Latest / SuinoCast · by PPGVET / MELHORANDO A REPRODUÇÃO SUÍNA COM MINERAIS ORGÂNICOS - Dra. Débora Reolon e Dr. Bruno Silva | Ep. 331
Transcript
- 0:00Então, geralmente, Oo os inorgânicos acaba que a gente
- 0:03tende a trabalhar eles com a níveis acima do que muitas vezes
- 0:06o animal precisa. Esse é o grande problema dos
- 0:09minerais inorgânicos, né? Primeiro, pela estrutura
- 0:13molecular deles, existe uma limitação do ponto de vista de
- 0:16absorção por parte dos animais, o que significa que grande parte
- 0:19deles acaba sendo eliminado. Nas fezes, o que aumenta muito,
- 0:24né? O potencial e a carga de de de a
- 0:27carga poluidora que que os dejetos vão ter, né?
- 0:36Está no ar o primeiro podcast da suinocultura brasileira, o
- 0:40swinocast. O swinocast só é possível
- 0:43através do apoio de empresas inovadoras e que apoiam a
- 0:46educação continuada na swinocultura brasileira autec.
- 0:49Soluções nutricionais eficientes e sustentáveis para fortalecer a
- 0:53suinocultura. Cerva sempre com você.
- 0:57Além da saúde animal, paxmart transformação digital para o
- 1:01campo. DSM firmenish moldando o futuro
- 1:04dos cuidados com suínos, novos líderes em soluções de nutrição
- 1:08inteligente para o crescimento dos negócios na produção de
- 1:12proteína animal polinutri nutrição animal.
- 1:15Juntos vamos mais longe. Novoneses, transformando o mundo
- 1:18através da biologia. Olá a todos.
- 1:24Estamos no suinocast, aquele podcast que traz um Monte de
- 1:27informação super relevante, super importante para a
- 1:30suinocultura, mas de uma forma leve, de uma forma interessante
- 1:33e talvez até divertida. Hoje nós estamos aqui com 2
- 1:37convidados. Pessoal do suinocast está
- 1:39querendo tirar meu sangue aqui para eu conseguir.
- 1:42Me virá com 2 convidados. Já me atrapalho com um, imagina
- 1:45com 2. Mas eu vou dar um jeito, Hein?
- 1:47A gente vai ter um papo muito interessante com o professor
- 1:50Bruno Silva e com a doutora Débora hillolon, o professor
- 1:54Bruno. Ele trabalha lá na UFMG, em
- 1:56Minas Gerais, nos cursos Zootecnia e agronomia,
- 2:00principalmente com os temas de nutrição e produção dos suínos e
- 2:03adaptação ambiental. Já a doutora Débora, ela é
- 2:06gerente de serviços técnicos da novos.
- 2:08Ela é médica veterinária e tem doutorado também em nutrição de
- 2:12suínos. E para quem ainda não me
- 2:13conhece, eu sou a Letícia, professora aqui na USP de
- 2:16Pirassununga. Trabalho principalmente com
- 2:18bioseguunidade e o tema de hoje é Superinteressante.
- 2:22Nós vamos conversar sobre o impacto dos minerais orgânicos,
- 2:25do desempenho reprodutivo na suinocultura e.
- 2:30Melhor do que ninguém para falar sobre esse assunto é o professor
- 2:33Bruno e a doutora Débora. Então vamos aprender com eles
- 2:36sobre esse assunto. E aí, Bruno, e a Débora, tudo
- 2:38bom com vocês? Tudo joia, Letícia, tudo joia.
- 2:42Um prazer estar aqui com você hoje.
- 2:43Prazer estar, né? Podendo conversar um pouquinho
- 2:46sobre esse tema tão, tão interessante.
- 2:49Letícia, boa tarde. Obrigada pelo espaço.
- 2:52Obrigado pelo convite também. Muito bom estar aqui com vocês
- 2:55hoje. Pra aprender muito mais do que
- 2:58pra ensinar alguma coisa, né? Mas pra gente discutir e trazer
- 3:01aí algumas novas informações com, como você disse, com muita
- 3:04leveza e muito bom humor de um assunto tão importante.
- 3:08Legal, então vamos lá, né? Eu acho que pra gente
- 3:11contextualizar quem são esses minerais orgânicos, da onde eles
- 3:15vem, pra onde eles vão. Acho que eu vou pedir pro
- 3:17professor Bruno dar 11 explicaçãozinha pra gente aí do
- 3:21básico de nutrição. Isso é ajudar aquele pessoal.
- 3:23Está ainda na graduação o pessoal que ainda está
- 3:25aprendendo sobre o assunto. Me ajuda aí, Bruno, o que que
- 3:28você pode me explicar sobre isso?
- 3:30Vamos lá, Letícia. Então, assim de de uma forma
- 3:32bem, bem básica, né? Só pra gente diferenciar um
- 3:36pouquinho os conceitos, né? O que que, o que que são macro
- 3:38minerais, o que que são micro minerais, o que que são minerais
- 3:41inorgânicos, minerais orgânicos, né?
- 3:44Que acaba que nós vamos estar discutindo bastante essa, esse
- 3:47comparativo, né, entre minerais orgânicos e inorgânicos, mas de
- 3:50uma forma geral. Quando a gente fala sobre né, as
- 3:53exigências dos animais, né, de uma forma geral, não só suínos,
- 3:57os animais, eles têm uma demanda, né?
- 3:59Tanto de macro como micro minerais.
- 4:01Os macro minerais, né? Ou os macro nutrientes são
- 4:04aqueles que demandam a maior quantidade.
- 4:07Então quando a gente fala de nutrientes, geralmente a gente
- 4:09tá falando aí de quantidades acima de 100 miligramas por dia.
- 4:13Enquanto que os micro, né? A gente está obviamente se
- 4:15relacionando com aqueles que o animal necessita em menor
- 4:18quantidade, então geralmente né, menos de do que 100 miligramas
- 4:22por dia ali. Já dentro desse dentro desse
- 4:26escopo, né? De, de, de, de macro minerais e
- 4:29micro minerais, né? Nós temos basicamente 2 formas
- 4:31de de suplementação. Né, a forma inorgânica, que é a
- 4:35forma tradicional, né? Onde por muitos anos a gente vem
- 4:39formulando com esse conceito de nutrição mineral inorgânica, que
- 4:43nada mais é do que uma estrutura, né, molecular, que
- 4:48não tem carbono na formação dela, enquanto que os orgânicos
- 4:53são aqueles que de fato são os minerais ligados a componentes
- 4:57que apresentam, né, uma estrutura de carbono.
- 5:01Que é o que a gente vai estar discutindo aqui, né?
- 5:03No caso dos minerais orgânicos, né, que é latados, né?
- 5:06Os minerais orgânicos que estão ligados ou associados com com
- 5:10peptídeos ou com aminoácidos, né?
- 5:12De uma forma geral, a gente vai entender depois se facilita o
- 5:15processo de de absorção deles. Nossa, Superinteressante, né?
- 5:20Porque assim é, é um universo de informações que a gente precisa
- 5:24conhecer pra fazer uma boa nutrição.
- 5:27Para o suíno. Mas tem Pequenos Detalhes que a
- 5:30gente precisa estar bem afiado para poder talvez trazer uma
- 5:33diferença ali no desempenho desses animais novos.
- 5:39Líder em soluções de nutrição inteligente para a suínocultura,
- 5:43a novos traz 2 soluções de destaque, a linha mintrex de
- 5:47minerais orgânicos bicelatados, com estrutura molecular única no
- 5:51mercado. É fonte de maior
- 5:53biodisponibilidade de zinco cobre ao manganês para melhorar
- 5:57o desempenho e a nutrição dos suínos durante todo o ciclo de
- 6:00produção. Também o aditivo enzimático
- 6:04sibenza, fonte de enzima protease que aumenta a
- 6:07digestibilidade das proteínas e degrada os inibidores de
- 6:10tripsina, favorecendo o sistema imunológico, resposta e a
- 6:14integridade intestinal. Para mais informações.
