Latest / SuinoCast · by PPGVET / Como os INIBIDORES DE TRIPSINA influenciam no desempenho dos suínos - Dra. Débora Reolon | Ep. 359
Transcript
- 0:00É, o principal ponto é eliminar esses fatores antinutricionais.
- 0:03Mas por que que eles continuam, né?
- 0:05Então por que que eles ainda estão presentes nesses esparelos
- 0:07de soja que a gente vem utilizando nesses animais, né?
- 0:11Utilizando rotineiramente, né? Tem relação sim com o processo
- 0:14térmico, tá? O processo térmico, ele é
- 0:16realizado justamente pra eliminar esses inibidores de de
- 0:19tripsina, mas a gente tem um deles que é o bonambir, que que
- 0:23é um pouco mais termo, resistente, então.
- 0:26A presença dele vem aumentando nessas cultivares de soja e
- 0:30também a resistência dele vem aumentando.
- 0:32E a gente observa cada vez mais um residual desses inibidores de
- 0:36tripsina nesses farelos. Tá?
- 0:38Então esse esse é o ponto principal aí, digamos, entre o
- 0:43tratamento térmico que seria um processo de eliminação.
- 0:45E por que que existe ainda esse resíduo de inibidores de
- 0:48tripsina nesse fará de soja? Tá.
- 1:00Olá pessoal, vamos para mais um episódio do swinocast.
- 1:04Meu nome é Vinícius cantarelli. Sou roxo dessa plataforma e com
- 1:07muito prazer, trazemos sempre ótimos convidados para
- 1:11compartilhar seus conhecimentos e experiências conosco.
- 1:15É, antes de mais nada, eu gostaria de pedir a vocês que
- 1:20curtem o nosso trabalho aqui na plataforma, tá?
- 1:25Mas AA nossa equipe nos comunicou que apenas ou apenas
- 1:31não mais de 90% de quem curte o nosso canal, de quem assiste os
- 1:37podcasts, não está inscrito ainda no canal.
- 1:40Então, por favor, te convido, né?
- 1:42Venha se inscrever no canal que assim cada vez mais fortalece a
- 1:46nossa plataforma para trazermos materiais e convidados cada vez
- 1:50melhor para vocês. Ok?
- 1:51Muito obrigado. A gente fica.
- 1:53Bastante grato com esse clique que você vai fazer aí nos
- 1:57inscritos. O swinocast só é possível
- 2:00através do apoio de empresas inovadoras e que apoiam a
- 2:03educação continuada na suinocultura brasileira, novos
- 2:07líderes em soluções de nutrição inteligente para o crescimento
- 2:10dos negócios na produção de proteína animal, cerva sempre
- 2:15com você, além da saúde animal. Dsm firmenish moldando o futuro
- 2:23dos cuidados com suínos, autech soluções nutricionais eficientes
- 2:29e sustentáveis para fortalecer a suínocultura paxmarts
- 2:34transformação digital para o campo novoneses, transformando o
- 2:41mundo através da biologia zoetes líder global em saúde animal.
- 2:49PPG vet. O maior programa de
- 2:52especializações em medicina veterinária do Brasil.
- 2:57Bem, hoje tenho prazer de trazer aqui uma grande convidada, uma
- 3:03conhecida da nossa cadeia produtiva.
- 3:06Uma amiga a quem respeito muito é a Débora relon é Débora.
- 3:12Seja muito bem-vinda, tenha uma satisfação enorme de poder bater
- 3:17um papo aqui contigo. E eu gostaria que você se
- 3:20apresentasse aqui pro nosso público, fique à vontade, por
- 3:23favor. Obrigado Vinícius.
- 3:25Boa tarde é boa tarde pessoal. É um prazer muito grande.
- 3:30Agradeço muito o convite né? Pra estar fazendo parte aqui do
- 3:33swinocast é essa plataforma maravilhosa de informação pra
- 3:40swinocultura. Eu confesso pra você que eu não
- 3:42sei se eu estou escrita. Eu vou verificar, Eu Acredito
- 3:45que sim. Mas se eu não?
- 3:48Estiver em terminando a gravação, eu já vou fazer a
- 3:51minha inscrição, pode ficar tranquilo, tá bom, bom, pessoal,
- 3:55é como o Vinícius colocou. Eu sou é Débora, hello.
- 3:59Sou médica veterinária, é sou mestre em ciência animal com
- 4:03foco em patologia e doutora em nutrição animal.
- 4:07Com foco em nutrição de suínos. Então, de novo, novamente
- 4:12agradeço o convite e para bater esse papo aqui com vocês e
- 4:16esclarecer esse tema tão interessante aí que são os
- 4:19inibidores de tripsina. Excelente.
- 4:22Débora. Então, como a Débora já disse,
- 4:24nosso tema de hoje é inibidores de tripsina.
- 4:28Débora, não é um tema novo, né? É a.
- 4:34Desde quando a gente entende por nutricionista?
- 4:37Me lembro muito bem na faculdade, não faz tanto tempo,
- 4:41porque eu não sou tão velho assim.
- 4:44Mas já Liam os trabalhos da década de 6070 ou 80 sobre
- 4:50inibidores de produtorapicina é e seus efeitos na alimentação
- 4:55animal para os animais, na fisiologia do animal,
- 4:58basicamente. Mas antes de mais nada, eu
- 5:01queria te perguntar, né? E você compartilhar aqui com os
- 5:05nossos ouvintes, realmente o que é exatamente os que são
- 5:11exatamente os inibidores de tripicina e por que que eles se
- 5:14tornaram um ponto tão relevante nas dietas de leitões de suínos
- 5:20em crescimento, principalmente leitões suínos de crescimento?
- 5:24É isso aí, Vinícius, ele, esse tema.
- 5:26Ele não é como você bem colocou. Ele não é um tema recente, né?
- 5:31Mas ele acaba sendo um tema que que vem tendo mais ênfase aí nos
- 5:37últimos anos, né? Eu, particularmente, tenho me
- 5:39dedicado um pouco mais ao estudo dos inibidores de tripsina nos
- 5:43últimos anos, né? É, e a gente, no dia a dia, a
- 5:47gente vê que cada vez mais, em cada pesquisa que a gente
- 5:50realiza, a gente tem cada vez mais surpresas com relação aos
- 5:53efeitos negativos desses inibidores de tripsina.
- 5:56É na produção de suínos, né? É os inibidores de tripsina,
- 6:02como o próprio nome diz, né? Eles são são inibidores da
- 6:06tripsina, né? São proteínas presentes.
- 6:10Aí é no soja, né, farelo, soja e seus derivados, né?
- 6:14A gente não pode esquecer que os inibidores de tripsina são
- 6:17fatores antinutricionais, mas eles também são proteínas do
- 6:20soja, né? Presentes no soja é.
- 6:24E eles, fisiologicamente, como o próprio nome diz, inibem a
- 6:28tripsina, ou seja, AO início da digestão ou da ou pioram a
- 6:33digestibilidade proteica é em todos os animais, né?
- 6:38Em suínos e aves, dos animais de produção.
- 6:41Então esse é um esse é o. O principal fator, né?
- 6:44Então a gente tem como base hoje proteica, uma alimentação é
- 6:48proteica baseada em farelo de soja, né?
- 6:51Basicamente no Brasil e no mundo.
- 6:53E aí a gente tem dentro desse farelo de soja um fator
- 6:55antinutricional tão importante que são esses inibidores de
- 6:59tripsina e que cada vez mais eles é, merecem uma relevância
- 7:04dentro dos estudos e dentro da produção animal.
- 7:09Ô, ô Débora. E existe uma especificidade
- 7:12deles assim, ou seja, alguns atuam mais em alguns em algumas,
- 7:18algumas proteases, outro em outras.
- 7:20Como é que é esse assunto, né? Tem o conets moomemburg, como é
- 7:24que? Isso.
- 7:27Isso o que que a gente observa, né, Vinícius?
