Latest / ED Podcast [@arthurdantaslemos] / NA RAÇA #VI - A CONQUISTA DA OCEANIA (CLUBE DO LIVRO)
Transcript
- 0:06A conquista da Oceania, Senhoras e Senhores, quem fala aqui é o
- 0:10Arthur Dantas Lemos comigo, Bruno Maia Soares.
- 0:13Estamos lendo na raça. A gente está gravando esse
- 0:18episódio aqui. Em seguida, ao último não é?
- 0:20Então o último, o Bruno fechou dizendo que aquele trecho da
- 0:23história da XP é é retratava muito bem o nome do livro na
- 0:27raça, não é? E vamos ver como é que continua
- 0:29essa história aqui neste capítulo número 3, que chama a
- 0:32conquista da Oceania, posso iniciar aqui Bruno?
- 0:36Vamos embora, vamos direto ao ponto.
- 0:38Direto ao ponto. Então, na adolescência,
- 0:40Guilherme Besimol foi um fã de War.
- 0:43O Jogo estratégico que cada participante recebe uma
- 0:45ambiciosa missão de conquistar territórios no mapa-múndi as
- 0:50partidas demoram horas e horas, muitas vezes terminando sem um
- 0:52vencedor, Guilherme utilizava sempre a mesma estratégia
- 0:55qualquer que fosse a missão territorial que recebesse nas
- 0:58primeiras rodadas, enchia, a isolada Oceania de exércitos, só
- 1:03com as suas tropas, já não cabiam no continente.
- 1:05Ele se sentia confortável para iniciar uma lenta expansão
- 1:08global. Quase nunca dava certo, é
- 1:11verdade. Ao menos ele também não perdia a
- 1:13Oceania. Com AXP ele seguiu o mesmo
- 1:17caminho. A região sul seria a sua
- 1:19Oceania. Todo o dinheirinho que entrava
- 1:23Guilherme e Marcelo guardava um dia decidiram que havia chegado
- 1:28a hora de encher as principais cidades da região de exércitos
- 1:31de agentes autônomos que dariam cursos e a atrairiam novos
- 1:35clientes. O passo natural foi a expansão
- 1:39para cidades próximas a Porto Alegre.
- 1:42Passada a euforia inicial, porém, os limites daquele modelo
- 1:47ficaram foram ficando claros e a dupla percebeu que seria preciso
- 1:51fazer ajustes para que seu crescimento pela região
- 1:54acontecesse de maneira saudável. Pouquíssimos alunos abriam de
- 1:57fato uma conta fosse na XP, fosse NOS escritórios de agentes
- 2:01autônomos associados do jeito que a coisa ia.
- 2:05Eles estavam se transformando numa empresa de educação e essa
- 2:08não era a ideia. Os cursos eram importantes, mas
- 2:11eles estavam ali para conseguir clientes.
- 2:13Não era um fim em si mesmo. Era preciso encontrar uma forma
- 2:19de acelerar essa conversão, como fazer isso?
- 2:21Ninguém sabia. Uma das razões do sucesso dos
- 2:23cursos da XP era sua simplicidade.
- 2:25Aquelas palestras criavam NOS alunos a sensação de que
- 2:28conheciam melhor o funcionamento do mercado financeiro.
- 2:31Todavia, não lhes davam a confiança necessária para de
- 2:35fato mergulhar na bolsa, operar e assim gerar receita para a XP.
- 2:40Além disso, os alunos faziam um curso.
- 2:43Só e logo deixavam de ser clientes.
- 2:46Se eles acreditassem que poderiam ganhar dinheiro de
- 2:48maneira constante com o conteúdo das aulas.
- 2:50Tudo seria diferente. As primeiras dadas pela XP eram
- 2:55teóricas primeiras aulas no caso dadas pela XP, eram teóricas
- 2:58demais. As outras simples demais.
- 3:00Faltava ensinar como ganhar dinheiro na prática.
- 3:03Marcelo Rossano e Guilherme quebraram a cabeça para
- 3:07encontrar um novo formato de curso.
- 3:10Até que a esse trecho é bem importante.
