Latest / SuinoCast · by PPGVET / Losivanio Luiz De Lorenzi: O Que é Ser Suinocultor Hoje? | Ep. 273
Transcript
- 0:05Estanuar o primeiro podcast da suno -cultura brasileira,
- 0:09o SunoCast. Siga
- 0:23nos nas redes sociais, Youtube e Spotify para ter
- 0:26acesso a conteúdo técnico atual, de qualidade e
- 0:29reverente e gratuito. O SunoCast só é possível
- 0:35através do apoio de empresas inovadoras e que
- 0:37apoiam a educação continuada na suno -cultura brasileira.
- 0:40Alga Prime DHA da Corbion, o
- 0:43ômega 3 DHA a base de algas para a nutrição de
- 0:46suinos em todas as fases de crescimento. Adicioná
- 0:49-lo às razões, está mais fácil do que nunca. DSM
- 0:52Firminis, moldando o futuro dos cuidados com suinos.
- 0:55Top Gen, onde você encontra as
- 0:58matrizes mais completas do mercado. A
- 1:00excelência está no nosso DNA. Bom
- 1:08dia, sejam todos muito bem -vindos para mais uma edição
- 1:11do nosso SunoCast. Meu nome é Guilherme Brandes,
- 1:14sou host do programa. Esse que é um programa dinâmico,
- 1:18democrático, programa leve e aberto e com uma gama
- 1:22imensa e de profissionais que falam aqui no programa,
- 1:26quanto consomem esse programa. Aí
- 1:29a gente está falando dos produtores, os profissionais
- 1:35da área, os veterinários, agrônicos, técnicos, os
- 1:41onteclistas, toda a cadeia que faz parte da produção.
- 1:45A parte de academia, os
- 1:47professores, os alunos, eu sempre chamo a atenção
- 1:50também dos futuros. Os produtores, a sucessão que
- 1:56está vindo e também os futuros acadêmicos. Quem
- 1:59está na própria academia estudando e se direcionando,
- 2:06ou ainda em dúvida, para qual lado seguir a cadeia,
- 2:10aqui é uma oportunidade também de conhecer e
- 2:13aprender um pouco mais dessa nossa cadeia, que é
- 2:15fantástico. E eu sempre falo, Los Yvan,
- 2:19dos nossos consumidores e dos nossos não -consumidores,
- 2:22é importante, nós não consumidores também
- 2:24entenderem aquilo que a gente faz, entenderem a
- 2:28seriedade aí do nosso trabalho e da nossa cadeia.
- 2:32E eu tenho hoje o privilégio
- 2:34aqui de falar com Los Yvan e o Luiz de Lorese, o
- 2:38conhecido Los Yvan, nosso presidente da Associação
- 2:44Catarinense dos Suricultores, também presidente da
- 2:48Cooperativa Agro -Industial dos Suricultores Catarinenses
- 2:52e também produtor rural. Aqui
- 2:56Los Yvan, seja muito bem vindo, eu costumo falar que
- 3:01essa apresentação que a gente faz aqui é uma
- 3:03apresentação fria, é uma leitura de currículo, mas
- 3:07eu gostaria de saber de um debate, de debate e troco,
- 3:10quem é o Los Yvan pelo próprio Los Yvan? E
- 3:13antes que você fale, eu vou só explicar que tem
- 3:17gente que vai nos assistir no YouTube e tem gente que
- 3:20vai só nos escutar, mas o Los Yvan está aqui com um
- 3:25cenário que tem o mapa de Santa Catarina praça cheio
- 3:30de suítos e também a questão do Milho que faz
- 3:35parte de toda a cadeia. Los
- 3:38Yvan, seja bem vindo e fica bem a vontade aqui
- 3:41pra esse nosso bate -papo. Bom
- 3:43dia, eu sou Guilherme, é uma satisfação poder estar
- 3:46aqui conversando com você e todo um público realmente
- 3:49ligado ao setor e os não ligados ao setor pra que
- 3:52se liguem, pra que conheçam realmente o que é a
- 3:56produção animal nessa questão da proteína de
- 3:59carne suína, que a gente sabe que é a mais
- 4:02consumida no mundo, uma carne de excelência que
- 4:05transformou o porco de antigamente que era banha,
- 4:08né, pra um suino de qualidade e que realmente a
- 4:12gente vê que é muito importante e o povo tem
- 4:15que conhecer, então é importante a gente poder
- 4:16falar de como está sempre trabalhado essa questão da
- 4:19suino -cultura, todos os cuidados que tem que ao
- 4:21longo do programa a gente vai estar esplanando sobre
- 4:24isso. E quem é o Los Yvânio? Los
- 4:26Yvânio já é um nome diferente aí, né, que todo
- 4:28mundo às vezes tenta acertar e não consegue, eu
- 4:32não achei um outro igual também, né, mas enfim, acho
- 4:35que eu vou ter que patentear esse nome aí pra
- 4:37que tenha exclusividade, né, mas a gente, vendo o
- 4:41interior também, nós até nos anos 90 trabalhávamos
- 4:46na roça plantando fumo, plantando feijão, depois
- 4:49tirava a safra do fumo, plantar feijão, em pequena
- 4:53área também, né, a gente tem lá em tudo 30 hectares
- 4:56de terra, então é, somos uma família de 7, somos em
- 5:027 filhos, né, e graças a Deus temos ainda nossos
- 5:06pais conosco, então a gente trabalhou sempre muito unido
- 5:09em família, sabe, a importância que é a questão
- 5:13da família no meio rural pra produção de alimentos e
- 5:16eu sempre fui de desafiar, né, eu sempre digo que a
- 5:19água parada não produz nada, então você tem que
- 5:21jogar uma pedra pra ela movimentar e criar o
- 5:24oxigênio, e assim a gente foi, entramos aí de
- 5:28candidato à eleição da CCS em 2023, juntamente com o
- 5:33Vão Mílio, começamos a mudar um pouco a história,
- 5:36a partir de 2010, julho de 2010, entreit presidente,
- 5:39criamos aí, na época não tinha essas redes sociais,
- 5:43não tinha o que a gente tá fazendo agora aqui, e
- 5:45criamos um estúdio de rádio profissional dentro da
- 5:48entidade, onde levamos por muitos anos a informação
- 5:53direta ao produtor, que toda quinta -feira se
- 5:56gravava em torno de 10 a 12 minutos de programação,
- 5:59pra 26 rádios do estado, onde a gente tinha aí uma
- 6:03parceria com eles, e sempre assuntos relevantes à
- 6:07atividade. Depois então a gente também criou
- 6:10em 2016 a CCS em 74, criou a primeira central de
- 6:16semi -insuíno do Brasil, em 99 ela não teve mais
- 6:19interesse em tocar, ela passou pra uma cooperativa,
- 6:22em 2013 essa cooperativa não quis mais também a
- 6:25gente pegou de volta, e terceirizou o serviço, tinha
- 6:29lá 25, 30 marchas somente, pois não deu certo a
- 6:34terceirização, em 2016 a gente viu que tinha um
- 6:36potencial para atender aos produtores, e criamos também
- 6:39a primeira central de semi -insuíno do Brasil dentro do
- 6:42bem -estar animal, que hoje temos 150 marchos de
- 6:46altíssima genética, equipamentos aí que são os
- 6:49mais modernos do mundo para a avaliação espermática, e
- 6:53para que o produtor tenha essa qualidade dentro da
- 6:56propriedade rural, para que em momentos bons sobrem
- 6:59mais momentos de crise ele consiga se manter na
- 7:02atividade, então sempre fui de desafiado, um pouquinho
- 7:06afrendo aquilo que a gente quer sonhar com aquilo que
- 7:08a gente quer, eu sempre falo para os nossos
- 7:11colaboradores, a gente tem que olhar a montanha, nunca
- 7:13tem ido lá atrás, mas ir trabalhando aqui para quando
- 7:16chegar em cima da montanha e olhar do outro lado tudo
