douglas pimenta.
- 2:12Tudo bom, Douglas? Muito bom.
- 2:13A chuster, obrigado pelo convite, obrigado pela parceria,
- 2:17meu nome é Douglas pimenta, sou coordenador de tecnologia na
- 2:20vale, trabalho com o Marcelo também.
- 2:22Costumo dizer que sou formado na base, né, como metrô na vale tem
- 2:25tem 20 anos e comecei como estagiário técnico na área de
- 2:28laboratório, área de negócio. Daí fui estudando, formei em
- 2:31sistema de formação, depois fui para o mestrado, mestrado em
- 2:36inteligência artificial, passei por áreas de negócio, como COI.
- 2:40Laboratório passei por implantações de sistemas de
- 2:42gestão de produção. Cheguei na área de
- 2:44desenvolvimento de produtos e depois fui pra tecnologia, a
- 2:47área de formação mesmo. Então, na tecnologia, entrei
- 2:49pelo centro de inteligência artificial.
- 2:51Estive lá durante 5 anos para implantação de soluções de ar
- 2:55iniciais da Varig 2017, até chegar no na área responsável
- 2:59pelo as soluções de marketing, vendas e cadeia de valor na
- 3:03estrutura do Marcelo coelho. É excelente, então vamos começar
- 3:06assim a entrar no tema, né? Como o Marcelo comentou no Oo
- 3:09tema que. Está por trás aqui é OIBP, que
- 3:12significa integrated Business planning, mas antes da gente
- 3:15entrar no conceito aí do do IBP propriamente dito, isso é
- 3:18interessante. Marcelo, você descreveu um
- 3:20pouquinho que operação é essa que a gente precisa planejar de
- 3:23forma integrada, né? Qual o tipo de desafio com o
- 3:26qual você lidou, né? Você, os 2 lidaram aí as
- 3:29equipes, né? E sobre o qual falaremos agora,
- 3:32pessoal conseguir entender o que que estamos falando.
- 3:34Vamos tentar falar sobre isso daqui.
- 3:37É um pouquinho às vezes complicado, de uma forma bem
- 3:39simples. Ficado.
- 3:41A gente tem várias Minas. Onde estão a parte do minério de
- 3:44ferro, né? Vou exemplificar que o minério
- 3:45de ferro, para ficar mais simples dessas Minas, a mãe
- 3:48natureza nos deu uma qualidade. Seja ela física, seja ela
- 3:52química, e essa qualidade ela é muito diferente uma da outra.
- 3:55Então, o primeiro ponto que a gente tem que trabalhar aí é
- 3:57como extrair isso nas Minas, a gente pega esse minério, faz um
- 4:01processamento inicial nas Minas, né, em alguma usina, e vai para
- 4:05o pátio. Isso que a gente chama de pátio
- 4:07de produtos primários ou próprio produtos.
- 4:09Aí tem alguns nomes, né? A partir daí você vai
- 4:11transportar esse minério para 11 Porto.
- 4:13Normalmente, como nós temos várias Minas, nós vamos precisar
- 4:16fazer blend, ou seja, misturar esses minérios em alguma
- 4:19quantidade, e aí tem. Uma complexidade, porque como
- 4:23você tem uma massa muito grande de minério, tem um teor de
- 4:25ferro, um teor de sílica, por exemplo, é alumínio.
- 4:28Você tem que fazer uma combinação que você consiga,
- 4:31nessa mistura de massas, chegar na especificação final do
- 4:34produto. Meu carro, como eu brinco, vai
- 4:36ser assim, né? Nessa especificação, e devido à
- 4:38variabilidade, você não tem uma receita de bolo para fazer isso
- 4:42o tempo todo. Você tem a especificação final e
- 4:44você aí vai ter que construir receita de bolo.
- 4:46Uma vez movimentado isso para os portos e a gente vai blendando
- 4:49ao longo da cadeia, a gente blenda.
- 4:50Quando carrega o trem, a gente blenda, quando descarrega o
- 4:53trem, a gente blenda, quando carrega o navio, né?
- 4:56A gente tem que ver A Fila de navios, cada navio vai para um
- 4:59destino, tem clientes, a gente manda para alguns CDS externos.
- 5:02Nós temos operações em alemão, operações da Malásia, temos
- 5:06vários portos na China que não nos pertencem, mas nós operamos
- 5:09lá e temos também alguns postos na Europa.
- 5:12Então, quando a gente fala de planejamento da cadeia
- 5:14integrada, é você fazer um planejamento que preveja em
- 5:17algum Horizonte de tempo. Nesse caso, eu vou falar de 24
- 5:19meses, que é normalmente. Gente que OBP faz como nós vamos
- 5:22extrair, como nós vamos movimentar, onde nós vamos
- 5:25blendar e. Quais os custos?
- 5:27Envolvidos com essa operação, quais as margens?
- 5:30Como vai ser a previsão de receita baseado nisso?
- 5:33Obviamente, depois tem vários desdobramentos e quando a gente
- 5:36fala em BP assim, eu vou tentar resumir em 5 grandes reuniões,
- 5:41tem um processo bem detalhado por trás disso, mas assim, a
- 5:44primeira é a definição do portfólio.
- 5:47Isso se aplica a qualquer indústria, tá?
- 5:49Você vai definir o seu portfólio, como vai ser o meu
- 5:50portfólio de produtos? Vou produzir mais o produto
- 5:53AOBEOC, né? Eu brinco e falo assim, se fosse
- 5:55refrigerante é Fanta uva, Coca-Cola, o que que você vai
- 5:58produzir, né? Você define esse portfólio uma
- 6:01vez? Define esse portfólio usando
- 6:02parâmetros de mercado, verificando, por exemplo, quanto
- 6:05que seus concorrentes vão produzir, verificando questões
- 6:08relativas, aproveitamento, sucata.
- 6:10Tem tem toda uma inteligência de mercado em volta, que a gente
- 6:13chama de é marketing intelligence.
- 6:16Que a gente precisa saber e precificar essas coisas.
- 6:19Então, definido seu portfólio, você começa.
- 6:22Depois, na segunda etapa que a gente chama, que é o
- 6:24planejamento de demanda, eu vou pegar esse portfólio e vou.
- 6:27Verificar quais contratos de longo prazo eu tenho, se parte
- 6:30desse portfólio. Eu eu não tenho contrato, vou
- 6:33precisar ter contrato e faço. Então meu planejamento de
- 6:36contratos, meu planejamento demanda a terceira etapa.
- 6:39A gente chama de supply review, que a gente hoje usamos
- 6:42otimizadores, né? Que são prescritivos.
- 6:44A gente pega todas as nossas. Capacidades com a minha
- 6:47capacidade na mina, né? Consigo produzir quanto massa,
- 6:50qualidade. Quais são as minhas restrições?
- 6:52Eu vou ter manutenções em algum equipamento crítico?
- 6:55Eu não vou ter. Você coloca isso dentro de um
- 6:57otimizador, esse otimizador, verifica essas limitações e
- 6:59fala, olha, baseado aí no portfólio, nesse planejamento da
- 7:02demanda, nós vamos conseguir produzir assim, dessa forma,
- 7:05blendando nesses lugares. Isso em nesse Horizonte de 24
- 7:09meses. Estou falando em buckts mensais
- 7:10que a gente fala, né? Dado isso, a gente gera alguns
- 7:13cenários para tomada de decisão. Aonde Oo board?
- 7:17Decide qual o cenário vai seguir.
- 7:19Então esse esse é OIBP de forma resumida só.
- 7:22Só esses cenários varia, inclusive o portfólio também.
