Latest / Rádio Livre com Nonato Lima / Programa Rádio Livre - 24 de junho de 2024
Transcript
- 0:00A Universitária FM apresenta Rádio Livre conversando nas
- 0:05ondas do rádio. 7 horas 30 minutos.
- 0:30A gente está no ar da cidade
- 0:32de Vete pra falar e ouvir pra dançar e para ficar
- 0:35feliz pra ser livre. Rádio Livre, Rádio Livre.
- 1:10Rádio Livre, Rádio Livre. Os
- 1:10destaques do Rádio Livre desta segunda -feira, 24 de
- 1:14junho de 2024. Profissionais da educação superior,
- 1:19Federal, aguardam assinatura de acordo com o Governo
- 1:23Federal para sair da coletiva da greve. Servidor
- 1:27da área ambiental, o Federal entra em greve, dia
- 1:29primeiro de julho do Ceará. Diceia
- 1:33da Saúde Amplia faz sete áreas de vacina da Dengue.
- 1:37Professor da UFC, economista Fabio
- 1:40Sobral, vai falar hoje sobre juros altos e o mito
- 1:43da independência do Banco Central. Rádio
- 1:47Livre, Rádio Livre. Apresentação
- 1:52Nonato Lima. Bom dia a você que nos
- 1:57acompanha ao vivo na Universidade FM, 107 ,9 MHz.
- 2:01E também os nossos
- 2:02cumprimentes a você que nos acompanha no podcast Rádio
- 2:07Livre com Nonato Lima. Mulheres
- 2:14de diversos municÃpios brasileiros saÃram à s ruas
- 2:17ontem contra o projeto de lei do estupro, que isso
- 2:22foi ontem. E o projeto de lei, o número
- 2:231904 de 2024, que é que parou a aborto legal em
- 2:28idade gestacional acima de 22 semanas, inclusive em
- 2:31caso de estupro, ao crime de homicÃdio. Em
- 2:34Minas Gerais, atos ocorreram em diversas cidades,
- 2:37inclusive em Belo Horizonte, em São Paulo também houve
- 2:41manifestações na capital e em cidades do interior. No
- 2:44Rio de Janeiro, manifestações em Copacabana.
- 2:48O projeto que é que parou a
- 2:50aborto legal em caso de estupro, da homicÃdio,
- 2:53avançou na Câmara em 12 de junho, numa obra do
- 2:59presidente Arthur Lira, que em 26 segundos conseguiu
- 3:02aprovar a urgência do projeto. Isso
- 3:05quer dizer que o projeto iria para a votação sem
- 3:08passar pelas comissões, como normalmente um projeto desse
- 3:12tipo e qualquer outro deve passar. Mas
- 3:16depois das manifestações, na semana anterior as
- 3:20manifestações foram bem mais amplas, inclusive aqui no
- 3:22Ceará, em Fortaleza, no final de semana agora mais
- 3:26manifestações e Arthur Lira começou a recuar, disse que
- 3:32pode mudar o texto, que apesar da votação do pedido
- 3:38de urgência, pode promover o debate no segundo
- 3:43semestre, etc. Uma das modificações desse
- 3:50projeto de lei é que para a homicÃdio, caso em que o
- 3:55aborto é permitido por lei, atualmente a legislação
- 4:00permite que o aborto seja realizado em três situações.
- 4:04Estupro, risco de morte para a
- 4:07mulher e anicefalia do feto, mas até isso aqui o
- 4:12projeto que não é de Arthur Lira, mas que ele
- 4:16patrocinou, a pressa, a aceleração e tudo,
- 4:22praticamente era um projeto que romperia com toda a
- 4:25situação legal o que vem em prejuÃzo das mulheres e
- 4:30dos profissionais da saúde, que ficariam sem amparo
- 4:33legal nenhum. E claro que teve uma ajudinha
- 4:36do presidente do Conselho Federal de Medicina, a
- 4:39ajudinha que foi derrubada pela justiça, pelo Supremo
- 4:42do Tribunal Federal, e agora com a manifestação,
- 4:46sobretudo das mulheres nas ruas do Brasil, as coisas
- 4:49começam a voltar para o lugar. Quer
- 4:52discutir o assunto? A discussão tem que ser
- 4:54profunda, ampla, democrática, ouvindo todas as posições.
- 4:58Não é fazer um espetáculo
- 4:59teatral como o senador Eduardo Adirão fez e no
- 5:02senado não, debate mesmo, de verdade. Claro
- 5:06que a arte é uma forma de debate, mas não daquela
- 5:08forma, né? Ali era na verdade uma
- 5:10estratégia de publicidade do projeto, não foi um debate.
- 5:14E quem disse isso foi o
- 5:15próprio presidente do Senado, o D. Pacheco,
- 5:17né? O D. Pacheco
- 5:18não gostou do que viu. Debate
- 5:22tem que ser amplo com as posições diversas, até
- 5:27chegar a consensos que sejam de fato, respondo de
- 5:30fato a demandas sociais. A Câmara não pode agir de
- 5:34costas para o pobre adeio. O
- 5:44Cidicato Nacional dos Servidores Federais da
- 5:46Educação Básica, profissional e tecnológica CINASF,
- 5:50decidiu a assembleia no final de semana, que
- 5:52aceitará a proposta do governo federal para
- 5:55docentes e técnicos administrativos da educação
- 5:59superior. Ã o pessoal vinculado aos
- 6:01institutos federais, aos CFETs e A também, BTT em
- 6:07universidades, inclusive aqui no Ceará, que é o Cino
- 6:11Básico Tecnico e Tecnológico, que chama BTT.
- 6:15A decisão que implicará no
- 6:16fim da greve só vai acontecer quando e se
- 6:20houver um acordo com o governo. As
- 6:24coisas estão caminhando, as discussões estão em
- 6:27andamento, mas sem o acordo não há final de greve. Tem
- 6:31uma certa mÃdia apressada já anunciante que a greve
- 6:34acabou? Não, a greve não acabou. Nem
- 6:37dos técnicos, nem dos docentes. O
- 6:39que ou foi uma sinalização, aceitar o acordo dentro das
- 6:45condições que foram propostas, avaliou -se como
- 6:49ganho, uma série de ganhos, e é isso que vai ter que
- 6:53estar no papel. Sem o papelzinho assinado estão
- 6:57decidindo as assembleias gerais. Não
- 6:59há final de greve, e a ideia é uma volta coletiva
- 7:04dos trabalhadores, as atividades. O
- 7:08Comando Nacional dos servidores técnicos está
- 7:15avaliando o processo todo. A
- 7:18expectativa desta semana pode sim, na ver a
- 7:22assinatura de acordo. A ver a assinatura de acordo?
