Latest / Helena, o podcast tá pronto / Tradições da infância #160
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- 0:00Helena, o podcast está pronto. Dona Helena, eu não te dou esse
- 0:05tipo de intimidade. Me desculpe, dona Helena, a
- 0:09senhora vai querer mais alguma coisa?
- 0:12Ouça o episódio, depois se recolhe pobretona.
- 0:28Olá ouvintes, eu sou a Lana Azevedo.
- 0:30E eu sou railla Azevedo. Pris esses dias, né?
- 0:34Eu tava conversando lá no trabalho sobre coisas da da
- 0:37infância e adolescência, que era assim, era lei, era uma lei de
- 0:43acontecer entre amigos. E aí eu já vou começar com essa
- 0:47experiência que não é nada individual, que era, né?
- 0:51Na verdade, dia do seu aniversário, você receber ela a
- 0:55ovada. Ou dar a ovada para os seus
- 1:00amigos? Né?
- 1:01E outra coisa, tinha gente, porque assim eu quando dava
- 1:05ovada, eu não vinha não. Eu IA na delicadeza.
- 1:09Tinha gente que vinha num Red shot assim pra enterrar sua
- 1:12cabeça ou tacava de longe, gente.
- 1:14Porque a tradição da ovada, ela começava bem antes.
- 1:18Você tinha gente, eu já fiz isso.
- 1:21Enterrava o ovo. Deixava ele no sol para ficar
- 1:24com aquele. Federo, né podre?
- 1:27Eu nunca fiz isso. Você nunca fez isso, Raí, você
- 1:29já deve ter feito. De enterrar ovo.
- 1:32Ou deixar no sol? Nunca fiz isso.
- 1:34Duvido. Nunca fiz.
- 1:36Eu sempre fui. É alma perfumada.
- 1:38E era muito engraçado, porque eu lembro, né?
- 1:41Da gente saindo do colégio quando a nossa escola era perto
- 1:44de casa, e aí, já na saída, os amigos ficavam do lado de fora.
- 1:49Geral te esperando no mulão, no mulão pra.
- 1:53Para. Alimentar lhe.
- 1:53O ovo, a ovada e você é toda suja para casa, sabe o?
- 1:57Que que eu fico pensando? Porque assim eu não me recordo
- 2:01muito de levar ovada no final da escola, não me recordo.
- 2:05Mas, por exemplo, a gente estudava perto de casa e quem
- 2:09tinha que pegar ônibus, gente, como é que fazia aí IA tomar.
- 2:11Banho na casa de algum amigo que morava?
- 2:13Perto, né? Ou até no próprio?
- 2:15Colégio nossa. O que eu lembro também que os
- 2:18nossos amigos de rua, que já eu não, não vou falar, foi no meu
- 2:22aniversário, mas foi no de alguém lá de casa e aí já ouvi o
- 2:26barulho. Da pipoca toda lá fora
- 2:29esperando. Vou dar o exemplo aqui como se
- 2:31fosse meu aniversário. Ah, lá na aí você já acordava.
- 2:35Já que preparava. Tirava o seu pijama, colocava
- 2:37uma roupa velha e IA pra rua tomar.
- 2:40A ova chegou. Não era só ovo.
- 2:42Não farinha, farinha é tudo que tinha direito.
- 2:46De onde surgiu isso de dar ovada no aniversário?
- 2:49Eu não lembro. Vamos pesquisar no instituto
- 2:51masha Chan. Vamos.
- 2:53Olha, olha que legal, achei aqui, ó.
- 2:56A tradição da ovada de aniversário é de origem mexicana
- 3:00no país. Quebrar os cascarones na cabeça
- 3:04do aniversariante é uma demonstração de votos de boa
- 3:07sorte e saúde e coisas boas. Lá no mérico, as cascas dos ovos
- 3:13são usadas vazias ou pelo menos, sem a gema e a clara.
- 3:18Elas são recheadas de confete e outros elementos coloridos e
- 3:22festivos. Aí que o jeitinho brasileiro
- 3:25vamos? Tacar.
- 3:27Tudo, fazer um bolo na cabeça da pessoa.
- 3:30Você vai comer só o sushi? Não.
- 3:31Você vai rechear com cream cheese assim.
- 3:34É com as outras coisas que a gente faz, entendeu?
- 3:37O ovo vai ser o ovo podre vai ser a farinha, vai.
- 3:40Ser o café o que? Tiver em casa.
- 3:44A última ovada? Que eu lembro que a gente deu
- 3:47foi no nosso amigo Alan, sim, e a gente já era o que estava no
- 3:52terceiro ano. Ah, uma Mini cavala velha,
- 3:54porque a gente? Já estava com 17 anos do
- 3:56trabalho, o menino trabalhou. Ele trabalhava no mercado.