- 6:17Visite o site da novos www.novosint.com.
- 6:25E quando a gente está falando desses minerais orgânicos, a
- 6:28maior parte deles, então a gente está trabalhando ali no nível de
- 6:32menos do que 100 é 100 miligramas.
- 6:35Do que muitas vezes o animal precisa.
- 6:37Esse é o grande problema dos minerais inorgânicos, né?
- 6:40Primeiro, pela estrutura molecular deles, existe uma
- 6:44limitação do ponto de vista de absorção por parte dos animais,
- 6:47o que significa grande parte deles acaba sendo eliminado.
- 6:50Nas fezes, o que aumenta muito, né?
- 6:53O potencial e a carga de de de a carga poluidora que que os
- 6:58dejetos vão ter, né? Algo que, por exemplo, na Europa
- 7:02hoje já é 11. Grande tema de discussão e de e
- 7:06de preocupação, né? De forma que vem limitando muito
- 7:09o uso dos próprios minerais inorgânicos pra justamente, né,
- 7:13não sobrecarregar o solo, né? Porque são muitos anos, séculos
- 7:17e séculos. De produção animal, né?
- 7:20E basicamente, o dejet sempre foram utilizados, jogados de
- 7:24volta ao solo pra fertilização, só que grande parte dos minerais
- 7:28inorgânicos acabam sendo jogados também, então acaba saturando o
- 7:32solo, né? E isso obviamente, acaba
- 7:34comprometendo, aumentando muito, né?
- 7:36OA probabilidade ou a possibilidade de haver uma
- 7:39contaminação, então a ideia do mineral orgânico, ele vem como
- 7:43uma solução pra justamente melhorar a eficiência de
- 7:46utilização dos minerais. E reduzir também o impacto
- 7:49ambiental. Tá?
- 7:51Então quando a gente pensa na suplementação, se a gente
- 7:54colocar em excesso, além de estar jogando dinheiro fora, tem
- 7:58o potencial poluidor. Mas e se a gente colocar menos,
- 8:02né? Se a gente causar uma
- 8:03deficiência nesses animais, que que que a gente vai ver nesses
- 8:06animais? Que impactos que a gente vai
- 8:08ter? Vamos lá?
- 8:09Eu acho que é importante a gente entender que os minerais, né?
- 8:13Eles eles desempenham um papel, ou seja, essencial para a
- 8:16sobrevivência do animal. Estão associados com a respostas
- 8:20fisiológicas, estão associados com crescimento, está associado
- 8:23com o desenvolvimento estrutural, estão associados com
- 8:26a reprodução, né? Ou seja, mantém se da da da
- 8:29espécie, associados com o próprio, a própria regulação do
- 8:33metabolismo, assim como também a imunidade, a resposta
- 8:36imunológica, capacidade desse animal se defender, então, ou
- 8:39seja, os minerais, eles eles desempenham um papel essencial
- 8:43para sobrevivência do animal. Então, toda vez que nós tivermos
- 8:46uma deficiência, é claro que um desses componentes vão, ou seja,
- 8:49acaba sendo afetado, né? Limitando a expressão do
- 8:53potencial genético do animal, né?
- 8:55Aí já falando, né, de de de sistemas de produção que
- 8:59trabalham hoje com material genético, né?
- 9:01Visando uma eficiência, um desenvolvimento superior, mas
- 9:06também, obviamente, colocando em risco a sobrevivência, né?
- 9:09Não só o desempenho, mas a sobrevivência desse animal.
- 9:11Só gostaria de fazer 11 comentário, né?
- 9:13Adicional ao que o Bruno colocou.
- 9:15Nós temos uma tendência quando a gente existe um ponto importante
- 9:19no meio disso, que a biodisponibilidade desses
- 9:21minerais, né? Afinal, o que que eu vou
- 9:23suplementar nesses animais, o que de fato eles vão aproveitar,
- 9:26o que de fato vai, vai é ser absorvido e ser utilizado por
- 9:31esses animais, né? Então existe uma tendência nossa
- 9:34quando eu falo nossa, é do mercado mundial disso, uma
- 9:37suplementação exagerada do inorgânico.
- 9:41Pra que eu consiga melhorar o aproveitamento é desse mineral,
- 9:44mas o que de fato não acontece, né?
- 9:46Como o Bruno colocou, a gente acaba eliminando em quantidades
- 9:48ainda maiores, né? E aí que a gente poderia optar
- 9:53pelo mineral orgânico, pensando nessa questão justamente da
- 9:55biodisponibilidade, né? Entender como esse mineral pode
- 9:59ser melhor absorvido em é dado, né?
- 10:02Ou suplementado em dosagens menores.
- 10:05E que ele possa de fato ter uma melhor biodisponibilidade e ser
- 10:09melhor aproveitado, e que o animal possa utilizar para todas
- 10:12essas funções e que ele não tenha, aí é prejuízos na área
- 10:17produtiva, né? Nossa, você me falou isso agora.
- 10:20Me deu um dejavu aqui de uma aula, acho que de fisiologia que
- 10:23eu tive poucos anos atrás, né? Que eu nem tô formada há muito
- 10:27tempo. É assim, mais ou menos uns 30
- 10:30anos atrás. É, e eu lembro vagamente do
- 10:33professor está me falando alguma coisa sobre ferro, né?
- 10:37E ele estava falando alguma coisa sobre hemoglobina, sangue
- 10:41e tal. Ele estava falando sobre
- 10:42absorção de ferro ferrico e ferro ferroso, e eu lembro de
- 10:46ele entrar em um Monte de detalhe disso na época.
- 10:49Você imagina, né? Tinha acho que 19 anos de idade.
- 10:52Olhava para ele, falei, ferro, férico, ferroso, que que esse
- 10:54homem está falando, meu Deus? Então é disso que vocês estão
- 10:57falando, de a gente ter Fontes diferentes desses minerais, né?
- 11:00O orgânico e o inorgânico. E aí um ser mais bem absorvido
- 11:04do que o outro e a gente vai estar pagando pelo produto de
- 11:07qualquer jeito, né? E algum produto vai ser mais
- 11:10absorvido, o outro vai ser menos absorvido.
- 11:13Então a gente joga dinheiro fora, impacto ambiental e
- 11:16resultado no animal, porque aí se ele não está absorvendo
- 11:19também, ele não vai fazer todas aquelas vias metabólicas que ele
- 11:22precisava. É por aí que vocês estão
- 11:24falando. Não exato.
- 11:26E acho que ainda vale ressaltar o seguinte, né?
- 11:29OOA, existe uma interação muito complexa entre minerais, né?
- 11:34O que significa que a interação ela pode ser positiva, como ela
- 11:38pode ser negativa, dependendo dos minerais, então um mineral
- 11:41pode afetar a absorção do outro, como pode favorecer a absorção
- 11:44do outro, então? Ou seja, quando a gente trabalha
- 11:47com Fontes inorgânicas, que muitas vezes foi o que a Débora
- 11:50colocou. Elas são fornecidas em
- 11:53quantidades muito acima daquilo que o animal precisa.
- 11:55Não só eu tenho esse impacto ambiental, questão do custo, ou
- 11:58seja, tem uma perda maior ali, mas também eu acabo impactando
- 12:01na absorção de outros minerais essenciais pelo excesso de
- 12:05outro, né? A gente pega um exemplo ali, o
- 12:07óxid zinco, né, que é tão essencial que a gente usa hoje é
- 12:10a nossa bala de prata Na Na, na surocultura, principalmente na
- 12:13creche, né? Só que níveis elevados na forma
- 12:17inorgânica, impacto na absorção de cobre, impacto na absorção de
- 12:20ferro que você comentou ali sobre.
