Latest / SuinoCast · by PPGVET / Dr. Anderson Corassa: Coprodutos do Etanol na Suinocultura | Ep. 253
Transcript
- 0:05Está no ar o primeiro podcast da suinicultura brasileira, o
- 0:09suinocast. O ingrediente?
- 0:12Ele pode ser interpretado como um veículo que oferta nutriente
- 0:16aos animais, mas é preciso entender que, agregado a esse
- 0:19veículo, existem características que vão impactar na forma e na
- 0:23velocidade com que esses nutrientes serão
- 0:26disponibilizados para os animais, então, conhecer
- 0:29virtudes e limitações é algo. Essencial para uma formulação
- 0:33correta. Para o uso correto do coproduto,
- 0:36para que a gente não entre num erro de atribuir juízo de valor
- 0:41positivo ou negativo no ingrediente sem conhecer uma
- 0:44totalidade. Signos nas redes sociais,
- 0:47YouTube e Spotify para ter acesso a conteúdo técnico atual
- 0:51de qualidade irreverente e gratuito.
- 0:57Os finnocares só é possível através do apoio de empresas
- 0:59inovadoras e que apoiam a educação continuada.
- 1:02Na suinicultura brasileira top gem, onde você encontra as
- 1:06matrizes mais completas do mercado.
- 1:08A excelência está no nosso DNA, serva sempre com você.
- 1:12Além da saúde animal, DSM, firminist, moldando o futuro dos
- 1:16cuidados com suínos, elenco, alimento e companheirismo,
- 1:20enriquecendo vidas, polinutre, nutrição animal.
- 1:23Juntos vamos mais longe, Giga alta.
- 1:27Performance sem esforço. Bom dia.
- 1:35Sejam todos muito bem-vindos para mais uma edição do nosso
- 1:38fino casting. Meu nome é Guilherme Dante.
- 1:40Sou host do do programa e hoje nós temos um convidado muito
- 1:45especial. Doutor Anderson corasse é a
- 1:49zootecnista formado pela Universidade Federal do Rio de
- 1:52Janeiro, o mestrado e doutorado na Universidade Federal de
- 1:55Viçosa. Atualmente é professor da
- 1:58universidade federal do Mato Grosso.
- 2:01No campus de Sinop, professor Anderson, seja muito bem-vindo,
- 2:06é. Eu sempre reforço aqui que esse
- 2:08é um programa dinâmico, um programa leve, democrático,
- 2:13aberto, é que a gente tenta abordar uma gama imensa aí de
- 2:17profissionais da área de profissionais afins, alunos dos
- 2:23cursos aí da da da da ciências do agro, né veterinário?
- 2:30Lusotecnistas agrônomos é técnicos em agropecuária, enfim,
- 2:35acadêmicos em geral, os professores auxiliando nas suas
- 2:39aulas. É os produtores, né?
- 2:43As empresas que vivem do do agro e da suinicultura e, muito
- 2:47importante, os consumidores da nossa proteína e os não
- 2:52consumidores também da da nossa proteína.
- 2:55Num desafio aí de nós esclarecermos algumas coisas da
- 2:58cadeia, né, que são importantes e.
- 3:01E deixar claro que o nosso modelo de trabalho.
- 3:05Então vou tomar a Liberdade de te chamar de Anderson, né?
- 3:09Seja muito bem-vindo, né? Fica à vontade aí o tema.
- 3:14Eu não sou nutricionista, né? É um tema, é ligado à nutrição e
- 3:19que eu acho que é importante a gente falar.
- 3:21É como eu eu já já trabalhei, já fui.
- 3:26Da da da área de extensão rural, já fui extensionista, já
- 3:30trabalhei em Granja, já já tive Na Na parte gerencial e também
- 3:36em em diretoria de empresa. Então, muitas vezes eu fui um
- 3:39consumidor EE, cobrava da nutrição EE outras vezes, fazia
- 3:44parte do pacote econômico, né, daquilo que que que a nutrição é
- 3:49faz. Então, o nosso tema hoje é a
- 3:52coprodução, o. Uso de coprodutos a produção do
- 3:57etanol. Anderson.
- 3:59Eu fiz uma apresentação que eu sempre chamo uma apresentação
- 4:02fria de currículo, né? E eu gostaria de de quebrar gelo
- 4:06aqui, saber quem que é o Anderson.
- 4:09Prazo pelo Anderson corazza, né? Como como construiu essa essa
- 4:13carreira? É e desde lá do do do começo de
- 4:17definição do estudante, pra onde, pra pra que rumo seguir?
- 4:23E como que que foi parar aí em Sinop, né, num celeiro aí da da
- 4:28produção do agro-brasileiro. Olá Guilherme, muito obrigado
- 4:32pela oportunidade. Gostaria de agradecer pelo
- 4:34convite, fazer parte desse canal extremamente importante e
- 4:38contemporâneo da informação. Para a sua incultura brasileira.
- 4:43O uma quebra de paradigma nessa forma de chegarmos com
- 4:46informações nos mais diversos acessos, né?
- 4:50Então eu me sinto privilegiado pelo convite, agradeço demais
- 4:53pela oportunidade, não? Breve relato, eu diria a
- 4:57senhora, eu sou natural de Concórdia, Santa Catarina.
- 5:01Então já está no DNA nosso, né? Ter algo disso na cultura, não
- 5:05tem como fugir disso. Então, a partir dessa ordem, né,
- 5:10eu posso relatar que tem uma herança familiar, né?
- 5:14E vou usar uns termos particulares da nossa região.
- 5:16Lá, meu nono, os meus nonos já foram suinicultores, né?
- 5:20Um em Concórdia, outro em Seara, então já viviam neste meio da
- 5:25suinicultura desde aquela época. Isso, obviamente foi passando de
- 5:30gerações, né? É ao ponto que até hoje nós
- 5:34temos, então, familiares que continuam militando na
- 5:37atividade, né? Então é, primos, tios, é primos
- 5:42de segundo grau, enfim, em Santa Catarina, no Rio Grande do Sul,
- 5:46é muita gente ainda, da família corasta, continua e de família,
- 5:52desenha, et cetera continua, e Na Na militância, então, a gente
- 5:56acaba se sentido estimulado. AA continuar.
- 6:00E foi isso que me levou, por exemplo, a fazer um curso de
- 6:03técnico em agropecuária. Concórdia mesmo, né, que
- 6:06dispensa maiores Apresentações, né?
- 6:08O que eu considero uma das cidades berço da silicultura
- 6:11brasileira, né? E a partir daí, eu já fui
- 6:15tendencioso, né? Para trabalhar na silicultura e
- 6:19me aventurei, então, no Rio de Janeiro, em Seropédica, para
- 6:22para a universidade rural, lá do Rio de Janeiro, formar em
- 6:26Zootecnia. Tive experiência com equinos,
- 6:29mas decidi voltar para a Cine cultura.