- 4:00E a gente deu ovada nele, com tudo que tem direito no final do
- 4:04serviço. No final do serviço eu lembro
- 4:06que foi café e eu? Acho que ele foi tomar, tem até
- 4:09fotos desse dia. Onde foram parar essas fotos?
- 4:13Né? Eu vou pesquisar, vou procurar e
- 4:15depois. Acho que, se não me engano, ele
- 4:17foi tomar banho lá na casa da Maria Paula, que era amiga
- 4:20nossa, né? Mas coitado do Alan aquele dia.
- 4:25E aí é aproveitando essa época do colégio, vou puxar uma outra
- 4:29tradição que acontecia que era todo final do ano.
- 4:33Assinar a blusa da escola, os seus amigos, a turma inteira
- 4:37deixava? Recadinho na blusa, eu amava.
- 4:40Até pouco tempo eu tinha a minha do Getúlio Vargas.
- 4:45Eu não lembro de qual ano, porque isso era ano, né?
- 4:47Era anual. Eu não lembro de qual ano que
- 4:49era, mas tinha vários recadinhos.
- 4:52E eu lembro de uma sua, do Miguel Couto, uma cinza, mas
- 4:55hoje em dia não é porque assim eu não tenho tanto contato com
- 4:59pessoas de que estudam. Colégio assim, ensino médio,
- 5:03ensino fundamental. Mas eu não vejo a criançada, o
- 5:08pessoal passar com a blusa, porque às vezes a gente usava
- 5:11também. A blusa é toda escrita, não
- 5:16usava eu, eu, eu. Não, não usava porque a gente
- 5:20levava a blusa para assinar. Era o último dia de aula, era na
- 5:23semana final. Então, assim, às vezes você IA
- 5:27com ela no corpo, as pessoas assinavam, mas ou você levava
- 5:30até a reserva. Eu vou perguntar pra.
- 5:32A minha cunhada, se ainda tá rolando esse negócio aí, porque
- 5:38ela tá na escola, né? O que eu acho que se mantém de
- 5:41tradição também de ensino médio, é no terceiro ano você ter a
- 5:46camisa da tua turma. Sim, a blusa do terceirão, a
- 5:49blusa do. Terceirão o nosso era, 3003 é o
- 5:52calderão. É uma blusa lilás que a gente
- 5:55tinha. A foto do aí você escolhia tipo
- 5:58o personagem que IA ser na camisa.
- 5:59Né? Aí vinha o nome de todo mundo
- 6:01atrás e o seu nome embaixo, grande.
- 6:03O personagem da nossa camisa do terceiro ano era o Coragem o Cão
- 6:08Covarde. Agora hoje em dia, o pessoal
- 6:10também no final do ano, né? Terceirão que eu tenho visto
- 6:14estão fazendo vídeos, né? Os vídeos é criativos.
- 6:18Né, porque na nossa época. Tudo, tudo é tudo vai evoluindo.
- 6:21Né? É hoje em dia tem até o TikTok
- 6:24da turma do terceiro ano, né? É ou sei lá é o Instagram.
- 6:28Eles ficam fazendo trend, é um encerramento.
- 6:31De um círculo, né? É um encerramento de seguro.
- 6:36Deve ter também. Era um, a gente não passou.
- 6:39Pelo pelo terceiro ano em ponto 5.
- 6:43Quando eu era mais nova, eu tinha muita vontade.
- 6:45Eu sei que eu não IA, minha mãe não IA deixar, mas era nossa.
- 6:49Eu ficava falava assim, gente, deve ser muito legal.
- 6:52Muito legal, no entanto, que eu fui crescendo, né?
- 6:55Virei adulta e eu morria de vontade.
- 6:58Não sei porque eu associava o terceiro ano de Porto Seguro ao
- 7:01cabo folia que era lá em Cabo Frio.
- 7:04Eu morri de vontade de ir. Não tem nada a ver com.
- 7:06A cabo folia também. No cabo folia morria de vontade,
- 7:08nunca foi, nunca. Tive vontade.
- 7:10De nem sei se existe mais. Só no VR folia que eu IA, né?
- 7:14Porque na minha cidade, mas no cabo folia, meu amor, na próxima
- 7:17encarnação. Sabe uma coisa que era?
- 7:22Na tradição, mas era sonho de toda sonho, tá de toda criança,
- 7:27adolescente, não quebrar uma parte do corpo porque isso era
- 7:31ruim. Mas usar o gesso, nossa, sabe do
- 7:34tipo você já usou gesso quando você era adolescente?
- 7:38Nunca usei. Nunca usei.
- 7:40Tinha vontade porque eu achava muito.
- 7:43É, era legal, engraçado. O meu não foi por quebrar, eu só
- 7:49torci. Torci Oo calcanhal, mindinho.