- 12:21Né? Sobre a questão do ferro, e é
- 12:25importante a gente entender que o próprio cobre também está
- 12:27associado com a absorção do ferro e está associado
- 12:30diretamente com o metabolismo desse ferro.
- 12:32Então olha como que é complexo o negócio, né?
- 12:34Então muitas vezes, Oo eu coloco assim, um dos grandes desafios
- 12:37que a gente tem hoje pra avaliar, pra conduzir pesquisas,
- 12:41projetos relacionados com deficiências, pra avaliar
- 12:43deficiências de minerais de uma forma geral, é que como há
- 12:46exatamente essa interação muito próxima.
- 12:50Às vezes, quando você avalia AA limitação, deficiência de um,
- 12:53acaba gerando deficiência de 3 ou 4, e aí você não sabe o que
- 12:57que é que está acontecendo ali e essa que é a grande dificuldade
- 13:00de você. Conseguir bater o matel não é
- 13:02uma deficiência disso, porque há uma interação muito complexa
- 13:05ali. É nesse caso do cobre e do
- 13:07zinco, e do ferro especialmente. Eles ainda competem pelo mesmo
- 13:11sítio de absorção. Então existem alguns trabalhos
- 13:14já recentes que mostram que se eu aumentar demais o nível de
- 13:17zinco e inorgânico, o meu cobre, ele já não é mais absorvido, né?
- 13:22Então esse, esse, esse é um ponto de discussão assim,
- 13:25bastante interessante, né? Nossa, vocês estão falando?
- 13:28Eu estou imaginando, assim como se fosse uma teia de aranha, que
- 13:30eu puxo um fiozinho da teia e eu distorço toda a teia, né?
- 13:34Vem todo mundo junto para lá. Fora a interação desses micro
- 13:38minerais com outros elementos, né?
- 13:39Por exemplo, o fitato, né? O cobre?
- 13:42Uma o cobre, por exemplo, ele tem um tropismo tão.
- 13:44Não sei se é essa a palavra, mas ele se liga tanto com o fitato
- 13:48que você acaba tendo uma ineficiência da sua, da sua
- 13:51fitase, né? Das suas enzimas dentro do do,
- 13:54do da formulação, por conta de uma inserção aí de um mineral
- 13:57inorgânico é em alta dose, por exemplo, como é o caso do cobre,
- 14:01né? Só pra gente complementar.
- 14:04Nossa, o negócio da pano pra Amanda, né?
- 14:07Mas então. Vamos falar aqui, né?
- 14:11Numa situação onde a gente está prestando muita atenção a todos
- 14:15os aspectos da nutrição desse animal, que a gente está
- 14:17conseguindo balancear isso muito direitinho, que a gente está
- 14:20usando uma suplementação com minerais orgânicos que vão ter
- 14:24uma biodisponibilidade melhor. Então eu estou fugindo das
- 14:27deficiências e também não estou colocando em excesso para ter
- 14:30prejuízos ali na frente. E.
- 14:33E aí assim, está dando tudo certo.
- 14:36Como é que eu estou influenciando positivamente?
- 14:38Então, o metabolismo, por exemplo, da amarram, vamos
- 14:41começar pela amarram. Aí a gente passa pela fêmea em
- 14:44gestação e chega no leitão EE. Como é que está amarrando essa
- 14:48história que que eu estou trazendo de benefício para ela
- 14:51com tudo isso? Vamos lá.
- 14:52Eu acho que conversar sobre futuras reprodutoras, né?
- 14:55É eu, eu, bom, é. É um dos temas que eu trabalho
- 14:58muito no campo, né, que a gente trabalha muito também Na Na
- 15:00academia, que é justamente nutrição de fêmeas, né?
- 15:03Como maximizar a longevidade? Como, né?
- 15:07Ter o melhor retorno em cima daquele material genético que a
- 15:10gente tem ali e estou cada vez mais, né?
- 15:16Eu, eu, cada vez mais eu tenho. Eu tenho convicção de que tudo
- 15:20começa definitivamente lá atrás, ou seja, na formação da Futura
- 15:23reprodutora. Como eu preparo a minha marra?
- 15:26Né? Ou seja, a forma como eu
- 15:27desenvolvo ela, a forma como ela desenvolve estrutura óssea, vai
- 15:31impactar diretamente na minha longevidade, No No resultado que
- 15:35ela vai me entregar lá na frente.
- 15:38E, por incrível que pareça, é a categoria, hoje uma das
- 15:40categorias mais negligenciadas dentro do sistema de produção.
- 15:44Esse é o problema, né? Então, se a gente pegar hoje o
- 15:47sistema de produção aqui, aquelas granjas que fazem auto
- 15:51reposição, o que que significa isso?
- 15:53Elas produzem a própria fêmea de reposição delas.
- 15:56Ou aquela que recebe, né? Uma reposição programada ela
- 15:59adquire de uma empresa genética. A maioria das vezes esses
- 16:03animais consoa introduzidos nas granjas segue um padrão de
- 16:06alimentação de um animal de engorda.
- 16:09Só que a gente precisa entender que o foco de um animal de
- 16:11engorda é outro, é carne, carne magra é abate, né?
- 16:15Ou seja, eficiência, crescimento, velocidade de
- 16:17crescimento é carne, enquanto que uma Futura reprodutora
- 16:21marran, o foco dela é reprodução.
- 16:24O problema é que quando a gente discute a nutrição de uma Futura
- 16:27reprodutora e a discute a nutrição de uma fêmea de
- 16:30engorda, por exemplo, né? O foco, ele muda completamente
- 16:34do ponto de vista de formação por causa dos objetivos de
- 16:37produção. Então, por exemplo, só pra você
- 16:39ter uma ideia, se eu quero maximizar carne magra, eu vou
- 16:42trabalhar com a relação de 1.7, 1.8, de caos pra fósforo
- 16:45disponível, digestível. Se eu quero maximizar a
- 16:49estrutura óssea, eu vou trabalhar com a relação de 2.7.
- 16:53Então, são mundos completamente distintos, são comuns
- 16:56completamente distintos. E se a gente analisa do ponto de
- 16:59vista genético, o que que as empresas genéticas imprimiram,
- 17:04né? De potencial nos animais, hoje,
- 17:05o foco todo é crescimento muscular, é eficiência, o que
- 17:09significa a prioridade de utilização de nutrientes, não
- 17:11estrutura óssea. A prioridade de utilização de
- 17:14nutrientes é crescimento magro. Então, por exemplo, hoje a gente
- 17:18sabe que os níveis de fósforos ou as exigências de fósforos são
- 17:22mais altas. Para animais em crescimento por
- 17:24causa do crescimento muscular. Então, dito isso, né, o que que
- 17:28a gente precisa levar em consideração que na hora que a
- 17:30gente for desenvolver minha Futura, a Futura reprodutora, eu
- 17:32preciso focar em manter um equilíbrio entre crescimento
- 17:36corporal geral, ou seja, ter posição de carne, deposição de
- 17:40tecidos e equilíbrio na no desenvolvimento da estrutura
- 17:43óssea, né? Porque a fêmea de engorda com
- 17:48160 dias, Ah, vai, pó bate. A fêmea de reprodução com 150
- 17:53dias, ela é movida pro setor de reprodução e lá eu vou colocar
- 17:56peso em cima dela, ou seja, ela vai ganhar peso gestacional.
- 18:01Então eu preciso ter uma estrutura óssea que comporte
- 18:03esse acréscimo de peso, assim como a estrutura de né?
- 18:07De cascos que suporte toda a estrutura corporal dessa fêmea.
- 18:11Então, eu preciso ter um programa nutricional voltado
- 18:14para o desenvolvimento específico desse animal, que
- 18:17contemple esse desenvolvimento estrutural adequado.