- 7:18que a gente sonhou está lá construído, então é assim
- 7:21que eu vejo o Los Ivani não vejo um cara velho, às
- 7:25vezes eu tenho um senhor de 54 anos, eu estou com
- 7:2754 anos, mas não me considero velho, sempre
- 7:30procuro me olhar no espelho e dizer para o velho ficar
- 7:33lá dentro, eu me sinto jovem ainda para poder ter
- 7:36cigais, para poder trabalhar em prol dos suíno cultores,
- 7:40não somente da suíno cultura catarinense
- 7:42brasileira, legal. Alga Prime DHA da Corbion, o
- 7:48ômega 3 DHA, a base de algas para a nutrição de
- 7:52suinos em todas as fases de crescimento, adicioná -las
- 7:54razões, está mais fácil do que nunca. Acesse
- 7:58direto a fonte original de ômega 3 DHA e aproveite
- 8:01todos os benefícios, é melhor para o planeta com
- 8:03impacto zero nos oceanos e baixa pegada de carbono, e
- 8:07é fácil de usar, a biomassa de algas altamente
- 8:09concentrada é adequada para múltiplas aplicações, saiba
- 8:12mais em Corbion .com. Bom, eu tinha preparado aqui os
- 8:20dois, três assuntos e só na tua apresentação aqui
- 8:25tem vários assuntos, mas eu queria chamar atenção, e
- 8:28estou pensando aqui no público que vai nos
- 8:32escutar, e que a gente chamou lá o não consumidor
- 8:36ou não produtor. Nessa tua apresentação tem vários
- 8:40pontos importantes para chamar a atenção, eu só
- 8:43fiquei na dúvida, qual é o tamanho da grana hoje? Hoje
- 8:48nós temos 150 machos, são tudo box de três de
- 8:53profundidade, dois de largura, dois por dois e a
- 8:55piso repado e um é fechado na frente e no coxo, toda
- 8:59aclimatizada, então é uma central realmente
- 9:02moderníssima, já teve gente que veio do Canadá para
- 9:06ver a genética que está ali dentro, e que eram
- 9:09deles e se impressionaram realmente como a gente foi
- 9:13construída essa central e a forma de trabalhar. Por
- 9:17eu ser produtor, trabalhei muitos anos dentro da
- 9:19granja, então a gente sabe que o animal você não tem
- 9:22que enfrentar ele, e sempre ciclo contínuo para poder
- 9:26não se estressar, para não ter um acidente de
- 9:28trabalho, então a gente conseguiu fazer isso com os
- 9:31corredores mais estreitos, tudo bem pensado para
- 9:35quando ele sai do Oda Bá e ele vai ao redor, faz o
- 9:38que tem que fazer e volta no mesmo local, sentei
- 9:41qualquer transtorno, então outras empresas vieram até
- 9:44nós para conhecer também para construir naquele
- 9:47modelo aí. Legal, e a tua grande alusioada
- 9:51hoje está com coeta as matrizes? Hoje
- 9:54nós temos a grande, apesar de eu estar em concorde
- 9:57pela associação, a gente tem a propriedade em
- 10:01Orleans no sul de estado, então tem meu pai, meus
- 10:03irmãos da Atocom, estamos com 320 matrizes produzindo
- 10:08leitões e temos também em torno de 110 cabeças
- 10:12ligadas de corte também lá nas pastagens que também
- 10:16são oriundas dos dejetos que se fazem ofertas em
- 10:19regação, então como eu falei, não é uma
- 10:22propriedade grande, mas ela é sustentável, então a
- 10:25gente tem a mão de obra é só familiar, então isso faz
- 10:27a diferença também para nas crises a gente continuar na
- 10:30atividade. Eu ia chamar atenção aqui a
- 10:34questão de como que o Santa Catarina cresceu em
- 10:38pequenas propriedades, pequenas propriedades, um
- 10:41estado pequeno também, que é uma referência do Brasil,
- 10:45que fala na questão da família, a importância de
- 10:49manter o homem do campo também sendo produtivo e
- 10:53economicamente viável, e quando tu fala dos
- 10:59programas de rádio, eu tinha esquecido desse
- 11:01capítulo aí, o que a gente fazia programas, eu lembro
- 11:07que eu fazia programas no sábado, que era a
- 11:12comunicação que a gente tinha para os produtores,
- 11:16como que isso fazia e o pessoal escutava, e também
- 11:20era uma das fontes de informação, legal tu ter
- 11:24relemrado isso aí, esse era um capítulo que eu tinha
- 11:27esquecido, que a gente viveu, e que bom que a
- 11:31gente fez isso lá atrás, e hoje está fazendo aqui,
- 11:35agora eu fiquei pensando como que daqui a uns 30
- 11:40anos, se alguém for entrevistado e assim como o
- 11:43pessoal fazia programas no computador, vamos ver se
- 11:48isso aqui vai cair, qual que vai ser o próximo
- 11:50caminho, mas vamos lá, eu acho que são coisas boas
- 11:54aí, e tudo isso, quando tu fala nessa história de
- 12:00vários anos atrás, que bom eu sempre falo, que bom
- 12:04que isso deu certo, e graças a esse pessoal que
- 12:08está trabalhando hoje, e a sua inocultura deu certo no
- 12:12Brasil, que a gente tem várias outras atividades aí,
- 12:15que caíram, feliz e mesmo. Sem
- 12:18dúvida a sua inocultura deu certo justamente por essa
- 12:21pujança, por ser descendência europeia, então
- 12:24a gente sabe que havia essa tradição e quando eles
- 12:27migraram para o Brasil, eles não tinham energia,
- 12:30não tinham nada, e como que conservava os alimentos,
- 12:32era na banha, então batiam o suino, jogava melhor
- 12:38dizendo, colocava dentro do tacho, cozinhava e depois
- 12:41colocava nas latas, a carne preenchia com a banha,
- 12:45ficava sem oxigênio, e quando tirava estava como
- 12:48se tivesse acabado de cozinhar, e são histórias
- 12:52bonitas, o milhéroe tem a encear, eles fazem a
- 12:56tradicional festa da sua inocultura a cada dois
- 12:59anos, e eles sempre contam a história e homenageiam os
- 13:03imigrantes que vieram ali, então a história é sempre
- 13:05que, quando casou o pai deu três porquinhas e um
- 13:08cachaço, começaram a vida, e vai ver hoje são os
- 13:11maiores produtores do município, porque vieram com
- 13:15essa tradição, e aí tinham bastante filhos também,
- 13:18porque daí diz que quem cuidava de um cuidava de
- 13:20cinco, e seis, e assim ia, e depois quando estava na
- 13:23atividade, no tempo de trabalho, era a força para
- 13:27tocar a propriedade, então essa história da sua
- 13:30inocultura, realmente Santa Catarina cresceu por isso,
- 13:33e aqui na frente da CCS, do outro lado da rua, onde
- 13:36nós estamos com o escritório, tem a BRF,
- 13:39antiga Sadia, que daí a Sadia também começou a
- 13:42bater a suínos, e trazer dos interior, aí vinho na
- 13:47época com as Toyota bandeirantes de carroceria
- 13:50de madeira, trazendo quatro, cinco suínos, o produtor já
- 13:53acertava, então são histórias bonitas que a
- 13:55gente vê, e aquilo que você falou do exemplo do
- 13:58rádio, como é que vai ser lá na frente, é o exemplo
- 14:00da sua inocultura, que começou assim como quem
- 14:04tinha dez matrizes, era um grande produtor, então hoje
- 14:07a gente vê que 500 matrizes, hoje já ninguém
- 14:12mais começa a construir assim, todos os nóculos de
- 14:14indústria são de mil matrizes para cima, então
