Latest / Juanribe / Informação, Pois Não?!
Transcript
- 0:11Um homem estava contando uma história interessante a respeito
- 0:15da sua infância, quando ele era pequenininho e o seu pai foi um
- 0:20dos primeiros a comprar um telefone, ainda aquele aparelho
- 0:26preto antigo, lembra? Nem existe mais.
- 0:30E ele conta que naquela época não tinha o serviço telefônico
- 0:36como é agora. Você tinha que tirar o aparelho
- 0:39do gancho e esperar que a telefonista aparecesse e
- 0:43dissesse, pois não, informação? Então a pessoa pedia para ligar
- 0:50para o número. E ele ficava intrigado quando
- 0:53ele era pequeno. que aquela pequena máquina falasse e que
- 0:59uma pessoa lá dentro pudesse dar qualquer tipo de informação.
- 1:04Num dia, contou ele, em que estava em casa sozinho, mais ou
- 1:09menos com cinco anos, ele foi brincar na garagem com o martelo
- 1:16e acabou dando uma violenta martelada no dedo.
- 1:19Sentiu muita dor. Mas não chorou não, porque não
- 1:24tinha ninguém assistindo. O pai e a mãe tinham saído, eles
- 1:27trabalhavam fora. Então ele se lembrou do telefone
- 1:30preto e daquela pessoa que tinha qualquer tipo de informação.
- 1:36Ele viu como que a mãe e o pai usavam o aparelho, então,
- 1:41lamentando a dor, ele tirou o telefone do gancho, colocou na
- 1:46sua pequena cabecinha, até que apareceu a voz e disse,
- 1:50informação, pois não? E ele falou, eu machuquei meu
- 1:56dedo. Aí a voz disse para ele, Está
- 2:00sangrando? Não, eu dei uma martelada.
- 2:05O que eu faço? Me dá uma informação.
- 2:09Aí a telefonista, com muita paciência, com muito amor, disse
- 2:13para o menino. Vai até a geladeira, pegue uma
- 2:18pedra de gelo, enrole num pano e deixe aí no lugar da martelada.
- 2:23Você vai ver que a dor vai passar na hora.
- 2:27E o menino disse, obrigado pela informação.
- 2:30Desligou o telefone e foi até a geladeira, colocou aquela pedra
- 2:35enrolada num pano, pôs sobre o ferimento e o homem contou,
- 2:40puxa, na minha infância eu fiquei surpreso como a dor sumiu
- 2:44mesmo. E como aquela mulher, aquela
- 2:47voz, aquela informação sabia de tudo.
- 2:52Em outras ocasiões, o homem contou, eu era pequeno e eu fui
- 2:58me acostumando a tirar o telefone do gancho e esperar
- 3:03aquela voz que dizia, informação, pois não?
- 3:07E eu perguntava, eu estou fazendo lição de matemática,
- 3:12quanto que é sete vezes nove? E a voz me respondia, Sempre eu
- 3:18ligava, tirava o telefone do gancho e vinha aquela voz suave,
- 3:23gostosa, que dizia, informação, pois não?
- 3:28E eu perguntava, como é que se soletra a palavra consertar?
- 3:34E a informação me dizia, um dia o meu canário morreu.
- 3:40Aí eu fui correndo para o telefone e veio a voz,
- 3:44informação, pois não? E eu disse...
- 3:48Por que que os passarinhos cantam tão bonito, dão tanta
- 3:54alegria para todo mundo e terminam as suas vidas como um
- 4:00monte de pena numa gaiola? Aí aquela mulher, entendendo a
- 4:07minha dor, disse calmamente. Paulinho, lembre-se de que
- 4:14existem outros mundos onde se pode cantar.
- 4:19E quando ela me falou aquilo, eu parei de chorar.
- 4:23Acreditei que o meu passarinho estava cantando em outro mundo.
- 4:29E assim foi. Quando eu completei nove anos de
- 4:33idade, disse aquele homem, os meus pais se mudaram para outra
- 4:38cidade. A primeira coisa que eu fiz foi
- 4:41correr para o telefone e esperei a voz dele.
- 4:47E a voz que surgiu, bem diferente, disse, pois não, o
- 4:52que deseja. E eu estranhei, porque eu estava
- 4:59acostumado a ouvir informação, pois não.
- 5:03E não entendi nada. E fiquei triste.
- 5:07Na minha infância eu não compreendia que aquela voz que
- 5:12eu amava e que me ajudava e que me consolava tinha ficado na
- 5:17velha casa. E que na nova casa a voz era
- 5:22diferente e nem se importava comigo.
- 5:26O tempo passou, eu cresci, minha irmã também.
- 5:31Eu fui estudar naquela cidade e a minha irmã, por ter escolhido
- 5:36outra carreira, outra faculdade, voltou para a antiga cidade.