- 18:21Só pra vocês terem uma ideia, um dos grandes desafios ou um dos
- 18:24grandes problemas que vem surgindo é, é é com com as
- 18:28genéticas atuais, principalmente quando a gente fala de animais
- 18:31de abate. É que a medida que a gente
- 18:33começa a subir o peso de abate, eu começo a ter problemas de
- 18:36fraturas ósseas, ou seja, muita fratura na linha de abate.
- 18:40E até mesmo o carregamento nos caminhões, esse carregamento,
- 18:43por quê? Porque os animais, o foco de
- 18:45direcionamento de nutrientes, não há estrutura óssea, então eu
- 18:47tenho ossos que são mais frágeis, né?
- 18:50Que foram comprometidos é em função do próprio metabolismo,
- 18:54né? Prioritário do animal, mas que
- 18:57também acabam sendo AAA, mais prejudicados ainda.
- 19:01O vamos dizer assim, né? É, o impacto acaba sendo mais
- 19:05intensificado pela nutrição mineral que eu faço.
- 19:08Que é o que a gente vem conversando até agora.
- 19:10O fato de eu usar uma nutrição que não permite uma melhor
- 19:14eficiência de aproveitamento dos minerais para a estrutura de de
- 19:19mineralização ou de formação óssea acaba prejudicando mais
- 19:23ainda, né? Esse, essa essa capacidade, né,
- 19:27de rigidez óssea, né, de ter uma estrutura óssea equilibrada e
- 19:31balanceada. Então, as marras elas têm, né?
- 19:34Obviamente uma importância fundamental dentro do sistema,
- 19:37porque são o futuro do meu sistema de produção e, portanto,
- 19:41eu preciso dar um foco, né, em cima dessa nutrição mineral, né?
- 19:45De qualidade. E aí que entram, obviamente, os
- 19:48conceitos de de trabalhar uma nutrição mineral orgânica dentro
- 19:52daquilo que a gente já conversou até agora, que tem melhor
- 19:55eficiência, melhor biodisponibilidade.
- 19:57Né? E que vai atender esse animal
- 19:58ali, né? De de de forma mais, né, de de
- 20:01forma mais precisa, né, principalmente direcionando ali
- 20:06tá pra essa questão da estrutura óssea e é claro que né.
- 20:10Quando a gente analisa aí minerais que tem um papel
- 20:13fundamental dentro de todo o metabolismo, a gente pode citar
- 20:17ali 3 micro minerais essenciais, o zinco, manganês e o cobre.
- 20:22Tá que tem papéis fundamentais, tá na regulação.
- 20:27Tanto na, ou seja, no processo de formação de cartilagem em
- 20:30ossos, ou seja na formação da matriz óssea no processo de
- 20:34mineralização. Eu dou exemplo, por exemplo, do
- 20:36do manganês. O manganês tá ele, ele é um, ele
- 20:39é um cofator enzimático, tá diretamente associado, por
- 20:42exemplo, com crescimento de osteoblastos.
- 20:45O que que são osteoblastos são as células responsáveis pela
- 20:49formação óssea. Então a seja a deficiência do
- 20:53manganês ou a ineficiência na absorção dele.
- 20:56Impacta na minha resistência óssea, porque também vai
- 20:59regular, tá, a formação de cartilagem, a formação do
- 21:03colágeno, assim como também a absorção de cálcio e fósforo.
- 21:07Aí dentro daquilo que a gente falou sobre, né, a interligação
- 21:10que existe com esses, né, com esses minerais.
- 21:12Então, seja quando a gente fala da Futura reprodutora, da maham,
- 21:17precisamos ter um conceito de nutrição mineral completamente
- 21:21distinto. E se você me perguntar a partir
- 21:24de quando que a gente tem que começar a focar nisso, eu falo
- 21:27desde o nascimento dela, desde o nascimento.
- 21:31Por isso, quando a gente fala de granjas multiplicadoras, o
- 21:33programa nutricional tem que ser diferente pra uma Granja
- 21:36multiplicadora comparado com uma Granja, uma Granja comercial,
- 21:39porque o foco é outro, né? Tem trabalhos muito bacanas, tem
- 21:43um trabalho que foi desenvolvido pela equipe da federal do Paraná
- 21:46alguns anos atrás. Aonde eles correlacionaram a
- 21:50nutrição da fase de creche, então, ou seja, nutrição
- 21:52juvenil. Coincidência de osteocondrose lá
- 21:56na reprodução das fêmeas. E quando eu analiso hoje as
- 22:00principais causas associadas com descarte prematuro de fêmeas,
- 22:04vocês vão ver. Ganho de peso.
- 22:06Tudo bem, ganho de peso vai ser uns 5 10%.
- 22:09O resto é estrutura óssea. Eu trabalho muito com com
- 22:13empresas genéticas, com multiplicadoras, né, com uma
- 22:16empresa genética grande, uma das maiores empresas genética do
- 22:19mundo. E o desafio que nós temos hoje é
- 22:21justamente isso, buscar esse equilíbrio entre desenvolvimento
- 22:24corporal e desenvolvimento da estrutura óssea.
- 22:27Pra que então, quando a FN chegue na Granja, né, ou seja, a
- 22:31Granja final, vamos dizer assim, ela consiga expressar a
- 22:35longevidade dela. É que é o que a gente espera que
- 22:38a gente busca nesses animais de alta produtividade.
- 22:42Nossa, maravilhoso o que você falou, porque apesar de a gente
- 22:45ser de áreas diferentes, é o mesmo raciocínio que eu uso lá
- 22:49na biosseguridade, que assim você quer fazer uma casa sólida,
- 22:53você tem que fazer um bom alicerce.
- 22:55Então, se você começar lá na marran para desenvolver uma boa
- 22:59reprodutora e depois você chegar no leitão que já veio, né, de
- 23:03uma fêmea reprodutora legal, você consegue dali para frente
- 23:07chegar num produto bem acabado. Agora, se você começar a falhar
- 23:10nesse alicerce que é a fêmea e a fase inicial de vida desse
- 23:14leitão, o resto fica tudo destrambelhado.
- 23:17Aí o pessoal quer reclamar do animal lá da creche, do
- 23:20crescimento da terminação. A gente fala, mas o problema
- 23:23está aqui, a gente tem que voltar lá na reprodução ou
- 23:26voltar lá na maternidade para resolver o problema.
- 23:30Esses animais que estão manifestando, o problema já foi,
- 23:32a gente já perdeu esse trem, agora a gente tem que ir para o
- 23:36próximo. Então a gente esse mote de.
- 23:38Tira o melhor que der dele, mas a gente vai recuperar mesmo.
- 23:42É indo lá no próximo lote que está vindo, né?
- 23:46Nas fêmeas de reposição, no desenvolvimento dessas fêmeas e
- 23:50depois em em tratar bem essas fêmeas, porque elas são a nossa
- 23:53fábrica, né? São elas que fabricam o produto.
- 23:56No fim das contas, e o pessoal negligencia muito as fêmeas,
- 24:00tanto as de reposição quanto as que estão lá já, né?
- 24:02No segundo? Terceiro, eu, eu eu vou te falar
- 24:04um negócio. Eu costumo usar 11 expressão na
- 24:06maioria das minhas palestras e eu falo sempre quando a gente
- 24:09discute nutrição de fêmeas, sobra poesia e falta tecnologia.
- 24:15Muito bom. Muito bom.
- 24:17Então o que que acontece? A gente tem um Monte de poetas
- 24:19no mercado, vários poetas. Mas na hora da gente traduzir
- 24:24isso pro dia a dia, pra Granja, aí a gente fica só na poesia e
- 24:29falta tecnologia, sabe? Mas Nuno, eu vou te vou te vou
- 24:31trazer um comentário agora, que eu acho que deve ser, é
- 24:34pertinente pro que a gente tá conversando, né?
