Latest / Café com Dungeon / Novo Simulacionismo #0018
Transcript
- 0:00Tem quase 10 anos que eu comecei uma busca. Essa
- 0:03busca eu comecei pelo Hexcrawl. Eu
- 0:05queria jogar uma campanha de Hexcrawl com o jogo de
- 0:08ciclopídica, era um D &D dos anos 80, na verdade,
- 0:11um compilado do Backmid dos anos 80. Jogar
- 0:15com Hexcrawl é jogar a exploração de terreno, para
- 0:18mim, pelo menos. Eu sempre tive a vontade de
- 0:20entender melhor o mundo de jogo, explorar melhor o
- 0:24mundo de aventuras, e o Hexcrawl parecia trazer
- 0:27ferramentas interessantes para isso. Eu
- 0:31estremei isso no período de replay com uma galera, e
- 0:33foi muito interessante porque trouxe muitas
- 0:35descobertas. Essas descobertas informariam a
- 0:38minha produção de conteúdo, os meus jogos, as minhas
- 0:41mesas, os meus mesos experimentos, durante todos
- 0:44esses anos, até hoje ainda, em forma. Talvez
- 0:47um marco maior desses experimentos tenha sido a
- 0:50descoberta do Quick Primer for Old School Gaming, que
- 0:53eu descobri através do jogo nogueira. Esse
- 0:56Quick Primer é um manual para você jogar jogos do
- 0:58Old School. O objetivo dele, como o Matt
- 1:01Finch, o autor, é que ele explica para jogadores de D
- 1:04&D moderno como se jogava aquele D &D antigo, e as
- 1:08diferenças que havia entre as duas coisas. Isso
- 1:12era importante porque ele estava na época do D &D 3
- 1:15.0, indo para a quarta edição, e o jogo mudou
- 1:19substancialmente, o jeito de jogar mudou substancialmente,
- 1:24e algumas ideias mudaram. Então,
- 1:26a gente pode pegar aquilo ali e começar a trabalhar
- 1:29em cima daquele estilo de jogo, juntando aquilo com
- 1:34as descobertas de Hexcrawl, que eu venho fazendo junto
- 1:38com a comunidade do Google +, da OSR, que era muito
- 1:43ativa, muitos estudos, muitas ideias trocadas, e
- 1:47também algum material disponibilizado no Drive2RPG,
- 1:50que me ajudou a tentar entender como funcionava o
- 1:53Hexcrawl. Mas o fato é que a partir do
- 1:57click primer for school gaming, eu pude perceber
- 1:59que existia uma coisa muito interessante, que era um
- 2:04manual de estilo, o que isso que ele é. Ele
- 2:06explica a você como utilizar um sistema de
- 2:10jogo. É uma coisa que os livros
- 2:12básicos de forma geral deviam fazer, mas o que eu
- 2:15vim percebendo aqui, grande parte dos livros de R &P
- 2:18já não falam sobre estilo, e tem muitas decisões de
- 2:23estilo, que mesmo alguns livros explicando como se
- 2:26joga, as decisões de estilo ainda são importantes. A
- 2:30ideia que eu passei a ter, é que cada jogo podia ter
- 2:33o seu próprio click primer. E
- 2:35por isso eu achei importante que eu resolvi
- 2:37fazer uma série no Café com o Dângel, a primeira
- 2:40temporada tem 9 episódios distrinchando o quick primer
- 2:43for school gaming. Isso culminou, esse estudo, né,
- 2:47culminou numa tradução feita pela comunidade do Café com
- 2:51o Dângel, e a gente botou isso para a comunidade
- 2:53brasileira de old school. Por
- 2:56mais que houvesse uma tradução pequena, outra de
- 2:58uma parte, outra, a gente fez isso integralmente e
- 3:01fez de forma comentada. E isso foi quase como uma
- 3:04inauguração desses estudos que eu comecei a fazer,
- 3:08que começaram no Noura e Glória, mas meio que foram
- 3:10oficializados com esse material do quick primer. A
- 3:14partir disso, muitos questionamentos começaram a
- 3:17aparecer. Eu posso dizer que o fato de
- 3:20a gente ter um mago na campanha de old glória, que
- 3:23tinha uma inteligência 17, era muito fácil de passar
- 3:26um teste de inteligência e navegar pelo mundo, me
- 3:30fazia atingir uma dinâmica de jogo que era a
- 3:32seguinte. O jogador me dizia um dia
- 3:34que tinham que chegar, eles tinham uma pinha de um dia
- 3:37que tinham que chegar, eles estavam num lugar muito
- 3:40perigoso, nos ermos, em milhões de possibilidades de
- 3:43se perder, em dias de sair, coisas ruins e tal.
- 3:45Mas como tinha a perisa de
- 3:47navegação, ele fazer um teste de inteligência
- 3:50passava, eles conseguiam chegar onde a gente
- 3:52queriam. E isso eu estava sentindo,
- 3:55que estava tirando sentido dos jogar a exploração,
- 3:58porque eles simplesmente estavam chegando onde a
- 3:59gente queriam e aí sim você tinha aventura. O
- 4:03trajeto estava ficando sem aventura porque era muito
- 4:05fácil de passar nessa navegação. A
- 4:09gente começou a perceber que a gente podia jogar de
- 4:12repente aquilo, sem fazer esses testes de navegação.
- 4:17E aí a gente tinha essas
- 4:18fórmulas, Hexcrawl, que são muito famosas, que
- 4:22prescrevem duas chances em seis de se perder, ou três
- 4:26chances em seis, dependendo do terreno, que é uma
- 4:29coisa que tem no AD &D também. E
- 4:31isso parecia interessante de certa forma, mas eu fui
- 4:35perceber também que se perder a partir de uma
- 4:39rolagem de dados, me pareceu também bem ruim,
- 4:42bem frustrante, até porque não parecia que os
- 4:44jogadores estavam tomando decisões de navegação,
- 4:48fazendo explorações de fato. Eles
- 4:50estavam jogando aquele dado, era um procedural que ia
- 4:53dizer se eles iam se perder ou não, e se eles
- 4:55se perdersem, acabava que tinha que fazer tudo, tinha
- 4:59que jogar escondido o dado, para eles não verem se
- 5:01eles de fato tinham se perdido, para poder a gente
- 5:04jogar no perigo de se perder, e aí eles se
- 5:08encontravam, enfim, isso tudo dava uma dinâmica, é
- 5:11muito confusa e mal -esolvido na minha cabeça.
- 5:15Principalmente porque me parecia que
- 5:17trocava toda uma interação com o ambiente por uma
- 5:21rolagem de dados, era uma abstração indesejada.
- 5:25Seguindo esse estudo, a gente acabou
- 5:28juntando algumas ideias. A primeira foi do próprio
- 5:32Click Primer, que trouxe uma ideia muito
- 5:33interessante, de que você podia evitar as mecânicas
- 5:38do jogo Outscore, e que isso fazia muita diferença
- 5:41para os jogos modernos de D &D, em que você busca
- 5:44engajar com a mecânica, porque você normalmente é
- 5:47bom nos atributos que você está testando, você vai
- 5:50atrás de testar esse atributo, e você que
- 5:52testando esse atributo, você acaba conseguindo ter
- 5:57sucesso e continua o jogo. Já
- 6:00no Outscore não, você tinha atributos de forma geral
- 6:03mais baixos, era três DCs em ordem que se rolava
- 6:06para cada atributo, os atributos ficavam bem
- 6:08achatados embaixo, e era meio indesejável você jogar
- 6:13o teste de atributo, era normalmente uma coisa que
- 6:16tenderia você a dar mal, e como o jogo é muito letal,
- 6:20isso era um risco muito grande. Acabava
- 6:22que o Fint mostrava que o jogador ia começar a jogar
- 6:26evitando essa mecânica, evitando os gatilhos que
- 6:30levariam ele a rolar. E como ele faz isso? Evitando
- 6:33esses gatilhos mecânicos que normalmente estavam atrelados
- 6:38a perigos, a riscos que ele correria. Então
- 6:43se ele cai no combate com uma criatura, a criatura
- 6:45vai rolar dados contra ele, ele vai rolar dados contra
- 6:47a criatura e ele vai depender da sorte e dos
- 6:50atributos baixos dele. Se ele de repente toma uma
- 6:53decisão no jogo que tem um risco, que leva ele a
- 6:56testar destreza, e a destreza dele é baixa, ele
- 7:00provavelmente vai se dar mal, então ele tenta jogar
- 7:02de forma que o personagem dele não esbarre em
- 7:06problemas da ficção, relativos a teste de
- 7:10atributo. Nesse ponto, é um jogar em que
- 7:15as mecânicas estão ali presentes, elas estão
- 7:18influenciando o espaço dinâmico dos jogadores, os
- 7:21passos de decisões dele, onde ele toma as suas
- 7:24decisões ríos e exerce a sua agência, mas ele joga
- 7:29de forma a evitar o acionamento direto dessas
- 7:31mecânicas. Isso me parece muito curioso,
- 7:34porque quando a gente começou a testar isso mais
- 7:37ativamente, o Gostinho ficou na boca, a Estética ficou
- 7:41na boca, por assim dizer, é uma Estética de que você
- 7:44não estava engajando com a mecânica do jogo, ela
- 7:47existia, você sabia que ela estava ali, mas você estava
- 7:49querendo evitar, e o jeito de evitar era você engajar
- 7:52diretamente com a ficção. O exemplo que ele dava era
- 7:56de que um ladrão, para descobrir uma armadilha, ele
- 8:00teria que perguntar o mestre sobre o ambiente,
- 8:04investigar esse ambiente, o mestre dar respostas para
- 8:06ele sobre esse ambiente, em vez de rolar um teste de
- 8:09sabedoria ou de inteligência, qualquer coisa
- 8:12que o vale, ele ia arriscar se dar mal, ele
- 8:16ia perguntando para o mestre, o mestre dizendo o
- 8:19ambiente até descobrir que provavelmente isso é o que
- 8:22o mestre escreveu ou uma armadilha, vou investigar
- 8:25isso aqui, investigando isso o mestre vai dando as
- 8:28respostas para o jogador, até que o jogador fala,
- 8:31bom, isso é uma armadilha, e ele entende a armadilha,
- 8:33desarma a armadilha e sem ter precisado jogar nenhum
- 8:37dado, porque o Flaude Contreras mostrou na ficção
- 8:39como ele vai fazer aquilo, e aí fica meio ruim do
- 8:42mestre até pedir uma rolagem, se o jogador
- 8:44conseguiu contornar todos os riscos relativos aquilo. Por
- 8:49fim, ele até traz umas coisas que hoje em dia eu
- 8:51critico, ele não amarra tanto ao risco, a gestão
- 8:57de risco, esse engajamento com ficção para evitar as
- 9:00rolagens, ele eventualmente faria boas ideias e tal, e
- 9:03fica uma coisa meio de o mestre dizer o que seriam
- 9:06essas boas ideias e uma coisa um pouco subjetiva,
- 9:08mas eu estava entendendo que a gente estava chegando
- 9:12em algum lugar que era justamente engajar com a
- 9:14ficção e prolongar esse engajamento com a ficção e
- 9:17trazer respostas dela antes mesmo da mecânica abstrair
- 9:22aquela jogada. Com o tempo eu vi conhecendo
- 9:24também a teoria GNS, essa teoria do GNS do gay
- 9:28mesmo, narrativismo, simulacionismo, da foge,
- 9:32especificamente o simulacionismo fala sobre
- 9:34alguém que quer simular um espaço, trazer um espaço
- 9:38simulado, que é simular que você está jogando com sua
- 9:41personagem ali, que você quer detalhes mecânicas
- 9:45sobre aquilo, e de forma geral as pessoas falam de
- 9:48simulação nesse ponto se referindo à simulação
- 9:52mecânica que a GNS traz, mas eu percebi que ali no
- 9:57Le Fim existe uma certa simulação também, porque é
- 10:00uma simulação específica concreta da ficção, que
- 10:04você está em vez de engajar com as mecânicas de
- 10:06um nível mais abstrato, você está em um nível bem
- 10:08concreto em engajando com a ficção, mas ele não é
- 10:12mecânico, porque ele evita mecânico o tempo todo,
- 10:14então a gente tinha ali talvez uma simulação, um
- 10:18jogar feito na simulação e que era bem menos abstrato
- 10:25do que o jogar na mecânica, isso passou a ser
- 10:28uma busca muito grande. A decorrência disso foi a
- 10:31gente pesquisar no blog do DM David, e descobri lá
- 10:35que eventualmente o D &D não tinha tributos até os
- 10:39anos 80, que se jogou pelo menos 10 anos de D &D com
- 10:41possibilidades de não ter tributos, e a gente passou
- 10:44a experimentar isso no D &D moleque. Com
- 10:46isso, tudo muito pensamentos vieram sendo construídos,
- 10:50muitas reflexões compartilhadas no café com
- 10:52o dângel, e principalmente a partir do momento que a
- 10:55gente começou a construir o Caves & Hexes, junto com
- 10:57João Doulamac e outros amigos. Esse
- 11:00Caves & Hexes era o nosso jeito de pegar o D &D
- 11:03clássico e tentar moldá -lo a melhor forma de se
- 11:06aprofeitar o Quick Prime for Old School Gaming.
- 11:09Dentro disso, a gente continuou a
- 11:10nossa pesquisa. Contente, a gente vê o que é
- 11:13semento que a gente tinha nas mãos, um estilo, assim
- 11:15como era o Quick Prime for Old School Gaming, era um
- 11:18anual de estilo de como se aproveitar as mecânicas e
- 11:21as próprias, e como construir esse espaço
- 11:23dinâmico a partir delas dentro do seu jogo. E
- 11:27aqui foi tão impactante para a gente que hoje
- 11:29reforço, eu acho que todo jogo merece um anual de
- 11:34estilo. E eu estou falando para além
- 11:36do próprio manual de jogo, dizendo como usar essas
- 11:39mecânicas aqui. Eu acho que o assunto é tão
- 11:41complexo na RPG e o espaço dinâmico da RPG é tão
- 11:44imenso e importante que todo jogo deveria ter,
- 11:47talvez, um espaço maior sobre a dinâmica de jogo
- 11:50do que sobre as mecânicas puramente, dito como é
- 11:52normal de acontecer hoje em dia. Mas
- 11:55o fato é que a gente veio pesquisando muito fortemente
- 11:58isso e acabou culminando no Oil Fantasy, que é o
- 12:02estilo de jogo que a gente propõe, que é o manual de
- 12:06estilo que a gente está construindo aos poucos, que
- 12:09é o jeito que a gente joga o RPG Old School,
- 12:11derivado muito das buscas do Fiat e de outras
- 12:14buscas. É interessante porque a gente
- 12:17buscava a gente fora do nosso círculo, que tivesse
- 12:22fazendo a mesma coisa que a gente. De
- 12:23fato, não tem gente fazendo a mesma coisa que a gente,
- 12:26mas a gente veio descobrindo algumas ideias
- 12:29que tangenciavam a nossa. A gente, por exemplo, viu o
- 12:32pessoal do FKR trazendo a ideia de jogar mundos e
- 12:36não jogar regras. E de certa forma aquilo
- 12:38parecia convergir com a gente, mas não era bem
- 12:42aquilo, a gente não se desfaz das regras e a
- 12:44gente tem certas ressalvas com as ideias trazidas pela
- 12:48FKR e o debate meio que cessou. Pelo
- 12:52menos eu não tenho mais acompanhado tanto assim, mas
- 12:55até o meu companhia FKR, eu tinha muitas divergências
- 12:59ainda. Mas eu sentia que buscas, pelo
- 13:03menos as perguntas que eles faziam ao respeito do jogar
- 13:05e principalmente do Old School, que eles também
- 13:08resgatavam, me parecia semelhante na era, mas às
- 13:13vezes buscas ainda que respostas diferentes. E
- 13:16é legal ver que aparecem aos poucos na comunidade,
- 13:20outros questionamentos semelhantes aos nossos,
- 13:22ainda que as respostas diferentes. Um
- 13:25desses questionamentos aí, talvez um dos mais
- 13:27importantes dos últimos anos, foi um chamado
- 13:31Nilsimulationismo. A gente não pode dizer que
- 13:34ele é isolado, tem o Maki também do AC, o Adventure
- 13:38Concord King, que vem falando sobre simulacionismo
- 13:41e o simulacionismo não da GNS, mas um outro tipo de
- 13:44simulacionismo, tem esse Nilsimulationismo e tem
- 13:48outras pessoas desenvolvendo pensamento sobre isso, além
- 13:50da própria OEU Frentes, que não é exatamente
- 13:52simulacionista para se dizer porque simulação a gente
- 13:57encara de uma outra forma específica, a gente tem uma
- 13:59lente sobre isso, ainda que a gente entenda que a
- 14:02simulação e que a veracemilhança seja um
- 14:06atributo muito importante do que a gente faz porque o
- 14:10nosso jogo se baseia fortemente em ficção. Esse
- 14:14é o tema do episódio de hoje, esse texto
- 14:17Nilsimulationismo, que a gente vai abordar no Café
- 14:21com Dungeon a luz de OEU Frentes.
