Latest / ED Podcast [@arthurdantaslemos] / COISA DE RICO #X - ENTRE (CLUBE DO LIVRO)
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- 0:08Senhoras e Senhores, Bruno Maia Soares, o consultor financeiro
- 0:14de toda a indústria fotográfica do Brasil e mais algumas outras
- 0:17coisas, como é que você está brunão?
- 0:19Tudo bem. Ótimo.
- 0:20Vamos nessa. Dia de clube do Livro é sempre
- 0:23um dia bom, né? Sempre um dia bom.
- 0:25Sempre um dia bom dia tá Hoje chuvoso, agradável é mas.
- 0:29Já bom. Para ler coisa de rico.
- 0:32É Capítulo 12 entre não é pode entrar então.
- 0:37Chegue também está ouvindo aí, se tiver em 1 dia é chuvoso
- 0:40também pega um cafezinho, vai bem e se tiver um dia
- 0:42ensolarado, aí fica à vontade, não é?
- 0:45Rapaz ou faz um drink, não é? Eu estou há mais de 3 meses,
- 0:49acho que vai fazer 4 meses que Eu Não bebo.
- 0:51Rapaz. Diga.
- 0:55Que Loucura saudade. Do gin.
- 0:57Tu acredita que Eu Não estou velho?
- 1:00Eu sinto saudade é a saudade, não é assim de.
- 1:06Da da farra. Certo, apesar de adorar a farra
- 1:11no sentido do encontro com os amigos e tal não sei o que, mas
- 1:13não tem nem tem nem OOA. Nossa fase Hoje nem permite essa
- 1:19é. Perspetiva né porque puta Mano a
- 1:22gente tá lá Na Na função das crianças, não é?
- 1:24Daniel? Está com 3 meses e Bernardo
- 1:27ainda é beber. Ele vai fazer 2 anos querendo ou
- 1:29não? Ele está na transição ali não é,
- 1:30mas ainda demanda muito e artuzinho no meio-campo e tal
- 1:34mais é para mim, é o ritual, é tipo assim.
- 1:39Há em uma quinta, prefiro até do que a sexta, mas acontece mais
- 1:43numa sexta à noite. Aí porra eu cozinho alguma
- 1:47coisa. 3 doses de gin ali brincando com as crianças e tal
- 1:50por incrível que pareça para mim é ritualístico, não é?
- 1:54Ou às vezes de um sábado ou num domingo fazendo alguma coisa
- 1:57para a própria família e tal isso eu sinto mais falta e pelo
- 2:00ritual, mas eu estou no geral, sentindo muito menos falta do
- 2:03que eu achei que eu iria sentir. Não é e é maluco velho, porque
- 2:08você percebe várias coisas dizer que você percebe a vida por
- 2:12outro ângulo é um exagero, talvez pelo menos por hora.
- 2:15Você percebe várias coisas por um ângulo diferente.
- 2:19Interessante, interessante. É podemos.
- 2:23Vamos nessa, vamos nessa. Por exemplo, Se Eu Se Eu
- 2:26quisesse me adentrar NOS super ricos, não é sem uma moto cataça
- 2:30de vinho seria difícil, então eu teria que.
- 2:32Vim é verdade. Atualizar para poder fazer o que
- 2:34o Michel fez. Eu seguia na encruzilhada Como
- 2:39Eu um reles mortal é reles que fala reles mortal né?
- 2:44Um pobre mortal 11 mortal normal seria aceito entre os ricos
- 2:48brasileiros sem que, com a ajuda dos deuses, enriquecesse da
- 2:52noite para o dia. Foi quando.
- 2:56Me dei conta de que nas altas rodas ou você é rico ou trabalha
- 3:01para um. Não há espaço para outra coisa.
- 3:05Os empregados são aceitos nas altas rodas em razão das suas
- 3:09habilidades profissionais. Aceito sim, entre aspas devem
- 3:14fazer parte da cena sem serem vistos desde a hora em que
- 3:18cruzam a porta das mansões até a hora em que vão embora bons são
- 3:23o garçom, que serve sem atrapalhar a conversa.