- 7:29Cada vez mais isso. A gente vem fazendo algumas
- 7:33análises e vem trazendo a história desses inibidores de
- 7:36tripsina. No Brasil e no mundo é e
- 7:39tentando entender o tamanho desse problema e desvendar Oo
- 7:43tamanho disso e entender como que isso age nesses animais e
- 7:46como isso está presente também dentro da matéria prima, né?
- 7:49De que maneira esses inibidores de tripsina eles se apresentam?
- 7:53O que que a gente tem observado? A gente vê mudanças relacionadas
- 7:58as cultivares de soja, principalmente mudanças é
- 8:01genéticas nesse sentido. Lembrando que o inibidor de
- 8:04tripsina ele é uma proteína que faz parte da proteção desse
- 8:09soja, então é também um fator antinutricional pra pra insetos,
- 8:15pra aves, então cada vez mais a seleção genética desses grãos.
- 8:20Tem mais inibidores de tripsina, isso a gente observa também, né?
- 8:24É, a gente tem 2 inibidores de tripsina principais, que seriam
- 8:27o bombambirk e o cunits, né? É, eles têm algumas diferenças
- 8:32entre eles, né? O bombambirk, ele é muito mais
- 8:35termo estável do que o cunits, né?
- 8:39Ele tem AA as as cadeias deles, o emaranhado, né, de proteínas
- 8:44dele, ele é muito mais. É complexo do que o cunits,
- 8:49então esse inibidor de tripsina, ele é um pouco mais difícil de
- 8:53ser eliminado pelo processamento térmico, tá, então o que que a
- 8:57gente observa hoje já entrando um pouco mais dentro do
- 9:00processamento térmico dessas matérias primas, né?
- 9:02E eu sempre pergunto, né, pra para as pessoas, por que que a
- 9:06gente faz processamento térmico no soja, né, no farelo de soja.
- 9:10É, o principal ponto é eliminar esses fatores antinutricionais.
- 9:13Mas por que que eles continuam, né?
- 9:15Então por que que eles ainda estão presentes nesse esparelo
- 9:18de soja que a gente vem é utilizando nesses animais, né?
- 9:23Utilizando rotineiramente, né? É, tem relação sim com o
- 9:26processo térmico, tá, é o processo térmico, ele é
- 9:30realizado justamente para eliminar esses inibidores de de
- 9:34tripsina, mas a gente tem um deles, que é o bonambir, que que
- 9:37é um pouco mais. Termo resistente.
- 9:39Então, a presença dele vem aumentando, né?
- 9:43Essas cultivares de soja e também a resistência dele vem
- 9:46aumentando e a gente observa cada vez mais um residual desses
- 9:50inibidores de tripsina nesses farelos.
- 9:52Tá? Então esse esse é o ponto
- 9:55principal aí, digamos, é entre o tratamento térmico que seria um
- 10:01processo de eliminação. E por que que existe ainda esse
- 10:03resíduo de inibidores de tripsina nesse faral de soja?
- 10:06Tá. Novos líder em soluções de
- 10:11nutrição inteligentes para a avicultura, a novos traz 2
- 10:15soluções de destaque. A linha mitrex de minerais
- 10:18orgânicos relatados, com estrutura molecular única no
- 10:21mercado, oferece alta biodisponibilidade de zinco,
- 10:24cobre ou manganês, melhorando o desempenho e a nutrição das aves
- 10:27durante todo o ciclo de produção.
- 10:30Já o aditivo enzimático sibenza, fonte de enzimas proteases,
- 10:33aumenta a digestibilidade das proteínas.
- 10:36E degrada os inibidores de tripsina, favorecendo o sistema
- 10:39imunológico, a resposta e a integridade intestinal.
- 10:42Para mais informações, visite o site da novos www.novos.com.
- 10:53Então, na verdade, a evolução da agricultura tem levado a maiores
- 10:57concentrações de baumanburg o Burke.
- 11:02E isso é preocupante, porque vamos imaginar.
- 11:04Então, já levando pra uma outra pergunta, né, vamos imaginar
- 11:08leitões que ainda tem uma imaturidade fisiológica, né?
- 11:13Estão em desenvolvimento por período, além de maternidade,
- 11:18entram na creche com grande desafio, uma grande perturbação
- 11:22ainda da fisiologia no pós esmame, né?
- 11:26EEE como essa imaturidade somar a dietas com soja, que é
- 11:31dependente de soja que vem mais com maior concentração de
- 11:35malomenberg. Como é que isso isso compromete
- 11:39ainda mais o processo de gestão e absorção, né?
- 11:41Como é que vocês estão vendo isso?
- 11:43Isso eu sempre, sempre comento também Vinícius, que a gente
- 11:47precisa é como nutricionista, observar a fisiologia desses
- 11:51animais, né? A gente precisa entender.
- 11:54É fisiologicamente o comportamento desses animais
- 11:58para entender também o que que está acontecendo com relação a
- 12:01perdas produtivas, né? Então, nesse sentido, o que que
- 12:05nós temos? Nós temos 11.
- 12:07O pior dos cenários, né? A gente tem, especialmente no
- 12:11Brasil, dietas com alta proteína, né?
- 12:14Proteína elevar. A gente tem como base proteica
- 12:19principalmente relacionado ao custo também o farelo de soja.
- 12:22A gente tem cada vez mais inibidores de tripsina nessas
- 12:26dietas e a gente tem a questão fisiológica, né?
- 12:29A gente não pode deixar de lado a questão fisiológica desses
- 12:32animais que passam aí no período de desmame, por uma transição.
- 12:36Então eles já é fisiologicamente, não tem uma
- 12:40quantidade de protease endógena suficiente para digerir toda
- 12:44essa, essa. Essa carga proteica, né?
- 12:47Que é oferecida pelas dietas aí que que é oferecida pelas dietas
- 12:50com alta proteína e também tem uma queda de de tripsina
- 12:54fisiológica. Vinícius, a gente esquece disso,
- 12:56né? Então existe 111 baixa produção
- 12:59de protease, uma quebra de tripsina e 111 queda fisiológica
- 13:04da tripsina. Então, eu tenho um processo
- 13:06digestivo comprometido ali no início e quando eu tenho a
- 13:10inclusão ou a presença desse fator antinutricional, eu tenho
- 13:14uma perda é bastante considerável dessa
- 13:17digestibilidade, né? Ou seja, isso acaba acarretando
- 13:20em vários outros problemas, principalmente problemas
- 13:23relacionados tanto a desempenho. Porque.
- 13:26AA proteína aí é a é a uma das bases do desempenho desses
- 13:30animais nutricionais, base nutricionais desses animais.
- 13:33Então a gente tem um problema de desempenho e também a gente tem
- 13:36um problema de saúde intestinal, né?
- 13:38Porque essa proteína ela acaba tendo é sendo mal gerida, ou tem
- 13:44ou tendo uma baixa digestibilidade e isso acaba
- 13:48aumentando a taxa de passagem proteica.
- 13:49E aí a gente tem é. Um excesso de fermentação,
- 13:54principalmente no intestino grosso.
- 13:56E a gente já sabe o resultado do desbalanço é com relação ao
- 14:00microbioma que acontece. E aí a gente tem uma série de
- 14:03diarréias, inespecíficas e a perda de produção que a gente já
- 14:05sabe, né? O que acontece?
- 14:09Ótimo, a Débora lançou aí uma série de pontos que eu vou
- 14:14tentar. É, são.
- 14:16São muitas, são muitas questões aí.
- 14:19Mas eu tô pensando aqui, démo. Vamos lá, primeiro, afeta o
- 14:23processo digestório e absortivo, né?
- 14:26Assim, a digestão e absorção é comprometida, principalmente
- 14:29nesses animais mais jovens. É, e aí, obviamente, se você
- 14:39tendo a presença desse inibidores de proteases, acaba
- 14:43tendo uma estimulação ou até mesmo uma hiperestimulação do
- 14:47pâncreas. A pergunta é, até que ponto essa
- 14:54hiperestimulação pode comprometer o desenvolvimento do
- 14:58pâncreas que nós sabemos que não há um órgão simplesmente para
- 15:01secretar enzimas pancreáticas? Enzimas.