- 14:17você vê como a realidade vai mudando, o mundo vai
- 14:20mudando e essa é a realidade da sua inocultura
- 14:22também, então a mão de obra familiar que tinha,
- 14:26hoje ainda ela existe para fazer a atividade da sua
- 14:29inocultura, mas com muita gente contratada também, a
- 14:32família está lá para administrar e contrato as
- 14:35pessoas para fazer o trabalho, mas mostrou o
- 14:37quanto que a sua inocultura cresceu, por isso que Santa
- 14:40Catarina se fala ao berço da sua inocultura
- 14:42catarinense brasileira, por esse trabalho que foi
- 14:46realizado lá atrás, e as maiores indústrias, como
- 14:49pega a Ceara, por exemplo, que a JBS, Ceara Alimentos,
- 14:52é de Ceara, aqui nós temos a BRF, que é a Sabia,
- 14:55Perdigão, que era a Lá de Dideira também, enfim,
- 14:58várias empresas que são oriundas de Santa Catarina
- 15:01e que hoje são multinacionais. E
- 15:05tu me lembrou que também, Grandes As Piquenas, eu
- 15:09lembro de, a gente está na mesma faixa aí, a gente ia
- 15:15fazer, o controle da grande era fechar, a lei, de
- 15:20Grandes As Piquenas, com 8, 10 matrizes, a gente ia lá
- 15:23e fazia o controle para ver quanto ia consumir e
- 15:26quanto ia entregar daqui a meio ano, sei lá, o prazo
- 15:31que a gente estava vendo das famílias, e a gente
- 15:35fazia grandes projetos, os primeiros dos grandes
- 15:38projetos eram de 60 famílias, as igrejas
- 15:41produtoras de leitão. Vamos lá, vamos para o momento
- 15:45atual da sua cultura, a gente passou aí, eu falo
- 15:51do 2000 e vamos, pós Covid, que a gente teve um
- 15:57aumento aí dos cereais em si, depois 21, até 21 esse
- 16:04crescimento, como que está o modelo hoje? E
- 16:09eu te perguntaria para quem não é de Santa Catarina,
- 16:12como que está Santa Catarina hoje, em relação a
- 16:15qual que está sendo a realidade hoje da sua
- 16:18cultura catarinense? Nós temos aqui praticamente 4
- 16:24modelos de sua cultura, que é a integrada das empresas,
- 16:28os cooperados, que tem aí várias cooperativas filhadas
- 16:32da Sistema Aurora, praticamente a maioria
- 16:34delas, temos os mini integradores, que também
- 16:38agregam produtores, eles também são considerados
- 16:40independentes, mas esses que trabalham para a minha
- 16:43integradora já não são considerados independentes,
- 16:46nós temos independentes mesmo que eles fazem tudo
- 16:50na propriedade rural e comercializam suínos aí da
- 16:53melhor maneira que eles conseguem preço, sempre meio
- 16:55que alguns ainda leí loando, levantando o
- 16:58telefone para ver quem vai comprar e o preço que vai
- 17:00pagar. Mas nós passamos ainda, não
- 17:04estamos num tempo bom da sua inocultura, ainda
- 17:06estamos numa crise na atividade, principalmente no
- 17:10setor independente, porque quando o produtor escolhe
- 17:13ser integrado ou cooperado na hora boa, na hora que
- 17:16explode realmente o preço, na falta de suínos, ele
- 17:19não vai ganhar o que o independente ganha, só que
- 17:22na hora da crise também ele não perde aquilo que o
- 17:24independente pega. Então eu sempre digo que não
- 17:27existe um modelo ruim, mas tem um modelo que o
- 17:30produtor se adapta para poder trabalhar na minha
- 17:32integração, independente ou cooperativa, o indústrio,
- 17:35então cada um tem que avaliar o que ele quer e
- 17:38se adequar a isso. Hoje 90 % da nossa suínocultura
- 17:42em Santa Catarina é integrada, na última crise
- 17:45muitos independentes acabaram indo para o modelo de
- 17:49integração, cooperativa, alguns até desistindo da
- 17:51atividade, porque propriedades mais menores,
- 17:55menos o volume de animais, tinha que investir muito e
- 17:57acabaram não parando na atividade. Até
- 18:00porque tem aí também o bem -estar animal que está se
- 18:03adequando ainda para chegar a 100%. Então
- 18:05isso também é uma exigência que tem que ter uma
- 18:09rentabilidade, tem que ter dinheiro para colocar em
- 18:10cima disso aí. Então a nossa inocultura ainda
- 18:12não está aviável quando a gente faz o comparativo
- 18:15desse ano com o ano passado, o custo de
- 18:18produção, o ano passado deu 7 ,06, mas o preço de
- 18:23venda 6 ,98, então já teve também um aperto do ano
- 18:28passado. E esse ano está 6 ,45, o
- 18:30custo e 6 ,26, o preço comercializado, mexer um
- 18:34pouquinho mais agora na Bolsa de Ontem, 6 ,33, mas
- 18:38na média nós temos nesse valor ali. Então
- 18:41a sua inocultura, eu vejo que ela vai ter uma
- 18:44ascensão agora para o segundo semestre, nós vimos
- 18:46aí vários mercados que se abriram, um problema que
- 18:49nós temos hoje também olhando Santa Catarina,
- 18:52apesar de nós termos aumentado 14 mil toneladas
- 18:55de janeiro abriu com relação a mesmo período do
- 18:59ano passado, mais o ano passado nós comercializávamos
- 19:01em 2 .500 dólares a tonelada nesse período e
- 19:05esse ano 2 .300 dólares a tonelada. E
- 19:08o ano passado também a gente tinha 1 dólar a 5
- 19:11,15 e esse ano no mesmo período 5 ,02, o que dá
- 19:16uma diferença grande ali de preço em torno de 1 .300
- 19:19dólares a toneladas a menos. Então
- 19:22nós temos agora uma perspectiva melhor com esses
- 19:24mercados que estão se abrindo, mercados que estão
- 19:27ampliando como o Japão, Estados Unidos estão
- 19:29comprando muito mais. O Japão, para ter uma ideia,
- 19:32falei de 2 .300 dólares a média de comercialização, o
- 19:36Japão paga 3 ,300, então você vê que o que é um
- 19:40mercado mais exigente, os imports mais nobres vão
- 19:43para lá, também tem que se considerar isso, mas paga
- 19:47melhor. Então agora abriu aí várias
- 19:49plantas também para as Filipinas, nós acreditamos
- 19:53muito que o mercado vai ser mais promissor, outros
- 19:56países que entraram comprando que não estavam
- 19:58comprando. Então eu acredito que apesar de
- 20:01nós estarmos perdendo para a China, a gente está
- 20:05agregando em outros mercados, o Power BPA faz
- 20:07um trabalho fantástico nessa questão, juntamente com o
- 20:10Ministério, de levar a mostrar o potencial que tem
- 20:14a carne suína brasileira, não só a catarinense, mas
- 20:16a catarinense ainda tem esse diferencial sanitário
- 20:20de fazer, de brincar todos os boas, botar brinco na
- 20:23orelha de boi para quem não entende, para numerar,
- 20:26saber que aquele boi realmente tem um controle e
- 20:30isso faz com que a gente consiga exportar para
- 20:33Estados Unidos, para Japão e México, enfim, países que
- 20:37exigem uma certificação diferenciada. Então
- 20:39nós conseguimos aí ter, nesse primeiro trimestre, a
- 20:44exportação foram 57 % de exportação do Brasil, saíram
- 20:49de Santa Catarina, então essa é a pujança do nosso
- 20:51estado justamente por aquilo que a gente falou, né?