- 14:38Bom dia, amigos do Café com
- 14:40Dungeon. Estamos aqui para mais um episódio
- 14:42do seu podcast matinal favorito com muito RPG. Meu
- 14:46nome é Rafael Balbi e hoje eu estou aqui bebendo café
- 14:50ovelha negra, delicioso e hoje o café que eu estou
- 14:54bebendo, ele é mimético por assim dizer, esse é um
- 14:58café diferente, mas é muito parecido com o que eu tomo
- 15:03normalmente, só que ele é simulado. Ele
- 15:05é simulado para ter o gosto de uma fruta que não
- 15:09existe na nossa realidade, é um café frutado, só que
- 15:14com frutas de outra realidade, de outro momento
- 15:17simulado. Então a gente vai falar hoje de
- 15:22um simulacionismo novo e para isso estamos aqui com
- 15:26o João Boulamac, meu parceiro de OEU Frentes e
- 15:29de Caves and Hacks, fala aí João, bem -vindo à
- 15:31segunda temporada do Café com Dungeon. Bom
- 15:33dia pessoal do Café com Dungeon, hoje eu estou
- 15:36tomando também um ovelha negra magenta, mas eu ainda
- 15:40não descobri o truque de ser sorteado lá nos
- 15:43sorteios do Tito, quando ele sorteia no grupo, eu
- 15:46sempre tenho esperança que vai ser meu nome, mas
- 15:48nunca aparece. A gente teve essa semana um
- 15:51grande sorteio, quase 2 quilos de café sorteado
- 15:54para os nossos assinantes, se você quiser se tornar
- 15:57um assinante também, piquepay .me barra café com
- 15:59Dungeon, então ficou para a próxima João. Na
- 16:02próxima eu vou ganhar certeza, eu estou pensando
- 16:05em molhar a mão do Tito. Você
- 16:09vai ter que molhar de café, de café quente amigo,
- 16:12vai escaldar a mão do cara. Galera,
- 16:16é isso aí, se vocês quiserem assinar também o
- 16:19podcast, além de ajudar a gente a voltar a ter 5
- 16:22dias na semana de café com Dungeon, você também
- 16:25participa de sorteios com o do café Ovelha Negra e
- 16:29ainda recebe pontos especiais e progressivos,
- 16:32quanto maior o seu apoio, melhor o seu cupom com os
- 16:35nossos parceiros, inclusive o próprio Ovelha Negra, a
- 16:37Retropunk e outros parceiros também. Para
- 16:40isso você recebe sorteio dessas outras empresas
- 16:44parceiras, como a gente sortiu o Rio Tama
- 16:47recentemente, a gente sortiu o material da Retropunk e
- 16:51sempre também da Caramelo Jogos, que é a nossa
- 16:53parceira. Então, galera, fica atenta aí no
- 16:57nosso programa assim que você puder dar aquela
- 16:59forcinha para a gente. Então,
- 17:01agradeço imensamente, apoia .se. Mas
- 17:12antes de a gente começar a abordar diretamente, aqui eu
- 17:15queria ler Zincat do episódio anterior, que foi
- 17:19justamente um episódio aí de viagem, de reflexões
- 17:23sobre a agência do jogador. Se
- 17:26ouvi esse episódio aí, João. Se
- 17:27eu ouvi, teve até a citação a Senta Agostinho,
- 17:31que eu gostei muito. É verdade, falando de livre
- 17:35arbítrio, né? Isso aí. Bom,
- 17:37eu fiz uma pergunta muito interessante aqui, que eu
- 17:40não sabia que seria tão interessante assim, em
- 17:42termos de resposta. Eu perguntei, você acredita que
- 17:45os jogadores devem ter agência o tempo todo no
- 17:48RPG? E, João, você acha que quem
- 17:51ganhou foi o sim ou o não? E
- 17:53você acha que ganhou por grande maioria ou não?
- 17:55Cara, eu espero que o sim tenha
- 17:57ganhado arrebatadoramente, se não unanimemente. Mas,
- 18:02conhecendo o pessoal narrativista, que se
- 18:05esgueira pelos confins da internet, é capaz de não
- 18:08ter sido tão grande a diferença. O
- 18:10João trazendo a fé, a rivalidade, o lindar já é
- 18:12narrativista. Então, cara, impressionante assim,
- 18:16eu fiquei de queixo caído de que 58 ,8%, ou seja,
- 18:21foi uma votação apertadíssima, e falaram que
- 18:25sim, que eles acreditam que os jogadores devem ter
- 18:28agência o tempo todo, mas que uma parte considerável
- 18:31falou que não, que não, sinceramente, os jogadores
- 18:33precisam ter agência o tempo todo no RPG. Eu
- 18:36imagino que seja a galera que curta cut -scene, aquela
- 18:39coisa de fazer uma tomada do mestre descrevendo que
- 18:44os jogadores agem, aquele tipo de coisa assim. É
- 18:47curioso, é curioso, no mínimo curioso ver isso. E
- 18:50eu fico orgulhoso quando fica acirrado uma coisa
- 18:53assim, que eu também, como você, dei por certo. Mas
- 18:56é legal ver quando fica acirrado, porque pelo menos
- 18:58eu sei que o meu público tem gente que pensa
- 19:00diferente de mim, mas ainda assim, me ouve. Não,
- 19:04eu falei brincando isso, porque na verdade eu acho
- 19:06que existem mesmo vertentes diferentes, e tem gente que
- 19:09curte jogar de maneiras diferentes. Eu
- 19:11falei mais pra brincar com as tomadas do Ioffent. E
- 19:16fora isso, eu fiz uma pergunta aqui pra galera
- 19:18escrever pra gente em que situação que eles acham que
- 19:23eles se sentem mais sem agência? O
- 19:26Arthur Electro, o Electro, que falou, compartilhei a
- 19:30pergunta com uma jogadora e ela trouxe uma resposta
- 19:32interessante. Quando o mestre faz uma narração
- 19:36e no fim ele fala, rolem iniciativa. Cara,
- 19:39isso é muito sutil, né? Porque
- 19:41quando o mestre descreve e ele já puxa pra iniciativa,
- 19:45principalmente, imagina que a gente esteja falando já
- 19:48de D &D, que intetição, algo parecido, o mestre já
- 19:51está induzindo todo mundo ao combate, né? Cara,
- 19:55e é interessante você ver, porque quando a gente
- 19:58começa a trabalhar isso, talvez há uns 4, 5 anos
- 20:00atrás do combate full, mas na forma de estudo, não é
- 20:05que jogar a primeira vez. Uma
- 20:07das primeiras ferramentas que a gente desestruturou,
- 20:10foi a própria iniciativa, né? Exatamente.
- 20:14Parte pelos jogadores poderem escolher não engajar
- 20:18com o combate e parte porque a ficção não pede
- 20:22iniciativa todas as vezes. Sim,
- 20:24sim. E está em voga agora, né?
- 20:26Mas que o D &D já estivesse
- 20:27trazido há bastante tempo aí, o Não Iniciativa e
- 20:30tudo mais, o Aporre Lips, o Dagger Heart agora está
- 20:34usando e teve essa tensa, essa discussão presente
- 20:36agora, mas o principal efeito que eu vejo de a
- 20:38gente tirar a iniciativa do jogo e deixar ela não
- 20:41exista, você pode usar, se for necessário entender que
- 20:45é a agente primeiro, mas nem sempre se não é
- 20:47necessário, porque a ficção às vezes resolve. E
- 20:49isso acabou de ser, não só um símbolo para a nossa
- 20:51luta, né? De deixar a mecânica sempre
- 20:53como ferramental, não estritamente necessário a
- 20:58todo momento, mas também permitiu logo de cara um
- 21:02efeito prático que foi. A gente via que, não
- 21:05necessariamente quando o jogo se encaminhava para o
- 21:07combate, a gente via aquele serrar de cortinas, para
- 21:11abrir de novo na pedrinha do Jaspion, onde a
- 21:14realidade é tratada de outra forma, com outros
- 21:17procedimentos especiais, a parte dos demais momentos
- 21:21da vida ficcional, né? Então
- 21:23isso foi muito gostoso de ver acontecer na nossa
- 21:25frente. E concordo com Arthur, isso é
- 21:28possível que isso tire bastante agência mesmo, né?
- 21:31Agora o Léo Ferreira, ele falou,
- 21:33me sentou sem agência quando o mestre começa a
- 21:36narrar as reações do meu personagem, mas estou
- 21:39tentando melhorar, lendo sobre outros jogos, além de
- 21:41D &D, que pregam que tudo vale em prol da narrativa
- 21:44e da ficção. O Léo já trouxe um debate
- 21:47curioso também, né? E é isso. O
- 21:51mestre de escrever o que o personagem do jogador está
- 21:54fazendo é já apelação, né? Ah,
- 21:57mas você vai percebendo que ele está buscando nas
- 22:00fontes certas aonde entender sobre isso, né? Porque
- 22:03ele está indo mais para um jogo narrativo, aonde você
- 22:06acaba tendo um papel mais espectador em algumas
- 22:09maneiras, eu não estou dizendo o jogo inteiro, mas
- 22:11se acaba contemplando mais um plot, né? Então,
- 22:15pelo menos para entender o que está incomodando ele,
- 22:19ele está indo nas fontes certas. Sem
- 22:22dúvida. Se bem que algumas pessoas
- 22:24preferem trocar de mesa. É, teve o Rafael também, que
- 22:30trouxe, que geralmente no começo da sessão,
- 22:32principalmente quando os jogadores não estão
- 22:35entrosados. Isso é curioso, né? Aquela
- 22:37famosa cutscene inicial. É engraçado que muita gente
- 22:40de fato deposita esse momento de entrosamento
- 22:43entre os jogadores no mestre, como se o mestre
- 22:45fazendo uma descrição não interativa fosse construir
- 22:50elos entre os personagens. Quando
- 22:52talvez eu pense justamente ao contrário, criar elo
- 22:54entre os personagens dos jogadores, eles vão criar
- 22:57justamente interagindo, né? Então
- 22:59é uma visão curiosa isso. E
- 23:01esse aí talvez até seja um tema para o futuro, viu,
- 23:05Balbi? Aqui pensando alto durante a
- 23:07gravação mesmo. É. Porque a gente pode falar
- 23:10sobre a reivindicação narrativa, no momento em
- 23:15que o desafio não está traçonado, e você vai
- 23:17criando significativo na própria história partida que
- 23:20os jogadores querem. Então, acho que esse vínculo pode
- 23:23ser criado posterior, hein? É
- 23:25verdade. É verdade. É
- 23:26uma boa análise de se fazer mesmo, cara. Isso
- 23:31não é real? O que é real? Como
- 23:35se define real. Se você se refere ao que pode
- 23:38sentir, cheirar, provar e ver, então real são apenas
- 23:43sinais elétricos interpretados pelo seu
- 23:45cérebro. Vamos lá, vamos falar de o novo
- 23:52simulacionismo, o new simulationism. Fala
- 23:55aí, João. O que que se trata isso?
- 23:57Cara, o novo simulacionismo é um
- 24:00manifesto que foi publicado pelo Sam Sornsson, que é
- 24:04um conjunto de princípios que ele acabou formando um
- 24:08manifesto muito parecido da maneira como a gente está
- 24:10pensando em fazer, ou está fazendo do oil -front.
- 24:14Existem algumas diferenças, nós
- 24:16somos mais prescritivos, a gente oferece um estilo de
- 24:20jogo mais concreto na minha visão, mas eu achei muito
- 24:23interessante, porque ele percebe uma coisa que eu
- 24:28acho que também a gente percebeu, o Balp, que é
- 24:31distanciar um pouco daquele conceito que Ron Edwards
- 24:35fazia na teoria do GNS. Então
- 24:39a gente percebe que existe uma tendência hoje, talvez
- 24:41os Id guys do RPG indie, seja a busca pelo
- 24:47simulacionismo, que é algo que a gente chegou a
- 24:50transgenciar essa vertente. Principalmente
- 24:56quando ele fala no caminho da cabeça de Alc, ele vai
- 25:00para o combate full, você vai percebendo que ele vai
- 25:03trazendo o mundo ficcional para primeiro plano, e
- 25:07quando a gente vai aprofundar isso, refletir
- 25:09sobre isso, a gente vai percebendo que algumas
- 25:13teorias de game design se afastam e não contemplam
- 25:16RPG na sua totalidade. É muito legal, né cara? A
- 25:21gente vê que me parece uma evolução de pensamentos,
- 25:24porque o oil fantasy é inegável, ou seja, a gente
- 25:27revela nossas fontes, e a gente foi provocado pelo
- 25:31Fint, com o Quick Primer for Old School Gaming, e
- 25:33lá ele já falava dessa coisa de engajar com a
- 25:35ficção, de que o jogo busca primeiramente engajar
- 25:39com a ficção, e se não acontecer nenhum gatilho,
- 25:44nem nada que leve a gente a ter que buscar uma
- 25:46mecânica, o jogo pode perfeitamente acontecer sem
- 25:49que uma mecânica seja diretamente acionada, o que
- 25:52é muito interessante, e levou a gente a começar a
- 25:54se perguntar como seria a melhor forma de jogar a de
- 25:58acordo com o Quick Primer. Então
- 25:59isso foi que levou a gente a começar com os estudos
- 26:01de Caves and Haxes, que desagou bastante nessa ideia
- 26:05de tentar um manual de estilo com o oil fantasy.
- 26:08Então dá pra ver que existe um
- 26:09momento, né? Eu acredito que eles também
- 26:11tenham vindo desse estudo do Quick Primer, e de fato
- 26:14tá nas fontes deles, então me parece que os estudos
- 26:17determinadas obras seminais agora tá dando fruto agora,
- 26:21talvez 20 anos depois, né? Aquela
- 26:23coisa do vintage. Então é uma coisa muito
- 26:25interessante. Bom, mas agora vamos cair no
- 26:28novo simulacionismo aí, Sam Sorensen, que começa falando
- 26:32um manifesto, mas é bom a gente falar aí, que a
- 26:34gente tá lendo agora, uma tradução, né? Que
- 26:38é feita pela Nick e no blog do Hikaru, né? O
- 26:43blog é o diálogo ficcional, e a gente vê aí uma
- 26:48tradução pintando no cenário nacional aí. Eu
- 26:51sei que parece o Kirao também, o DM Kirao, salve
- 26:54Kirao, parece que também traduziu. Então
- 26:57a gente pediu pelo menos duas tradições simultâneas
- 26:59aí, um interesse súbito. Da comunidade OSR em cima
- 27:03desses textos aí. Lembrando que eu já fiz um
- 27:06comentário desse texto, talvez sei lá, acho que
- 27:10foi em 2023 ainda, no Live Alus, lá no Café com o
- 27:13Dângel, eu peguei e abri o notebook do lado aqui da
- 27:15minha lavação de alus e comentei sobre isso. Então
- 27:19vocês conseguem resgatar lá também para ver os
- 27:21comentários que eu fiz. Mas vamos fazer uma leitura,
- 27:25João? Por favor, manda a bala. Vamos
- 27:28lá, então galera, eu vou ler o manifesto, ele não é
- 27:30gigantesco, tá? Mas eu vou fazer uma leitura
- 27:33dele, depois a gente vai pegar aqui e comentar ponto
- 27:36a ponto eu e João, beleza? Aventureiros
- 28:03numa busca por mais episódios na semana, te
- 28:06convidam a fazer parte do grupo de Telegram,
- 28:09participar de sorteios e enriquecer seu jogo.
- 28:15Esquente a água, mola os grãos e
- 28:18pegue os dados. Apóia ponto s e barca, fé com
- 28:26dângel. Contamos com você. Você
- 28:38tem vivido em um mundo de sonho. Este
- 28:42é o mundo como existe hoje. Novo
- 28:50simulacionismo, um manifesto. Um,
- 28:54o mundo ficcional é soberano. Em
- 28:58tudo o que você fizer, tenha certeza que o mundo
- 29:00ficcional venha primeiro. Se em algum momento qualquer
- 29:03aspecto do jogo começar a colidir com a veracidade e
- 29:07a verdade do mundo ficcional, mude o que está
- 29:10fazendo. Em cada arbitragem, cada regra,
- 29:13cada encontro, cada momento o mundo ficcional impera.
- 29:17Ele não pode ser sobrepujado.
- 29:21Dois, restringa os meios não
- 29:24diagéticos em que o mundo pode ser alterado.
- 29:28Personagens e sistemas podem,
- 29:30obviamente, afetar o mundo ficcional. À
- 29:33medida que eles se movem e agem através do mundo, o
- 29:36mundo muda e reflete essas ações. Essas
- 29:40mudanças podem ocorrer como resultado tanto do jogador
- 29:43quanto do mestre. Da mesma maneira, sistemas
- 29:46diagéticos do mundo ficcional, leis, magia,
- 29:51clima, economia e outros, podem alterar o mundo
- 29:54também. Foras ações diagéticas dos
- 29:57personagens, jogadores não podem alterar o mundo. O
- 30:01mundo é sagrado, ele é separado e não pode ser
- 30:04alterado, exceto pelas forças de dentro do mundo
- 30:08ficcional. Em momento algum, o mundo
- 30:11deveria mudar só porque as regras ditam que sim. Três,
- 30:16o mestre é um árbitro, não um autor. Ele
- 30:19também é subordinado ao mundo ficcional. O
- 30:23mestre é um jogador, de acordo com isso, ele é
- 30:26impedido de usar sua habilidade não diagética
- 30:28para alterar o mundo, assim como qualquer outro jogador.
- 30:32Se o mestre é também um
- 30:34autor, designer e criador do mundo ficcional, ele
- 30:37deve aderir ao mundo ficcional criado antes do
- 30:41jogo começar. Uma vez na mesa, o mundo não
- 30:43pode ser alterado, exceto por meios puramente
- 30:47diagéticos. Quando você, como mestre, estiver
- 30:51na vontade emergente de alterar o mundo ficcional
- 30:54fora dos métodos diagéticos, resista à tentação. Conforme
- 30:59você muda o mundo ficcional, você nega aos
- 31:02outros jogadores da mesa a chance de jogar e ter o
- 31:05impacto genuíno neste mundo. Garanta
- 31:08a confiança e a dignidade deles para tomarem suas
- 31:11próprias decisões. Quatro, regras, sistemas e mecânicas
- 31:17são abstrações do mundo ficcional, não estruturas ou
- 31:21ordens para jogadores. Todas as regras são abstrações de
- 31:26uma realidade grande e complexa. Elas
- 31:29existem para facilitar processos complicados, em
- 31:32que algo que possa ser mais facilmente jogado e
- 31:35nada além disso. Regras não são direcionamentos para
- 31:40como jogar, não são ordens. Elas
- 31:43não são códigos de um sistema externo, como o
- 31:47arco -narrativo ou a imagem de um gênero. Toda
- 31:50a história é pós -rock. Quando
- 31:52o dragão chega a zero pontos de vida e morre,
- 31:56isso não acontece porque chegou a zero pontos de
- 31:59vida, ele morre porque levou tanto dano que não
- 32:02consegue continuar. As abstrações do seu jogo são
- 32:05representativas, não autoritárias. Cinco,
- 32:10todas as abstrações devem justificar sua existência em
- 32:14oposição ao jogo não -abstrato. Muitas
- 32:17abstrações são justificáveis. O
- 32:21mundo ficcional é vasto e complexo. Cada
- 32:23abstração reduz parte dessa vastidão para algo
- 32:26gerenciável. A cada momento novo se
- 32:29pergunte, essa abstração é melhor para o jogo do que
- 32:32simplesmente jogá -lo? Em muitos casos, a resposta é
- 32:36sim. Cada jogo tem um foco diferente
- 32:38e as regras devem ser construídas para melhorar
- 32:41esse foco. O mundo é enorme, não tem a
- 32:44medo de simplificar partes que importam menos. Se
- 32:48o foco do jogo é, digamos, explorar um novo planeta,
- 32:52você pode achar útil a abstrair o financiamento
- 32:55governamental do planeta Mãe. Essa
- 32:57é uma parte relevante do mundo ficcional, mas é
- 33:00extremamente complicada e criticamente a maioria
- 33:03dessas complexidades é irrelevante para os
- 33:06exploradores. O que importa é o input, o
- 33:09que os exploradores precisam fazer para conseguir o
- 33:12financiamento e o output, o quanto de financiamento eles
- 33:16conseguem. Os detalhes precisos de cada
- 33:19engrenagem do financiamento governamental são
- 33:21irrelevantes. Abstraia. Em um jogo onde o foco é
- 33:26a exploração, entretanto, a exploração deve permanecer
- 33:30não abstrata. Seis, se suas abstrações não
- 33:35combinam com o mundo ficcional, desabstraia até
- 33:38combinar. Se a qualquer momento as
- 33:42abstrações do seu jogo, as regras, não combinam com a
- 33:46realidade do mundo ficcional, mudias. O
- 33:49mundo ficcional é soberano, abstrações podem sempre ser
- 33:52desabstraídas, mas o mundo ficcional não pode ser
- 33:56mudado a não ser que seja dentro do mundo ficcional.