- 15:06Enzimas digestivas, né? E além disso, além disso, a
- 15:11própria é integridade intestinal, né?
- 15:16É. É, ou seja, AAAA.
- 15:19Fisiologia, né? Mas eu queria que assim é você
- 15:23trouxesse principalmente isso, a questão do desenvolvimento desse
- 15:27órgão, né? E a integridade intestinal ao
- 15:29mesmo tempo, a lenda de gestão e distorção comprometida.
- 15:32Depois nós vamos, depois nós vamos pro, depois nós vamos pra
- 15:35saúde intestinal. São são n pontos, né?
- 15:39São vários pontos que, fisiologicamente aí comprometem
- 15:43o desempenho desses animais, né? Então a questão pancreática é, é
- 15:48um ponto muito interessante. Vinícius, é um ponto que a gente
- 15:51tá iniciando um trabalho de pesquisa com relação a suínos.
- 15:55Tá, então a gente vem iniciando isso, a gente vem trabalhando
- 15:59pra tentar entender é o quanto isso, a quanto essa excreção ou
- 16:05essa falta de excreção compromete esse órgão tão
- 16:08importante na excreção, inclusive de outras enzimas e na
- 16:11digestibilidade total dessa dieta, né?
- 16:14O que que a gente já sabe, e a gente tem vários estudos aí pra
- 16:18compartilhar, é que em avicultura.
- 16:21Que é um processo um pouco mais curto e um pouco mais intenso do
- 16:25que a suinocultura. A gente consegue fazer uma
- 16:27medição desse pâncreas. Então a gente observa é que
- 16:31conforme existe um aumento do inibidor de tripsina, a gente
- 16:35tem um aumento desse pâncreas, ou seja, 11 hiperestimulação
- 16:40pancreática, um aumento desse órgão.
- 16:42E aí um comprometimento de toda a fisiologia hormonal desse
- 16:46animal e também de secreção é de enzimas digestivas.
- 16:49Né? Então em aves a gente já tem
- 16:51essas comprovações, são pontos é muito interessantes e que em
- 16:56suínos, ministros, a ave, ela vai ser abatida em breve, né?
- 16:59Em suínos a gente ainda não consegue e não tem ainda essa
- 17:04mensuração do que que isso, o que que vai acarretar isso é na
- 17:09vida adulta desses animais, né? De um animal de crescimento e
- 17:12determinação, por exemplo, que acaba ficando muito mais tempo é
- 17:16até ser abatido do que em aves, então esse é um ponto.
- 17:19Muito interessante. É um ponto que a gente tá é
- 17:22dando início aos estudos pra tentar entender não só o
- 17:25comprometimento fisiológico no momento é que esse animal tá se
- 17:30alimentando da digestibilidade total dessa dieta, mas também
- 17:34qual seria Oo comprometimento fisiológico geral desse animal
- 17:37com esse aumento de pâncreas. Né, é, se a gente for pensar pra
- 17:45suínos, realmente é mais preocupante, né?
- 17:48É mais tempo. Eu me lembrei aqui, dé de casos
- 17:54clínicos em humanos, em crianças, que devido ao fato de
- 18:01terem intolerância a lactose ou é serem alergênicas a caseína do
- 18:08leite, acabam indo pro leite de soja, né?
- 18:13E aí são diagnosticadas com diabetes infantil.
- 18:18Porque compromete o pâncreas endócrino, né?
- 18:22E consequentemente a produção e secreção de insulina pensando
- 18:28pra portas. Né?
- 18:30Exatamente. É isso aí pra pra para as
- 18:32matrizes que é e. A gente sabe que isso também.
- 18:35Isso também tem uma relação com o consumo, né?
- 18:38A gente sabe que isso que tanto a insulina, glucagon, a gente
- 18:41tem um consumo. É 11 relação direta com o
- 18:44consumo desses animais, né? Então, o que que a gente precisa
- 18:48também tentar entender é o que esse alto nível desse fator
- 18:52antinutricional, desse inibidor de tripsina, gerando esse
- 18:56processo inflamatório é pancreático quando isso também
- 19:00vai influenciar na fisiologia geral e também na questão do
- 19:03consumo desses animais, que é algo também tão importante em
- 19:06toda a cadeia produtiva, né? Do tanto na fase de crédito
- 19:09quanto na fase de crescimento e terminação, né?
- 19:12E outro ponto, Vinícius, que a gente observa também, EEA gente
- 19:15observa. EE tem visto nos resultados dos
- 19:18trabalhos, né? E eu queria trazer para nossa
- 19:20discussão também. Não é só a questão da fisiologia
- 19:24inicial do animal, essa fisiologia de de falta de
- 19:28protease endógena, de queda de tripsina.
- 19:31Ela é extremamente importante nessa fase de creche, né, nos
- 19:34principalmente nos primeiros 15 dias, né?
- 19:37Mas o que que a gente tem observado também nos estudos é
- 19:40que a relação desse, dessa, dessa queda de digestibilidade,
- 19:48dessa inflamação pancreática e de todos esses danos, inclusive
- 19:52AA microbiota, é está diretamente relacionada à
- 19:57ingestão desse farelo de soja, ou seja, nas outras fases eu
- 20:00tenho também um aumento linear da quantidade de soja que esses
- 20:03animais estão consumindo. Então, dentro desses estudos, a
- 20:07gente observa que quanto mais farelo de soja esse animal
- 20:10ingere, apesar da maturidade, é fisiológica desse animal, quanto
- 20:16mais farelo de soja ele ingere, contendo inimidor de tripsina,
- 20:19mais inimidor de tripsina e também mais problemas
- 20:23fisiológicos, problemas de digestibilidade esse animal vai
- 20:25ter, então? Não está só relacionado às
- 20:30primeiras idades, também está relacionado a toda a cadeia
- 20:32produtiva desse suíno. Então a gente tem observado que
- 20:35quanto mais esse fator antinutricional está presente na
- 20:39dieta final, porque tem um outro ponto também, né, Vinícius?
- 20:42Que é a presença no farão de soja ou nos produtos
- 20:45provenientes de soja? Em si.
- 20:48E também a presença na ração final desse inibidor de
- 20:52tripcina, que depende da inclusão desses elementos, né?
- 20:54Dessas matérias primas provenientes de soja.
- 20:57Então a gente tem observado que na vida adulta desse animal, ou
- 21:01no final da da creche também, quanto mais a gente tem inibidor
- 21:05de tripicina e maior a ingestão dessa matéria prima, também
- 21:08maiores são os problemas de digestibilidade.
- 21:10Isso. Isso é um ponto bastante
- 21:12importante aí da discussão, tá? Muito bem lembrado.
- 21:17É não, é claro que é importante, claro que a fisiologia inicial
- 21:21ela é muito importante, né? A gente inicia a discussão, é
- 21:25falando principalmente da fisiologia ali do desmame, mas o
- 21:28que e isso me surpreendeu também.
- 21:31Eu confesso para você que nos primeiros trabalhos é que eu
- 21:35vinha fazendo com relação a inibidor de tripsina e creche.
- 21:38A gente tem muito, como eu disse anteriormente, a gente tem muita
- 21:41coisa em avicultura. Quando a gente traz isso pra
- 21:44suíno, o primeiro ponto que a gente imagina é que pro leitão
- 21:47na fase inicial eu vou ter a maioria dos problemas, mas o que
- 21:51a gente entende também é que a ingestão desse Farol de soja ela
- 21:54é baixa. Então a gente tem 2 situações
- 21:58importantes, que é a inclusão da matéria prima e a idade
- 22:02fisiológica desse animal, então. Nas primeiras idades eu tenho
- 22:06uma inclusão menor desses produtos provenientes de de
- 22:09soja, mas eu tenho uma fisiologia muito mais sensível e
- 22:12muito mais imatura, o que me gera problema.