- 7:24Varia Oo. Fora e varia os volumes, porque
- 7:27dependendo do cenário, você pode ter um cenário mais restritivo,
- 7:30você pode ter um cenário mais ousado por causa de questões
- 7:34como a nossa matéria prima. Ela varia muito.
- 7:36A gente depende de expansão de Minas e depende de outras
- 7:39questões. A gente pode ter pontos que
- 7:42existe um risco naquele volume que você está falando.
- 7:45Não é determinístico, né? Então você põe alguma
- 7:48probabilidade, algum risco nesses assuntos.
- 7:50E aí você gera cenários, aí você pode ter um cenário não tão
- 7:52otimista, um realista e um otimista.
- 7:55Aí o board, que são os executivos mais sérios, eles
- 7:59verificam essas questões e decidem em qual o cenário vamos
- 8:02seguir. Então, de forma geral, é isso
- 8:04que nós trabalhamos, né? Em termos de processos, em
- 8:07termos de sistemas, em termos de pessoas, né?
- 8:09Que aí eu vou fazer um parêntese aqui, independente da
- 8:12tecnologia, independente do processo que a gente nota aí.
- 8:15Dependendo do próprio inteligência artificial, para
- 8:17mim, o grande diferencial que a gente vai ter é a gente ter
- 8:21pessoas capazes de se adaptar a essa rotina, porque a nossa
- 8:24tecnologia, né? Eu brinquei aqui, né, que é
- 8:27antes da da gente começar. Eu falei assim, eu sou da área
- 8:29do bit lascado, né? Tecnologia mudou demais, né?
- 8:32E todo dia muda muito. Se você não tiver as pessoas com
- 8:35essa capacidade de adaptação, de usar essa tecnologia para
- 8:38resolver um problema, aí nós vamos ter um outros desafios.
- 8:42Então, assim, as pessoas, elas precisaram ter sido.
- 8:45Preparadas para isso, para esse modelo de IBP, para rodar?
- 8:48Isso é uma cultura toda que você tem que trabalhar, né?
- 8:52E esse programa aí que nós tivemos a oportunidade de
- 8:54participar, nos permitiu ver todas essas dimensões, ver
- 8:58processos, ver tecnologia, ver pessoas, ver comportamentos.
- 9:02Então só só uma curiosidade, porque OIBP é um é um termo de
- 9:05mercado, certo? É um termo de mercado.
- 9:07E é específico para mineração ou não para a indústria como um
- 9:10todo? OIBP é uma evolução, até onde eu
- 9:12sei, do SNUP. Que foi criado pela Oliver
- 9:16White. Oliver White depois desenvolveu
- 9:18esse conceito de IBPEBPE. Você usa para qualquer coisa.
- 9:22A Nestlé usa. As grandes empresas usam o
- 9:25modelo de IBP, que é justamente o que eu vou definir, meu.
- 9:27Portfólio pode ser um portfólio de tecnologia.
- 9:30Vamos pensar que é a dti, né? É o portfólio de tecnologia.
- 9:33Ah, olha, eu vou separar meu portfólio nos clientes que eu já
- 9:35tenho na minha carteira, mas eu quero também no meu portfólio
- 9:39investir em algumas startups. Eu quero investir nesse segmento
- 9:43estratégico. Essa definição do portfólio,
- 9:45quando você vai para a parte de demanda dos contratos, você fala
- 9:47assim, Ah, esses contratos eu já tenho com o empresário, com AB,
- 9:49esses aqui eu não tenho. Então nós vamos trabalhar esses
- 9:53contratos que eu não tenho. De que forma?
- 9:55Então você vai organizando isso e depois você fala assim, tá,
- 9:58mas se tudo isso que eu planejei acontecer.
- 10:01Será que a minha força de trabalho é suficiente?
- 10:03Eu tenho os componentes que eu consigo é, eu tenho arquitetos,
- 10:06eu tenho cientistas de dados, eu tenho as habilidades necessárias
- 10:10para fazer essa implementação. Então, o integrated, ele não é
- 10:13uma integração da mina com o Porto e com a ferrovia, não.
- 10:17O integrated é desses 3, dessas 3 etapas de planejamento.
- 10:20Sabe o índio? O integrante é do integrante do
- 10:22case. Do negócio é.
- 10:24Você vê um negócio sobre todas as óticas e você é, eu brinco e
- 10:29falo assim, é como se você tivesse o controle do.
- 10:31Carro e vai fazer viagem. Obviamente, quando você viaja
- 10:34você pode ter uma rua interditada, você pode ter essas
- 10:36questões, mas você traçou uma rota, você falou, vou por aqui,
- 10:40eu sei mais ou menos os custos que eu vou ter, né?
- 10:43Seja para dormir, seja para comer, seja de combustível, você
- 10:47faz esse planejamento OIBP. Ele vem numa filosofia de
- 10:50organizar isso nesse nível que eu estou falando, que a gente
- 10:53chama de Tati, que são 24 meses, obviamente você tem outros
- 10:56planejamentos, você tem uma estratégica de 30 anos,
- 10:58principalmente mineração, que é um negócio mais longo, né?
- 11:00E depois você diz. Dobra isso, né?
- 11:02Você tem horizontes menores de 6 meses, 30 dias semanal, até ter
- 11:07Oo real time ali que você está controlando a posição do trem, a
- 11:10posição do navio e esse tipo de coisa.
- 11:11Então, OIBP, é para você ter essa visão, vamos dizer assim,
- 11:14holística do seu negócio e o planejamento futuro.
- 11:17E ele é Rolante todo mês. Você tem que rever.
- 11:20Eu gosto de comentar, né, cumprimentando o Marcelo assim
- 11:23que OIBP. É deixar a decisão ser tomada no
- 11:26momento correto, ou seja, levar os níveis.
- 11:29De forma correta, descolonamento igual o Marcelo falou.
- 11:32AA mineração é indústria de longo prazo, então ela é pensada
- 11:36desde o início da sua, da sua extração até o fim de
- 11:39finalização da da cava. Mas decisões só precisam ser
- 11:43tomadas ao longo do tempo para valorizar Oo seu produto, para
- 11:47ter mais margem, ter mais lucros e também obedecer as restrições
- 11:51que há na sua cadeia. Então, se OIBP é um conjunto de
- 11:54soluções de processos, pessoas e sistemas.
- 11:57Que vai fazer com que os dados se cheguem corretos nas mãos
- 12:01corretas para tomar de decisão? É uma estrutura de processos que
- 12:04faz com que isso aconteça ao longo do tempo, né?
- 12:06E para a indústria de mineração, igual o Marcelo bem comentou,
- 12:09onde as indústrias com supply chain, com cadeia integrada das
- 12:12mais complexas da indústria, que envolve diferentes Minas,
- 12:15diferentes corredores de escoamento de produto,
- 12:17diferentes rotas imprevistos, acontece o tempo todo.
- 12:20Então, esse tipo de decisão, ela tem que ser acompanhada de forma
- 12:23Rolante. Ao longo do tempo para que ela
- 12:26consiga ser tomada no momento correto.
- 12:28E aproveitando o Douglas ali, só pegando um gancho.
- 12:30Uma das coisas que a gente acredita nesse modelo é o
- 12:33seguinte, imagina se eu vou, vou trazer para o mundo daqui de
- 12:36tecnologia, que alguém fale assim.
- 12:37Olha, eu acho melhor investir neste projeto OIBP.
- 12:40Ele traz a metodologia e justamente falar bem assim, o
- 12:42que que significa essa tomada dessa decisão?