- 34:00Atritos entre o seu mundo e a
- 34:02abstrações são normais e esperados durante o curso
- 34:06de qualquer jogo. Nenhuma abstração é mais valiosa ou
- 34:10mais importante que o mundo ficcional, mudias à vontade.
- 34:14Sete, se você quer mudar o jogo,
- 34:17mude seu mundo antes das abstrações. Por
- 34:21conta do mundo ficcional ser soberano, esse é o
- 34:23aspecto mais importante do seu jogo. Quando
- 34:26você muda o mundo, você muda o jogo. Se
- 34:29a mesa decidir em conjunto mudar o jogo, dê um passo
- 34:33atrás e mudem o jogo juntos. Decida
- 34:37o que importa e o que não importa para o seu jogo e
- 34:40mude o mundo baseado nessa vontade. As
- 34:43abstrações são todas secundárias e,
- 34:46inevitávelmente, conforme seu mundo muda, você perceberá
- 34:50que suas abstrações não combinam com o mundo
- 34:52ficcional. Quando isso ocorrer, desabstraia
- 34:55até que elas combinem. Então,
- 34:57conforme você jogar, reabstraia essas partes do
- 35:01jogo conforme elas forem sendo justificadas. Não
- 35:04se prenda as regras. Em um ponto, algum mundo
- 35:09ficcional muda como resultado de uma abstração
- 35:12prévia, ou alguma regra que precisa que sua presença
- 35:16seja sentida. Não tenha medo do livro de
- 35:19regras nem do auto coroado game designer. Oito,
- 35:24jogar é o foco do jogo. Jogar
- 35:27não é abstrato. Abstrações são, pela própria natureza,
- 35:31mecanismos. Não jogáveis. Jogar
- 35:35em RPGs ocorre a margem das abstrações. Elas
- 35:39são um relevante e impactante, mas não onde o
- 35:42ato primário de jogar acontece. Seu
- 35:45jogo deve focar em jogar, não em mecânicas. Nove,
- 35:50o mundo ficcional não consegue ser perfeitamente
- 35:53simulado. Isso não significa que você não
- 35:56deveria tentar. O mundo ficcional é
- 35:59infinitamente complexo. É impossível de realmente
- 36:03simular. Nenhuma pessoa ou texto consegue
- 36:06imaginar a coisa toda. Nós somos limitados em
- 36:09entendimento por uma abundância de fatores,
- 36:12inconscientes até mesmo da nossa própria inconsciência.
- 36:15Nós permanecemos completamente
- 36:17ignorantes, face a vastidão de conhecimento que
- 36:20compreende o mundo ficcional. É
- 36:22impossível de realmente simular. Você
- 36:25deveria tentar de qualquer forma. Esforce
- 36:28-se com ousadia em direção ao ideal platônico da
- 36:32simulação total. Busque pela maravilha de um mundo
- 36:36secundário completo. Aproxime -se dessas esferas distantes.
- 36:41Dez, jogadores vêm antes do
- 36:44mundo ficcional. Em todos os sentidos, as
- 36:48pessoas com as quais você joga são mais importantes
- 36:50que o jogo. Sua comunidade é o fundamento
- 36:55do jogar. Nada importa mais. E
- 37:00é isso. Esse é o manifesto. João,
- 37:04vamos comentar agora, vamos cair dentro? Quando
- 37:06você foi falando, eu fiz umas anotações aqui que
- 37:09fazia tempo que eu não visitava o texto, apesar
- 37:11dele ter sido fruto de debate nos grupos de
- 37:15WhatsApp, eu estava debater na memória. Eu
- 37:18queria puxar em primeiro lugar essa coisa do mundo
- 37:20ficcional ser soberano. De que tudo o que você fizer,
- 37:27de tudo qualquer coisa que passe pelo jogo, tem sempre
- 37:31que atentar para o mundo ficcional, para essa
- 37:34simulação que se cria. É curioso ver isso aqui
- 37:37porque, de certa forma, do jeito que eles colocam, me
- 37:40parece que há uma força muito aguda sendo feita
- 37:46para que a simulação seja um objetivo desse jogar. Me
- 37:51parece que ele ganha força de agenda de jogo, aqui na
- 37:56proposta deles. O que isso seria bem próximo,
- 38:00mas de outra forma, do que propunha o Ron Edwards.
- 38:05Nesse ponto ele se aproxima
- 38:07muito, porque Ron Edwards percebia a simulação, pelo
- 38:09menos naquela época, e me parece que hoje em dia já
- 38:12não mais, o Ron Edwards percebia a simulação como
- 38:15uma agenda. Por isso é uma das três
- 38:17agendas de jogo da GNS, que já foi assunto aqui do
- 38:21Café com Dungeon. Quando ele coloca isso praticamente
- 38:25com ares de agenda no jogo dele, eu fico perguntando
- 38:28se não há uma confusão entre você buscar isso e,
- 38:33em primeiro lugar, é a despeito de tudo, sendo que
- 38:37me parece que, principalmente a luz do que
- 38:40a gente veio experimentando a partir dos jogos Old
- 38:43School, que é a fonte dele também, o mundo simulado, o
- 38:51mundo de aventuras, o mundo ficcional, ele é uma mídia.
- 38:56E ele se impõe como mídia
- 38:58sobre a qual a gente joga. Mas
- 39:01ele não é uma agenda, é aquela coisa, a gente vai
- 39:04tentar, obviamente, o tempo todo, ser verocínio dentro
- 39:07do mundo que a gente joga, só que a gente não joga
- 39:11para ser verocínio. A verocimilhança é um atributo
- 39:14do nosso jogar. Como é que você vê isso aí,
- 39:16cara? Cara, não sei se eu estou
- 39:17viajando muito, mas assim, enquanto eu estava lendo,
- 39:20eu percebi justamente isso, parecer uma coisa muito
- 39:24radical sobre o mundo ficcional, tentar fazer tudo
- 39:29dentro do jogo. E para mim aqui, eu sou
- 39:32muito viciadês da época dos vestibulares, eu sempre
- 39:35fiquei atento nas coisas que são muito totalizantes,
- 39:39sabe? Então ele fala assim, em cada
- 39:42regra, a verdade do mundo não pode ser sobrepujada,
- 39:47em cada momento, em cada encontro. Então
- 39:49para mim aqui já aparece a primeira contradição, a
- 39:52primeira confusão que eu acho que eles acabam
- 39:55entrando. Então, por exemplo, se você vai
- 39:58fazer tudo dentro do jogo, o personagem não é visto
- 40:02como um proxie, ele é visto como um personagem.
- 40:05Só que o personagem não é
- 40:07dotado da capacidade raciocínio, consciência,
- 40:10covinocência, coisas assim. Então
- 40:12ele vai precisar ser comandado por um pensamento
- 40:15externo. Então apesar de tentar afastar
- 40:20tudo que vem de fora do jogo, é impossível o que
- 40:22isso acontece, porque as ações são uma avaliação de
- 40:27valores causados pelo jogador que age por medo
- 40:30do personagem dentro do mundo. Não
- 40:32sei se eu estou viajando muito. Não,
- 40:34mas tem a ver até com o papo de agência, né? Exato,
- 40:37mas é esse o ponto que eu ia falar, porque se a
- 40:40gente ficar tudo muito dentro do mundo, a gente
- 40:43vai cair naquele ponto. Puts,
- 40:45o meu personagem tem inteligência cinco, será que
- 40:48faz sentido ele sacar isso aqui? E
- 40:51aí você vai fazer o quê? Você
- 40:52vai agir dentro do jogo? Então
- 40:55aqui, eu acho que é até uma avaliação que vem,
- 41:00acredito que tem a vinho do quick primer, ou de
- 41:03avaliações de jogos aonde as resoluções não estão na
- 41:08ficha, mas quando você tenta fazer tudo dentro do
- 41:11jogo, pautar o jogo só pelo mundo ficcional, você
- 41:14tem que lembrar que a tomada de decisão vem de
- 41:16fora. E a gente precisa tentar
- 41:19fazer com que coesista. O jogador toma as decisões e
- 41:24o personagem, que é essa interface de interação com
- 41:27o mundo. Isso é uma coisa importante,
- 41:29cara, como a gente vivencia esse mundo, e até que
- 41:33ponto que a gente vai simular nesse nível que
- 41:38eles estão trazendo, por mais que eles reconheçam no
- 41:39fim que é impossível alcançar uma simulação
- 41:42perfeita, acho que cabe aqui a gente falar um
- 41:45pouco sobre isso, mas a gente pode dizer que em
- 41:48Oil Fantasy, que tem um pouco dessa natureza também
- 41:50que ele traz, de respeitar muito o espaço assimulado,
- 41:54porque a gente busca interação com a ficção
- 41:56antes do uso mecânico também, a gente também tem
- 42:01essa frase aqui que ele traz, nem cada arbitragem,
- 42:03cada regra, cada encontro, cada momento, o mundo
- 42:06ficcional impera. Ele não pode ser sobrepujado.
- 42:09Inclusive, a gente traz isso como uma
- 42:11possibilidade de jogo. Ele faz parte do diálogo
- 42:14ficcional, porque em algum momento a gente percebe
- 42:18como grupo, não é nem somente o mestre, mas
- 42:20quando alguém do grupo percebe que algo está
- 42:24saindo da verossimilhança, essa pessoa pode falar,
- 42:26não, pera aí, isso aqui, a gente vai controlar porque
- 42:29está perdendo a verossimilhança do que a
- 42:31gente decidiu aqui, do que a gente vem jogando, do
- 42:33que vem sendo construído enquanto o mundo simulado.
- 42:38Mas, por outro lado, me parece
- 42:42que a gente faz isso de uma outra forma. A
- 42:44gente coloca isso como um atributo do jogário, uma
- 42:46coisa que vai ser protegida, mas não uma
- 42:48coisa que vai ter império sobre as demais coisas do
- 42:53jogo. Essa questão do império, é que
- 42:55eu acho que vale a pena a gente guardar para o
- 42:57futuro. É, exato. Essa
- 42:59era a arquização, que acaba sendo muito mais capaz de
- 43:03restringir do que de somar. Então,
- 43:06eu acho que, na verdade, o que deveria imperar era o
- 43:07bom senso, né? E talvez tentar fazer com que
- 43:11essas agendas coexistam. Já que é impossível de separá
- 43:15-las completamente. Nesse ponto da verossimilhança, eu
- 43:18não gosto de a gente falar muito de bom senso, no
- 43:21manifesto, vou até tirar qualquer menção a bom
- 43:25senso. Eu entendo o que você está
- 43:27falando, mas, no caso de bom senso, o que eu faria
- 43:29é o seguinte, a gente tem um controle difuso feito
- 43:33pelos jogadores, pelos pessoas que estão
- 43:36participando. E, nesse ponto da construção
- 43:39da verossimilhança, a gente tem que entender a quem
- 43:42cabe esse controle, né? E aí, nesse ponto, uma coisa
- 43:46que também vale a pena trazer aqui. A
- 43:49construção do espaço simulado, ele vai caber aos
- 43:53jogadores, pelo menos na visão do Ielfantese, do que
- 43:56a gente trabalha, ele cabe aos jogadores, quando diz
- 44:00respeito aos personagens deles. Então,
- 44:04essa verossimilhança para os personagens deles não sendo
- 44:06construído para o jogador. O
- 44:08que cabe ao mundo e aos NPCs vai sendo construído
- 44:11pelo mestre de forma geral. Então,
- 44:13a palavra final, em relação a essas verossimilhanças,
- 44:17vão ser tratadas dessa forma. Se
- 44:19é sobre um personagem do jogador, o jogador vai dar
- 44:21a palavra final. Agora, se isso contrasta com uma
- 44:25verdade do mundo, aí é a palavra final do mestre,
- 44:27obviamente. Então, tipo, ele fala, ah, eu sou
- 44:30um Elfo e eu vou. Peraí, mas Elfos não vão aqui
- 44:33nesse mundo. Então, pode ser seu personagem,
- 44:35mas existe um fato ficcional sobre o mundo e
- 44:38sobre as coisas como elas são, é que os Elfos não
- 44:41vão, logo você também não vão. Então,
- 44:43o veto, isso como mestre. Existe
- 44:44uma dinâmica de vetos que eu acho importante de
- 44:47botar, para além de ser uma questão de bom senso,
- 44:50é uma questão de quem determina e por quê. Exato.
- 44:55E aí, eu acho que a gente faz um bom gancho para o
- 44:56ponto número 2, que é restringir os meios não de
- 44:59egeticos em que o mundo pode ser alterado. Aqui,
- 45:02eu acho que o autor faz uma declaração bem acertada.
- 45:06Vou me ver o que você acha.
- 45:07Ele fala, o mundo é sagrado,
- 45:09ele é separado, e não pode ser alterado. E
- 45:12isso vai de encontro com o que você estava falando. O
- 45:15mundo, a verosimilância, ele é determinada no esfera de
- 45:17jogadores e mestres. Já, por fora, a estrutura dele,
- 45:22os parâmetros dele, mas o mundo ficcional, o mundo
- 45:26mimético, ele acontece dentro do jogo. Então,
- 45:29os jogadores só têm recursos, os personagens só
- 45:33têm recursos para agir dentro do mundo mimético.
- 45:37Enquanto os jogadores e os mestres
- 45:39falam uma esfera separada. O
- 45:41que você achou desse ponto número 2, Mauro? Cara,
- 45:46eu acho que vale a pena de a gente fazer uma
- 45:48ressalva aqui, para a galera, não é uma ressalva,
- 45:50não é um aviso. A gente está fazendo essa
- 45:52leitura muito à luz do que a gente estuda em Oil
- 45:54Fantasy, só para a galera entrar em contato com, por
- 45:57exemplo, mimeses, são estudos que a gente vem
- 46:01fazendo com Oil Fantasy, e que, bom, estão no blog do
- 46:04Oil Fantasy e a gente pode debater isso aqui. Mas
- 46:07eu concordo contigo sobre essa questão de que,
- 46:09primeiro lugar, diferente do que ele traz, mas à frente
- 46:12no próprio manifesto, eu não acredito que o mundo,
- 46:15ele vai existir simulado, perfeito, como ele coloca,
- 46:21platonicamente perfeito, perce, de antemão. A
- 46:25gente em Oil Fantasy trabalha justamente com as
- 46:27reivindicações ficcionais. Por
- 46:30quê? Porque esse mundo vai sendo
- 46:32reivindicado, vai sendo construído, vai sendo criado
- 46:36conforme os jogadores vão jogando, cada um com seu
- 46:39quinhão. Então, durante o desafio, o mestre
- 46:41constrói coisas relativas a cenário NPCs e os jogadores
- 46:45a seus próprios personagens. Então,
- 46:47a gente tem aí, de fora do jogo, como você trouxe,
- 46:50a gente tem uma estrutura de fora do jogo que é a
- 46:52distribuição de papéis naquele jogo. Porque,
- 46:55em primeiro lugar, a gente pode falar olha só, se
- 46:57isso é um mundo simulado e nada de fora do jogo cabe
- 47:00dentro dele, então quem sou eu que estou dentro desse
- 47:04mundo? Eu sou o rei, e eu não posso
- 47:07jogar com outros personagens, porque não há
- 47:10nada... Eu tenho que encarnar nesse
- 47:13mundo, ou eu encarno com todos os NPCs, mas se eu
- 47:16faço isso, isso é uma regra de onde? Porque,
- 47:18pelo que eu saiba, em qualquer verossimilhança, de
- 47:23forma geral, se a gente for tomar o nosso mundo
- 47:25como parâmetro, eu não encarno em dois corpos, eu
- 47:28não encarno em três corpos, eu encarno em nenhum.
- 47:30Então, se a gente for tomar um
- 47:33simuláculo, por assim dizer, sem regras que sejam
- 47:37diferentes de uma regra, de uma realidade parelha nossa,
- 47:41a gente não... e a gente não tem esse
- 47:43momento externo ao jogo, que não é diegetico, da
- 47:47gente definir os papéis, eu encarnaria esse mundo como
- 47:50uma pessoa só, como uma pessoa só. O
- 47:52que você acha disso? Cara, eu vou bem por aí também.
- 47:58E essa parte aqui, que ele
- 48:00fala para restringir os meus não -diegeticos, para
- 48:02mim também vale, porque ele não vai querer impor nada,
- 48:05como aqueles pontos de destino, não sei como
- 48:10chamar em outros jogos, mas... É,
- 48:12neste corpo mortal, né? Exato.
- 48:15Porque você vai alterando isso por meio das
- 48:17mecânicas, e não por meio da ficção. Então,
- 48:20acho que esse é um ponto onde ele fica muito próximo
- 48:22da gente, do que a gente experimentou e prega hoje.
- 48:28Mas isso vai passar também pelo
- 48:31próximo item 3. Não sei se ainda quer mudar,
- 48:34mas ele falou, o mestre é um árbitro, não um autor.
- 48:37Ele também é subordinado ao
- 48:38mundo funcional. E isso é uma coisa que, eu
- 48:41acho, é o que a gente mais pensou e mais
- 48:43trabalhou, que é o papel do mestre. Sim.
- 48:46E que o mestre não é um cara todo poderoso. Ele
- 48:49está sujeito também, a ver o similhança do mundo. Ele
- 48:52não inventa tudo a hora que ele quer. É,
- 48:56vale uma nota aqui, fazendo um parênteses, porque no
- 48:59ponto 2, ele já fala sobre ações gegeticas e meios não
- 49:03-diegeticos, e aí vale a pena a gente explicar para
- 49:06a galera aqui. De forma geral, no RPG, isso
- 49:09vem desde a FORGE. E aí, passa pela UFKR, pela
- 49:14OSR. De forma geral, as pessoas têm
- 49:16adotado falar de diajeses. Quando
- 49:21a gente estava estruturando o Oil Fantasy, a gente
- 49:23pesquisou sobre diajeses. Eu caí nesse rabbit hole, o
- 49:28João também acabou entrando nessa. Eu
- 49:30até fiz um episódio com Tadeu, aqui no Café com
- 49:33Dungeon, na primeira temporada, sobre mimesis e
- 49:36diajeses. E isso me deu um estalo de
- 49:40que diajeses, do jeito que se fala hoje em dia, ele
- 49:44é sinônimo de o que acontece em game, o que é
- 49:47próprio do mundo de jogo, que você está jogando, do
- 49:49mundo simulado, do espaço ficcional. Isso
- 49:53é gegetico. Então, você toca uma música. Se
- 49:56eu coloco a música do Conan tocando aqui, Carmen
- 49:58Amburana, e está todo mundo jogando, essa música não é
- 50:01do jogo, ela é uma música de fora, não gegetica.