- 6:32E a partir daí, então, é buscar mais informações e mais
- 6:35capacitação. E no nível de mestrado e
- 6:37doutorado em Viçosa em Minas Gerais, né?
- 6:40Que é outro Brasil e cultura nacional?
- 6:43É. Mas antes de concluir o meu
- 6:44doutorado, eu tive uma experiência ao retornar pro
- 6:46Oeste de Santa Catarina e trabalhar na iniciativa privada
- 6:50numa empresa de cinicultura e de nutrição, né?
- 6:54EE fazia parte daquele equipe, foi extremamente importante para
- 6:58mim, muito agregador em termos de informação.
- 7:01E a partir daí eu já iniciei minha atividade acadêmica
- 7:05docente, né? Tive a minha primeira
- 7:06experiência em Chapecó, na docência e na sequência, então
- 7:10eu tive a oportunidade de é fazer o concurso aqui pra pra
- 7:14federal de Mato Grosso em Sinop, como você colocou aí.
- 7:17É um dos nossos celeiros aí da produção agrícola e pecuária do
- 7:21país e a gente está muito feliz de fazer parte dessa equipa
- 7:23aqui. ADSM firminish pode ajudá lo a
- 7:27preparar, proteger e apoiar a resiliência dos seus leitões.
- 7:31Fornecendo experiência local em suínos e soluções completas e
- 7:35personalizadas para ajudálo a concretizar a sua visão, ADSM
- 7:39firminist está moldando o futuro dos cuidados com os suínos.
- 7:45Bom, já já fiz alguma anotação aqui.
- 7:47Anderson, é legal essa questão do nono aí Concórdia, né?
- 7:53Eu, eu, eu trabalhei em Videira, então a gente a gente.
- 7:56Pode ter um? Alguma coisa em comum aí e aqui
- 7:59também. 111 pouco da história da silicultura, né?
- 8:03Ou em um italiano, é falando a respeito da silicultura.
- 8:07Ilegal também é essa questão de Concórdia para a Sinop, né?
- 8:10Que que que traduz um pouco do que foi, do que está sendo a
- 8:14silicultura no Brasil, essa abertura aí de Fronteiras?
- 8:18Indo direto ao nosso assunto, o professor Anderson é.
- 8:23A gente sabe do do e eu, particularmente, pude ver aí na
- 8:27região, mesmo em em em Lucas do Rio Verde.
- 8:30É eu acho que lá por 16 ou 17, o começo da da produção do do do
- 8:37DDGS, do do o começo aí, do do da eu acho que é a primeira
- 8:41usina do Brasil, né? Da família France que começou.
- 8:46Pelo menos em em nível industrial.
- 8:48EEOEO Brasil é um é um dos destaques, né, na produção do do
- 8:54etanol hoje, a partir do milho, eu acho que é o segundo maior
- 8:57produtor. E como, como pergunta aí de pra
- 9:02pra, pra começo de conversa, né, eu, eu, eu, eu, perguntaria
- 9:06assim, quais são os coprodutos do etanol hoje, né?
- 9:09Vai dar assim? AA grosso modo, eu fui um
- 9:12consumidor do do DDGS ou ODDG também, né?
- 9:17Oo que o que existe aí, quais são?
- 9:20Essas Oo que temos aí de diferença EE, pra pra pra nós
- 9:26começar a balizar a nossa conversa.
- 9:30OK, Guilherme, bom, inicialmente eu diria o seguinte, né, a gente
- 9:33vem acompanhando essa dinâmica da indústria mais regional, né?
- 9:37E, na verdade, nós temos indústrias de de coproduto de
- 9:41etanol à base de grãos há mais de 10 anos, tá?
- 9:45Temos registro de outras indústrias de menor porte, que
- 9:49já trabalhavam com esse tipo de matéria-prima, daquilo que
- 9:52inicialmente se chamava de fábrica.
- 9:54Flex, trabalhava hora com cana, ora com grãos, né?
- 9:59Mas realmente o escalonamento da produção ocorreu.
- 10:03E 17 para cá é o que eu considero uma condição.
- 10:06É muito recente, né? Então, é natural que nós
- 10:09tenhamos também dificuldade de compreender a condição dos dos
- 10:13coprodutos, né? E aí eu estou me dando a
- 10:15Liberdade de chamar de coprodutos, porque eu estou
- 10:18entendendo que nós temos uma diversidade de coprodutos muito
- 10:22grandes, né? Então, o se a gente pegar o
- 10:26levantamento das Fontes norte Americanas, que são as nossas
- 10:30principais referências, né? A gente vai ver que
- 10:32aproximadamente 50%, 49% de todos os coprodutos referem-se à
- 10:37DDGS. Né?
- 10:38Os grãos, destilados, consolúveis.
- 10:41Mas eles não são exclusivos, porque nem sempre os solúveis
- 10:44são adicionados. Então, muitas vezes eu tenho só
- 10:46ODBG. Muitas vezes eu tenho processos
- 10:49diferenciados de separação de frações desses produtos, né?
- 10:54Alguns deles extraindo parte de óleo, então caracterizando
- 10:58produtos com diferentes piores de óleo, que vai nos refletir lá
- 11:02na competição final. Em termos de valores de energia,
- 11:04por exemplo, temos variações de produtos em que há.
- 11:09Separação durante o processo, né?
- 11:11Da fração de fibra, mesmo antes do processo fermentativo que vai
- 11:14dar origem ao etanol. Então nós passamos a ter outros
- 11:19produtos com outras denominações ODDGS é o mais comum, é o mais
- 11:24frequente. Mas aqui na academia nós temos
- 11:27uma tendência a tentar não generalizar, né?
- 11:30Porque eu estou entendendo que nós temos fábricas, usinas de
- 11:34perfis diferentes e colocando no mercado produtos diferentes.
- 11:38Se o processo é diferenciado, certamente a composição final
- 11:42nutricional, aquilo que nos interessa.
- 11:45Também vai ser distinto. Então eu gostaria de não
- 11:48generalizar. Eu prefiro observar, por
- 11:50enquanto, a formatação individual de cada usina.
- 11:54Até porque existe em outros detalhes técnicos de processo
- 11:57que a gente pode é é demonstrar mais pra frente, acabar.
- 12:02Que acabam repercutindo e diferenciando uma usina da
- 12:04outra, né? Até porque.
- 12:08Temos também usinas de diferentes portes, né?
- 12:11Você tem uma primeira usina lá de 2012 que iniciou o processo e
- 12:16são portes diferentes. Então, obviamente, até a questão
- 12:20de controle, de qualidade, de padrão, de matéria-prima, de
- 12:23processo, tudo isso vai diferenciar o produto final.
- 12:26E é isso que nos nos chama atenção que nos parece, nesse
- 12:31momento que ainda há uma generalização, né?