- 7:52E aí eu tive que usar gesso. Tem fotos porque minha mãe fez
- 7:56um book meu com gesso. E aí que entra a tradição que
- 8:00era você colocou gesso, meu amor, todo mundo.
- 8:04Era o seu momento de fama que você poderia ser um Zé ninguém.
- 8:08Mas você estava? Mas você estava com gesso, todo
- 8:10mundo IA. Ser nossa.
- 8:13E talvez por isso que eu queria tanto ter um gesso.
- 8:16Porque eu era mais é ninguém, ninguém ligava.
- 8:19E aquele ali era o seu passaporte para calçada da fama.
- 8:23A menina quem que é a raíla, a menina do.
- 8:26Gesso a menina do gesso, AI, posso, posso?
- 8:29Aí chega, posso colocar o nome do.
- 8:30Gesso e o meu gesso. Eduard Colin, Eduard Colin
- 8:35chegando para assinar o meu gesso.
- 8:37Eu acho que 10 anos. Mas eu não lembro quem assinou.
- 8:41Eu sei que todo mundo deixou ali o nome e foi bem legal.
- 8:44Foi um, foi um. Marco, a única coisa que eu
- 8:46quebrei foi o meu dente, que o menino me empurrou e eu quebrei
- 8:50meu dente da frente e depois ninguém.
- 8:53Assinou o seu dente? Ninguém assinou no meu dente,
- 8:56até porque nem IA dar para assinar, né?
- 8:57Porque de acordo era amarelo. Era amarelo, era amarelo.
- 9:02E a Sandy e Júnior não gostava de quem quem tinha dente
- 9:05amarelo. AI gente que bobeirada.
- 9:08Bobeirada na rua eu acho que tinham na nossa rua, né?
- 9:12EE com os nossos amigos de infância.
- 9:15Tinham 2 Datas que a gente amava, porque era uma data que
- 9:20tinha essa reunião. Claro, a gente brincava todo
- 9:23mundo junto, mas era um frenesi, não?
- 9:27Era uma. Coisa coletiva.
- 9:29Dormia já acordando pensando. Naquilo que era, vou falar da
- 9:33primeira são Cosme e são Damião. Você dia 27 de setembro você
- 9:39ficava ansioso pelo dia de são Cosmo e são Damião pra você se
- 9:43juntar com seus amigos e ir pegar doce quando era menor e é
- 9:48um responsável junto, acompanhando, mas quando a gente
- 9:50foi entrando ali na pré adolescência já saía no bairro
- 9:53pra pegar. E era assim, chegava com a
- 9:56mochilinha mochila. E com a mochila vazia, não vejo
- 10:00muita. Criança também é isso.
- 10:02Depende. Eu acho que de bairro sabia?
- 10:04Mas no seu bairro era pra ter, porque seu bairro ainda tem.
- 10:07Tem algumas, mas assim tem algumas crianças passando, mas
- 10:10não é igual antigamente. É, é, eu acho que vai depender.
- 10:14Ali do nossa, você imagina ganhar o são quase o Damião do
- 10:18Zeca Pagodinho deve vir recheado, né?
- 10:20Da Anita, a Anita também, entrega.
- 10:22A parte boa, além de você sair e ficar o dia inteiro pegando doce
- 10:26e aí ver as outras crianças passando também, pegando, era
- 10:29chegar em casa e tirar tudo e colocar numa bacia, e aí você
- 10:34via aquela quantidade. De dores com medo.
- 10:37Vender e os adultos se fartavam também.
- 10:40Era muito bom Oo dia de são Costa e Damião quando você é
- 10:44criança e adolescente. Hoje em dia eu até sei que os
- 10:48adultos comiam os nossos doces, né?
- 10:50Hoje em dia eu estou seguindo a tradição.
- 10:52E os doces que o Eduardo ganha também, como?
- 10:54Você come? Você lembrou de uma coisa que
- 10:56assim desbloqueou a memória, mas eu não lembro de ter feito isso.
- 11:00Talvez porque eu era um pouquinho mais estudiosa, né?
- 11:07Eu estou falando que eu, no colégio, me dava melhor do que
- 11:11você. Sim, até porque eu já falei,
- 11:14assim como Ivy, do big Brother. Não, não Ivy, não a Mari Mari
- 11:20Gonzales. Não sou uma mulher inteligente.
- 11:23Me considero uma mulher sábia. Você é inteligente?
- 11:25Sim, você é inteligente, sim. Pergunta a tabuada para mim, se
- 11:27você. Meu amor.
- 11:28Mas isso é outro tipo de inteligência?
- 11:30Eu não. Você não mede a inteligência de
- 11:32uma pessoa Por Ela ter decorado a tabuada ou a fórmula de baixo.