- 12:44O que eu ganho, o que eu perco? Então é como se você trouxesse
- 12:48para as decisões, fatos, dados, para você ser intencional.
- 12:52Muitas vezes as empresas estão nessa.
- 12:54Decisões, porque uma pessoa tem uma experiência maior que a
- 12:57outra, sempre fez daquela forma e acredita que aquela forma é o
- 13:01que vai trazer maior valor. E quando você começa a modelar
- 13:04dessa forma pelo IBP, você começa a dar valor a essa
- 13:07decisão. Essa decisão que o chuster tomou
- 13:10pode até ser estratégico e ser definido como estratégia, mas
- 13:13olha, vai deixar? De arrecadar x de receita y de
- 13:18receita é você ter realmente o controle da sua tomada de
- 13:21decisão. Então essa é que é a ideia.
- 13:23Eu queria até fazer uma conexão até com um pouco do que o
- 13:25Marcelo trouxe na perspetiva de cultura de pessoas envolvidas
- 13:29nessa readaptação, né? Na indústria?
- 13:31E até, se eu estou entendendo bem, OIBP de certa forma, também
- 13:34traz para vocês uma forma de operar diferente, uma forma de
- 13:38olhar diferente para os ativos, até para que desses ativos, numa
- 13:42operação complexa, é geograficamente distribuída,
- 13:45tenha esse melhor domínio das decisões e que de certa forma,
- 13:48isso vai retroalimentar toda a continuidade do negócio e dos
- 13:52impactos com relação a essas decisões.
- 13:54Oo quanto que essa correlação? Implica numa mudança também no
- 13:57dia a dia, na estrutura de operação das pessoas, do
- 14:00comportamento em si, de como a própria indústria ela trabalha
- 14:03nessa perspetiva de mercado. Assim, Eu Acredito que cada
- 14:06indústria deve ter uma cultura específica, mas, por exemplo, a
- 14:10de mineração. Que a gente trabalha, ela sempre
- 14:13teve uma cultura muito de volume.
- 14:14Vou fazer tanto de volume. E quando você traz um IBP, você
- 14:18traz uma dimensão um pouco diferente de volume.
- 14:21Não que o volume não seja importante, mas você traz uma
- 14:23diversão de margem de receitas, você traz outras dimensões para
- 14:26equilibrar nessa decisão e às vezes, apesar de às vezes ser
- 14:30talvez contra intuitivo, aumentar o negócio pode destruir
- 14:34valor, você duplicar DTI você pode estar destruindo o valor
- 14:37para DTI dependendo do que você faz, e isso é o é OIBP você
- 14:41toma. Tomar essas decisões.
- 14:43Consciente maior valor de seus artigos ao longo do tempo ali,
- 14:45né, que é o que você falou, né? A mina tá lá, você vai explorar
- 14:48ela ao longo de DeX anos, né? Exato, mas você tem que tomar
- 14:51decisões para maximizar Oo valor ali, então é o que é assim, só
- 14:54pra fazer um resumo. Então assim, eu entendi bem até
- 14:56agora, esse problema sempre existiu, né?
- 14:59Ou seja, você tem esse tanto de mina, esse tanto de ferrovia,
- 15:02estande de Porto, e tem que tomar essas decisões OIBP vem a
- 15:05ser um método que você instancia, um processo que você
- 15:08instancia especificamente no contexto da vale e cria uma
- 15:11nova. Futuro de tomada de decisão que
- 15:13vai ajudar a maximizar o valor ali.
- 15:14Então assim, eu entendo que esse esse esse programa seu foi tanto
- 15:17de botar um novo processo para funcionar e apoiá lo suportado
- 15:21por tecnologia, né? Exatamente quais são exemplos
- 15:24bons que vocês podem falar o que que tinha antes, sabe assim?
- 15:28Primeiro, assim como que começa um negócio desse, né?
- 15:30Porque é um é um assunto sempre de interesse no argelistas, é
- 15:33como implementar as coisas de uma forma evolutiva, né?
- 15:36Porque como é que você implementa isso na vale, né?
- 15:39Assim, é numa mina, é num corredor, é num lugar
- 15:41específico. Qual você selecionou um problema
- 15:44antes para atacar? Entende como é que você decompôs
- 15:46esse problemão? Primeiro assim, é muito
- 15:48importante a gente. Ter a noção que um programa
- 15:52dessa magnitude ela tem, eu brinco e falo, tem assim, tem um
- 15:55Monte de pais, um Monte de mães, né?
- 15:57Tem um, é várias pessoas e você precisa ter stakeholders capazes
- 16:03de te apoiar nas mudanças e também stakeholders sejam
- 16:07responsáveis, por exemplo, pela mudança de processo.
- 16:09Nós na tecnologia aqui falamos como tecnologia, nós não somos
- 16:12os responsáveis por mudar o processo.
- 16:14A gente pode fazer perguntas sobre o processo.
- 16:17Mas você precisa de um stakeholder forte do negócio,
- 16:20sim, que seja capaz de se comunicar com diversas áreas.
- 16:23Nessa descrição que eu fiz eu não citei, mas normalmente quem
- 16:26faz o portfólio é o marketing. Quem fica pensando em demanda é
- 16:29departamento de vendas. Quem faz a parte do do da
- 16:32revisão do do do supply é é o departamento de planejamento.
- 16:36E existe as as outras áreas, né, de custo financeiro, et cetera,
- 16:40que vão participar desse dessa tomada de decisão.
- 16:42Nós optamos lá por a gente primeiro fazer o planejamento,
- 16:46que nós chamamos de global. Que foi esse nível de 24 meses,
- 16:49esse nível mais tático, e a partir dele nós começamos a
- 16:52fazer os demais, que foi os planejamentos de corredor.
- 16:55Então, se inicialmente nasceu se pelo global, pra gente ter a
- 16:58visão macro, a visão holística, aprender com o processo, porque
- 17:01assim, isso é uma jornada, né? É esse programa, por exemplo,
- 17:04que eu citei para você que é o corre.
- 17:06São 7 anos, se eu não me engano, é você, não me falha a memória.
- 17:09A gente está lá desde o começo e esse ano é o último ano, vai ter
- 17:12até um encerramento. Ele como o programa e vai virar
- 17:15um modelo de operação que, ou seja, vai ter continuidade,
- 17:18melhoria contínua, né? A gente acredita que já como um
- 17:21projeto. Já institucionalizou, né?
- 17:23O COI só explica um pouco que que que é o COI, né?
- 17:25Para quem está ouvindo, foi uma das primeiras.
- 17:27Iniciativas do do IBP é o programa COI.
- 17:30Ele implantou IBP, né? Então, assim, no programa COI,
- 17:33nós dividimos eles no início em 3 partes, que era o global, que
- 17:36era justamente isso que faria esse pensamento, essa
- 17:39estruturação, esse planejamento, os corredores que a gente
- 17:42atuaria nesse desdobramento. De 24 meses ou anual para
- 17:46mensais até chegar no dia. E tinha no início uma coisa que
- 17:50a gente chamava o centro de excelência que hoje se tornou
- 17:52OCMAO nosso centro monitoramento de ativos que ele a ideia desde
- 17:56o início é dele conseguir, por meio de inteligência artificial,
- 17:59por meio de outras questões, capturar tudo o que está
- 18:02acontecendo e realimentar esse processo e essas outras
- 18:05ferramentas utilizadas para tomar de decisão.
- 18:08Então, nós. Começamos por esse global, então
- 18:10assim, de formas, decidimos começar por lá.
- 18:13Até por causa do aprendizado, a gente acreditava que AA jornada
- 18:16IA ser gigante. E aí tem várias nuances aí, né?