- 24:36Uma das causas principais de de descarte, né?
- 24:39Ou de de claudicação enfiam de lesões posteriores de aparelho
- 24:44locomotor infeme é a osteocondrose, né?
- 24:47E a osteocondrose é eu. A gente tem uma série de
- 24:51trabalhos. Eu já li uma série de trabalhos.
- 24:53É muito difícil você fazer um diagnóstico invivo desses
- 24:55animais de ósseo condrose. É só.
- 24:57Batendo. Exatamente.
- 25:00Então esses animais eles começam a desenvolver o problema da
- 25:03ósseocondrose nessa fase, nessa etapa, e normalmente eles não
- 25:07tem clordicação, então eles não apresentam problema locomotor,
- 25:11problema de aprumos muitas vezes, então.
- 25:14Pra quem está trabalhando com isso, isso como não é visível
- 25:17que nem você falou, tem muita poesia e pouca, né?
- 25:19Como isso não é visível, isso não toca no coração, né?
- 25:23Então é, mas é um ponto muito importante, né, porque
- 25:26posteriormente essas fêmeas, elas vão começar a apresentar
- 25:29lesões, elas vão começar a ser descartadas precocemente, isso
- 25:32vai interferir na longevidade desses animais, né?
- 25:35E então, como fazer esse diagnóstico, né?
- 25:38O que que que que a gente pode fazer e como esses minerais,
- 25:41como você citou, estão muito envolvidos, né?
- 25:44Por exemplo, a gente vem trabalhando é com biomarcadores,
- 25:47né? Então a gente já não trabalha
- 25:50mais com essa questão da claudicação em leitor, né?
- 25:53A gente tá falando desse, desse, dessa parte, né, da reprodução.
- 25:57A gente já não trabalha mais com isso por conta justamente dessa
- 26:00relação. Isso é muito difícil, né?
- 26:02A gente tá trabalhando hoje já com outras tecnologias, com
- 26:05alguns biomarcadores, aonde a gente consegue identificar esses
- 26:09problemas locomotores e consegue entender.
- 26:12E também, como esses minerais orgânicos é diferente dos
- 26:16inorgânicos, agora nesse ponto, conseguem participar tanto da
- 26:21formação da estrutura óssea e de colágeno quanto da Regeneração.
- 26:26Então, se esse animal já está lesionado, a gente consegue
- 26:29demonstrar que existe processo regenerativo também, muito mais
- 26:33rápido, que faz com que ele permaneça nesse plantel e que
- 26:36traga também essa longevidade pra essas fêmeas, que é o que a
- 26:38gente busca, né? É, é interessante você comentar
- 26:42isso. Oo Débora, eu recentemente eu eu
- 26:45ministrei uma palestra no Congresso na Espanha, aonde eu
- 26:48eu tive o prazer de de né? De assistir uma palestra em que
- 26:52a pesquisadora ela apresentou um trabalho relacionado com
- 26:55mortalidade fêmeas, né, que é um dos grandes desafios que nós
- 26:58temos na sunocultura hoje, né? Oo padrão de mortalidade, né?
- 27:02Os desafios que a gente tem com com com essas fêmeas de alta
- 27:05produtividade. É.
- 27:07E quando a gente analisa, né, todas as causas de mortalidade
- 27:10que foram apresentados ali, né? É, obviamente a gente percebe
- 27:14que entre 20 a 30% são problemas sociais, com claudicação.
- 27:17São problemas associados com a estrutura óssea das fêmeas.
- 27:20É, mas eu tenho também, obviamente, outros fatores,
- 27:24fatores associados com distúrbios metabólicos, fatores
- 27:27associados com. Impactos sobre funcionamento
- 27:31hepático, renal, enfim, sobre o sistema imunológico de uma forma
- 27:35geral desses animais que acaba obviamente levando, né?
- 27:38É um quadro infeccioso e até a mortalidade dessas fêmeas, a
- 27:42gente sabe que uma parte dessas mortalidades, ela é genética,
- 27:46né? Como eu já havia comentado, em
- 27:48função do processo de melhoramento genéticos, os
- 27:50animais tendem a perder um pouco mais de robustez.
- 27:52Sabemos que tem algumas genéticas que são mais.
- 27:55Susceptíveis a desafios que outras, né?
- 27:57Mas de uma forma geral, quando eu quando eu analisei todos os
- 28:00os parâmetros, né, e todas as causas que foram apresentadas
- 28:05para as mortalidades, para mim ficou muito claro, tá, que
- 28:09praticamente todas os todos os fatores associados com
- 28:13mortalidades são de origem nutricional, ou seja,
- 28:16deficiências nutricionais, né? EE, é justamente aquilo que a
- 28:20gente comentava sobre, né, sobre a poesia e faltar tecnologia.
- 28:25A gente sabe hoje que as fêmeas têm uma demanda nutricional
- 28:28muito elevada. Elas são muito eficientes.
- 28:30Elas têm um metabolismo ou passam por 11 estresse
- 28:33metabólico muito intenso. Então a gente precisa proteger
- 28:37esses animais. Então, a gente sabe hoje que eu
- 28:39preciso trabalhar uma nutrição diferenciada por uma fêmea jovem
- 28:42comparada com uma fêmea adulta, a fêmea de primeiro, segundo,
- 28:45terceiro, quarto. Então significa que eu preciso
- 28:47trabalhar um conceito basicamente, nutrição de
- 28:50precisão. Preciso atender exigência diária
- 28:52dessa fêmea em função dos diferentes fenômenos
- 28:54metabólicos. Só que quando a gente extrapola
- 28:57para o campo, o que que acontece é, o cara vai lá e fornece uma
- 29:00única ração para todas as fêmeas e a fêmea que se vire com isso.
- 29:04E aí, obviamente, o animal não aguenta.
- 29:06O animal não é capaz de suportar isso, né?
- 29:08Se a gente pegar os padrões de produção de produtividade que
- 29:11nós temos hoje, hoje nós estamos mamando 3940 leitões fêmeando.
- 29:16Há 20 anos atrás, né, quando eu desmamava 2627, foi até
- 29:21funcionava essa estratégia única para todo mundo, mas a fêmea já
- 29:24tá me dizendo, olha, não consigo mais, não dá para seguir
- 29:28produzindo, né? Ou seja, dentro da demanda que
- 29:31eu tenho, demanda metabólica que eu tenho, né, com essa única
- 29:34estratégia, né? E aí, dentro de tudo aquilo que
- 29:37a gente comentou, que a própria Débora comentou, né, o animal
- 29:40acaba se desgastando, o animal vai se desgastando ciclo a
- 29:43ciclo. E a fêmea em reprodução de forma
- 29:46mais AAAA, mais crítica ainda, porque na realidade, a fêmea ela
- 29:52passa por catabolismo, anabolismo, catabolismo.
- 29:54A vida dela é isso. São ciclos catabólicos e
- 29:57anabólicos. E toda vez que eu tenho um ciclo
- 30:00catabólico implica no que? Num desgaste, num desgaste
- 30:03fisiológico, num desgaste metabólico, num desgaste
- 30:06estrutural. Afinal, as fêmeas, elas vão
- 30:09mobilizar tecido ósseo para produzir.
- 30:11Então eu preciso ser capaz de repor isso aí com eficiência,
- 30:16né? E aí que entra toda essa essa
- 30:17tecnologia de nutrição orgânica. Empresa global de nutrição
- 30:22animal, a utec oferece soluções para enfrentar os principais
- 30:26desafios da suinocultura. Junte se a nós, para maximizar a
- 30:31qualidade de casco das matrizes, a imunidade das lei pegadas e a
- 30:35rentabilidade na terminação. Com a altec, você não precisa
- 30:39escolher entre desempenho, bem-estar e sustentabilidade.