- 11:36Entendi. Tem pessoa que.
- 11:37Que criança, adolescente, que tinha facilidade e outras não.
- 11:40E aí é que que adianta eu saber a tabuada de cor lá atrás?
- 11:45Hoje em dia tem aí OA calculadora no celular,
- 11:48entendeu? Lacrache.
- 11:49Lacrache, mas fala, o que que você fazia com o doce de são
- 11:52Costa e o Damião? Pegava um docinho para são Cosme
- 11:57e um para são Damião e colocava no Jardim, enterrava e fazia uma
- 12:01oração para pedir para passar de ano.
- 12:03Quem que te ensinou isso? Não sei, mas eu fazia.
- 12:06Não sei quem foi, da onde surgiu tudo que era para falar, que era
- 12:09para passar de ano e fazia nossa e.
- 12:11Você nunca reprovou? Eu nunca reprovei graça com
- 12:13construção da Mion e aí me ajudou viva.
- 12:16As crianças? Tá vendo?
- 12:18Viva as crianças. E aí, outra data que a gente
- 12:21também amava muito. Era o Natal.
- 12:24Mais do que o dia 25. Para gente, o Natal era o dia
- 12:2724. É que era o essa a.
- 12:30Véspera. A véspera do Natal.
- 12:32Você se arrumar realmente para ficar na sala, aí depois cada
- 12:36um. Na sua casa?
- 12:37Não. E antes disso a gente se
- 12:39arrumava, dava uma voltinha na rua, lembra?
- 12:41Ficava na rua depois, quando IA chegar à meia-noite, cada um IA
- 12:46para sua casa. É, e tinha amigos nossos de
- 12:49infância que a ceia não esperava, né?
- 12:51Porque o mundo é dividido entre as pessoas que esperam até
- 12:54meia-noite para comer, EIA, que comem 9 horas.
- 12:57Lá em casa era até meia-noite. E aí tinha amigos que a ceia
- 13:01deles aconteciam 9 horas já. Todo mundo já tinha jantado, aí
- 13:06dava. Meia-noite e IA lá para casa.
- 13:08E tem gente que faz só no dia 25 mesmo, né?
- 13:10O 20 e. 5 é, mas aí os amigos iam lá para casa quando dava
- 13:14meia-noite. Depois, quando a gente foi
- 13:16ficando mais é adolescente, né? O início ali da vida adulta, o
- 13:20que que acontecia muito também era os amigos de ensino médio,
- 13:26né? Os nossos outros amigos, cada um
- 13:28ceiava a nossa casa e IA lá para Vovó.
- 13:30E aí a gente ficava conversando. Até até a hora que a Vovó aqui,
- 13:34ó, gente. Despachava.
- 13:36Vamos falar mais baixo. E a gente ficava lá.
- 13:39E aí depois começou pelo menos comigo, né?
- 13:42Você não foi muito, né? Tradição quando minha mãe
- 13:45começou a deixar eu sair, era Natal, ficava em casa, começou
- 13:50no meia-noite, melhor a área de dormir, IA lá pro Natal do
- 13:54porão, eu acho que eu. Fui no Natal do porão de 2000 e.
- 14:019 Letícia, não sei, Letícia. Eu.
- 14:05Sei que eu IA o. Eu não fui em todos, mas aí o.
- 14:10E eu lembro até a roupa que eu fui no, no único Natal do porão
- 14:13que eu me recordo, era uma blusa que eu acho que era sua, tomara
- 14:16que caia branco. Lembro meio acetinada.
- 14:18Lembro e saia a. Saia ela era, tinha camadinhas,
- 14:22Florinda amava e a sua. Sandália, é?
- 14:27Sandália meio. Fechada, meio gladiadora de
- 14:30Saltinho, é de eu lembro Oo Luke que eu lembro que eu fui.
- 14:35Você também rapidinho tinha uma saia Florida.
- 14:38Amarela. E amarela.
- 14:40Que era é. E tem até 11 foto com essa, que
- 14:44era a foto que eu tirei e eu colocava em todos os as minhas
- 14:50redes sociais, LinkedIn. Aí eu colocava essa essa foto,
- 14:55mas eu lembro de um look que era o meu tubinho preto e gente, eu
- 14:59fico pensando como que eu aguentava?
- 15:02Porque eu usava uma cinta. Para usar o tubinho.
- 15:05E eu dançava, meu amor, nem parecia ir para fazer xixi.
- 15:10Era o acho que a dificuldade maior era para fazer xixi.
- 15:13Mas aí era o meu tubinho e a minha sandália preta, que era
- 15:16também tipo gladiadora preta com listras pratas.
- 15:20É intercalava. Lembra dela?