- 22:16Mas passando essa idade é inicial e eu vou chegando pra
- 22:20idade adulta desses animais, eu aumento a inclusão de Farol de
- 22:23soja e de produtos provenientes de soja.
- 22:25E aí a gente tem observado que o problema ele se torna ainda
- 22:28maior, então? A questão da digestibilidade
- 22:31muitas vezes total da proteína, ela independe da maturidade
- 22:36intestinal desses animais e depende muito mais da ingestão
- 22:40da quantidade de faraco soja e da quantidade de inibidor de
- 22:43tripsina presente nesse faraco soja.
- 22:46Esse é o é um ponto bem interessante também.
- 22:49Bem interessante nesse sentido. Vamos voltar ao que você tinha
- 22:55comentado um pouco antes. Se eu se os inibidores
- 23:00comprometem a digestão, a digestibilidade proteica, tá, é,
- 23:08e aí você lembrou muito bem agora, e eu concordo, não só em
- 23:12fases de indivíduos, indivíduos imaturos, fisiologicamente, mas
- 23:16também as fases de crescimento, terminação e porque não nas
- 23:19matrizes, né? Exatamente.
- 23:21É, vamos lá pra. Pra pro assunto microbiota,
- 23:27intestino ou um microbioma propriamente dito e seus
- 23:31metaboros, né? Nós sabemos que o processo
- 23:36fermentativo de proteínas, principalmente no trato
- 23:39digestório posterior, não é tão desejável.
- 23:43Tá até certo quanto alguns estudos.
- 23:46Poucos estudos demonstram que alguns peptídeos.
- 23:50Ali tem é efeitos positivos, vantagens, mas a maioria das
- 23:55vezes é desvantagem e quando a gente pensa nisso, a gente fala
- 23:58assim, Ah, é o leitão, que é o que a gente tá falando aqui
- 24:00agora. Mas lembrando que no crescimento
- 24:03e principalmente na terminação, nós temos uma predominância, uma
- 24:09abundância maior de gras positivas, tá?
- 24:14Que por sua vez preferem. Uma fermentação ou sacavam tendo
- 24:20vantagens e uma fermentação proteica.
- 24:23Então, indo de encontro com o que você comentou agora é, eu
- 24:28queria que você é comentasse um pouco mais sobre essa questão,
- 24:34tá? Os vendedores adjetividade e aí
- 24:37indo pra pra pra esse, pra esse risco da perturbação maior ou de
- 24:43um sobrecarregamento? Tá de proteínas o trato
- 24:47digestório posterior que pode comprometer não só jovens, mas
- 24:50também animais adultos. Exatamente, Vinícius, eu vou
- 24:54começar com os animais jovens, então, e a gente vai para os
- 24:57adultos, né? É, muitas vezes a gente recebe
- 25:02perguntas, a gente tá tá andando pelo Brasil e pelo mundo.
- 25:06EAA gente observa que existem situações de diarreia e
- 25:10inespecíficas, né? Muito trânsito é desequilíbrio,
- 25:15é do microbioma intestinal e a gente, por vários momentos não
- 25:20consegue saber qual é a causa inicial disso, né?
- 25:23Porque porque que isso? Claro que isso é muito
- 25:26multifatorial, né? Existem existem vários fatores
- 25:30que podem levar a esse desequilíbrio, mas eu quero
- 25:33trazer aqui EE refletir. Uma reflexão é com relação
- 25:37justamente a digestibilidade e a esses inibidores de tripsina.
- 25:41E como isso? Também pode comprometer esse
- 25:44microbioma, que é exatamente o ponto que você colocou, né?
- 25:47É, nós temos. E acredito que você já teve
- 25:50contato, né? Eu já já li muitos estudos,
- 25:52especialmente é estudos europeus que relacionam a quantidade de
- 25:57proteína com essa qualidade intestinal, né?
- 25:59Com essa integridade intestinal e com o microbioma intestinal,
- 26:03né? É, EE falando muito e dizendo
- 26:07muito, é que quanto mais a gente trabalha com altos níveis
- 26:11proteicos, mais a gente teria taxa de passagem, mais a gente
- 26:14teria esse excesso de proteína e esse excesso de de de
- 26:18fermentação, né? EE, esse desequilíbrio
- 26:20intestinal, né? É, e isso é um ponto realmente
- 26:23que que chama muita atenção. E nesse caso do inibidor de
- 26:27tripsina, o que que a gente vai ter independente da quantidade
- 26:31de proteína, né? É.
- 26:33A gente vai ter uma perda de digestibilidade dessa proteína e
- 26:37a gente vai ter uma taxa de passagem, né?
- 26:40Isso é inevitável. Isso é fisiológico, né?
- 26:42Esse animal, ele vai ter essa digestão inibida, independente
- 26:46da idade, e ele vai ter esse aumento dessa taxa.
- 26:50Obviamente que se a gente tiver uma taxa 1111 proteína muito
- 26:54alta dessas dietas, que muitas vezes aqui no Brasil a gente
- 26:58trabalha um pouco diferente, né, do que em outros lugares do
- 27:00mundo. É, a gente acaba tendo uma
- 27:03sobrecarga, é. E o uso muitas vezes de
- 27:06proteagens exógenas ajuda muito nessa a melhorar essa
- 27:09digestibilidade, né? Mas esse é um ponto é que a
- 27:13gente observa em muitos locais aqui no Brasil, né, essa busca
- 27:19por entender o que que pode estar causando esse
- 27:22desequilíbrio. E eu costumo comentar também,
- 27:24Vinícius, que existe um. Existe um aqui, um fenômeno aqui
- 27:28no Brasil, que são as rações iniciais.
- 27:31Elas começam nas rações, começa nas rações iniciais e vai até a
- 27:36ao crescimento e terminação, né, que é os animais.
- 27:40Eles se alimentam bem, é consomem AA dieta de maneira
- 27:45adequada. E a gente tem um problema
- 27:47crônico de ganho de peso muitas vezes, né, de um desequilíbrio
- 27:51de microbioma e também muitas vezes de um ganho de peso nessas
- 27:54rações iniciais. Talvez, e pelas pesquisas,
- 27:58pesquisas que eu tenho feito e tenho lido e tenho observado,
- 28:00isso possa ter relação sim com esses inibidores de tripsina,
- 28:04né? Porque justamente colaborando
- 28:06com o que eu disse anteriormente, é a fase em que a
- 28:09gente aumenta a quantidade de proteína que esses animais eles
- 28:12começam é de farelo de soja, que esses animais começam a consumir
- 28:16mais farelo de soja e. Consequentemente, mais
- 28:19inibidores de tripsina. E que essa, essa essa perda, ela
- 28:23se torna muito maior. Essa perda tanto de
- 28:25digestibilidade quanto de equilíbrio dentro desse
- 28:28microbioma, né? Então é, existe sim esse
- 28:32desequilíbrio. Isso pode acontecer.
- 28:34A gente vê cada vez mais a eu, eu mesma, conduzir um trabalho.
- 28:38É com relação aos inibidores de tripsina em trash.
- 28:40E a gente observou que existe uma perda muito considerável na
- 28:43digestibilidade total dessas dietas, dessas, especialmente
- 28:47nessas fases iniciais. Vinícius é.
- 28:50E também uma mudança muito interessante é no microbioma,
- 28:54né? Um desequilíbrio, um aumento
- 28:56muito maior, principalmente da prevalência de ecol nesses casos
- 29:00de creche, especificamente. É e também uma diminuição da,
- 29:05consequentemente, uma diminuição na população de lactobacilos,
- 29:08né? Então, sempre que a gente vai
- 29:10trabalhar dentro disso, dentro desses experimentos de
- 29:14digestibilidade com inibidores de tripsina, a gente procura
- 29:17trabalhar também microbioma. Então a gente traz, traz nesse,
- 29:21nesse ínterim, nesse conjunto, um trabalho relacionado a
- 29:25microbioma pra gente conseguir entender quais seriam.