- 21:21Pouco, né? Pouco,
- 21:23né? Pouco, né? Pouco,
- 21:23né? Pouco, né? Pouco,
- 21:23né? Pouco, né? Pouco,
- 21:23né? Pouco, né? Pouco,
- 21:23né? Pouco, né? Pouco,
- 21:23né? Pouco, né? Pouco,
- 21:23né? Pouco, né? Pouco,
- 21:23né? Pouco, né? Pouco,
- 21:23né? Pouco, né? Pouco,
- 21:23né? Pouco, né? Pouco,
- 21:23né? Pouco, né? Pouco,
- 21:23né? Pouco, né? Pouco,
- 21:23né? Pouco, né? Pouco,
- 21:23né? Pouco, né? Pouco,
- 21:23né? Pouco, né? Pouco,
- 21:23né? Pouco, né? Pouco,
- 21:23né? Pouco, né? Pouco,
- 21:23né? Pouco, né E aí fica o capítulo
- 21:24lá que eu tô olhando, tô olhando até o mapa aí
- 21:29atrás de Lúcio, né? Se a gente pegar aí, vão
- 21:32pegar o extremo braço do norte, ou o região de
- 21:35braço norte litoral até o Itapiranga, né? E
- 21:39a gente tem produção em todo o estado catarinense,
- 21:42praticamente. E as novas fronteiras que
- 21:45foram abertas a mais tempo ali na região de Papandu,
- 21:48também tão como que tem crescido, né? Qual
- 21:52que é o plantel hoje desse catarine em matrizes? Hoje
- 21:58nós estamos em uma média de em torno de 635 mil
- 22:03matrizes, Guilherme, então nós temos um sistema
- 22:05cooperativista, não só as cooperativas filiadas
- 22:08auroras, mas outras cooperativas, considerando
- 22:10também a própria Coasque, né? Então
- 22:12um sistema cooperativista em torno de 220 mil matrizes.
- 22:16Quando a gente vai pra questão
- 22:19das indústrias ali BRF, Complona e JBSCARA, 315 mil
- 22:25matrizes. Minha integração em torno de 38
- 22:28mil matrizes e em torno de 60 mil matrizes no mercado
- 22:33independente. 58, 60 mil matrizes no mercado
- 22:36independente. Então, dando em torno de 635, 640
- 22:40mil matrizes. Legal. E pegando um dado que
- 22:45importantíssimo que falou aí, né? A
- 22:47gente viveu o ciclo rússia de produção fluxo do Brasil
- 22:52e o valor da carne para exportação rússia. Depois,
- 22:57PSUINA proporcionou a abertura aí da China, uma
- 23:02grande abertura. É importantíssimo isso aí que
- 23:05falou de Japão, Estados Unidos e mercados mais
- 23:08exigentes. Os mercados são mais exigentes,
- 23:11pagam mais e Santa Catarina tem capacidade de atender a
- 23:17essas exigências, né? Então, é importantíssimo reforçar
- 23:21isso aí da questão de que paga mais, exige mais, mas
- 23:26tem capacidade de atender a essa demanda aí. E
- 23:31outro ponto, eu lembro, que quando começaram os projetos
- 23:36de Centro -Est e Norte aí, no final dos anos 90 aí,
- 23:42eu lembro que existia um temor bastante grande, que,
- 23:45pô, vai desaparecer o pequeno, vai desaparecer
- 23:47Santa Catarina, a jogada do Sul, cresceu o Norte e
- 23:51continua a produção, né? Então,
- 23:54o Brasil tem toda essa riqueza e da gente
- 23:57independente do lugar ou do falou aí da geografia de
- 24:01Santa Catarina, né? A gente teve essa diferença,
- 24:05mas sendo produtivo e produtivo com qualidade.