- 12:35EE, mais do que isso, eu chamaria a atenção de que o
- 12:37nosso coproduto também é diferenciado.
- 12:40É diferente dos coprodutos norte-americanos, algumas
- 12:43pesquisas, alguns estudos iniciais já vêm demonstrando
- 12:46isso, que o perfil nutricional é diferente do nosso, do
- 12:50norte-americano, então. 11 da dos pontos de inquietação nossa
- 12:55é, devemos utilizar a matriz nutricional?
- 12:58Com produtos norte-americanos, os nossos coprodutos aqui, será
- 13:01que o processo é exatamente igual?
- 13:03Será que a matéria-prima é exatamente igual?
- 13:05Então, esse é um ponto de inquietação em que a gente vem
- 13:08trabalhando nos nos últimos anos, né?
- 13:10E continuamos nessa linha. Deixa eu fazer, Oo.
- 13:14Agora uma pergunta é específica, e em relação AA isso, como como
- 13:20eu te falei, eu trabalhando no campo, tinha aquela questão da
- 13:24da da eterna briga do do contra os nutricionistas né?
- 13:29Que é uma briga de. Que a gente adquire algum cabelo
- 13:33branco, a gente vê, pô. O fim da cadeia é único, né
- 13:37irmão? É uma é uma.
- 13:40É uma coprodução, vamos dizer assim, vamos usar o coproduto
- 13:43aí, né? Todos, todos estamos juntos.
- 13:45EE, eu e eu e eu eu sou casado com uma pessoa que trabalha com
- 13:49qualidade de evações, né? Então não tem escapatória nessa,
- 13:55nessa garantia é do produto é. É mal, mal comparando, aí eu,
- 14:01milho, o milho, milho, milho mesmo é, nós temos aí diferenças
- 14:06de de de genética, né. Eu depois eu quero perguntar a
- 14:09questão da microtoxina, né, que é o que é 11 pergunta, mas vamos
- 14:14deixar a microtoxina para depois.
- 14:15Vamos primeiro produzir OOO coproduto, né, em relação a
- 14:20essas diferenças, né, eu eu devo ter alguma diferença em relação
- 14:24à à genética do milho ou aonde que ele está sendo produzido,
- 14:28né? Aí eu tenho 11. 11 fator novo,
- 14:32né? Que é um a produção do milho,
- 14:36não necessariamente ele como matéria-prima.
- 14:39Direta, eu diria assim, mas ele ele sendo processado, né?
- 14:43Então, aonde é que entra as questões aí do próprio
- 14:46processamento, né, do uso ou não do do solúvel?
- 14:49E também o aquilo que é, como que ele é processado, né?
- 14:53OOO calor ou OOO processo em si, pra pra essa obtenção da do do
- 15:01produto final, né? Deve ter uma variabilidade muito
- 15:04grande, né? Eu acho que é isso que nós
- 15:06estamos falando, né? Sim, Guilherme, o que eu tento
- 15:09me referir diz respeito à à condição de que, sim, haverá
- 15:14lotes muito distintos de 1000, quando em relação à sua
- 15:17qualidade, suas virtudes e suas limitações.
- 15:19Né? Então, vou parafrasear 111
- 15:25discurso aqui do professor rostanho, né, de Viçosa que
- 15:27falava assim, ó, não tem como fazer milagre entrar lixo, sai
- 15:30lixo, entra coisa boa, sai coisa boa, por melhor que seja o
- 15:33processo, isso está diretamente amarrado a qualidade da
- 15:36matéria-prima. Então eu me refiro que
- 15:38possivelmente, né, algumas indústrias serão mais
- 15:42criteriosas na compra na aquisição da entrada dessa
- 15:45matéria-prima, né? E isso vai se refletir lá no
- 15:48final, um tema que você já tocou.
- 15:51É certo, mas os processos visam, é principalmente e eu, e o
- 15:57interesse principal da indústria é a produção do etanol.
- 16:00Então, maximizar a extração do amido para a produção do etanol
- 16:05é o carro-chefe, né? Por isso a denominação de
- 16:08coproduto coproduto mesmo. O valor não, não é o de DGS ou
- 16:12uso de DGSSE, sim o etanol. Então tudo o que se faz, ou
- 16:16quase tudo o que se faz, prioriza a condição da produção
- 16:19do etanol é ele. O produto principal é quem
- 16:21viabiliza a usina propriamente de né?
- 16:25E nós, como consumidores secundários da indústria, vamos
- 16:28colher o que esse processo está sendo priorizado lá na
- 16:32indústria. Então, quando eu falo de de de
- 16:35mudança, de processo, de diferença, de processo, a gente
- 16:38tem que levar em em mente que esse grão é submetido, por
- 16:41exemplo, a um processo de moagem inicial, né?
- 16:44EEE, eu estou falando de grãos, né?
- 16:46E a gente nem está tocando na possibilidade de usar outros
- 16:49grãos, né? Como a gente aqui, em algumas
- 16:51regiões do país, tem a possibilidade de usar sorgo, por
- 16:53exemplo, né, como matéria-prima. Mas se nós restringirmos ao ao
- 16:58milho propriamente dito, a gente vai observar que, por exemplo,
- 17:01existem variações na. Já no primeiro processo, que é o
- 17:04processo de moagem. Só que o tamanho de partícula é
- 17:07o mesmo entre todas as usinas. Num levantamento que nós fizemos
- 17:11inicial aqui, nos diz que não. E o tamanho de partícula está
- 17:14refletido lá no coproduto de maneira diferenciada.
- 17:18E nós sabemos que, por exemplo, há o processo de digestão e
- 17:20absorção. Isso tem um impacto, né?
- 17:23A gente. Vai falar de temperaturas de de
- 17:26processamento, né? E dentro do do das temperaturas
- 17:31que são demandadas para a produção do etanol.
- 17:33A gente tem a presença de. Cepas distintas de.
- 17:38E, sacaromice ser, revise que ela devedora principal, né?
- 17:41Será que todas as cepas vão manifestar da mesma forma?
- 17:44Vão ser eficientes da mesma forma.
- 17:47A possibilidade de estar utilizando aditivos
- 17:49diferenciados, né? Existem usinas que usam, por
- 17:52exemplo, fitazes dentro do processo.
- 17:55Fermentativo. Para quê?
- 17:56Para tentar extrair o máximo de amido, que tiver o máximo de
- 17:59energia e de aminoácido. Né, que a gente sabe que a
- 18:02fitaze tem essa virtude também para tentar maximizar o
- 18:06combustível para as devedoras e, a partir disso, ter o processo
- 18:09de produção de etanol. Otimizado.
- 18:12Isso faz refletir lá no final do do produto, né?
- 18:15Então, quando a gente pensa, entre as virtudes disso,
- 18:17coprodutos, a gente está falando, por exemplo, em fosfo
- 18:20uma redução expressiva de fósforo fítico, né?
- 18:24É esse é uma das grandes virtudes do do produto.