- 30:46É o que você está falando assim, eu sempre comparo, né, o suíno
- 30:49com alguma coisa. Eu estou imaginando lá aquele
- 30:51carro de Fórmula 1, né? Pensando na fêmea reprodutora e
- 30:55a pessoa coloca um pneu ruim, coloca uma gasolina ruim, coloca
- 30:59um óleo ruim e quer que atinja altas velocidades.
- 31:02Não tem como. Se sair do lugar, né?
- 31:06Ele vai bater, ele vai parar na no primeiro poste da esquina.
- 31:10Não. E é e um ponto, outro ponto,
- 31:12outro ponto importante, né, Bruno?
- 31:14Que não se resolve isso aumentando o mineral inorgânico,
- 31:17porque tem uma cidade absortiva esses minerais.
- 31:20Então não. É pra isso, né, a gente?
- 31:21Precisa. Entender também que entre os
- 31:24próprios orgânicos existem diferenças de
- 31:26biodisponibilidade, mas que a gente precisa fazer uma escolha
- 31:30e mais do que a dose, inclusive, né?
- 31:33Aumentar simplesmente nessa nutrição de precisão é a gente
- 31:36poder eleger algo que que de fato seja absorvido, que vá
- 31:40atender essas necessidades dessas férias, né?
- 31:42Eu eu comento sempre em sala de aula, né?
- 31:45Eu falo assim, o grande, o grande galho.
- 31:47O grande problema do suiner é que ele tolera erros.
- 31:50Esse é o grande problema dele. A fêmea hoje não tá tolerando
- 31:54mais, mas o swing de uma forma geral ainda tolera.
- 31:57Então o que acontece? Ele mesmo com um desafio
- 32:00metabólico crônico, ele é capaz de seguir produzindo, ele não
- 32:03morre. É igual frango, né?
- 32:05O frango você errou a mão, eu, se o galpão inteiro não morrer,
- 32:09você tá no lucro. Então assim, é diferente com o
- 32:11suíno. Então enquanto o produtor não
- 32:13tiver essa consciência de que ele tá perdendo, né, em termos
- 32:17de eficiência, em termos de de de capacidade de expressão, do
- 32:20potencial genético. Fazendo o mesmo, como ele vem
- 32:24fazendo a 1520 anos, é, não vai mudar, né?
- 32:27O negócio é que o animal ele hoje já está dizendo, olha, já
- 32:29não consigo mais. É o animal que a gente tem hoje,
- 32:33não é o mesmo, né? Reflete nesse aumento de
- 32:36mortalidade? Eu Acredito que tem muita
- 32:38relação com isso, né, Bruno? Assim, é uma relação porque.
- 32:42Tudo acaba acaba interferindo, né?
- 32:44Você acaba tendo uma interferência com relação ao
- 32:46papel imunológico, né? Como a Letícia também estava
- 32:49comentando, então existem existem vários pontos, né?
- 32:52Você comentou aí de um trabalho da Europa, é, é recentemente
- 32:55também vi um trabalho que foi feito com 125000 fêmeas é Na Na
- 33:01Europa, então foi acompanhado aí 26 granjas de cada tratamento,
- 33:06né? É comparando minerais
- 33:08inorgânicos e Fontes de orgânico, né?
- 33:10Fontes diferentes de mineral orgânico.
- 33:12E um dos dados é, são 2 dados que chamam muita atenção nesse
- 33:17comparativo, né? O primeiro deles é a
- 33:19longevidade, então o número de matrizes que chega até o
- 33:22terceiro parto. É impressionante a diferença
- 33:26tanto com relação aos inorgânicos quanto entre os
- 33:29minerais orgânicos, né? Isso relacionando a qualidade
- 33:32absortiva, principalmente, né? E o outro dado, justamente a
- 33:36morte. Então é, é impressionante a
- 33:40diferença de mortalidade desses 3 grupos.
- 33:43É tratados de forma diferente com esses minerais.
- 33:46É com Fontes diferentes de mineral, né?
- 33:50E muitas vezes a gente deixa isso, empurra isso pra debaixo
- 33:53do tapete, né? É?
- 33:55Vai levando isso. Ah, mas isso não é importante,
- 33:57isso não tem importância. E aí a gente acaba acaba isso,
- 34:02acaba se refletindo no que a gente tá vivendo hoje, na minha
- 34:04opinião, em em vários, várias questões.
- 34:07E outro ponto que se reflete é na reprodução, né?
- 34:11Que a gente vai entrar nesse nesse aspecto também.
- 34:13Mas a reprodução é uma atividade de luxo, né?
- 34:16Então eu tinha um professor na faculdade que você dizia, isso é
- 34:19a última atividade do animal, ele vai crescer, ele vai.
- 34:22É ter outras atividades e a última atividade é a reprodução
- 34:25e com certeza se reflete no que a gente tá vivendo aí nesses
- 34:28animais, né? É e aí a gente pega esse gancho,
- 34:31né? Pensando ali na fêmea, desde da
- 34:34da formação daquela marra, para chegar numa reprodutora de
- 34:37qualidade, tudo que ela precisa durante a gestação.
- 34:40E aí ela precisa, né? Tá com o sistema imunológico
- 34:43dela funcionando muito bem. E depois o leitão que vai nascer
- 34:47também vai precisar. Depois do desmame, ter uma
- 34:50resposta imunológica legal, mas durante o desmame ele vai
- 34:53precisar formar ali o alicerce dele também para poder ter uma
- 34:57resposta legal ali na frente. Eu acho que esses minerais vão
- 35:00entrar de novo nessa jogada, né? Como vocês já disseram.
- 35:04Não, com certeza, né? Se a gente pegar ali 2 minerais
- 35:07importantes ali, o zinco e o cobre, né?
- 35:10O zinco ele atua, como eu falei, ele atua diretamente na formação
- 35:13de enzimas e proteínas, né? Está associado com a formação de
- 35:16anticorpos, né? E funcionamento dos linfócitos,
- 35:19né? E também está associado
- 35:20diretamente com o metabolismo da vitamina A, que é um
- 35:23antioxidante muito importante pro pro organismo, né?
- 35:25Se a gente pega o próprio cobre, né?
- 35:30Ele tá associado com a formação de enzimas antioxidantes.
- 35:33E se nós pegarmos esses animais hoje de alta produtividade, alta
- 35:36capacidade produtiva, são animais que tem um passo por um
- 35:41estresse metabólico mais intenso.
- 35:44Principalmente as fêmeas, as fêmeas.
- 35:46A gente sabe que já a partir dos 50 dias de gestação elas já se
- 35:49encontram em estresse oxidativo sistêmico, então há uma demanda
- 35:53aumentada por componentes antioxidantes.
- 35:56E obviamente a gente sabe que a resposta imune ela tá
- 35:59diretamente atrelada a resposta antioxidante do animal.
- 36:03Se eu não sou capaz de suplantar, né?
- 36:06AAAO impacto oxidativo do meu metabolismo.
- 36:11Eu vou levar uma queda, né? Isso, isso é inevitável.
- 36:14Leva uma queda na minha capacidade, na minha resposta
- 36:17imunológica. E quando eu sou confrontado com
- 36:20um patógeno que faz parte do dia a dia da vida do suíno, né, né?
- 36:25Mas num sistema de produção tão intensivo como nós temos, esse
- 36:28animal já não consegue responder.
- 36:31E vale ressaltar ainda que grande parte dos tatus
- 36:35oxidativo. Né?
- 36:36Ou capacidade antioxidante das dos dos leitões, principalmente
- 36:40na faixa de maternidade. Depende da resposta e da
- 36:44capacidade da fêmea da mãe, porque ela vai transferir
- 36:47através através do leite, né? A resposta ou a capacidade de
- 36:50defesa desse animal. Então, se ela está num quadro de
- 36:53estresse oxidativo sistêmico, a tendência é que eu tenho níveis
- 36:57circulantes de antioxidantes mais baixo.