- 24:07Isso é muito importante, né? É,
- 24:11sem dúvida, a gente ouvia falar que as regiões
- 24:16coronéis, que eram Santa Catarina e Rio Grande do
- 24:18Sul, acabavam e iam perder porque o pessoal ia migrar
- 24:22lá pra cima. Mas, é coisa que não aconteceu,
- 24:25né? Migrou, foi, só que o que a gente
- 24:27vê que as indústrias sempre falam, o que nós temos
- 24:30aqui é algo que lá pra cima não tem, que é a
- 24:32qualidade da mão de obra que nós temos, né? Então,
- 24:35isso faz a diferença, porque hoje lá pra cima
- 24:39pra achar mão de obra com o amor que o pessoal faz
- 24:42aqui é muito difícil. Então,
- 24:43isso faz a diferença, né? Pra
- 24:45aquilo que eu falei, né? Mão
- 24:47de obra familiar que se criou com isso, já vem de
- 24:50gerações fazendo isso, né? Então,
- 24:53isso é um diferencial que nós temos aqui. Eu
- 24:55acredito que não só pelas indústrias estarem aqui,
- 24:58porque a empresa até fácil mudar, vai aos poucos
- 25:01crescendo lá e equipando, né? Mas
- 25:05nós, eu acredito que nós não vamos estar perdendo
- 25:08essa questão da produção aqui em Santa Catarina, do
- 25:11Brasil, não muito fácil não, porque cada vez mais,
- 25:17é olhar também essa questão da bioseguridade das
- 25:19propriedades rurais, Santa Catarina tem feito um
- 25:22trabalho de excelência, e isso tudo faz a diferença,
- 25:25né? Então, a concentração nas
- 25:27propriedades também com a sucessão familiar, isso traz
- 25:31aí uma esperança muito forte de continuarmos nessa
- 25:35fugança aqui no Estado. Sim,
- 25:37eu vou fazer uma propaganda de vocês aí, Santa
- 25:40Catarina, é uma coisa boa, mas talvez vai jogar quanto
- 25:47tem o telhado aí, né? Eu tive em Dorados agora essa
- 25:51celular, encontrei um amigo, Woodson. Woodson
- 25:55foi difusor de manejo na perdigão, na época que a
- 25:58gente fez, que a BRF fez o ver. E
- 26:03na época nós pegamos técnicos agrícolos que iam
- 26:09começar o assuindo culturinho num lugar que
- 26:11não conhecia assuindo, né? E
- 26:14a gente trouxe, em segundo genero eram cinco difusores
- 26:18de manejo que a gente falava para Santa Catarina
- 26:21para aprender dentro da granja, trabalhar dentro da
- 26:24granja. E a gente trouxe no começo
- 26:26do inverno, em junho, né? Esse
- 26:28pessoal, po, aprendeu que a gente não sabe até que a
- 26:32gente consegue aprender, mas é frio aqui, né? Então
- 26:35a gente falava, po, olha, coisas que a gente vive,
- 26:38né? Às vezes não percebe o frio,
- 26:40o desafio dos estrelos aí, né? E
- 26:43hoje falou a qualidade da mão de obra é um
- 26:46diferencial, né? Santa Catarina, o Sul foi um
- 26:50exportador, continua sendo um exportador, e hoje a
- 26:53gente continua tendo deficiência do mundo de
- 26:56obra. Então para quem nos escuta aqui,
- 26:59né? É mais uma oportunidade, né?
- 27:01A sunicultura entrega, precisa,
- 27:04né? Eu sempre falo, faço essa
- 27:05propaganda aí, né? Para quem está estudando, né,
- 27:08Losimani? Estuda, quem está em cursos
- 27:11superiores aí relacionados a área, estuda que tem, que
- 27:15estão precisando de gente, né? Então
- 27:16precisando de gente boa, porque o mercado está
- 27:21aberto, né? Fazer uma propaganda aí e o
- 27:26agradecimento também ao que Santa Catarina fez, né?
- 27:29Para esse crescimento aí do
- 27:31Brasil, para cima. É, sem dúvida, Wilhelm, a
- 27:35gente vê aí a falta de mão de obra que tem em
- 27:40todos os lugares, né? Eu não sei o que que... Se
- 27:43é uma geração aí que, antigamente, com 8, 10 anos
- 27:46e ainda é assim no meio rural, né? Não
- 27:48é escravo do serviço, mas vai lá para começar a ter
- 27:50gosto pelo serviço. Hoje não podem de menor
- 27:53trabalhar, então essa é uma questão, né? Que
- 27:56aí eu vou ficar aí até 18 anos sendo tratado pelos
- 27:59pais, pois quando manda trabalhar, dizer, tá bom
- 28:01assim, fica, né? A USE estudam até os 40,
- 28:04porque não estão formados ainda para o mercado de
- 28:06trabalho, que a gente vê aí algumas universidades,
- 28:08então são situações aí que é um pouco complicado,
- 28:12diferente da nossa época, que não tinha essa história
- 28:15de bullying e nada, então a gente trabalhava e aí
- 28:18fazia e se formou bons homens e mulheres também,
- 28:21né? Vamos levar nessa linha. Mas
- 28:23eu vejo que a mão de obra no meio rural,
- 28:26principalmente com a oferta de emprego que tem hoje no
- 28:29meio urbano, em todas as áreas, o meio rural sofre
- 28:32mais com isso, porque não consegue levar alguém lá
- 28:36longe da cidade. Hoje não é mais antigamente, mas
- 28:40não tem internet, né? Hoje toda a propriedade, ou a
- 28:43maioria delas, né? Onde tem produção, tem a
- 28:45necessidade de fazer a nota fiscal eletrônica e tudo
- 28:48mais, então ela já tem internet. Mas
- 28:50mesmo assim é longe da cidade às vezes e é
- 28:53difícil você botar um casal para trabalhar lá. Às
- 28:56vezes precisa só de uma pessoa para trabalhar, vai
- 28:59o casal, a mulher daí já não está trabalhando, não
- 29:02tem uma receita também e daí já não dá muito certo,
- 29:05não para. Então a gente vê várias
- 29:06propriedades ali com dificuldade, com essa
- 29:09questão de contratação de mão de obra. A
- 29:12gente vê às vezes aqui na cidade também próximo o
- 29:15pessoal que reglama. Agora está aí, Guilherme, o
- 29:17pessoal quer trazer quem perdeu tudo no Rio Grande
- 29:21do Sul, que quiser continuar trabalhando no
- 29:24agronegócio. Algumas empresas ligadas à
- 29:27sinocultura ali já estão produtores também colocando
- 29:31banners aí nos grupos, dizendo que se alguém
- 29:35quiser vir, eles dão toda assistência, colocam, dão a
- 29:38casa, tudo ajuda no começo para que eles possam ter
- 29:42uma qualidade de vida e vim trabalhar. Então
- 29:44eu acredito que alguns vão vir por essa proposta que
- 29:48tem, como lá também poderiam estar trabalhando
- 29:50empregado, então vem para cá pelo menos eles vão ter
- 29:52um teto, vão ter ali uma qualidade de vida. Mas
- 29:55realmente é preocupante essa questão de mão de obra no
- 30:00meio rural. Eu vejo que talvez seja por
- 30:02isso que está saindo tantas empresas investindo em
- 30:05proteína de laboratório. Porque
- 30:07o que a gente ouve nas reuniões, que a gente está
- 30:10sempre em reuniões com produtores em todo o
- 30:12estado, eles dizem alusivão, e olha que acabar nós aí