- 3:26A empregada com habilidade de atravessar os cômodos mais
- 3:28íntimos da casa sem ser notada. Os, seguranças e porteiros
- 3:32atentos ao movimento das ruas fiéis aos donos, mas escondidos
- 3:35atrás de óculos e vidros escuros, as cozinheiras,
- 3:39copeiras e governantes com capacidade de encher as
- 3:41geladeiras com os melhores produtos e preparar jantares
- 3:43especiais e espetaculares na surdina bons são aqueles que
- 3:48fazem os ricos se esquecerem do exército de funcionários em
- 3:51atividade na cozinha do tempo perdido nas filas de
- 3:54supermercados, das pilhas de louça sobre a Pia e do fato de
- 3:57que pratos sobre pratos, talheres e enfileirados e taças
- 4:00em ordem, não. NOS salões como o juro beba no
- 4:03Mato. São muitas as estratégias usadas
- 4:06na invisibilização dos funcionários.
- 4:09Para se tornarem invisíveis, os empregados precisam ser tão
- 4:12parecidos entre si, mas tão parecidos que acabam por
- 4:16desaparecer a paisagem. Daí a importância dos uniformes
- 4:20e do treinamento dos novatos. Antes de pô aí beleza tem um tom
- 4:26aqui não é é EE tem o tempero, que é um livro, não é e precisa
- 4:29chamar atenção. Mas porra vai fazer o que não
- 4:34vai treinar o novato não é? Vamos em frente antes de
- 4:38enfrentarem o dia a dia junto aos endinheirados de roupinha de
- 4:41empregado. Os novos funcionários são
- 4:43orientados pelos mais antigos sobre as regras da casa.
- 4:46Ninguém sai da cozinha, se dirige ao Patrão ou serve a
- 4:49família sem atravessar uma bateria de treinamentos e
- 4:51enfrentar a vigilância constante dos mais antigos.
- 4:54É nesse momento que se aprende se os donos da casa preferem
- 4:58suco de abacaxi ou laranja. Pelas manhãs vão um francês,
- 5:01Branquinho ou Cascudo flores do campo.
- 5:04As vermelhas NOS arranjos ou se só toma um refrigerante aos
- 5:07finais de semana. Outra estratégia é o apagamento
- 5:10dos nomes, com exceção dos funcionários mais antigos, os
- 5:14quase da família em geral, os endeirados não sabem quem os
- 5:17serve. Apesar do convívio diário, é
- 5:20comum que os chamem de menino. Faz favor menina, preciso da sua
- 5:24ajuda por gentileza. Querido, você mesmo pode me
- 5:27ajudar, queridinha me salva aqui e NOS casos mais extremos.
- 5:31Nem perdem tempo em identificar a quem dirigem o pedido, apenas
- 5:35dizem o que necessitam. Assinei ISTO aqui, não é água
- 5:41para o horizonte. Desejo me alimentar o hábito é
- 5:46antigo, mas resiste. Foi desse modo, aliás, que o
- 5:48ex-presidente Fernando Henrique Cardoso aprendeu com seus pais e
- 5:51avós a tratar os serviçais. Filho de uma família tradicional
- 5:54de militares, com estreitas relações com as elites do poder
- 5:57desde os tempos do Império. Em seu livro de memórias, o
- 6:00político lembra que coube à ex primeira Dama Ruth Cardoso,
- 6:04papel de lhe ensinar a pedir um copo d'água como uma pessoa
- 6:08comum. Até então, quando precisava se
- 6:11hidratar, ele só se preocupava em dizer, tenho sede, repetia,
- 6:16tenho sede e rapidamente o empregado de uniforme sem nome
- 6:20corria para o servir doideira né velho.
- 6:23Eu acho que eu já tinha visto essa história do Fernando
- 6:24Henrique em algum lugar porque ela é familiar, não é?
- 6:27Mas tem receio de foto. Que Loucura velho por mais.
- 6:33Parece uma criança mimada, não é?
- 6:35Pois é, e sabe o que é que é mais é controverso, por exemplo.
- 6:41Artuzinho fez 8 anos, certo é? E ele é uma criança que gosta de
- 6:48cozinhar. Mas obviamente mesmo gostando de
- 6:51cozinhar, tem muitas coisas que a gente que faz para ele não é
- 6:55tipo o almoço dele. Ele não faz o feijão, o arroz e
- 6:57o frango, não é? Mas eu sou muito chato com o
- 7:02negócio, que é o seguinte, velho beleza fez o prato dele, não é?
- 7:05Eu estou fazendo café da manhã com todo mundo eu fiz.
- 7:07Ele vem buscar o prato dele na cozinha.
- 7:09Não é e quando ele acaba de comer, ele tem que trazer para a
- 7:11cozinha também. E é um pouco nesse negócio do do
- 7:15espírito de porra. Todo mundo tem que contribuir.