- 18:26A gente tem comparativos demonstrando a redução é maior
- 18:31de do que 50 pontos percentuais de 50% no valor de fosfofítico,
- 18:36né? E a gente disse, o ponto do
- 18:37fósforo é discutido dentro da nutrição, da formulação, né?
- 18:41É uma possibilidade de utilizar uma outra fonte com um fósforo
- 18:44mais é disponível e também mais digestível, né?
- 18:48Porque também se reflete lá nos valores de maior digestibilidade
- 18:52de fósforo. É o que algumas usinas podem nos
- 18:54oferecer. E outras talvez não, né?
- 18:57O que impacta que, muitas vezes o acesso a essa informação não
- 19:00chega por um nutricionista. Ele vai ter o produto final.
- 19:03E aí a gente precisa conhecêlo é na íntegra, né?
- 19:07Conheceu AA composição do produto que vai ser utilizado lá
- 19:09no final, certo? Hoje aos 15 dias eu eu tive em
- 19:16Dourados. EE, lá também tem tem usinas,
- 19:19né? Hoje nós estamos falando em
- 19:22quantas? Não sei se é um número assim.
- 19:24Então expressivo, né? Mas qual que é o?
- 19:27OA representatividade hoje e para para que rumo que a gente
- 19:31está tomando, considerando aí biocombustível as as as, as
- 19:37questões aí da da da do das alternativas, né, como
- 19:41combustível é, qual que é o futuro aí?
- 19:44Anderson, se a gente puder colocar uma bola de cristal.
- 19:47Olha, é difícil fazer previsão, né?
- 19:49Mas as pontes que nós consultamos que muitas delas são
- 19:53informações oficiais, né? De governo, por exemplo.
- 19:56É nos dão ordem de que nós teremos hoje.
- 20:00É no Brasil, entre 22 a 24 usinas de etanol.
- 20:04Tá a base de milho OKA, base de grãos de cereais.
- 20:08De forma geral, esse número, possivelmente em questão de
- 20:11horas ou em dias, vai se alterar, né?
- 20:14Porque a projeção da empresa de pesquisa energética brasileira
- 20:19da ordem que dentro de 10 anos nós vamos alcançar um número de
- 20:2358 usinas. Então, se a previsão se
- 20:27confirmar, nós continuaremos tendo um grande volume de de
- 20:32etanol de grãos sendo produzido. E é interessante que se diga,
- 20:36né, essa mudança repentina, porque durante muito tempo se
- 20:39questionou a viabilidade do uso de grãos, né, para a produção de
- 20:43etanol, que é porque até então, só a Câmera é viagem.
- 20:46E aí a gente chegou aqui no Mato Grosso a momentos.
- 20:51Ter que ter milho a 10 BRL a saca. 8 BRL a saca, né?
- 20:55É bem verdade que depois abruptamente, num num passado
- 20:58receio, que isso mudou de cenário, mas o fato é que as
- 21:01projeções também nos sugerem de que hoje o Mato Grosso o maior
- 21:05produtor de de de milho do Brasil, né?
- 21:09Mais do que 2 vezes o segundo colocado com o estatuto do
- 21:12Paraná, a projeção que haja um aumento de, aproximadamente
- 21:16hoje, de 50000000 de toneladas para 80000000 de toneladas
- 21:19dentro de 10 anos. Então nós fomos entender que
- 21:22haverá uma oferta maior. De de grãos, né?
- 21:27E, naturalmente, haverá maior disponibilidade de coprodutos de
- 21:31DDGSE afins, né? Então, se hoje nós representamos
- 21:36aí 10% do que o mercado americano produz, mas o mercado
- 21:40americano, né? Segundo o último levantamento,
- 21:43disponibiliza 199 usinas. Nós temos aqui um pouco mais de
- 21:4720 usimas, tá? Não sei se nós vamos chegar Na
- 21:50Na 199 usinas, mas o fato é que, se vamos crescer, pelo menos
- 21:54esse é o cenário. Que se imagina e esse relato que
- 21:56você deu é sinal disso, né? Então eu imagino, e me atreveria
- 22:00dizer, que nos grandes bolsões de milho do país,
- 22:04inevitavelmente nascerá uma usina de etanol.
- 22:08E aí, naturalmente, haverá disponibilidade de coprodutos
- 22:11pra alimentação animal. Sim, deixa eu deixa eu fazer.
- 22:17Eu gosto dessa palavra. Bolsão de milho aí porque
- 22:22possivelmente tu também tenha estudado no teu primeiro grau.
- 22:25Ou ou segundo grau, ou corn belts do dos Estados Unidos EOO
- 22:29os os estados que faziam parte do corn belt e a e a produção.
- 22:34EE, pra ver quanto que a gente Oo nosso cinturão de milho, o
- 22:38nosso bolsão de milho é é uma coisa que merece um
- 22:43engrandecimento muito grande, né?
- 22:46Sendo redundante que é um engrandecimento grande, mas essa
- 22:49produção do do de milho do Brasil é uma coisa
- 22:52impressionante. E quando tu fala aí, e se a
- 22:54gente se a gente for pensar na nossa história?
- 22:58E quando foi lançado, Oo os estudos aí do carro.
- 23:01Álcool, né? Vou usar cana-de-açúcar pra pra
- 23:03produzir etanol, é é Oo que o que teve de explosão de de
- 23:08tecnologia aí, bom, agora jogar o milho pra fazer isso, né?
- 23:12Nós nós é, é eu, eu eu eu participei de estudos EE de
- 23:18convencimento para dizer que sorgo poderia ser usado numa no
- 23:22percental elevado EE tem empresa e tem momentos que a gente usa
- 23:26de sorgo, 100%. EEE categorias, né?
- 23:30Então, essas quebras de paradigmas e essa evolução é uma
- 23:33coisa espetacular, né, que a gente consegue fazer dentro do
- 23:36agro e que legal que a gente tem essa perspectiva aí de
- 23:39crescimento futuro, EEEE que isso traga a redução de custos,
- 23:45né? E é, e é, e entrando nessa parte
- 23:48aí do do especificamente no custo, né?
- 23:51EE, eu acho que essa a frase. AA frase até agora é que nós
- 23:55estamos tratando de coproduto mesmo, né?
- 23:58O objetivo da usina é etabal, né?
- 24:01A partir daí, vamos vamos ver o que que tem na nossa mão ou na
- 24:05mão do nutricionista pra pra ir pra frente em termos
- 24:10nutricionais. Vanderson, se a gente for
- 24:12categorizar aí milho e coproduto de uma maneira geral, né, o que
- 24:18que nós poderíamos relacionar em termos de energia, proteína?
- 24:23Fibra, o. Oo elemento coproduto como, como
- 24:28que existe categoria. OK, se me permitir, é é fazer só
- 24:3211. Adendo, aí, inicialmente se
- 24:35tocou na questão de de valores, né?