- 30:15os quarentão, digo, os cinquentão já, né? Quem
- 30:18vai tocar a propriedade? Por
- 30:20mais que eu falei que tem sucessão familiar na
- 30:22propriedade rural, mas não o suficiente para atender a
- 30:26demanda daquilo que o pessoal já daqui a pouco
- 30:28está saindo da atividade, né? Então
- 30:30a gente vê que tem essa questão e é muito
- 30:34preocupante porque não há um incentivo para o meio
- 30:36rural. Muito pelo contrário. A
- 30:39gente vê todo mês, para não dizer toda semana, uma
- 30:43paulada nas costas do produtor. Alguém
- 30:45indo lá multar por alguma coisa, é a questão de não
- 30:48poder transportar, não poder andar com o trator na
- 30:52rodovia, porque tem que ter uma plataforma, olha a
- 30:55inoração do custo, é querer cobrar água do produtor
- 30:58ali, dessa questão das microbacias que estão
- 31:00trabalhando para cobrar água do produtor, é multa por
- 31:03não ter um responsável técnico exclusivo dentro da
- 31:07propriedade rural, que geralmente quem dá
- 31:09assistência é que assina e vai todo mês na
- 31:13propriedade, enfim. São várias questões que a gente
- 31:17tem essa preocupação. O produtor está a mercer de
- 31:20tudo, ele tem lá uma empresa CEL Abert, como a
- 31:22gente viu aí essa praxélia no Rio Grande do Sul,
- 31:25levando inclusive os animais e tudo, e aí tem essa
- 31:28questão do poder público que cada vez mais vem
- 31:32uneirando o produtor. Deixa eu pegar esse gancho. Uma
- 31:39vez eu vi alguém falar assim, pô, nos Estados
- 31:43Unidos se tu vê e se profega, com máquinas da
- 31:48Europa e nos Estados Unidos se profega com máquina, com
- 31:50uma máquina da minha produtora, com leitadeira, o
- 31:54pessoal buzina para agradecer. Aqui
- 31:57o brasileiro buzina para reclamar, pô, para falar no
- 32:00estrado. Talvez a gente começar nós aqui,
- 32:05Luís Iván, nessa campanha, se está na estrada um
- 32:08trator, dá uma buzina, obrigado aí que está
- 32:11ajudando a produzir. Vou dar uma desviada aqui ou
- 32:16dar uma freadinha, mas é alguém que está indo
- 32:19trabalhar, assim como a gente está indo trabalhar
- 32:21no nosso carro, alguém está indo trabalhar. Mas
- 32:24deixa eu ter pergunta. Hoje,
- 32:27o que tu chamou da questão da laboratória, isso é
- 32:30geral, qualquer fórum que a gente participa é o tema
- 32:34mais quente. Quais são as iniciativas da
- 32:42associação nesse tema e quais são as iniciativas
- 32:48também que tu comentou aí a questão da idade, a
- 32:51questão do... Como popularizar a nossa
- 32:57atividade de ensino cultural, a atividade agro,
- 33:02tem aí essa polarização política toda, mas como a
- 33:07gente se tornar não só em relação à carne, é o nosso
- 33:12produto final, mas à atividade. O
- 33:15que a associação tem feito nesse sentido para deixar
- 33:19claro a maneira e as exigências que a gente tem
- 33:24para produzir. Aguilherme, nós trabalhamos muito junto
- 33:28à governo, aqui aos deputados também, com
- 33:31relação a tudo que acontece na sua inocultura. Às
- 33:34vezes eu brinco, eu digo, se aparecer uma flor aí
- 33:37para mim eu me preocupo, porque quem que mandou, eu
- 33:41me incomodar. Mas os espinhos sempre vêm, que
- 33:44são as questões das dificuldades que o produtor
- 33:47tem. Agora para ter uma ideia, começou
- 33:49a semana passada o CRM e V, mudando produtores porque
- 33:52eles não têm um responsável técnico exclusivo dentro da
- 33:56propriedade rural. Só que esse produtor não tem
- 34:00o suíno que é dele, ele trabalha para uma
- 34:02integradora pequena, uma média que tem lá 17
- 34:08médicos veterinários dentro dessa integradora, que não
- 34:11é do grupo grande aí, mas que ela consegue dar
- 34:14assistência técnica na propriedade rural. Só
- 34:17que por ele não ter exclusividade, mutaram ele
- 34:19com 3 mil reais. Então essas questões que a gente
- 34:22tem trabalhado bastante, como eu falei também essa
- 34:25questão aí, não comentei, da bioseguridade, que querem
- 34:29uma exigência muito rígida de bioseguridade, igual uma
- 34:32grande AGRC para produtor pequeno, que não vai ter
- 34:36mão de obra familiar, não tem, vamos dizer que não
- 34:39tem risco nenhum, mas é muito minimizado o risco
- 34:42que tem, porque ninguém adenta dentro da propriedade
- 34:44dele, só quem vai trabalhar. Então
- 34:47são coisas aí que a gente tem olhado muito essa
- 34:50situação e tem falado que o que que faz alguém mudar
- 34:54de emprego, quando ele não está contente da forma como
- 34:57ele é atendido ali, da forma como ele está
- 34:59trabalhando, ou a questão de remuneração. Então
- 35:04o que que faz o jovem ficar na propriedade rural?
- 35:07Se ele tiver remuneração, se
- 35:09ele ver que ele tem qualidade de vida, agora
- 35:12quando ele ver que então aí trabalhando, chega no
- 35:15fim do mês, não sobra dinheiro, é problema para
- 35:17tudo quanto é lado, são leis que vêm sempre para
- 35:20punir, então isso tudo faz com que o jovem diz olha,
- 35:23eu vou trabalhar fora e os pais já dizem mesmo, ó,
- 35:26vai estudar porque aqui não é lugar para você, embora
- 35:28a gente sabe que a tecnologia hoje que está
- 35:31empregada ainda da propriedade rural, tem que
- 35:32estudar para voltar para a propriedade para tocar
- 35:34tecnologia, mas antigamente falava -se isso e a gente
- 35:37vê realmente, os jovens que saíram da propriedade rural
- 35:41porque eles não tinham tecnologia, não tinha, não
- 35:44via uma visão de futuro sobre aquilo que estava
- 35:48acontecendo na propriedade rural. Então
- 35:50a gente trabalha muito essas questões todas que
- 35:53venham a punir o produtor, essa questão que acabamos
- 35:57de falar também de tratora não poder andar na pista,
- 36:00então teve esses dias eventos para falar isso, o
- 36:05próprio Fahesque Senar também fez esses eventos
- 36:08para tentar trazer junto a Assembleia Legislativa algo
- 36:11que possa mudar a legislação em cima, então
- 36:13nós trabalhamos muito nessa questão de legislação,
- 36:17quando a gente sabe que tem alguma coisa aí que
- 36:19está para ser votado ou discutida, a gente sempre
- 36:22se reúne com a Fahesque, a Fethahesque, a própria
- 36:26Ossesque, o Agro, o Sindicárnia para não
- 36:29prejudicar o produtor, porque aquilo que você
- 36:32falou dos Estados Unidos, a consciência e a cultura é
- 36:35diferente, aqui não, aqui o Agro é fascista, o Agro é