- 37:00Então esses leitões também vão receber um aporte de
- 37:03antioxidantes mais baixo. E quando eles são tão
- 37:06confrontados com né surtos, né? De desafios patogênicos, como
- 37:11ecol, por exemplo, que é muito comum nas maternidades a
- 37:13capacidade de defesa de resposta imunológica desse animal, ela é
- 37:16limitada, então, associada a isso também, além da resposta
- 37:21imune, a gente não pode deixar de esquecer, de de comentar, por
- 37:24exemplo, respostas ambientais, né?
- 37:27Então, o estresse por calor, que é algo que faz parte do nosso
- 37:31dia a dia, do nosso sistema de produção e que hoje, cada vez
- 37:35mais, é um fator de desafio para a sunocultura global, inclusive
- 37:39no hemisfério norte. O que que acontece?
- 37:43Um dos danos, né? Causados pelo estresse por calor
- 37:47é o quadro de hipóxia da membrana base lateral, que leva
- 37:51um dano oxidativo e leva, obviamente ao impacto uma
- 37:54ruptura das ligações justapostas entre os enterócitos.
- 37:58Levando a uma permeabilidade superior, uma hiper
- 38:01permeabilidade intestinal, abrindo caminho para que
- 38:04bactérias patogênicas endotoxinas microtoxinas sejam
- 38:07absorvidos. Então, o que que acontece?
- 38:10AA minerais, que tem um papel fundamental na prevenção dessa
- 38:15resposta oxitativa, ajudam a reduzir esse dano.
- 38:18Então o zinco e o cobre tem papéis fundamentais na prevenção
- 38:22e na saúde intestinal, né? Né frente a uma condição de
- 38:25estresse por calor, mas também frente a presença de um
- 38:28patógeno, né? Ou seja, um desafio imunológico
- 38:31que acaba impactando na integridade na saúde intestinal.
- 38:35É uma coisa que o pessoal não se dá conta, é o quão difícil é
- 38:39para um animal fazer uma resposta imunológica eficaz,
- 38:42porque, apesar de ser uma coisa intrínseca desse hospedeiro, a
- 38:46gente tem que considerar que ter um gasto energético muito grande
- 38:49e que vai usar muito a proteína para fazer resposta imunológica.
- 38:53E aí, se esse animal já tiver, com todo o metabolismo dele
- 38:56desandado, como é que ele ainda vai conseguir fazer uma resposta
- 38:59anológica de qualidade? Então ele tá já mais susceptível
- 39:03e após a invasão, ele ainda consegue lutar com uma menor
- 39:07qualidade. Se a gente vai dando, é
- 39:11diminuindo os fatores de risco, a gente vai facilitando a vida
- 39:14pra esse bicho, né? E aí acho que preciso até rever
- 39:17algumas aulas minhas quando eu falo de sanidade, porque eu falo
- 39:20lá, né? Nutrição adequada, hidratação
- 39:22adequada. Eu acho que eu vou dar uma
- 39:24detalhada naqueles slides ali porque, né, acho que vale a pena
- 39:28a gente. Imuno imunutrição, né?
- 39:30Ou seja, a modulação imunológica, né?
- 39:33Via nutrição é hoje é crucial na sinucultura.
- 39:36Eu vou, eu vou. Mais além.
- 39:37E como é? Como a nutrição das fêmeas
- 39:39influencia nos leitões, né? Que é o que o Bruno está
- 39:41colocando, né? Como a nutrição dessas mães,
- 39:44dessas dessas marras e dessas fêmeas.
- 39:47Pode interferir é nesses animais posteriormente também, né?
- 39:50Isso é bastante importante. É porque eles vão receber, né?
- 39:54AAA nutrição, via transplacentária e.
- 39:57Depois que eles não recebem? Eles vão receber imunidade
- 40:00materna via colostro, então assim, se essa mãe estiver bem,
- 40:02eles não recebem. Não, e tem tem trabalhos
- 40:05recentes mostrando a influência desses minerais orgânicos em
- 40:08cima da expressão gênica para crescimento muscular.
- 40:12Né? Por exemplo, pegar o zinco.
- 40:13O zinco atua diretamente no processo de acetilação de
- 40:16estonas, que é crucial para programação fetal.
- 40:21Então, se eu tenho uma melhor disponibilidade ou
- 40:23biodisponibilidade absorção de zinco, né, é uma resposta
- 40:26epigenética, ou seja, é é a alteração da expressão gênica.
- 40:30Através da nutrição, eu vou estar modulando a expressão
- 40:33gênica. Então eu consigo potencializar,
- 40:35principalmente no processo ou no momento de formação dessas
- 40:38fibras das fibras, né? Musculares.
- 40:41Secundárias, né? Que são as que depois vão
- 40:43determinar a quantidade de carne que esse animal vai produzir lá
- 40:45na frente. Então tem trabalhos mostrando Oo
- 40:48quanto o zinco? Ele atua.
- 40:49Ele é crucial nessa programação fetal.
- 40:52Aí é tecnologia. Isso aí é tecnologia.
- 40:57Eu eu me lembro bem quando quando eu estava terminando o
- 41:00meu mestrado, eu trabalhei com mineral orgânico no meu mestrado
- 41:02também. E a gente encontrou um dos dados
- 41:05principais foi uniformidade e peso de leitão, né?
- 41:08Então, trabalhando com principalmente com o zinco
- 41:10orgânico, a gente tinha uma resposta muito positiva.
- 41:12Teve uma resposta positiva e que é o que a gente observa e
- 41:15procurando na literatura. Mas o que que me responde isso,
- 41:19né? Por que que o zinco tá tão, tão
- 41:21presente, né? Então assim, AAAEA gente, acaba.
- 41:26EE na época faz 1112 anos, né? Atrás a gente não tinha ainda
- 41:30muita, muita resposta, né? Tinha alguns trabalhos, mas como
- 41:34que o Bruno citou esse trabalho de epigenética?
- 41:37Ele é muito interessante porque você consegue visualizar a
- 41:40influência justamente desses minerais e expressões gênicas
- 41:44desses leitões, né? Tanto com relação AA influência
- 41:48dessa quantidade de zinco ou da forma que se zinco chega.
- 41:52Intrauterinamente é no tamanho de fibra, a quantidade de fibra,
- 41:57né, que é o que vai determinar o peso desses animais, a
- 42:00uniformidade desses animais, que é o que a gente busca tanto hoje
- 42:03em dia, né? A gente tem lei, pegadas cada
- 42:05vez maiores, né? EE de uniformes, né?
- 42:09Então, falando em nutrição em proteína, acho que esse é um
- 42:12ponto importante, né? Micro mineral, que é a
- 42:14participação não só do zinco, mas o zinco como um elemento
- 42:17extremamente importante. E quando a gente mede outras
- 42:21questões relacionadas a epigenética, a expressão
- 42:24justamente da imunidade intestinal desses leitões
- 42:26também, então a gente observa que é OA fonte de zinco, né?
- 42:32Ou a chegada desse zinco é intrauterinamente, interfere no
- 42:35peso, uniformidade desses animais, quantidade de fibro que
- 42:39vai determinar peso posterior e imunidade e a qualidade da
- 42:44expressão imunológica desses animais?
- 42:46Então a gente consegue. Comprovar realmente aonde esses
- 42:50micro minerais conseguem é realmente interferir, né?
- 42:55E onde eles estão atuando. Então isso acho que isso é
- 42:57tecnologia, né, Bruno? Aí a gente sai um pouco da
- 42:59poesia, AI vamos usar mineral orgânico.
- 43:02Enfim, a gente entra na parte argumentativa tecnológica mesmo,
- 43:06né? De resposta, que é o que a
- 43:07gente. Busca nossa fenomenal quantidade
- 43:11de informação que vocês passaram pra gente, é, eu acho que assim.