- 18:20No começo do projeto, por exemplo, a gente via que nosso
- 18:23ferramental no Brasil era um ferramental Maduro.
- 18:27A gente já tinha camada, mesa implementada que se chama gpvs,
- 18:31né? Gestão de produção vale, nós
- 18:34tínhamos várias coisas. Melhoramos muitas coisas, mas
- 18:36nós já tínhamos. Tinha uma outra parte que era
- 18:39pós Porto do Brasil, que era algo mais não tão Maduro que a
- 18:44gente precisava, talvez potencializar o que estava
- 18:47acontecendo. E nós trabalhamos muito nisso,
- 18:50que nós chamamos de cadeia estendida, porque quando você
- 18:53está numa operação, você olha para uma fábrica.
- 18:55Ali é você conversa muito de produção às vezes, né?
- 18:58Quando você sai para essa cadeia estendida, no caso da nossa
- 19:01empresa, você já começa a misturar a produção com decisões
- 19:04de venda, com decisões de mercado, você coloca mais
- 19:08dimensões ali. Mais variabilidade ali.
- 19:10E o ciclo ele é maior, né? Porque assim eu sei de uma mina
- 19:14chegar num posto. Sei lá, um dia alguns chegam 8
- 19:16horas, outros 12. É rápido.
- 19:18Eu pegar um navio daqui e levar na China, são 45 dias.
- 19:21Então um ciclo muda qualquer questão do meu processo, que eu
- 19:25preciso acertar na qualidade e já embarquei no navio.
- 19:28As oportunidades que eu tenho são só nos próximos CDS, então
- 19:31eu tenho que usar essas oportunidades.
- 19:33Então nós começamos por esse processo, organizando,
- 19:35desenhando, né? Conseguimos excelência,
- 19:37stakeholders para para nos ajudar.
- 19:40E fomos informatizando. E aí, até pegando um gancho
- 19:43nessa, vou chamar de exploração que nós fizemos.
- 19:46IA ter processos que não iam estar maduros porque eram novos.
- 19:49É natural em qualquer implantação.
- 19:51Foi aí que nós concebemos lá, num num grupo de pessoas, eu.
- 19:55Tive a oportunidade e privilégio de estar no meio.
- 19:57A ideia do integra é a ideia do conect, que é até um caso que
- 20:01vocês trabalharam com a gente, né?
- 20:03Aqui no fundo era o que? Olha, eu vou criar um para fazer
- 20:05um processo, eu preciso digitalizar, eu preciso ter
- 20:07dados, os primeiros dados. Normalmente as empresas
- 20:10trabalham de uma forma ágil. Em que planilha?
- 20:12Acontece isso, botaram em planilhas, né, do senhor?
- 20:14Em poucas empresas não está vendo a Suécia?
- 20:16Só na Europa, né? E aí que outra coisa que eu acho
- 20:19que é um ponto bom também da da da conversa, assim, muitas vezes
- 20:23o pessoal vou usar uma palavra assim, demonia.
- 20:25Mesa o Excel, né? O Excel é uma ferramenta.
- 20:28Fantástica, pô. Tanto é que ele é história, né?
- 20:30Não é à toa. Numa velocidade assustador,
- 20:33surgiu um. Mas o que a gente não pode
- 20:35deixar é o resultado do Excel, seu oficial.
- 20:38O Excel é uma ferramenta de análise.
- 20:40É, você explora ali, né, uma coisa que você.
- 20:42Cria um cenário, multiplica de vídeo, ele faz o que você quiser
- 20:45lá dentro e o integra. Ele veio com essa pegada.
- 20:47Ele falou assim, eu não vou pegar o chuster e falar que ele
- 20:50não vai usar o Excel dele para tomar decisão.
- 20:52Eu vou fazer o seguinte, ó chuster, você vai usar seu Excel
- 20:55aí? Mas olha, eu vou transformar
- 20:57esse seu Excel numa base de dados depois, então você vai ter
- 20:59que seguir esse templatezinho aqui e essa ferramenta, ela vai
- 21:01ser capaz de pegar qualquer processo de destalizar esse
- 21:04processo, você vai ser capaz de contribuir.
- 21:06Aí nós chamamos que eu entrego, eu tenho essa parte de
- 21:08contribuição que eu imagina, eu vou fazer o planejamento de uma
- 21:10cadeia longa dessa. Eu preciso de informações de
- 21:13marketing, de vendas, da cadeia logística, né?
- 21:16Informações do Porto, da mina, da ferrovida, navegação, eu
- 21:19preciso de informações de todos os lugares, que são as minhas
- 21:22restrições, que a gente chama nos modelos matemáticos, né?
- 21:24Vou ter essa. Restrição de capacidade, vou ter
- 21:27esse ponto. E o integra veio para isso, para
- 21:29capturar essas premissas que a gente usa para você.
- 21:31Conseguiu organizar a captura dessas premissas?
- 21:34Porque OIBP ele é como se fosse um orquestrador.
- 21:37É o maestro, entendeu? Você coloca lá o cara tocando
- 21:40violão. O outro tocando um violino, se
- 21:43eles não estiver sincronizado, a peça vai ficar feia, eles têm
- 21:46que estar sincronizado, essa é que é a ideia, o entrega.
- 21:49Ele veio tentando sincronizar isso, ó shussi, você tem que
- 21:52mandar as premissas da mina até dia tal, Douglas, você tem que
- 21:55mandar até dia tal, porque eu vou receber isso, vou avaliar e
- 21:58vou tirar até dúvidas. Olha, Xuxa, não dá para você
- 22:00ajustar um pouquinho, Douglas, não dá para você ajustar um
- 22:02pouquinho. Então nós criamos esse esse
- 22:03sistema para nos permitir e eu brincava no início que ele seria
- 22:07um grande hub de informação. Por quê?
- 22:09Porque a ideia era com o passar do tempo e a hematuridade.
- 22:11Dados os processos aumentando, eu tomar uma decisão se iria ou
- 22:15não transformar esse processo em um sistema, mas eu não perderia
- 22:18os dados. Por quê?
- 22:20Porque a gente sabia que IA chegar um momento que a gente
- 22:22conseguiria. Além de usar as premissas, nós
- 22:25usamos os otimizadores, os otimizadores.
- 22:27Quando tem um resultado que a gente chama de oficial de volta
- 22:29para o sistema como oficial, então teria 11 base riquíssima
- 22:33de informação, os paramos para tomar decisão, o que eu tomei de
- 22:37decisão e depois o que eu realizei.
- 22:39Então eu poderia, com o passar do.
- 22:41O tempo num processo de melhoria contínua e ajustando meus
- 22:44processos, o meu ferramental, olha, eu vou calibrar aqui, vou
- 22:47apertar esse parafuso aqui porque não tá bom, eu vou pegar
- 22:49esse aqui porque não tá bom. Olha, quando eu planejei, eu
- 22:51achei que IA fazer isso aqui, IA dar 10, deu 9 e meio, deu 8, por
- 22:55que que deu 8, por que que deu 9?
- 22:57Aí entra o hoje OCMA, que seria o centro de excelência,
- 23:00estudando coisas e obviamente todas as áreas, né?
- 23:02Numa contribuição. Então, no fundo, o que que é
- 23:04OIBP? Ele ele organiza todas essas
- 23:07contribuições, essas ideias, o melhor de cada um, e tenta dar
- 23:11uma direção, fazer um vetor na tomada de decisão.
- 23:14De certa forma, é como se criasse um consenso, né?