- 5:42No final do ano, já sendo um jovem, eu fui visitar a minha
- 5:47irmã e era época de Natal. E quando eu estava naquela velha
- 5:54cidade onde eu havia crescido... Eu peguei o telefone para ligar
- 5:59para a minha irmã. Mas ao invés de ligar para a
- 6:02minha irmã... Eu disquei o número de
- 6:05informação. Não sei por que eu fiz aquilo.
- 6:10E quando atenderam... A voz disse...
- 6:14Informação, pois não? E eu fiquei todo arrepiado.
- 6:20Era a mesma voz da minha infância.
- 6:22Eu não acreditei. Aí eu disse... como é que se
- 6:29escreve a palavra consertar? E comecei a rir.
- 6:36E a voz do outro lado disse, é você, Paulinho?
- 6:40É você mesmo? E eu do outro lado, feliz da
- 6:44vida, chorando e rindo, dizia, e aí, é você também?
- 6:48Eu não acredito, quanto tempo! Foi aí que a voz se apresentou
- 6:53para mim e disse, olha, o meu nome é Camila, me ligue sempre
- 6:59que você quiser. E eu fui embora, feliz da vida
- 7:04por aquele contato, guardando a lembrança daquela infância tão
- 7:09feliz. Quinze dias depois...
- 7:13Eu liguei lá para aquela cidade. Liguei para a informação.
- 7:17Queria ouvir aquela doce voz. A voz da Camila.
- 7:22Queria ouvir aquela frase. Informação, pois não?
- 7:27Aquela voz que me orientava em tudo.
- 7:32Mas para minha surpresa, não veio a voz informação, pois não.
- 7:38Veio a voz de um homem. que disse, pois não o que deseja?
- 7:45E eu, abalado, perguntei, por favor, a Camila?
- 7:51E o homem disse, ah, Camila, ela só trabalhava meio período aqui.
- 7:59Ela já estava idosa e muito adoentada.
- 8:04E a Camila faz uma semana que faleceu.
- 8:08Ela não está mais conosco. Eu fiquei abalado.
- 8:13Me senti aquele garotinho com o dedo martelado.
- 8:18Me senti aquele garotinho desamparado, sem eira nem beira.
- 8:24E antes que eu desligasse... O homem perguntou para mim,
- 8:28espere um pouco, o seu nome é Paulo?
- 8:32E eu respondi, sim, ela me chamava de Paulinho.
- 8:37Ah, Paulinho, espere um pouco, que a Camila deixou um bilhete
- 8:43para você. Espere que eu vou ler.
- 8:46Aí o coração do Paulo estremeceu.
- 8:51Ela tinha se lembrado dele. Ela sabia que ia partir e deixou
- 8:57ali uma mensagem. E ele ficou esperando
- 9:01ansiosamente pelas últimas palavras da Camila.
- 9:06E o homem, quando veio, disse, Paulinho, a Camila deixou
- 9:13escrita esta mensagem para você. Eu vou ler agora.
- 9:17E a mensagem dizia, Diga para o Paulinho que eu continuo dizendo
- 9:27que existe um outro mundo onde nós podemos cantar.
- 9:32Ele vai entender o que eu quero dizer.
- 9:36Naquele momento, uma lágrima quente desceu pela face do
- 9:43Paulinho. E ele fez mais perguntas a
- 9:47respeito da Camila. Para que mundo que ela tinha
- 9:51ido? Ele queria uma resposta.
- 9:54E a pessoa do outro lado da linha dizia, a Camila era uma
- 10:00cristã fervorosa, acreditava em Deus e acreditava em Jesus
- 10:06Cristo. Por isso que ela tinha certeza
- 10:09que tinha um mundo muito melhor, onde ela poderia continuar
- 10:14cantando e louvando a Deus. Paulinho, emocionado, agradeceu
- 10:21a mensagem e desligou o telefone.
- 10:26E pela primeira vez na sua vida procurou uma igreja para
- 10:32conhecer o mesmo Deus da Camila. e o mesmo Jesus Cristo que ela
- 10:37amava e acreditava, para que um dia, finalmente, ele pudesse
- 10:43estar frente a frente com ela, cantando no mesmo mundo e dando
- 10:49aquele abraço gostoso que nesta vida ele nunca pôde dar, mas que
- 10:55com certeza a Camila estaria esperando por ele com alegria,
- 11:01dizendo... Ah, você é o Paulinho, que bom
- 11:05que você também veio para cá. Que as palavras compartilhadas
- 11:32pelo pastor Juan Ribe Paliarim neste episódio de podcast possam
- 11:37ter tocado seu coração e fortalecido sua fé.
- 11:40Lembre-se sempre do amor e da graça de Deus em sua vida.
- 11:44Se você deseja mais conteúdo inspirador, fique à vontade para
- 11:48seguir o arroba Juan Ribe nas redes sociais e compartilhar
- 11:53este podcast com amigos e familiares.
- 11:56Que Deus abençoe você e guie seus passos.
- 11:59Este episódio foi um oferecimento do Ministério
- 12:02Pregadores do Telhado, comunicação a serviço da
- 12:06salvação.