- 15:23Eu usei tanto que ela arrancou menina a parte toda do Salto
- 15:26saiu. Deixa eu voltar aqui um
- 15:28pouquinho, que a gente foi já para vida adulta na tal do
- 15:31porão, mas outra tradição que tinha na nossa.
- 15:34A tradição infanto juvenil relacionada ao Natal era lá na
- 15:38rua, tinha uma vizinha que era a Mara, ela morava num prédio e aí
- 15:42todo ano, no final do ano, a gente fazia o teatrinho, que era
- 15:45o teatrinho da Mara. Só que assim a gente ensaiava
- 15:49antes, né? Tinha um ensaio, as falas, né?
- 15:52E no final do ano a gente apresentava o teatrinho para os
- 15:55vizinhos é que era no salão e a nossa família do prédio.
- 15:59E tinha Salgadinho, né? Tinha umas.
- 16:04Refrigerante eu acho que a. Gente até falou, eu sempre
- 16:08queria ser AA árvore, a Pedra, eu não queria ter ter.
- 16:13Fala que eu era muito tímida. O teatrinho que ficou marcado é
- 16:17o único que eu lembro assim, muito deixa.
- 16:19Eu falar, vocês, Jamile, e todo mundo com fome.
- 16:23E vocês tinham que vocês eram 2 crianças, vocês moravam na rua.
- 16:28E aí alguém deu um sanduíche, não era para vocês comerem
- 16:31sanduíche. E vocês ficaram fingindo, tava
- 16:33chorando. E comendo sanduíche todo mundo.
- 16:35Com fome. A gente estava com muita fome.
- 16:37Aí no teatria a gente era as crianças ali, né?
- 16:40E aí a gente vai. Ligando para você, é?
- 16:44Ah, lá você está falando, aqui é o menino de rua.
- 16:47E aí a gente abaixava a cabeça assim, né?
- 16:49Não sei se alguém estava dando uma prova.
- 16:51Rindo está. E estava rindo que acabou aí a
- 16:54emoção do negócio, porque eu via o balançando, aí eu.
- 16:57IA com a mão e eu e a jamília assim, ó a gente.
- 17:00Pegava o sanduíche. Comendo que a gente e a?
- 17:02Árvore do lado com. Fome o Sol do outro lado,
- 17:06morrendo de fome, filhas da. E aí tinha o teatrinho da Mara,
- 17:11você acredita que lá na casa da minha mãe eu vou ver se eu o que
- 17:14que eu consigo resgatar disso? Ela achou um CD que é, eu não
- 17:19sei se é o da Mara ou se é do centro, né?
- 17:22Que a gente fazia também. Teatrinho, né?
- 17:23Evangelização que é Alana, teatro.
- 17:26Imagina se for lá da rua? Vai ser legal, né?
- 17:29Porque a gente perdeu vocês. É a sua mãe?
- 17:31Tem. Minha mãe tem, tem.
- 17:33Eu vou falar para ela pegar, você tem CD?
- 17:35Ah, não, no seu na CPU tem tem entrada para CD.
- 17:39Deve ter. Será a ver com o Pedro, porque
- 17:42se tiver a gente pode. Colocar, né?
- 17:45Tomara que seja da rua, porque se não for, não.
- 17:48Mas não tem porque eu não, infelizmente, eu queria muito
- 17:51ter. Feito o teatro quando eu era
- 17:54mais nova, mas os teatros que a gente fez era o teatro da rua,
- 17:58do centro. Não era ir numa escola, né?
- 18:02Mas ainda assim era. Era legal, né?
- 18:05Pri, muito. E também só para não esquecer,
- 18:08tinha a filha da Mara, que era a Isabela, que ela dava aulas de
- 18:13desenho para gente. Lembro muito disso.
- 18:15E eu era gente, eu sempre fui péssima em tudo.
- 18:18Eu, mas. Eu aprendi, não.
- 18:21Em questão de desenho, coisas manuais, sim, aí, mas eu lembro
- 18:25que a forma, a forma do do rosto eu sabia fazer, sabia fazer a
- 18:30forma e o olho, que era se. Ela ensinou, né?
- 18:33Agora a boca não, não lembro mais.
- 18:34O nariz também não lembro. É cabelo.
- 18:37Mas isso de amizade de rua, né? É tradições com com os amigos de
- 18:43infância. Você estava falando que o Pedro,
- 18:46ele tinha isso de juntar com os amigos para jogar play, né?
- 18:50É ele, era. Era o único ticinho.
- 18:52Ticinho que tinha por. Aí na época aí, né, chamava ele.
- 18:56Era arissinho, né? Arissinho era arissinho,
- 19:00arissinho, Pedrinho, arissinho. E aí alguns amigos iam jogar.
- 19:05Só que a vó dele não gostava que jogava dentro de casa, aí jogava
- 19:08no na, na varanda, na garagem, é na garagem.