- 23:17Com relação àquilo que está acontecendo na cadeia como um
- 23:19todo. Até nessa analogia que você fez
- 23:21no maestro, né? Todo mundo tem que estar no
- 23:22mesmo ritmo e. Atento, né?
- 23:24Porque o maestro, muitas vezes ele ele está assim.
- 23:26De repente ele vira para alguém e faz assim, não faz.
- 23:28Ou seja, aquele. Ele deu um ajuste, né?
- 23:30Precisa de um ajuste. De volume?
- 23:32Precisa de alguma coisa? Eu não sou maestro, mas eu estou
- 23:34aqui, né? Lembrando que ele.
- 23:35Ponto para uma parte da da plateia e pergunta, então é essa
- 23:38que é a ideia, é? Isso só comentar também, né?
- 23:40Marcelo? Assim, o COI, né, o centro de
- 23:41operação integrada. A intenção dele é justamente é
- 23:44maximizar o todo, né? E a gente está falando de uma
- 23:47cadeia complexa que envolve muitas pessoas, muitas áreas
- 23:51envolvidas, então a tendência é o olhar local normal, né?
- 23:54Então assim, a pessoa está tentando maximizar a produção
- 23:57dele, local AA. AA produção de ativos e não os
- 24:00ótimos locais. Exato.
- 24:02E não necessariamente isso é o bom para o todo.
- 24:04E nós criamos até uma máxima lá, né?
- 24:06Nós. A gente fala assim, olha, é o
- 24:07ótimo global, não é ótimo local. E a gente brincava e falava
- 24:11assim, a gente prefere estar aproximadamente certo do que
- 24:15precisamente incorreto. Porque muitas vezes a gente a
- 24:19gente tentando defender um ponto de vista, a gente fica
- 24:21precisamente incorreto, né? A gente prova, mas, mas está
- 24:24incorreto. Então a ideia lá é esse é, é, é
- 24:26você, às vezes pensando na empresa, verificar que se você
- 24:31diminuiu o seu compasso, a empresa vai ter um resultado
- 24:34melhor e. E as ferramentas?
- 24:36E muito bem comentado pelo Marcelo.
- 24:37Assim, o volume de dados, com o passar do tempo na nossa
- 24:40capacidade de transmissão, armazenamento, ela aumentou
- 24:43muito. Então a gente via que as áreas
- 24:45estavam cada vez mais gerando informação.
- 24:48Que poderia ser usada para apoiar a tomada de decisão.
- 24:51Então assim, dados que podem ser confrontados um com o outro EAE
- 24:54melhorar o meu próprio processo. Então, assim, a indústria vem
- 24:56notando isso e a e a mineração não foi diferente.
- 24:58Então assim vai aprendendo com meu próprio processo, vendo hoje
- 25:01que está dando errado. Onde meu planejamento não está
- 25:04conformando com o que está realmente exercendo, executado e
- 25:07fazendo pequenos ajustes até melhorar a cadeia como um todo.
- 25:10Assim, só um comentário assim, só pra tentar.
- 25:12Eu gosto de tentar traduzir o que eu estou entendendo.
- 25:14Assim, eu acho interessante porque eu estou entendendo bem,
- 25:17né? No final das contas, você
- 25:19consegue aproveitar toda a informação que é gerado ao longo
- 25:22da cadeia e na nas diferentes granularidades desde o baixo
- 25:26nível. Próximo da automação no nível do
- 25:29sistema de produção EE ferramentos aconselhando isso,
- 25:32você deu um jeito de integrar isso tudo e continuamente rever
- 25:35as decisões à luz do que está planejado, né?
- 25:37Porque, digamos assim, o cenário anterior ao cenário que estava
- 25:40acoplado, uma verdade que estava acontecendo aqui não
- 25:43influenciava uma decisão global ou então gerava uma adesão que
- 25:47era um ótimo local, mas não era ótimo para a empresa, né?
- 25:50Então você foi conectando e fazendo esse gigante aí
- 25:53trabalhar com uma coisa só, né? Essa orquestra aí, que é uma
- 25:56orquestra gigante, né? Eu falo assim, fazer esse tanto
- 25:58de coisa, trabalhar junto e coordenada é muito mais difícil
- 26:01do que aparece, né? Aí tinha vários maestros, né?
- 26:03Assim, tinha um, tinha um maestro de processos, tinha um,
- 26:06tinha um maestro de sistemas, tinha um maestro, tem vários
- 26:09maestros. E tinha um maestro mor, né, que
- 26:11tinha que que ajudar. 11. Trabalho desse tamanho.
- 26:14Assim, tem muitas digitais, muitas digitais, e assim nós
- 26:19construímos muitos sistemas, né? Nós construímos os otimizadores
- 26:23dos nossos navios, nós construímos sistemas de tomada
- 26:27de decisão na ponta, que a gente chamou de leste Maia, nós
- 26:31construímos sistemas que verificam questões de mercado
- 26:34para essa base, por exemplo, que foi criada.
- 26:36Mas já estamos testando DNA, né? Pergunta aí pra base o que que
- 26:39ela acha, quanto que é isso, quanto é aquilo?
- 26:41Então existe ainda todo um caminho e foi feito toda uma
- 26:44fundação, que a gente ainda acredita que tem muito potencial
- 26:46em cima disso. Mas aí essa cultura e esse modus
- 26:49operani que foi implementado, a gente acredita que ele vai se
- 26:52sustentar normalmente ao longo do tempo, porque as pessoas vão
- 26:55vão buscar isso e a tecnologia sem uma aplicação prática.
- 26:59Eu brinco, falo que é um brinquedo novo, né?
- 27:01A gente fica lá brinquedo, eu gosto de brinquedo novo, mas
- 27:03assim tem que ter 11 aplicação. Ela Por Ela.
- 27:06Só em si mesma, ela não, não. Resolve nada, ela não ajuda
- 27:09nada. Então assim, nesse nesse
- 27:12programa nós fomos felizes, a tecnologia conseguiu dar a
- 27:15contribuição dela e ajudar nesse nesse processo é de organização
- 27:19de dados, organização da tomada decisão está perfeito, você não
- 27:22brinca, gente, nada no mundo é perfeito, tudo vai evoluir, né,
- 27:25porque a gente está chamando de tecnologia de ponta.
- 27:27Agora, daqui a 5 anos não vai existir, né?
- 27:30OGNA é fantástico, daqui a 5 anos vai ter alguma outra coisa
- 27:33aí que ele vai ser simplesmente no passado.
- 27:36Eu tenho uma curiosidade, até pra ver se minha.
- 27:38Atendimento também está legal que de certa forma, a gente está
- 27:40falando muito de processo, ferramentas, comportamentos.
- 27:43Quando você cita, por exemplo, do COI global e dá exemplos de
- 27:46estar próximo da China, que tem toda essa característica, né, de
- 27:49estar próximo ao cliente. E parece também que isso cria se
- 27:52um novo comportamento organizacional de foco, mais um
- 27:55cliente, de entender melhor o comportamento do cliente, de
- 27:57entender o mercado. E aí?
- 27:59Naturalmente, como esse mercado está reagindo para que você tome
- 28:02decisões que estejam melhores para o seu negócio, isso de fato
- 28:06trouxe para vocês uma habilidade de estar mais próximo ao
- 28:09cliente, de ser mais customer Centric e de retroalimentar AA
- 28:12vale com relação que está acontecendo?
- 28:14Eu não seria a pessoa mais indicada para para responder a
- 28:17pergunta, mas o que eu acho que eu posso dizer é que, dada as
- 28:21estratégias lá, a nós criamos os meios para isso.
- 28:25Então, por exemplo, nós implantamos sistemas de
- 28:26relacionamento com o cliente, capturando a informação e.