- 24:38Acho que é uma questão de é viabilidade e de oferta, né?
- 24:43É, nós sabemos que a condição de oferta do coproduto, ela é
- 24:49potencializada a partir do momento que a gente tenha
- 24:52grandes quantidades a serem ofertadas, né?
- 24:56Essa essa condição de de. Essa demanda é uma condição
- 25:01ainda ser estabelecida. Eu entendo, né, porque nós
- 25:05estamos no início de um processo, eu vejo assim, é 7
- 25:08anos de indústria, é algo muito recente, né?
- 25:12Para impulsionar EE, ofertar essa possibilidade de uso do
- 25:16ingrediente para todos, para todas as áreas, porque nós temos
- 25:20aí várias espécies se aproveitando nisso, não é isso,
- 25:22não, é um pouco produto exclusivo para a sonicultura,
- 25:25não é? Então com grande demanda para a
- 25:27govicultura, para corte, para leite, né?
- 25:30E com diferentes processos e produtos, et cetera.
- 25:33Mas falando então, especificamente do dos
- 25:36coprodutos, é, é. Eu gosto muito de de de colocar
- 25:41pros pros académicos aqui a condição de que é o ingrediente.
- 25:47Ele pode ser interpretado como um veículo que oferta nutriente
- 25:51aos animais, mas é preciso entender que, agregado a esse
- 25:55veículo, existem características que vão impactar na forma e na
- 25:59velocidade com que esses nutridos serão disponibilizados
- 26:02para os animais. Então, conhecer virtudes e
- 26:05limitações é algo essencial para uma formulação correta para o
- 26:10uso correto do coproduto, para que a gente não entre num erro
- 26:15de atribuir juízo de valor positivo ou negativo no
- 26:18ingrediente sem conhecer uma totalidade.
- 26:21Esse eu Eu Acredito que seja um dos riscos que nós temos hoje,
- 26:24por se tratar de um produto ainda relativamente novo Na Na
- 26:28nutrição brasileira, então muitos de nós não é.
- 26:32Estamos procurando informações, conhecer um pouco mais.
- 26:36Para saber exatamente quais são suas virtudes, quais são suas
- 26:38limitações, né? Não é, na minha interpretação,
- 26:41não existe um alimento perfeito, pelo menos entre os macro
- 26:44ingredientes. Todos eles têm virtudes e tem
- 26:46limitações. E é, então, particularmente, nós
- 26:51não somos vendedores de coprodutos.
- 26:53Então o nosso papel na academia é justamente trazer à tona tudo
- 26:56o que tem de positivo, tudo o que tem de limitação de ponto
- 26:59crítico, né? Então, inevitavelmente, quando a
- 27:02gente compara com a matéria-prima, com o milho, a
- 27:05gente vai tratando de coprodutos, que, em geral, em
- 27:07média, né? Usando.
- 27:09Normalmente ODBGS, que é a maior oferta produto.
- 27:13Um produto que tenha uma grande concentração de proteína.
- 27:16Então, a gente está falando de coprodutos que, em média, na
- 27:18casa de 30% de proteína. E mais interessante do que isso,
- 27:23né? Um bom aporte de aminoácidos.
- 27:25E, surpreendentemente, né, a gente tem observado aí uma
- 27:29evolução com relação à proporção lesina proteína.
- 27:33Então com valores bem marcantes. E, do ponto de vista
- 27:37comparativo, né? Com proporções de visina
- 27:39proteína bem maior nos nossos coprodutos em relação aos
- 27:42produtos. Os norte-americanos, pelo menos
- 27:44alguns deles. OK, então Eu Acredito que essa é
- 27:47uma das grandes virtudes, né? Tem 11, Alê de ter proteína.
- 27:51Temos um perfil de maior concentração de um dos maiores
- 27:54aminoácidos mais importantes aí, né?
- 27:56Nos primeiros. Limitantes nas dietas, né?
- 28:00É inevitavelmente. A gente tem que falar de que,
- 28:02apesar de não ter carboidrato nesse coproduto ter uma fração
- 28:05de carboidrato menor em comparação ao milho, ele nos
- 28:09permite um grande aporte de energia.
- 28:11Né? Então, nós temos coprodutos com
- 28:13valores de energia igual ou superior ao milho.
- 28:16Eu estou falando para suínos aí na ordem de 3300-3400
- 28:21quilocalorias, né? Apesar da variabilidade que há
- 28:24entre as usinas, a gente está falando de valores bem
- 28:27expressivos, né? E essa energia é tem uma
- 28:32característica diferenciada do mido, que não é a partir de
- 28:35carboidrato. É a partir, principalmente, de
- 28:38lipídio e de proteína. Então, então, estamos falando de
- 28:41produtos que vem aí de 6 até 12% de extrato até de lepídio na sua
- 28:48Constituição. E isso não sugere uma dinâmica
- 28:50diferente de energia, OK, é claro que mais uma vez na varia
- 28:55de indústria para a indústria, mas a gente vai ter um aporte
- 28:56interessante de energia, o que nos permite, no momento da
- 29:01formulação, não só pensar no o produto como um substituto do
- 29:04farelo de soja, mas pensar como substituto, obviamente, do milho
- 29:08também. Então ele se viabiliza por essa
- 29:10condição. Eu, eu volto AA frisar mais um
- 29:13dos pontos marcantes que é a questão do fósforo, né?
- 29:16A gente está falando de um dos elementos mais custosos da
- 29:18dieta. Então a possibilidade de termos
- 29:21uma fonte de fósforo é com maior disponibilidade de
- 29:26digestibilidade. É um trunfo desses coprodutos.
- 29:28Não é um processo fermentativo, nos permite isso.
- 29:31Temos no interior desse produto uma fração de proteína de
- 29:35devedura, porque boa parte das leveduras se apresenta no
- 29:40produto final, permanece no produto final.
- 29:42Né? Então também traz um perfil de
- 29:43aminoácidos interessantes, né? Nós poderíamos citar, ainda, a
- 29:47questão do perfil de ácidos drásticos, quando a gente pensar
- 29:51na possibilidade de que é possível fazer com que o animal
- 29:55deposite um perfil de ácido graxo muito próximo daquilo que
- 29:58ele consome, né? É só uma característica dos
- 30:01animais. Monogásticos, então, o
- 30:03enriquecimento da carne e dos tecidos, e, eventualmente, do
- 30:07leite da porca, o maiores teores de ácido linoleico e linoleico,
- 30:12né? Precursores lá da família.
- 30:14Chega 3 e ômega 6. E eles são mais um trunfo desse
- 30:18coproduto que trazem, andou em um perfil de ácido graxo mais
- 30:21próximo daquele de origem vegetal, certo?
- 30:25Então é também uma forma um enriquecedor de perfil de
- 30:29produtos caros no final, tá, é? E aí eu vou colocar 11 viés, né?