- 7:24Aà o próximo passo são as
- 7:26assembleias dos técnicos e docentes, se realizando para
- 7:33organizar a volta, o final da greve, a volta coletiva
- 7:38ao trabalho. Aqui no Ceará do Ocentes da
- 7:42UFC, o Federado Cariri e Unilab aprovaram também, na
- 7:47sexta -feira, em Assembleia Geral, a saÃda de greve,
- 7:50no entanto, mediante a assinatura do acordo. A
- 7:54greve não acabou, não. Ela só vai terminar com a
- 7:59assinatura do acordo e a deliberação das assembleias
- 8:02dos professores e dos técnicos. A
- 8:05Assembleia da Sexta -feira foi realizada pela manhã,
- 8:08tanto em fortaleza quanto nos campes do interior, da
- 8:13Universidade Federal e das outras universidades, Unilab
- 8:16e Federal do Cariri. A
- 8:48Comissão dos Direitos Humanos do Senado aprovou
- 8:51uma proposta que torna obrigatório o conteúdo
- 8:59feminista nos currÃculos escolares do Ensino
- 9:02Fundamental Médio. Bom,
- 9:18esse projeto que leva conteúdo feminista aos
- 9:21currÃculos escolares do Ensino Fundamental Médio é
- 9:23de autoridade da deputada Tabata Amaral do PSB de
- 9:26São Paulo e altera a lei de diretriz e base da
- 9:30educação nacional, da LDB. O
- 9:32texto precisa ser apreciado pela Comissão da Educação
- 9:35antes de ir para o plenário do Senado. O
- 9:39projeto sobre feminismo define que conteúdo
- 9:41feminista deve ser aplicado às disciplinas como
- 9:44história, ciências, artes e cultura do Brasil e do
- 9:47mundo. A ideia é levar para as
- 9:49salas de aula o ponto de vista feminino como forma
- 9:52de resgatar as contribuições, as vivências
- 9:55e as conquistas femininas nas áreas cientÃficas,
- 9:59social, artÃstica, cultural, econômica e polÃtica. O
- 10:03relatório do projeto na Comissão dos Direitos
- 10:06Humanos do Senado é a assinadora Soraya Tronik, do
- 10:10Podemos do Mato Grosso do Sul, que está de acordo
- 10:12com a proposta, inclusive na utensilha importância,
- 10:15dessa proposta para a valorização da mulher na
- 10:19sociedade. Esse projeto da assinadora Taba
- 10:31Tamaral cria também a semana de valorização de
- 10:34mulheres que fizeram história, que seria
- 10:37comemorada, claro, que se for aprovado, no mês de
- 10:40março, em todas as escolas da educação básica do paÃs.
- 10:46A assinadora Soraya Tronik,
- 10:48com a relatória do projeto, lembrou que o debate sobre
- 10:52a dificuldade de encontrar personagens femininas nos
- 10:54livros de história é algo concreto que precisa ser
- 10:57enfrentado. E uma das formas é essa, né?
- 11:107 horas e 41 minutos.
- 11:23O Ministro Gilmar Mendes do
- 11:25Supremo do Tribunal Federal determinou encerramento de
- 11:27uma ação de improbidade administrativa contra o ex
- 11:31-ministro AloÃsio Nunes, que pedia o ressarcimento de
- 11:35854 mil reais em doações eleitorais, não
- 11:38contabilizadas da antiga Aldebrecht, que agora é
- 11:44novo nó, mudou o nó. O caso, encerrado pelo
- 11:48Ministro do Supremo, tramitava na justiça de São
- 11:51Paulo e era um desdobramento das relações
- 11:54premiadas de executivos e ex -executivos da Aldebrecht.
- 11:58Ã medida, atendeu a um pedido
- 12:00da Defesa do Ex -Ministro, que hoje é representante da
- 12:03Agência Brasileira de Promoção de Exportações e
- 12:06Investimentos Apex em Bruxelas, na Bélgica. E
- 12:11essa decisão do Ministro Gilmar Mendes foi contrária
- 12:14à manifestação da procurada de geral da República, que
- 12:18havia defendido a rejeição do pedido dos advogados do
- 12:22ex -ministro AloÃsio Nunes Ferreira. Nessa
- 12:25decisão, Gilmar Mendes considerou que a ação de
- 12:27improbidade apresentada pelo Ministério do PolÃcia de
- 12:30São Paulo tinha os mesmos fatos de um inquérito já
- 12:35arquivado pelo Supremo Tribunal Federal contra o
- 12:38polÃtico. Por isso que ele mandou
- 12:40arquivar. 7 .43. A apresentação, Nonato Lima. O
- 13:00incêndio no Parque Nacional de Tatiaya, localizado na
- 13:05Serra da Mantekeira, em Rezende, Rio de Janeiro,
- 13:08foi extinto na noite do sábado, segundo o Instituto
- 13:12Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade, em CME
- 13:14Bill, gestor do Parque. A operação contou com a
- 13:19atuação de equipe do I .C .M. Bill,
- 13:21de brigadistas do Instituto para o Desmeio Ambiente dos
- 13:24Recursos Naturales Renováveis e BAMA, e de mais 100
- 13:27bombeiros militários do Rio de Janeiro. As
- 13:30equipes do Parque contaram com apoio de drone, com
- 13:33câmera térmica no combate ao incêndio da Reserva
- 13:37Natural, além de 20 viaturas e 3 aeronaves do
- 13:40corpo de bombeiros militários do Rio de
- 13:42Janeiro. Os agentes do Instituto
- 13:43continuam monitorando as áreas da Unidade de
- 13:46Conservação Federal. O incêndio do Parque Nacional
- 13:49de Tatiaya começou no dia 14 de junho, atingiu 300
- 13:55hectares nas proximidades do Morro do Couto e da
- 14:00Portaria da Parte Alta. Essa
- 14:03área, localizada em um campo de altitude, acima de
- 14:062 .500 metros, com vegetação seca, em razão das poucas
- 14:11chuvas, caracterÃsticas dessa época do ano. AÃ
- 14:14ficou mais difÃcil o combate ao incêndio, mas
- 14:16deu certo. Apesar da destruição.
- 14:29Olha, você estava esperando vacina
- 14:31contra a dengue? Pois é, ou uma mudança agora no
- 14:35esquema de vacinação. O Ministério da Saúde
- 14:37autorizou estados e municÃpios a ampliar o
- 14:41público alvo da campanha de vacinação contra a dengue.