- 29:27É justamente essas mudanças que. Que vão causar problemas
- 29:32fermentativos, né? EE, aí você trouxe bem a
- 29:34questão, indo já para os animais mais adultos do crescimento e
- 29:38terminação é sempre que existe é uma presença, uma prevalência de
- 29:44clostrídeo, né? EE, isso a gente falando em fase
- 29:48final de terminação, né, uma prevalência de clostrídeo, uma
- 29:52prevalência dessas bactérias fermentativas, eu faço a
- 29:55indicação do uso de protease nas dietas, é a primeira indicação.
- 29:59Que eu faço a independente dos dos do promotor de crescimento,
- 30:03independente do eubiótico que vai ser utilizado.
- 30:06Eu falo, olha, vamos utilizar uma protease, porque
- 30:08possivelmente esses animais eles estejam também com uma taxa de
- 30:11passagem proteica. E aí é causando essa esse
- 30:15problema fermentativo e em em, na grande maioria das das das
- 30:20situações, acaba se se resolvendo hominizando.
- 30:23Esse problema simplesmente com o uso é de uma protease, ou seja,
- 30:27adjetibilidade, tá? Diretamente ligada AAA esse
- 30:33microbioma, né? Esses problemas fermentativos e
- 30:37todo esse problema produtivo, né?
- 30:40Faz sentido, faz todo sentido. Até porque se tá tendo essa.
- 30:46Esse gap, essa ineficiência no processo de.
- 30:52Degradação dessas proteínas que precisam necessariamente fazer o
- 30:56papel delas de serem degradadas, até aminoácidos pra serem
- 30:59absorvidas e por metabolismo intermediário.
- 31:02E por outro lado, não estão fazendo isso de uma forma
- 31:05eficaz. O trato digestório não está
- 31:08fazendo esse papel porque está tendo, além da imaturidade
- 31:11fisiológica, um impedimento que vem lá da dieta do paredes,
- 31:15soja, né? Então, somado a isso.
- 31:20Começamos a aumentar o substrato para uma possível perturbação da
- 31:25microbiota intestinal, né? Porque não ir lá pinçar uma
- 31:30tecnologia que pode resolver isso?
- 31:33É isso aí exatamente. Bem colocado, viu?
- 31:36É isso? Aí e também é outro ponto
- 31:39importante, né, Vinícius? A gente escolheu uma tecnologia
- 31:42que também possa atuar nesses inibidores de tripsina.
- 31:45Né? É isso.
- 31:47Isso é bastante importante, né? Não, não são todas as proteases
- 31:50que tem 11 resposta positiva a esses inibidores de tripsina,
- 31:54né? Então é é importante fazer a
- 31:57eleição de um produto, enfim, ou de uma protease que consiga agir
- 32:03especificamente nos 2 inibidores, né?
- 32:05Porque a gente tem o cunets e o goomambirc.
- 32:08É, e o cunitz ele vai, ele vai ser eliminado pelo processo
- 32:12térmico na sua grande maioria, e esse residual que vai ficar, que
- 32:15é esse esse bombambir que ele é um pouco mais complexo também de
- 32:20ser eliminado, inclusive pelas proteas, né?
- 32:23Então a gente precisa fazer eleição realmente de algo que
- 32:26que consiga tanto melhorar a digestibilidade proteica, que é
- 32:30AA função principal, mas que também possa atuar nessas
- 32:33proteínas estruturais aí que são é os inibidores de tripsina.
- 32:38Excelente. Eu queria nesse nessa questão
- 32:43dos inibidores, nós estamos tratando aqui do efeito deles no
- 32:47trato gestor, mas queria dar um passo antes e para ouvir de
- 32:52você, que na verdade é o seguinte, a indústria, ela
- 32:56recorre ao processamento térmico para reduzir esses fatores.
- 33:00Antinutricionais, né? Isso já é, já é fato, mas é.
- 33:08A informação que você nos trouxe no início de que o melhoramento
- 33:15das das das das sementes, né? O melhoramento genético pra soja
- 33:22traz ainda mais baumburg, né? Será que nós vamos ter que
- 33:28processar ainda mais a soja? E aí a pergunta é, poxa, nós não
- 33:32temos que ter um equilíbrio nisso daí.
- 33:35Qual que é o risco? Por exemplo, nós sabemos que se
- 33:38nós processarmos muito essa sorte e não fizermos isso
- 33:42corretamente, compromete, tá? A disponibilidade a
- 33:47digestibilidade. Nós temos complexos que
- 33:52acontecem nesse processo, como é que a gente consegue equilibrar
- 33:57isso? Eu costumo dizer que a gente tá
- 34:00entre a Cruz e a espada, viu, tá?
- 34:03É uma situação, é a situação dos inibidores de tripsina.
- 34:06É uma situação bem, bem complicada, né?
- 34:09Então, como eu comentei contigo, né, Vinicius, a gente faz um
- 34:13mapeamento, né? Faz um acompanhamento da
- 34:17distribuição desses inibidores de tripsina no país, desse
- 34:21residual que fica desse processamento térmico.
- 34:24Então, assim, é uma das um dos pontos bem interessantes que
- 34:28seria um ponto inicial. Aí para a gente entender é.
- 34:32Como detectar esses inibidores de tripsina também?
- 34:34Esse esse é um fator interessante, é o seguinte, o
- 34:37que que a indústria utiliza? As agroindústrias, né?
- 34:40O que que a gente utiliza há muitos anos como um fator de
- 34:43qualidade nesse processamento térmico?
- 34:45Seria a atividade ariásica, né? Então a atividade ariásica ela
- 34:49te dá 11 embasamento pra você entender se esse teu soja ele
- 34:53foi bem processado, termicamente.
- 34:55Né? E aí eu te trago uma informação,
- 34:59não quer dizer que porque esse soja tenha sido bem processado,
- 35:02termicamente que ele não vai ter presença de inibidor de
- 35:05tripsina, visto que a gente tem inibidores de tripsina que são
- 35:10termo estáveis, então você vá pode ter um residual mesmo no
- 35:15soja com processamento adequado, correto?
- 35:18Então, quando a gente faz essas análises, né, e aqui no Brasil,
- 35:22o que que a gente tem trabalhado principalmente com a química
- 35:24úmida hoje e a gente está introduzindo no país unir, né?
- 35:29A gente vem, vem trazendo aí para laboratórios credenciados,
- 35:33né? É a utilização das curvas de
- 35:35mirs para também fazer essa, essa detecção desse inibidor de
- 35:39tupicina de uma maneira mais rápida, né, Vinícius?
- 35:41Para a gente poder ter um também 11 forma de poder agir.
- 35:45É mais rapidamente, então o indicativo que seria a atividade
- 35:49oreásica. Ele é um indicativo para
- 35:50processamento térmico. Então quer dizer que esse teu
- 35:53soja ele foi bem processado, né? Dentro da temperatura ideal, ele
- 35:58teve um processamento adequado, mas isso não quer dizer que ele
- 36:01está livre de inibidor de tripsina.
- 36:04Então, para as indústrias, para os produtores, a gente faz
- 36:09sempre a indicação. De fazer a mensuração desse
- 36:11inibidor de tripsina dentro desse farelo de soja ou do
- 36:15produto proveniente de soja que vai ser utilizado.
- 36:18Para você poder ter uma ideia de como tá a presença desse
- 36:21inibidor de tripsina, né? Esse é um ponto.
- 36:24Então não só fazer os os, os, as análises básicas, né?
- 36:29A gente precisa também fazer a detecção específica desse
- 36:32inibidor de tripsina. Então eu sempre faço essa
- 36:36analogia, né? Se eu utilizo AO processo
- 36:39térmico para eliminar o fator antinutricional, por que que eu
- 36:42não meço ele diretamente? Esse é um, esse é um essa é uma
- 36:46pergunta, isso é um questionamento.