- 30:35Que é a questão dos carboidratos fibrosos que nós poderíamos
- 30:40colocar essa essa condição, tanto quando como o ponto
- 30:43positivo, quando como ponto negativo.
- 30:46Porque eu estou me referindo a ponto positivo, porque eu sou um
- 30:49daqueles. É é que são partidários ao uso
- 30:55de Fontes fibrosas para dietas de porcas em gestação.
- 30:59E eu vejo uma grande oportunidade.
- 31:01E ainda me parece um pouco explorado no uso desses
- 31:05coprodutos, né? Eu estou falando aí, fazendo um
- 31:07paralelo numérico aí a substituir milho, que tem 1415
- 31:12por cento de FDM por um produto que tem 60% de FDM.
- 31:17Então, um trunfo para tudo aquilo que a gente entende que é
- 31:22o papel da fibra na gestante, na porca.
- 31:25Gestante, né? Na questão de saciedade, na
- 31:28questão de bem-estar, que são temas recorrentes.
- 31:31Agora, né? É na questão da preparação dessa
- 31:34FM gestante para o período de lactação.
- 31:37Então eu vejo que é uma oportunidade ainda pouco
- 31:39explorada e que, possivelmente, num futuro breve, a gente deve
- 31:43encontrar mais mais pontos como esse.
- 31:46Então, esse o que eu considero os principais pontos positivos
- 31:49do uso dos compradores. Certo?
- 31:51Fazendo um bom primeiro, uma pergunta aqui e essa questão dos
- 31:56aminoá da da dos da diferenciação de aminoácido com
- 32:00o americano, com o azul. As usinas ou com o produto
- 32:03americano tem, qual que seria AA razão tem.
- 32:08Se tem, tem alguma explicação? É, é é difícil a gente colocar
- 32:12isso de maneira absoluta, né? E de maneira direta.
- 32:15Mas é possível que tenha a vinculação com matéria-prima,
- 32:19com característica de matéria-prima.
- 32:21E também eu eu me atreveria, dizia que uma das grandes razões
- 32:26é o perfil das nossas usinas. As nossas usinas são novas.
- 32:30O processo é novo, então temos processos bastante modernos
- 32:34sendo utilizados no Brasil. Então isso pode otimizar a
- 32:39permanência dos aminoácidos ímpicos no produto final.
- 32:44Então é uma das razões que eu estou levantando, que que pode
- 32:48ser que ajudem a gente a entender porquê essa Riqueza
- 32:52maior de aminoácidos nos nossos coprodutos, né?
- 32:54Claro, eu estou falando na proporcionalidade da proteína
- 32:58como um todo. Então, possivelmente seja essa
- 33:01uma das razões. Legal, bom pra pra quem não é
- 33:05nutricionista, que é o meu caso aqui.
- 33:07Fazendo o resumo, eu teria 11. O coproduto é, é um produto, uma
- 33:13proteína é superior a do milho. Essa questão dos dos aminoácidos
- 33:20que seria 11, parte interessante, energia num numa,
- 33:24num, num ponto praticamente de igualdade.
- 33:27E aí a questão interessante. Interessante e do fósforo e dos
- 33:30ácido gratos dos ácidos gráficos.
- 33:33E esse esse brinde, vamos dizer, enfim, em relação à fibra, né?
- 33:38AA possibilidade de tu ter 11 ração, mais mais fibrosa,
- 33:42especialmente para a questão de de No No período de gestação, o
- 33:47seria OOO. A grosso modo, esse Oo resumo.
- 33:52Sim, Eu Acredito que isso são os principais pontos, os.
- 33:54Principais virtudes, né? De virtudes, sim, virtudes, EEO,
- 33:58que é que eu? Bom, eu eu estou com a minha
- 34:00pergunta lá da michetoxina para depois, né, Oo que é que seria?
- 34:04Quais? Eu fiquei?
- 34:06Eu fiquei interessado aqui nessa questão do ácido gráfico.
- 34:09Oo que que nós temos de estudo aí em relação a isso?
- 34:12Qual? Qual que seria?
- 34:14É ele, ele pode ser. Quer dizer, ele tem a vantagem,
- 34:17as vantagens, né. Mas nós temos estudos aí em
- 34:20relação à qualidade ou a peso do eleitor desmamado é em em
- 34:25estudos comparativos. Com utilização de de DGS.
- 34:28Isso? São são poucos os trabalhos que
- 34:31que versam. É difícil fazer, né, porque a
- 34:34usina, a matéria-prima, é difícil, né?
- 34:37Daí. De separar brasileiros, estudos.
- 34:40Brasileiros, eu desconheço. Certo, certo, se a gente tiver,
- 34:43é possivelmente com o uso de coproduto.
- 34:46É norte-americano ou europeu, né?
- 34:48Mas o que a gente imagina que, por exemplo, asculino-vênico é
- 34:52da família ômega 3, né? Ajuda de maneira expressiva na
- 34:56produção de monoglobulinas. Então a gente poderia ter uma
- 34:59melhoria de de sanidade dos leitões, agregando o valor, por
- 35:04exemplo, ao colosto inicialmente.
- 35:07E a partir disso, a gente deu 111 viés positivo no uso desses
- 35:12coprodutos lá na laptação. EE.
- 35:14Qual que é a inclusão do do? No No, nas diferentes fases aí.
- 35:19Esse é um é 11 ponto interessante de questionamento,
- 35:22né? Porque diversos trabalhos são
- 35:26produzidos, né? Mais uma vez com base na
- 35:28literatura Americana, né? Como a diversidade grande de
- 35:31orientações, né? Mas é que que a gente está
- 35:34observando antes de pensar nas inclusões, é interessante a
- 35:38gente ponderar que as inclusões são balizadas a partir de pontos
- 35:43de limitação, né? Houve de pontos críticos?
- 35:45É, então eu falei um Monte de pontos positivos, mas nós não
- 35:48podemos esquecer que existem limitações, né?
- 35:50A própria questão da fibra, ele é um ponto positivo, mas
- 35:54inevitavelmente vai ter um viés negativo, que é o fato da
- 35:57influência da fibra, né, dos dos PMAS, principalmente aí sobre a
- 36:01digestibilidade, inclusive dos aminoácidos.
- 36:04Então nós vamos aumentar a quantidade, nós podemos perder
- 36:07digestibilidade dos aminoácidos, tá?
- 36:09Então, a gente está falando genericamente de inclusões.
- 36:15De da ordem de até 10%. São de até 10% em dietas de
- 36:20creche, né? E, chegando a balizadores na
- 36:24ordem de 30% na terminação. E lá na gestação há
- 36:28possibilidade de uso de até 30 ou mais por cento, 4050 por
- 36:33cento. Algumas sugestões aí são mais
- 36:36audaciosas, eu diria assim, né, sugerindo o uso de até 50% de
- 36:40inclusão em dias de gestação, porque aí a gente sabe que a
- 36:43demanda por proteína é menor, não é?