- 19:12Aí começou a incomodá la na garagem, quando vê as crianças,
- 19:15já estavam jogando tudo lá na calçada, na calçada, botava.
- 19:18Uma extensão a. Extensão só que aí.
- 19:21Juntava porque tava na rua, aí juntava todo mundo.
- 19:24E fazia o campeonato, né? Fazia o campeonatinho, produção.
- 19:26Disse também que tinha isso lá na rua dele, porque mesmo caso
- 19:31ali do do Pedro, era um amigo que tinha o play e todo mundo IA
- 19:35jogar. Né?
- 19:37Tinha também a tradição do futebol no domingo, que eu acho
- 19:40que até hoje tem gente que tem essa tradição de de acordar cedo
- 19:45pra ir jogar bola domingo. Pedro também.
- 19:48Criança, né adolescente? Eles iam pro campinho pra jogar
- 19:52bola. Não, mas acho que agora até é
- 19:54amigos adultos nossos, acho que ainda.
- 19:56Tem essa tradição, né? Uma que eu amava era na rua, né?
- 20:03Juntar as criançada toda? Para a gente fazer a nossa
- 20:07caminhada. Às vezes acordava cedo, IA fazer
- 20:10a nossa caminhada, parava lá no mercado, cada um comprava um
- 20:13fandangos, depois juntava todo. Mundo numa.
- 20:16Bacia e comia. Não me esqueço de uma das vezes
- 20:21que a gente comprou todos os tipos.
- 20:23De. Posso falar ou você vai querer
- 20:26contar por? Mim e.
- 20:28Aí todo mundo comprou vários fandangos, a gente misturou,
- 20:32tomou com Fanta uva. Se eu não me engano, eu não
- 20:35fiquei. Acho que foi Fanta uva, Fanta
- 20:37laranja, nossa não, você passou mal.
- 20:40Eu? Passei mal.
- 20:40Eu acho que eu fui pro hospital e fiquei de observação no
- 20:43hospital. Não me esqueço disso.
- 20:45Fui pro pro hospital por. Ter comido fandangos demais por
- 20:50comer. Fandangos era todos aqueles
- 20:52tipos. Tinha um Salgadinho que ele
- 20:54tinha uma embalagem. Você lembra disso?
- 20:56Roxa. E ele misturava vários.
- 20:59Salgadinhos, lembro, era vários. Tinha o do requeijão, do pizza,
- 21:03é todo mundo junto. E aí eu vou puxar uma coisa não
- 21:06tem a ver com tradição, é só que desbloqueou na minha memória.
- 21:09Eu amava quando a gente chegava em casa, as nossas mães, nossos
- 21:13pais ou tias compravam aquele saco que era com várias versões
- 21:18Mini de fandangos, requeijão. Você lembra disso?
- 21:22O pequenininho? E aí ele vendia assim, ó, 5 eu
- 21:26adorava, eu adorava. Mas era Mini.
- 21:28Era Mini, era um. Pacotinho tipo a as que tem hoje
- 21:33em dia tem. Hoje o pequenininho deles, e aí
- 21:37vendia naquele era como um pack. Sabe?
- 21:40Tipo lá na Vovó Cida, minha avó paterna também.
- 21:43Ela vendia desses no na área ali, né?
- 21:46Que ela. Vendia a gente.
- 21:48Você falou da sua avó rapidinho. A gente sempre foi honesta, né?
- 21:51Quando IA lá na casa da sua avó, botava as crianças tudo naquele
- 21:54meio daquele doce. A gente nunca pegou um doce.
- 21:56Nunca peguei. Pedia para ela e.
- 21:59Ela dava? Não, ela dava.
- 22:01Ela dava. Às vezes, quando eu IA e a gente
- 22:04ficava lá andando e ficava olhando os doces.
- 22:07Ficava olhando, gostava de arrumar.
- 22:09Mas a gente não. Fui pegar nada boba, devia ter
- 22:12pegado uns docinhos, me arrependo disso.
- 22:15Teve algumas coisas agora, né? É falando voltando pra pra
- 22:20tradição que a gente não, não fazia.
- 22:23Não faz? Parte da nossa vida do tipo AI
- 22:25nossa, a gente sempre dormia na casa das amigas quando a gente
- 22:29era criança, nossas mães não deixavam.
- 22:30Não deixavam AI fazer festa do pijama.
- 22:33Eu acho que eu nunca participei de uma festa.
- 22:35Também nunca participei. Teve uma vez que eu dormi na
- 22:38casa da eu acho que eu era pré adolescente.
- 22:41Não sei minha idade, não. Não vou falar besteira.
- 22:44Mas aí uma vez que eu dormi na casa da Mariane, porque acho que
- 22:47ela insistiu muito, aí é. Minha mãe, e era.