- 50:05Agora, se está dentro de uma
- 50:06taverna, e dentro daquela taverna está tocando uma
- 50:09música em homenagem ao rei Alaur III, que faz parte
- 50:14daquele jogo, aquela música é gegetica. Mas
- 50:17isso é um termo utilizado de forma até rasa hoje em
- 50:21dia para expressar esse tipo de coisa. Porém,
- 50:24há uma origem desse termo em Aristóteles, na verdade,
- 50:28de Platão, depois era Aristóteles, falando
- 50:31justamente sobre arte, quando eles falam sobre
- 50:35arte de forma geral. E aí, a gente começou a
- 50:39pesquisar isso, o próprio Tadeu trouxe essa questão
- 50:41aí, e a gente foi no conceito espelho de Dias
- 50:46Jesus, no caso que a gente buscou, era Aristóteles, que
- 50:51diz que Dias Jesus é justamente o que diz
- 50:54respeito a contação de história, a narração a você
- 50:57contar alguma coisa para alguém, é você falando de
- 51:00alguma coisa que aconteceu para alguém que não
- 51:03presenciou aquilo, enquanto mimesis é diferente disso,
- 51:06é o presenciar é o você ver uma representação
- 51:11daquilo acontecendo, né? Então,
- 51:13uma coisa você vê no teatro, aquela coisa
- 51:15acontecendo ali, uma medéia com seus filhos ali na sua
- 51:19frente e outra coisa é alguém te contar, não,
- 51:21porque medéia fez tal coisa. O
- 51:24Dias Jesus é sobre storytelling, e mimesis é
- 51:27sobre você revivenciar aquilo ali, por isso a
- 51:30gente se apropriou disso pro Eufentes num paralelo e
- 51:35trouxe mimesis, porque faz muito sentido inclusive
- 51:37porque a base da mimesis é a verocimilhança, né? E
- 51:41não as estruturas estéticas da contação de história,
- 51:45né, João? É isso aí, então se você for
- 51:47olhar desde a etimologia das palavras, desde a
- 51:50origem dessas palavras, a gente já pode perceber essa
- 51:52dicotomia, né? A Dieges ela já é a divinda
- 51:57de uma palavra que tem a mesma origem de narração,
- 52:00ou narrar então ela tá, em geral, relacionada a obras
- 52:03literárias, onde você tem um arco completo e você
- 52:05contenta esse arco e a mimesis ela tá relacionada
- 52:10com imitação ou simulação então, o Aristóteles fala
- 52:14em um trecho, que eu já falei umas mil vezes aí o
- 52:17mundo que poderia ser então ele fala sobre um mundo
- 52:20que segue regras previsíveis, mas regras às
- 52:24vezes fantásticas, ou regras diferentes do nosso mundo e
- 52:29ele tá presente em obras literárias, onde o foco é
- 52:32a ação, então você vai ter um obstáculo e você vai
- 52:36olhar as ações dos protagonistas e suas
- 52:38consequências, sejam elas boas ou ronistas então, eu
- 52:42acho que aqui a gente acaba criando uma grande
- 52:44dicotomia dos dois estilos de jogos que a gente mais
- 52:47vê que é o hegemônico que é o jogo narrativista onde
- 52:53você tem um grande plot você tem um mestre que vai
- 52:56ser um grande diretor que vai conseguir imaginar arcos
- 53:01pros personagens, arcos pros NPCs protagonismos e
- 53:05antagonismos exato, clímax e coisas assim e por outro
- 53:10lado, você vai ter um jogo voltado pro desafio que
- 53:13seria aquela ação e às vezes, aquela ação ela é a
- 53:16mais importante porque se eles não passarem aquele
- 53:18obstáculo, o jogo acaba ali num grande anticlimax então
- 53:23é interessante porque é muito mais coerente pra
- 53:28gente falar de um mundo simulado usando a mimêsis,
- 53:31não é de égisis pelo menos na minha visão e no meu
- 53:34entendimento é a foca, a gente calhou de trazer em
- 53:38All Fentas e principalmente porque ele tem a
- 53:40veracimilância com um atributo principal e não
- 53:42estruturas narrativas que é o que jogos de contar
- 53:45história buscam, desde a Ford então me parece que
- 53:49eles abraçam um termo que modernamente é de égisis é
- 53:54usado modernamente de um jeito meio raso até em
- 53:57comparação com ao estufo teórico que a gente pode
- 53:59ter se a gente resgata a mimêsis aí então assim, se
- 54:05eles querem aprofundar numa construção de um mundo
- 54:09ficcional sem necessariamente contar uma história que não
- 54:13parece ser o foco deles aqui o foco deles é
- 54:16simular me parece que eles tem um pouco eles
- 54:20incorporam um pouco a bagagem teórica pra
- 54:24chafurdar como a gente fez com All Fentas e dentro do
- 54:28contexto da mimêsis pra estabelecer paralelos pra
- 54:32poder estabelecer algum estufo mas voltando aqui
- 54:36pra coisa do árbitro que você trouxe de que eles
- 54:39colocam o mestre como um árbitro não um autor então
- 54:42ele é subordinado ao mundo ficcional e bota ao mesmo
- 54:46tempo ele como jogador o mestre ele é árbitro e
- 54:50jogador e ele é impedido de usar sua habilidade não
- 54:54de egésica pra alterar o mundo assim como qualquer
- 54:56outro jogador então ele seria um jogador ele
- 54:58estaria dentro das regras ali daquele mundo como um
- 55:02árbitro também então a gente vê que ele se
- 55:05contradiz muito nesse ponto né porque de certa forma o
- 55:10árbitro ele vai trazer regras que estão acima
- 55:13daquele mundo de forma geral né um mundo ficcional
- 55:16ele não existe somente por regras diagéticas é
- 55:19impossível a gente dizer que esse mundo só vai
- 55:22existir só é pela pela ah pelas regras de magia pelas
- 55:29regras de economia pelas essas coisas todas porque
- 55:32ele já está estabelecendo mestre como árbitro e isso
- 55:34por assim já é uma coisa que não é diagética né é
- 55:38exato por isso que naquele primeiro ponto já entrei
- 55:41nessa briga do próximo personagem da força externa
- 55:44tomando decisões ah porque quando você tem essa
- 55:48confusão tenta levar pra diagésia você acaba tendo
- 55:55antagonismo tendo por exemplo uma rejeição a tudo
- 55:58que é externo e pra mim pra fazer um simulacionismo
- 56:02de verdade o mundo não acontece na frente dos
- 56:06nossos olhos eu sou de ferda escrevendo uma
- 56:08masmorra aqui é o fabalbi a gente está num corredor
- 56:11aqui cabe mais ou menos duas pessoas ou uma pessoa
- 56:15em meia na largura tal ele é feito de pedras tem um
- 56:19barulho de água você não está imaginando a mesma
- 56:21pedra que eu eu posso estar imaginando cheio de
- 56:24pedrinhas pequenos você pode estar imaginando blocos
- 56:26enormes e isso não faz diferença nenhuma mas a
- 56:30gente precisa conversar sobre algum ponto que seja
- 56:32importante na ficção e vão ser os pontos que
- 56:35estruturam o jogo então por exemplo você tem que
- 56:38entender que passa mais de uma pessoa então passam
- 56:41duas pessoas aí né então a gente vai dando formas de
- 56:47estruturar isso da maneira de maneira externa então
- 56:53por exemplo quando falar que um corredor tem 10 pés
- 56:55de largura isso informa para o jogador algumas
- 56:57coisas e para ele gera possibilidade de agir de
- 57:02agir dentro daquele mundo então quando a gente fica
- 57:04resprito ao mundo diagético a gente não permite essa
- 57:08informação de maneira tão fácil eu acho que isso
- 57:12acaba atrapalhando na transparência na consistência
- 57:16mas aí eu acho que a gente vai abordar isso mais
- 57:17pra frente não vou passar na frente ainda não é
- 57:22engraçado também que eles colocam essa coisa de
- 57:26mudança do mundo ficcional negar aos outros jogadores
- 57:29da mesa a chance de jogar e ter um impacto genuíno
- 57:32no mundo e ele fala da vontade emergente de alterar
- 57:35o mundo ficcional fora dos métodos diagéticos então
- 57:38parece que o problema é justamente alterar fora dos
- 57:41métodos diagéticos né de certa forma a gente pode
- 57:44pensar o que que eu me parece que ele tá dizendo
- 57:47com isso ele tá dizendo que nós todos vamos
- 57:49encarnar em certos entes desse mundo simulado então
- 57:53você vai ser sei lá dentro da cidade você vai ser o
- 57:57guarda que tá me perseguindo que eu sou um
- 57:59ladrão, eu sou um NPC você é um jogador, personagem de
- 58:03jogador mas eu não vou alterar o mundo diagético o
- 58:07mundo diagético de forma não diagética né então eu
- 58:11não vou trazer coisas de fora que impactem nessa
- 58:14persigção a gente vai resolver essa persigção
- 58:16pelas regras naturais dessa percepção sendo que esse
- 58:22mundo ele não tem como ter sido simulado por um fiat
- 58:27quase como Deus fez se ele não tem como ter sido
- 58:31simulado ou seja você não tem um estado perfeito
- 58:34desse mundo e completo desse mundo não é como se
- 58:37nós mergulhássemos em algo que já existe na verdade a
- 58:41gente tá mergulhando em algo que não existe e
- 58:43precisa ser reivindicado como ficção porque se a
- 58:47gente ainda não percorreu as ruas dessa cidade a
- 58:50gente precisa dizer como elas são e a vontade de
- 58:52construir essas ruas e essas paradas já vão seguir
- 58:56algumas necessidades de jogo que não necessariamente são
- 58:59diagéticas como por exemplo o ladrão falando que ele
- 59:02quer escapar não somente porque ele quer escapar mas
- 59:06porque ele tá atrás de alguma coisa específica que
- 59:08tem a ver com objetivos do jogo ou estruturas de jogo
- 59:11ou milhões de outras coisas que não necessariamente
- 59:14emergem da própria realidade simulada então o jogar é
- 59:18feito com muitas vontades que não necessariamente
- 59:21aquela vontade do próprio bandidinho ali que tá
- 59:24fugindo ou do próprio guarda que tá perseguindo o
- 59:26bandido e aí vai muito de encontro agora eu já não
- 59:29vou saber qual que é os pontos que ele fala que é
- 59:31impossível você simular o mundo inteiro porque quando
- 59:35você entra nesse problema que você tá citando como
- 59:40você evita isso a arbitrariedade do mestre no
- 59:43mundo já pré -estabelecido é quando você prepara ele de
- 59:46antemão só que aí você vai entrar num heavy prep e
- 59:49tão preparado você vai ter que imaginar todas as
- 59:52coisas da cidade e todos os telhados onde tem corda,
- 59:55onde tem escada quais são as rotas possíveis do
- 59:58ladrão exatamente e aí de você se você decidir uma
- 1:00:01coisa lá tipo ah então eu não vou botar que nesse
- 1:00:06ponto telhado é frágil porque? porque
- 1:00:10é final de contas eu estou eu não posso construir isso
- 1:00:15aqui para desafiar os jogadores porque isso eu
- 1:00:18construir como desafio seria extra de agético então o
- 1:00:23que que me motiva a construir esse telhado? ah
- 1:00:26como ele seria nesse espaço como seria nesse espaço?
- 1:00:29vamos parar o jogo e vamos
- 1:00:30decidir como é esse ambiente como tá ali, qual
- 1:00:34a chance vamos gerar proceduralmente vamos pegar
- 1:00:36um dado aqui e ver a chance mas a chance você
- 1:00:39rolar uma chance de acordo com o distrito já não é
- 1:00:41extra de agético exato e quem estabelece a chance é
- 1:00:44um em seis, dois em seis, quatro em seis é o quanto
- 1:00:47você quer que isso seja e de acordo com o que? que
- 1:00:50ela pode ser manipulável e aí a gente pensa na beleza
- 1:00:55da laconaridade como você consegue fazer um mundo
- 1:00:58completamente simulado criando estruturas que aí é
- 1:01:02contra o 4 regra, sistemas, mecânicas, abstrações do
- 1:01:08mundo ficcional, não estruturas ou ordens para
- 1:01:10os jogadores eu penso que nisso é exatamente o
- 1:01:13contrário você tem que ter estruturas para o região
- 1:01:15mundo porque isso gera previsibilidade e esse
- 1:01:18espaço laconar ele cresce de acordo com a
- 1:01:21veracimilhança então se a gente chegar e falar assim
- 1:01:24balbi, numa taverna você acha que tem um taverneiro
- 1:01:27ou uma taverneira? você acha que ele serve em
- 1:01:30comida? você acha que ele serve em
- 1:01:32cerveja? isso não precisa ser planejado
- 1:01:35de antemão isso está no entendimento da mesa e caso
- 1:01:39aconteça uma excepcionalidade aí você tem que poder
- 1:01:43informar os jogadores de alguma maneira e aí a
- 1:01:46gente pode falar de antesipação a gente pode
- 1:01:49falar de como os jogadores podem explorar os lugares
- 1:01:53de decisões informadas a gente cai no papo da
- 1:01:56agência mas eu acho que sim a gente tem que ter
- 1:01:58estrutura porque parte da capacidade de agência dos
- 1:02:02jogadores só é garantida pelas decisões informadas e
- 1:02:06também pela ideia de quais regras podem ser utilizadas
- 1:02:09no desenvolvido as consequências das suas ações
- 1:02:12então a gente fala que para uma pessoa agir ela
- 1:02:16tem que ter uma previsibilidade eu não posso
- 1:02:18chegar para o simbalbi se você pular um buraco ali
- 1:02:22você tem chance de sobreviver você não sabe
- 1:02:25qual o tamanho do buraco você não sabe sua
- 1:02:26capacidade você não sabe por que regras do jogo se
- 1:02:29a gente estiver jogando um jogo super homem você voa,
- 1:02:32você não precisa pular e tem uma coisa curiosa disso
- 1:02:36que é o seguinte na vida real a gente experimenta
- 1:02:40nossa realidade já através de abstrações porque se eu
- 1:02:44falo que tem 3 metros 3 metros é uma abstração eu
- 1:02:48falo um buraco de 3 metros eu estou falando de um
- 1:02:50buraco de 3 metros mas ele tem um formato ele tem o
- 1:02:54que compõe aquele buraco no caso nada, o que tem em
- 1:02:57volta é de terra é um bol de skate o que é aquele
- 1:03:02buraco é um fosso, é uma cisterna de que é feita
- 1:03:06qual o material, qual a chance de ceder qual a
- 1:03:08chance que não tem de ceder e se eu falo qual a
- 1:03:11chance de eu pular se você chega na vida real e fala
- 1:03:13tem um canal ali de 2 metros de largura você
- 1:03:17consegue pular? eu não sei dizer se eu
- 1:03:20consigo pular eu não consigo te precisar isso
- 1:03:23pode ser que sim, pode ser que não mas a gente vai
- 1:03:26precisar de alguma forma abstrair nesse momento e
- 1:03:29buscar alguma coisa que cria um parâmetro arbitrário
- 1:03:32mesmo para a gente poder dizer como a gente vai
- 1:03:35resolver sem passe da ficção e sabe por que na
- 1:03:38maior parte dos jogos de RPG eu descrevei que tem 3
- 1:03:42metros 10 pés é suficiente porque a gente está
- 1:03:45conversando na unidade fundamental do jogo que é
- 1:03:49extra de egetica é a capacidade que o sistema te
- 1:03:52dá então você consegue entender por meio daquelas
- 1:03:55unidades o quanto que é a capacidade de um jogador,
- 1:03:58de um cara médio então é a tradução, é como se a
- 1:04:01gente tivesse uma pedra de roseta, que traduz o que
- 1:04:04acontece no mundo ficcional para o mundo externo e aí
- 1:04:08o pessoal que não gosta das unidades imperiais vai
- 1:04:13perceber que por que que tanto faz porque na verdade
- 1:04:16isso é uma unidade mínima do jogo, é a unidade
- 1:04:19fundamental do jogo então na verdade tanto faz e o
- 1:04:26resto vai ser como você vai argumentar e vai
- 1:04:28descobrir e se for um jogador buscando ultrapassar
- 1:04:32o desafio, ele vai perguntar exatamente, balde
- 1:04:35ao redor desse buraco, como que é o chão da cedenda,
- 1:04:38tem algum caminho em volta, ele vai explorar a ficção
- 1:04:41para ver se existe alguma coisa que ele possa tirar
- 1:04:44proveito ou minimizar os riscos Você atravessa um
- 1:04:51jardim delicado Você vai admirando uma linda serigira
- 1:04:58em miniatura plantada num vasinho de cerâmica quase
- 1:05:03do tamanho do gato sentado do lado dela O canto da
- 1:05:10cigarras e grilos navega no murmur de uma pequena fonte
- 1:05:15O ar fresco e o perfume de terra húmida enche seus
- 1:05:19pulmões Você cruza um lago de carpas coloridas por
- 1:05:24cima de uma pequena ponte e caminha até a entrada de
- 1:05:28um templo típico A parede corredice e as lanternas de
- 1:05:32papel colorido projetam tons acolhedores O aroma de
- 1:05:36madeira antiga se mistura um incêndio exótico Apenas
- 1:05:41você e o silêncio entram ali De pé descalços você
- 1:05:46pisa no tatame de tecido e sente a energia vibrante do