- 7:17Eu Não quero que o menino seja mimado.
- 7:19Por que você que é pai não quer que o menino seja mimado, porque
- 7:22isso faz você pensar que ele vai ter dificuldade ou que ele não
- 7:28vai? É é, tem 11 bom relacionamento
- 7:30social. O que isso vai reverberar
- 7:32negativamente para ele ser muito mimado, não é?
- 7:34Se você perguntava a qualquer pessoa, você quer que seu filho
- 7:36seja mimado? A resposta é não.
- 7:39E aí assim, Eu Não sei o que mais mimado do que tenho sede,
- 7:43não é? E o cara virou presente do
- 7:44Brasil, ou seja, não tem regra para porra nenhuma bicho não é?
- 7:48Agora obviamente que é melhor ser Presidente do Brasil, não
- 7:51sendo mimado e sendo Eu Não vou entrar no mérito, dizer, Ah, por
- 7:53isso que fez o que fez e tal que eu gosto que Eu Não gosto.
- 7:55Não só estou dizendo o seguinte, goste de você ou não alguém que
- 7:59ocupa a posição de Presidente de um país que tem mais de
- 8:02200000000 de habitantes. É alguém que teve resultado no
- 8:05que lhes propôs a fazer, não é? E esse cara, por exemplo, foi um
- 8:09cara que falava, tem OC, tem OCD.
- 8:10Acho que é o ápice da da de ser mimado velho.
- 8:15Não. É demais.
- 8:17Caralho velho tem um ser sinistro porra.
- 8:20Tipo assim? Cardoso, ou seja, a esposa dele
- 8:23que casou com ele. Não sei, pô, mesmo que ele tenha
- 8:25casado novo, ele casou com 20 Porra Aham não é?
- 8:28Então com 20 anos ou com 18 é quando eles voltaram do futebol
- 8:32que chegava em casa. Ele olhava para cima assim e
- 8:34falava, tenho sedeira. Velho é meio uma coisa assim,
- 8:37não é? Eu estou no centro e todo mundo
- 8:39tem que. Me servir aqui, não.
- 8:41É exato. E veja isso foi mal aqui, é
- 8:44porque até a gente comentou, né? Às vezes, os episódios são
- 8:47capítulos são curtos, mas a gente fica discutindo aqui.
- 8:52É, não existe a hipótese de uma criança.
- 8:56É por conta própria, ela falar o seguinte.
- 9:00A forma de me hidratar é dizendo que tenho sede.
- 9:03Se porque porque em uma casa é é que não, não, não entrega esse
- 9:08nível de conforto para crianças. Se a criança é assim, tenham
- 9:10sede. É mais fácil ela ganhar uma tapa
- 9:12do que o entendeu. Assim espera aí porra vamos lá e
- 9:16tal, então assim. É onde que eu estou querendo
- 9:18chegar, é. Se nutriu isso, né?
- 9:23Aquela aquela estrutura familiar não é assim, tenho sede, é é
- 9:28para fazer. Quando o Ministro que tem sede,
- 9:29você tem que trazer um copo d'água, entendeu?
- 9:32Então e aí, volta para a Morgana House, não é?
- 9:35Todo o comportamento faz sentido quando se tem informação
- 9:38suficiente, não era essa frase. Boa, é isso?
- 9:40É isso aí, então vamos seguir aqui.
- 9:42Tenho vontade de dar um spoiler aqui, mas eu vou esperar que tem
- 9:45um exemplo ainda mais absurdo aqui.
- 9:47Mas então? Vamos, vamos descobri-lo, né?
- 9:49Por mais que os ricos façam de tudo para não verem seus
- 9:52empregados, não podemos esquecer que no mundo deles, quem não é
- 9:55visto, vê e muito as dificuldades que eu enfrentei
- 9:59para entrar no mundo dos ricos despertaram meu interesse pela
- 10:02Visão dos Invisibilizados. Afinal, as secretarias eram as
- 10:07guardiãs das agendas das empregadas, as sempre aptas a me
- 10:11receber nas salas de estar dos apartamentos, os motoristas e
- 10:14pilotos de helicóptero, os responsáveis por levar os
- 10:17milionários de um canto ao outro, os cerimonialistas.
- 10:21Os atentos às aflições das famílias na organização de
- 10:24grandes eventos, os seguranças das guaritas, os grandes
- 10:29conhecedores do ir e vir dos moradores dos visitantes e as
- 10:32vendedoras dos shoppings eram as pessoas com maior capacidade de
- 10:36criar teoria sobre a diferença entre o gosto dos emergentes e o
- 10:40gosto dos ricos tradicionais. Abandonei a agenda dos amigos.