- 22:50Vizinha assim, né? De de porta sua mãe não deixou,
- 22:53né? Eu não lembro, é minha mãe não
- 22:55deixava. Não deixava e eu lembro dessa
- 22:57vez, outra coisa que a gente não teve, que fez parte de da vida
- 23:02de algumas crianças ticinhas e risinhos o aniversário do
- 23:05McDonald's. Não é querendo pagar de boneca
- 23:08de espiga de 1000 que senão vai, vai lá, nossa, vai falar que
- 23:10nunca comemorar o aniversário? A gente comemorava o.
- 23:13Aniversário. Mas no McDonald's a gente IA
- 23:16chamelinha, levava a gente no McDonald's para lanchar mais.
- 23:19Aniversário. Naquela parte que juntava a
- 23:23parte do aniversário, a gente nunca entrou, nunca, nunca
- 23:26reservamos aquele espaço para. Nós nem aniversário de escola
- 23:30também é algo que eu nunca fiz, nunca tive.
- 23:33Eu também não lembro. Em casa assim, às vezes era uma
- 23:38coisinha só para casa, aí outros eram um bolinho que chamava
- 23:43todos os amigos. E era a tradição, era a tia
- 23:45Cláudia fazer o. Bolo e aí cortava o bolo assim ó
- 23:49e jogava Guaraná para deixar ele molhadinho.
- 23:52E eu amava. Toda vez que alguém fazia bolo,
- 23:55eu ficava não processo, Alexandre, deixa raspar a
- 23:57panela. Deixa raspar a panela.
- 23:59Eu já falei? Disso te amo comer a massa do
- 24:01bolo. Que delícia.
- 24:03Eu estava aí no meu aniversário algumas vezes, algumas várias
- 24:07vezes já teve que era o bolo com coco ralado em cima.
- 24:10Não gostava de coco ralado, mas era o era o mais em.
- 24:13Conta a tia Cláudia fazia um. Um recheio com Maizena e leite
- 24:18condensado. Recheio eu gosto.
- 24:21Eu adoro bolo de coco. Mas é, eu tenho essa memória da
- 24:24tia Cláudia cortando o bolo assim ó na metade, jogando no
- 24:27Guaraná para deixar ele molhadinho.
- 24:29Nunca mais fez, né, Claudinha? Bolo é teatral.
- 24:32Vamos estar fazendo aí. É sabe o que que ela vai falar?
- 24:36Vai lá em casa, porque você não. Vai, eu vou sim.
- 24:38Você não vai. Eu acho.
- 24:39Que você tem uma boca? Pra falar você não?
- 24:41Vai, filha. Eu falei com a tia.
- 24:43Cláudia, posso, Ah, posso? Eu falei com a tia Cláudia.
- 24:46Cláudia, é, estão vindo aqui. Ela falou, um bando de sem
- 24:50vergonha. E aí, quando eu posso, eu vou.
- 24:53Sim, não, eu estou sem carro, ué.
- 24:56Você não pode pegar um ônibus, eu pego o ônibus se.
- 24:58Eu quiser, você não manda na minha.
- 25:00Vida aí não vai lá na? Casa.
- 25:02Não vou em você, minha amante. As tias, eu falei, não, estão
- 25:05ouvindo? Aí nossa Alecrim Dourado, AI, a
- 25:09sobrinha perfeita, não tem um erro?
- 25:11Amor, não sou perfeita não, querida, eu IA.
- 25:14Só tem a língua muito grande, boca de.
- 25:16Graças a Deus. Graças a Deus.
- 25:18É, não me irrita. Não vamos continuar.
- 25:20Vamos. Falando de aniversário, ainda
- 25:23lembrou de uma outra coisa que a gente amava, era tradição nas
- 25:26festas de criança. Que era?
- 25:29Não sei se ainda tem isso, o bolão.
- 25:32Cheio de? Cheio de é bala?
- 25:35Bicicleta, e. Aí tinha aquela língua de sogra.
- 25:39Você falou da minha língua grande, tinha a língua de sogra
- 25:41no bolão. E uma coisa, eu sempre fui uma
- 25:43criança alta, mas eu não fazia isso.
- 25:45Eu achava muita sacanagem a criança que ela é mais alta.
- 25:49Aí ela fica com a blusa dela lá em cima.
- 25:51Embaixo do. Bolão e ninguém.
- 25:53E sabe uma coisa que me irritava mais que a criança alta é
- 25:57adulto, pegar o. Ah, velho.
- 26:00Porque o tanto de eu lembro, no aniversário de um primo meu,
- 26:02tanto de adulto, que pegou é no chão, poxa.
- 26:05Não, muita sacanagem, muita sacanagem.