- 1:05:51respeito e da dedicação fluindo pelo seu corpo Com
- 1:05:56respeito e admiração um círculo de pessoas em
- 1:05:59trajes típicos de saúde com um gesto fino A palma
- 1:06:03esquerda suavemente repousando sobre o punho
- 1:06:06direito Bem -vindo ao RPG do Jô o santuário digital
- 1:06:10onde a gente estuda e pratica os jogos de RPG
- 1:06:18Salve, salve galera do café Cobi aqui pra te contar um
- 1:06:22pouco do que rolou nesse nosso primeiro mês de dojo
- 1:06:25Nossa comunidade já tem dezenas de entusiasas de
- 1:06:28RPG O tema do nosso primeiro festival foi o
- 1:06:31papel de quem mestra escolhido pela comunidade A
- 1:06:35galera se reuniu em peso pra gravar e publicar tudo
- 1:06:38gratuitamente no Spotify do Jô Também teve nosso
- 1:06:41primeiro workshop preparando pouca e mestrando muito
- 1:06:44Três manhãs de prática intensa sobre prep de RPG
- 1:06:49A gravação já tá disponível pra apoiadores e a sessão
- 1:06:53de prática aberta do terceiro dia tá aberta no
- 1:06:56youtube do café O feedback de toda a comunidade foi
- 1:06:59muito legal Confere lá e deixa seu comentário também
- 1:07:03O formulário de admissão do dojo ainda tá aberto
- 1:07:06Inscreva -se e descubra como você pode transformar seu
- 1:07:10jogo de sua mente Nosso grupo fechado de bate -papo
- 1:07:13agora tá no telegram Por lá a gente combina os
- 1:07:16temas e as datas pros workshops pras aventuras,
- 1:07:19pras arenas e pros sorteios Você pode até receber
- 1:07:23mentoria particular pra seus projetos de RPG Comendo de
- 1:07:2630 reais por mês já dá pra participar e seu apoio
- 1:07:29aqui no café pode te levar pro nosso upgrade máximo O
- 1:07:33link tá na descrição do episódio Tamo te esperando
- 1:07:57E ainda tem uma questão importante que é o seguinte
- 1:08:00Regras e aqui voltando ao episódio anterior do café
- 1:08:04com o dângel De forma geral todo jogo tem regra
- 1:08:08Na verdade jogos são sobre regras a gente modular
- 1:08:12nossa agência Joga sobre isso de forma geral e a
- 1:08:17partir do momento que a gente cria um ambiente com
- 1:08:20regras é isso que é o que constrói o mundo simulado
- 1:08:24de todo jogo Por que? Porque
- 1:08:28o nosso mundo a nossa percepção sobre o nosso
- 1:08:31mundo é feita assim A gente entende que a gente
- 1:08:34tem limitações de velocidade quando a gente corre A
- 1:08:38gente entende que a gente tem limitações de várias
- 1:08:40naturezas A gente entende que o mundo é feito também
- 1:08:44de suas próprias regras naturais O mundo é feito
- 1:08:47de suas leis físicas O mundo é feito de suas
- 1:08:50estruturas A gente percebe seres humanos percebem
- 1:08:54estruturas percebem padrões o tempo todo e por isso
- 1:08:58que quando a gente através de regras a gente une
- 1:09:01regras de forma arbitrária para a gente superar
- 1:09:06obstáculos como botou no grasshopper o project surts
- 1:09:11que foi o comentário que eu fiz no episódio anterior
- 1:09:13a gente começa a perceber os atributos da nossa
- 1:09:16realidade numa nova realidade então regras,
- 1:09:19sistemas e mecânicas são abstrações como as nossas
- 1:09:24do mundo real e isso que cria a nossa identificação
- 1:09:27com o mundo ficcional é justamente que regras,
- 1:09:31sistemas e mecânicas se forne bem feitos reforçam
- 1:09:34esse espaço simulado o negócio é que a gente tem
- 1:09:37que entender a melhor forma de a gente utilizar regras,
- 1:09:40melhor forma de a gente utilizar sistemas e
- 1:09:42mecânicas para evitar grandes abstrações que sejam
- 1:09:47abstrações muito acima em relação ao chão por assim
- 1:09:53dizer do mundo ficcional que a gente resolveu traçar
- 1:09:57como corte de de abstração, o que eu quero dizer com
- 1:10:01isso? quero dizer que a gente a partir
- 1:10:03de certo momento a gente já tá jogando com um mundo
- 1:10:06que é simulado e essa simulação já é uma
- 1:10:09abstração porque se o mundo que a gente vive já é uma
- 1:10:11abstração aquele mundo simulado é uma abstração da
- 1:10:14abstração para assim dizer e a gente tem que
- 1:10:17estabelecer um corte de abstração que é a ficção
- 1:10:19que a gente estabelece para jogar e uma vez que a
- 1:10:22gente faz isso se a gente começar a trazer mais
- 1:10:25mecânicas que empilhem abstrações e mais abstrações
- 1:10:29e mais abstrações e regras e estruturas que construam
- 1:10:34níveis maiores de abstração a gente tá se distanciando
- 1:10:37da própria ficção que a gente trabalha e o nosso
- 1:10:41objetivo com a Alphanetese por exemplo é que a gente
- 1:10:45tenha menos distância de abstração do que seria o
- 1:10:51nosso ponto de corte no mundo ficcional então por
- 1:10:54isso a gente estabelece ali as regras de diálogo
- 1:10:57ficcional que é ali que a gente cole como mídia do
- 1:11:00nosso jogar então a partir desse ponto a gente tenta
- 1:11:06fazer com que as regras, sistemas e mecânicas mas eu
- 1:11:09diria aqui de forma geral as estruturas de jogo
- 1:11:12ajudem a gente a vivenciar essa ficção mas elas não
- 1:11:16atrapalham elas só atrapalham se elas forem
- 1:11:19mal talhadas se elas forem abstrata demais porque a
- 1:11:22gente tá querendo e muitas vezes a gente tá acostumado
- 1:11:26no RPG a trabalhar com estruturas que abstraem
- 1:11:29muito muito além da própria ficção e aí é interessante
- 1:11:35que você já tá fazendo um link pra próxima que quando
- 1:11:39você vai ver o 5 ele fala que todas as abstrações
- 1:11:43devem justificar sua existência em oposição ao
- 1:11:45jogo não abstrato e muitas das abstrações são
- 1:11:48justificáveis entendo o que ele tá falando que se você
- 1:11:54faz muita abstração você começa até aquele impacto
- 1:11:58do jogo rolado contra o jogo jogado então o que é
- 1:12:02o jogo rolado? na verdade é um jogo que
- 1:12:04acelera os pontos onde o jogo não é o foco então
- 1:12:08por exemplo eu vou fazer, vou colher frutinhas
- 1:12:12enquanto eu tô andando nessa floresta pra chegar
- 1:12:15na cidade e tal ah, rola um D6 aí e vê o que você
- 1:12:18achou eu não tô jogando essa parte mas se eu falar
- 1:12:22assim olha, eu tô procurando árvores frutiferas
- 1:12:26eu tô procurando as regiões onde eu vejo mais grama
- 1:12:30onde eu vejo mata mais fechada estou indo pra
- 1:12:32perto do rio eu tô tentando fazer uma
- 1:12:36justificativa quanto a isso eu tô tentando buscar na
- 1:12:38lógica uma forma de achar esse alimento e aí o jogo
- 1:12:44vai escolher se isso é interessante ou não na
- 1:12:46tendência nossa hoje no Euroflentas a gente é muito
- 1:12:50mais favorável ao jogo jogado em todas as partes
- 1:12:53então quando o cara fala ali do financiamento do
- 1:12:57input, do output dos caras que vão explorar o espaço
- 1:13:00quem sabe se ele juntar mais dinheiro e fizer uma
- 1:13:03boa campanha de marketing ali na TV ele não consegue
- 1:13:06uma ajuda mundial ele fica com dinheiro infinito ele
- 1:13:09consegue um bug tipo no GTA um tipo... uma
- 1:13:13coisa, eu concordo eu concordo com esse ponto 5
- 1:13:17bastante de que de certa forma a gente tem a noção
- 1:13:21do que é o jogo que a gente quer jogar a gente
- 1:13:23teve esse exemplo lá do do Roland Garrou lá na
- 1:13:27comunidade do Café com Dungeon de que se um
- 1:13:30jogador quer levantar dinheiro e o personagem
- 1:13:32dele resolve jogar o Roland Garrou e ele é um vampiro,
- 1:13:35sei lá ele quer jogar o Roland Garrou pra levantar
- 1:13:37dinheiro a gente não precisa jogar jogo a jogo
- 1:13:39do Roland Garrou né, pra ver se ele vai estar bem
- 1:13:42pra ver se ele vai conseguir a gente não
- 1:13:45precisa jogar todo o jogo do Roland Garrou a gente
- 1:13:46pode tentar arbitrar e na minha concepção até se isso
- 1:13:51não for uma parte que eu como mestre que ele ia
- 1:13:56explorar como desafio eu deixo até o jogador dizer
- 1:13:59que venceu o Roland Garrou se ele tem um personagem
- 1:14:01que tem habilidade de tênis e tá acostumado a jogar
- 1:14:05grandes lamas, esse tipo de coisa eu até deixo falar,
- 1:14:08não beleza, você conseguiu aí conquistar o teu o
- 1:14:12Roland Garrou e conseguiu seu dinheiro e agora eu
- 1:14:14vou ver o que dessa conquista, desse dinheiro eu
- 1:14:17posso utilizar como desafio pra cima de você né, então
- 1:14:20por que que eu tô fazendo isso? porque
- 1:14:22eu tô aderindo a uma estrutura de diálogo
- 1:14:24ficcional e de reivindicação narrativo e é narrativo
- 1:14:27não, de reivindicação ficcional que a gente
- 1:14:29estabeleceu no início do jogo que não é de egetico,
- 1:14:32mas que instrui o jogo do diálogo na ficção, que não
- 1:14:36é necessariamente abstrato, mas que em certos momentos
- 1:14:38abstrai, o fato é que sempre haverá abstração, né
- 1:14:44e nesse ponto, talvez até discorde um pouco dele que
- 1:14:47ele fala como se houvessem momentos absolutamente
- 1:14:50concretos, não é sempre estaremos tratando de
- 1:14:53abstração só que em certos momentos quando a gente
- 1:14:55entende que a Quiroly não é tão relevante para um
- 1:14:59desafio ou para o que esteja pautando o nosso
- 1:15:02jogo a gente vai a gente pode abreviar aquilo de
- 1:15:06alguma forma você empilha abstrações exatamente, a
- 1:15:09gente vai empilhar abstrações naquele ponto e
- 1:15:11nesse ponto eu concordo com ele se a gente não quer
- 1:15:13jogar o Grandeslam o Roland Garrou a gente não vai, a
- 1:15:17gente não precisa jogar ele a gente pode arrumar uma
- 1:15:19forma de arbitrar aquilo, de resolver aquilo o que
- 1:15:22eu discordo dele é que nesse momento em que você
- 1:15:25admite que algumas abstrações são justificáveis
- 1:15:27você tem que entender qual é, por que que algumas
- 1:15:31abstrações são justificáveis e não são e como você vai
- 1:15:34tratar isso e aí isso pega uma estrutura não digaética
- 1:15:37Exato, era aí que eu ia falar, aí veio uma
- 1:15:39contradição porque isso foi decidido não digaeticamente
- 1:15:42exatamente, nesse ponto eu vejo que falta um pouco de
- 1:15:45estrutura falta deles de admitir as estruturas
- 1:15:48estruturas para os jogos deles de acordo pelo menos
- 1:15:51com o que eles trazem aqui você acha Balbi que o
- 1:15:54entendimento do mundo como um mundo mimético para quem
- 1:15:58não está acostumado com o termo um mundo simulado ele
- 1:16:01permite que a gente entenda outras formas de definir
- 1:16:07consequências por exemplo, as soluções por karma
- 1:16:09acredito que sim cara, acredito que sim a gente
- 1:16:12trabalhando com uma lógica mimética no fim das contas
- 1:16:16a gente coloca as soluções kármicas ou seja, o que a
- 1:16:21gente quer dizer com soluções kármicas, isso está
- 1:16:23dentro da teoria do tweet lá na forge que é três
- 1:16:27formas de resolução de conflitos na ficção um é
- 1:16:31karma, outra chance e a outra é drama normalmente
- 1:16:35drama é você gastar um ponto para você resolver
- 1:16:37uma parte narrativa do jogo, ou uma coisa assim o
- 1:16:40chance é você rolar para ver se o dado te contempla
- 1:16:43karma é você ver como um bom você é isso e aquilo
- 1:16:46já resolve o problema eu acho que dentro do mundo
- 1:16:49mimético de certa forma, isso resolve bastante porque
- 1:16:52a gente sabe que fulano por exemplo é um cara
- 1:16:57famoso por fazer armaduras incríveis a gente quer
- 1:17:02fazer uma armadura a gente não precisa jogar a
- 1:17:05capacidade dele fazer essa armadura a gente sabe que
- 1:17:09ele costuma fazer armaduras boas e que alguma armadura
- 1:17:11ele vai entregar, agora se ele quiser entregar a
- 1:17:13melhor armadura da vida dele, a gente sabe que é
- 1:17:16ele lutando contra o próprio talento, contra a
- 1:17:19própria habilidade dele fazer aquilo, então a gente
- 1:17:21vai ter que entender como que ele vai chegar nessa
- 1:17:24meta dele e aquilo pode se tornar eventualmente um
- 1:17:26desafio de repente ele tem que encontrar uma liga,
- 1:17:29arriscar alguma coisa, conseguir metais, aquilo
- 1:17:31pode dar jogo, de certa forma então a gente adotar
- 1:17:35a lógica mimética disso tira a gente de qualquer
- 1:17:38necessidade de contar uma história em relação a isso
- 1:17:42de abordar isso para uma forma de drama e tudo mais
- 1:17:45não, a gente vai abordar isso de uma forma de que
- 1:17:48a gente vai entender as capacidades desse personagem
- 1:17:52ver se elas são suficientes para resolver o problema e
- 1:17:54se não forem aquilo pode dar um bom desafio Exato,
- 1:17:57por que eu perguntei isso? Você
- 1:17:59percebeu que todas as vezes que você disse que era
- 1:18:02possível você falou nós vamos entender, a gente vai
- 1:18:05entender e como você está percebendo essa noção de
- 1:18:08verosumilhança e empregando essa capacidade dentro do
- 1:18:13jogo por meio de uma análise externa ao jogo se
- 1:18:17isso é plausível dentro do mundo ficcional e aí é uma
- 1:18:21das coisas que eu entendo é mesmo um momento a gente
- 1:18:24está remoendo as pessoas estão pensando no jogo como
- 1:18:27um jogo simulaçonista Jogo simulado, eu acho bom até
- 1:18:31a gente parar de falar da rativismo simulado, é muito
- 1:18:34simulado o jogo de contar histórias e o jogo de
- 1:18:39mundo simulado de eleitente melhor Exato, e aí quando
- 1:18:41a gente vai para o jogo simulado você vai percebendo
- 1:18:44que a verosumilhança ela é percebida por meio do
- 1:18:47diálogo externo esse mundo então não tem como a gente
- 1:18:51rejeitar tudo que é não de ejétimo e aí quando
- 1:18:54acontecem inconsistencias nessa verosumilhança quem
- 1:18:57chafordou bastante por aí a gente chegou numa
- 1:19:01alternativa talvez alguém apareça com uma melhor mas
- 1:19:03a gente escolheu por negociar e eu acho que a
- 1:19:06negociação é uma parte muito importante para
- 1:19:10entender a verosumilhança e restabelecer esse mundo
- 1:19:13simulado por que? porque ele traz o jogador o mesmo
- 1:19:17patamar do que o mestre de poder ele permite que o
- 1:19:21jogador também coloque suas intenções do mundo então eu
- 1:19:24posso negociar e o cara pode não aceitar aí ele
- 1:19:27pode repropor alguma coisa e de acordo com o nosso
- 1:19:30entendimento a gente vai chegar num ponto comum ou
- 1:19:34até que alguém usa um poder diveto ou qualquer
- 1:19:35coisa assim mas houve o diálogo e houve um consenso
- 1:19:39e a partir disso o mundo ficou restabelecido então
- 1:19:43era mais ou menos isso eu acho que quando a gente
- 1:19:45vai para o mundo simulado a gente consegue fazer
- 1:19:49percepções de resolução de conflito por meio do karma
- 1:19:52pelas habilidades e a gente consegue tirar essas amarras
- 1:19:56essas arestas que não estão bem aparatos por meio do
- 1:19:58diálogo que a gente chamou de negociação então eu quis
- 1:20:02colocar isso porque eu sei ele fala se as suas
- 1:20:06abstrações não combinam como um do ficcional desabstraia
- 1:20:09até combinar aí eu queria te perguntar a Balgo como
- 1:20:13ele percebe que as abstrações não combinam como
- 1:20:15um do ficcional? de maneira externa sim então
- 1:20:22na verdade foi contra aquela primeira a primeira
- 1:20:26ponta sim, sim, em total o que eu estou vendo aqui de
- 1:20:31forma geral é que se ele for botar esse império
- 1:20:37acima de tudo da construção do mundo simulado me parece
- 1:20:43que o jogo não iria jamais pela vivência desse mundo
- 1:20:46eles vão ter o tempo todo já que é o império, já
- 1:20:49que é a função principal desse jogar eles vão o
- 1:20:54tempo todo cair em um world building e não um
- 1:20:56world building que viesse dotado por exemplo de
- 1:21:00superação de desafio, desafio ou de contar
- 1:21:02história ou não contar história ou qualquer outro
- 1:21:04objetivo que possa existir aí então eles caíram
- 1:21:07necessariamente num world building que aconteceria o
- 1:21:10tempo todo dele dizendo não, pera aí, essa ruela