- 14:45Essa medida vai valer nas
- 14:46localidades que tem o lote de convencimento em 30 de
- 14:50junho e 31 de julho. O Ministério da Saúde diz que
- 14:54os governos locais devem liberar de forma
- 14:57preferencial a aplicação dessas doses para crianças
- 15:00e adolescentes de 6 a 16 anos. Atualmente
- 15:03a campanha de imunização é voltada para pessoas de 10
- 15:06a 14 anos. Se a estratégia não permite o
- 15:10uso oportuno das doses, a Secretaria de Saúde poderão
- 15:14lançar campanhas para a imunização de pessoas de 4
- 15:18a 59 anos e da recomendada pela fabricante da vacina
- 15:21utilizada no sistema único de saúde. A
- 15:24ampliação é temporária do público alvo e já havia
- 15:28sido adotada em abril diante da baixa procura e
- 15:32da proximidade do vencimento dos lotes. Na
- 15:34época, a medida serviu para evitar o desperdÃcio de
- 15:38imunizantes com validade até 30 de abril. O
- 15:41problema é assim, a quantidade de doses de
- 15:44vacina fabricada no mundo ainda é pequena. E
- 15:48aà há uma prioridade para crianças de 10 até 14
- 15:52anos. Como em alguns casos, a procura
- 15:56foi pequena, tem vacina que vai vencer, dia 30 de
- 16:01julho, aà a recomendação do Ministério é ampliar para
- 16:05pessoas até 16 anos e se for o caso para pessoas de
- 16:104 a 59 anos. Mas aà em cada, não é uma
- 16:14decisão geral, é só onde há a vacina, onde há
- 16:19vacina excelente que as pessoas não foram tomar a
- 16:23vacina. Não sei se é o caso de
- 16:26fortaleza, nem sei quais são os municÃpios do SIARA,
- 16:28que tem essa situação. De qualquer maneira, vale a
- 16:31pena ligar para a Secretaria de Saúde, do
- 16:34municÃpio, do Estado, fazer contato com o posto de
- 16:37saúde mais próximo, porque aà dá para obter a
- 16:39informação correta. Se vai haver ou não essa
- 16:43ampliação. Claro que o objetivo é aproveitar
- 16:46a vacina. Não haver da procura total das
- 16:51vacinas por público prioritário, amplia -se para
- 16:55aproveitar o investimento e garantir imunização contra a
- 16:59dengue. Paralelamente. E aà isso vamos continuar
- 17:03não hospedando o mosquito em nossas caças. Isso
- 17:06é o fundamental. Não deixe chance para o
- 17:09mosquito da dengue. Olha lá aquela latinha, aquela
- 17:15plantinha, com água limpa. O
- 17:19mosquito está adora. Então você não deve fazer o que
- 17:22o mosquito está adora. Nós não devemos deixar aqui,
- 17:26haja espaço, lugar adequado para a reprodução do
- 17:33mosquito da dengue. Ã uma das formas de
- 17:35prevenção. Para na manhã da sexta -feira, o
- 17:48CINCEF, CINICAT, dos trabalhadores no serviço
- 17:50público federal, realizou a Assembleia Geral em parceria
- 17:55com a ZIBAMA, que é a Associação do Pessoal do
- 17:58IBAMA, da área ambiental. E aà envolve o serviço do
- 18:04IBAMA e do ICM -BIO. Dentro dos encaminhamentos aprovados
- 18:09está a greve a partir de 1 de julho aqui no Ceará.
- 18:14Em nÃvel nacional já havia
- 18:16muitas entidades da área ambiental, que as quais
- 18:28estão associadas ao serviço do ICM -BIO e do IBAMA, já
- 18:31haviam da liberdade por greve. Faltava
- 18:35decisão aqui do Ceará que foi tomado na sexta -feira
- 18:37e é a partir do primeiro de julho. Foi
- 18:40um longo perÃodo de mobilização desde janeiro,
- 18:43que o pessoal da área ambiental vem se mobilizando
- 18:46e discutindo com o governo e querendo uma negociação
- 18:49com o governo para resolver pendências não só salariais,
- 18:53mas de reestruturação de carreira. Parece
- 18:56que até agora não houve uma definição mais clara
- 19:00dos rumos dessa negociação. E
- 19:03aà o que ocorre é que os servidores decidiram por
- 19:06começar uma greve. 749 Rádio Livre A apresentação
- 19:20Nonato Lima O projeto de lei que trata dos jogos de
- 19:27azar foi aprovado pela Comissão de Constituição e
- 19:31Justiça do Senado e recomeçou a discussão sobre
- 19:35benefÃcios e problemas, consequências da legalização
- 19:40de bingos, cassinos e jogo do bicho. A
- 19:45proposta passou com votação apertada 14 a 12 na
- 19:50Comissão de Constituição e Justiça. O
- 19:53presidente Lula disse que vai sancionar a proposta
- 19:56caso ela avance no Congresso Nacional. Há
- 20:01diferentes visões de parlamentares sobre esse
- 20:03tema que são ressaltadas no debate polÃtico e técnico.
- 20:11Um dos problemas é que esses
- 20:15jogos há uma expectativa de arrecadação de impostos. Mas
- 20:21olha, é uma expectativa duvidosa. Não
- 20:25há alguém que afirme claramente benefÃcios
- 20:29tributários mesmo para o poder público vindo desses
- 20:35cassinos. Não há certeza disso. Bingo,
- 20:39jogo do bicho. Isso sempre foi uma coisa
- 20:42meio... Ah, mas o jogo do bicho era
- 20:45cultura brasileira, sim. Era cultura brasileira, mas tem
- 20:50a mesma coisa da cultura brasileira que paga imposto?
- 20:52Por que o jogo do bicho? Isso
- 20:56se for legalizado. O que não quer dizer que não
- 21:00existe. O que não quer dizer que não
- 21:03existe, mas é uma das questões é essa. A
- 21:06outra questão, essa é mais grave, é... E
- 21:10aà especialistas vem alertando, né? O
- 21:14problema é que esses jogos de um modo geral viciam.
- 21:18Os cassinos, então, são lugares
- 21:22de jogos que levam pessoas a situações bem difÃceis.
- 21:29Bem difÃceis porque são jogos
- 21:32viciantes. São sérios de estudos
- 21:35cientÃficos demonstrando isso. Então,
- 21:38tem essas duas questões. Um vÃcio que pode levar as
- 21:42pessoas à situação de falência, né? Financeira.
- 21:47E a outra é essa dúvida, se realmente essa
- 21:50legalização. Há outras discussões que é,
- 21:53por exemplo, para onde é que vão esses cassinos e
- 21:57onde é que vão funcionar o jogo de bicho? São
- 22:01questões que precisam ser avaliadas antes que se
- 22:08submeta a uma apreciação mais ampla. Só
- 22:14achei prematura o presidente de Arrelarac sancionar a
- 22:17proposta se ela avançar no congresso. E
- 22:19se o congresso aprovar uma coisa do tipo inaceitável,
- 22:23né? Fora dos padrões negais, aà você
- 22:26vai dizer, não, mas o congresso não faz isso. O
- 22:29congresso de onde? Não faz isso. Ã
- 22:33só ver a tentativa de criminalizar mulheres vÃtimas
- 22:39de estupro, que está aÃ, andamento, né? O
- 22:43presidente Lira não retirou de pauta e as mobilizações
- 22:48continuam, né? As mulheres foram às ruas e
- 22:52mostraram a Lira que existe algo mais na polÃtica
- 22:59brasileira, além da Câmara e do Senado. Existe
- 23:02o povo brasileiro. As mulheres foram às ruas,
- 23:06entidades, as mais variadas dos movimentos sociais,
- 23:10movimentos sindical. Pouvo, né? Porque
- 23:13democracia é com o povo. Democracia
- 23:16sem povo não dá, né? Não é o ideal, mas a gente
- 23:25sabe que é bem difÃcil assegurar os espaços
- 23:29democráticos de participação popular, né? A
- 23:32gente sabe disso. Isso não é natural, isso é
- 23:36questão polÃtica, precisa ser mudado e muda assim,
- 23:39né? As mulheres vão para a rua,
- 23:41denunciam, os movimentos sociais vão para a rua,
- 23:44denunciam, pressão popular. Ã
- 23:46assim que funciona. Por mais que isso signifique
- 23:49desagrado para setores do poder, poder econômico,
- 23:52poder polÃtico, na democracia é povo na rua.