- 10:45Tradicionais abandonei a agenda dos amigos de amigos ricos e fui
- 10:49em busca das empregadas da família X, dos motoristas, dos Y
- 10:55da assistente pessoal de beltrano, do agente de viagens
- 10:58de Sicrano, do alfaiate de Fulano e dos Arquitetos,
- 11:01Designers e Cerimonialistas responsáveis pelas festas
- 11:04nababescas das altas Rodas. O caminho metodológico fazia
- 11:09sentido na teoria, mas foi um tormento colocá-lo em prática.
- 11:13O medo dos ricos brasileiros de serem sequestrados ou surpidados
- 11:17está certo isso aqui que eu li surrupiados perdão pelos de
- 11:21fora, fazia com que os empregados temessem dar qualquer
- 11:26informação sobre a vida dos patrões.
- 11:28Por mais que eu explicasse que se tratava de uma pesquisa de
- 11:30doutorado que não me interessava, os nomes, os
- 11:34detalhes individuais ou os endereços dos empregadores.
- 11:38Quando muitos quando muito me. Empregadores, quando muito me
- 11:48contavam anedotas, Lourdes me encontrou em uma padaria na Vila
- 11:53Nova Conceição, perto do apartamento onde trabalhava como
- 11:56copeira da viúva de um advogado importante.
- 11:59Desses com obituários NOS jornais, luto de 3 dias e
- 12:02manifestações dos políticos, cheguei até ela por indicação de
- 12:06seu filho, um jovem com pouco mais de 20 anos, publicitário
- 12:10primeiro a conquistar um diploma na família.
- 12:13Pois bem, sensibilizado com a minha dificuldade, Paulo, um
- 12:17ex-aluno, indicou a mãe para uma entrevista.
- 12:20Ela por amor ao filho, Topou, mas me deixou haver navios
- 12:24quando se viu diante da bateria de perguntas entre falas
- 12:28monossilábicas e histórias pitorescas sobre os mais de 30
- 12:31anos de trabalho, seguiu o padrão dos patrões e só falou
- 12:35sobre o que quis. O problema é que o dito não dava
- 12:39pesquisa, muito menos livro, no máximo render.
- 12:44No máximo renderiam stand up comedy, a viúva patroa de
- 12:48Lourdes, tinha ares de Sinhá, tratava os empregados como
- 12:52coisa, restringia o trânsito pela casa ao posto de trabalho,
- 12:56né? Ou seja, dependendo de o que é
- 12:58que você faz na casa, você pode acessar uma área da casa.
- 13:00O lugar de Lurdes, por exemplo, era na cozinha, com exceção das
- 13:04vezes em que fazia bico de Termômetro.
- 13:07A patroa calculava a variação da temperatura na cidade de São
- 13:10Paulo pela quantidade de empregados que levava junto de
- 13:13si ao banheiro. Mesmo em plenas condições de
- 13:16saúde, com músculos Fortes pelas seções de fisioterapia e
- 13:19pilates. Há anos, a mulher só tomava
- 13:21banho, sendo aguardada do lado de fora do box por empregadas
- 13:25ágeis capazes de secá la com rapidez.
- 13:28NOS dias quentes uma só era suficiente no Inverno, Lurdes se
- 13:32juntava ao time, já que mais braços e mais toalhas a fariam
- 13:36sofrer menos com o frio. Ai é sinistro, esse era o
- 13:41exemplo. Não é?
- 13:41Era isso o exemplo. Achava que ia ser num capítulo
- 13:43mais adiante, mas era esse o exemplo.
- 13:46Caralho velho doideira. Eu, eu estava num jantar esse
- 13:49final de semana e eu citei esse exemplo aqui na conversa.
- 13:52Ficou todo mundo impactado, assim como.
- 13:56Enfim, como isso é fora não é da realidade da maioria das
- 13:59pessoas. É enfim.
- 14:03Para mim, isso remete a escravidão.
- 14:05Até é uma coisa que é algo tão invasivo, até para para a
- 14:10própria patroa aqui, não é? Precisar de uma pessoa para
- 14:14secar? Enfim, agora sim, é.
- 14:19Na andragogia, uma das máximas é do ponto de vista da
- 14:24aprendizagem e do adulto é que é Oo.