- 3:13Eu destaquei isso aqui, tá principalmente para quem
- 3:15trabalha na área, aí de forma autônoma, até que Guilherme
- 3:18apareceu como uma fórmula mágica para ensinar os alunos a
- 3:21investir a fórmula mágica entre aspas.
- 3:25Escrito no livro entre aspas palavras do Guilherme, agora
- 3:29vamos ensinar o cara a usar a média móvel para saber quando
- 3:33comprar ou vender uma ação. A média móvel é calculada com
- 3:37base no histórico de preço de uma ação.
- 3:39É um dos diversos indicadores utilizados pelos analistas
- 3:42técnicos que tentam prever o preço futuro de uma ação ou a
- 3:46tendência desta ação a partir da leitura dos gráficos formados
- 3:50por suas cotações recentes. Em tese, quem olha as médias
- 3:54móveis, percebe-se, os preços estão fugindo muito do
- 3:57histórico. Se estão, devem voltar à média,
- 4:01caindo ou subindo. É claro que essa é apenas uma
- 4:06entre milhares das teorias disponíveis para tentar explicar
- 4:09o saneamento do mercado acionário.
- 4:10A eficácia da análise técnica como ferramenta para
- 4:14investimento é um Tema, inclusive em Eterno debate.
- 4:17O crítico mais famoso é o próprio Warren Buffett, outro
- 4:21grande investidor americano. Peter Lynch resumiu o problema,
- 4:23afirmando que abre aspas os gráficos são a melhor forma de
- 4:27prever o passado. Fecha aspas.
- 4:29Por sua vez, os defensores da análise técnica ou gráfica
- 4:32formam uma legião. Alguns diriam até uma religião.
- 4:37Eles buscam NOS gráficos figuras como ombro, cabeça, ombro, padre
- 4:41ventilador, triângulo simétrico para para decidir o que fazer e
- 4:44como tudo no mercado. Às vezes dá certo.
- 4:47Às vezes não dá certo bem, embora tivesse dado a ideia,
- 4:50Guilherme não sabia direito como transformar aquele conceito num
- 4:54curso. Análise gráfica é um Tema árido
- 4:58para não dizer esotérico. Pior se os clientes perdessem o
- 5:01dinheiro com as tais médias móveis, estariam fritos.
- 5:05Era preciso mastigar ao máximo o conceito um dos sinais tidos
- 5:10como mais claros de compra ou venda dados pelas médias móveis,
- 5:13acontecia quando 2 linhas se cruzavam.
- 5:16Se a cotação estava perto do preço, suporte, ou seja, das
- 5:18linhas que o papel chegara, era hora de comprar.
- 5:21Se a ação estava perto de sua cotação Máxima, era de vender.
- 5:24Guilherme passou 2 semanas testando a calibragem que
- 5:27indicava mais acertos do que erros nas análises do passado.
- 5:32Ou seja, baseado em porra nenhuma.
- 5:36Os sócios ficaram relativamente tranquilos e o próprio
- 5:40Guilherme, aquele mesmo que meses antes, estava comprando e
- 5:43vendendo vales, é em frente a Gerdau para sobreviver, passou a
- 5:49ensinar a ganhar dinheiro na bolsa.
- 5:54Aí de novo, né? Tem gente que vai olhar para cá
- 5:56e vai dizer, mas o porra seja bem-vindo à vida real, está?
- 6:01Ele era o responsável pela parte final dos cursos.
- 6:05No domingo à noite começava as aulas assim, bom galera, agora
- 6:09que vocês já sabem o que é uma ação, o que é preferencial
- 6:12ordinária? Quais são as bases para avaliar
- 6:14uma empresa? Vamos ao que interessa a
- 6:16prática? E aí, as médias móveis foram um
- 6:21sucesso. Primeiro viraram o capítulo da
- 6:24apostila do curso. Depois, Guilherme gravou um DVD.
- 6:28Porra velho esse DVD, os Caras deveriam usar, não é?
- 6:30Eu acho que não usa porque deve ter algum outro tipo de falha
- 6:32técnica lá na explicação dele. É em que explicava em uma aula
- 6:37de 3 horas, como entender aplicar o conceito para
- 6:39investir? AXP tinha pouco mais de 300
- 6:44clientes e a taxa de conversão dos cursos aumentava nasci ali
- 6:48também um serviço para o cliente.