- 23:59Mobilização, pressão, né? Esse
- 24:01negócio de reunião em gabinetes, aqueles gabinetes
- 24:04cheirosos, atapetados e tal, isso é coisa para os que
- 24:08detém o poder econômico e o poder polÃtico. Mas
- 24:13para a sociedade não, é um outro caminho, é um outro.
- 24:18Ainda que isso implica em algumas
- 24:21tentativas de desqualificação, de desgaste,
- 24:25de opressão mesmo. Enfim, agora são sete e cinquenta
- 24:30e cinco. Rádio Livre, Rádio Livre Rádio
- 24:42Livre, apresentação Nonato Lima. Rádio
- 24:48Livre, entrevista. Olha, a semana que passou foi
- 24:53marcada por um confronto de posições entre o Banco
- 24:56Central e o governo federal, mais precisamente,
- 24:59dois personagens, Roberto Campos pelo Banco Central e
- 25:03Luiz Inácio Luda da Silva na presidência da República.
- 25:07O primeiro, Roberto Campos,
- 25:09alega que os juros altos são necessários para contém
- 25:11a inflação e tira essas conclusões do que diz um
- 25:14sujeito complexo e esperto chamado mercado. O
- 25:18segundo, alega que a inflação está controlada, o
- 25:20segundo é o Lula. A inflação está controlada,
- 25:23que a economia está entrando nos trilhos,
- 25:25obediente ao arcabolso fiscal, que é o antigo
- 25:27teto de gastos do golpista Temer e do outro que veio
- 25:30depois, até 2022. Só que o teto era furado, né?
- 25:33Tempo todo. O
- 25:35que indicava que não era ideal para a gestão da
- 25:40economia e do paÃs. O presidente do Banco Central
- 25:43até candidatou -se a ministro de um governador
- 25:46que sonha em ocupar o poste que já foi de seu
- 25:49ex -capitão. O presidente Lula aproveitou
- 25:52para dizer que se preciso, vai para as urnas em 26,
- 25:55tentar um quarto mandato. No
- 25:58meio desse sÃpulo alto do copom, que é o conceito de
- 26:02polÃtica mundiaitária, votou por unanimidade, 9 a 0,
- 26:05para manter a taxa básica de juros. Os
- 26:07juros da CELIC em 10 ,5 % quando, claro, que o
- 26:11mercado esperava que fosse isso. Mas
- 26:13os brasileiros de modo geral sempre esperam que os
- 26:16juros baixem e o próprio governo esperava também
- 26:18isso. Essa manutenção da taxa em 10 ,5
- 26:21% e taxa CELIC, taxa básica de juros, rompeu,
- 26:24interrompeu um ciclo de queda que vem desde agosto
- 26:28do ano passado, quando a taxa chegou a 13 ,75%. Mas
- 26:34quem vai tratar dessa questão bastante embolada é
- 26:38o economista e professor da UFC, Fábio Sobral. Bom
- 26:41dia, Fábio. Bom dia, Lona Atru. Bom
- 26:43dia, Az e Ausauzinho. O Fábio, afinal de contas, o
- 26:49Banco Central é mesmo independente e o governo
- 26:52tenta interferir, ou a independência do Banco
- 26:55Central é só em relação ao governo, o tal mercado, né,
- 27:01teria poder decisão e de influir, definitivamente, nas
- 27:05decisões do Banco Central? O
- 27:09Banco Central é independente em relação ao povo, né. A
- 27:15gente não conta. A conversa se conversa, né?
- 27:19Ã, inclusive, quando votar essa
- 27:22independência do Banco Central, ele teria dois
- 27:24objetivos, controle da inflação e manutenção do
- 27:29emprego. O próprio presidente do Banco
- 27:32Central aà reclamou que o nÃvel de empreitado subindo
- 27:37isso não era bom. Então, ele não é independente do
- 27:43mercado, não é independente da gente. E
- 27:47ele tem, em todas as segundoas, ou as segunda
- 27:49-feiras, sempre ocorre o Natum, uma reunião chique,
- 27:54certo? Eles reamem mais ou menos 80
- 27:56bancos. Não são esses bancos que a
- 28:00gente conhece, não são bancos, tem os grandes que
- 28:02a gente conhece e uns que são só para ricos, sabe?
- 28:06Certo. Eles vão fazer o boletim
- 28:09Focus. O Banco Central vai perguntar
- 28:13aos bancos como eles acham que a inflação vai estar.
- 28:17Não é engraçado? Ã,
- 28:19nunca me chamaram para essa reunião não, viu, Fabio?
- 28:21Não, também pra mim não. Nem
- 28:24o Assis aqui, o que você está dizendo, que não
- 28:25chamaram também? Também não. Então
- 28:28é... O Banco... é
- 28:30que esses banquinhos se sentam, né? Eles
- 28:34perguntam, o que vocês acham? Ã
- 28:36quase como se assim, como é que vocês, vossas
- 28:39excelências, gostariam que estivessem a taxa de juros?
- 28:42O que vocês acham da
- 28:43inflação? Aà eles vão dizendo, claro que
- 28:46esses bancos, eles devem pensar assim, esses bancos
- 28:49são tão desinteressados, tão cientÃficos, né? Não
- 28:53tem interesse nenhum em manipular a taxa, né?
- 28:56Agora, já que o Banco seria, né,
- 29:00independente, ele não poderia ter um sistema de
- 29:03escuta também da sociedade, dos outros segmentos que
- 29:06não são ricos, que não tem dinheiro investido na diva
- 29:10interna, que não tem dinheiro para fiscal e por
- 29:13aÃ, vai? à uma boa pergunta, né? Ã...
- 29:17esse modelo, desse boletim de focos, é algo assim,
- 29:23absolutamente está parfúrdio, né? Você,
- 29:27como você diz, eu só vou ouvir o Banco, só os
- 29:32interesses dos bancos importam, sabe? Não
- 29:36importa o interesse de quem tem problema com a fome,
- 29:40com saúde, falta de saneamento básico, não,
- 29:45falta da água, não, é só os bancos, né? Só
- 29:49os interesses dos bancos. Certo,
- 29:51Fabio? Agora, para manter a taxa
- 29:55inflacionária controlada, porque parece que está
- 29:58controlada, né? Eu não sou especialista, mas a
- 30:00gente percebe pelos números constantes, nem em torno
- 30:03ali da meta, parece estar controlada e o governo diz
- 30:05que está, né? Mas para manter isso, precisaria
- 30:08de juros a 10 ,5 %? Taxa básica? Não,
- 30:12nos outros paÃses, assim por exemplo, na União
- 30:14Europeia, eu estava vendo ontem os dados, a inflação
- 30:19está um pouco mais alta do que a do Brasil, certo?