- 36:47Eu meço ele indiretamente com outros tipos de análise.
- 36:52Então o ideal é a gente fazer a mensuração desse inibidor de
- 36:56tripsina de forma direta mesmo, tá para a gente, visto que.
- 37:00A gente ainda pode ter um residual dentro desses farelos e
- 37:03que cada vez mais esses residuais são mais altos, dada a
- 37:09presença, como a gente já comentou, dessas questões
- 37:12genéticas de seleção de soja, né?
- 37:14Lembrando que o inibidor de tripsina é uma proteína
- 37:16estrutural, é uma proteína de proteção desse grão.
- 37:19Então cada vez mais ele é tá presente aí, nesses, é nesses.
- 37:26Grãos show de bola. Então.
- 37:28Vamos lá, é muito interessante a gente, a gente tá lascado, né?
- 37:31Porque no fim das contas, a gente não tem como eliminar com
- 37:35o processamento. Claro que não, não retira um bom
- 37:38processamento, é necessário ter um bom processamento, óbvio.
- 37:42E a gente vê faelos de soja mal processados, com níveis muito
- 37:46altos de inibidor, de tipicina, né?
- 37:48Quando você não atinge a temperatura, não tem um bom
- 37:50processamento. Os níveis de inibidor de
- 37:53tipicina, eles são muito mais altos.
- 37:55Mas a gente tem cada vez mais um farado soja com presença de
- 37:59inibidor de tripsina, a gente tem dietas com alta proteína com
- 38:03presença de inibidor de tripsina, e a gente tem a
- 38:05fisiologia desses animais aí que muitas vezes também é compromete
- 38:10o desempenho azul técnico. Então a gente tá tá equilibrando
- 38:14os pratos aí dentro da produção e é um fator.
- 38:18Vinícius, que apesar de ser um assunto muito antigo, como você
- 38:22comentou logo no início da gravação, é um fator que a gente
- 38:26acaba não prestando muita atenção aí no dia a dia, que
- 38:29cada vez mais em suínos, na suinocultura, a gente vem
- 38:34trabalhando e prestando mais atenção.
- 38:36Porque é algo que realmente compromete muito, aí a
- 38:39digestibilidade, consequentemente o resultado do
- 38:41técnico desses animais. A PEC smart está revolucionando
- 38:45a sua inocultura com soluções digitais que otimizam toda a
- 38:49produção, peso por imagem dos animais, estoque e consumo de
- 38:54ração em tempo real, com sensores nos silos, sanidade dos
- 38:58lotes na Palma da mão, transforme sua Granja com
- 39:01inteligência de dados. E automação de verdade.
- 39:10Excelente pessoal, vamos lá. Olha só que situação, nós
- 39:15começamos a conversa dizendo inibidores de protease.
- 39:18É um assunto já de longa data, mas olha Como Ele É tão atual.
- 39:22Nós discutirmos sobre ele. Nós temos os desafios da
- 39:25agricultura cada vez mais. É os melhoristas precisam de
- 39:31ter. É, é variedades híbridos que
- 39:37sejam resistentes às pragas que estão ali, né, no processo de
- 39:42cultivo. Então é é uma proteína
- 39:46estrutural, o boomberg. Ela é mais termo estável, então
- 39:52não necessariamente existe uma correlação positiva entre ou
- 39:58altamente positiva entre atividade da orease e a
- 40:03concentração final de Barreira. Então, o que o que a Débora nos
- 40:08trouxe? Nós temos que cuidar, por
- 40:11exemplo, conhecer no mínimo a variabilidade.
- 40:15Desses diferentes, dessas diferentes matérias primas,
- 40:18ingredientes que chegam na fábrica de ração pra nós
- 40:21pensarmos, se a gente não ficar só no campo teórico, por
- 40:26exemplo, a nutrição de precisão, né?
- 40:28Mais uma vez ir sendo uma ferramenta aí pessoal pra poder
- 40:33é trazer informações mais detalhadas pra que possamos ser
- 40:38mais assertivos. E aí eu gostaria só de reforçar
- 40:42também, né, o uso de proteases, porque aí como é que você vai
- 40:45fazer? Você vai fazer o tal processo?
- 40:47Não? Olha o balomberg aqui está, vou
- 40:49voltar ao processo, ele já está. Não lembrando, lembrando minha
- 40:53Vinícius, que eu não posso fazer uma seleção do meu fornecedor
- 40:57pelo inibidor de tripcina, pela atividade oreasa que eu posso
- 41:00porque é processo térmico pelo inibidor de tripcina.
- 41:03Eu não posso devolver a carga. Eu preciso, é um problema que eu
- 41:07vou precisar trabalhar. Na produção eu não consigo.
- 41:12Claro de novo. Lembrando que o processamento do
- 41:14soja é extremamente importante. Ele precisa ser feito de uma
- 41:17maneira correta, mas isso não tem uma correlação tão direta
- 41:23com o inibidor, né? Então a gente pode e tem.
- 41:28A gente tem 11. Trabalho muito interessante, que
- 41:30foi publicado em 2020, que fala justamente sobre essa
- 41:33correlação. 40% ou mais de 40% dessas amostras que estão dentro
- 41:38da atividade ouriásica tem fator antinutricional acima de 4, por
- 41:42exemplo, então é que que é um fator de risco.
- 41:47Uau então, bem, diante disso, é ficou claro que nós temos que.
- 41:56É um tema que nós temos que estar muito atento dentro da
- 41:59nutrição dos suínos, tá? A soja é uma matéria prima
- 42:04extremamente importante pra nós. Ela vem com esse processo no
- 42:09campo da agricultura, né? Com com desrespeito ao
- 42:13melhoramento genético. Eles não vão voltar atrás.
- 42:16Né não, nós vamos por conta da nutrição de suínos e aves, né?
- 42:21Diminuirmos então pra favorecer a digestividade dos suínos, de
- 42:26diminuirmos, proteínas estruturais.
- 42:28E aí é o prejuízo que a gente tiver aqui depois, né?
- 42:31Se Deus quiser, não, não é assim, tá?
- 42:33Existe esse embate entre, né? É, eu vejo isso no campo do
- 42:38milho, por exemplo, né? Por que que se usa milho duro?
- 42:41Eu trabalhei muito com isso. Em detrimento do dentado, é
- 42:45óbvio, porque o duro é mais resistente, né?
- 42:49Por que que você tem um pericarpo mais espesso pra pra
- 42:52pra segurança dos grãos, né? E aí por diante, né?
- 42:56A gente poderia até citar o próprio exemplo clássico também
- 42:59do sorgo, por que que se tem um sorco com mais proteção, né?
- 43:04Então, gente, isso é bem clara e acho que é muito vale a gente
- 43:07pensar nisso. E aí então a Débora nos trouxe a
- 43:10questão das. É proteas?
- 43:15Uma estratégia que pode ser usada para compensar esse, essa,
- 43:22isso que foi detectado ali. Nós temos uma maior concentração
- 43:26de ballambir, mesmo tendo atividade oleasi, ureática
- 43:29adequada, tá? Então vamos ter que sacar essa
- 43:32ferramenta e colocar na dieta ótimo essa alternativa e colocar
- 43:35na dieta. Muito bem, existe isso.
- 43:38Você comentou que existe variações entre as suas
- 43:42proteates. E.
- 43:44Aí é o seguinte, eu fico pensando mais uma vez, Leandro,
- 43:49pensando nisso tudo. Mas somado a nós temos que ser
- 43:53cada vez mais aplicáveis na nutrição de precisão e não
- 43:58simplesmente no campo teórico. Nós temos que pensar em
- 44:03desempenho, custo, tá? É como que a gente pode
- 44:08aproveitar melhor essas, essas, essas, essas matérias primas sem
- 44:12momentos em que AO faria de soja.