- 36:39que desmata, o Agro é que polui, então a gente apanha
- 36:42muito porque a gente não é proativo nisso, a gente
- 36:46sempre vai na defensiva do negócio, depois de nos
- 36:49acusar, a gente vai sempre aprovar que não é daquela
- 36:51forma, então falando dos maus tratos na sua
- 36:55inocultura, que esse tempo atrás até vídeos de famosos
- 36:58andavam falando isso, falando mal do leite
- 37:01também, então são gente que quer da alegria a imagem
- 37:04do produtor rural, que trabalha lá sem uma
- 37:07garantia, porque nós não temos aí nada de garantia
- 37:11dentro da propriedade rural, nem da aposentadoria, porque
- 37:13sempre se fica alguma coisa pendente, já não consegue,
- 37:16vários produtores não conseguiram isso, então a
- 37:19gente vê essa dificuldade de manter o jovem no
- 37:22campo, por mais que hoje melhorou essa questão da
- 37:25tecnologia, e de tudo mais, pra isso tem que ter
- 37:29grandes investimentos e às vezes eles não têm a
- 37:32família, não se encoraja a fazer isso, porque você vai
- 37:36financiar para 10, 12 anos, aí 10 milhões hoje, 12
- 37:39milhões pra colocar um projeto de sua inocultura,
- 37:43que começa por aí quando é com matrizes, se é com
- 37:46terminação já vem um pouco menos, mas você não tem
- 37:50uma garantia, então o pessoal fica meio recioso
- 37:54em fazer isso, porque não sabe como que vai estar o
- 37:56mercado lá na frente, então a gente faz um trabalho
- 37:59sim, as reuniões que a gente faz sempre coloca
- 38:01essa situação de poder trabalhar sempre a questão
- 38:05da produtividade, que é o que a gente tem que ver,
- 38:07não adianta aumentar a plantéu, se está produzindo
- 38:10mal, você primeiro tem que corrigir a produtividade
- 38:12para depois poder crescer na atividade, então é uma
- 38:16forma de estar orientando sempre os nossos produtores
- 38:18e fazer como que eles tenham uma visão diferente
- 38:22na daquilo que era lá no passado, porque as coisas
- 38:24evoluem e a gente então tem que evoluir na
- 38:27atividade também. Já pensou estar no top 1 % da
- 38:31sua inocultura? Acesse academia suína .com .br e
- 38:35invista no seu conhecimento. O
- 38:39SunoCash só é possível através do apoio de
- 38:41empresas inovadoras e que apoiam a educação continuada
- 38:44na suno cultura brasileira. Polinutri,
- 38:47nutrição animal, juntos vamos mais longe. Seva
- 38:50sempre com você, além da saúde animal. Giga
- 38:54alta performance sem esforço. Há
- 38:5835 anos desenvolvendo soluções e produtos voltados
- 39:02para a nutrição e saúde animal, pautados pela
- 39:05inovação e pela busca incessante de resultados
- 39:08eotécnicos que impulsam a rentabilidade de nossos
- 39:11clientes. Polinutri, juntos vamos mais longe. Eu
- 39:18estou falando aqui, eu lembrei aqui do folador, do
- 39:23Dariva, do Bigatão lá dentro do Matogrossu e do
- 39:27Paraná, o trabalho que vocês representam e o
- 39:32trabalho que nós aqui, falando do eu, tu e quem
- 39:36nos escuta e vai nos escutar. Para
- 39:39a gente, é importantíssimo a gente falar isso em
- 39:43todos os meios, não só no nosso meio, mas no
- 39:47churrasco, no Uber, no taxi. Eu
- 39:50faço parte da produção, um trator, ele é necessário, o
- 39:57trabalhador, ele tem valor, então a gente fala essas
- 40:02coisas e não fica na defensiva, mas provoca esse
- 40:07tipo de conversa. Tem o orgulho de fazer parte
- 40:11de encher esse seu mapa e ir atrás de subindo, a
- 40:15gente tem orgulho de levar essa bandeira. Nós
- 40:20estamos chegando no finalmente aqui e tem, tu
- 40:25deu uma penselada aí e eu gostaria de ouvir de que o
- 40:29primeiro lugar de solidariedade, a nossa
- 40:31solidariedade aqui com o folador representando o
- 40:38orgulho do Grand Sul, os produtores do orgulho do
- 40:40Grand Sul, e todos os produtores e a todos os
- 40:43gaúchos que estão sofrendo bastante com essa crise lá.
- 40:49Eu sei porque eu tive com
- 40:52ele, hoje ele está contabilizando perdas,
- 40:55infelizmente ele está ainda fazendo um levantamento de
- 40:59como está a situação lá, mas a minha pergunta para
- 41:04ti, o que a gente tem de palpável em relação à
- 41:13contingência? Se eu pegar o meu histórico,
- 41:17eu já vi em Chêntre de 83 na região de Blumenau em
- 41:22Videra, eu estava, não estava em Videra ainda, mas
- 41:25eu sei das histórias que eu contava de Videra. De
- 41:31Rio do Sul nós pegamos a pouco, no ano passado
- 41:34sofreu. Eu peguei tornado em Paxinal,
- 41:41no tempo em que eu estava na produção ali na Insta
- 41:44de Catarina, peguei tornado em Paxinal e região, vamos
- 41:47dizer assim. Então a gente tem eventos ruins,
- 41:51talvez eu esteja, tenha esquecido algum aqui, mas
- 41:56só esses aí já foram bastante traumáticos. O
- 41:59que a gente tem hoje a gente vendo aí, pode cair
- 42:02da logística, animais que não vão, animais que não
- 42:04vêm, lação que não vai, semen, hoje a gente está,
- 42:11a genética, hoje eu tenho tal, hoje se vai o semen
- 42:17prima grande, já está bom, o tipo de deflação, hoje
- 42:21eu digo hoje mesmo nessa contingência de hoje. O
- 42:25que a gente tem oficialmente, ou como vocês
- 42:27têm tratado essa questão de contingência, em casos
- 42:31extremos? Eu sei que a gente ainda está
- 42:32aprendendo, porque tem muita novidade, infelizmente, nesse
- 42:36tempo. Nesse que você falou, um dos
- 42:41primeiros casos foi Guarasiaba, em 2004, 2005,
- 42:45não lembro que teve aquele tornado lá realmente que
- 42:47destruiu muitas propriedades na época, que a gente
- 42:50visitou lá também, era um cenário de guerra, como se
- 42:53está falando hoje também. E quanto a isso, também a
- 42:56gente fez uma parceria com o frigorífico, olhando a
- 42:59questão do Rio Grande do Sul, do Sul, do Estado,
- 43:01para conseguir levar carne para ir lá, ainda que
- 43:04estamos aí na campanha, para adquirir suínos, o
- 43:07pessoal está sendo parceiro, que todo mundo já dou, mas
- 43:09continua doando, porque sabe que isso não pode parar,
- 43:12né Guilherme, faz essa questão aí, porque esse
- 43:15comentário, porque é relevante isso, né? E
- 43:17com relação a essas questões que você comentou,
- 43:20teve um outro fato também, que foi bem complicado, que
- 43:23foi a greve dos caminhoneiros, né? A
- 43:25gente teve que, fomos procurados por cooperativas
- 43:27e indústrias, para ir liberar a estrada, para