- 1:21:13que seria assim seria assado, mas a parede dessa
- 1:21:16ruela seria chapisco assim, assim assado não, mas nesse
- 1:21:19momento que você quer pular o buraco a gente tem que
- 1:21:21ver como é a parede do buraco e como é essa
- 1:21:24parede e como é essa terra, qual seria a chance
- 1:21:26dessa terra ceder, qual seria e aí como eles
- 1:21:29trazem essa ideia de que eles não querem abstrair
- 1:21:32justamente essa parte um combate por exemplo a gente
- 1:21:35ficaria perdido em pesquisas sobre a composição daquele
- 1:21:39metal a velocidade daquela arma te engindo, seja de
- 1:21:43força em tru a própria ideia de que é a simulação
- 1:21:47pela simulação e a gente quando fala de jogos a
- 1:21:50gente fala de coisas pelas coisas então a gente fala
- 1:21:52de desafio pelo desafio a gente fala de um obstáculo
- 1:21:55superar um obstáculo por conta da superação de um
- 1:21:58obstáculo, se é a simulação pela simulação, o vivenciar
- 1:22:02a ficção viria depois de se construir com perfeição
- 1:22:06essa simulação então se eles não estão querendo
- 1:22:10abrir valores externos à própria simulação eles vão
- 1:22:14ter que internamente inclusive resolver isso e
- 1:22:18aí eles ficam sem ferramenta Exato, e assim
- 1:22:21um disclaimer não é que a gente acha que eles vão
- 1:22:23pro simulacionismo total, tá? A
- 1:22:25gente entende o ponto deles, é só pra para
- 1:22:28tracionar ele é até o exagero para ver aonde ela
- 1:22:33quebra Não, e principalmente se você pensar em agenda
- 1:22:36de jogo, se você coloca a simulação como um império
- 1:22:40sobretudo mais e não como um atributo do resto das
- 1:22:43coisas você vai estabelecer as agendas de jogo a
- 1:22:47partir disso e aí isso é problemático também E assim,
- 1:22:50sobre o ponto 6, que ele fala, mudar as abstrações
- 1:22:54se ela não combina com o mundo ficcional é algo que
- 1:22:57eu aprendi jogando com o Balbi e com o Cobi agora
- 1:23:00que no final das sessões a gente faz feedback e hoje
- 1:23:03eu vejo o valor do feedback, que é entender
- 1:23:05quando a gente tomou as decisões acertadas quando a
- 1:23:08gente pode tentar rever e pensar em novas regras,
- 1:23:11novas estruturas o próprio Caves tem uma regra de
- 1:23:15queda que a gente importou do jogo da mesa aberta de
- 1:23:19Arcaia porque toda hora tinha escalada tinha alguma
- 1:23:23coisa, a gente sentiu falta de uma ferramenta que
- 1:23:25traduzisse isso para o jogo então, por meio do
- 1:23:29feedback, por meio da conversa novas regras são
- 1:23:31implantadas então não é que a gente acha horrível a
- 1:23:34gente estava só dizendo que mudar a abstração vem de
- 1:23:37uma avaliação externa e não tem uma coisa importante
- 1:23:40que a gente entender as intensossionalidades do jogo
- 1:23:43nesse momento quando a gente fala de justamente do
- 1:23:48em Oilfront a gente coloca o desafio como a única
- 1:23:53agenda do jogo a agenda principal do jogo, existem
- 1:23:55outras agendas que são acessórias, mas a agenda
- 1:23:58principal do jogo é o desafio, o que a gente
- 1:23:59está dizendo a gente está moldando as
- 1:24:01intensossionalidades ali e quando a gente faz isso a
- 1:24:06gente está dizendo que várias decisões que o
- 1:24:08mestre vai tomar naquele jogo elas são para aquele
- 1:24:13faça o pior cenário para que os jogadores dêem seu
- 1:24:17melhor para superá -lo, essa é a nossa máxima deu o
- 1:24:20seu pior para que os jogadores dêem o seu melhor
- 1:24:22o mestre ele morde só que ele morde com algumas
- 1:24:27algumas amarras, ele tem alguns limites um desses
- 1:24:31limites é a verocimilância isso vai me fazer por
- 1:24:34exemplo como eu vou usar uma tabela de encontro
- 1:24:36aleatório né quando a gente olha a estrutura de jogo
- 1:24:42que a gente propõe com a Elfentice a gente trabalha
- 1:24:45com a intensossionalidade do mestre desafiar logo se o
- 1:24:49grupo encontra dragões estão atravessando uma região que
- 1:24:54tem dragões então meu impulso é colocar dragões
- 1:24:59porque essa é a pior criatura que o grupo pode
- 1:25:01enfrentar como desafio beleza só que dentro disso
- 1:25:07se eu for sempre decidir com o pior cenário para os
- 1:25:11jogadores sempre que eles cruzassem determinada,
- 1:25:15determinadamente eles encontrariam o máximo
- 1:25:18números dragões ali sobrevolando a região
- 1:25:21atacando eles, isso é o pior cenário o pior que eu
- 1:25:24poderia fazer o detalhe é que eu encontro uma amarras
- 1:25:28na verocimilância logo o que eu vou buscar para
- 1:25:33instruir isso? Eu busco uma estrutura qual é
- 1:25:35a estrutura que eu busquei? uma
- 1:25:37tabela de encontro aleatório que reflita aquele ambiente
- 1:25:41e aí nesse ponto a gente vê que a gente está
- 1:25:44jogando um jogo cujo atributo que é dotado de
- 1:25:49verocimilância a gente busca verocimilância informando o
- 1:25:54nosso desafio e aí a gente busca uma estrutura que é
- 1:25:56uma tabela de encontros aleatórios que vai ter um
- 1:26:00número de aparição de dragões a chance de ser um
- 1:26:03dragão mais jovem, esse tipo de coisa a gente pode
- 1:26:07começar a buscar com uma estrutura justamente para
- 1:26:10estruturar essa minha decisão de fazer o pior
- 1:26:14para os jogadores do tempo todo porque eu me subordino
- 1:26:17nesse ponto a verocimilância mas ela não é uma agenda
- 1:26:22prioritária ela não tem império sobre o desafio o
- 1:26:24desafio que é informado pela verocimilância então
- 1:26:28nesse ponto parece uma minúcia mas é importante a
- 1:26:31gente botar que sem uma agenda que seja externa a
- 1:26:35própria simulação o jogo vai ser a gente ficar
- 1:26:38construindo essas estruturas do tempo todo para
- 1:26:40espiralando em cima disso o tempo todo porque se a
- 1:26:45gente não assume que a gente vai trabalhar com
- 1:26:47abstrações o tempo todo, que não existe uma
- 1:26:50realidade concreta feita a priori a gente vai se
- 1:26:54perder nisso a gente vai se perder nesse momento em
- 1:26:56que a gente vai ter que ficar definindo o que tem
- 1:26:58ali, definindo antes de tudo o que é esse local
- 1:27:03quem são esses dragões o que eles estão fazendo
- 1:27:06nesse momento nesse momento do dia com a chance de
- 1:27:10eles estarem fora e ainda assim, em algum momento a
- 1:27:14gente vai ter que esbarrar em uma decisão arbitrária e
- 1:27:18abstrata em relação ao momento que o grupo está
- 1:27:22passando ali e que a gente vai precisar definir qual o
- 1:27:25encontro que acontece ou não e se a gente não tem
- 1:27:28estruturas feitas justamente para embasar essa
- 1:27:31verossimilhança a gente está perdido justamente num campo
- 1:27:35sem intencionalidades ali ou a gente vai ter que
- 1:27:39abraçar a intencionalidade de espiralar nessa
- 1:27:42construção de mundo e nisso o autor foi muito bem
- 1:27:47quando ele botou o 3, ele embostou isso que o mestre
- 1:27:51não é todo poderoso ele não é só autor e ele tem
- 1:27:54os poderes limitados por essa verossimilhança então
- 1:27:58acho que foi um ponto bom Nesse ponto é mas a partir
- 1:28:01do momento que eles não admitem que o mundo vai
- 1:28:04ser regido por estruturas eles não dão meios da
- 1:28:09gente construído que estão falando Não, é exato porque
- 1:28:12é bem a palavra que se usou a gente já furtou
- 1:28:15nessa ideia do simulaçonismo quando a gente vai falando
- 1:28:18da abstração para levar para o foco do jogo tem
- 1:28:22uma coisa que eu não sei se a viagem nem a veja
- 1:28:24como se avalia Balbi, quanto mais a gente vai
- 1:28:26abstraindo menos importante vai ficando um mundo
- 1:28:29simulado porque a gente vai dando velocidade para o
- 1:28:32foco do jogo e vai ficando menos importante a interação
- 1:28:36dos jogadores com o mundo você vai tendo mais
- 1:28:39rolagens então quanto mais abstração você vai
- 1:28:42empilhando menos importante é o mundo simulado por
- 1:28:46isso que eu acho que a gente acabou chegando nesse
- 1:28:48jogo que a gente planeja jogar sempre sem os testes
- 1:28:51de atributos O que você acha dessa proposição? Eu
- 1:28:56concordo cara Eu concordo de certa forma mas
- 1:28:59limitadamente a gente busca evitar abstrações mas
- 1:29:04sabendo que a gente está numa abstração e que a
- 1:29:07gente usa uma abstração que é o próprio diálogo
- 1:29:11ficcional porque a gente não está no mundo simulado
- 1:29:13um para um e de verdade elas são úteis em algum
- 1:29:17grau mesmo que você empilhe porque senão você não vai
- 1:29:21jogar tudo meu personagem vai pescar agora joga a
- 1:29:25linha espera, vamos ver quanto tempo demora vai ter
- 1:29:29um momento que você vai ter que parar para fazer
- 1:29:30xixi vai ter um momento que você vai ter que parar
- 1:29:33para fazer cocô vai ter um momento que você vai ser
- 1:29:36sei lá, a gente vai ter que ver a fisiologia de
- 1:29:39todo mundo ali bastante, a gente vai ah, mas não
- 1:29:42precisa ser realista beleza, mas se você não está
- 1:29:44levando em conta esse tipo de coisa, você está dizendo
- 1:29:47então que você está abrindo mão dessa parada você está
- 1:29:50dizendo então que as pessoas daquele mundo não
- 1:29:52fazem aquele tipo de coisa e aí nesse ponto tem uma
- 1:29:55coisa que é o seguinte eu discordo que jogar não é
- 1:30:00abstrato jogar é abstrato, é por essência abstrato a
- 1:30:05gente nunca vai falar do mundo concreto quando a
- 1:30:08gente fala de jogo por mais que a gente dê
- 1:30:11credibilidade a esse espaço simulado do mundo, por mais
- 1:30:14que exista essa coisa do circo de ouro, por mais
- 1:30:17que exista o estado de flow e tudo mais isso não
- 1:30:21se materializa e se a gente discute filosoficamente
- 1:30:25o grau do concreto que existe no nosso mundo
- 1:30:29certamente esse mundo simulado ele não é
- 1:30:31concreto, então jogar é abstrato a gente só tem
- 1:30:36que entender o nível de abstração que a gente está
- 1:30:38partindo e uma vez que a gente estabelece esse nível
- 1:30:41de abstração ele passa a ser o real que a gente
- 1:30:44considera real mas ainda assim abstrato e ele coloca
- 1:30:49aqui, abstrações são pela própria natureza mecanismos,
- 1:30:52não jogáveis discordo também a gente luta justamente
- 1:30:57empilhar abstrações porque a gente entende que a relação
- 1:31:00lúdica se estabelece muito facilmente nas abstrações o
- 1:31:04DID que tem deção por exemplo ele colocou testes
- 1:31:08de atributo com perícias como mecanismo central e a
- 1:31:12gente vê como é fácil que o jogo se estabeleça
- 1:31:16justamente num nível abstrato de perícias como
- 1:31:19um videogame, como a gente fala ou como os movimentos
- 1:31:22do PBTA se estabelecem neles por si só a ficção
- 1:31:25passa a ser um detalhe das decisões que eles estão
- 1:31:28tomando por conta das mecânicas então me parece
- 1:31:32falso que mecanismos não são jogáveis não, os
- 1:31:36mecanismos eles são comportamentos que vão gerar
- 1:31:40um espaço dinâmico logo eles fazem parte desse
- 1:31:42espaço dinâmico aqui no caso a gente pode usar
- 1:31:45além de do MDA do Mechanics Dynamics Sterex
- 1:31:48que também é tema do já na segunda temporada do
- 1:31:51Café com o Dângel quando a gente fala isso a gente
- 1:31:53está falando que mecânicas não é onde há o espaço
- 1:31:56decisório dos jogadores idealmente mas os jogadores
- 1:32:00tomam decisões no espaço dinâmico que é constituído
- 1:32:05por essas mecânicas ainda que não seramente em
- 1:32:08acionamento o tempo todo então e uma coisa
- 1:32:12importante é a gente perceber o quanto que essas
- 1:32:15mecânicas, esses mecanismos eles têm gravidade lúdica,
- 1:32:19tanto que é fácil a gente ver os jogadores cada vez
- 1:32:22mais percebendo nos jogos modernos em que é saudável
- 1:32:26na cabeça deles que os jogadores peçam testes de
- 1:32:29atributos diretamente tem essa discussão agora na
- 1:32:32comunidade muito recente de falar qual o problema de
- 1:32:35eu pedir um teste de percepção se essa é a
- 1:32:39minha interface de jogos por que acontece isso?
- 1:32:41porque os jogadores eles estão
- 1:32:43colocando o espaço decisório deles muito próximo do
- 1:32:50espaço mecânico ou seja, os jogadores estão utilizando
- 1:32:53as mecânicas os mecanismos logo eles são jogáveis e
- 1:32:59jogar em RPG ocorre a margem das abstrações
- 1:33:03beleza, isso é o ideal mas ainda assim jogamos
- 1:33:06abstrações exato, eu concordo com isso e aí eu
- 1:33:10concordo com atirar com o que ele tira disso isso
- 1:33:14concordo, seu jogo deve focar em jogar não
- 1:33:18mecânicas isso funciona como um objetivo de botar que é
- 1:33:23a partir do momento que a gente tabeleceu o nosso
- 1:33:26ponto de abstração que é o diálogo ficcional em Oil
- 1:33:30Fantasy a gente busca evitar que as mecânicas
- 1:33:34influenciem muito fortemente o jogo por isso a gente
- 1:33:38tira as mecânicas de prescrições ou seja, o
- 1:33:41nosso jogo em Oil Fantasy não é prescritivo, um
- 1:33:44exemplo disso é começo o combate a gente não precisa
- 1:33:48jogar iniciativa a iniciativa ela vai acontecer
- 1:33:51caso a gente precise resolver um impasse
- 1:33:53ficcional relativo a quem age primeiro, mas ele não
- 1:33:57é prescritivo como estilo de jogo, o que a gente
- 1:33:59joga a iniciativa é só porque sim só porque chegou
- 1:34:02no momento de combate e aí quando isso acontece a
- 1:34:05gente percebe que o jogador não pode se fiar na
- 1:34:08mecânica porque o uso da mecânica ele é negociado em
- 1:34:12jogo, ele vai ser arbitrado em jogo, vai ser negociado
- 1:34:15e com transparência logo o jogador não pode se fiar
- 1:34:20na mecânica pra jogar da mesma forma que ele não
- 1:34:22pode se fiar no metra -jogo a única coisa que o
- 1:34:24jogador tem pra se fiar ao jogar Oil Fantasy a própria
- 1:34:28ficção e nesse ponto eu acho que a busca dele é
- 1:34:31muito próxima da nossa concordo e por isso que é
- 1:34:35um artigo tão interessante que é legal que a
- 1:34:37comunidade esteja tenta ele eu gostei muito que tiveram
- 1:34:40essas duas tradições porque é assim o pessoal tá
- 1:34:43olhando pro mundo simulado e que é mais ao menos
- 1:34:47aonde a gente chegou também então é vamos todo mundo
- 1:34:51pular nesse barco na exploração da região que
- 1:35:15leva o mesmo nome o Beer -Gotton que guarda os
- 1:35:21jazigos dos titanos seres primordiais anteriores aos
- 1:35:26próprios deuses por eles sepultados com seus tesouros
- 1:35:31segredos arcâneos e metaphysics Gear -Gotton é
- 1:35:36uma campanha de Hexcrawl aperta e gratuita de RPG o
- 1:35:41escuro no estilo Oil Fantasy com sessões
- 1:35:43episódicas em um mundo permanente com centenas de
- 1:35:47jogadores e quatro destemidos mestres Balbi
- 1:35:51Cobb, João Boulamac e Márcio Floreiro além dos
- 1:35:55hermos repletos de monstros e tesouros a comunidade
- 1:35:58explora um estilo de jogo forjado a partir das
- 1:36:01reflexões dos mil episódios a primeira temporada do
- 1:36:05café com Dungeon e outros experimentos como Oli Glory,
- 1:36:08Day The Mulek e outros descubra o paradeiro do
- 1:36:12mago que ficou louco a ouvir os impropérios de uma
- 1:36:15cabeça falante espetada na ponta de uma lança entenda
- 1:36:19como derrotar a salamanda de fogo que toma conta da
- 1:36:23chapada dos queimados em seu covil cheio de rubis
- 1:36:27do tamanho de um crânio humano em frente de
- 1:36:30bandidos da unha de navalhas especialistas em
- 1:36:33geometria sagrada que apavoram a vila da
- 1:36:36fresquita e escou seus tesouros do jazigo do titã
- 1:36:41caverna aprisionado pelo deus tétris em sua entre
- 1:36:45em cada estrutura de cordas nóis e tendões que
- 1:36:49sustentam o monte -quip tomar da biergotem e sair
- 1:36:54alucinado pelos hermos parece arriscado mas a