- 6:50O agente autônomo ligava para avisar que uma ação tinha dado
- 6:54ponto de compra de venda. Quer operar Hoje?
- 6:56Perguntava. Em seguida, o cliente que já
- 7:00tinha aprendido o método no curso.
- 7:02Dedia se dava ou não a ordem a cada ligação do seu agente
- 7:06autônomo no módulo sobre médias móveis, a aula sempre incluía
- 7:09uma ligação alguma ação que tinha dado ponto de compra na
- 7:12sexta-feira anterior. Viram essa Usiminas aqui?
- 7:15Pois é, se vocês estivessem operando com a XP, um agente
- 7:18nosso ia ter te ligado e falado, olha, deu ponto de compra.
- 7:22Dizia Guilherme brilhante, caralho brilhante porra, porque
- 7:27é o seguinte. A gente adora ler morganaus.
- 7:34Não é saber o suficiente, pô, disciplina, equilíbrio e tal.
- 7:39As pessoas adoram a narrativa cerbasi de fazer boas escolhas e
- 7:44a qualidade tal, mas as pessoas querem enriquecer.
- 7:48As pessoas querem mais dinheiro, ponto, não é?
- 7:53Então, quando o cara diz assim existe esse método e se você
- 7:56fosse, se você estivesse com AXP 11 profissional, nosso ia te
- 7:59ligar para dizer Ó quer operar Hoje deu o ponto de compra aqui
- 8:02nessa metodologia. Porra é um gol caralho, é um gol
- 8:07bem, e a julgar pelo efeito do curso de de médias móveis, os
- 8:12alunos gostaram do que viram. Surgiram clientes que operavam
- 8:16na bolsa para valer o crescimento, criava problemas
- 8:19inusitados. Um cliente que era fã das médias
- 8:22móveis operava tanto com a XP, que em determinado momento
- 8:25representava 30% do volume mensal negociado pela empresa.
- 8:29Era algo completamente atípico e arriscadíssimo.
- 8:32Se aquele cliente que abrasse levaria a XP com ele, Guilherme
- 8:36resolveu visitá lo para o churrasco quando chegou a casa
- 8:39do cliente e percebeu que ele era praticamente cego, quase
- 8:43caiu para trás. Ele usava uma Bengala guia, pois
- 8:47tinha menos de 20% da Visão. O fundador da SP ficou se
- 8:51perguntando como ele conseguia usar tantos gráficos para operar
- 8:53se mal conseguia enxergá Los. Naquela época, os aparelhos
- 8:56auditivos para auxílio a clientes e operadores com
- 9:00deficiência visual eram caros e pouco usados.
- 9:04Foi logo depois disso que outro cliente se embanou com operações
- 9:07complexas de opções de ações, mas a empresa já estava com
- 9:11alerta. Ligado, Guilherme teve de ir até
- 9:14a casa dele educadamente Tomar seu carro para cobrir o que ele
- 9:18devia. AXP é uma parada inimaginável
- 9:21velho. Apesar dos sustos, a XP tinha
- 9:24encontrado o seu modelo e destaquei essa parte aqui.
- 9:27O momento não poderia ser mais apropriado.
- 9:29Não havia média móvel que mostrasse isso, mas no início de
- 9:322003 começavam um longo período de valorização de ações na bolsa
- 9:37brasileira EAXP. Depois, seus tropeços iniciais
- 9:40estava finalmente pronta para aproveitar.
- 9:42Eu vou parar aqui, esse aqui vai ser um episódio mais curto,
- 9:45porque eu vou fechar com o negócio.
- 9:48Que 11 gestor velho um CG real acho que o nome dele é Fernando,
- 9:51eu conheci esse cara na Monte em São Paulo.
- 9:54E para quem? Sobretudo, trabalha com
- 9:57investimentos. Quem quer trabalhar tem muito
- 9:59planejador por aqui, não é? Brunão é, veja só.
- 10:02Esse cara, me falou um negócio assim, Arthur.