- 43:30passar com ração, porque tinha Franco Moreno, tinha
- 43:33suínos Moreno, então a gente foi em algumas
- 43:37barreiras aí, o pessoal acercava a gente, e ele ia
- 43:40dizer, que é hoje, né? Mas enfim, graças a Deus, isso
- 43:42aí é miléssima, mas foi muito preocupante. Então,
- 43:46é difícil a gente ter como fazer essa contenção desses
- 43:50questões aí, o que pode ser feito eu, vejo que
- 43:54todo mundo fala do aquecimento global, outros
- 43:56dizem que lá atrás teve os mesmos problemas e não
- 44:00tinha o aquecimento global, aí tem várias notícias, aí
- 44:06falando de assoriamento de rios, que não fizeram a
- 44:08dragagem, porque antigamente é aquilo que se via na
- 44:13suinocultura de Santa Catarina, que não tinha
- 44:15esterqueira, eles faziam as grevas de próximo a um
- 44:17corro igual a um rio, porque jogavam esterco lá
- 44:19dentro e tinha peixe de rodo, mas como nós falamos
- 44:22no início da conversa, era cinco, seis porquinhas, que
- 44:25tinha na época que se falava, nem era matrizes,
- 44:27então aquilo não gerava problema. Hoje,
- 44:31pela concentração, já é um problema muito sério quando
- 44:33chega a avasar uma esterqueira de suino, não
- 44:37só algo nessa ali. Então, nessas questões de
- 44:41catástrofes naturais, não sei o que poderia ser
- 44:46feito, eu só vejo que nessas horas a gente tem
- 44:50que tentar dar as mãos com todos os setores, como
- 44:54agora teve o problema lá, enlagiado, não conseguirem
- 44:58levar semen para os produtores AXUR, aí nós, a
- 45:02Aurora, a Grosseris, enfim, quem teve disponibilidade
- 45:06conseguiu atender os produtores, que não foram
- 45:09afetados e estavam necessitando, então eu vejo
- 45:11que a gente tem que trabalhar junto. Mas
- 45:15é o poder público, não se eximindo, que a gente
- 45:17também é sociedade, mas o poder público tem que
- 45:20avaliar essas questões para ver o que pode ser feito
- 45:24para poder fazer essa contê -lo. Eu
- 45:28vejo dar um exemplo aqui de concorde, que qualquer
- 45:30chuvinha não dava cidade, fizeram as barrages lá em
- 45:33cima do morro e daí enquanto enche aquilo lá,
- 45:36não vem para a cidade. São coisas assim que cada
- 45:40município teria que dar uma olhada. Claro
- 45:42que ali o que aconteceu no Rio Grande do Sul, algo
- 45:45que nunca aconteceu na história, é de um volume
- 45:46de chuva daquela quantidade ali e depois os urmeios
- 45:52sempre jogam para o mar, e lá no fundo é só um que
- 45:55leva para o mar praticamente, quando tem
- 45:57esses vales ali. Então a gente que mora lá em
- 46:01Orgânia também é no morro, é num buraco, é uma
- 46:04baixada, e tem morro para tudo quanto é lado, tudo
- 46:07aquela água que cai naqueles morro ali, passa
- 46:09lá na frente de casa. Então
- 46:11às vezes dá um del de água como a gente diz na
- 46:13gíria, eu não sei o que seria para fazer, mas cada
- 46:16um tem que dar uma olhada daquilo que pode fazer, da
- 46:19propriedade rural, para quem não aconteça, problemas
- 46:24maiores de perder a produção. É
- 46:28um tema importante que eu acho que vai começar a ser
- 46:34levantado e que vai ser levantado com um tratamento
- 46:36conjunto, fazer o que tu falou. Nesse
- 46:39momento não tem esses dias um livro que chamava
- 46:43COOPETICIÃO, a cooperação na competição. Claro,
- 46:49cada empresa tem a sua política, para esse momento
- 46:51é um momento de cooperar, aí não tem cor, não tem
- 46:54bandeira, vamos nos ajudar da maneira que for
- 46:59possível. Luz Ivano, aqui o Marte vai
- 47:04longe, a conversa é que pode ir longe, te agradeço
- 47:08demais a tua disponibilidade e essa tua fala. E
- 47:13aqui fica uma pergunta, o Luz Ivano, fora da
- 47:18associação, fora do trabalho, qual é o teu
- 47:22lazer, qual é o teu momento de ócio, Luz Ivano?
- 47:28Na verdade o que eu gosto é
- 47:29de ter um terreno lá embaixo da sérrela do Rio
- 47:31do Grato, para nem energia não tem lá Guilherme, tudo
- 47:35no liquinho, como é que se fala. Então
- 47:38é ir lá para o meio do mato mesmo para dar uma
- 47:40esparecida, sempre junto com a família também. Não
- 47:46sou de futebol, tenho uma perna meio dura, acho que
- 47:49nunca fui de futebol, mas eu gosto do meio do mato
- 47:52mesmo, a gente foi criado lá no mato, então acho que
- 47:55é por isso, então, porque a família e a natureza.
- 47:59Não tendo WhatsApp já é um
- 48:01grande lazer. Hoje é uma necessidade, a gente
- 48:07não vive sem, mas tem que ter a hora para tudo.
- 48:10Então sempre quando eu faço uma
- 48:12entrevista como agora, eu já desligo para não
- 48:15incomodar, para dar atenção realmente, porque hoje a
- 48:18gente vê que se expere muito a nossa atenção com
- 48:22coisas que não valem a pena e que não agregam.
- 48:25Então a gente tem que ter, eu
- 48:27me policio muito nessa questão de rede social,
- 48:29para não ficar olhando aquilo que não interessa.
- 48:32Eu sempre digo que a gente
- 48:33tem que cuidar daquilo que é o essencial e daquilo
- 48:36que nos faz crescer. Então eu quero te agradecer aqui
- 48:39por essa entrevista, quando você falou que há uns 40
- 48:42minutos, meu Deus, vai demorar um monte a gente
- 48:45se pensa, mas parece que começamos a conversar agora
- 48:48e já deu tempo. Então quando a correta é boa, é
- 48:51sempre bom, a gente aprende muito realmente e agradecer
- 48:54realmente o espaço cedido aqui para a Associação
- 48:58Catarina e os Criadores Suinos para poder esplanar
- 49:00um pouquinho da nossa atividade e continuamos a
- 49:02disposição sempre que necessário. Legal,
- 49:05muito obrigado, Lô Zivani, o meu nome aqui em nosso
- 49:09nome e o agradecimento também e o preconhecimento
- 49:12do potencial de Santa Catarina e o trabalho que
- 49:17vem sendo feito pela sua agricultura. E
- 49:20de novo, chamar a atenção para o nosso marketing, eu
- 49:25não falo só do marketing da carne, mas do marketing
- 49:27da cadeia. A gente possa falar, a gente
- 49:30tem muita coisa boa para falar. E
- 49:32eu sempre dizia e continuo dizendo, a gente faz muita
- 49:36coisa boa nela. Coisa boa para comer, coisa boa
- 49:40para as pessoas e para a sociedade da sua
- 49:42agricultura, tem esse privilégio. Então,
- 49:45que agradeço demais e a gente se vê pela cadeia da
- 49:51sua agricultura. Grande abraço para aquilo, Lô
- 49:53Zivani, muito obrigado. Obrigado,
- 49:55um abraço também.