- 26:08Contra adultos, pegar, pegarem. Como é que fala?
- 26:13Me deu pegar é o. Doce do bolão?
- 26:16Pelo amor de Deus, deixa as crianças, deixa os garotos
- 26:19brincar. Mas era muito bom isso, isso a
- 26:21gente fazia. Outra coisa que a gente tava
- 26:24falando de do que a gente não fazia, tipo a festa do pijama no
- 26:26aniversário do McDonald's, uma tradição que também não fez
- 26:29parte. Pelo menos eu não me recordo.
- 26:31E aí minha mãe vai falar, se a gente fazia, eu não tenho
- 26:34problema nenhum. E vim aqui com Mané rata ramos,
- 26:36que era colocar dente para Fada do Dente e.
- 26:39Aí ela botava o dinheiro, não, não tinha, não teve, porque não
- 26:44é possível. Que você vai pensar isso eu
- 26:48também vou pensar. E ela vai falar que é o
- 26:49contrário, que é a safada do dente.
- 26:51Aí ó ela aqui, ó, não tirava escorpiãozinho do bolso.
- 26:58Não, porque a gente fazia isso. Eu já fiz colocar um barbante no
- 27:03dente na porta e puxar a porta. Eu não lembro.
- 27:05Eu lembro do meu vô Alair é arrancando meu dente.
- 27:10Agora, como ele arrancava? Eu não lembro, não me recordo.
- 27:13Você sabe que. Essa coisa de dente.
- 27:15Eu lembrei de um dos meus dentes de baixo.
- 27:18Me veio aqui essa memória quando ele tava mole.
- 27:20E aí eu ficava passando assim, ó a língua nele, né?
- 27:23E sentia ele molinho até ele cair.
- 27:27Lembrei disso. Desse meu dente de.
- 27:41Ela tá com quanto? Ela já tá com acho que com 13.
- 27:43Então ela já tá com os dentes novo dela, né?
- 27:46É agora que perde, acho que é 67. 7 acho que é por aí.
- 27:52Acho que é por aí. Bom, o papo tá bom, mas estamos
- 27:55encaminhando pro final, então Bora pro nosso.
- 27:59Momento refletindo, enquanto ouve o Tony Ramos tocar saques
- 28:03numa livraria do Leblon. Posso começar?
- 28:12Pode. Gente, estamos gravando em São
- 28:16Paulo, aqui em casa e tá uma passação de avião que me irrita,
- 28:23porque aí a gente tem que ficar parando, senão fica aquele
- 28:25chiado no fundo do áudio. E aí, esperar esse raio desse
- 28:29avião. Gente, vamos começar, voltar a.
- 28:33Andar de ônibus, usar menos avião para não atrapalhar a
- 28:36nossa? Gravação, por favor, tá
- 28:38atrapalhando? A gente a.
- 28:40Gente, pede o meu momento. Tá vindo a minha cabeça assim,
- 28:45tô olhando a minha blusa ali que eu ganhei, ganhei uma blusa que
- 28:49tinha ganhado tem uns 3 anos e ela ficou perdida.
- 28:52Sabe aquela roupa que você fica perdida?
- 28:53Não, não foi um isqueiro em meu amor, o isqueiro.
- 28:55E já foi. Vamos pro seu guarda roupa,
- 28:56vamos tá mudando esse disco e aí ela é de de pelo, né?
- 29:01E o Eduardo eu fui pegar para vim para São Paulo, né?
- 29:05E o Eduardo virou e falou assim, você vai levar minha blusa de
- 29:07Urubu? Aí eu falei, não, filho, mas a
- 29:10blusa é da mamãe, ué, ela é frio.
- 29:12Aí ele, Ah, então tá, mas aí você volta e ele gosta de ficar
- 29:16e ele fica balançando a como se fosse uma asa e fica voando pela
- 29:21casa. AI meu corvinho, meu urubuzinho.
- 29:25É isso, a saudade do meu filho. Finalizamos.
- 29:29Se você gostou desse episódio, não esqueça de compartilhar,
- 29:32comentar o que você achou também.
- 29:34Deixa para gente uma lembrança sua, né?
- 29:37Uma tradição que você tinha quando era criança, aí
- 29:40adolescente. Comenta aí na caixinha do
- 29:43Spotify. Se estiver ouvindo pelo YouTube
- 29:45também, ou se está escutando por outra plataforma que não tem
- 29:49caixinha, manda para gente lá no nosso Instagram.
- 29:52Segue a gente, arroba? Dona Helena podcast.
- 29:56É isso, um beijo e até a próxima.
- 29:59Um beijo, um queijo e uma manteiga.
- 30:11Falou desanimada, Pri. É você acha um?
- 30:14Beijo, um queijo, uma manteiga. Pode ser?