- 28:29E assim, só para registrar também tudo que a gente
- 28:31implantava, a gente sempre implantava como se fosse 11
- 28:34grande relógio. A engrenagem não pode estar ali
- 28:37sozinha. Ela tem que se encaixar em algum
- 28:39lugar que é justamente para ter essa essa visão do todo.
- 28:44Porque assim, muitas vezes, na tecnologia normal, eu, eu, eu
- 28:46converso com muitas pessoas, a gente cria soluções separadas
- 28:49ali, stand alone, né? E uma das grandes preocupações
- 28:51que a gente teve era assim, olha, eu entendo, talvez eu não
- 28:55tenho. Agora eu preciso começar por
- 28:56algum lugar, né? A escada para chegar no segundo
- 28:59andar teve o primeiro degrau, mas a gente sempre teve o
- 29:02desenho de onde ela vai se encaixar, e isso isso é
- 29:05importante. Foi exatamente como nós
- 29:06pensamos, não porque OA. A jornada, né?
- 29:09A gente que é agilista, a jornada ensina, né?
- 29:12Você aprende com ela, você se adapta.
- 29:15E mais o motivo, né? E por isso que eu sempre
- 29:17insisto, é o ser humano, é o profissional ali que está mais
- 29:20capacitado e isso não necessariamente é o cara que é.
- 29:23Feirão em tecnologia. É uma pessoa capaz de perceber o
- 29:27ambiente, capaz de perceber o momento que você tem que mudar,
- 29:30porque às vezes a gente insiste numa tecnologia, seja por um
- 29:33viés inconsciente, uma paixão, e essa tecnologia ela não vai te
- 29:37levar àquele lugar, então, talvez não intenciona.
- 29:38Normalmente você tem que falar, ela vai me levar até aqui,
- 29:40depois daqui a gente vê o que faz jogar fora, faz outro e vai
- 29:44lá. Mas mas isso tem que estar
- 29:45desapego, né? E o ser humano nesse.eu, acho
- 29:48que ele é fundamental para conseguir fazer essa jornada e
- 29:51hoje nós temos esses problemas. Tem muita gente aí que às vezes
- 29:54usa a tecnologia como alguma coisa imutável.
- 29:57Na verdade, o que a gente vê todo dia é que ela é
- 29:59extremamente volátil, né? Hoje ela é uma, amanhã ela é
- 30:02outra. Sim, sim, é o que você disse,
- 30:03né? Se eu entendi bem, vocês criaram
- 30:05um ponto de não retorno ali. Ninguém vai querer voltar mais a
- 30:08situação anterior. Né, eu falo assim, então o que
- 30:10você, né? Inicialmente, a podia ter até
- 30:12uma resistência, inicialmente era mais cômodo trabalhar, de
- 30:15uma certa forma, trabalhar com ótimo local, mas quando você
- 30:18acostuma usar a ferramenta integrada e aquilo começa a
- 30:21gerar resultados, você vai criando um círculo virtuoso.
- 30:23Isso é isso, eu acho muito bonito, sabe?
- 30:24Porque assim, a tecnologia tem que estar a serviço do processo,
- 30:27né? E a partir de um certo momento
- 30:29também, elas fica tão integrada no processo que é a vida
- 30:31essencial, né? A execução do próprio processo,
- 30:33né, e. E vocês chegaram nesse ponto,
- 30:35né? Exato, eu posso até comentar um
- 30:36pouco sobre estratégia, na verdade, se AA tecnologia EOIBP,
- 30:40ele apoia a estratégia de tomada de decisão, seja ela qual for,
- 30:43né? Então assim, a função exatamente
- 30:45essa, né? Então assim, você deixar levar
- 30:47dados disponíveis ou ou levar informação bastante para que o
- 30:50board, né, a liderança, né, o negócio como um todo consiga
- 30:54gravar sua estratégia, né? Eu quero estar mais próximo, eu
- 30:57quero estar executar com maior margem, eu quero aumentar meu
- 31:00volume, eu quero usar melhor a minha cadeia como um todo, então
- 31:03as ferra. Ferramental, tanto em processo
- 31:06quanto tecnologia, vai estar ali disponível para que isso
- 31:08aconteça. O que acontecia, né?
- 31:10Antes do modelo da implantação é que por muitas vezes não tinha
- 31:13toda a informação para embasar a tomada de decisão.
- 31:15Aí você fica, você magia no risco, né?
- 31:18Seu risco aumenta, pode dar certo, super certo hoje, tá?
- 31:21Vou dar muito errado, né? Então sua chance de de perder
- 31:24resultado é maior. Negócio você tinha dito, é mais
- 31:26intencional, né? Só 111 pergunta, você que você
- 31:29que tem um mestrado aí em é AI, né, OPA, não é assim, esse tema
- 31:33é nunca escapa, né? Qual o potencial que você está
- 31:35vendo aí, né? De uso sim, EAE AI não tem que
- 31:38ser só ALLM, né? Eu falo assim, EAE AI, né, da
- 31:40forma mais ampla no estado atual que que você enxerga aí, né?
- 31:43Que que vocês estão enxergando de evolução com com ER?
- 31:46Muito bom. Uma boa pergunta, Marcelo.
- 31:48Assim, primeiro, a base de inteligência artificial é a
- 31:51categorização dos dados, né? O cuidado da informação, né?
- 31:54Nenhuma solução de inteligência artificial.
- 31:57Ela consegue se basear em cima de dados fracos, né?
- 32:00Então, a inteligência artificial já tem muitos anos de estudo,
- 32:04né? Começou na década de 50.
- 32:06Ela é base estatística, né? E estatística é dados.
- 32:09Se os dados não tiverem bons nada feito, então assim, o
- 32:12primeiro trabalho e isso até conectando com OIBP se o
- 32:15trabalho de curadoria de cenários de ter informação
- 32:19armazenada de forma oficial correta e é curada.
- 32:23Ela é base para soluções de inteligência artificial, que
- 32:26aqui diretamente é a jornada que a gente está caminhando.
- 32:29Ou seja, a partir desses, né? 7 anos de modelo operacional
- 32:32ocorre implantado você tem 1 o volume de informação bastante
- 32:36que te apoia a tomada de decisão cada vez mais rápida e
- 32:40preditiva, né? Ou seja, antecipando movimentos
- 32:43e ações. Que o próprio humano poderia
- 32:45fazer. Você começa um olhar no
- 32:47Horizonte cada vez maior, usar soluções de aprendizado de
- 32:50máquina, olhar o passado, ver o que que deu certo, o que que não
- 32:53deu, por exemplo, indo na linha prática mesmo, não é para os
- 32:56nossos modelos, por exemplo, de otimização, você consegue
- 32:59encontrar problemas, desvios de informação que está ali dentro.
- 33:02Essa esse valor que chegou aqui para a gente para otimizar,
- 33:05nunca aconteceu na história, né? Então, ou seja, eu consigo
- 33:08evitar com aquele aquele cenário que que não, que não pode
- 33:10acontecer de acontecer. Ao mesmo tempo, usar soluções de
- 33:14inteligência artificial em conjunto com a otimização para
- 33:17fazer a melhor escolha do meu otimizador no momento correto de
- 33:21tomada de decisão de um lado para o outro, e também na
- 33:23terceira linha da da otimização da cadeia de explicação de
- 33:26cenário. A gente hoje tem é são 3 linhas
- 33:30assim muito forte, porque né, a questão da dimensionalidade
- 33:33humana mesmo, né? A gente falava que a gente é
- 33:35capaz de de entender 3 variáveis, né?