- 43:16Pra a gente fechar esse episódio, né?
- 43:18Então assim, que dica que vocês passam pro pessoal que tá
- 43:21ouvindo a gente sair da poesia e entrar na tecnologia?
- 43:24Se eles puderem desligar agora AA transmissão e ir lá fazer a
- 43:29lição de casa deles, o que que eles tem que fazer?
- 43:31Eles tem que começar a buscar lá na Granja deles.
- 43:34Vamos lá, quando a gente fala de de de tecnologia, né?
- 43:37Eu estou abordando todos os aspectos.
- 43:42Ou seja, todas as tecnologias estão sendo disponíveis hoje,
- 43:44né? Pra poder melhorar a eficiência
- 43:47desse animal, melhorar a vida, a capacidade produtiva desse
- 43:49animal, né? Então não é só, é a tecnologia
- 43:52nutricional, vamos dizer assim, né, os os aditivos que hoje nós
- 43:55estamos num patamar de tecnologia nutricional
- 43:57espetacular comparado com 1520 anos atrás, né?
- 44:01Então, enzimas minerais, ou seja, a nós temos o know how,
- 44:05né? Do ponto de vista nutricional,
- 44:07muito superior que tínhamos antes.
- 44:09Mas também a forma como nós vamos entregar essa tecnologia
- 44:13para os animais depende de ter tecnologia, né?
- 44:16Então através do uso de máquinas, né?
- 44:19Eu acho que sem dúvidas, ao longo dos últimos 15 anos, eu eu
- 44:25volto a deixar claro, a nutrição, ela é fundamental em
- 44:28todos os aspectos, né? Pra pra pro desenvolvimento e
- 44:32pra produtividade do animal. Mas sem dúvidas, nos últimos
- 44:35vamos botar 10 anos. Né?
- 44:37O que mais se destacou, na minha opinião, dentro da suinocultura,
- 44:41o que veio como algo inovador é de fato a tecnologia de
- 44:46alimentação, né? Ou seja, eu ter hoje máquinas
- 44:50que conseguem entregar aquilo que esse animal precisa de forma
- 44:54né, individualizada em função das características de produção
- 44:58dele. Então entra nutrição de
- 45:00precisão, que eu trabalho, conceito de dietas distintas
- 45:03todos os dias e até mesmo a alimentação de precisão.
- 45:07Que trabalha conceitos, né, fornecendo exatamente o volume
- 45:10de ração que o animal necessita de forma individualizada.
- 45:13Então é a forma que eu consigo ter para garantir A Entrega
- 45:17dessa tecnologia nutricional para esse animal, né?
- 45:20Então AAA, sem dúvidas, hoje eu tenho trabalhado muito.
- 45:24A gente tem batido muito com os produtores.
- 45:26É de fazer esse investimento nessa tecnologia, porque ela se
- 45:28paga, ela se paga em termos de produtividade, ela se paga em
- 45:32termos de longevidade e tem um retorno econômico,
- 45:35principalmente pela eficiência. Só para que você tenha uma
- 45:38ideia, né? Nós fomos pioneiros na América
- 45:43Latina no uso de tecnologia para fêmeas, tecnologia de
- 45:46alimentação para fêmeas, né? Ainda somos ainda, né?
- 45:50Então a nossa maternidade, a nossa gestação aqui da da nossa
- 45:53unidade da universidade, é a única unidade de produção dos
- 45:56swins da América Latina que tem máquinas de alimentação de
- 45:59precisão na gestação e na lactação.
- 46:01Então a gente alimenta os animais.
- 46:03Né, com base na exigência diária e o fenômeno metabólico, né?
- 46:07Ou seja, o momento metabólico que essa fêmea se encontra, né?
- 46:10Então, ou seja, então o que a gente vem trabalhando com os
- 46:12produtores é isso. Olha, paga né?
- 46:15Eu IA comentar no nos primeiros trabalhos que nós fizemos, nós
- 46:19mostramos que há uma economia de 15% de ração na maternidade só
- 46:24trabalhando com tecnologia associada com alimentação de
- 46:28precisão. 15% de economia e volume de ração.
- 46:32Que que significa para mim que 15% da ração está indo para o
- 46:35lixo todos os dias? E aí se eu estendo isso para a
- 46:40nutrição de precisão, a entregando uma ração diferente,
- 46:44aí o impacto passa a ser de 11% por quilo.
- 46:47Ou seja, uma redução no custo de 11% é por quilo de leitão
- 46:51produzido na maternidade. Já na gestação eu reduzo em 5% o
- 46:57custo com alimentação dessas fêmeas.
- 46:59Eu reduzo em 20% a excreção de nitrogênio, de fósforo, enfim,
- 47:03então a tecnologia, ela traz essa possibilidade de eu atender
- 47:07a exigência dos meus animais de forma dinâmica, de eu monitorar
- 47:11os meus animais de forma dinâmica.
- 47:13E obviamente eu tenho um entendimento mais preciso, né?
- 47:17Do funcionamento do meu sistema e permitir que eu consiga
- 47:21inserir as tecnologias nutricionais que são essenciais.
- 47:25Né? Pra.
- 47:25Pra expressão do potencial, né? E pra sobrevivência e pra pra
- 47:29mantém se da capacidade produtiva desses animais.
- 47:33Caramba, que consultoria que você deu aqui de graça pros
- 47:37nossos ouvintes, Hein? Muito, muito obrigada.
- 47:40E Débora, você quer falar? Passar algum recado final aqui
- 47:44pro pessoal também? Letícia, eu acho que é tem muita
- 47:48relação com assino embaixo em tudo que falou, né?
- 47:51É, tem relação com a gente fazer boas escolhas.
- 47:55Eu acho que a gente precisa fazer boas escolhas,
- 47:58principalmente baseadas em ciência, né, baseadas em dados,
- 48:02baseado em pesquisa. É, a gente tem que sair um
- 48:06pouquinho da poesia e realmente olhar para tecnologia.
- 48:10E aí o Bruno citou essa questão da alimentação, né, que é um
- 48:13ponto extremamente importante das máquinas, né?
- 48:16E como a gente alimenta essas fêmeas, mas dentro da nutrição
- 48:19de precisão. O quanto que a gente está
- 48:21jogando fora também em mineral, em vitamina, né?
- 48:25Através de da de más escolhas, talvez EEA gente pode fazer
- 48:30escolhas melhores nesse sentido, né?
- 48:32A gente pensar um pouquinho que a fêmea.
- 48:35Ela é um animal que não vai ser abatido, né?
- 48:37É uma a leitoa né, vai continuar no plantel, a gente esquece
- 48:40isso, a gente alimenta esse animal como se ele fosse morrer
- 48:43amanhã e não é assim, né? É um animal que vai permanecer.
- 48:46A gente pensar muito bem na formação desses leitoas para que
- 48:50a gente pense em longevidade desses animais também é fazer um
- 48:54investimento, acho que o investimento é um investimento
- 48:57em nutrição, fazendo boas coisas, acho que esse esse é OOO
- 49:01recado assim o ponto. Final, né?
- 49:03Do que eu gostaria de dizer? Fazendo boas escolhas a gente
- 49:06vai colher um futuro melhor pra esses animais aí, sem dúvida,
- 49:09né? Não muito bom.
- 49:12Assim, não posso concordar mais do que já estou concordando com
- 49:16vocês. Acho que é isso, é é fazer esse
- 49:18bom alicerce pra gente ter um bom resultado ali na frente.
- 49:23Super agradeço tudo que a Débora colocou, tudo que o Bruno
- 49:26colocou, muito aprendizado hoje, muita informação.
- 49:30E espero encontrá Los em breve, pessoalmente aí, pelos eventos e
- 49:36os nossos ouvintes, espero vocês no próximo episódio até mais.
- 49:41Obrigada. Obrigado, foi um prazer, até a
- 49:43próxima.