- 14:26Excesso é didático, não é? Então, assim, quando você traz
- 14:32exemplos extremos, isso, por ser muito extremo, chama a atenção
- 14:36das pessoas. E aí você ocupa esse lugar de
- 14:38atenção que facilita a atenção. Basicamente é isso, e aí é?
- 14:44Talvez esses seja um exemplo. Que é.
- 14:49Manifeste um pouco do do do imaginário das pessoas quando
- 14:53olham para o título não é coisa de rico que que é coisa de rico.
- 14:56Andar de helicóptero talvez. Já esteja pacificado jantar em
- 15:00restaurantes caros. Pacificado, mas a pessoa também
- 15:04não sabe exatamente o que acontece dentro e o que é caro e
- 15:08qual é a experiência, mas essa é sinistra.
- 15:11Essa de se secar e mais pessoas porque no Inverno está frio.
- 15:15Eu tenho que me secar rápido doideira velho coisa de rico,
- 15:19entendeu? Sei que achava que era rico, meu
- 15:20amigo. Você não é isso que é coisa de
- 15:22rico, não é? Então, não raro voltar na nossa
- 15:25leitura aqui no telefone com amigas.
- 15:27Ah, só só um parênteses também. Veja como é uma coisa.
- 15:32Positiva, você está conosco aqui no clube do livro, não é?
- 15:36Ampliando o seu repertório. Eu estava lá num num jantar com
- 15:40amigos, aí vem Bruno Maia Soares com toda a sua intelectualidade,
- 15:43trazendo o seu repertório do clube do livro não é?
- 15:46E se tornando além de uma pessoa interessante.
- 15:49Verdade, não é? Pessoa, que é o fio condutor da
- 15:52boa conversa isso. É isso?
- 15:54Pois bem, por isso que você deveria compartilhar esse
- 15:56episódio. Não é somente compartilhar e
- 15:58compartilhar o nosso projeto, mas vamos seguir aqui.
- 16:01Não raro no telefone com amigas, sem nenhuma vergonha, a patroa
- 16:04comentava fulana. São Paulo virou uma geladeira,
- 16:07estou precisando de 2 empregadas para me secar todos os dias.
- 16:10Se as coisas continuarem desse jeito, terei de levar 3.
- 16:15Não é? E aí do outro lado, a fulana
- 16:17falava, KKKKKE resinha doida e tal não sei o quê em algum
- 16:22momento do tempo. Uma das amigas da Patroa
- 16:26discutiu com o marido porque achava que tinha que ter as
- 16:30empregadas para secar também Eu Não é EE não.
- 16:33Houve um consenso sobre essa decisão.
- 16:35Isso virou uma briga, acredite ou não.
- 16:39Em pleno século 21 assinhá não sentia sua privacidade invadida
- 16:44pela presença das empregadas, porque não as via como gente,
- 16:47mas como braços a lhe servir sem medo, os ricos se sentem à
- 16:52vontade para tratar de assuntos impublicáveis, compartilhar
- 16:56intimidades, brigar ou trocar segredos sobre a presença dos
- 17:00funcionários. É como se ninguém estivesse ali,
- 17:03mas há outro tipo de empregado, os de primeira classe, vistos
- 17:06como detentores de um saber importante na operação.
- 17:09Da diferença a brasileira desses, eles sabiam os nomes
- 17:13procuravam por dicas. E diziam ser próximos são os
- 17:17especialistas, abriu-se mais uma alternativa e Se Eu virasse um
- 17:22deles e Se Eu virasse um especialista?
- 17:24E aí vem o capítulo número 13 a especialista, que é o capítulo
- 17:28que a gente vai ler no nosso próximo episódio.
- 17:32Brunão é além da decisão de ser cercado por por outras pessoas
- 17:38agora. Seus comentários e a frase do
- 17:42episódio aqui. Bom.
- 17:45Eu acho que tem muito disso mesmo, né?
- 17:47Ele trazer exemplos bem extremos para chamar mais atenção e tudo
- 17:51mais é tem tem um, tem um ponto assim também, né?
- 17:55Que eu fico pensando, acho que até foi o Diogo que comentou
- 17:58sobre isso que ficou com essa perceção de que no começo do
- 18:02livro ele traz muito aquela coisa do meio que nós contra
- 18:05ele. Sabe aquela separação de que os
- 18:07ricos são são? A narrativa que é.
- 18:09Esse é isso. E também a gente tem que ser um
- 18:13pouco moderado aqui, não é entender que isso aqui não
- 18:15representa. Provavelmente AA média, não é?