- 33:36E na indústria como um todo, você tem NN milhões de variáveis
- 33:40sendo passado por tomada de decisão.
- 33:42Da mesma forma. Interessante.
- 33:44Então, assim, da mesma forma que é difícil você otimizar, é
- 33:47difícil você explicar como é que eu vou traduzir isso aqui para,
- 33:50né? Para alguém tomar decisão, é.
- 33:51Para o ser humano comprar uma ideia ali também.
- 33:53Né? Isso que o Douglas está fazendo,
- 33:55falando, é um é um desafio que a gente teve o tempo todo, né?
- 33:58É, eu comecei a mexer em com otimização na nossa empresa lá
- 34:01na vale em 2002, fazendo otimizadores de trem.
- 34:05Depois passei para os otimizadores ali do Porto.
- 34:08É filho de escada, vagão, pátio, navio.
- 34:11Depois cheguei na PF. Assim, depois fui pra pra essa
- 34:13página navegação e uma característica que teve em
- 34:16todas, né? Parece que são aqueles filmes
- 34:19que se repetem. É primeiro que às vezes as
- 34:21pessoas não acreditam, né? O modelo não será capaz de tomar
- 34:24uma decisão tão boa quanto o ser humano.
- 34:26Talvez o. Superespecialista mexe um pouco
- 34:28ali com o ego mesmo, né? Você você fica meio ofendido,
- 34:30né? Os brios.
- 34:33Por isso que às vezes eu falo que a cultura e o ser humano é
- 34:36extremamente importante nisso, porque assim você, você já vai
- 34:39ter essa resistência natural. No sentido, ao mesmo tempo, a
- 34:44gente teve que construir estratégias de como implementar
- 34:47isso. Eu sempre converso com o pessoal
- 34:50e falo, olha, vamos usar a inteligência artificial, mas a
- 34:53gente tem que primeiro setar as expectativas pra gente não ter
- 34:56as decepções, né? A diferença entre a realidade e
- 34:58o que e o que acontece. Porque assim, todo mundo tá
- 35:00imaginando que o gene ey você vai pensar e ele vai responder,
- 35:04né? Beleza, ele pode responder, e
- 35:05aí, tá certo ou tá errado? A capacidade crítica, a
- 35:08capacidade de analisar os cenários propostos por essa.
- 35:11Inteligência artificial ainda vai continuar sendo de um
- 35:14especialista. Eu bem que falo que esse
- 35:16ferramental que a gente hoje está tendo, ele é como se fosse
- 35:18a invenção da calculadora, né? Não é que o ser humano não sabia
- 35:21fazer conta, é que a calculadora transformou isso em
- 35:24milissegundos, né? Faz aquela conta gigantesca e
- 35:27sobrou tempo para quê? Para fazer análises, para mudar
- 35:30as premissas e verificar os resultados.
- 35:33Então é é importante nessa jornada de inteligência
- 35:35artificial a gente colocar isso de uma forma que as pessoas têm
- 35:39um tempo de dada adaptabilidade, senão a gente mata.
- 35:41Tecnologia, que é o maior medo que eu tenho, faz esse conteúdo
- 35:44direto. Tenho medo de matar essa
- 35:45tecnologia. Eu acho que ela é boa, mas se
- 35:46colocar agora vai dar um choque. Como é que a gente faz uma
- 35:50escadinha de aprendizado, né, você?
- 35:52Fala um choque de resistência mesmo ao ou porque vai dar
- 35:55errado e as pessoas não vão querer usar.
- 35:57Não imagina assim, eu venho aqui.
- 35:58Você faz alguma decisão dentro da DTI há vários anos de uma
- 36:03forma aí eu crio um otimizado. Que eu tenho que usar e pronto,
- 36:06né? Falo bem assim, qual que é a
- 36:07função objetiva? Você quer?
- 36:08Uma vez se determinou a função objetiva, no linguajar simples.
- 36:11Então assim, se eu falei que margem é maior que receita, ele
- 36:15vai sempre tentar aumentar a margem, mesmo que a receita
- 36:18diminua. É simples assim, né?
- 36:19Então definir função objetiva, aí eu vou coloco otimizador,
- 36:22rodo, eu olho justa de esquerda para a direita e o otimizador
- 36:25disso vai para a esquerda, eu posso criar uma resistência
- 36:27gigante, aí vem a explicabilidade.
- 36:29Como é que a gente explica que com esses parâmetros que foram
- 36:32dados, esta realmente nessas milhares de variáveis?
- 36:36Porque assim, só pra vocês terem ideia, quando a gente fala de
- 36:38uma PS, nós estamos falando aqui de 500000 variáveis.
- 36:41Que gera o modelo, né? É um negócio, é uma, são modelos
- 36:44gigantescos, né, gigantescos no mesmo.
- 36:46Como que você explica para uma pessoa que tem n variáveis que
- 36:50na realidade, quando ela mudou 11 qualidade na mina tal, ela
- 36:55afetou o produto que eu IA botar lá na China?
- 36:57Então essa explicabilidade, ela é extremamente importante, a
- 37:01tecnologia. Eu brinco e falo que a gente
- 37:02está mais ou menos dominando, temos algumas limitações
- 37:05dependendo da tecnologia, mas assim o nosso grande desafio é.
- 37:09É a confiabilidade dos resultados.
- 37:12É como que as pessoas acreditam, porque esse, esse é a Barreira.
- 37:15Depois você quebra essa Barreira, você começa a entrar
- 37:18num círculo virtuoso, mas até quebrar essa Barreira, você.
- 37:21Tem a desconfiança, né? E é curioso, né, porque essa e
- 37:24atra sempre essa questão, até da até da responsabilização
- 37:28posterior, né? Pode ser que igual você brincou
- 37:30aí, né? Pode ser que daqui a 20 anos,
- 37:31né? Você tem umas empresas
- 37:33autônomas, né? Mas parece distante disso, né?
- 37:36Do de você realmente ter as todas as nuances necessárias
- 37:39para tomar uma. Decisão, né?
- 37:40E é engraçado porque aí se você, você sempre vai ter que
- 37:42enfrentar essa questão de no fundo, a gente precisa de ter
- 37:45alguém responsável pela adesão para poder se der errado, né?
- 37:48Atribui responsabilidade igual com saúde, por exemplo, a gente
- 37:51outro dia entrevistou 11 médico do do Fleury, né?
- 37:53E é isso em saúde, né? Imagina simplesmente sai lá que
- 37:56você tem que fazer uma cirurgia, sai No No algoritmo, pá, sem
- 37:59nenhuma explicabilidade, só porque eles têm uma chance, é
- 38:01enorme, está certo, mas é difícil, né?
- 38:03Aí o que eu falo, pode ser que nós estamos No No momento de
- 38:05mudança, que em 1 dia os caras vão rir da gente, né, falar Ah,
- 38:08o cara tinha que ficar, tinha que ter um ser.
- 38:09Mando falando Pra Ele, eu explicando.
- 38:11Não tem que explicar nada. É o igual a gente falou.
- 38:13Né, eu eu brinco e falo que é o é o tradução.
- 38:15Na transição mesmo na transição. E é o circuito fechado, né?
- 38:19A gente não faz o sistema que decide, a gente faz o sistema de
- 38:22suporte à tomada de decisão e a gente frisa muito isso.
- 38:26Porque que que é um sistema decide, o sistema decide era
- 38:29assim, ó, eu rodei aqui um algoritmo pro pro chuster, ele
- 38:32disse que o chuster vai ser operado e adivinha, o sistema já
- 38:34vai começar a operar o chuster isso, isso é um sistema que
- 38:37tomou as decisões e vai fazer, né?