- 1:36:58cerveja abre um canal direto com os titãs e com
- 1:37:01seus poderes primordiais podem imbuir os aventureiros
- 1:37:04de asas de vigor incansável no dialeto das plantas ou
- 1:37:10mesmo com a força perpétua de um rio a esperança de
- 1:37:14serem libertados pelos bravos inconsequentes
- 1:37:17caçadores de ouro ganhês de espê com ouro resgatado mas
- 1:37:20também com descobertas nos hermos e com rumores
- 1:37:23compartilhados com os demais aventureiros e aí topo
- 1:37:26desafio monta o seu grupo procura um dos mestres em
- 1:37:30nosso grupo de telegram e a gente tenta atender os
- 1:37:33seus horários se você não tiver grupo você pode
- 1:37:35sempre chegar e conhecer outros aventureiros
- 1:37:38precisando de companheiros por uma incursão então
- 1:37:41segue o link aí na descrição do episódio e
- 1:37:44vamos explorar biergotem e e e
- 1:38:48e aí a gente tem aquele problema da transparência
- 1:38:51que era o que a gente mais discutiu na época que
- 1:38:54o fkr tava mais na moda ou surgiu ou pelo menos
- 1:39:00quando eu descobri o fkr sim quando ele fez mais
- 1:39:03barulho é exatamente ou pelo menos aqui no brasil
- 1:39:08foi quando a gente trouxe no café e a galera começou
- 1:39:11a abordar pesadamente o fkr acho que deu um impulso
- 1:39:15grande na comunidade se debateu muito no brasil e
- 1:39:17fkr mas é isso né eu acho que nesse ponto cabe essa
- 1:39:22questão quando você abre mão de estruturas de regras
- 1:39:26de parâmetros não de egeticos e aí usando as
- 1:39:31palavras deles ou seja parâmetros que não fazem
- 1:39:33parte daquela interna parte interna da realidade você
- 1:39:37tá abrindo mão de parâmetro que dê transparência pro
- 1:39:41jogo o jogo é transparente e aí nisso eu vou trazer
- 1:39:44um exemplo aqui em biergotem a gente traz o
- 1:39:48papo da contemplação o termo que eu cunhei pra
- 1:39:52dizer que existe um momento de contemplação dentro de
- 1:39:58biergotem dentro de um hexcrawl e essa contemplação
- 1:40:02foi uma provocação que o carlinho me trouxe que era
- 1:40:04o seguinte eu sempre fui um mestre muito opressor
- 1:40:08por natureza o hexcrawl que eu fazia você chegou a
- 1:40:11jogar o hexcrawl, a gente ia experimentar isso em ter
- 1:40:14transporte o príncipe o hexcrawl era o momento em
- 1:40:19que eu trazia desafio o tempo todo em pelo menos
- 1:40:21três frentes simuladas e o desafio vinha em perigos
- 1:40:26ambientais vinha em chances de encontro aleatório de
- 1:40:30acordo com a natureza do hexáculo vinha enfim tudo
- 1:40:34eu transformava em desafio e imprimia esse desafio em
- 1:40:37cima dos jogadores tudo, absolutamente tudo foi assim
- 1:40:41que o carlinho falou cara, tá muito agressivo, não dá
- 1:40:43vontade de jogar ele tá tão agressivo que não dá
- 1:40:46vontade de engajar com esse mundo ficcional porque eu
- 1:40:50tô perdendo o tempo todo eu sinto que eu tô o
- 1:40:53tempo todo presta a morrer, então o meu objetivo é não
- 1:40:55engajar com nada que você traz ali eu tive um clique
- 1:41:00discutindo com o carlinho inclusive violentamente foram
- 1:41:03discussões violentas que a gente teve o que eu
- 1:41:05percebi é eu preciso que haja nessa simulação de
- 1:41:10espaço que a gente faz com o hex scroll um momento de
- 1:41:13contemplação esse momento de contemplação ele não pode
- 1:41:17ser distracionado do desafio porque? porque
- 1:41:20o que dá sentido ao jogo é o desafio por outro lado
- 1:41:24é um momento em que eu como mestre não estarei um
- 1:41:28ponto do desafio o que a gente constrói aqui a gente
- 1:41:31constrói uma estrutura que é a estrutura de encontros
- 1:41:35aleatórios que atualmente a gente tem e que depende a
- 1:41:39chance de encontro aleatório o quanto isso vai impactar
- 1:41:43quantas vezes vai ocorrer a chance de encontro aleatório
- 1:41:46isso tudo tá atralado ao peso dos personagens e a
- 1:41:49distância que eles percorrem tirei da minha mão como
- 1:41:51mestre e botei na mão deles, dos jogadores essa
- 1:41:55estrutura de risco quando isso acontece a gente criou
- 1:42:01a contemplação porque? porque
- 1:42:03eles estão se movendo para um espaço desconhecido eles
- 1:42:07vão ter oportunidade de observar os ambientes até
- 1:42:11de fazer reivindicações ficcionais, ou seja, de
- 1:42:13construir de experienciar esse ambiente e aí nesse
- 1:42:17ponto eu trago de novo o one fish do swan, que é
- 1:42:21um jogo de videogame que inspirou nesse ponto, que é
- 1:42:23você tá num ambiente todo branco, você joga você
- 1:42:26aperta um botão de ação num fps esse jogo uma
- 1:42:28bichiga preta essa bichiga explode e você vê você
- 1:42:31pinta o ambiente todo branco de preto, cria
- 1:42:34contraste, você vivem ciaquilo e a partir daqui
- 1:42:36momento existe ali a sua frente você se entendeu o
- 1:42:40que ele existe em birgoten aquilo ali começou a
- 1:42:45existir com uma dinâmica de jogo e isso eu comecei a
- 1:42:50chamar de contemplação, ou seja, o momento em que os
- 1:42:53jogadores estão explorando o desafio e descobrindo as
- 1:42:57paisagens descobrindo o ambiente ativamente porém
- 1:43:02tracionados para um desafio que eles controlam e não
- 1:43:06eu como mestre se não houvesse um desafio atrelado
- 1:43:10a isso, a gente pode dizer que seria inóculo, seria
- 1:43:14estéril porque jogos existem a partir de seus desafios
- 1:43:18são desafios alto impostos jogos são tratados dessa
- 1:43:22forma, o que dá significado ao jogo é a interatividade
- 1:43:25e a interatividade dotada de desafio logo contemplação
- 1:43:29é isso a contemplação ela é um estado de risco onde
- 1:43:35o mestre não está impondo, as estruturas do jogo
- 1:43:39impõem logo o que a gente está vendo é que as
- 1:43:44estruturas elas reforçam o jogo elas reforçam o jogar
- 1:43:49elas reforçam a contemplação inclusive porque elas vêm
- 1:43:54aivadas de risco de certo modo eu entendo a
- 1:43:58contemplação também como um tipo de antescipação é um
- 1:44:01forchado em de como funciona o mundo para os
- 1:44:04jogadores então essa estrutura aparecendo nos
- 1:44:07olhos dos jogadores e transformando -se em
- 1:44:09concretas por meio da lei da mesa, então a partir do
- 1:44:13momento que elas existem os riscos existem, as
- 1:44:16oportunidades existem e ali os desafios são formados e
- 1:44:20sobretudo isso são parâmetros não diegeticos
- 1:44:23que servem de transparência para os jogadores entenderem
- 1:44:26o desafio que está tracionando o jogo deles ou
- 1:44:30seja quando eles escolhem um caminho ou outro eles
- 1:44:33sabem que o caminho maior vai ter mais chances de
- 1:44:35dar problema e quando eles vêm os parâmetros para isso
- 1:44:39e eles sabem que quanto mais pesado eles estão a
- 1:44:42maior é a chance eles sabem exatamente que é a
- 1:44:44chance eles conseguem medir melhor isso isso traciona
- 1:44:47eles naquele desafio isso concretiza aquele mundo
- 1:44:50porque como eu falei lá atrás e eu falei no
- 1:44:53episódio anterior nós somos seres humanos que percebemos
- 1:44:56estruturas e através dessas estruturas que percebendo
- 1:45:00uma realidade nova e a estrutura que se cria com
- 1:45:03o jogo normalmente se dá por conta de desafio, por
- 1:45:06conta de obstáculos, por conta de tretã de forma
- 1:45:10geral e é isso que vai dar significado para o
- 1:45:13jogo, é por isso que eu digo nesse tipo de jogo
- 1:45:15que ele propõe aqui se eu jogar com esse cara
- 1:45:18provavelmente assim é um chute eu estou sendo
- 1:45:20presuncioso mas provavelmente eu vou olhar e falar assim
- 1:45:23opa você está tomando decisões aqui de acordo com
- 1:45:25o melhor desafio você está tomando decisões aqui de
- 1:45:28acordo com a melhor história, você está tomando
- 1:45:30decisões aqui não de acordo com a melhor simulação
- 1:45:33porque porque a simulação sozinha ela carece de ela
- 1:45:39carece de terror, ela carece de terror lúdico
- 1:45:42para assim dizer ela precisa de terror lúdico,
- 1:45:45esse terror lúdico ele vai ter que botar em algum
- 1:45:47momento e aí eu vou olhar e falar aaaah, cadê a sua
- 1:45:50agenda prioritária de simulação e entender que
- 1:45:52desafio não é só vida ou morte, pode ser tomar o
- 1:45:55caminho da direita da esquerda e encarar as
- 1:45:58consequências daquilo pode ser como desempacar o seu
- 1:46:02cavalo, não perreum no lamastrinho e assim essa
- 1:46:07parte da contemplação da estrutura, não sei se
- 1:46:10lembra o que causou essa discussão no nosso grupo do
- 1:46:13Caves, que o Carlinho se cobrava nesse dia, mas foi
- 1:46:17ele filtrando uma água de um rio você permitiu como
- 1:46:21mestre, era sua vez de mestre a gente revezava e
- 1:46:24você acabou permitindo que ele filtrasse no
- 1:46:27lamastrinho, se ele usou uma meio, um chapéu, um
- 1:46:29tecido e ele teve uma diarreia lá qualquer e hoje
- 1:46:34eu consigo entender porque aquilo não foi a
- 1:46:38expectativa que ele teve daquela ação ele imaginou
- 1:46:42uma previsibilidade ele filtrou e conseguiu um
- 1:46:44sucesso automático e não foi o que aconteceu mas
- 1:46:47hoje provavelmente você teria negociado com ele
- 1:46:50exatamente, essa água que era contaminada, você tinha
- 1:46:533 chances em 6 pra ficar contaminado porque você
- 1:46:56tinha preparado isso no no prep, era uma condição
- 1:47:00daquele rio com esse negócio vai cair pra 2 em
- 1:47:036, e eu acho que se houvesse essa alinhamento a
- 1:47:07gente nem ia ter chegado nessa discussão exatamente,
- 1:47:11exatamente, o fato é que naquele momento a gente
- 1:47:13estava muito focado em treinar as estruturas e aí
- 1:47:16a gente estava ainda deixando de lado alguns
- 1:47:19pontos que a gente já tinha mapeado como
- 1:47:21transparência, mas isso a gente não, enfim, a gente
- 1:47:24não trabalhou, mas me parece que o fato, nesse
- 1:47:28ponto é que se a gente não tem esse tipo de
- 1:47:32ferramenta extra de ergetico pra negociar a gente se
- 1:47:36perde, né, e aí eu trago um exemplo que eu trazia
- 1:47:39pra discutir FKR, essa ideia de jogar mundos que
- 1:47:43é o seguinte, cara se você não pega ali o super
- 1:47:46trunfo você nunca vai saber quem é que vai ganhar num
- 1:47:50combate entre o capitão america e o batman em
- 1:47:53termos de força quem é mais forte? o
- 1:47:55capitão america ou o batman? Você
- 1:47:56vai ter argumentos, foi dizendo que eu vou batman
- 1:47:58e eu vou falar, mas no padrinho tal batman torta
- 1:48:01uma barra de ferro ah, mas no padrinho tal o capitão
- 1:48:03america fez tal coisa, ah, mas e aí a gente vai
- 1:48:06ficar numa discussão eterna e se obviamente a simulação
- 1:48:11por si só foi o nosso a nossa única intencionalidade,
- 1:48:15a gente vai mergulhar nisso até a gente resolver se o
- 1:48:18batman ou se o capitão america é quem é mais
- 1:48:21forte, né? Em vez de a gente buscar uma
- 1:48:24abstração extra de ergetico a gente possa negociar em
- 1:48:27cima e possa chegar uma conclusão dentro dos papéis
- 1:48:31desenhados no jogo e na época tinha gente no FKR
- 1:48:36que respondia de que não era tudo arbitrário e que
- 1:48:39existia informação para os jogadores ele se fala
- 1:48:42assim, se o seu personagem tivesse força de 4 a 6
- 1:48:45ele vai ser fraco se ele tiver de 6 a 9 ele é um
- 1:48:49pouco fraco então ele é um problema dele, é só com o
- 1:48:53nome é só com um favor de falar né, lembra? Exato,
- 1:48:57aí traduzia o número para um nome qualquer É que nem
- 1:49:02um cara que chega e fala assim, não porque eu jogo
- 1:49:04FKR então por conta disso eu não tenho ponto de vida
- 1:49:09aí só que eu fui jogar com o cara e eu fui jogar
- 1:49:11com o cara e falo assim, não, mas se você me
- 1:49:12acertar 3 vezes eu morro, porra, isso não é ponto de
- 1:49:15vida, meu camarada Então você tem 3 pontos de vida
- 1:49:17É, não, eu não falo ponto de vida mas eu falo se
- 1:49:20você me acertar 3 vezes eu morro, porra Cara, a gente
- 1:49:23tá falando da mesma coisa que é até o que ele bota
- 1:49:25aqui no ponto de vida do dragão o lance é que o
- 1:49:28dragão cair por 0 pontos de vida e o ladrão caiu
- 1:49:32por que ficou feio do suficiente, é a mesmíssima
- 1:49:34coisa É justamente entender o que significam os pontos
- 1:49:38de vida Exato. E é uma coisa essencial para
- 1:49:41todos os jogadores esse papo de fala assim ah, os
- 1:49:43jogadores não têm que conhecer o sistema eu acho
- 1:49:46que quando você joga um mundo simulado importa menos
- 1:49:49mas quando ele conhece o sistema ele tem uma
- 1:49:53previsibilidade das ações dele e ele ganha espaço
- 1:49:56para poder negociar. Então ele consegue propor
- 1:49:59negociações melhores e ele consegue jogar melhor. Então
- 1:50:03tem que entender o que cada ferramenta significa.
- 1:50:07Então, por exemplo, a iniciativa,
- 1:50:10quando a gente entendeu que ela era resposta rápida, a
- 1:50:13ação saque rápido, ela deixou de ser só aquela
- 1:50:17ferramenta do primeiro, primeira rodada de ataque.
- 1:50:19E tem essa coisa, né cara?
- 1:50:21No fim das contas, se você
- 1:50:23tá... Vamos dizer que eles encontraram
- 1:50:25um jeito de jogar e que a agenda principal deles é
- 1:50:28simular e eventualmente eles trabalhem com desafios e
- 1:50:33outras coisas como agendas secundárias, como a gente
- 1:50:35faz em Oil Fantasy. Beleza? Você traciona por agendas
- 1:50:39secundárias, mas o teu objetivo primário é cair na
- 1:50:42simulação, bla, bla, bla, bla. Cara,
- 1:50:45se você quer simular legal o teu mundo, você vai
- 1:50:47precisar de parâmetros abstratos. E
- 1:50:50você vai... quando você precisa desses
- 1:50:51parâmetros abstratos aí, você tá trazendo coisas não
- 1:50:54-diagéticas e isso trazer os termos não -diagéticos e
- 1:50:58muitas vezes abstratos, eles vão ajudar você a
- 1:51:02concretizar o teu mundo ficcional. Do
- 1:51:05concrário do que você tá falando, elas vão ajudar
- 1:51:07você a concretizar o lance e você que você precisa
- 1:51:11entender justamente qual arbitrariedade que vai
- 1:51:14acontecer nesse dizer, nessa escolha desses sete botos
- 1:51:19que você vai utilizar pra concretizar o teu mundo
- 1:51:22ficcional. E aí, nesse ponto, se você
- 1:51:24começa a não aceitar elementos não -diagéticos nas
- 1:51:28palavras do Google Outdoor, você começa a perder a
- 1:51:30transparência necessariamente e você vai ter que
- 1:51:34trabalhar com arbitrariedade que não foram negociadas
- 1:51:36antes e aí você começa a ter problemas. E
- 1:51:39essa foi uma discussão que eu já enfrentei mais de
- 1:51:41uma vez pelos grupos de WhatsApp, que existem
- 1:51:44pessoas que defendem que jogam o mundo simulado em
- 1:51:47vez de um mundo de desafios. E
- 1:51:50aí, quando a gente pergunta como você estruturou seu
- 1:51:52mundo, não, aquela floresta ali tem bug bears, aquela
- 1:51:57outra ali tem aranhas, a caverna ali tem withdrawal,
- 1:52:01na verdade, ele não tá fazendo só um mundo
- 1:52:03simulado. Quando ele faz esses ambientes,
- 1:52:06essas regiões tendo desafios, ele na verdade
- 1:52:09preparou o desafio e o mundo simulado tá esperando
- 1:52:11com que os jogadores engarrem. Então
- 1:52:14na verdade não é só um mundo simulado, ele só não
- 1:52:17jogou o desafio na mão do jogador, ele tá fazendo uma
- 1:52:19campanha sandbox. É, é por isso que eu defendo
- 1:52:23que aí nos casos trazendo pro EuroFrenders, sabe
- 1:52:26aquela coisa de alguém falar assim, ah, mas a
- 1:52:28gente o jogar com a simulação na mente é que a
- 1:52:31gente vai sempre buscar o que é verocínio. Eu
- 1:52:35falo, mas isso, tipo, você fazer isso por si só te
- 1:52:39traz um mundo estéreo. Agora
- 1:52:41você fazer isso tracionado por um desafio dentro de
- 1:52:44um contexto de jogo, é o que vai trazer significado.