- 36:46É uma condição mais restritiva do ponto de vista energético,
- 36:49então permitiria um nível maior de inclusão.
- 36:52Isso que a gente poderia generalizar, né?
- 36:54É bem verdade que existe alguns produtos, houve o teor de fibra,
- 36:58possivelmente são menores, então naturalmente as inclusões tendem
- 37:02a ser maiores, né? A perda de estabilidade dos
- 37:05aminoácidos é menor, né? É um produto de inclusão que nos
- 37:08sugere umas inclusões maiores. Isso pode acontecer também.
- 37:12Vamos, vamos para os pontos negativos, EEAEA minha pergunta
- 37:16a respeito aí de. De microtoxinas, né?
- 37:20É uma pergunta generalista aí. Mas é uma curiosidade, né?
- 37:24Em relação a esse ponto da da microtox.
- 37:27Sim, é um questionamento recorrente, né?
- 37:30E a condição que a gente coloca que não é por ser um produto
- 37:34novo no mercado, que não devemos ter as mesmas preocupações com
- 37:38relação ao controle de qualidade, principalmente com
- 37:41relação a armazenamento. Logística, viabilidade,
- 37:46distribuição. Então, nós entendemos que
- 37:49primeiro é, é há uma generalização.
- 37:53Vou voltar rapidamente ao processo de fabricação, né, de
- 37:55que tudo que está no milho, quando a gente pensar no
- 37:58coproduto final, ele vai ser multiplicado por 3, porque a
- 38:01gente está tirando 2/3 da composição do grão, que é a
- 38:05fração do endosperma, a fração do amido.
- 38:07Então, se nós tivermos uma matéria-prima que já tenha um
- 38:10potencial de risco grande, e isso certamente se refletirá no
- 38:14produto final. Então entram aí os processos de
- 38:18controlo de qualidade, né? E as políticas de compra de
- 38:20matéria-prima das usinas para tentar minimizar esse impacto?
- 38:24A partir disso, nós vamos pensar que é, nós temos produtos e
- 38:29possibilidades de recontaminações naturalmente,
- 38:32como qualquer outro ingrediente. Tá, é, mas eu.
- 38:36Eu não me atreveria dizer que, se for produto, poderia ter mais
- 38:40no dos processos. Maior risco de microtoxinas.
- 38:45Em comparação a milho, eu vejo como a condição proporcional.
- 38:48Se eu tenho uma matéria-prima de maior risco de contaminação com
- 38:52mais fungos, com pior condição de armazenamento, isso vai se
- 38:55refletir no produto final, certo?
- 38:57Mas sim, claro, ele é um ponto crítico.
- 39:00A presença das mititoxinas é ponto crítico, né?
- 39:04É, e eu pensaria de que o controle deva ser da mesma forma
- 39:08como o que ocorre com o próprio grão.
- 39:11Se eu estou à frente de uma fábrica de nação e já tem 11
- 39:14controle de qualidade, préestabelecido pra milho, pra
- 39:17farelo de soja devo fazê-lo? Devo ter um protocolo
- 39:20especializado também para análise dos DGS ou dos
- 39:24co-produtos. De maneira geral, né, eles não
- 39:26estão isentos das suas contaminações.
- 39:29OK, então essa é a forma de que eu tenho de interpretar.
- 39:32Com relação ao risco de microtox nesses coprodutos.
- 39:38Já pensou estar no top 1% das minocultura?
- 39:41Acesse academia suina.com.br e invista no seu conhecimento.
- 39:46Certo é que é uma questão, é. O os mesmos cuidados ou os
- 39:51mesmos, é os mesmos rigores, né? Com o produto que entra,
- 39:57armazenagem EE produto pra pra ser utilizado, baseia.
- 40:01Se me permite, se me permite, Guilherme é obviamente, né?
- 40:04Se eu tenho um produto de uma determinada origem, tô falando
- 40:08dos coprodutos que, historicamente, ou que de
- 40:11maneira característica. Já me oferece esse risco maior,
- 40:17obviamente que eu terei que ser que ser prudente e jamais
- 40:20recomendaria um produto como esse para.
- 40:22Categorias animais mais delicadas, né?
- 40:25Então aquele a minha recomendação inicial, olha,
- 40:28vamos colocar maiores inclusões na nas cópias de gestação, né?
- 40:32Ou mesmo na maternidade. Então o senhor tem 11 perfil de
- 40:36produto com esse tipo de risco. Obviamente não vou fazêlo, né?
- 40:41Se eu quiser usar esse coproduto.
- 40:42E ainda permanece esse risco, né?
- 40:44Uma questão de viabilidade económica, por exemplo, uma
- 40:46questão de oportunidade. Obviamente, né?
- 40:49A boa prática de alimentação e nutrição não sugere que eu vou
- 40:52então para outra categoria animal, ou trabalhe com
- 40:55inclusões benenores, OK? É essa, eu acho que é a conduta
- 40:59que nós devemos ter, devemos ter com relação aos coprodutos.
- 41:02É o selo do do do milho batriz, né?
- 41:05O milho pra pra. Para as para as espécies que
- 41:08pra, para as categorias que exigem mais, né?
- 41:10Seria a grosso modo, o que? O que se faz hoje com com o
- 41:14produto, né meu? Com os as matérias-primas, né?
- 41:18Sim, 11. Pergunta que em relação à
- 41:20qualidade de carne, né? Vamos finalizar aí, Oo nosso o
- 41:27nosso tempo, quase finalizar o nosso.
- 41:29Consumo, né? Como eu digo, consumo dos
- 41:32animais, eu consumo do produto em si, né?
- 41:35Algum? Alguma, algum estudo, é em
- 41:40relação a alguma diferenciação? Bom.
- 41:43Especificamente com relação à à qualidade de carne, o que a
- 41:46gente pode colocar são pontos positivos e pontos negativos,
- 41:48né? Se eu ao mesmo tempo estou
- 41:50afirmando que há um enriquecimento e aumento?
- 41:55Proporcional de ácidos graxos insaturados eu devo lembrar que
- 41:59haverá uma diferenciação com relação à proporção insaturados
- 42:02e saturados no produto final, então.
- 42:06Dependendo de qual é o destino dos animais, a que tipo de
- 42:09produto vai ser acabado, eu devo ter em mente de que inclusões
- 42:13maiores tenderão a colocar mais as os gastos insaturados, e que
- 42:17nós sabemos que a temperatura ambiente alterará a
- 42:21caracterização física do produto, ou seja, passarei a ter
- 42:25uma gordura menos rígida. Então, de repente, se eu estou
- 42:29pensando em utilização de suínos abatidos, que foram consumidores
- 42:34de coprodutos ricos em ácidos graxos insaturados?