- 30:24Aqui estão os 3, 60, 1, está
- 30:263, 80, 4, 4. E a taxa de juros está a 2
- 30:30%, entendeu? Curioso, a baixa da inflação, né?
- 30:34Ã, a taxa dos Estados Unidos
- 30:36está mais ou menos, a inflação está mais ou menos
- 30:384, 4 ,5 % e o juros está a 5%. Agora,
- 30:43qual é a principal implicação na condução da
- 30:47polÃtica econômica do governo para essa situação
- 30:50aÃ, em que o Banco Central vai para um lado, mantendo
- 30:53juros altos e o governo de outro lado, falando em
- 30:56incentivar a indústria, o comércio, investimentos, etc.
- 31:00Que aliás temos que chamar isso
- 31:02de gastança, né? Exato. Se o governo, para poder
- 31:08atender aos nossos interesses, a recada tem
- 31:10butos, impostos, taxas, contribuições. E
- 31:15ao arrecadar esses tributos, ele tem verba para gastar
- 31:21na necessidade do que as pessoas votaram, no projeto
- 31:27que as pessoas votaram. Mas se a taxa de juros
- 31:31aumenta, é como se eu dissesse assim, não, eu
- 31:36tenho um salário determinado, mas os juros
- 31:39de um empréstimo que eu pedi vão subir. Então
- 31:43eu vou ter menos receita, eu vou ter menos verba
- 31:46disponÃvel. Então quando eu subo os juros,
- 31:50na verdade estou tirando de algum lugar. Eu
- 31:52estou tirando de estradas, estou tirando de merenda
- 31:56escolar, estou tirando de escolas, estou tirando de
- 31:59hospitais, de remédios que eu preciso ter nas poche
- 32:03de saúde. E levando para os juros, não
- 32:05é um negócio crime inútil, né? Entende?
- 32:10Então assim, entre os moradores do Quicheloio da
- 32:13Avenida Faria Lima, há uma diferença grande, né?
- 32:16Grande, né? E
- 32:17assim, você... essa é uma boa comparação,
- 32:22porque 80 % dos municÃpios do Brasil só sobrevivem por
- 32:29causa da o que se chamam transferências,
- 32:32aposentadorias, um sistema de auxÃlio com o Bolsa
- 32:38FamÃlia, né? Se esses municÃpios não tiverem
- 32:42auxÃlio do governo, esses municÃpios não funcionam,
- 32:46sabe? E se eles não funcionam,
- 32:49essas pessoas se dirigiram às cidades, as cidades
- 32:51explodiriam de problemas sociais ainda mais, né? AÃ
- 32:56também você diz, ah, está sustentando esses municÃpios?
- 33:00Não. Ou você sustenta esses
- 33:02municÃpios, ou não funciona a indústria, por exemplo,
- 33:04sabe? Sim. Uma indústria de biscoitos
- 33:07precisa de gente lá do Quicheloio comprando
- 33:10biscoitos. Sim, lógico. E
- 33:13só vai comprar se tiver renda, é um sistema meio
- 33:16circular, sabe? Então incentivar esses mecanismos
- 33:22de distribuição de renda favorecem a própria
- 33:25manutenção da economia. Sem isso, a economia não
- 33:29funciona, sabe? Agora, para juros, não funciona,
- 33:34não faz a economia funcionar, não é? Entende?
- 33:38Agora o povo lá da Avenida Paria Lima, né? Que
- 33:41é lá onde está o Centro Financeiro do paÃs, né? O
- 33:44que ganha com isso? Como é que funciona isso para
- 33:48eles? Eles ignoram os Quichelôs? Eles
- 33:52ignoram os Quichelôs, é o que se chama, tem muitos
- 33:56autores, chamando de financiação do mundo. Ã,
- 33:59criou -se um mundo paralelo, não é? Como
- 34:03se esse mundo paralelo pudesse existir sem um
- 34:06mundo real, sabe? E eles trabalham sugando o
- 34:11mundo real. à uma espécie de... Vamos
- 34:15chamar zampirismo, vamos dizer, transição de sangue,
- 34:18né? Sabe? Você tira dinheiro da
- 34:23economia real, você não entrega lá um aposentado,
- 34:28você corta verba de alguém que precisa de remédio, e
- 34:33transfere para um banqueiro que ganha esse dinheiro e
- 34:37joga no mercado internacional. Esse
- 34:39dinheiro não fica nem aqui, sabe? Certo.
- 34:43Eles ficam no circuito... vou
- 34:46fazer um exemplo, sabe? Certo.
- 34:48Os juros no Japão são negativos. Ou
- 34:51seja, se você pedir 100, você tem que pagar 98. Ã
- 34:56um empréstimo, entendeu? Aà você pede um empréstimo no
- 34:59Japão, transforma em dólar, traz para o Brasil,
- 35:06impresta dinheiro ao governo que o governo nem usa, é
- 35:10só uma... uma falcatura que inventaram. AÃ
- 35:15recebe 10 ,5%. Você trouxe o dinheiro para cá,
- 35:20ganhou 10 ,5 % e tem que pagar menos dois lacros.
- 35:24Você ganhou 12 ,5%. Exatamente.
- 35:28Você ganhou... pagou menos e ganhou mais. Ã
- 35:32um negócio... estou a dar... é
- 35:33um negócio da China, um negócio do Japão, né? Não
- 35:36dá o ditado, né? Agora, o governo... justiça
- 35:42seja feita, o governo resiste, né? Pelo
- 35:44menos por dentro da repouca eu tenho falado,
- 35:46sistematicamente, que não é adequado para o paÃs esse
- 35:50modelo de juros alto demais, porque isso afetaria
- 35:53os investimentos. Mas parece que há uma outra
- 35:57questão aÃ, para além dos juros altos, que é o tal
- 36:00acabou fiscal, né? Que agora em função disso está
- 36:05sendo discutido. Por exemplo, a mudança nas
- 36:07verbas do orçamento da União para saúde e para
- 36:12educação. O governo é que não vai
- 36:14mexer, mas ninguém tem certeza, acho que nem o
- 36:16governo tem certeza de que isso não vai ser alterado.