- 44:14Está muito atrativo, tá? E aí, naturalmente a fórmula
- 44:18puxa mais como é que a gente equilibra isso tudo, né?
- 44:22O que que pra pra gente finalizar, como é que a gente
- 44:25consegue equilibrar isso tudo dentro da, na tua opinião, pra
- 44:30pra pra podermos evoluir, né, em todos esses temas.
- 44:34Assim, Vinícius, o que que o que que é muito importante, né?
- 44:38Eu eu sou uma defensora do uso de protease pra suínos, né?
- 44:42Sempre defendi o uso de protease.
- 44:44Eu Acredito que as proteases, elas são muito diferentes.
- 44:49É, não é como a gente falar numa carboidraze ou numa numa numa
- 44:54xilanás ou numa fitase, por exemplo, que são muito mais
- 44:57específicas, né? As proteases, elas.
- 45:00Elas têm sítio de ligações diferentes, elas têm liberações,
- 45:02aminoacídicas diferentes. Então é é muito importante que a
- 45:06gente observe e use essas proteases em situações
- 45:12específicas, né? Trabalhando com a nutrição de
- 45:15precisão, né? Uma dessas situações específicas
- 45:19é justamente a creche, né? Então eu preciso, baseado em
- 45:22tudo que nós falamos até agora, né?
- 45:25Eu preciso auxiliar esse animal a melhorar essa digestibilidade.
- 45:30Né? É independente do fator
- 45:32antinutricional, é do da presença do inibidor de tripsina
- 45:35alto ou baixo. Eu preciso auxiliar esse animal
- 45:38com os níveis de proteína que nós trabalhamos hoje.
- 45:41Fisiologicamente, ele tem muita dificuldade.
- 45:44Para é fazer a digestão de toda essa proteína e você acaba tendo
- 45:49uma sobra proteica, uma taxa de passagem um pouco mais alta.
- 45:52Isso a gente observa em vários trabalhos aí ao redor do mundo.
- 45:56Então, esse auxílio exógeno é é muito interessante para que esse
- 46:00animal melhore a digestão dessas proteínas e tenha tanto um
- 46:04desempenho melhor quanto um microbioma mais equilibrado, né?
- 46:09O que também vai se refletir justamente o desempenho, né?
- 46:13É. O.
- 46:14Ponto, fator antinutricional a gente precisa fazer a escolha
- 46:18também de uma protease que haja nesses fatores antinutricionais.
- 46:21Isso é muito importante, né? Que a gente tenha é proteases
- 46:26que se liguem. Lembrando que o fator
- 46:28antinutricional é uma proteína estrutural, o inibidor de
- 46:31tipsina é uma proteína e é uma proteína estrutural do soja, né?
- 46:35É escolher proteases que realmente se liguem a esse fator
- 46:38antinutricional e que degradem esse fator nutricional.
- 46:41O objetivo é que esse fator seja degradado.
- 46:44Quase que em 100% para que ele não ofereça.
- 46:47É problema a digestibilidade desses leitões, né?
- 46:51Então esse esse é um é o ponto crucial, viu?
- 46:53Vinícius? É, o ponto é principal aí dessa,
- 46:59dessa questão, dessa escolha, né?
- 47:00A gente precisa basear na digestibilidade, mas a gente
- 47:03precisa também olhar para o inibidor de tipsina, que Eu
- 47:05Acredito que está sendo um fator que está roubando esse
- 47:08desempenho desses leitões, principalmente OGPD desses
- 47:12leitões e. Especialmente também nessas
- 47:15fases iniciais, e aí onde a gente tem ainda um animal um
- 47:19tanto imaturo e a gente tem uma inserção de parando de soja e
- 47:22cada vez maior. Excelente.
- 47:26É bem nesse sentido. Eu fico pensando aqui como,
- 47:32como, como. A nutrição e a saúde tem se
- 47:36aproximado cada vez mais. Que antes a gente tratava em 2
- 47:40blocos, né? Ó a sanidade sanitarista de um
- 47:43lado, nutricionista de outro. E a gente sempre tentando é
- 47:49colocar uma luz no sentido de que isso é em conjunto.
- 47:54Então a gente falava, por exemplo, a gente tem falado da
- 47:57questão das carboidrases, que ela não é simplesmente uma, é
- 48:02uma. Enzima que vai é é aumentar a
- 48:07quantidade de energia, principalmente com metabolismo
- 48:11intermediário, mas também promove saúde intestinal.
- 48:15EE, agora pessoal, agora não, né?
- 48:18Sempre existiu, ó que a gente está trazendo essas informações
- 48:21mais novas. A importância da protease, não
- 48:24só do ponto de vista da nutrição propriamente dito, mas também da
- 48:30saúde do animal, saúde intestinal.
- 48:34E, obviamente, esses 2 temas acabam convergindo no melhor
- 48:38desempenho, ou seja, na melhor viabilidade econômica, tá?
- 48:42Então é com tecnologias como essa, acho que acaba só trazendo
- 48:47benefícios para cadeia produtiva de suínos.
- 48:49Exatamente, acho que cada vez mais precisa.
- 48:52A gente precisa botar uma luz nisso, né?
- 48:53Aproximar a saúde intestinal da nutrição para a gente conseguir.
- 48:59AA saúde como um todo, da nutrição para a gente conseguir
- 49:01realmente melhorar o desempenho desses animais, né?
- 49:04Entender a fisiologia, entender o processo produtivo, porque tá
- 49:09tudo interligado, né? Como você citou com relação AA,
- 49:12aquele exemplo humano, né, da da do leite, enfim, da da alergia,
- 49:17é, nós somos também o que nós consumimos, né?
- 49:20Vinícius, então, o animal também é o que ele consome.
- 49:23Então é o que ele do que ele se alimenta?
- 49:25Afeta. É o dia a dia dele, afeta a
- 49:28produção e afeta também o microbioma, né?
- 49:30Então, cada vez mais a gente precisa aproximar essas essas
- 49:35situações para que a gente possa ter sucesso.
- 49:37Sim, a gente tratou sempre na nutrição animal, sempre não.
- 49:42Mas assim, acho que era era o foco maior na nutrição, no
- 49:46sentido de temos que disponibilizar nutrientes.
- 49:50Pra ganho de peso, conversão, digestibilidade.
- 49:54E o campo da saúde ficava de lado, né?
- 49:58Ou não? Não tinha tanto destaque, não se
- 50:00conhecia tanto. Melhor dizendo, não se conhecia.
- 50:05Tanto ainda não, ainda tem. Muita coisa, mas quando a gente
- 50:10começou a entender a importância da saúde intestinal e a gente
- 50:16fala de um modo geral, mas é, é, é.
- 50:19Se a gente fosse destrinchar aqui mas os os metabólitos do
- 50:25que acontece no trato digestório pode ser igual ou até mais
- 50:31importante do que o nutriente que a gente tá pensando.
- 50:35Né? Em disponibilizar uma dieta que
- 50:38você formulou? Então é, é como passa.
- 50:44A gente passa a ter um outro olhar.
- 50:47Pra ferramentas que já eram utilizadas, obviamente ainda
- 50:51estão em constante melhorias. O desenvolvimento de tecnologias
- 50:54cada vez mais é, é inovadoras, né, vamos dizer assim, trazendo
- 51:00um pacote tecnológico cada vez melhor.
- 51:03Mas acho eu achei interessante você destacar essa questão da
- 51:07proteálise, né? Nós temos muito tempo.
- 51:10Esse problema de inibidores vende-se tende a ser um problema
- 51:14cada vez maior, né? Né, temos a cobrança e temos o
- 51:20dever de aplicar mais nutrição de precisão, né?
- 51:24E aí quando me traz uma ferramenta dessa unir, que eu
- 51:28conheço as variabilidades, e ser show mais assertivo, com o uso
- 51:33de uma tecnologia como apropriados, né?
- 51:36Nós, nós temos maior chances de colher resultados melhores,
- 51:41desempenho melhor, viabilidade econômica melhor.