- 42:37Tá proporcionalmente a produção endógena que é maciçamente
- 42:41saturada, certo? Que que a gente vai observar a
- 42:44possibilidade de termos aí peças, cortes, produtos que
- 42:49podem ser comprometidos. Então, se eu preciso de uma
- 42:52gordura mais firme, mais rígida, os coprodutos não são as
- 42:56melhores indicações. Isso é uma condição que a gente
- 42:58tem que estar observando, né? Se eu estou pensando num corte,
- 43:01como por exemplo uma picanha, uma picanha suína, ou de repente
- 43:0511 salame diferenciado, em que eu preciso um padrão físico de.
- 43:10Gordura e isso deve ser tomado com cautela no momento da
- 43:15escolha desse coproduto. Né?
- 43:16É isso que possivelmente os nossos colegas é nutricionista
- 43:20de campo, estão observando na interação com a agroindústria
- 43:23como uma formação geral, né? E talvez algumas alternativas de
- 43:27como, de como remediar isso, né? Será que alguma, com alguma
- 43:31antecedência, eu consigo substituir aí a fonte de lipídio
- 43:34com animal consome, enfim, tem uma série de estratégias que
- 43:37podem ser contempladas com relação a isso.
- 43:40E a questão das inclusões, né? É preocupante a partir de um
- 43:44certo nível, né, como qualquer outro ingrediente que tem
- 43:48virtudes e limitações. É a proporção, por exemplo, de
- 43:52aminoácidos de cadeia ramificada, isodelsina, leucina
- 43:56e valina. É o ovo um dos pontos de atenção
- 43:59também, porque é. Nós sabemos que AA proporção
- 44:03desses aminoácidos do milho é diferente do que do farelo de
- 44:06soja. E quando eu penso nos coprodutos
- 44:08como substitutos, inicialmente, do farelo de soja, eu estou
- 44:11substituindo um perfil de ácido graxo.
- 44:13Perdão, um perfil de aminoácidos por outro perfil de aminoácido.
- 44:17Certo, o aumento de leufina pode ser até 2,5 vezes maior nos
- 44:23coprodutos em relação ao field. Sofre que repercussão isso tem?
- 44:27No final, com AA promoção de um antagonismo entre esses 3
- 44:32aminoácidos de de cadeia ramificada no processo de
- 44:35absorção desses aminoácidos. E aí, esse processo pode
- 44:40impactar no quê? No campo, no padrão de consumo
- 44:43dos animais. Então, o que acontece a partir
- 44:46de grandes inclusões? É a possibilidade de redução de
- 44:50consumo. Orando que nós já estamos.
- 44:53Já temos 11 impacto interessante, que é a condição
- 44:56da fibra, o material fibroso lá, então agregado esse perfil de
- 45:00ácido graxo é mais um ponto de correção.
- 45:02Então por isso que eu me refiro que a gente precisa entender um
- 45:04pouco melhor como é a condição e o perfil de ácidos graxos, rede,
- 45:09aminoácidos de e de toda a sua composição para que a gente
- 45:12possa corrigir esses pontos críticos.
- 45:14Fechamos a cadeia aqui, né? Do do do do do começo da
- 45:18produção lá, da da usina até o. O consumo aí da picanha?
- 45:24Fiquei. Fiquei lembrando aqui, Anderson,
- 45:28fiquei. Do fiquei com o pensamento lá do
- 45:30do nono. Na verdade eu falei corasa, né?
- 45:33Mas corasa, né, do que que o nono, como, como que ele
- 45:37produzia lá em Concórdia na época dele.
- 45:40EEEA imensidão de oportunidades que a gente tem, né, que que
- 45:44legal que que é já a gente poder fechar essa essa cadeia.
- 45:49Muito bom, obrigado pela tua colaboração aí.
- 45:52Anderson EE, pra encerrar. Eu, a maneira mais mais leve
- 45:58aqui. Oo que que o que que o Anderson
- 46:01costuma fazer No No momento de de lazer aí No No Mato Grosso?
- 46:06É interessante. Nada de de anormal, né?
- 46:09A gente vem que numa família bastante tradicional, né?
- 46:12É o meu ócio que a gente tenta utilizar como higiene mental e
- 46:19como de alguma forma, inspiradora.
- 46:21Criativa também, né? Eu sou um esportista, eu gosto
- 46:25de esporte, mas bastante convencional, né?
- 46:28Então ainda pratico futebol e me atendo muito às questões de
- 46:32ordem tática, né? Eu gosto muito de estudar
- 46:34tática. É, tanto nas minhas leituras,
- 46:38quanto in loco, né? E porque também isso tem um
- 46:41paralelo com que eu entendo, com com gestão de pessoas, inclusive
- 46:45de Granja. Eu eu enxergo muito isso, né?
- 46:48Como motivar aquele colaborador ou aquele colega, que de repente
- 46:53tem uma limitação, não tem a mesma, o volume de informações,
- 46:57então esse é um, é um nosso criativo, tento estabelecer, e
- 47:02mais recentemente, desde a pandemia, né, aí o outro esporte
- 47:06que é o ténis. Uma outra vez, então um esporte
- 47:09individual, mas que trouxe para a gente assim, é formas
- 47:13diferentes de como sair de situações difíceis, né?
- 47:19Quando você não tem a quem recorrer e a saída tem que ser
- 47:23dada. Então qual estratégia, o que é
- 47:26que eu posso buscar, aonde eu vou tirar forças?
- 47:29Então são esportes assim, inspiradores, um bem individual,
- 47:32o outro bastante coletivo, não é, então é uma das práticas que
- 47:36eu gosto bastante, para tentar evoluir também como como pessoa,
- 47:40não é não só como professor, mas como pessoa de maneira geral.
- 47:43Que legal, que legal. 111. Satisfação falar contigo né?
- 47:48EEE bom ver essa esse ânimo EEEO que está sendo construído aí No
- 47:55No Mato Grosso, né? A gente conhece essa.
- 47:57Esse potencial gigante de ter EE também vê que tem tem pessoas
- 48:03dentro da universidade que que estão fazendo essa essa formação
- 48:07de de de pessoas, né, precisando de bastante gente boa para para
- 48:11continuar essa essa imensa produção que a gente tem No No
- 48:14Brasil. Agradeço aí Anderson EEE.
- 48:18É legal ter temas como esse, né, que abrangem múltiplas áreas da
- 48:25nossa produção, né? De veterinários, soutecnistas e
- 48:28agrônomos, aonde a onde cada um pode estar inserido.
- 48:32Ajudando nessa, nessa produção? Fico agradecido aí.
- 48:36E a gente se vê por aí no nosso caminho da cinicultura.
- 48:40Grande abraço. Maravilha.
- 48:41Muito obrigado pela oportunidade.
- 48:42Espero que tenha sido de bom proveito para para todos os
- 48:45ouvintes. Obrigado mais uma vez.
- 48:47Um abraço, até a próxima.