- 36:20Tem uma relação com o problema
- 36:22dos juros altos também? Dessa
- 36:24posição do banco central apartado da decisão
- 36:29econômica do paÃs? Tem, porque com a receita do
- 36:33governo, a tributação de receber impostos, ele paga
- 36:38os juros como? Com os impostos. Ele
- 36:41cobre as despesas de saúde e educação que? Com
- 36:44impostos. Então são despesas que concorrem
- 36:49uma com a outra, sabe? Ã como se elas tivessem uma
- 36:53balança. Se do lado financeiro do juros
- 36:57está mais pesado, o lado da saúde da educação vai
- 36:59ficar mais leve. Ã uma conta simples. O
- 37:06presidente Lula realmente resiste, inclusive, e ele
- 37:10teve uma reunião essa semana passada, que além
- 37:15dos juros tem as chamadas isenções, sabe? Sim,
- 37:21essa é grave, né? à grave. O
- 37:25famoso agro -agro é pop, ele não paga CNS para você
- 37:32ter ideia. Você falou que o agro -agro
- 37:37correspondia a 7 % do PIB. Não
- 37:41paga CNS, que é estadual. Não
- 37:45paga imposto de exportação, que é federal. Não
- 37:49paga nada e ainda recebe tudo. Parece
- 37:53que eles pagam 4 bilhões de reais de imposto e
- 37:59recebem 200 bilhões de verba, entende? Não
- 38:06é um negócio desproporcional. Então
- 38:09tem uma vantagem de 196 bilhões, né? Ã.
- 38:14Você se refiria a reunião dessa semana passada do
- 38:18presidente com a área econômica e um dos dados
- 38:21que saiu de lá foram 640 bilhões, que são, eu não
- 38:27sei se pode chamar de esperdissados, mas talvez
- 38:30ele ia chamar de empate pelo menos, com exerção
- 38:33fiscal, subsÃdios, etc. Isso,
- 38:37essas aà que eu estou falando. Certo,
- 38:39certo. Então esse caso, você citou o
- 38:41caso do agro -agro, que foi para 200 bilhões, né? Mas
- 38:44tem os outros setores que têm essa vantagem, que
- 38:48segundo o ministro da Fazenda, o ministro do
- 38:49Planejamento, depois da reunião com o Lula, o
- 38:51presidente tinha ficado impressionado, como é que
- 38:54se chamou, impressionado negativamente, alguma coisa
- 38:56assim. Mas assim, eu também fiquei. Ã
- 38:59chocado? Não é um surpresa, chocado, né?
- 39:02Ã, é chocado, porque antes,
- 39:04olha, e outra, o tal da exerção de PISA e com fins
- 39:09que o Congresso chorou, que reduzia os empregos, na
- 39:13verdade esse pessoal recebeu, não paga imposto,
- 39:15eles receberam vantagem para não pagar imposto e manter
- 39:18emprego. E não pagar o imposto e
- 39:21ainda não ativeram emprego, né? Isso,
- 39:24os números mostraram isso, né? Ã,
- 39:27e se o BIO tem alguma enrolada aÃ, sabe, Donato?
- 39:30De 2019 a 2022, esse não
- 39:34-pagamento de imposto saltou de 7 bilhões para 22
- 39:40bilhões. à estranho, né? Bem
- 39:44estranho, bem estranho. Bem estranho. Agora,
- 39:47Ãfábio, saindo assim, ampliando um pouquinho a
- 39:51questão para o campo da polÃtica, existe o arcabolso
- 39:54fiscal, mas a gente pode dizer que existe um espécie
- 39:57de arcabolso polÃtico que prende o governo a esse
- 40:00arcabolso fiscal de tal modo que não consegue
- 40:03modificações que viabilizem a gestão do Estado e da
- 40:09economia? Tem, tem um arcabolso polÃtico,
- 40:13inclusive, eles vão lançar uma bomba aÃ, que é aquele
- 40:19alçamento secreto, as verbas, as palavras, e tal,
- 40:23vai subir de 35, parece que para mais de 50
- 40:25bilhões, que vem, né? Sim. E eu tinha um livro, o
- 40:33problema foi que eu perdi esse livro, que mostrava
- 40:36que esse era um problema muito grave na Inglaterra,
- 40:40o uso do dinheiro, o uso do poder financeiro para
- 40:46eleger deputados lá, sabe? Lá
- 40:49não tem senador, né? Eleger deputados, desde o começo
- 40:53do século, eles fizeram a reforma parlamentar, vai
- 40:56pedir -se, né, para examinar a reforma do nosso. Nessas
- 40:59é a reforma que proposeram no passado aÃ, mas esse
- 41:03modelo não se sustenta. Eleição
- 41:06de variador está até sendo decidida com milhões de
- 41:09reais, né? Sim. Entende? Então,
- 41:12você tem uma liderança comunitária, essa liderança
- 41:17comunitária se comprou, se você der quanto dinheiro, e
- 41:22ela vai distribuir dinheiro entre as pessoas no dia da
- 41:24votação e tem a votação assegurada, sabe? Entendeu?
- 41:32Dando, driblando aà a fiscalização da juÃza
- 41:35eleitoral, por exemplo, né? Isso,
- 41:37é um negócio assim que ocorre totalmente... AÃ,
- 41:42como é aquela liderança? Ela
- 41:43sabe exatamente o número de votos que tem no bairro,
- 41:46só disponÃvel e controla, e a cada dois anos, em
- 41:51aquelas anos, as pessoas não têm ali, né? Então,
- 41:56é um sistema muito, muito passado. Certo,
- 42:00agora, volta daà da questão das emendas, o processo de
- 42:07emenda envolve alguns tipos, né? Tem
- 42:09emenda de bancada, emenda do próprio parlamentar, aÃ
- 42:14acrescentou essa emenda secreta, né? Isso.
- 42:18O Supremo Tribunal Federal tinha interferido nisso, né?
- 42:21Mas não acabou, né? Fiz
- 42:22essa semana, não foi semana passada também, houve a
- 42:25votação? Sim. Já acabar, um dos
- 42:28ministros, eu não me lembro se foi o Flávio Dinho, que
- 42:33tinha votado, favorava acabar o orçamento secreto,
- 42:39né? Sim, exatamente, foi isso. Foi
- 42:41isso. Então, o tabichão de existir
- 42:47executivo para existir só o Legislativo. O
- 42:50Legislativo está se apropriando nas ervas do
- 42:55governo federal, a mordação do governo federal e eles,
- 43:02deputados e senadores, estão se tornando gestores pelo,
- 43:07acho que o Montesquieu, que criou a ideia dos três
- 43:12poderes, né? Sim. Está se batendo todinho no
- 43:15túmulo, sabe? E ali, depender de ser
- 43:17harmônicos, né? Depender de ser harmônicos, agora
- 43:20não é, é cruel e sanguinários. Houve
- 43:25também aquele, eu não lembro agora o cientista
- 43:27polÃtico que propôs o, analisou a partir de 1988
- 43:31a ideia do Prisidencialismo de Coalizão, e às vezes dá
- 43:36a impressão de que não é um Prisidencialismo de
- 43:38Coalizão, mas um Prisidencialismo de Coalizão,
- 43:41né? Porque até o tempo inteiro,
- 43:44colidindo o poder com o outro, e assim, em função
- 43:45do, digamos assim, de usurpação de competências,
- 43:52né? Você criou aà um conceito no
- 43:54Prisidencialismo de Coalizão, né? E
- 43:57eu vou completar, né? Sim. Um Prisidencialismo de
- 44:00Coação. Coação, é. Agora
- 44:03você piorou bastante, né? Há
- 44:05bastante. Quando eu falei Coalizão, ainda
- 44:08tinha uma margem aÃ, mas a Coação, então, é muito
- 44:13grave, né? A gente rica, porque aqui nós
- 44:16somos aqui do Ceará, né? Ã.