- 38:38Eu estou aqui com uma planta, ele disse que vai fazer um novo
- 38:42setup dessa planta para uma produção.
- 38:44Ele não só disse, ele toma essa decisão, outra coisa, ele fala
- 38:48assim, olha. Eu acho que tenho 3 cenários,
- 38:50chuta ele, escolhe um. Tá, esse é o esse é um papo
- 38:53outro dia que esse é o é o troço mais assustador da e a, né?
- 38:57Assim até, por exemplo, guerra, né?
- 38:58Probabilidade a. Skynet começou a ser.
- 39:02Imagina uma guerra, né? O manhã já decidindo igual.
- 39:05Você disse que tem uma função objetivo lá e ela já começa a
- 39:07atacar um lugar lá e pronto, né? Ou seja, uma pessoa vai ter um
- 39:11tipo de sentimento ali, pelo menos para tomar decisões que
- 39:14AIA vai. Vai ser difícil colocar na.
- 39:16Nos parâmetros, né, é? Porque na realidade, quando a
- 39:18gente modela o mundo, né? A gente tenta pegar as variáveis
- 39:22mais importantes deles, mas nunca a gente pega todas.
- 39:25Né? Tem coisas tácitas, né?
- 39:27Tem coisas que você não consegue expressar ali.
- 39:29Tem coisas que hoje a inteligência oficial não pega
- 39:31ela, hoje ela não sente o cheiro.
- 39:32Não exatamente. Ela não é corpórea, né?
- 39:35O pessoal usa muito, ela não sente o mundo.
- 39:36Não e só comentar mesmo é e por isso que o meu, o Marcelo,
- 39:39comentou, é importante muito a jornada.
- 39:41Modelos, né? Agilistas, né?
- 39:43É interativos, incrementais, né? Que você?
- 39:46Vai evoluindo a sua qualidade de informação ao ponto que e ao
- 39:51mesmo tempo vai evoluindo a sua maturidade de entrada de
- 39:54inteligência artificial. Hoje, né?
- 39:56Não sei, não tem mais desafio, né na construção de modelo, né?
- 39:59OA jornada. Hoje está muito clara que o
- 40:01desafio é o dado, né? O data drive, né?
- 40:03Então, assim, meu desafio, hoje você entra no modelo GPT.
- 40:07Você pede uma solução de né? 11 algoritmo específico, um
- 40:11randão forte e constrói pra você na hora.
- 40:13Comodizado mesmo, né? Então, assim, o seu desafio, se
- 40:16não é a modelagem, qual que é o desafio, né?
- 40:17O desafio é o é o dado e por isso que não perde a função
- 40:20especialista, porque você precisa de um curador, alguém
- 40:23que vá lá e categorize ou aquilo ali deu certo.
- 40:26Isso aqui não deu certo, isso aqui é uma falha, isso aqui não
- 40:29é. Isso aqui é um erro, isso aqui é
- 40:31um é um item que vai acrescentar na sua cadeia ou não vai alguém
- 40:34que confirme as informações, que tem dados, para eu conseguir
- 40:37apoiar o modelo em cima depois e me apoiar na tomada de decisão.
- 40:40E nesse ponto aí, Douglas, assim, toda hora eu eu reforço
- 40:43esse ponto, né? Às vezes, né.
- 40:45Eu lembro que antigamente as pessoas quando iam fazer um
- 40:47processo de seleção, eu falava, você é formado em quê, né?
- 40:49Eu olhava aquele negócio todo, isso é importante, mas assim, o
- 40:52soft skill hoje eu eu acho que está se tornando mais importante
- 40:56que o hard skill. E esse soft skill ninguém ensina
- 40:58na escola como é que eu ensino você se é?
- 41:00Adaptável, como é que eu te ensino que a situação mudou?
- 41:03EEE você tem que ter uma outra proatividade, uma outra atitude,
- 41:06normalmente isso você aprende em cultura, né?
- 41:08Então você tem que formar um grupo, você tem que botir esse
- 41:11grupo lá dentro, pensa num esquadro ágio, aí volta 30 anos
- 41:14e faz não ágio, aí pega um cara do não ágio e coloca dentro do
- 41:18ágio e vai falar, como assim não tem um plano do início ao fim,
- 41:20você não tem um planejamento completo, cadê, cadê isso, cadê
- 41:22aquilo, cadê a mentalidade é outra, então assim é, nós temos
- 41:26que trabalhar essa mentalidade, tanto para os profissionais de
- 41:29tecnologia como quem vai usar. Usar essa a tecnologia para ela
- 41:31conseguir se adaptar a essas questões, que são voláteis.
- 41:35E não é simples, tá? Muita gente aí se apega mais na
- 41:38tecnologia do que no problema que ela está resolvendo.
- 41:41Isso é comum? Ó, pessoal, tá ótimo o papo, mas
- 41:43nós já estamos chegando ao fim. Infelizmente.
- 41:46É bom que a gente pode gravar em outro episódio.
- 41:48Achei excelente esse esse, esse fechamento da emoção.
- 41:50Como é que chama uma jornada evolutiva, como é que as pessoas
- 41:53continuam no centro, né? E como é que Oo comportamento
- 41:56delas é decisivo? E achei muito interessante como
- 41:59é que é uma consequência natural do IBP.
- 42:01Na medida que você vai pegando todas as contribuições igual
- 42:03vocês falaram e botando ferramental pra todo mundo, você
- 42:06vai levando a qualidade da informação, vai viabilizando
- 42:08cada vez usar mais e AI vai cada vez realimentando o pessoal para
- 42:12melhorar a qualidade da contribuição e da decisão, né?
- 42:15Então é um círculo virtuoso muito bacana mesmo.
- 42:18Então, marcelle, Douglas, muito obrigado pela presença aí e
- 42:20espero que daqui uns anos a gente já fale talvez em um bote
- 42:23aqui, né? Fala eu.
- 42:25Queria agradecer muito o convite, juster poder
- 42:27compartilhar um pouquinho esse trabalho que a gente fez, né?
- 42:30E também mostrar como que na vale, por exemplo, nós nós
- 42:33aplicamos tecnologia, né? Muita tecnologia.
- 42:36Em várias fases, né? Tem vários temas.
- 42:39Você já teve vários convidados aqui, né?
- 42:40E nós investimos lá o máximo possível, tempo pessoas, para
- 42:44melhorar nossos processos, melhorar nossas decisões,
- 42:47usando, no nosso caso aqui, a tecnologia da informação, né?
- 42:50Douglas, muito obrigado também. Eu que agradeço.
- 42:52Shuster, obrigado pelo convite. É muito bom estar aqui, poder
- 42:56conversar um pouco sobre tecnologia, mineração,
- 42:58indústria, inteligência artificial.
- 43:00Eu acho que ainda tem uma jornada longa.
- 43:02Eu acho que a gente está rascunhando os os iniciais
- 43:05benefícios, né? Do.
- 43:06Do uso de de dados na indústria e o caminho por aí mesmo, igual
- 43:10o Marcelo comentou assim, sempre centrado em pessoas, talentos, é
- 43:14o maior desafio da indústria. Mudança de processo, gestão de
- 43:18mudança, né? E tecnologia.
- 43:19Bacana demais, Ramon, valeu. Foi um prazer muito bom aí, né?
- 43:23Conhecer um pouquinho dessa trajetória da vale, todo
- 43:25aprendizado, tudo isso que vocês contaram pra gente.
- 43:27Isso aí, pessoal, um grande abraço.
- 43:29Um grande abraço, até mais abraço.