- 51:44Exatamente, concordo. Excelente.
- 51:46Débora, muito obrigado aí pela tua, pelo teu conhecimento, por
- 51:50compartilhar essas informações conosco, um tema muito
- 51:53importante. Mas antes da gente finalizar, eu
- 51:57gostaria de fazer 11 pergunta pra ti, um tema mais pessoal,
- 52:05tão profissional, né? Com isso, a Débora, a gente
- 52:09troca ideia aí em em alguns eventos aí, tá?
- 52:12Conversando com outro aí, não só do profissional, né?
- 52:17Eu sei que a Débora gosta muito de viajar, né?
- 52:20Quem não gosta, né? Na maioria gosta.
- 52:23A Débora, além de gostar de viajar, ela gosta de subir
- 52:25Montanhas. Pessoal é montanhista, né?
- 52:30O Débora eu queria que se compartilha com a gente uma
- 52:33experiência legal aí pra nós assim, viajar.
- 52:35Acho que muita gente gosta, né? Muita gente, mas é.
- 52:40Conta alguma curiosidade aí de uma de alguma viagem tua que
- 52:44você subiu as Montanhas e que você gostaria de comunicar com a
- 52:47gente? Tanta coisa tem tanta
- 52:49experiência, né, Vinícius primeiro que.
- 52:51A família da gente acha que você não vai voltar nunca mais, né?
- 52:54O pessoal olha a notícia da televisão, Ah, mas você vai
- 52:57fazer isso mesmo. Teve teve uma situação muito
- 53:00engraçada um tempo atrás. É engraçada não, né?
- 53:03Foi trágico que a uma moça acabou caindo no vulcão e tal, e
- 53:07alguns dias depois eu fui justamente subir 11 vulcão no
- 53:10Peru e a minha avó. Coitada.
- 53:14Débora, pelo amor de Deus, você vai morrer.
- 53:16Aí eu falei, não, vó, fica tranquila que não vai acontecer
- 53:19isso, né? Mas assim, Vinícius é uma é 11
- 53:22paixão que não é muito antiga, mas que a partir do momento que
- 53:25eu comecei a fazer, eu gostei muito e até hoje, volta e meia
- 53:29eu faço, né? É uma experiência muito legal,
- 53:32claro, tem experiências aí ao redor do mundo, mas eu quero
- 53:35compartilhar uma experiência que é muito legal, que é aqui no
- 53:38Brasil. É, eu tive ano retrasado no pico
- 53:43Paraná, não sei se você já ouviu falar, inclusive um teve um
- 53:47rapaz agora que desapareceu que ficou, acho que. 3 ou 4 dias
- 53:51desaparecido no pico Paraná foi que foi deixado para trás pela
- 53:55qual é é aqui, é perto de. Curitiba Vinícius.
- 54:01Então ele é, é uma Montanha muito bonita, muito desafiadora.
- 54:05É. É o pico mais alto do sul do
- 54:07Brasil, tá, tem, é, é. É muito bonito.
- 54:11Então é uma experiência para quem gosta de Montanha.
- 54:15E uma curiosidade, tá, para você subir, você leva 4 horas, é 9
- 54:20horas subindo e mais ou menos umas 7 horas para descer a
- 54:24Montanha. Então você leva o dia inteiro
- 54:27para você. Muitas vezes.
- 54:28Muitas pessoas dão risada, né? Elas falam assim, poxa, mas você
- 54:30vai levar 9 horas subindo a Montanha para chegar lá em cima,
- 54:34olhar para baixo, ficar 20 minutos, meia hora e voltar.
- 54:38É, eu acho que só quem sobe entende isso, né?
- 54:41Só quem quem vai pra esse tipo de esporte entende, né, que Oo
- 54:46legal não tá em chegar lá em cima.
- 54:48O legal é o desafio, né? É a caminhada.
- 54:50E isso é um reflexo pra vida da gente também, né, Vinícius?
- 54:54Isso serve como uma analogia pra vida, muitas vezes a gente é.
- 54:59Tem um ponto de chegada, a gente quer chegar muito naquele lugar
- 55:02e a gente acaba não curtindo AA paisagem ou curtindo o caminho,
- 55:06né? Então, uma das coisas que o
- 55:08montanhista sempre leva é isso, né?
- 55:11Não é só chegar lá em cima, é também você poder curtir o
- 55:14caminho, acho que é uma das coisas, e se desafiar e curtir
- 55:17AAEA vista lá do alto é sempre, sempre mais bonita e é sempre e
- 55:22o mais difícil também, é sempre mais recompensador e isso serve
- 55:26para tudo também, para a vida, né?
- 55:28Então, algo filosófico aí, fantástico, pico do Paraná eu
- 55:34gosto. Muito de fazer trilha.
- 55:35E o que você falou é, é interessante, viu?
- 55:39Démo, porque às vezes falou assim, Ah, vamos chegar na
- 55:41Cachoeira. A Cachoeira é 3 horas, 4 horas
- 55:44da manhã. É fantástico, lógico.
- 55:46Mas você? O percurso, né?
- 55:49O som do passarinho, uma planta diferente, uma árvore, uma.
- 55:54Paisagem diferente, né? E é.
- 55:56Isso a gente concorda contigo, né?
- 55:58Tem que pensar isso na vida que a gente assim eu quero, eu
- 56:00almejo isso na minha vida. Quando você chega lá, você fala,
- 56:03conseguir, né? Mas o mais gostoso foi a
- 56:05jornada. Isso aí é, esse é o ponto.
- 56:07O mais gostoso é a jornada. E eu acho que quem pratica
- 56:10esporte é na natureza, entende muito isso, né?
- 56:13Que é é apreciar as dificuldades do caminho.
- 56:17O caminho nem sempre é tão fácil, né?
- 56:19Se a gente tem um objetivo, vai ter dificuldade.
- 56:22Mas é a gente saber apreciar as dificuldades.
- 56:25Acho que isso é essa, é a. Quem pratique quem gosta de
- 56:28esporte na natureza. Acho que esse é um ponto
- 56:30importante. Essa é a lição de vida.
- 56:34Obrigado por compartilhar essa experiência.
- 56:38E obrigado. Por compartilhar o teu.
- 56:40Conhecimento a Débora sempre muito bem informada, né?
- 56:44Tem muito conhecimento, muito bom falar com ela.
- 56:48Fico muito feliz de você ter trazido informações mais uma vez
- 56:52aqui pra essa plataforma, tá? É?
- 56:56Espero te encontrar aqui outras vezes.
- 56:59Sem dúvida. Eu que agradeço.
- 57:01Vinícius é obrigado. Muito obrigado pelo espaço, pelo
- 57:04convite pra pra poder trazer um pouco, né?
- 57:08Esse assunto é um assunto que dá pra gente conversar aqui horas e
- 57:11horas, né? É poder trazer um pouquinho de
- 57:14informação um pouquinho. É dessa informação mais voltada
- 57:19pra suinocultura. Isso é bem importante, né?
- 57:22Que a gente possa prestar um pouquinho mais atenção.
- 57:25É na nutrição de precisão. EE essas ferramentas, elas fazem
- 57:29parte disso, né? E eu estou à disposição, né?
- 57:32É pra vocês, é da plataforma ou pra quem quiser um pouco mais de
- 57:36informação? Fico à disposição.
- 57:39Excelente. Obrigado, Débora.
- 57:41Pessoal, conversamos com a Débora hello aqui sobre esse
- 57:44tema, que não é novo, mas que ficou claro que é muito
- 57:49importante, né? Então que estejamos atento.
- 57:53Né? Ao que chega nas nossas fábricas
- 57:55de ração, estejamos atentos a variabilidade, estejamos atentos
- 58:00as análises que devemos fazer e as tecnologias que devemos usar
- 58:03para aí sim, temos cada vez mais a direção de uma nutrição de
- 58:07precisão. Nos encontramos na próxima.
- 58:10Um abraço a todos.