- 44:18No Nordeste, né? A gente manga, né? A
- 44:20gente manga. Manga, inclusive, desses sujeitos
- 44:24que fazem essas coisas aÃ, que encontrariam a nossa
- 44:30minima de... Desde a Grécia Antiga, através da
- 44:35Idade Média, os humoristas que existiam tinham vários
- 44:40nomes, né? Era uma resistência ao poder,
- 44:43sempre foi, sabe? Sim. O humor é uma resistência
- 44:46ao poder, por isso que eu detesto o humor que fala
- 44:49mal de pobre e o humor que presta tem que falar
- 44:51mal do poder. Ã. O humor... Aliás,
- 44:57falar mal de pobre é um negócio completamente... Ã.
- 45:01Uma posição de adesão a um incentivo à pobreza, né?
- 45:05Isso. Ã como se a pobreza fosse
- 45:08culpa do pobre, né? Ã. Aliás, no sistema tem esse
- 45:12negócio, né? Sim. Se você for competente e
- 45:16tal... Quando a fruta pegar o ano
- 45:18lotado, né? Exatamente. Você lutou, você venceu,
- 45:24né? Tem esse negócio assim. Ã.
- 45:27Não é bem assim, né? Não é bem assim, porque as
- 45:30distâncias... A gente já fez aqui umas
- 45:32contas do que é ser um bilionário, é um negócio
- 45:35assim, estátua esférica, né? Ã.
- 45:38Pois é. Agora tem uma coisa interessante,
- 45:42que é que são as análises de certos setores dos meios
- 45:46de comunicação. As análises... Tem
- 45:49os analistas de mercado financeiro, que são ao
- 45:52mesmo tempo analistas da mÃdia comercial e de
- 45:55mercado. E esses caras, você percebe
- 45:57atenção todos os dias, eles dizem exatamente do contato
- 46:00o que você está falando aqui. O
- 46:02governo é gastador, que tem que ter controle, inclusive
- 46:05da saúde da educação, etc., etc. Mas
- 46:09essas questões relacionadas com orçamento acabam não
- 46:11aparecendo nas análises, né? Ã
- 46:14porque eles se alinham lá pelas posições mais
- 46:18conservadoras, acabam fortalecendo essa perspectiva
- 46:24de... O presidente se alinham de
- 46:26coação. Eu acho que uma parte da
- 46:33economia, da teoria econômica, sabe? Sim.
- 46:37Parte dos economistas, eles trabalham com uma economia
- 46:42de guerra, entende? Sério. E como é que seria essa
- 46:46economia de guerra? Destruindo
- 46:49tudo para o Pedro, que foi presidente do Banco Central,
- 46:52o que teve o Ministro da Faça, ainda não lembro bem.
- 46:56Ele defende o local da
- 46:58universidade pública dos estados, deixando as
- 47:03universidades em São Paulo, ele disse que tem que ser
- 47:08no gáilo em Morgênio, lá para casa, sabe? Sim.
- 47:13Entende? Então é guerra. Ã
- 47:15guerra para garantir... E, derrubar, é uma... Masita.
- 47:24Essa é a expressão que usa uma economista mais, que é
- 47:26no Microphone. à uma masita que vai lá para
- 47:29o hospedeiro. Porque se você, por exemplo,
- 47:32imagine o que representam o UFC, o UFC, o Unilab, o
- 47:39UVL, a economia de sarense nos municÃpios, se eu fui
- 47:46até Gratão e os vejo o campus da UFC lá, a
- 47:49economia da cidade muda, sabe? Sim.
- 47:52E você é fado? Sim. Inclusive, você começa o
- 47:57hotel, sabe? Diversão, né? Então
- 48:02a economia é influenciada por um equipamento, se você
- 48:06acaba, é com murcha. Se a economia murcha, a
- 48:12tributação do governo murcha, nem dinheiro para a
- 48:15dÃvida da pública teria, se a economia morresse,
- 48:18entende? Então eles matam o seu próprio
- 48:21organismo, que eles estão hospedados, né? Ã
- 48:24isso, é a economia de guerra contra o povo, sabe?
- 48:28Agora, existe uma... Eu
- 48:31sei que é uma série de teorias também em torno
- 48:33disso, no âmbito da polÃtica, né? Mas
- 48:35é possÃvel, mesmo nessa conjuntura adversa que a
- 48:39gente vivencia hoje, um despertar maior do cidadão,
- 48:46do povo em geral, para mudanças. Eu
- 48:49estou falando isso agora com base no que a gente
- 48:51viu semana passada, né? O Lira, que era considerado
- 48:54assim um todo poderoso, que ninguém enfrenta,
- 48:59basicamente, ninguém enfrenta, todo mundo acaba
- 49:01assim, Lira, o que você quer, né? E
- 49:03aà as mulheres foram às ruas e o Lira andou
- 49:07encolhendo bastante, né? Eu vou... Esse
- 49:11caminho das ruas, ele ameaça a democracia ou ele
- 49:14fortalece? Uma vez eu tive um debate com
- 49:17um acessor do PDT, não lembro o nome dele, sabe?
- 49:22Sim. Da bancada do PDT, num
- 49:24debate, aà ele diz, olha, o Congresso não vota contra
- 49:28o povo mobilizado. Entende? Certo. Ele
- 49:35tem medo, ele tem medo, não só das ruas, mas
- 49:40inclusive hoje das mÃdias sociais do estado de
- 49:46espÃrito do povo, sabe? Entende?
- 49:50Então isso foi essencial para demonstrar, porque é
- 49:54só se ensinou, só se abaixar, né? Só
- 49:58se ajoelhar para o Lira, né? Mas
- 50:02esse fato do PL aÃ, do estupro, foi muito
- 50:07significativo, sabe? Muito significativo, né? Com
- 50:12certeza. E gerou de algum modo uma
- 50:16certa possibilidade, né? E esses fatos como esse acaba
- 50:22deixando um legado aà para as próximas, né? Sim,
- 50:28é uma aprendizada, tudo é pedagógico, né? Ã
- 50:30um mecanismo pedagógico de mostrar as pessoas que é
- 50:35preciso detê esses grupos para as itas, sabe?
- 50:43Especialmente de um vermi fogo aÃ, né?
- 50:48E o vermi fogo é assim, é
- 50:49assim, um enfletamento mesmo, né? Então
- 50:52a, digamos assim, a retomada dos movimentos
- 50:59sociais, esses mecanismos sociais nunca pararam, né?