- 18:18Claro tem um pouco no meu comentário ali do extremismo, é
- 18:21isso. A gente só tem esse cuidado
- 18:24mesmo, mas enfim, eu acho que ele tem a licença poética.
- 18:27Ele que escreveu o livro e enfim é e.
- 18:29Talvez o que ele, o que ele é. Dentro dentro dessa lógica do do
- 18:35do do Extremo, Né? Ele está falando de 1/01/1 nível
- 18:39de rico. Que a pessoa comum, ela, ela nem
- 18:43encontra esse cara não vai nem para o shopping, talvez assim ou
- 18:46vai, mas é assim é não é, não é o rico normal, não é o teu
- 18:51vizinho ou o teu amigo que ganhou muito dinheiro.
- 18:53Não é esse nível de rico, não é? É não é o rico que tem um carro
- 18:59de 1000000 de reais blindado. A esposa tem um carro de 700000
- 19:03BRL blindado. Ele tem 2 ou 3 casas, uma sendo
- 19:07uma casa de praia e tal tal tal ele faz uma viagem Internacional
- 19:10por ano. Ainda não é esse rico?
- 19:15É um outro patamar de rico, não é?
- 19:17Então tem tem um pouco disso também aí amassa o teu
- 19:20comentário para a pessoa não achar que é.
- 19:23Todos que são vistos como rico estão operando a essa maneira,
- 19:27até porque não dariam conta de não é é e obviamente aí cabe ao
- 19:31leitor também. Essa inteligência é
- 19:33interpretativa ou de interpretação que é por ti toda
- 19:37uma narrativa aqui, né? Essa invisibilidade do uniforme,
- 19:41o treinamento e tal porra. Qual, qual é o problema ou o
- 19:47sentido de não ter um uniforme? É até bom para a pessoa, não é
- 19:50que ela não fica gastando a roupa dela todo dia aí?
- 19:53Ah, você está argumentando para ter um então fodeu aí cada um
- 19:56também se abraça com com a Visão de mundo que tem, né?
- 19:58É, mas mas é. Como você conta a história
- 20:02importa muito, né? E aqui é, mas assim, para mim é.
- 20:06Foi legal você ter comentado isso, não, não porque eu.
- 20:08Eu acho que meio que já está na conta, não é OOO livro, ele ele,
- 20:12ele, ele faz realmente essa provocação.
- 20:14Ele conta essa história, acho que é um pouco da sedução.
- 20:16É essa, por exemplo. A esta altura aqui Eu Não sei
- 20:20quem é o leitor alvo do coisa de rico, mas eu acho que é menos Oo
- 20:25rico. E é mais a pessoa que quer saber
- 20:32como é, sabe aquele sentido de que isso desperta interesse?
- 20:36Uhum é é é mais a parada capricho da coisa.
- 20:39Ele faz analogia dessa no começo, né?
- 20:41Alguma coisa assim. Eu Não lembro, mas eu estava
- 20:45refletindo. Chamei justamentenesse.eu acho
- 20:48que Oo leitor alvo dele, certamente não é esse rico que
- 20:51ele descreve aqui é esse não, porque se fosse ele estaria
- 20:54dando um tiro no pé aqui certamente não é pela pelo nível
- 20:57da crítica que ele faz, sim é, mas eu acho que é alguém não, eu
- 21:01acho que é não só as pessoas que têm curiosidade, mas também são
- 21:05pessoas que de certa forma quer acessar algo mais próximo.
- 21:09Eu, eu, eu penso assim até pelo posicionamento dele de ser um
- 21:11antropólogo do luxo. Não é que ele vai explicar isso
- 21:13aqui já já, inclusive acho que ele está caminhando para lá?
- 21:15Sim. Mas, eu acho que é pela forma
- 21:19que ele se posiciona Hoje eu acho que é mais ou menos esse
- 21:21Público que já acompanha ele, que naturalmente é o é o leitor
- 21:24legal. Beleza bem capítulo é, foi mais
- 21:28um bate-papo aqui junto com a leitura, mas bastante agradável,
- 21:32não é? Espero que você pegue seu
- 21:34próprio copo d'água se estiver com sede e que você tenha
- 21:36curtido aqui o nosso episódio, a NOS encontramos no próximo e se
- 21:40você puder compartilhar, isso fortalece bastante o projeto do
- 21:43clube do livro. Um forte abraço e até a próxima.