- 10:04Esse movimento aí de consultores no Brasil e tal porra é, pô, eu
- 10:09eu eu pesquisando, né? Encontrei uma empresa que nos
- 10:12Estados Unidos fazia mais ou menos o que a TEC Finance faz,
- 10:15Né? No sentido de apoiar o cara que
- 10:17quer empreender e tal e dizer, pô, os Caras têm mais de 2000
- 10:20clientes ativos, mas porra o real lá, né que é o equivalente
- 10:23ao consor CVM aqui, disse pô, mas 2000 BRL porque o tamanho de
- 10:26mercado são são 2000 consultorias CVM.
- 10:30Não é porque a nomenclatura é bem parecida aqui, não é?
- 10:34Você pode ser 1 BRL ou Run your REA, não é?
- 10:36Você pode ser um construtor CDM ou ter a sua consultoria também.
- 10:40Então. Esse cara esse Fernando, ele
- 10:45disse assim, Arthur Porra, esse movimento aqui é muito legal e
- 10:47tal. Eu ouvi falar o cara que
- 10:49trabalha consultoria. Hoje ele se fizer bem o dever de
- 10:53casa, ele não tem ideia ainda, do tanto que esse cara, do tanto
- 10:56que ele vai ganhar dinheiro do que ele pode ganhar, ter
- 10:58resultado. O que eu vi aí ele falou, ele
- 11:01tem uns cinquentão assim, entre 5060 anos, o que eu vi?
- 11:04Escritório de investimentos, Fundo de Quintal, meu amigo
- 11:07assim. Pede chinelo, você pega lá os
- 11:09Caras que começaram o negócio. Ah, o cara brilhante porra
- 11:13nenhuma e esses Caras Hoje têm escritórios que tem 20 bilhões.
- 11:2120 bilhão, né 20 bi sobre gestão whatever é.
- 11:28É porra o cara trabalhou duro, trabalhou, né?
- 11:30O cara é é é. Se se capacitou, se capacitou,
- 11:38mas não foi o mercado velho. Empurrão foi o mercado, não é?
- 11:43Então esse fechamento aqui. Isso remete na minha forma de
- 11:46ver, não é muito ao o que talvez estejamos vivendo Hoje, sendo
- 11:51que isso só vai ser óbvio daqui a alguns anos, né?
- 11:57E isso é muito bom também para para quem está NOS ouvindo e é
- 11:59investidor, porque esse movimento todo ele é melhor para
- 12:02o investidor no final do dia, não é?
- 12:04Isso é isso, tipo por tudo isso aqui acontecendo em 95, não
- 12:10seria a mesma história, não é? Não seria a mesma história.
- 12:13Então Oo chame de aleatoriedade ou de destino, não é?
- 12:17Mas é Oo movimento. Certo, é no momento certo que
- 12:22produziu esse resultado, então temos essa reflexão aqui de
- 12:25conclusão desse nosso capítulo e foi bem bem num bom momento,
- 12:29Durão, porque ele quebra aqui o capítulo, não é?
- 12:33Até que entra num momento de pânico pré-eleitoral.
- 12:36Imagino eu que ali em pré 2002. Não é é eleição de Lula brunão
- 12:44suas considerações. É isso é perfeito o fechamento
- 12:47excelente. Acho que Eu Não tenho como como
- 12:50fazer o fechamento tão bom quanto, mas só pra pra é é
- 12:53contextualizando, mas aqui pro leitor ouvinte, ele finaliza
- 12:57aqui falando sobre OOA situação económica no início de 2003,
- 13:01então, o próximo trecho que a gente vai entrar no próximo
- 13:03capítulo é justamente falar um pouco mais sobre esse aumento
- 13:05econômico. O país vivia que que vale muito
- 13:07pra gente seguir entendendo a história da XPE.
- 13:10É legal também pra gente conhecer mais.
- 13:11Sobre a história econômica recente do país.
- 13:13É esse aí carta aos brasileiros, vamos chegar lá bem, muito
- 13:16obrigado pelo seu tempo. Se isso aqui agregou valor, se
- 13:18não foi ruim demais da conta, ponto de você não conseguir
- 13:21compartilhar envia para um amigo ou amiga, certamente vai agregar
- 13:24valor para o conhecimento deles também.
- 13:27EE, espero encontrar com você no próximo episódio.
- 13:29Estamos junto um forte abraço.