- 1:52:46Você pode dizer que é contar
- 1:52:48uma história, que é outra coisa, beleza, você vai
- 1:52:50trazer alguma agenda, mas você tem que trazer alguma
- 1:52:52intencionaridade disso, senão aquilo ali fica estéreo. E
- 1:52:56aí você vai ter que, você vai cá nesses problemas de
- 1:52:58que eu quero ver como é que você vai trabalhar a
- 1:53:01ideia de uma simulação por ela mesma, sendo que você
- 1:53:05tá vendido sem poder usar parâmetros de fora, e você
- 1:53:09vai espiralar necessariamente para, o teu jogo vai ser
- 1:53:12isso, vai ser esse eterno espiralar dentro do que
- 1:53:15você vai entender que é jogo seu. E
- 1:53:18aí você vai se perder quando você precisar de
- 1:53:20resolver essa rapitra idade, porque você vai ter que
- 1:53:23trazer estruturas para o seu jogo. Me
- 1:53:26parece assim, me parece que é um tanto, provavelmente
- 1:53:28se a gente conversar e jogar um jogo dessa pessoa,
- 1:53:33ou de pessoas influenciadas por isso, me parece que a
- 1:53:36gente vai chegar em meios termos. Mas
- 1:53:39aqui por conta de ser um manifesto, ele é muito
- 1:53:42pompom queijo -queijo demais, então fica parecendo que
- 1:53:45ele tá trabalhando as coisas de uma forma
- 1:53:47estanca, que não funcionam, mas quando elas forem
- 1:53:50funcionar, ele vai ter que trazer mais agendas, ele
- 1:53:54vai ter que comportar mais estruturas, ele vai ter que
- 1:53:57comportar mais mecânicas, e ele vai ter que ser
- 1:54:00necessariamente meio idealista, que é o que ele
- 1:54:02reconhece no fim das contas aqui. E
- 1:54:05aí, convenhamos que é muito difícil ele conseguir ter
- 1:54:07essa abrangência toda num texto escrito, então é
- 1:54:10natural que isso aconteça. É,
- 1:54:13exatamente. Mas é isso, para mim,
- 1:54:16tecnicamente falando, ele ganharia muito o new
- 1:54:20simulationismo, se eles não se entendessem talvez com
- 1:54:23uma agenda, eu não vejo eles dizendo isso
- 1:54:25claramente, mas parece o tempo todo que eles estão
- 1:54:30botando isso como a principal agenda do jogo,
- 1:54:32me parece que eles vão ganhar muito se eles
- 1:54:34perceberem a simulação como uma coisa que vai acontecer
- 1:54:37necessariamente, é o que acontece quando a gente
- 1:54:40joga, a gente cria a simulação, mas ela não pode
- 1:54:44ser um fim em si do jogo, não é que não possa, mas
- 1:54:47pelo menos de forma geral, se você faz isso, você
- 1:54:49está jogando aquele Minecraft no modo Creative,
- 1:54:53em que você simplesmente tem todas as ferramentas do
- 1:54:55jogo, você tem tudo ali, você vai ficar construindo
- 1:54:57um mundo. Nada vai acontecer se você não
- 1:55:01começar a incurtir coisas aqui, pelo menos como
- 1:55:03agendas secundárias para o seu jogo, e aí você vai
- 1:55:06ter que entender como trabalhar. Mas
- 1:55:08o principal que eu trago é, se o foco de todo
- 1:55:11mundo aqui, nesse jogo do novo simulacionismo, é
- 1:55:17simular, talvez o do mestre seja ser o árbitro, eu
- 1:55:24pergunto o seguinte, me parece que todo mundo está
- 1:55:28andando na mesma direção, porque você vai escolher um
- 1:55:32jogo como D &D, por exemplo, que cria uma
- 1:55:35simetria de papéis, isso é uma outra questão também,
- 1:55:37que eu quero ver como eles resolvem, porque a própria
- 1:55:39assimetria de papéis já é uma estrutura arbitrária que
- 1:55:44parece não combinar com o que eles trazem aqui. E
- 1:55:47por que os outros jogadores não podem ser árbitros
- 1:55:50também, se o vetor é o mesmo? Porque
- 1:55:52você está construindo assimetrias? Também
- 1:55:54gostaria de entender por quê. Tem
- 1:55:57várias perguntas que vão surgindo aqui, e que eu
- 1:56:00acho que de certa forma não responde, obviamente é
- 1:56:03pretensão demais achar que um manifesto de 10 pontos
- 1:56:07vai resolver isso, mas eu acho que de forma geral
- 1:56:11fica o ponto 10 para mim, que eu acho que eu
- 1:56:15gostaria de comentar, que é que jogadores vem antes do
- 1:56:17mundo ficcional, isso é uma nobre plataforma, dizer que
- 1:56:23a gente vai construir em torno dos desejos dos
- 1:56:26jogadores, e tem essa sensação na segurança deles
- 1:56:29também e tudo mais, mas, sei lá, me pareceu
- 1:56:34anticlimático fechar assim. É
- 1:56:37um chovendo molhado. É só uma orientação
- 1:56:41comportamental mínima. É, porque no fim das contas,
- 1:56:45sinceramente, a gente está jogando em team, em grupo,
- 1:56:48e é óbvio que é sobre as pessoas, a gente está
- 1:56:51jogando com humanos, de forma geral. Se
- 1:56:55fosse um jogo solo ainda seria sobre mim, então é
- 1:56:58óbvio, jogadores vem antes do mundo ficcional, claro,
- 1:57:02os jogadores que imaginam, então, agora, podia coruar
- 1:57:06melhor essa função de jogadores, permitindo que
- 1:57:11eles participem dessa construção, e aí, de
- 1:57:15repente, propor um framework, propor algum
- 1:57:18jeito de estruturar esse jogo anteriormente, esse
- 1:57:21mundo ficcional anteriormente, e
- 1:57:23principalmente, não ignorar que esse mundo vai ser
- 1:57:27construído durante o jogo sim. Não
- 1:57:30adianta dizer que esse mundo vai ficar perfeito
- 1:57:32antes, não. Esse mundo vai ser construído
- 1:57:34durante o jogo, as reivindicações ficcionais vão
- 1:57:37acontecer, e vocês não têm mecanismos para trabalhar
- 1:57:41isso. E aí, nesse ponto, você está
- 1:57:43desabonando os jogadores de construir as coisas durante
- 1:57:46o jogo. E esse é o ponto 9, né? Que
- 1:57:49ele fala que o mundo ficcional não consegue ser
- 1:57:51perfeitamente simulado, ele pede para o cara tentar, e
- 1:57:54vai cair naquele problema do over -crap, e que é até
- 1:57:57um paralelo com um sistema de regras muito inchado,
- 1:58:00muito grunge, que vai tirar a lacunaridade das
- 1:58:03arbitragias. É, é mitrash carne, mitrash
- 1:58:05carne. Não adianta você fazer um...
- 1:58:08você fazer um... Então,
- 1:58:09contemporizar essa altura do campeonato, dizendo que você
- 1:58:12nunca vai conseguir um mundo perfeitamente simulado,
- 1:58:15mas você deve tentar. O que é esse tentar? Me
- 1:58:17parece que é a agenda. E é nesse ponto, se você não
- 1:58:20admite para você mesmo que existe um jogar dentro
- 1:58:23desse mundo, que não será necessariamente perfeitamente
- 1:58:26simulado, e que você vai ter que construir um
- 1:58:28mecanismo de estruturação. Estruturas
- 1:58:32de diálogo ficcional, exatamente. Você
- 1:58:34está perdido. E aí, eu sou muito feliz em
- 1:58:37dizer o seguinte, passamos anos estruturando isso com
- 1:58:40a Elfant, dizer que eu sou muito feliz de dizer que
- 1:58:43isso não é... isso é cada vez menos um ponto
- 1:58:46de pesquisa para a gente, porque a gente já se
- 1:58:48entende muito bem, principalmente em feedback e
- 1:58:51em transparência com os jogadores, em relação a
- 1:58:53como esse espaço ficcional é construído, já que ele
- 1:58:59não pode ser perfeitamente simulado. Essa
- 1:59:01sintaxe a gente já entende muito bem dentro de
- 1:59:04jogadores, a gente já trabalha muito bem, me
- 1:59:06parece, a não ser que eles venham com bastante material
- 1:59:09aí, como, de repente, já tem aí um jogo, uma
- 1:59:13campanha, alguma coisa que eles estejam experimentando
- 1:59:16isso, mas enquanto isso não vier à baila, não vier
- 1:59:20para a gente experimentar também, me parece que a
- 1:59:22gente tem mais tecnologia para trabalhar isso do que
- 1:59:25eles. Mas de qualquer maneira, eu
- 1:59:26fiquei bem feliz de isso estar sendo trazido aqui
- 1:59:29pela comunidade brasileira, porque mostro o interesse
- 1:59:33em buscar respostas e pelo menos eles olharam para um
- 1:59:37lugar onde a gente também olhou. Então,
- 1:59:39talvez a gente não esteja totalmente loucos. É,
- 1:59:42cara, e eu queria muito ver um espaço onde a gente
- 1:59:45tivesse registro de jogo, gameplay gravado, coisas
- 1:59:50assim da parte deles para poder... Vou
- 1:59:53pesquisar melhor isso para poder ver se eu encontro.
- 1:59:56Ou, sei lá, campanhas abertas,
- 1:59:58coisas assim, para ver se eles não estão somente na
- 2:00:00teoria, porque me parece que está muito na teoria,
- 2:00:03sabe? Ele até percebe os pontos
- 2:00:06fracos aqui, onde ele pode trabalhar melhor, que essa
- 2:00:08coisa do mundo ficcional não ser simulado e tudo
- 2:00:11mais, mas me parece falta carne nesse ponto de mesa
- 2:00:15mesmo, de mesa, de falar, cara, vem jogar com a
- 2:00:17gente aqui nessa campanha, vamos experimentar junto. Eu
- 2:00:20queria ter um chamado desse no final do manifesto para
- 2:00:23poder jogar com eles, como a gente fez com o
- 2:00:25Birgotem. A gente tem o Iofaneta, a
- 2:00:28gente está pesquisando isso, vem jogar com a gente, que
- 2:00:29a gente mostra para vocês, a gente experimenta junto.
- 2:00:32Onde é que está isso da parte
- 2:00:33deles? Eu queria muito encontrar.
- 2:00:35Talvez tenha e eu não tenha
- 2:00:37percebido ainda. Você é alguém encontrar, gente,
- 2:00:39você ouvinte e sabe se tem uma campanha aberta, ou se
- 2:00:43tem alguma coisa... É legal a gente jogar uma
- 2:00:45campanha com eles, pelo menos uma mesinha. É,
- 2:00:48uma mesinha, eu peço só isso, uma mesinha. Se
- 2:00:50você tem contato com o Sorensen, com essa galera
- 2:00:53de forma geral, e sabe que eles têm uma mesa aberta,
- 2:00:57eu supertoparia jogar, e aí me diz aí que eu me
- 2:00:59candidato, onde quer que seja, para jogar alguma
- 2:01:02sessão com eles. Vale dizer que esse lance de
- 2:01:06falar de mundos simulados não somente aconteceu aqui,
- 2:01:11mas aconteceu também com o Macri, que é o autor do
- 2:01:13Ativente do Compreking, ele andou falando bastante sobre
- 2:01:16simulação, também escorregou para a Diageses, parece que
- 2:01:20é um must isso, e eu falei até must porque
- 2:01:23também tem um muster, que é um outro, até citado
- 2:01:26pelo Hikaru, no blog de Dialogos Ficcional, que é o
- 2:01:29blog onde ele publicou essa tradução, e é também um
- 2:01:32manual de estilo, que tem também muitos paralelos, eu
- 2:01:36vejo até mais paralelos no muster, até porque ele é
- 2:01:39muito extenso, eu vejo muito paralelos do muster
- 2:01:41com o Manifesto Oil Fantasy, e o material do
- 2:01:44blog, e os experimentos que a gente vê entraçando aqui.
- 2:01:48Então, eu posso dizer com
- 2:01:50segurança, que tem aqui, na leitura adicional, nas notas
- 2:01:55do novo simulacionismo, tem artigos excelentes, que
- 2:02:00valem a pena dar uma olhada, então eu vou até
- 2:02:04deixar o link do blog do Hikaru, para vocês seguirem
- 2:02:09aqui, o novo simulacionismo também traduzido, mas o
- 2:02:12original, e os links vale muito a pena vocês
- 2:02:15seguirem, e vou deixar também o link do Oil
- 2:02:18Fantasy, já que a gente fez uma análise disso aqui,
- 2:02:20e a luz de Oil Fantasy. Demorou,
- 2:02:22mais algum comentário, cara? Eu
- 2:02:24acho que eu falei bastante, fui crítico, mas não era
- 2:02:29para ser tão pesado assim, mas eu gostei do artigo no
- 2:02:34geral. Eu acho que a gente acabou
- 2:02:36puxando mais para as divergências do que para as
- 2:02:39convergências, mas não era para ser assim tão pesado,
- 2:02:45eu acho. Eu não acho que foi pesado,
- 2:02:48não, porque o que eu vejo é que a gente fez
- 2:02:51críticas, obviamente, é um manifesto, de forma geral,
- 2:02:55manifestos, eles são para isso, eles são para
- 2:02:58provocar isso. Então a gente tem que trazer
- 2:03:02questionamentos, se a gente analisa um manifesto, é bom
- 2:03:04a gente trazer questionamentos, e que sejam
- 2:03:06questionamentos agudos, de pergunta, onde é que está
- 2:03:09isso, onde é que está aquilo, existe algum, onde
- 2:03:12é que está a carne disso? Aqui
- 2:03:14você amança o próprio discurso, por que que
- 2:03:16acontece isso? Então acho que a gente trouxe
- 2:03:18esse tipo de coisa, principalmente porque é um
- 2:03:20manifesto do espectro de jogar RPG, que a gente vem
- 2:03:24trabalhando há anos. Então eu acho que na verdade é
- 2:03:28entusiasmo, não é duro, é entusiasmo. Eu
- 2:03:31me sinto, eu quando vi o novo simulacionismo, eu
- 2:03:35trouxe numa live do Café com o Dângel, já tem um
- 2:03:38tempão e eu fiquei muito empolgado de ver isso, mas
- 2:03:41ao mesmo tempo questionando bastante, justo por estar
- 2:03:44empolgado. Foi a mesma coisa que aconteceu
- 2:03:45com o FKR quando apareceu. A
- 2:03:48gente já estava pesquisando o Caves and Hacks, já
- 2:03:52estava ali com as 10 de estilo do I'll Fantasy,
- 2:03:55rodando ainda que não tinha um chamar, exatamente o
- 2:03:58I'll Fantasy, e eu fui com muito entusiasmo conhecer o
- 2:04:02rolê do FKR. Muita gente ficou, falou, o Balbo
- 2:04:05foi muito duro em criticar nas críticas que ele
- 2:04:07trouxe, na questão da transparência e tudo mais,
- 2:04:10mas cara, eu sinto que de forma geral, eu falei
- 2:04:15aquilo por ter muito entusiasmo e muita esperança
- 2:04:17daquele rolê do FKR e trazer coisas interessantes
- 2:04:22para o tipo de jogo que eu gosto. Então,
- 2:04:24o mesmo entusiasmo que eu guardei com o FKR eu
- 2:04:27guardo aqui com o novo simulacionismo e eu vejo
- 2:04:29que eles são pessoas muito inteligentes, são pessoas
- 2:04:33que têm muita formação, tem muita cultura aqui, os
- 2:04:37lintes que eles botaram são excelentes, inclusive alguns
- 2:04:40deles eu vou estudar mais profundamente, mas é isso,
- 2:04:45eu queria cruzar aqui com uma mesa de jogo, para
- 2:04:49poder experimentar, porque estou muito entusiasmado com
- 2:04:54o manifesto. Mas é isso então, acho que ser
- 2:04:57compacto, o que eu senti também, acho que é mais
- 2:04:59entusiasmo que a gente acaba puxando porque a
- 2:05:02gente está estudando, né? Então,
- 2:05:05é uma forma de fazer a análise mesmo. É
- 2:05:08isso, e quem quiser experimentar justamente esse
- 2:05:11tipo de coisa, se vocês sabem um jeito de
- 2:05:14experimentar o esquema do novo simulacionismo, falem
- 2:05:17para a gente, mas se vocês quiserem experimentar Oil
- 2:05:19Fantasy, que está aí nas mesmas temcheiras, eu te
- 2:05:24convido a jogar birgota com a gente, João e eu somos
- 2:05:27mestres lá, eu estou de mudança, não estou mestrando
- 2:05:30agora, mas se você entrar na comunidade lá, vai ter
- 2:05:32gente querendo organizar mesas e mestres, querendo
- 2:05:35organizar sessões, então entrem lá, eu vou deixar o
- 2:05:39link no escritivo do episódio para vocês jogarem
- 2:05:41birgota e jogar também Fines Terra, que é outro
- 2:05:44projeto de mesa aberta, com o Hícaro, que mestra o
- 2:05:50estilo Oil Fantasy, então, declaradamente, então, vocês
- 2:05:55podem, se vocês quiserem experimentar o Oil Fantasy,
- 2:05:57quiserem ver esses insights acontecendo em mesa, estão
- 2:06:02convidadíssimos para participar. Boa,
- 2:06:04e eu vou fazer só um comentário que também agora
- 2:06:08no Dojo, que é um projeto também com o Cobb e com o
- 2:06:11Balb, eu estou fazendo agora Arena Combat Full, ou
- 2:06:15Arena Comitê, e a gente vai fazer uma certa
- 2:06:17periodicidade, então, quem não conhece o projeto
- 2:06:20também, se enterar no Dojo RPG. Exatamente.
- 2:06:23Para cagar a regra agora no combate. Exatamente,
- 2:06:27é isso. Bom, João, muito obrigado, cara,
- 2:06:31pelo bate -papo, a gente foi quase duas horas aqui
- 2:06:33tocando edição, haja abraço em tito. Agora
- 2:06:38o tito se veja com a gente. Eu
- 2:06:39vou deixar aí duas perguntas para você
- 2:06:42responder na enquete. Bom, a pergunta que eu vou
- 2:06:47deixar é a seguinte, e aí, deu para sacar qual a
- 2:06:52pegada desse novo simulacionismo, ou gerou
- 2:06:56mais dúvida do que resposta? Essa
- 2:06:58é a pergunta aí, é uma pergunta sim ou não, ficou
- 2:07:02com mais dúvida, então, para você trouxer várias
- 2:07:05respostas. E, João, quer deixar alguma
- 2:07:07pergunta para a galera escrever a respeito? Putz,
- 2:07:10vamos ver se mimeses e diajéticos definem os
- 2:07:16estilos de jogos, ou pelo menos levam algum estilo de
- 2:07:19jogo? É uma boa, vou botar o
- 2:07:21seguinte, eu vou botar o seguinte, escreve para a
- 2:07:24gente aí o que você entende de diferença entre
- 2:07:28jogos de natureza mimética e jogos de natureza
- 2:07:30diajética. Bom, é uma pergunta absurda,
- 2:07:33provavelmente vai dar pouca gente respondendo, mas, se
- 2:07:37você se interessar no assunto, e se você tem
- 2:07:40algum site a respeito, compartilha com a gente aí,
- 2:07:43a gente vai deixar esses dois pontos da enquete para
- 2:07:45você responder. Galera, queria agradecer aí vocês
- 2:07:49também, que ficaram vindo a gente até agora, e lembrar
- 2:07:52que você pode se tornar um assinante do Café com o
- 2:07:54Dungeon se você não é. apoia
- 2:07:55.se, barra Café com o Dungeon, você chega lá e
- 2:07:59escolhe o teu nível de apoio, você pode dar soma
- 2:08:02contribuição a partir de cinco reais, como fizeram
- 2:08:04aí alguns contribuintes, eu tão agradeço todos os
- 2:08:07nossos assinantes no nível incentivo, inclusive o
- 2:08:11Enneas e os Aburos Suzuki, muito obrigado pelo teu
- 2:08:15apoio, cara, também agradecer à galera do nível
- 2:08:17comunidade, que tem acesso ao nosso Telegram, então
- 2:08:21queria agradecer aí o Evaldo .al, que está no
- 2:08:23dojo também, o Vinícius Silva Rosa também
- 2:08:25igualmente, o Francioli da Silva Dantas aí, que apoiu
- 2:08:29a gente no nosso primeiro mês aí, e o Janari Dama
- 2:08:34Sena, galera, muito obrigado pelo apoio de vocês,
- 2:08:37agradecer também a galera do RPG Dojo, então
- 2:08:39agradecer o Marcos Alves, Gonçalves Junior, Grande
- 2:08:42Marcos, que está também lá no dojo, Pedro Erle, o
- 2:08:46Luiz Guilherme, e o Vitorubo Martins, galera,
- 2:08:51muito obrigado pelo apoio de vocês, agradecer a
- 2:08:53galera do Trenamento Oil Fantasy, aí no caso,
- 2:08:56agradecer o Fabício Nepe, aí o autista -rpgista, o
- 2:09:00Rafael Machado Bardal, Bruno Cobb, Diego Sistito, Cesar
- 2:09:03Machado, Abírio Junior, e Leo Gasparoto, que deu
- 2:09:07sinal de vida, um abraço, Leo Gasparoto, e finalmente
- 2:09:10agradecer aí muito um salve imenso para os membros do
- 2:09:14nível Café Combalbi, o Daniel Aidar e o Thiago
- 2:09:17Augusto. Galera, muito isso, obrigado, um
- 2:09:20abraço e até a próxima. Então,
- 2:09:34temos um trato. Eu não me lembro de nada.
- 2:09:40Nada. Compreendeu? Eu
- 2:09:47quero ser rico. Sabe, alguém importante. Como
- 2:09:54o MF -RBG? Como quiser. Obrigado.