- 51:01Os movimentos sindicales nunca
- 51:03pararam de fazer suas lutas, né? Mas
- 51:06há aqueles momentos em que aparentemente eles não tomam
- 51:10a cena pública com tanta força, como ocorreu semana
- 51:13passada? Então essa retomada seria um
- 51:16fator de mobilização para a democracia e para pressionar
- 51:23o Congresso, né? Exatamente. Agora, antes de tudo, é
- 51:28preciso a gente trabalhar para a formação das
- 51:33pessoas, o debate. As pessoas estavam convencidas
- 51:36da justiça daquela proposta e mesmo que não foram as
- 51:41ruas, se manifestaram publicamente através de
- 51:46mÃdias sociais, né? Sim. Então é preciso um processo
- 51:52de formação, de educação para a humanização desse
- 51:56paÃs. à preciso não sair desse
- 51:58estado de barbárea, né? Sim.
- 52:00Um estado de barbárea mantido pelos bancos, pelo
- 52:03agronegócio, no parte grande do Congresso, os setores
- 52:09militarizados que ganham dinheiro com a violência.
- 52:14Esse pessoal ganhou dinheiro com
- 52:15a violência. Quanto mais violência tiver, mais
- 52:18certos setores empresaria vão ganhar dinheiro, né?
- 52:22Sim. Então eu falei até
- 52:24pressionar o Congresso, mas é pressionar os poderes de
- 52:27modo geral, né? Isso. Eles olhem para as suas
- 52:29responsabilidades, os três poderes, olhem para as suas
- 52:33responsabilidades e se aperfeiçam, e não estão
- 52:35dizendo que está tudo errado, mas que avancem,
- 52:37né? Que tem uma perspectiva
- 52:39democrática de atuação, né? De
- 52:42abrangência desse processo. Olha,
- 52:45olha, não dá para a gente pagar 753 bilhões de reais
- 52:50de juros todo o ano, e aumentando, né? Não
- 52:53dá para o empresário não pagar 670 bilhões de reais
- 53:00de impostos, né? Só aà já dá 1 trilhão e 300
- 53:08bilhões. Imagina, o que é que seria, né, um
- 53:12trilhão e 300 bilhões de reais investidos na melhoria
- 53:17da vida do povo, né? Era um outro paÃs, né? Outro
- 53:21paÃs completamente diferente. Controtentamente
- 53:24era um paÃs com cultura, com preservação da natureza,
- 53:28com qualidade de vida, com a educação, com arte e com
- 53:33tudo, né? Tudo que a gente possa imaginar.
- 53:36Um trilhão por ano, imagine.
- 53:40Professor Fábio Sobral. Muito
- 53:43obrigado pela sua participação. Eu
- 53:45quero agradecer. A gente vai ter uma semana.
- 53:47Só de diferente volta aqui,
- 53:48né? Com mais uma conversa dessa
- 53:51para a gente tentar esclarecer, discutir
- 53:54questões. O que de uma geral não
- 53:56aparece por aà a fora, né? Sim.
- 53:59Ã, são questões perigosas. Sim.
- 54:03Bastantes perigosas. Por isso que a gente fala
- 54:05aqui, né? Por causa do perigo. Exatamente.
- 54:10Ã perigo na esquina de poeta. Muito
- 54:13obrigado, Fábio. Abraço. Tudo bom. Se
- 54:16você ainda que vem, estamos de volta. Amor,
- 54:18obrigado. Olha, hoje é dia de São João,
- 54:23né? Hoje é dia de São João. Vamos
- 54:26trazer Luiz Gonzaga junto com o Quintero Violado aÃ
- 54:29para a gente encerrar o programa. Noites
- 54:32Braleiras, Fogueira de São João, Loroa da Boa. Ã
- 54:35Luiz Gonzaga, as redantas. Esse
- 54:38é esse clássico da nossa música.
- 55:07Das noites de São João, das
- 55:10noites tão brasileiras, fogueiras, sobe o luar do
- 55:15sertão. Das noites tão brasileiras, das
- 55:19fogueiras, sobe o luar do sertão. Meninos
- 55:23brincando de roda, velhos soltando balão. Poços
- 55:30em volta fogueiras, brincando com o coração.
- 55:35Esse é o São João dos sonhos,
- 55:39eita, saudoso, sertão, aial. Ai,
- 55:43que saudade que eu tenho. Das
- 55:46noites de São João, das noites tão brasileiras,
- 55:50fogueiras, sobe o luar do sertão. Das
- 55:55noites tão brasileiras, das fogueiras, sobe o luar do
- 55:59sertão. Meninos brincando de roda, velhos
- 56:05soltando balão. Poços em volta fogueiras,
- 56:10brincando com o coração. Eita,
- 56:15São João dos sonhos, eita, saudoso, sertão, aial. Mas
- 56:22lá pode ser um sarjão, uma chave. São
- 56:25João dos sonhos, fogueiras, sobe o luar do sertão. Ai,
- 56:28que saudoso, eita, saudoso, sertão, aial. Na
- 56:34fogueira de São João, eu quero brincar. Quero
- 56:37soltar meu balão e foguinhos queimar. Na
- 56:40fogueira de São João, eu quero brincar. Quero
- 56:43soltar meu balão e foguinhos queimar. Seu
- 56:47januar vem a ser o meu parceiro. Não
- 56:50esqueça dessa fúna para animar o terreio. Traga
- 56:53as meninas que nós temos muito pra ser. E
- 56:56dança com a sua sinha até o dia amanhecer. Ã
- 56:59a colaboração da Almeida Múrta para o rádio livre
- 57:01de hoje, dia de São João. Aliás,
- 57:03no Brasil de todos os tempos, ele e o Geraldo
- 57:05preparam todo dia uma música especial do perÃodo
- 57:08de junino, finalizando o programa com o clima de
- 57:13São João. E hoje daqui a pouquinho, à s
- 57:168h30, daqui a 2 minutos, 3 minutos, a Rádio de Estúria
- 57:20vai ter um começo, uma série especial, São João do
- 57:25Nordeste. Eu já convido você para ficar
- 57:27ligado e acompanhando a partir de hoje a série São
- 57:33João do Nordeste. Chegamos ao final do Rádio Livre,
- 57:45que tem apoio do Cintsef Ceará, o silicato dos
- 57:49trabalhadores no serviço público federal. Amanhã
- 57:52a gente volta ao vivo aqui na Universitária FM, seto e
- 57:56sete e vÃrgula nove megahertz, com mais um
- 57:58Rádio Livre. E você pode acompanhar o
- 58:02podcast Rádio Livre com Nonato Lima nas principais
- 58:07plataformas de podcast. A gente agradece a sua
- 58:11audiência aqui ao vivo e também a sua audiência no
- 58:15nosso podcast, que está nas principais plataformas de
- 58:18podcast. Obrigado, boa semana e daqui a um
- 58:23minuto, São João do Nordeste, aqui na
- 58:26Universitária FM, sete e vÃrgula nove megahertz.
- 58:30Obrigado, até mais. Rádio
- 58:39Livre, Rádio Livre.